SOCIEDADE RECREATIVA CULTURAL E SAMBA EMBAIXA COPA LORD       1. Apresentação       Desde sua fundação, em 25 de fevereiro...
Porém, acima de tudo, inconteste é a importância do elemento humano. Osverdadeiros autores desta grande festa. São os indi...
3. Comunidade Mont Serrat                                              É caminhando que se abrem caminhos...       Hoje, a...
3.2. Como Nasceu A Embaixada Copa Lord                                                                       Quem vem lá, ...
4. O Samba Toma Conta        A Embaixada Copa Lord é uma escola que encanta, atrai e redimensiona omundo do samba e em esp...
6. Cronologia Carnavalesca da Embaixada Copa Lord   Carnaval de 1955 – campeã                Carnaval de 1998 – vice-cam...
7. Razão Social      Nome: Sociedade Recreativa Cultural e Samba Embaixada Copa Lord.      Data da fundação: 25/02/1955   ...
9. Conselho FiscalPresidente: Júlio Santos NetoSecretária: Sandra Regina de SouzaConselheiro Titular: Manoel VelosoConselh...
11. Velha GuardaPresidente: Sandra Mara da LuzVice Presidente: Sulimar Alves1º Secretário: Antônio Vicente da Silva2º Secr...
12. Enredo Carnaval 2011       Autores do Enredo: Edu Aguiar, Gilson Celio Veloso (Celinho da Copa Lord)e Ley Vaz.        ...
Em nossas mãos transportamos o destino que nos foi traçado. É em nossasmãos que moram as linhas da vida, do amor, da sorte...
12.1. Apresentação                                                           “Tenho apenas duas mãos,                     ...
inferiores, isto quer dizer: o mundo do céu e o mundo da terra. Assim aparecem as maisdiversas simbologias e significados ...
socialmente aceita enquanto sagrada – as mãos – também é focada simbolicamentecomo a força do bem o do mal.        A Socie...
A mão é responsável, também, pela escrita, esse registro da linguagem que atuana transmissão da cultura na história da hum...
nada; isto é, desde o começo nada existia e pela Palavra poderosa do Criador tudo foifeito em plena liberdade e vontade.  ...
A imagem das Mãos Divinas, com o passar dos tempos, foi se tornando cada vezmais abstrata até se converter em uma concepçã...
A qualidade presente em nossa consciência quando assumimos atitudes do bemou do mal é o que determina o campo vibratório e...
A qualidade presente em nossa consciência quando assumimos atitudes do bemou do mal é o que determina o campo vibratório e...
educar; “man” significa povo, nação, grupo ou assembleia. Assim, ”tchreman” indicaum indivíduo que educa e instrui o povo....
QUINTA ALA: CARDEAIS – IMPOSIÇÃO DE MÃOS.        Podemos dizer que a “imposição de mão” é um ato de servir um ao outro, qu...
até para energizar coisas e pessoas. Desta forma Benzedeiras, budistas, hinduístas,bruxos, feiticeiros, Okolofé Babas e es...
- Descrição de Alas, Carro Alegórico do Segundo Ato:       SÉTIMA ALA: BRUXAS E FEITICEIROS (coreografada)       A força d...
sociedade. A acelerada transformação nos meios e nos modos de produção, causada pelarevolução tecnológica focaliza uma nov...
Será que o carteiro pensa nessa sua participação tão profunda na vida de tantagente?       Carteiro que participa da vida ...
é moderno, é ser livre, é não depender dos outros para cair nos prazeres do paladar,inclusive os homens que enfim descobri...
como uma espécie de trunfo, a respeitabilidade ao mundo do samba. É como se essegrupo fosse uma espécie de certificado de ...
talvez, proveniente do terceiro olho. Dizem que os artistas o possuem e conseguem vero que os demais mortais não conseguem...
conhece-la. Precisamos ultrapassar os limites impostos pelo preconceito para de fatoconhecer o outro. É o conhecimento rea...
segurança da dignidade, posta a florescer na experiência plural. O direito à vida concedeao homem não a certeza da vida, q...
VIGÉSIMA SEGUNDA ALA: AMBIENTALISTAS.       Nós os ambientalistas de mãos dadas nos sentimos guardiões da Mãe Terra.Resgat...
VIGÉSIMA QUARTA ALA: AMOR E FRATERNIDADE (BAIANAS)        “Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos...
4º CARRO - MÃOS DA JUSTIÇA E O CONTRASTE SOCIAL       “A falta da justiça social pode ser responsável pelo nascimento de u...
14. Distribuição Das Alas e Carros Alegóricos e Tripé14.1. Primeiro Ato: Homem e a mística das mãos- Comissão De Frente: M...
- 2º Carro - Mãos da ciência e o avanço tecnológico14.3. Terceiro Ato: Mãos, e o trabalho de cada dia.- Destaque: Mãos men...
- Destaque: Mãos dadas com a natureza      - Vigésima Segunda Ala: Ambientalistas      - Vigésima Terceira Ala: Solidaried...
Book oficial carnaval 2011  copa lord
Book oficial carnaval 2011  copa lord
Book oficial carnaval 2011  copa lord
Book oficial carnaval 2011  copa lord
Book oficial carnaval 2011  copa lord
Book oficial carnaval 2011  copa lord
Book oficial carnaval 2011  copa lord
Book oficial carnaval 2011  copa lord
Book oficial carnaval 2011  copa lord
Upcoming SlideShare
Loading in …5
×

Book oficial carnaval 2011 copa lord

1,096 views

Published on

0 Comments
0 Likes
Statistics
Notes
  • Be the first to comment

  • Be the first to like this

No Downloads
Views
Total views
1,096
On SlideShare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
39
Actions
Shares
0
Downloads
4
Comments
0
Likes
0
Embeds 0
No embeds

No notes for slide

Book oficial carnaval 2011 copa lord

  1. 1. SOCIEDADE RECREATIVA CULTURAL E SAMBA EMBAIXA COPA LORD 1. Apresentação Desde sua fundação, em 25 de fevereiro de 1955, a Sociedade RecreativaCultural e Samba Embaixada Copa Lord é parte indissolúvel do processo de evolução ecrescimento da comunidade de origem afro que hoje ocupa parte do maciço do Morroda Cruz, na Ilha de Santa Catarina, a Comunidade Nossa Senhora do Mont Serrat. Para as gerações atuais, a sociedade sempre esteve lá, pois são 56 anos deexistência. Para as gerações antecessoras, que viram a escola nascer, foi um sonho quese tornou realidade. Desta forma, esta historia não compõe somente uma retrospectivados carnavais passados, mas procura conduzir a uma reflexão sobre a integração dacomunidade na evolução social da cidade de Florianópolis, onde cada um, na suamaneira própria de ser, é elemento chave para a transformação e renovação destaentidade que indelével vem imprimindo há meio século sua marca em nossos corações. 2. Embaixada Copa Lord – 56 Anos de Glória O planeta Terra é um pequeno corpo celeste envolto numa colcha de retalhosculturais. Cada ser humano, cada comunidade e cada nação vêm através dos milênios,descrevendo e alinhavando sua senda. São fios de histórias que se entrelaça, setranspassam e se unem para formar a maravilhosa estampa da existência humana. Umdestes novelos teve sua origem na África, desenrolou-se sobre o Atlântico e veio aestender seus fios em território brasileiro. Aqui se enredou com outros fios da historialocal para formar a cultura afro-brasileira, hoje devidamente reconhecida no dizer deDavis: Os africanos e seus descendentes ajudaram a criar a cultura brasileira. Sua influência nas artes, na música, na arquitetura, na culinária, na língua e na religião é inegável. (Davis, 2000: 109). No Brasil, esta cultura adquiriu maior visibilidade no verão, nos primeiros mesesdo ano. É quando se manifesta na forma de arte nacional. Maior show artístico brasileirocom reconhecimento internacional: O carnaval. Por muito tempo, tratado como arte menor, o carnaval foi aos poucos ganhandoespaço. Paulatinamente emergiu de uma cultura etnocêntrica para configurar-se hojecomo um grande evento brasileiro com alcance global. Neste contexto histórico, é importante o papel das agremiações na formação dasescolas de samba. Estas, na visão de Tramonte: ... representam a mais original e bela criação artística do carnaval brasileiro, por sua vez, considerado o mais importante do mundo. Mas além da originalidade e da beleza, a escola de samba é, ainda hoje a expressão máxima de viés fundamental da formação da cultura e do pensamento nacional: a cultura negra, de origem africana. (Tramonte, 1996:15). 3
  2. 2. Porém, acima de tudo, inconteste é a importância do elemento humano. Osverdadeiros autores desta grande festa. São os indivíduos brasileiros de origem africana,que na opinião da pesquisadora Heloisa Turini Bruhns: ... possuem apenas seus corpos e sua força de trabalho, seus poderes místicos e sua forma de viver. “Nesse momento (do carnaval) eles são os centros de uma festividade invertida e paradoxal, que não programa leis e donos, mas que pode ser possuída pelos que nada tem”. Posições e sentimentos são simulados no âmago do “brinca”. Dramatizam-se relações, possibilidades, desejos, posições sociais. (Bruhns, 2000:94). Entretanto, quando se conhece um pouco mais de perto a realidade da construçãodo carnaval, percebe-se o imenso esforço que é despendido no intuito de se efetivar odesfile do samba na avenida. Não raros os atores carnavalescos se depararem compreconceitos empresariais e institucionais, diante da procura de recursos financeirospara realização do carnaval. É preciso conscientizar que o evento carnaval está na posição deempreendimento cultural que atrai receita para os municípios nos quais ele ocorre, semcom isto perder a beleza plástica e musical que ele encerra. O carnaval pode ser visto, enfim, como a grande arena popular que, ano apósano, é montada e desmontada sistematicamente. A partir dela cada um, seja ator ouespectador, se vê instigado a posicionar-se contra ou a favor, diante de um enredo queexcita o imaginário, quando abordam temas sociais, políticos, religiosos ou culturais. Esta ocorrência cíclica refaz, reintegra e religam cada indivíduo com suacomunidade, sua raça e sua nação. Somente no carnaval esta magia acontecerá. Somente no carnaval o MapaMundi será virtualizado na avenida. Somente no carnaval ocorrerão encontros de espaçoe tempo nunca antes imaginados. Somente no carnaval o presente terá a sua disposiçãotodos os tempos. Somente no carnaval, habitantes do imaginário farão festa na avenida,re-narrados pela criatividade popular. Somente no carnaval, a Embaixada Copa Lord pintará de amarelo, vermelho ebranco as ruas da cidade com a certeza de ‘quem vem lá, pedindo passagem’, nestaIlha mágica. Terá como norte a responsabilidade de contar e de fazer história dentro dahistória, de ser um marco de resistência de um povo que ajuda a consolidar ocrescimento deste país. Somente no carnaval estarão juntos reis e súditos, pierrôs e colombinas, atores eatrizes, produtores e fomentadores da cultura, no grande palco popular a passarela dosamba. E pelo menos, por um momento seremos felizes, num quadro de luzes e cores.Dançaremos com o vento da história, em alegoria, em bateria, em fantasia, emharmonia, em sintonia,... Por tudo isto, a Embaixada Copa Lord vem todos os anos desenhar nas estrelasos laços que unem o morro ao asfalto, os nativos aos estrangeiros, interligando-os nomesmo destino e mostrando que ser Copa Lord é ter a certeza de Ser Feliz. Viva para sempre Embaixada Copa Lord. 4
