<ul><li>CELEBRAR A  </li></ul><ul><li>PÁSCOA </li></ul><ul><li>2010 </li></ul>
1. FESTA DA PRIMAVERA:  A PÁSCOA DA NATUREZA <ul><li>A Festa da Páscoa, de que nos fala a Bíblia, no Antigo Testamento (Ex...
1.1. FESTA NÓMADA DO SACRIFÍCIO DO CORDEIRO <ul><ul><li>Alguns destes ritos entrarão, mais tarde, na celebração da Páscoa ...
1.2. Festa das Primeiras Colheitas  ou do Pão sem fermento <ul><li>Primeira colheita das espigas de cevada, as primeiras q...
II. A  PÁSCOA DA BÍBLIA  A PÁSCOA DA LIBERTAÇÃO, DO ÊXODO <ul><li>Os antigos ritos, de significado « natural », passam a t...
III. A PÁSCOA DE JESUS:  CORPO DADO E SANGUE DERRAMADO <ul><li>Jesus come a Páscoa com os seus discípulos   </li></ul><ul>...
IV. A PÁSCOA DOS CRISTÃOS:  A MORTE E RESSURREIÇÃO DE JESUS <ul><li>Virá mais tarde, (séc. II – ano 165), a  celebração an...
V . A PÁSCOA CRISTÃ ANUAL  <ul><li>A Igreja celebra anualmente a Páscoa de Cristo, num Tríduo Pascal:  </li></ul><ul><li>E...
O PÓRTICO DA SEMANA SANTA DOMINGO DE RAMOS NA PAIXÃO DO SENHOR  <ul><li>1 . Durante a  Semana Santa , a Igreja celebra os ...
<ul><li>6 .  Quando não se pode celebrar a missa , convém que se faça uma celebração da Palavra de Deus sobre a entrada me...
INTRODUÇÃO AO TRÍDUO PASCAL MISSA VESPERTINA DA CEIA DO SENHOR  QUINTA-FEIRA SANTA  <ul><li>O Tríduo inicia-se, por isso, ...
<ul><li>O Tríduo inicia-se, por isso, com a Ceia do Senhor, na Véspera da sua Paixão (1º dia do Tríduo). Assim, a Missa de...
1º DIA: PAIXÃO <ul><li>A Celebração da Paixão, não tem canto de entrada, nem saudação do Presidente. Os ritos iniciais são...
2º DIA: SEPULTURA <ul><li>O sábado santo (2º dia do Tríduo) é um dia cheio de grande significado. Não é o &quot;sábado de ...
3º DIA: RESSURREIÇÃO <ul><li>A Vigília (3º dia do Tríduo) é o cume do Tríduo. Realiza-se integralmente de noite, &quot;uma...
VI. O TEMPO PASCAL <ul><li>A celebração da Páscoa continua no tempo pascal. Os  cinquenta dias  que se seguem desde o Domi...
Upcoming SlideShare
Loading in …5
×

Preparação Semana Santa 2010

1,992 views
1,812 views

Published on

0 Comments
0 Likes
Statistics
Notes
  • Be the first to comment

  • Be the first to like this

No Downloads
Views
Total views
1,992
On SlideShare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
56
Actions
Shares
0
Downloads
48
Comments
0
Likes
0
Embeds 0
No embeds

