Como escrever texto_científico

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Como escrever texto_científico

  1. 1. Como escrever texto científico Kelley Cristine Gonçalves Dias GasqueA vida acadêmica e profissional, quase sempre, exige a produção de textos científicos. Àsvezes, surgem muitas ideias para escrever, mas entre a elaboração mental e a produçãotextual parece haver um grande abismo. As palavras somem da memória, as frasesparecem desarticuladas e as idéias desorganizadas. A sensação de impotência mexecom a auto-estima. Escrever bem parece uma competência impossível de se desenvolver.Porém, felizmente existem estratégias que podem ajudar na construção do texto. A regrabásica consiste em estruturá-lo em introdução, desenvolvimento e conclusão.Muitos estudiosos afirmam que bons leitores são bons produtores de texto. Essaafirmativa não é totalmente verdadeira. Ler e escrever exigem competênciasdiferenciadas. A leitura propicia idéias, novos pontos de vistas e visão crítica ao leitor, istoé, oferece os ingredientes para confecção do bolo. Por sua vez, a escrita requerorganização e representação das ideias, de maneira lógica e coerente. Ou seja, osingredientes precisam ser colocados na medida certa, com procedimentos adequados. ABeleza do bolo está na elegância do estilo do autor.Para escrever bem é necessário ler para se ter ideias e praticar a escrita. Inicialmente,requer identificar o assunto principal e os conceitos relacionados. Em seguida, esboçarum esquema do que será tratado e em que ordem. Isso porque um erro bastante comumé abordar os assuntos secundários em vários parágrafos, isto é, com repetição freqüentedo assunto, sem segmentar o texto.A regra básica no que concerne à organização dos conteúdos é a construção textual emintrodução, desenvolvimento e conclusão. Apesar da aprendizagem da técnica se iniciarna educação básica, nem sempre o texto é produzido considerando tal estrutura. Aprimeira parte do texto é a introdução, cuja função é apresentar ao leitor o assunto a serabordado e a sua importância, bem como os objetivos do autor em relação ao texto. Emgeral, pela introdução o leitor avaliará a relevância do assunto e se o mesmo é oportunopara as suas necessidades de informação. Por isso, torna-se crucial dar uma visão geraldo texto para instigar a curiosidade do leitor a continuar a leitura. Em casos de pesquisas,
  2. 2. é importante relatar brevemente a metodologia utilizada. O tamanho da introduçãodepende do gênero textual. Em dissertações e teses, as introduções são mais extensas.No artigo científico, de aproximadamente 15 paginas, a introdução deve abranger porvolta de 1 página. Em textos pequenos, de uma a duas paginas, um parágrafo ésuficiente. Esses são alguns parâmetros (não rígidos!) que podem ajudar os estudantes.Na fase de “desenvolvimento” do texto são tratados os conceitos apresentados naintrodução. O assunto é organizado em vários tópicos e subtópicos com os respectivostítulos e subtítulos, se necessário. Entre um tópico e outro é desejável finalizar o assuntorelacionando-o com o próximo conteúdo a ser tratado. Deve-se construir “pontes” queintegrem os vários tópicos de maneira lógica para que os leitores percebam o fiocondutor, como explicam Platão e Fiorin:“Ao primeiro contato com um texto qualquer, por mais simples que ele pareça,normalmente o leitor se defronta com a dificuldade de encontrar unidade por trás detantos significados que ocorrem na sua superfície (...). Mas, quando se trata de um bomtexto, por trás do aparente caos há ordem. Quando após varias leituras, encontra-se o fiocondutor, a primeira impressão de desorganização cede lugar à percepção de que o textotem harmonia e coerência (...). A partir da observação dos dados concretos da superfície,pode se chegar à compreensão de significados mais abstratos, que dão unidade eorganização ao texto”.