1                 GABRIELLE DURANTE ROSSO                 MAYARA PEREIRA DE SOUZA                   NATHÁLIA DONIDA POLLI ...
2                GABRIELLE DURANTE ROSSO                MAYARA PEREIRA DE SOUZA                  NATHÁLIA DONIDA POLLI    ...
3“Não se pode resolver os problemas utilizandoo mesmo tipo de pensamento que usamosquando os criamos.”                    ...
4                                            LISTA DE ILUSTRAÇÕESFigura 1 - Custo fixo em relação às unidades produzidas.....
5                                              LISTA DE TABELASTabela 1: Temporalidade.......................................
6LISTA DE SIGLASCNPJ- Cadastro Nacional de Pessoa JurídicaCofins - Contribuição para o Financiamento da Seguridade SocialC...
7                                                       SUMÁRIO1 INTRODUÇÃO..................................................
82.7 CRONOANÁLISE...........................................................................................          232....
94.1.1 Missão........................................................................................................     ...
10APÊNDICE E- PESQUISA DE SATISFAÇÃO DO CLIENTE.............................   66
111 INTRODUÇÃO            No âmbito global, com o aumento da demanda, a produção cresce emprogressão aritmética, ocasionan...
12           O primeiro é a fase do namoro, quando a empresa, existe apenas comoideia, foca-se no produto e não no mercado...
131.1 TEMA           Diagnóstico organizacional com ênfase em custos.1.1.1 Delimitação do tema           O Diagnóstico Org...
141.4 OBJETIVOS1.4.1 Objetivo geral          Elaborar uma planilha de custos para verificar o preço de venda doscintos e i...
152 CUSTOS          Os custos são componentes monetários da empresa incluindo asvariáveis produtivas, de gestão ou até mes...
16precisam de um critério para serem reconhecidos. Conforme Leone (2000) é umcusto divido proporcionalmente entre o montan...
172.1.4 Custos Variáveis            Dependem da variação da quantidade produzida ou vendida, mas nemsempre na mesma propor...
182.1.6 Custos estimados          Custos predeterminados são aqueles que resolvem determinadassituações de controle e plan...
192.1.10 Custos periódicos           Segundo Leone (2000), são custos relacionados ao período de tempo, egeralmente são re...
202.1.13 Custo por degrau           Segundo Leone (2000), são os custos que se mantém constantes atédeterminado número de ...
21Serviços), o PIS (Programa de Integração Social) e a Cofins (Contribuição para oFinanciamento da Seguridade Social), que...
22           Direta: é quando a mão de obra é aplicada diretamente na execuçãodos objetivos da empresa. Segundo Megliorin...
23          Deste modo o fluxo de caixa é considerado por Zdanowicz (2004) umadas ferramentas mais importantes para o admi...
24          Com a cronometragem determina-se o tempo necessário para concluiruma operação, calculando o tempo de trabalho ...
252.7.3 Utilizações dos tempos cronometrados2.7.3.1 Cálculo da produtividade            Toledo (1988, p. 38) coloca que “p...
26Figura 5: Cálculo da programação de produção diáriaFonte: adaptada pelo grupo, do livro Cronoanálise.            Conform...
27Figura 8: Cálculo da carga de máquinaFonte: adaptada pelo grupo, do livro Cronoanálise.2.8 MICROEMPRESA            São c...
28            Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias           (ICMS)2.10 IMPORTÂNCIA DO EXCEL    ...
292.12 LEGALIZAÇÃO          Segundo Carvalho (2008) a legalização é momento em que a empresaserá registrada na Junta Comer...
30dos equipamentos ou dos setores fabris, para se obter maior produtividade,eficiência e qualidade do trabalho, além de pr...
31bom desempenho das atividades, e servir a história, de modo que os documentosmostram, em ordem cronológica ou não, o dec...
32                          5 anos, contados a partir doImposto             sobre                          exercício segui...
33                                 6. PATRIMÔNIODocumento                    Prazo de Guarda             Prazo de Precauçã...
34            Vertical: os documentos permanecem no interior do móvel em posiçãovertical. Ele pode ser frontal, onde os d...
35          Segundo Hayes (2003) os aspectos da qualidade podem ser medidos,esses dão as empresas uma indicação exata das ...
363 METODOLOGIA DA PESQUISA          Neste projeto, utilizou-se para a obtenção de dados uma pesquisabibliográfica para a ...
37essenciais para obter conhecimento referente ao funcionamento da organização einformações financeiras.3.4 PROCESSO DE CO...
38arquivos de acordo com fluidez e cronologia do documento, e sim em arquivos pornatureza, o que dificulta a procura por a...
394 RESULTADOS OBTIDOS4.1 HISTÓRICO DA EMPRESAFigura 9: Fachada da empresaFonte: Adaptada pelo grupo           A Empresa A...
404.2 INFORMAÇÕES E ANÁLISES4.2.1Etapas produtivas do cinto terceirizado “A”            Pode-se analisar a fabricação de u...
41Figura 11: Enquadramento.Fonte: Arquivo do grupo.Figura 12: Colagem.Fonte: Arquivo do grupo.Figura 13: Corte do cinto na...
42Figura 14: Corte do formato e os furos por meio de uma matriz.Fonte: Arquivo do grupo.Figura 15: Medição do cinto.Fonte:...
43Figura 17: Acabamento (fivela+ rebite).Fonte: Arquivo do grupo.Figura 18: Rebite (máquina).Fonte: Arquivo do grupo.Figur...
44Figura 20: Encaixotamento.Fonte: Arquivo do grupo.4.2.2 Tempo necessário no cumprimento de cada etapa do cinto terceiriz...
454.2.3 Gastos          É de suma importância a empresa ter conhecimento de seus gastos, tantonos processos produtivos, qu...
465 PROPOSTAS DE MELHORIAS5.1 PLANILHA DE CUSTOS          Por meio da solicitação feita pela empresária Gorete Alano, o gr...
475.3 PLANO DE NEGÓCIOS          Uma vez que, a ArtStylo não é uma empresa jurídica ainda, o gruposugere que seja realizad...
485.5 PRINCÍPIO DA ENTIDADE           Pelo fato de a ArtStylo Moda Metais e a produção de cintos, utilizarem damesma conta...
49          Recolher e ordenar os documentos da empresa          Arquivar os documentos, visando a recuperação de inform...
50Figura 23: Pasta suspensa para documentação dos clientesFonte: M de malucaFigura 24: Pasta para colocação das contas pag...
51          Contudo, elaborou-se um novo layout baseado nos processos do cinto,conforme apêndice B e D, esse é chamado de ...
526 CONSIDERAÇÕES FINAIS           Toda empresa precisa manter-se preocupada constantemente com osetor financeiro, a fim d...
53que quando bem estruturado, faz diferença no tempo produtivo, a organização dosdocumentos, o qual facilita a sua localiz...
54                                  REFERÊNCIASBELLOTTO, Heloisa Liberalli. Universidade e arquivos: perfil, história econ...
55HORNGREN, Charles T. et al. Contabilidade Gerencial. 12ed. São Paulo: Prenticehall, 2004.KOLIVER, Olivo. Contabilidade d...
56MEGLIORINI, Evandir. Custos. 2 ed. São Paulo: Pearson prentice hall, 2007.NASCIMENTO, Jonilton Mendes do. Custos planeja...
57PRAZERES, Hélvio Tadeu Cury. Como administrar pequenas empresas. Viçosa:CPT, 2005.REIS, Dayr Américo dos. Administração ...
58ANEXOS
59    ANEXO A – FLUXO DE CAIXA DAS ENTRADAS E SAÍDAS DO MÊS DE                                 SETEMBRO     ENTRADAS      ...
60           ANEXO B – FLUXO DE CAIXA DO MÊS DE SETEMBROENTRADAS             SAÍDAS                         VALORLa Moda  ...
61APÊNDICES
62APÊNDICE A – PLANILHA DE CUSTOS
63APÊNDICE B – PLANTA BAIXA
64                        APÊNDICE C – LAYOUT ATUALLegenda:    1- Estoque    2- Mesa de medição, corte do couro e colagem ...
65                         APÊNDICE D – NOVO LAYOUTLegenda:  1- Estoque  2- Mesa de medição e corte do couro  3- Mesa de c...
