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Conhecer Um Pouco De FíSica Pode Ajudar No
 

Conhecer Um Pouco De FíSica Pode Ajudar No

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Os siles mostram como relacionar o conteúdo " Quantidade de calor " na Física e a obesidade.

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    Conhecer Um Pouco De FíSica Pode Ajudar No Conhecer Um Pouco De FíSica Pode Ajudar No Presentation Transcript

    • Conhecer um pouco de Física pode ajudar no combate da Obesidade em adolescentes.
    • Quantidade de calor Texto de Maria do Carmo de A. J. Grossi
      • Q = m. c.  t (quantidade de calor sensível), onde m( massa) , c( calor específico da substância) e  t ( variação de temperatura).Este tipo de calor é recebido ou cedido por um corpo sem que haja mudança de estado físico.
      • Em Física é ensinado para os alunos como calcular a quantidade de calor recebida ou cedida por um corpo. Esta quantidade de calor pode ser obtida através das expressões:
      • Q = m . L (Quantidade de calor latente), onde m(massa) e L (calor latente de mudança de estado físico). Este tipo de calor é recebido ou cedido por um corpo quando há mudança de estado físico e a temperatura permanece constante. As quantidades de calor recebidas ou cedidas são respectivamente positivas e negativas. A unidade de calor é a caloria.
      • Abaixo serão relacionados alguns textos que poderão ser sugeridos aos alunos para leitura.
    • Texto I: A caloria veio da física http://saude.abril.com.br/edicoes/0297/nutricao/conteudo_288569.shtmlmn
      • Complementos
      • Queime calorias com dieta equilibrada e exercício
      • Comeu demais? Queime calorias!
      • Extras
      • ANIMAÇÃO - Como funciona a caloria dentro do corpo?
      • matéria CALORIA é o que mesmo?
      • por Igor Paulin | Design Glenda Capdeville
      • Complemento. Página 1 de 1
      • Antes de a turma da nutrição se apropriar do termo caloria , eram os físicos que viviam às voltas com a unidade de medida. Falar sobre energia rendeu discussões acaloradas desde o começo do século XVIII. Um dos estudiosos do assunto foi o inglês James Prescott Joule (1818-1889), que investigou as maneiras pelas quais a energia era transferida de um lugar para o outro. Tanta pesquisa rendeu-lhe uma homenagem póstuma: os físicos usaram o sobrenome Joule para batizar a unidade de medida que indica energia.
    • Texto II:Praia queima mais calorias do que academia; saiba como Domingo, 04.01.2009, 10h00min am (
      • É possível queimar calorias, sem sacrifícios, apenas brincando na areia, no calçadão, na água. Sol, biquíni e mar. Finalmente, o cenário perfeito para quem é apaixonada pelo verão e se dedicou o ano todo na academia para exibir um corpão esbelto e malhado. Se esse não é o seu caso - como o da maioria das mulheres, saiba que suas férias nas praias podem ajudá-la a recuperar o tempo perdido, e sem você perceber. Sim, é possível queimar calorias, sem sacrifícios, apenas brincando na areia, no calçadão, na água. Para quem acha que isso não é lá uma novidade - afinal, como toda atividade aeróbica, jogar vôlei, futevôlei, frisbee ou frescobol requer uma quantidade de energia extra do corpo - vale um aviso: as atividades físicas na praia podem ser mais eficazes do as praticadas na academia. Segundo o médico do esporte Paulo Zogaib, o mesmo exercício, quando praticado na areia, proporciona um gasto calórico cerca de 13% mais alto. Isso ocorre, porque o piso instável e irregular exige mais esforço físico. Sem contar que o visual e a companhia dos amigos e paqueras podem estimular a prática da atividade por mais tempo do que o de costume. Se a areia estiver fofa, então, os benefícios para o corpo podem redobrar. A cada impacto que esse piso absorve, você exercita e fortalece os músculos inferiores. Ou seja, só a caminhada na praia pode funcionar como uma verdadeira aula de musculação. Para quem pratica esportes na praia, além de ter a oportunidade de emagrecer nas férias, ainda pode voltar com pernas e bumbum mais firme e torneado. Tudo isso, enquanto curte o verão e se bronzeia. Nada melhor, não?