(1997,p.35).No desenvolvimento do texto, os conceitos principais de cada tópico devem ser bemdefinidos. Uma dica importante é iniciar pelo sentido etimológico do conceito e pelaanálise das citações, preferencialmente, indireta de dois ou mais autores que pesquisamsobre o assunto. Essa estratégia é conhecida como “argumento de autoridade”, visto queum texto ganha mais credibilidade, quando se sustenta em outros textos que tratam domesmo tema.Somente isso não é suficiente para tornar o texto convincente. Existem outros recursos deargumentação que devem ser usados, quais sejam, a unidade textual, estabelecimento decorrelações lógicas entre as partes, uso de exemplos concretos e adequados e arefutação de argumentos contrários. A unidade textual refere-se ao foco no assunto,evitando dispersões e informações desencontradas. A variedade é bem-vinda desde quedesenvolvida e concluída dentro do tema central. As correlações lógicas referem-se à
  3. 3. articulação entre as partes relacionando as causas e efeitos das proposições, que devemser confirmadas com exemplos concretos que revelem os dados da realidade observável.Por fim, a refutação de argumentos contrários é o procedimento de apresentar as opiniõesopostas às defendidas, expondo com clareza as objeções conhecidas e os argumentosque as refutam. (PLATÃO;FIORIN,1997).Um ponto importante a ressaltar trata da questão do plágio. Qualquer ideia retirada deoutro texto/autor precisa ser citada. Isso vale para citação literal - transcrição da formacomo consta no texto e, também, para as paráfrases ou citações indiretas - transcriçõessimilares ao texto. Portanto, o plágio se refere à cópia da ideia sem citação da autoria!Plágio é crime!A conclusão é o fechamento do texto com chave de ouro. Para isso, deve-se recapitular oassunto e apresentar dados relacionados com os objetivos propostos e com as questõeslevantadas, mostrando de forma sucinta os resultados encontrados. Um erro comum a serevitado na conclusão é trazer conceitos e assuntos novos que não constam no corpo dotrabalho. Ao contrário disso, a conclusão requer precisão para sintetizar os aspectos maisimportantes do estudo, bem como mostrar ao leitor as limitações encontradas no estudo,sugerindo novos temas de pesquisas.Após finalizar o texto, deixe-o “de molho” por algumas horas ou dias para depois lê-lonovamente. Isso ajuda a ter outra visão do texto. Leia-o mais duas ou três vezes paraavaliar se ele representa as suas ideias de maneira clara e objetiva. Avalie se aintrodução propicia uma visão geral ao leitor. Observe se os tópicos estão bem articuladose se a conclusão está adequada. Escrever é reescrever tantas vezes quanto foremnecessárias para o texto ficar bom.Enfim, escrever bem requer leituras - fonte de inspiração das idéias - visão críticadedicação e persistência. Dessa maneira, de acordo com Mario de Andrade, “Você iráescrevendo, irá escrevendo, se aperfeiçoando, progredindo, progredindo aos poucos: umbelo dia (se você aguentar o tranco) os outros percebem que existe um grande escritor”.Sugere-se a leitura de dois livros:BOAVENTURA, Edivaldo. Como ordenar as idéias. São Paulo: Ática, 2002.
  4. 4. FIORIN, Jose Luiz; PLATAO. Para entender o texto: leitura e redação. 13 ed. São Paulo:Ática, 1997.P.s: Na parte 2, serão abordadas mais dicas sobre o texto científico.Principais tópicos do texto cientificoComo escrever texto científico – Parte IIEscrever um texto acadêmico requer estruturá-lo em introdução, desenvolvimento econclusão. Contudo, outros aspectos também são importantes para que ele fique objetivo,preciso e elegante, por exemplo, evitar os “defeitos de argumentação” e estar atento àsnormas lingüísticas.Antes de discutir sobre os defeitos de argumentação, é necessário explicar o que seentende por argumentação. De acordo com o Idicionário Aulete, o termo refere-se aoraciocínio apresentado para convencer alguém ou chegar a uma conclusão. Se o objetivodo autor é persuadir o leitor pelos argumentos, ele deve utilizar os recursos lógicos elingüísticos, tais como, unidade textual, argumento de autoridade, correlações lógicasentre as partes do texto, demonstração por meio de modelos e exemplos e refutação dosargumentos contrários.Os defeitos de argumentação, de acordo com Platão e Fiorin (1997), referem-se, emprimeiro lugar, ao emprego de noções confusas com uso de palavras de extensãoabrangente, caráter amplo e vago como liberdade, justiça, violência, por exemplo. Essaspalavras podem ter significados diferentes de acordo com o contexto em que se inserem eprecisam ser definidas no texto para evitar ambigüidade. Em segundo, há o emprego dasnoções de totalidade indeterminada, isto é, o uso de afirmações genéricas que demonstraausência de visão analítica e falta de informação, propiciando margem à contra-
