Catulo e Ovídio Obras
Poesia Lírica <ul><li>Período Clássico </li></ul><ul><li>Século I a.C. – I d.C. </li></ul><ul><li>Original da Grécia </li>...
Poesia Lírica Latina <ul><li>Influenciada pela lírica grega </li></ul><ul><li>Floresce através da proteção do Imperador Au...
Catulo <ul><li>Poeta do final da República </li></ul><ul><li>Pouco se sabe de sua vida </li></ul><ul><li>Os textos mais bo...
Ovídio  <ul><li>Natural de Sulmona (Itália), morreu em Tomos (local de exílio) </li></ul><ul><li>Tinha uma vida boa, despr...
Poesia de Amor <ul><li>Em Amores, V, 9-10 Ovídio canta o amor à sua amada Corina: Mostra traços documentais da vida social...
<ul><li>Relembrando-nos Catulo,  a beleza carnal da mulher amada, sem nenhum defeito </li></ul><ul><li>Ficou em pé, sem ro...
<ul><li>O objeto do amor podia ser de qualquer nível social, desde que estivesse na idade da volúpia e que satisfizesse o ...
<ul><li>Cônscio de seu gênio criador e de ser um verdadeiro amante  faz a seguinte observação em: </li></ul><ul><li>Uma di...
“ ARS AMATORIA” <ul><li>A ARTE DE AMAR - Ovídio Naso </li></ul>
“ Ars Amatoria” <ul><li>“ A Arte de Amar’’ </li></ul><ul><li>Tal como o povo, tal como o juiz </li></ul><ul><li>e o seleto...
<ul><li>É no leito, acredita, que a Concórdia, sem armas, eternamente habita. </li></ul><ul><li>A cama é o lugar onde nasc...
<ul><li>Que a meta seja atingida ao mesmo tempo. </li></ul><ul><li>São guindados ao cume da volúpia </li></ul><ul><li>o ho...
Heróides <ul><li>CARTA DE HIPSÍPILE A JASÃO </li></ul><ul><li>Por que razão de ti chegou-me antes da carta a fama, de que ...
A Política: De Remedio Amoris <ul><li>«Dum spectant oculi laesos, laeduntur et ipsi; Multaque corporibus transitione nocen...
Metamorfoses     Tiziano  -  Dânae , uma das inúmeras pinturas inspiradas nas  Metamorfoses . <ul><li>15 livros; </li></ul...
Metamorfoses Então disse  Merc ú rio :  “ sob o g é lido monte da  Arc á dia houve entre as n á iades  Nônacres  a mais fa...
Fastos Os  Fastos (Fasti , 2-8 d.C) <ul><li>Tom didático; </li></ul><ul><li>Assunto original; </li></ul><ul><li>Divulgação...
Fastos Moças públicas, celebrem a divindade de Vênus; Vênus auxilia nos “negócios” aquelas que lhe são devotas. Oferecendo...
Obras de exílio de Ovídio <ul><li>Tristia:  </li></ul><ul><li>Composto entre os anos 9 e 12 da nossa era; </li></ul><ul><l...
<ul><li>Epistulae ex Ponto:  </li></ul><ul><li>Em quatro livros, reúnem as cartas de Ovídio endereçadas aos seus familiare...
<ul><li>Íbis </li></ul><ul><li>É uma obra panfletária, na qual Ovídio se insurge contra um advogado, ex-amigo seu, que o d...
A poesia de Catulo <ul><li>116 poemas: 60 poemas curtos, 8 poemas longos e 48 epigramas. </li></ul><ul><li>“ Eu a odeio e ...
<ul><li>Contemplo como o igual dos próprios deuses </li></ul><ul><li>Esse homem que sentado à tua frente </li></ul><ul><li...
<ul><li>Quem foi Lésbia? </li></ul><ul><li>“ Mas, quanto a nós, quando a breve luz  </li></ul><ul><li>se vai, </li></ul><u...
O legado dos poetas <ul><li>Catulo: </li></ul><ul><li>Influências imediatas em poetas romanos </li></ul><ul><li>Perpetuaçã...