  3. 3. 3. Comunidade Mont Serrat É caminhando que se abrem caminhos... Hoje, a Comunidade Mont Serrat é um Quilombo de resistência situada nomaciço do morro da cruz na parte central de Florianópolis e que tem desenvolvido a suaprópria estrutura comunitária e influenciando outras comunidades ao redor da cidade. Quando observamos a Comunidade Mont Serrat, temos que sentir umprofundo orgulho do que somos e da diversidade que constitui nosso modo de ser eviver. Olhando nossa realidade não podemos jamais afirmar que somos negrosacomodados. Não podemos permitir que queiram que nos sintamos assim. Na verdadecarregamos Florianópolis nos nossos braços e mentes. Construímos uma história quepoucas vezes nos contaram falando a verdade. Por isso, temos que continuamente contare recontar a nossa história hoje e sempre. Quem põe o pé no caminho não pode voltar atrás, Segue em frente rompendo manhãs e anunciando uma nova vida. (Memórias - Comunidade Mont Serrat) 3.1. Uma História Para Ser Contada: como nasceu a comunidade. Virgem do Mont Serrat, Que estais no monte a rezar, Pedi pelos vossos filhos, Que não vos cansam de amar. (Hino a Virgem do Mont Serrat) Mais de um século de história vive o povo que constitui a Comunidade MontSerrat. É uma longa caminhada. Porém, durante o percurso não se perdeu a ligaçãocom a história das gerações passadas. O fio condutor da religiosidade preservou aidentidade comunitária. A igreja contribuiu para seu cerne cultural, social e religioso. O processo de ocupação do Morro da Cruz deu-se mais efetivamente na décadade 20. Até tão a área contava com número reduzido de famílias. Nesta épocacomeçaram a surgirem os primeiros emigrantes, em sua maioria pessoas ligadas à árearural e vindas de Biguaçu e Antônio Carlos. Quase todas de etnia negra. Destacam-se asfamílias Cardoso, Veloso, Almeida e o Barbosa, com fortes ligações religiosas. Por volta de 1926, chega à comunidade do Morro da Cruz a tradicional festa doDivino, venerada em toda Ilha de Santa Catarina. É com a prática desta tradiçãoreligiosa e popular que surge a Irmandade de Nossa Senhora do Mont Serrat eposteriormente é construída uma pequena capela para abrigar a padroeira da irmandade. Estão presentes também, outras tradições de natureza cultural e religiosa: ternode reis, pão por Deus, procissões, novenas, cultos afros, para qual a comunidade contacom dois centros de umbanda. São preservadas ainda as tradições: boi de mamão,entrudo e futebol. Na década de 50 a comunidade desperta para fazer reivindicações, na área decultura, buscando a valorização das tradições afro-brasileiras. E assim nasce aSociedade Recreativa Cultural e Samba Embaixada Copa Lord. 5
  4. 4. 3.2. Como Nasceu A Embaixada Copa Lord Quem vem lá, De amarelo, vermelho e branco, Levantando a poeira do chão, É Copa Lord do morro da caixa. Hino da Escola 1963: „Quem vem lá‟ (Autores: Avevú e Fogão) Numa quente tarde do verão de 1955, depois de uma partida de futebol,Aberlado Henrique Blumemberg, o “Avez-vous” (aportuguesado para Avevú),Juventino João Machado, o Nego Quirido, Valdomiro José da Silva, o Lô, e JorgeCosta, o Jorginho, resolveram sentar-se para descansar num muro em frente ao Bar doSegundo (Bar do Cecondinho Lemos), reduto de sambistas e boêmios, onde hojefunciona o bar do Tazo, na Rua Major Costa, na subida do Morro da Caixa. Faltavam 40 dias para o Carnaval e a Escola de Samba Protegidos da Princesa,única escola que existia na época, estava fora dos desfiles. Os blocos que saíam às ruasnão estavam agradando os foliões, pois o Carnaval organizado pela elite da cidadeestava em franco declínio. Foi aí que Avevú disse: "Com este carnaval tão decadente,sem tempero, sem fato novo, acho que tá na hora de fazer uma nova escola de samba”. A idéia de Avevú foi prontamente aceita pelos três companheiros. Em conjuntopassaram a organizar a parte financeira e musical da escola. A primeira através dacirculação do livro de ouro e, a segunda, através da confecção de instrumentos comotamborins malacaxeta (feitos de madeira) e bumbos feitos com barricas. A princípio a escola se chamaria Os Garotos do Ritmo, porém foi mudado paraEmbaixada Copa Lord, por sugestão de Avevú, que via no significado do termoEmbaixada uma forma de congregar negros e brancos que vivenciavam o mundo dosamba. E com termo Copa Lord, gíria que trazida do Rio de Janeiro que significava“jogada alta”, a grande jogada do carnaval de Florianópolis. No primeiro desfile, no Carnaval de 1955, a Embaixada Copa Lord cantou osamba "Tiradentes", que tinha sido enredo do Império Serrano do Rio De Janeiro no anoanterior. Aproximadamente 100 pessoas apaixonadas pelo samba participaram dodesfile, um número surpreendente para a época. Avevú acompanhado de Benta foram osporta-estandartes. Fizeram parte também da estrutura do primeiro desfile a comissão defrente, com oito integrantes, um baliza que abria a apresentação, as alas e bateria, comcerca de 40 componentes, que incluía, além de instrumentos rudimentares como omalacaxeta e o bumbo de barrica, instrumento de sopro, tocado por Djalma do Pistão. "Quando o pessoal viu que o samba estava pegando fogo, o Morro desceu",relembra Avevú. Tamanho foi o envolvimento da comunidade e da cidade, que aconseqüência não podia ser outra: a Embaixada Copa Lord foi Campeã naquele ano. Noano seguinte, com o enredo "Vem Forasteiro", um convite ao turista para participar docarnaval, de autoria do próprio Avevú, a escola foi novamente campeã. Daquela época até os dias de hoje a Sociedade Recreativa Cultural e SambaEmbaixada Copa Lord conta quase que exclusivamente com a raça e a força de vontadede sua comunidade, por isso a amarelo vermelho e branco do Morro da Caixa éconhecida como a mais popular e a mais querida escola de samba da cidade deFlorianópolis. 6
  5. 5. 4. O Samba Toma Conta A Embaixada Copa Lord é uma escola que encanta, atrai e redimensiona omundo do samba e em especial no carnaval de Florianópolis, através de seus enredos.Ela tem cores e luzes diferentes. Tem histórias diferentes, que vão além do horizonte dosamba. Mergulhar em sua historia é penetrar num mundo de magia e encantamento. Ésaborear o néctar do divino Dioniso (deus da mitologia grega). É deixar água na boca egosto de “quero mais”. Viver a Embaixada Copa Lord é vestir suas cores, suas fantasias. É sentir ocoração pulsar ao ritmo da bateria. É pintar a alma de amarelo, vermelho e branco. Épedir passagem, levantar a poeira do chão e cantar em harmonia as suas lindas melodias. A paixão pela escola enche os corações de orgulho e os corpos de energia e osolhos de lagrima. O sonho e a realidade se fundem quando a escola entra na avenida queganha mais cores, mais vida e mais emoção. Viver 56 anos de gloria da Embaixada Copa Lord é viajar sobre cada verso, cadaestrofe e cada enredo dos carnavais passados. É ir pintando na memória quadros com ascores da poesia. É compartilhar a memória da Comunidade. É fazer um trabalho deconstrução sólida absorvendo os ensinamentos do passado para pensar sobre o futuro. 5. Cinco Décadas de Carnavais O primeiro triunfo da agremiação amarela, vermelha e branca aconteceu já noano de sua fundação, em 1955. Com o enredo „Tiradentes‟ a Embaixada Copa Lord saido carnaval como campeã. Nesses 56 anos de história, a Embaixada Copa Lord tem se notabilizado pelaqualidade de seus enredos e sambas de enredo conquistando 20 títulos Não há qualquerexagero em se dizer que alguns dos seus enredos como também dos seus sambas deenredo apresentados no carnaval de Florianópolis fazem parte da seleta lista dosmelhores já criados para os desfiles do carnaval. O samba-enredo de maior representatividade, sem dúvida, é o de 1963 que temcomo titulo „Quem Vem Lá‟, de autoria de Abelardo Henrique Blumemberg (Avevú) eFogão, que passou a ser o hino da escola de samba. 7
  6. 6. 6. Cronologia Carnavalesca da Embaixada Copa Lord Carnaval de 1955 – campeã  Carnaval de 1998 – vice-campeã Carnaval de 1956 – campeã  Carnaval de 1999 – campeã Carnaval de 1957 – vice-campeã  Carnaval de 2000 – campeã Carnaval de 1958 – vice-campeã  Carnaval de 2001 – vice-campeã Carnaval de 1959 – vice-campeã  Carnaval de 2002 – campeã Carnaval de 1960 – vice-campeã  Carnaval de 2003 – campeã Carnaval de 1961 – vice-campeã  Carnaval de 2004 – campeã Carnaval de 1962 – campeã  Carnaval de 2005 – vice–campeã Carnaval de 1963 – vice-campeã  Carnaval de 2006 – terceiro lugar Carnaval de 1964 – campeã  Carnaval de 2007 – vice-campeã Carnaval de 1965 – campeã  Carnaval de 2008 – campeã Carnaval de 1966 – vice-campeã  Carnaval de 2009 – vice-campeã Carnaval de 1967 – vice-campeã  Carnaval de 2010 – campeã Carnaval de 1968 – vice-campeã Carnaval de 1969 – vice-campeã Carnaval de 1970 – não desfilou Carnaval de 1971 – campeã Carnaval de 1972 – campeã Carnaval de 1973 – campeã Carnaval de 1974 – vice-campeã Carnaval de 1975 – campeã Carnaval de 1976 – campeã Carnaval de 1977 – vice-campeã Carnaval de 1978 – não desfilou Carnaval de 1979 – vice-campeã Carnaval de 1980 – vice-campeã Carnaval de 1981 – não desfilou Carnaval de 1982 – campeã Carnaval de 1983 – vice-campeã Carnaval de 1984 – terceiro lugar Carnaval de 1985 – vice-campeã Carnaval de 1986 – não desfilou Carnaval de 1987 – terceiro lugar Carnaval de 1988 – não teve desfile Carnaval de 1989 – quarto lugar Carnaval de 1990 – campeã Carnaval de 1991 – não desfilou Carnaval de 1992 – não desfilou Carnaval de 1993 – quarto lugar Carnaval de 1994 – não teve desfile Carnaval de 1995 – vice-campeã Carnaval de 1996 – campeã Carnaval de 1997 – não teve desfile 8
  7. 7. 7. Razão Social Nome: Sociedade Recreativa Cultural e Samba Embaixada Copa Lord. Data da fundação: 25/02/1955 CNPJ: 83936443/0001-16 Endereço: Rua General Vieira da Rosa nº 241 – Centro – Florianópolis/SC Escritório: Secretaria: Rua General Bittencourt, 545, Sala 101 – Centro. Cep:88020-100 – Florianópolis/SC Fone: (48) 3204-8795 E-mails: contato@copalord.com.br e secretaria@copalord.com.br Site: www.copalord.com.br 8. Diretoria Executiva Gestão 2010/2011 Presidente de Honra: Maria de Lurdes Gonzaga (Dona Uda) Presidente: Dejair Velozo (Jaíco) Vice- Presidente: Rubem Kammers Vice-Presidente de Carnaval: Antônio José Leopoldo (Jacaré) Vice-Presidente Financeiro: Araquém Silva Vice-Presidente Administrativo: Wilmar José Elias Junior Vice-Presidente de Ação Comunitária: Sandra Cristina Nascimento Secretário: Robson Leandro Costa (Robinho) Diretor Jurídico: Carlos Augusto do Espírito Santo Diretora de Marketing: Eluza Müller Diretor de Patrimônio: Jaci Carlos Barbosa Orador: Gilson Célio Veloso (Celinho) Assessora de Imprensa: Liana Gualberto (Lika) 9
  8. 8. 9. Conselho FiscalPresidente: Júlio Santos NetoSecretária: Sandra Regina de SouzaConselheiro Titular: Manoel VelosoConselheiro Titular: Maria de Lourdes da Costa GonzagaConselheiro Titular: Carlos M. Ramos LuzConselheira Suplente: Sonia Maria VelosoConselheiro Suplente: Oscar da Silva (Cazinho)Conselheira Suplente: Maria da Graça Sabino10. Conselho DeliberativoPresidente: Dóri Edson VelosoVice-Presidente:Secretário: Osvaldo Meira JuniorConselheiro Titular: Nestor Soares AranhaConselheiro Titular: Rocelio A. OliveiraConselheiro Titular: Raquel CardosoConselheiro Titular: Otavio PereiraConselheiro Titular: Maureci H. de MariaConselheiro Titular: Jonathan A. SantosConselheiro Titular: João Ferreira de SouzaConselheiro Titular: Edenir F. RosaConselheiro Titular: Claudio R. RosaConselheiro Titular: Nerilda Mafra da MaiaConselheiro Titular: Edenio Salesi Rosa 10
  9. 9. 11. Velha GuardaPresidente: Sandra Mara da LuzVice Presidente: Sulimar Alves1º Secretário: Antônio Vicente da Silva2º Secretário: Elizabeth Bernardo1º Tesoureiro: Mariolanza Vieira2º Tesoureiro: Maria Ramos dos Santos 11
  10. 10. 12. Enredo Carnaval 2011 Autores do Enredo: Edu Aguiar, Gilson Celio Veloso (Celinho da Copa Lord)e Ley Vaz. 12
