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  1. 1. Trabalho de Conclusão de Curso em E-Learning Prof. Roberto Bentes Programa de Atualização em EAD (2009) Magali Harada Mauro Hiroto Suzuki Raquel Kishimoto
  2. 2. Diagnóstico e controle nas crianças e adultos. Dengue Clássico e Dengue Hemorrágico
  3. 3. Distribuição do Aedes aegypti no mundo 2002
  4. 4. Distribuição do Aedes aegypti no mundo 2002
  5. 5. Dengue <ul><li>Patogenia </li></ul>4. O vírus se libera e circula no sangue. 3. O vírus infecta as células brancas do sangue e os tecidos linfáticos. 2. O vírus se multiplica em órgãos-alvo. 1. O vírus é transmitido para o homem na saliva do mosquito. 1 2 3 4
  6. 6. Dengue 5. O segundo mosquito ingere o sangue com o vírus. 6. O vírus se multiplica no intestino médio e em outros órgãos do mosquito, infectando as glândulas salivares. 7. O vírus se multiplica nas glândulas salivares. <ul><li>Patogenia </li></ul>6 7 5
  7. 7. Dengue <ul><li>Patogenia </li></ul>Mosquito pica/ Adquire o vírus viremia 0 5 Doença Ser humano 1 8 12 16 20 24 28 Período de incubação extrínsico Mosquito pica/ transmite o vírus viremia Período de incubação intrínsico Doença Ser humano 2 DIAS
  8. 8. Agente etiológico <ul><li>A dengue é uma doença febril aguda, de etiologia viral, transmitida por vetores artrópodes: </li></ul><ul><li>Aedes Aegypti </li></ul><ul><li>Aedes Albopictus </li></ul><ul><li>Agente: Arbovírus do gênero Flavivírus pertencente à família Flavivíridae. </li></ul><ul><li>São conhecidos quatro sorotipos: </li></ul><ul><li>DEN 1, 2, 3 e 4. </li></ul>
  9. 9. Picada da Fêmea <ul><li>Momento do ataque </li></ul><ul><li>* características gerais: </li></ul>
  10. 10. Fases do Mosquito da dengue
  11. 11. CICLO EVOLUTIVO DO Aedes aegypti Pupa Mosquito adulto Ovos                                                            
  12. 12. Clube dos Mosquitos da Dengue
  13. 13. Meios de Transporte (disseminação )
  14. 14. Os paradigmas quebrados <ul><li>Doença viral benígna. </li></ul><ul><li>Um vírus, uma doença. </li></ul><ul><li>Se há hemorragia, pode não ser hemorrágico. </li></ul><ul><li>Pode não haver hemorragia e ser hemorrágico. </li></ul><ul><li>Piora, quando melhora. </li></ul><ul><li>Se tem febre tem doença. </li></ul>
  15. 15. Fisiopatologia: <ul><li>Aumento da permeabilidade vascular : </li></ul><ul><li>perda de água, eletrólitos ,proteína para o </li></ul><ul><li>meio extravascular. </li></ul><ul><li>– Hipotensão </li></ul><ul><li>– Hemoconcentração </li></ul><ul><li>– Hipoproteinemia </li></ul><ul><li>– Hiponatremia </li></ul><ul><li>– Derrames cavitários . </li></ul><ul><li>Disfunção da hemostasia : </li></ul><ul><li>– Trombocitopenia </li></ul><ul><li>– Coagulopatia </li></ul>
  16. 16. Quadro Clínico geral: <ul><li>Febre alta (início abrupto) </li></ul><ul><li>Prostração </li></ul><ul><li>Boca amarga </li></ul><ul><li>Cefaléia frontal </li></ul><ul><li>Dor retro orbitária </li></ul><ul><li>Dores osteoarticulares e/ou musculares </li></ul><ul><li>Presença ou não de exantemas (acompanhados ou não de pruridos e/ou descamações) </li></ul><ul><li>Vômitos </li></ul><ul><li>Diarréias </li></ul><ul><li>Dor abdominal intensa </li></ul><ul><li>Sonolência </li></ul><ul><li>Irritabilidade </li></ul><ul><li>Sangramentos </li></ul><ul><li>Manifestações neurológicas </li></ul>
