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Portfólio Portfólio Document Transcript

  • UNEB - UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA DCET – DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS EXATAS E DA TERRA CAMPUS II – ALAGOINHAS – BA WILIAN ROSÁRIO DE OLIVEIRA PORTFÓLIO ORIENTADOR (A) CLÁUDIA REGINA TEIXEIRA DE SOUZA ALAGOINHAS-BA 2010
  • WILIAN ROSÁRIO DE OLIVEIRA PORTFÓLIO Portfólio apresentado ao curso de graduação em Ciências Biológicas da Universidade do Estado da Bahia, DCET, Campus II – Alagoinhas, como um dos pré-requisitos da disciplina Estágio Supervisionado II, sob a regência da Professora Cláudia Regina Teixeira de Souza. ALAGOINHAS-BA 2010
  • AGRADECIMENTOS A mensagem que fica ao curso e companheiros biodocentes é agradecimentos pelos momentos vivenciados no ambiente acadêmico com trocas de experiências, assim como convivência com as formas mais variadas de pensar das pessoas e culturas diferentes. Deixo também um agradecimento especial a Professora Supervisora Cláudia Regina Teixeira de Souza pelo excelente trabalho feito na disciplina Estágio Supervisionado II. Por sua confiança como também orientação capaz de enriquecer o conhecimento e contribuir no crescimento profissional do estagiário em tão pouco tempo.
  • LISTA DE ILUSTRAÇÕES FIGURA 1 - Rota de como se chegar ao Colégio X..................... 12 FIGURA 2 – Representação dos alunos da turma que eram participativos principalmente expondo suas experiências vivenciadas................................................................................ 17 FIGURA 3 - (Imagem modificada) Representação da professora regente que apresentou inúmeras desculpas para não ser observada..................................................................... 19 FIGURA 4 - Ficha de acompanhamento do estágio toda em branco que a professora regente deixou para o estagiário responder, a qual era de responsabilidade dela fazer............... 24
  • LISTA DE QUADROS QUADRO 1 – Notas dos estudantes........................................... 53 QUADRO 2 – Lista de frequência............................................... 58
  • LISTA DE ABREVIATURAS LDB - Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional RES - Resolução CNE - Conselho Nacional de Educação CP - Conselho Pedagógico
  • SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO......................................................................... 8 2. DESENVOLVIMENTO.............................................................. 11 2.1 Fase de Observação............................................................. 11 2.1.1 Condições gerais da escola e planejamento do projeto pedagógico................................................................................ 11 2.1.2 O perfil dos alunos............................................................ 16 2.1.3 O perfil da professora regente......................................... 18 2.2 Fase de Regência................................................................. 27 2.2.1 Gestão na sala de aula, planejamento e execução das aulas orientadas pela professora regente ou a supervisora................................................................................ 27 2.2.2 Resultados Obtidos........................................................... 52 3. CONSIDERAÇÕES FINAIS........................................................ 63 4. REFERÊNCIAS........................................................................ 66
  • 1 INTRODUÇÃO O estágio proporcionado pela disciplina estágio supervisionado II é uma exigência da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Nº 9394/96 (OLIVEIRA, 2010). Esse é necessário à formação profissional, a fim de adequar habilidades, competências ao mercado de trabalho, mas também ao fortalecimento da relação teoria/prática baseado nos princípios metodológicos adquiridos, na vida acadêmica, profissional e pessoal. Sendo assim, o estágio constitui-se num importante instrumento de conhecimento, além de possibilitar a integração do aluno com o professor, bem como fomentar a capacitação profissional. O presente portfólio apresentado à disciplina estágio supervisionado II do Curso de Licenciatura em Ciências Biológicas, supervisionado pela professora Cláudia Regina Teixeira de Souza teve 8
  • como objetivos: - Discutir sobre o trabalho feito na escola (Como os alunos se comportaram, o que fiz para mudar ou afirmar essa conduta); - Analisar diferentes materiais e recursos para a utilização didática; - Debater como foram tratados os conteúdos (Utilizei as mesmas técnicas de ensino? Quantas vezes? Por que estabilizei nestas? Inovei? Por que inovei? O que me levou a tais escolhas?); - Definir como se deu a interação estagiário, professor regente e os alunos (como explicaria isto?); - Perceber mudanças no processo educativo e fazer pedagógicos durante o estágio; - Refletir sobre o componente estágio (Em sala ou atendimento individual); - 9
  • - Construir ou tomar consciência do seu estilo pessoal como professor; - Afirmar a sua opção profissional; - Deixar mensagens construtivas para o curso e companheiros biodocentes. As etapas adotadas para realização dos objetivos foram à observação e a regência (COSTA, 2010) com carga horária de 26 horas no total. A primeira etapa foi a de observação ( 6h ) e ocorreu da seguinte forma: avaliaram-se as condições gerais da escola, planejamento do projeto pedagógico desta, o perfil dos alunos e da professora regente. A segunda etapa constituiu-se da regência baseada na gestão em sala de aula, planejamento e execução das aulas orientadas pela professora regente ou a supervisora. 10
