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3ESTUDO PARA FUTURA IMPLANTAÇÃO DO PACOTE DE APLICATIVOS                BROFFICE.ORG NO TRE-SC.                           ...
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24relacionada a implantação reverte em credibilidade para o projeto. Para isso, o conhecimentodos recursos das aplicações ...
25      c) Avaliação do sistema SADP             Criação de uma equipe capacitada para realizar um estudo de viabilidade d...
26      b) Promover módulo de treinamento e capacitação              Nesta etapa da pesquisa espera-se a capacitação do pe...
27Quadro 3 - Estimativa de custo de licenciamento Microsoft Office para os equipamentos adquiridos emlicitações após 2009F...
287   CONSIDERAÇÕES FINAIS             A sociedade mundial atravessa por uma fase nova, uma fase onde as pessoasvêem em ca...
29                                       REFERÊNCIASBALESTRIN, Zairo, Afonso. Migração para Software Livre no Ministério P...
30SILVEIRA, Sérgio Amadeu da. Software Livre e Inclusão Digital. São Paulo: ConradEditora do Brasil, 2003.UNIVERSIDADE DO ...
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ESTUDO PARA FUTURA IMPLANTAÇÃO DO PACOTE DE APLICATIVOS BROFFICE.ORG NO TRE-SC.

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ESTUDO PARA FUTURA IMPLANTAÇÃO DO PACOTE DE APLICATIVOS BROFFICE.ORG NO TRE-SC.

  1. 1. 1 UNIVERSIDADE DO SUL DE SANTA CATARINA MAURÍCIO FERNANDESESTUDO PARA FUTURA IMPLANTAÇÃO DO PACOTE DE APLICATIVOS BROFFICE.ORG NO TRE-SC. Palhoça 2009
  2. 2. 2 Maurício FernandesImplantação do pacote de aplicativos BrOffice.org no TRE-SC. Relatório apresentado ao Curso (Tecnologia em Gestão da Tecnologia de Informação ), da Universidade do Sul de Santa Catarina, como requisito parcial à aprovação na disciplina de Estudo de Caso. . Orientador: Prof. Adriana Salvador Zanini Palhoça 2009 Maurício Fernandes
  3. 3. 3ESTUDO PARA FUTURA IMPLANTAÇÃO DO PACOTE DE APLICATIVOS BROFFICE.ORG NO TRE-SC. Este trabalho de pesquisa na modalidade de Estudo de Caso foi julgado adequado à obtenção do grau de Tecnólogo em Gestão da Tecnologia da Informação e aprovada em sua forma final pelo Curso Superior de Tecnologia em Gestão da Tecnologia da Informação da Universidade do Sul de Santa Catarina. Palhoça, ____ de ____________de _____. Prof. e orientador Adriana Salvador Zanini, Esp. Universidade do Sul de Santa Catarina
  4. 4. 4 AGRADECIMENTOS Agradeço em primeiro lugar a Deus que iluminou o meu caminho durante estacaminhada. Agradeço também a minha mãe, Aracy, que de forma especial e carinhosa me deuforça e coragem, me apoiando nos momentos de dificuldades.
  5. 5. 5 SUMÁRIO1 INTRODUÇÃO...................................................................................................................62 TEMA...................................................................................................................................73 OBJETIVOS........................................................................................................................113.1 OBJETIVO GERAL...........................................................................................................113.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS.............................................................................................114 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS......................................................................124.1 CAMPOS DE ESTUDO.....................................................................................................124.2 INSTRUMENTOS DE COLETA DE DADOS.................................................................125 APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DA REALIDADE OBSERVADA..............................146 PROPOSTA DE SOLUÇÃO DA SITUAÇÃO PROBLEMA.........................................236.1 Proposta de melhoria para a realidade estudada.................................................................236.2 Resultados esperados..........................................................................................................256.3 Viabilidade da proposta......................................................................................................267 CONSIDERAÇÕES FINAIS..............................................................................................28REFERÊNCIAS......................................................................................................................29
  6. 6. 61 INTRODUÇÃO O pacote de aplicativos BrOffice.org está se tornando uma opção cada vez maisaceita por empresas e instituições. Isto se deve ao fato de ser economicamente viável, bemcomo ser considerado por muitos como uma ferramenta estável de fácil customização. Opresente estudo faz uma abordagem sobre a implantação do pacote de aplicativosBrOffice.org nas Zonas Eleitorais do TRE-SC avaliando a aplicabilidade dos programasWriter, Calc e Impress no contexto dos cartórios eleitorais de Santa Catarina. É descrito nesteestudo, o contexto e a política de desenvolvimento tecnológico utilizada pelo TRE-SC.Também foram levantadas as necessidades técnicas das Zonas Eleitorais no que se refere aaplicativo de processador de texto, planilha de calculo e apresentação. Para alcançar os objetivos este estudo de caso, contemplará duas etapasseqüenciais. A primeira delas, compreendida como o planejamento da pesquisa, é compostapelos capítulos 1, 2, 3 e 4. O primeiro capítulo é formado por esta introdução. No segundocapítulo, estarão presentes a contextualização do tema, problema e justificativa do projeto. Emseguida, no capítulo 3, são apresentados os objetivos geral e específicos. No quarto capítulo,os procedimentos metodológicos do trabalho. A etapa final deste relatório é composta pelodesenvolvimento da pesquisa e é formada pelos capítulos 5, 6 e 7, que apresentam os dadoscoletados, a análise feita, as sugestões de melhoria, bem como as referências.