  11. 11. Em nossas mãos transportamos o destino que nos foi traçado. É em nossasmãos que moram as linhas da vida, do amor, da sorte ou do infortúnio. É nelas quereside o enigma do presente e do futuro próximo ou longínquo. Em nossas mãos guardamos a esperança, à vontade, um misto de querer e nãoquerer. Com as mãos podemos mostrar à perseverança, a firmeza, a coragem. Em nossas mãos está a força de vencer cada batalha, cada luta diária quetemos de travar. Através delas conseguimos revelar à sensibilidade, a amargura, arevolta. Em nossas mãos está o gesto. É com elas que podemos tocar sentir transformar. É com as nossas mãos quelemos, aprendemos, labutamos. Com elas conseguimos escrever, pintar, decorar asnossas vidas. Em nossas mãos carregamos os sonhos, as fantasias, a magia dos segredos.Nelas guardamos o mistério do estar vivo. Com as nossas mãos podemos unir raças, crenças, culturas. De mãos dadaspodemos mudar o mundo. (Autores) 13
  12. 12. 12.1. Apresentação “Tenho apenas duas mãos, e o sentimento do mundo”. (Carlos Dummond de Andrade) É a voz dos tempos, nos ensinando o papel de sujeitos da história, responsáveispelo mundo: o mundo será o que fizermos dele: para isso temos duas mãos e osentimento da justiça, a consciência da iniqüidade da fome, da exclusão social, dodesemprego, das desigualdades de toda ordem. E assim a história nos ensina que odever do homem é mudar o mundo e para transformá-lo, temos duas mãos e osentimento da igualdade, temos duas mãos e o sentimento da liberdade.Somos livres porque escolhemos construir o futuro, somos livres porque decidimosmudar o presente, somos livres porque amamos a humanidade e acreditamos no homem,buscando o melhor uso possível da cabeça do coração e das mãos. “Tenho apenas duas mãos”, mais são mãos lavradas, mãos sulcadas, mãoslavouras; mãos operárias, mãos calejadas. Mãos que se fecham no vazio porque não háterras, não há trabalho e sim cada vez mais máquinas para substituir as mãos de quemquer trabalhar. “Tenho apenas duas mãos”, e o sentimento de nossa história comum: históriade sacrifício e de sonhos, de dor e de alegria, mas, acima de tudo, história de fé nacapacidade transformadora do homem que nos permite, todo dia, renovar nossaesperança e sonhar, sempre, todo dia, toda noite, porque a felicidade é possível. “Temos todas as mãos do mundo”, as mãos frágeis e trêmulas da fome decomida e de justiça, as mãos frágeis e trêmulas dos que têm sede, as mãos secas etrêmulas do desempregado, as mãos cruzadas dos que não têm saúde, as mãosparalíticas dos que não sabem escrever. “Temos todas as mãos do mundo”, a mão que se abre e se estende no gesto desolidariedade, a mão que se ergue e se espalma no gesto de protesto, a mão que se fechapara dizer… Basta! A mão que cerra o punho para dizer: “Vamos à luta!”, pois temosque vencer as adversidades “Tenho apenas duas mãos e o sentimento do mundo”, deum mundo que não é o nosso, de um país que ainda não é o nosso, de uma terra queainda não é nossa. Mas, como nos ensinou Drummond: Para isso temos duas mãos e o sentimentopara juntar a outras mãos e assim mudar o mundo e as nossas vidas. 12.2. Enredo Titulo: Enfim... Há Mãos e Mãos! As Tuas, Quais São? “No esplendor da criação, Através de mãos perfeitas, Explode a perfeição Do autor da natureza.” Uma espécie de "memória da mão" percorre silenciosamente o processo decriação do mundo e das criaturas. Nestes dois casos, a impressão da mão identificamitos, lendas e mistérios através dos tempos, fazendo aparecer ao longo da historia dahumanidade questionamentos do fazer manual na construção dos mundos superiores e 14
  13. 13. inferiores, isto quer dizer: o mundo do céu e o mundo da terra. Assim aparecem as maisdiversas simbologias e significados à presença das mãos nesses dois universos: umligado aos mundos dos Deuses e outro ligado ao mundo dos homens. Mas,independentes dos mundos a presença das mãos engajam um conjunto de relaçõesabstratas, mitos, fantasias e conhecimentos, carregando para o âmbito cultural valoresmíticos de diferentes tradições que são reprocessados através dos mais variados povossob a forma de novas falas. A imagem das mãos, ao longo dos tempos, foi sendo impregnada de potênciassignificativas derivadas dos diversos rituais que, em muitas culturas, a tomaram comoponto central. O Budismo, por exemplo, deu-lhe significativa importância enquantopólo energético, pintando-as com desenhos simbólicos e fazendo-as realizar gestosreflexo lógicos denominados Mudras. Cada dedo recebe um significado, e sua posiçãoem determinado gesto corresponde a uma intenção conceitual na concentração. Assim, otoque do dedo indicador com o polegar determina o fechamento de um circuito queintegra o nível cósmico com o eu individual, aspectos que cada um desses dois dedosrepresenta. A cura pela energia das mãos é bem conhecida por inúmeras culturas, ela pode irdesde a simples pressão sobre pontos específicos (Do-in) até os gestos mágicos comelas realizados pelos Xamãs. O poder da postura das mãos sobre os corpos está presentetambém na religião católica, sob a forma da benção. Na Umbanda brasileira, os "passes"são movimentos em que as "entidades" passam suas mãos sobre o corpo do fiel, semtocá-lo, energizando-o, para afastar doenças e trazer bons fluídos. Nessas religiões, hátoda uma codificação gestual das mãos para evidenciar os momentos específicos dosrituais, sempre acompanhados de dizeres próprios. Além das mãos em si próprias, sua ação em desenhos ou escritas realizadossobre o corpo, ou mesmo sobre outras superfícies, como a areia, é utilizado de formaritualística tanto por aborígenes australianos como por monges tibetanos. Tatuagenstambém é parte importante de rituais, trazendo em si mesmas uma sorte de forçamagnética. Em alguns rituais de povos primitivos atuais, desenhar a silhueta das mãossobre objetos pode conduzir a sua posse, o que permite inferir que as marcas de mãosimpressas nas cavernas representaram no espírito dos caçadores a captura dos animais. Na iconografia cristã, a mão cortada que emerge das nuvens é símbolo de Deusencarnado, e, ao longo da Idade Média, desenvolveram-se, principalmente nos PaísesBaixos, na Alemanha e na Áustria, cultos populares a imagens da "mão poderosa". Essadevoção foi transportada para a América no período colonial, tendo recebido aqui forteexpansão, fazendo-se acompanhar do desenvolvimento de uma rica imagética que podeser encontrada ainda hoje em muitos países latinos. Os exemplos citados são apenas uma pequena parte de um imenso conjunto detradições que, de alguma forma, remetem à mão humana e que constituem uma fonte dereferência para os seres humanos, pois ao recorrer a essa imagem e a sua simbologia,trazem para a cena do dia a dia, lembranças de antigos mitos. Mesmo sem manter suasconotações religiosas originais, eles contribuem para fortalecer no imaginário social umpensamento do sagrado. Mas, a curiosidade associada à crendice popular e a fé leva opensamento do ser humano na busca do secreto, na expectativa de desvendar e revelarseus mistérios: isto é quebrar seus enigmas. Assim, pode-se dizer que a memória dessesmitos sobre as mãos retornam em forma de artes não somente sob uma configuraçãoreligiosa e enigmática, mas também de uma forma poética e ambígua, fazendo parte dasestratégias com que a mundo atual trabalha e vivencia as dúvidas e as inquietudes. Ouseja, ao mesmo tempo em que as conotações religiosas são abandonadas, uma condição 15
  14. 14. socialmente aceita enquanto sagrada – as mãos – também é focada simbolicamentecomo a força do bem o do mal. A Sociedade Cultural e Samba Embaixada Copa Lord com este tema enredo nãoretoma somente os mitos das mãos em sua especificidade mitológica e possíveissentidos simbólicos, mais sim buscando uma ampliação de seus significados no decorrerda vida onde o homem foge muitas vezes do sagrado na quebra dos enigmas e cada vezmais se depara coma as angústias da sua finitude. Mas por que, entre tantas outras imagens, a mão permanece quase invariável,como uma presença marcadamente identificada? O que dizem as mãos humanas? Qual osignificado de suas representações? Como esses significados são retrabalhados? A imagem da mão humana é tão carregada de simbologias que se presta muitobem a todo tipo de elaboração poética de forma marcante em todas as civilizaçõesescrevendo história, suas descobertas e conquistas. As mãos dizem, por exemplo, dasações e produções do homem, pois, de certa forma, foi o fazer manual que distinguiu ohomem das demais espécies, na aurora de sua humanização. Semear e construir sãoações da mão humana que representam a capacidade de transformar a natureza, dedominá-la, segundo uma vontade e uma razão próprias, através do mito da mãocriadora. O fazer criativo retoma o fazer humano em seu sentido mais ontológico,segundo o qual foi fabricando artefatos que o homem se fez humano. As mãos são, ao mesmo tempo, símbolo de violência e de defesa. Com elas, ohomem mata e destrói com elas ele defende sua vida, seu patrimônio e seus entesqueridos. Elas podem ser a arma mais primária e, muitas vezes, a mais poderosa. A mãoacusa e salva, contendo em si a ambigüidade dos sentimentos e dos atos humanos. Elasexpressam sentimentos através de carinhos e de afagos. Tocar e ser tocado são um doscomponentes fundamentais da sexualidade humana. As mãos também "vêem". Elaspossuem no tato uma espécie potente de sensor que permite uma série de percepções,estimulando sensações que não podem ser ativadas pelo olhar. Elas também“gestualizam” sentimentos e idéias, falando pelos mudos. Unida em forma de um coração, elas estão aludindo a esse mito do senso comumque une mão e coração a toda uma gama de simbologias afetivas, expresso em cartõespara o dia dos namorados, dias das mães, dias dos pais, natal e ano novo até as imagensda mão sobre o coração divino, em santinhos. As mãos podem conectar um indivíduo ao outro, através de um gesto social deapresentação, mas também através de gestos mais profundos de apoio e auxílio. Elasrepresentam a segurança que uma mãe ou um pai pode dar ao filho pela sua capacidadede sustentar uma criança, retendo-a frente a uma situação de perigo ou conduzindo-a poruma vereda difícil. As mãos entrelaçadas expressam sentimentos de solidariedade, sejade crianças brincando de roda, seja pelo aperto de uma mão amiga na hora da dor,garantindo sua presença solidária contra a indiferença. Nesse momento ela está abrindo,espaço e quebrando a individualidade em uma cadeia social de ausências. A impressão digital é aceita universalmente como padrão de identificação o quelhe dá um preponderante papel enquanto signo de identidade. Como marca pessoal, amão é símbolo de posse e de autoria, exemplificada pela assinatura que garante aresponsabilidade daquele que assina. As mãos são como fotos dos indivíduos das maisdiversas profissões e origens. As mãos muitas vezes estão no lugar dos rostos de cadaum de nós, é ela mesmo um tipo de retrato individualizado. São mitos de identidaderecuperados que permitem reconhecer nas fotos de suas mãos a presença de cada um.Tal como nas antigas cavernas, as mãos pintadas sobre as paredes personificavam ossacerdotes; aqui as fotos das mãos personificam os indivíduos a quem elascorrespondem. A parte significativamente responde pela identidade do todo. 16