  • 2 DESENVOLVIMENTO 2.1 Fase de Observação 2.1.1 Condições gerais da escola e planejamento do projeto pedagógico A observação constituiu a primeira fase do estágio e foi realizado no período da II unidade de 26 de abril a 10 de maio de 2010, no Colégio X, localizado na Rua X, Bairro: X, no município de Alagoinhas - BA. A escola apresenta um espaço físico com quadra poliesportiva, biblioteca, área de lazer, sala de vídeo, laboratório multidisciplinar, auditório e uma cantina. 11
  • Fonte: Google Maps. Fig. 1 – Representação da rota de como se chegar ao Colégio X (Partindo da Rodovia Alagoinhas – Salvador, BR 110 Km 03 – Escola X). 12
  • A diretora do colégio foi X, porém não se pode constatar a presença da participação da comunidade na escola. Segundo Monteiro (2010) a escola deve: - Criar interações entre os vários intervenientes educativos; - Envolver os pais e família no projeto. Na família, na escola e na comunidade, os educadores e os educandos precisam de se sentir envoltos na mesma perspectiva de que, unidos, ajudam a construir um projeto pessoal. Somente com a mobilização de todos os setores da sociedade será possível assegurar um ensino público e gratuito, de qualidade e acessível a todos. É preciso reconhecer a importância de uma participação maior e mais efetiva da comunidade no cotidiano escolar (GLOBO.COM, 2010). A participação da comunidade na escola está prevista na Constituição Federal de 1988. 13
  • O Estatuto da Criança e do Adolescente também estabelece que a educação deve ser incentivada e promovida com a colaboração da sociedade. Da mesma forma, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.396, de 20 de dezembro de 1996) traz um conceito ampliado de educação, entendendo que a gestão democrática é um método gerencial a ser adotado (GLOBO.COM, 2010). Verificou-se também na escola que as salas de aula não são adequadas para a realização das atividades desenvolvidas, assim como a estrutura física, por exemplo, banheiros quebrados, TV pendrive no canto com o ambiente claro impedindo a visualização da imagem e a má conservação dos bebedouros. Além disso, a má organização do gestor da escola é clara, pois o colégio não atende os requisitos básicos para a efetuação de uma 14
  • educação de qualidade, desde materiais indispensáveis como livros, kits de primeiros socorros, profissionais capacitados e um sistema de informatização de documentos. O livro didático recomendado pela escola e utilizado pela docente foi Biologia: Citologia-Histologia, cujo, autor era Wilson Roberto Paulino de fácil compreensão de leitura. Já o tempo previsto de duração da aula, no colégio, é de 50 minutos, no entanto o real era de 30 min. devido a atrasos como a entrega da chave que abre o cadeado que bloqueia o acesso da TV pendrive, controle remoto deste e teste se funciona ou não. O planejamento pedagógico do colégio é baseado numa forma de organização que desvele os conflitos e as contradições no trabalho, compromisso com a formação do cidadão, participação de funcionários, mas também dos alunos num projeto comum e coleti- 15
  • vo. Por outro lado, esse projeto é contraditório no momento que não foi possível observar em nenhum momento a participação da comunidade na escola, funcionários, docentes e discentes envolvidos num projeto comum. O que se verificou foram funcionários insatisfeitos com o trabalho e conflito entre docentes reclamando de benefícios somente para alguns. Observou-se também que no planejamento da disciplina Biologia, na escola, só havia o plano de curso incompleto somente com os assuntos da primeira unidade que a professora regente seguiu para a elaboração das atividades na sala de aula. 2.1.2 O perfil dos alunos 16
  • A turma observada, no turno vespertino, no colégio, foi o 1°/90 V4, nas segundas-feiras das 15h50 min. às 17h30 min. com 38 alunos matriculados regularmente e com faixa etária entre 16 a 17 anos. Pode-se notar inclusive que a turma era composta da maioria de alunos ingressados do 9° ano e a minoria estava fazendo dependência ou eram repetentes. Fonte: http://patriciakusma.pbworks.com/f/1214761943/grav_criancas_sala_de_aula2.jpg Fig. 2 – Representações dos alunos da turma que eram participativos principalmente expondo suas experiências vivenciadas. 17
  • Quanto à moradia: alguns discentes residem próximos à escola, enquanto os outros morram em bairros circunvizinhos ao colégio, mas também a aula por ser os dois últimos horários era frequente o professor chegar e os estudantes já estarem na sala esperando. Os alunos da turma 90V4 eram interessados nas aulas de biologia, curiosos como também tinham consciência da importância desta disciplina na vida deles e se viam inseridos no processo educativo. 2.1.3 O perfil da professora regente A professora regente da disciplina Biologia no colégio era licenciada em Ciências Biológicas com dedicação exclusiva a escola. Não se pode analisar com riquezas de detalhes o perfil da professora regente, pois ela marcava uma data para ser observada e 18
  • no dia da observação desmarcava. Informava que não estava mais disponível naquela data, por exemplo, 26 de abril (Prova da I unidade), 3 de maio recesso da micareta e 10 de maio de 2010 (Reunião para liberação de verbas da merenda escolar). Fonte: http://www.planetaeducacao.com.br/portal/imagens/artigos/gramatica/Desenho-de- professora-de-oculos-com-uma-das-maos-apoiadas-no-queixo-falando-sobre-tres-formas-da-letra- a.jpg Fig. 3 – (Imagem modificada) Representação da professora regente que apresentou inúmeras desculpas para não ser observada. 19
