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Trabalho de conclusão de período...

Trabalho de conclusão de período
Diadática Pedagogia- Matutino
Universidade do Estado do Rio de janeiro.

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  • 1. UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO (UERJ) Faculdade de Educação Disciplina: Didática- Pedagogia Matutino Professora: Edméa Santos Por: Izabel Cristina Lacerda Kenia Cardoso Marta Maria dos Santos Gonçalves Pâmela Cunha de Oliveira Síria Dias Ismael Diversidade Linguística INTRODUÇÃO Uma das maiores dificuldades dos seres humanos é não saber lidar com as diferenças.Por não saber conviver com asdiferenças as pessoas tem uma postura negativa epreconceituosa sem fundamento manifestadas nas várias dimensões da vida humana. A variação linguística deve ser reconhecida, como parte integrante da nossa sociedadecompreender que, embora tenha uma Norma Oficial de Ortografia à língua possuiflexibilidade. Nos livros de Carlos Bagno “Preconceito Linguístico o que é, como se faz" e "NormaOculta”. O autor levanta o questionamento a respeito da falta do conhecimento sobre asdiversidades linguísticas existente em nosso país. Em seu livro "Preconceito Linguístico o queé, como se faz", ele cita que já está provado pela ciência linguística que não existe emnenhuma língua do mundo que seja “una”, uniforme e homogênea. Os Parâmetroscurriculares nacionais (PCNs), publicados pelo Ministério da Educação em 1998 diz: A variação é constitutiva das línguas humanas, ocorrendo em todos os níveis. Ela sempre existiu e sempre existirá independente de qualquer ação normativa. [...] A imagem de uma língua única, mais próxima da modalidade escrita da linguagem, subjacente às prescrições normativas da gramática escolar, dos manuais e mesmo dos programas de difusão da mídia sobre “o que deve e o que não deve ser falar e escrever”, não se sustenta na análise empírica dos usos da língua. O que o autor quis dizer ao citar os PCNs é que se o próprio documento mostra queexiste a variação linguística, porque a recusa em compreender esta diversidade existente? Osprofessores devem desenvolver nos alunos o entendimento de que nada impede que eles usem
  • 2. a variação coloquial ao se expressarem, porém o que muda é a forma da escrita que deveseguir a variação culta, para que todos que acessarem possa ler e compreender o que estáescrito. Compreendemos que a escola é um dos principais mecanismos de disseminação destepreconceito. O que é preconceito? É um "juízo" preconcebido, manifestado geralmente na forma deuma atitude "discriminatória" perante pessoas, suas maneiras e modos de falar. Metodologia Para quê? Abordar os valores específicos à cidadania e as questões sociais Para quem? Alunos do 4º ano do Ensino Fundamental. Como? O professor junto com seus alunos irá elaborar um projeto, cujo conteúdoprincipal será pesquisar quais as regiões do Brasil e as formas de falar de cada região. Por quê? Proporcionar ao aluno o conhecimento das diferentes línguas faladas noBrasil e incentivar o respeito mútuo a partir de atividades compartilhadas em grupo OBJETIVO Compreender a cidadania como exercício de direitos e deveres políticos, civis e sociais; Posicionar-se de maneira crítica, responsável e construtiva nas diferentes situações sociais; Conhecer e valorizar a pluralidade do patrimônio sociocultural brasileiro Questionar a realidade formulando-se problemas e tratando de resolvê-los Problematização: OBJETIVOS ESPECÍFICOS Discutir o tema "língua e poder" Compartilhar as conclusões do grupo com outras pessoas Conhecer as especificidades linguísticas e culturais de diferentes regiões Conhecer os processos históricos para formação da língua brasileira Estudar a exclusão das pessoas ditas “não cultas”, por terem seus próprios jeitos de falar. Compreender o fenômeno da variação linguística. Diferenciar oralidade e escrita.
