Arquitetura Sustentável<br />Eficiência Energética e Ambiental<br />Miguel Fábregues, arquiteto e urbanista<br />
Eficiência<br />A eficiência refere-se a relação entre os resultados obtidos e os recursos empregados. <br />Existem diver...
Atualmente quando se fala em sustentabilidade associamos esta palavra as mais variadas questões, e na indústria, a associa...
Apesar do potencial no crescimento em eficiências operacionais, redução de custos, diminuição do seufootprint ambiental, e...
Realidade Internacional<br />Dos 14.911 projetos registrados no programa de certificação de edifícios verdes do USGBC’s LE...
Realidade Nacional<br />Em dados da Prefeitura de São Paulo, no ano de 2006 as áreas ocupadas por atividades industriais r...
Barreiras da Eficiência Energética em Edificações<br />Deficiêncianoscódigosde obras<br />Inadequações de projeto como, po...
Benefícios<br />Brasil: normas e códigos de eficiência energética podem levar a uma economia de 12% no consumo de energia ...
Condicionamento de Ar: potencial de economia entre 10 e 20%
Envoltória: potencial da ordem de 10%, trabalhando-se por exemplo: área de vidro, fator solar do vidro, presença de sombre...
Normas Existentes<br />Nacionais<br />PROCEL Indústria<br />Procel Edifica<br />GBC Brasil – LEED<br />Internacionais<br /...
PROCEL<br />O Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica – PROCEL foi criado em 1985 pelos Ministérios de Minas ...
PROCEL<br />O Procel tem diversas linhas de atuação, que abrangem diferentes segmentos de consumo de energia. Sua atuação ...
PROCEL<br />
PROCEL<br />Regulamentação<br /> <br />Lei 10.295, de 17 de outubro de 2001<br /> <br />Artigo 4º da Lei 10.295<br />“O Po...
No caso das edificações comerciais, de serviços e públicas, aplica-se a edifícios com área total útil mínima de 500m2 ou c...
Auditoria no edifício em uso (pós habite-se e com sistemas instalados) realizada pelo auditor credenciado: é fornecida uma...
GBC-Au Green Star Industrial<br />
GBC-Au Green Star IndustrialPeso das Categorias<br />
GBC-Au Green Star Industrial<br />
BREEAM Industrial<br />Estaferramentafoidesenvolvidaparaatenderduassituações:<br />Speculative:para o desenvolvimento de e...
BREEAM Industrial<br />
Estratégias para a Sustentabilidade<br />
Envoltória<br />Envoltória,os componentes que separam o interior do exterior.<br />Estas devem promover modularidade, efic...
Envoltória<br />Coberturas Frias (CoolRoof’s) e Coberturas Verdes (Green Roof’s)<br />Uma Cobertura Fria é aquela que refl...
Iluminação<br />Arquivos brancos, paredes pintadas de branco e superfícies de trabalhos brancas (White packagingwithinther...
Iluminação<br />
Aquecimento<br />Solar<br />Desde janeiro de 2008 a empresa Tégula – uma empresa do Grupo Monier, líder mundial em soluçõe...
Aquecimento / Refrigeração<br />Geotérmico<br />
Aquecimento / Refrigeração<br />Geotérmico<br />
Refrigeração<br />Chaminés Inversas<br />
Energia<br />Solar - Fotovoltaica<br />
Energia<br />Eólica<br />
Água<br />
Projeto Arujá<br />
Projeto Arujá<br />
Projeto Arujá<br />
Projeto Arujá<br />
Projeto Arujá<br />
Estratégias comprovadas para construções industriais sustentáveis<br />Contrapartida em curto prazo (cinco anos ou menos)<...
Estratégias comprovadas para construções industriais sustentáveis<br />Contrapartida em longo prazo (mais que cinco anos)<...
Estratégias comprovadas para construções industriais sustentáveis<br />Sem custo em contrapartida, benefícios imateriais<b...
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  • Bons exemplos de Arquitectura Industrial Sustentável, vou analisá-lo e compará-lo com o meu projecto de fim do curso........
