Administração científica 2012_01

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Material da Disciplina de Fundamentos da Administração Prof. Milton Henrique miltonh@terra.com.br

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  • 1. Abordagem Clássica Taylor e Fayol Milton Henrique do Couto Neto miltonh@terra.com.br
  • 2. Desdobramentos da Abordagem Clássica Administração Ênfase nas Taylor Científica tarefas Abordagem Clássica daAdministração Teoria Ênfase na Fayol Clássica estrutura
  • 3. Abordagem Clássica Consequências da Revolução Industrial • crescimento acelerado e desorganizado das empresas; • busca pela substituição do empirismo e da improvisação; • necessidade de aumentar a eficiência e competência das organizações; • obter melhor rendimento possível dos seus recursos; • para resistir a concorrência e competição que se avolumavam entre as empresas.
  • 4. Administração Científica Teoria Clássica Taylor Fayol Chão de Fábrica  Funções Administrativas Ênfase das Tarefas  Ênfase na Estrutura De baixo para cima  De cima para baixo Frederick Winslow Taylor Henri Fayol E.U.A. França 1856 - 1915 1841 - 1925
  • 5. Administração Científica
  • 6. Pressuposto da Administração CientíficaO operário médio produzia muito menosdo que era potencialmente capaz com oequipamento disponível.Porque?Os salários eram fixos e quem trabalhava mais recebia o mesmo salário dequem trabalhava menos, portanto o funcionário acabava se acomodando,perdendo o interesse e não produzindo de acordo com a sua capacidade.SoluçãoCriar condições de pagar mais ao operário que produz mais.
  • 7. Primeiro Período de Taylor Livro: Administração de Oficinas - 19031. O objetivo da Administração é pagar salários melhores e reduzir custos de produção.3. Para tal objetivo, a Administração deve aplicar métodos científicos de pesquisa formular princípios e estabelecer processos padronizados que permitam o controle das operações fabrís.5. Os empregados devem ser científicamente selecionados e colocados em seus cargos com condições de trabalho adequadas.7. Os empregados devem ser cientificamente treinados para aperfeiçoar suas aptidões e executar uma tarefa para que a produção normal seja cumprida.9. A Administração precisa criar uma atmosfera de cooperação com os trabalhadores para garantir a permanência desse ambiente psicológico.
  • 8. Primeiros Estudos Desenvolvidos por Taylor • em relação ao desenvolvimento de pessoal e seus resultados – acreditava que oferecendo instruções sistemáticas e adequadas aos trabalhadores, ou seja, treinando-os, haveria possibilidade de fazê-los produzir mais e com melhor qualidade.
  • 9. Primeiros Estudos Desenvolvidos por• Taylor a atuação dos em relação ao planejamento e processos – achava que todo e qualquer trabalho necessita, preliminarmente, de um estudo para que seja determinada uma metodologia própria visando sempre o seu máximo desenvolvimento.
  • 10. Primeiros Estudos Desenvolvidos por Taylor• em relação a produtividade e a participação dos recursos humanos – estabelecia a coparticipação entre o capital e o trabalho, cujo resultado refletirá em menores custos, salários mais elevados e, principalmente, em aumentos de níveis de produtividade.
  • 11. Primeiros Estudos Desenvolvidos por• Taylor atividades em relação ao autocontrole das desenvolvidas e às normas procedimentais – introduziu o controle com o objetivo de que o trabalho seja executado de acordo com uma seqüência e um tempo pré-programados, de modo a não haver desperdício operacional. – Inseriu, também, a supervisão funcional, estabelecendo que todas as fases de um trabalho devem ser acompanhadas de modo a verificar se as operações estão sendo desenvolvidas em conformidades com as instruções programadas. – Finalmente, apontou que estas instruções programadas devem, sistematicamente, ser transmitidas a todos os empregados.
  • 12. Segundo Período de Taylor Livro: Princípios da Administração Científica - 1911 As indústrias de sua época padeciam de três males:3. Vadiagem sistemática dos operários;5. Desconhecimento, pela gerência, das rotinas de trabalho e do tempo necessário para sua realização;7. Falta de uniformidade das técnicas e métodos de trabalho.
  • 13. Elementos de Aplicação da Administração Científica Estudo de tempos e padrões de produção; Supervisão funcional; Padronização de máquinas, ferramentas, instrumentos e materiais; Planejamento do desenho de tarefas e cargos; Princípio da exceção; Prêmios de produção pela execução eficiente das tarefas; Definição da rotina de trabalho.
