Definição de sociologia

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Definição de sociologia

  1. 1. SOCIOLOGIA Professor Guilherme Carvalhido
  2. 2. CULTURA Cultura (do latim colere, que significa cultivar) é um conceito de várias acepções, sendo a mais corrente a definição genérica formulada por Edward B. Tylor, segundo a qual cultura é “aquele todo complexo que inclui o conhecimento, as crenças, a arte, a moral, a lei, os costumes e todos os outros hábitos e capacidades adquiridos pelo homem como membro da sociedade.
  3. 3. CULTURA A cultura deve ser entendida como um processo amplo para em seguida partirmos para o estudo dos grupos sociais que possuem uma cultura que os envolve.
  4. 4. CULTURA Várias culturas distintas
  5. 5. DEFINIÇÃO DE SOCIOLOGIA
  6. 6. DEFINIÇÃO DE SOCIOLOGIA A sociologia é a parte das ciências humanas que estuda o comportamento humano em função do meio e os processos que interligam os indivíduos em associações, grupos e instituições.
  7. 7. DEFINIÇÃO DE SOCIOLOGIA Como os indivíduos se interligam?
  8. 8. DEFINIÇÃO DE SOCIOLOGIA Enquanto o indivíduo na sua singularidade é estudado pela psicologia, a sociologia tem uma base teórico-metodológica voltada para o estudo dos fenômenos sociais, tentando explicá-los e analisando os seres humanos em suas relações de interdependência.
  9. 9. DEFINIÇÃO DE SOCIOLOGIA Logo, compreender as diferentes sociedades e culturas é um dos objetivos da sociologia.
  10. 10. DEFINIÇÃO DE SOCIOLOGIA
  11. 11. DEFINIÇÃO DE SOCIOLOGIA Os resultados da pesquisa sociológica não são de interesse apenas de sociólogos(as). Cobrindo todas as áreas do convívio humano — desde as relações na família até a organização das grandes empresas, o papel da política na sociedade ou o comportamento religioso —, a sociologia pode vir a interessar, em diferentes graus de intensidade, a diversas outras áreas do saber.
  12. 12. DEFINIÇÃO DE SOCIOLOGIA Os maiores interessados na produção e sistematização do conhecimento sociológico atualmente são o Estado, normalmente o principal financiador da pesquisa desta disciplina científica, e a sociedade civil organizada (movimentos sociais por exemplo).
  13. 13. DEFINIÇÃO DE SOCIOLOGIA Assim como toda ciência, a sociologia pretende explicar a totalidade do seu universo de pesquisa. Ainda que esta tarefa não seja objetivamente alcançável, é tarefa da sociologia transformar as malhas da rede com a qual ela capta a realidade social cada vez mais estreitas.
  14. 14. DEFINIÇÃO DE SOCIOLOGIA Por essa razão, o conhecimento sociológico, através dos seus conceitos, teorias e métodos, pode constituir para as pessoas um excelente instrumento de compreensão das situações com que se defrontam na vida cotidiana, das suas múltiplas relações sociais e, consequentemente, de si mesmas como seres inevitavelmente sociais.
  15. 15. DEFINIÇÃO DE SOCIOLOGIA A sociologia ocupa-se, ao mesmo tempo, das observações do que é repetitivo nas relações sociais para daí formular generalizações teóricas; e também se interessa por eventos únicos sujeitos à inferência sociológica (como, por exemplo, o surgimento do capitalismo ou a gênese do Estado Moderno), procurando explicá-los no seu significado e importância singulares).
  16. 16. DEFINIÇÃO DE SOCIOLOGIA A sociologia surgiu como uma disciplina a partir de fins do século XVIII, na forma de resposta acadêmica para um desafio de modernidade: se o mundo está ficando mais integrado, a experiência de pessoas do mundo é crescentemente atomizada e dispersada. Sociólogos não só esperavam entender o que unia os grupos sociais, mas também desenvolver um "antídoto" para a desintegração social.
  17. 17. DEFINIÇÃO DE SOCIOLOGIA Hoje os sociólogos pesquisam macroestruturas inerentes à organização da sociedade, como raça ou etnicidade, classe e gênero, além de instituições como a família; processos sociais que representam divergência, ou desarranjos, nestas estruturas, inclusive crime e divórcio; e microprocessos como relações interpessoais.
  18. 18. DEFINIÇÃO DE SOCIOLOGIA A sociologia pesquisa também as estruturas de força e de poder do Estado e de seus membros, e a forma como o poder se estrutura através de microrrelações de forças. Um dos aspectos que tem sido alvo dos estudos da sociologia, e também da antropologia, é a forma como os indivíduos constituintes da sociedade podem ser manipulados para a manutenção da ordem social e do monopólio da força física legitimada.
  19. 19. DEFINIÇÃO DE SOCIOLOGIA Sociólogos fazem uso frequente de técnicas quantitativas de pesquisa social (como a estatística) para descrever padrões generalizados nas relações sociais. Isto ajuda a desenvolver modelos que possam entender mudanças sociais e como os indivíduos responderão a essas mudanças. Em alguns campos de estudo da sociologia, as técnicas qualitativas — como entrevistas dirigidas, discussões em grupo e métodos etnográficos — permitem um melhor entendimento dos processos sociais de acordo com o objetivo explicativo.