  7. 7. 72 TEMA Implantação do pacote de aplicativos BrOffice.org no TRE-SC. Os aplicativos do OpenOffice/BrOffice.org utilizam um formato aberto próprioque é capaz de abrir e salvar documentos no formato do MS-Office. Assim, documentos doWORD podem ser abertos e regravados pelo WRITER; planilhas do EXCEL pelo CALC eapresentações do POWERPOINT pelo IMPRESS. Segundo o Guia Livre1 (2004, p.91), Os aplicativos Software Livre, são capazes de ler formatos fechados com tal precisão que os problemas encontrados não são diferentes dos vistos com o uso das diferentes versões dos próprios produtos proprietários. Quanto mais antigo o formato, melhor a maneira como os aplicativos do Software Livre lidam com ele. Os aplicativos Software Livre tendem a ser mais eficientes na leitura de arquivos em formato proprietários do que na escrita deles. Em geral, os aplicativos Software Livre podem ser usados com confiança para operações com proprietários similares. Dentre as vantagens tecnológicas do BrOffice.org/OpenOffice.org que é baseadono conceito de software livre, Silveira (2003) nos relata que ele é totalmente configurável deacordo com a necessidade do ambiente, sem contar com as vantagens na parte financeira e atémesmo sociais. O pacote de programas MS-Office reúne vários programas que são comumenteutilizados pela maioria de usuários de computador, sobretudo na Administração Pública. Eleinclui os aplicativos proprietários de editor de texto, planilha, apresentação e correioeletrônico, juntamente com seus formatos também proprietários. Os formatos não são abertose mudam de uma versão do MS-Office para outra. Até mesmo os próprios produtos daMicrosoft não podem garantir a capacidade de ler e escrever um arquivo legado com totalprecisão, a não ser que os arquivos tenham sido criados na mesma versão do produto. Umexemplo deste fato, são os arquivos gerados com o aplicativo Microsoft Word 2007 que geraarquivos no formato .DOCX, desse modo, este tipo de documento não é suportado peloMicrosoft Word 95, 97, 2000 e 2003. Usando o formato ODF2 (Open Document Format),padrão da BrOffice.org você não precisará de uma aplicação específica para que o arquivoseja acessado, já que está baseado em código aberto, o ODF garante a longevidade dainformação. Daqui a 30 ou 200 anos, você vai conseguir abri-lo. Em contraste um arquivo1 Guia de Referência de Migração para Software Livre do Governo Federal.2 O ODF é um formato aberto e público e foi aprovado como norma ISO/IEC em 08 de Maio de 2006 (ISO/IEC26300).
  8. 8. 8binário e proprietário como os da Microsoft pode se transformar em uma grande Bibliotecade Alexandria, que não será acessível em alguns anos. No estudo realizado pelo TRT da 4°Região (2007, p.7), encontramos aspectos relacionados à independência de formatos dearquivos: Um dos aspectos mais importantes para a decisão estratégica da adoção do Software Livre é a Independência Tecnológica. Muitas organizações têm dificuldades em manter o seu ambiente tecnológico estável por uma série de motivos externos à organização, como por exemplo, mudanças no mercado, dependência de um único fornecedor, dependência de uma única tecnologia, etc. Com o Software Livre, a organização tem a possibilidade de organizar a sua própria estratégia, já que pode ter acesso ao código-fonte da aplicação. Com isso, não há dependência de um único fornecedor ou de um único padrão de mercado. Muitas vezes, para as organizações públicas, essa característica ainda mais importante, pois envolve questões relacionas à soberania tecnológica do país em determinada área do conhecimento. A independência tecnológica trazida pelo software livre, é muito importante paraas organizações e para soberania nacional de um país. Cada vez mais as organizações estãointeressadas em soluções tecnológicas confiáveis, flexíveis, funcionais e economicamenteviáveis. Dentro desse contexto está inserido o BrOffice.org/OpenOffice.org: um conjunto deaplicativos de produtividade, que reúne em um só pacote, editores de textos, planilhaseletrônicas, desenhos, apresentações, fórmulas matemáticas e acesso a dados. O BrOffice.orgé a versão brasileira do OpenOffice.org e é representado pela ONG BrOffice.org, queorganiza, no Brasil, as atividades colaborativas que sustentam o desenvolvimento daaplicação. O interesse inicial das organizações pelo BrOffice deriva do fato de não havercusto de licenciamento, ou seja, não é necessário nenhum tipo de pagamento para a instalação,cópia ou distribuição do programa. Além disso, o BrOffice vem conquistando cada vez maisusuários corporativos devido a sua qualidade, impressionando aqueles que, inicialmente, viamapenas o custo zero de licenciamento como vantagem da aplicação. Balestrin (2005), comentaque o BrOffice é classificado como um bom pacote de aplicativos existente no mercado, tendoa vantagem adicional de possuir seu código aberto. Como pontos fortes do BrOffice estão: a interface familiar; a possibilidade deutilizá-lo em diversos sistemas operacionais (Windows, GNU/Linux, Solares e FreeBSD); acompatibilidade com formatos de arquivo de outros pacotes, como o MS-Office e o amploleque de funcionalidades disponíveis. Também conta com o Vero, nome do verificador
  9. 9. 9ortográfico do BrOffice, que já está atualizado à nova reforma ortográfica desde julho de2008. Enquanto isso, a Microsoft já declarou que só lançará uma versão do corretor com anova norma em 2011. A autora Simone Harnik do G13, em São Paulo 2009, comenta que: [...]com as novas normas ortográficas, os usuários de corretor ortográfico, como o do Word, da Microsoft, podem ter de deixar de lado a ferramenta. Escrever ideia (sem acento) no Word é uma tarefa bem chata com o corretor ortográfico ligado. O usuário precisa retirar o acento, que o software, teimoso, coloca automaticamente. A empresa promete se adaptar às regras de escrita nos prazos estipulados pelo governo – ou seja, até o fim de 2012, quando termina o período de transição -, mas não dão detalhes nem datas das mudanças. Por ser um software de código aberto, o BrOffice pertence a uma categoria desoftwares com uma dinâmica diferenciada de mercado, que prioriza os serviços e a criação deconhecimento em vez da venda de licenciamento do software. Além disso, o Guia Livre(2004) lista várias razões para que instituições públicas estabeleçam programas de migraçãopara Software livre, dentre elas destacam-se: • Nível de segurança proporcionado pelo Software livre; • Eliminação de mudanças compulsórias que os modelos proprietários impõemperiodicamente a seus usuários, em face da descontinuidade de suporte a versões; • Independência tecnológica; • Desenvolvimento de conhecimento local; • Independência de fornecedor único. O BrOffice.org disponibiliza o WRITER (processador de texto), o CALC (folhade cálculo), o IMPRESS (criação de apresentações multimídia), BASIC (linguagem demacros); o BASE (gestor de bases de dados) e o DRAW (desenho 3D). A ausência de umaferramenta de correio eletrônico, semelhante ao Outlook, não é suficiente para inviabilizar aimplementação do BrOffice, pois, existem ferramentas de correio eletrônico em código abertoque cobrem as funcionalidades do Outlook. Não menos importante é a capacidade que oBrOffice tem de gravar arquivos em formato Adobe Portable Document Format (PDF) semhaver necessidade de instalar qualquer software adicional. O BrOffice.org é multi-língua, ouseja, suporta mais de 23 línguas. Todas estas características combinadas permitem misturarplataformas sem haver necessidade de se preocupar com os problemas de compatibilidade. A motivação para implantação do BrOffice no TRE-SC dividem-se em duascategorias: financeiras e estratégicas.3 G1 é um portal de notícias mantido pela Globo.com e sob orientação da Central Globo de Jornalismo.
