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  • 1.
  • 2. Sumario
    Agropecuária no continente Africano , uma perspectiva sustentável.
    Agropecuária: Vilã ou vitima?
    Cultivo de Tomate
    Olericultura
    Pimentão
    Terras improdutivas ganham vida
    Instalação de uma horta
    Uvas
  • 3. Agropecuária no Continente Africano: Uma perspectiva sustentável
    Não se trata de assunto pouco discutido na mídia e na educação o problema da fome crônica em diversas regiões da África, notadamente na porção subsaariana. Devido às condições climáticas e geográficas desse continente, o que se nota é o regime restrito de chuvas, concentrando-se em certos períodos do ano. Ora, a atividade agropecuária, como toda atividade humana, necessita consumir água para prosperar. Dentro das condições específicas desse continente, o que se pode fazer para se garantir a produção adequada de mantimentos para abastecer as populações locais e ainda gerar renda? A resposta certamente passa pelo uso sustentável dos recursos naturais.
    A “revolução verde” e o uso racional da água e do soloDe clima predominantemente árido e semi-árido, o continente africano conta com solos geralmente empobrecidos e muito suscetíveis à desertificação. Conforme artigo publicado no jornal britânico TheGuardian e traduzido para a Gazeta do Povo em sua edição eletrônica, referindo-se à posição da FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) sobre a escassez de alimentos neste continente, constata-se que a produção não foi capaz de atender à pressão populacional, o que ocasionou grande alta nos preços dos mesmos.
  • 4. Satisfazer a demanda interna ocasionaria grande melhora nas condições gerais de saúde e também econômicas da população, pois os alimentos voltariam a preços praticáveis e sua produção geraria empregos na produção e manufatura desses gêneros. Mas como aumentar a produção de alimentos em um continente com condições tão desfavoráveis? É necessário que sejam revistas as condições de uso de solo e da água, utilizando esses recursos, predominantemente para a produção agrícola, em detrimento da pecuária.O uso do solo para a pecuária extensiva requer grandes porções de solo, que na África só estão disponíveis nas porções de clima semi-árido, em quantidade restrita. Mesmo a pecuária intensiva requer grandes faixas de solo para o cultivo dos gêneros utilizados no fabrico de rações. Além disso, o trânsito dos animais nessas áreas torna frágil o solo da região. De acordo com Adriana da Conceição, em artigo publicado no site da ANDA, “o boi é um animal que chega a andar 10 km por dia (...) criando trilhas que sempre utiliza, causando grande compactação no local, onde não haverá chance de nascer nada. E, nesta trilha, a água escorrerá, aumentando assim as probabilidades de erosão.” Ora, a erosão e a permeabilidade dos solos são fatores decisivos para se evitar a desertificação nessas regiões.Levando em consideração o consumo de água, recurso muito escasso no continente africano, veremos que a produção exclusivamente agrícola leva vantagem sobre a criação de animais. Segundo dados da Agência Nacional de Águas, referenciados também por Adriana da Conceição, são necessários 60 litros de água para que se produza 1 kg de tomate, 2.182 litros para que se produza 1 kg de arroz e 1.500 litros de água para se produzir 1 kg de trigo. Todavia, a produção da mesma quantidade de carne requer 20.000 litros de água. Seria vantajoso se os governos envolvidos incentivassem a produção desses alimentos, que inclusive têm grande mercado para exportações, em vez do pastoreio extensivo, que predomina na África.Reflexões finaisA pecuária é um fator determinante na devastação da cobertura vegetal dos solos, além de conduzir à erosão, empobrecimento e degradação da região utilizada. Ao passo que a agricultura compete para a formação de uma capa protetora no solo, auxiliando a água a penetrá-lo e mantendo as partículas de solo em seu lugar. O uso racional do solo e da água, recursos inestimáveis na África, aliados a novas técnicas de irrigação, requer que se substitua a produção pastoril pela agricultura, gerando empregos, alimentos para abastecer o mercado interno e produtos para exportação, além de garantir a preservação desses recursos para uso continuado e pelas gerações futuras.
  • 5. Agropecuária: vilã ou vítima?