  17. 17. Epidemiologia – casos notificados
  18. 18. Epidemiologia - óbitos
  19. 19. Epidemiologia
  20. 20. Epidemiologia - Nordeste
  21. 21. Aspectos clínicos <ul><li>Dengue... O termo é originado no Caribe em 1827... Os escravos definiam com dinga ou dyenga , homônimo de Ki dengua pepo , que significa ataque repentino provocado por um espírito mal. </li></ul>
  22. 22. DENGUE Aspectos Clínicos na Criança *
  23. 23. Crianças menores de cinco anos: <ul><li>O início pode passar despercebido, como:choro </li></ul><ul><li>Intermitente, apatia, recusa de </li></ul><ul><li>alimentos,sonolência ou irritabilidade. </li></ul><ul><li>Ou um quadro </li></ul><ul><li>Grave, como primeira </li></ul><ul><li>manifestação da doença. </li></ul>
  24. 24. Atendimento médico Inicial. <ul><li>Anamnese: </li></ul><ul><li>Colher informações de co-morbidades crônicas </li></ul><ul><li>(HAS,DM,DPOC,HEPATOPATIA, INSUF. RENAL, </li></ul><ul><li>ANEMIA FALSIFORME ) </li></ul><ul><li>Estabelecer a data do início da </li></ul><ul><li>doença,a ocorrência de casos semelhantes </li></ul><ul><li>na vizinhança,deslocamentos para áreas </li></ul><ul><li>epidêmicas nos últimos 15 dias. </li></ul><ul><li>Investigar o uso de medicamentos </li></ul><ul><li>( AAS,antiinflamatórios,dicumarínicos.) </li></ul><ul><li>e alimentos que eliminem </li></ul><ul><li>pigmentos avermelhados etc. </li></ul>
  25. 25. Exame Físico: <ul><li>Ectoscopia = Visão Panorâmica e Investigativa * </li></ul><ul><li>Exame Físico Geral : </li></ul><ul><li>Hipersensibilidade do globo ocular à digito- </li></ul><ul><li>compressão,pesquisa de gânglios , exame do orofaringe,temperatura, </li></ul><ul><li>Peso corporal,tempo de enchimento capilar, sinais meningeos. </li></ul><ul><li>exame abdominal,ausculta cardíaca,verificar a PA </li></ul><ul><li>(sentado e em pé), ausculta respiratória e realização da </li></ul><ul><li>prova do laço: </li></ul>
  26. 26. Técnica da Realização da Prova do Laço (Rumpel-Leed) Fragilidade capilar: <ul><li>Determinar a pressão arterial do usuário, seguindo as recomendações técnicas. </li></ul><ul><li>Voltar a insuflar o manguito até o ponto médio entre a pressão máxima e a mínima (Ex.: PA de 120 por 80 mmHg, insuflar até 100 mmHg). O aperto do manguito não pode fazer desaparecer o pulso. </li></ul><ul><li>Aguardar 5 minutos com o manguito insuflado( 3 minutos-criança) </li></ul><ul><li>Orientar o usuário sobre o pequeno desconforto sobre o braço. </li></ul><ul><li>Após 5 minutos, soltar o ar do manguito e retirá-lo do braço do paciente. </li></ul><ul><li>Procurar por petéquias na área do antebraço abaixo da prega do cotovelo. </li></ul><ul><li>Escolher o local de maior concentração e traçar um quadrado de 2,5 X 2,5 cm, usando uma régua comum e marcar com uma caneta. </li></ul><ul><li>Contar nessa área o número de petéquias(pontinhos Vermelhos) </li></ul><ul><li>A prova do laço é considerada positiva se forem contadas 20 ou mais petéquias no adulto e 10 ou mais na criança. </li></ul>
  27. 27. Régua auxiliar da Prova do Laço Régua JR ( em acrílico ) http://clinicamedicaepm.wordpress.com/2008/09/15/medico-alagoano-inventa-uma-nova-ferramenta-para-o-diagnostico-da-dengue/
  28. 28. DENGUE PROVA DO LAÇO
  29. 29. Dengue hemorrágico = Dengue clássico?