  15. 15. A mão é responsável, também, pela escrita, esse registro da linguagem que atuana transmissão da cultura na história da humanidade. Com o seu movimento sobresuperfícies, a mão deixa rastros que são instrumentos da memória. São significantes queo homem pode interpretar e, através deles se comunicar, repassando conhecimentos degerações a gerações. Mas se a mão diz do passado através da escrita, ela diz também do futuro,quando, na quiromancia, se acredita prever o porvir do indivíduo pelas linhas de suapalma, que alguns especialistas decifram. Segundo essas crenças, as mãos possuem umaespécie de auto-inscrição do corpo, como se o tempo, cristalizado no destino pudesseinscrever-se nas linhas de sua palma. A leitura das mãos, tão forte na cultura cigana, é retomada para dizer do futuro,novamente, o mito da leitura do destino nas mãos reaparece, desta vez para nos dizernão do futuro nem do passado, mas de um mundo interior que se quer descobrir. Com tantas significações, não é difícil de entender por que esta imagemreaparece continuamente em nossas vidas. Ela constitui um elemento visual que seincrustou no imaginário social, pois sobre ela se constituíram mitos ao longo dasgerações. Encontra-se a memória da mão sob forma de marcas e impressões específicasdeixadas sobre papel, tela, argila ou qualquer outro tipo de superfície, em imagensfigurativas, realistas ou estilizadas, mas, encerram-se também nos resíduos de sua ação,como, por exemplo, a escrita. É essa magia sugerida pelas imagens da mão que tanto fascina é que inspirou aEscola de Samba Embaixada Copa Lord a trazer para este carnaval o advêm dessaimagem em si e dos significados simbólicos que ela contém, pois ela realiza umasuspensão poética dos mistérios de seus mitos e do seu uso através dos tempos, maisdeixando garantido o espaço da imaginação em uma sociedade eminentemente racional,e nada melhor do que o carnaval como arte popular resguardar a capacidade desuspensão do mistério, evitando respostas definitivas ou esclarecimentos superficiais,garantindo o espaço saudável da dúvida Talvez seja exagero dizer que o homem é o"seu par-de-mãos", e, por conseguinte: a mão é a filosofia, é o místico e o mágico, é atécnica e a ciência, é a arte na sua objetividade e realização, é a marca do trabalho e dasobrevivência, da abertura de caminhos e novos mundos, de selar novas amizades e deescrever novas histórias, de aplaudir e de acenar, de externar carinho e gratidão, decontar moeda e acumular riqueza, de fazer o bem ou fazer o mal, de plantar e de colher,de construir e destruir, de fazer a guerra e selar a paz, Enfim... Há Mãos e Mãos! AsTuas, Quais São? 13. Desenvolvimento do enredo Este enredo será apresentado em 5 atos, composto por 26 alas, 4 carrosalegóricos e 2 tripés. 13.1. Primeiro Ato: Homem, e a mística das mãos. Partindo do mistério da criação, o ser humano não é apenas coerdeiro desteimenso cosmos, mas participam desta criação todos os dias. Ora, este pressuposto nosremonta a um Deus, a um ser supremo como o Senhor Criador de todas as coisas;portanto, é mister cogitarmos que tudo, até as criaturas foram „concebidas‟ a partir do 17
  16. 16. nada; isto é, desde o começo nada existia e pela Palavra poderosa do Criador tudo foifeito em plena liberdade e vontade. Nestes termos, ao pressupor que tudo se originou do nada, estamos retomando aoriginalidade do Criador como o Senhor do universo. É por Ele e a partir Dele que todasas coisas existiram, isto é, em Deus tudo existe, pois, antes de todas as coisas existirem,elas estão na “essência divina” do Criador; e Sua Sabedoria paira em todas as dimensõesdo universo, entre as coisas visíveis e as invisíveis. Após termos refletido e aceitarmos ou não a manifestação de Deus na criação domundo. A ciência, por sua vez, pode apresentar suas teorias que não deixam de serimportantes; contudo, não devemos ficar apenas nisso. Em contrapartida, sem a luz dafé, se tornaram obscuras a „cair‟ no paradigma da ignorância. Cabe, então, ao homemvoltar-se para a dimensão do cosmos e „admirar-se‟ com as maravilhas que o Criadorapresenta através das suas mãos. - Descrição de Alas, Carro Alegórico e Tripé do Primeiro Ato: COMISSÃO DE FRENTE: MÃOS FIANDEIRAS DO DESTINO. Mãos que tecem a teia, Da vida e da morte, Tranças a meada do destino, Para todo e qualquer mortal, Estendes um fio condutor, Partindo da casa do Grande Mestre Criador, Firmando suas pontas, Nas trevas e na luz, Um arremate pode ser dado pelo bem ou pelo mal. A arte de tecer e fiar são obra e projeção do Grande Mestre Criador de todas ascoisas nesse caso as Mãos Divinas, que tecem a teia da vida e fia a meada do destino.Como maravilhosa e habilidosa Fiandeira – as Mãos Divinas tramam a vida humana,assim como a Escuridão e a Luz. As Mãos Divinas assim recebem o nome de "Fiandeiras do Destino", e comotecelã, são responsáveis por tecer o destino dos homens na face da terra com seu fusomágico, é a medidora, distribuidora e avaliadora que corta com sua habilidade comouma tesoura mágica o começo, o meio e o fim. A vida de qualquer ser humano possui: Princípio, Meio e Fim. Ocomparecimento do Grande Mestre com suas Mãos Divinas estarão presentes nessasarticulações, direcionando os homens para o bem ou para o mal. O destino determina a nossa vida e ele com certeza, é verdadeiro. Os homenssempre souberam que o destino está nas mãos do Grande Mestre Criador e nósprecisamos saber usar as roupas que ele destina. E esta roupa pode ser o bem o mal O interessante da vida é a surpresa, por isso, não é bom que saibamos tudo sobrenosso destino. Devemos sempre dar o melhor de nós em cada situação e vivenciarmosplenamente o aqui e o agora. Se soubéssemos o que acontecerá, quando acontecerá ecomo acontecerá, que novidade teria o dia de amanhã? É claro que todo ser humano écurioso e ávido de saber, desde que comeu o fruto da “Árvore do Conhecimento”. 18
  17. 17. A imagem das Mãos Divinas, com o passar dos tempos, foi se tornando cada vezmais abstrata até se converter em uma concepção singular, representando a forçamisteriosa do destino. Mas apesar deste aspecto de abstração, as Mãos Divinasconservaram algo primitivo de seu caráter, a de protetora dos homens, e, é nelas queesta nosso destino. 1º CASAL DE MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA: LUZ DACRIAÇÃO. Por vezes as trevas cercam-nos... Oprimem o nosso coração... Duvidamos donosso rumo, perdido na neblina da nossa mente vagando à procura de um ponto de luzque nos oriente, que nos mostre o rumo. Quantas vezes nos sentimos assim?...Entre obem e o mal! Em toda a nossa vida procuramos a nossa razão de ser. O nosso lugar nestemundo... Procuramos a luz que nos oriente pelas dúvidas e pelas mãos que nos colocamno caminho. Esta dúvida atroz que nos esmaga... Pensamos encontrar esse sentido naluz das mãos do criador. Passamos a vida iludidos por uma realização pessoal e material que em nada nosdeixa verdadeiramente realizados... Presos ao materialismo de uma vida queconstruímos em torno de uma ilusão, que se esfuma perante a fragilidade e efemeridadedesta vida passageira e fugaz... Olvidamos que o verdadeiro sentido da vida está em nossas próprias mãos e noseio do nosso coração, onde faz acender a luz onde podemos vogar de olhos vendadospela escuridão que nos teima em fustigar. Nada mais puro que a luz que emana do divino senhor e que se encontra inscritano seio de nós... Por mais que a tentemos apagar, ignorar, ela está lá, teima em manter-se acessa e só por vezes perdura além de nós... Quando as barreiras nos cercam, quando a escuridão chega, temos de olhar paradentro e ver o que realmente importa... O que importa é a alegria que conseguimos transmitir aos que nos rodeiam aosque nos ama, a final é isso que fica, quando o nosso pó for varrido pelos ventos, ficandosomente a nossa Memória. Temos de deixar que a luz que nos ilumina no interiortransborde e ilumine tudo o que nos rodeia, e mudar... A mudança tem de partir do nosso interior... Só aceitando as nossas falhas,admitindo as nossas limitações, ainda que tentando sempre superá-las, e entregando-nosde corpo e alma aqueles que amamos podem viver em paz conosco e só assim mudar orumo a sociedade em busca da verdadeira luz que a oriente pelas trevas que se instalamno seu seio e a querem oprimir e destruir... Pois é no meio da escuridão que a mais pura das luzes vive, mudando de mão emmão para encontrar a vendedeira paz através das mãos do criador. O Ser Humano é o Único que pode conscientemente escolher o direcionamentodas suas ações, tornando claras as intenções de sua Essência Interior e, através de suasatitudes, demonstrar o valor de suas palavras, o poder de seus pensamentos e o calor deseus sentimentos em tudo o que realiza e assim pode estender as mãos para o bem oupara o mal. Quando realizamos toda e qualquer ação, seja simplesmente pensando, sentindoou atuando concretamente, conscientes da correta ou não atitude para cada momento,criamos uma abertura para as dimensões mais profundas no nosso Ser, onde temosacesso ao amor, ao o ódio e tudo pode partir para uma dimensão sem limites. 19
  18. 18. A qualidade presente em nossa consciência quando assumimos atitudes do bemou do mal é o que determina o campo vibratório e sensível onde iremos atuar e viver aplenitude de sermos, simultaneamente, humanos vivendo na luz ou nas trevas. 1º CARRO ALEGÓRICO: AS MÃOS E MUNDO MISTICO DACRIAÇÃO. Ver o mundo num grão de areia, E o céu numa flor silvestre. Detém o infinito na palma da tua mão, E a eternidade numa hora. (W.Blake) A complexidade de nossa natureza e da nossa criação reflete parte da glória doCriador o Deus na humanidade. Nós somos criaturas multifacetadas de grandecomplexidade. Deus criou o homem como imagem de portadores. Isto tomado para aideia concedida tem implicações vastas. “Então o Divino Senhor:” Façamos o homem ànossa imagem, conforme a nossa semelhança, e domine ele sobre as demais criaturas domar ou do céu ou de todas as criaturas que se movem ao longo do terreno. “A partirdesta passagem, vemos que a nossa decisão sobre as outras criaturas é parte das nossasresponsabilidades e atitudes”. A humanidade foi criada para refletir a glória do CriadorQuando contemplo os teus céus, e vejo a obra das tuas mãos, como a lua e as estrelas,que você definiu no lugar, qual é o homem que está atento a ele, o filho do homem quevocê se importa com ele? Você fez um pouco menor que os seres celestiais e coroadosde glória e de honra. Você fê-lo soberano sobre as obras de vossas mãos, você põe tudodebaixo de seus pés. O homem é coroado de glória, um termo normalmente associadocom Deus. Ela simboliza a autoridade e capacidade para governar. Isso confere aohomem uma dignidade especial que não é compartilhada pelo resto da criação. Nóssomos importantes porque partilhamos a autoridade de Deus como vice-regentes domundo e refletimos a Sua glória. Por toda a Escritura, Deus está distinguido de Sua criação. Ele é um espíritopuro, ao passo que todas as coisas e seres criados são pelo menos materiais em parte,com exceção dos anjos, tanto bons como maus. Deus é infinito; todas as coisas criadassão finitas. Deus é eterno, tendo existido desde a eternidade. Isto não é verdade quanto aqualquer outra coisa. Deus é imutável. Nada mais o é. Deus é onipresente; nada mais é.Nem qualquer outra coisa possui os atributos de onipotência e onisciência da essênciade Deus. O Ser Humano é o Único que pode conscientemente escolher o direcionamentodas suas ações, tornando claras as intenções de sua Essência Interior e, através de suasatitudes, demonstrar o valor de suas palavras, o poder de seus pensamentos e o calor deseus sentimentos em tudo o que realiza e assim pode estender as mãos para o bem oupara o mal. Quando realizamos toda e qualquer ação, seja simplesmente pensando, sentindoou atuando concretamente, conscientes da correta ou não atitude para cada momento,criamos uma abertura para as dimensões mais profundas no nosso Ser, onde temosacesso ao amor, ao ódio, e tudo pode partir para uma dimensão sem limites. 20