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  1. 1. 1 GABRIELLE DURANTE ROSSO MAYARA PEREIRA DE SOUZA NATHÁLIA DONIDA POLLI SHEILA MENEGON FABRISPRODOS (PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO ORGANIZACIONAL SATC)DIAGNÓSTICO ORGANIZACIONAL COM ÊNFASE EM CUSTOS NA EMPRESA ARTSTYLO CRICIÚMA – 2012
  2. 2. 2 GABRIELLE DURANTE ROSSO MAYARA PEREIRA DE SOUZA NATHÁLIA DONIDA POLLI SHEILA MENEGON FABRISPRODOS (PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO ORGANIZACIONAL SATC)DIAGNÓSTICO ORGANIZACIONAL COM ÊNFASE CUSTOS NA EMPRESA ARTSTYLO Programa de Desenvolvimento Organizacional SATC (PRODOS) elaborado pelos alunos da 4ª fase do Curso Técnico em Administração, solicitado pelos professores dos componentes curriculares relacionados. CRICIÚMA – 2012
  3. 3. 3“Não se pode resolver os problemas utilizandoo mesmo tipo de pensamento que usamosquando os criamos.” Albert Einsten
  4. 4. 4 LISTA DE ILUSTRAÇÕESFigura 1 - Custo fixo em relação às unidades produzidas................................... 17Figura 2 - Custo variável em relação às horas das máquinas............................. 18Figura 3 - Processo produtivo: quando a mesma fase é comum a dois ou maisprodutos............................................................................................................... 18Figura 4: Cálculo da produtividade....................................................................... 26Figura 5: Cálculo da programação de produção diária........................................ 27Figura 6: Cálculo da carga de mão de obra em minutos por dia......................... 27Figura 7: Cálculo do número de pessoas............................................................ 27Figura 8: Cálculo da carga de máquina............................................................... 28Figura 9: Fachada da empresa............................................................................ 39Figura 10: Couro enfesto...................................................................................... 40Figura 11: Enquadramento................................................................................... 41Figura 12: Colagem.............................................................................................. 41Figura 13: Corte do cinto na máquina.................................................................. 41Figura 14: Corte do formato e os furos por meio de uma matriz.......................... 42Figura 15: Medição do cinto................................................................................. 42Figura 16: Costura................................................................................................ 42Figura 17: Acabamento (fivela+ rebite)................................................................ 43Figura 18: Rebite (máquina)................................................................................. 43Figura 19: Embalagem de proteção da fivela....................................................... 43Figura 20: Encaixotamento.................................................................................. 44Figura 21: Pasta sanfonada para contas a pagar por dia.................................... 49Figura 22: Pasta sanfonada para contas a receber por dia................................. 49Figura 23: Pasta suspensa para documentação dos clientes.............................. 50Figura 24:Pasta para colocação das contas pagas, por ano, mês enatureza................................................................................................................ 50
  5. 5. 5 LISTA DE TABELASTabela 1: Temporalidade..................................................................................... 32Tabela 2: Salários................................................................................................ 45Tabela 3: Custos Fixos......................................................................................... 45Tabela 4: Custos na Produção............................................................................ 45
  6. 6. 6LISTA DE SIGLASCNPJ- Cadastro Nacional de Pessoa JurídicaCofins - Contribuição para o Financiamento da Seguridade SocialCSLL - Contribuição Social sobre Lucro LíquidoDAS - Documento de Arrecadação do Simples NacionalFGTS - Fundo de Garantia por Tempo de ServiçoFOFA – Pontos Fortes, Oportunidades, Fraquezas e AmeaçasICMS - Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e ServiçosIPI - Imposto sobre Produtos IndustrializadosIRPJ - Imposto sobre Renda da Pessoa JurídicaISSQN - Imposto sobre Serviços de Qualquer NaturezaMO – Mão de obraPIS - Programa de Integração SocialPRODOS - Programa de desenvolvimento organizacional SATCSATC – Associação Beneficente da Indústria Carbonífera de Santa CatarinaTP – Tempo padrãoTTD - Tabela de Temporalidade Documental
  7. 7. 7 SUMÁRIO1 INTRODUÇÃO.................................................................................................. 111.1 TEMA............................................................................................................. 131.1.1 Delimitação do tema................................................................................. 131.2 PROBLEMA................................................................................................... 131.3 JUSTIFICATIVA ............................................................................................ 131.4 OBJETIVOS................................................................................................... 141.4.1 Objetivo geral............................................................................................ 141.4.2 Objetivos específicos............................................................................... 142 CUSTOS.......................................................................................................... 152.1 CLASSIFICAÇÕES DOS CUSTOS ............................................................. 152.1.1 Custos diretos.......................................................................................... 152.1.2 Custos indiretos....................................................................................... 152.1.3 Custos fixos.............................................................................................. 162.1.4 Custos Variáveis....................................................................................... 172.1.5 Custos Comuns........................................................................................ 172.1.6 Custos estimados..................................................................................... 182.1.7 Custo padrão............................................................................................. 182.1.8 Custos inventariáveis............................................................................... 182.1.9 Custos não- inventariáveis...................................................................... 182.1.10 Custos periódicos.................................................................................. 192.1.11 Custos de transformação ou de conversão......................................... 192.1.12 Custos das mercadorias vendidas........................................................ 192.1.13 Custo por degrau.................................................................................... 202.2 MATÉRIA-PRIMA........................................................................................... 202.2.1 Perdas de matéria-prima.......................................................................... 202.2.2 Composição do custo da matéria-prima................................................. 202.2.3 Sobra de material...................................................................................... 212.3 DEPRECIAÇÃO............................................................................................. 212.4 MÃO DE OBRA.............................................................................................. 212.5 SALÁRIOS..................................................................................................... 222.6 FLUXO DE CAIXA.......................................................................................... 22
  8. 8. 82.7 CRONOANÁLISE........................................................................................... 232.7.1 Estudo de tempos e movimentos............................................................ 232.7.2 Estudo dos tempos cronometrados........................................................ 232.7.3 Utilizações dos tempos cronometrados................................................. 252.7.3.1 Cálculo da produtividade.......................................................................... 252.7.3.2 Carga de mão de obra ............................................................................ 262.7.3.3 Carga de máquina.................................................................................... 262.8 MICROEMPRESA.......................................................................................... 272.9 SIMPLES NACIONAL.................................................................................... 272.10 IMPORTÂNCIA DO EXCEL......................................................................... 282.11 PLANO DE NEGÓCIOS............................................................................... 282.12 LEGALIZAÇÃO............................................................................................ 292.13 PRINCÍPIO DA ENTIDADE.......................................................................... 292.14 PRÓ-LABORE.............................................................................................. 292.15 LAYOUT....................................................................................................... 292.15.1 layout por processo................................................................................ 302.16 ARQUIVO..................................................................................................... 302.16.1 Finalidade do arquivo.............................................................................. 302.16.2 Tipos de arquivo...................................................................................... 312.16.3 Tabela de temporalidade........................................................................ 312.16.4 Ordens de arquivamento........................................................................ 332.16.5 Tipos de arquivo...................................................................................... 332.16.6 Acessórios para arquivamento.............................................................. 342.17 SATISFAÇÃO DO CLIENTE........................................................................ 343 METODOLOGIA DA PESQUISA..................................................................... 363.1 POPULAÇÃO................................................................................................. 363.2 AMOSTRA...................................................................................................... 363.3 INSTRUMENTO DE COLETA DE DADOS.................................................... 363.4 PROCESSO DE COLETA DE DADOS.......................................................... 373.5 ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOS DADOS............................................... 384 RESULTADOS OBTIDOS................................................................................ 394.1 HISTÓRICO DA EMPRESA........................................................................... 39
  9. 9. 94.1.1 Missão........................................................................................................ 394.1.2 Visão........................................................................................................... 394.2 INFORMAÇÕES E ANÁLISES ...................................................................... 404.2.1 Etapas produtivas do cinto terceirizado “A”.......................................... 404.2.2 Tempo necessário no cumprimento de cada etapa do cintoterceirizado “A”.................................................................................................. 444.2.3 Gastos........................................................................................................ 455 PROPOSTAS DE MELHORIAS.......................................................................... 465.1 PLANILHA DE CUSTOS................................................................................ 465.2 FLUXO DE CAIXA.......................................................................................... 465.3 PLANO DE NEGÓCIOS................................................................................. 475.4 LEGALIZAÇÃO.............................................................................................. 475.5 PRINCÍPIO DA ENTIDADE............................................................................ 485.6 PRÓ- LABORE............................................................................................... 485.7 ORGANIZAÇÃO DE ARQUIVOS................................................................... 485.8 NOVO LAYOUT............................................................................................. 505.9 PESQUISA DE SATISFAÇÃO DOS CLIENTES............................................ 516 CONSIDERAÇÕES FINAIS.............................................................................. 52REFERÊNCIAS.................................................................................................... 54ANEXOS..................................................................................................................... 58ANEXO A – FLUXO DE CAIXA DAS ENTRADAS E SAÍDAS DO MÊS DESETEMBRO......................................................................................................... 59ANEXO B – FLUXO DE CAIXA DO MÊS DE SETEMBRO................................ 60APÊNDICE........................................................................................................... 61APÊNDICE A – PLANILHA DE CUSTOS........................................................... 62APÊNDICE B – PLANTA BAIXA........................................................................ 63APÊNDICE C – LAYOUT ATUAL....................................................................... 64APÊNDICE D – NOVO LAYOUT ........................................................................ 65
  10. 10. 10APÊNDICE E- PESQUISA DE SATISFAÇÃO DO CLIENTE............................. 66
  11. 11. 111 INTRODUÇÃO No âmbito global, com o aumento da demanda, a produção cresce emprogressão aritmética, ocasionando o acréscimo das vendas e em consequênciadisso o aumento do faturamento e dos custos das empresas. Deste modo, faz-senecessário utilizar de um sistema financeiro eficaz para cálculo dos mesmos. O setor financeiro de uma organização é de suma importância para asobrevivência da mesma. Uma vez que, se esse falhar, toda a empresa sairáprejudicada, dependendo do grau desse erro, poderá ser decretado estado defalência. Segundo Koliver (2008), a contabilidade de custos, refere-se aos métodose procedimentos utilizados na classificação e avaliação das alterações patrimoniais,que ocorrem no ciclo operacional das instituições, visando à correta demarcação dosvalores de bens e serviços produzidos em um determinado tempo. Contudo têm-secomo preocupação os valores monetários que entram e saem da empresa, paraassim manter um equilíbrio entre ambos e decorrentemente o lucro da entidade. Entretanto, não é apenas o setor financeiro da empresa que faz com queessa se mantenha ativa, mas também sua legalização, que permite que a instituiçãoesteja em conformidade com a lei. Fazem parte desse, o princípio da entidade o qualdistingue o físico do jurídico, como também o pró-labore que constitui o salário decada sócio. Contudo, os setores da empresa precisam trabalhar de forma interligada,de modo que a organização não seja subdividida, e sim atue em um todo. Com basenisso tem-se ferramentas que auxiliam na melhoria contínua, incluído nesses temos:o plano de negócios para planejar a implantação da empresa, a organização dosarquivos trazendo facilidade a empresária, o layout definido conforme a produçãoproporcionando agilidade e a pesquisa de satisfação dos clientes na qual a empresaterá consciência das expectativas dos seus clientes. Para melhor ilustrar a existência das organizações, o livro Os Ciclos deVida das Organizações de Ichak Adizes (1998) nos mostra que as empresas sãoorganismos vivos, e como os seres humanos, tem um início, um meio e um fim.Deste modo, as empresas possuem um ciclo de vida, constituído por 8 estágios.