  • 6. As mudanças climáticas já em curso colocam a agricultura e a pecuária no banco de réus. Por um lado, a lavoura e o pasto são importantes fontes de gases estufa. Por outro, sofrem diretamente os impactos das mudanças climáticas.Fica a pergunta: será possível produzir alimentos para os 9,1 bilhões de habitantes que a Terra terá em 2050 sem comprometer o meio ambiente?
    Um artigo publicado por pesquisadores britânicos na revista Science discute essa questão e critica a ausência de programas voltados especificamente para a agricultura nos principais acordos climáticos fechados no cenário internacional.
    O grupo, que integra o programa do governo britânico sobre o futuro da alimentação e daagricultura, defende que novas políticas e maneiras sustentáveis de produção de alimentos sejam tema da próxima Conferência do Clima da ONU, que acontece em dezembro deste ano na África do Sul.
    “A agricultura é uma das principais fontes de CO2 e emite muitos outros gases estufa com grande impacto no aquecimento global; cerca de 47% do metano (CH4) lançado na atmosfera e 58% do óxido nitroso (N2O) vêm dessa atividade e algo precisa ser feito para mudar esse cenário”, diz o artigo.
    Mais produção sem expansão
    No Brasil, segundo dados de 2007 do Ministério do Meio Ambiente, a agropecuária responde por 25% de todo o carbono emitido anualmente. A previsão da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação é que a produção agropecuária do país, que já é uma das maiores do planeta, cresça 40% até 2019.
    Mas, felizmente, esse aumento vem acompanhado de uma redução proporcional da área de cultivo, o que significa que a agropecuária brasileira está se tornando mais eficiente e sustentável.
    “Nos últimos 30 anos, a produção de alimentos no Brasil cresceu cerca de 150% e a área de cultivo apenas 20%”, afirma o engenheiro agrônomo da Embrapa Hilton Silveira Pinto. “O Brasil tem hoje a melhor tecnologia em agricultura do mundo.”
    A opinião de Pinto ecoa no cenário internacional. Recentemente, a revista Naturepublicou uma reportagem que cita o Brasil como uma grande fazenda global e enfatiza a otimização da produção de alimentos que ocorre no país.
  • 7. Estudo prevê que a soja será uma das culturas mais afetadas pelas mudanças climáticas no Brasil. Sua área de plantio deve sofrer redução de 10% em 10 anos. (foto: Miriam Cardoso de Souza)Mesmo com os avanços na produção, as lavouras brasileiras não devem sair ilesas das transformações no clima. Uma pesquisa coordenada por Silveira Pinto mostra que o aquecimento global pode levar a prejuízos nas safras de grãos de até 7,4 bilhões de reais em 2020. “A tendência é que a área de seca se estenda até o oeste da Bahia e o sul do Piauí e o Maranhão, regiões que hoje têm uma ótima produção de grãos.”O café e a soja, principais produtos de exportação brasileiros, devem ser os mais afetados. Segundo o estudo, esses alimentos terão sua área de plantio reduzida em 10% daqui a 10 anos.O pesquisador ressalta que, apesar dos prejuízos, não haverá falta de alimento. “Algumas culturas serão afetadas negativamente, mas outras serão beneficiadas”, afirma. “Um exemplo é a cana, que se comporta melhor em altas temperaturas e ‘gosta’ de teores mais altos de CO2”.
    Pesquisas indicam que, apesar do aumento previsto na produção de carne, a pecuária brasileira emitirá menos gases por pasto (foto: Eduardo Amorim)
  • 8. TomateO cultivo exige cuidados, demanda nutrientes e rigor nos tratos culturais, pois a planta é muito sensível a várias pragas e doenças 
    Ele pertence à família Solanaceae, a mesma do pimentão, jiló, berinjela e batata, mas diferente do que muitos pensam, não se trata de uma hortaliça. O tomate é, na verdade, um fruto gerado a partir da fecundação da flor do tomateiro (Lycopersiconesculentum). Com polpa carnosa, suculenta e cheia de sementes, é base de molhos para massas e carnes, mas com ele também são feitas saladas, purês, geléias e sucos. Dependendo da variedade, o tomate apresenta vários tamanhos e formatos.