  19. 19. A qualidade presente em nossa consciência quando assumimos atitudes do bemou do mal é o que determina o campo vibratório e sensível onde iremos atuar e viver aplenitude de sermos, simultaneamente, humanos vivendo na luz ou nas trevas. PRIMEIRA ALA: MONGENS BUDISTAS – MUDRAS. Longe de luxos e prazeres, monges levam uma vida austera, de disciplina eentrega espiritual. Eles dividem o tempo entre tarefas do dia e momentos de oração,quando entoam mantras. Os Mudras são posturas feitas com as mãos usadas na ioga, na dança e nasimagens sagradas do Budismo para despertar e harmonizar os centros energéticos docorpo. Usados na iconografia Budista e no Vajrayana, cheios de simbolismo e beleza,esses gestos criam uma conexão do praticante com a energia do Buda que é invocadopela repetição dos mantras. Eles podem ser praticados a qualquer hora, trazendo calma econcentração para sua vida. SEGUNDA ALA: BATERIA: ALABÊ OU TAMBOREIRO – AS MÂOSQUE FALAM. “Só tambor noite e dia / dia e noite só tambor / até à consumação da grande festa do batuque!” O som é a primeira relação com o mundo, desde o ventre materno. Abre canaisde comunicação que facilitam o tratamento. Além de atingir os movimentos maisprimitivos, a música atua como elemento ordenador, que organiza a pessoainternamente. Em toda a África negra, o tambor, além de ter uma função musical, foi, e é, umdos principais meios de comunicação social. Se for tocado numa colina, o som de umtambor pode ser escutado numa área de quarenta quilômetros. Para que seja mais eficaza transmissão da mensagem, é frequente o toque dos outros tambores intermédios cadasete ou dez quilômetros. Para serem mais exato, os “tchreman” (tambores que falam através das mãos),mais do que emitir sons, pronunciam palavras, porque quem os toca faz para transmitirnotícias, contar histórias e narrar às gestas heroicas dos antepassados. Ao longo da história da África, os tambores substituíram os livros e as pessoasque os faziam soar eram muito sábios, eram verdadeira e autenticamente bibliotecasvivas. Os elementos que fazem com que o tambor fale são três: a mão do tocador, asvaretas curvas e a pele. As palavras saem do tambor sob a forma de som e os seusdiferentes significados dependem da pressão e dos ritmos do toque. Logicamente, paraentender a mensagem é preciso ter algumas lições de “linguagem de tambor”. O africano distingue os “tambores que falam” daqueles que são usados só comoinstrumentos musicais. Os “tchreman” são utilizados unicamente nas celebraçõesoficiais e a pessoa que o toca é um “consagrado” a este serviço, enquanto que os outrossão instrumentos “profanos”, e podem ser tocados em qualquer ocasião e por qualquerpessoa. O próprio termo “tchreman” indica contemporaneamente o tambor e aquele queo toca. Entre os dois existe uma união indissolúvel. “Tchre” significa ensinar, indicar e 21
  20. 20. educar; “man” significa povo, nação, grupo ou assembleia. Assim, ”tchreman” indicaum indivíduo que educa e instrui o povo. Cada uma das partes do tambor é um elemento vivo, insubstituível e, antes deiniciar a transmissão da mensagem, o homem que o fará soar invoca o “espírito” de cadauma das partes. Em primeiro lugar, agradece à árvore, porque deu o seu tronco paraconstruir a caixa de ressonância. Em seguida, agradece ao animal, que ofereceu a suapele, com a qual foi feita a membrana. Agradece ainda à liana, a partir da qual sefizeram as cordas e assim sucessivamente, até agradecer ao osso, que, batendo sobre apele, cria o som e a mensagem. Se faltasse um dos elementos, o tambor não eracompleto, e por isso não poderia falar. É um símbolo sagrado, santuário da força sagrada quando tocado com as mãosele troveja como o raio, é ungido, invocado e recebe oferendas. É a própria voz dasforças protetoras, de onde provêm as riquezas da terra e da alma. TERCEIRA ALA: PASSISTAS – MÃOS GUERREIRAS. “Femininas mãos, que iniciam o humano ser a vida viver”. Mãos que lutam por suas verdades, acreditam no amor, na fraternidade, naunião. São mãos guerreiras porque não aceitam interferências que ferem seu acreditar,seus princípios e sua fé. São mãos guerreiras porque sabem manifestar o princípio dosagrado feminino que contém o poder e a suavidade a um só tempo, lançando energiaem gestos de amor, iluminando caminhos na luz de seus mistérios, com feitos e efeitostrazendo a solução embalando o tempo em evolução. QUARTA ALA: OKOLOFÉ BABÁS - SACERDOTES DO CANDOMBLÉ. Okolofé Babá por ser o sacerdote dos mistérios do candomblé participa de todasas cerimônias da comunidade, desde o nascimento até a morte; ele é o pai amigo, irmão,conselheiro, ele é quem sabe o destino de cada um, ele é o conhecedor de todos osmistérios dos orixás, da vida e da morte. Ele é o curandeiro, o médico, o farmacêutico eé ele quem determina os reis através da vontade de “Olodumare” e por intermédio de“Orunmila”. O Okolofé Babá é aquele com que você pode contar quando não tiver maisninguém para ampará-lo, na casa do Okolofé Babá nunca vai lhe faltar comida oubebida porque um dos grandes compromissos que ele tem com Orunmila é respeitar eamparar nossos semelhantes, dando-lhes amor e compreensão com humildade e bomcaráter. Um Okolofé Babá não é iniciado por escolha e sim pelo destino traçado por“Olodumare” e confirmado através do “Ifá” na terra. O ”Ifá” nos ensina em seus versosnão discutirmos e nem obrigamos ninguém a aceitar as nossas palavras; a fé de quealgum dia irão nos entender e se arrepender de seus atos. Ser Okolefé Babá é ser sábio,mais não um sábio de instrução ou simplesmente escoltática, mais é um sábio deinstrução da vida pelo amor e carinho e compreensão. Ser Okolofe Baba é ter sempre asmãos estendidas e muito axé. 22
  21. 21. QUINTA ALA: CARDEAIS – IMPOSIÇÃO DE MÃOS. Podemos dizer que a “imposição de mão” é um ato de servir um ao outro, queacontece quando uma pessoa coloca sua mão ou ambas sobre o corpo de outra pessoa,para um propósito espiritual definido. Normalmente a pessoa que recebe a imposiçãodas mãos orará, ou profetizará na mesma hora. Às vezes, um grupo de crentescircundará alguém com necessidades, e todos imporão as mãos sobre esta pessoa. Defato, a imposição de mãos é uma das bênçãos mais antigas conhecidas pelo povo deDeus. Existem registros dela desde os tempos mais antigos. Imposição das mãos: sinalde escolha divina e de comunicação do Espírito Santo. SEXTA ALA: QUIROMANTES “Investigando as linhas e o desenho das mãos, o homem tenta descobrir os mistérios de seu destino”. A mão “é o espelho da alma”, segundo aqueles que se dedicam ao estudo daslinhas que aparecem na palma: ninguém tem as linhas iguais as de outra pessoa, o quequer dizer que ninguém pode ter o mesmo destino. Segundo se conta historicamente as mãos tiveram diferentes significações para ohomem: capazes de moldar instrumento e traçar sinais na areia possuiriam poderesmágicos intrínsecos. Depois, teriam sido olhadas como espelho do destino ou um livropré-histórico no qual a pessoa poderia saber, através de uma sensibilidade intuitiva,muito mais sobre si mesmo do que lhe poderia revelar a razão. Quando as mãos passaram a ser vistas como uma espécie de arquivo sobre a vidapassada e futura do individuo, foi criada a leitura das mãos - a quiromancia. Os quiromantes encaram a quiromancia como uma ciência racional e acreditamque a clarividência deve aparecer quando a interpretação é feita. Assim a quiromanciadeve ser estudada sobe três pontos de vista: primeiro, a correlação entre as mãos e osestados físicos ou mental, chamada de quiromancia medica ou terapêutica, em segundolugar a correlação entre as mãos e o caráter, chamada de quiromancia “psicológica”, naqual o quiromante descrevera em detalhe o caráter do consultante, e finalmente, há umacorrelação entre as mãos, o passado, o presente e o futuro, que constitui a quiromanciaadivinhatória. 1º ALEGORIA (Tripé): A MISTICA DAS MÃOS. A prática mística no uso das mãos é bem conhecida da humanidade e éencontrada em todas as tradições religiosas. Cada uma delas segue seus próprios rituais,mas o objetivo é o mesmo: comunicar-se com a divindade, em uma atitude de devoção emáximo respeito. “Antes mesmo de existirem sistemas de crença constituídos, o serhumano proferia palavras e se utilizava de gestos usando as mãos fazendo apelos aoCriador, sempre com o sentido magico de obter paz interior e alivio para sofrimento”.Diferentes culturas fizeram e fazem uso desse jeito místico de ser e agradecem aoCriador pela eficiência do poder das mãos e inclusive a Ciência admite e defende essepoder. As mais diversas práticas do uso das mãos têm como objetivo sanar problemasde saúde e problemas físicos, mas nada impede que seja usada com o mesmo sucessopara curas de toda ordem, física, mental, emocional ou espiritual, para limpeza da aura e 23
  22. 22. até para energizar coisas e pessoas. Desta forma Benzedeiras, budistas, hinduístas,bruxos, feiticeiros, Okolofé Babas e espiritualistas e geral de todas as linhas reconhecemque o homem tem que ser humilde diante das Divindades. 13.2. Segundo Ato: Mãos mágicas do mundo da ciência. Deus criou o homem e o presenteou com o dom da inteligência para que ele ausasse em seu benefício e em benefício de seus semelhantes com sabedoria. O homem toma em suas mãos o dom da inteligência e, como se esta fosse umamassinha de modelar, ele brinca, a observa, a modela, remodela, a transforma e aaperfeiçoa. Eis que este homem percebe que tem nas mãos o „poder da criação‟ e então,o homem brinca de ser Deus. No período das bruxas e feiticeiros misturavam-se procedimentos primitivos demedicina, astronomia e magia tentando desvendar os segredos da vida, enquanto oalquimista procurava a transformação dos elementos da natureza com o objetivo dedescobrir a pedra filosofal, capaz de transformar qualquer substância em ouro, comotambém buscava encontrar a fórmula do elixir da longa vida, remédio que teria acapacidade de curar todas as doenças e garantir a saúde do ser humano por longo tempoou torná-los imortais. Era uma forma de fazer ciência, embora cercada de misticismo,tanto a bruxaria como a alquimia foram muito importante para o desenvolvimento dasciências, principalmente da química, pois favoreceu a descoberta de diversassubstâncias e elementos ligados a natureza. O homem aguçou sua inteligência através dos tempos a ponto de visivelmenteobservamos uma crescente e desenfreada capacidade de manipulação e intervenção nosmecanismos de sua própria existência. Presenciamos cada vez mais a mão do homem, que brinca de ser Deus,manipulando a produção de alimentos transgênicos, clonando animais, realizandoprojetos de decodificação dos genomas, inclusive, os do próprio ser humano. O incrível aperfeiçoamento do conhecimento propiciou a elaboração e adisseminação da informação pelos meios de comunicação de massa, criados eaperfeiçoados pela inteligência humana. Assim, quase que diariamente, os meios de comunicação nos disponibilizamnotícias sobre a engenharia genética, células tronco, clonagem, produtos transgênicos,biotecnologia, lei de biossegurança, meio ambiente, enfim, revelam as verdadeiraspretensões do ser homem em decifrar a sua própria fórmula. O caminho agora é priorizar um paralelo entre os avanços científicos e a ética,que surge não simplesmente para estabelecer regras de conduta, mas sim, paraquestioná-las em prol daquilo que é de fato, melhor a todos os seres vivos que habitam ecompartilha com o homem, um lugar ao sol no planeta Terra.Por outro lado, não há como negar o fascínio que a ciência e a tecnologia exercem sobreo ser humano, materializados em produtos caros e sofisticados, atualmente verdadeirossímbolos do mundo moderno. E nesse crescente sistema tecnológico e científicopodemos perceber as máquinas lidando com o fluxo de materiais físicos e os homenscom o fluxo de informação e percepção. Máquinas irão cada vez mais realizar as tarefasrotineiras, os homens, as tarefas intelectuais e criativas. 24