  12. 12. 12 O primeiro é a fase do namoro, quando a empresa, existe apenas comoideia, foca-se no produto e não no mercado, provocando o nascimento da empresa,passando ao estágio seguinte de desenvolvimento. O segundo é a infância, na qual assume-se o risco e a empresa é aberta,o dinheiro é necessário para pagar as contas e o foco principal é a produção deresultados, a flexibilidade, a centralização e vulnerabilidade são altas, a empresatem a necessidade de capital de giro. Uma organização deixa de ser criança quandoa sua situação de caixa e suas atividades começam a se estabilizar, entrando nopróximo estágio. No terceiro, o Toca-toca a empresa já resolveu o seu fluxo de caixanegativo e as vendas estão aumentando, nesse caso o empresário vê oportunidadesde negócio em outros ramos, podendo desviar o foco da empresa, essa volta-separa o mercado, para as vendas, crescendo com rapidez, delegando funções, epassando para o próximo estágio. No quarto estágio, a adolescência é momento da contratação de umgerente profissional, que deve ser um líder, se diferenciando do fundador, quepossui um sentimento paternalista. Passa-se assim para o próximo estágio. No quinto, a plenitude é um ponto favorável, onde a instituição atinge umequilíbrio de autocontrole e flexibilidade, tendo lucratividade, sabendo o que estãofazendo, para onde estão indo, e como chegar lá. Entrando em uma nova fase. Na sexta, a estabilidade faz com que as empresas possuam expectativasmenores de crescimento, começando a envelhecer. A empresa ainda está forte, masvai perdendo sua flexibilidade, está chegando ao fim do crescimento e começando adeclinar, perdendo a criatividade. Assim vai para o outro estágio. No sétimo, na aristocracia aplica-se dinheiro em sistemas de controle einstalações, tem-se dinheiro em abundância, entretanto quando se nota que épreciso mudar algo, ninguém assume o compromisso. Entrando no último estágio. No último, a burocracia, as empresas, possuem conflitos e brigas internas,a demanda perde sua elasticidade, os preços se elevam, reduzindo a receita total,ocasionando o fim da empresa. Com base na importância desses, e para que ocorra a melhoria contínuada organização, o presente trabalho abordará desde a classificação dos custos até asatisfação do cliente a fim de pôr em prática a teoria adquirida.
  13. 13. 131.1 TEMA Diagnóstico organizacional com ênfase em custos.1.1.1 Delimitação do tema O Diagnóstico Organizacional é um instrumento de coleta de informaçõesda organização, torna-se relevante que esse seja feito, pois tem intuito de conhecera realidade interna, para que a administração tome conhecimento de todas asdimensões envolvidas. Visando descobrir a situação presente da organização pararecomendar estratégias adequadas com intuito de melhoria dos resultados. Combase nisso, o presente trabalho abordará o diagnóstico organizacional com ênfaseem custos, uma vez que analisaremos por meio de uma planilha de custos, asreceitas e despesas da empresa, a fim de melhorar a gestão de custos da mesma,bem como sugerir melhorias para a organização.1.2 PROBLEMA De que modo é possível elaborar uma planilha de custos para verificar opreço de venda dos cintos, bem como identificar pontos a serem melhorados naempresa no setor administrativo?1.3 JUSTIFICATIVA Para que os objetivos organizacionais sejam alcançados, as organizaçõesdevem agregar valores às suas atividades. Para tanto, é necessário que possua umcontrole sobre os custos, como também em todos os setores da organização, já quea mesma é estruturada em um todo, e não em partes, visando assim a melhoriacontínua da empresa. O curso técnico em Administração da SATC por meio do PRODOS(Programa de desenvolvimento organizacional SATC) desenvolve atividades quevisão apoiar o desenvolvimento organizacional e desta forma contribuir para oaprendizado dos alunos que participam das atividades, possibilitando relacionar ateoria e a prática.
  14. 14. 141.4 OBJETIVOS1.4.1 Objetivo geral Elaborar uma planilha de custos para verificar o preço de venda doscintos e identificar pontos a serem melhorados na empresa no setor administrativo.1.4.2 Objetivos específicos  Conhecer teoricamente a aplicação do sistema adequado de custos;  Desenvolver referencial teórico a cerca do tema proposto;  Fazer pesquisa levantando dados junto à empresa;  Elaborar relatório sobre a pesquisa;  Analisar os dados obtidos por meio de fundamentação teórica;  Desenvolver a planilha de custos;  Propor outras ações de melhorias para a empresa.
  15. 15. 152 CUSTOS Os custos são componentes monetários da empresa incluindo asvariáveis produtivas, de gestão ou até mesmo as variantes internas e externas.Segundo Megliorini (2007), quanto mais estruturada for à empresa, melhores serãoos resultados obtidos por meio de um sistema de custos. Já que uma organizaçãobem edificada e estruturada facilita a implementação do sistema de custos e aanálise dos mesmos. Para atender as exigências legais, a empresa precisa adequar seusmétodos de apuração de custos aos princípios contábeis e estar em conformidadecom as normas e as legislações vigentes, conforme Megliorini (2001). Assim,alcançando as requisições legais cobradas pela lei, fica mais simples para aorganização estar em conformidade com si mesma, facilitando o seu dia-a-dia.2.1 CLASSIFICAÇÕES DOS CUSTOS Existem vários tipos de custos, que são distintos entre si, conforme Leone(2000, p.55) “os custos diferentes atendem finalidades diferentes”. Deste modo, éestabelecida a classificação dos mesmos, para acatar as diversas finalidadesadministrativas.2.1.1 Custos diretos São de fácil identificação já que são mensuráveis, segundo Santos(2006), são denominados como matéria prima, mão de obra e gastos gerais defabricação, uma vez que estão ligados diretamente a fabricação do produto. Conforme Leone (2000), o custo é direto quando não se faz necessárioempregar nenhuma medida de consumo, ou parâmetro, conseguindo identificá-lo demodo mais lógico.2.1.2 Custos indiretos Impossibilitam uma segura e objetiva identificação, já que dependem doemprego de recursos, de taxas de rateio e de parâmetros para o débito às obras,
  16. 16. 16precisam de um critério para serem reconhecidos. Conforme Leone (2000) é umcusto divido proporcionalmente entre o montante produzido. A exemplo deste, temosa energia elétrica que é rateada em proporção as horas de utilização das máquinaspelos produtos.2.1.3 Custos fixos São aqueles que não variam, conforme Nascimento (2001) não importa aquantidade produzida em determinado período, pois esses mantêm o mesmo valorem qualquer nível de ocupação da entidade. Os custos fixos estão relacionados comos custos indiretos de fabricação, por não terem relação com as quantidades dosprodutos fabricados. Têm-se como exemplos os alugueis, depreciações dasmáquinas, entre outros. Segundo Santos (2006) a composição dos custos fixos são:  Fixos irredutíveis: são indispensáveis para a existência da empresa,nascem juntamente com a fundação da organização e não desaparecem com o fimdas atividades;  Fixos de prontidão: são aqueles que permitem o início instantâneo dasatividades, e são os responsáveis para que a entidade continue a produzir;  Fixos da atividade: ocorrem quando opera com a capacidade normal daorganização;  Fixos em salto: surge quando a empresa decide aumentar suacapacidade.Figura 1: Custo fixo em relação às unidades produzidas.Fonte: Adaptada pelo grupo, do livro custos: planejamento, implantação e controle.
  17. 17. 172.1.4 Custos Variáveis Dependem da variação da quantidade produzida ou vendida, mas nemsempre na mesma proporção. Segundo Koliver (2008) somente existem quando seproduz algum produto ou serviço, seja esse destinado à venda ou não. A exemplo tem-se os insumos para a fabricação de produtos, se nãohouver produção, a matéria-prima não será utilizada, não havendo assim o custo.Segundo Oliveira (2000, p. 70) o total dos custos variáveis cresce à medida que ovolume de atividades da empresa aumenta. São exemplos de custos variáveis amatéria-prima e a mão de obra.Figura 2: Custo variável em relação às horas das máquinas.Fonte: Adaptada pelo grupo, do livro custos: planejamento, implantação e controle.2.1.5 Custos Comuns Conforme Leone (2000) são os custos em comum que estão presentesem mais de um produto, como por exemplo a energia.Figura 3: Processo produtivo: quando a mesma fase é comum a dois ou maisprodutos.Fonte: Adaptada pelo grupo, do livro custos: planejamento, implantação e controle.
  18. 18. 182.1.6 Custos estimados Custos predeterminados são aqueles que resolvem determinadassituações de controle e planejamento em eventuais situações. Conforme Leone(2000) são direcionados para determinadas operações, ou seja, já são estabelecidoscom antecedência, conforme a necessidade da organização.2.1.7 Custo padrão São os custos aplicados em operações repetitivas e esse mantém relaçãocom a variabilidade da quantidade. Segundo Leone (2000) o custo padrão épredeterminado, e tem como base o cálculo dos parâmetros operacionais, sendoutilizado prioritariamente em produção em série. Conforme Martins (1990) o custo padrão diz respeito ao valor que aempresa fixa como meta para o próximo período para um determinado produto ouserviço, entretanto levam em conta as qualidades dos materiais, mão de obra, eequipamentos. De acordo com Martins (2003) as metas estabelecidas são difíceis, maisnão impossíveis. Deste modo acaba funcionando como alvo e desafio de toda aorganização.2.1.8 Custos inventariáveis São os custos dos produtos que estão na etapa de fabricação, ou seja,permanecem nos estoques de produtos em processo e de produtos acabados.Segundo Leone (2000) se deslocam para as contas de estoque e ficam no ativorealizável enquanto os produtos não são vendidos. Estes são acrescentados nopreço final do produto.2.1.9 Custos não- inventariáveis Diferentemente dos inventariáveis, estes não podem ser somados aovalor final do produto, já que segundo Leone (2000) são pouco significativos e nãotem relação com a fabricação, ou seja, são fixos.
  19. 19. 192.1.10 Custos periódicos Segundo Leone (2000), são custos relacionados ao período de tempo, egeralmente são repetitivos. Em suma, se repetem no próximo período, somando novalor final do produto, tem- se como exemplos, imposto sobre propriedade, aluguel,entre outros.2.1.11 Custos de transformação ou de conversão Esse é designado pela soma da mão de obra direta e das despesasindiretas de fabricação. Esta soma representa o esforço da empresa natransformação da matéria-prima em produtos acabados. Conforme Leone (2000 p.69) a administração da empresa controla a aplicação desses recursos, objetivando aredução dos custos, maior produtividade e melhor rendimento. Em resumo, umcorreto controle dos custos diretos e indiretos da organização resulta em benefíciospara a mesma, como maior produtividade e rendimento.2.1.12 Custos das mercadorias vendidas São os custos das mercadorias que originam o faturamento mensal daorganização, onde o que interessa é a data em que o produto foi comercializado.Sem a informação da data não é possível conhecer o resultado do demonstrativomensal de resultados nem o próprio ponto de equilíbrio. Segundo Horngren (2004)pode ser considerado como o custo da mercadoria adquirida ou manufaturada evendida. O custo da mercadoria vendida está diretamente ligado ao estoque, jáque representa a retirada efetuada nas contas dos estoques por vendas realizadasno período, ou seja, é o produto do estoque inicial juntamente com as comprasefetuadas, menos o estoque final. Conforme Horngren (2004) este é um conceitoamplamente usado, particularmente no setor varejista.
