O Líder e as Redes Sociais no Ambiente de Trabalho
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Currently it is rare to find a person who has never participated or participates in a social network. ...

Currently it is rare to find a person who has never participated or participates in a social network.

More and more people feel the need to share information and expose their feelings to others. This caused the number of users in social networks to increase considerably in a short period of time. The main social networks are LinkedIn, Facebook, Twitter and Orkut.

It is through these channels that people and companies have access to personal information, personality, skills and communities that an individual belongs to, and they make use of this information as they want to.

Companies and their leaders are consulting these networks to choose a curriculum or check the profile of a person to a vacant position, in order to reduce the number of people hired without the right profile for the company’s culture.

Some managers are making conclusions even before interviewing a candidate, but this is alarming, since people can be pre-judged wrongly. Some communities may not mean for the candidate what the manager is thinking and can lead to the perpetration of injustice.

Leaders must be well prepared and partner with the Human Resources Department at the time of making the use of the social networks..

Social networks can not be used as the unique font of information for the hiring -, the ideal is to bring the candidate to a personal interview.
Through theory, quantitative and qualitative research, journalistic material and case study, we will show that the inclusion of social networks in the selection processes is increasing. We will also seek to answer the question: Are leaders prepared to use social networks at the time of selecting candidates for jobs in the company?

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    O Líder e as Redes Sociais no Ambiente de Trabalho O Líder e as Redes Sociais no Ambiente de Trabalho Document Transcript

    • MARCELO ABIBO LÍDER E AS REDES SOCIAIS NO AMBIENTE DE TRABALHO ORIENTADOR: Prof. João Baptista Brandão São Paulo Março / 2012
    • MARCELO ABIB O LÍDER E AS REDES SOCIAIS NO AMBIENTE DE TRABALHOTrabalho apresentado ao curso MBA em Liderança e Gestão de Pessoas, Pós-Graduação lato sensu, Nível de Especialização. Programa FGV Management Orientador: Prof. João Baptista Brandão São Paulo março/2012
    • FUNDAÇÃO GETULIO VARGASPROGRAMA FGV MANAGEMENTMBA EM LIDERANÇA E GESTÃO DE PESSOASO trabalho de Conclusão de CursoO LÍDER E AS REDES SOCIAIS NO AMBIENTE DE TRABALHOelaborado por Marcelo Abib, e aprovado pela Coordenação Acadêmica do curso de MBA emLiderança e Gestão de Pessoas, foi aceito como requisito parcial para a obtenção docertificado do curso de pós-graduação, nível de especialização do Programa FGVManagement. Data: _____ de ______________ de _________ ________________________________________ João Baptista Brandão – Coordenador Acadêmico
    • TERMO DE COMPROMISSOO aluno Marcelo Abib, abaixo assinado, do curso de MBA em Liderança e Gestão dePessoas, Turma 01 do Programa FGV Management, realizado nas dependências da FGVSP, Campus Paulista, no período de 22/03/2010 a 05/07/2011, declara que o conteúdo doTrabalho de Conclusão de Curso intitulado O LÍDER E AS REDES SOCIAIS NO AMBIENTEDE TRABALHO é autêntico, original e de sua autoria exclusiva. São Paulo _____ de ______________ de _________ __________________________________
    • AGRADECIMENTOS Aos meus filhos, Fernando e Gabriella e, principalmente, minha esposa, Daniele, cuja dedicação à família me possibilitouinvestir todo esse tempo nas aulas, estudos e, finalmente, confecção deste TCC.
    • RESUMOAtualmente é raro encontrar uma pessoa que nunca fez ou não faça parte de alguma redesocial. Cada vez mais as pessoas sentem a necessidade de compartilhar informações eexpor seus sentimentos para outras pessoas. Essa necessidade fez com que o número deusuários nas redes sociais aumentasse consideravelmente em um pequeno espaço detempo. As principais redes sociais são: LinkedIn, Facebook, Twitter e Orkut.É através desses canais que pessoas e empresas têm acesso a informações pessoais,personalidade, gostos e comunidades que um indivíduo pertence e fazem uso da forma queacham conveniente.As empresas e seus líderes estão consultando essas redes no momento de escolher umcurrículo ou verificar o perfil de uma pessoa indicada para uma vaga, com o intuito dediminuir o número de contratados com perfil inadequado para a empresa.Alguns gestores estão tirando conclusões até mesmo antes de entrevistar um candidato,mas esse fato é preocupante, uma vez que pessoas possam ser pré-julgadasequivocadamente. Algumas comunidades podem não significar para o candidato o que ogestor está pensando e podem levar ao cometimento de injustiças.Os líderes devem estar bem preparados e contar com a parceria do departamento deRecursos Humanos no momento de fazerem esse tipo de consulta.As redes sociais não podem ser utilizadas como quesito único na avaliação, o ideal éconvocar o candidato e conhecê-lo pessoalmente.Através de referencial teórico, pesquisas bibliográficas e quantitativas, material jornalístico eestudo de caso, procuraremos mostrar que a inserção das redes sociais nos processosseletivos é crescente. Também buscaremos responder a pergunta: Os líderes estãopreparados para utilizar as redes sociais no momento de selecionar candidatos para vagasde emprego na empresa?Palavras-chave: Redes Sociais, LinkedIn, Orkut, Facebook, Twitter
    • ABSTRACTCurrently it is rare to find a person who has never participated or participates in a socialnetwork. More and more people feel the need to share information and expose their feelingsto others. This caused the number of users in social networks to increase considerably in ashort period of time. The main social networks are LinkedIn, Facebook, Twitter and Orkut.It is through these channels that people and companies have access to personal information,personality, skills and communities that an individual belongs to, and they make use of thisinformation as they want to.Companies and their leaders are consulting these networks to choose a curriculum or checkthe profile of a person to a vacant position, in order to reduce the number of people hiredwithout the right profile for the company’s culture.Some managers are making conclusions even before interviewing a candidate, but this isalarming, since people can be pre-judged wrongly. Some communities may not mean for thecandidate what the manager is thinking and can lead to the perpetration of injustice.Leaders must be well prepared and partner with the Human Resources Department at thetime of making the use of the social networks..Social networks can not be used as the unique font of information for the hiring -, the ideal isto bring the candidate to a personal interview.Through theory, quantitative and qualitative research, journalistic material and case study,we will show that the inclusion of social networks in the selection processes is increasing.We will also seek to answer the question: Are leaders prepared to use social networks at thetime of selecting candidates for jobs in the company?Keywords: Social Networks, LinkedIn, Orkut, Facebook, Twitter
    • LISTA DE ILUSTRAÇÕESFigura 01. Redes Sociais. Fonte: Revista ExameFigura 02. Khan professor mais popular do mundo. Fonte: Revista Exame
    • 9SUMÁRIORESUMO .............................................................................................................................. 6ABSTRACT ........................................................................................................................... 7SUMÁRIO ............................................................................................................................. 91. INTRODUÇÃO..........................................................................................................121.1 PROBLEMA ..............................................................................................................131.2 HIPÓTESE ...............................................................................................................131.3 OBJETIVO GERAL ...................................................................................................131.4 OBJETIVOS ESPECÍFICOS .....................................................................................131.5 METODOLOGIA .......................................................................................................142. REFERENCIAL TEÓRICO........................................................................................152.1 O SURGIMENTO DA INTERNET .............................................................................152.2 DEFINIÇÃO PARA REDE DE COMPUTADORES ....................................................162.3 CONSUMO DE INTERNET ......................................................................................162.3.1 NOVO PÚBLICO, NOVA ABORDAGEM...................................................................182.3.2 DIFERENÇAS ENTRE CONSUMIDOR OFF-LINE E ON-LINE DIMINUEM CADA VEZ MAIS .................................................................................................................192.3.3 NOVAS TECNOLOGIAS QUE ACESSAM A INTERNET ..........................................202.4 REDES SOCIAIS ......................................................................................................222.5 REDES SOCIAIS SÃO RESPONSÁVEIS POR MAIS DA METADE DO TRÁFEGO DA INTERNET ..........................................................................................................222.5.1 EMPRESAS SE BENEFICIAM COM AS REDES SOCIAIS ......................................232.5.2 A REVOLUÇÃO DA CISCO 3.0 ................................................................................272.6 PESSOAS SE BENEFICIAM COM SITES COMO YOUTUBE, REDES SOCIAIS, E ATÉ MESMO PARA ROUBO DE INFORMAÇÕES UTILIANDO COMO ISCAS AS NOVAS TECNOLOGIAS. .........................................................................................292.6.1 YOUTUBE ................................................................................................................29
    • 102.6.2 ROUBO DE INFORMAÇÕES ...................................................................................312.7 REDES SOCIAIS NAS EMPRESAS .........................................................................342.8 SAIBA COMO AS EMPRESAS USAM AS REDES SOCIAIS PARA RECRUTAR ....362.9 A IMPORTANTE PESQUISA DA CONSULTORIA AMERICANA JOBVITE ..............373. ESTILOS DE GESTÃO .............................................................................................393.1 OS EXPERIMENTOS EM HAWTHORNE .................................................................403.2 CONDUZINDO A EQUIPE - AS TEORIAS X E Y DO MC GREGOR ........................403.3 A IMPORTÂNCIA DO LÍDER ....................................................................................433.4 TIPOS DE PODER DE LÍDER ..................................................................................433.5 O QUE FAZ O LÍDER ...............................................................................................453.6 DIFERENÇA ENTRE O LÍDER E O ADMINISTRADOR ...........................................463.7 AS CARACTERÍSTICAS DE UM LÍDER ...................................................................463.8 FORMAS DE LIDERAR ............................................................................................483.9 LIDERANÇA E INTELIGÊNCIA EMOCIONAL ..........................................................493.10 LIDERANÇA SITUACIONAL.....................................................................................503.11 MITOS SOBRE LIDERANÇA....................................................................................513.12 LÍDERES PROBLEMÁTICOS ...................................................................................523.13 FORMAÇÃO DE LIDERANÇA ..................................................................................523.14 O PRINCIPAL EXECUTIVO: O LÍDER DA EMPRESA .............................................534. ESTUDO DE CASO ..................................................................................................554.1 EMPRESA NO BRASIL ............................................................................................554.2 EMPRESA NO MUNDO ...........................................................................................564.3 RECURSOS HUMANOS E PROCESSO DE SELEÇÃO DE FUNCIONÁRIOS.........574.4 ENTREVISTA COM O ANALISTA DE RH LEANDRO SIMONTINI DA NESTLÉ ......594.4.1 QUESTIONÁRIO A LEANDRO SIMONTINI DA EMPRESA NESTLÉ .......................594.5 CENÁRIO ATUAL .....................................................................................................604.6 PROBLEMAS EXISTENTES ....................................................................................61
    • 114.7 SOLUÇÕES PROPOSTAS .......................................................................................615. CONCLUSÃO ...........................................................................................................62REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .....................................................................................63
    • 121. INTRODUÇÃOEste trabalho tem a finalidade de apresentar o mundo da tecnologia no ambiente detrabalho, com o intuito de mostrar que as redes sociais deixaram de ser apenas umadiversão e passaram a servir também como vitrine para os profissionais.É possível para um líder utilizar conceitos dos modelos de gestão até quando os assuntossão referentes às redes sociais que, para muitos, até um tempo atrás, tratavam-se apenasde entretenimento e uma forma de se comunicar com amigos e familiares.As empresas e os líderes começaram a tirar proveito desses canais abertos para identificarperfis de possíveis funcionários. Perfis pessoais e comportamentos em sociedade, que sãofacilmente expostos, tornam-se ferramentas de auxílio para que um líder conheça melhorcada indivíduo do seu grupo e, com isso, tenha maior eficácia em sua liderança.Da mesma maneira a área de Recursos Humanos, através dessas redes sociais, consegueidentificar o perfil, gostos e personalidade dos candidatos, o que serve para se ter umaprévia da pessoa que se irá entrevistar. Isso ajuda ao RH na assertividade das entrevistas,uma vez que permite que nelas sejam endereçados pontos específicos de potenciaisconflitos entre o perfil do profissional e a demanda da empresa.Essa monografia apresentará desde um breve histórico da Internet e seu rápido avanço, atéo ponto dela se tornar muito importante na vida das pessoas e ter impacto no ambienteempresarial, além de apresentar e relacioná-la aos conceitos de gestão e de liderança.Também serão apresentados outros fatores que influenciam de forma positiva ou negativa oambiente profissional, como o YouTube (vídeos), Google (buscas), o iPhone e smart phones(celulares que acessam Internet), Android (sistema operacional para equipamentos móveis),MSN Messenger (originalmente The Microsoft Network, programa de troca de mensagensentre usuários), entre outros recursos.O foco principal, porém, será para as redes sociais mais utilizadas no mundo todo:Facebook, Orkut, Twitter, MySpace e Blogger, com destaque especial para as duasprimeiras.Segundo Ugarte (2007), as redes sociais são formadas por indivíduos com interesses,valores e objetivos comuns para o compartilhamento de informações. A Internet é um dosgrandes fomentadores para a formação de redes, porque as pessoas podem se encontrarindependente de tempo e espaço. Em suas palavras:
    • 13 As mídias sociais abrangem diversas atividades que integram tecnologia, interação social e a construção de palavras, fotos, vídeos e áudios. A maneira na qual a informação é apresentada depende das várias perspectivas da pessoa que compartilhou o conteúdo, podendo ter diferentes formas, como fóruns de internet, weblogs, wikis, podcasts, fotos e vídeos.1.1 PROBLEMATendo em vista a ampliação da abrangência das redes sociais e a exposição dos perfis dosindivíduos, os líderes estão preparados para utilizar essas redes sociais no momento deselecionar candidatos para vagas de emprego na empresa?1.2 HIPÓTESEA expansão das redes sociais, a exposição dos indivíduos e a crescente competição portalentos, aliadas a uma pressão por redução de custos em processos seletivos levará asempresas a ampliar a utilização das redes sociais em sua busca por novos colaboradores.Nesse contexto, uma participação mais ativa do departamento de recursos humanos daempresa na prestação de apoio aos líderes durante o processo de seleção de novosfuncionários evitará o cometimento de injustiça e preconceito.1.3 OBJETIVO GERALApresentar e analisar a visão de uma empresa e dos líderes dessa empresa frente àutilização complementar das redes sociais para seleção de funcionários na empresa.1.4 OBJETIVOS ESPECÍFICOS • Analisar o melhor método de gestão a ser aplicado pela liderança no setor de tecnologia no processo de seleção de candidatos fazendo uso de redes sociais • Explicar como funcionam as redes sociais • Identificar a visão atual do líder em relação às redes sociais no ambiente corporativo • Identificar perfis de líderes e pontos fortes e fracos de uma liderança.