  10. 10. 10 − Razões de ordem financeira: Defasagem da versão do MS-Office e o alto custopara sua atualização, girando entre R$ 707,00 por pacote, que é a média de mercado paracompras governamentais. − Razões de ordem estratégica: Alinhamento com as políticas governamentais deforte fomento ao uso do software livre no âmbito da administração pública, assim como maiorindependência de fornecedores. Neste contexto, o problema que este estudo de caso pretende resolver, é estudar aaplicabilidade do pacote de aplicativos BrOffice, como ferramenta de trabalho no contextodos Cartórios Eleitorais do Estado de Santa Catarina, em virtude das vantagens que esteprograma apresenta.
  11. 11. 113 OBJETIVOS3.1 OBJETIVO GERAL Estudar a aplicabilidade do pacote de aplicativos BrOffice.org como ferramentade trabalho no contexto do Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina.3.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS -Caracterizar o pacote de aplicativos BrOffice.org suas funcionalidades eferramentas. -Descrever o contexto e a política de desenvolvimento tecnológico utilizada peloTRE-SC. -Levantar as necessidades técnicas do TRE-SC no que se refere a aplicativo deprocessador de texto, planilha de calculo e apresentação.
  12. 12. 124 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS4.1 CAMPO DE ESTUDO A caracterização desta pesquisa será na forma de um estudo de casoEXPLORATÓRIO. Com base na explicação de Rauen (2002) entende-se que o estudo decaso exploratório é um estudo profundo de um ou de poucos objetos, que busca retratar arealidade de forma completa e profunda, de modo a permitir o seu amplo e detalhadoconhecimento. A escolha da amostra nesta pesquisa será de caráter não-probabilístico, porentender que a natureza do problema implica a escolha de sujeitos com característicasdefinidas pelo pesquisador, o qual escolheu como amostra o coordenador da CSIT/TRE-SC;um representante da 13ª Zona Eleitoral – Florianópolis; um representante da 84ª ZonaEleitoral - São José e um representante da 24ª Zona Eleitoral – Palhoça. Está escolha levouem conta o interesse da coordenadoria de suporte e infraestrutura tecnológica em realizar aimplantação do BrOffice nas Zonas Eleitorais de todo Estado de Santa Catarina. Estesindivíduos de forma direta ou indireta, armazenam, manipulam e usam as informações alvodo estudo.4.2 INSTRUMENTOS DE COLETA DE DADOS Os instrumentos de coleta de dados adotados neste trabalho são descritos noquadro a seguir.
  13. 13. 13Instrumento de coleta Universo pesquisado Finalidade do Instrumentode dados Responsável pela Coordenadoria Descrever o contexto e a políticaEntrevista de suporte e infraestrutura de desenvolvimento tecnológico tecnológica do TRE-SC; um utilizada pelo TRE-SC. representante da 13ª Zona Levantamento das necessidades Eleitoral – Florianópolis; um das Zonas eleitorais referente a representante da 84ª Zona aplicativo de processador de texto, Eleitoral - São José e um planilha de calculo e apresentação. representante da 24ª Zona Eleitoral – Palhoça. Aplicativos Microsoft® Word®; Levantamento das necessidadesObservação Direta ou Microsoft® Excel®; das Zonas eleitorais referente aosdos participantes Microsoft®PowerPoint® aplicativos relacionados . utilizados nas 13ª Zona Eleitoral – Florianópolis; 84ª Zona Eleitoral - São José e 24ª Zona Eleitoral – Palhoça. Implantação do BrOffice.org, Levantar as necessidades técnicasDocumentos documento de homologação do TRE-SC no que se refere a versão 1.00 TRE-SC; aplicativos de processador de texto, planilha e apresentação.Dados Arquivados Estudo de Implantação do pacote Caracterizar o pacote de de aplicativos BrOffice.org no aplicativos BrOffice.org suas TRT da 4ª Região. funcionalidades e ferramentas.Quadro 1- Instrumento de coleta de dados.Fonte: Unisul Virtual, 2007.
  14. 14. 145 APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DA REALIDADE OBSERVADA O Software Livre como movimento organizado teve início em 1983, quandoRichard Stallman deu início ao projeto GNU e, posteriormente, à Free Software Foundation. Software Livre se refere à existência simultânea de quatro tipos de liberdade paraos usuários do software, definidas pela Free Software Foundation4. Segundo o site da FSF(Acessado em Maio de 2009), as 4 liberdades básicas associadas ao software livre são: • A liberdade de executar o programa, para qualquer propósito (liberdade nº. 0). • A liberdade de estudar como o programa funciona, e adaptá-lo para as suas necessidades (liberdade nº. 1), sendo que o acesso ao código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade. • A liberdade de redistribuir cópias de modo que você possa ajudar ao seu próximo (liberdade nº. 2). • A liberdade de aperfeiçoar o programa, e liberar os seus aperfeiçoamentos, de modo que toda a comunidade se beneficie (liberdade nº. 3). Acesso ao código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade. Nesse contexto se encontra o BrOffice que segundo o site da ONG BrOffice.org(2009), nos mostra que a origem do BrOffice, se remonta a meados da década de 90, quando aempresa alemã Star Division criou um pacote de escritório chamado StarOffice e começou adistribuí-lo gratuitamente para as plataformas Windows e Linux. Em 1999, a Star Division foiadquirida pela empresa americana Sun Microsystems. Logo após lançar o StarOffice 5.2, em13 de Outubro de 2000, a Sun Microsystems doou parte do código fonte do StarOffice para acomunidade de código aberto, tornando-se colaboradora e patrocinadora principal do recémlançado projeto OpenOffice.org. A iniciativa ganhou o apoio de diversas organizações domundo tecnológico como Novell, Red Hat, Debian, Intel, Mandriva, além das importantescontribuições de desenvolvedores independentes, ONGs e agências governamentais. Essacomunidade, formada por programadores e usuários do mundo inteiro, é quem desenvolve opacote desde então. No Brasil, uma comunidade de voluntários se formou com a missão deadaptar o OpenOffice.org para o português brasileiro. Em fevereiro de 2002, RaffaelaBraconi, líder internacional da equipe do projeto L10N na época, repassou a função decoordenação da tradução para Cláudio Ferreira Filho. A esse grupo foi destinada a primeiragrande tarefa do projeto, a tradução do glossário padrão, que daria o subsídio para acompilação das primeiras versões do OpenOffice.org em português do Brasil. Pela suapopularidade e organização o projeto OpenOffice.org.br passou a ser uma das referências4 Organização sem fins lucrativos, fundada em 1985 por Richard Stallman.