  20. 20. DEFINIÇÃO DE SOCIOLOGIA Os cursos de técnicas quantitativas/qualitativas servem, normalmente, a objetivos explicativos distintos ou dependem da natureza do objeto explicado por certa pesquisa sociológica: o uso das técnicas quantitativas é associado às pesquisas macrossociológicas; as qualitativas, às pesquisas microssociológicas. Entretanto, o uso de ambas as técnicas de coleta de dados pode ser complementar, uma vez que os estudos microssociológicos podem estar associados ou ajudarem no melhor entendimento de problemas macrossociológicos.
  21. 21. DEFINIÇÃO DE SOCIOLOGIA Interações sociais e suas consequências são interesses comuns na sociologia
  22. 22. HISTÓRIA DA SOCIOLOGIA Os três autores que deram maior visibilidade à Sociologia: Max Weber, Karl Marx e Émile Durkheim .
  23. 23. HISTÓRIA DA SOCIOLOGIA A sociologia é uma área de interesse muito recente, mas foi a primeira ciência social a se institucionalizar. Antes, portanto, da ciência política e da antropologia.
  24. 24. HISTÓRIA DA SOCIOLOGIA Em que pese o termo Sociologie tenha sido criado por Auguste Comte (em 1838), que esperava unificar todos os estudos relativos ao homem — inclusive a história, a psicologia e a economia — Montesquieu também pode ser encarado como um dos fundadores da sociologia — talvez como o último pensador clássico ou o primeiro pensador moderno.
  25. 25. HISTÓRIA DA SOCIOLOGIA Comte Montesquieu
  26. 26. HISTÓRIA DA SOCIOLOGIA Em Comte, seu esquema sociológico era tipicamente positivista, (corrente que teve grande força no século XIX), e ele acreditava que toda a vida humana tinha atravessado as mesmas fases históricas distintas e que, se a pessoa pudesse compreender este progresso, poderia prescrever os "remédios" para os problemas de ordem social.
  27. 27. HISTÓRIA DA SOCIOLOGIA As transformações econômicas, políticas e culturais ocorridas no século XVIII, como as Revoluções Industrial e Francesa, colocaram em destaque mudanças significativas da vida em sociedade com relação a suas formas passadas, baseadas principalmente nas tradições.
  28. 28. HISTÓRIA DA SOCIOLOGIA Revolução Industrial
  29. 29. HISTÓRIA DA SOCIOLOGIA Revolução Francesa
  30. 30. HISTÓRIA DA SOCIOLOGIA A Sociologia surge no século XIX como forma de entender essas mudanças e explicá-las. No entanto, é necessário frisar, de forma muito clara, que a Sociologia é datada historicamente e que o seu surgimento está vinculado à consolidação do capitalismo moderno.
  31. 31. HISTÓRIA DA SOCIOLOGIA Capitalismo
  32. 32. HISTÓRIA DA SOCIOLOGIA Esta disciplina marca uma mudança na maneira de se pensar a realidade social, desvinculando-se das preocupações especulativas e metafísicas e diferenciando-se progressivamente enquanto forma racional e sistemática de compreensão da mesma.
  33. 33. HISTÓRIA DA SOCIOLOGIA Assim é que a Revolução Industrial significou, para o pensamento social, algo mais do que a introdução da máquina a vapor. Ela representou a racionalização da produção da materialidade da vida social.
  34. 34. HISTÓRIA DA SOCIOLOGIA Racionalização
  35. 35. HISTÓRIA DA SOCIOLOGIA O triunfo da indústria capitalista foi pouco a pouco concentrando as máquinas, as terras e as ferramentas sob o controle de um grupo social, convertendo grandes massas camponesas em trabalhadores industriais.
  36. 36. HISTÓRIA DA SOCIOLOGIA Neste momento, se consolida a sociedade capitalista, que divide de modo central a sociedade entre burgueses (donos dos meios de produção) e proletários (possuidores apenas de sua força de trabalho). Há paralelamente um aumento do funcionalismo do Estado que representa um aumento da burocratização de suas funções e que está ligado majoritariamente aos estratos médios da população.
  37. 37. HISTÓRIA DA SOCIOLOGIA O desaparecimento dos proprietários rurais, dos artesãos independentes, a imposição de prolongadas horas de trabalho, etc., tiveram um efeito traumático sobre milhões de seres humanos ao modificar radicalmente suas formas tradicionais de vida.
  38. 38. HISTÓRIA DA SOCIOLOGIA Não demorou para que as manifestações de revolta dos trabalhadores se iniciassem. Máquinas foram destruídas, atos de sabotagem e exploração de algumas oficinas, roubos e crimes, evoluindo para a criação de associações livres, formação de sindicatos e movimentos revolucionários.
  39. 39. HISTÓRIA DA SOCIOLOGIA Este fato é importante para o surgimento da Sociologia, pois colocava a sociedade num plano de análise relevante, como objeto que deveria ser investigado tanto por seus novos problemas intrínsecos, como por seu novo protagonismo político já que junto a estas transformações de ordem econômica pôde-se perceber o papel ativo da sociedade e seus diversos componentes na produção e reprodução da vida social, o que se distingue da percepção de que este papel seja privilégio de um Estado que se sobrepõe ao seu povo.
  40. 40. HISTÓRIA DA SOCIOLOGIA O surgimento da sociologia prende-se em parte aos desenvolvimentos oriundos da Revolução Industrial, pelas novas condições de existência por ela criada. Mas uma outra circunstância concorreria também para a sua formação.