  5. 5. argumentação. Um exemplo desse tipo de problema é a frase: “todos os políticos sãoiguais, só querem poder e dinheiro”. Pode até parecer verdade, mas existem políticos(talvez difíceis de serem encontrados!) honestos, que pensam em projetos em longoprazo e no bem-estar da população.O terceiro defeito de argumentação relaciona-se ao emprego de noçõessemiformalizadas. Expressões como classe social, práxis, burguesia, comunismo, devemestar claramente definidas, pois os termos científicos não podem ser empregados nosenso comum. Platão e Fiorin (1997) exemplificam a questão com o enunciado: “Não sedeve negar ao cidadão o direito de protestar. Isso já é comunismo!”. No exemplo, o autorusa o termo comunismo, quando deveria usar autoritarismo. Outro problema ocorre pelouso de ilustração ou modelos inadequados que levam a falsa conclusão. Muitas vezes,usam-se fatos que não correspondem à verdade. Isso pode ser observado na frase: “amaioria da população ativa no Brasil ganha acima de dez salários mínimos”. E, por fim,um erro recorrente observado nos textos dos alunos é o da falsa conclusão. Esseproblema ocorre, em geral, após o relato de uma sequência de episódios, em que asconclusões não estão contidas nos dados apresentados.O uso das normas lingüísticas é importante para dar maior credibilidade ao texto econvencer o leitor das idéias apresentadas. O texto científico admite a impessoalidade notexto, ou seja, o uso da terceira pessoa do singular na voz ativa, por exemplo, “pretende-se com esse trabalho...”. Deve-se usar a língua padrão ou norma culta, evitandolinguagem rebuscada, cheia de preciosismos e palavras difíceis de serem compreendidaspela maioria das pessoas, além de palavras supérfluas, gírias, e ainda, aumentativos,diminutivos e superlativos. Os termos usados devem estar claros e precisos. Uma boadica é evitar frases longas, com mais de três linhas.Em relação às palavras supérfluas, Dad Squarizi publicou artigo intitulado “lipoaspiraçãono texto” no Correio Braziliense com 5 dicas para a elegância e objetividade do texto.1. Cortar os artigos indefinidos: o artigo indefinido deve ser usado com parcimôniaextrema, visto que atenua a força do substantivo, tornando-o vago e impreciso. Porexemplo:
  6. 6. Hugo Chávez quer implantar (um) novo socialismo na América do Sul.Sarcozy deu (uma) entrevista ao Correio Braziliense.Em 2010, haverá (uma) renovação no Congresso Nacional.2. Cortar os pronomes “seu” e “sua” : os referidos pronomes tornam o vocábuloambíguo ou, sem função. Eis alguns exemplos:No (seu) pronunciamento, Lula elogiou o acordo bilionário com a França.No acidente, quebrou a (sua) perna, fraturou os (seus) dedos, arranhou o (seu) rosto.Antes de sair, calçou os (seus) sapatos, vestiu a (sua) blusa e pôs os (seus) óculos.3. Cortar o pronome sujeito:(eu) saio, (ele) sai, (nós) saímos, (eles) saem.4. Cortar o pronome “todos”: o artigo definido engloba “todos”. Ao dizer "os candidatosfazem campanha pela internet", englobam-se todos os candidatos, o que requer cortar opronome todos em muitas situações, por exemplo:Estudo inglês todas as terças e quintas-feiras.Estudo inglês às terças e quintas-feiras.Todos os estudantes que faltaram perderam a explicação.Os alunos que faltaram perderam a explicação.5. Cortar expressões desnecessárias:Decisão tomada no âmbito da diretoria.Decisão tomada pela diretoria.Trabalho de natureza temporária.Trabalho temporário.Problema de ordem familiar.Problema familiar.Curso em nível de pós-graduação.Curso de pós-graduação