  15. 15. 15dentro do cenário do Software Livre brasileiro, disseminando a utilização do pacote deaplicativos para usuários, empresas, entidades governamentais e organizações em geral. Em2004 devido a problemas com a marca Open Office, registrada anteriormente por umaempresa do Rio de Janeiro, foi necessário trocar o nome da comunidade e do produto. Surgiuassim o BrOffice. No dia 25 de janeiro de 2006, foi anunciado oficialmente o lançamento daONG BrOffice.org que passou a organizar as atividades da comunidade OpenOffice.org.br.Apesar da mudança de nome, o BrOffice continuou representando o OpenOffice.org, com agarantia de todos os instrumentos jurídicos de proteção à marca BrOffice. Encontramos características relacionadas ao BrOffice Writer, Calc e Impress noestudo de Implantação do pacote de aplicativos BrOffice.org no TRT da 4ª Região (2007): O BrOffice Writer é um editor de textos bastante avançado, com um extensoconjunto de funcionalidades adequadas para a criação de documentos. Entre as característicasmais importantes do Writer, estão: • a possibilidade de utilização de estilos de caractere, parágrafo, quadro, página e numeração, através da ferramenta estilos e formatação, permitindo a criação de documentos complexos utilizando normas de estilo; • o uso de assistentes para tarefas específicas como a conversão de documentos, a instalação de dicionários e a criação de documentos como cartas e faxes; • os recursos de digitação e correção textual, englobando as funções de completar palavras, autocorreção de palavras digitadas e um dicionário de verificação ortográfica com mais de 2.700.000 palavras; • funções de manipulação de documentos em diversos formatos: além de abrir, editar e salvar nos formatos OpenDocument e Microsoft Office, o Writer também exporta arquivos para os formatos .PDF, .TEX e .HTML; • funções de manipulação de figuras de fácil utilização e grande flexibilidade, como a organização de imagens através da galeria, os recursos de âncora e quebra-automática, legendas e mapas de imagem; • navegação através de estruturas textuais e objetos através do Navegador; • um poderoso Assistente de Mala Direta, que conecta textos à bancos de dados com funções flexíveis de geração, envio por e-mail e impressão de documentos; • funções complexas de tabelas, com o uso de fórmulas, tabelas dentro de tabelas, formatações específicas e repetição de títulos por página. O BrOffice Calc é uma aplicação de planilha eletrônica, com funcionalidadesavançadas para a criação de cálculos, demonstrações financeiras e contábeis, gráficos,estatísticas, etc. Entre suas principais qualidades, podemos destacar:
  16. 16. 16 • a criação de cálculos complexos através das fórmulas, funções (quase 400 disponíveis) e operadores, tanto pelo uso de assistentes quanto pela utilização de identificadores; • a possibilidade de criação de Tabelas Dinâmicas, que permitem ao usuário descobrir diferentes visões dos dados disponíveis, seja em uma planilha do arquivo ou em uma fonte externa de dados; • a criação de auto filtros dentro de planilhas. No BrOffice Calc, é possível criar mais de um auto filtro por planilha, utilizando o recurso da definição do intervalo; • a utilização de estilos de célula e de página através da ferramenta estilos e formatação, permitindo a criação de planilhas com formatação condicional e a impressão de planilhas com diferentes estilos de página; • funções de manipulação de documentos em diversos formatos: além de abrir, editar e salvar nos formatos OpenDocument e Microsoft Office, o Writer também exporta arquivos para os formatos .PDF, e .HTML; • navegação através de planilhas, intervalos de células e objetos através do Navegador. O BrOffice Impress trabalha com apresentações e tutoriais. Através do uso deslides sequenciais, o usuário pode desenvolver uma determinada ideia ou tema, utilizandorecursos de multimídia para estimular o interesse dos seus interlocutores. O Impress temcomo principais características: • o uso de slides Mestres para a composição padronizada dos slides da apresentação, com a possibilidade de utilização de diferentes layouts; • os recursos de animação personalizada, para objetos, e Transições, para slides; que permitem, ao usuário, o uso de um extenso conjunto de efeitos de movimentação e exibição; • os modos de exibição de slides, que permitem ao usuário alternar entre diversos tipos de exibição de slides, cada um correspondendo a funcionalidades úteis à organização da apresentação; • os painéis de slides e de Tarefas que, a partir da versão 2.0, tornam muito mais fácil e rápido o trabalho com o Impress; • o uso de modelos de apresentação, que podem ser baixados diretamente nos sites do projeto BrOffice e OpenOffice; • as funções de manipulação de documentos em diversos formatos: além de abrir, editar e salvar nos formatos OpenDocument e Microsoft Office, o Impress também exporta arquivos para os formatos .PDF, .SWF (Flash) e .HTML, além de diversos formatos de figuras como .JPG,.GIF, .SVG, .BMP, .TIFF, entre outros.
  17. 17. 17 Segundo o site da revista Exame 2009, o uso do BrOffice permitiu às lojas CasasBahia aproveitar computadores obsoletos, sem potência para rodar os programas equivalentesda Microsoft. O diretor de tecnologia das Casas Bahia (2009), comenta que: “além de não terde pagar licenças pelo BrOffice, economizo ao não fazer mais investimentos em hardware",até agora, nenhuma loja parou por usarmos micros mais velhos." Um detalhe importante afavor do BrOffice é que ele pode trabalhar em computadores que muitas vezes se tornaramobsoletos para rodar aplicativos proprietários. Na sua estrutura, o TRE-SC conta com aproximadamente 900 microcomputadorese 625 impressoras. Atualmente o TRE-SC possui 912 licenças de MS-Office, sendo que 318 éversão 97 (312 pacote office standard, 11 office profissional), 225 licenças versão 2000(pacote office standard), 353 licenças versão 2003 (pacote office standard) e 44 licençasversão 2007 (pacote office profissional). Atualmente a Secretaria de Tecnologia da Informação do TRE-SC é responsávelpelo desenvolvimento tecnológico da organização, possuindo o seguinte organograma:Organograma 1 - Secretaria de Tecnologia de Informação do Tribunal Regional Eleitoral de Santa CatarinaFonte: TRE-SC, 2009.