No notes for slide

Preparação Semana Santa 2010

  1. 1. <ul><li>CELEBRAR A </li></ul><ul><li>PÁSCOA </li></ul><ul><li>2010 </li></ul>
  2. 2. 1. FESTA DA PRIMAVERA: A PÁSCOA DA NATUREZA <ul><li>A Festa da Páscoa, de que nos fala a Bíblia, no Antigo Testamento (Ex.12) é a associação de duas festas diferentes relacionadas com a Primavera, que nesse tempo, era também início de ano. Eram celebradas na Lua Cheia da Primavera (Março – Abril). </li></ul><ul><ul><li>A Páscoa do Cordeiro – Festa dos Pastores; </li></ul></ul><ul><ul><li>A Páscoa do Pão Ázimo – Festa dos Lavradores; </li></ul></ul>
  3. 3. 1.1. FESTA NÓMADA DO SACRIFÍCIO DO CORDEIRO <ul><ul><li>Alguns destes ritos entrarão, mais tarde, na celebração da Páscoa bíblica do Cordeiro: </li></ul></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>Imolação da Vítima pela efusão do sangue; </li></ul><ul><li>Unção da tenda ou da casa com o sangue; </li></ul><ul><li>Refeição Familiar sagrada com o cordeiro assado, o pão ázimo e as ervas amargas; </li></ul><ul><li>Proibição de quebrar os ossos da vítima e de deixar restos para o dia seguinte; </li></ul><ul><li>Celebração na noite de Lua Cheia do primeiro mês do ano, na Primavera. </li></ul>
  4. 4. 1.2. Festa das Primeiras Colheitas ou do Pão sem fermento <ul><li>Primeira colheita das espigas de cevada, as primeiras que se podiam ceifar. </li></ul><ul><li>Oferta a Deus do primeiro molho de espigas (Lev.23,10-11). </li></ul><ul><li>Proibição de comer o Pão fermentado, ou seja, o pão da colheita do ano anterior. </li></ul>
  5. 5. II. A PÁSCOA DA BÍBLIA A PÁSCOA DA LIBERTAÇÃO, DO ÊXODO <ul><li>Os antigos ritos, de significado « natural », passam a ter significado « histórico »: </li></ul><ul><ul><li>sacrifícios das primícias dos rebanho  morte dos primogénitos do Egipto (Ex.13,2) </li></ul></ul><ul><ul><li>Sangue que tingia os postes das tendas...  Javé que poupa os israelitas ao extermínio, «saltando», «passando», ao lado... </li></ul></ul><ul><ul><li>Ervas amargas do deserto  opressão do Egipto... </li></ul></ul><ul><ul><li>Pão ázimo e vestes de peregrino  saída apressada... </li></ul></ul><ul><ul><li>Celebração nocturna  vigília que Deus fez em favor do seu Povo... </li></ul></ul>
  6. 6. III. A PÁSCOA DE JESUS: CORPO DADO E SANGUE DERRAMADO <ul><li>Jesus come a Páscoa com os seus discípulos </li></ul><ul><li>Jesus, na Última Ceia, institui um novo rito da Páscoa , comemorando o dom do seu Corpo e Sangue: a Eucaristia . </li></ul><ul><li>Jesus morre e ressuscita por ocasião da Páscoa judaica . </li></ul>
  7. 7. IV. A PÁSCOA DOS CRISTÃOS: A MORTE E RESSURREIÇÃO DE JESUS <ul><li>Virá mais tarde, (séc. II – ano 165), a celebração anual da Páscoa . No século II dividem-se entre: </li></ul><ul><li>os que pensam que a data da Páscoa deve seguir o calendário judaico (lua cheia da Primavera: 14 de Nisan), calhe em que dia da semana calhar: Igrejas da Ásia Menor; </li></ul><ul><li>e os que pensam que ela deve ser celebrada no domingo seguinte à Lua Cheia da Primavera, manifestando a diferença: a Páscoa celebra a Ressurreição de Jesus, que aconteceu ao Domingo, «primeiro dia da semana». E assim ficará, até aos nossos dias. </li></ul>
  8. 8. V . A PÁSCOA CRISTÃ ANUAL <ul><li>A Igreja celebra anualmente a Páscoa de Cristo, num Tríduo Pascal: </li></ul><ul><li>Expressão «Tríduo Sacro» usada por Santo Ambrósio de Milão no séc. </li></ul><ul><li>IV e por Santo Agostinho: paixão, sepultura, ressurreição. A </li></ul><ul><li>expressão «Tríduo Pascal», não é anterior a 1930. </li></ul><ul><li>Introdução ao Tríduo Pascal: Missa da Ceia do Senhor, com o rito do lava-pés. 3 dons: a Eucaristia, o sacerdócio e o mandamento novo do amor </li></ul><ul><li>1º dia: Paixão – Sexta-Feira Santa </li></ul><ul><li>2º Dia : Sepultura – Sábado Santo </li></ul><ul><li>3º Dia : Ressurreição – Vigília Pascal e Dia de Páscoa </li></ul>
