Métodos e técnicas de Pesquisa
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Métodos e técnicas de Pesquisa

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Material da aula de Métodos e técnicas de pesquisa do prof. Dr. João Luiz Passador.

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Métodos e técnicas de Pesquisa Métodos e técnicas de Pesquisa Presentation Transcript

  • Métodos e Técnicas de Pesquisa Aulas 24 e 25/02; 23 e 24/03 João Luiz Passador
  • Conteúdo Programático
    • 1. Conceitos de ciência
    • 2. Correntes filosóficas (positivismo, dialética e fenomenologia)
    • 3. Estratégias de pesquisa
    • 4. Sistematização, análise e interpretação de dados
    • 5. Trabalhos e publicações científicas
    • 6. Normas de apresentação gráfica
    • 7. Orientações para monografia
  • Conceitos iniciais
    • O expressão “Metodologia” é utilizada de maneira diversificada nos cursos específicos que tratam do tema. Assim, pode significar:
    • Conteúdos epistemológicos, propriamente ditos (episteme = conhecimento, portanto, teoria do conhecimento);
    • Técnicas de pesquisa (quantitativas e qualitativas);
    • Normas de apresentação gráfica (ABNT, p. ex.).
  • O que faz da ciência, ciência?
    • Qual a melhor maneira de amarrar os sapatos?
  • O que faz da ciência, ciência?
    • Resposta: o método! Alternativa “a”.
  • Preliminares do nascimento da ciência moderna: formação da sociedade de organizações industrias e do Estado de Direito Moderno (séc. IX a XIII)
    • Do Feudalismo ao Renascimento Europeu
      • Mudanças da base tecnológica de produção
      • Desequilíbrio entre aumento da população e expansão das fronteiras agrícolas
      • Cruzadas
      • Restabelecimento das relações de troca no Mediterrâneo
      • Retomada das rotas de comércio na Europa continental
      • Surgimento dos burgos
      • Estimulo à produção de excedentes econômicos
      • Primeiras ações organizadas para criar instituições de interesse do mercantilismo nascente
  • Os sinais iminentes de transformação da ordem medieval (séc. XIII a XVI)
    • Nas artes
    • Na religião
    • Na política
    • Nas ciências
  • Desenvolvimento das Ciências da Natureza
    • Física
    • Química
    • Biologia
    • Astronomia
    • Matemática
    • Lógica etc.
  • Desenvolvimento das Ciências da Natureza
    • Da Vinci
  • Desenvolvimento das Ciências da Natureza
    • Copérnico
    • Galileu
    • Kepler
  • Desenvolvimento das Ciências da Natureza
    • Newton
  • A modernidade instalada: os defensores e os detratores da nova ordem e o nascimento das ciências sociais (séc. XIX)
    • Comte : Positivismo (a essência aristotélica e o homem universal)
    • Marx : Materialismo Dialético (a existência sofista e o homem histórico)
  • A crise da modernidade (séc. XX)
    • Grandes Guerras Mundiais
    • Welfare State
    • Crise atuarial das políticas públicas do Bem-estar
    • Mudanças na base tecnológica: do modelo metal mecânico para o de tecnologia de informação eletrônica
    • Globalização
    • Física quântica e revolução nas ciências
    • Fenomenologia
  • A Fenomenologia
    • Husserl (Fenomenologia Descritiva)
    • Heidgger & Merleau-Ponty (Fenomenologia Hermenêutica)
  • Trajetória de transformação da racionalidade científica e da administração como ciência
    • Positivismo
    • Dialética
    • Fenomenologia
    • Administração Científica
    • Teoria Clássica
    • Relações Humanas
    • (e respectivas escolas de pensamento derivadas: Teorias Neoclássica; da Burocracia; Estruturalista; Comportamental etc.)