    • 141.5 METODOLOGIAA metodologia utilizada é baseada em pesquisas em livros, revistas, artigos publicados naInternet e entrevistas com funcionários da empresa utilizada como objeto de estudo dapesquisa, além de dados estatísticos obtidos por consultoria especializada no tema,localizada nos Estados Unidos.Foi feita uma entrevista semi-estruturada ao Sr. Leandro Simontini, da Nestlé, querespondeu a cinco perguntas, não com o intuito de contabilizar dados, mas de conhecermosalgumas situações que as empresas estão vivenciando e a postura que estão adotando.As perguntas ao Sr. Simontini foram baseadas no objetivo de identificar o uso ou não deredes sociais na Nestlé e quais os pontos específicos de monitoramento de uso dessasredes são praticados nessa empresa.
    • 152. REFERENCIAL TEÓRICO2.1 O SURGIMENTO DA INTERNETSegundo Almeida (2000 p.183), a Internet nasceu praticamente sem querer. Foidesenvolvida nos tempos remotos da Guerra Fria, com o nome de ARPAnet (AdvancedResearch Projects Agency Network), para manter a comunicação das bases militares dosEstados Unidos, mesmo que o Pentágono fosse eliminado do mapa por um ataque nuclear.Quando a ameaça da Guerra Fria passou, ARPAnet tornou-se tão inútil que os militares jánão a consideravam tão importante para mantê-la sob a sua guarda. Foi assim permitido oacesso aos cientistas que, mais tarde, cederam a rede para as universidades as quais,sucessivamente, passaram-na para as universidades de outros países, permitindo quepesquisadores domésticos a acessassem, até que mais de cinco milhões de pessoas jáestavam conectadas com a rede, formando uma imensa teia da comunicação mundial.Nos dias de hoje, não é mais um luxo ou simples questão de opção uma pessoa utilizar edominar o manuseio e serviços disponíveis na Internet, pois esta é considerada o maiorsistema de comunicação desenvolvido pelo homem.Com o surgimento da World Wide Web, esse meio foi enriquecido. O conteúdo da redeficou mais atraente com a possibilidade de incorporar imagens e sons. Um novo sistema delocalização de arquivos criou um ambiente em que cada informação tem um endereço únicoe pode ser encontrada por qualquer usuário da rede.Em síntese, a Internet é um conjunto de redes de computadores interligados que tem emcomum um conjunto de protocolos e serviços, de uma forma que os usuários conectadospossam usufruir de serviços de informação e comunicação de alcance mundial.Para Almeida (2000, p.183), a história da Internet no Brasil começou bem mais tarde, só em1991 com a RNP (Rede Nacional de Ensino e Pesquisa), uma operação acadêmicasubordinada ao MCT (Ministério de Ciência e Tecnologia).Até hoje a RNP é o backbone (Coluna dorsal de uma rede, backbone representa a viaprincipal de informações transferidas por uma rede, neste caso, a Internet) principal eenvolve instituições e centros de pesquisa (FAPESP - Fundação de Amparo à Pesquisa doEstado de São Paulo, FAPEPJ, FAPEMIG, etc.), universidades, laboratórios, etc.
    • 16No final de 1994, a Embratel lançou em caráter experimental o serviço de acesso à Internetpara usuários domésticos.Somente em 1995 é que foi possível, pela iniciativa do Ministério das Telecomunicações eMinistério da Ciência e Tecnologia, a abertura ao setor privado da Internet para exploraçãocomercial da população brasileira.A RNP fica responsável pela infraestrutura básica de interconexão e informação em nívelnacional, tendo controle do backbone.2.2 DEFINIÇÃO PARA REDE DE COMPUTADORESSegundo Torres (2001, p.435), as redes de computadores estão cada vez mais comuns. Naverdade, qualquer instalação comercial com mais de um PC, geralmente os têm em rede;pois transportar discos de uma estação à outra é bem pouco produtivo. Sendo assim, nãobasta possuir uma sala cheia de PCs. É necessário interligá-los de modo a permitir a trocade dados. Se tivesse de dividir uma rede em seus componentes mais simples, existiriamduas partes. Uma seria a rede física - os fios, as placas de rede, os computadores e outrosequipamentos utilizados pela rede para fazer a transmissão dos dados. A outra seria aorganização lógica dessas partes físicas - as regras que permitem que as partes físicastrabalhem em conjunto. A rede lógica é o que os usuários vêem quando estão trabalhandoem suas mesas. As redes lógicas são conjuntos de recursos, tais como: espaço em discorígido, impressoras e aplicativos, aos quais seu computador não teria acesso se nãoestivesse conectado a uma rede. As redes lógicas não são físicas - são o resultado daorganização da rede física. Em outras palavras, a rede lógica é a organização do hardwareresultante do software de rede, e é o que mais interessa ao usuário final.2.3 CONSUMO DE INTERNETSegundo Agostini e Meyer(2010), a classe C também passou a utilizar a Internet, e nosúltimos três anos, mais de 45 milhões de brasileiros pertencentes à nova classe médiapassaram a acessar a internet. Um novo mundo de consumo e informação se abre paraeles - e transforma os negócios.Vejamos um exemplo ilustrado pelos autores: Todo dia ela faz tudo sempre igual. Moradora de Duque de Caxias, na baixada Fluminense, a carioca Simone Reis, de 35 anos, acorda de madrugada com o céu ainda escuro. Às 6 da manhã, está à espera do
    • 17 ônibus que vai levá-la até o pequeno restaurante, onde trabalha como ajudante de cozinha em troca de salário mínimo de 510 reais, Simone é um típica representante da nossa classe C brasileira. Sua família - formada pelo marido, um vendedor de produtos de limpeza, mais quatro filhos - tem renda mensal de cerca de 3.000 mil reais. Nós últimos anos, os Reis financiaram um automóvel de quatro portas, fizeram uma pequena reforma em sua casa, compraram um notebook e passaram a pagar um plano de acesso à banda larga da internet. O contato com o mundo digital transformou a rotina e o modo de vida de Simone. Hoje, antes de sair de casa para o trabalho, ela checa os e-mails e recados deixados em sua página no Orkut, a rede social mais popular do Brasil, com mais de 29 milhões de usuários, É pela internet que chegam os pedidos de cosméticos da Natura, da Avon e de lingeries e cremes da marca americana Victorias Secrets que Simone começou a vender há três meses. Com a venda online, Simone ganha em cerca de 1.000 reais mensais - o correspondente a um terço de sua renda familiar. “Sempre que necessário, mostro os produtos pela webcam e tiro dúvidas pelo serviço de mensagens instantâneas", diz Simone. “Só não vendo a minha família. O resto vai tudo pela internet."Conforme Agostini e Meyer (2010) embora ainda seja utilizada de maneira esmagadora paratrocas de e-mails e participação em redes sociais, a internet vem sendo cada vez maisencarada como um canal de compras por esses novos consumidores - e é aqui que essefenômeno pode fazer toda a diferença. Neste mesmo artigo (Agostini e Meyer, 2010), há areferência a um levantamento realizado pela consultoria Data Popular com 2.000 pessoasque mostra que 68% dos integrantes da classe C usam a rede para pesquisar preços,números próximos aos 82% das classes A e B. É bem verdade que o número de comprasonline realizadas pela nova classe média ainda é pequeno se comparado ao topo dapirâmide - a classe C respondeu por apenas 7% das transações realizadas na rede em2009, antes 55% das classes A e B. O avanço do varejo eletrônico nesse extrato social,porém, é notável. No ano passado, quase de 40% de todos os consumidores que fizeramsua estréia no mundo das compras virtuais pertenciam à nova classe média. Artigos comocomputadores e geladeiras encabeçaram a lista de compras, que gerou um tíquete médiode 321 reais, apenas 12% abaixo da média do mercado. O site de pesquisa de preçosBuscaPé é um termômetro dos efeitos dessa inserção digital maciça. De 2008 para cá, aferramenta que oferece a possibilidade de ordenar as buscas segundo o número e o valordas parcelas, algo vital para a lógica de compras da classe C, tornou-se a segunda maisimportante do site, das oito disponíveis, atrás apenas da ordenação por menor preço. “Esse
    • 18público chega à internet num momento em que as empresas estão mais preparadas paraatendê-los", diz Pedro Guasti, diretor da E-bit, consultoria especializada em comércioeletrônico. “As classes A e B passaram por um lento processo de aprendizagem. Com aclasse C acontece tudo ao mesmo tempo".2.3.1 NOVO PÚBLICO, NOVA ABORDAGEMAinda segundo Agostini e Meyer (2010), algumas empresas brasileiras estão aplicandoalguns mecanismos via Internet, para atrair os internautas da classe C:• BRADESCO O que fez: colocou em seu site um vídeo em que uma atriz explica com linguagem simples a nova linha de crédito do banco voltada para a classe C, Resultados: aumentou em 50% o acesso à sua página de crédito.• GOLDFARB O que fez: ao constatar que 70% de seus clientes da classe C usavam a internet como principal fonte de informação, passou a aplicar 25% de suas verbas de marketing em propagandas online. Resultados: das cerca de 2.000 vendas feitas por mês em 2009, 400 foram iniciadas pela internet. Dois anos antes, esse número era praticamente zero.• MAGAZINE LUIZA O que fez: em outubro do ano passado, criou uma assistente de compras virtual para o site. Batizada de LU, a personagem explica o funcionamento dos produtos e dá dicas de compras. Além disso, a rede dobrou para 15.000 o número de itens disponíveis na loja online neste ano. Resultados: aumentou 90% o faturamento da operação na internet no primeiro semestre de 2010 em comparação ao mesmo período do ano anterior.• TAM O que fez: lançou um site para os primeiros viajantes, com vídeos sobre as vantagens de trocar o ônibus pelo avião e explicações sobre o funcionamento do check-in.
    • 19 Resultados: desde que foi ao ar, no inicio de agosto de 2009, a outubro de 2010 o site teve mais de 150 000 acessos.• KRAFT FOODS O que fez: lançou uma campanha, em abril de 2010, para divulgar o chocolate Mini Bis entre os jovens de classe C no Orkut. Para isso, distribuiu semestre virtual de cacau no jogo Colheita Feliz que, depois de 48 horas, se transformavam em árvores. Resultados: um mês após os lançamentos, 20 milhões de internautas tinham participado da brincadeira.• NATURA O que fez: nos computadores de 15 lan houses localizadas em São Paulo, a empresa instalou maquininhas que liberavam uma fita perfumada cada vez que o internauta clicava no banner de seus perfumes. Resultados: aumentou em 40 vezes o acesso ao anúncio online perfume.2.3.2 DIFERENÇAS ENTRE CONSUMIDOR OFF-LINE E ON-LINE DIMINUEM CADA VEZ MAISSegundo Neto (2009), a liberdade na Internet também abre espaço para o consumidor tomarmais coragem e acabar denegrindo a imagem da empresa, esteja ele com a razão ou não.Para combatê-la, o autor defende um diálogo um a um no ambiente virtual. “É precisoresponder ao máximo cada consumidor que entra em contato com a empresa através dainternet”, recomenda.Neto (2009) cita ainda que as diferenças do consumidor off-line e on-line, no entanto,estariam ficando cada vez mais complexas de mensurar à medida que mais usuáriosadentram o espaço virtual, fazendo com que o seu comportamento no mundo físico fosserefletido nesse mundo virtual. Um exemplo é o dado de que o fluxo de visitas aos sites deconteúdo adulto cai aos domingos, dia de comparecer à igreja.A pesquisa utilizada por Neto (2009) também atesta um aumento na procura porinformações sobre a gripe suína em buscadores, que apresentou um crescimento de 314%entre 27 de junho a 22 de agosto de 2009, ao mesmo tempo em que o assunto ocupavacada vez mais espaço na imprensa nacional. A procura por dietas para perda de pesotambém chamou a atenção, teve alta de 76% no período.
    • 20Neto (2009) continua, informando que, atualmente, o Hitwise fornece informações sobre ainteração de 90 mil pessoas em 60 mil web sites no Brasil. O Hitwise possui cerca de 1.500clientes no mundo e está presente nos seguintes países: Estados Unidos, Reino Unido,Canadá, Austrália, Nova Zelândia, Cingapura e Hong Kong.Segundo Neto (2009), em Junho de 2010 O Google divulgou uma lista com os 1.000 sitesmais populares do mundo. O gigante de buscas não se colocou no ranking e, no topo, estãoFacebook, com 540 milhões de visitantes únicos em abril, e Yahoo, com 490 milhões.Conforme Neto (2009), apesar de serem primeiro e segundo colocados, a diferença de pageviews entre os dois sites é expressiva. O Facebook teve 570 bilhões de visualizações depágina no mês passado, enquanto o Yahoo apresentou 70 bilhões.Ainda segundo Neto (2009), além do Facebook, outras redes sociais e serviços de blogstambém têm boa colocação no ranking do Google. O Twitter surge em 18º lugar, oMySpace em 26º e o Orkut, preferido dos brasileiros, figura bem distante, em 45º. No ladodos blogs, o Blogspot é o que está na frente, em 7º lugar, seguido por Wordpress, em 12º eFC2, em 42º.Neto (2009) comenta que, dentre os sites brasileiros, o UOL é o campeão de popularidade,aparecendo na 95ª posição da lista. O concorrente, Terra, vem em seguida, em 182º lugar eo Baixaki, terceiro brasileiro do ranking, aparece em 357º.Neto (2009) informa que a lista é atualizada mensalmente através da ferramenta Ad Plannere se baseia principalmente na quantidade de visitantes únicos que os sites recebem.Neto (2009) nos atualiza informando que, em Janeiro de 2011 o Twitter já se encontra emsegundo na lista de sites mais acessados e o Orkut apareceu em décimo primeiro noRanking.2.3.3 NOVAS TECNOLOGIAS QUE ACESSAM A INTERNETSegundo Dweck (2008), com novos modelos e um software atualizado, o celular da Appleentra na disputa pelo mercado corporativo. Um em cada dois americanos que dependem deum smartphone para trabalhar usa o BlackBerry. Em todo o mundo, no último ano, foivendida cerca de 14 milhões de aparelhos, a maioria ao mercado empresarial.Ainda segundo Dweck (2008) alguns presidentes, diretores e gerentes de empresas têmadotado o aparelho da Apple como substituto de seus BlackBerries e outros telefonesinteligentes. Uma pesquisa feita nos Estados Unidos pela consultoria Rubicon (2008 p.20)
    • 21com usuários do iPhone mostrou que 40 % deles trocam outros smartphones pelo celular daApple, sendo que 13% aposentaram o BlackBerry. Mesmo sem venda oficial no Brasil, oiPhone também tem ganhado espaço por aqui. Estima-se que haja cerca de 300.000aparelhos no país - e muitos deles têm sido usados como ferramentas de negócios.A matéria de Dweck (2008) traz ainda a informação, baseada em levantamento daconsultoria Predicta, especializada em marketing online, de que a facilidade de navegaçãodo iPhone se reflete no uso da internet. O celular da Apple responde por mais da metadedos acessos à internet via celular.Dweck (2008) cita ainda que a maioria tem computadores rodando Windows e usa ossmartphones da Research in Motion. Na disputa para conquistar o coração dosprofissionais de TI, a Apple anunciou para 11 de julho a nova versão do software básico doiPhone. Ele vai permitir que tanto os aparelhos novos como os amigos (que forematualizados gratuitamente) contem com funções que sempre foram a vantagens doBlackBerry: o correio eletrônico em tempo real e a sincronização dos e-mails, da agenda edos contatos telefônicos com o computador. Até então, não havia maneira de conectar oiPhone remotamente com os sistemas corporativos para que a agenda e o e-mailestivessem sempre atualizados. Isso muda com o iPhone 2.0. “Essas novidades ajudam aApple a entrar no mercado corporativo, mas não será fácil", diz Alex Zago, analista sênior detelecomunicações da consultoria IDC. “As empresas são conservadoras na adoção denovas tecnologias, sobretudo pela questão da segurança."Ainda conforme Dweck (2008) segurança é um dos trunfos no qual a Research in Motionaposta para manter seu espaço entre os executivos. No aparelho, as informações sãocriptografadas tanto quando são enviadas numa mensagem como quando estãoarmazenadas no hardware. “Também temos diferenciais em termos de eficiência, com acompressão de arquivos, e na relação com os departamentos de tecnologia, oferecendoferramentas de administração dos aparelhos", diz Roger Crespo, gerente de inteligência demercado para as Américas da Research in Motion.A matéria de Dweck (2008) informa que a Nokia, por exemplo, tem uma legião dedesenvolvedores de softwares para o sistema operacional. A Research in Motion conta comos parceiros que fazem aplicativos especialmente para empresas. Mas a Apple estáinvestindo para reduzir a distância em relação aos concorrentes. Em março, o presidente daempresa, Steve Jobs, lançou o kit de desenvolvimento de software para o iPhone, quepermite a programadores criar aplicativos para o telefone.
