Continente teve influências dos europeus e dos árabes em suasreceitasO leite de coco é típico da culinária africanaMuitas ...
Confira também Veja todas as receitas Veja todas as notícias do portalMas o destaque mesmo fica por conta da carne de aves...
A comida africana reflete as tradições nativas da África, assim como influênciasárabes, européias e asiáticas. O continent...
Muitos colonizadores passavam pela África devido as rotas marítimas que ligavam o Oriente eOcidente. Sendo assim, a comida...
O Lado mais belo de África - Parte 2: Pessoas e CulturasA África tem uma incrível diversidade cultural e um património hum...
Característicos de regiões do norte de África, como o Egito ou o Sudão, organizam-seem tribos ou clãs e de acordo com hier...
Na Eritreia, Etiópia e Somália são pratos típicos os tsebhis (guisados), servidos cominjera (tipo de pão) e hilbet (pasta ...
Este texto está escrito nos termos do novo acordo ortográfico.A cozinha africana, ainda bastante desconhecida, oferece um ...
Autor: Maria Bijóias (todos os textos)Tema: Alimentação   Ajude-nos a manter o site actualizadoDeixe o seu comentárioComen...
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Culinária da áfrica

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  1. 1. Continente teve influências dos europeus e dos árabes em suasreceitasO leite de coco é típico da culinária africanaMuitas nações contribuíram para a formação da gastronomiaafricana, em especial a da África do Sul. Na Idade Média, porexemplo, os árabes levaram diversas iguarias para o país. Já naépoca da colonização, foi a vez de os europeus darem seus"pitacos". Segundo a chef Fabiana Cesana, do bistrô Cezano, deSão Paulo, o país sofreu influência britânica. As tribos quehabitavam o local na mesma época contribuíram para formar oextenso cardápio típico do país.A gastronomia sul-africana possui algumas peculiaridades. É de lá que vem amarula, fruta que dá origem ao famoso e saboroso licor, e também outrosalimentos conhecidos aqui no Brasil, como o leite de coco, o azeite-de-dendê, ocuscuz, o quiabo, a galinha d’angola e a pimenta malagueta, entre outros. Deacordo com o livro Gastronomia no Brasil e no Mundo, de Guta Chaves e DoloresFreixa (ed. Senac, R$ 42), o café também é originário da África, da província deKaffa, e os responsáveis por sua difusão no mundo foram os árabes.Uma das receitas típicas sul-africanas é o bobotie (espécie de torta). De acordocom o livro Um Mundo de Receitas, de Abigail Johnson Dodge (ed. Publifolha, R$47), a receita original era similar à torta inglesa e os colonizadores holandeses alevaram para a África do Sul em 1650. Os escravos que trabalhavam nasembarcações misturaram temperos nativos à torta, criando a bobotie sul-africanaatual.