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Arquitetura Industrial Sustentavel

  1. 1. Arquitetura Sustentável<br />Eficiência Energética e Ambiental<br />Miguel Fábregues, arquiteto e urbanista<br />
  2. 2. Eficiência<br />A eficiência refere-se a relação entre os resultados obtidos e os recursos empregados. <br />Existem diversos tipos de eficiência, que se aplicam a áreas diferentes do conhecimento.<br />Hoje vamos falar sobre eficiência energética e ambiental. <br />
  3. 3. Atualmente quando se fala em sustentabilidade associamos esta palavra as mais variadas questões, e na indústria, a associamos principalmente aos processos industriais e não a edificação onde estes processos são realizados.<br />
  4. 4. Apesar do potencial no crescimento em eficiências operacionais, redução de custos, diminuição do seufootprint ambiental, e melhora da satisfação e desempenho do empregado, o setor industrial tem sido lento ao tentar acompanhar o movimento de sustentabilidade. <br />
  5. 5. Realidade Internacional<br />Dos 14.911 projetos registrados no programa de certificação de edifícios verdes do USGBC’s LEED em 2008, apenas 155 são classificados como edifícios industriais, representando apenas 1% de todos os projetos LEED. E apenas um punhado desses projetos são realmente fabris ou de distribuição de materiais perecíveis.<br />
  6. 6. Realidade Nacional<br />Em dados da Prefeitura de São Paulo, no ano de 2006 as áreas ocupadas por atividades industriais representavam 7% do total da cidade contra 15% das áreas de edifícios comerciais, estes que atualmente tem sido foco das discussões de sustentabilidade. <br />Sendo que as áreas industriais têm uma característica única, são geralmente largas áreas, que freqüentemente são administradas por um único grupo. O que pode, se tomadas atitudes de sustentabilidade gerar um grande impacto sobre a qualidade da cidade e do ambiente. <br />
  7. 7. Barreiras da Eficiência Energética em Edificações<br />Deficiêncianoscódigosde obras<br />Inadequações de projeto como, por exemplo:<br />Orientação inadequada da edificação em relação à trajetória solar.<br />Aberturasmal dimensionadas.<br />Especificação inadequada de material para cobertura e vedações de fachadas, inclusivedas aberturas.<br />Desconsideração de ventos dominantes e ausência de ventilação adequada.<br />Ausênciade simulaçãoenergética na fase de projeto<br />Pouco aproveitamento de energia renovável<br />Utilização de equipamentos não eficientes<br />Falta de integração entre os profissionais envolvidos<br />Poucaespecialização da mão de obra utilizada na construção civil<br />Dificuldadesde financiamento<br />
  8. 8. Benefícios<br />Brasil: normas e códigos de eficiência energética podem levar a uma economia de 12% no consumo de energia no país de 2000 a 2020 (Duffie, 1996)<br />Setor Público: uso de requisitos técnicos de eficiência em licitações de obras públicas para redução dos custos operacionais das edificações<br />Empreendedores: estratégia de mercado para promoção de vendas: leardershipbyexample<br />Usuários: redução do consumo de energia para os usuários dos imóveis.<br />Benefícios<br />Só para ter uma idéia do potencial de economia, especificamente em edificações...<br /><ul><li>Iluminação: potencial de economia de até30%
  9. 9. Condicionamento de Ar: potencial de economia entre 10 e 20%
  10. 10. Envoltória: potencial da ordem de 10%, trabalhando-se por exemplo: área de vidro, fator solar do vidro, presença de sombreamento.</li></li></ul><li>Oportunidade<br />Ou seja, aqui se abre uma janela de oportunidade para fazermos a diferença!<br />
  11. 11. Normas Existentes<br />Nacionais<br />PROCEL Indústria<br />Procel Edifica<br />GBC Brasil – LEED<br />Internacionais<br />Reino Unido – BREEAM Industrial (2006)<br />Austrália – GBC - Green Star Industrial (2008)<br />