    • Praia queima mais calorias do que academia; saiba como Domingo, 04.01.2009, 10h00min am (GMT-3)-2ª parte
      • Antes de incluir materiais esportivos em sua mala de viagem e querer participar do primeiro jogo que encontrar pela areia, saiba que alguns cuidados são fundamentais. Veja, abaixo, as dicas do médico Paulo Zogaib e da nutricionista esportiva Renata Mendes. - Se resolver ir à praia logo cedo, não deixe de tomar café da manhã para repor suas reservas de carboidratos (o nutriente que lhe dará energia necessária para se exercitar e se divertir). Vale sucos e frutas naturais, frutas secas e uma fatia de pão. - Ingestão de líquidos durante o exercício físico é indispensável. Procure consumir de 400 a 600ml (de 2 a 3 copos) de água por hora. Assim, você reidrata seu organismo e ajuda a manter a temperatura do corpo estável. As bebidas mais indicadas são água de coco, isotônicos, água e sucos. - Resolveu passar o dia todo na praia? Então, não se esqueça de pensar na sua alimentação. Se optar pelos petiscos de praia, prefira o milho cozido, açaí gelado ou picolé de fruta. E tente evitar salgadinhos, queijos e camarões - além serem fonte rica em calorias, eles ainda são mais suscetíveis à contaminação por bactérias. - Não importa se você pretende jogar de camiseta, boné e tênis. O protetor solar é item indispensável para quem vai se expor ao sol. - Alongue-se sempre, antes e depois, de qualquer exercício físico. Isso vale até para aquela caminhada leve no calçadão.
    • Praia queima mais calorias do que academia; saiba como Domingo, 04.01.2009, 10h00min am (GMT-3)
      • - A queima de calorias pode ser maior na praia, por outro lado, os riscos de lesões e torções nos pés e joelhos também aumentam (cerca de 15% mais)quando o piso é mais irregular - como é o caso da areia, especialmente a fofa. Uma saída é não ir com muita sede ao pote se você não tem prática ou condicionamento físico. Calorias queimadas por esporte Que tal unir o útil ao agradável e sair do período de férias com o mesmo corpo malhado ou até mais esbelto do que antes? A seguir, o educador físico Luis Eduardo Tavares relaciona as principais atividades físicas e conta quantas calorias, em média, você poder perder em 30 minutos. - Aprendendo a surfar: 200 a 250 cal - Bicicleta no calçadão: 150 cal - Caminhada na areia batida: 350 cal - Caminhada na areia fofa: 450 cal - Corrida na areia batida: 550 cal - Corrida na areia fofa: 600 cal - Frisbee ou frescobol: 300 cal - Futebol: 300 cal - Futevôlei: 200 a 400 cal
      • Para enriquecer as aulas de Física sobre este assunto, o professor pode levar para sala de aula a tabela abaixo que dá o valor das calorias dos alimentos e que é encontrada no site:
      • http://saude.terra.com.br/interna/0,,OI133562-EI1501,00.html
    • Texto de Maria do Carmo de A. J. Grossi - continuação
      • Podemos calcular a potência da emissão da radiação eletromagnética do corpo humano através da expressão:
      • P =  .  . T 2 A, onde T (temperatura em Kelvin) ; A (área em m2) ;  ( constante de Stefan-Boltzmann) cujo valor é o mesmo para qualquer corpo e é 5,7 10-8 W/ m2 . K4 ;  é a emitância do material considerado. Para o corpo humano o valor de   1.
      • Conhecendo-se a potência da emissão de radiação eletromagnética, pode-se calcular a quantidade de calor recebida ou cedida num determinado intervalo de tempo por um corpo através da expressão :
      • P = Q / tempo
      • Q = P . tempo
      • Sabemos que todos os organismos vivos necessitam de energia para sobreviver. O homem, por meio da alimentação, ingere carboidratos, proteínas e gorduras, que, juntos, fornecem a energia necessária para a realização de todas as suas atividades diárias. Uma pessoa necessita, em média, de 2500 Kcal a 3000 kcal. A energia contida nos alimentos e nos combustíveis pode ser medida por meio da queima (combustão).a combustão é uma reação exotérmica(liberação de calor) de uma substância com oxigênio.Assim, a queima de 1 g de uma determinada substância libera uma quantidade de calor, denominada calor de combustão ou poder calorífico.A expressão para o cálculo do calor de combustão ou poder calorífico(Pc) é:
      • Pc = Q / m  quando a substância se encontra no estado sólido ou líquido.
