Figuras De Estilo

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Figuras De Estilo

  1. 1. Figuras de Estilo
  2. 2. O que são figuras de estilo? <ul><li>As figuras de estilo são recursos utilizados para enriquecer um texto, tornar a linguagem mais original, fora do vulgar e mais expressiva. </li></ul>
  3. 3. Figuras de fonologia
  4. 4. Aliteração <ul><li>Repetição de fonemas consonantais, como recurso para a intensificação do ritmo, ou efeito sonoro significativo. </li></ul><ul><li>Ex : « Galgam os gatos, guturais, gritando» António Feijó </li></ul><ul><li>O R ato r oeu a r olha da ga rr afa do R ei da R ússia. </li></ul>
  5. 5. Assonância <ul><li>Repetição de sons vocálicos. </li></ul><ul><li>Ex: “Sino de Belém, pelos que inda vêm! </li></ul><ul><li>Sino de Belém bate bem-bem-bem. </li></ul><ul><li>Sino da Paixão, pelos que lá vão! </li></ul><ul><li>Sino da Paixão bate bão-bão-bão.” </li></ul><ul><li>(Manuel Bandeira, Poesia Completa e Prosa) </li></ul>
  6. 6. Onomatopeia <ul><li>Recurso fonético que consiste numa tentativa de imitação dos ruídos naturais, através de fonemas da língua. </li></ul><ul><li>Ex: “ Bramindo o negro mar de longe brada .” (Camões) </li></ul><ul><li>Zás, pumba, psiu. </li></ul><ul><li>(atchim, cuco, pouca-terra) </li></ul>
  7. 7. Rima <ul><li>Correspondência de sons de sílabas finais de palavras, a partir da sílaba tónica. </li></ul><ul><li>Ex: Bal adas de uma outra terra, aliadas </li></ul><ul><li>Às saudades das f adas , am adas por gnomos idos </li></ul><ul><li>Retinem lívidas ainda aos ouv idos </li></ul>
  8. 8. Ritmo <ul><li>Cadência agradável que resulta da sucessão alternada de sons tónicos e átonos, regularmente repetidos. </li></ul><ul><li>Ex: «Amor é fogo que ar/de sem se ver,// </li></ul><ul><li>É ferida que dói/ e não se sente;// </li></ul><ul><li>É um contentamen /to descontente // </li></ul><ul><li>Camões </li></ul>
  9. 9. Figuras de morfossintaxe
  10. 10. Anáfora <ul><li>Repetição de uma ou mais palavras no início de versos ou frases. </li></ul><ul><li>Ex: Ela corre, ela nada, ela joga ténis, ela joga futebol, ela pratica qualquer tipo de desporto. </li></ul><ul><li>Música é paz, música é alegria, música é vida. </li></ul>
  11. 11. Anástrofe (cf. hipérbato) <ul><li>Inversão da ordem directa das palavras. </li></ul><ul><li>Ex : Esses seus muito longos cabelos . </li></ul><ul><li>« De Sol no ocaso um raio derradeiro,/que apenas fulge, morre,/escapa à nuvem que, apressada e espessa, / para apagá-lo corre », Herculano </li></ul>
  12. 12. Assíndeto (polissíndeto) <ul><li>Omissão da conjunção coordenativa . </li></ul><ul><li>Ex: “Eu hoje estou cruel, frenético , exigente.” (Cesário Verde) </li></ul><ul><li>Levantou-se, vestiu-se, calçou-se, saiu. </li></ul>
  13. 13. Hipérbato <ul><li>Separação de palavras ligadas sinta(c)ticamente, pela interposição de outros membros da frase. </li></ul><ul><li>Ex : Casos, que o namorado teve passados . </li></ul><ul><li>“ Casos /Duros que Adamastor contou futuros.” (Camões) </li></ul>
  14. 14. Paralelismo <ul><li>Repetição do esquema ou construção da frase ou do verso. </li></ul><ul><li>Ex: O João comprou um carro./ O Manuel vendeu uma mota. Meu amor ! / Meu amante !/ Meu amigo !”/ </li></ul><ul><li>(Florbela Espanca) </li></ul>