  41. 41. HISTÓRIA DA SOCIOLOGIA Trata-se das modificações que vinham ocorrendo nas formas de pensamento, originadas pelo Iluminismo. As transformações econômicas, que se achavam em curso no ocidente europeu desde o século XVI, não poderiam deixar de provocar modificações na forma de conhecer a natureza e a cultura.
  42. 42. HISTÓRIA DA SOCIOLOGIA A Sociologia no mundo foi-se mostrando presente em várias datas importantes desde as grandes revoluções, desde lá cada vez mais foi de fundamental participação para a sociedade mundial e também brasileira.
  43. 43. HISTÓRIA DA SOCIOLOGIA Desde o início, a Sociologia vem-se preocupando com a sociedade no seu interior, isto diz respeito, por exemplo, aos conflitos entre as classes sociais. Na América Latina, por exemplo, a sociologia sofreu influências americanas e europeias, na medida em que as suas preocupações passam a ser o subdesenvolvimento, ela vai sofrer influências das teorias marxistas.
  44. 44. HISTÓRIA DA SOCIOLOGIA No Brasil, nas décadas de 1920 e 1930, a Sociologia estava num estudo sobre a formação da sociedade brasileira e analisando temas como abolição da escravatura, êxodos, e estudos sobre índios e negros.
  45. 45. HISTÓRIA DA SOCIOLOGIA Nas décadas seguintes, de 1940 e 1950, a Sociologia voltou-se para as classes trabalhistas, tais como salários e jornadas de trabalho, e também comunidades rurais. Na década de 1960, a sociologia se preocupou com o processo de industrialização do país, nas questões de reforma agrária e movimentos sociais na cidade e no campo e, a partir de 1964, o trabalho dos sociólogos se voltou para os problemas sociopolíticos e econômicos originados pela tensão de se viver em um país cuja forma de poder é o regime militar.
  46. 46. HISTÓRIA DA SOCIOLOGIA Na década de 1980, a Sociologia finalmente volta a ser disciplina no ensino médio, e também ocorreu a profissionalização da Sociologia. Além da preocupação com a economia política e mudanças sociais apropriadas com a instalação da Nova República, volta-se também em relação ao estudo da mulher, do trabalhador rural e outros assuntos.
  47. 47. A SOCIOLOGIA COMO CIÊNCIA DA SOCIEDADE Ainda que a Sociologia tenha emergido em grande parte da convicção de Comte de que ela eventualmente suprimiria todas as outras áreas do conhecimento científico, hoje ela é mais uma entre as ciências.
  48. 48. A SOCIOLOGIA COMO CIÊNCIA DA SOCIEDADE Atualmente, ela estuda organizações humanas, instituições sociais e suas interações sociais, aplicando normalmente o método comparativo. Esta disciplina tem se concentrado particularmente em organizações complexas de sociedades industriais assim como nas redes transnacionais e globalizadas que unificam ou associam fenômenos para além das fronteiras nacionais.
  49. 49. A SOCIOLOGIA COMO CIÊNCIA DA SOCIEDADE Ao contrário das explicações filosóficas das relações sociais, as explicações da Sociologia não partem simplesmente da especulação de gabinete, baseada, quando muito, na observação causal de alguns fatos.
  50. 50. A SOCIOLOGIA COMO CIÊNCIA DA SOCIEDADE Muitos dos teóricos que almejavam conferir à Sociologia o estatuto de ciência buscaram nas ciências naturais as bases de sua metodologia já mais avançada e as discussões epistemológicas já mais desenvolvidas. Dessa forma, foram empregados métodos estatísticos, a observação empírica e um ceticismo metodológico a fim de extirpar os elementos "incontroláveis" e "dóxicos" recorrentes numa ciência ainda muito nova e dada a grandes elucubrações.
  51. 51. A SOCIOLOGIA COMO CIÊNCIA DA SOCIEDADE Uma das primeiras e grandes preocupações para com a Sociologia foi eliminar juízos de valor feitos em seu nome. Diferentemente da ética, que visa discernir entre bem e mal, a ciência se presta à explicação e à compreensão dos fenômenos, sejam estes naturais ou sociais.
  52. 52. A SOCIOLOGIA COMO CIÊNCIA DA SOCIEDADE Como ciência, a Sociologia tem de obedecer aos mesmos princípios gerais válidos para todos os ramos de conhecimento científico, apesar das peculiaridades não só dos fenômenos sociais quando comparados com os fenômenos de natureza, mas também, consequentemente, da abordagem científica da sociedade.
  53. 53. A SOCIOLOGIA COMO CIÊNCIA DA SOCIEDADE Tais peculiaridades, no entanto, foram e continuam sendo o foco de muitas discussões, ora tentando aproximar as ciências, ora as afastando e, até mesmo, negando às humanas tal estatuto com base na inviabilidade de qualquer controle dos dados tipicamente humanos, considerados — sob esse ponto de vista — imprevisíveis e impassíveis de uma análise objetiva.
  54. 54. SOCIOLOGIA CLÁSSICA Clássica no sentido de influenciar todo o pensamento e os métodos dos sociólogos posteriores. Três principais sociólogos clássicos: - Émile Durkheim; - Karl Marx; - Max Weber.
  55. 55. SOCIOLOGIA CLÁSSICA Émile Durkheim: Émile Durkheim (Épinal, 15 de abril de 1858 — Paris, 15 de novembro de 1917) é considerado um dos pais da Sociologia tendo sido o fundador da escola francesa, posterior a Marx, que combinava a pesquisa empírica com a teoria sociológica. É amplamente reconhecido como um dos melhores teóricos do conceito da coesão social.