  20. 20. 202.1.13 Custo por degrau Segundo Leone (2000), são os custos que se mantém constantes atédeterminado número de mercadorias, e este sobe para uma plataforma onde semantém constante até atingir outro ponto do volume, ou seja, mudam abruptamenteem intervalos de atividades. Por exemplo, o número X de volume de mercadoriastem um custo Y, se a mercadoria aumentar em X+10.000 o valor Y do custoaumenta 40.000 e assim crescem em projeção aritmética.2.2 MATÉRIA-PRIMA Dentre os diversos tipos de materiais utilizados em uma empresa,somente as matérias-primas integram os produtos, são chamadas materiais diretos.Além desses, os outros materiais que não integram fisicamente o produto, mas queforam usados em sua produção são conhecidos como materiais auxiliares deprodução ou materiais indiretos. Segundo Megliorini (2007) dentro da cadeiaprodutiva, o produto fabricado por uma empresa pode ser matéria-prima utilizada emoutra empresa, em suma, como exemplo podemos ter uma fábrica de farinha, ondeeste serve como matéria-prima para outra empresa, como na indústria de massas.2.2.1 Perdas de matéria-prima Na fabricação de uma produto, tem-se sobra de matérias-primas, comopor exemplo retalhos de tecido, essas perdas fazem parte do processo produtivo,logo não é possível evitá-las, apenas minimizá-las. Segundo Megliorini (2007) sãochamadas de perdas normais, já que agregam valor aos produtos.2.2.2 Composição do custo da matéria-prima Constituem-se de todos os gastos necessários para a obtenção dosmateriais. Deve-se considerar também os valores pagos na aquisição de materiaispara a produção, frete, energia elétrica e telefone, segundo Megliorini (2007) estãoembutidos nos tributos passíveis de recuperação, como o IPI (Imposto sobreProdutos Industrializados), o ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e
  21. 21. 21Serviços), o PIS (Programa de Integração Social) e a Cofins (Contribuição para oFinanciamento da Seguridade Social), que representam os créditos da empresa paracom o governo.2.2.3 Sobra de material Durante a produção, pode haver sobra de materiais, oriundos de:  Material requisitado em demasia: são as sobras de correntes de errosde cálculos da quantidade de material necessária para a produção, ou ocorre emdecorrência da precaução dos colaboradores, a fim de evitar que falte material. Asobra é armazenada no estoque.  Compra de segurança: é uma reserva técnica feita para evitarinterrupções na produção, caso suceda um defeito, quebra ou outro tipo deproblema relacionado a determinado tipo de produto, para isso adquirem-seunidades a mais do material. Conforme Megliorini (2007) caso os problemas nãoocorram às unidades de materiais não utilizadas continuam no estoque com custozero. O grupo de sobras pode ser eventualmente aproveitado.2.3 DEPRECIAÇÃO Segundo Silvério (2002) é a diminuição do valor dos elementos que estãono ativo permanente, que são os imobilizados ou os investimentos da empresa.Essa diminuição do valor é o resultado do desgaste pelo uso, por exemplo, de umamáquina, podendo ser também ocasionada pela ação da natureza ou pelas técnicasobsoletas.2.4 MÃO DE OBRA É a aplicação da intervenção humana em qualquer etapa do processoprodutivo. Estão relacionados os gastos com o pessoal envolvido na produção, oqual engloba desde os salários, refeições, encargos sociais, até os seguros.Segundo Ribeiro (2002) são os custos que mantém o colaborador no trabalho poruma hora ou dias. A mão de obra pode ser classificada em direta e indireta:
  22. 22. 22  Direta: é quando a mão de obra é aplicada diretamente na execuçãodos objetivos da empresa. Segundo Megliorini (2007), o custo com a mão de obradireta é somente o salário dos funcionários, o qual refere-se exclusivamente ashoras em que o trabalhador compareceu na empresa.  Indireta: é o trabalho realizado pelos supervisores ou pela equipe deapoio à produção, como por exemplo, a manutenção das máquinas e equipamentose a limpeza.2.5 SALÁRIOS Salário é a remuneração que o funcionário recebe após prestar osserviços que foram firmados no contrato entre empregado e empregador. Este valorfirmado é o valor base, pois na folha de pagamento são acrescentados o FGTS(Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), horas extras, entre outras. ConformePaschoal (2001) a importância do salário pode ser analisada sobre dois prismasdistintos: o prisma do empregado e o da organização. Para o empregado significaretribuição, sustento, padrão de vida, reconhecimento. Para a organizaçãorepresenta o custo e fator influenciador do clima organizacional e da produtividade. Segundo Licastro (2005) o salário pode ser por tempo de trabalho, que équando o funcionário recebe de acordo com as horas trabalhadas, conforme ocontrato; por produção, que é quando o salário é variável e depende exclusivamenteda quantidade que o funcionário produziu; e por tarefa, ou comissão, que é quando osalário é misto, ou seja, o funcionário recebe o salário firmado no contratojuntamente com uma porcentagem sobre a quantidade que o colaborador vendeu.2.6 FLUXO DE CAIXA É um controle financeiro operacional fundamental, que diz respeito àquantidade de dinheiro que entra e sai da empresa (liquidez), em um determinadoperíodo, que pode ser diário, semanal e mensal. De acordo com Zdanowicz (2004),o fluxo de caixa é um instrumento que permite por um determinado período, que oadministrador planeje o financeiro, organize, ordene, dirija e controle os recursosfinanceiros da sua empresa.
  23. 23. 23 Deste modo o fluxo de caixa é considerado por Zdanowicz (2004) umadas ferramentas mais importantes para o administrador que deseja planejar asnecessidades e propostas a partir da situação econômico-financeira da empresa,uma vez que esse permite uma visão da situação econômica da organização. O grande objetivo do fluxo de caixa, segundo Zdanowicz (2004) éfornecer uma visão de todas as atividades desenvolvidas e operações financeirasexecutadas diariamente. Ainda existem outros objetivos como:  Planejar os desembolsos e ingressos;  Agendar um plano de pagamento;  Fixar um nível de caixa, com relação ao capital de giro;  Facilita na análise de valores a receber de estoques;  Verificar a possibilidades e viabilidades de empréstimos;2.7 CRONOANÁLISE2.7.1 Estudo de tempos e movimentos Um dos fatores mais competitivos para as organizações é a redução dotempo em processos de fabricação, pois reduzindo esse tempo gasto e osmovimentos desnecessários, tanto os funcionários como a empresa, saemganhando. Segundo Reis (1978) a organização ganha em produtividade e ocolaborador aproveita melhor o tempo de trabalho. O estudo de tempo sugerido por Taylor visa à melhoria dos métodos notrabalho. Para Peroni (19--) o estudo de Tempos e Movimentos é ainda o estudo dosmétodos, dos materiais, das ferramentas e dos equipamentos utilizados, que visadefinir a melhor e mais eficiente maneira de efetuá-los.2.7.2 Estudo dos tempos cronometrados Para medir o trabalho, o método mais empregado nas indústrias é acronometragem, segundo Peroni (19--) a finalidade dessa é a determinação dostempos através de levantamentos cronométricos.
  24. 24. 24 Com a cronometragem determina-se o tempo necessário para concluiruma operação, calculando o tempo de trabalho gasto em nas operaçõesorganizacionais. Peroni (19--, p. 59), afirma que “Medir significa comparar os valoresestabelecidos com o medido. Os valores estabelecidos chamam-se padrões demedidas ou até mesmo padrões”. Conforme Martins e Laugeni (2001) o estudo cronométrico é utilizado parachegar ao tempo padrão, tempo necessário que um trabalhador qualificado leva paraconcluí-la, trabalhando em um ritmo sustentável, utilizando determinados métodos,ferramentas e equipamentos, e determinadas matérias primas, com base emobservações sobre o trabalhador, feitas ao longo de uma série de processosprodutivos, Segundo Martins e Laugeni (2001), para definir o tempo padrão énecessário realizar algumas etapas como:  Definir o método da informação e dividir a operação em elementos:uma operação necessita ser dividida para melhor verificação dos métodos detrabalho e deve ser compatível com a obtenção de medidas precisas;  Treinar o operador para que ele desenvolva o trabalho de acordo como método estabelecido anteriormente;  Realizar as cronometragens dos processos, “N” vezes de cadaoperação para assim determinar o tempo médio;  Determinar a tolerância para a fadiga e as necessidades pessoais:deve ser previstas interrupções no trabalho para que sejam atendidas determinadasnecessidades pessoais para proporcionar um descanso, aliviando os efeitos dafadiga do trabalho. Segundo Toledo (1988) a uma tolerância de necessidadespessoais por um dia de trabalho de 8 horas está entre 10 a 25 minutos.  Determinar o tempo padrão da operação.
  25. 25. 252.7.3 Utilizações dos tempos cronometrados2.7.3.1 Cálculo da produtividade Toledo (1988, p. 38) coloca que “produtividade é a relação entre o que seproduz (tempo) e o que deveria ser produzido (tempo). O resultado é dado em %(porcentagem)”. Com a definição do tempo padrão de determinado processo, aprodutividade é calculada da seguinte maneira:Figura 4: Cálculo da produtividadeFonte: Adaptada pelo grupo, do livro Cronoanálise. Produtividade, segundo Toledo (1988), em uma empresa está relacionadaà mão de obra, sendo relativa ao ser humano, ela pode sofrer variações dentro dealgumas faixas estabelecidas, essa produtividade está diretamente relacionada adependência de um tempo padrão determinado com um método e condiçõesestabelecidas.  121 a 130 % Super  111 a 120 % Excelente  101 a 110 % Boa  91 a 100 % Normal  71 a 90 % Regular  51 a 70 % Fraca2.7.3.2 Carga de mão de obra É a mão de obra necessária para a execução de determinada tarefa, quedepende do programa de produção, na qual é a quantidade de peças que deverãoser fabricadas, e o dos tempos padrões. De acordo com Toledo (1988),primeiramente deve-se calcular a programação da produção por dia:
  26. 26. 26Figura 5: Cálculo da programação de produção diáriaFonte: adaptada pelo grupo, do livro Cronoanálise. Conforme Toledo (1988), após, deve-se calcular a carga de mão de obraem minutos:Figura 6: Cálculo da carga de mão de obra em minutos por diaFonte: adaptada pelo grupo, do livro Cronoanálise. Segundo Toledo (1988), por último, deve-se calcular a carga da mão deobra em número de pessoas:Figura 7: Cálculo do número de pessoasFonte: adaptada pelo grupo, do livro Cronoanálise.2.7.3.3 Carga de máquina É o quanto de tempo uma máquina está ocupada durante um dia detrabalho. De acordo com Toledo (1988), este cálculo depende do programa deprodução e dos tempos padrões por produção, calculado para cada máquinaindividualmente.