      • Pc = Q / V  quando a substância se encontra no estado gasoso.
      • Nas expressões acima Q(quantidade de calor) m(massa) e V( volume).
      • Abaixo estão relacionados alguns tópicos sobre a obesidade.Estes tópicos podem ser conversados com os adolescentes numa aula de Física sobre quantidade de calor.
      • http://www.msd-brazil.com/msdbrazil/patients/manual_Merck/mm_sec12_140.html
      • OBESIDADE NA ADOLESCÊNCIA
      • Os fatores que influenciam a obesidade de adolescentes são os mesmos que os dos adultos. Freqüentemente, o adolescente com obesidade leve ganha peso rapidamente e torna-se substancialmente obeso em poucos anos. Muitos adolescentes obesos possuem uma auto-imagem desfavorável e tornam-se progressivamente mais sedentários e socialmente isolados. Freqüentemente, os pais não sabem como ajudá-los. Não existem muitas opções terapêuticas disponíveis para os adolescentes obesos. Há poucos programas comerciais elaborados especificamente para os adolescentes, poucos médicos com experiência no tratamento específico de adolescentes e a experiência com o uso de medicamentos que possam ajudá-los é limitada.
      • As escolas proprorcionam várias oportunidades para a educação nutricional e para a atividade física. No entanto, esses programas raramente se preocupam o suficiente em ensinar aos adolescentes como controlar a obesidade. Quando a obesidade é grave, a cirurgia algumas vezes é realizada. A modificação comportamental pode ajudar os adolescentes no controle da obesidade. Ela consiste na redução da ingestão calórica através da instituição de uma dieta bem balanceada composta por alimentos comuns, em mudanças pernanentes dos hábitos alimentares e no aumento da atividade física (p.ex., marcha, ciclismo, natação, dança). Os acampamentos de verão para adolescentes obesos normalmente os ajudam a perder uma quantidade significativa de peso. No entanto, se não for mantido um esforço contínuo, o peso é comumente recuperado. Um programa de aconselhamento para ajudar os adolescentes a enfrentar seus problemas e a sua má auto-estima pode ser útil.
      • http://www.portaldeginecologia.com.br/modules.php?name=News&file=article&sid=82
      • DRA. WUSTANIA VIRGÍNIA C. PASSOS CRN 6ª R/3712 CONCEITO DE OBESIDADE: Conceitualmente, através do termo obesidade se denomina o estado em que determinada pessoa apresenta excesso de tecido gorduroso em relação ao normal. É absolutamente verdadeiro que a obesidade é uma síndrome, determinada por inúmeros fatores. Em outras palavras, “n” causas podem ser responsáveis pelo acúmulo de tecido adiposo. Podemos dizer que a obesidade existe quando a parcela de tecido adiposo representa mais de 20% do peso corporal total no homem e mais de 25% na mulher. Freqüentemente resulta de um balanço energético perturbado no qual a ingesta é maior do que o consumo. A ingesta alimentar é determinada essencialmente pelos centros hipotalâmicos da Fome e da Saciedade. Em muitos obesos estes centros estão desregulados favorecendo o aparecimento da obesidade. Em relação as causas da obesidade, podemos classificar a obesidade em:
      •  Neurológicas
      •  Endócrinas
      •  Genética
      •  De Inatividade Física
      •  Farmacológica
      •  Ambiental
      •  Psicológica Obviamente, uma causa não invalida outra; assim sendo, associa-se freqüentemente uma obesidade genética com a inatividade física e a compulsão psicológica para comer e assim sucessivamente.
      •  Obesidade Neurológica - É aquela em que problemas neurológicos (tumores, granulomatose, traumas, etc.) afetam regiões do hipotálamo relacionadas com o mecanismo da saciedade (deprimindo-o) ou com o mecanismo da fome (estimulando-o).
