Loading…

Flash Player 9 (or above) is needed to view presentations.
We have detected that you do not have it on your computer. To install it, go here.

Like this document? Why not share!

A importância de contar histórias

on

  • 8,264 views

 

Statistics

Views

Total Views
8,264
Views on SlideShare
8,263
Embed Views
1

Actions

Likes
0
Downloads
105
Comments
0

1 Embed 1

http://www.slideshare.net 1

Accessibility

Upload Details

Uploaded via as Microsoft Word

Usage Rights

© All Rights Reserved

Report content

Flagged as inappropriate Flag as inappropriate
Flag as inappropriate

Select your reason for flagging this presentation as inappropriate.

Cancel
  • Full Name Full Name Comment goes here.
    Are you sure you want to
    Your message goes here
    Processing…
Post Comment
Edit your comment

A importância de contar histórias A importância de contar histórias Document Transcript

  • UFPR – Universidade Federal do ParanáAlunas: Dalmira C. F. Serrato Glaucia Luiza Reeck Lilian Sofia KovalskiDisciplina: Tecnologia Aplicada a EducaçãoTurma: 4º AProfessor: Paulo Ross TRABALHO FINAL: BLOG TEMA: A IMPORTÂNCIA DE CONTAR HISTÓRIAS Como professores e pedagogos, sabemos da importância de se contarhistórias para os nossos alunos. Mas como saber o momento certo? Qualhistória escolher? Qual a diferença entre ler e contar uma história? Pararesponder a essas e outras questões trazemos a seguir o texto de CláudiaMarques Cunha Silva: A importância de contar histórias para as crianças Como recurso pedagógico a história abre espaço para a alegria e oprazer de ler, compreender, interpretar a si próprio e à realidade.Por que contar histórias para as crianças? A história é uma narrativa que se baseia num tipo de discurso calcadono imaginário de uma cultura. As fábulas, os contos, as lendas são organizadosde acordo com o repertório de mitos que a sociedade produz. Quando estasnarrativas são lidas ou contadas por um adulto para uma criança, abre-se uma
  • oportunidade para que estes mitos, tão importantes para a construção de suaidentidade social e cultural, possam ser apresentados a ela. Qual a diferença entre ler e contar uma história? São duas coisas muito diferentes, porém ambas muito importantes. Umtexto escrito segue as normas da língua escrita, que são completamentediferentes daquelas da linguagem falada. Quando uma criança ouve a leiturade uma história ela introjeta funções sintáticas da língua, além de aumentar seuvocabulário e seu campo semântico. Porém, aquele que lê a história devedominar a arte de contá-la, estar preparado suficientemente para fazê-lo comapoio no texto, sabendo utilizar o livro como acessório integrado à técnica davoz e do gesto. Além disso, quem lê para uma criança não lhe transmiteapenas o conteúdo da história; promovendo seu encontro com a leitura,possibilita-lhe adquirir um modelo de leitor e desenvolve nela o prazer de ler eo sentido de valor pelo livro. Há opiniões divergentes neste campo: algunsautores consideram que o contador sem o livro tem mais liberdade de acentuaremoções, modificar o enredo segundo as reações da criança e portanto,melhor comunicação com o público infantil. Teria ainda mais disponibilidadepara trabalhar sua voz e seu gesto. Somos partidárias, neste aspecto de que oimportante é como ler e como contar, porque é preciso que se tenha técnica epreparo para despertar o desejo e o prazer das crianças. Para que contar histórias? Um dos principais objetivos de se contar histórias é o da recreação. Masa importância de contar histórias vai muito além. Por meio delas podemosenriquecer as experiências infantis, desenvolvendo diversas formas delinguagem, ampliando o vocabulário, formando o caráter, desenvolvendo aconfiança na força do bem, proporcionando a ela viver o imaginário.Além disso, as histórias estimulam o desenvolvimento de funções cognitivasimportantes para o pensamento, tais como a comparação (entre as figuras e otexto lido ou narrado) o pensamento hipotético, o raciocínio lógico, pensamentodivergente ou convergente, as relações espaciais e temporais( toda históriatem princípio, meio e fim ) Os enredos geralmente são organizados de forma
  • que um conteúdo moral possa ser inferido das ações dos personagens e issocolabora para a construção da ética e da cidadania em nossas crianças. Como selecionar histórias para ler ou contar? Segundo Luiza Lameirão, existem dois tipos de histórias: aquelas queservem de alimento para a alma, permitindo a transmissão de valores e deimagens arquetípicas fundamentais para a construção da subjetividade; eaquelas que servem para despertar o raciocínio e o interesse da criança paraformas de agir e estar no mundo. - são chamadas histórias matéria -importantes para a estruturação dos aspectos objetivos de nossapersonalidade. Estas últimas devem ser selecionadas de acordo com odesenvolvimento cognitivo do ouvinte porque exigem maior compreensãoracional e analítica. Como se aprende a contar histórias? Em cursos de capacitação pode-se adquirir as competênciasnecessárias para se contar histórias, aprendendo as técnicas básicas de voz,gesto, materiais de apoio, dentre outras. Podemos destacar algumasorientações básicas para contar histórias: - Escolha leituras que tenham ligação direta com o sexo, a idade, oambiente familiar e o nível sócio econômico da clientela; - Incentive as crianças diariamente, contando pequenas histórias semmesmo ter o livro nas mãos; - Use entonação de voz atraente, sem exageros, faça suspense, façadrama, se emocione, expresse sua opinião sobre o tema e dê oportunidadepara que a criança também apresente sua opinião; - Enriquecer a narração com ruídos (onomatopéias) como miau! Au! Au; - Movimente o corpo (olhos, mãos e braços), mas sem exageros; - Evite cacoetes como: aí... então... entenderam... não é?;
