Metodologia da pesquisa

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  • Bom material. Indicado para leitura informativa e para consultas pontuais, muitas vezes suscitadas por necessidade de cotejamento.
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  • Boas sugestões para ajudar a organizar uma apresentação.
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  • – inferência e sugestões, mas não responde diretamente o problema. Se algo é desejável ou indesejável, boa ou má , certa ou errada. Gerais e especificos.
  • Utilização de números romanos minúsculos nos elementos pré-textuais. Maiúsculos p/capítulos. Números arábicos nas demais. Alfanumericos I,A,1,a),1),(a)
  • Metodologia da pesquisa

    1. 1. Estruturas de Projetos de Pesquisa, Relatórios de Pesquisa e Artigos Científicos
    2. 2. ELEMENTOS PROJETO DE PESQUISA <ul><li>Capítulo I: (O PROBLEMA) </li></ul><ul><li>Introdução </li></ul><ul><li>Problema de pesquisa </li></ul><ul><li>Objetivos gerais </li></ul><ul><li>Objetivos específicos </li></ul><ul><li>Justificativa </li></ul><ul><li>Hipóteses </li></ul><ul><li>Delimitação </li></ul><ul><li>Definição de termos e abreviações </li></ul><ul><li>Capítulo II: (METODOLOGIA) </li></ul><ul><li>Modelo do estudo </li></ul><ul><li>Descrição da amostra </li></ul><ul><li>Instrumentos </li></ul><ul><li>Procedimento coleta de dados </li></ul><ul><li>Tratamento dos dados </li></ul><ul><li>Limitações do estudo </li></ul><ul><li>Cronograma de execução </li></ul><ul><li>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS </li></ul><ul><li>ANEXOS </li></ul>
    3. 3. ESTRUTURA DE UM ARTIGO CIENTÍFICO <ul><li>Título /Autores/Instituição </li></ul><ul><li>RESUMO E/OU ABSTRACT </li></ul><ul><li>INTRODUÇÃO </li></ul><ul><li>Problema de pesquisa </li></ul><ul><li>Objetivos gerais </li></ul><ul><li>Objetivos específicos </li></ul><ul><li>Justificativa </li></ul><ul><li>Hipóteses </li></ul><ul><li>Delimitação </li></ul><ul><li>METODOLOGIA </li></ul><ul><li>Modelo do estudo </li></ul><ul><li>Descrição da amostra </li></ul><ul><li>Instrumentos </li></ul><ul><li>Procedimento coleta de dados </li></ul><ul><li>Tratamento dos dados </li></ul><ul><li>Limitações do estudo </li></ul><ul><li>RESULTADOS E DISCUSSÃO </li></ul><ul><li>CONCLUSÕES E SUGESTÕES </li></ul><ul><li>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS </li></ul><ul><li>ANEXOS </li></ul>
    4. 4. ESTRUTURA DE UMA MONOGRAFIA <ul><li>Capítulo I: (O PROBLEMA) </li></ul><ul><li>Introdução </li></ul><ul><li>Problema de pesquisa </li></ul><ul><li>Objetivos gerais </li></ul><ul><li>Objetivos específicos </li></ul><ul><li>Justificativa </li></ul><ul><li>Hipóteses </li></ul><ul><li>Delimitação </li></ul><ul><li>Definição de termos e abreviações </li></ul><ul><li>Capítulo II: (REVISÃO DE LITERATURA) </li></ul><ul><li>Capítulo III: (METODOLOGIA) </li></ul><ul><li>Modelo do estudo </li></ul><ul><li>Descrição da amostra </li></ul><ul><li>Instrumentos </li></ul><ul><li>Procedimento coleta de dados </li></ul><ul><li>Tratamento dos dados </li></ul><ul><li>Limitações do estudo </li></ul><ul><li>Capítulo IV: (RESULTADOS E DISCUSSÃO) </li></ul><ul><li>Capítulo V: (CONCLUSÕES E SUGESTÕES) </li></ul><ul><li>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS </li></ul><ul><li>ANEXOS </li></ul>