    A santa cruz, cultivada em diversas regiões brasileiras, tem frutos firmes, arredondados e bem vermelhos. O tipo italiano é alongado, tem sabor adocicado e é adequado para fazer molhos.
    Mais graúdo, o tomate-caqui tem polpa grossa e um pouco ácida. Já o cereja se diferencia por ser bem pequeno, mas existem os híbridos comerciais "longa vida", de formato do tipo salada, e cultivares rasteiras, usadas para consumo in natura.
    Quando maduro, o tomate é vermelho graças à farta quantidade de licopeno, substância que combate os radicais livres por meio de sua ação antioxidante. Além disso, previne o câncer de próstata, ovário e mama, reduz o colesterol e ajuda na defesa do organismo contra infecções.
    No entanto, devido à grande abundância de sais de cálcio no fruto, portadores de cálculos renais, reumatismo, artrite devem evitar o consumo em demasia.
    Há também frutos que apresentam cor alaranjada e contam com boa presença de beta-caroteno, precursor da vitamina A. O tomate ainda possui vitamina C, vitaminas do complexo B, fósforo e potássio.
    Apesar de ser originário da região dos Andes, da faixa de terras que vai do norte do Chile até a Colômbia, o tomateiro foi inicialmente cultivado no México. Antes considerado venenoso, por muito tempo o tomate foi utilizado pelos europeus como planta ornamental. Apenas no século 19, seu consumo tornou-se difundido. Atualmente, está presente em várias receitas culinárias no mundo todo.
  • 9. SOLO: areno-argiloso, profundo, solto, permeável, bem drenado e pouco ácidoCLIMA: de preferência ameno, mas pode ser encontrado em regiões de clima tropical de altitude, subtropical e temperadoÁREA: hortas em pequenos canteirosCOLHEITA: de três meses a 100 dias depois do transplanteCUSTOS: em média, dois a três reais o pé
    Mãos à obra A colheita é feita de 90 a 100 dias depois do início do transplante
    PLANTIO - O tomate pode ser plantado o ano todo, desde que em regiões onde o clima é ameno. Temperaturas muito baixas, como geadas, ou calor em excesso, prejudicam o desenvolvimento e a produção do tomateiro. Em locais frios, o cultivo deve ser realizado entre os meses de agosto e janeiro. Plante de março a maio em áreas com temperaturas elevadas.AMBIENTE - O tomateiro se dá bem em locais com condições climáticas variadas, porém com pouca chuva. Pode ser encontrado em regiões de clima tropical de altitude, subtropical e temperado. Mas a cultura prefere ambientes com temperatura noturna entre 15 e 19 graus e diurna de 19 a 24 graus.LOCAL - Para cultivar o tomate, o terreno deve ser profundo, solto, permeável, bem drenado, areno-argiloso e com pH entre 5,5 e 6,5. O espaçamento entre plantas pode variar de 50 a 60 centímetros e, entre os sulcos, de um a 1,20 metro.IRRIGAÇÃO - Mantenha o terreno sempre úmido. Irrigue as plantas a cada dois ou três dias. Boa incidência de sol também é recomendado, pois evita o desenvolvimento de plantas finas e quebradiças.DICA - O tomateiro apresenta bom crescimento quando no mesmo canteiro são plantadas ervas aromáticas.PROPAGAÇÃO - Inicie o plantio do tomateiro pelo sistema de mudas produzidas em bandejas de isopor. Coloque as sementes, que podem ser compradas em lojas de produtos agropecuários, nas células preenchidas com um substrato comercial. Evite o excesso, porém molhe diariamente as mudas nessa fase inicial. Mantenha as bandejas em ambiente protegido, para impedir ataque de pragas e insetos transmissores de doenças, como traça-do-tiro, ácaros, mosca branca, tripes, pulgões e burrinho.TRANSPLANTE - As plantas são transplantadas para o local definitivo assim que as mudas atingirem de quatro a cinco folhas, ou de sete a dez centímetros de altura. Sem apertar muito as hastes, amarre varas de bambu ou madeira de dois metros de altura em cada planta.COLHEITA - Com muitos ramos e caule flexível, o tomateiro tem sua colheita depois de 90 a 100 dias do início do transplante. Como o tomate continua amadurecendo fora do pé, pode ser colhido ainda não maduros.