  56. 56. SOCIOLOGIA CLÁSSICA Émile Durkheim: Partindo da afirmação de que "os fatos sociais devem ser tratados como coisas", forneceu uma definição do normal e do patológico aplicada a cada sociedade, em que o normal seria aquilo que é ao mesmo tempo obrigatório para o indivíduo e superior a ele, o que significa que a sociedade e a consciência coletiva são entidades morais, antes mesmo de terem uma existência tangível.
  57. 57. SOCIOLOGIA CLÁSSICA Émile Durkheim: Essa preponderância da sociedade sobre o indivíduo deve permitir a realização deste, desde que consiga integrar-se a essa estrutura. Para que reine certo consenso nessa sociedade, deve-se favorecer o aparecimento uma solidariedade entre seus membros. de
  58. 58. SOCIOLOGIA CLÁSSICA Émile Durkheim: Uma vez que a solidariedade varia segundo o grau de modernidade da sociedade, a norma moral tende a tornar-se norma jurídica, pois é preciso definir, numa sociedade moderna, regras de cooperação e troca de serviços entre os que participam do trabalho coletivo (preponderância progressiva da solidariedade orgânica).
  59. 59. SOCIOLOGIA CLÁSSICA Émile Durkheim: A sociologia fortaleceu-se graças a Durkheim e seus seguidores. Suas principais obras são: Da divisão do trabalho social (1893); Regras do método sociológico (1895); O suicídio (1897); As formas elementares de vida religiosa (1912). Fundou também a revista L'Année Sociologique, que afirmou a preeminência durkheimiana no mundo inteiro.
  60. 60. SOCIOLOGIA CLÁSSICA Karl Marx: Karl Heinrich Marx (Tréveris, 5 de maio de 1818 Londres, 14 de março de 1883) foi um intelectual e revolucionário alemão, fundador da doutrina comunista moderna, como economista, filósofo, historiador, teórico político e jornalista. que atuou sociólogo,
  61. 61. SOCIOLOGIA CLÁSSICA Karl Marx: As teorias de Marx sobre a sociedade, a economia e a política - conhecidas coletivamente como marxismo - afirmam que as sociedades humanas progridem através da luta de classes: um conflito entre a classe burguesa que controla a produção e um proletariado que fornece a mão de obra para a produção.
  62. 62. SOCIOLOGIA CLÁSSICA Karl Marx: Ele chamou o capitalismo de "a ditadura da burguesia", acreditando que seja executada pelas classes ricas para seu próprio benefício. Marx previu que, assim como os sistemas socioeconômicos anteriores, o capitalismo produziria tensões internas que conduziriam à sua autodestruição e substituição por um novo sistema: o socialismo.
  63. 63. SOCIOLOGIA CLÁSSICA Karl Marx: Ele argumentou que uma sociedade socialista seria governada pela classe trabalhadora a qual ele chamou de "ditadura do proletariado", o "estado dos trabalhadores" ou "democracia dos trabalhadores". Marx acreditava que o socialismo viria a dar origem a uma apátrida, uma sociedade sem classes chamada de comunismo.
  64. 64. SOCIOLOGIA CLÁSSICA Karl Marx: Junto com a crença na inevitabilidade do socialismo e do comunismo, Marx lutou ativamente para a implementação do primeiro, argumentando que os teóricos sociais e pessoas economicamente carentes devem realizar uma ação revolucionária organizada para derrubar o capitalismo e trazer a mudança socioeconômica.
  65. 65. SOCIOLOGIA CLÁSSICA Karl Marx: A teoria marxista é uma crítica radical das sociedades capitalistas. Mas é uma crítica que não se limita a teoria em si. Marx se posiciona contra qualquer separação drástica entre teoria e prática, entre pensamento e realidade, porque essas dimensões são abstrações mentais (categorias analíticas) que, no plano concreto, real, integram uma mesma totalidade complexa.
  66. 66. SOCIOLOGIA CLÁSSICA Karl Marx: O marxismo constitui-se como a concepção materialista da História, longe de qualquer tipo de determinismo, mas compreendendo a predominância da materialidade sobre a ideia, sendo esta possível somente com o desenvolvimento daquela, e a compreensão das coisas em seu movimento, a dialética. em sua inter-determinação, que é
  67. 67. SOCIOLOGIA CLÁSSICA Karl Marx: Portanto, não é possível entender os conceitos marxistas como forças produtivas, capital, entre outros, sem levar em conta o processo histórico, pois não são conceitos abstratos e sim uma abstração do real, tendo como pressuposto que o real é movimento.
  68. 68. SOCIOLOGIA CLÁSSICA Karl Marx: Ele compreende o trabalho como atividade fundante da humanidade. E o trabalho, sendo a centralidade da atividade humana, se desenvolve socialmente, sendo o homem um ser social. Sendo os homens seres sociais, a História, isto é, suas relações de produção e suas relações sociais . fundam todo processo de formação da humanidade.
  69. 69. SOCIOLOGIA CLÁSSICA Karl Marx: Metodologia Em oposição economistas aos filósofos clássicos, idealistas Marx e propunha aos a investigação do desenvolvimento histórico das formas de produção e reprodução social, partindo do concreto para o abstrato e do abstrato para o concreto.
  70. 70. SOCIOLOGIA CLÁSSICA Karl Marx: Crítica da religião Para Marx a crítica da religião é o pressuposto de toda crítica social, pois crê que as concepções religiosas tendem a desresponsabilizar os homens pelas consequências de seus atos.