  18. 18. 18 Nas visitas realizadas na sede da empresa, observou-se que esta não possui umapolitica de desenvolvimento tecnológico formalmente definido. No que tange a adoção edesenvolvimento de softwares e sistemas, a coordenadoria de soluções corporativas é aresponsável pelo desenvolvimento de sistemas corporativos. Já a coordenadoria de suporte einfraestrutura tecnológica é responsável por sistemas operacionais e aplicativos. Sendo acoordenadoria de eleições responsável pelo gerenciamento dos Cartórios Eleitorais de todoestado de Santa Catarina. Os registros das entrevistas vão ser mostrado no decorrer deste capítulo. Oprimeiro fragmento é do coordenador do CSIT (2009) o qual comenta que: [...]estamos em fase de implantação do ITIL, temos documentações mas elas ficam confinadas a cada área da organização, dependendo do projeto que tem que integrar outras áreas as pessoas conversam... resolvem... mas, não fica uma coisa documentada formalmente[...] Observou-se que a STI está implantando uma biblioteca de melhores praticas emTI denominada ITIL é uma biblioteca para a gestão da TI com foco no cliente e na qualidadedos serviços de TI. Ela está sistematizada em diversos livros que compõem uma ampla basede conhecimento o qual envolve tanto as atividades operacionais de TI quanto as maisestratégicas. Segundo Laudon e Laudon (2007), as melhores práticas de um setor são assoluções ou métodos de resolução de problemas mais bem-sucedidos na consecuçãoconsistente e efetiva de um objetivo organizacional. No mês de março de 2009 a seção de suporte e homologação de sistemas doTRE-SC elaborou um documento de homologação para futura implantação do BrOffice, nasZonas Eleitorais de todo estado de Santa Catarina. Segundo o documento de homologação(2009), hoje no TRE-SC, utiliza-se o pacote de aplicativos Microsoft Office. Sendo oBrOffice uma opção para substituição, sendo constatado compatibilidade entre os dois pacotesde software. O coordenador do CSIT (2009), comenta: [...]temos licenças suficientes para atender a demanda deste ano, como estamos trabalhando com o projeto de implantação do ITIL, vamos esperar até que ele termine, no entanto adotamos como politica não comprar mais licenças do Microsoft Office em grandes escalas[...] Conforme destacadas as vantagens do software livre, em âmbito geral, quando sefala em órgãos públicos, estas vantagens expandem-se ainda mais, principalmente na questãoeconômica. Tanto que Silveira (2003) afirma em seu estudo que o software livre é umaalternativa economicamente viável, tecnologicamente estável e inovadora.
  19. 19. 19 Para enfatizar o quanto o software livre é economicamente viável para o Estado,Silveira (2003) cita como exemplo o Brasil, que é um dos países que mais gastam comprogramas proprietários no mundo, chegando a gastar milhões de dólares com os programasproprietários. Silveira (2003) menciona alguns dados divulgados pelo Ministério de Ciência eTecnologia informando que, em 2002, o mercado brasileiro de software faturou 4,2 bilhões dedólares, envolvendo 3.500 empresas produtoras, e representou 1,3% do mercado global. Noano de 2000, o Brasil exportou 100 milhões de dólares e importou 1 bilhão em software.Silveira (2003), enfatiza que o desequilíbrio é visível e insustentável em uma sociedade cadavez mais usuária de tecnologia da informação e comunicação. Ao acompanhar os colaboradores das Zonas eleitorais num dia de trabalho,percebeu-se que o aplicativo de escritório mais utilizado em suas rotinas de trabalho é oMicrosoft Word, tendo este, uma integração com o sistema de administração de documentosda Sede do TRE-SC o SADP. O representante da 84ª Zona Eleitoral - São José (2009) comentou que:“[…]utilizamos o SADP para acompanhamento processual, desse modo, usamos documentospré formatados no Microsoft Word[...]” Em relação ao uso dos programas de planilha de calculo e apresentação percebeu-se que são muito pouco utilizados nas Zonas Eleitorais o representante da 24ª Zona Eleitoral –Palhoça (2009) relatou que: “[...]me considero um usuário básico dos aplicativos de escritórioutilizados aqui na Zona Eleitoral, uma vez que minha rotina de trabalho não me exige muitoconhecimento[...]” Silveira (2003) ressalta o software livre como ferramenta de inclusão e queagrega três características interessantes. A primeira é a condição de instigar o conhecimentodo indivíduo com base na necessidade de pensar. A segunda é a redução de custos comlicenças. A terceira é o senso de comunidade propiciado pelo software livre. No que se refere na utilização nas Zonas eleitorais de aplicativos para produção deplanilhas e apresentações o representante da 13ª Zona Eleitoral – Florianópolis (2009)comentou que: “[...]utilizo o Microsoft Excel para funções simples, como por exemplo ocontrole dos mesários que atuam nas eleições[...]” O representante da 24ª Zona Eleitoral –Palhoça (2009) também comentou que: “[...]em época de eleição algumas coisas que tem quefazer as vezes, eu uso o aplicativo para apresentação Microsoft PowerPoint[...]” ConformeMuniz (1999), o conhecimento de fatos que afetam a convivência sócio-econômica em umacomunidade influi sempre na tomada de decisões de um indivíduo ou instituição, seja ela dequalquer fim. Muniz (1999) ainda diz que quando uma instituição baseia-se em levantamentopor amostragem para decidir sobre investimentos a serem feitos, geralmente obtém sucesso.