  30. 30. Dengue clássico <ul><li>4 estágios: </li></ul><ul><li>Primeiro - febre & exantema. </li></ul><ul><li>Segundo - melhora aparente. </li></ul><ul><li>Terceiro - febre e exantema mais intenso e prurido. </li></ul><ul><li>Quarto - convalescência. </li></ul>
  31. 31. Dengue clássico <ul><li>Febre. </li></ul><ul><li>Cefaléia. </li></ul><ul><li>Mialgia. </li></ul><ul><li>Dor retrorbitária. </li></ul><ul><li>Dores ósseas. </li></ul><ul><li>Exantema </li></ul><ul><li>Pode ter hemorragia </li></ul>
  32. 32. Dengue hemorrágico <ul><li>Mais de 1 sorotipo circulante. </li></ul><ul><li>Muitos susceptíveis. </li></ul><ul><li>Muitos vetores. </li></ul><ul><li>Risco de vida. </li></ul>
  33. 33. Dengue hemorrágico <ul><li>Deve-se prestar atenção em casos de co-morbidade. </li></ul><ul><li>Sangramentos podem fazer parte da forma clássica da doença. </li></ul><ul><li>Epistaxe, metrorragia, petéquias . </li></ul><ul><li>Pode ocorrer formas graves sem caracterizar FHD- encefalite, insuf. hepática, miocardite, herragia digestiva alta. </li></ul>
  34. 34. Patogenia do dengue hemorrágico <ul><li>Participação dos anticorpos não neutralizantes. </li></ul><ul><li>Participação da imunidade celular. </li></ul><ul><li>A vasculopatia. </li></ul><ul><li>A hipoproteinemia. </li></ul><ul><li>A plaquetopenia. </li></ul>
  35. 35. Fisiopatologia da FHD <ul><li>Indução de resposta de anticorpos e de linfócitos T contra outro sorotipo. </li></ul><ul><li>Há produção de anticorpos não neutralizadores. </li></ul><ul><li>Há aumento da infecção de fagócitos. </li></ul><ul><li>Há aumento de Interferon gamma e TNF –alfa. </li></ul><ul><li>Ativação de células T e alta viremia. </li></ul>
  36. 36. Sinais de alarme <ul><li>Dor abdominal intensa e contínua. </li></ul><ul><li>Vômitos persistentes. </li></ul><ul><li>Queda da temperatura. </li></ul><ul><li>Fezes com sangue. </li></ul><ul><li>Queda da contagem de plaquetas. </li></ul><ul><li>Elevação súbita do hematócrito. </li></ul>
  37. 37. A plaquetopenia <ul><li>As alterações são de natureza rápida </li></ul>
  38. 40. Dengue hemorrágico – a vasculopatia
  39. 43. A vasculopatia – a perda de colóide
  40. 44. Dengue hemorrágico – a hemorragia
  41. 45. O sangramento – 16 mil plaquetas
  42. 46. Dengue hemorrágico – a hemorragia.