    • Abordagem Sistêmica
    • Abordagem Contingencial
    • (e demais modelos contemporâneos )
  • Trabalho de Conclusão de Curso
    • Atender às orientações institucionais das entidades que regulamentam cursos de educação continuada;
    • Importante momento pedagógico que pressupõe a mobilização do estoque de conhecimento adquirido ao longo do curso, bem como o aprendizado / aperfeiçoamento de procedimentos de pesquisa;
  • Escolha do tema
    • Deve responder aos interesses tanto dos alunos, quanto aos das organizações às quais pertencem, eventualmente patrocinadoras;
    • As fontes de consulta devem ser acessíveis e manejáveis pelo pesquisador;
    • Que o trabalho de coleta, organização e reflexão sobre as informações estejam ao alcance da experiência pregressa do candidato quanto aos seus repertórios cognitivos e aos seus domínios metodológicos;
    • Os recursos materiais e de tempo devem ser suficientes para atender aos objetivos da pesquisa (exeqüibilidade);
    • E que sejam os resultados úteis para “humanidade”.
  • Escolha do tema
    • Escrever pouco é sempre mais difícil. O título tem que ter a capacidade de sintetizar em uma só frase o conteúdo de todo o futuro relatório de pesquisa . É o “contato imediato do primeiro grau” e pode definir se o terceiro leitor vai se decidir ou não a lê-lo.
    • Sugestão: tabela de áreas temáticas da ENANPAD para um primeiro momento de inspiração sobre tema ( www.anpad.org.br ).
  • Fontes de pesquisa
    • São muitas as alternativas de consulta a bancos de dados eletrônicos disponíveis a baixo custo ou a custo zero. A Web é, sem dúvida, a grande fonte de consulta atualmente, porém não se devem descartar as bibliotecas e as livrarias;
    • É um bom costume também se utilizar de sites de livrarias para se conhecer, a princípio, sobre literatura física disponível para aquisição (a Livraria Cultura é um bom exemplo disto: www.livcultura.com.br ). Estes serviços remotos apresentam, em geral, opções de buscas avançadas interessantes para todos os assuntos e, invariavelmente, oferecem serviços de entrega via correio, cada vez mais seguros e rápidos;
    • Os anais eletrônicos da ANPAD (principal associação acadêmica na área de conhecimento em Administração no Brasil) também podem ser adquiridos/acessados no seu site ( www.anpad.org.br ). Apesar de oneroso, a relação custo benefício é muito favorável para o pesquisador.
  • Fontes de pesquisa
    • Todos os links disponíveis nas páginas iniciais das Bibliotecas da USP (p. ex. www.bcrp.pcarp.usp.br ) tais como o “Dedalus SIBiNet”, o “Periódicos da Capes”, “Scielo Brasil”, são bancos de artigos, e-books, dissertações e teses mais que suficientes para se realizar uma pesquisa de referências bibliográficas de interesse e atualizadas. Os browsers têm instruções de busca e seguem, via de regra, padrões mais ou menos homogêneos, como os do Google (ou do Google Acadêmico, site www . scholar.google.com.br , outra boa dica de base de pesquisa). Também o Emerald ( www.emeraldinsight.com ) é um banco de dados bastante interessante para as áreas mais técnicas, já que alguns trabalhos, mesmo em gestão, não raro, se encaminham para temáticas nesta área;
  • Fontes de pesquisa
    • Assim, não é possível mais se dizer que não há onde pesquisar literatura ou que há dificuldade em encontrar textos de interesse. A angústia agora é outra: como escolher as melhores referências em meio a tantas opções. Pois são estas tais habilidades que a presente atividade de pesquisa pretende aperfeiçoar nos alunos. No entender de Umberto Eco: [...] “ talvez mais importante que os resultados da pesquisa seja o seu processo de realização, especialmente no que ele agrega aos pesquisadores em termos de habilidades e competências novas .”
  • Trabalho com os textos
    • O trabalho com os textos selecionados pelo pesquisador é fundamental. Antes de qualquer grifo, faça uma primeira leitura rápida para identificar o que é de interesse. Só então destaque com os grifos e marcações o que é informação central e o que é subsidiária (dois grifos e um simples, respectivamente, por exemplo);
    • Sinalize os parágrafos que são capazes de sintetizar uma idéia fundamental para posterior uso na redação do seu trabalho. Se não encontrar, faça redação própria nas margens. Não “pinte” texto, simplesmente. Trabalhe o texto.