  20. 20. 20No que se refere a afirmação de Muniz (1999), podemos observar o comentário docoordenador do CSIT (2009): “[...]já fui coordenador da coordenadoria de eleições destetribunal, onde trabalhei com as 103 Zonas Eleitorais do estado, desse modo, sei que asatividades de trabalho das mesmas, são de modo geral muito parecidas[...]” Observa-se que asistemática de trabalho nas Zonas Eleitorais visitadas, suporta-se em atividades relacionadasao atendimento direto ao eleitor, como por exemplo a confecção de títulos, e a questão domanuseamento dos processos eleitorais no decorrer do ano. Em relação ao uso dos programas utilizados (Editor de texto, Planilha eApresentação) verificou-se que os usuários em sua rotina diária de trabalho não necessitam deum conhecimento técnico avançado, visto que, o único aplicativo que está acoplado a umsistema corporativo é o Microsoft Word tendo este modelos de documentos pré formatadospara o sistema de administração de documentos SADP. Ao procurar saber se o BrOffice.org poderia ser utilizado para realização dastarefas de trabalho no contexto das Zonas Eleitorais, o coordenador do CSIT (2009)respondeu: […]é preciso uma conscientização prévia dos colaboradores para implantação do novo pacote de aplicativos, é necessário uma mudança de cultura, uma vez que estamos alterando o pacote de trabalho mais utilizado pelos usuários. Alguns usuários utilizam o sistema office há bastante tempo e a migração para a nova plataforma pode ser uma barreira para pessoas que são mais avessas à mudanças. Dessa forma, torna-se essencial divulgar as alterações e informar os objetivos do projeto para que o usuário sinta-se envolvido, pois caso contrário ele pode pensar que é apenas uma mudança e, na visão dele, para pior. É importante também mantermos uma estratégia de capacitação dos colaboradores o formato mais abrangente e com menor custo seria via EAD (Ensino a Distância). Precisaríamos elaborar documentos, manuais, aulas para que o usuário possa ver, rever. Assim, os documentos são disponibilizados por bastante tempo e os novos usuários podem realizar o treinamento a medida em que vão entrando na Justiça Eleitoral[...] Para o Guia Livre¹ (2004), o uso do Software Livre poderá ser completamentenovo para a maioria dos usuários e a equipe técnica. O medo natural do desconhecido e atendência em manter os sistemas existentes poderão fazer que as pessoas resistam à migração.Torna-se necessário sólido investimento em capacitação técnica e aperfeiçoamentoprofissional na intenção de valorizar, motivar e especializar a equipe para a nova realidade. Na visão do representante da 84ª Zona Eleitoral - São José (2009), “[...]um cursode capacitação a distância (EAD) seria muito interessante para podermos nos familiarizar comos recursos existentes em uma futura ferramenta de trabalho[...]” Um conceito de EAD bemabrangente é apresentado na legislação Brasileira (decreto n.° 2.494, de 10 de fevereiro de1998). E o art. 80 da LDB lei n.° 9.394/96, regulamenta:
  21. 21. 21 Educação a distância é uma forma de ensino que possibilita a autoaprendizagem, com a medição de recursos didáticos sistematicamente organizados, apresentados em diferentes suportes de informação, utilizados isoladamente ou combinados, e veiculados por diversos meios de comunicação. No que se refere na questão de se veicular estes recursos didáticos através dainternet nas Zonas Eleitorais do estado de Santa Catarina, o representante da 84ª ZonaEleitoral - São José (2009) comentou que: “[...]o que a gente mais sente falta, é de banda derede, precisamos de mais banda de rede, boa parte dos programas que eram utilizados locaisforam transferidos para rede, isso acabou deixando a rede mais lenta[...]” Também comenta orepresentante da 24ª Zona Eleitoral – Palhoça (2009), “[...]para capacitação via EAD,precisamos de uma internet boa, porque hoje nossa conexão é muito lenta[...]” Observou-seque nas Zonas Eleitorais é utilizado conexão por linha discada5. Atualmente a conexãodiscada está perdendo cada vez mais espaço devido à massificação de acessos de banda larga²e também por causa da velocidade da conexão (máximo de 56,6 kbps), que é baixa em relaçãoa outros tipos de conexões. O coordenador do CSIT (2009),observa que, “[...]estamos com umprojeto que até o final deste ano a nossa conexão com a internet nas Zonas Eleitorais devareceber um upgrade6 no link de comunicação, desse modo, essa dificuldade vai sersuperada[...]” Pelo fato das Zonas eleitorais estarem distribuídas em todo estado Catarinense umcurso de capacitação a distancia seria uma opção estratégica para o TRE-SC, um pontopositivo da empresa neste sentido, é que ela já possui um sistema de EAD implantado noTribunal. Na sequencia, apresenta-se um quadro com os pontos fortes e fracos levantados naobservação realizada na empresa em estudo.5 É um tipo de acesso à internet no qual uma pessoa usa um modem e uma linha telefônica para se ligar a um nóde uma rede de computadores do provedor de internet.6 Upgrade é um jargão utilizado em computação com significado de atualizar, modernizar; tornar (um sistema,software ou hardware) mais poderoso ou mais atualizado adicionando novo equipamento ou atualizando osoftware com sua última versão. Isso é melhorar o seu equipamento, deixar mais potente e configuraçõesavançadas
  22. 22. 22 Problema Pontos Fortes Pontos Fracos JustificativaEstudar a Alto apoio da Resistência dos Medo natural doaplicabilidade do coordenadoria de usuários em desconhecidopacote de aplicativos Suporte e aprender utilizar tendência em manterBrOffice.org como Infraestrutura uma nova os aplicativosferramenta de trabalho Tecnológica para ferramenta. existentes poderãono contexto do implantação do fazer que as pessoasTribunal Regional BrOffice.org. resistam à migração. Pouca necessidade Sistema SADP foi Necessidade deEleitoral de Santa de uso de macros e concebido para a compatibilidade doCatarina. scripts em geração de BrOffice.org, com documentos e documentos pré- documentos gerados planilhas. formatados nos pelo sistema SADP. formatos utilizados pelo MS-Office. Possui um sistema Conexão com a Dificuldade na de EAD implantado internet por linha capacitação dos no Tribunal. discada. colaboradoresQuadro 2- Pontos fortes e fracos levantados na observação realizadaFonte: Elaboração do autor, 2009.
