Cdpsi introdução à psicanálise 1ª Aula

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1ª Aula do Curso de Introduçao à Teoria Psicanalitica

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Cdpsi introdução à psicanálise 1ª Aula

  1. 1. INTRODUÇÃO À PSICANÁLISE Coordenação: Henrique Trejgier Todos direitos reservados ao Autor conforme Lei 9610 de 19 de fevereiro de 1998.
  2. 2. O QUE É PSICANÁLISE ? Teoria. - Investigação dos processos mentais inconscientes que são inacessíveis de outro modo. - O inconsciente possui força/energia que gera manifestações emocionais percebidas pela consciência. Terapia. - Tratamento de doenças de origem emocional. - Auxílio ao tratamento de doenças neurológicas. Saber. www.cdpsi.com.br - Conhecimento de si. - Pensar de maneira eficaz. - Visão privilegiada acerca da realidade. - Uma nova disciplina científica.
  3. 3. A LOUCURA ATÉ O SEC. XVIII • Acreditava-se que pensamentos, sentimentos e emoções eram os únicos componentes da mente. • Os portadores de transtornos emocionais ou psíquicos eram considerados loucos ou possuídos pelo demônio. www.cdpsi.com.br
  4. 4. INÍCIO CIENTÍFICO NO SEC. XIX • Esta situação foi elucidada apenas em 1801 quando o médico Philippe Pinel publicou o "Tratado médicofilosófico sobre a alienação mental ou mania", dando início à psiquiatria. • Pinel foi o primeiro a classificar as diferentes formas de psicose e sintomas como alucinações, ausências, delírios e outros. • Aboliu tratamentos como cárcere, sangrias, surras e banhos frios, propondo tratamento humanizado e amigável com o paciente. www.cdpsi.com.br Philippe Pinel libertando os doentes mentais de suas correntes no manicômio de Salpêtrière em 1795.
  5. 5. SEC. XX: A INVENÇÃO DA PSICANÁLISE • Em 1899, após vários estudos e descobertas sobre o funcionamento da mente, SIGMUND FREUD formata e consolida a Psicanálise. • Freud descobriu a existência do inconsciente dinâmico e ativo de onde emergem os impulsos que geram emoções e sentimentos, sensações como prazer e angústia causando comportamentos tanto normais quanto doentios. • A Psicanálise influenciou diretamente todas formas de psicoterapia e os aspectos socioculturais da humanidade. www.cdpsi.com.br Prof. Dr. Sigmund Freud (1856-1939)
  6. 6. CRONOLOGIA: INÍCIO DA VIDA DE FREUD www.cdpsi.com.br
  7. 7. CRONOLOGIA: INÍCIO DA VIDA DE FREUD www.cdpsi.com.br
  8. 8. A HISTÓRIA DA PSICANÁLISE Sigmund Freud, neurologista fundador da psicanálise em desenho de Robert Kastor. www.cdpsi.com.br
  9. 9. SIGMUND FREUD: ORIGENS Casa da família Freud Jacob e seu filho Sigismund www.cdpsi.com.br Sigismund Schlomo Freud nasceu na Moravia, em Freiberg, em 6 de maio de 1856. Seu pai, Jacob, era comerciante têxtil. Sua mãe, Amália, foi o segundo casamento de Jacob e era bem mais jovem que ele. A família era de religião judaica não ortodoxa. Freud era o filho mais velho de Amália e tinha privilégios como quarto próprio e estímulo da mãe para estudar, e realmente era um estudante muito dedicado. Amália, Sigismund e duas irmãs. Freud reconhecia o estímulo de sua mãe e disse: “Um homem que tenha sido o favorito de sua mãe, conserva por toda a vida o sentimento de um conquistador, uma confiança no sucesso pessoal, que muitas vezes leva ao sucesso verdadeiro”.
  10. 10. SIGMUND FREUD: INÍCIO DA VIDA ADULTA A família de Freud se muda para Viena por motivos financeiros. Esta condição de pobreza estimulava Freud a se dedicar ainda mais aos estudos. Aos 17 anos iniciou sua formação em medicina, especializando-se em neurologia. Casa-se com Martha Bernays e decide deixar a carreira de pesquisador para tornar-se neurologista clínico no hospital geral de Viena, onde teria melhores condições financeiras. A família de Freud era numerosa e tinham a situação financeira bem prejudicada. www.cdpsi.com.br Sigmund e Martha Freud
  11. 11. SIGMUND FREUD: JEAN MARTIN CHARCOT Em 1885, (10 anos antes de escrever o “Estudos sobre a histeria”) Freud fora nomeado professor universitário de neurologia e obteve uma bolsa de estudos para estudar em Paris com o neurologista Jean Martin Charcot na destacada Salpêtrière. Charcot utilizava a hipnose para tratar a histeria e conseguia eliminar temporariamente os sintomas histéricos enquanto suas pacientes estavam em transe hipnótico. Isto provava que a histeria não era uma patologia orgânica, mas uma patologia psíquica. www.cdpsi.com.br
