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Geografia do Mato Grosso do Sul - População indígena. Blog do Prof. Marco Aurélio Gondim [www.gondim.net]
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  • 1. GEOGRAFIA DO MATO GROSSO DO SULPOPULAÇÃO INDÍGENAProf. Marco Aurélio Gondim www.gondim.net 1
  • 2. EVOLUÇÃO DA POPULAÇÃO INDÍGENA (1991 – 2000) 2
  • 3. População indígena 3
  • 4. População indígena no MS 4
  • 5. Ocupação espanhola• Os espanhóis penetraram o interior do continente utilizando o estuário do Rio da Prata.• Assunção: principal núcleo de ocupação• Pelos afluentes do rio Paraguai chegaram à bacia do Amazonas, donde partiram para a conquista dos altiplanos da América Central. 5
  • 6. Ocupação espanhola• Com tecnologia superior, os conquistadores implantaram o colonialismo de exploração, apossando-se das novas terras, saqueando suas riquezas e remodelando seus habitantes como escravos coloniais.• Erradicação da antiga classe dominante local, concessão de terras como propriedade latifundiária aos conquistadores, adoção de formas escravistas de conscrição de mão-de- obra e implantação de patriciados burocráticos, representantes do poder real, como exatores de impostos. 6
  • 7. Consequências da ocupação• Sob pressão escravista, os povos nativos sofreram grande ruptura em seu processo evolutivo natural, sendo remodelados através da destribalização e da deculturação compulsória.• Perda da maior parte de seu patrimônio cultural e só podendo criar novos hábitos quando estes não colidissem com sua função produtiva dentro do sistema colonia.• Confinamento em áreas cada vez menores ou absorvidas pelo processo civilizatório, as etnias nativas foram conduzidas a transfiguração étnici-cultural ou a completa extinção. 7
  • 8. Atualidade• Os povos indígenas existentes atualmente em nosso estado são classificados em cinco grupos básicos: – Kadiwéu ou Guaicuru – Guarani: Kaiová ou Cauiá e Ñandeva – Ofaié (Ofaié – Xavante) – Guató – Guaná: Quiniquinau e Terena 8
  • 9. TERRAS INDÍGENAS EMMATO GROSSO DO SUL 9
  • 10. TERRAS INDÍGENAS EMMATO GROSSO DO SUL 10
  • 11. 11
  • 12. OFAIÉ• Terra Indígena Ofaié-Xavante: área de 1.937,62 ha no município de Brasilândia (MS)• Expulsos de Brasilândia em 1978. Retorno em 1986.• Declarada de posse permanente aos índios em 1992• A área estava ocupada por fazendas e foi contestada por seus proprietários• Os Ofaié tiveram então que ficar provisoriamente em outro terreno (margens do Rio Verde), que anos depois seria inundado para a formação da represa da Hidrelétrica Engenheiro Sérgio Motta (Porto-Primavera).• Somente em 1996 as contestações à Terra Indígena foram julgadas improcedentes em despacho do Ministro da Justiça, mas até hoje a TI não foi homologada por decreto presidencial. 12
  • 13. RESERVA DOS ÍNDIOS OFAIÉ 13
  • 14. 14
  • 15. GUANÁ• No início do século XIX, uma parte foi aldeada junto ao Paraguai; outra parte, mais a leste, no rio Miranda, teve suas aldeias invadidas em conflitos entre brasileiros e paraguaios. Com o tempo, os remanescentes dispersos tentaram voltar aos locais de origem, passando a viver em competição com criadores de gado que ocupavam a região.• Os Kinikinawa e os Layana, por exemplo, foram compelidos a trabalhar para aqueles que tomaram suas terras.• Os Terena acabaram transformando-se em sertanejos ou sendo obrigados a afastarem-se das terras férteis do Miranda, refugiando-se em terrenos impróprios para a agricultura e para sua condição de lavradores.• De maneira generalizada, todas as tribos nativas que habitavam a região foram extintas ou transfiguradas pela pressão de um modelo colonizador despótico e intolerante, expresso, tanto por sua projeção geográfica sobre a terra inteira quanto na sua capacidade de estancar o desenvolvimento paralelo de outros 15 processos civilizatórios.