  43. 47. A hemorragia
  44. 48. Manifestações Hemorrágicas <ul><li>Hemorragias na pele: Petéquias, púrpuras e </li></ul><ul><li>equimoses </li></ul><ul><li>Sangramento gengival, epistaxe ou conjuntival . </li></ul><ul><li>Sangramentos gastrintestinais: </li></ul><ul><li>hematêmese, melena e hematoquesia </li></ul><ul><li>Sangramentos Gênito- Urinários: </li></ul><ul><li>Hematúria </li></ul><ul><li>Metrorragia </li></ul>
  45. 49. Exames Complementares: <ul><li>Exame Inespecífico: Hemograma completo. </li></ul><ul><li>Nos casos de forte comprovação: </li></ul><ul><li>Detecção do Antígeno NS1( FMRP-USP ) </li></ul><ul><li>RT-PCR para dengue * </li></ul><ul><li>Isolamento do vírus. </li></ul><ul><li>Sorologia Mac-Elisa. </li></ul><ul><li>Nas complicações: </li></ul><ul><li>• Inespecíficos: a) Tipagem sanguínea ; b) Monitorização do hematócrito (2/2 horas); c) Dosagem de eletrólitos séricos e gasometria arterial; d) Contagem de plaquetas, tempo de parcial de tromboplastina e atividade da protrombina; </li></ul><ul><li>Rx do tórax,Ultrassonografia,dosagem de </li></ul><ul><li>albumina, função hepática, função renal e </li></ul><ul><li>outros exames a depender das complicações. </li></ul>
  46. 50. Classificação do Quadro Clínico <ul><li>Grupo A: Febre, dor de cabeça, dor nos olhos, dor no corpo, muita fraqueza e, às vezes, pintas no corpo: sarampo ? Rubéola? > Prova do Laço negativa. </li></ul><ul><li>Grupo B: Pequenos sangramentos >Prova do Laço positiva, além de febre, dores e fraqueza. </li></ul>
  47. 51. Classificação: <ul><li>Grupo C: SINAIS DE ALARME: queda brusca de temperatura ,intensa prostração,vômitos freqüentes e abundantes. </li></ul><ul><li>Grupo D: Pressão muito baixa, palidez e suor frio, coração acelerado, dificuldade para respirar, </li></ul><ul><ul><li>Desorientação,dedos e lábios cianóticos,além de desmaios. </li></ul></ul>
  48. 52. AS QUATRO PERGUNTAS: <ul><li>Para estadiar os grupos bastam quatro perguntas: TEM DENGUE? GRUPO A TEM HEMORRAGIAS? GRUPO B TEM SINAIS DE ALARME? GRUPO C TEM CHOQUE? GRUPO D </li></ul>
  49. 53. Sinais de Alerta: <ul><li>Vômitos persistentes, </li></ul><ul><li>Dor abdominal intensa e contínua, </li></ul><ul><li>Diminuição repentina da temperatura corporal, </li></ul><ul><li>Letargia/ Agitação, </li></ul><ul><li>Hipotensão postural, </li></ul><ul><li>Diminuição da Pressão diferencial ( convergente) </li></ul><ul><li>Fezes pretas * ou Sangramentos volumosos, </li></ul><ul><li>Derrames cavitários, </li></ul><ul><li>Dificuldade respiratória </li></ul>
  50. 54. Sinais de Choque: <ul><li>Alterações do sensório, </li></ul><ul><li>Hipotensão arterial. </li></ul><ul><li>Taquicardia, </li></ul><ul><li>Taquipnéia, </li></ul><ul><li>Pulso fraco ou ausente, </li></ul><ul><li>Palidez cutâneo-mucosa, pele fria e pegajosa. </li></ul><ul><li>Enchimento capilar lento, </li></ul><ul><li>Oligúria, </li></ul><ul><li>Acidose metabólica </li></ul>
