Alfabetização e Letramento _apresentação 1 - formação de professores

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Apresentação produzida para projeto de formação continuada de professoras da Educação Infantil - 2007 - Brasília DF

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  • Ler e escrever são tarefas mais que codificar textos, onde o professor alfabetizador deve refletir diariamente em sua prática pedagógica a forma de formar cidadãos conscientes nas práticas das demandas sociais, onde a educação contemporânea, ser leitor é estar no processo de interação entre sujeitos construtores de sentidos, ou seja, leitores de mundo, onde o letramento é a capacidade de fazer uso adequado da leitura e da escrita socialmente utilizadas nas práticas sociais.
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  • Ótimo slide...
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  • É deveras importante termos e desenvolvermos métodos cada vez mais eficazes de alfabetização verdadeiros e legítimos para atingir o objetivo de evolução.
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Alfabetização e Letramento _apresentação 1 - formação de professores

  1. 1. Alfabetização e Letramento
  2. 2. Há duas formas de se entender a alfabetização: 1- como um processo de aquisição individual de habilidades requeridas para a leitura e escrita. 2-como um processo de representação de objetos diversos, de naturezas diferentes. A perspectiva é que a alfabetização é algo que chega a um fim, e pode, portanto, ser descrita sob a forma de objetivos instrucionais. ALFABETIZAÇÃO
  3. 3. O ato de ler e escrever deve começar a partir de uma compreensão muito abrangente do ato de ler o mundo, coisa que os seres humanos fazem antes de ler a palavra. Até mesmo historicamente, os seres humanos primeiro mudaram o mundo, depois revelaram o mundo e a seguir escreveram as palavras. LETRAMENTO
  4. 4. <ul><li>Para Soares (2003), letramento é: </li></ul><ul><li>o resultado da ação de ensinar e aprender as práticas sociais de leitura e escrita; </li></ul><ul><li>o estado ou condição que adquire um grupo social ou um indivíduo como conseqüência de ter-se apropriado da escrita e de suas práticas sociais. </li></ul><ul><li>Observação importante : ter-se apropriado da escrita é diferente de ter aprendido a ler e a escrever: aprender a ler e escrever significa adquirir uma tecnologia, a de codificar em língua escrita e de decodificar a língua escrita; apropriar-se da escrita é tornar a escrita &quot;própria&quot;, ou seja, é assumi-la como sua &quot;propriedade&quot; . </li></ul>
  5. 5. Qual a diferença entre ser alfabetizado e ser letrado? Segundo Magda Soares, a diferença está na extensão e na qualidade do domínio da leitura e da escrita. Uma pessoa alfabetizada pode ter pouca ou nenhuma familiaridade com a escrita dos jornais, livros, revistas, documentos, e outros tipos de texto. Pode também encontrar dificuldades para se expressar por escrito. Letrado é alguém que se apropriou suficientemente da escrita e da leitura a ponto de usá-las com desenvoltura, com propriedade para dar conta de suas atribuições sociais e profissionais. Alfabetizar e Letrar - Marlene Carvalho
  6. 6. Passos fundamentais para o desempenho do papel do “EDUCADOR-LETRADOR”: 1 ) investigar as práticas sociais que fazem parte do cotidiano da criança, adequando-as à sala de aula e aos conteúdos a serem trabalhados; 2) planejar suas ações visando ensinar para que serve a linguagem escrita e como a criança poderá utilizá-la; 3) desenvolver na criança, através da leitura, interpretação e produção de diferentes gêneros de textos, habilidades de leitura e escrita que funcionem dentro da sociedade; 4) incentivar a criança a praticar socialmente a leitura e a escrita, de forma criativa, descobridora, crítica, autônoma e ativa, já que a linguagem é interação e, como tal, requer a participação transformadora dos sujeitos sociais que a utilizam; 5) investigar e investir no (re)conhecimento e ampliação daquilo que o educando já possui de conhecimento empírico;
