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Teoria Geral da Administração

Teoria Geral da Administração

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  • 1. TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO – AULA 17 Hoje abordaremos uma teoria que teve como origem a Teoria dos Sistemas, mas aprofundou-se na complexidade da mente humana e na permanente situação de mudança do mundo administrativo. O assunto de hoje é a ABORDAGEM CONTINGENCIAL .
  • 2. 1. ORIGENS DA TEORIA CONTINGENCIAL
    • Anos 70: profusão de pesquisas projetavam estruturas organizacionais e ações gerenciais para situações específicas.
    • É um desenvolvimento: da teoria de sistemas;
    • A estrutura mais apropriada: depende das contingências da situação para cada organização individual.
    • Fatores situacionais: poder e controle, características dos membros de organizações (habilidades, experiências, necessidades e motivações)
    • A abordagem contingencial: pode ser vista por relações SE – ENTÃO *
    • Grande impacto : sobre teorias organizacionais contemporâneas
    • Contribuição: identificação das variáveis de influenciam projeto geral das organizações (tecnologia, tamanho e natureza do ambiente)
    * Se tal situação se apresenta assim, então a resposta é... Ou seja, não existe um modelo único e mágico para solucionar problemas administrativos.
  • 3. Construída a partir de idéias da teoria dos sistemas, a perspectiva contingencial afirma que uma variedade de fatores, tanto internos quanto externos à empresa podem afetar o desempenho da organização. Desse modo, não existe uma “única melhor maneira” de administrar e organizar, porque as circunstâncias variam. Características situacionais são chamadas de contingências . Entender as contingências auxilia o administrador a saber quais os conjuntos de circunstâncias que ditam as ações administrativas, que incluem:
    • taxa de mudança e grau de complexidade do ambiente externo à organização;
    • forças e fraquezas internas da organização;
    • valores, objetivos, habilidades e atitudes dos administradores e trabalhadores da organização; e
    • tipos de tarefas, recursos e tecnologias que a organização utiliza .
  • 4. 2. CONCEITOS A teoria das Contingências estabelece que situações diferentes exigem práticas diferentes, empregando o uso das teorias tradicionais, comportamentais e de sistemas separadamente ou combinadas. “ A visão de contingência procura entender as relações dentro e dentre os subsistemas, bem como entre a organização e seu ambiente, e procura definir padrões de relações ou configurações de variáveis”. (Fremont Kast & Rosenzweig)
  • 5. A palavra CONTINGÊNCIA significa algo incerto ou eventual , que pode suceder ou não, dependendo das circunstâncias . Quer dizer que determinado assunto pode ser considerado verdadeiro ou falso somente através do seu conhecimento pela experiência e pela evidência, e não pela razão. Não há nada absoluto nos princípios básicos de Administração! (POR ESSA VOCÊ NÃO ESPERAVA! OU ESPERAVA?) Dois fatores que afetam as estruturas das organizações e que são ênfases da TEORIA CONTINGENCIALISTA : Variações no AMBIENTE ou na TECNOLOGIA conduzem a variações na estrutura organizacional
  • 6. 3. O CAMINHO PARA A CONTINGÊNCIA – ( I )
      • Abordagens Prescritivas em Sistema Fechado
        • Administração Científica de Taylor (TAREFAS)
          • Estudo das rotinas produtivas e seleção do trabalhador
          • Incentivo salarial e condições ambientais de trabalho
          • Homem Econômico
        • Teoria Clássica de Fayol (ESTRUTURA)
          • Divisão do trabalho gerencial
          • Funções administrativas e “técnicas”
          • Importância da Coordenaçãoadministrativa
          • Conceito de Linha e Staff
  • 7.
        • Teoria da Burocracia de Weber (ESTRUTURA)
          • Normas e regulamentos garantem consistência
          • Racionalidade e formalidade da comunicação
          • Impessoalidade e profissionalismo
        • Teoria das Relações Humanas de Mayo (PESSOAS)
          • Estudo da Organização Informal (Homem Social)
          • Motivação, Liderança e Comunicação
          • Dinâmica de Grupo e Mudança Organizacional
        • Abordagem Prescritiva em Sistema Aberto
        • Teoria Neoclássica (ESTRUTURA)
          • Integração de Conceitos Clássicos com PESSOAS e AMBIENTE
          • Eficiência e Eficácia Organizacional
          • Administração por Objetivos
    Continuação
  • 8. 3.1 O CAMINHO PARA A CONTINGÊNCIA ( II )
      • Abordagens Descritivas em Sistema Aberto
        • Teoria Estruturalista (ESTRUTURA)
          • Integração de conceitos da Burocracia com PESSOAS e AMBIENTE
          • Análise Interorganizacional
          • Visão positiva dos conflitos organizacionaisl
        • Teoria Comportamental (PESSOAS)
          • Maslow e Herzberg: Análise da Motivação
          • Estilos de Administração: autocrático (Sistema X e Y)
          • Homem Administrativo
        • Teoria Cibernética e de Sistemas (AMBIENTE)
          • Sistema: entrada, processo, saída e retroação
          • Organização como Sistema Aberto
          • Subsistema técnico e subsistema social
          • Visão Sistêmica é a lente que a teoria contingencial usará para interpretar as demais teorias
  • 9.