  51. 55. Indicações Para Internação: <ul><li>Presença de sinais de alerta. </li></ul><ul><li>Recusa na ingestão (alimentos ou líquidos) </li></ul><ul><li>Comprometimento respiratório. </li></ul><ul><li>Dificuldades de acompanhamento ambulatorial. </li></ul><ul><li>Presença de co-morbidades. </li></ul><ul><li>Uso de dicumarínicos. </li></ul><ul><li>Plaquetas < 50.000 mm³ </li></ul>
  52. 56. Complicações: <ul><li>Alterações neurológicas: </li></ul><ul><li>Tremores, parestesias , hiperestesia cutânea </li></ul><ul><li>Diminuição nível de consciência: letargia, agitação, confusão mental, convulsões </li></ul><ul><li>Manifestações psíquicas: Psicose, demência, </li></ul><ul><li>amnésia,irritabilidade. </li></ul><ul><li>Disfunção cardio-respiratória </li></ul><ul><li>Insuficiência Hepática </li></ul><ul><li>Plaquetopenia igual ou inferior a 50.000/mm3 </li></ul><ul><li>Hemorragia Digestiva </li></ul><ul><li>Derrames Cavitários: derrame pericárdico,pleural ou ascite. </li></ul>
  53. 57. Medicamentos contra-indicados: <ul><li>Aspirina </li></ul><ul><li>Aspisin </li></ul><ul><li>AAS- adulto ou infantil </li></ul><ul><li>Alidor </li></ul><ul><li>Melhoral Infantil </li></ul><ul><li>Ronal </li></ul><ul><li>Somalgin Cardio </li></ul><ul><li>Alka-Setzer / Sonrisal / superhist. </li></ul><ul><li>Atagripe </li></ul><ul><li>Besaprin </li></ul><ul><li>Buferin </li></ul><ul><li>Cheracap </li></ul><ul><li>Doloxene- A </li></ul><ul><li>Doril * </li></ul><ul><li>Engov * </li></ul><ul><li>Benegripe * </li></ul><ul><li>Migrane </li></ul><ul><li>Antiagregantes plaquetários. </li></ul><ul><li>Etc. </li></ul>
  54. 58. Dengue clássico – o exantema
  55. 59. Dengue clássico –o exantema.
  56. 60. Dengue clássico- o exantema.
  57. 61. Dengue clássico- hemorragias.
  58. 62. Dengue hemorrágico
  59. 63. Dengue hemorrágico
  60. 64. Dengue hemorrágico – a vasculopatia
  61. 65. Dengue hemorrágico – a vasculopatia
  62. 66. Critérios da FHD <ul><li>Comprovação da infecção. </li></ul><ul><li>Plaquetopenia < ou = 100.000. </li></ul><ul><li>Hemoconcentração. </li></ul><ul><li>Sangramento- prova do laço ou espontâneos. </li></ul><ul><li>Febre < ou = 7 dias </li></ul>
  63. 67. Classificação <ul><li>Dengue clássico </li></ul><ul><li>Grau 1 </li></ul><ul><li>Grau 2 </li></ul><ul><li>Grau 3 – síndrome do choque da dengue </li></ul><ul><li>Grau 4– síndrome do choque da dengue </li></ul>
  64. 68. Tratamento <ul><li>Repouso. </li></ul><ul><li>Uso de sintomáticos </li></ul><ul><li>Hidratação por via oral. </li></ul><ul><li>Hidratação por via venosa. </li></ul><ul><li>Tratar as complicações </li></ul>
  65. 69. Diagnóstico e Manejo Clínico da Paciente com Dengue. <ul><li>Estadiamento evolutivo e tratamento. </li></ul>
  66. 70. Como pensar e se comportar diante de um paciente com suspeita de dengue? <ul><li>É necessário correlacionar a fisiopatologia da doença com as manifestações hemorrágicas. </li></ul>
  67. 71. É importante entender a doença em relação ao tempo. <ul><li>Dia -2; -1. </li></ul><ul><li>Dias +1; +2 ; +3; +4; +5 ; +6 ; +7; +8; .... </li></ul>