  12. 12. SIGMUND FREUD: INÍCIO PROFISIONAL No Hospital Geral de Viena, Freud clinicava tratando as doenças mentais, especialmente a histeria. Ainda pensava-se que a histeria fosse uma doença feminina. “Histerus” em grego significa útero. Estudando os prontuários das pacientes histéricas, Freud encontrou o relatório de uma paciente histérica que apresentava melhoras sob o tratamento catártico do Dr. Joseph Breuer, a Srta. Anna O. Freud se torna pupilo de Breuer, vindo a serem amigos e parceiros. Em 1895 concluíram a obra “Estudos sobre a histeria” que é o volume II das obras completas de S. Freud. www.cdpsi.com.br
  13. 13. SIGMUND FREUD: INÍCIO DA CARREIRA Quando retorna de Paris, Freud abre seu consultório particular e passa a atender seus pacientes com as técnicas aprendidas com Charcot. Também continuou a trabalhar como neurologista pediatra no Instituto Público de Pediatria Steindglasse. Freud deu grandes contribuições ao tratamento da poliomielite. Entretanto a comunidade médica não recebeu bem as novas ideias de Freud, e apesar disso, manteve realizando, contato com várias sociedades médicas e palestras universitárias até meados de 1917. www.cdpsi.com.br
  14. 14. SIGMUND FREUD: A TRANSFÊRENCIA Freud aprimora seu próprio método terapêutico a partir de 1880, ao descobrir o fenômeno da transferência. Inicialmente a psicanálise estava embasada na teoria do trauma. Mas, Freud foi percebendo que as cenas sexuais infantis traumatizantes, eram em sua maioria, fantasiosas e revelavam o desejo de seus pacientes, e não necessariamente ocorrências de abuso sexual na infância. Assim, Freud descobre algo mais interessante: que a repetição da recordação no comportamento possuía uma dinâmica própria e sendo identificada na relação terapêutica, se tornava passível de interpretação. Surge uma mudança na teoria do tratamento psicanalítico, sendo de um afastamento do passado e focando no presente da relação analítica. Esta abordagem permitia tornar conscientes memórias da infância que estavam reprimidas. Surgia assim a técnica fundante da psicanálise que é a interpretação da transferência, ou seja, da ação repetitiva causada pela repetição da recordação reprimida. TRANSFERÊNCIA www.cdpsi.com.br = REPETIÇÃO DA RECORDAÇÃO NA AÇÃO
  15. 15. SIGMUND FREUD: WILHELM FLIES Freud conhece o médico otorrinolaringologista Wilhelm Flies em 1887 numa reunião na casa de Breuer. Este sugeriu a Flies que acompanhasse o curso de anatomia cerebral dado por Freud e tornaram-se grandes amigos. Flies tinha várias teorias sobre sexualidade, algumas muito estranhas, mas foi fonte de inspiração para Freud, por seu caráter investigativo. Trocaram uma correspondência intensa, com centenas de cartas. Quando romperam a amizade, Freud destruiu as cartas de Flies, mas uma amiga poderosa de Freud, a princesa Marie Bonaparte, neta de Napoleão, resgatou as cartas de Freud, que são um grande tesouro, por conterem o pensamento íntimo de Freud. www.cdpsi.com.br Sigmund Freud e Wilhelm Flies
  16. 16. SIGMUND FREUD: O DESPERTAR Em seu consultório, no início, Freud tratava seus pacientes com a hipnose conforme estudara com Charcot. Mas, passou a abandonar a hipnose, ao constatar que era desnecessária, porque seus pacientes melhoravam de suas neuroses conforme falavam da origem de seus sintomas. Após 1895, Breuer rompe a amizade com Freud por que não concordava com a teoria da sexualidade infantil, especialmente a teoria da sedução. Freud continuou, certo que estava descobrindo algo realmente importante. Tem inicio um período de cerca de 4 anos em que Freud realiza uma proeza técnica: a autoanálise! Freud sentia “Uma necessidade imperiosa de chegar à verdade a todo custo foi provavelmente a mais profunda e mais forte força motivadora na personalidade de Freud.” (1957 E. Jones ) www.cdpsi.com.br
  17. 17. SIGMUND FREUD: A 1ª TÓPICA Em 1896 Freud desenvolve a 1ª tópica. Cria o termo Aparelho Psíquico, numa alusão à fisiologia (como ap. digestivo, respiratório, etc...) e define-o constituído de 3 instâncias: Consciente. É a nossa percepção e sensação, decisões e comportamentos manifestos. É a interface de relação com a realidade, através de propriedades como o pensamento, o raciocínio, as atividades motoras. Tem a função de proteger e cuidar do nosso próprio corpo. Pré-Consciente. Conhecimentos que ficam armazenado, disponíveis para serem utilizados pelo consciente, por ex.: habilidades, vocabulário, memória, e tudo que fazemos automaticamente. Inconsciente. Conjunto de atividades psíquicas que podemos supor sua existência a partir de seus efeitos. Exerce domínio sobre o consciente. www.cdpsi.com.br O inconsciente contém a maior parte do aparelho psíquico e é imperceptível. Apenas percebemos seus efeitos. Conhecer as causas destes efeitos é o objeto de estudo da psicanálise.

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