  • Sendo assim, não pode ser constatado se a docente realizava um planejamento prévio do trabalho pedagógico ao examinar os elementos curriculares básicos: objetivos da educação escolar, métodos e avaliação nem domínio de conteúdo como também de sala de aula. Também não foi possível observar a relação da professora regente com os alunos. Por outro lado, a relação da docente com o estagiário foi ruim. A professora regente só esperava o estagiário chegar para ela em seguida ir embora da escola. A docente do colégio não dava opinião no trabalho, nem nunca acompanhou o estagiário durante a fase de regência e ainda perdeu todos os seus documentos avaliativos. Ao entregar os novos documentos à professora regente, esta mesmo ainda deixou a ficha de acompanhamento do estágio de regência toda em branco para o estagiário responder que era de responsabilidade dela fazer. 20
  • Já na ficha de avaliação do estagiário utilizou a forma mais rígida ao avaliar o estagiário marcando os itens a serem observados na maioria como regular e até insatisfatório sendo que nunca assistiu a uma aula do mesmo. A professora do colégio não utilizou a ética ao avaliar o estagiário com o item insatisfatório em relação ao tempo de aula, pois levou em consideração apenas um dia que este mesmo liberou a turma 20 min. mais cedo. Sendo que neste mesmo dia o estagiário encontrou com a professora regente fazendo caminhada na rua, pois caso a docente estivesse cumprindo com suas responsabilidades acompanhando o futuro professor esse fato não acontecesse. A professora regente ainda exigiu do estagiário que fizesse a reposição dos 20 min. de aula, que foi agendado pelo mesmo, no entanto a docente do colégio desistiu. 21
  • Sendo assim, conforme Costa (2010), Res CNE/CP 01/06, e a LDB (Lei nº 9.396/96) é de reponsabilidade do professor regente: - Organizar um plano de estágio, em colaboração com o professor Supervisor e o estagiário, que contemple as experiências pedagógicas, em sala de aula e no acompanhamento de outros projetos curriculares; - Planejar com o estagiário as atividades de co-participação e regência de turma, contemplando a variedade e a complexidade da experiência didático-pedagógica; - Orientar o estagiário no desenvolvimento de suas atividades durante o período de estágio. - Controlar a assiduidade do estagiário e rubricar o registro de frequência/estágio, encaminhando bimestralmente ao professor Supervisor e ao coordenador administrativo de Estágios, qualquer 22
  • irregularidade; - Avaliar o estagiário, sob sua responsabilidade, durante o desenvolvimento das diversas etapas do estágio, registrando em formulário próprio e encaminhando ao professor supervisor toda avaliação efetuada; - Participar da avaliação, das atividades do estágio em conjunto com os professores supervisores e os estagiários; - Informar à instituição de ensino e ao professor supervisor situações imprevistas ou que não estejam de acordo com as normas do estágio. 23
  • 24
  • 25
  • Fig. 4 - Ficha de acompanhamento do estágio toda em branco que a professora regente deixou para o estagiário responder, a qual era de responsabilidade dela fazer. 26
  • 2.2 Fase de Regência 2.2.1 Gestão na sala de aula, planejamento e execução das aulas orientadas pela professora regente ou a supervisora A segunda fase do estágio supervisionado II foi à de regência realizado, no período de 17 de maio a 02 de agosto de 2010. Nesta fase, buscou-se planejar situações didáticas voltadas para a aprendizagem e desenvolvimento dos alunos, utilizando o conhecimento das áreas a serem ensinadas. Elaboraram-se planos de aulas, atividades regulares previamente planejadas relativas ao conteúdo programático da série, leituras de textos, correção de exercícios, avaliações de aprendizagem e orientação de alunos individualmente ou coletivamente. Os planos de aula foram funda- 27
  • mentais, para que não se cometesse erros ou fuga de conteúdos. Para a elaboração dos planos levou-se também em conta as observações feitas no colégio como análises de diferentes materiais e recursos para a utilização didática. Com isso, podem-se avaliar quais os recursos disponíveis e decidir com coerência sobre quais orientações metodológicas utilizar em sala de aula considerando seus pressupostos metodológicos. Esses planos possuem um formato estabelecido pela disciplina estágio supervisionado II fornecido pela professora supervisora. Baseados na sequência: tempo previsto da aula, tema, objetivos, conteúdos (conceituais, procedimentais e atitudinais), procedimentos metodológicos, sequência didática, recursos, avaliações, referências, observações e os anexos. E as aulas foram ministradas se preocupando em dar continuidade as anteriores, fazendo uma ponte de ligação, estimu- 28
  • lando os alunos a estudar. Foi durante o período de regência que ocorreram os problemas como os alunos estarem acostumados em sair antes do horário de término da aula, o que dificultou o trabalho do professor estagiário no desenvolvimento dos conteúdos. Quando o estagiário não deixava alguns alunos saírem antes do término da aula, o vice- diretor dava autorização e liberava os estudantes para irem embora sempre com os mesmos. Segundo a revista eletrônica nova escola (2010) o papel do vice-diretor na ausência do diretor é administrar não só leis e normas, mas também cuidar da dinâmica escolar. Mais do que um administrador que cuida de orçamentos, calendários, vagas e materiais, quem dirige a escola precisa ser um educador. E isso significa estar ligado ao cotidiano da sala de aula, conhecer alunos, 29
  • professores e pais. Só assim ele se torna um líder, e não apenas alguém com autoridade burocrática. Mantém a escola dentro das normas do sistema educacional, segue portarias e instruções, é exigente no cumprimento de prazos. Valoriza a qualidade do ensino, o projeto pedagógico, a supervisão e a orientação pedagógica e cria oportunidades de capacitação docente. Preocupa-se com a gestão democrática e com a participação da comunidade, está sempre rodeado de pais, alunos e lideranças do bairro, abre a escola nos finais de semana e permite trânsito livre em sua sala. Como é muito difícil ter todas essas características, o importante é saber equilibrá-las, com colaboradores que tenham talentos complementares. Delegar e liderar devem ser as palavras de ordem. E mais: o bom diretor indica caminhos, é sensível às necessidades da comunidade, desenvolve talentos, facilita o traba- 30