  7. 7. São muitos os problemas associados à norma culta, os mais comuns podem sercategorizados em 4 classes:Questões ortográficas: tais como acentuação, pontuação, uso de crase.Questões de sintaxe: referem-se à combinação das palavras ou frases. Nessa categoriaestão os problemas de concordância, de regência e a colocação de pronomes.Questões de morfologia: referem-se aos aspectos gramaticais que descrevem osprocessos de formação e de flexão das palavras, tais como conjugação verbal, flexão desubstantivos e adjetivos e palavras invariáveis.Questões de léxico: referente ao vocabulário utilizado no textoNão se pretende abordar os aspectos gramaticais em detalhes, visto que podem serencontrados em boas gramáticas da língua portuguesa. Porém, descrevem-se exemploscomuns de vícios a serem evitados, de acordo o mini dicionário Sacconi da línguaportuguesa (1996) e exemplos observados em gramáticas. As frases são apresentadas,em primeiro lugar, de forma correta, seguida da forma errada, a ser evitada:1) Torcemos pelo Cruzeiro. Torcemos para o cruzeiro.2) Isso é para eu fazer. Isso não é “prá mim” fazer.3) Fiquei para recuperação, na escola, por isso perdi minhas férias. Fiquei derecuperação, na escola, por isso perdi minha féria.4) A que horas começa a festa?. Que horas começa a festa?5) Ele chega às 20h. Ele chega as 20h.6) Nunca disse um palavrão desses. Nunca disse um palavrão “desse”.7) Quando chegar, bata à porta!. Quando chegar, bata na porta!8) Desfrute tudo na vida. Desfrute de tudo na vida.9) Compartilho sua opinião. Compartilho de sua opinião.10) Ela deu à luz gêmeos. Ela deu a luz a gêmeos.11) Daqui a Campinas é longe? Daqui em Campinas é longe?12) Está muito alto o preço das coisas. Está muito caro o preço das coisas.13) O jantar está na mesa. A janta está na mesa!14) Sentei-me à mesa com eles. Sentei na mesa com eles.15) Você é como o seu pai: teimoso! Você é que nem o seu pai: teimoso!16) Farei uma expedição à Antártica. Farei uma expedição à Antártida.
  8. 8. 17) Tinha chegado cedo à escola. Tinha chego cedo à escola.18) Tenho trazido pouco dinheiro. Tenho trago pouco dinheiro.19) Acusaram o goleiro de ter entregado o jogo. Acusaram o goleiro de ter entregue ojogo.20) Não posso pagar-lhe hoje. Não posso pagar-lo hoje.21) O pai não quis perdoar-lhe. O pai não quis perdoar-lo.22) Você sabe fazer a prova dos noves? Você sabe fazer a prova dos nove?23) Em que pese aos políticos, o Brasil vai indo. Em que pese os políticos, o Brasil vaiindo.24) A 5ª e 6ª series estão sem aula. As 5ª e 6ª series estão sem aula.25) De quem é o par de sapatos e aquele maço de cigarros? De quem é o par desapato e aquele maço de cigarro?26) O professor medeia as relações em sala. O professor media as relações em sala.27) Dois bilhões de pessoas assistiram as últimas Olimpíadas. Duas bilhões depessoas assistiram a última Olimpíada.28) Um milhão de eleitores votou nele. Um milhão de eleitores votaram nele.29) Um bilhão de estrelas brilha no céu. Um bilhão de estrelas brilham no céu.30) Entregamos em domicílio. Entregamos à domicílio.31) Houve muitas reclamações. Houveram muitas reclamações.32) Faz dez anos que não viajo. Fazem dez anos que não viajo.33) Espero que você seja feliz! Espero que você seje feliz!34) Que Deus esteja convosco! Que Deus esteje convosco!35) Impetrar mandado de segurança. Impetrar mandato de segurança.36) Dois milhares de latas foram retirados das praias. Duas milhares de latas foramretiradas das praias.37) Os aficionados de computadores reivindicam preços mais acessíveis. Osaficcionados de computadores reinvindicam preços mais accessíveis.38) Os pedágios são controlados pelo DERSA. Os pedágios são controlados pelaDERSA.39) Após a partida, os jogadores confraternizaram. Após a partida,os jogadores seconfraternizaram.40) Compro frutas e legumes no CEASA. Compro frutas e legumes na CEASA.41) Comprei duzentos gramas de presunto. Comprei duzentas gramas de presunto.42) O jogador saiu de campo, puxando da perna esquerda. O jogador saiu de campo,puxando a perna esquerda.