  71. 71. SOCIOLOGIA CLÁSSICA Karl Marx: Crítica da religião Marx tornou-se reconhecido como crítico sagaz da religião devido a sentença que profere em um escrito intitulado Crítica da filosofia do direito de Hegel: “A religião é o suspiro da criatura oprimida, o coração de um mundo sem coração, assim como é o espírito de uma situação carente de espírito. É o ópio do povo.”
  72. 72. SOCIOLOGIA CLÁSSICA Karl Marx: Crítica da religião Marx se ocupou muito pouco em criticar sistematicamente a atividade religiosa. Nesse quesito ele basicamente seguiu as opiniões de Ludwig Feuerbach, para quem a religião não expressa a vontade de nenhum Deus ou outro ser metafísico: é criada pela fabulação dos homens.
  73. 73. SOCIOLOGIA CLÁSSICA Karl Marx: Revolução Em geral, Marx considerava que toda revolução é necessariamente violenta. A necessidade de violência se justifica porque o Estado tenderia sempre a empregar a coerção para salvaguardar a manutenção da ordem sobre a qual repousa seu poder político, logo, a insurreição não tem outra possibilidade de se realizar senão atuando também violentamente.
  74. 74. SOCIOLOGIA CLÁSSICA Karl Marx: A mais-valia O conceito de Mais-valia foi empregado por Karl Marx para explicar a obtenção dos lucros no sistema capitalista. Para Marx o trabalho gera a riqueza, portanto, a mais-valia seria o valor extra da mercadoria, a diferença entre o que o empregado produz e o que ele recebe.
  75. 75. SOCIOLOGIA CLÁSSICA Karl Marx: A mais-valia Os operários em determinada produção produzem bens (ex: 100 carros num mês), se dividirmos o valor dos carros pelo trabalho realizado dos operários teremos o valor do trabalho de cada operário. Entretanto os carros são vendidos por um preço maior, esta diferença é o lucro do proprietário da fábrica, a esta diferença Marx chama de valor excedente ou maior, ou mais-valia.
  76. 76. SOCIOLOGIA CLÁSSICA Max Weber: Maximilian Karl Emil Weber (Erfurt, 21 de Abril de 1864 — Munique, 14 de Junho de 1920) foi um intelectual alemão, jurista, economista e considerado um dos fundadores da Sociologia. Seu irmão foi o também famoso sociólogo e economista Alfred Weber. A esposa de Max Weber, Marianne Weber, biógrafa do marido, foi uma das alunas pioneiras na universidade alemã e integrava grupos feministas de seu tempo.
  77. 77. SOCIOLOGIA CLÁSSICA Max Weber: Grande parte de seu trabalho como pensador e estudioso foi reservado para o chamado processo de racionalização e desencantamento que provém da sociedade moderna e capitalista. Mas seus estudos também economia. deram contribuição importante para a
  78. 78. SOCIOLOGIA CLÁSSICA Max Weber: Sua obra mais famosa é o ensaio A ética protestante e o espírito do capitalismo, com o qual começou suas reflexões sobre a sociologia da religião.
  79. 79. SOCIOLOGIA CLÁSSICA Max Weber: Weber argumentou que a religião era uma das razões não-exclusivas do porque as culturas do Ocidente e do Oriente se desenvolveram de formas diversas, e salientou a importância de algumas características específicas do protestantismo ascético, que levou ao nascimento do capitalismo, a burocracia e do estado racional e legal nos países ocidentais.
  80. 80. SOCIOLOGIA CLÁSSICA Max Weber: Em outro trabalho importante, A política como vocação, Weber definiu o Estado como "uma entidade que reivindica o monopólio do uso legítimo da força física", uma definição que se tornou central no estudo da moderna ciência política no Ocidente.
  81. 81. SOCIOLOGIA CLÁSSICA Max Weber: Weber mostra que o espírito do capitalismo não é caracterizado pela busca desenfreada do prazer e pela busca do dinheiro por si mesmo. O espírito do capitalismo deve ser entendido como uma ética de vida, uma orientação na qual o indivíduo vê a dedicação ao trabalho e a busca metódica da riqueza como um dever moral.
  82. 82. A QUESTÃO SOCIAL Estratificação social: É um conceito que envolve a "classificação das pessoas em grupos com base em condições socioeconômicas comuns... um conjunto relacional das desigualdades com as dimensões econômica, social, política e ideológica". Quando as diferenças levam a um status de poder ou privilégio de alguns grupos em detrimento de outros isso é chamado de estratificação social.
  83. 83. A QUESTÃO SOCIAL Estratificação social: É um sistema pelo qual a sociedade classifica categorias de pessoas em uma hierarquia. A estratificação social é baseada em quatro princípios básicos: (1) É uma característica da sociedade, e não simplesmente um reflexo das diferenças individuais, (2) A estratificação social continua de geração para geração, (3) É universal, mas variável; (4) Envolve não só a desigualdade, mas também crenças.
  84. 84. A QUESTÃO SOCIAL Estratificação social: Na cultura ocidental moderna, a estratificação é amplamente organizada em três camadas principais: classe alta, classe média e classe baixa. Cada uma destas classes podem ser ainda subdivididas em classes menores (por exemplo, ocupação).