  • Trabalho com os textos
    • O “fichamento” é recomendável. A literatura, em geral, sobre esta atividade típica de pesquisa, apresenta modelos mais canônicos/físicos. Todavia, hoje já há muitos aplicativos eletrônicos disponíveis. Por exemplo o End Note ( www.endnote.com ), ou outro programa similar de gerenciamento de pesquisa, pode representar um esforço de aprendizagem muito interessante e útil. E para sempre.
  • Trabalho com os textos
    • Sempre que possível, compartilhe o seu trabalho com os colegas imediatos. A cooperação e a formação das redes são práticas fundamentais na produção, disseminação e apropriação de conhecimentos. Mas, o trabalho é autoral . É seu trabalho. Assim, os esforços de leitura individuais exigem certos rituais. Às vezes parece desnecessário, mas é sempre bom lembrar:
    • a) tenha um dicionário à mão;
    • b) realize as tuas leituras em ambiente confortável e ergonômico (organize um “santuário”: mesa e cadeira adequadas, ventilação, fonte de luz à esquerda para destros e vice-versa para canhotos etc.);
    • c) reserve períodos de tempo específicos para as leituras e os cumpra (a disciplina, tanto neste como em muitos outros casos, sempre recompensa).
  • Técnicas de pesquisa de campo
    • O que faz da ciência uma forma particular de construção do conhecimento é justamente o uso do método científico. Há muita literatura disponível sobre metodologia, mas algumas merecem destaque. O livro de Cooper e Schindler é um texto world class que se aproxima do estado da arte em termos de técnicas de pesquisa em Administração. Se precisar de modelos ou de orientação para fazer um questionário com escala Likert, por exemplo, ali você o encontra. O texto da Professora Vergara ajuda muito a justificar as escolhas, especialmente dentro do gradiente de opções entre técnicas quantitativas e qualitativas. As referências completas são:
    •  
    • COOPER, Donald & SCHINDLER, Pamela. Métodos de Pesquisa em Administração . São Paulo: Bookman, 2002.
    • VERGARA, Sylvia C.. Métodos de Pesquisa em Administração . São Paulo: Atlas, 2008.
  • Técnicas de pesquisa de campo
    • Não existe a “melhor” técnica universal de pesquisa. O que existe é a melhor técnica adequada ao objetivo de pesquisa. E isto é um juízo de valor. Portanto, o melhor pesquisador é aquele capaz de escolher a técnica ou a combinação de técnicas (dentre as quantitativas e qualitativas) que atenda, na sua avaliação, àquilo que a pesquisa específica deseja alcançar. É melhor pesquisador quem melhor sabe defender as próprias escolhas .
  • Redação
    • Já foi dito: “O melhor texto é aquele que, antes de mais nada, está escrito” . Porém, não é mesmo tarefa fácil escrever texto próprio, articulado e atraente para os terceiros leitores. É processo criativo e, por isso, um tanto errático e angustiante. Mas, os resultados destes esforços também são sempre recompensadores. E é melhor arrumar texto existente do que esperar inspiração concentrada.
  • Redação
    • Os cânones da literatura científica, por sua vez, recomendam:
    • a) concisão e clareza;
    • b) frases curtas, na terceira pessoa do singular (impessoal), sem receios de repetir o sujeito;
    • c) evitar adjetivos e redundâncias;
    • d) estilo capaz de atrair e manter interesse pela leitura .
  • Redação
    • Para os textos que se utilizam de abundantes e variadas fontes de informação é necessário uma revisão de padronização para tornar o estilo homogêneo . Esta é uma das tarefas em que o trabalho exige organicidade ao longo da realização da pesquisa, desde a escolha do tema até a elaboração do texto final da monografia;
    • Neste sentido, recomenda-se fortemente o uso de serviços profissionais especializados em revisão gramatical, estilo e apresentação gráfica dos relatórios finais de pesquisa. Tais serviços são dispensáveis caso haja reconhecidas expetises endógenas ao pesquisador para esta tarefa. Caso raro.
  • Redação
    • Muito importante: cuidado com transcrições literais de textos de terceiros sem a devida identificação de autoria. Paráfrases também podem tangenciar o que se define como ato contraventor. Se transcrever, identifique o autor .