  • 16. KADIWEU / GUAICURU• Fortaleceu-se após o contato com os colonizadores. Para isso, saquearam os bens culturais de seus adversários, adotando o cavalo, a lança e outras armas para utilizá-las no uso da caça e da guerra, aprimorando sua própria estrutura sociocultural e se transformando numa das tribos nativas mais resistentes de toda América do Sul.• No século XVI, ainda no início da ocupação espanhola, assaltaram as pequenas vilas que se formaram, as estâncias crioulas e a cidade de Assunção, guerreando ferozmente, fazendo cativos e contra-atacando às tentativas de extermínio e redução empreendidas pelos invasores. 16
  • 17. KADIWEU / GUAICURU• A primeira notícia que se tem dos Guaikurú data do século XVI.• Muitos grupos Mbayá estiveram sob a influência de reduções missionárias a partir do século XVIII.• O contato com as frentes colonizadoras se intensificou com o estabelecimento de fortes militares estabelecidos pelo curso do rio Paraguai, seja de portugueses ou espanhóis, que se debatiam pela definição de fronteiras.• As cidades fundadas na região fizeram parte do cenário de sua história, muitas vezes de conflito. Ou de acordo, como o celebrado em 1779 entre os Mbayá e os espanhóis, e o firmado em 1791, com os portugueses.• Lutaram ao lado dos brasileiros na Guerra do Paraguai. 17
  • 18. KADIWEU / GUAICURU• Principal obstáculo que os colonizadores tiveram de enfrentar no centro da América do Sul e motivo constante de suas preocupações.• Foram armadas expedições militares por portugueses e espanhóis para combatê- los sem jamais lograr êxito completo contra esses índios cavaleiros, que conheciam profundamente seu território e sabiam fugir a todo encontro que lhes pudesse ser desfavorável” 18
  • 19. KADIWEU / GUAICURU• Ataques por terra e água contra as monções paulistas que rumavam ao ouro de Matto Grosso, causando a elas mais prejuízo que todas as demais tribos guerreiras reunidas.• Repeliram o assédio ideológico dos espanhóis, destruindo reduções e aldeamentos missionários; negando-se à conversão e dificultando a catequização de outras tribos.• Impediram a utilização de caminhos mais curtos entre Assunção e o Peru, obrigando os viajantes a desviarem o curso de suas jornadas por caminhos tortuosos, causando atraso e prejuízo ao empreendimento colonizador.• Sentiam desprezo pelo raça européia e orgulhavam-se de serem superiores, retribuindo à civilização o mesmo tratamento etnocêntrico e intolerante dispensados aos povos nativos.• Félix Azara, citado por Baldus, escreveu o seguinte: “se creen la nación más noble del mundo, la más generosa, la más formal en el cumplimiento de su palabra con toda lealtad y la más valiente. Como su talla, la belleza y elegancia de sus formas, así como sus fuerzas, son bastante superiores a las de los españoles, ellos consideran a la raza europea como muy inferior a la suya” (Boggiani, 1945). 19
  • 20. KADIWEU / GUAICURU NA GUERRA DO PARAGUAI• Importantes participações em episódios como o não estabelecimento dos paraguaios acima do rio Apa, numa época em que, primeiro aos portugueses, depois aos brasileiros, era materialmente impossível impedí-lo. No curso da guerra do Paraguai lutaram ativamente ao lado das tropas brasileiras, mas sempre independentes, como uma força à parte, movida por motivações próprias e exercendo a guerra a seu modo.• Resistiram com grande poder de adaptação, chegando até à segunda metade do século XIX com força para impor temor aos inimigos. Atravessaram o século XX mantendo fortes traços culturais conseguindo chegar ao século XXI conservando certo grau de independência e a posse de uma reserva territorial cuja área encontra-se dentro do Município de Porto Murtinho (MS).• Hoje, estão representados pelos Kadiwéu, remanescentes da divisão de antigas tribos Mbayá-Guaicuru. Tentam adaptar-se 20 ao processo civilizatório que continua a pressioná-los com