    • 22Por último Dweck (2008) traz a informação de que os investimentos em sites para o iPhonejá dão retorno a empresas como a NetMovies, de São Paulo, locadora de DVDs pelainternet. Do total de acessos ao site, 2% são feitos por meio de telefone celular - a maioriapor iPhone. No mercado dos consumidores finais, a Apple já é um hit - agora, as empresasé que estarão na mira.2.4 REDES SOCIAISInaba (2011) afirma ”As redes sociais são um meio de se conectar a outras pessoas nainternet, os sites de redes sociais geralmente funcionam tendo como base os perfis deusuário - uma coleção de fatos sobre o que um usuário gosta, não gosta, seus interesses,hobbies, escolaridade, profissão ou qualquer outra coisa que ele queira compartilhar”.Segundo Inaba (2011) O objetivo das redes sociais é juntar um grupo de pessoas com quemvocê esteja interconectado por um ou mais fatores. Contatos são contatos, estejam elesonline ou no "mundo real". A velha frase "não é o que você sabe, mas quem você conhece"é verdadeira - quanto mais pessoas você conhecer, melhor. Talvez aquele seu velho amigodo ginásio esteja começando um novo negócio e precise da sua expertise. Definitivamente,conhecimento é poder.Inaba (2011) cita que quando você cria uma rede social, ela tende a funcionar muito comoas redes de relacionamentos no mundo real. Você vê notícias, discute problemas dotrabalho e da vida particular, compartilha suas idéias e tem acesso a experiência e expertisea que não teria acesso de outra forma.2.5 REDES SOCIAIS SÃO RESPONSÁVEIS POR MAIS DA METADE DO TRÁFEGO DA INTERNETSegundo Neto (2009), representante do portal Mundo Marketing, as redes sociais estãoocupando cada vez mais a atenção dos internautas brasileiros e tirando o espaço dos sitesde conteúdo adulto. Segundo um levantamento da Hitwise realizado durante 12 semanasno Brasil, 4% das pessoas que acessam a internet procuram sites de conteúdo adulto,enquanto que nos EUA o número é quase o dobro, 7%.Neto (2009) informa que esse é um dos resultados apresentados por Bill Tancer, CEO daagência e especialista em comportamento on-line, além de autor do livro “Click: o quemilhões de pessoas estão fazendo on-line e porque isso é importante”, lançado no país pela
    • 23Editora Globo. O executivo esteve no Brasil esta semana, apresentando as conclusões doestudo que elaborou um ranking com os 10 sites mais visitados no Brasil.Segundo Neto (2009) O Google domina a lista, ocupando as quatro primeiras posições comGoogle Brasil em primeiro, seguido por Orkut, Google.com e YouTube. Também reapareceem sexto, com o Google Images. A boa colocação do Orkut no Brasil reforça a tese doexecutivo de que o crescimento de redes sociais está fazendo com que visitas a portais comconteúdo pornográfico estejam em queda. A estimativa é de que os sites de relacionamentosejam responsáveis por 62% do tráfego da internet no Brasil.O texto de Neto (2009) cita ainda que “As ações falam mais alto do que as palavras” –Nos Estados Unidos, as redes sociais também provocaram uma baixa na audiência de sitesadultos, que já chegou a atrair 16% dos internautas locais. Segundo a companhia, desde2007 a audiência desse tipo de conteúdo tem caído nos países que a empresa atua, mascostuma crescer no inverno.Para Tancer (2009 p.45), é preciso ter cuidado para manter a privacidade dos usuários, nãocoletando dados individuais sobre nenhum usuário, mas sim observando padrões aoanalisar uma grande quantidade de internautas. O anonimato ou falta de contato pessoaltambém podem ser uma oportunidade para as empresas que vendem produtos e soluçõesque envolvem emoções delicadas: “É mais fácil atrair o consumidor que tem vergonha de adquirir determinado produto na internet do que em uma loja física” “O comportamento do internauta muda a cada dia. Os profissionais de Marketing precisam estar mais atentos a isso. A Internet dá muitas informações valiosas sobre o consumidor”, aponta Bill Tancer, para quem “Se as ações falam mais alto que as palavras, verifiquemos os cliques”.2.5.1 EMPRESAS SE BENEFICIAM COM AS REDES SOCIAISSegundo Fusco (2009), em matéria publicada pela revista exame de 7/10/2009, asempresas estão aprendendo a tirar aproveito das amizades do Orkut e dos posts do Twitter.Fusco (2009) compartilha dois caos interessantes. Os dias de Jaldomir da Silva Filho sãocheios. O analista de sistemas paulista acorda às 5 da manhã e segue de BragançaPaulista, a 90 quilômetros de São Paulo, para a central de operações do Metrô, na capital,onde trabalha. Leva quase 2 horas na ida e outras tantas na volta. O professor de
    • 24marcenaria Fernando Carvalho da Costa tem uma rotina parecida. Dá aula para duasturmas e passa 3 horas diárias no trânsito. Chegando em casa, à noite, ambos têm outroexpediente. Entram em fóruns, blogs e comunidades na internet para responder a dúvidasde usuários de telefones celulares Nokia. Esclarecem desde os detalhes mais simples,como a anotação de números na agenda do aparelho, até complexas perguntas técnicas. Otrabalho geralmente vai até a madrugada. Silva e Costa não são funcionários da Nokia.Fusco (2009) observa que ambos nem sequer recebem pagamento pelo serviço queprestam. Apaixonados pelos celulares da marca e por internet, eles participam de listas dediscussões para trocar informações com outros internautas simplesmente para obter oreconhecimento das comunidades virtuais. A Nokia também notou o interesse de Silva, deCosta e de3 outros 500 consumidores engajando com a marca e, em maio, criou oprograma Gurus. Esse grupo de fãs agora tem um relacionamento mais próximo com aempresa. Eles continuam trabalhando voluntariamente em nome da companhia, mas têmestímulos que vão além da reputação online. Quem resolve o maior número de questõespode ganhar desde celulares até visitas ao centro técnico de empresa, na Europa.Fusco (2009) transcreve que “O consumidor que era receptor de informações passa a sercorresponsável pela reputação do produto", diz Edmar Bulla, responsável pelo projeto.Segundo Fusco (2009) a Nokia busca resposta para uma pergunta cada vez maisimportante no mundo dos negócios; quando vale um amigo? Qual é o valor de uma opiniãopositiva que um consumidor coloca no Twitter no meio da tarde de segunda-feira? Sãograndes as chances de que os comentários daquele amigo de vários anos tenham maispeso na hora de decisão de compra. Como ouvir essa conversa - e dar palpites - semparecer intrometido? Como tentar tirar sentido dessa cacofonia de vozes que acontece nainternet, toda ela registrada em páginas do Orkut, do Facebook, no Twitter e dos blogs?Nada menos do que 770 milhões de pessoas visitaram sites de relacionamentos em junho,segundo consultoria americana ComScore. Trata-se de uma legião de indivíduos falando daviagem de férias ou das festas de aniversário a que foram no fim de semana, mas, também,uma legião de consumidores trocando opiniões com pessoas de sua confiança sobreprodutos, serviços e sobre seus respectivos empregadores. Não se trata de uma simplesreprodução do boca a boca. Uma frase dita na roda de conversa se perde no ar. Umamensagem deixada no Twitter fica registrada e pode se multiplicar milhares de vezes. Umaperto de mãos é efêmero. Uma conexão numa rede social, como Orkut, Facebook ouLinkedIn, é duradoura. Mais importante: ela gera complicada teia, que os acadêmicoschamam de de grafo social.
    • 25Ainda conforme Fusco (2009) O Facebook, maior rede online de relacionamento do mundo,vem crescendo de forma assustadora desde seu lançamento, cinco anos atrás, quandosurgiu no quarto do estudante Mark Zuckerberg. Hoje, conta com mais de 340 milhões deusuários registrados e já é o quarto site mais visitado do mundo. No Brasil, o preferidoainda é o Orkut, a rede criada pelo Google - mas o Facebook vem ganhando adeptos a cadadia. Os internautas daqui passam em média 6,3 horas por mês nesse tipo de site, umnúmero 50% maior que o dos americanos.Fusco (2009) observa ainda que o modelo de publicidade tradicional não funciona. Nasredes sociais, as marcas não podem simplesmente reproduzir a mensagem idealizada pormarqueteiros e publicitários, um ponto importante, afirma Marcelo Coutinho, consultor doIbope Mídia e pesquisador da Escola Superior de Propaganda e Marketing, é entender oestilo de vida de seus consumidores - afinal de contas, o perfil numa rede social é a formacomo a pessoa se apresenta ao mundo.Para Fusco (2009), no Brasil, o destino natural dos esforços em redes sociais é o Orkut. Arede tem 20 milhões de usuários registrados e é dona da maior audiência da web no país.Quase metade dos usuários pertence à classe C. Marcas que miram esse tipo de públicotêm tudo para aproveitar esse celeiro de consumidores em potencial. O concurso GarotaSocial, que elegeu a internauta mais bonita do Orkut, é um exemplos do alcance e dainteração dos consumidores com uma marca dentro de um site de relacionamento.Conforme Fusco (2009), com a publicidade tradicional, alguns setores levam vantagem pelaprópria natureza do negócio. Empresas de bens de consumo, por exemplo, tendem a seremas primeiras a explorar as redes sociais. Mas isso não significa que outros setores fiquemde fora. Por mais improvável que pareça a relação internet e postos de gasolina a rede Alede distribuição de combustíveis conseguiu fazer uma campanha que envolveu internautas,motoristas e qualquer pessoa que gostasse de música. A rede criou, junto com a agênciaClick, uma sequência de pequenos shows com a banda Fresno em quatro cidadesbrasileiras, todos realizados em seus postos.Fusco (2009) observa que a descoberta do estudo foi surpreendente: os funcionários da IBMque mantinham contato por e-mail mais intenso com seus superiores geravam quase 600dólares a mais em receitas todos os meses. “O resultado é preliminar, mais indica que asredes sociais formadas dentro das empresas são muito importantes”, afirma Lynn Wu, umadas autoras do estudo. A área de recursos humanos também tem se aproveitado das redessociais. A Tata Consultancy Services, braço de serviços da indiana Tata, contrata em média30.000 funcionários por ano. Para as vagas que exigem qualificação, a busca começa em
    • 26sites como o LinkedIn, uma espécie de Orkut para contatos profissionais. "A qualidade doscurrículos e a facilidade da ferramenta impulsionaram nossa decisão", diz o vice-presidenteglobal de RH, Ajoyendra Mukherjee. "É muito mais barato do que contratar umaconsultoria."Por fim Fusco (2009) cita que no fim da década passada, os gurus tecnológicos previamque, cedo ou tarde, toda empresa marcaria presença na internet. A profecia estava correta.Agora a previsão foi adaptada: as empresas vão marcar presença na internet social. Nãobasta apenas ter website. Dialogar com consumidores, clientes e parceiros de negócios deforma transparente é o novo imperativo nas estratégias online, diz David Weinberger,professor da Universidade Harvard e um dos primeiros a pregar a importância da tecnologiadigital para os negócios. Se essa interação vai acontecer nas redes sociais que existemhoje, ninguém se arrisca a dizer. Um dos paradoxos da era da internet social é que grandessites do gênero, com o Facebook e o Orkut, ainda não são grandes geradores de receitas.O Twitter, estrelas em ascensão do segmento, nem sequer tem um modelo de negócios. Oserviço é gratuito e não há espaços publicitários vendidos. O Facebook deve faturar umbilhão de dólares neste ano, mas boa parte desse dinheiro vem de um acordo com aMicrosoft. Uma tentativa anunciada no ano passado de tornar os usuários do Facebook“distribuidores" de publicidade foi recebida com protestos - e foi abandonada semanasdepois. A mágica que o Google opera na associação entre as palavras pesquisadas e oslinks patrocinados exibidos em suas páginas não é facilmente replicável no Orkut. Encontraruma maneira automatizada de exibir publicidade relevante nas páginas do site derelacionamentos é uma das principais missões da equipe de 50 engenheiros que o Googlemantém em Belo Horizonte. “Ainda não temos uma resposta para esse problema", dizBerthier Ribeiro-Neto, diretor de engenharia do Google para América Latina. Mas o esforçocontinua, afinal de contas, como sabem Google, Facebook e Twitter - e um número cadavez maior de empresas off-line -, a internet social veio para ficar.