  2. 2. Confira também Veja todas as receitas Veja todas as notícias do portalMas o destaque mesmo fica por conta da carne de avestruz. A ave é uma das maisconsumidas na África do Sul, servida não só em restaurantes, mas também emreceitas caseiras, como tortas, sopas e filés. A carne de avestruz é 66% maismagra que a carne bovina e tem três vezes menos colesterol do que o frango ou operu. A nutricionista Márcia Bissoli diz que, além de baixo valor calórico, écomparada a alguns cortes de peixes.- O alimento possui características únicas, como, por exemplo, alto teor deferro, ômega-6, apenas 1% de gordura e baixa taxa de colesterol. Por tudo isso, éconsiderada um alimento funcional, ou seja, além de nutritiva traz benefícios asaúde.Culinária brasileira tem fortes traços da ÁfricaFabiana diz que é difícil caracterizar uma única tendência da culinária africana,pois o continente é enorme.- Cada região tem um tempero diferente. Ao norte, consomem muito cordeiro,açafrão, cúrcuma etc. Já no Egito a comida é diferente, à base de leguminosas.Para se ter uma ideia do que é típico do continente, é só pensar na culináriabaiana. Assim como os países da Europa, a África exerceu um papel muitoimportante na formação da gastronomia brasileira. De todas as regiões, aBahia foi a que mais cultivou e manteve as receitas e costumes africanos. Oacarajé, o vatapá e o caruru também são típicos da África. Essas receitas eramusadas como oferendas a entidades africanas.Segundo o livro Gastronomia no Brasil e no Mundo, um costume africano daépoca colonial conservado até hoje em Salvador é o tabuleiro da baiana. Nacolonização, as negras escravas que trabalhavam para as "sinhás" vendiamsalgados e doces em tabuleiros.A publicação também conta que os coqueiros que embelezam nossas praias e nosdão a água de coco são uma contribuição africana. A fruta agradou tanto que,desde os tempos da colonização, o coco virou ingrediente indispensável emmuitos pratos.Assim como os povos indígenas, os africanos não conheciam a fritura e tinhampor costume preparar assados, cozidos e guisados.De acordo com o livro Um Mundo de Receitas, vários pratos africanos levambatata-doce, inhame e banana-da-terra. Nos países ao sul banhados pelo litoral,como a África do Sul e a Nigéria, o peixe é bastante consumido.
  3. 3. A comida africana reflete as tradições nativas da África, assim como influênciasárabes, européias e asiáticas. O continente africano é a segunda maior massa de terrado planeta e berço de milhares de tribos, etnias e grupos sociais. Essa diversidadereflete-se na cozinha africana, no uso de ingredientes básicos assim como napreparação e técnicas culinárias.Elementos tradicionais da comida africanaHá diferenças significativas nas técnicas culinárias e nos hábitos de comer e beber docontinente entre as regiões norte, leste, oeste, sul e central. Porém, em quase todasas culturas africanas, a culinária usa uma combinação de frutas disponíveislocalmente, grãos, vegetais, leite e carne. Em algumas partes da África, a comidatradicional tem predominância de leite, coalhada e soro de leite. Entretanto, em boaparte da África tropical, o leite de vaca é raro.Vegetais na culinária africanaVegetais ocupam um papel importante na culinária africana, sendo a principal fonte devitaminas e fazendo parte de vários pratos constituídos de milho, mandioca, inhame e feijão.Esses vegetais também fornecem fonte secundária de proteínas. Em geral, folhas verdes ehastes jovens são coletadas, lavadas, cortadas e preparadas no vapor ou fervidas emcombinação com especiarias e outros vegetais como cebola e tomate.A maioria dos vegetais mais importantes na comida africana tem origem fora da África. Milho,feijão, mandioca e abóbora são originários das Américas e foram introduzidos na África peloseuropeus no século 16. A maior parte do vegetais verdes africanos são resistentes à seca. Acomida africana tradicional provê uma dieta variada geralmente rica em vitaminas e saisminerais, incluindo vitamina A, ferro e cálcio. Por volta do século 16 a alimentação cotidiana na África, que foi incorporada à comida brasileira pelos escravos, incluía arroz, feijão, sorgo, milho e cuscuz. A carne era predominantes de caça (antílopes, gazelas, búfalos e aves). Os alimentos eram preparados assados, tostados ou cozidos. Como tempero utilizava-se pimentas e óleos vegetais como o azeite-de-dendê. A alimentação dos escravos nas propriedades ricas incluía canjica, feijão-preto, toucinho, carne-seca, laranjas, bananas, farinha de mandioca e o que conseguisse pescar e caçar; e nas pobres era de farinha, laranja e banana. Os temperos utilizados na comida eram o açafrão, o óleo de dendê e o leite de coco. O cuscuz já era conhecido na África antes da chegada dos portugueses ao Brasil, e tem origem no norte da África, entre os berberes. No Brasil, o cuscuz é consumido doce, feito com leite e leite de coco, a não ser o cuscuz paulista, consumido com ovos cozidos, cebola, alho, cheiro-verde e outros legumes. O leite de coco é usado para regar peixes, mariscos, arroz-de-coco, cuscuz, mungunzá e outras iguarias.