      •  Obesidade Endócrina - É aquela relacionada ou por excessos ou escassez de hormônios endócrinos associados ou não ao ganho de peso, ora casualmente (hipercortisolismo, hiperinsulinismo), ora associadamente (síndrome dos ovários policísticos), a existência de problemas endócrinos óbvios é pouco freqüente na massa geral de pacientes obesos (menor que 5%). Deve se lembrar que o hipotireoidismo, freqüentemente associado à obesidade, apesar de ser moléstia freqüente, raramente leva a grandes aumentos ponderais devidos à excessos de gorduras.  Obesidade Genética - Não há menor dúvida que existe um componente genético na obesidade. Assim sendo a alta incidência (mais de 80%) de crianças obesas advindas de pais obesos não se prende apenas a quantidade calórica que predomina nestes lares, mas sobretudo ao fator genético e da composição corpórea presentes nestes indivíduos.
      •  Obesidade de Inatividade Física - Entre os casos mais típicos de obesidade destacam-se aqueles de esportistas que, por uma razão ou outra, deixaram de fazer educação física, estas pessoas em geral comem muito e continuam a fazê-lo após a cessação de exercícios, o que justificam o ganho de peso dessas pessoas e o acentuado grau de obesidade que atingem.
      •  Obesidade Farmacológica - É freqüente o aparecimento de obesidade após o uso de certos medicamentos, como neurolépticos, estrógenos, glicocorticóides, progestágenos e anti-histamínicos, o mecanismo que induz ao aumento de peso destes fármacos, estaria relacionado com os mecanismos que regulam a fome e a saciedade alterando-os.
      •  Obesidade Ambiental - Podemos enquadrar neste tipo de obesidade àquela relacionadas a circunstâncias ou situações que possam encorajar um indivíduo ao aumento de peso. Dentre estas podemos citar: viagens prolongadas, mudanças ambientais, confinamento ao leito do hospital (sem doença que propicie magreza). Todos estes podem ocasionar um aumento ponderal ao indivíduo.
      •  Obesidade Psicológica - Não há como negar o papel de perturbações psíquicas na gênese da obesidade. Há evidentemente, indivíduos que procuram na comida um refúgio para suas carências e neuroses afetivas, por exemplo. Mas a verdade é que boa parte das vezes só isto não explica toda a gama de situações envolvidas no ato de comer exageradamente e, mais ainda, não justifica a obesidade de pessoas que efetivamente não comem demais.
      • Em relação aos tipos clássicos de obesidade, em relação à idade do aparecimento e aos fenômenos associados com o seu aparecimento temos, a seguinte classificação:
      •  Obesidade da primeira infância - Surge em geral na infância, persiste por toda a vida, é familiar, de difícil tratamento, pois já existe uma hiperplasia de células adiposas maior que as pessoas magras ou obesos do tipo adulto.
      •  Obesidade pós-trauma emocional (Ex.: separação dos pais, falecimento de pai, mãe, irmãos, etc.) - por razões emocionais o indivíduo passa a comer mais.
      •  Obesidade puberal - a puberdade é um dos períodos mais favoráveis para o aparecimento da obesidade, principalmente em mulheres. A sociedade impõe “padrões” de belezas e esteriótipos de mulheres magérrimas como biotipos aconselháveis e a mídia cultua o “corpo perfeito”, e quem não se encaixa nestes “padrões” sofre as conseqüências. As principais vítimas destes modelos são as adolescentes que ora estão obesas, ora magras demais.
      •  Obesidade pré-vestibular - a inatividade física por falta de tempo, mais “o stress” psíquico da preparação do vestibular, mais o tempo enorme sentado estudando e comendo, levam o vestibulando a ser propenso à obesidade nesta época.
      •  Obesidade do casamento - após o casamento há freqüentemente maior oferta alimentar, menor atividade física, o que pode levar a um ganho ponderal após o matrimônio.
      •  Obesidade Gravídica - a gravidez é um dos grandes marcos na etiologia da obesidade, neste período a mulher se sente mais propensa a comer mais e se não tiver um acompanhamento nutricional adequado, poderá certamente, levar a um ganho de peso que pode tornar-se irreversível.
      •  Obesidade de Menopausa - freqüente, associada a perturbações psíquicas e hormonais advindas deste período.
      •  Obesidade após parar de fumar - é freqüente e tem pelo menos 3 explicações: 1) aumento do apetite; 2) diminuição do metabolismo basal - a nicotina eleva o metabolismo basal; 3) pode ocorrer diminuição da atividade lipolítica das células. Citamos apenas alguns eventos cronológicos e factuais relacionados com o aparecimento da obesidade, e que o seu conhecimento nos permite realmente assegurar que o excesso de tecido adiposo apresenta inúmeras facetas, o que torna preconceituoso tentar entender a obesidade como um fenômeno de explicação única.