  12. 12. PROCEL<br />O Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica – PROCEL foi criado em 1985 pelos Ministérios de Minas e Energia e da Indústria e Comércio, e gerido por uma Secretaria Executiva subordinada à Eletrobrás. Em 1991, o Procel foi transformado em Programa de Governo, tendo abrangência e responsabilidade ampliadas.A missão do Procel é “promover a eficiência energética, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida da população e eficiência dos bens e serviços, reduzindo os impactos ambientais”.<br />
  13. 13. PROCEL<br />O Procel tem diversas linhas de atuação, que abrangem diferentes segmentos de consumo de energia. Sua atuação é concretizada por meio de subprogramas específicos, como: <br />Centro Brasileiro de Informação de Eficiência Energética - ProcelInfo<br />Eficiência Energética em Edificações – Procel Edifica <br />Eficiência Energética em Equipamentos - Procel Selo <br />Eficiência Energética Industrial - Procel Indústria <br />Eficiência Energética no Saneamento Ambiental - Procel Sanear <br />Eficiência Energética nos Prédios Públicos - Procel EPP <br />Gestão Energética Municipal - Procel GEM <br />Informação e Cidadania - Procel Educação <br />Eficiência Energética na Iluminação Pública e Sinalização Semafórica - Procel Reluz <br />
  14. 14. PROCEL<br />
  15. 15. PROCEL<br />Regulamentação<br /> <br />Lei 10.295, de 17 de outubro de 2001<br /> <br />Artigo 4º da Lei 10.295<br />“O Poder Executivo desenvolverá mecanismos que promovam a eficiência energética nas edificações construídas no País.”<br /> <br />Decreto 4.059 de 19/12/2001<br />– Determina que as edificações atendam a níveis máximos de consumo, ou mínimo de eficiência energética, estabelecidos com base em indicadores técnicos e regulamentação especifica<br />– Institui e define competências do Comitê Gestor de Indicadores e Níveis de Eficiência Energética – CGIEE<br />– Determina a constituição do Grupo Técnico para Eficientização de Energia nas Edificações – GT MME<br />
  16. 16. No caso das edificações comerciais, de serviços e públicas, aplica-se a edifícios com área total útil mínima de 500m2 ou com tensão de abastecimento superior ou igual a 2,3kV, para edifícios condicionados; edifícios parcialmente condicionados e edifícios naturalmente ventilados<br />– Implementação por meio de Programa de Etiquetagem em duas etapas:<br /><ul><li>Projeto e Documentação: é emitido um certificado com etiqueta, atestando o nível de eficiência
  17. 17. Auditoria no edifício em uso (pós habite-se e com sistemas instalados) realizada pelo auditor credenciado: é fornecida uma placa com o certificado, que poderá ser exposta no edifício</li></li></ul><li>USGBC LEED-NC Categorias<br />
  18. 18. GBC-Au Green Star Industrial<br />
  19. 19. GBC-Au Green Star IndustrialPeso das Categorias<br />
  20. 20. GBC-Au Green Star Industrial<br />
  21. 21. BREEAM Industrial<br />Estaferramentafoidesenvolvidaparaatenderduassituações:<br />Speculative:para o desenvolvimento de empreendimentos com ocupaçãoindefinida; <br />Fitted Out:para o desenvolvimento de empreendimentos com ocupaçãodefinida.<br />As avaliações BREEAM Industrial podem ser realizadas em: <br />Novos edifícios <br />Na fase de projeto e nas fases pós-construção <br />Nas remodelações de edifícios existentes<br />
  22. 22. BREEAM Industrial<br />
  23. 23. Estratégias para a Sustentabilidade<br />
  24. 24. Envoltória<br />Envoltória,os componentes que separam o interior do exterior.<br />Estas devem promover modularidade, eficiência em montagem e redução do desperdício, que é conseguido com alto grau de industrialização dos componentes construtivos.<br />Prever sombreamento das fachadas para melhoria do desempenho térmico.<br />Sistemas utilizados:<br />Painéis pré-fabricados de concreto<br />InsulatedConcreteForms (ICF)<br />Sistema Tilt-up<br />
  25. 25. Envoltória<br />Coberturas Frias (CoolRoof’s) e Coberturas Verdes (Green Roof’s)<br />Uma Cobertura Fria é aquela que reflete o calor solar e emite a radiação absorvida de volta para a atmosfera. A cobertura literalmente se mantém fria e reduz a quantidade de calor transferida para o edifício abaixo, mantendo o edifício frio e com uma temperatura mais constante.<br />