  • 10. Olericultura
    Alface
    Considerações gerais
    A alface, botanicamente Lactuca sativa, L., pertencente à família das Compostas, é planta anual, cultivada desde a antiguidade. As suas folhas foram modificadas e aumentadas progressivamente através dos séculos, constituindo, hoje a hortaliça mais popular para consumo como salada.
    Pode ser considerada como hortaliça de inverno, existindo, contudo, em certos países, variedades já adaptadas às outras estações.
    É excelente fonte de vitamina A, possuindo quantidade apreciável das vitaminas B1 e B2, e ainda, certa porção de vitamina C, além dos elementos cálcio e ferro.
    Pelo fato de ser consumida crua, conserva todas as suas propriedades nutritivas. De agradável paladar, é aconselhada nas dietas de baixas calorias, devido ao seu pequeno valor energético.
    Variedades
    As diferentes variedades se agrupam em cinco tipos bem distintos: de cabeça crespa, de cabeça lisa, romana, de folha e de haste.
    Embora a maneira de cultivar qualquer um dos tipos seja a mesma, eles diferem bastante entre si quanto à sua adaptação às condições ambientais, resultando um produto comercial inteiramente distinto para cada tipo.
  • 11. Pertencem aos dois primeiros tipos as variedades repolhudas que, comercialmente falando, são as mais importantes.
    As alfaces de cabeça lisas possuem folhas externas bastante macias, as internas apresentam-se como recobertas por uma substancia que lembra manteiga. É o tipo de alface que mais se cultiva no Estado de São Paulo, contando com a preferência do mercado consumidor. As variedades mais disseminadas, por terem-se adaptado bem às nossas condições, são: “Repolhuda Francesa”, “Sem Rival” e “Gigante”.
    As duas primeiras produzem cabeças de tamanho médio, menos firmes que as do tipo anterior, com aparência boa, bem fechada, arredondada ou um tanto pontudo, folhas largas, sendo as mais externas lisas ou levemente enrugadas, espessas, não quebradiças, de tom verde-claro opaco, podendo ser colhidas com 80 dias após a semeação.
    A variedade “Gigante” produz plantas maiores do que as anteriores. Pelo fato de resistir em parte ao calor, é impropriamente chamada “Gigante de Verão”. No inverno, se assemelha à “Sem Rival”, com cabeças lisas e duras. Nos meses mais quentes não forma cabeças, e sim um tufo folhas grandes, mais ou menos crespas. As romanas e as de folhas, são indicadas para as pequenas hortas domiciliares, e de haste ou caule, é quase desconhecida em nosso meio.
    A alface romana possui cabeças fofas e bem alongadas e folhas compridas, ovaladas, lisas, consistentes e de cor verde variável. Pode ser consumida como salada ou cozida. Entre nós é comum a variedade denominada “Romana Branca”.
    O tipo de folha não forma cabeças, possuindo a vantagem de se desenvolver bem, mesmo que o clima do local não permita o plantio de alfaces. Suas principais variedades são: “Black-Seeded Simpson”, entre nós, comumente conhecida por “Folha de Seda” e “GrandRapids”.
    As alfaces de haste se caracterizam por seu caule volumoso e ausência absoluta de cabeça. Apesar de já existirem diversas variedades desse apenas uma, denominada “Celtuce”, é um tanto conhecida, porém, o valor comercial é nulo para nós.
    Atualmente são mais cultivadas: - De verão: Babe, GrandRapid 248, Brasil 48; De Inverno: White Boston, Sem Rival, Repolhuda Francesa e Aurélia.
     Solo
    A alface é planta levemente tolerante à acidez do solo, preferindo, no entanto, terras com pH de 6,0 a 6,8.
    Pelo fato de possuir sistema radicular muito superficial, não pode explorar grande extensão do solo, em busca de fertilizantes. Tem preferência pelas terras soltas, férteis e ricas em húmus, que devem ser previamente bem preparadas e adubadas.