  15. 15. Pleonasmo <ul><li>Repetição de uma ideia já expressa. </li></ul><ul><li>Ex: Subir para cima, descer para baixo. </li></ul><ul><li>“ Vi , claramente visto, o lume vivo .” (Camões) </li></ul>
  16. 16. Polissíndeto <ul><li>Repetição intencional da mesma conjunção coordenativa. </li></ul><ul><li>Ex: E ri e chora e canta e salta. </li></ul><ul><li>E come e bebe e fala. </li></ul>
  17. 17. Quiasmo <ul><li>Utilização de quatro elementos apresentados dois a dois, segundo uma estrutura cruzada. </li></ul><ul><li>Ex: Eu vou à loja e ao banco e tu vais ao banco e à loja. </li></ul><ul><li> “ Mais dura , mais cruel, mais rigorosa , </li></ul><ul><li>(…) </li></ul><ul><li>Mais rigoroso , mais cruel, mais duro .” (Jerónimo Baía) </li></ul>
  18. 18. Figuras de semântica
  19. 19. Animismo ( cf. prosopopeia, personificação) <ul><li>Atribuição de características de seres animados a coisas que não as possuem. </li></ul><ul><li>Ex: Eu sou como as rochas que acordam depois de um sono muito demorado. </li></ul><ul><li>“ Plácida, a planície adormece , lavrada ainda de restos de calor.” (Virgílio Ferreira) </li></ul>
  20. 20. Antítese <ul><li>Confronto de dois elementos ou ideias antagónicas, no intuito de reforçar a mensagem. </li></ul><ul><li>Ex: O mito é o nada que é tudo .” (Fernando Pessoa) </li></ul><ul><li>Eles são como a noite e o dia . </li></ul>
  21. 21. Apóstrofe ou invocação <ul><li>apóstrofe: consiste na interpelação enfática a alguém (ou alguma coisa personificada ) </li></ul><ul><li>Ex : -Ó meu Deus! </li></ul><ul><li>«Ó tu, guarda divina, tem cuidado/ De quem sem ti não pode ser guardado.» Camões </li></ul>
  22. 22. Comparação <ul><li>Aproximação entre dois conceitos através de uma partícula comparativa (ex: “como” ou verbos semelhantes (parecer, lembrar, etc). </li></ul><ul><li>Ex: Os teus olhos parecem estrelas. </li></ul><ul><li>“ O tempo gasta a minha voz, como se fosse o seu pão” </li></ul><ul><li>Vitorino Nemésio </li></ul>
  23. 23. Elipse <ul><li>Omissão de palavras que estão subentendidas no sentido da frase. </li></ul><ul><li>Ex: A Antónia trabalhou durante vários dias e ele, (trabalhou) durante horas. </li></ul><ul><li>Ele nadou 11 metros e ela, (nadou) apenas 5 metros. </li></ul>
  24. 24. Eufemismo <ul><li>Expressão ou frase com que se atenuam ideias tristes ou chocantes </li></ul><ul><li>Ex: Ele foi desta para melhor (ou seja, ele morreu). </li></ul><ul><li>“… Só porque lá os velhos apanham de quando em quando uma folha de couve pelas hortas , fazem de nós uns Zés do Telhado!” (Aquilino Ribeiro) </li></ul>
  25. 25. Disfemismo <ul><li>Dizer de forma violenta aquilo que poderia ser apresentada de uma forma mais suave. </li></ul><ul><li>Ex: “Esticar o pernil.” </li></ul><ul><li>Vais apodrecer aí se não vieres! </li></ul>
  26. 26. Gradação <ul><li>Consiste em encadear as palavras ou ideias numa ordem progressiva ou regressiva. </li></ul><ul><li>Ex: Ele conquistou o mundo, o país, a cidade, o bairro. </li></ul><ul><li>Joana encantou, os colegas, a turma, a escola. </li></ul>
  27. 27. Hipálage <ul><li>Atribuição a um ser ou coisa de uma qualidade ou acção logicamente pertencente a outro ser. </li></ul><ul><li>Ex: As tias faziam meias sonolentas.” (Eça de Queirós) </li></ul>