  • lho da equipe e, é claro, resolve problemas. Problemas na TV pendrive, ou seja, funcionava uma vez ou outra e se encontra no pior lugar possível de ser utilizada, assim a aula planejada que era para ser executada nela era realizada no quadro. Outro ponto importante foi a não entrega das atividades extraclasse da maioria dos estudantes. A partir disso, foram elaboradas estratégias, para que os alunos façam as atividades extraclasses e aumentem seus rendimentos na unidade, visto que isto faz parte do aprendizado. A estratégia consistiu na aplicação de exercícios na sala de aula, correção e agregação de valor a este, mas também a explicação da importância da resolução das atividades extraclasse no processo de aprendizagem. Transferência de 5 vezes a data da aula prática, pois ninguém sabia, onde ficava nada no laboratório. A solução foi uma sondagem 31
  • do laboratório multidisciplinar do colégio e levantamento do material para realização da aula prática. Indisciplina de dois alunos interrompendo a aula ligando um aparelho de som e um celular no dia da avaliação da aprendizagem (teste), pois aqueles que não tinham estudado tentavam de algum modo desviar a atenção dos outros colegas. Quando terminou a avaliação esses mesmos 2 estudantes entregaram o teste e afirmaram que poderia tirar até todos os pontos da avaliação. Logo de imediato receberam uma advertência verbal do professor estagiário e este mesmo explicou que estava ali naquela posição não para prejudicar ninguém e sim orientar os estudantes no que precisassem. Conforme Simões (2010) um comportamento indisciplinado é qualquer ato ou omissão que contraria alguns princípios do regula- 32
  • mento interno, regras básicas estabelecidas pela escola, pelo professor ou pela comunidade. Os motivos da indisciplina podem ser extrínsecos à aula, tais como problemas familiares, inserção social ou escolar, excessiva proteção dos pais, carências sociais, forte influência de ídolos violentos, etc. Nestes casos o professor pouco pode fazer. No entanto existem outras causas que resultam de disfunções entre os alunos e a escola. A desmotivação dos alunos e o desinteresse explicitam por aquilo que se pretende ensinar ou qualquer outro comportamento inadequado, por vezes não são mais do que chamadas de atenção ao professor sobre os seus métodos de ensino ou sobre as estratégias de relação na aula. O professor deve ser explícito e justo na negociação do contrato que é feito com os alunos. A alteração das regras pode provocar indisciplina. 33
  • O aluno traz para a aula os valores e atitudes que foi apreendendo até aquele momento. A indisciplina pode ser um reflexo da ausência de condições para uma adequada educação familiar. A indisciplina pode surgir como uma alternativa ao seu insucesso escolar, procurando deste modo "valorizar" a sua relação com os outros. Este insucesso não se refere exclusivamente às classificações nas disciplinas, mas também em certos valores, que ele pensa serem assumidos pela comunidade. A própria constituição física ou intelectual do aluno pode provocar comportamentos indisciplinados. A imaturidade, a vadiagem, a desatenção, a incapacidade de fixação, o baixo rendimento escolar, a agressividade devem ser pesquisadas como sintomas de distúrbios mais profundos (quer fisiológicos, quer emo- 34
  • cionais), que é preciso tratar, sem o qual as repressões ou sanções serão totalmente ineficazes e até contraproducentes. A conversa entre os alunos pode ser outra forma de indisciplina. Os alunos falam e continuam a falar, mesmo depois do professor os chamar à atenção. O professor deve utilizar estratégias adequadas a cada aluno e a cada situação. Assim a linguagem e o discurso adequados do professor são instrumentos capazes de alterar alguns comportamentos como esses. A prevenção deverá ser ponderada, logo no início do ano escolar, pois tanto o professor como os alunos fazem avaliações mútuas. O professor utiliza estratégias mais ou menos adequadas de modo a prevenir comportamentos indesejáveis. Define as regras comportamentais, de um modo explicito ou não, entre os alunos e entre si e eles, principalmente se a turma se mostra muito indisciplinada. 35
  • Regras estas que vão sendo reforçadas ou tornam-se flexíveis ao longo do ano, paralelamente a uma pioria ou uma melhoria das atitudes dos alunos. O professor é um líder. Para os alunos, o professor é a imagem de um ideal (positivo ou negativo), queira-se ou não. O objetivo do professor é favorecer um determinado modelo de conduta, que ao longo do ano se tornam mais ou menos flexíveis: - Mostrar-se sério nas primeiras aulas, não tendo um sorriso fácil; - Impedir ou limitar as saídas durante a aula; - Não permitir que troquem materiais sem que peçam autorização; - Dispor os alunos em lugares fixos de modo a favorecer a cooperação e a concentração; 36
  • - Quando um aluno ou o professor fala os outros escutam. A seguir apresentam-se algumas estratégias que o professor pode optar para prevenir comportamentos indisciplinados: - Refletir sobre as atitudes e funções do professor; - Planificar a aula cuidadosamente em todos os seus momentos (Promove-se a concentração); - Quanto mais eficaz e bem organizada for uma aula, melhor vai ser o comportamento de cada aluno; - Cativar os alunos para a sua disciplina, de modo que eles não digam que "a verdadeira vida é lá fora"; - Observar cada aluno; - Favorecer o desenvolvimento da autoconfiança; - Fomentar o respeito mútuo entre os alunos e o professor; - Discutir com os alunos o regulamento de uma turma, respei- 37