    • 27 Figura 01. Redes Sociais. Fonte: Revista Exame2.5.2 A REVOLUÇÃO DA CISCO 3.0Outra empresa que simbolizou a primeira grande onda da internet aponta para uma novarevolução de negócios baseadas nas comunidades e na colaboração online é a Cisco 3.0.Fusco (2008) relata que como nos primeiros meses do ano 2000, quando a empresa, emmeio a centenas desse modelo pontocom que surgiram diariamente, conseguiu traduzir emnúmeros concretos tudo o que a internet poderia render em negócios. Não se tratava denenhuma startup com planos revolucionários sobre o mundo online ou algum site decomércio eletrônico que crescera vertiginosamente na onda da bolha.Para Fusco (2009), o que chamava a atenção na ocasião, além das cifras, era a forma comoa empresa tinha chegado até elas. A Cisco quase quintuplicou de tamanho entre os anosde 1996 e 2000. Passou de quatro bilhões para mais de 18 bilhões de dólares defaturamento, apresentando a si mesma como caso de sucesso da revolução digital. Foi umadas pioneiras na adoção da internet, ferramenta que reduziu em 50% o número defuncionários de recursos humanos, e também encabeçou a migração das relações entreempresas para o mundo online para cortar custos e ganhar agilidade. A experiência daCisco foi fonte de inspiração para todo e qualquer tipo de negócio e fizeram disparar asvendas de roteadores e switches, fundamentais para conexão à internet.
    • 28Ainda para Fusco (2008) a segunda onda se inspira nas redes sociais e em uma palavraque faz muito sucesso em apresentação de gurus tecnológicos, mas que ainda nãoencontrou uma definição precisa no dia-a-dia das empresas: colaboração. Com ferramentasparecidas com o Orkut, a Wikipedia e o YouTube, além de um sofisticado sistema devideoconferências, a Cisco quer revolucionar o ambiente de trabalho mais uma vez - e,claro, vender seus produtos, que agora vão além dos encanamentos básicos que fizeramsua fortuna na primeira onda da internet. “Estamos falando de comunidades” disse aEXAME John Chambers, presidente da Cisco. “Elas surgiram com as comunidades virtuaisfrequentadas especialmente pelos jovens."Fusco (2008) comenta que a própria Cisco é exemplo do fenômeno no que ela espera vermaterializado mundo afora. Uma vez por mês, o presidente da Cisco Brasil, Pedro Ripper,reúne-se com equipes internacionais para discutir como melhorar a produtividade dosvendedores. Ele divide uma sala no escritório de São Paulo com executivos da China, dosEstados Unidos e da Inglaterra, em uma reunião aparentemente comum se não fosse porum detalhe: seus interlocutores estão a milhares de quilômetros de distância. Uma rede dedados de alta velocidade e três telas de cristal líquido de mais 60 polegadas fazem com queeles interajam em tempo real.Fusco (2008) observa que OUTRAS TECNOLOGIAS de colaboração já em uso sãodirecionadas a melhorar os fluxos de informações. Na Ciscopedia, uma espécie deenciclopédia interna, os funcionários podem publicar e editar páginas com informaçõesrelevantes para a empresa. Os wikis, sites que podem ser atualizados pelos funcionários,são também a base para as discussões relativas aos projetos em andamento. O CVision,clone do YouTube na versão corporativa, publica vídeos, fotos e videoblogs e já é atualizadopara fazer treinamento à distância. A idéia da Cisco é vender sistema desse tipo. Para oCEO John Chambers, esse novo negócio de tecnologia de colaboração online poderepresentar um bilhão de dólares em vendas nos próximos cinco anos. É uma perspectivaotimismo. A consultoria Forrester Research calcula que, até 2013, serão movimentados 4,6bilhões de dólares por ano em sistemas desse tipo, e os concorrentes da Cisco sãorespeitáveis: Google, Microsoft e IBM, só para mencionar três dos nomes mais conhecidos.Na Cisco, “Esse é um exemplo de como a colaboração poderá mudar os controlestradicionais e os modelos de remuneração das empresas", diz Ripper.O levantamento de Fusco (2008) observou que o faturamento da Cisco Brasil é de cerca de1% das operações mundiais, o que, com base de resultado do ano passado, equivale aquase 400 milhões de dólares. Em âmbito mundial, as apostas da Cisco nas tecnologias
    • 29colaborativas têm tido boa repercussão no mercado. O banco de investimento GoldmanSachs até inclui a companhia em sua lista de ações favoritas do setor de tecnologia, com oargumento de que o ambiente de negócios em que a empresa atua está propício: entre ascompanhias pesquisadas pela instituição, 54% disseram que pretendem elevar osinvestimentos em redes. Os efeitos nas ações foram imediatos: no dia 8 de setembro, datade anúncio, os pápe4is da companhia subiram quase 5%.Fusco (2008) comenta também que atualmente a Cisco não está mais nem próxima davalorização à qual chegou ao fim dos anos 90 - vale cerca de 135 bilhões de dólares, quaseum quarto do que valia há uma década. Mas, ainda assim, acredita que existemoportunidades concretas para retornar parte do fôlego de crescimento que já teve. Naépoca de ouro da internet, o diretor financeiro da empresa Larry Carter, costumava receberdos investidores a tradicional pergunta: “Os melhores dez anos ficaram para trás ou aindaestão bem à frente de nós?" Em sua fase 3.0 é bem possível que a Cisco volte a depararcom a mesma questão.Fusco (2008) relatou os seguintes sistemas colaborativos que apóiam a interação na Cisco.Conheça alguns deles • CISCOPEDIA: Enciclopédia virtual inspirada na Wikipedia permite a seleção, a publicação e o cruzamento de textos e conteúdos relevantes aos projetos da empresa. • CVISION: Ferramenta de publicação de vídeos, fotos e videoblogs, nos modelos do YouTube, pode ser usada para transmitir treinamentos, antes feitos presencialmente. • DIRECTORY: Rede social corporativa reúne informações sobre os funcionários e facilita a localização e o contato dos profissionais especializados em casa aérea. • WIKIS: Divididos por temas, servem de plataforma virtuais de distribuição de tarefas e fórum de discussão para grupos de trabalho com membros em todo o mundo.2.6 PESSOAS SE BENEFICIAM COM SITES COMO YOUTUBE, REDES SOCIAIS, E ATÉ MESMO PARA ROUBO DE INFORMAÇÕES UTILIANDO COMO ISCAS AS NOVAS TECNOLOGIAS.2.6.1 YOUTUBEConforme exposto por Junior (2010) em matéria para a Revista Exame de Outubro de 2010,
    • 30Edição 0977, informa que as mini aulas de um ex-gestor de fundos já foram vistas mais de23 milhões de vezes no YouTube e chamaram a atenção do Google e de Bill Gates.Segundo Junior (2010) nessa mesma revista, para um estudante exemplar, dono de doisdiplomas do Massachusetts Institute of Technology (MIT) e um de Harvard, Salman Khantem uma visão surpreendentemente pessimista do ensino nas escolas tradicionais: “As aulas são um saco. Metade dos alunos dorme. Eu dormi. Você pode conferir, está tudo na internet. Te desafio a assistir a duas ou três delas até o fim. Se aguentar, te pago um jantar".Ainda segundo Junior (2010), na revista, Khan, que também é professor, não pode garantirque ninguém pegue no sono durante as aulas que ele dá, afinal não conhece nenhum deseus alunos, não trabalha numa escola, não suja a mãos de giz nem corrige provas. Khan éum professor de YouTube. Ou melhor: ele é o professor superstar do YouTube. Suas 17000 aulas em vídeos já foram vistas mais de 23 milhões de vezes, em menos de quatroanos. Seu canal tem mais audiência que todos os vídeos combinados de dezenas deprofessores do MIT. Seus alunos estão espalhados pelo mundo e incluem até o Bill Gates,que acompanha as aulas com seus filhos. Figura 02. Khan professor mais popular do mundo. Fonte: Revista ExameConforme Junior (2010) Khan é o professor mais popular do mundo por acaso. Depois dese formar em Harvard ele diz que "se vendeu". Foi trabalhar como gestor em um fundohedge de pequeno porte. Saiu de lá "com menos de um milhão de dólares" e tentou abrirum fundo próprio. Veio a crise financeira de 2008, e a ideia nem saiu do papel. Na época,Khan ajudava uma prima de 12 anos que tinha dificuldade em matemática. Ela estava em
    • 31New Orleans, ele, em Boston. Chegou a criar em software de exercício, mas depoisdescobriu que a melhor solução seria gravar vídeos e colocá-los no YouTube, pois poderiaensinar uma vez e ser visto várias vezes. No começo, os alunos eram outros parentes. Emum mês, chegaram os primeiros e-mails de agradecimento de estranhos. Os vídeoscomeçaram a ser vistos centenas, depois milhares de vezes. "Meu emprego estava chato, e eu me interessava cada vez mais pela gravação das aulas", diz Khan.Em 2009, abandonou o emprego para dedicar-se integralmente ao que batizou de KhanAcademy. O site é basicamente uma coleção de links para os vídeos no YouTube. O forteainda é a matemática, mas já há aulas de biologia, química, física e finanças."O YouTube pode ser uma excelente ferramenta de aprendizado", diz Lisa Nielsen, autorade um blog sobre inovações na educação e consultoria para a digitalização das escolas deNova York. “Os estudantes podem procurar o que quiserem, quando quiserem. E mais: osalunos buscam as aulas. Esse interesse é essencial para o aprendizado."Junior (2010) observa que a iniciativa logo chamou a atenção de gente disposta a contribuirpara manter a ideia viva. A Khan Academy recebeu 350 000 dólares em doações deindivíduos. No final de Setembro, foi escolhida uma das cinco vencedoras do projeto 10, umconcurso realizado pelo Google que teve mais de 150.000 inscrições de 170 países. Oprêmio de dois milhões de dólares será usado para traduzir as aulas para outras línguas,entre elas o português, diz Khan. Outra ideia é criar uma estrutura para melhorar o site elevar a iniciativa para mais países. “Minha intenção é que uma pessoa que tenha estudado na academia possa ter seu conhecimento validado como o de qualquer outra instituição de ensino."2.6.2 ROUBO DE INFORMAÇÕESTÃO PEQUENOS E TÃO PERIGOSOSSegundo Fusco (2008), a proliferação dos pen drives abre uma nova brecha nas empresaspara ladrões de informação – com apenas seis centímetros, levam uma micro placa decircuito, um chip de memória - e é só. Enganam-se, porém, os que subestimam essespequenos objetos. Um simples pen drive já pode abrigar até 64 gigabytes de informação.Isso significa o conteúdo de 16 DVDs, alguns milhares de músicas, se você fizer a conta
    • 32pensando em entretenimento, ou mais de 30 milhões de registros de clientes de umaempresa, se pensar nos riscos que esses dispositivos representam para as empresas.Para Fusco (2008) cada vez menores, mais potentes e mais baratos, os chips de memóriatem se multiplicado nas companhias. Eles são a maneira mais rápida de transportararquivos de um computador para outro. Ninguém precisa mais entender de conexões emrede entre duas máquinas. Basta espetar um chaveirinho e fazer o transporte físico dasinformações fora da empresa. “A possibilidade de copiar dados em pen drives não seguros,iPods e computadores de mão, entre outros aparelhos, tem representado um tormento paraos esforços de segurança", diz Larry Ponemon, presidente do Ponemon Institute, empresaamericana que pesquisa vazamento de dados e segurança da informação. Os pen drives jásão o segundo meio mais utilizado para transportar documentos e dados corporativos parafora da companhia, segundo uma pesquisa da empresa de segurança digital McAfee. Sóperdem para os laptops. Mas, ao contrário dos PCs portáteis, os chaveiros de memória sãovirtualmente impossíveis de controlar e são encarados de forma causal: raríssimascompanhias exigem que os dados por eles transportados sejam protegidos.O perigo está em casa.Práticas indevidas dos funcionários colocam em risco muitos dados corporativos: • Copiam informações confidenciais da empresa em pen drive 51% • Compartilham senhas com colegas de trabalho 46% • Já perderam equipamentos portáteis de armazenamento de dados 39% • Enviaram documentos da empresa em anexo para e-mails pessoais 33%Fusco (2008) mostra ainda que para proteger seus dados, a Honda Brasil começou aimplantar, no mês passado, uma política de restrição aos equipamentos particulares de seusfuncionários, seja pen drive, MP3 players ou computadores de mão. “Mesmo que umdesses aparelhos seja plugado a um dos 4 200 computadores da empresa, nenhum dadopode ser copiado", diz Leandro Doreto, analista de segurança da informação e um dosintegrantes do projeto da montadora japonesa. Para não abrir mão da comodidade dos pendrives, a Honda comprou dispositivos criptografados e distribuiu aos profissionais de acordocom a função. Esse tipo de política preventiva, porem, ainda é exceção no Brasil. SegundoWanderson Castilho, diretor da E-NetSecurity Solutions, de cada dez empresas, menos detrês têm essa preocupação de monitoramento. “Nos Estados Unidos, essa proporção chegaa sete entre dez", diz Castilho.