  • 21. KADIWEU / GUAICURU 21
  • 22. 22
  • 23. TERENA• Últimos remanescentes da nação Guaná no Brasil, os Terena falam uma língua Aruak e possuem características culturais essencialmente chaquenhas (de povos provenientes da região do Chaco).• O domínio dos grupos de língua Aruak entre os diversos povos indígenas do Chaco, todos caçadores e coletores, deveu-se ao fato daqueles grupos serem, de longa data, predominantemente agricultores – e sobre esta base econômica se organizarem socialmente em grupos locais (aldeias) mais populosos, expansionistas e guerreiros.• Os estudiosos dos povos chaquenhos afirmam que os Chané ou Guaná dispunham de uma base social muito mais sofisticada do que seus vizinhos Mbayá. Estavam estratificados em camadas hierárquicas: os "nobres" ou "capitães" (os Naati ou "os que mandam") e a "plebe" ou "soldados" (Wahêrê-xané, ou "os que obedecem"). 23
  • 24. 24
  • 25. GUARANIS• Na chegada do europeu, as populações que ficaram conhecidas como guarani ocupavam extensa região litorânea que ia de Cananéia (SP) até o Rio Grande do Sul, infiltrando-se pelo interior nas bacias dos rios Paraná, Uruguai e Paraguai.• Da confluência dos rios Paraná e Paraguai espalhavam- se pela margem oriental deste último e nas duas margens do Paraná. O Rio Tietê, ao norte, e o Paraguai a oeste, fechavam seus territórios.• Os estudos arqueológicos indicam ainda que nos anos 1000/1200 d.C., expandindo-se ao sul, a partir de regiões hoje localizadas no oeste brasileiro (cabeceiras dos rios Araguaia, Xingu, Arinos, Paraguai), grupos de cultura guarani ocuparam territórios compreendidos pelo atual sul do Brasil, norte da Argentina e a Região Oriental do Paraguai. 25
  • 26. 26
  • 27. GUARANIS 27
  • 28. GUATÓ• Com a dissolução da União Ibérica e a partir da militarização dos portugueses a oeste de Tordesilhas, paulatinamente, foram perdendo o domínio da região e, consequentemente, ampliando a livre navegação para os portugueses.• Foram atacados por ambos os lados na Guerra do Paraguai.• No século XIX, os índios Guató somavam "500 almas", segundo recenseamento realizado pelo Império. Nos anos 60 do século passado, foram dados como extintos. Hoje, são novamente cerca de cinco centenas de pessoas, espalhadas pelo pantanal mato-grossense, a maioria delas inserida na sociedade circundante. 28
  • 29. GUATÓ 29
  • 30. 30
  • 31. PAIAGUÁ• Os Paiaguá eram um povo canoeiro quando da chegada dos espanhóis, habitando a região do rio Paraguai.• Eram esses índios senhores absolutos das margens dos rios dos Xaraés, principalmente o Paraguai, onde percorriam toda a sua extensão com centenas de canoas, fator que amedrontava todas as monções que por ali passassem.• Lutaram contra os brasileiros na Guerra do Paraguai 31
  • 32. REFERÊNCIA• IBGE• FUNAI• História e Geografia do Mato Grosso do Sul – Gressler, Vasconcelos, Souza• Potencialidades sul-mato-grossenses. Valter Mangini Barros 32
  • 33. Prof. Marco Aurélio Gondim www.marcoaurelio.tk 33