    • 4. PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS
      • Organização como um sistema orgânico
    Sistema Mecânico Sistema Orgânico Complexo inter-relacionamento entre as variáveis organizacionais internas e destas com o AMBIENTE Relacionamento em linha
  • 10.
    • CARACTERÍSTICAS DOS SISTEMAS MECÂNICOS
    • estrutura burocrática assentada em minuciosa divisão do trabalho;
    • cargos ocupados por especialistas com atribuições perfeitamente definidas;
    • altamente centralizadas , as decisões são geralmente tomadas nos níveis superiores da empresa;
    • hierarquia rígida
    • sistema simples de controle : a informação ascendente sobe através de uma sucessão de filtros e as decisões descem através de uma sucessão de amplificadores;
    • predomínio da interação vertical entre superior – subordinado;
    • amplitude de controle do supervisor mais estreita;
    • maior confiança nas regras e procedimentos formais;
    • ênfase nos princípios da Teoria Clássica
    • CARACTERÍSTICAS DOS SISTEMAS ORGÂNICOS
    • estruturas flexíveis que nem sempre podem sofrer divisão do trabalho e fragmentação bem definida;
    • cargos continuamente redefinidos por interação com outros indivíduos participantes da tarefa;
    • relativamente descentralizadas , com decisões delegadas aos níveis inferiores;
    • tarefas são executadas à luz do conhecimento que os indivíduos têm das tarefas da empresa como um todo;
    • predomínio da interação lateral sobre a vertical;
    • amplitude de controle do supervisor mais ampla;
    • maior confiança nas comunicações ;
    • ênfase nos princípios da Teoria das Relações Humanas
  • 11. 5. LINHA EVOLUTIVA DAS TEORIAS ADMINISTRATIVAS Ênfase Intra-Orgnanizacional Ênfase no Ambiente Clássica Rel. Humanas Burocracia Comportamental Estruturalista Sistemas P.O. Contingência Nem todas as contingências críticas foram identificadas. A teoria pode não ser aplicável a todas as questões administrativas. Limitações Identificou as principais contingências. Contestou os princípios universais da administração. Contribuições As contingências situacionais influenciam estratégias, estruturas e processos que resultam em alto desempenho. Existe mais de uma forma de se atingir um objetivo. Os administradores devem adaptar suas organizações à situação. Conceitos-chave
  • 12. 6. O HOMEM COMPLEXO A concepção contingencial focaliza o homem complexo que caracteriza-se por ter um sistema complexo de valores, percepções, características pessoais e necessidades. O homem é um ser transacional. O homem tem comportamento dirigido p/ objetivos. Os sistemas individuais não são estáticos. H. ADMINISTRATIVO HOMEM SOCIAL HOMEM ECONÔMICO HOMEM COMPLEXO
  • 13. 7. LIMITAÇÕES E CRÍTICAS Relacionamento casual: Outros elementos (desenho organizacional e sistemas de informação) influenciam o desempenho além da estrutura Desempenho organizacional: Multifacetado Variáveis independentes: Discutível (organização pode influenciar seu ambiente) Contingências múltiplas: diferentes padrões de fatores contingenciais têm implicações distintas para o desenho organizacional Mudança planejada: Modelos falham na ênfase das conseqüências não-previstas da mudança planejada Fatores de poder: Não determinadas por condições situacionais impessoais Velocidade da mudança organizacional: Dificuldade de mudar com freqüência a intervalos muito curtos
  • 14. CHIAVENATO, I . Introdução à teoria geral da Administração. 7.ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2003. MAXIMIANO , A. C. A. Teoria geral da Administração : da revolução urbana à revolução digital . São Paulo: Atlas, 2002 BIBLIOGRAFIA BÁSICA