    • 33Conforme levantamento de Fusco (2008), para aliviar os riscos a empresa que não querproibir o uso de dispositivos móveis tem alternativas para reduzir o perigo, entre elas: • Política de acesso: controlar com rigor e atualizar constantemente o perfil dos usuários e a permissão de acesso a cada sistema para evitar abusos. • Monitoramento de pen drive: Softwares gravam no servidor a data que algum usuário conectou seu pen drive e o conteúdo que foi copiado. • Criptografia: A técnica faz com que documentos de PCs, e-mails, smartphone ou pen drives sejam cifrados e apenas um receptor habilitado possa decifrá-los. • Treinamentos: 45% dos vazamentos de dados são acidentais, dizem especialistas. Reforçar a conscientização dos funcionários ajuda a evitar incidentes.O SPAM QUER SER SEU AMIGOO declínio das mensagens indesejadas por e-mail está mudando o foco - e a cara - dosataques de fraudadores virtuais.Segundo Faust (2010) mensagens como: Parabéns você ganhou um iPhone. DilmaRousseff sofre ataque cardíaco - vejas já as fotos. Você foi selecionado para participar doBBB11, podem ser sedutoras. Que atire o primeiro comprimido de Viagra quem nunca,mesmo que só por curiosidade, clicou em uma mensagem suspeita enviada por algumdesconhecido (produtos farmacêuticos estão entre os recordistas da modalidade). Mas eisaqui uma boa notícia: a guerra contra o spam de e-mail, ao que tudo indica, está sendovencida. Segundo dados da Cisco, fabricante de equipamentos de telecomunicações, ovolume de spam enviado por e-mail em todo o mundo está em queda desde o fim de 2009.Apenas nos últimos três meses, o tráfego desse tipo de mensagem na rede caiupraticamente pela metade.Ainda segundo Faust (2010) os filtros anti-spam, uma aposta antiga de provedores efabricantes de software, começam finalmente a render frutos. Mas algo começa a mudartambém no que diz respeito a uma parcela bem humana de culpa no problema. “Osusuários hoje estão mais treinados a ignorar mensagens de desconhecidos", diz BrunoRossini, gerente da Symantec, fabricante de software antivírus. Fingir ser uma empresa, umgoverno ou um xeque árabe que quer dividir uma herança polpuda e selecionar osproblemas de todos já não convence tanto. “Ataques convencionais por e-mail sãoimpessoais", diz Peter Cassidy, secretário-geral do Anti-Phishing Working Group, uma ONGsobre crimes na rede. A reputação desse tipo de golpe nas caixas de e-mail está,
    • 34claramente, em crise."A conversão dos golpes que chegam por canais onde há relação de confiança entreusuários tende a ser maior", diz José Matias, gerente da McAfee, fabricante de antivírus.Links embutidos em mensagens de Twitter, segundo um estudo da Universidade daCalifórnia, em Berkeley, têm probabilidade até 20 vezes maior de ser clicados que osrecebidos por e-mail. Ao utilizar o poder viral das redes sociais, as fraudes tomam outraescala. Em um único ataque, no início de novembro, um golpe resultou no roubo deidentidade de 150.000 contas de Orkut. Links automáticos enviados por usuários infectadossugeriam, em um bom português, a instalação de uma ferramenta que permitiria assistir TVpor assinatura gratuitamente no computador. Muitos tiveram dados bancários roubados.Faust (2010) traz ainda a informação de que um quinto dos usuários da rede socialFacebook, segundo um estudo da empresa de segurança BitDefender, está exposto aconteúdo malicioso todos os dias. Outras pesquisas, da concorrente F-Secure, apontaramque 78% dos usuários já consideram o spam um problema do Facebook. “Queremospoliciar o site e assegurar que o Facebook não seja visto como um alvo de spammers",disse Sam ORourke, conselheiro sênior do Facebook, à época da sentença. A julgar pelasede dos criminosos, essa será uma missão difícil - até mesmo, quem sabe, para um xequeárabe.2.7 REDES SOCIAIS NAS EMPRESASSegundo Almeida (2011), as redes sociais como: Twitter, Facebook e Orkut não são apenaspara aqueles que querem reencontrar amigos de infância, postar fotos ou bater papo.Há quem diga que essas redes valem ouro e podem ajudar e muito no crescimento dasempresas.Segundo Almeida (2011) as Pesquisas realizadas com diversas empresas americanas,comprovam que as propagandas realizadas por empresas em redes sociais, têm geradomais retorno financeiro, com melhores lucros e reconhecimento. Atualmente é difícilencontrar quem não tenha cadastro em uma rede social, assim as empresas que optam porutilizá-las têm mais oportunidades de divulgação para um público maior.Almeida (2011) ainda menciona que as redes sociais, quando usadas adequadamentetrazem benefícios às empresas, pois este tipo de tecnologia pode agilizar os processos denegócio além de melhorar o conhecimento coletivo da empresa, como também ser umdiferencial.
    • 35Para Almeida (2011), é interessante que toda empresa faça bom uso dessas ferramentas,pois elas permitem expansão no mercado, além de facilitar o acesso dos clientes a elas,aceitando ainda opiniões dos usuários, tal como o que pode ser feito para agradá-los,criando assim, um melhor inter-relacionamento. Portanto, usar e abusar da utilizaçãodessas redes é um grande avanço tecnológico para as empresas e, certamente, atrairá maisrecursos.Para Afonso (2011), o avanço das redes sociais em atividades como colaboração, troca deinformações e fonte de pesquisas esgueirou-se com facilidade no seio das empresas e suaaceitação rápida e estrondosa pegou todos de surpresa. No início, eram consideradasfontes de dispersão, principalmente para funcionários mais jovens. Mas elas ganharamcaracterísticas profissionais e impactaram o mundo corporativo. Os casos de sucessoprovam que não é mais possível ignorar as redes sociais.Ainda segundo Afonso (2011) algumas companhias ingressaram nesse mundo com açõesdirecionadas ao atendimento a clientes via Facebook e Twitter. Não demorou emperceberem que as discussões geradas nessas redes sobre a empresa poderiam serusadas de forma estratégica, inclusive para a criação de novos serviços e mapeamentomais eficiente do mercado.Afonso (2011) cita que as redes também contradizem a idéia de que um alcance abrangentesó era viável para grandes empresas, com altas quantias para investir. A opinião deespecialistas é que elas trouxeram outro nível de competitividade, reforçando a crença deque entrar nelas, com planejamento, é uma atividade fundamental atualmente.Para Afonso (2011) Seguindo as tendências das redes sociais, a Bolsa de Mercadorias eFuturos Bovespa (BM&F Bovespa) começou a estudar, em 2009, qual seria a estratégiaideal para tirar proveito delas com a meta de popularizar o mercado de ações, que atéalguns anos tinha um público muito restrito. A primeira etapa foi escolher as que tinhammais a ver com a proposta, o que resultou na escolha do Twitter, Facebook, YahooRespostas e Orkut.Para Afonso (2011) o Twitter, pela característica de fonte de informações rápidas, passou aser utilizado para divulgar cursos gratuitos, inscrições, números da bolsa, entre outros. OYahoo Respostas para responder questões de usuários da rede sobre os temas que dizemrespeito à Bovespa. E Orkut e Facebook como comunidades: participantes entram, tiramdúvidas, criticam e dão orientações para nortear a estratégia da Bovespa.Assim, é possível entender que a participação das redes sociais no mundo corporativo é um
    • 36caminho sem retorno. O uso que se faz delas está em constante discussão e suaabrangência é crescente – iniciou-se com as grandes corporações e rapidamente passou afazer parte do cotidiano de empresas de todos os portes.Se inicialmente estava restrito ao relacionamento empresa versus consumidor, hoje já passaa fazer pauta das discussões de Marketing, Recursos Humanos e, até mesmo, Jurídico.2.8 SAIBA COMO AS EMPRESAS USAM AS REDES SOCIAIS PARA RECRUTARAspectos negativos nos perfis seriam suficientes para desclassificar um candidato noprocesso seletivo, mostra pesquisa.Martins (2011) nos traz a informação de que a tendência de recrutar utilizando as redessociais é forte nos Estados Unidos e, segundo especialistas, o Brasil segue o mesmo passo.“Essa tendência também é uma realidade brasileira”, atesta Fabiano Kawano, gerente dadivisão de Engenharia da Robert Half, empresa de recrutamento especializado. SegundoKawano, os recrutadores acessam as redes profissionais do candidato para identificar deforma mais ágil os cargos e as empresas nas quais ele trabalhou. “Já nas redes focadas emrelacionamento não profissional é possível verificar aspectos do perfil pessoal do candidato.”Martins (2011) informa que para Fábia Barros, gerente de projetos da Across, consultoria dedesenvolvimento organizacional com foco em gestão de pessoas, as mídias sociaistornaram horizontal a relação entre empresas e profissionais. “A triagem de currículos pormeio das redes sociais é cada vez mais comum”, destaca.Ainda segundo o trabalho de Martins (2011), especialistas advertem que há que se tomarcuidado com o que se diz no universo on-line. Pesquisa da Robert Half mostra que para44% dos recrutadores aspectos negativos nas redes sociais seriam suficientes paradesclassificar um candidato no processo de seleção. Estudo da Jobvite, empresa derecrutamento norte-americana, aponta que um em cada três empregadores eliminacandidatos com base no que eles publicam nas redes sociais.Ainda dentro do trabalho de Martins (2011) encontramos a informação de que Fábia avisaque os equívocos cometidos no ambiente digital são razões suficientes para que oprofissional avalie se o seu perfil está de acordo com a etiqueta social on-line. “O recrutadorquer saber como o profissional se comporta e se articula nas redes sociais. Afinal, ouniverso digital oferece informações a respeito de um possível representante da empresa.”Ainda em depoimento a Martins (2011), para Fábia Barros, da Across, o profissional queopta por não ter perfil no ambiente digital certamente está em desvantagem em relação aos
    • 37concorrentes. “Não ser encontrado na internet, um dos meios mais utilizados hoje pelasempresas, é uma maneira de o profissional não ter a sua vida vasculhada. Por outro lado,ele não terá nenhuma notoriedade na principal plataforma de networking da atualidade.”Também dentro do estudo de Martins (2011) Fabiano Kawano, da Robert Half, concorda. “Anão participação em redes de relacionamento profissional impede o profissional de ser vistoem uma ferramenta utilizada por milhões de pessoas no mundo. Consequentemente, elepode perder oportunidades interessantes por falta de exposição.”2.9 A IMPORTANTE PESQUISA DA CONSULTORIA AMERICANA JOBVITEQuando a Jobvite (2011) começou essa pesquisa anual, há quatro anos, recrutamento nasredes sociais era uma idéia nova para muitas empresas. Desde então, pesquisa dacomScore mostra que o tempo gasto em redes sociais cresceu de um em cada 12 minutosonline para 1 em cada 6 minutos.Os empregadores claramente têm buscado encontrar seus talentos nessas redes sociais – apesquisa de 2011 mostra que 89% dos entrevistados recrutará através de redes sociaisneste ano (ante 83% em 2010).À medida que cresce a concorrência por talentos, recrutar nas redes sociais encabeça alista, por dois anos consecutivos, como a área com maior oportunidade de aumento deinvestimentos. Não surpreendentemente, planos dos entrevistados para aumentar os gastosnessas fontes de recrutamento estão alinhados com as suas opiniões sobre a qualidadedessas fontes. • 55% irá aumentar seus orçamentos para o recrutamento em redes sociais; • Referências pessoais, contato direto e informações de redes sociais são fontes externas mais confiáveis para definição de candidatos de qualidade; • Apenas 16% vão gastar mais em anúncios; • Um terço dos entrevistados planejam gastar menos em anúncios, recrutamento por terceiros e empresas de seleção.Os dados indicam que algumas áreas, como marketing, cada vez mais utilizam-se apenasde redes sociais para atingir e recrutar seus talentos. • LinkedIn é líder na utilização para recrutamento (87%, ante 78% em 2010); • A utilização de recrutamento por outras grandes redes permaneceu bastante estável
    • 38 com 55% usando Facebook e 47% usando o Twitter;• Agora, a maioria (64%) expandiu seus canais de recrutamento e passa a usar 2 ou mais redes sociais e 40% usa todas as três grandes (LinkedIn, Facebook e Twitter).
    • 393. ESTILOS DE GESTÃOTodas as pessoas têm um estilo natural de gestão, da mesma forma que cada situaçãorequer um estilo específico para dar os melhores resultados. Ao assumir uma nova posição,o administrador deve procurar identificar o estilo de gestão mais adequado para aquelasituação.Até meados do século XX, o estilo de gestão predominante era o autoritário, baseado nosprincípios da Escola de Administração Científica. Esse estilo era adequado às organizaçõeshierarquizadas e, com freqüência, burocratizadas.Segundo Lacombe (2005), a primeira teoria administrativa, em termos cronológicos, foi achamada escola da administração científica, que se iniciou com o engenheiro norte-americano Frederick Winslow Taylor, cuja ênfase é a divisão do trabalho em tarefaselementares e praticamente indivisíveis e a especialização das pessoas na execuçãodessas tarefas, visando a obter ganhos de produtividade. Henry Gantt, Franck e LílianGilbreth, Henry Ford e vários outros seguiram a mesma linha de Taylor, baseavam-se noprincípio de que os operários, sendo pouco instruídos, deveriam fazer sempre a mesmacoisa, de modo a viabilizar seu treinamento na execução de tarefas simples, conseguindo,assim, produzir melhor e mais depressa.Para Lacombe (2005) o taylorismo implica uma alta desumanização do trabalho. Sua lógicaé a do apressamento e sua implantação implica um considerável aumento do aspectorotineiro e monótono do trabalho.Ainda segundo Lacombe (2005) Henry Ford deu varias contribuições fundamentais nessaocasião: a produção em massa, os meios para intercambiar as peças e a linha demontagem. A linha de montagem é um processo de produção em que os componentes doproduto a ser fabricado são transportados por meio mecânicos, em geral correiastransportadoras, para locais em que ficam os operários incumbidos de montar cadacomponente ou conjunto de componentes no produto que está sendo produzido.Essas foram as inovações na fabricação que tornaram possível a linha de montagem.Lacombe (2005) informa ainda que a fábrica de Highland Park da Ford Motor Company eraconsiderada, no inicio do século XX, um exemplo típico de divisão do trabalho em basestecnológicas. Henry Ford era tido na conta de um patrão humano; pagava bons salários aostrabalhadores; cinco dólares por dia, o equivalente a 120 dólares por dia na virada domilênio, e incluiu um plano de participação nos lucros.