  9. 9. O PÓRTICO DA SEMANA SANTA DOMINGO DE RAMOS NA PAIXÃO DO SENHOR <ul><li>1 . Durante a Semana Santa , a Igreja celebra os mistérios da salvação a que Cristo deu cumprimento nos últimos dias da Sua vida, a começar pela Sua entrada messiânica em Jerusalém. O tempo da Quaresma continua até Quinta-Feira santa... (cfr. PCFP, 27). </li></ul><ul><li>2 . A Semana Santa começa com o Domingo de Ramos, na Paixão do Senhor que une juntamente o triunfo real de Cristo e o anúncio da Paixão . A relação entre estes dois aspectos do mistério pascal deve ressaltar na celebração e na catequese deste dia (cfr. PCFP, 28). </li></ul><ul><li>3 . A entrada do Senhor em Jerusalém … comemora-se com uma procissão, na qual os cristãos celebram o acontecimento, imitando as aclamações e gestos dos meninos hebreus quando saíram ao encontro do Senhor, cantando o fervoroso «Hossana» (cfr. PCFP, 29). </li></ul><ul><li>4 . A procissão seja única e tenha lugar antes da Missa com mais presença de fiéis... Os fiéis participam nesta procissão levando ramos de palmeira ou de outras árvores. Os sacerdotes e os ministros precedem o povo, também eles com ramos (cfr. PCFP, 29). Nas outras missas, com grande afluência de povo, faça-se entrada solene, sem procissão, conforme indica o Missal, e, em último caso, a entrada simples. </li></ul><ul><li>5 . A bênção dos ramos ou palmas realiza-se em ordem à procissão que se segue. Os ramos conservados em casa recordam aos fiéis a vitória de Cristo que celebraram com a procissão (cfr. PCFP. 29). </li></ul>
  10. 10. <ul><li>6 . Quando não se pode celebrar a missa , convém que se faça uma celebração da Palavra de Deus sobre a entrada messiânica e a Paixão do Senhor, ou nas horas vespertinas do sábado ou na hora mais oportuna do Domingo (cfr. PCFP, 31). </li></ul><ul><li>7 . A história da Paixão goza de uma especial solenidade. É aconselhável que se mantenha a tradição no modo de a cantar ou ler, isto é, com três pessoas que fazem as vezes de Cristo, do narrador e do povo. </li></ul><ul><li>8 . Para a proclamação da Paixão não se levam luzes nem incenso, nem se faz no princípio a saudação ao povo como de costume para o Evangelho, nem se faz o sinal da Cruz no livro. Para o bem espiritual dos fiéis convém que se leia por inteiro a narração da Paixão , e que não se omitam as leituras que a precedem (cfr. PCFP, 33). </li></ul><ul><li>9 . Ainda que breve, “ não se omita a homilia ” (cfr. PCFP, 34). </li></ul>
  11. 11. INTRODUÇÃO AO TRÍDUO PASCAL MISSA VESPERTINA DA CEIA DO SENHOR QUINTA-FEIRA SANTA <ul><li>O Tríduo inicia-se, por isso, com a Ceia do Senhor, na Véspera da sua Paixão (1º dia do Tríduo). </li></ul><ul><li>Assim, a Missa de Quinta-Feira Santa que comemora a Ceia do Senhor, deve celebrar-se pelo fim da tarde ou em hora mais conveniente a uma grande participação de fiéis, porventura, mais tardia </li></ul><ul><li>Muito embora se deva dar relevo justo à Eucaristia de Quinta-Feira santa, importa não transformá-la na Eucaristia mais importante do ano nem sobrepô-la à Vigília Pascal </li></ul>
  12. 12. <ul><li>O Tríduo inicia-se, por isso, com a Ceia do Senhor, na Véspera da sua Paixão (1º dia do Tríduo). Assim, a Missa de Quinta-Feira Santa, que comemora a Ceia do Senhor, deve celebrar-se pelo fim da tarde ou em hora mais conveniente a uma grande participação de fiéis, porventura, mais tardia. </li></ul><ul><li>As orientações litúrgicas apontam todas para uma estreita relação entre a celebração da Missa da Ceia do Senhor e a Celebração da Paixão: &quot;O Sacrário deve estar completamente vazio ao começar a celebração. Hão-de consagrar-se nesta Missa as hóstias necessárias para a comunhão dos fiéis, e para que o clero e o povo possam comungar no dia seguinte... </li></ul><ul><li>A capela da reposição é preparada não para representar a &quot;sepultura do Senhor&quot;, mas para guardar o pão eucarístico para a comunhão que será distribuída na Sexta-Feira na Paixão do Senhor&quot;. (Cf. PCFP, 48, 49, 55). </li></ul><ul><li>A Missa da Ceia do Senhor nem tem bênção, nem despedida . </li></ul>