  85. 85. A QUESTÃO SOCIAL Sistemas de status: O estatuto social ou status social é o "posto", a honra ou o prestígio anexados a posição de alguém na sociedade. Note que o status social é influenciado pela posição social. Certos comportamentos carregam estigmas que podem afetar negativamente o status do indivíduo.
  86. 86. A QUESTÃO SOCIAL Sistemas de status: O status é atribuído quando independe da capacidade do indivíduo para sua obtenção; ele recebe este status quando nasce (por exemplo, os herdeiros de monarquias hereditárias). O status é adquirido quando depende do esforço pessoal para sua obtenção.
  87. 87. A QUESTÃO SOCIAL Sistemas de status: Nas sociedades modernas, a ocupação é geralmente considerada como a principal dimensão do status, mas, mesmo nas sociedades da atualidade, outras filiações (tais como grupo étnico,religião, gênero, trabalho voluntário, fã-clubes, passatempos etc.), podem ter sua influência.
  88. 88. A QUESTÃO SOCIAL Sistemas de status: Um médico, por exemplo, possui um status social mais alto do que um operário de fábrica, mas, em algumas sociedades, um médico caucasiano católico possui um status mais elevado do que o de um médico afrodescendente praticante de alguma religião minoritária.
  89. 89. A QUESTÃO SOCIAL Sistemas de status: Status é uma ideia-chave na estratificação social. Inconsistência de status é uma situação na qual a posição social do indivíduo tem influências tanto positivas quanto negativas sobre seu status social.
  90. 90. A QUESTÃO SOCIAL Sistemas de status: Por exemplo, um professor tem uma imagem social positiva (respeito, prestígio), a qual incrementa seu status, mas recebe um baixo salário, o que, simultaneamente, diminui seu status. Por outro lado, um criminoso pode ter uma baixa posição social, mas obter altos rendimentos.
  91. 91. OS CONCEITOS BÁSICOS DE SOCIOLOGIA São três: Formas de organização social: A unidade fundamental para a sociologia é o grupo social, um conjunto de pessoas que interagem formando padrões, unidas em torno de interesses em comum ou aglutinadas segundo a identidade que tentam reproduzir.
  92. 92. OS CONCEITOS BÁSICOS DE SOCIOLOGIA Formas de organização social: Os grupos sociais se dividem em primários e secundários. Grupos primários são aqueles em que os indivíduos possuem laços mais estreitos, mais próximos, propiciando maior intimidade e coesão, dentro dos quais os interesses comuns se estendem por longos prazos e, por vezes, são substituídos pela afetividade.
  93. 93. OS CONCEITOS BÁSICOS DE SOCIOLOGIA Formas de organização social: Um bom exemplo de grupo primário é a família, onde se um membro modificar seus interesses, nem por isto deixa de pertencer ao grupo. O interesse em comum que existe dentro da família pode ser simplesmente o bem estar do outro, quer seja consciente ou não.
  94. 94. OS CONCEITOS BÁSICOS DE SOCIOLOGIA Formas de organização social: Grupos secundários são formados por indivíduos com interesses em comum que, depois de satisfeitos, dentro de certo prazo, terminam com a dissolução do grupo. Colegas de faculdade exemplificam perfeitamente um grupo secundário, pois existe o interesse em comum de concluir o curso, o que, uma vez realizado, dissolve o grupo, embora ele possa se tornar um ou vários grupos primários.
  95. 95. OS CONCEITOS BÁSICOS DE SOCIOLOGIA Formas de organização social: Conforme os grupos crescem podem se tornar formais e informais, ou seja, com regras e normas explicitas ou implícitas. Um grupo pode se tornar uma organização, um aglomerado de pessoas unidas em torno de objetivos, formando uma combinação de esforços individuais em prol de propósitos coletivos. Neste sentido, assim como os grupos, as organizações podem ser voluntárias ou coercitivas.
  96. 96. OS CONCEITOS BÁSICOS DE SOCIOLOGIA Formas de organização social: Grupos ou organizações voluntários são aqueles onde os membros se reúnem espontaneamente. Coercitivas são aqueles em que os membros são forçados a se reunirem, a estarem juntos. Diferente de uma organização, uma instituição pode ser definida como um conjunto de pessoas que, não tendo necessariamente objetivos coletivos, é unificado pelo conjunto de tradições que segue.
  97. 97. OS CONCEITOS BÁSICOS DE SOCIOLOGIA Estrutura e papéis sociais: Ao contrário do que poderíamos imaginar, nem sempre os indivíduos controlam totalmente o comportamento. Para facilitar o convívio, a sociedade está organizada segundo uma hierarquia, compondo uma estrutura social.
  98. 98. OS CONCEITOS BÁSICOS DE SOCIOLOGIA Estrutura e papéis sociais: Cada individuo, conforme suas inclinações pessoais e sua formação social, tende a ocupar um lugar na estrutura, exercendo um papel social especifico que fará com que se comporte conforme as expectativas do grupo, independente de sua vontade. O comportamento das pessoas envolve o que se espera delas ou aquilo que ela mesma imagina que é esperado, determinando papéis sociais que conferem status.
  99. 99. OS CONCEITOS BÁSICOS DE SOCIOLOGIA Estrutura e papéis sociais: Por exemplo, um diretor de uma empresa jamais irá usar gírias em uma reunião de diretoria, pois considera que não atenderá as expectativas do grupo e diminuirá seu status. Entretanto, quando alguém ocupa mais de uma posição ou está presente em mais de uma estrutura, desempenhando múltiplos papéis, podem surgir conflitos de papéis.