  27. 27. 27Figura 8: Cálculo da carga de máquinaFonte: adaptada pelo grupo, do livro Cronoanálise.2.8 MICROEMPRESA São consideradas microempresas ou empresas de pequeno porte asociedade empresária simples registrada no Registro de Empresas Mercantis ou noRegistro Civil de Pessoas Jurídicas, desde que para ser microempresas, devepossuir como receita bruta igual ou inferior a R$ 240.000,00 (duzentos e quarentamil reais), entretanto segundo Pinto (2011) se sua receita bruta estiver entre a R$240.000,00 (duzentos e quarenta mil reais) e R$ 2.400.000,00 (dois milhões equatrocentos mil reais), será considerada uma empresa de pequeno porte. Essasempresas são classificadas nos Sistema Simples Nacional.2.9 SIMPLES NACIONAL As pessoas jurídicas, no Brasil, pagam tributos, em nível federal,estadual, e municipal. O Simples Nacional é a forma de tributação simples,caracterizada pelo recolhimento único dos impostos federais, estadual e municipal, opagamento se dá no dia quinze do mês seguinte ao faturamento através de umaúnica guia: DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional). SegundoCarvalho (2008) constitui-se da tributação mais benéfica para a maioria dasempresas comerciais e industriais, já que seu pagamento está diretamenterelacionado com a receita bruta anual da instituição. O Simples Nacional implica no recolhimento mensal, mediante documentoúnico de arrecadação. Segundo Pinto (2011) os tributos são:  Imposto sobre Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ)  Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI)  Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL)  Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS)  Contribuição para Programa de Integração Social (PIS)  Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (municipal) (ISSQN).
  28. 28. 28  Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias (ICMS)2.10 IMPORTÂNCIA DO EXCEL Com a evolução tecnológica, as empresas acompanham-na a fim de semanter competitiva no mercado, já que essas tecnologias proporcionam rapidez,agilidade e eficácia nos resultados, conforme Carvalho (2008) esse interliga váriasáreas da empresa, tanto operacional, comercial, ou financeiro permitindo umcontrole mais rígido da administração do seu negócio. Quanto mais desenvolvida tecnologicamente for à empresa, maiscredibilidade está terá. Para isso tem-se a ferramenta Excel, que auxilia a empresana sua administração. Segundo Braga (2003), o Excel é a ferramenta maisrenomada para formação de uma planilha de cálculos. Dessa forma, torna-serelevante a utilização desse na construção de uma planilha de custos, uma vez quefacilita o trabalho e a interpretação dos dados, através dos gráficos que estedisponibiliza.2.11 PLANO DE NEGÓCIOS O plano de negócio é um documento utilizado como pilastra pelaempresa, na qual se pode entender e estabelecer direções para o negócio. Étambém uma forma de analisar a viabilidade do empreendimento e seus riscos,facilitando sua implantação. Segundo Carvalho (2008) no plano de negócios deveconter o projeto, a ideia, o caminho para realizar e os recursos necessários. Conforme Chiavenato (2005) “Todo novo empreendimento deve servisualizado do ponto de vista de um plano de negócios completo e quecontenha todos os elementos importantes para caracterizá-lo adequadamente”.Deste modo com a elaboração do plano de negócio a empresa terá possibilidadesde financiamentos e recursos junto a bancos, governo e investidores, além deproporcionar uma visão mais ampla das oportunidades, ameaças, pontos fortes efracos, podendo utilizá-los como um diferencial competitivo para a empresa.
  29. 29. 292.12 LEGALIZAÇÃO Segundo Carvalho (2008) a legalização é momento em que a empresaserá registrada na Junta Comercial, adquirindo assim formato jurídico, que lhepossibilita emitir notas fiscais de suas vendas. É o momento em que a instituiçãoestará em conformidade com a lei, proporcionando maior segurança para mesma.2.13 PRINCÍPIO DA ENTIDADE O princípio da entidade distingue a necessidade de diferenciar umpatrimônio particular incluso em outros bens, independente de pertencer a uma oumais pessoas. Já que segundo esse princípio, o patrimônio da empresa não podeser misturado com o dos sócios. Segundo Barros (2005) a contabilidade da empresaregistra somente as ações e as ocorrências que se refiram ao patrimônio daempresa, e não os relacionados com o patrimônio particular de seus sócios.2.14 PRÓ-LABORE O pró-labore é a remuneração dos sócios que trabalham na empresa.Segundo Carvalho (2008) sobre esse valor é descontado do sócio o equivalente a11% como sua contribuição para a Previdência Social. Esse é considerado umadespesa administrativa e deve ser apropriadamente custeado e pago, conforme ovencimento das obrigações da empresa. Conforme Carvalho (2008), o pró-labore éum valor fixo e convencionado livremente entre os sócios.2.15 LAYOUT O layout é a organização física do negócio, onde são definidas asdistribuições dos diversos setores da empresa, como a posição do maquinário,estoque e escritório em uma indústria. Também é feita a distribuição das pessoas noespaço disponível. Segundo Toledo (1987) o layout é a melhor utilização do espaçodisponível a fim de resultar em um processamento mais efetivo, através de menordistância, no menor tempo possível. Esse tem por objetivo melhorar a distribuição
  30. 30. 30dos equipamentos ou dos setores fabris, para se obter maior produtividade,eficiência e qualidade do trabalho, além de proporcionar uma visão melhor do setor. Segundo Cury (2007), o layout envolve além da preocupação de melhoradaptar as pessoas ao ambiente de trabalho, segundo a natureza da atividadedesempenhada, a arrumação dos moveis, máquinas e matérias primas. Em muitasocasiões é preferível contratar um arquiteto ou decorador para melhor planejar eestruturar o layout, pois um bom arranjo físico traz benefícios como o aumento daprodutividade, diminuição de desperdício, e maior facilidade na localização dosprodutos.2.15.1 layout por processo O layout por processo, ou layout funcional, é o arranjo sequencial dosrecursos, conforme a necessidade de cada produto. Segundo Toledo (1985), é aaglomeração das máquinas por analogia de processos. Nesse tipo de layout, Toledo (1985) afirma que os métodos e processosnão são repetitivos, ou seja, ocorre uma só vez em cada produto. Esse tipo dearranjo promove efeitos sobre a produtividade, conforto e segurança doscolaboradores.2.16 ARQUIVO É o conjunto de documentos organizados, sendo eles produzidos ourecebidos dentro de uma organização. Segundo Medeiros (2004), o arquivo de umaempresa, reflete sua atividade, seu porte e seus objetivos. O arquivo, bemorganizado, tem por principais funções:  Recolher e ordenar os documentos da empresa;  Arquivar os documentos, visando a recuperação de informações;  Conservar e assegurar a integridade dos documentos.2.16.6 Finalidade do arquivo A atividade de arquivar documentos tem por finalidade servir aadministração, uma vez que fornece informações e documentos necessários para o
  31. 31. 31bom desempenho das atividades, e servir a história, de modo que os documentosmostram, em ordem cronológica ou não, o decorrer do desenvolvimento daempresa, sendo assim possível reconstruir sua história. Segundo Medeiros (2004),tais finalidade e potencial de crescimento são ilimitados.2.16.2 Tipos de arquivo Os arquivos podem ser separados em três espécies, segundo Medeiros(2004):  Correntes: é o conjunto de documentos atuais, que estão em curso eque são objetos de pesquisas recentes e frequentes;  Temporários: é o conjunto de documentos que foram correntes e estãoà espera de remoção para os arquivos permanentes;  Permanentes: é o conjunto de documentos com valor histórico,cientifico ou cultural que são preservados permanentemente.2.16.3 Tabela de temporalidade É o instrumento com o qual se determina o prazo de permanência de umdocumento em um arquivo e sua destinação após este prazo. Segundo Faria (2006), a tabela de temporalidade documental (TTD) é oinstrumento de gestão arquivística que determina: 1. Os prazos em que os documentos devem ser mantidos no arquivocorrente (setorial); 2. Quando devem ser transferidos ao arquivo intermediário (central); 3. E por quanto tempo devem ali permanecer.Tabela 1: Temporalidade 1. PAGAMENTO DE TRIBUTOS Documento Prazo de Guarda Prazo de Precaução 5 anos, contados a partir do Imposto Predial e exercício seguinte àquele 10 anos. Territorial Urbano (IPTU) em que o lançamento poderia ter sido efetuado.
  32. 32. 32 5 anos, contados a partir doImposto sobre exercício seguinte àquelePropriedade de Veículos em que o lançamentoAutomotores (IPVA). poderia ter sido efetuado. 2. PAGAMENTO DE CONTAS DE CONSUMO (ÁGUA, LUZ, TELEFONE)Documento Prazo de Guarda Prazo de PrecauçãoComprovante depagamento de conta de 90 dias. 5 anos.água, luz, telefone(inclusive o celular). 3. SERVIÇOS BANCÁRIOS E FINANCEIROSDocumento Prazo de Guarda Prazo de PrecauçãoComprovante de depósito Não especificado.bancário.Extrato bancário. 5 anos. 3 anos, se houver Fatura de cartão de parcelamento, com relação 5 anos, com relação acrédito. à discussão dos juros eventuais cobranças. aplicados. 4. CONTAS E RECIBOS GERAISDocumento Prazo de Guarda Prazo de PrecauçãoCarnê e/ou comprovante Até a entrega da carta dede pagamento de liberação da alienaçãoconsórcio. fiduciária. 5. VIDA TRABALHISTADocumento Prazo de Guarda Prazo de PrecauçãoCartão do Programa de Permanente.Integração Social (PIS).Carteira de Trabalho ePrevidência Social Permanente.(CTPS). Extrato da contavinculada do Fundo de 2 meses.Garantia por Tempo deServiço (FGTS).