      • TIPOS DE OBESIDADE: A obesidade pode ser de dois tipos: HIPERTRÓFICA ® Tem início na idade adulta e geralmente responde bem às medidas dietéticas. A restrição calórica leva a mobilização das reservas e os adipócitos reduzem de tamanho. HIPERPLÁSICA ® Geralmente se inicia já na infância ou na adolescência e responde mal à restrição alimentar, pois a redução do tecido adiposo corresponde à exigência de diminuição do número de adipócitos para um valor subnormal. IV. LOCALIZAÇÃO: A proporção entre as circunferências da cintura e dos quadris têm um papel importante na determinação dos riscos para a saúde associados a sobrecarga ponderal. Uma localização de tecido adiposo ao redor da cintura com forma de “maçã” chamamos andróide e este tipo está mais associada a doenças cardiovasculares e diabetes não insulino-dependente. Ao passo que uma gordura localizada em torno dos quadris e coxas com formato de “pêra” chamamos ginóides. Normalmente, os homens tendem a uma acumulação adiposa abdominal, enquanto que nas mulheres existe uma maior propensão ao acúmulo em torno dos quadris e coxas, sendo a adiposidade abdominal observada em menor escala. Na prática uma proporção cintura / quadril superior a 1.0 para os homens ou a 0.8 para as mulheres, indica um aumento de risco para saúde.
      • LOCALIZAÇÃO: A proporção entre as circunferências da cintura e dos quadris têm um papel importante na determinação dos riscos para a saúde associados a sobrecarga ponderal. Uma localização de tecido adiposo ao redor da cintura com forma de “maçã” chamamos andróide e este tipo está mais associada a doenças cardiovasculares e diabetes não insulino-dependente. Ao passo que uma gordura localizada em torno dos quadris e coxas com formato de “pêra” chamamos ginóides. Normalmente, os homens tendem a uma acumulação adiposa abdominal, enquanto que nas mulheres existe uma maior propensão ao acúmulo em torno dos quadris e coxas, sendo a adiposidade abdominal observada em menor escala. Na prática uma proporção cintura / quadril superior a 1.0 para os homens ou a 0.8 para as mulheres, indica um aumento de risco para saúde.
      • FATORES INFLUENTES: Como já foi mencionado anteriormente, existe vários fatores que podem levar um indivíduo ao aumento de peso ou mesmo a obesidade, e os mais relevantes ao meu ver seriam:
      •  A predisposição genética do indivíduo;
      •  Fatores de ordens ambientais;
      •  O desequilíbrio entre a ingesta e o consumo calórico;
      •  O sedentarismo, ou seja, a falta de uma atividade física prazerosa;
      •  Fatores Psicológicos de ordem emocionais.
      • CONSEQÜÊNCIAS DA OBESIDADE: A relação entre obesidade e complicações médicas é bem definida. À medida que aumenta o peso corporal, o risco de determinadas entidades mórbidas aumenta significativamente. A incidência de hipertensão arterial na obesidade é maior do que em indivíduos de peso corporal mais baixo. De todas as seqüelas anormais da obesidade, o diabetes mellitus é a complicação mais bem documentada. A associação entre obesidades e as dislipidemias também são achados freqüentes como hipertrigliceridemias e hipercolesterolemias. As varizes de membros inferiores estão presentes em 28,7% dos casos e as osteoatroses em 27,6% e as dermatites intertriginosas bem como a hiperuricemia e a colecistopatia crônica calculosa também são patologias freqüentemente encontradas.
      • DOENÇAS QUE CAUSAM OBESIDADE: Não existe propriamente uma doença que cause a obesidade, o que existe de fato são patologias que podem por fatores diversos ocasionar aumento de peso ou mesmo obesidade, como por exemplo: as doenças de ordem psíquicas, endócrinas, neurológicas ou induzidas por algum tipo de droga. Dentre as mais conhecidas podemos citar: o hipotireoidismo, a síndrome dos ovários policísticos, o tratamento com hormônios sintéticos usados como contraceptivos ou no tratamento da menopausa.
