Economia e Crise da Monarquia

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Algumas considerações:

1- As informações aqui contidas estão adaptadas, especialmente, para alunos do ensino fundamental, médio e pré-vestibulares.

2- O resumo está vinculado ao História Digital (www.historiadigital.org), um blog que oferece conteúdo de história para todos os níveis de ensino, explorando diferentes linguagens e promovendo a acessibilidade.

3- Os termos em negrito são conceitos importantes que você deve aprender. Ao final desta aula, acesse o quiz e teste os seus conhecimentos.

4- Você também pode aprender mais assistindo aos vídeos e ouvindo o podcast (áudio mp3). Visite o blog para conhecer jogos, infográficos, visitas virtuais e muito mais sobre este resumo.

5- Se houver erros históricos ou problemas nos links, favor relatar no e-mail: contato@historiadigital.org

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  • 1. ECONOMIA E CRISE DAMONARQUIA Resumo desenvolvido por: Prof. Michel Goulart http://historiadigital.org http://twitter.com/profmichel Copyright © Todos os direitos reservados.
  • 2. Algumas considerações As informações aqui contidas estão adaptadas, especialmente, para alunos do ensino fundamental, médio e pré-vestibulares. O resumo está vinculado ao História Digital, um blog que oferece conteúdo de história para todos os níveis de ensino, explorando diferentes linguagens e promovendo a acessibilidade. Os termos em negrito são conceitos importantes que você deve aprender. Ao final desta aula, acesse o quiz e teste os seus conhecimentos. Você também pode aprender mais assistindo aos vídeos. Visite o blog para conhecer jogos, infográficos, visitas virtuais e muito mais sobre este resumo. Se houver erros históricos ou problemas nos links, favor relatar no e-mail: contato@historiadigital.org
  • 3. Antecedentes Segundo Reinado foi o período em que o Brasil foi governado por D. Pedro 1 II, de 1840 a 1889. No fim do Período Regencial, muitas revoltas ameaçavam a unidade territorial do país. Alguns grupos políticos consideravam que apenas Pedro de Alcântara poderia conter estas revoltas. No entanto, ele tinha 14 anos, e a Constituição permitia ao rei governar somente com 18 anos. Para resolver este problema, foi feita uma alteração na Constituição, declarando a maioridade de Pedro de Alcântara, que recebeu o título de D. Pedro II. Esta alteração na Constituição é denominado Golpe da Maioridade. Inicia- se, assim, o Segundo Reinado, em 1840. Neste resumo, vamos estudar a economia e a sociedade no período, e como a monarquia teve fim.1- Confira: Resumo: Política no Segundo Reinado
  • 4. O café No Segundo Reinado, o café se consagrou como grande produto agrícola nacional. Dentre os principais fatores que estimularam a produção do café estão a grande demanda do produto no mercado europeu e as boas condições do clima e do solo brasileiros, em especial no Sudeste. Além disso, os fazendeiros podiam contar com a mão-de-obra escrava e, posteriormente, com a mão-de-obra dos imigrantes europeus. O café fez surgir uma nova elite – os Barões do Café – que dominou o cenário político e econômico nacional, e causou fortes mudanças sócio-culturais no país.
  • 5. A indústria A industrialização teve forte crescimento no Segundo Reinado, estimulada por alguns fatores como a diminuição do fluxo de escravos a partir de 1850, o que fez aumentar o investimento em atividades industriais. Além disso, houve a substituição progressiva da mão-de-obra escrava pela assalariada, o que possibilitou a existência de um mercado consumidor. Neste período, o setor que mais cresceu foi o têxtil, ou seja, produção de tecidos. A criação de ferrovias também faz parte deste contexto, possibilitando a circulação de mercadorias para exportação. O crescimento urbano de algumas cidades brasileiras, como São Paulo e Rio de Janeiro, foi consequência do surto industrial e cafeeiro .
  • 6. Fim do tráfico negreiro A mão-de-obra escrava negra, utilizada durante séculos no país, começou a ser cada vez mais questionada, a partir do Segundo Reinado. Isto porque o modelo capitalista e industrial que iniciou na Europa, e aos poucos veio para o Brasil, era incompatível com o escravismo. 2 Assim, a Inglaterra passou a pressionar pelo fim do tráfico de escravos na América, visando investimento em seus produtos industrializados. Em 1845, os ingleses assinaram a Lei Bill Aberdeen, que proibia o comércio de escravos entre a África e a América. Em 1850, foi assinado, no Brasil, a Lei Eusébio de Queiróz, que proibia o tráfico de escravos no país.2- Confira: Resumo: Revolução Industrial
  • 7. Movimento abolicionista Com o fim da Guerra do Paraguai, em 1870, os esforços pelo fim da escravidão se intensificaram. Isto porque a maioria dos negros, que lutaram nesta guerra, não queriam voltar à condição de escravo. Alguns chegaram a receber alforria. O movimento que condenou o escravismo brasileiro e exigia o seu fim ficou conhecido como Movimento Abolicionista. O abolicionismo contou com participação de vários segmentos sociais como, por exemplo, políticos, advogados, médicos, jornalistas, entre outros.
  • 8. Leis contra a escravidão Com a pressão internacional e dos abolicionistas, o governo brasileiro foi cedendo, através da criação de leis contra a escravidão. A Lei do Ventre Livre, criada em 1871, declarava livres os filhos de mulher escrava nascidos a partir da aprovação da lei. Apesar disso, a criança ficava sob cuidados do fazendeiros até completar 18 anos. A Lei do Sexagenário, criada em 1885, declarava livres os escravos que chegassem aos 65 anos de idade. Na época, a lei foi considerada piada nacional, pois poucos escravos atingiam aquela idade. Enfim, a Lei Áurea, assinada em 1888, pela princesa Isabel, declarava livres todos os escravos. Vale ressaltar que, apesar da liberdade aparente, não foi dado aos escravos condições para se integrar à sociedade brasileira.
  • 9. Os imigrantes Os imigrantes, em grande parte europeus, vieram para substituir a mão-de-obra escrava. Boa parte tentava fugir do desemprego, buscando, no Brasil, melhores condições de vida. Outros foram seduzidos pelas propostas de parcerias dos cafeicultores. Conhecida como Sistema de Parceria, os cafeicultores propunham custear o transporte dos imigrantes europeus até suas fazendas e estes, por sua vez, pagariam os fazendeiros com trabalho. Este sistema, no geral, não obteve sucesso, em razão dos elevados juros cobrados sobre as dívidas assumidas pelos imigrantes, e também dos maus tratos sofridos por eles. Muitas cidades do sul do Brasil, como Criciúma, foram colonizadas por imigrantes europeus.
  • 10. Crise e fim do Império A crise que levou ao fim do Império, no Brasil, foi decorrente de vários fatores sociais e econômicos. O abolicionismo, e a libertação dos escravos, fez o governo perder apoio dos fazendeiros. Além disso, alguns problemas envolvendo a Igreja Católica, abalaram as relações entre esta instituição e o imperador. O movimento para instalar o regime republicano, no Brasil, ganhava cada vez mais força, inspirado em países vizinhos. O regime imperial passou a ser considerado ultrapassado. O exército adquiriu muito prestígio depois da Guerra do Paraguai, e exigia maior participação nas decisões políticas. E foi o maior responsável pela mudança de regime. Assim, em 15 de novembro de 1889, representantes do exército proclamaram a República, enterrando a Monarquia no país. 33- Confira: Resumo: República da Espada