  23. 23. - Descrição de Alas, Carro Alegórico do Segundo Ato: SÉTIMA ALA: BRUXAS E FEITICEIROS (coreografada) A força da transformação é simbolizada pelas filhas da natureza, pelas sábiasmãos feiticeiras que foram dizimadas pelas fogueiras da inquisição, pelos temores dosinquisidores, pelos homens que se tornaram conhecedores de uma ciência sem paixão! OITAVA ALA: ALQUIMISTAS. A alquimia é uma das mais importantes ciências do ocultismo e, como tal, temsimbolismo próprio e aplicabilidades que são muito extensas para expormos comamplidão aqui. A alquimia é a Arte por excelência, e ocupa-se da Grande Obra, que étransformar o próprio homem em ouro. Enganam-se aqueles que, por desconhecimento,traduzem a alquimia como a busca da Pedra Filosofal (que é apenas um dos processosde transformação do alquimista) ou como a precursora da química moderna. Osalquimistas escondiam suas descobertas e processos, usando uma linguagem simbólica euma escrita hierática (misteriosa). Poucos são aqueles que conseguem desvendar osentido oculto naquelas páginas amareladas pelo tempo, que guardam segredos arcanos. NONA ALA: CIENTISTAS. A ciência tem como finalidade a busca da verdade. O cientista dedica-seprimordialmente a analisar materiais ou eventos. O cientista isola, fraciona e desmonta amatérias em suas partes constitutivas, visando a análise. O cientista restringe-se aoexame do mundo objetivos dos fatos e fenômenos. A ciência visa a estabelecer leis quese apliquem a todos os casos. Os cientistas tendem a se tornar especialistas, limitandomais e mais seus campos de ação. Uma vez formulada, uma teoria científica é, namelhor das hipóteses, tentativa, já que suas premissas destinam-se a ser desmentidas ousuperadas por pesquisas e descobertas subseqüentes. DÉCIMA ALA: A ROBOTICA DAS MÃOS. A mão, devido a sua funcionalidade em comunicação e manipulação, é aferramenta de interação de propósito geral mais efetiva do corpo humano. Vários estilosde interação pela robótica tendem a importar essas funcionalidades para permitir acriação de uma interface intuitiva e natural para maquina. A linguagem de gestos,formada por posturas de mão (gestos estáticos) e padrões de movimentos (gestosdinâmicos), tem sido empregada para programar comandos e interfaces de controle nomundo da robótica de forma a permitir cada vez mais a interação da maquina comhomem de uma maneira cada vez mais natural de comunicação. 2º CARRO: MÃOS NA CIENCIA E O AVANÇO TECNOLOGICO. Nos últimos anos temos visto uma revolução tecnológica crescente e que temtrazido novos direcionamentos econômicos, culturais, sociais e educacionais à 25
  24. 24. sociedade. A acelerada transformação nos meios e nos modos de produção, causada pelarevolução tecnológica focaliza uma nova era da humanidade onde as relaçõeseconômicas entre as pessoas e entre os países e a natureza do trabalho sofrem enormestransformações. Com a Revolução Industrial e o surgimento das máquinas, e, com odesenvolvimento de novas técnicas foram criadas para suprir as demandas e asnecessidades do mercado. As máquinas passaram a ser um prolongamento do homemno processo de produção, sendo praticamente uma extensão do seu trabalho. Nasociedade industrial a base era a mão-de-obra humana que orientava os avanços daciência e da técnica, começando com as máquinas, perpassando pela utilização daeletricidade, chegando aos robôs e cyborgs. Diante destas transformações fez-secrescente o avanço tecnológico, o qual intensificou a valorização do conhecimento ealargou as fronteiras em nosso cotidiano. Muitas pessoas acreditam que estejamosvivendo uma nova onda de tecnologias que, juntas, determinarão novas formas de viver,de trabalhar e de interagir. 13.3. Terceiro Ato: Mãos, o trabalho de cada dia. O trabalho é a fonte de toda riqueza, como também é essencial á felicidadehumana. Assim é, com efeito, ao lado da natureza, encarregada de fornecer os materiaisque ele converte em riqueza. O trabalho, porém, é muitíssimo mais do que isso. É acondição básica e fundamental de toda a existência humana. E em tal grau que, até certoponto, podemos afirmar que o trabalho criou o próprio homem. O trabalho não só nos traz o pão de cada dia, mas também traz dignidade eenriquece o caráter. Emociona-nos olhar algo bem feito de onde nossas mãos contribuíram para talfeito, e ao chegar o final de cada dia saber que contribuímos para o crescimento de umanação. Não trabalhamos apenas para ganhar dinheiro, mas para encontrar o significadode nossas vidas. O que fazemos é grande parte do que somos. - Descrição de Alas, Carro Alegórico e Tripé do Terceiro Ato: DÉCIMA PRIMEIRA ALA: MENSAGEIROS. A gente sempre o vê com a sua grande bolsa a tiracolo, cheia e pesada, subindoladeiras e descendo rampas, enfrentando o calor dos dias ensolarados, o frio do invernorigoroso, a chuva, a umidade, as intempéries todas que dificultam o seu trabalhodignificante e da mais alta relevância. Ele segue em frente, entregando as cartas que encerram as mais variadasemoções. Elas trazem notícias, amenizam a saudade, deixam mais próximos os entesqueridos que estejam separados pela distância. Elas encerram, também, coisas quemagoam, desilusões e tristezas, destruindo sonhos lindos e encerrando romances queeram cheios de encanto. Apesar de estarmos na era da informática, da Internet, dos e-mails e outrosrecursos com suas mensagens velozes, as cartas ainda são da maior importância paramuita gente. E o carteiro é esperado com ansiedade e, sem querer, ele é um causador defortes emoções. Quanta alegria, quanta esperança, quanta emoção ao vê-lo chegar.Figurante dessa eterna comédia da vida, dessa novela real da existência, sem perceberele se torna participante das mais intricadas tramas do destino. Ele une ou separa, alegraou entristece, acalma ou exacerba, pode ser o bálsamo que alivia ou a estocada que fere. 26
  25. 25. Será que o carteiro pensa nessa sua participação tão profunda na vida de tantagente? Carteiro que participa da vida de tanta gente, influindo em tantos destinos, nós osaudou com admiração e respeito. Seu trabalho é tão importante, sua participação navida da cidade é tão relevante. Nós o saudamos, carteiro, e enviamos os nossosagradecimentos pela sua dedicação. DÉCIMA SEGUNDA ALA: ARTÍFICES. Entre a Mão e a Cabeça, o Fazer e o Pensar: Eis o Artífice que cria, recria e transforma... O surgimento do trabalho é a primeira e fundamental condição para a existênciado homem. É por meio do trabalho, das relações sociais de produção, que o indivíduovai sendo constituído. A consciência só foi possível com a atividade prática. A produçãode instrumentos de trabalho, que às vezes subentendia também a divisão natural dotrabalho, por si só muda radicalmente a atividade do homem primitivo, distinguindo-ado comportamento animal. A formação de características e capacidades físicas ementais do homem se dá “pari passu” ao uso e fabrico de instrumentos. As habilidadesmanuais não se fixam apenas nas mãos, mas também no pensamento. Os movimentosde trabalho requerem e provocam destrezas motoras e mentais. Na própria atividadesocial, esses movimentos ganham significado e vão sendo internalizados por aquelesque executam a atividade e por outros que os presenciam. O trabalho é a açãotransformadora do homem sobre a natureza e, simultaneamente, sobre ele mesmo. DÉCIMA TERCEIRA ALA: AGRICULTORES. Ter as mãos calejadas do cabo das ferramentas, sentir o sol escaldante e o açodas tormentas, regar com seu próprio sangue a saúde das lavouras, garantir com seusuor, grandes safras duradouras, obter da terra virgem total fertilidade, com sua força,com sua coragem, tragando as intempéries, assim é que se coloca o homem agricultor,neste mundo, deste solo brasileiro. Erguendo alto sua enxada, a ferramenta da vitória,executando sua toada, construindo sua história. E se preciso for, empenha seu coração, asua vida como muito amor, enfrentando o tempo com muita fé, por ser amigo danatureza, É um homem determinado, disposto, pois a terra só se contenta em braços quedão amor, aonde ela se integra às metas do Criador. DÉCIMA QUARTA ALA: GASTRONOMIA (MÃOS NA COZINHA) A cozinha tem seus aromas, seus segredos, as lembranças de infância. Temtambém alquimia e arte, diversão, carinho, sedução, amor. Shakespeare já dizia oseguinte: “É um péssimo cozinheiro aquele que não pode lamber os próprios dedos”. Secolocarmos paixão na mistura dos ingredientes e das palavras, o que resta é uma boalambida nos dedos e a deliciosa sensação de liberar o espirito, e ai um feito passa a serum verdadeiro poema para os olhos e um verdadeiro manjar para os deuses, Podemos finalmente voltar à cozinha e nos divertirmos com isso. Não porobrigação, claro! Porque é bom. Porque dá prazer. Porque é uma delícia. Saber cozinhar 27
  26. 26. é moderno, é ser livre, é não depender dos outros para cair nos prazeres do paladar,inclusive os homens que enfim descobriram isso. Então mãos na massa. 2 º ALEGORIA (Tripé): MÃOS QUE PLANTAM E COLHEM. “Mãos que plantam, colhem, alimentam”. Mãos marcadas pelos anos. Mãos que não descansam, ainda que calejadas,manchadas e rugosas em muito trabalho na caminhada, unidas a tantas outras mãoslaboriosas no campo, que semearam acariciando o chão, tirando a seiva da vida, oalimento. 13.4. Quarto Ato: Mãos e o fascínio das artes. “As mãos dos artistas representam o coração conquistando - Entendimento real da palavra – Amor” As raízes da arte são distantes e obscuras. Os primeiros poemas, danças, imagense sons estruturados não foram registrados exceto em lendas e tradições; na nódoa ocrena parede de uma caverna que, de certa forma, era a espinha curvada de um bisão parasua audiência inicial. Desde os tempos mais remotos, a arte já era a forma de expressão do ser humanoem todos os aspectos de sua vida. A arte é uma poderosa e eficiente arma decomunicação e persuasão que pode ser usada a expressão artística pode oferecer: amúsica, a dança, o teatro, a pintura o artesanato, o canto, a poesia, os estilos, ritmos ecomposições podem e devem fazer parte em nossas vidas, para sermos melhor. Crie, pinte, componha, escreva, dance, cante, represente, especialize-se em artes,faça música, arte cênica enfim, tudo o que é criativo pode ser usado para a deixarmosmarcas na historia. Um instrumento musical sozinho não toca e, mesmo se tocasse não produziriavida. Vida produz vida, instrumento musical produz som e ele sai pelos toques dasmãos. Assim cada estilo de arte passa a ser um testemunho de vida em constanteprocesso de conversão e amor. Foi assim com muitos "artistas" do tempo. É preciso acordar para a realidade. Usar de todos os métodos de arte e usufruirde sua informação seja elas visuais, televisivas, musicais, teatrais, plástica, etc. “Ocaminho que hoje se privilegia para a criação e a transmissão da cultura e o dosinstrumentos em cada segmento de arte faz o seu show”. - Descrição de Alas, Carro Alegórico do Quarto Ato: DÉCIMA QUINTA ALA: VELHA GUARDA - A ARTE DO SAMBA EMNOSSAS MÃOS. “Respeitar os mais velhos em uma escola de samba é saber dar valor ao conhecimento, a quem viveu e aprendeu, e que tem muito a ensinar”. A velha guarda são figuras conhecidas e queridas pela comunidade erepresentam uma espécie de guardiões de uma cultura afro descendente tradicional, são 28
