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Luís de Camões (1524? /1580 ) “ Chamar-te génio é justo, mas é pouco. Chamar-te herói, é dar-te um só poder. Poeta dum imp...
Camões Dirige-se a Seus Contemporâneos Podereis roubar-me tudo: as ideias, as palavras, as imagens, e também as metáforas,...
O QUE É UMA EPOPEIA? <ul><li>A  poesia épica , ou  epopeia , ou ainda poema épico </li></ul><ul><li>é uma das mais remotas...
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“ Odisseia” de HOMERO séc. VIII a.C. Narração das aventuras   de Ulisses no regresso da guerra  de Tróia até chegar a Ítac...
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Introdução ao estudo da EPOPEIA

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  1. 2. Deus quer, o Homem sonha, a obra nasce. Deus quis que a terra fosse toda uma, Que o mar unisse, já não separasse. Sagrou-te e foste desvendando a espuma, E a orla branca foi de ilha em continente, Clareou, correndo, até ao fim do mundo, E viu-se a terra inteira, de repente, Surgir redonda, do azul profundo. Quem te sagrou criou-te português. Do mar em nós em ti nos deu sinal. Cumpriu-se o Mar, e o Império se desfez. Senhor, falta cumprir-se Portugal! Fernando Pessoa, Mensagem
  2. 3. Luís de Camões (1524? /1580 ) “ Chamar-te génio é justo, mas é pouco. Chamar-te herói, é dar-te um só poder. Poeta dum império que era louco, Foste louco a cantar e louco a combater.” Miguel Torga, Poemas Ibéricos Publicação de “Os Lusíadas” 1572
  3. 4. Camões Dirige-se a Seus Contemporâneos Podereis roubar-me tudo: as ideias, as palavras, as imagens, e também as metáforas, os temas, os motivos,  os símbolos, e a primazia nas dores sofridas de uma língua nova, no entendimento de outros, na coragem de combater, julgar, de penetrar em recessos de amor para que sois castrados. E podereis depois não me citar, suprimir-me, ignorar-me, aclamar até outros ladrões mais felizes. Não importa nada: que o castigo será terrível. Não só quando vossos netos não souberem já quem sois terão de me saber melhor ainda do que fingis que não sabeis, como tudo, tudo o que laboriosamente pilhais, reverterá para o meu nome. E mesmo será meu, tido por meu, contado como meu, até mesmo aquele pouco e miserável  que, só por vós, sem roubo, haveríeis feito. Nada tereis, mas nada: nem os ossos,  Que um vosso esqueleto há-de ser buscado, Para passar por meu. E para os outros ladrões, Iguais a vós, de joelhos, porem flores no túmulo . Jorge de Sena
  4. 5. O QUE É UMA EPOPEIA? <ul><li>A poesia épica , ou epopeia , ou ainda poema épico </li></ul><ul><li>é uma das mais remotas manifestações artísticas do homem. </li></ul><ul><li>era o género mais elevado que os antigos cultivavam; daí, constituir a aspiração máxima do poeta clássico, renascentista. </li></ul>
  5. 6. É UMA NARRATIVA ÉPICA, geralmente em estrutura de poema, que enaltece os feitos ilustres de um herói ou de um povo, com interesse histórico. As epopeias primitivas foram longas narrativas orais de feitos considerados heróicos realizados por homens dotados de força superior demonstrada no campo das batalhas. Trata-se de uma variedade do modo narrativo.
  6. 7. EPOPEIAS PRIMITIVAS apresentam As aventuras de um herói porque - não está ainda definida a noção de Estado - existe o grupo étnico em expansão - os deuses são tidos como realidades que ajudam ou prejudicam o herói assim O herói destaca-se e torna-se imortal
  7. 8. Epopeias da Antiguidade Civilização Grega “ Ilíada” séc. VIII a.C. de HOMERO Narração das aventuras de Aquiles, o mais famoso dos heróis gregos, durante o último ano da guerra de Tróia.
  8. 9. “ Odisseia” de HOMERO séc. VIII a.C. Narração das aventuras de Ulisses no regresso da guerra de Tróia até chegar a Ítaca, sua Pátria, onde o esperava Penélope, a esposa modelo de fidelidade.
  9. 10. “ Eneida” de VIRGÍLIO séc. I a.C. Narração das aventuras de Eneias e de seus companheiros, desde a queda de Tróia até à fundação de Roma. Virgílio imita a Odisseia nos seis primeiros cantos e a Ilíada nos seis últimos.
  10. 11. EPOPEIAS DE IMITAÇÃO apresentam Os feitos heróicos passados ou futuros de um povo porque - existe o estado, uma vida civil organizada - existe uma história da Pátria - os deuses são apenas mitos ou ficções assim O herói apaga-se como individualidade; o povo imortaliza-se.
  11. 12. deve obedecer a certos requisitos: Esta variedade do modo narrativo <ul><li>a utilização do verso e de um estilo elevado; </li></ul><ul><li>incluir NARRADOR, PERSONAGENS, ACÇÃO, TEMPO. </li></ul>
  12. 13. <ul><li>A estrutura interna deve estar dividida em </li></ul><ul><li>Proposição, Invocação e Narração ; </li></ul><ul><li>Facultativamente, a estrutura interna de uma epopeia pode também incluir uma </li></ul><ul><li>Dedicatória , </li></ul><ul><li>referindo a figura a quem se dedica o poema. </li></ul>
  13. 14. Estrutura Interna OS LUSÍADAS Proposição Invocação Dedicatória Narração O autor apresenta o assunto O poeta pede inspiração às musas para levar a cabo o seu projecto O poeta dedica o seu poema a D. Sebastião Narração da acção
  14. 15. Estrutura Externa <ul><li>Do ponto de vista formal, estrutura externa, o poema: </li></ul><ul><li>é constituído por 10 Cantos, com um total de 1102 estrofes, </li></ul><ul><li>constituída por 8 versos (oitavas) decassílabos heróicos (acentuação nas 6ª e 10ª sílabas métricas), </li></ul><ul><li>com rima cruzada e emparelhada: </li></ul><ul><li>A B A B A B C C </li></ul>
  15. 16. A VIAGEM À ÍNDIA
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