  • 3. Entender a norma culta como uma variedade de prestígio social. Refletir sobre o preconceito linguístico. Reconhecer a importância da adequação da linguagem em diferentes situações sociocomunicativas. Empregar diferentes registros de linguagem adequados a diferentes situações sociocomunicativas. Conteúdos a ser abordados Línguas: Dialetos; Variantes e variação linguística: Regionalismos; Sotaques, gírias,expressões e acentos regionais. Sugestão de Atividades Fazer pesquisas em diferentes mídias de forma crítica; Compartilhar conhecimentos adquiridos com outras pessoas através Ler e interpretar textos verbais e não verbais; Introdução ao tema do projeto Fazer uma roda de conversa sobre as diferentes expressões linguísticas Dividir a turma em grupos para fazer entrevistas Passar filmes com temas sobre diversidade linguística Trabalhar com literatura de Cordel Pesquisar, na Internet e em entrevistas com pessoas próximas a eles, expressões linguísticas que mudaram ao longo do tempo. ATIVIDADES INTERDISCIPLINARES ARTE: Conhecer a arte de outras culturas, o aluno poderá compreender a relatividadedos valores que estão enraizados nos seus modos de pensar e agir; GEOGRAFIA: Trabalhar com a Geografia para compreensão e intervenção narealidade social; HISTÓRIA: Possibilitar aos alunos orientação e conceitos para realizações de leiturascríticas dos espaços, das culturas e das histórias do cotidiano; LÍNGUA PORTUGUESA: Trabalhar o conhecimento da língua oral e escrita paramaior melhor comunicação em sociedade. INFORMÁTICA: Usar o laboratório para pesquisa, colocar o vídeo feito no YouTubee postar o trabalho no slideshare para que possam ser compartilhado com outras pessoas. Espaços utilizados: Sala de aula;
  • 4. Sala de Artes; Laboratório de Informática; Auditório; 1ª AULA Começar explicando para os alunos que os falantes de uma língua aprendem desdecedo algumas estruturas básicas que permitem o uso para a comunicação. E que elas podemsofrer variações devido a alguns fatores específicos como a idade do falante. Um adolescentenão usaria o mesmo vocabulário que o avô, por exemplo. Aproveitar esse gancho para pediraos alunos que mencionem diferenças entre o vocabulário usado por eles, os pais e os avós.Pedir que lembrem de gírias que costumam dizer e ainda das palavras estranhas diferentes queaprenderam com os mais velhos. Criar no quadro duas listas com esse vocabulário(Linguagem dos mais novos X Linguagem dos mais velhos). Propor que façam entrevistas com pessoas que eles conheçam e fazerem anotações,para depois serem discutidas em sala de aula. 2ª AULA Fazer um círculo com os alunos e promover um debate sobre os resultados obtidoscom as entrevistas. Pedir a eles que contem suas experiências e em especial falem dasconclusões a que chegaram. Se algum tiver gravado a entrevista e quiser mostrar algumainformação curiosa, esse é o momento. Estimular o grupo a dar opinião sobre as conclusõesdos colegas. Após o debate, manter a turma em círculo. Pegar uma folha de papel pardo. E sentar-se no chão com os alunos, tendo ao centro o papel. Juntos, construir um grande mural para aexposição das entrevistas colhidas pelos alunos. Anotar as expressões que acharam maisinteressantes, a região onde é usada, a idade/sexo do informante, o significado. 3ª AULA Na terceira a aula, após já terem sido discutidos os níveis de variedade e noções depreconceito linguístico, propor que assistemvídeo do Mazzaropi, um personagem que encarnaa imagem do Jeca tatu (http://www.youtube.com/watch?v=h4glcXxPt38) Antes de assistirem ao vídeo, é importante, falar aos alunos sobre o estereótipo criadoem torno do homem do campo, geralmente lembrado como uma pessoa sem cultura econhecimentos e marcado por um modo de falar característico. SOCIALIZAÇÃO DOS TRABALHOS Ao longo do trabalho serão coletados dados que no final resultará em uma peça teatral,onde os alunos apresentarão suas pesquisas através de representações.Serão convidados para
  • 5. ver os resultados das pesquisasà comunidade escolar e pais e responsáveis.A turma criará umtele jornal no YouTubepara compartilhar os conhecimentos obtidos ao longo do projeto. Avaliação A participação e o envolvimento dos alunos nas atividades serão observados desde oinício do projeto por meio de registros feitos pelos professores envolvidos no projeto. Aolongo do processo procurar saber se eles estão compreenderam o que é diversidadelinguística.As pesquisas feitas serão colocadas em um portfólio para que no final do projetopossamos usar este material para realizar uma peça teatral, onde os alunos apresentarão suaspesquisas através de representações. Bibliografia: BAGNO, Marco. Norma Oculta- Editora Loyola, 2ª ed. São Paulo: Parábola, Ano2003. BAGNO, Marco. Preconceito Linguístico, Editora Loyola, 40ª edição. São Paulo, Ano2009. Referências: PARÂMETROS, Curriculares Nacionais Documento Introdutório - Versão agosto /1996, http://www.zinder.com.br/legislacao/pcn-fund.htm http://blogmail.com.br/fotos/2009/01/novas-regras-da-lingua-portuguesa.jpg http://st.telles.zip.net/images/todasaslinguasdobrasil.jpg http://www.enciclopedia.com.pt/images/img_home1_1pot.jpg http://blogdapessoa.files.wordpress.com/2011/06/confira-as-novas-regras-da-lc3adngua-portuguesa3.jpg http://1.bp.blogspot.com/-GifAnimado.gif http://2.bp.blogspot.com/-