  33. 33. 33 6. PATRIMÔNIODocumento Prazo de Guarda Prazo de Precaução Escritura de imóvel. Permanente.Apólice de seguro (de 1 ano, após o final davida, de residência, de vigência.saúde, de veículo etc.).Fonte: adaptada pelo grupo, do CONARQ2.16.4 Ordens de arquivamento Para uma melhor organização dos documentos é necessário que estessofram uma padronização na hora do arquivamento, afim de que se possa encontrá-los de forma rápida e precisa. Segundo Medeiros (2004), os documentos podem serarquivados de forma cronológica, alfabética e moderna:  Cronológica: nesse os documentos são arquivados de acordo com odia ou mês. Nesse método os materiais que são utilizados são as pastas ouenvelopes;  Alfabético: nesse os documentos são arquivados em ordem alfabética,de acordo com o sobre nome ou mesmo o nome. Neste método se utilizam as pastae os envelopes;  Moderno: esse método é o que a empresa utiliza, seguindo seu própriocritério e necessidades. Os materiais variam de acordo com a necessidade daorganização.2.16.5 Tipos de arquivo Segundo Medeiros (2004) os arquivos podem ser classificados em;  Horizontal: os documentos ficam uns sobre os outros dentro do móvelarquivador. Podem ser arquivados nesse tipo, os mapas, plantas. Tem comovantagens a iluminação direta, as anotações podem ser efetuadas no mesmo local ea possibilidade de perdas do documento é reduzida. Já as desvantagens, é queocupa muito espaço, a consulta é demorada, e esta necessita do deslocamento deoutros documentos.
  34. 34. 34  Vertical: os documentos permanecem no interior do móvel em posiçãovertical. Ele pode ser frontal, onde os documentos estão uns atrás dos outros, oulateral, onde os documentos são colocados uns ao lado dos outros. Tem porvantagem o custo baixo, o fácil manuseio e conservação, fácil atualização e suaconsulta é rápida. Já as desvantagens são que os documentos necessitam serretirados para fazer anotações e a iluminação é deficiente.  Rotativos: os documentos são colocados de modo que possam girar.Este é muito utilizado em atividades que requerem grande quantidade de consulta ea necessidade de informações rápidas. Possuem fácil manuseio, a visibilidade éampla, a iluminação é perfeita, ocupa pouco espaço e as consultas são rápidas.2.16.6 Acessórios para arquivamento Os acessórios são materiais que auxiliam os equipamentos dearquivamento, afirma Medeiros (2004). São eles:  Pastas: são acessórios utilizados para guardar documentos de assuntocomum;  Guias: servem para separar as pastas ou documentos em grupos;  Projeções: local específico, na parte superior das pastas, que sãoutilizados para anotações, onde facilita a localização dos documentos por assuntos;  Tiras de inserção: rotulo que as pastas recebem, o a especificação doassunto;  Notações: os dizeres do rotulo, das tiras de inserção.2.17 SATISFAÇÃO DO CLIENTE Em meio a um mercado tão competitivo, tem-se que ter um grandediferencial na conquista do cliente. Para tanto, nada melhor que saber dele o que oesse espera, ou pensa, da empresa. Atende-los de forma satisfatória e fornecerprodutos de qualidade pode torná-los fieis a empresa. Segundo Montgomery (1985)apud Hayes (2003), qualidade é a extensão com que os produtos cumprem asexigências das pessoas que os utilizam.
  35. 35. 35 Segundo Hayes (2003) os aspectos da qualidade podem ser medidos,esses dão as empresas uma indicação exata das diretrizes adotadas para seusprocessos empresariais. Ou seja, é através dessa medição que a empresa conheceo cliente e suas vontades. Para isso é necessário que a empresa faça umapesquisa, a chamada pesquisa de satisfação. Conforme Hayes (2003) a satisfação do cliente é o que mais pesa emuma empresa. Nessa pesquisa a empresa é analisada em questão do seuconhecimento com relação à necessidade e expectativas dos clientes, como é aadministração do relacionamento com o cliente, os compromissos assumidos, osmétodos utilizados para satisfazê-los, o resultado desta satisfação e por fim o graudesta satisfação.
  36. 36. 363 METODOLOGIA DA PESQUISA Neste projeto, utilizou-se para a obtenção de dados uma pesquisabibliográfica para a elaboração do referencial teórico e uma pesquisa de campo naempresa ARTSYLO. Posteriormente, foram analisadas as informações obtidas através dapesquisa de campo, afim de que possamos relacionar a teoria adquirida no decorrerdo curso técnico, com a prática da empresa.3.1 POPULAÇÃO Empresa ArtStylo, uma fábrica de cintos que está a um ano no mercado econta com o apoio de nove colaboradores. Está localizada no bairro Pinheirinho, nacidade de Criciúma. Esta empresa produz coleções próprias de cintos, como tambémterceiriza coleções para outras empresas de confecção.3.2 AMOSTRA O setor de produção de cintos, sendo a responsável Gorete Alano.3.3 INSTRUMENTO DE COLETA DE DADOS O instrumento de coleta de dados utilizado foi: uma entrevista com aempresária, Gorete Alano, realizada na primeira visita no dia 13 de agosto, uma vezque se obteve o real desejo da mesma com relação ao projeto realizado, comotambém observações e análises. Na segunda visita, realizada quinze dias após aprimeira, no dia 27 de agosto, tivemos acesso aos dados produtivos do cinto. Já naterceira visita, que ocorreu quarenta dias após a segunda, no dia 8 de outubro,foram coletadas as informações referentes aos impostos. A quarta visita ocorreuquinze dias após a terceira, no dia 22 de outubro, na qual retiramos uma foto com aempresária, Gorete Alano. Entretanto no dia seguinte, 23 de outubro, foi necessárioa volta da equipe na empresa, para coletar dados a respeito do layout. Estas foram
  37. 37. 37essenciais para obter conhecimento referente ao funcionamento da organização einformações financeiras.3.4 PROCESSO DE COLETA DE DADOS A primeira visita ocorreu no dia 13 de agosto de 2012, o grupo teve oprimeiro contato com a empresa Artstylo, juntamente com o educador MárcioCardoso. Na chegada o grupo realizou uma visita pela empresa a fim de conhecê-la.Logo após, reunimo-nos com a empresária Gorete Alano para discutir sobre asinformações gerais da empresa e identificar os aspectos a serem melhorados. Gorete Alano, explicou-nos sobre a Artstylo Moda Metais, empresa naqual seu esposo, Renato Alano, representante da marca MEPIFIL. Com isso contou-nos a origem da fabricação dos cintos, que teve início em março de 2011, a partir daideia de aproveitar o que a Artstylo moda metais vende, que são entre outrosprodutos, as fivelas. Deste modo, utilizou-se do espaço que havia ao fundo daempresa, para criar sua própria produção de cintos, na qual terceiriza para grandesindústrias de confecção. A empresária informou-nos seu desejo, que fizéssemos uma análise doscustos de fabricação dos cintos, para assim poder identificar se seus custos estãocoerentes com os preços de venda. Já que confessou-nos que não possui umcontrole sobre seus custos, e não sabe se está lucrando ou apenas mantémequilíbrio em sua produção. A empresa terceiriza os cintos para indústrias de confecção, ou seja, aArtstylo disponibiliza apenas a linha, cola, mão de obra, e os rebites. Deste modo,não possui conhecimento sobre seu preço, se está adequado ou não, apenas faz opreço que a empresa contratante sugere. Entretanto a empresa está se lançando aomercado, fabricando seus cintos próprios, com isso também deseja saber os custosdesses cintos. Já na segunda visita, que aconteceu no dia 27 de agosto de 2012, com oeducador Márcio Cardoso, a equipe fotografou as etapas do processo produtivo docinto, cronometrou os tempos em cada etapa e teve acesso aos salários de seusfuncionários. Além disso, na visita podemos perceber que seus documentos estãoarmazenados de forma incorreta, uma vez que não são separados em pastas
  38. 38. 38arquivos de acordo com fluidez e cronologia do documento, e sim em arquivos pornatureza, o que dificulta a procura por algum documento específico, comoobservamos durante a visita. Na terceira visita, que ocorreu no dia 8 de outubro de 2012, o grupo foiaté a empresa com o educador Márcio Cardoso, onde se pode perceber que o layoutda produção, não está adequado, já que as máquinas utilizadas na fabricação doscintos, não estão em ordem conforme a produção. Desse modo, foram medidas osespaços e as máquinas do setor produtivo. No momento em que a questionamos sobre os impostos que paga, e osgastos com energia, Gorete Alano informou-nos que todos os gastos são pagosjuntamente com a empresa Artstylo Moda Metais, de seu esposo, Renato Alano,uma vez que a produção de cintos não possui uma empresa registrada. Quando questionada sobre o faturamento da produção de cintos, GoreteAlano, informou-nos que também não tem uma informação concreta, pois possuiconta conjunta com a Artstylo moda metais, de seu esposo, Renato Alano, na qualtodas as atividades bancárias de ambas as empresas são em conjunto. Já na quarta visita, que foi no dia 22 de outubro de 2012, o grupo bateuuma foto com a empresária Gorete Alano e com o educador Márcio Cardoso. Nessedia tivemos acesso ao fluxo de caixa do mês de setembro. Entretanto no dia seguinte, 23 de outubro de 2012, a equipe teve quevoltar a empresa para conferir as medidas do setor produtivo. Com as informações adquiridas, finalizamos a fundamentação teórica.3.5 ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOS DADOS De posse dos dados coletados com as visitas, analisamos-os, através deuma detalhada fundamentação teórica, observando quais os gastos que a empresapossui, para assim ser desenvolvida uma planilha de custos para aplicação naempresa Artstylo. Mediante as afirmações contraídas, o grupo percebeu que faltaindependência financeira para sua empresa, ou seja, as contas da ArtStylo ModaMetais e da fabricação de cintos, são juntas o que dificulta a análise dos custos quenos foi solicitada, pois não se tem valores exatos a respeito de despesas naprodução.
  39. 39. 394 RESULTADOS OBTIDOS4.1 HISTÓRICO DA EMPRESAFigura 9: Fachada da empresaFonte: Adaptada pelo grupo A Empresa ARTSTYLO iniciou suas atividades como uma microempresa,em 2008, na cidade de Criciúma (SC). Sua iniciativa surgiu de um profissionalvisionário, Renato Alano, que é confiante na marca em que representa, MEPIFIL.4.1.1 Missão Garantir a qualidade, elegância e satisfação dos nossos clientes, atravésdo desenvolvimento dos produtos em metais, oferecendo bom atendimentopersonalizado a cada um.4.1.2 Visão Ser uma organização de postura ética, que valoriza seus clientes, atravésde produtos de qualidade, sendo uma das melhores e mais sólida empresa“representante” de moda em metais do Estado.