  4. 4. Muitos colonizadores passavam pela África devido as rotas marítimas que ligavam o Oriente eOcidente. Sendo assim, a comida típica da África recebeu influência de diversas partes domundo, além da própria cultura dos nativos. Os escravos sul-africanos por exemplo, queretornavam da Inglaterra, ensinavam o que aprenderam, assim como os africanos que viviamno oriente no período medieval. Existem também pratos exóticos, como o grilo frito. O bobotieé um prato feito com cozido de carne moída, leite, castanhas, pão, cebola, damascos, passas,curry (tempero forte). Essa é a comida típica preferida de Nelson Mandela.Normalmente, a maioria dos trabalhos relacionados à alimentação na África, são um trabalhofeminino. Desde a "plantação" ou "shambas" (como são chamados os campos de plantio),passando pela capina, plantio e colheita, até as atividades que incluem cozinhar e serviralimentos. Mas em algumas regiões, a mulher fica encarregada dos pratos doces, enquanto ohomem prepara a carne. Tradicionalmente, a cozinha na África fica pro lado de fora da casa, ouem uma construção separada dos quartos e salas. Até hoje, a comida mais típica na Africaencontrada na casa do nativo, são carnes com vegetais, temperadas fortemente em uma largapanela preta. A panela normalmente fica em cima de três pedras dispostas em triângulo, e ofogo consome lentamente três pedaços de madeira para cozinhar os alimentos.Comida típica do africano:Legumes:Batata doceQuiaboMelanciaMandiocaAmendoinsRepolhoAmendoinsCarnes:FrangoCarne de porcoBifeVariedade de peixes locaisPlantas:AlhoPimenta Melegueta - "West Africa" (substituto de cardamomo)Cravos-da-índiaPimenta PretaCardamomoNoz-MoscadaCurcumaArroz MixCaril em póOutras comidas típicas:LimãoArroz
  5. 5. O Lado mais belo de África - Parte 2: Pessoas e CulturasA África tem uma incrível diversidade cultural e um património humano inestimável,fruto da confluência de alguns dos povos e civilizações mais antigas e que receberamdiversas influências recebidas de outros países.Aqui cresceram ou passaram grandes civilizações como os Egípcios dos faraós, osPersas de Alexandre, o Grande, os Gregos, os Romanos e os Muçulmanos que semisturaram com os primeiros habitantes do continente.Séculos mais tarde, foi a época das colonizações pelas potências europeias comoAlemanha, Espanha, França, Portugal, Bélgica, Holanda e Grã-Bretanha que por suavez traziam outros povos como os Indianos que foram habitar as colônias inglesas naÁfrica.Cada povo trazia um modo de vida, uma comida, uma crença, um jeito próprio de viverque aos poucos foram se misturando e enraizando com a África.A África exibe muitas cores de pele, religiões e crenças, línguas e dialetos, costumes etradições que refletem os diferentes povos que habitam suas terras.Mesmo sendo tão diversa, ainda consegue manter uma integridade comum como aespiritualidade, a música, a comida, o agregado familiar e o casamento, para citarapenas alguns.A religião é uma parte muito importante da cultura africana. No centro desta tradiçãoencontra-se a crença num Ser Supremo, conhecido por diferentes nomes e comdiferentes representações entre seus vários povos e grupos.Existe uma profunda reverência e respeito aos antepassados e mais sábios que,mesmo depois da morte, se crêem presentes e ativos nas vidas des seusdescendentes.As crenças traduzem-se em diversos ritos de passagem, especialmente em sacrificiosfísicos que se tornam eternos vistos nos rostos de muitos, jamais negando sua origem.Assim como a narração de contos e lendas, passadas de geração a geração nãodeixando ninguém esquecer de sua história, de sua origem, do seu passado.A religião predominante em Africa é o Islamismo, seguido do Cristianismo, queconvivem lado a lado com as religiões tradicionais africanas e em menor escala com oHinduísmo, o Bahai e o Judaísmo.Entre os povos e grupos étnicos africanos destaca-se o povo Maasai, do Quénia eTanzânia. Povo semi-nómado com uma sociedade patriarcal e moniteísta que acreditanum Deus supremo, Engai. Utilizam como línguas o Swahili e o Inglês, embora a sualíngua principal seja o Maa.Os Beduínos, "aqueles que vivem no deserto", predominantemente Árabes etradicionalmente ligados à criação de camelos.