  • 14. Organização Racional do Trabalho Análise do trabalho e estudo dos tempos e movimentos. Estudo da fadiga humana. Divisão do trabalho e especialização do operário. Desenho de cargos e de tarefas. Incentivos salariais e prêmios de produção. Conceito do homo economicus. Condições ambientais de trabalho, como iluminação, conforto etc. Padronização de métodos e de máquinas. Supervisão funcional.
  • 15. Organização Racional do Trabalho Análise do trabalho e estudo dos tempos e movimentos. Estudo da fadiga humana. Divisão do trabalho e especialização do operário. Desenho de cargos e de tarefas. Incentivos salariais e prêmios de produção. Conceito do homo economicus. Condições ambientais de trabalho, como iluminação, conforto etc. Padronização de métodos e de máquinas. Supervisão funcional.
  • 16. ORT – Estudo dos Tempos e MovimentosVANTAGENS:Elimina movimentos inúteis e os substitui poroutros mais eficazes;Racionaliza a seleção e treinamento do pessoal;Melhora a eficiência do operário e o rendimentoda produção;Distribui uniformimente o trabalho, para que nãohaja períodos de falta ou excesso de trabalho.
  • 17. ORT – Estudo dos Tempos e MovimentosOBJETIVOS:Eliminação de todo o desperdício deesforço humano;Adaptação dos operários à própriatarefa;Treinamento dos operários paramelhor adequação a seus trabalhos;Maior especialização das atividades;Estabelecimento de normas detalhadasde execução do trabalho.
  • 18. Movimentos Elementares 1. Procurar 2. Escolher 3. Pegar 4. Transportar vazio 5. Transportar cheio 6. Posicionar (colocar em posição) 7. Preposicionar (preparar para colocar em posição) 8. Unir (ligar ou anotar) Therblig 9. Separar 10. Utilizar Anagrama de Gilbreth 11. Soltar a carga 12. InspecionarFrank Gilbreth – engenheiro 13. Segurar americano que acompanhou Taylor 14. Esperar inevitavelmente 15. Esperar quando evitável 16. Repousar 17. Planejar
  • 19. Movimentos Elementares Pegar o parafuso; Transportá-lo até a peça; Posicioná-lo; Posicioná-lo Pegar e; Transportar a chave de fenda até o parafuso; Utilizá-la e; Posicioná-la no local original.
  • 20. Organização Racional do Trabalho Análise do trabalho e estudo dos tempos e movimentos. Estudo da fadiga humana. Divisão do trabalho e especialização do operário. Desenho de cargos e de tarefas. Incentivos salariais e prêmios de produção. Conceito do homo economicus. Condições ambientais de trabalho, como iluminação, conforto etc. Padronização de métodos e de máquinas. Supervisão funcional.
  • 21. ORT – Estudo da Fadiga HumanaA fadiga predispõe o trabalhador para:Diminuição da produtividade e da qualidadedo trabalho;Perda de tempo;Aumento da rotatividade de pessoal;Doenças e acidentes;Diminuição da capacidade de esforço.
  • 22. Organização Racional do Trabalho Análise do trabalho e estudo dos tempos e movimentos. Estudo da fadiga humana. Divisão do trabalho e especialização do operário. Desenho de cargos e de tarefas. Incentivos salariais e prêmios de produção. Conceito do homo economicus. Condições ambientais de trabalho, como iluminação, conforto etc. Padronização de métodos e de máquinas. Supervisão funcional.
  • 23. ORT – Divisão do Trabalho e Especialização do OperárioFigura 3.2. A divisão do trabalho e a especialização do operário Cada operário Vários operários Vários operários desempenha desempenham em desempenham em série a tarefa total paralelo partes da tarefa partes da tarefa total
  • 24. ORT – Divisão do Trabalho e Especialização do OperárioCada operário passou a ser especializado naexecução de uma única operação ou tarefa, demaneira contínua e repetitiva.
  • 25. Organização Racional do Trabalho Análise do trabalho e estudo dos tempos e movimentos. Estudo da fadiga humana. Divisão do trabalho e especialização do operário. Desenho de cargos e de tarefas. Incentivos salariais e prêmios de produção. Conceito do homo economicus. Condições ambientais de trabalho, como iluminação, conforto etc. Padronização de métodos e de máquinas. Supervisão funcional.