  27. 27. como uma espécie de trunfo, a respeitabilidade ao mundo do samba. É como se essegrupo fosse uma espécie de certificado de autenticidade do verdadeiro papel de umaescola de samba. Para ser membro da velha guarda o principal pré-requisito não é aidade, mas a origem. Há que pertencer à comunidade de corpo e alma e carregar nosangue toda a tradição cultural. A velha guarda é fonte e raiz que tem na alma o espíritoligado ao samba. Quando fortalecida dentro da escola, funciona como antídoto àdescaracterização das suas raízes. A velha guarda é um recurso das escolas de samba,constituindo parte essencial de seu patrimônio. É também o canal que legitima o sambacomo herdeiro do vigor da cultura afro-brasileira, garantindo sua perpetuação eancestralidade. É, finalmente, uma espécie de sistema imunológico que garante a saúdeda escola, entrando em ação sempre que a invasão de elementos estranhos torna-separticularmente ameaçadora. Junto com a ala das baianas, a Velha Guarda constitui oaspecto mais importante de uma escola de samba. DÉCIMA SEXTA ALA: ESCRITORES. "Ser escritor é uma maneira de entender o mundo" (José Saramago ) O escritor tem em suas mãos a arte de encantar os outros com suas ideias e seuspontos de vistas, de inventar outros mundos, e também poder dar novas possibilidadesaos mundos possíveis. A escrita é um passaporte para entrar em universos que serepartem entre o fora e o dentro, o real e a utopia. Criando histórias, os escritorespossuem um poder nas mãos que são as palavras, assim eles se encontram bem maispróximo da eternidade. Assim um livro escrito se torna uma moradia, uma casa para opensamento. Cada escritor com o seu estilo, podem afastar, aproximar, alegrar,construir, elevar, entristecer, destruir, diminuir dependendo do seu estilo literário. DÉCIMA SÉTIMA ALA: MÚSICOS. “Enquanto houver músicos, teremos a esperança de sermos felizes”. Musico é aquele que tem nas mãos o dom e a arte de impressionar a alma atravésde sons, produzido e combinado de maneira agradável aos ouvidos, e assim provocarcomoção pela combinação de sons melodiosos e harmónicos e de usar uma linguagemuniversal por excelência, porque a música é entendida por todos e assim o musico tem amissão mais sublime do homem, “que é o exercício do pensamento tentandocompreender o mundo e torna-lo compreensível”. DÉCIMA OITAVA ALA: PINTORES – ARTES PLASTICAS. “Mãos que desenham, pintam, reproduzem, expressam tons, cores, emoções”. As artes plásticas, sempre estiveram de mãos dadas, entrelaçadas em busca denovas formas de comunicação e expressão para registrar o nosso tempo. E é exatamenteisto que as artes plásticas fazem: comunica-se com o público, registrando ossentimentos, fazendo leituras diferenciadas da realidade, somando a estas visões outra, 29
  28. 28. talvez, proveniente do terceiro olho. Dizem que os artistas o possuem e conseguem vero que os demais mortais não conseguem. Por isso registram a realidade com asensibilidade que Deus lhes deu. Tecem todas as formas de sentimento humano, ascores, os cheiros, as nuances de ver a vida e como a vida nos vê, com nossas perfeições,imperfeições, virtudes e pecados. Sim, compete ao artista retratar a vida, registrando-a e transmitindo, para osnossos semelhantes, a beleza que não é percebida por todos. A arte contribui para que ohomem se descubra como principal elemento do universo e passe a viver em harmoniacom a natureza e consigo mesmo. Consciente de sua cidadania, dos seus deveres edireitos, consciente do seu papel na construção de um mundo cada vez melhor, onde nãoexistam disputas, guerras, miséria e necessitados. Os artistas, de posse de suas singularidades individuais, expressam, na produçãode suas obras, o que há de mais sublime no ser humano. DÉCIMA NONA ALA: ARTESÃOS Mãos de artesãos que criam. Mãos de artesãos que dão as suas mãos por umprojeto. Trabalhar com artesanato é se embrenhar nas tramas, nas cores, nas formas e napoesia na qual cada peça se transforma. Não é uma poesia convencional, mas algo além,um não sei que de arte que nos envolve e nos transforma e começa a fazer parte donosso dia-a-dia. Nascendo de suas mãos criativas e ávidas por transformar trabalho embeleza, ideias em maravilhosas obras de arte de uma poesia sem palavras. VIGÉSIMA ALA: AS MÃOS NA ARTE DE BRINCAR (ALA INFANTIL) Que as crianças brinquem mais! Sorriam mais! Corram mais! Brinquem mais de faz de conta! Façam mais amizades! E principalmente que as pessoas grandes percebam o quanto isso é fundamental para a saúde das crianças! A tradição das brincadeiras vem ultrapassando gerações e gerações, espalhando-se por diferentes culturas e países. No entanto ainda é necessária uma verdadeiracruzada em favor de um resgate dos jogos e brincadeiras populares, pois os mesmosestão em extinção. Na brincadeira, é possível crescer, aprender e criar. É brincando quea criança forma sua personalidade. Assim as crianças brincam com o que têm nas mãose com o que têm na cabeça. Mãos com mãos entrelaçadas entre sorrisos e brincadeiras, afantasia corre solta! Ai se vê um mundo livre em brincadeiras de roda, de pião, de soltarpipas, de jogar bola, de jogar peteca. 2º CASAL DE MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA: EDWARD MÃOSDE TESOURA E KIM O personagem Edward - Mãos de Tesoura é um veiculo que trás uma mensagemclara e as simbologias postas pode ser facilmente trabalhada, pois ele é uma excelenteopção para se discutir o problema da intolerância e aceitação, das mãos que não seentrelaçam nas diversas situações de indiferenças desestabilizadoras na sociedade. Avelha tese está ai de uma nova maneira: não aceitamos a diferença porque pensamos 30
  29. 29. conhece-la. Precisamos ultrapassar os limites impostos pelo preconceito para de fatoconhecer o outro. É o conhecimento real das pessoas que faz com que a identidadevirtual que criamos daquilo que é considerado "bizarro" e "ameaçador" sejadesconstruída. Sob o manto da diferença se esconde sempre os "novos" matizes dohumano. Aliás, creio que esse é o real desafio, a (re) construção do conhecimento dooutro e de nós mesmos e buscando entender o porquê das mãos que dizem sim e dizemnão. 3º CARRO ALEGORICO: AS MÃOS E OS MISTÉRIOS DAS ARTES. Todas as artes contribuem para a arte de viver! ( B.Brecht) Toda a arte e impulso criativo humano devem ter dado seus primeiros passosdentro da esfera da magia, sendo percebidos, em primeiro lugar, como tal. A arte é cultura. É fruto de sujeitos que expressam sua visão de mundo, visãoesta que está atrelada a concepções, princípios, espaços, tempos, vivências. O contatocom a arte de diversos períodos históricos e de outros lugares e regiões amplia a visãode mundo, enriquece o repertório estético, favorece a criação de vínculos comrealidades diversas e assim propicia uma cultura de tolerância, de valorização dadiversidade, de respeito mútuo, podendo contribuir para uma cultura de paz. O conhecimento da arte produzida em sua própria cultura permite ao sujeitoconhecer-se a si mesmo, percebendo-se como ser histórico que mantém conexões com opassado, que é capaz de intervir modificando o futuro, que toma consciência de suasconcepções e idéias, podendo escolher criticamente seus princípios, superarpreconceitos e agir socialmente para transformar a sociedade da qual faz parte. Além das já referidas justificativas ontológicas e culturais para a importância daarte na condução do mundo, cabe falar da dimensão simbólica da arte, de seu poderexpressivo de representar idéias através de linguagens particulares, como a literatura, adança, a música, o teatro, a arquitetura, a fotografia, o desenho, a pintura, entre outrasformas expressivas que a arte assume em nosso dia-a-dia. Essas formas são linguagens criadas pela humanidade para expressar a realidadepercebida, sentida ou imaginada, e como linguagens que são, têm suas própriasestruturas simbólicas que envolvem elementos tais como espaço, forma, luz e sombraem artes visuais, timbre, ritmo, altura e intensidade em música, entre outros elementosinerentes a outras linguagens da arte. Ora, o conhecimento dessas estruturas simbólicasfica evidente que se constroem espontaneamente a varias formas artísticas deexpressões, que vão formar vários mundos diferentes. 13.5. Quinto Ato: Mãos que mudam destino. O direito à vida não é só a garantia da “batida de um coração” ou uma “doceilusão”. É o direito a realizar o eterno projeto humano de ser dignamente feliz. É aentrega a si mesmo no espaço de todos e o encontro mais profundo de cada um comtodos os outros convertidos em fraternos elos da experiência transcendente e transpostano movimento entrecruzado de mãos que se conjugam para a superação de si mesmo epara a construção permanente do viver mais justo com o outro. O direito à vida guarda e resguarda a oportunidade justa de o homem tornar-seinteiro em sua individualidade pela certeza da solidariedade de todos. Nele se contém a 31
  30. 30. segurança da dignidade, posta a florescer na experiência plural. O direito à vida concedeao homem não a certeza da vida, que a vida é sempre uma incerteza, mas a certeza deque a solidão do seu ser pode converter-se na solidariedade do permanente tornar-sefeliz. A vida é da natureza, a vida digna transformada pela construção de cada dia, éda razão essencial do homem. A vida põe-se pela natureza e impõe-se pela mão dohomem. Por isso o direito à vida é obra construída com todos, é a arte de fazer brotar narealidade o que é próprio e inato ao homem. A vida com justiça social é que é o objeto do direito. E a vida é justa quandogarantida a dignidade da experiência humana. Vida com fome, sem moradia, semsaneamento básico, sem educação e saúde não é justa e nem digna. Vida com dortambém não, seja qualquer a espécie de dor que acometa o homem. A vida tocada pelomedo e pela angústia é experiência malsã, mais ainda se o desequilíbrio vem de fora. O direito à vida é a substância em torno da qual todos os direitos de mãos dadasse conjugam se desdobram, se somam para que o sistema fique mais e mais próximo daideia concretizável de justiça social. - Descrição de Alas, Carro Alegórico do Terceiro Ato: VIGÉSIMA PRIMEIRA ALA: RECICLADORES. As graves consequências do desrespeito às Leis Naturais podem ser verificadasno meio ambiente através da poluição, em todos os campos da atividade humana. Essasituação já chegou ao seu limite. Se continuar agindo assim, é certo que o homemacabará destruindo o planeta e a si mesmo. Tudo o que é natural na Terra é vivo e tem consciência. O homem perdeu osentido, esqueceu-se que a Terra é a nossa Mãe. O pior é que desconhece os efeitos das ações irresponsáveis que pratica com anatureza. Não tem consciência dos crimes que comete por interesses econômicos. A Terra é um ser vivo. É a Mãe que alimenta todas as criaturas. A Terra suprecom suas substâncias o nosso corpo físico. Como toda mãe, ela provê todas asnecessidades de suas formas de vidas, generosamente. Todas as criaturas que andam,nadam, rastejam, correm, voam e até mesmo plantas. Sendo que todas as coisas vivasnasceram aqui e dividem com os humanos a vida na Terra, e foram concebidas pelasMãos Supremas do Criador, devemos então honrá-las como sendo conscientes de suamissão no Plano Universal, e devemos nos harmonizar com todas elas para andarmosem equilíbrio na nossa Mãe Terra. Procuramos nos harmonizar com a Criação para podermos alcançar o Criador.Nós que praticamos a reciclagem, temos a responsabilidade de zelar pela nossa MãeTerra e, temos a missão de buscar a cura planetária, tanto no tocante a qualidadeambiental, como energética e espiritual. Jamais poderemos ser absolutamente saudáveisse vivemos num planeta doente, não evoluiremos se não fizermos a parte que nos cabe. O que estivermos fazendo a Terra, estaremos fazendo a nós mesmos e a nossosfilhos. Respeitar a Terra é respeitar seu Criador. Que essa corrente de consciência sobre reciclagem se expanda cada vez mais nalinha da Luz, para que possamos influenciar os líderes e governantes deste planeta,visando garantir uma vida melhor. 32