  100. 100. OS CONCEITOS BÁSICOS DE SOCIOLOGIA Estrutura e papéis sociais: A esposa, por exemplo, sendo ao mesmo tempo mãe, devendo desempenhar funções distintas, pode confundir papéis. Tratando o marido como filho e criando uma tensão sexual com o filho, a esposa pode deixar os outros membros da família desorientados. Quando a mãe parece ter mais status para o marido que a esposa, a dita esposa pode tentar compor a expectativa que pensa que o marido tem para com ela.
  101. 101. OS CONCEITOS BÁSICOS DE SOCIOLOGIA Estrutura e papéis sociais: Resultado, a esposa passa a tratar o marido como mãe, buscando o status que julga não ter como esposa. Assim, o fator que faz com que as pessoas confundam papeis é o status, a busca pelo reconhecimento dentro da estrutura social.
  102. 102. OS CONCEITOS BÁSICOS DE SOCIOLOGIA Estrutura e papéis sociais: Quando um papel é considerado pelo individuo como estando abaixo do respeito e admiração almejado, o individuo tende a transferir seus desejos de reconhecimento para outra parte da estrutura ou outra estrutura onde pensa que terá maior probabilidade de sucesso.
  103. 103. OS CONCEITOS BÁSICOS DE SOCIOLOGIA Estrutura e papéis sociais: De qualquer forma, os conflitos de papeis desarticulam as relações e desestruturam os grupos sociais, causando inúmeros problemas para o individuo e o conjunto da coletividade.
  104. 104. OS CONCEITOS BÁSICOS DE SOCIOLOGIA Mobilidade social: Mudança de posição de indivíduos ou grupos em determinado sistema de estratificação. Esse fenômeno não existiu em todas as sociedades ao longo da história e naquelas em que ocorre varia em intensidade, maior ou menor, de uma para outra.
  105. 105. OS CONCEITOS BÁSICOS DE SOCIOLOGIA Mobilidade social: Mobilidade vertical: Ascensão ou a queda dos indivíduos ou grupos na escala de hierarquia social, levando a mudanças de suas posições de classe em relação às que eram ocupadas anteriormente na sociedade. O enriquecimento e o empobrecimento exemplificam este tipo de mobilidade.
  106. 106. OS CONCEITOS BÁSICOS DE SOCIOLOGIA Mobilidade social: Mobilidade horizontal: relaciona-se com as mudanças de posição no interior da mesma classe dos indivíduos e grupos. As mudanças de religião, de posição política e de convicção filosófica ilustram essa modalidade.
  107. 107. SOCIOLOGIA BRASILEIRA A Teoria da Dependência (pré-1964): Fernando Henrique Cardoso O subdesenvolvimento é fruto das relações internacionais. Essa conclusão é uma interpretação histórica da realidade econômica latino-americana e mundial. A saída do subdesenvolvimento passaria pelo incremento acelerado de um processo de industrialização com protecionismo, planejado e forte influência do Estado (Celso Furtado).
  108. 108. SOCIOLOGIA BRASILEIRA A Teoria da Dependência (pré-1964): Dependência: relação de subordinação entre as partes componentes do sistema capitalista (relações entre as chamadas economias centrais (países desenvolvidos) e economias periféricas (países subdesenvolvidos)). Os países de economia dependente viveram, necessariamente, a condição colonial e a experiência do desenvolvimento industrial tardio.
  109. 109. SOCIOLOGIA BRASILEIRA A Sociologia Brasileira após 1964: A universidade foi desmembrada e muitos professores foram cassado pelo Regime Militar, levando à formação de Centros de Estudo em várias áreas. Dalí aconteceu a profissionalização das Ciências Sociais no Brasil, agregando cursos de pós-graduação e o estabelecimento de técnicas de pesquisa para a investigação sociológica.
  110. 110. SOCIOLOGIA BRASILEIRA Sociologia e Sociedade: a inserção do Brasil no contexto da Globalização neoliberal: No fim dos anos 1970 e anos 1980, com o fim do Regime Militar, a Sociologia brasileira se voltou para o processo de redemocratização do país, além das consequências dos ―anos de chumbo‖ na sociedade.
  111. 111. SOCIOLOGIA BRASILEIRA Sociologia e Sociedade: a inserção do Brasil no contexto da Globalização neoliberal: No plano mundial, o advento da ampliação produtiva e comercial do capitalismo monopolista, bateu às portas do âmbito financeiro internacional, dando início à chamada globalização da economia mundial.
  112. 112. SOCIOLOGIA BRASILEIRA Sociologia e Sociedade: a inserção do Brasil no contexto da Globalização neoliberal: No plano brasileiro, dois cenários: - Estudos Macrossociológicos: procuram dar explicações relativas ao conteúdo e à lógica do processo político e social que o país vive.
  113. 113. SOCIOLOGIA BRASILEIRA Sociologia e Sociedade: a inserção do Brasil no contexto da Globalização neoliberal: No plano brasileiro, dois cenários: - Estudos Microssociológicos: voltada para a descrição de objetos delimitados de natureza setorial.