      • . FATORES EMOCIONAIS E OBESIDADE: Os fatores psíquicos, principalmente os de ordem emocionais, são muitas vezes o grande vilão do aumento de peso, que se não controlado poderá levar a pessoa a obesidade. Os fatores emocionais, principalmente os ocasionados por perdas familiares de entes queridos, ou mesmo a separação com o cônjuge, ou alguma decepção amorosa, facilmente induz o indivíduo a compensar essa perda aumentando o consumo de determinados alimentos altamente calóricos, como é o caso do chocolate, que induz o organismo a secretar mais serotonina, hormônio do “bem-estar” e da alegria. Estas pessoas tendem a desenvolverem a médio ou longo prazo, quando não tratadas, os chamados distúrbios alimentares. Ora estão muito gordas, ora estão muito magras, e não é raro o aparecimento de duas doenças inteiramente relacionadas a fatores emocionais, como é o caso da Bulimia e a Anorexia, que cada vez mais atinge adolescentes e mulheres de qualquer classe social, além do chamado transtorno do comer compulsivo. A Bulimia, um distúrbio alimentar que faz com que o doente coma compulsivamente em um curto espaço de tempo e, em seguida, tente compensar o exagero. Com medo de engordar, induz vômito, faz ginástica excessivamente, usa laxantes e diuréticos. A Bulimia pode ter como conseqüências a insuficiência cardíaca, desgaste do esmalte dos dentes devido ao ácido clorídrico do vômito, inflamação no esôfago, desinteresse sexual e, em casos extremos ruptura de veias do esôfago. Apesar de colocarem para fora o que ingerem, bulímicos não emagrecem como os anoréxicos. Mas eles pensam o contrário. Aí, sentem-se liberados para comer e ingerem uma quantidade de calorias tão grande e repetidas vezes que, ao vomitar, não eliminam todas as calorias. A anorexia nervosa, caracterizada pela recusa voluntária à ingestão de alimentos e pela preocupação do doente em manter-se excessivamente magro, afeta sobretudo mulheres adolescentes, geralmente de classe social mais alta, e pode matar por inanição ou parada cardíaca. A maioria dos pacientes evita alimentar-se em público, contabiliza as calorias das refeições, faz exercícios compulsivamente e mantém o peso corporal muito abaixo do desejável. O grande perigo está no fato de o anoréxico enxergar-se de forma distorcida, achando-se sempre gordo.
      • DROGAS MAIS USADAS PARA EMAGRECIMENTO E SEUS EFEITOS COLATERAIS: A princípio o ideal é que não sejam utilizados, já que a curto, médio ou longo prazo, apresentam efeitos colaterais como: hipertensão arterial, ansiedade, depressão, taquicardia, gástrite, cefaléia, distúrbio de equilíbrio, boca seca, além de dependência física, química e psicológica e tendo em vista que só se consegue um bom resultado na perda de peso, quem aprende a controlar melhor seus hábitos alimentares e incorporar mudanças na sua rotina de vida, o que realmente só se consegue de uma maneira natural, isto é, sem ajuda de medicamentos. O tratamento medicamentoso da obesidade baseia-se na tríade anorexígenos, hormônios tiroideanos e psicotrópicos. As outras drogas, tais como diuréticos, laxantes, etc., têm uso limitado e apenas em condições especiais, podem ser usados já que seu uso não interferem nada na perda de tecido gorduroso. a. Anorexiantes - Agem inibindo o apetite. No Brasil temos à nossa disposição os anorexígenos à base de dietilpropina, fenproporex, fenpropanolamina, mazindol e fenflupamina. Cada um deles tem suas peculiaridades e todos agem a nível de Sistema Nervoso Central (SNC) e só podem ser utilizados sob conhecimento e acompanhamento médico. b. Hormônios Tiroideanos - A sua utilização na obesidade é altamente polêmica. Evidentemente se há hipotireoidismo associado, seu uso é formal. Quantidades elevadas desse medicamento pode provocar um quadro de tireotoxicose, com perda de peso, isto em geral é criticável, pois estamos criando uma outra patologia. c. Psicotrópicos (Neurolépticos) - Levando-se em conta que muitos indivíduos obesos apresentam ansiedade, angústia, medo ou depressão, fica óbvio que, além de um tratamento psicoterápico que eventualmente possa ser realizado, a adição de substância neurolépticas (calmantes ou antidepressivos) podem ser útil no tratamento do excesso ponderal.