  31. 31. VIGÉSIMA SEGUNDA ALA: AMBIENTALISTAS. Nós os ambientalistas de mãos dadas nos sentimos guardiões da Mãe Terra.Resgatamos a profunda conexão do homem com a Terra, aprendemos a honrar todas asformas de vida, pois onde há vida, está Deus. Procuramos nos harmonizar com aCriação para podermos alcançar o Criador. Ao longo de três mil anos, a humanidadeveio se afastando cada vez mais das Leis da Natureza, que são as Leis do Universo.Movido pelo materialismo, que o faz acreditar somente naquilo que vê, e pelo egoísmo,que o leva a agir de acordo com sua própria conveniência, o homem tornou-seprisioneiro de uma ambição desmedida e inconsequente e vem destruindo o equilíbriodo planeta, criando para si e para seu semelhante, a desarmonia e a infelicidade. Nósambientalistas chegamos para defender nossa Mãe Terra, guerreando silenciosamente,procurando plantar uma semente de amor no coração daqueles que não reconhecem suaMãe, daqueles que lutam por um mundo ilusório, daqueles que não percebem as belezasda Criação. Sabemos que a melhor maneira de agradar o Criador é respeitando,honrando e preservando o meio ambiente. VIGÉSIMA TERCEIRA ALA: SOLIDARIEDADE. “A solidariedade são os únicos valores que nos podem retirar dos tempos difíceis que atravessamos”. (Teresa de Sousa) A solidariedade é um sentimento natural que leva os homens a se auxiliaremmutuamente. Consiste, portanto, em um ato de atenção e generosidade para com aqueleou aqueles que estão precisando de algum auxílio: seja financeiro, material, intelectual,ou sentimental; de um apoio, de um encorajamento, de um consolo, de uma motivação.Devido às diferenças individuais e à diversificação de necessidades, de recursos e depossibilidades, esse sentimento é despertado em nós e cresce diante de reveses pessoaisou coletivos. A solidariedade, embora sendo um atributo natural do homem, precisa serestimulada e educada para que se manifeste oportuna e espontaneamente diante dascircunstâncias cotidianas da vida e, principalmente, em casos especiais de crise,coletivos ou individuais. Para ser solidário é preciso despojar-se de imperfeições evícios tais como: o egoísmo, o orgulho, a indiferença, o preconceito, o comodismo e omedo. A solidariedade pode e deve ser exercitada: na família, o que ocorre quase queimperceptivelmente; na escola onde ela pode e deve ser esclarecida, incentivada eexemplificada; nos ambientes de trabalho onde ela pode e deve ser propalada eenaltecida; nos meios sociais e comunitários onde ela pode e deve ser organizada einstitucionalizada; nas instituições religiosas onde ela encontra o respaldo da fé, doamor e da caridade. 33
  32. 32. VIGÉSIMA QUARTA ALA: AMOR E FRATERNIDADE (BAIANAS) “Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotadas de razão e de consciência e devem agir em relação umas às outras com espírito de fraternidade”. (DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS, Assembleia Geral das Nações Unidas, em 10 de dezembro de 1948) Mãos de Mãe, Mãos que amam, Mãos de Luz, Mãos fraternas, Mãos queajudam, Mãos que auxiliam, Mãos que ensinam, Mãos que amparam, Mãos queconfortam, Mãos de Misericórdia. Os sentimentos sublimes e afetuosos certamente levarão os que nos rodeiam aterem mais amor e fraternidade e principalmente a acreditarem que o amor existe sim, ésó uma questão de conexão com o nosso ser integral, com a nossa essência. Através dessa conexão, um elo se forma através do encontro das mãos. Um elo,que realmente pode ser momentâneo a nível visível, mas o importante é o elo que ficadentro de nós, de nossa alma, ele fica gravado para sempre. É oportuno pensar: - Será que quando escrevemos palavras na areia da praia e aágua vem e as desmancha, a areia continua sendo a mesma? Ou ela também teve seumomento de alegria, de cumplicidade, de momentaneidade? Dessa maneira tão tênue, a fraternidade também pode se expandir e por que nãoseu coração pode bater mais forte? Então o seu caminho segue, mas dessa vez diferente,com motivação, com vontade de continuar, de seguir de uma maneira mais completa efeliz... VIGÉSIMA QUINTA ALA: MÃOS DA JUSTIÇA “O verdadeiro Estado de Direito só pode existir quando a justiça brandir a espada com a mesma habilidade com que manipula a balança.” (Rudolf Von Ihering) O fim da justiça é a paz; o meio de atingi-lo é a luta. A justiça não é uma simplesideia, é força viva. Por isso a justiça sustenta, em uma das mãos, a balança, com quepesa o Direito, enquanto na outra segura a espada, por meio da qual se defende. Aespada sem a balança é a força bruta, a balança sem a espada é a impotência da justiça.Uma completa a outra, pois sem esta não haveria de se produzir Justiça e sem a qual nãose asseguraria o valor constitucional da igualdade, da liberdade e da democracia. 3º CASAL DE MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA E MESTRES-SALAS E PORTA-BANDEIRAS MIRINS: MÃOS DO SABER – EDUCADORES. Despertar a magia do saber e abrir caminhos de esperança desvendar o mistériodo cálculo, da fala e da escrita. É criar o real desejo de ser. É promover o saberuniversal e formar médicos, cientistas, técnicos, administradores, artistas. É participarprofundamente do crescimento social. É trabalhar em grande mutirão lançando asprimeiras bases que transformarão ideias em projetos executados em terra firme ou emimensidão. É não se dar conta da amplitude de um trabalho que é missão mover omundo que um dia passou por suas mãos. 34
  33. 33. 4º CARRO - MÃOS DA JUSTIÇA E O CONTRASTE SOCIAL “A falta da justiça social pode ser responsável pelo nascimento de um monstro dentro de nosso coração: o do comodismo”. Justiça Social, reconhecemos a importância de combater a pobreza, a exclusão eo desemprego para promover a solidariedade, harmonia e igualdade de oportunidades nasociedade e entre sociedades. Neste dia de carnaval a Embaixada Copa Lord, nos leva a refletir sobre aimportância da justiça social para os nossos esforços destinados a construir um mundomais estável, equitativo e seguro. O objetivo da justiça social para todos está no cerneda missão das Nações Unidas a favor do desenvolvimento e da dignidade humana. Ainiciativa a favor de uma proteção social mínima, lançada em nível de todo sistema daONU, visando promover prioridades e soluções comuns, a fim de assegurar garantiassociais básicas para todos. A justiça social baseia-se nos valores da equidade, igualdade, respeito peladiversidade, acesso à proteção social e aplicação dos direitos humanos em todos osdomínios da atividade humana, incluindo o mundo do trabalho. Estes princípios são,hoje, mais importantes do que nunca, sobretudo porque estamos a sofrer asconsequências da crise económica e financeira que se traduziu em aumentossignificativos do desemprego e da pobreza e que tornou ainda mais difícil a integraçãosocial. As maiores economias mundiais estão a começar a emergir desta contraçãomundial. Devemos assegurar que os povos do mundo também possam fazer o mesmo.Os Objetivos de Desenvolvimento do Milénio são um dos principais instrumentos dasNações Unidas para conjugar justiça social e desenvolvimento, em benefício dos maispobres e vulneráveis. Aproveitemos, pois, a oportunidade nesse carnaval unindo as mãos com as mãosda Justiça Social numa busca que nos ofereça possibilidades para renovarmos o nossocompromisso a favor desta causa tão importante e para reconhecermos que, apesar deterem realizado alguns progressos, há ainda muito por fazer. A ausência de justiçasocial, onde quer que seja, constitui uma afronta a todos nós. VIGÉSIMA SEXTA ALA: MÃOS AMIGAS (GRUPO AMIGOS DA COPALORD) Começa a liberdade e a igualdade quando as mãos se entrelaçam e fazem ocoração cantar em pró das mãos-trabalho; mãos-carinho; mãos-ternura; mãos- justiça,mãos- paz e que levantadas bailam em harmonia no grande salão popular a passarela”Nego Quirido” contra a desigualdade social. E nesta liberdade sentida no carnaval o Grupo Amigos da Copa Lord constróiem alegria, em fantasia aquilo que o coração sente que pode perdurar depois da quartafeira de cinzas – a justiça social. 35
  34. 34. 14. Distribuição Das Alas e Carros Alegóricos e Tripé14.1. Primeiro Ato: Homem e a mística das mãos- Comissão De Frente: Mãos fiandeiras dos destinos- 1º Casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira: Luz da criação- 1º Carro: Abre-Alas - As mãos e o mundo místico da criação- Primeira Ala: Monges Budistas - Mudras- Destaque Especial: Madrinha da Bateria – Deusa Africana- Segunda Ala: Bateria - Alabês ou Tamboreiros - Mãos que falam- Destaque: Candaces – Rainha Africana, mãos do poder feminina.- Terceira ala: Passistas - Mãos Guerreiras- Cidadão Samba e Cidadã Samba: Mãos entrelaçadas- fé aos Orixas- Quarta Ala: Okolofé Babás - Sacerdote do candomblé- Destaque: Mãos da paz celestial – Anjos da sabedoria- Quinta Ala: Cardeais - Imposição de mãos- Sexta Ala: Quiromantes- Corte da Escola: Mãos – Simpatias místicas em rituais- 1ºAlegoria (tripé): A mística das mãos.14.2. Segundo Ato: Mãos mágicas no mundo da ciência- Destaque: Mãos sábias – Sacerdotisa druista- Sétima Ala: Bruxas e feiticeiros (ala coreografada)- Oitava Ala: Alquimistas- Nona Ala: Cientistas- Destaque: Mãos em delírios cibernéticos- Decima Ala: A robótica das mãos 36
  35. 35. - 2º Carro - Mãos da ciência e o avanço tecnológico14.3. Terceiro Ato: Mãos, e o trabalho de cada dia.- Destaque: Mãos mensageiras de sonhos- Decima Primeira Ala: Mensageiros- Decima Segunda Ala: Artífices- Decima Terceira Ala: Agricultores- Decima Quarta Ala: Gastronomia (mãos na cozinha)- Destaque: Mãos que sovam a massa e fazem o pão- 2º Alegoria (tripé): Mãos que plantam e colhem.14.4. Quarto Ato: Mãos e o fascínio das artes- Destaques: Grupo Tradição - Samba Raiz em nossas mãos- Decima Quinta Ala: Velha Guarda - A arte do samba em nossas mãos- Decima Sexta Ala: Escritores- Destaque: Mãos em sinfonia- Decima Sétima Ala: Músicos- Destaque: Mãos nas artes plásticas espelho do mundo- Décima Oitava Ala: Pintores- Destaque: Mãos artesão poeta das formas- Décima Nona Ala: Artesãos- Vigésima Ala: Crianças - As mãos na arte de brincar- 2º Casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira: "Edward Mãos de Tesoura e Kim"- 3º Carro: As mãos e o fascínio das artes14.5. Quinto Ato: Mãos que mudam destinos.- Vigésima Primeira Ala: Recicladores 37
  36. 36. - Destaque: Mãos dadas com a natureza - Vigésima Segunda Ala: Ambientalistas - Vigésima Terceira Ala: Solidariedade - Vigésima Quarta Ala: Baianas - Amor e fraternidade - Vigésima Quinta Ala: Justiça - 3º Casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira e Mestres-Salas e Porta-BandeirasMirins: Mãos que ensinam - Educadores - 4º Carro: Mãos da justiça e o contraste social - Vigésima Sexta Ala: Grupo Amigos da Copa Lord - Mãos amigas 38

×