    • 40Essa Escola atendia às necessidades do final do século XIX e inicio do XX nos paísesdesenvolvidos, uma vez que a indústria se expandia rapidamente, empregando pessoal combaixo nível de qualificação, sendo a maioria oriunda da zona rural.Além disso, essa Escola pressupunha que os objetivos das organizações e os dosempregados poderiam coincidir: o máximo de dinheiro para todos. A maior motivação dosempregados seria o ganho material. A solução consistia em montar um conjunto deincentivos financeiros para aumentar a produção.3.1 OS EXPERIMENTOS EM HAWTHORNESegundo Lacombe (2005), os estudos iniciados em 1924, em Hawthorne, pela WesternElectric Company, e terminados no final da década de 1930, sob a supervisão de EltonMayo, mostraram que, além da remuneração e das condições de trabalho, algo maisimportante influenciava a produtividade.Os pesquisadores concluíram, após estudos e entrevistas com o pessoal da produção, queo que realmente motivava os empregados era a atenção que lhes era dada pelosexperimentadores e pela alta administração da empresa, bem como a identificação dosempregados com os administradores e a empresa.A partir daí começou a tomar vulto a preocupação com as formas de motivar os empregadose com as relações entre as pessoas.3.2 CONDUZINDO A EQUIPE - AS TEORIAS X E Y DO MC GREGORMcGregor (1992) no estudo feito sobre as formas mais adequadas de administrar e deconduzir os subordinados para alcançar melhores resultados, identificou dois estilos degestão a que chamou de teoria X e teoria Y.A teoria X, segundo McGregor (1992), é praticada pelos administradores que não acreditamnas pessoas e impõem forte dependência dos subordinados em relação às chefias. Elapressupõe que o ser humano tem aversão ao trabalho e, portanto, a maioria das pessoasprecisa ser coagida, controlada, dirigida, ameaçada de punição e premiada materialmentepara se esforçar e produzir de forma eficiente e eficaz.A teoria Y tem uma visão oposta: pressupõe que o ser humano aceita responsabilidades epode considerar o trabalho da mesma forma que um jogo. Para produzirem de formaeficiente e eficaz, as pessoas devem ser motivadas em função de suas necessidades
    • 41específicas, que podem incluir o relacionamento no trabalho, a perspectiva de valorizaçãoprofissional e pessoal e o desafio de um projeto interessante.Segundo McGregor (1992), a teoria X poderia ser válida no início do século XX, mas asmudanças no ambiente tornaram-na anacrônica e é necessário procurar, na medida dopossível, fazer que os administradores passem a praticar a teoria Y.Podemos, assim, resumir as pressuposições da teoria X – “o trabalho é em si mesmodesagradável para a maioria das pessoas”: • O ser humano tem aversão ao trabalho e o evita sempre que possível; • Em razão dessa característica humana, a maioria das pessoas precisa ser coagida, controlada, dirigida e ameaçada de punição ou premiada para se esforçar e produzir; • O ser humano, de modo geral, prefere ser dirigido, quer evitar responsabilidades, tem pouca ambição e quer segurança acima de tudo;As pressuposições da teoria Y podem ser assim resumidas – “o trabalho é tão natural comoo lazer, se as condições forem favoráveis”: • O dispêndio de esforço físico e mental no trabalho é tão natural como em um jogo ou em descanso; • O controle externo e a ameaça de punição não são os únicos meios de estimular o trabalho em vista dos objetivos organizacionais. • O homem está sempre disposto a se autodirigir e a se autocontrolar a serviço de objetivos com os quais se compromete; • O compromisso com objetivos depende das recompensas associadas a sua consecução; • O ser humano aprende, sob condições adequadas, a aceitar responsabilidades e a procurá-las; • A capacidade de usar alto grau de imaginação e criatividade na solução de problemas da empresa é mais amplamente distribuída na população do que geralmente se pensa.Nas condições atuais da vida moderna, as potencialidades intelectuais do ser humano sãoapenas parcialmente usadas.
    • 42Os estudos de McGregor (1992) foram importantes pelo pioneirismo e pela criação dasteorias X e Y. Ele defendia a idéia de que a teoria Y era a correta dentro da realidade norte-americana das décadas de 1950 e 1960. Estudos subseqüentes mostram que, emboraMcGregor (1992) estivesse certo na maioria dos casos, havia situações de exceção em quea aplicação da teoria X proporcionava resultados melhores do que a teoria Y. É precisosalientar que ocorre, com muita freqüência, o fenômeno da profecia auto-realizável: aspessoas tendem a se comportar de acordo com o que se espera delas. Assim, na maioriados casos, a teoria Y proporciona um comportamento mais saudável e mais propício para aobtenção dos resultados desejados.Segundo McGregor (1992) nossas crenças e expectativas sobre as atitudes das pessoasinfluenciam seu comportamento, atuando como profecias auto-realizadoras, uma teoriasegundo a qual certas previsões acabam se realizando porque as pessoas acreditam nelas,agindo e investindo recursos para sua concretização, de modo a aumentar a probabilidadede que elas se realizem.Ainda segundo McGregor (1992) a forma como os administradores tratam seussubordinados é influenciada pelo que estes esperam deles. As expectativas têm influênciasprofundas no comportamento. Expectativas de desempenho muito alto podem aumentá-lode fato, ao passo que expectativas de baixo desempenho tendem a diminuí-lo. Além disso,nosso exemplo tende a produzir-nos outros o tipo de comportamento que eles observam emnós.Para o problema ora em estudo é muito importante observar que, também na utilização deredes sociais, os líderes tendem a ver mais positivamente indivíduos que reflitamcomportamentos e pensamentos alinhados com os seus próprios e priorizar tais perfis nascontratações.Se por um lado isso tende a tornar mais simples a convivência no dia-a-dia de um futurocontratado e seu líder, por outro, a ausência (ou reduzida presença) de pontos de vistaconflitantes pode levar a uma estagnação do conhecimento e, consequentemente, à nãocriação de valor para a organização no longo prazo.Aqui também evidenciamos, conforme nossa hipótese, que a presença de profissionaishabilitados de Recursos Humanos contribui para a geração de valor no longo prazo para aorganização, apoiando os líderes nas contratações e permitindo espaços multiculturais ecolaborativos.
    • 433.3 A IMPORTÂNCIA DO LÍDERSegundo Lacombe (2005), a versão tradicional de liderança superestima a importância dacontribuição do líder. Essa versão supõe que a liderança é originária das qualidadespessoais do líder. Há várias interpretações do que é liderança, mas cada uma continuandocomo uma explicação incompleta e inadequada - e a maioria discordando entre si. Sãomais de 130 definições de liderança e mais de cinco mil estudos sobre suas características,o que torna praticamente impossível escolher apenas uma como sendo a mais correta. Oque não se pode descartar é a influência das circunstâncias e dos próprios liderados.Para Lacombe (2005 p.224): A importância de uma boa liderança não pode ser subestimada. Uma empresa descapitalizada pode tomar dinheiro emprestado, uma em má localização pode ser mudada, assim como o produto ou o processo produtivo. Uma empresa que tenha falta de liderança tem pouca chance de sobreviver. Lembremos, porém que lideres são pessoas humanas com qualidades e defeitos: alguns são neuróticos, outros equilibrados. Líder é muito mais necessário nas situações instáveis. Ele é necessário para mudar. Líderes são agentes de mudança e devem ser capazes de inspirar coragem a seus seguidores.3.4 TIPOS DE PODER DE LÍDERSegundo Lacombe (2005) os líderes influenciam as pessoas por meio de que dispõem.Para o autor pode-se definir poder de duas maneiras: como Max Weber, segundo o qualpoder é a capacidade de controlar indivíduos, eventos ou recursos, fazendo que aconteçaaquilo que a pessoa quer, a despeito de obstáculos ou posições, ou como sendo acapacidade para influenciar decisões, pessoas e o uso de recursos.Para Lacombe (2005) é possível distinguir três tipos de poder: • O poder legítimo é o conferido pela posição ocupada na organização. Inclui, quase sempre, dois poderes que o complementam: o poder de recompensa e o coercitivo ou de punição, instrumentos para o exercício do poder legitimo. • O poder referente é a influência exercida pelo líder em virtude da afeição e do respeito que as pessoas têm por ele, em função de suas qualidades como seu caráter, a força de sua personalidade, sua coragem, sua capacidade de agir e sua
    • 44 ousadia. O funcionamento básico do poder referente é o exemplo. Os lideres carismáticos têm esse tipo de poder no mais alto grau. O líder deve ser um modelo exemplar para seus seguidores e não deve exigir o que não esteja disposto ele mesmo a fazer. • O poder do saber é baseado nos conhecimentos que a pessoa tem. Inclui os conhecimentos técnicos, a experiência e o poder da informação. Algumas pessoas não cedem informações para reter esse tipo de poder.Segundo Lacombe (2005 p.227) apesar de a estrutura formal conceder poder legitimo iguala todas as pessoas de um mesmo nível, além do mesmo acesso ao uso das recompensas epunições, a forma como as pessoas os utilizam varia bastante. Por exemplo, umadministrador pode usar seu poder de forma criativa e marcante, maximizando suainfluência na estrutura. Outro, entretanto, pode subaproveitar os recursos disponíveis.Tanto a forma de utilização do poder formal influencia seu poder referente, que o poderlegítimo, se desacompanhado do poder referente e do poder do saber, pode ocasionar umdesempenho apático. Assim, como já dizia o ditado popular: poder não se pode delegar.Para Lacombe (2005) fazer um bom trabalho não é suficiente para se obter poder. Épreciso também ser notado: ter visibilidade. Não basta botar o ovo, é preciso cacarejar.Ficar o tempo todo no palco é exaustivo, mas não se pode ficar completamente fora dele.Também segundo Lacombe (2005) podemos, tentativamente, dizer que, do ponto de vistada administração, liderar é conduzir um grupo de pessoas, influenciando seuscomportamentos e ações, para atingir objetivos e metas de interesse comum desse grupo,de acordo com uma visão do futuro baseada num conjunto coerente de idéias e princípios.Lacombe (2005) cita ainda que o líder empresarial deve ser capaz de alcançar os resultadospor meio dos liderados e, para isso, conforme o tipo de liderado e a ocasião, age dediferentes maneiras: ele ordena, comanda, motiva, persuade, dá exemplos pessoais,compartilha os problemas e ações ou delega e cobra resultados, alterando a forma de agirde acordo com a necessidade de cada momento e com o tipo de liderado, visando aalcançar os objetivos da empresa.Vemos aqui que o líder deve estar sempre atento aos diversos tipos de poder que exercepara usá-los adequadamente a cada momento e com cada tipo de audiência.Isso se reflete, também, nos processos de contratação onde o líder deve estar atento para,por exemplo, não ser coercitivo numa entrevista – isso intimida o candidato e o líder não vai
    • 45obter dele as respostas mais espontâneas, ou seja, não vai enxergar o verdadeiro perfil docandidato.Numa situação dessa, as redes sociais podem servir como excelente ponto de referênciapara confirmar as perspectivas obtidas, uma vez que nelas o candidato deve transparecersuas características de forma mais natural.3.5 O QUE FAZ O LÍDERSegundo Lacombe (2005) é verdade que os lideres defendem valores que representam avontade coletiva; do contrario não seriam capazes de mobilizar os liderados à ação. Noentanto, não fazem apenas isso. A variedade dos tipos de liderança torna difícil estabelecercom precisão o que faz um líder.Um líder não é um gerente no sentido formal, mas alguém que é considerado o principalresponsável pela realização dos objetivos do grupo.Há quatro responsabilidades básicas dos líderes, ainda segundo Lacombe (2005): • O líder deve ter desenvolvido uma imagem mental de um estado futuro possível e desejável da organização. Um líder bem-sucedido é o que vê outro quadro ainda não atualizado, que vê hoje coisas que ainda não estão lá, mas estão no futuro. • O líder deve comunicar a nova visão. A organização precisa ser mobilizada para aceitar a nova visão e fazê-la acontecer. • O líder precisa criar confiança por meio de posicionamento. O líder deve mostrar coerência, energia, honestidade e coragem. • Líderes são aprendizes perpétuos. A aprendizagem é o combustível essencial para o líder. O aprendizado constante é a fonte de energia que mantém a liderança acesa, que faz surgir o entendimento, novas idéias e desafios. Além de si próprio, o líder estimula também os seguidores a aprenderem.O líder, a partir dessa visão do estado futuro da organização, deve preparar-se para engajaros profissionais adequados para que esse futuro possa ser atingido.A busca dos profissionais adequados passa, segundo nossa hipótese, pelo uso de redessociais no processo de seleção.
    • 463.6 DIFERENÇA ENTRE O LÍDER E O ADMINISTRADORSegundo Lacombe (2005) administrar é saber lidar com a complexidade. Suas práticas eprocedimentos são a resposta para a emergência das grandes organizações dos séculos XXe XXI. Sem boa administração, as empresas tornam-se caóticas e ficam ameaçadas emsua própria existência. Uma cultura administrativa dá ênfase à racionalidade e ao controle.Para Lacombe (2005 p. 232): Liderar é saber lidar com a mudança. O aumento de suas importâncias deriva da velocidade das mudanças no passado recente: mudanças tecnológicas, aumento da competitividade, desregulamentação, globalização, envelhecimento da população e outras. Líderes são agentes de mudança, desafiam o estabelecido - isso não se faz sem risco. Os lideres trabalham a partir de uma posição de alto risco. Conduzir uma organização durante um período de mudança pode ser perigoso e tem sido a ruína de muitos lideres.Nesse perfil atual de mudanças, cada vez mais velozes, fica evidenciado o papel do líder e anecessidade deste de contestar o status quo, inclusive quanto às características de seuscolaboradores – nesse processo, um líder preparado e atualizado em relação àsferramentas de gestão, e de seleção, conforme nossa hipótese, deve obter maior eficáciaem sua gestão.3.7 AS CARACTERÍSTICAS DE UM LÍDERSegundo Lacombe (2005 p.211 a 216) líderes tem, em comum, as seguintes características: • Confiança em si uma característica comum aos lideres é a confiança que têm em sí. Nenhum líder ou candidato a tal inspira mais confiança em seus liderados ou seguidores potenciais do que a que ele mesmo deposita em si e o demonstra. • Crença no que faz outra característica comum é acreditar com paixão no que prega e faz. Ninguém pode seguir alguém que não acredite no que está fazendo.
    • 47O líder encoraja os seguidores e mostra às pessoas que elas podem vencer. Oencorajamento é a maneira dos líderes se relacionarem.Os líderes atraem os seguidores por sua fé na capacidade das pessoas para se adaptar,crescer e aprender.• Visão clara de onde quer chegaruma característica fundamental é a visão clara de onde quer chegar e a capacidade decomunicá-la.A criação e a transmissão da visão para os seguidores são qualidades indispensáveis aolíder. A criação da visão não deve ser exclusiva do líder, mas compartilhada com osseguidores.• Capacidade de comunicaçãoo bom líder conhece seus seguidores, seus valores, costumes, necessidades e desejose fala uma linguagem que eles entendem. Enriquece sua comunicação com exemplosconcretos, histórias, símbolos, metáforas e parábolas para tornar claras suas visõesabstratas.Outro aspecto importante na comunicação do bom líder é que ele sabe ouvir. Aspessoas ouvem com mais atenção àqueles que as ouvem.• Expectativas elevadas e reconhecimento do mérito“Os líderes bem-sucedidos têm níveis elevados de expectativas para si e para seusseguidores. Essas expectativas constituem as molduras nas quais as pessoasenquadram a realidade e são a base das profecias auto-realizadoras”.• Ver o conjuntoo líder deve visualizar o sistema com o um todo. Tomar decisões e ter calma na hora dacrise; Verificar o cumprimento das ordens; Avaliar as pessoas e fazer que as pessoascertas ocupem os lugares certos nos momentos certos; Compreender que a diversidadedas pessoas traz forças para a equipe.• Valorizar as pessoas
    • 48 um líder deve fazer seus seguidores saberem que não os considera inferiores, mas os mantém numa distância psicológica que permite a eles aceitar sua autoridade sem ressentimento. Isso é importante porque, quando se aceitam ordens de outras pessoas, fica-se limitado na autonomia e independência e se faz não o que se deseja, mas o que o líder deseja. • Lideres também podem errar líderes são humanos e erram. O reconhecimento de que nem sempre os líderes se comportam da melhor forma fez com que os fundadores da Federação norte-americana estabelecessem um sistema de equilíbrio de poderes para evitar possíveis excessos das autoridades públicas. Eles reconheceram que a liderança é facilmente corrompida e montaram mecanismo para impedir que os líderes possam fazer muita coisa sem o consenso de seus seguidores.Ainda segundo Lacombe (2005 p.216) os líderes precisam ter quatro qualidades adicionais,além de visão e energia: reconhecer seletivamente suas fraquezas; administrar seussubordinados com algo que denominamos forte empatia; revelar suas diferenças em relaçãoaos demais.Para Lacombe (2005) uma das maiores controvérsias a respeito de liderança diz respeito ápossibilidade de identificar características para os líderes, isto é, se existem traços comuns.Atualmente, já não se fala em liderança como um traço psicológico, intrínseco a umindivíduo, que alguns têm sorte de ter e outros não.A liderança somente faz sentido quando especificados para que fim e em que circunstânciasse espera que o líder deva agir.3.8 FORMAS DE LIDERARAs empresas podem saber que tipo de liderança é conveniente para elas. Em virtude desseentendimento, podem educar seus administradores escolhendo adequadamente as pessoasque vão conduzir os seminários, distribuindo textos que reforçam a forma de liderançadesejada, fazendo circular revistas e jornais técnicos e procurando conferencistasconsistentes com as escolhas da administração superior para as formas de liderançadesejadas.