  40. 40. 404.2 INFORMAÇÕES E ANÁLISES4.2.1Etapas produtivas do cinto terceirizado “A” Pode-se analisar a fabricação de um cinto terceirizado da empresa Lamoda. Sua produção inicia com a chegada do couro em festo, conforme figura 10,posteriormente ocorre o enquadramento, que é o processo de medir e recortar ocouro, a fim de deixá-lo reto com o comprimento do cinto, conforme figura 11. Aterceira etapa é colar o couro no forro, de acordo com a figura 12. Na quarta etapa,ocorre o corte da largura do cinto, em uma máquina, como mostra a figura 13. Na quinta etapa, o cinto é colocado em uma matriz, onde define suaforma e os furos, conforme a figura 14. Quando o cinto atinge a décima etapa, tem-se que medi-lo, a fim de conferir se suas medidas estão de acordo com o pedido,como mostra a figura 15. Com as medidas conferidas, passa-se para a etapa dacostura, de acordo com a figura 16. Com a costura pronta, iniciasse a etapa do acabamento, na qual sãoanexados a fivela e os rebites, conforme a figura 17. Após essa etapa, com oobjetivo de garantir a qualidade do produto, o cinto é encaminhado para umamáquina que aperta o rebite, como mostra a figura 18. Para garantir a integridade doproduto, as fivelas são embaladas, para que não sejam arranhadas durante otransporte, conforme a figura 19. Com as fivelas embaladas, os cintos sãoencaixotados, de acordo com a figura 20, para que o produto seja entregue.Figura 10: Couro enfesto.Fonte: Arquivo do grupo.
  41. 41. 41Figura 11: Enquadramento.Fonte: Arquivo do grupo.Figura 12: Colagem.Fonte: Arquivo do grupo.Figura 13: Corte do cinto na máquina.Fonte: Arquivo do grupo.
  42. 42. 42Figura 14: Corte do formato e os furos por meio de uma matriz.Fonte: Arquivo do grupo.Figura 15: Medição do cinto.Fonte: Arquivo do grupo.Figura 16: Costura.Fonte: Arquivo do grupo.
  43. 43. 43Figura 17: Acabamento (fivela+ rebite).Fonte: Arquivo do grupo.Figura 18: Rebite (máquina).Fonte: Arquivo do grupo.Figura 19: Embalagem de proteção da fivela.Fonte: Arquivo do grupo.
  44. 44. 44Figura 20: Encaixotamento.Fonte: Arquivo do grupo.4.2.2 Tempo necessário no cumprimento de cada etapa do cinto terceirizado“A” É necessário a organização conhecer o tempo de duração da produçãode seus produtos, a fim de identificar qual a sua capacidade produtiva. Com basenisso, durante a visita na empresa, observou-se a produção do cinto, e cronometrou-se cada etapa que o compõe. Obteve-se os seguintes resultados: 1) Chega o couro enfesto; 2) Enquadramento: 57 segundos para medir + 47 segundos para cortar(dobra-se o tempo por causa da medição e do corte do forro); 3) Colagem: 2 minutos para uma peça de 90cmX120cm (forro+ couro); 4) Corte do cinto na máquina: 4 segundos corta-se até 8 cintos; 5) Corte do formato e os furos: 4 segundos, molda-se até 2 cintos; 6) Medição do tamanho cinto: 6 segundos; 7) Costura: 38 segundos cada cinto; 8) Acabamento (fivela+ rebite): 32 segundos cada cinto; 9) Reforço do rebite (máquina): 3 segundos, para cada cinto com 2 rebites 10) Embalagem de proteção da fivela: 30 segundos para esticar o papelfilme + 5 segundos para envolver cada cinto; 11) Encaixotamento.
  45. 45. 454.2.3 Gastos É de suma importância a empresa ter conhecimento de seus gastos, tantonos processos produtivos, quanto no setor administrativo, a fim de possuir umcontrole sobre esses. Com esse objetivo, obtivemos a relação com os gastosmensais da empresa:Tabela 2: Salários Salários Quantidade Função Valor 4 Auxiliares de Montador R$ 864,00 por funcionário 2 Costureiras R$ 1.060,00 por funcionário 3 Serviços Gerais R$ 864,00 por funcionárioFonte: Empresa ArtStylo.Tabela 3: Custos Fixos Custos Fixos Descrição Valor Água R$ 48,00 mensais Energia R$ 450,00 mensais Telefone R$ 62,80 mensaisFonte: Empresa ArtStylo.Tabela 4: Custos na Produção Custos na Produção (Média 8.000 cintos mensais) Descrição Quantidade (Média) Valor (Média) Cola 210 Kg R$ 1.918,00 mensais Cone de linha 40.000 g R$ 2.600 mensais Garrinha 16.000 un. R$ 640,00 mensais Papel filme 1.200 m R$ 80,00 mensais Rebite 16.000 un. R$ 2.513,84 mensais Solvente 20 L R$ 160,00 mensaisFonte:Empresa ArtStylo.
  46. 46. 465 PROPOSTAS DE MELHORIAS5.1 PLANILHA DE CUSTOS Por meio da solicitação feita pela empresária Gorete Alano, o grupodesenvolveu uma planilha de custos, conforme apêndice A, com o objetivo daempresa conhecer os gastos envolvidos na produção, bem como os preços devenda adequados aos cintos, de modo a ter lucro nas suas atividades, bem comopossuir ciência dos gastos que podem ser minimizados. Com base nisso, utilizou-se o programa Excel para a realização daplanilha, já que segundo Braga (2003), o Excel é a ferramenta mais renomada paraformação de uma planilha de cálculos. Dessa forma, torna-se relevante a utilizaçãodesse na construção de uma planilha de custos, uma vez que facilita o trabalho e ainterpretação dos dados, sendo um programa de fácil manuseio.5.2 FLUXO DE CAIXA Como a empresa não possui um controle detalhado sobre suas entradase saídas, apenas possui controles mensais, conforme anexo A e B, sugere-se querealize fluxos de caixas diários, a fim de possuir um controle periódico. Deste modoo fluxo de caixa é considerado por Zdanowicz (2004) uma das ferramentas maisimportantes para o administrador que deseja planejar as necessidades e propostas apartir da situação econômico-financeira da empresa, uma vez que esse permite umavisão da situação econômica da organização. Com a elaboração desse, buscamos por objetivo:  Planejar os desembolsos e ingressos;  Agendar um plano de pagamento;  Fixar um nível de caixa, com relação ao capital de giro;  Facilita na análise de valores a receber de estoques;  Verificar a possibilidades e viabilidades de empréstimos;
  47. 47. 475.3 PLANO DE NEGÓCIOS Uma vez que, a ArtStylo não é uma empresa jurídica ainda, o gruposugere que seja realizado um plano de negócios, já que esse é um documentoutilizado como pilastra pela empresa, na qual se pode entender e estabelecerdireções para o negócio. Sendo também uma forma de analisar a viabilidade doempreendimento e seus riscos, facilitando sua implantação. Segundo Carvalho(2008) no plano de negócios deve conter o projeto, a ideia, o caminho para realizar eos recursos necessários. Têm-se como sustentação do plano de negócios, o sumário executivo, oqual contém a missão e visão da empresa; a análise de mercado, em que é feitoestudo dos clientes, concorrentes e fornecedores; o plano de marketing, que abordaos 4P’s (produto, promoção, preço e praça); plano operacional, que se refere aolayout e a capacidade produtiva; plano financeiro, que demonstra o capital de giroinvestimentos, e a avaliação estratégica, contendo a análise da matriz FOFA. Com base nisso, torna-se relevante que a empresa o elabore, como formade se planejar para eventuais acontecimentos, sendo esses bons ou ruins, já queesse possui a ferramenta de análise da matriz FOFA, que identifica os pontos fortes,fracos, ameaças e oportunidades, tornando mais visual os pontos a seremmelhorados na organização.5.4 LEGALIZAÇÃO Pelo fato da ArtStylo, não possuir registro como pessoa jurídica e utilizar oCNPJ da ArtStylo Moda Metais, o grupo sugere que a empresa faça seu próprioregistro, já que segundo Carvalho (2008) a legalização é momento em que aempresa será registrada na Junta Comercial, adquirindo assim formato jurídico, quelhe possibilita emitir notas fiscais de suas vendas. É o momento em que a instituiçãoestará em conformidade com a lei. Desse modo, a empresa terá mais segurança nas suas transaçõescomerciais, uma vez que poderá comercializar sem se preocupar com órgãosfiscalizadores, como também a empresa representará para o cliente, umaorganização sólida e confiável.