  28. 28. Hipérbole <ul><li>Exagero da realidade para a tornar mais saliente. </li></ul><ul><li>Ex: Vou morrer a rir! </li></ul><ul><li>Se aquele mar foi criado num só dia, eu era capaz de o escoar numa só hora.” (Agustina Bessa - Luís) </li></ul>
  29. 29. Imagem <ul><li>Recurso a aspectos sensoriais para, a partir daí, provocar uma forte evocação afectiva </li></ul><ul><li>Ex: “Um polvo de pânico desdobra-se pelos fios.” (José Gomes Ferreira) </li></ul><ul><li>Desciam folhas pelos ares. </li></ul>
  30. 30. Ironia <ul><li>Utilização de palavras com sentido contrário ao verdadeiro. </li></ul><ul><li>Ex: Que belo presentes de aniversário…fui assaltado! Que excelentes notas…..tudo 2! </li></ul>
  31. 31. Metáfora <ul><li>Comparação de dois elementos sem o uso de uma partícula comparativa. </li></ul><ul><li>Ex: Os teus olhos são o mar. </li></ul><ul><li>O Afonso é um burro! </li></ul>
  32. 32. Metonímia <ul><li>Emprego de um vocábulo por outro, com o qual estabelece uma relação de contiguidade (o continente pelo conteúdo; o lugar pelo produto, o autor pela sua obra, etc.). </li></ul><ul><li>Ex: Um copo de água (o copo, o continente, é feito de vidro e não de água, que é o conteúdo). </li></ul><ul><li>Beber um Porto (=um cálice de vinho do Porto). </li></ul>
  33. 33. Perífrase <ul><li>Designação através de várias palavras daquilo que se poderia dizer através de menos. </li></ul><ul><li>Ex: Nos meses em que o sol é tardio ( Ou seja no Verão). </li></ul><ul><li>“ Tenho estado doente. Primeiramente, estômago – e depois, um incómodo, um abcesso naquele sítio em que se levam os pontapés…” (Eça de Queirós) </li></ul>
  34. 34. Personificação <ul><li>Atribuição de qualidades ou comportamentos humanos a seres que o não são. </li></ul><ul><li>Ex: “Havia na minha rua/Uma árvore triste .” (Saúl Dias) </li></ul><ul><li>As flores sorriem na Primavera. </li></ul>
  35. 35. Enumeração <ul><li>Apresentação sucessiva de vários elementos. </li></ul><ul><li>Ex: “Deu sinal a trombeta castelhana/Horrendo, fero, ingente e temeroso.” (Camões) </li></ul>
  36. 36. Paradoxo <ul><li>Atribui a uma realidade uma característica que lhe é contrária, pondo em evidência a sua complexidade. </li></ul><ul><li>Ex : Amo-te e odeio-te! </li></ul><ul><li>“ Que puderam tornar o fogo frio .” </li></ul>
  37. 37. Sinédoque <ul><li>Consiste em tomar o todo pela parte e a parte pelo todo, o plural pelo singular ou o singular pelo plural. </li></ul><ul><li>Ex: Não receio o inimigo (os inimigos). </li></ul>
  38. 38. Sinestesia <ul><li>Fusão de sentidos. </li></ul><ul><li>Ex: A ondulação sonora e táctil entrava pelos meus ouvidos. </li></ul><ul><li>“ Tinha um sorriso amargo.” (Eça de Queirós) </li></ul>
  39. 39. Antonomásia <ul><li>Substituição de um nome próprio por um nome sugestivo. </li></ul><ul><li>Ex: O desejado (D. Sebastião) não mais voltou. </li></ul><ul><li>O Dragão (F.C.P) mantém-se sempre à frente dos restantes clubes. </li></ul>
  40. 40. Zeugma (cf. elipse) <ul><li>Omissão de termos que já ocorreram anteriormente no enunciado. </li></ul><ul><li>Ex : Uns querem doces, outros, salgados. Depois ninguém se entende. </li></ul>
  41. 41. Trabalho elaborado por: <ul><li>TURMA C </li></ul><ul><li>GRUPO 1 </li></ul>

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