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contexto histórico das obras de catulo e ovídio, autores latinos

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Catulo E Ovídio

  1. 1. Catulo e Ovídio Obras
  2. 2. Poesia Lírica <ul><li>Período Clássico </li></ul><ul><li>Século I a.C. – I d.C. </li></ul><ul><li>Original da Grécia </li></ul>
  3. 3. Poesia Lírica Latina <ul><li>Influenciada pela lírica grega </li></ul><ul><li>Floresce através da proteção do Imperador Augusto </li></ul><ul><li>Idade de Ouro, destaques da poesia: </li></ul><ul><li>- Catulo: poeta lírico e elegista; </li></ul><ul><li>- Horácio: poeta lírico e satirista; </li></ul><ul><li>- Ovídio: poeta lírico, didático e elegista; </li></ul><ul><li>- Virgílio: poeta épico, didático e pastoral. </li></ul>
  4. 4. Catulo <ul><li>Poeta do final da República </li></ul><ul><li>Pouco se sabe de sua vida </li></ul><ul><li>Os textos mais bonitos tinham inspiração em experiências pessoais </li></ul><ul><li>Participou de um círculo de poetas: </li></ul><ul><li>POETAE NOUI </li></ul><ul><li>Suas poesias foram preservadas em manuscritos com 2 temas principais: </li></ul><ul><li>- Poesia de Amor </li></ul><ul><li>- Poesia Satírica. </li></ul>
  5. 5. Ovídio <ul><li>Natural de Sulmona (Itália), morreu em Tomos (local de exílio) </li></ul><ul><li>Tinha uma vida boa, despreocupada </li></ul><ul><li>Vocação poética: A poesia, para Ovídio, era TUDO </li></ul><ul><li>Razão do Exílio: Augusto? Ainda um mistério </li></ul><ul><li>Suas poesias podem ser divididas em 3 grupos: </li></ul><ul><li>Poemas de amor ( Amores, Heróides, Ars amatoria e Remedia amoris ) </li></ul><ul><li>Eruditos ( Metamorfoses e Fastos ); </li></ul><ul><li>E do exílio ( Tristia, Epistulae x Ponto, Íbis e Haliêutica ). </li></ul>
  6. 6. Poesia de Amor <ul><li>Em Amores, V, 9-10 Ovídio canta o amor à sua amada Corina: Mostra traços documentais da vida social de sua época. </li></ul><ul><li>Eis que chega Corina numa túnica ligeira, os cabelos cobriam seu alvo pescoço </li></ul><ul><li>(AMORES, V, 9-10) </li></ul>
  7. 7. <ul><li>Relembrando-nos Catulo, a beleza carnal da mulher amada, sem nenhum defeito </li></ul><ul><li>Ficou em pé, sem roupa alguma, diante dos meus olhos. Não havia, em seu corpo, um único defeito.Que ombros e que braços a mim foi dado ver, tocar! Os belos seios, que deleite comprimi-los! </li></ul><ul><li>(AMORES V,17-20) </li></ul>
  8. 8. <ul><li>O objeto do amor podia ser de qualquer nível social, desde que estivesse na idade da volúpia e que satisfizesse o amante na cama: </li></ul><ul><li>Mas se é descarada, seduz-me por não ser bisonha e faz supor que deve ser ágil na cama. </li></ul><ul><li>(AMORES, II, 13-14) </li></ul><ul><li>O poeta encontra o amor tanto na amante Docta (culta) quanto na R udis (inculta) : </li></ul><ul><li>Se és culta, me agradas por tuas artes invulgares; se és inculta, me apraz tua simplicidade </li></ul><ul><li>(AMORES, II, 4, 17-18) </li></ul>
  9. 9. <ul><li>Cônscio de seu gênio criador e de ser um verdadeiro amante faz a seguinte observação em: </li></ul><ul><li>Uma diz que, perto dos meus versos, os de Calímaco são toscos; se lhe agrado, ela também me agrada </li></ul><ul><li>(AMORES.,II, 4, 19-20) </li></ul>
  10. 10. “ ARS AMATORIA” <ul><li>A ARTE DE AMAR - Ovídio Naso </li></ul>