  114. 114. DESIGUALDADE SOCIAL Origem e fundamento da desigualdade: Pobreza versus riqueza: - Indicador fundamental da desigualdade social origina-se na distribuição desigual dos frutos da natureza e do trabalho. - As reflexões sobre as origens e os fundamentos da desigualdade surgiram no bojo do nascimento do mundo moderno e foram postas em pauta pelos primeiros pensadores burgueses:
  115. 115. DESIGUALDADE SOCIAL Origem e fundamento da desigualdade: Pobreza versus riqueza: - Thomas Hobbes (1588-1679): Contrato social – Os indivíduos eram naturalmente iguais, gerando um estado permanente de violência. Para evitar isso, foi necessário que se estabelecesse um acordo (contrato social), implicando a perda da liberdade individual, vivendo a partir dalí num estado de submissão a um monarca que controlaria a situação (o Estado).
  116. 116. DESIGUALDADE SOCIAL Origem e fundamento da desigualdade: Pobreza versus riqueza: - John Locke (1632-1704): Pacto social – Partiu de uma necessidade de construir uma sociedade fundada na política, na qual pactuariam homens livres e iguais. O problema é que eles só seriam livres e iguais à medida que tivessem propriedades a zelar, e os que não as possuíssem nãoestariam aptos a celebrar o pacto, sendo relegados à condição de desiguais.
  117. 117. DESIGUALDADE SOCIAL Origem e fundamento da desigualdade: Pobreza versus riqueza: - Jean-Jacques Rousseau (1712-1778): A liberdade só teria sentido se fosse edificada na igualdade, que por sua vez, deveria ser moralmente assentada e legitimada por meio do concurso dos fundamentos jurídicos. Logo, a coesão social rousseauniana declara que todos ―os homens deveriam ser iguais perante a lei.‖
  118. 118. DESIGUALDADE SOCIAL Origem e fundamento da desigualdade: Pobreza versus riqueza: - As formas pelas quais os teóricos do Estado burguês moderno procuraram compreender, explicar e justificar a desigualdade passaram pelos conceitos de contrato, pacto, consentimento e pelo lema da liberdade, igualdade e fraternidade, mas só a superaram no plano jurídico, o que constituiu avanço histórico incontestável.
  119. 119. DESIGUALDADE SOCIAL Origem e fundamento da desigualdade: Pobreza versus riqueza: - As diferenças sociais, que são produto objetivo das distinções materiais entre proprietários e não proprietários, ricos e pobres, incluídos e excluídos, continuam sendo construídas e escamoteadas, na sociedade de classes contemporânea, ao sabor dos interesses e necessidades dos grupos que nela detêm o poder.
  120. 120. DESIGUALDADE SOCIAL Origem e fundamento da desigualdade: Pobreza versus riqueza: - No início do século XXI, a pobreza continua sendo tratada como consequência direta do fracasso pessoal, da incompetência ou da falta de vontade e garra dos indivíduos ou grupos, ao mesmo tempo que os setores dominantes da sociedade persistem na postura de não se sentirem responsáveis por sua geração.
  121. 121. DESIGUALDADE SOCIAL Relações sociais e desigualdade: O avanço da percepção de que a desigualdade social não era produto natural da condição humana, fato já notado teoricamente por Rousseau, levou ao cerne da questão: a desigualdade era resultante direta da lógica das relações sociais.
  122. 122. MOVIMENTOS SOCIAIS Conceito: Os conceitos definidores de movimento social referem-se à esfera das ações de grupos organizados para a conquista de determinados fins estabelecidos coletivamente, que partem de necessidades e visões específicas de mundo e de sociedade e objetivam mudar ou manter as relações sociais.
  123. 123. MOVIMENTOS SOCIAIS Conceito: Esses movimentos constituem parte integrante fundamental das sociedades, e são sufocados nas que são autoritárias e reconhecidos nas democráticas, devendo ser vistos e analisados como fenômenos internos aos constantes processos de mudança e conservação dos sistemas e estruturas sociais.
  124. 124. A SOCIEDADE DA COMUNICAÇÃO E DA INFORMAÇÃO Os processos de Comunicação de Masssa e a Sociedade Contemporânea: A comunicação e a informação constituem uma das bases fundamentais de todos os contatos sociais. Dada a profusão no século XX de meios para se comunicar, comunicação e informação tornaram-se imprescindíveis para a compreensão dos problemas relativos às relações sociais.
  125. 125. A SOCIEDADE DA COMUNICAÇÃO E DA INFORMAÇÃO Os processos de Comunicação de Masssa e a Sociedade Contemporânea: O conceito comunicação desenvolveu-se à proporção que cresceu a diversidade dos meios de comunicação. Quando nos comunicamos, utilizamos os meios que criamos para transportar nossos sentidos de um ponto para outro ou para vários pontos simultaneamente, pressupondo que a comunicação não consegue prescindir de seu agente.
  126. 126. A SOCIEDADE DA COMUNICAÇÃO E DA INFORMAÇÃO Massificação: Vivemos numa sociedade de massas! Massa um conjunto de elementos no qual o número de pessoas que expressam opinião é sempre muito menor do que o das que recebem. Nesse sentido, a massa seria constituída por uma coleção abstrata de indivíduos que viveriam a receber impressões e opiniões já formadas, antes construídas e depois veiculadas pelos meios de comunicação de massa.
  127. 127. A SOCIEDADE DA COMUNICAÇÃO E DA INFORMAÇÃO Massificação: A comunicação de massa deve ser caracterizada pela forma como ela é definida por seus produtores e pelo modo como ela é recebida pela sociedade. Ela é uma forma de comunicação social voltada para ampla faixa de público, que é anônimo, disperso e heterogêneo. E para atingir esse público deve voltar-se prioritariamente para a obtenção da chamada grande audiência, pelo recurso à utilização de seus meios e técnicas de difusão coletiva.

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