  • tando-o e fazendo-o respeitar. No dia 02 de agosto de 2010, 2 alunos reclamaram da nota que não receberam da aula prática da data 26 de julho de 2010 e ficaram nervosos, pois foram embora antes de terminar a atividade, deixando o restante do grupo fazendo, ou seja, não fizeram nada e queriam nota. Ainda esses 2 estudantes levaram para casa dois conta-gotas utilizados na aula prática no dia 26 de julho de 2010. Na aula seguinte, no dia 02 de agosto de 2010 tomaram uma advertência, logo no início da aula, pois ou eles entregavam os conta-gotas ou levariam suspensão. E quanto ao grupo que era formado de quatro integrantes somente os dois que resolveram as questões no laboratório receberam a nota com valor igual a 1 ponto. Insatisfações de estudantes com notas baixas é um indício de que existe algo para ser melhorado: o aluno começa a perceber que 38
  • é preciso encarar os estudos de uma maneira diferente, ou seja, com responsabilidade. O professor também deve encontrar uma forma de trabalhar em conjunto com a família e o gestor da escola, melhorar o conteúdo e quem sabe até os critérios de sua avaliação a fim de solucionar problemas como esses (FRANÇA, 2010). No cotidiano, os professores se deparam com situações conflitantes que permanentemente se produzem no âmbito das práticas escolares e sociais. Assim, é necessário que se assuma uma posição de análise dos conflitos para realizar encaminhamentos adequados dessas situações (NICHELE, 2010). Nessa direção, o referencial analítico foucaultiano possibilita uma reflexão fundamental no campo da gestão da escola, tanto em nível da instituição quanto no das relações entre os indivíduos frente às relações de poder. Os efeitos dessas relações é que fazem 39
  • com que se incorpore e se construa uma série de predisposições assimiladas como verdades “absolutas” ou formas de comportamento no contexto escolar. A contribuição de Foucault está, dentre outras, em ajudar na desconstrução de evidências e a compreender que papéis serão desempenhados neste processo (NICHELE, 2010). De acordo com os estudos de Foucault, a sociedade moderna é permeada por uma forma de poder que ele denominou de disciplinas ou poder disciplinar. Esse tipo de exercício de poder veio se aprofundando irregularmente desde o século XVII e se consolidou mais plenamente a partir do século XIX tendo em vista, especialmente, o contexto europeu. Para atingir um ideal disciplinar este tipo de relação de poder investe em toda sorte de técnicas aplicáveis nas diferentes instituições como, por exemplo, na escola, 40
  • fábrica, hospital, exército, e outras (NICHELE, 2010). O poder disciplinar tende para uma situação de controle extremo, intermitente e detalhista sobre os indivíduos e suas atividades. Como é sabido o controle implica poder, e, portanto, o desenvolvimento desse tipo de poder deve estar dirigido à precisão rigorosa e absoluta. É um imperativo político–econômico–disciplinar das atividades, dentre outros, que estabelece esse zelo pelo controle minucioso do tempo, do espaço, dos gestos, das atividades visando resultados direcionados a máxima docilidade e utilidade (NICHELE, 2010). Ainda segundo Nichele (2010) o poder disciplinar também atua interligadamente através de práticas de vigilância permanente, sanção normalizadora e exame, enquanto instrumentos de adequação, conformação e produção de indivíduos “dóceis e úteis”. 41
  • Sua forma de atuação é, sobretudo dissimulada, não pretende grandes mudanças, vai agindo lentamente. A vigilância hierárquica combina o olhar vigilante à disposição física dos ambientes criando condições para que o sujeito interiorize esta observação e torne-se seu próprio vigia. A visibilidade permanente é um mecanismo de vigilância refinada que submete os indivíduos ao controle extremo e extensivo. Isto se traduz em economia e rentabilidade, pois desta forma se chega ao ideal disciplinar ou, a boa conduta, em qualquer atividade, seja na escola, na fábrica, no hospital, no quartel, etc. Este tipo de vigilância envolvente que enquadra os indivíduos tem também um efeito normalizador sobre os sujeitos, articulando-se a outro dos instrumentos citados, a sanção normalizadora, que corrige as falhas e os deslizes cometidos, por menores que sejam através da aplica- 42
  • ção de micro penalidades. Estas pequenas correções ajustam o indivíduo por meio de um sistema que faz uso de recompensas a fim de induzir ao bom comportamento. Aproximar ao máximo à regra estabelecida é o grande objetivo desta técnica. Aqui em geral não se empregam grandes penalidades ou violência, somente pequenas coerções e castigos. Sendo assim, o poder age como uma correlação de forças e se difunde em múltiplas direções encontrando, muitas vezes, obstáculos que geram focos de resistência. Para resistir, é preciso que a resistência seja como o poder. Tão inventiva, tão móvel, tão produtiva quanto ele. Que, como ele, venha de baixo e se distribua estrategicamente (FOUCAULT apud NICHELE, 2010). A partir das experiências do estágio, o futuro profissional de ensino experimentou a situação de gestão na sala de aula buscando 43
  • compreender a importância de estabelecer uma relação de autoridade e extrema confiança com os alunos. Considerando, assim como respeitando suas características pessoais sempre procurando ser responsável o possível, para que se possa facilitar e potencializar a aprendizagem dos discentes. Os direcionamentos vindos da professora supervisora ajudaram ao professor estagiário, a gerir o período de estágio como planejar com detalhes o trabalho que foi realizado na sala de aula. Definir o que, quando e como ensinar, preparar os planos de aulas os quais foram utilizados ao longo do período de estágio e distribuí-los de acordo com a carga horária. O professor atuando como gestor deve considerar a sala de aula como um lugar privilegiado de sistematização do conhecimento sendo um articulador na construção do saber (MARTINS, 2010). 44