  7. 7. 6) não ser julgativo, mas desenvolver uma metodologia avaliativa com certa sensibilidade, atentando-se para a pluralidade de vozes, a variedade de discursos e linguagens diferentes; 7) avaliar de forma individual, levando em consideração as peculiaridades de cada indivíduo; 8) trabalhar a percepção de seu próprio valor e promover a auto-estima e a alegria de conviver e cooperar; 9) ativar mais do que o intelecto em um ambiente de aprendizagem, ser professor-aprendiz tanto quanto os seus educandos; e 10) reconhecer a importância do letramento, e abandonar os métodos de aprendizado repetitivos, baseados na memorização descontextualizada.
  8. 8. O sucesso na alfabetização exige a transformação da escola em “ambiente alfabetizador”, rico em estímulos que provoquem atos de leitura e escrita, permitam compreender o funcionamento da língua escrita possibilitem a apropriação de seu uso social e forneçam elementos que desafiam o sujeito a pensar sobre a língua escrita. 
  9. 9. Métodos Sintéticos Métodos Analíticos Métodos de Alfabetização (Marlene Carvalho)
  10. 10. Métodos Sintéticos Estes métodos baseiam-se na associação de estímulos visuais e auditivos valendo-se apenas da memorização como recurso didático. Ex: O nome da letra é associado a forma visual, as silabas são aprendidas de cor e com elas se formam palavras isoladas. Não se daá atenção ao significado pois as palavras são trabalhadas fora do contexto. Métodos Sintéticos: Silabação, Método Fônico (Abelhinha, Casinha Feliz) São processos nos quais estão envolvidas poucas possibilidades de despertar o interesse pela leitura, pressupõe uma separação radical entre alfabetização e letramento.
  11. 11. Métodos Analíticos Partem de uma história, frase ou palavra para chegar às sílabas ou aos sons das letras. Métodos Analíticos: Método dos Contos, Método Ideovisual de Decroly, Método Natural de Freinet, Metodologia de base lingüística ou psicolongüista, Método Natural e Método Paulo Freire. O processo lógico que predomina é o da análise – do todo para as partes menores. O nosso processo utiliza esta referência da análise. As crianças estão sempre sendo levadas a pensar, analisar os textos apresentados, explorados e também as suas próprias escritas em um processo de metacognição (pensar sobre o que foi pensado).
  12. 12. Além de analisar as formas escritas, como escreveram, que letra faltou, as crianças são estimuladas a pensar sobre a função social dos textos explorados (lidos ou produzidos individual e coletivamente)
  13. 13. <ul><li>TEXTO COLETIVO </li></ul><ul><ul><ul><li>PARA QUÊ SERVE UMA LISTA? </li></ul></ul></ul><ul><li>LISTA DE NOMES SERVE PARA ESCOLHER O AJUDANTE E SABER QUEM É; </li></ul><ul><li>LISTA DE COMPRAS, PARA SABER O QUE A GENTE VAI COMPRAR; </li></ul><ul><li>LISTA DE MATERIAL, PARA COMPRAR O QUE A ESCOLA PRECISA; </li></ul><ul><li>LISTA DE NOMES, PARA SABER O NOME DAS PESSOAS; </li></ul><ul><li>LISTA DE PROFESSORAS, PARA LEMBRAR O NOME DELAS; </li></ul><ul><li>LISTA DE INGREDIENTES, PARA SABER O QUE VAI COLOCAR NO BOLO; </li></ul><ul><li>LISTA DE HOTEL, PARA SABER O QUE ESTRAGOU E VAI TER QUE PAGAR; </li></ul><ul><li>LISTA DE ANIMAIS DO ZOOLÓGICO PARA SABER QUE O ANIMAL É DO ZOOLÓGICO QUANDO ELE FUGIR. </li></ul>
  14. 14. Por que não as sílabas? Apesar do Método Fonético ser classificado como Sintético, alguns autores já o colocam ao lado dos métodos analíticos, devido as alterações que tem tido. Usamos a referência do Método Fonético, nele o professor dirige a atenção da criança para a dimensão sonora da língua, isto é, para o fato de que as palavras, além de terem um ou mais significados, são formadas por sons denominados fonemas.
  15. 15. Como usamos apenas a referência do Método Fonético, ampliamos o ponto de partida, que no caso deles são as palavras ou frases. Utilizamos o texto para dar início ao processo de análise da língua e da sua função. Além disso, utilizamos as metodologias psicolingüisticas para ajudar na compreensão do processo de aquisição da escrita pelas crianças.
  16. 16. “ Nem tudo o que se enfrenta pode ser modificado. Mas nada será modificado se não se enfrenta.” James Baldwin

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