  • 12. PimentãoDe baixa caloria e fonte de vitaminas e sais minerais, a hortaliça pode ser consumida tanto verde quanto madura 
    Consenso entre muitos nutricionistas, uma refeição colorida estimula o apetite e assegura uma alimentação equilibrada às pessoas. O pimentão (Capsicumannuum) é uma das hortaliças que colaboram para dar ao prato um visual vibrante, sem deixar de lado seu papel como fonte de vitaminas e nutrientes ao consumidor. Em receitas para o Natal, o legume também cai muito bem por contar com as cores verde e vermelho, tons que simbolizam a celebração do fim de ano.
    Espécie semiperene, o pimentão pertence à família das solanáceas, a mesma da batata, tomate, jiló, berinjela e das pimentas em geral. Oriundo do continente latino-americano, sobretudo do México e da América Central, o fruto tropical se espalhou pelo mundo após a chegada do colonizador europeu. Daqui, foi levado para África, Europa e Ásia por embarcações portuguesas. Após vários anos de cruzamento, hoje o pimentão híbrido encontrado no mercado nacional tem formato quadrado alongado e casca espessa. Seu cultivo está disseminado na maior parte do país, tendo como principais estados produtores Minas Gerais e São Paulo, com 40% de todo o volume nacional.
    Importante fonte de vitamina C, o pimentão atende às necessidades diárias de até seis pessoas. Algumas variedades superam os teores encontrados em frutas cítricas, como laranja e limão. Mas, quando seco, a vitamina é quase totalmente eliminada, e no cozimento a perda chega a cerca de 60%. O pimentão ainda fornece boas quantidades de cálcio, fósforo e ferro e é dotado de baixa caloria, característica muito procurada pelos consumidores preocupados com o peso. Possui também propriedades que beneficiam pele, unhas e cabelos. Os frutos podem ser consumidos verdes ou maduros, crus em saladas, no preparo de molhos, assados ou cozidos. Há cultivares que servem para a produção de páprica - pimentão em pó.
    As sementes de cultivar são encontradas em envelopes de 5 e 10 gramas e em latas de 50, 100 e 250 gramas, com preços que variam bastante. Vendidos por número de sementes, os híbridos são mais caros. Enquanto uma lata de 50 gramas de cultivar sai por cerca de R$ 20, um lote de mil sementes híbridas custa de R$ 150 a R$ 200 no mercado. Em alguns casos, pode chegar a R$ 500.
  • 13. SOLO: úmido, mas não encharcado, e sem salinidade CLIMA: temperatura na faixa entre 21 e 27 graus célsius ÁREA MÍNIMA: cerca de 300 gramas de sementes cobrem um hectare COLHEITA: após 100 dias do plantio CUSTO: mil sementes de híbridos custam de R$ 150 a R$ 200
    INÍCIO - a propagação do pimentão é feita por sementes, mas antes devem ser preparadas as mudas que serão transplantadas para o local definitivo. O uso de copos de jornal, papel ou de plástico descartável em sementeiras é uma opção simples e fácil. Em sistemas tecnificados, são utilizadas bandejas de isopor de 128 células para substratos enriquecidos com adubos químicos. No caso de agricultura orgânica, recomendam-se bandejas de 72 células, pois são adotados somente substratos orgânicos. Para conseguir boas mudas, a dica é colocar as bandejas em estufas ou viveiros. O transplante ocorre entre 35 e 40 dias após a semeadura. AMBIENTE - o pimentão é exigente em calor e alta luminosidade. As temperaturas mais adequadas para o plantio vão de 21 a 27 graus célsius. Em regiões de clima temperado, o cultivo deve ser feito nos períodos menos frios e com menos riscos de geadas. Em locais frios ou com altitudes acima de 800 metros, deve-se fazer a semeadura do pimentão entre os meses de agosto e fevereiro. PLANTIO - plante canteiros em solos mais úmidos. Encharcados e salinos não são tolerados pelo pimentão. A salinidade pode ocorrer principalmente em cultivo em estufas ou por uso excessivo de fertilizantes químicos. Evite também áreas que já foram cultivadas com batata e tomate, pois, como são da mesma família, possuem doenças transmitidas pelo solo em comum. O espaçamento ideal para a cultura é de 1 