  11. 11. “ Ars Amatoria” <ul><li>“ A Arte de Amar’’ </li></ul><ul><li>Tal como o povo, tal como o juiz </li></ul><ul><li>e o seleto senado se rendem à eloqüência, </li></ul><ul><li>à arte embaladora das palavras </li></ul><ul><li>as mulheres não opõem resistência. </li></ul><ul><li>Mas os recursos oculta do teu verbo; </li></ul><ul><li>evite o teu discurso o tom pedante. </li></ul><ul><li>Só um pobre de espírito faria </li></ul><ul><li>um pomposo discurso à sua amante. </li></ul><ul><li>(...) Que o teu estilo seja natural </li></ul><ul><li>e as palavras comuns, embora ternas, </li></ul><ul><li>À mulher que escreveres procura dar </li></ul><ul><li>naturalmente a impressão de que te está a ouvir </li></ul><ul><li>falar. </li></ul>
  12. 12. <ul><li>É no leito, acredita, que a Concórdia, sem armas, eternamente habita. </li></ul><ul><li>A cama é o lugar onde nasce o perdão. </li></ul><ul><li>As pombas que ainda há pouco se batiam unem os bicos e o seu arrolhar é o amor a falar. </li></ul><ul><li>Apressar o termo da volúpia, </li></ul><ul><li>acredita, não é conveniente, </li></ul><ul><li>mas depois de atrasos que a demorem </li></ul><ul><li>chegar à meta insensivelmente. </li></ul><ul><li>E antes de encontrares aquela região </li></ul><ul><li>onde as carícias têm melhor acolhimento </li></ul><ul><li>não te impeça o pudor de a afagar. </li></ul><ul><li>Como os raios do sol quando são refletidos </li></ul><ul><li>no espelho da água transparente, </li></ul><ul><li>nos olhos da amante, esse trêmulo brilho tu verás cintilar. </li></ul>
  13. 13. <ul><li>Que a meta seja atingida ao mesmo tempo. </li></ul><ul><li>São guindados ao cume da volúpia </li></ul><ul><li>o homem e a mulher quando vencidos </li></ul><ul><li>ficam na cama, sem forças, estendidos. </li></ul><ul><li>*Arte de Amar, Ovídio (43 a.C-17 d.C.) </li></ul><ul><li>tradução de Natália Correia e David Mourão - Ferreira, 1969. </li></ul>
  14. 14. Heróides <ul><li>CARTA DE HIPSÍPILE A JASÃO </li></ul><ul><li>Por que razão de ti chegou-me antes da carta a fama, de que os touros sagrados de Marte tinham passado sob o jugo encurvado, de que, lançadas as semente, tinham crescido multidões cerradas de homens, e de que não tinham necessidade de tua mão para a morte, </li></ul><ul><li>de que um dragão que não dorme tinha guardado a pele do carneiro e de que, contudo, o fulvo pêlo foi agarrado por tua forte mão? </li></ul><ul><li>(Ovide, 1928: VI, p. 9-14) </li></ul>
  15. 15. A Política: De Remedio Amoris <ul><li>«Dum spectant oculi laesos, laeduntur et ipsi; Multaque corporibus transitione nocent». </li></ul><ul><li>Tradução: </li></ul><ul><li>Olhando os olhos de uma pessoa que os tem doentes, o mal comunica-se a quem olha, e as doenças passam por vezes de uns corpos aos outros. </li></ul><ul><li>Ovidio, de Remedio Amoris, v. 615 </li></ul>
  16. 16. Metamorfoses Tiziano - Dânae , uma das inúmeras pinturas inspiradas nas Metamorfoses . <ul><li>15 livros; </li></ul><ul><li>Coleção de lendas; </li></ul><ul><li>Cronologia; </li></ul><ul><li>Divinização de Júlio César; </li></ul><ul><li>Homenagem a Augusto; </li></ul><ul><li>Personagens divinos; </li></ul><ul><li>Descrições da natureza; </li></ul><ul><li>Revitalização da poesia bucólica e mitológica do renascimento; </li></ul><ul><li>Amores. </li></ul>
  17. 17. Metamorfoses Então disse Merc ú rio : “ sob o g é lido monte da Arc á dia houve entre as n á iades Nônacres a mais famosa hamadr í ade: as ninfas chamavam-na Syrinx . Perseguida, dos satyros sempre escapou, e dos deuses que habitam florestas umbrosas e campos fecundos, virgem e sagrada à deusa da Ort í gia , a quem cultuava; e cingida nos ritos, como Diana , faria pensar ser a pr ó pria Latônia , não fosse o seu arco de cornos, o da deusa de ouro; e assim mesmo enganava. (Ovídio)