  23. 23. 236 PROPOSTA DE SOLUÇÃO DA SITUAÇÃO PROBLEMA Nesta seção apresenta-se propostas de melhoria, resultados esperados e aviabilidade da proposta.6.1 PROPOSTA DE MELHORIA PARA A REALIDADE ESTUDADA A partir da situação analisada, sugere-se que o TRE-SC faça, com urgência, umupgrade na sua rede de comunicação com as Zonas Eleitorais, importantíssimo para umacomunicação mais eficiente, e para capacitação dos usuários via EAD. O papel da EAD seráessencial neste contexto, uma vez que contribuirá para que os usuários possam se familiarizarcom os recursos existentes em uma futura ferramenta de trabalho. O TRE-SC conta com um sistema para administração de documentos queinicialmente foi concebido para a geração de documentos pré-formatados nos formatosutilizados pelo Microsoft Office, desse modo, este sistema precisa ser avaliado por um estudode viabilidade para migração das aplicações. O planejamento da implantação do BrOffice.org no TRE-SC se assemelha aqualquer outro projeto de inovação tecnológica desenvolvido dentro da organização. Damesma forma, requer etapas de análise, diagnóstico, projeto e aplicação da solução dentro doambiente dos usuários. Este fator, portanto, depende muito mais da dinâmica interna do quepropriamente da aplicação BrOffice. O conhecimento da aplicação é fundamental para que o projeto seja desenvolvidocom qualidade. A implantação do BrOffice faz com que a equipe de suporte estejadiretamente em contato com o dia-a-dia do usuário, resolvendo, com ele, pequenas demandasfundamentais para a realização do seu trabalho. A resolução rápida de qualquer questão
  24. 24. 24relacionada a implantação reverte em credibilidade para o projeto. Para isso, o conhecimentodos recursos das aplicações é importantíssimo para a equipe de suporte. Os usuários finais, caracterizados como os usuários não pertencentes à área detecnologia ou de conhecimento limitado ao nível intermediário, estão familiarizados aosconceitos incorporados ao Microsoft Office. De fato, praticamente a totalidade dessesusuários foi capacitada nas aplicações deste pacote, não tendo contato com outras aplicaçõesde produtividade. O resultado desse processo de muitos anos foi a criação de umadependência funcional e cultural do uso do Microsoft Office. Neste sentido o Guia Livre(2004), nos relata que a sensibilização e as suas técnicas são tão relevantes que merecemespecial atenção dos administradores. É uma fase tão importante que muitas vezes pode-seabrir mão do tempo de execução de outras atividades de migração para executaradequadamente esta Fase. Hernandez e Caldas (2001) no seu estudo sobre o processo demudanças nas organizações, afirmam que: [...]ao implementar inovações, as organizações, muitas vezes, têm de enfrentar resistências internas. Tanto a literatura acadêmica quanto a gerencial tendem a apontar essa resistência à mudança – isto é, qualquer conduta que objetiva manter o status quo em face da pressão para modificá-lo – como uma das principais barreiras à mudança bem-sucedida. Pires e Macêdo (2006), destacam mais fatores agravantes quando da necessidadede mudanças nas organizações públicas: “As organizações públicas mantém as mesmascaracterísticas básicas das demais organizações, acrescidas, entretanto, de algumasespecificidades como: apego às regras e rotinas, supervalorização da hierarquia, paternalismonas relações, apego ao poder, entre outras.” Visando minimizar os problemas relatados, apresentam-se a seguir algumas açõese estratégias para um passo a passo, em busca dos objetivos traçados nesta proposta. a) Promover módulo de Sensibilização e Treinamento Presencial Está ação consiste em promover módulo de sensibilização e treinamentopresencial com um representante de cada zona eleitoral para que o mesmo compartilhe oconhecimento adquirido com os demais colegas do cartório, será destacado os benefícioseconômicos e operacionais do processo de implantação do BrOffice. b) Promover módulo de treinamento e capacitação Este treinamento será direcionado para a equipe de suporte ao usuário, que estálocalizada na sede do Tribunal, onde o participante será capacitado para a realização defunções básicas, intermediárias e avançadas de edição de documentos, com foco nasoperações de suporte e nos aspectos comparativos ao Microsoft Office. O programa irácontemplar a instalação e personalização do BrOffice, as aplicações Calc, Writer e Impress.
  25. 25. 25 c) Avaliação do sistema SADP Criação de uma equipe capacitada para realizar um estudo de viabilidade demigração do aplicativo MS-Word para BrOffice Writer no sistema SADP, onde seráconsiderado a necessidade de compatibilidade do BrOffice Writer, com documentos geradospelo sistema de administração de documentos e processos do TRE-SC. O Guia livre (2004)reconhece que: [...]até mesmo na migração de um ambiente tecnologicamente idêntico e/ou de um mesmo fornecedor, não podemos pressupor que os formatos dos arquivos serão compatíveis – sempre haverá necessidade de testes apropriados antes de se proceder a qualquer mudança mais difundida. Todas as migrações precisam ser baseadas em cuidadoso planejamento[...] Em qualquer das decisões assumidas pelos administradores, é importanteassegurar-se de que as escolhas, mesmo que não estejam diretamente relacionadas à migração,não amarrem a administração, no futuro, a formatos proprietários.6.2 RESULTADOS ESPERADOS A partir das propostas de melhorias espera-se amenizar as possíveis resistênciasdos usuários finais, em relação a mudança. a) Promover módulo de Sensibilização e Treinamento Presencial O uso do BrOffice poderá ser completamente novo para a maioria dos usuáriosdas Zonas Eleitorais. O medo natural do desconhecido e a tendência em manter os aplicativosexistentes poderão fazer que as pessoas resistam à migração. Se espera com este móduloamenizar as possíveis resistências e resgatar usuários mais curiosos, que poderão interessar-sepelo BrOffice bem como pela filosofia do software livre, então estes se tornarão voluntáriosdo projeto de migração. O guia livre (2004) diz que deve ser considerada a possibilidade dealgum funcionário já possuir conhecimento sobre o Software Livre e estar, inclusive,utilizando ferramentas livres em seu trabalho. Por isso, é interessante que a Administraçãoesteja atenta à identificação dessas pessoas, as quais poderão auxiliar positivamente oprocesso de migração em função da experiência pessoal. Estes representantes após passarempela sensibilização e treinamento, poderão incentivar e orientar seus colegas.
  26. 26. 26 b) Promover módulo de treinamento e capacitação Nesta etapa da pesquisa espera-se a capacitação do pessoal técnico que vaipromover a implantação e dar suporte necessário aos usuários. É necessário formar um grupode especialistas em BrOffice, entendendo as diferenças entre as tecnologias e identificando osmelhores caminhos para implantação dos novos aplicativos, proporcionando suporteadequado aos usuários. É importante que o pessoal de suporte esteja bem capacitado nomomento da implantação, pois o usuário terá problemas e para o sucesso do projeto assoluções não podem ser demoradas. c) Avaliação do sistema SADP Se espera com está avaliação, um parecer positivo do estudo de viabilidade paramigração do aplicativo MS-Word para BrOffice Writer no sistema SADP. Caso negativoespera-se que a equipe encontre uma solução e considere a necessidade de compatibilidade doBrOffice Writer, com documentos gerados pelo sistema de administração de documentos eprocessos do TRE-SC.6.3 VIABILIDADE DA PROPOSTA A viabilidade da proposta sobre o projeto de implantação do BrOffice.org noTRE-SC pode ser avaliada a partir da intenção do Tribunal em não adquirir maislicenciamento do Microsoft Office. Esta decisão poderá resultar numa economia significativaem licenciamento de software, se estimarmos futuras aquisições pela média de mercado paracompras governamentais (707,00 reais), encontraremos o seguinte resultado para futurasaquisições:Ano Quantidade estimada Custo do Microsoft Office Total2010 103 R$ 707,00 R$ 72.821,002011 103 R$ 707,00 R$ 72.821,002012 103 R$ 707,00 R$ 72.821,00 Total Geral R$ 218.463,00
  27. 27. 27Quadro 3 - Estimativa de custo de licenciamento Microsoft Office para os equipamentos adquiridos emlicitações após 2009Fonte: Elaboração do autor, 2009. Sabe-se que as atividades internas de treinamento, capacitação e suporte técnicopara usuários finais, não são consideradas para o cálculo do investimento visto que as mesmassão atividades permanentes da Secretaria de Tecnologia da Informação do TRE-SC e seriamdesenvolvidas independentemente da migração para o novo pacote. Deve-se estimar apenas osvalores que serão investidos em consultoria para capacitação da equipe de suporte e avaliaçãodo sistema SADP. Usando como parâmetro os valores gastos pelo TRT4 que fez um estudocomparando a economia na utilização do BrOffice temos: Ano Valor 2004 R$ 11.500,00 2005 R$ 7.320,00 2006 R$ 12.380,00 2007 R$ 6.000,00 R$ 37.200,00Quadro 4 - Valor investido em consultoria, treinamento e suporte para migração no TRT4, anos de (2004-2007)Fonte: Estudo de Implantação do BrOffice no TRT4, (2007, p. 34). A estimativa de economia final da implantação do BrOffice no TRE-SCconsiderando o valor investido em consultoria, treinamento e suporte para migração no TRT4corresponde ao demonstrativo abaixo: Ano Valor Custo estimado do licenciamento do pacote Microsoft R$ 218.463,00 Office nos novos equipamentos 2010-2012 (A) Investimento em consultoria externa de desenvolvimento, R$ 37.200,00 treinamento e suporte do TRT4 (B) Estimativa do resultado econômico do projeto (= A - B) R$ 181.263,00Quadro 5 - Estimativa de economia na migração para o BrOffice em comparação com o Microsoft Office (2010-2012)Fonte: Elaboração do autor, 2009.