metro entre linhas e 50 a 60 centímetros entre plantas, principalmente para cultivos orgânicos. Em locais protegidos, deixe distâncias de 30 a 40 centímetros entre plantas e 80 centímetros entre linhas. ADUBAÇÃO - a adubação deve ser definida a partir da análise química do solo e uma consulta a um engenheiro agrônomo. Em geral, são usadas formulações de adubos químicos (NPK 4-14-8, 4-16-8, 4-30-12) e, em cobertura, adubos ricos em nitrogênio, como ureia, sulfato de amônia e ainda formulações de NPK 20-00-20 e 10-10-10. No cultivo orgânico, utiliza--se composto orgânico na proporção de 3:1 de material vegetal e estercos, além de fosfato de rocha natural e adubações de cobertura com compostos fermentados tipo bokashi - composto de farelos fermentado muito rico em nutrientes e micro-organismos. Deve ser feito aos 30, 60 e 90 dias após o transplante. Irrigação - faça irrigações pelo sistema por aspersão ou gotejamento, mais indicado para o cultivo protegido. O pimentão gosta de água, principalmente no período de floração e desenvolvimento de frutos. A falta de água pode causar podridão apical dos frutos, devido à deficiência de cálcio. Contudo, cuidado com o excesso de regas, que pode aumentar o risco de doenças foliares e tornar o solo prejudicial para o plantio. CUIDADOS - mantenha as plantas livres de competição com o mato até 60 dias após o transplante. Ramos e folhas abaixo da primeira bifurcação, inclusive a flor ou o fruto, devem ser eliminados. Em cultivos protegidos, selecione quatro hastes acima da primeira bifurcação para conduzir a planta e eliminar as demais. Sem esses procedimentos, há uma redução da produção, que pode chegar a 40%. É ainda fundamental realizar o tutoramento. Amarre as plantas em estacas de madeira ou de bambu individuais para evitar o tombamento. PRODUÇÃO - de 100 a 110 dias após a semeadura pode se iniciar a colheita, a qual se estende por quatro a cinco meses, com produtividade média de 35 a 40 toneladas por hectare. Em estufas, a colheita demora um pouco mais, até 9 meses. Porém, a produtividade média sobe para até 150 toneladas por hectare. Em cultivos orgânicos, a produtividade varia de 25 a 30 toneladas por hectare.
  • 14. Terras improdutivas ganhamvida com agricultura sustentável
    Projeto desenvolvido pela Fundação MokitiOkada em Osasco, na Grande São Paulo, beneficia famílias carentes com alimentos naturais, gerando renda à comunidade
    As pequenas áreas públicas que se espalham por vários pontos de São Paulo estão ganhando uma nova utilidade que beneficia a população carente ao redor. Esta experiência está sendo desenvolvida em Osasco, na Grande São Paulo, pelo Centro de Pesquisa MokitiOkada (CPMO), em parceria com a prefeitura local. A iniciativa, denominada Programa Agricultura Urbana, consiste na formação de hortas sem uso de agrotóxicos, utilizando técnicas da agricultura natural para produção, beneficiamento e comercialização de produtos orgânicos.
    Realizado na faixa sob a linha de transmissão de energia elétrica da empresa AES Eletropaulo, o programa recuperou uma área inutilizada, transformando-a num local produtivo, em que agricultores urbanos cultivam mensalmente 1.000 hortaliças. O programa promove o desenvolvimento sustentável em seis bairros de Osasco. Em um deles, Vila Canaã, a horta já está implantada. Nove agricultores e produtores urbanos estão obtendo renda com as hortaliças produzidas, segundo a responsável pela agricultura urbana na Prefeitura de Osasco, Selma de Freitas Rocha.
  • 15. “Primeiramente, é feita a colheita para consumo das famílias que ali trabalham, visando a segurança alimentar dos integrantes dos grupos. Só o excedente é vendido. Esta comercialização é realizada por meio da venda direta dos produtos na própria horta e no ônibus Feira Móvel Solidária (ônibus adaptado para que, em seu interior, funcione uma espécie de banca de feira, porém móvel). Nos bairros Padroeira, Rochdale e Parque Mazzei, o programa de Agricultura Urbana está em processo de implantação”, explica Selma.