  • 26. ORT – Desenho de Cargos e Tarefas• TAREFA – Toda atividade executada por uma pessoa no seu trabalho dentro da organização.• CARGO – Conjunto de tarefas executadas de maneira cíclica ou repetitiva.• DESENHAR UM CARGO – Especificar seu conteúdo (tarefas), os métodos de executar as tarefas e as relações com os demais cargos existentes.
  • 27. Vantagens na Simplificação do Desenho de Cargos1. Admissão de empregados com qualificações mínimas e salários menores para reduzir os custos de produção• Minimização dos custos de treinamento• Redução de erros na execução para diminuir rejeições e refugos• Facilidade na supervisão para que cada supervisor possa controlar mais facilmente sua equipe• Aumento da eficiência do trabalhador permitindo maior produtividade.
  • 28. Organização Racional do Trabalho Análise do trabalho e estudo dos tempos e movimentos. Estudo da fadiga humana. Divisão do trabalho e especialização do operário. Desenho de cargos e de tarefas. Incentivos salariais e prêmios de produção. Conceito do homo economicus. Condições ambientais de trabalho, como iluminação, conforto etc. Padronização de métodos e de máquinas. Supervisão funcional.
  • 29. ORT – Incentivos Salariais e Prêmios de ProduçãoRemuneração baseada na produção de cada operário O operário que produz pouco ganha pouco e o que produz mais, ganha na proporção de sua produção O estímulo salarial adicional para que os operários ultrapassem o tempo padrão é o prêmio de produção.
  • 30. ORT – Incentivos Salariais e Prêmios de Produção Prêmio de ProduçãoRemuneração 100% 110% Peças Produzidas e Nível de Eficiência
  • 31. Organização Racional do Trabalho Análise do trabalho e estudo dos tempos e movimentos. Estudo da fadiga humana. Divisão do trabalho e especialização do operário. Desenho de cargos e de tarefas. Incentivos salariais e prêmios de produção. Conceito do homo economicus. Condições ambientais de trabalho, como iluminação, conforto etc. Padronização de métodos e de máquinas. Supervisão funcional.
  • 32. ORT – Conceito de Homo Economicus Toda pessoa é concebida como influenciada exclusivamente por recompensas salariais, econômicas e materiais.  O Homem não trabalha por que gosta, mas como meio de ganhar a vida;  O homem é motivado a trabalhar pelo medo da fome e pela necessidade de dinheiro para viver;  As recompensas salariais e os prêmios de produção influenciam os esforços individuais do trabalho, fazendo com que o trabalhador desenvolva o máximo que suportar fisicamente para ganhar mais;  Uma vez selecionado científicamente o trabalhador, ensinado o método de trabalho e condicionada sua remuneração à eficiência, este passaria a produzir o máximo dentro de sua capacidade física.
  • 33. Organização Racional do Trabalho Análise do trabalho e estudo dos tempos e movimentos. Estudo da fadiga humana. Divisão do trabalho e especialização do operário. Desenho de cargos e de tarefas. Incentivos salariais e prêmios de produção. Conceito do homo economicus. Condições ambientais de trabalho, como iluminação, conforto etc. Padronização de métodos e de máquinas. Supervisão funcional.
  • 34. ORT – Condições de Trabalho • Adequação de instrumentos e ferramentas de trabalho e de equipamentos de produção para minimizar o esforço do operador e a perda de tempo na execução da tarefa; • Arranjo físico das máquinas e equipamentos para racionalizar o fluxo da produção; • Melhoria do ambiente físico de trabalho de maneira que o ruído, a ventilação, a iluminação, o conforto no trabalho não reduzam a eficiência do trabalhador; • Projetos de instrumentos e equipamentos especiais, como transportadores, seguidores, contadores e utensílios para reduzir movimentos inúteis.No fundo a preocupação é na eficiência e não no conforto do operário.
  • 35. Organização Racional do Trabalho Análise do trabalho e estudo dos tempos e movimentos. Estudo da fadiga humana. Divisão do trabalho e especialização do operário. Desenho de cargos e de tarefas. Incentivos salariais e prêmios de produção. Conceito do homo economicus. Condições ambientais de trabalho, como iluminação, conforto etc. Padronização de métodos e de máquinas. Supervisão funcional.
  • 36. – Máquinas e equipamentos;ORT - Padronização – Ferramentas e instrumentos de trabalho; – Matérias-primas e componentes; Para reduzir – Variabilidade e; – Diversidade no processo produtivo; E daí – Eliminar o desperdício; – Aumentar a eficiência.