  • Conforme Martins (2010): A psicologia sócio-histórica, que tem como base a teoria de Vygotsky, concebe o desenvolvimento humano a partir das relações sociais que a pessoa estabelece no decorrer da vida. Nesse referencial, o processo de ensino-aprendizagem também se constitui dentro de interações que vão se dando nos diversos contextos sociais. Artigo 13, LDB - Os docentes incumbir-se-ão de: I. Participar da elaboração da proposta pedagógica do estabelecimento de ensino; II. Elaborar e cumprir plano de trabalho, segundo a proposta pedagógica do estabelecimento de ensino; III. Zelar pela aprendizagem dos alunos; 45
  • IV. Estabelecer estratégias de recuperação dos alunos de menor rendimento; V. Ministrar os dias letivos e horas-aula estabelecidos, além de participar integralmente dos períodos dedicados ao planejamento, à avaliação e ao desenvolvimento profissional; VI. Colaborar com as atividades de articulação da escola com as famílias e a comunidade. Nota-se que o papel do professor, segundo a LDB, está muito além da simples transmissão de informações. Dentro do conceito de uma gestão democrática, ele participa da elaboração da proposta pedagógica do estabelecimento de ensino, isto é, decide solidariamente com a comunidade educativa o perfil de aluno que se quer formar, os objetivos a seguir, as metas a alcançar. E isso não apenas no tocante a sua matéria, mas toda a proposta pedagógica. 46
  • A fase de regência também proporcionou ao estagiário novas maneiras de interagir em sala de aula como aplicação de jogos lúdicos, aulas no laboratório da escola e até dramatizações sugeridas pela professora supervisora da disciplina estágio II. As novas metodologias de ensino inseridas na disciplina biologia foram fundamentais no complemento dos conteúdos potencializando ainda mais o aprendizado dos estudantes. A participação e avaliação dos discentes foram fundamentais nas novas formas de aprendizagem afirmaram que gostavam mais dessa metodologia de ensino em relação a tradicional (slide na TV pendrive). Nas aulas de laboratório, os estudantes ficaram curiosos com os experimentos e tiveram pela primeira vez o contato com o microscópio. Já, no jogo do ciclo celular (lúdico), os alunos foram divididos em grupos, onde estes competiam entre si para ver quem acertava mais questões. 47
  • No total foram 4 aulas inovadoras e 5 aulas utilizando a mesma técnica de ensino (slides na TV pendrive), principalmente no início do estágio, pois se pensava que era a melhor metodologia de ensino como também no cronograma havia se planejado apenas 1 aula inovadora. Na escola, as técnicas pedagógicas devem alternar-se com aulas expositivas a ser aplicadas sempre que houver necessidade de fixação de algum conteúdo. Assim sendo de ensino, principalmente dos planos de aula (DERKOSKI, 2010). As técnicas de ensino utilizadas durante o estágio em ordem sequencial foram: dramatizações, leitura dirigida, jogos lúdicos, aulas práticas e discussão. Dramatização, ou, role playing: consiste na encenação de um problema ou situação no campo das relações humanas, por duas ou 48
  • mais pessoas, numa situação hipotética em que os papéis são vividos tal como na realidade. A síntese desses papéis é um dos aspectos mais importantes do método. Os que vão encenar devem compreender o tipo de pessoa que deve interpretar durante a dramatização. O resumo do papel deve conter apenas a condição emocional e as atitudes a serem adotadas, sem detalhes sobre aquilo que deverá ocorrer durante a apresentação. Essa técnica permite a informalidade e assegura a participação psicológica do indivíduo e do grupo; elimina as inibições e facilita a comunicação. Leitura dirigida: é o acompanhamento pelo grupo da leitura de um texto. O professor fornece, previamente, ao grupo uma ideia do assunto a ser lido. A leitura é feita individualmente pelos participantes, e comentada a cada passo, com supervisão do docente. 49
  • Jogo lúdico (control of the Cell Cycle game): consisti num jogo interativo e divertido que utiliza perguntas e respostas (simulado o jogo Show do Milhão com aparelho multimídia). Divide a turma em grupos de 5 pessoas competindo entre si possibilitando a recordação agradável como também estimulante do exercício mental. Aula prática (microscopia): consiste no manejo do microscópio, montagem de lâminas e observação dos objetos para depois discussão. Discussão: é um processo de encadeamento de aspectos dentro de uma mesma ideia. Oferece oportunidade ao raciocínio rápido e comprovação do entendimento do assunto. As trocas de experiências com a professora orientadora do estágio nos atendimentos individuais e outros profissionais de ensi- 50
  • no foram de fundamental importância na colaboração para as mudanças nos métodos de ensino. Outro ponto importantíssimo foi à revisão elaborada a pedido dos alunos, pois eles estavam preocupados com a prova que seria subjetiva e não era de costume resolver avaliações deste tipo. De acordo com Penteado e silva (2010) questões subjetivas: permitem respostas “abertas”. Vantagens: prevêem riquezas de detalhes, revelam novos questionamentos, coloca o entrevistado a vontade e permitem maior espontaneidade. Desvantagens: podem resultar em muitos detalhes irrelevantes, perda do controle da entrevista, respostas muito longas pode se obter pouca informação útil, podem dar a impressão de que o entrevistador está perdido, sem objetivo. Os atendimentos em sala de aula ou individuais na instituição 51