  68. 72. A base da doença é: <ul><li>Extravasamento de líquidos do intravascular para o extravascular. </li></ul><ul><li>Consumo de plaquetas. </li></ul><ul><li>Tedências hemorrágicas </li></ul><ul><li>Febre. </li></ul>
  69. 73. O que eu posso ver? <ul><li>É um processo de amplificação. </li></ul><ul><ul><li>Febre – viremia. </li></ul></ul><ul><ul><li>Sangramento – fragilidade capilar + plaquetopenia. </li></ul></ul><ul><ul><li>Extravasamento de líquidos – compressão de terminações nervosas ou acúmulo de líquidos em cavidades virtuais ou complicações hemodinâmicas características. </li></ul></ul>
  70. 74. Dinâmica <ul><li>Viremia ⇒ resposta imune ⇒ citocinas ↓ + anticorpos ⇒ amplifica os ↓ aspectos da patogenia. </li></ul><ul><li>Fragilidade capilar ⇒ vaculopatia lise de plaquetas ⇒ evolução esperada. </li></ul>
  71. 75. O clínico verá!!! <ul><li>Uma dissociação entre o quadro clínico de uma doença viral juntamente com uma gravidade subjacente. </li></ul><ul><li>Haverá uma dissociação de uma doença viral com a gravidade. </li></ul>
  72. 76. Deve-se observar a simultaneidade dos fenômenos. <ul><li>A medida em que há o extravasamento de líquidos, haverá o consumo de plaquetas e os fenômenos hemorrágicos --- período crítico. </li></ul>
  73. 77. A seqüência da percepção pode ser muito variada. <ul><li>Consumo de plaquetas ⇒ extravasamento de líquidos ⇒ sangramentos. </li></ul><ul><li>Sangramentos ⇒ extravasamento de líquidos ⇒ consumo de plaquetas. </li></ul><ul><li>Extravasamento de líquidos ⇒ sangramentos ⇒ consumo de plaquetas. </li></ul><ul><li>Consumo de plaquetas ⇒ sangramentos ⇒ extravasamento de líquidos </li></ul><ul><li>Sangramentos ⇒ consumo de plaquetas ⇒ Extravasamento de líquidos </li></ul>
  74. 78. Os objetivos do estadiamento: <ul><li>Identificar pessoas sob risco. </li></ul><ul><li>Classificar durante a doença. </li></ul><ul><li>Sistematizar a terapia. </li></ul><ul><li>Organizar o sistema de saúde. </li></ul>
  75. 79. Atenção <ul><li>Um paciente pode ser reestadiado em um intervalo de algumas horas. </li></ul>
  76. 80. Grupo A <ul><li>Não se observa tendência hemorrágica. </li></ul><ul><li>Sem sinais de alarme. </li></ul><ul><li>Fazer exames complementares em casos de co-morbidades. </li></ul><ul><li>Tratamento ambulatorial </li></ul><ul><li>Adultos 60-80mL/Kg/dia, verificar grau de desidratação. </li></ul>
  77. 81. Grupo B <ul><li>Há tendência hemorrágica detectada, sem sinais de alarme. </li></ul><ul><li>Se exames sem sinais de hemoconcentração, HT até 10% DE HEMOCONCENTRAÇÃO, PLAQUETAS 50-100MIL, LEUCOMETRIA A BAIXO DE 1000 – tratamento ambulatorial com hidratação vigorosa com 80mL/Kg/dia. </li></ul>
  78. 82. Grupo B <ul><li>Se exames sem sinais de hemoconcentração, HT acima de 10% DE HEMOCONCENTRAÇÃO, PLAQUETAS < 50MIL, tratamento sob supervisão com hidratação vigorosa com 80mL/Kg/dia por via oral ou venosa. </li></ul>
  79. 83. Grupo C <ul><li>Presença de sinais de alarme. </li></ul><ul><li>Hidratação venosa imediata 25mL/Kg em 4 horas, podendo repetir por 3 vezes. Usar soro fisiológico ou ringer. </li></ul><ul><li>Repetir hematócrito e contagem de plaquetas. </li></ul>