  6. 6. Característicos de regiões do norte de África, como o Egito ou o Sudão, organizam-seem tribos ou clãs e de acordo com hierarquias de lealdade segundo o parentesco.Também no Norte de África habita o povo Berbere, muito heterogéneo e falante dalíngua Berbere, mas também de outras variantes de Árabe ou até mesmo Francês.Predominam hoje, sobretudo, no Egito, Marrocos, Argélia, Líbia, Mali e Nigéria.Os Tuareg habitam o Norte da África, em particular o Níger, Argélia e a Líbia.Apelidados pelos Árabes de "abandonados por Deus", devido à sua resistência inicialao Islamismo, praticam hoje esta religião.Falam quatro dialetos que distinguem as diferentes etnias dentro do povo Tuareg,sendo o principal o Tamajaq. São conhecidos como guerreiros de reputação feroz,comerciantes (sobretudo de produtos de luxo) e viajantes do deserto do Saara.Na África do Sul são os Zulu, "povo do Céu", do grupo Bantu, o maior grupo étnico,com mais de 10 milhões de pessoas, embora habitem também no Zimbabwe, Zâmbiae Moçambique. Falam sobretudo o Zulu e são, na sua maioria, cristãos, ainda quemantenham, frequentemente, as suas crenças de culto mais antigas. Os Zulu crêem,por exemplo, que todas as adversidades resultam de algum feitiço, "mau olhado" ouofensa aos espíritos.Na Etiópia sobressaem os Amhara, que representam cerca de 30,2% da populaçãototal do país.O Amhara é a primeira língua de cerca de 27 milhões de pessoas.A religião tem um papel muito importante, predominando o cristianismo emboratambém exista uma minoria Islâmica (18,1%) e ortodoxa.Na cultura Amhara, é tradição a mãe e a criança permanecerem em casa durante 40dias após o nascimento de um rapaz ou 80 dias, caso se trate de uma menina, antesde se realizar o batismo.Nos casamentos realizados pela igreja não pode existir divórcio.Os Fulani encontram-se na África Ocidental, espalhados por dez países, entre osquais Níger, Mali e Camarões. São um grupo étnico muito vasto, que inclui váriosgrupos, e falam primariamente o Fulfulde, assim como Hausa e Tamajaq (de formamenos significativa). Praticam o Islamismo e são, originalmente, um povo nómadaligado ao pastoreio e comércio.Entre os Fulani, o número de cabeças de gado que uma pessoa possui serve demedida à sua riqueza. São um grupo muito orgulhoso e encontram-se organizadossegundo um sistema de quatro castas: nobreza, comerciantes, ferreiros edescendentes de escravos dos Fulani mais abastados. A beleza assume granderelevância para os Fulani, tal como a coragem e ausência de medo.A comida africana é tão diversificada como os grupos étnicos existentes.A base dos alimentos são os cereais, frutas e vegetais característicos de cada regiãoe, em alguns locais, leite e carne.Na África Central, são comuns a mandioca, o amendoim e a banana-da-terra,enquanto que na África Oriental são mais utilizados o milho e a banana verde; asespeciarias e a romã (herdadas da cozinha árabe); o caril e as lentilhas (trazidos pelosIngleses da Índia) e vários frutos e legumes, pimenta e o porco (trazidos pelosPortugueses).
