Catulo E Ovídio

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    Catulo E Ovídio - Presentation Transcript

    1. Catulo e Ovídio Obras
    2. Poesia Lírica
      • Período Clássico
      • Século I a.C. – I d.C.
      • Original da Grécia
    3. Poesia Lírica Latina
      • Influenciada pela lírica grega
      • Floresce através da proteção do Imperador Augusto
      • Idade de Ouro, destaques da poesia:
      • - Catulo: poeta lírico e elegista;
      • - Horácio: poeta lírico e satirista;
      • - Ovídio: poeta lírico, didático e elegista;
      • - Virgílio: poeta épico, didático e pastoral.
    4. Catulo
      • Poeta do final da República
      • Pouco se sabe de sua vida
      • Os textos mais bonitos tinham inspiração em experiências pessoais
      • Participou de um círculo de poetas:
      • POETAE NOUI
      • Suas poesias foram preservadas em manuscritos com 2 temas principais:
      • - Poesia de Amor
      • - Poesia Satírica.
    5. Ovídio
      • Natural de Sulmona (Itália), morreu em Tomos (local de exílio)
      • Tinha uma vida boa, despreocupada
      • Vocação poética: A poesia, para Ovídio, era TUDO
      • Razão do Exílio: Augusto? Ainda um mistério
      • Suas poesias podem ser divididas em 3 grupos:
      • Poemas de amor ( Amores, Heróides, Ars amatoria e Remedia amoris )
      • Eruditos ( Metamorfoses e Fastos );
      • E do exílio ( Tristia, Epistulae x Ponto, Íbis e Haliêutica ).
    6. Poesia de Amor
      • Em Amores, V, 9-10 Ovídio canta o amor à sua amada Corina: Mostra traços documentais da vida social de sua época.
      • Eis que chega Corina numa túnica ligeira, os cabelos cobriam seu alvo pescoço
      • (AMORES, V, 9-10)
      • Relembrando-nos Catulo, a beleza carnal da mulher amada, sem nenhum defeito
      • Ficou em pé, sem roupa alguma, diante dos meus olhos. Não havia, em seu corpo, um único defeito.Que ombros e que braços a mim foi dado ver, tocar! Os belos seios, que deleite comprimi-los!
      • (AMORES V,17-20)
      • O objeto do amor podia ser de qualquer nível social, desde que estivesse na idade da volúpia e que satisfizesse o amante na cama:
      • Mas se é descarada, seduz-me por não ser bisonha e faz supor que deve ser ágil na cama.
      • (AMORES, II, 13-14)
      • O poeta encontra o amor tanto na amante Docta (culta) quanto na R udis (inculta) :
      • Se és culta, me agradas por tuas artes invulgares; se és inculta, me apraz tua simplicidade
      • (AMORES, II, 4, 17-18)
      • Cônscio de seu gênio criador e de ser um verdadeiro amante faz a seguinte observação em:
      • Uma diz que, perto dos meus versos, os de Calímaco são toscos; se lhe agrado, ela também me agrada
      • (AMORES.,II, 4, 19-20)
    7. “ ARS AMATORIA”
      • A ARTE DE AMAR - Ovídio Naso
    8. “ Ars Amatoria”
      • “ A Arte de Amar’’
      • Tal como o povo, tal como o juiz
      • e o seleto senado se rendem à eloqüência,
      • à arte embaladora das palavras
      • as mulheres não opõem resistência.
      • Mas os recursos oculta do teu verbo;
      • evite o teu discurso o tom pedante.
      • Só um pobre de espírito faria
      • um pomposo discurso à sua amante.
      • (...) Que o teu estilo seja natural
      • e as palavras comuns, embora ternas,
      • À mulher que escreveres procura dar
      • naturalmente a impressão de que te está a ouvir
      • falar.
      • É no leito, acredita, que a Concórdia, sem armas, eternamente habita.
      • A cama é o lugar onde nasce o perdão.
      • As pombas que ainda há pouco se batiam unem os bicos e o seu arrolhar é o amor a falar.
      • Apressar o termo da volúpia,
      • acredita, não é conveniente,
      • mas depois de atrasos que a demorem
      • chegar à meta insensivelmente.
      • E antes de encontrares aquela região
      • onde as carícias têm melhor acolhimento
      • não te impeça o pudor de a afagar.
      • Como os raios do sol quando são refletidos
      • no espelho da água transparente,
      • nos olhos da amante, esse trêmulo brilho tu verás cintilar.
      • Que a meta seja atingida ao mesmo tempo.
      • São guindados ao cume da volúpia
      • o homem e a mulher quando vencidos
      • ficam na cama, sem forças, estendidos.
      • *Arte de Amar, Ovídio (43 a.C-17 d.C.)
      • tradução de Natália Correia e David Mourão - Ferreira, 1969.
    9. Heróides
      • CARTA DE HIPSÍPILE A JASÃO
      • Por que razão de ti chegou-me antes da carta a fama, de que os touros sagrados de Marte tinham passado sob o jugo encurvado, de que, lançadas as semente, tinham crescido multidões cerradas de homens, e de que não tinham necessidade de tua mão para a morte,
      • de que um dragão que não dorme tinha guardado a pele do carneiro e de que, contudo, o fulvo pêlo foi agarrado por tua forte mão?