  28. 28. 287 CONSIDERAÇÕES FINAIS A sociedade mundial atravessa por uma fase nova, uma fase onde as pessoasvêem em cada dia mais envolvidas com a tecnologia. Mas, o que há de mais impressionantenesta fase é o conhecimento que se compartilha para que os recursos tecnológicos sejam cadavez mais acessíveis. Este compartilhamento de conhecimento é o que o movimento SoftwareLivre oferece, dando suporte a uma sociedade coletiva que visa, não a retenção do saber, masum conhecimento cada vez maior, trazendo benefícios tecnológicos, sociais e culturais para asociedade mundial. Infelizmente, é triste saber que existem pessoas e empresas ambiciosasque visam lucros às custas de uma retenção de conhecimento que poderia ser compartilhado.Mas, é gratificante saber que a cada dia que passa esta realidade está mudando e o Softwarelivre vem ganhando cada vez mais espaço entre pessoas dos mais diferentes níveis sociais eculturais. O BrOffice com suas aplicações é o resultado do que o conhecimento compartilhadopode gerar, uma ferramenta de produtividade de escritório que ganha cada dia mais aceitaçãoe muda conceitos de alguns que defendiam a ideia da retenção do conhecimento. Muitaspessoas e empresas, públicas e privadas, buscam a migração de sua suíte de escritórioproprietária para o BrOffice, isto mostra que a ampla mobilização ao movimento softwarelivre está colhendo os resultados de muitos anos de luta e dedicação. Nas organizaçõespúblicas, é muito importante que o conhecimento seja compartilhado entre todos, para quecresçam intelectualmente e socialmente. Portanto, na tentativa de estudar a aplicabilidade dopacote de aplicativos BrOffice como ferramenta de trabalho no contexto do Tribunal RegionalEleitoral de Santa Catarina, o presente estudo buscou provar que tal ferramenta é aplicável nocontexto das Zonas Eleitorais de Santa Catarina. Os pontos que foram estudados visamcontribuir para que o BrOffice seja mais utilizado e aceito nos órgãos públicos. Este estudofocou as Zonas Eleitorais do estado de Santa Catarina, mas conceitos abordados podem serutilizados para o restante do TRE-SC. O que deve ser mantido como objetivo é a melhoriaconstante e o aperfeiçoamento progressivo do nível de conhecimento de todos na comunidadeem que se vive, principalmente em um órgão, que sempre procura garantir à sociedade a plenamanifestação de sua vontade, pelo exercício do direito de votar e ser votado.
  29. 29. 29 REFERÊNCIASBALESTRIN, Zairo, Afonso. Migração para Software Livre no Ministério PúblicoFederal. Estudo de Caso sobre a adoção do SAMBA, Proxy Squid e OenOffice.org. Lavras:UFLA/FAEP, 2005.Free Software Foundation. The Free Software Definition. Disponível em: <http://www.fsf.org/licensing/essays/free-sw.html> Acesso em: 10 mai. 2009.GUIA LIVRE, Guia Livre. Referência de Migração para Software Livre do GovernoFederal - Versão Ipiranga (2004) [On_line]. Disponível eletronicamente em:<http://www.governoeletronico.gov.br>. Acesso em: 10 mai. 2009.G1. Google e Microsoft fazem mistério sobre adaptação para a reforma ortográfica.Disponível em: <http://g1.globo.com/Noticias/Vestibular/0,,MUL936515-5604,00-GOOGLE+E+MICROSOFT+FAZEM+MISTERIO+SOBRE+ADAPTACAO+PARA+A+REFORMA+ORTOGRAFIC.html> Acesso em: 10 mai. 2009.HERNANDEZ, José Mauro da Costa; CALDAS, Miguel P. RESISTÊNCIA ÀRESISTÊNCIA À MUDANÇA: uma revisão crítica revisão crítica. Revista deAdministração de Empresas, São Paulo, n. , p.31-45, abr. 2001.LAUDON, K. C.; LAUDON, J. P. Sistemas de informação gerenciais. São Paulo: Pearson,2007.MUNIZ, Joel Augusto. Técnicas de Amostragem. Lavras: UFLA/FAEP, 1999.PORTAL BROFFICE.ORG. Sobre o BrOffice.org. Disponível em:<http://www.broffice.org/sobre> Acesso em: 10 mai. 2009.PIRES, José Calixto de Souza; MACÊDO, Kátia Barbosa. Cultura organizacional emorganizações públicas no Brasil. Revista de Adminitração Pública, Rio de Janeiro, n. ,p.81-105, jan. 2006.RAUEN, Fábio José. Roteiros de investigação científica. Tubarão: Unisul, 2002.Revista Exame. As empresas se rendem ao Linux. Disponível em:<http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0857/tecnologia/m0078752.html>Acesso em: 10 mai. 2009.
  30. 30. 30SILVEIRA, Sérgio Amadeu da. Software Livre e Inclusão Digital. São Paulo: ConradEditora do Brasil, 2003.UNIVERSIDADE DO SUL DE SANTA CATARINA. Trabalhos Acadêmicos na Unisul.Disponível em: <http://busca.unisul.br/trabalhos_academicos/index.htm> Acesso em: 19 jun.2009.

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