  9. 9. 43) Fui classificado em octogésimo lugar. Fui classificado em octagésimo lugar.44) Não tenho pegado resfriados ultimamente. Não tenho pego resfriados ultimamente.45) Onde você mora ? Aonde você mora ?46) “Viver a Divina Comédia Humana em que nada é eterno....”.”Viver a Divina ComédiaHumana onde nada é eterno....”47) O caminhão veio de encontro ao muro. O caminhão veio ao encontro do muro.48) Trata-se de um mau administrador. Trata-se de um mal administrador.49) O mal é que não se toma nenhuma atitude. O mau é que não se toma nenhumaatitude.50) As moedas fortes mantêm o câmbio praticamente ao par. As moedas fortes mantêm ocâmbio praticamente a par.51) Tais fatos aconteceram há dez anos. Tais fatos aconteceram a dez anos.52) Partiriam dali a duas horas. Partiriam dali há duas horas.53) Ele foi à festa, mas voltou bem cedo. Ele foi à festa, mais voltou bem cedo.54) Haverá uma palestra acerca das consequências das queimadas sobre a temperaturaambiente. Haverá uma palestra a cerca das consequências das queimadas sobre atemperatura ambiente.55) Os primeiros colonizadores surgiram há cerca de quinhentos anos. Os primeiroscolonizadores surgiram acerca de quinhentos anos.56) Ele teve cerca de mil votos a favor. Ele teve a cerca de mil votos a favor.57) São personalidades afins. São personalidades a fins.58) Mostra-se capaz de inúmeras tarefas a fim de nos enganar. Mostra-se capaz deinúmeras tarefas afim de nos enganar.59) Preciso de mais um copo de leite. Preciso demais um copo de leite.60) Estou até bem demais! Estou até bem de mais!61) Não fazia coisa alguma senão criticar. Não fazia coisa alguma se não criticar.62) Se não houver seriedade, o país não sairá da situação em que se encontra. Senãohouver seriedade, o país não sairá da situação em que se encontra.Os exemplos descritos mostram que a língua portuguesa é complexa. Para escrever umbom texto acadêmico é necessário, além do assunto, recorrer com frequência àsgramáticas e aos dicionários. E ainda assim, corre-se o risco de errar! A produção textualnão é tarefa fácil, mas com observação dos preceitos linguísticos, muita prática e reescritaé possível escrever bem. Stephen Kanitz, em “Como escrever um bom artigo”, afirma queo texto deve ser esculpido e não escrito! Para ele, o segredo do bom texto não é umaquestão de talento, mas de dedicação e persistência. Então, a dica é praticar muito até
  10. 10. que escrever se torne um ato fácil e simples, como descrito ironicamente por PabloNeruda: “Você começa com uma letra maiúscula e termina com um ponto final. No meiovocê coloca as idéias”. Simples, assim!!!Texto escrito por: GASQUE, Kelley Cristine Gonçalves Dias. Como escrever textoscientíficos – Parte II. Disponível em: < http://kelleycristinegasque.blogspot.com/>.Para rir um pouquinho:ERRO DE ESCRITAAquela cidadezinha do interior enfrentava um problema gravíssimo: faltava sal. todomundo estava cozinhando sem tempero, por causa da escassez. Um grupo de cidadãosresolve apelar ao prefeito para resolver a parada.- Deixem comigo!! - ele responde - Já encaminhei um pedido ao governo federal, que vainos abastecer de sal por muito tempo!!!Dias depois, chega à cidade um comboio de caminhões. O prefeito arma um fuzuê parareceber a carga. A população leva o pó branco pra casa e o resultado é que muita gentesofre intoxicação. Exames mostram que o produto não era sal, mas sim, cal. O povo seconcentra na porta da prefeitura em protesto. O prefeito, constrangido, aparece na janelae se justifica:- Desculpe, meu povo. Ô cabeça, a minha! Esqueci de pôr a cedilha no "c"!!!Referências:AULETE. Idicionario Aulete. Disponível em: http://aulete.uol.com.br. Acesso em: 7 mai.2011.FIORIN, Jose Luiz; PLATAO. Para entender o texto: leitura e redação. 13 ed. São Paulo:Ática, 1997.KANITZ, Stephen. Como escrever um bom artigo. Disponível em:http://www.kanitz.com.br/impublicaveis/como_escrever_um_artigo.aspSACCONI, Luiz Antonio. Minidicionário Sacconi da Língua Portuguesa. São Paulo: atual,1996.Disponível no site: http://kelleycristinegasque.blogspot.com.br/2011/05/como-escrever-texto-cientifico-parte-ii.htmlAcessado em 21.08.2012

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