  48. 48. 485.5 PRINCÍPIO DA ENTIDADE Pelo fato de a ArtStylo Moda Metais e a produção de cintos, utilizarem damesma conta bancária, o grupo sugere que seja separada as contas pessoais docasal, das contas empresariais. Já que segundo o princípio da entidade, opatrimônio da empresa não pode ser misturado com o dos sócios. Segundo Barros(2005) a contabilidade da empresa registra somente as ações e as ocorrências quese refiram ao patrimônio da empresa, e não os relacionados com o patrimônioparticular de seus sócios. Contudo é necessário que a empresa divida suas contas físicas ejurídicas, a fim de possuir um melhor controle de ambas, não importando se aempresa possui apenas um dono, ou sócios, mesmo assim os patrimônios devemser divididos.5.6 PRÓ- LABORE Segundo Carvalho (2008), como ocorre na maioria das empresasfamiliares, e na ArtSylo não é diferente, os sócios não possuem salário, apenas vãoretirando o dinheiro conforme sua necessidade, sem haver uma quantia fixa. Combase nisso o grupo sugere que se estabeleça pró-labore, o qual consiste naremuneração dos sócios que trabalham na empresa. Esse é considerado umadespesa administrativa e deve ser apropriadamente custeado e pago, conforme ovencimento das obrigações da empresa. Conforme Carvalho (2008), o pró-labore éum valor fixo e convencionado livremente entre os sócios. Portanto, a empresária deve estabelecer seu sálario, uma vez que terámais controle sobre seus gastos, pois retirará seu dinheiro de uma vez só e naquantia estipulada, não podendo ocorrer retiradas extras ao longo do mês.5.7 ORGANIZAÇÃO DE ARQUIVOS Como durante as visitas podemos observar que os arquivos não estãoarmazenados de forma adequada, o grupo sugere que esses sejam reorganizados,já que segundo Medeiros (2004), o arquivo de uma empresa, reflete sua atividade,seu porte e seus objetivos, uma vez que esse bem organizado, tem por funções:
  49. 49. 49  Recolher e ordenar os documentos da empresa  Arquivar os documentos, visando a recuperação de informações  Conservar e assegurar a integridade dos documentos Deste modo, aconselha-se que os arquivos sejam armazenados conforme afluidez e cronologia dos documentos. Já que os arquivos devem ser separados emtrês espécies, segundo Medeiros (2004):  Correntes: é o conjunto de documentos atuais, que estão em curso eque são objetos de pesquisas recentes e frequentes;  Temporários: é o conjunto de documentos que foram correntes e estãoà espera para a remoção para os arquivos permanentes;  Permanentes: é o conjunto de documentos com valor histórico,cientifico ou cultural que são preservados permanentemente.Figura 21: Pasta sanfonada para contas a pagar por diaFonte: DATASUPRIFigura 22: Pasta sanfonada para contas a receber por diaFonte: Wespi
  50. 50. 50Figura 23: Pasta suspensa para documentação dos clientesFonte: M de malucaFigura 24: Pasta para colocação das contas pagas, por ano, mês e naturezaFonte: Metalpan5.8 NOVO LAYOUT Nas visitas, o grupo pode perceber que o layout da empresa não é bemdefinido, uma vez que não tem uma ordem estipulada, conforme apêndice C, o quedificulta o processo, fazendo-o ter perdas de tempo para levar o cinto emdesenvolvimento até a próxima etapa. Deste modo, sugerimos que o layout sejareestruturado, a fim de que se possa aproveitar mais o tempo de produção. Comoafirma Toledo (1987) o layout é a melhor utilização do espaço disponível a fim deresultar em um processamento mais efetivo, através de menor distância, no menortempo possível, pois um bom arranjo físico traz benefícios como o aumento daprodutividade, diminuição de desperdício, e maior facilidade na localização dosprodutos.
  51. 51. 51 Contudo, elaborou-se um novo layout baseado nos processos do cinto,conforme apêndice B e D, esse é chamado de layout por processo, ou layoutfuncional, que consiste no arranjo sequencial dos recursos, conforme a necessidadede cada produto. Segundo Toledo (1985), é a aglomeração das máquinas poranalogia de processos.5.9 PESQUISA DE SATISFAÇÃO DOS CLIENTES Pensando na melhoria contínua da organização e nas constantesmudanças na qualidade do produto, sugere-se que a empresa realize pesquisas desatisfação com seus clientes, a fim de que possa identificar quais são seus reaisdesejos a respeito dos produtos e em que pontos pode-se melhorar. Segundo Hayes (2003) a satisfação do cliente é o que mais pesa em umaempresa. Nessa pesquisa a empresa é analisada em questão da qualidade do seuproduto/ serviço e atendimento aos clientes. Deste modo elaborou-se umquestionário de satisfação dos clientes para que a empresa possa aplicá-lo,conforme apêndice E.
  52. 52. 526 CONSIDERAÇÕES FINAIS Toda empresa precisa manter-se preocupada constantemente com osetor financeiro, a fim de evitar desperdícios e conservar-se competitiva perante omercado, já que com o avanço tecnológico, a modernização da produção ocorrecada vez mais de forma acelerada. Contanto, não é uma simples tarefa controlar os gastos de umainstituição, faz-se necessário a utilização de mecanismos, como o fluxo de caixa,que permite um controle das entradas e saídas da empresa e uma planilha decustos realizada no Excel, que auxilia no processo organizacional da empresa, umavez que, segundo Braga (2003) é a ferramenta mais renomada para realização deplanilhas de cálculos. Na maioria dos casos as microempresas e empresas de pequeno porte,optam por contratar um contador especializado para fazer a consultoria, a fim deobter vantagem quanto ao cálculo exato dos valores monetários. Já nas empresasde médio e grande porte, geralmente possuem seu próprio setor financeiro, quecontrola todos os gastos, entretanto nas microempresas é imprescindível que setenha um contador, para que controle o pagamento dos impostos. A empresa ArtStylo, possui dois seguimentos distintos, o primeiro édesigner de peças metálicas para confecção e o segundo a qual solicitaram-nos, faza fabricação de cintos. O controle financeiro da produção de cintos é em conjuntocom o designer de metais, o que prejudica a organização, uma vez que não se temconhecimento de quanto é gasto por setor, pois não possuem contas bancáriasdistintas e a empresa de cintos não possui controle rígido sobre seu faturamento. Todavia a organização possui um contador, que controla as partesburocráticas da mesma. Entretanto não possui um controle dos custos obtidos apartir da produção dos cintos. O que causa prejuízo, já que é de extremaimportância para a instituição o conhecimento dos valores envolvidos no processoprodutivo, afim de que se possa saber o que se gasta e de que maneira poderáobter lucro. Com a ferramenta que será disponibilizada, a organização saberá sobreseus custos em relação a determinado cinto, qual o lucro desejado e assim, obteráum maior sucesso da organização. Porém a empresa não é formada apenas pela parte financeira, englobatambém a parte produtiva e a organizacional. O qual é relevante destacar o layout,
  53. 53. 53que quando bem estruturado, faz diferença no tempo produtivo, a organização dosdocumentos, o qual facilita a sua localização, o pró-labore e o principio da entidade,os quais determinam que cada sócio terá um salário e que deverão separar ascontas pessoais das contas físicas. Como também a satisfação do cliente, que é oque mantém a empresa no mercado. Torna-se relevante analisar a organização em um todo e não cada setorseparadamente, assim podendo estar em constante melhoria, para que possa supriras necessidades da empresa e a dos clientes, fixando-se no mercado e sendoreferencial no ramo que atua.
  54. 54. 54 REFERÊNCIASBELLOTTO, Heloisa Liberalli. Universidade e arquivos: perfil, história econvergência. Campinas, 1989.BLOCH, S. C. Excel para engenheiros e cientistas. Rio de Janeiro: LTC, 2004.BRAGA, William. Inclusão digital: informática elementar. Rio de Janeiro: Altabooks, 2003.BRASIL ESCOLA. Salário. Disponível em<http://www.brasilescola.com/economia/salario.htm> Acesso em: 28/08/2012.CARVALHO, Zenaide. Como abrir uma empresa- Dá Ideia aosLucros.Sorocaba:Editora Minelli, 2008.CHIAVENATO, Idalberto. Empreendedorismo: Dando assas ao espíritoempreendedor. São Paulo: Saraiva, 2005CURY, Antonio. Organização e métodos: uma visão holística. 8ª Ed. São Paulo:Atlas, 2007.FARIA, Wadson Silva. A normalização dos instrumentos de gestão arquivísticano Brasil: um estudo da influência das resoluções do Conarq na organizaçãodos arquivos da Justiça Eleitoral Brasileira. Brasília, 2006.GOMES, Adriano. Gerenciamento do crédito e mensuração do risco de vender.Barueri: Manole, 2003.HAYES, Bob E. Medindo a satisfação do cliente. Rio de Janeiro: Qualitymark,2003.HORNGREN, Charles T. et al. Contabilidade de custos. 11ed. São Paulo, Pearsoneducation, 2004.
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  58. 58. 58ANEXOS
  59. 59. 59 ANEXO A – FLUXO DE CAIXA DAS ENTRADAS E SAÍDAS DO MÊS DE SETEMBRO ENTRADAS VALOR La Moda R$ 25.520,50 TOTAL ENTRADAS R$ 25.520,50 SAÍDAS VALOR Exaustor R$ 288,00 Mepifil R$ 937,31 Couro Ivone R$ 623,56 Corsul R$ 79,80 Folha R$ 6.570,00Ted (transferência bancária) R$ 26,45 Mola máquina R$ 40,00 Cortsinos R$ 141,00 Couro Mauricio R$ 497,50 Máquina Pipe R$ 1.371,00 Caetto Junior R$ 506,00 Mepifil R$ 1.138,00 Mepifil R$ 1.108,00 Cola Qumoprem R$ 229,00 GPS (INSS) R$ 692,91 Mepifil R$ 1.310,00 Centerfios R$ 29,25 Mepifil R$ 681,80 Cola R$ 228,00 Vale transporte R$ 270,00 TOTAL SAÍDAS R$ 16.767,58
  60. 60. 60 ANEXO B – FLUXO DE CAIXA DO MÊS DE SETEMBROENTRADAS SAÍDAS VALORLa Moda R$ 25.520,50 Exaustor R$ 288,00 Mepfil R$ 937,31 Couro Ivone R$ 623,56 Corsul R$ 79,80 Folha R$ 6.570,00 Ted (transferencia bancária) R$ 26,45 Mola máquina R$ 40,00 Cortsinos R$ 141,00 Couro Mauricio R$ 497,50 Máquina Pipe R$ 1.371,00 Caetto Junior R$ 506,00 Mepfil R$ 1.138,00 Mepfil R$ 1.108,00 Cola Qumoprem R$ 229,00 GPS (INSS) R$ 692,91 Mepfil R$ 1.310,00 Centerfios R$ 29,25 Mepfil R$ 681,80 Cola R$ 228,00 Vale transporte R$ 270,00TOTAL MÊS DE SETEMBRO R$ 8.752,92
  61. 61. 61APÊNDICES
  62. 62. 62APÊNDICE A – PLANILHA DE CUSTOS
  63. 63. 63APÊNDICE B – PLANTA BAIXA
  64. 64. 64 APÊNDICE C – LAYOUT ATUALLegenda: 1- Estoque 2- Mesa de medição, corte do couro e colagem 3- Mesa de cola 4- Máquina de corte do couro no formato de cinto 5- Máquina de furar os cintos 6- Máquinas utilizadas conforme a necessidade de alguns cintos 7- Máquinas de costura 8- Mesas de acabamento 9- Rebitadeira 10- Embalagens dos cintos 11- Máquina seladora 12- Banheiro 13- Escritório
  65. 65. 65 APÊNDICE D – NOVO LAYOUTLegenda: 1- Estoque 2- Mesa de medição e corte do couro 3- Mesa de cola 4- Mesa para colagem do couro no forro 5- Máquina para cortar o couro no formato dos cintos 6- Máquina de furar os cintos 7- Máquinas utilizadas conforme a necessidades de alguns cintos 8- Máquinas de costura 9- Mesa de acabamento 10- Rebitadeira 11- Embalagem dos cintos 12- Máquina seladora 13-Banheiro 14- Escritório

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