  80. 84. Grupo D <ul><li>Já há choque. </li></ul><ul><li>Hipotensão arterial. </li></ul><ul><li>Pressão convergente. </li></ul><ul><li>Extremidades frias, cianose. </li></ul><ul><li>Pulso rápido e fino. </li></ul><ul><li>Enchimento capilar lentificado. </li></ul>
  81. 85. Grupo D <ul><li>20mL/Kg/hora, de soro fisiológico, podendo repetir por até 3 vezes. </li></ul><ul><li>Reavaliação a cada 15-20 minutos. </li></ul><ul><li>Uso de albumina?? </li></ul>
  82. 86. Confirmando o caso <ul><li>Pesquisa de anticorpos IgG e IgM. </li></ul><ul><li>Isolamento viral. </li></ul><ul><li>Isolamento em cultura de células. </li></ul><ul><li>Imunohistoquímica. </li></ul><ul><li>Técnica de PCR. </li></ul>
  83. 87. Controle <ul><li>Medidas de controle da Dengue. </li></ul><ul><li>Reconhecimento dos casos. </li></ul><ul><li>Tratamento adequado. </li></ul><ul><li>Suporte terapêutico. </li></ul><ul><li>Treinamento de equipes de saúde. </li></ul><ul><li>Notificação dos casos. </li></ul>
  84. 88. Critérios de Alta Hospitalar <ul><li>A- Ausência de febre por mais de 24 horas </li></ul><ul><li>B- Melhora visível do quadro clínico. </li></ul><ul><li>C- Hematócrito normalizado e estável. </li></ul><ul><li>D- Plaquetas em elevação > 50.000/mm³. </li></ul><ul><li>E- Estabilização hemodinâmica por 24 horas, </li></ul><ul><li>F- Derrames cavitários em regressão e sem </li></ul><ul><li>repercussão clínica, quando presentes. </li></ul>
  85. 89. Plano de combate à Dengue. <ul><li>Nada se resolve como num passe de Mágica. </li></ul>Ou será que se resolve?
  86. 90. Políticas Públicas de Saúde. <ul><li>Prevenção Primária: deve ter medidas adotadas de forma continuada e que atinja a comunidade como um todo , superando barreiras tais como: </li></ul><ul><li>Desinformação </li></ul><ul><li>Resistência às Mudanças </li></ul><ul><li>Exclusão Social </li></ul><ul><li>Conflitos de interesses etc. </li></ul><ul><li>Estratégias básicas: Condições socioeconômicas </li></ul><ul><li>(MEESA) * </li></ul><ul><li>Atividades pedagógico-educacionais </li></ul><ul><li>Prática de bons hábitos alimentares </li></ul><ul><li>Atividades físicas regulares </li></ul><ul><li>Promoção de saúde no ambiente de trabalho </li></ul><ul><li>SONHO – 10 PESADELO- ZERO </li></ul>
  87. 91. “ Campanhas de Prevenção” <ul><li>Campanhas de Prevenção : “ Pinóquio ou Carnavalescas” </li></ul><ul><li>(Meramente de cunho propagandista: política ou comercial ) </li></ul><ul><li>Verificação da glicemia, colesterol, triglicérides, Pressão Arterial, orientação sobre o uso da camisinha só em Fevereiro , campanhas de prevenção contra várias doenças, durante as epidemias: nas praias,nas praças, no comércio ou nos shoppings. ? </li></ul><ul><li>Atendimento via SUS : Distribuição “gratuita” de medicamentos, material médico hospitalar, agendamento de consultas,internações, tratamento fisioterapêutico, acompanhamento multiprofissional e realização de exames complementares. ? </li></ul><ul><li>Viável ou Inviável? </li></ul><ul><li>Responsabilidade social: Governo : Ministério da Saúde e Secretárias,Ministério Público federal, estadual e municipal, ONGS, Escolas,clubes sociais,igrejas, imprensa escrita e falada, Planos de saúde, </li></ul><ul><li>Entidades Médicas, Profissionais de saúde e suas entidades,Empresas privadas, associações de bairros, etc. </li></ul><ul><li>. </li></ul>