    • 49Segundo Lacombe (2005 p.225) um bom líder deve procurar a lealdade de seus seguidores.Novas pesquisas mostram que as empresas com clientes, investidores e empregados leaistem em comum seis princípios básicos, que são: • Pregue aquilo que você pratica • Jogue o jogo do ganha-ganha; • Seja exigente; • Num mundo complexo, as pessoas precisam de equipes pequenas para simplificar a responsabilidade e a prestação de contas; • Recompense os resultados favoráveis; • Ouça muito e fale de forma direta.É fácil imaginar que um líder que esteja devidamente envolvido com seu time, sabendoreconhecer as diferenças, praticar a recompensa e, principalmente, aproveitar as melhorescaracterísticas de cada um de seus colaboradores, logrará sucesso mais facilmente.A utilização de ferramentas sociais pode ajudar o líder nessas tarefas.3.9 LIDERANÇA E INTELIGÊNCIA EMOCIONALGoleman (1996 p.25) verificou que embora as qualidades tradicionalmente associadas comliderança como: obstinação, inteligência, determinação e visão - sejam necessárias para oêxito, são, porém, insuficientes. Lideres verdadeiramente eficientes se distinguem por umalto grau de inteligência emocional, que abrange autoconhecimento, autocontrole,motivação, empatia e habilidade social.Segundo Goleman (1996 p.25) autoconhecimento é o primeiro componente da inteligênciaemocional. Pessoas que têm alto grau de autoconhecimento reconhecem como seussentimentos afetam a eles próprios, aos outros e ao desempenho no trabalho.O autoconhecimento requer a aceitação de feedback. Pessoas que não se conhecem têmdificuldade de aceitar o que os outros dizem a seu respeito.Autocontrole é o componente da inteligência emocional que nos liberta de sermosprisioneiros de nossos sentimentos.Segundo Goleman (1996 p.25) muitas coisas negativas que acontecem numa organizaçãosão conseqüências de explosões por falta de autocontrole. Às vezes, o autocontrole é
    • 50confundido com frieza e falta de paixão, mas as pessoas podem ser apaixonadas e saberemse controlar.Se existe uma característica que todos os lideres possuem é motivação. Lideres procuramobter êxito além das expectativas. São motivados por fatores internos: um desejoprofundamente enraizado de realização pela própria realização em si. Eles tendem a semanter realisticamente otimistas mesmo quando os indicadores mostram que as coisas nãoestão indo bem. Finalmente, eles tendem a ter forte comprometimento com suaorganização.Segundo Goleman (1996 p.26) de todos os componentes da inteligência emocional, aempatia é a mais facilmente reconhecível. Para um líder, não significa procurar agradar atodos ou tornar seus os sentimento dos outros. Seria um pesadelo. Significa considerarponderadamente os sentimentos dos outros no processo de tornar decisões inteligentes. Aempatia é um componente cada vez mais importante em virtude do uso crescente detrabalhos em equipe, do processo de globalização e da necessidade de reter talentos.Habilidade social não é fazer amizade: trata-se da capacidade de mover as pessoas nadireção desejada. As pessoas com essa habilidade tendem a ter um grande circulo deconhecimentos pessoais e procuram encontrar interesses comuns com essas pessoas.Goleman (1996 p.26) mostra ainda que a inteligência emocional pode ser desenvolvida. Emgeral, ela aumenta com a idade. Também pode ser desenvolvida por meio da motivação, daprática e do feedback. A inteligência emocional não será desenvolvida sem um sincerodesejo e esforço contínuo. Um breve seminário não adiantará muito.Se nossas equipes também contém líderes e futuros líderes, devemos saber buscar essascaracterísticas em nossas contratações – uma ferramenta de rede social, por exemplo, podeajudar a identificar aquele colaborador que, em suas intervenções pessoais, apresenta taiscaracterísticas – é aquele que marca a reunião do grupo, ou o que é consultado quandoalgo importante está por acontecer, aquele cuja falta é muito comentada quando, por algummotivo, não comparece a um determinado evento.3.10 LIDERANÇA SITUACIONALSegundo Goleman (1996 p.25) os que advogam que liderança se exerce em situaçõesespecíficas dizem que liderança é o processo de exercer influência sobre o comportamentodas pessoas para atingir objetivos em determinadas situações. Isto não é a mesma coisaque dizer que o líder é o principal responsável pela realização dos objetivos do grupo.
    • 51Não havendo um estilo de liderança que seja superior aos demais, o líder precisa ter apercepção aguçada para escolher, num determinado momento, qual o estilo de liderançautilizar – a mesma percepção que deve usar no momento de recrutar colaboradores, sejapara uma nova posição, seja para uma tarefa específica.Conhecer melhor os seus colaboradores vai ajudá-lo a identificar qual estilo de liderançaterá maior sucesso naquele momento.3.11 MITOS SOBRE LIDERANÇASegundo Lacombe (2005, p.221) é necessário dissipar alguns mitos sobre liderança, como: Mito 1: a liderança é uma habilidade rara. Depende do nível. Muitos conseguem liderar uma equipe média ou pequena. Poucos podem chegar ao nível de um Charles de Gaulle, Winston Churchill ou Jack Welch. Mito 2: os lideres são natos, não feitos. Anteriormente, considerava-se a liderança uma qualidade nata de algumas pessoas e quem não a possuía teria de se contentar em ser eternamente liderado. Hoje se sabe que, embora alguns tenham de fato qualidades natas de liderança, é possível treinar a maioria das pessoas para exercerem lideranças dentro de determinados contextos. A suposição de que se pode aprender a administrar fez surgir inúmeros cursos de administração. Alguns alunos desses cursos melhoraram significativamente sua competência para administrar, complementada pelo treinamento no trabalho. Da mesma forma, o treinamento de liderança pode proporcionar melhorias, mesmo que nem todos se tornem grandes lideres. Mito 3: os lideres são carismáticos Alguns são, mas a maioria não é. Mito 4: a liderança existe apenas na cúpula da organização. Existem lideres em quase todos os níveis. Mito 5: o líder controla, dirige, impulsiona e manipula. Líderes conseguem traduzir intenções em realidade
    • 52Liderança não é um exercício de poder em si, mas a concessão do poder aos outros – paratal, há que se ter consciência das características dos colaboradores, para ter a certeza deterão condições de cumprir com a tarefa delegada – também esse tipo de característicapode ser observada, conforme nossa hipótese, em consulta às redes sociais.3.12 LÍDERES PROBLEMÁTICOSSegundo Lacombe (2005, p.222) os líderes problemáticos ou ruis foram classificados porRobbins e Finley (2003) em categorias, como líderes burros; ignorantes; adestrados; muitobondosos; que se fecham as novas idéias; com estilos inapropriados para a situação; que secolocam adiante da equipe; que não conhecem realmente a equipe; inconstantes; que nãoconseguem ter seguidores; que se recusam a reconhecer os membros da equipe; que tem“preferidos”; que deixam de servir de modelo para a equipe; negligentes quanto àsnecessidades profissionais dos membros da equipe; que não estão dispostos a lutar pelaequipe; que não estão dispostos a assumir riscos; que não permitem o conflito; que nãovalorizam a diversidade; passivos; que não creditam o mérito aos que o merecem; que nãocumprem as promessas.Segundo Robbins e Finley (2003) líderes ruins dão ênfase ao controle e gostam de atacaros subordinados pessoalmente.Algumas das características elencadas por Robbins e Finley podem, conforme nossahipótese, ser observadas em consulta às redes sociais – uma contratação indevida reduziriaa chance de sucesso da organização no longo prazo.3.13 FORMAÇÃO DE LIDERANÇASegundo Lacombe (2005, p.222) a formação de liderança deve ser uma das preocupaçõesconstantes de qualquer organização, mas nem sempre é fácil. Calcular o retorno sobreesse investimento é muito difícil, embora seja, talvez, um dos que proporcionem maiorretorno. Uma das formas de assegurar a formação de lideranças é subordinar o principalexecutivo de recursos humanos ao principal executivo da empresa e atribuir-lhe, entreoutras, a missão específica de formar líderes. Pessoas visionárias são importantes; maisimportantes, porem, são aquelas que se caracterizam por desenvolver o talento que existenas empresas, os verdadeiros exploradores do potencial de outras pessoas.
    • 533.14 O PRINCIPAL EXECUTIVO: O LÍDER DA EMPRESAO papel do principal executivoSegundo Lacombe (2005, p.223) a liderança na empresa é exercida pelo principal executivo,que pode ter o titulo de Presidente do Conselho de Administração ou Diretor-Presidente.Ainda segundo Lacombe (2005) as responsabilidades do principal executivo da empresavariam conforme o ramo de negócio, o tamanho e a estrutura organizacional da empresa, aqualificação dos diretores e executivos de alto nível, o nível de sofisticação da tecnologiautilizada, bem como de sua forma jurídica, de sua vinculação ou não a um grupoempresarial, do desenvolvimento sociocultural da região em que opera e de uma infinidadeoutras variáveis.Dependendo dos fatores acima, ou da ausência deles, em muitas empresas o principalexecutivo que lidera a empresa, projeta sua personalidade sobre ela, imbuindo-a de suasqualidades e defeitos.Drucker (1998 p. 111) mostra a importância do principal executivo e como os resultados sãodependentes de sua atuação. O papel do principal executivo de uma grande empresa éterrivelmente complexo. A complexidade é tão grande que executivos muitos bemsucedidos têm ás vezes dificuldade em explicar como agem para obter resultados e por queas “coisas” dão certo.Segundo Robbins e Finley (2003) os principais erros de um principal executivo são: • Ver a si mesmo, e à empresa, como protagonistas absolutos do segmento; • Identificar-se tão completamente com a empresa a ponto de não ver mais nenhuma fronteira entre seus interesses pessoais e os interesses dela; • Achar que tem resposta para tudo; • Eliminar impiedosamente qualquer um que não o apóie integralmente; • Ser porta-voz por excelência, obcecado pela imagem da empresa. • Subestimar os obstáculos; • Teimar em confiar no que funcionou no passado;Reconhecer perfis que possam causar os problemas citados por Robbins e Finley exige dosdepartamentos de seleção e dos líderes responsáveis, uma grande atenção ao perfil deseus candidatos.
    • 54Embora a contratação de um principal executivo não sejam tão simples como uma simplesconsulta à uma rede social, não podemos descartar a utilização destas.Um executivo é, antes de tudo, uma pessoa humana e, como tal, também tem seus desejose características. É bem provável que também esse profissional tenha presença nas redessociais, espalhando suas idéias.