  26. 26. Iluminação<br />Arquivos brancos, paredes pintadas de branco e superfícies de trabalhos brancas (White packagingwithintheracking system, whitepaintedwalls, and white-facedinsulation) ajudam a refletir toda luz natural disponível. B. Unidades de absorção de luz natural de 4x8 pés (1,21x2,43 m) com vidro triplo em conjunto com lâmpadas fluorescentes T5 e sensores de luz e movimento que desligam a iluminação elétrica ou a diminuem de intensidade, baseado na atividade que ocorre no local e no nível de luminosidade natural.<br />
  27. 27. Iluminação<br />
  28. 28. Aquecimento<br />Solar<br />Desde janeiro de 2008 a empresa Tégula – uma empresa do Grupo Monier, líder mundial em soluções para telhados – localizada no interior de São Paulo, em Atibaia está operando com sistema de aquecimento solar Heliotek. São 1.122 m² de coletores solares MK17- Performance Line - ideal para grandes empreendimentos. Estes coletores possuem alta eficiência para temperaturas de água entre 70 a 90°C, além de terem classificação A do INMETRO, aletas soldadas por ultra-som e isolamento térmico em poliuretano, entre outros diferenciais.<br />Estes coletores foram instalados na fábrica da Tégula com a finalidade de reduzir os gastos no aquecimento dos 88.000 litros de água utilizados no processo de cura das telhas. Anteriormente, o processo utilizava apenas o diesel que atualmente serve apenas como apoio.<br />
  29. 29. Aquecimento / Refrigeração<br />Geotérmico<br />
  30. 30. Aquecimento / Refrigeração<br />Geotérmico<br />
  31. 31. Refrigeração<br />Chaminés Inversas<br />
  32. 32. Energia<br />Solar - Fotovoltaica<br />
  33. 33. Energia<br />Eólica<br />
  34. 34. Água<br />
  35. 35. Projeto Arujá<br />
  36. 36. Projeto Arujá<br />
  37. 37. Projeto Arujá<br />
  38. 38. Projeto Arujá<br />
  39. 39. Projeto Arujá<br />
  40. 40. Estratégias comprovadas para construções industriais sustentáveis<br />Contrapartida em curto prazo (cinco anos ou menos)<br />• Maior eficiência em iluminação (T5s, T8s, ou LEDs)<br />• Entrada de iluminação natural a partir de domos, aberturas zenitais e controles de movimentos / luz<br />• Ventilação natural<br />• Estratégias para cortes nos picos de demandas do edifício e equipamentos<br />• Aumento do valor –R da cobertura do edifício (isolamento, paredes reforçadas)<br />• Melhor gerenciamento de energia e controle de refrigeração/ sistema de congelador<br />• Projeto de vestíbulos para grande circulação em áreas externas para reduzir a perda de ar condicionado (para usos de armazenagem de materiais perecíveis)<br />
  41. 41. Estratégias comprovadas para construções industriais sustentáveis<br />Contrapartida em longo prazo (mais que cinco anos)<br />• Cobertura solar projetada para capturar energia, aquecimento de ambiente e aquecimento de água<br />• Captação de água de chuva para irrigação ou uso em bacias sanitárias<br />• Vegetação na cobertura<br />• Uso de peças sanitárias com baixo consumo de água, ou uso de aeradores<br />• Aquecimento/arrefecimento com água usando o sistema HVAC<br />• Poços geotérmicos para aquecer/arrefecer ambientes e átrios<br />• Poços geotérmicos para aquecer/arrefecer a água para demais processos<br />• Sistema de armazenamento de gelo acoplado para o funcionamento do sistema de ar condicionado do ambiente (para usos de armazenagem de materiais perecíveis)<br />
  42. 42. Estratégias comprovadas para construções industriais sustentáveis<br />Sem custo em contrapartida, benefícios imateriais<br />• Espaço na cobertura reservadas para instalação de geradores solares<br />• Área de espera amena para diminuir paradas desnecessárias de caminhões<br />• Áreas de descanso designadas com acesso externo para funcionários<br />• Sistemas de ventilação e captação de fumaça reforçados<br /> <br />
  43. 43. Muito Obrigado!<br />Miguel Fábregues, arquiteto e urbanista<br />Beatriz Fábregues, arquiteta e urbanista<br />

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