  • de ensino do estagiário (UNEB) foram importantes nas correções dos erros como análises dos planos de aulas e sugestões para utilizações de novas metodologias de ensino, resoluções de situações pedagógicas que ocorreram durante o período do estágio, produção do portfólio, planos de curso, unidade e outras atividades. 2.2.2 Resultados Obtidos Os resultados da segunda unidade, assim como do estágio foram ótimos e serviram para suprir as dificuldades como também potencializar o aprendizado dos estudantes. Na turma, havia 38 estudantes, apenas 3 atingiram a média e os outros obtiveram notas abaixo dela conforme Quad. 1. 52
  • Quad. 1 - Quadro comparativo com as notas dos estudantes. Resultados finais da II Unidade Alunos Atividades Prova Média Exercício Aula prática Teste s 1 0,5 + 0,5 1,0 1,5 1,8 5,3 2 0,5 0 0,8 0,4 1,7 3 0 0 0,8 0 0,8 4 0,5 + 0,5 1,0 1,0 1,0 4,0 5 0 0 1,0 0,1 1,1 6 0 1,0 0 0,9 1,9 7 0,5 1,0 0,8 0,1 2.4 8 0 1,0 0,8 0,1 1,9 9 0,5 1,0 0,4 1,2 3,1 10 0,5 1,0 0,6 1,2 3,3 11 0,5 + 0,5 1,0 1,6 0,4 4,0 12 0 1,0 0,6 0,7 2,3 13 0 0 0,6 0,1 0,7 14 0,5 + 0,5 1,0 0,2 2,4 4,6 15 0 0 0,6 0 0,6 16 0 0 1,6 2,7 4,3 17 0 1,0 0,6 0,7 2,3 18 0,5+0,5 1,0 0,8 2,4 5,2 19 0 0 0,6 0 0,6 20 0,5 1,0 0,8 0,2 2,5 21 0 0 0,2 0 0,2 22 0,5 0 0,8 0,1 1,4 23 0,5 + 0,5 1,0 2,0 6,0 10 24 0,5 + 0,5 1,0 1,2 0,7 3,9 25 0,5 + 0,5 1,0 1,4 0,4 3,8 26 0,5 + 0,5 1,0 0,4 0,6 3,0 27 0,5 + 0,5 1,0 0,8 0,1 2,9 28 0 0 0,8 0 0,8 29 0 1,0 0,4 1,9 3,3 30 0 1,0 0 1,1 2,1 31 0 0 0,4 0,7 1,1 32 0 0 0,8 0 0,8 33 0 0 0 0,6 0,6 34 0 0 0 0 0 35 0 0 0 0 0 36 0 0 0 0 0 37 0 0 0 0 0 38 0 1,0 0 0 1,0 OBS: Os dois alunos 36 e 37 só vieram uma única vez que foi no dia da prova. O estudante 28 é outro que só vem para a escola no dia de avaliação da aprendizagem e não fez a prova porque desrespeitou o professor. E o discente 38 só participou do processo educativo uma única vez que foi no dia da aula prática. 53
  • Isso se deve principalmente a quantidade de falta dos alunos do total de 38, 20 frequentam quase que regularmente as aulas e 18 só veem para a escola no dia da avaliação da aprendizagem, conforme Quad. 2. Assim como também a falta de responsabilidade de estudar de alguns discentes que frequentam as aulas, pois somente esperaram passar os 30 min. toleráveis para entregar a avaliação da aprendizagem (prova). Desde a fase de observação pode-se notar uma sala com poucos estudantes, mas também se percebeu, no estágio, que os alunos com notas zero não colaboraram com o estagiário e nem consigo mesmo, ou seja, não frequentaram regulamente as aulas ou não entregaram as atividades. Em relação evasão escolar Lopes (2010) afirma que a solução seria a mesma implantada nas escolas estaduais de São Paulo, onde 54
  • é obrigação do colégio avisar aos pais ou responsáveis sobre o excesso de faltas dos alunos. A lei foi criada pelo governador do Estado, José Serra, prevê que os responsáveis pelos estudantes que faltarem em 20% das aulas no ano letivo devem ser notificados. Como a rede estadual reprova automaticamente o aluno que atingir 25% de faltas, a medida pretende inibir a repetência por faltas e a evasão escolar. Segundo informa a Secretaria de Educação do Esta- do, a notificação é meramente preventiva, e tem como objetivo aproximar os pais da educação de seus filhos, deixando-os informados sobre sua frequência e convidando-os a acompanhar de perto o desempenho deles na escola (LOPES, 2010). A notificação poderá ser feita por meio de contato telefônico, envio de e-mail ou bilhete ou até mesmo uma visita à casa do aluno. E além de informar os responsáveis, as escolas notificarão os Conse- 55
  • lhos Tutelares e as Varas da Infância e Juventude (LOPES, 2010). Algumas escolas se anteciparam à determinação e adotaram medidas antes mesmo dela virar lei. Em Campinas, por exemplo, a escola estadual Marechal Mallet já utiliza o telefone como aliado na melhoria do ensino desde 2004. Na instituição o controle de faltas é bimestral. Toda a família do aluno que falta duas vezes no mesmo bimestre recebe uma ligação da diretoria. O objetivo, de acordo com a Secretaria de Educação, é evitar a terceira falta do aluno num mesmo bimestre (LOPES, 2010). Com isso, a escola de 600 alunos já conseguiu melhorias significativas na frequência e no desempenho dos alunos. “Na Mallet nenhum aluno atinge 20% de faltas ao ano e a repetência por faltas não existe”, afirma a assessoria da Secretaria de Educação do Estado. Ainda de acordo com a secretaria, a instituição é considera- 56
  • da uma das melhores do Estado (em 2007 obteve nota 7,2 no IDEB – Índice de desenvolvimento da educação básica), e esse bom desempenho está diretamente ligado à estreita relação entre a diretoria da escola e as famílias dos alunos (LOPES, 2010). Além de notificar os pais sobre as faltas excessivas dos filhos, a escola também encaminha frequentemente e-mails com informações do desempenho dos alunos para os pais que possuem esse recurso (LOPES, 2010). Em relação as avaliações, no Brasil, atualmente, praticam-se exames e dizem que usam avaliação (Prova), ou seja, predominantemente, vivencia-se nas escolas, de todos os níveis, a cultura do exame. Os educandos vêm aos professores para aprender e não para serem examinados. E, no caso, os exames não ajudam a aprender. Eles, por si, são classificatórios e excludentes, ao passo 57
  • Quad. 2 - Quadro comparativo com a lista de frequência. MESES ALUNOS 17/05 24/05 31/05 07/06 14/06 05/07 12/07 19/07 26/07 02/08 1 F 2 F 3 F F F F 4 5 F F F F F 6 F F F F 7 F F F 8 F F F F 9 F 10 11 12 F 13 F F F F F 14 15 F F F F 16 F F F 17 F 18 F F F F F F 19 F F F 20 F F 21 F F F F 22 F 23 F 24 F F 25 26 F 27 28 F F F F F F F 29 F F F F 30 F F F F 31 F F 32 F F F F F F F 33 F F F F 34 F F F F F F F F 35 F F F F F F F F 58