    O grupo de produtos arrecada cerca de R$ 800 por mês, divididos entre os agricultores. A renda é pequena, mas tem garantido o sustento de muitas famílias. Um exemplo disso é o produtor rural Genivaldo Silva Xavier, que obtém, na horta orgânica, R$ 110 por mês, quantia usada para complementar a renda da família.
    “A terra é vida. Dela tiramos o sustento e dependemos do que ela nos dá. Se eu tiver de trabalhar em outro lugar, não vou! Prefiro trabalhar com agricultura e não troco isso por nada”, garante Xavier.
    Além de cooperar com a renda mensal e com o consumo de alimentos saudáveis, o Programa de Agricultura Urbana tem lhe ensinado muito, segundo a agricultora Zilda Gomes. “Aprendemos a diversificar o cultivo, porque, antes, só plantávamos couve e, hoje, produzimos também alface, salsinha, coentro e outras hortaliças”.
    Para cuidar melhor da manutenção e do cultivo das hortaliças produzidas, os pequenos agricultores trabalham até quatro vezes por semana nas hortas. O Centro de Pesquisa MokitiOkada faz acompanhamento técnico do projeto semanalmente e propicia aos produtores uma capacitação mais qualificada. De acordo com o assistente técnico do setor de Consultoria Técnica do Centro de Pesquisa, Leandro Amado, os ensinamentos são os mais variados, desde o cultivo até as técnicas de manejo da agricultura natural. “Ensinamos todo o processo de produção e não utilizamos nesta área nenhum tipo de adubo nem defensivos químicos, apenas recursos vegetais e biológicos”, explica ele.
    O Centro de Pesquisa fornece ainda capacitação teórica e prática para as famílias participantes do projeto, incluindo técnicas de agricultura natural, segurança alimentar, entre outros assuntos. Ele também incentiva a introdução de hábitos alimentares saudáveis, promovendo a educação ambiental dos agricultores e estimulando a produção de gêneros alimentícios em hortas urbanas, o que possibilita a inclusão social e a geração de renda.
    A Prefeitura de Osasco fornece sementes, insumos, água para irrigação da horta, ferramentas e um pequeno galpão para guardar o material, além de procurar aumentar a população beneficiária do projeto. A meta é atingir 450 pessoas e 110 famílias beneficiadas.
    As prefeituras interessadas em receber o projeto podem entrar em contato com a Fundação MokitiOkada, tel. (11) 5087-5004.
  • 16. INSTALAÇÃO DE UMA HORTA
    O local de instalação da horta deve ser de fácil acesso, maior insolação possível, água disponível em quantidade e próxima ao local. Não devem ser usados terrenos encharcados. O terreno pode ser plano, em áreas inclinadas os canteiros devem ser feitos acompanhando o nível, cortando as águas.
    Os canteiros devem ser feitos na direção norte-sul, ou voltados para o norte para aproveitar melhor o sol.
    No local da horta não é aconselhável a entrada de galinhas, cachorros, coelhos.
    Dentro da horta deve haver uma pequena divisão de áreas para facilitar o manejo. Deve-se reservar uma área para sementeira; área de canteiro; área para guardar ferramentas e insumos; área para preparo ou armazenamento de composto ou húmus;
    Recomenda-se que seja coletada uma amostra de solo e enviada para analise. A amostra de solo pode ser coletada por técnicos da EMATER, técnicos agrícolas ou engenheiro agrônomo ou pelo proprietário desde que seguidas as instruções de coleta. O resultado de uma analise de solo representa as características do seu tipo de solo. Estes dados são a base para a recomendação correta de adubação, no presente caso adubação orgânica, necessária para obtenção de hortaliças saudáveis e resistentes.  
    A sementeira ocupa aproximadamente 1% da área da horta, deve ficar em local alto, seco e ensolarado. Pode também ser um canteiro comum, com cobertura contra sol e chuvas fortes.
