Arte Informal e Expressionismo Abstracto

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Arte Informal e Expressionismo Abstracto

  1. 1. A Arte Informal e o Expressionismo Abstracto
  2. 2. No Pós-Segunda Guerra Mundial, a arte ocidental seguiu caminhos cada vez mais individualizados, e deixou de depender dos centros produtores europeus, transferindo-se para os centros de arte americanos, sobretudo, Nova Iorque. Influenciada pelo Abstraccionismo lírico de Kandinsky e pelas novas técnicas artísticas introduzidas pelo Cubismo, Dadaísmo e Surrealismo. Por englobar diferentes expressões plásticas que desrespeitava qualquer formalidade anterior, denominou-se esta tendência de Arte Informal ou Informalismo. Arte Informal Libre del Mal, 1964, Antoní Tápies
  3. 3. Arte Informal <ul><li>A Arte Informal exalta a acção do acaso e da improvisação, concedendo grande liberdade individual para a expressão interior do artista. Foi nomeado diferentemente consoante as regiões e autores que o realizaram: </li></ul><ul><li>Arte Bruta – Suiça: Jean Dubuffet </li></ul><ul><li>Action Painting – EUA: Jackson Pollock, Franz Kline, Sam Francis; Europa: Hans Hartung, Marc Tobey </li></ul><ul><li>Pintura Matérica: Antoní Tápies, Alberto Burri </li></ul><ul><li>Pintura Espacialista: Burri, Lucio Fontana e Yves Klein </li></ul>Sacco SP1, 1956, Alberto Burri
  4. 4. Arte Informal Gran Rojo, 1964, Alberto Burri
  5. 5. Expressionismo Abstracto A pintura de tipo informalista surgiu nos EUA por volta de 1947, resultante da fusão do Surrealismo com o Abstraccionismo, utilizando uma linguagem figurativa e estabelecendo uma relação íntima com a raís do Informalismo. Os expressionistas abstractos americanos foram marcadamente antropocentristas e individualistas, utilizando a pintura para dar rédea solta às suas emoções e estados de espírito – recalcamentos, angústias, dores, raiva… Pollock, Rothko, Barnett Newman e De Kooning são os principais artistas da Pintura Norte-Americana.
  6. 6. Expressionismo Abstracto Action painting e jazz : duas contribuições de imenso alcance dos EUA à civilização moderna. “ O Jazz é música sem projecto, que se compõe tocando e rompe todos os esquemas melódicos e sinfónicos tradicionais, tal como a action painting rompe todos os esquemas espaciais da pintura tradicional” – Argan Pollock, n. 1, 1950, Lavender Mist”
  7. 7. Jackson Pollock Entre 1938 e 1948, deslocou o seu interesse para a abstração dos anos 50; Pretendia obliterar a iconografia social; Diminuir o significado socialmente simbólico e óbvio; Virou em direção a formas e ritmos da natureza, biomorfismo, mitos de origem, surrealismo e psicanálise junguiana; Gera um novo senso do trágico.
  8. 8. Jackson Pollock As telas são geralmente enormes “pelo fato de terem renunciado cada vez mais a ilusão de profundidade na qual podiam desenvolver efeitos pictóricos sem saturação; as superfícies cada vez mais planas, os forçam a se mover lateralmente ao longo do plano da pintura e buscar no seu mero tamanho físico o espaço necessário para a narração de seu tipo de estória pictórica”.
  9. 9. Jackson Pollock Desenhava com a tinta, formando uma teia compositiva com elementos cromáticos e lineares; criava ilusões espaciais; Investigação da percepção, impacto sensorial; Movimento e ritmo – o gestual, o compositivo total (all-over) – performance (movimentos e acções) com o corpo, feitas pelo artista
  10. 10. “ Impacientando-se com os métodos convencionais, colocou as suas telas no chão e pingou, derramou ou arremessou as suas tintas acabando por obter configurações surpreendentes” Gombrich Para Gombrich, Pollock responde a dois padrões opostos na arte do século XX: 1) anseio por simplicidade e espontaneidade; 2) interesse sofisticado pela “pintura pura”; Tela como Arena, lugar de acção, o que importa é o acto de pintar, o acontecimento, não a imagem
  11. 11. A pintura abstracta do pós-guerra é gestual e caligráfica. A cor ganha materialidade e plasticidade. “ Para o olhar não iniciado parecem repousar em demasia no acidente, no capricho e nos efeitos fortuitos. Parece estar em jogo uma espontaneidade desgovernada... Tudo isso é aparência.” Expressionismo Abstracto
  12. 16. Pollock , Mural , 19'10&quot; x 8‘1“, 1943, for Peggy Guggenheim
  13. 23. Franz Kline Muitos expressionistas abstractos eliminaram a cor nas suas pinturas e trabalharam o preto, o branco e o cinza. Franz Kline, na sua primeira exposição em 1951, mostrou a sua opção em trabalhar exclusivamente em preto e branco – com imagens caligráficas que faziam alusão à escritura oriental. Mas não necessariamente tendo esta cultura como fonte.
  14. 24. A ênfase do expressionismo abstracto no preto e branco relacionam-se com a tradição da luz e sombra da pintura ocidental, principal recurso, “muito mais importante do que a perspectiva, para gerar uma ilusão convincente de profundidade e volume”. “ O preto e branco é a afirmação extrema do contraste de valor”.