    • As normas de apresentação gráfica e notação bibliográfica em geral recomendadas pelos orientadores é a compatível com a ABNT, disponível no Sistema Integrado de Bibliotecas da USP – SIBi/USP ( http://www.teses.usp.br/info/Caderno_Estudos_9_PT_1.pdf ). Há outras opções de normalização voluntária no mesmo site http://www.bcrp.pcarp.usp.br/, no link normas/teses, como a APA, a ISO e a Vancouver. Se os alunos tiverem melhor familiaridade com uma dessas, ou outras ainda, podem adotar. O que é exigido é que o texto tenha padrão homogêneo de apresentação dentro da normalização escolhida.
  • Relatórios
    • Espera-se receber os impressos, nas formas canônicas de textos acadêmicos, já dentro das normas de apresentação gráfica, segundo o cronograma de orientações estabelecido. Não deixe de olhar dissertações e teses mais recentemente defendidas e disponíveis no Dédalus , não só para iniciar o recolhimento de literatura de interesse para a pesquisa específica que realiza, como também para ter exemplo de apresentação gráfica dos trabalhos apresentados e defendidos no universo da USP e de outras instituições que oferecem também este tipo de acesso eletrônico.
  • Relatórios
    • Como estrutura geral de um projeto de pesquisa, temos os seguintes elementos:
    • a) Capa (com identificação das instituições; título do trabalho; autores e orientadores; local e ano)
    • b) Sumário (capítulos)
    • c) Resumo (por volta de vinte linhas, com as Palavras Chaves)
    • d) Introdução ( O que?/ Objeto e objetivos; Por que?/ Justificativas do esforço de pesquisa; Como? /Metodologia; Apresentação geral e sumarizada dos capítulos do trabalho);
    • e) Revisão teórica
    • d) Considerações preliminares (apresentação inicial dos resultados esperados)
  • Relatórios
    • O centro de gravidade de trabalhos como este é o OBJETIVO . Como em um sistema orbital ele é o centro e os outros elementos, satélites, giram em torno dele e com ele mantém estreita relação orgânica, sistêmica, articular. As partes do trabalho têm que estar em harmonia e o calibrador, neste caso, é o “objetivo” : o título se reporta a ele, assim como a metodologia, a revisão teórica e as conclusões.
    • Pense nesta estrutura básica como uma seqüência de slides Power Point para a apresentação, por exemplo, de um projeto para qualificação. São os elementos essenciais do primeiro momento do trabalho e a defesa das escolhas.
  • Relatórios
    • O Relatório Final , por sua vez, deverá seguir, preferencialmente, o modelo geral de apresentação gráfica (ordem, numeração de páginas, nomenclatura das partes etc.) do SIBi/USP, “Diretrizes para apresentação de dissertações e teses da USP: documento eletrônico e impresso: parte I (ABNT)”, como já indicado . Deverá conter, portanto, todos os elementos que compõem, de maneira exaustiva, um relatório de pesquisa e que, ao final, os trabalhos dos grupos terão que contemplar.
  • Orientações
    • É preciso destacar (mais uma vez invocando as orientações de Umberto Eco) que os orientadores NÃO devem ser:
    • a) revisores gramaticais, de estilo e de normalização gráfica;
    • b) psicoterapeutas e;
    • c) instituições financeiras.
    • Eles estarão à disposição para atendê-los naquilo que for possível e que estiver ao alcance. Mas, recomenda-se fortemente que os alunos valorizem e prestigiem os encontros presenciais de orientação. Tenha certeza, este é o grande momento do aluno. Para a orientação eficaz, muitas vezes mais valem “dois dedos de prosa”, olho no olho, do que muitas páginas de e.mail. Assim, não faltem aos encontros de orientação e tragam as suas dúvidas de forma organizada pois, assim, os objetivos serão alcançados.
  • Bibliografia básica
    • COOPER, Donald & SCHINDLER, Pamela. Métodos de Pesquisa em Administração . São Paulo: Bookman, 2002.
    • ECO, Umberto. Como se faz uma tese . São Paulo: Perspectiva, 2007.
    • VERGARA, Sylvia C.. Métodos de Pesquisa em Administração . São Paulo: Atlas, 2008.
  • OBRIGADO! [email_address]