  7. 7. Na Eritreia, Etiópia e Somália são pratos típicos os tsebhis (guisados), servidos cominjera (tipo de pão) e hilbet (pasta feita de legumes como lentilhas), assim como oxalwo (espécie de pão doce com especiarias).Nestes países é comum as pessoas comerem à mesa de um mesmo prato colocadono centro.No Norte de África são conhecidos os couscous, as especiarias como a canela,gengibre e noz-moscada e uma pastelaria muito particular, à base de açúcar eamêndoa.No Sul de África a comida é mais heterogénea. Alguns dos pratos e comidas típicasincluem fufu (espécie de massa consistente feita de vegetais como mandioca), arrozJollof, suya (género de kebab de carne grelhada picante vendido nas ruas), váriostipos de feijão, entre outros.A cozinha africana, ainda bastante desconhecida, oferece um leque muitoamplo de pratos de grande sabor e variedade.Saborear as iguarias típicas de um país é entrar na sua cultura, na suahistória e na sua tradição através do paladar, do olfato, e até do tato, uma vezque a maioria dos petiscos africanos se comem com a mão. Além disso,partilhar a mesa é a maneira mais usual de brindar a generosa hospitalidadeafricana.A tradição culinária da África Ocidental assenta em produtos básicos, queincluem a mandioca, o milho e as especiarias, e no uso abundante depimentão. Em toda a região está muito difundido o maffè, típico do Mali, queconsta de carne picada com verdura e molho de amendoim.Por volta do século 16 a alimentação cotidiana naÁfrica, que foi incorporada à comida brasileira pelosescravos, incluía arroz, feijão, sorgo, milho e cuscuz.A banana , o café, a pimenta malagueta e o azeite de dendê vieram da África
  8. 8. Este texto está escrito nos termos do novo acordo ortográfico.A cozinha africana, ainda bastante desconhecida, oferece um leque muito amplo depratos de grande sabor e variedade. Em África, as refeições, mais do que a satisfação deuma necessidade fisiológica, traduzem um momento de encontro, de celebração, defesta, de homenagem.Saborear as iguarias típicas de um país é entrar na sua cultura, na sua história e na suatradição através do paladar, do olfato, e até do tato, uma vez que, a maioria dos petiscosafricanos se comem com a mão. Além disso, partilhar a mesa é a maneira mais usual debrindar a generosa hospitalidade africana, sempre disposta a repartir do que há com osconvidados, os peregrinos, os estrangeiros.A tradição culinária da África Ocidental assenta em produtos básicos, que incluem amandioca, o milho e as especiarias, e no uso abundante de pimentão. Em toda a regiãoestá muito difundido o maffè, típico do Mali, que consta de carne picada com verdura emolho de amendoim.No Senegal, o prato tradicional é o tieboudienne, elaborado com peixe, arroz e verduras.Também a yassa (manjar à base de frango com molho de cebola, limão e pimentos eservido com arroz fervido) é típica do Senegal, da Costa do Marfim, do Burkina Faso e doMali. Nos mercados é assaz comum o cheiro a manteiga de karité, utilizada para fritar etemperar.O boarake, pitéu preparado com peixe, folha de mandioca e óleo de palma, é outro dospratos amplamente disseminados em toda a África Ocidental.No Togo, come-se bastante a mutsella, que mais não é que peixe com verdura eespeciarias, e o yekumé (frango picante).Na África Central, a base da alimentação é a mandioca. Com ela faz-se o famoso fufú(mandioca fermentada e moída em farinha, para ser misturada com água a ferver, numaperspectiva de a transformar numa massa compacta). Costuma acompanhar-se amandioca com verduras cortadas e trituradas, temperadas com azeite, molho de tomatee cebola.A cozinha da região costeira da África Oriental caracteriza-se pela influência recebida doOriente, principalmente o Quénia, a Tanzânia, a África do Sul e o Madagáscar, ondeinúmeros pratos tradicionais são enriquecidos com molhos e especiarias importados daÍndia, da China, da Arábia, do Iémen e do Líbano.Um dos aperitivos mais habituais nesta região é o sambusa, um triângulo de massa fritarecheado de carne picada e aromatizada.Na Etiópia há um prato nacional e exclusivo: a enjerá, um género de crepe ou massa depizza, de cor cinza e consistência esponjosa e cujo sabor é um pouco ácido, produzido apartir de farinha de tef, um cereal cultivado quase unicamente neste país. O wet é aguarnição que melhor combina com a enjerá. Pode ser de frango, borrego ou vaca, comum molho picante (berberé) composto por pimentão picante, ervas e especiarias várias,ou de verduras, batatas, tomates, favas ou pimentos. O wet mais apreciado é o deborrego (sega wet), reservado a celebrações especiais.Textos relacionados:Alimentos SaudáveisMacrobiótica ou Vegetariana?Prefira o natural!Ver próximo texto...