  15. 25. Automatismo Expressar na pintura o estado psíquico do artista All Over não limitação pelo espaço da tela, sem delimitação de ponto focal (uniformidade), quadro parece ir além. Willelm De Kooning, 1951
  16. 26. A Mulher (1944) e A Pintora (1940) De Kooning
  17. 27. De Kooning (left) Willem de Kooning , Pink Angels , c. 1945, oil and charcoal on canvas (right) Peter Paul Rubens (1577-1640), The Rape of the Daughters of Leucippus , 1618
  18. 28. De Kooning Willem de Kooning , Woman I , 1950-2 Venus of Willendorf , limestone, painted with ochre, 4 3/4 inches, ca. 25,000 years old Assyrian goddess 2 nd millennium BCE
  19. 29. De Kooning
  20. 30. De Kooning
  21. 31. Escavação, 1950 De Kooning
  22. 32. De Kooning
  23. 33. De Kooning
  24. 34. De Kooning
  25. 35. De Kooning
  26. 36. De Kooning De Kooning in Springs, NY, studio, 1960s Notice path to and from painting.
  27. 37. Mark Tobey Foi o primeiro a alcançar a composição all over , cobrindo toda superfície do quadro com padrões indiferenciados como num papel de parede. Pollock não viu sua exposição em 1944, apesar de em 1946, fazer uma série all over parecida com a escritura branca de Tobey.
  28. 38. Mark Tobey
  29. 39. Mark Tobey
  30. 40. Arshille Gorky
  31. 41. Arshille Gorky
  32. 42. Arshille Gorky
  33. 43. Arshille Gorky
  34. 44. Gorky
  35. 45. Holfmann
  36. 46. “ Ao libertar a pintura abstracta de contraste de valor, Still libertou-a igualmente do desenho regular quase geométrico que o cubismo descobrira ser um meio mais seguro para impedir que as bordas das formas transpusessem uma superfície do quadro que tinha sido esticada”. As formas geométricas fazem eco ao formato da tela: Essa intuição tornou-se cliché e levou a um tipo de “academicismo cubista tardio”. “ O serviço que Still prestou foi mostrar-nos como é possível tornar os contornos de uma forma menos patentes, e assim, menos perigosos para a integridade da superfície plana, estreitando o contraste de valor que a sua cor fazia com o das formas ou áreas adjacentes. Isso não só impede que as cores saltem, como os grandes mestres bem sabiam, como dão ao artista maior liberdade no desenho”... Abstracção geométrica
  37. 47. Clyfford Still
  38. 48. Pagan Void , Oil on canvas, 33 x 38”, 1946 Barnett Newman
  39. 49. Barnett Newman Barnett Newman , Onement I (1948), 27 1/4 inches by 16 1/4 inches, oil on canvas and oil on masking tape on canvas; Kasimir Malevich , Suprematist Composition: White on White , 1918, oil on canvas, 79,5 x 79,5 cm
  40. 50. Barnett Newman Vir Heroicus Sublimus , 1950-51, o/c, c 8’/ 18’ MoMA
  41. 51. Barnett Newman Barnett Newman and an unidentified viewer with Cathedra in Newman's studio, 1958.
  42. 52. Barnett Newman
  43. 53. Barnett Newman Broken Obelisk, 1971, Rothko Chapel, Houston; designed by Philip Johnson
  44. 54. Barnett Newman
  45. 55. Mark Rothko Biomorphic Surrealism and automatism &quot;It was with the utmost reluctance that I found the figure could not serve my purposes....But a time came when none of us could use the figure without mutilating it.“ Rothko , (right) Sea Fantasy , 1946; (left) Untitled , 1944/1945
  46. 56. Mark Rothko Rothko , (left) Number 7 , 1947-48; (right) No. 17/No. 15 [Multiform], 1949
  47. 57. Mark Rothko
  48. 58. Mark Rothko Rothko, Untitled [Blue, Green, and Brown], 1952; Rothko in West 53 rd Street Studio 1952 &quot;The people who weep before my pictures are having the same religious experience I had when I painted them.&quot;
  49. 59. Mark Rothko
  50. 60. Mark Rothko
  51. 61. Mark Rothko
  52. 62. Entre Still, Newman e Rothko há uma preferência pelas matizes quentes que torna mais enfática a planaridade das suas pinturas. Pelo facto de não haver contraste de valor, nem muitos desenhos ou composição rebuscada, a cor emana da tela e o espectador “tende a reagir a isso mais em termos de decór ou ambiente... A questão crucial suscitada pelo trabalho desses três artistas é onde termina o pictórico e onde começa o decorativo.” Newman Rothko Still
  53. 63. Adolph Gottlieb
  54. 64. Kenneth Noland – Primeiro de 1958
  55. 65. Greenberg vê o expressionismo abstracto ou abstração pictórica, como a reação ao rigor linear do cubismo sintético: “Se o expressionismo abstracto designa alguma coisa, na verdade significa a afirmação do pictórico: (...) massas que fazem manchas e se confundem em lugar de formas que permanecem separadas, ritmos largos e bem aparentes, (...) cores de saturação ou de densidade desiguais, marcas visíveis de pincel, espátula, dedo ou trapo, em suma uma constelação de características físicas análogas às definidas por Wölfflin”...

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