  18. 18. Fastos Os Fastos (Fasti , 2-8 d.C) <ul><li>Tom didático; </li></ul><ul><li>Assunto original; </li></ul><ul><li>Divulgação da política restauradora de Augusto; </li></ul><ul><li>Divisão em 12 livros; </li></ul><ul><li>Festividades(rituais); </li></ul><ul><li>Deuses latinos – Deuses gregos; </li></ul><ul><li>Prenestinos de Valério Flaco (obra </li></ul><ul><li>Fastos de Tito Lívio). </li></ul>
  19. 19. Fastos Moças públicas, celebrem a divindade de Vênus; Vênus auxilia nos “negócios” aquelas que lhe são devotas. Oferecendo-lhe incenso, supliquem por formosura e favores do povo e peçam a ela que lhe ensine a arte das carícias e das palavras apropriadas para ao jogos de amor. (Ovídio, F.IV,865-868)
  20. 20. Obras de exílio de Ovídio <ul><li>Tristia: </li></ul><ul><li>Composto entre os anos 9 e 12 da nossa era; </li></ul><ul><li>Compreendem cinco livros de elegias, nos quais Ovídio narra, em tom dolente e amargurado, a viagem para o exílio, desde sua partida até a chegada à região inóspita de Tomos, da qual o poeta descreve muitos detalhes </li></ul>
  21. 21. <ul><li>Epistulae ex Ponto: </li></ul><ul><li>Em quatro livros, reúnem as cartas de Ovídio endereçadas aos seus familiares, amigos e personalidades influentes, aos quais o poeta se dirige em tom lamentoso e suplicante, para pedir-lhes ajuda e queixar-se das terríveis condições da região em que se encontrava exilado. </li></ul>
  22. 22. <ul><li>Íbis </li></ul><ul><li>É uma obra panfletária, na qual Ovídio se insurge contra um advogado, ex-amigo seu, que o difamara. Contém 642 versos inspirados em Calímaco. Haliêutica, de natureza didática, constitui um poema sobre a pesca, do qual nos restam apenas alguns fragmentos. </li></ul>
  23. 23. A poesia de Catulo <ul><li>116 poemas: 60 poemas curtos, 8 poemas longos e 48 epigramas. </li></ul><ul><li>“ Eu a odeio e a amo, não me perguntem porque. </li></ul><ul><li>É a maneira que sinto. Isto é tudo e lastimo.” </li></ul><ul><li>O amor em Roma vs. O conceito </li></ul><ul><li>de amor para Catulo. </li></ul>
  24. 24. <ul><li>Contemplo como o igual dos próprios deuses </li></ul><ul><li>Esse homem que sentado à tua frente </li></ul><ul><li>Escuta assim de perto quando falas </li></ul><ul><li>E ris cheia de graça. Mal te vejo </li></ul><ul><li>O coração se agita no meu peito, </li></ul><ul><li>Do fundo da garganta já não sai </li></ul><ul><li>A minha voz (...) </li></ul><ul><li>Ele parece-me ser par de um deus, </li></ul><ul><li>Ele, se é fás dizer, supera os deuses, </li></ul><ul><li>Esse que todo atento o tempo todo, </li></ul><ul><li>Contempla e ouve-te </li></ul><ul><li>Doce rir, o que pobre de mim todo </li></ul><ul><li>Sentido rouba-me, pois uma vez </li></ul><ul><li>Que te vi, Lésbia, nada em mim sobrou </li></ul><ul><li>De voz na boca (...) </li></ul>
  25. 25. <ul><li>Quem foi Lésbia? </li></ul><ul><li>“ Mas, quanto a nós, quando a breve luz </li></ul><ul><li>se vai, </li></ul><ul><li>Só nos resta dormir uma noite sem fim. </li></ul><ul><li>Dá-me mil beijos, e depois mais cem, </li></ul><ul><li>Depois mais outros mil, depois mais cem, </li></ul><ul><li>Depois mais mil ainda, e ainda cem’’. </li></ul><ul><li>“ Vamos viver, minha Lésbia, e amar, </li></ul><ul><li>E aos rumores dos velhos mais severos, </li></ul><ul><li>A todos, voz nem vez vamos dar.” </li></ul>
  26. 26. O legado dos poetas <ul><li>Catulo: </li></ul><ul><li>Influências imediatas em poetas romanos </li></ul><ul><li>Perpetuação de sua obra nos séculos seguintes: Propércio, Tibulo, Charles Baudelaire, Horário e Ovídio. </li></ul><ul><li>Ovídio: </li></ul><ul><li>Influências em Dante, Milton e Shakespeare. </li></ul><ul><li>Revitalização no Renascimento. </li></ul>
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