  • 37. Organização Racional do Trabalho Análise do trabalho e estudo dos tempos e movimentos. Estudo da fadiga humana. Divisão do trabalho e especialização do operário. Desenho de cargos e de tarefas. Incentivos salariais e prêmios de produção. Conceito do homo economicus. Condições ambientais de trabalho, como iluminação, conforto etc. Padronização de métodos e de máquinas. Supervisão funcional.
  • 38. ORT – Supervisão Funcional Supervisor Supervisor Supervisor de de de Produção Manutenção Qualidade Operário A Operário B Operário C Operário D
  • 39. Princípios da Administração Científica 1. Princípio de Planejamento – Substituir no trabalho o critério individual do operário, a improvisação e a atuação empírico- prática, por métodos baseados em procedimentos científicos.
  • 40. Princípios da Administração Científica 1. Princípio de Preparo – Selecionar científicamente os trabalhadores de acordo com suas aptidões e prepará-los e treiná- los para produzirem mais e melhor; – Preparar também as máquinas e equipamentos através de arranjo físico e disposição racional das ferramentas e materiais.
  • 41. Princípios da Administração Científica 1. Princípio de Controle – Controlar o trabalho para se certificar de que este já está sendo executado de acordo com os métodos estabelecidos e segundo o plano previsto.
  • 42. Princípios da Administração Científica1. Princípio da Exceção – Distribuir distintamente atribuições e responsabilidades para que a execução do trabalho seja disciplinada; – Tudo o que ocorre dentro dos padrões normais não deve ocupar a atenção do administrador, que deve verificar as ocorrências que se afastem dos padrões;
  • 43. Princípios da Administração Científica 1. Princípio da Exceção – Decisões frequentes devem ser transformadas em rotinas e delegadas aos subordinados, deixando problemas mais sérios e importantes aos superiores. Delegação
  • 44. Princípios da Administração Científica 1. Princípio da Exceção Superior Delegada aos Subordinados Frequência Superior Região da Normalidade Exceções Exceções Q1 Q2 Q3 Ocorrências
  • 45. Críticas a Administração Científica• Mecanicismo da Administração Científica – O homem deveria produzir como uma máquina ou robô, uma vez que Taylor procurava, sem conhecer devidamente o organismo humano, conseguir o rendimento máximo, quando deveria máximo perseguir o rendimento ótimo. ótimo
  • 46. Críticas a Administração Científica• Superespecialização do Operário – O fracionamento das tarefas privam o operário da satisfação no trabalho, e, o que é pior, violam a dignidade humana.
  • 47. Críticas a Administração Científica • Visão Microscópica do Homem – Com uma concepção negativista do homem (na qual as pessoas são preguiçosas e ineficientes), Taylor ignora que o trabalhador é um ser humano e social; – A Administração Científica considera o homem apenas em termos de suas relações com seus instrumentos de trabalho e com seus superiores, deixando de lado a questão social e informal da relação humana.
  • 48. Críticas a Administração Científica• Ausência de Comprovação Científica – Usou-se pouquíssima pesquisa e experimentação científica; – O conhecimento foi alcançado pela evidência e não pela abstração; – Os aspectos mais importantes referem-se ao como e não ao porque da ação do operário.
  • 49. Críticas a Administração Científica• Abordagem Incompleta da Organização – Por não considerar os aspectos informais, nem os aspectos humanos da organização, a Administração Científica é considerada incompleta, parcial e inacabada.
  • 50. Críticas a Administração Científica• Limitação do Campo de Aplicação – Taylor se restringiu aos problemas de produção localizados na fábrica, não considerando os demais aspectos da vida de uma empresa, como financeiros, comerciais, etc.
  • 51. Críticas a Administração Científica• Abordagem Prescritiva e Normativa – A Administração Científica se preocupa em prescrever princípios como receituário suficiente para todas as cisrcunstâncias, como se fossem soluções enlatadas que regem o como fazer quando deveria, primeiramente, explicar seu funcionamento. funcionamento
  • 52. Críticas a Administração Científica • Abordagem de Sistema Fechado – A Administração Científica visualiza as empresas como se elas existissem no vácuo, ou como se fossem entidades autônomas, absolutas e hermeticamente fechadas a qualquer influência vindo de fora delas; – Só visualiza o que ocorre dentro da organização.