Surge, em todo o percurso, desde as culturas primárias orais até à literacia avançada e ao processamento electrónico de informação. O Primado do Enredo
O conhecimento advém da experiência humana. Só conhecemos aquilo que somos capazes de recordar. O orador, para elaborar e exprimir um discurso devidamente articulado, tem de constituir um registo memorizado no seu pensamento, de forma a fluir no tempo. O Primado do Enredo
Usam as histórias com acção humana para armazenar, organizar e comunicar muito do que sabem. Histórias das guerras Troianas entre os antigos Gregos Anansi (aranha) As histórias Mwindo, entre os Nyanga Narrativas e Culturas Orais
Nas culturas orais primitivas, as narrativas são mais funcionais. Não existe qualquer referência ao texto visual perceptível. O som entra de uma forma natural no sentido existencial humano. Narrativas e Culturas Orais
Ong considera a escrita como o maior acontecimento de todas as invenções tecnológicas humanas. O Desenlace da Intriga: da História de Viagens à História Policial A sua reflexividade impulsionou o crescimento da consciência para lá do inconsciente.
O antigo drama clássico Grego foi a primeira forma de arte verbal ocidental a ser totalmente controlada pela escrita. Atinge o seu auge no romance policial, iniciado com o “The Murders in the Rue Morgue” de Poe, publicado em 1841. O Desenlace da Intriga: da História de Viagens à História Policial Pirâmide de Freytag
A Personagem “Redonda”, Escrita e Impressa Foi também no antigo drama clássico Grego que surgiram as primeiras aproximações à Personagem “Redonda”, usando o termo de E.M. Forster. A escrita e a leitura, como actividades solitárias que são, envolvem a mente num pensamento árduo, interiorizado e individualizado, inacessível para o povo na oralidade.
A escrita e a impressão não eliminaram inteiramente a personagem plana. A Personagem “Redonda”, Escrita e Impressa As culturas da escrita … podem, de facto, gerar em certos pontos o epíteto de personagem tipo, ou seja, personagens abstractas.
História Literária
Antiguidade ao Séc. XVIII
textos literários destinavam-se a recitações públicas
Séc. XX ao aparecimento da Cultura Electrónica
ler para a família e pequenos grupos
Oralidade Processamento Electrónico das Palavras Épico - Forma Arte Verbal Romance - Cultura Quirográfica - dependente dos modos orais de pensamento e expressão História Literária
Melhorou o ensino das habilidades da escrita
História Literária Compreensão da Psicodinâmica da Oralidade em relação à Psicodinâmica da Escrita
Poemas
Linguagem que apela às próprias palavras
Tem o seu próprio ser autónomo e interior
Novas Críticas e Formalismo
Trabalhos Literários
“ Ícone Verbal”
Antiga Crítica
Mentalidade Oral Residual
Mentalidade Textual Formalismo e Nova Crítica Mudança Novas Críticas e Formalismo
Foco na narrativa oral
Liberdade de parcialidade quirográfica e tipográfica
Estruturalismo /Textualistas e Desconstrutivistas ESTRUTURALISTAS TEXTUALISTAS
Textos impressos
Época do romantismo
Pouca importância com as continuidades históricas
Diminuição da parcialidade quirográfica e tipográfica
Rejeição da comunicação electrónica
Realismo bruto
Atenção à primazia do som
Incentivado pela textualidade
Mais marcante logo após a textualidade quirográfica ser reforçada pela cópia
Textualistas e Desconstrutivistas CONEXÃO LOGOCENTRISMO - FONOCENTRISMO
Teorias dos actos de Linguagem e da Estética da Recepção
Teorias dos actos de Linguagem
Três actos da Linguagem:
Acto Locutório
Acto Ilocutório
Acto Perlocutório
Teorias dos actos de Linguagem e da Estética da Recepção
Nesta descrição estão implícitos:
Princípio de Cooperação
Implicatura
Teorias dos actos de Linguagem e da Estética da Recepção
Teoria da Estética da Recepção
Diferenças entre ler e escrever e a comunicação oral, em termos de ausência
Oralidade, Escrita e Ser Humano
A passagem da oralidade para a escrita foi muito importante em grande parte das mudanças da vida humana (trocas comerciais, práticas educativas, organização da política, entre outros aspectos).
Tanto a oralidade como a crescente literacia, fora da oralidade, são necessárias para a evolução da consciência.
Media versus Comunicação Humana
O modelo «medium» condiciona a oralidade e a escrita, uma vez que a existência de um destinatário é necessária quando se produz uma mensagem.
A comunicação é intersubjectiva. O modelo dos media não o é.
O voltar-se para dentro: Consciência e Texto
No início da vida do ser humano, o indivíduo desenvolve a sua oralidade, estruturando a linguagem. Quando se inicia na escrita, começa a intensificar o seu sentido do «eu»
Escrever é o despertar da consciência.
Oralidade e literacia relacionam-se assim com as dinâmicas da própria consciência.
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