    • 554. ESTUDO DE CASOPara obtermos mais dados de como as empresas estão utilizando as redes sociais nasempresas, fizemos uma visita na empresa Nestlé, com a colaboração do funcionário UlissesAlém, que ofereceu acesso diretamente ao RH da empresa. Abaixo será apresentado umbreve histórico sobre a Nestlé.4.1 EMPRESA NO BRASILCom base nas informações disponibilizadas no web site corporativo para o Brasil, a Nestlé éa maior empresa mundial de nutrição, saúde e bem-estar e está presente no Brasil desde1921. Por meio de uma administração robusta e focada no consumidor, baseia seucrescimento igualmente nos desempenhos econômico, social e ambiental do País.Sua missão é oferecer ao consumidor brasileiro produtos reconhecidamente líderes emqualidade e valor nutritivo, que contribuam para uma alimentação mais saudável eagradável, gerando sempre oportunidades de negócios para a empresa e valorcompartilhado com a sociedade brasileira.Desde janeiro de 2009, reforçando seu compromisso com o respeito ao consumidor, aNestlé passou a adotar diretrizes mais rígidas para a publicidade voltada ao público infantil.Alinhada ao Grupo mundialmente, a empresa se comprometeu a não dirigir nenhum tipo decomunicação ou atividade de marketing a crianças abaixo de seis anos e, para a faixa etáriaentre seis e 12 anos, restringir a propaganda a produtos com perfil nutricional que auxiliemem uma dieta balanceada e saudável. Para os menores de seis anos, a comunicação serásempre voltada aos pais, a quem cabe a decisão de compra. A Nestlé está entre asempresas pioneiras no mundo na adoção de parâmetros mais rigorosos para divulgar seusprodutos ao público infantil.As determinações integram o Termo de Compromisso da EU-Pledge (www.eu-pledge.eu),assinado pela Nestlé e outras dez das maiores empresas de alimentos e bebidas do mundocom o objetivo de estabelecer códigos de conduta para uma comunicação responsável comos consumidores.Dando continuidade à implementação de rígidas regras para publicidade infantil e ações demarketing dirigidas a crianças, já adotadas pela Nestlé mundialmente, a empresa assinou noBrasil, em Agosto de 2009, em conjunto com outras 23 fabricantes de alimentos e bebidas,um compromisso público espontâneo nesse mesmo sentido, incluindo também o
    • 56compromisso de não realizar promoção de caráter comercial nas escolas a elasdirecionadas. As empresas signatárias são associadas à ABIA (Associação Brasileira dasIndústrias da Alimentação) e/ou a ABA (Associação Brasileira de Anunciantes), entidadesque se mobilizaram para viabilizar e promover a iniciativa.Esse compromisso complementa as diretrizes já adotas mundialmente pela Nestlé parapublicidade infantil e ações de marketing para crianças, divulgadas pela empresa em janeirode 2009, no qual a empresa já havia se comprometido com uma rigorosa política decomunicação com o consumidor, norteada por altos padrões éticos. Neste documento, aempresa observa procedimentos em relação à comunicação com crianças e atividades demarketing, tais como: • Devem encorajar a moderação, hábitos alimentares saudáveis e a atividade física; • Não devem diminuir a autoridade dos pais; • Não devem enganar as crianças sobre os benefícios potenciais do uso do produto; • Não devem criar a sensação de urgência no consumo do produto; • Não devem gerar expectativas irreais sobre popularidade ou sucesso; • Não devem criar dificuldades para que a criança diferencie o conteúdo do programa e o conteúdo da propaganda; • Não devem utilizar nenhum tipo de personagem de programas, que não sejam os personagens de direito autoral da empresa, para promover produtos em programas de televisão, filmes, revistas ou material impresso ou em web sites na internet;Em caso de atividades escolares, deverá haver um acordo e consentimento prévio daadministração da escola e dos organizadores do evento.Diante do seu comprometimento em melhorar continuamente o perfil nutricional de seusprodutos e conscientizar seus consumidores, a Nestlé criou uma metodologia rigorosa,baseada nas recomendações de órgãos nacionais e internacionais de saúde denominadaNestlé Nutritional Profiling System (Sistema Nestlé de Perfil Nutricional).4.2 EMPRESA NO MUNDOSegundo informações disponibilizadas no web site corporativo da Nestlé, em todos ospaíses onde opera, suas atividades alinham-se aos Objetivos de Desenvolvimento do
    • 57Milênio - ação coordenada pela Organização das Nações unidas (ONU) que estabelece oitomacro-objetivos para a sustentabilidade do planeta: • Acabar com a fome e a miséria • Educação básica de qualidade para todos • Igualdade entre sexos e valorização da mulher • Reduzir a mortalidade infantil • Melhorar a saúde das gestantes • Combater a AIDS, a malária e outras doenças. • Qualidade de vida e respeito ao meio ambiente • Todo mundo trabalhando pelo desenvolvimentoA Nestlé também trabalha conforme os princípios do Pacto Global, iniciativa pela qual aONU propõe à comunidade empresarial o desafio de apoiar mundialmente a promoção devalores fundamentais nas áreas de Direitos Humanos, Direitos do Trabalho, ProteçãoAmbiental e Combate à Corrupção.4.3 RECURSOS HUMANOS E PROCESSO DE SELEÇÃO DE FUNCIONÁRIOS.Ainda segundo informações disponibilizadas no site corporativo da empresa a Nestlé é umaempresa de Nutrição, Saúde e Bem Estar. Uma multinacional de origem Suíça cuja maiorpreocupação é com seus consumidores e colaboradores. Essa filosofia está refletida emsuas atitudes e em uma de suas principais metas: elevar o padrão e a qualidade de vida daspessoas nos locais onde atua. A Nestlé também está convicta de que é nas pessoas quereside a força da empresa e que nada poderá ser alcançado sem o empenho e a energiadas mesmas, o que as torna seu patrimônio mais importante.A Nestlé adota uma postura ética e responsável com total respeito à legislação e aospreceitos corporativos rigorosos que norteiam suas ações, com especial atenção a seuscolaboradores e aos que pretendem fazer parte de seu corpo funcional.Devido a este compromisso e pelo respeito que a Nestlé tem por todos os seus públicos,esclarece que seus processos seletivos são gerenciados e acompanhados internamentepela Divisão de Recursos Humanos, não havendo nenhum tipo de cobrança para participardesses processos.
    • 58Por isso, empresas que utilizem o nome da Nestlé para cobranças indevidas de valores paraparticipação em suposto processo seletivo não têm nenhum tipo de relação com a Nestlé.Os interessados em concorrer às vagas devem preencher o formulário disponível no sitecorporativo, acessando uma das seguintes áreas lá disponíveis:Profissionais • Um dos princípios da Nestlé é dar a cada colaborador a oportunidade de desenvolver seu potencial em um ambiente de trabalho seguro e justo, onde ele possa ser ouvido, respeitado e valorizado. Sendo assim, a Nestlé investe em capacitação contínua e em ações que proporcionem mais qualidade de vida. A empresa também oferece benefícios competitivos e mantém canais de comunicação para a interação com seus profissionais.Programa de Estágio • O Programa de Estágio Nestlé tem como objetivo proporcionar ao estudante a vivência de situações reais do mundo corporativo e promover o intercâmbio de informações com as instituições de ensino. Visa também identificar, atrair e reter jovens para futuras posições dentro da empresa. Além das vagas trabalhadas no Programa de Estágio Nestlé, eventualmente são disponibilizadas vagas de estágio decorrentes de efetivações ou demandas específicas das áreasPrograma Jovens Nutricionistas • Um Programa de Estágio único, que contribui para a Capacitação Profissional do estudante de Nutrição e que traz benefícios às Universidades, aos Hospitais e à Comunidade.Programa de Trainee • O Programa de Trainee da Nestlé tem como objetivo identificar, treinar e desenvolver jovens talentos com potencial e competências diferenciadas para serem futuros lideres da organização.Programa Summer Job • O Programa Summer Job Nestlé é um novo programa, cujo objetivo é proporcionar aos estudantes, que possuem disponibilidade de horário restrita para estagiar, a
    • 59 vivência em situações reais do mundo corporativo. Visa também promover o intercâmbio de informações com as instituições de ensino, bem como identificar, atrair e desenvolver tais estudantes para ocupar futuras posições na empresa. Em 2010, a Nestlé estabeleceu parceria com a UFSCAR e o estágio foi realizado na Fábrica de Araraquara.4.4 ENTREVISTA COM O ANALISTA DE RH LEANDRO SIMONTINI DA NESTLÉLeandro informou que quando obtém um currículo através de sites de empregos, ou atémesmo quando não conhece o participante, a primeira coisa que o RH faz é procurar se ocandidato possui Orkut ou Facebook. Pois, segundo Leandro, esses sites disponibilizamexatamente a personalidade da pessoa, através principalmente das comunidadesadicionadas. Leandro confessa que, de certa forma, são julgadas algumas comunidadesque algumas vezes podem ser precipitadas, como, por exemplo, já deixou de chamar umapessoa para a entrevista, pois tinha inscrição numa comunidade: “Eu odeio acordar cedo” eoutra “Detesto Trabalhar, gosto mesmo é de sossego”, explica Leandro que a tendência docandidato não corresponder é muito grande, principalmente pela vaga ser para o horário detrabalho das 06h às 15h e o cargo de serviços gerais.Segundo Leandro é outra forma de comprovar as empresas que a pessoa já trabalhou, poissempre possui uma comunidade da empresa ou pessoas do mesmo ciclo empresarial, alémde perceber o estilo da pessoa, jeito que se veste, se fala palavrões ou se escreve oportuguês errado. Segundo Leandro esse método está sendo de grande sucesso nascontratações da empresa.4.4.1 QUESTIONÁRIO A LEANDRO SIMONTINI DA EMPRESA NESTLÉ• Já contratou alguém julgando pelo perfil do Facebook e Orkut e a pessoa não correspondeu? R: Sim já contratamos mais de uma pessoa que não deram certo, não correspondiam no trabalho, soube utilizar a rede social, mas não possuíam o conhecimento informado no currículo.• O RH já demitiu alguém por problemas em redes sociais? R: Sim e foi uma cadeia de oito pessoas, criaram uma comunidade “Odeio os produtos Nestlé” e tratava-se de funcionários da empresa, achamos antiético e demitimos quem
    • 60 criou e quem se associou.• De maneira geral, têm funcionado as consultas nas redes sociais? R: Sim de maneira geral, tem mais dado certo do que temos errado; os candidatos nunca imaginam que alguém de empresa irá visitar o perfil, portanto são sinceros.• É permitido MSN na empresa? Por quê? R: Sim é permitido, porém monitorado, já foram descobertas muitas coisas erradas através de conversas entre funcionários, também foram descobertas insatisfações por parte dos funcionários que o RH antecipa uma solução e evita que a empresa perca funcionários bons.• Os perfis nas redes sociais são os únicos quesitos para ser contratado? R: De maneira alguma, é somente um complemento. É analisado currículo, forma que se comporta na entrevista, conhecimentos entre diversos fatores.4.5 CENÁRIO ATUALAtualmente, na Nestlé, as redes sociais como Orkut e Facebook, são bloqueadas para osfuncionários, exceto para o departamento de marketing que utiliza essas redes sociais paraverificar novas tendências do mercado ou algo que favoreça o setor, mesmo assim, não éliberado o acesso para todos do departamento e sim para as pessoas identificadas pelogestor da área como responsáveis por essas verificações e pesquisas.Já o MSN é liberado para os colaboradores através de uma tecnologia que permite aconversa somente entre funcionários internos, estando todos cientes que o departamento desegurança da informação faz a verificação nos históricos e pode fornecer ao gestor sempreque solicitado. Para os setores que necessitam falar com pessoas externas, são utilizadosoutros meios como rádio, telefone ou e-mail.Para seleção de futuros funcionários alguns líderes fazem consultas às redes sociais porconta própria, pois na empresa ainda não tem nada definido pela liderança quanto àliberação ou proibição desse método. O RH ainda não utiliza essas ferramentas paraselecionar currículos disponíveis no mercado de trabalho ou encaminhados para a área,apenas para postura comportamental e avaliar os candidatos já identificados..
    • 614.6 PROBLEMAS EXISTENTESApós pesquisa realizada com os líderes que fazem consulta às redes sociais, o principalproblema identificado ainda está no preconceito de quem está analisando, descartandocandidatos que no currículo atendiam perfeitamente as vagas.O segundo problema está na falta de percepção dos líderes com relação a perfis que nãoparecem adequados nas redes sócias, mas que poderiam ser benéficos para determinadasfunções.O terceiro problema afeta diretamente os candidatos que não sabem se expressar na escritae, com isso, são descartados sem que seja feito pelo menos um teste prático.4.7 SOLUÇÕES PROPOSTASExistem muitos perfis de pessoas que são estudados pelo mapeamento de competências, aproposta em principio é que todos os líderes façam treinamentos para identificar esses perfise aprender como agir com cada um deles, independentemente de ser a finalidade a deanalisar novos recrutamentos ou não, pois isso auxilia muito na gestão dos colaboradoresexistentes.A segunda proposta é trabalhar em parceria com o setor de RH nas consultas às redessociais, caso se torne um método adotado pela empresa, para que candidatos não saiamprejudicados ou beneficiados de acordo com as consultas.No caso de estudo, se a Nestlé optar por não utilizar as redes sociais, esse método deve serproibido para todos os líderes.Se o RH adotar esse método é interessante a participação de um profissional de psicologiapara auxiliar nas escolhas, dessa forma elimina-se qualquer tipo de preconceito, lembrandoque a ferramenta seria utilizada como auxílio complementar para a contratação e nãorequisito obrigatório ou único.
    • 625. CONCLUSÃOApós as pesquisas e a entrevista com o analista de RH da Nestlé, pode-se perceber que asredes sociais deixaram de ser apenas entretenimento e passaram a ser também vitrine paraos profissionais.As pesquisas, como a da JOBVITE, confirmam nossa hipótese inicial de que a utilizaçãodessas redes pelas empresas é crescente e deve se ampliar ainda mais em futuro próximo.Para os profissionais, quando especificamente falamos de Facebook, Orkut e Twitter, alémdo LinkedIn, é muito importante que estes escolham bem suas comunidades, sem perder aautenticidade e, também, sem esquecer que estão a todo o tempo expostos.Diversas características dos perfis dos candidatos nessas redes sociais já são analisadaspelas empresas no momento da seleção e podem levar um profissional a aumentar (oudiminuir) suas chances de obter um determinado emprego, como no exemplo do analista daNestlé em relação a um candidato que pertencia à comunidade “eu odeio acordar cedo”.Questões como ética empresarial nas redes sociais podem desqualificar totalmente umprofissional, mesmo que este tenha todo o conhecimento e formação necessárias para aposição – falar mal da empresa, passada ou atual, representam uma falta gravíssima.Os líderes ainda estão se familiarizando com a utilização dessas redes para processosseletivos e os Departamentos de Recursos Humanos estão incluindo o tema em suasestratégias.A preparação dos líderes para esse novo perfil de seleção é fundamental para que nãosejam cometidas injustiças – o simples fato de um indivíduo pertencer, por exemplo, a umacomunidade específica, não significa que ele não tenha responsabilidade e capacidade deadaptação à cultura e procedimentos de uma determinada corporação.Os departamentos de RH são fundamentais no apoio a esses líderes, gerando umaequalização de conceitos e regras – o que se deve considerar ou não como falta grave –que devem passar para toda a organização de maneira uniforme.O investimento em treinamentos para os líderes é fator determinante de sucesso nessanova realidade.
    • 63REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. AFONSO, Rodrigo. Empresas se rendem as redes sociais. Disponível em: http://computerworld.uol.com.br/negocios . Publicado em 05 de Abril de 2011. Acesso em 15 de Setembro de 2011. 2. AGOSTINI, Renata & MEYER, Carolina. Revista Exame. Edição 978, 2010. 3. ALMEIDA, Márcia S. Redes Sociais nas Empresas. Disponível em: http://www.mulheresnatecnologia.org/artigos . Publicado em 25 de Fevereiro de 2011. Acesso em 15 de Setembro de 2011. 4. ALMEIDA, Marcus G. Internet, intranet e Redes Corporativas. Editora Brasport, 2000, p. 183 5. DRUCKER, Peter. A profissão de administrador. Editora Pioneira, São Paulo, 1998. 6. DWECK, Denise. Revista Exame. Edição 920, 2008. 7. RUBICON Consulting, Inc., Successes and Challenges for the Mobile Industry, 2008. Disponível em http://nilofermerchant.com/wp-content/uploads/2009/04/iPhone- survey-whitepaper-v2.pdf. Acesso em 15 de Setembro de 2011. 8. PREDICTA. Acessos via iPhone crescem 25% após lançamento no Brasil, 2008, disponível em http://namedida.blog.br/index.php/2008/10/03/acessos-via-iphone- crescem-25-apos-lancamento-no-brasil/. Acesso em 15 de Setembro de 2011. 9. FUSCO, Camila. A proliferação dos pen drives cria um novo problema de segurança de informação para as empresas. Revista Exame 15/06/2008. 10. FUSCO, Camila. Cisco 3.0. Revista Exame 18/09/2008. 11. FUSCO, Camila. O poder das redes sociais. Revista Exame 07/10/2009. 12. JUNIOR, Sergio Teixeira. O professor mais popular do mundo no YouTube. Revista Exame 03/10/2010 13. FAUST, André. O spam quer ser seu amigo. Revista Exame 15/12/2010 14. MARTINS, Rômulo. Saiba como as empresas usam as redes sociais para recrutar. Disponível em http://carreiras.empregos.com.br/carreira/administracao/noticias/redes-sociais-para- recrutar.shtm. Acesso em 15 de Setembro de 2011.
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