  • - Crie a "hora da história". Na escola, um bom horário é após o recreiopara acalmar a turma; em casa pode ser à noite, antes de dormir; - Determine um dia ou horário para cada aluno ler ou contar umahistória. Não force ninguém; - Em casa, estimule a criança a recontar a história que ouviu; comprelivros, dê livros de presente em aniversários, natal e outras festividades; - Sempre que possível sente-se no nível das crianças; - Explique quando necessário, o significado das palavras novas; - Preserve a atenção das crianças no local em que a história está sendocontada (muito barulho, pessoas estranhas interrompendo, etc.). Quais as implicações pedagógicas do ato de contar histórias?A história, como já foi dito, possibilita a articulação entre objetividade esubjetividade, espaço no qual se situa o trabalho pedagógico. É, portanto, umrecurso que pode ser usado também tanto no diagnóstico como na intervençãopsicopedagógica em instituições e na clínica. O conteúdo mítico, as açõespraticadas pelos personagens, os valores morais implícitos na narrativa,permitem projeções que facilitam a elaboração de questões emocionais, muitasvezes expressas como sintomas que se apresentam na aprendizagem. Acompreensão dos enredos, a análise dos conteúdos, a estrutura lingüísticasubjacente ao texto, permitem ao profissional investigar questões cognitivaspresentes nas dificuldades do processo de aprendizagem. Como recursopedagógico a história abre espaço para a alegria e o prazer de ler,compreender, interpretar a si próprio e à realidade. Disponível em: http://www.profala.com/artigopsicopedagogia5.htm Após a leitura desse texto, temos que nos perguntar e responderhonestamente se damos a importância devida ao ato de contar histórias.
  • Depois de analisar nossas ações, nossos pontos de vista sobre a contação dehistórias precisamos exercitar essa habilidade e nos permitir sermos tãocriativos e exploradores de nossos próprios “limites” como as crianças o são.Para isso, propomos as seguintes atividades: 1. Escolha um ou mais destes inícios e continue a história: a) Era uma vez, uma girafa muito bonita amarela e marrom. Vivia muito feliz e passava o seu dia a comer folhinhas tenras do topo das árvores que os seus pais lhe davam. Um dia, foi até ao rio beber água e viu outras girafas que por lá andavam. Ao ver o seu reflexo na água, ficou muito triste. É que era a única girafa que tinha pescoço curto... b) Abobarriga, o Monstro das abóboras, julgava-se o rei da horta. Sempre carrancudo e rabugento, não sabia o que era uma palavra meiga e amiga. As aboborinhas tremiam só de o ver; até a sua mulher, dona Abobolina, vivia atemorizada. Mas chegou o dia 31 de Outubro e trouxe consigo a noite de Halloween... c) Lara saiu de casa, atrasada como em todos os dias, mas daquela vez não seguiu o ritual: tomar café, escovar os dentes, pegar a bolsa e sair. A preocupação com o relatório que iria apresentar era tanta que não tomou café, apenas escovou os dentes; não pegou a bolsa, mas alimentou Joca e saiu. O salto enroscou na calçada esburacada (por que ainda uso salto alto se o médico disse que me faz mal?) e ela tropeçou quando pensava em dar aquele par. Caiu em uma poça de água fedorenta e... d) Numa cidade pequena, tão pequena que parece uma aldeia, mora um jovem que é conhecido como Tuto, que tem fama de muito corajoso e destemido. E nessa pequena cidade tem uma lenda antiga, que até hoje assusta seus moradores, Mas Tuto está disposto a desvendar essa lenda. Em uma noite dessas com nevoeiro, Tuto vai em busca do mistério...
  • e) Quando eu era criança, lembro que desde cedo eu já ficava esperando, o almoço que parecia não chegar nunca! Depois vinha a sexta, e lá pela três da tarde meu pai se levantava e dizia: - Bom, bom, será que alguém quer dar um passeio? Era o sinal. Eu e minha irmã corríamos para tomar banho, minha mãe nos vestia com as melhores roupas e lá íamos nós, contentes da vida! O meu número preferido era... f) Era uma vez uma viúva que tinha duas filhas. A mais velha se parecia tanto com ela, no humor e de rosto, que quem a via, enxergava a própria mãe. Mãe e filha eram tão desagradáveis e orgulhosas que ninguém as suportava. A filha mais nova...2. Agora que já exercitamos o ato de inventar e de contar histórias a partir de um trecho, vamos propor que você inicie uma história e deixe para que outras pessoas a continuem e terminem: “ ...”3. Propomos também dois alguns links sobre contação de histórias, com entrevistas, explicações, oficinas com professores: http://revistaescola.abril.com.br/lingua-portuguesa/pratica- pedagogica/contacao-historias-431368.shtml (Neste vídeo, você acompanha atividades de uma oficina sobre contação de histórias, realizada no projeto Letras de Luz, programa de incentivo à leitura mantido pela Fundação Victor Civita e a Energias do Brasil). http://vimeo.com/8743000
  • (Sandra, Meire e Tina, professoras do DAC da sala de 4 anosresolveram registrar um dia de ensaio para “Contação de Histórias”.Existem mais alguns vídeos disponíveis elencados no mesmo link).