  13. 13. 1º DIA: PAIXÃO <ul><li>A Celebração da Paixão, não tem canto de entrada, nem saudação do Presidente. Os ritos iniciais são a procissão em silêncio e a prostração (Cf. PCFP, 65). </li></ul><ul><li>A Celebração da Paixão do Senhor deve celebrar-se numa hora entre as 12 e as 15 horas. Se motivos pastorais sérios aconselharem outra hora, nunca seja antes do meio-dia, nem depois das 9 da noite (Cf. PCFP, 63). </li></ul><ul><li>A adoração da Cruz é feita a uma única cruz e de forma pessoal. No caso excepcional de extraordinária concorrência de fiéis que impeça que o rito se desenrole de forma digna e em tempo conveniente, então, poder-se-á propor uma adoração colectiva. Nunca, entretanto, a adoração simultânea de várias cruzes (Cf. PCFP, 69). </li></ul><ul><li>A celebração conclui com a oração sobre o povo, sem despedida . </li></ul>
  14. 14. 2º DIA: SEPULTURA <ul><li>O sábado santo (2º dia do Tríduo) é um dia cheio de grande significado. Não é o &quot;sábado de aleluia&quot;, mas o sábado do repouso junto do túmulo do Senhor, em que a igreja medita na Paixão, na Morte e na descida à mansão dos mortos do seu Redentor e aguarda, no jejum e na oração, a sua Ressurreição. </li></ul><ul><li>Para além da reunião da comunidade para a oração, não há qualquer outra celebração, a não ser o carácter do próprio dia (Cf. PCFP, 73). </li></ul><ul><li>No sábado não há Missa, nem comunhão aos doentes, a não ser o viático. É proibida a celebração do Matrimónio e de outros sacramentos, para além do Sacramento da Penitência e da Unção dos doentes (Cf. PCFP, 59, 61, 75). </li></ul>
  15. 15. 3º DIA: RESSURREIÇÃO <ul><li>A Vigília (3º dia do Tríduo) é o cume do Tríduo. Realiza-se integralmente de noite, &quot;uma noite de vela em honra do Senhor&quot; (Cf. PCFP, 77). </li></ul><ul><li>Não faz parte do sábado, nem é, nem pode ser substituída por uma missa vespertina. &quot;Por isso não deve escolher-se uma hora tão cedo que ela comece antes do início da noite, nem tão tardia que termine depois da alba do Domingo. Esta regra é de interpretação estrita. Qualquer abuso ou costume contrário... é de reprovar...&quot; (PCFP, 78). A celebração deve começar, quanto possível, fora da igreja, à volta de uma fogueira. </li></ul><ul><li>O círio pascal deve ser de cera, novo em cada ano, nunca fictício. A entrada na igreja deve ser apenas iluminada pelo círio que todos seguem (Presidente, ministros e fiéis). </li></ul><ul><li>A liturgia da Palavra consta de 7 leituras do antigo Testamento e duas do novo. Excepcionalmente, poderá reduzir-se o número das leituras do A.T., nunca abaixo de três e sem omitir a leitura do Êxodo </li></ul><ul><li>O ponto alto é a celebração da Liturgia Eucarística. </li></ul><ul><li>A Missa do domingo de Páscoa deve celebrar-se com a máxima solenidade </li></ul>
  16. 16. VI. O TEMPO PASCAL <ul><li>A celebração da Páscoa continua no tempo pascal. Os cinquenta dias que se seguem desde o Domingo da Ressurreição até ao Domingo de Pentecostes, celebram-se na alegria como um único dia de festa, mais ainda, como o &quot;grande Domingo “ </li></ul><ul><li>Os Domingos deste tempo são considerados como &quot;Domingos de Páscoa&quot; e têm precedência sobre qualquer festa do Senhor e qualquer solenidade . </li></ul><ul><li>As solenidades que ocorram nestes Domingos devem transferir-se para a Segunda-Feira seguinte. As celebrações em honra da Santíssima Virgem ou dos Santos, que caem na semana, não podem ser transferidas para estes Domingos </li></ul>

×