  9. 9. Autor: Maria Bijóias (todos os textos)Tema: Alimentação Ajude-nos a manter o site actualizadoDeixe o seu comentárioComentários Luis Andre Caxeta Da Silva 14-07-2009 às 23:17:41O modo africano de cozinhar e temperar incorporou elementos culinários e pratostípicos portugueses e indígenas, transformando as receitas originais e dando forma àcozinha brasileira. Da dieta portuguesa vieram, por exemplo, as galinhas e os ovos. Emprincípio, eram dados apenas a negros doentes, pois se acreditava que fossemalimentos revigorantes. Aos poucos, a galinha passou a ser incluída nas receitas afro-brasileiras que nasciam, como o vatapá e o xinxim, e que resistem até hoje,principalmente nos cardápios regionais.No que se refere aos ingredientes africanos que vieram para o Brasil durante acolonização, trazidos pelos traficantes de escravos e comerciantes, esses constituemhoje importantes elementos da cultura brasileira. Seu consumo é popular e sua imagemconstitui parcela importante dos ícones do imaginário do país. Vieram da África, entreoutros, o coco, a banana, o café, a pimenta malagueta e o azeite-de-dendê. Sobre este,dizia Camara Cascudo: “O azeite-de-dendê acompanhou o negro como o arroz aoasiático e o doce ao árabe”. No Nordeste, são também populares o inhame, o quiabo, ogengibre, o amendoim, a melancia e o jiló .pratos típicos africanos:É extremamente difícil analisar e separar as verdadeiras comidas tradicionais africanas, já queo país sempre contou com uma enorme dominação de países europeus e asiáticos. Mas suacultura na arte de cozinhar está certamente em pratos únicos e irresistíveis, como os feitos apartir de alimentos essencialmente particulares de sua cultura local, como os legumes, frutas,carnes e grãos, esses semelhantes à produção no Brasil por serem muito cultivados emregiões tropicais.O milho e as nozes são as principais fontes de preparação das refeições, sejam elas doces ousalgadas, as frutas tornam-se únicas no modo de produção e cultivo, gerando sempre uma boaexportação, e não deixando muitos alimentos nas regiões mais pobres da África.Ainda hoje na culinária mundial são muitos os adeptos a produtos que foram trazidospor escravos africanos como forma de tempero e maior aprimoramento dos típicospratos já existentes. O famoso óleo de dendê, o leite de coco, a noz moscada, todosesses são produtos típicos africanos que atualmente são indispensáveis em muitospratos mundiais.O leite de coco e o dendê são marcas da comida baiana aqui no Brasil, principalmentena preparação de muquecas a base de frutos do mar, como camarões ou até mesmopeixes. Por incrível que pareça são todos alimentos de base africana que reinam emuma vasta culinária por muitos continentes.

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