      • (Ovide, 1928: VI, p. 9-14)
    10. A Política: De Remedio Amoris
      • «Dum spectant oculi laesos, laeduntur et ipsi; Multaque corporibus transitione nocent».
      • Tradução:
      • Olhando os olhos de uma pessoa que os tem doentes, o mal comunica-se a quem olha, e as doenças passam por vezes de uns corpos aos outros.
      • Ovidio, de Remedio Amoris, v. 615
    11. Metamorfoses Tiziano - Dânae , uma das inúmeras pinturas inspiradas nas Metamorfoses .
      • 15 livros;
      • Coleção de lendas;
      • Cronologia;
      • Divinização de Júlio César;
      • Homenagem a Augusto;
      • Personagens divinos;
      • Descrições da natureza;
      • Revitalização da poesia bucólica e mitológica do renascimento;
      • Amores.
    12. Metamorfoses Então disse Merc ú rio : “ sob o g é lido monte da Arc á dia houve entre as n á iades Nônacres a mais famosa hamadr í ade: as ninfas chamavam-na Syrinx . Perseguida, dos satyros sempre escapou, e dos deuses que habitam florestas umbrosas e campos fecundos, virgem e sagrada à deusa da Ort í gia , a quem cultuava; e cingida nos ritos, como Diana , faria pensar ser a pr ó pria Latônia , não fosse o seu arco de cornos, o da deusa de ouro; e assim mesmo enganava. (Ovídio)
    13. Fastos Os Fastos (Fasti , 2-8 d.C)
      • Tom didático;
      • Assunto original;
      • Divulgação da política restauradora de Augusto;
      • Divisão em 12 livros;
      • Festividades(rituais);
      • Deuses latinos – Deuses gregos;
      • Prenestinos de Valério Flaco (obra
      • Fastos de Tito Lívio).
    14. Fastos Moças públicas, celebrem a divindade de Vênus; Vênus auxilia nos “negócios” aquelas que lhe são devotas. Oferecendo-lhe incenso, supliquem por formosura e favores do povo e peçam a ela que lhe ensine a arte das carícias e das palavras apropriadas para ao jogos de amor. (Ovídio, F.IV,865-868)
    15. Obras de exílio de Ovídio
      • Tristia:
      • Composto entre os anos 9 e 12 da nossa era;
      • Compreendem cinco livros de elegias, nos quais Ovídio narra, em tom dolente e amargurado, a viagem para o exílio, desde sua partida até a chegada à região inóspita de Tomos, da qual o poeta descreve muitos detalhes
      • Epistulae ex Ponto:
      • Em quatro livros, reúnem as cartas de Ovídio endereçadas aos seus familiares, amigos e personalidades influentes, aos quais o poeta se dirige em tom lamentoso e suplicante, para pedir-lhes ajuda e queixar-se das terríveis condições da região em que se encontrava exilado.
      • Íbis
      • É uma obra panfletária, na qual Ovídio se insurge contra um advogado, ex-amigo seu, que o difamara. Contém 642 versos inspirados em Calímaco. Haliêutica, de natureza didática, constitui um poema sobre a pesca, do qual nos restam apenas alguns fragmentos.
    16. A poesia de Catulo
      • 116 poemas: 60 poemas curtos, 8 poemas longos e 48 epigramas.
      • “ Eu a odeio e a amo, não me perguntem porque.
      • É a maneira que sinto. Isto é tudo e lastimo.”
      • O amor em Roma vs. O conceito
      • de amor para Catulo.
      • Contemplo como o igual dos próprios deuses
      • Esse homem que sentado à tua frente
      • Escuta assim de perto quando falas
      • E ris cheia de graça. Mal te vejo
      • O coração se agita no meu peito,
      • Do fundo da garganta já não sai
      • A minha voz (...)
      • Ele parece-me ser par de um deus,
      • Ele, se é fás dizer, supera os deuses,
      • Esse que todo atento o tempo todo,
      • Contempla e ouve-te
      • Doce rir, o que pobre de mim todo
      • Sentido rouba-me, pois uma vez
      • Que te vi, Lésbia, nada em mim sobrou
      • De voz na boca (...)
      • Quem foi Lésbia?
      • “ Mas, quanto a nós, quando a breve luz
      • se vai,
      • Só nos resta dormir uma noite sem fim.
      • Dá-me mil beijos, e depois mais cem,
      • Depois mais outros mil, depois mais cem,
      • Depois mais mil ainda, e ainda cem’’.
      • “ Vamos viver, minha Lésbia, e amar,
      • E aos rumores dos velhos mais severos,
      • A todos, voz nem vez vamos dar.”
    17. O legado dos poetas
      • Catulo:
      • Influências imediatas em poetas romanos
      • Perpetuação de sua obra nos séculos seguintes: Propércio, Tibulo, Charles Baudelaire, Horário e Ovídio.
      • Ovídio:
      • Influências em Dante, Milton e Shakespeare.
      • Revitalização no Renascimento.
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