    A sementeira é usada para germinação das sementes de hortaliças que possam ser transplantadas.As sementes de hortaliças de modo geral são pequenas e exigem cuidados especiais como solo rico em nutrientes, peneirado, regas diárias, abundante mas não excessiva, sol indireto, profundidade correta de semeio.
  • 17. Existem insumos prontos que facilitam o trato da sementeira, tais como substrato orgânico e bandejas de isopor para acondicionar as mudas com tamanhos e numero de células variáveis. As mudas podem ser produzidas em caixotes, em copos de café, ou ainda em um canteiro feito especialmente para este fim, de acordo com as condições descritas.
    Os canteiros devem ser feitos com enxada, trabalhando-se a terra a uma profundidade de 40 a 50 cm. Este trabalho pode ser mecanizado. A profundidade da terra trabalhada tem relação com o desenvolvimento das raízes.  
    Os canteiros podem ser simplesmente levantados em relação ao nível do solo, em 30 a 40 cm. Os canteiros feitos com elevação do solo possuem drenagem natural, podem ser constantemente revirados, mas em solos arenosos não vão manter sua forma. Os canteiros podem também ser cercados por tijolos ou tabuas ou construídos em alvenaria. Ao construir canteiros é necessário estar atento para assegurar a drenagem deixando passagem para o excesso de água, o que inclui um dreno na parte inferior da parede do canteiro e uma camada de pedras, pequena a médias, recobrindo a totalidade do fundo. Canteiros construídos duram mais tempo.
    As dimensões de um canteiro podem variar. A largura deve possibilitar o trabalho no canteiro de um só lado- onde alcance o braço- até 1 metro a 1,20 metros.
    O comprimento deve se adaptar à área disponível não devendo ultrapassar 10 metros, o que dificultaria a circulação entre os canteiros.
    Entre canteiros devem ser deixadas ruas com 40 a 50 centímetros de largura para circulação. Caso se utilize carrinho de mão, deixar a largura necessária para a passagem.  
    Algumas ferramentas indispensáveis para uma horta são: carrinho de mão, enxada, enxadão, pá, ancinho, sacho, colher de muda, plantador, regador ou mangueira ou sistema de irrigação, tesoura de podar, barbante ou arame. Podem ainda ser necessários bomba costal e nível A, este último para delimitação de curvas de nível em áreas com declividade.   Como se trata de horta orgânica falaremos um pouco sobre adubação orgânica e produção decomposto. Como já dissemos é necessário deixar uma área dentro da horta para armazenar ou produzir a adubação.   
  • 18. Uvas
    Originada da Europa e Oriente Médio, a uva é um fruto da videira. Seu nome científico é Vitisvinifera L. e sua família botânica é a Vitaceae. A videira apresenta troncos retorcidos e flores esverdeadas, sendo uma planta própria de regiões de clima temperado. Registros apontam que o cultivo da uva se iniciou no período Neolítico, na região do Egito e Ásia Menor. As uvas proporcionam um grande benefício à saúde. Além de ser uma fruta altamente energética, certas substâncias presentes na fruta ajudam a reduzir a pressão sanguínea através da dilatação das artérias. O suco da fruta também combate a acidez sanguínea, auxilia a digestão e possui capacidade desintoxicante, além de combater o envelhecimento. As uvas podem ser divididas em quatro grupos. Uvas rústicas de mesa, como Niagara Branca, Niagara Rosada, Isabel e Concord, possuem um ciclo de cultivo de 135 a 155 dias. Uvas finas de mesa, como Itália, Rubi e RedGlobe, que são as mais consumidas naturalmente. Existem também as uvas sem sementes, muito apreciadas para o consumo natural, e aquelas especialmente destinadas à fabricação industrial de vinhos. Além da fabricação de vinho, a fruta é utilizada para se fazer sucos e geléia. A fabricação do vinho se iniciou desde 6000 a.C. No Brasil, o cultivo da uva começou em 1535 na Capitania de São Vicente, tendo grande impulso com a imigração italiana nos Estados de São Paulo e da região sul. Atualmente, os maiores produtores da fruta no Brasil são: São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Pernambuco e Bahia.