  88. 92. Não seja Omisso(a) <ul><li>Melhor perder 30 minutos/dia, para detectar um foco da dengue, do que perder o seu “dengoso ou a sua dengosa” pelo resto da vida. </li></ul><ul><li>Prevenção é coisa séria! </li></ul><ul><li>Vejam esses links : (Só em forma de apresentação de slide.) </li></ul><ul><li>www.dengue.org.br/mosquito_aedes.html </li></ul><ul><li>http://www.youtube.com/watch ?v=jb1Yb1XyfzY </li></ul>
  89. 93. Medidas objetivas de combate à Dengue: <ul><li>UTILIZAÇÃO DO FUMACÉ (produtos adequados e eficientes) </li></ul><ul><li>EVITAR O ACÚMULO DE ÁGUA (dentro e fora de casa) </li></ul><ul><li>MÉTODO MNEUMÔNICO: PVC  </li></ul><ul><li>P ÉS - DE PLANTAS,FLORES E VASOS COM ÁGUA PARADA(devem ser evitados). Cuidado com as BROMÉLIAS </li></ul><ul><li>           PNEUS USADOS (devem ser guardados ao abrigo da chuva).   E se possível, furados.                       </li></ul><ul><li>V ASILHAS ou vasilhames - Garrafas vazias, latas, panelas, bandejas, baldes,copos etc. (devem ser guardados de “boca” para baixo). </li></ul><ul><li>C ONSTRUÇÕES -CASAS OU EDIFÍCIOS - Lages, telhados, calhas, ralos, cisternas, tonéis, tanques, piscinas, caixas de água ou coletores de água de geladeiras (devem ser sempre limpos ou bem fechados). </li></ul>
  90. 94. PREVINA-SE
  91. 96. RECOMENDAÇÕES
  92. 97. Ajuda ? <ul><li>http://medicosdeportugal.saude.sapo.pt/action/10/menu/2/ </li></ul><ul><li>http://www.pdamed.com.br/diciomed/pdamed_0001_aa . php </li></ul>
  93. 98. Referências Bibliográficas: <ul><li>. Medicina Ambulatorial. Editora Atheneu-2006 </li></ul><ul><li>. Clínica Médica- dos sinais e sintomas ao diagnóstico e tratamento </li></ul><ul><li>. UFMG / Infotec. </li></ul><ul><li>. Doenças Relacionadas ao Trabalho: Ministério da Saúde </li></ul><ul><li>. Dengue diagnóstico e manejo clínico- Ministério da Saúde (Secretaria de Vigilância em Saúde) 3ª edição/2007 </li></ul><ul><li>. Decifra-me ou Devoro-te. Ministério da Saúde. Edição/2007 </li></ul><ul><li>. PECD- SESAU ( Dr. Celso Tavares) assessor técnico da área de Vigilância Epidemiológica- Al. Junho/2007 e Abril/2008 </li></ul><ul><li>. www.dengue.org.br </li></ul><ul><li>. www.cetesb.sp.gov.br </li></ul><ul><li>. www.sucen.sp.gov.br </li></ul><ul><li>. www.dengue.lcc.ufmg.br/dengue_cd </li></ul><ul><li>. Revista Brasileira de Epidemiologia </li></ul>
  94. 99. Entrada Proibida
  95. 100. AVALIAÇÃO 10 QUESTÕES
  96. 101. Questão 1
  97. 103. Mande as respostas para: <ul><li>[email_address] </li></ul><ul><li>[email_address] </li></ul><ul><li>raquelkishimoto@ufpr.br </li></ul><ul><li>Aguarde retorno da sua avaliação... </li></ul>

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