  • que a aprendizagem necessita de inclusão pelo acolhimento, pela orientação e pela reorientação, o que só pode ser subsidiado pelo ato de avaliar, que é diagnóstico (LUCKEZI, 1995). Dessa forma, necessita-se de mudar a cultura de aplicação de exames mudando a metodologia de aprendizagem no ensino das escolas brasileiras. A indisciplina, notas baixas são problemas que as escolas enfrentam nos dias de hoje, os professores encaram como responsabilidade apenas dos alunos e a escola cobra do professor uma solução e os pais só querem saber do resultado no final do ano. Mas de quem é a responsabilidade? (MIRANDA, 2010). O aprendizado do aluno e o bom comportamento dele na escola são de responsabilidade da escola, do professor, da família e do próprio aluno. É um conjunto de acontecimentos que gera esses 59
  • tipos de problemas. Segundo Miranda (2010) a escola deve oferecer: Recursos como laboratórios, matérias didáticas e normas disciplinares para que o professor (profissional que tem um contato direto com o aluno) possa promover aulas mais agradáveis e esse deve estar sempre atento às mudanças e inovações na educação, sempre em busca de estratégias para ligar o conteúdo aplicado em sala de aula com o dia- a-dia, tornando o ambiente escolar um lugar prazeroso, pois o professor que possui domínio de conteúdo e consegue interagir o seu conhecimento com a realidade do seu aluno torna as suas aulas mais interessantes e os alunos passam a ter mais confiança. Mas se a família não participar em conjunto com a escola, pro- 60
  • porcionando ao aluno um ambiente favorável para um estudo em casa, mostrado a importância do estudo para a sua formação como cidadão e profissional o adolescente não se sentirá motivado, a escola e o professor não conseguem sozinhos. O professor é o que possui maior possibilidade de transformar e dar soluções para esse tipo de problema, pois está em contato direto com os alunos. É preciso que ele enxergue esse aluno indisciplinado ou o que tem dificuldade com aprendizado como um desafio e não como problema, excluindo-o como sempre é feito pela maioria dos docentes. Ser professor não é derramar conteúdos cumprindo com o currículo anual, é educar, participar, colaborar com a educação dos alunos (MIRANDA, 2010). Durante o período de estágio refletiu-se sobre mudanças e fazeres pedagógicos, pois as dúvidas postas pelos alunos nem 61
  • sempre são superadas no tempo reservado das aulas. Percebeu-se, portanto, que deveria haver maior preocupação de retornar; aos conteúdos não aprendidos, na perspectiva da superação das dificuldades apresentadas na proposta educativa do aluno. À correção das tarefas, não foram suficientes no planejamento do estagiário deveria haver um replanejamento da proposta para correção, a fim de um fazer pedagógico comprometido com o sucesso do aluno. O avaliar não se faz como forma de punir, mas de refazer, superando as falhas na execução do ato de aprender como correção de erros ortográficos, compreensão de alguns conceitos básicos sobre química e relações biológicas que ocorreram durante o processo educativo. 62
  • 3. CONSIDERAÇÕES FINAIS O estágio foi um período em que se buscou vincular aspectos teóricos com práticos para se potencializar o ensino/aprendizagem. E, sobretudo perceber a necessidade em assumir uma postura não só crítica, mas também reflexiva da prática educativa como exercer uma educação de qualidade, a qual é garantida por lei (LDB - Lei nº 9394/96), segundo Cardoso e Souza (2010). O estágio proporcionou situações de exercícios profissionais, possibilitando diálogos entre as dimensões teóricas e práticas fundamentais na formação acadêmica a fim de adequar isso tudo às expectativas do mercado de trabalho. Possibilitou também a interação com profissionais da área e tornou possível o desenvolvimento de competências profissionais o que implicou em utilizar conhecimentos acadêmicos, mas também pes- 63
  • soais. A possibilidade de experimentar uma situação de gestão de sala de aula foi importante na construção pessoal do perfil do estagiário, no aperfeiçoamento profissional e afirmação da opção profissional. Isso pode ser notado na relação do estagiário com os estudantes baseados no diálogo, autoridade, confiança, respeito, que foi fundamental no controle da sala de aula e alcance dos objetivos. As análises de conteúdos e seleção destes, também foram essenciais na decisão com coerência sobre quais orientações metodológicas utilizar em sala de aula considerando seus pressupostos metodológicos. Assim como a resolução de exercícios em equipes foram fundamentais na compreensão de regras e no ponto de vista do outro por parte dos estudantes. A experiência de debater conteúdos cotidianos foi outro objetivo importante durante 64
  • o estágio, na interação professor/aluno em sala de aula expondo suas experiências vivenciadas na vida acadêmica por parte do estagiário ou social, cultural pelos estudantes. Assim fica claro que a educação de qualidade não é somente de responsabilidade do professor, mas também da comunidade, família, escola, empresas, políticos entre outros numa participação comum e coletiva principalmente na atuação do ensino público no município de Alagoinhas. 65
  • 4 REFERÊNCIAS CARDOSO, F. H.; SOUZA, P. R. Estabelecimento das diretrizes e bases da educação nacional: LEI Nº 9.394, DE 20 DE DEZEMBRO DE 1996. Disponível em: < http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/l9394.htm> Acesso em: 12 jul. 2010. COSTA, C. M S. Normas de Estágio Supervisionado no CAp-UFRJ: Resolução do Conselho Pedagógico nº 01/06. Disponível em: < http://www.cap.ufrj.br/normasestagio.html> Acesso em: 12 jul. 2010. DERKOSKI, J. L. Dinâmica de grupo. Disponível em: <http:/www.goo 66
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