    5. 5. Estrutura de um relatório de pesquisa <ul><li>Elementos pré-textuais </li></ul><ul><li>Capa (nome da instituição, nome do curso, nome do autor, título do trabalho, cidade, mês, ano de conclusão do projeto); </li></ul><ul><li>Folha de rosto (natureza do trabalho, a instituição que se destina, orientador); </li></ul><ul><li>Sumário (capítulos, subcapítulos - sistema progressivo e alfanumérico); </li></ul><ul><li>Todas páginas são numeradas. Exceção: folha de rosto. </li></ul><ul><li> Resumo e ou Abstract; </li></ul>
    6. 6. Capítulo I: O problema <ul><li> Introdução </li></ul><ul><li>Faz uma introdução ao tema da pesquisa. É adequado citar os autores mais importantes, mostrando o “estado da arte”. </li></ul><ul><li> Problema de pesquisa: não pode ser problema de engenharia ou valor, deve ser científico. Para isso, necessita envolver variáveis que possam ser testáveis. </li></ul>
    7. 7. <ul><li> Objetivos </li></ul><ul><li>O que se pretende com o desenvolvimento da pesquisa e quais resultados se procura alcançar; </li></ul><ul><li> Justificativa </li></ul><ul><li>Consiste na apresentação das razões de ordem teórica e/ ou prática que justificam a realização da pesquisa; </li></ul><ul><li> Delimitação </li></ul><ul><li>Restrição do campo de interesse. </li></ul>
    8. 8. Capítulo II: Revisão de literatura <ul><li>É de extrema importância, irá familiarizar o leitor com outros estudos; </li></ul><ul><li>Demonstra a necessidade da realização do estudo, assim como, a obtenção de resultados expressivos por outros autores. </li></ul>
    9. 9. <ul><li>Modelo de estudo; </li></ul><ul><li>Descrição da amostra: seleção dos sujeitos; </li></ul><ul><li>Instrumentos: Indicação de testes, questionários, entrevistas, observações a serem utilizados; </li></ul><ul><li>Procedimento da coleta de dados: como, quando e por quem foram aplicados os instrumentos; </li></ul><ul><li>Tratamento de dados: explicitação estatística utilizada ou outros modos de interpretação de dados; </li></ul><ul><li>Limitação do estudo: aspectos indesejáveis que influenciarão os resultados e não são controláveis; </li></ul>Capítulo III: Metodologia
    10. 10. Capítulo IV: Resultados e Discussão <ul><li>Tabelas e figuras: devem conter título e numeração; </li></ul><ul><li>Ênfase nos resultados mais significativos, apontar divergências e convergências com a literatura. </li></ul><ul><li>Obras e autores: citação simples, sobrenome dos autores seguido do ano. Ex: (Jacobs,1932); (Ary, Jacobs & Razavier, 1972) </li></ul>
    11. 11. <ul><li>Mais de três autores, sobrenome do primeiro, seguido da expressão “et al.” e ano; </li></ul><ul><li>Quando mencionado um autor que está sendo citado na obra consultada, deve-se indicar o primeiro autor, seguido da expressão “apud” ou “citado por” e finalmente o autor e ano da obra atual. Ex: Cooper apud McArdle,1986); </li></ul>
    12. 12. Referências Bibliográficas: <ul><li>Todos e, somente, os autores citados no texto devem aparecer nas referências bibliográficas e vice-versa. Material consultado sem alusão no texto não é referenciado, podendo, no entanto, aparecer em outra seção sob o título bibliografia suplementar. </li></ul><ul><li>A seqüência deverá obedecer a ordem alfabética dos sobrenomes dos autores. As referências variam em função do número de autores e da fonte utilizada. (ABNT – NBR 6023/2002) </li></ul>
    13. 13. Conclusões e sugestões <ul><li>São formuladas em função dos resultados e dos objetivos; </li></ul><ul><li>Deve responder ao problema de pesquisa; </li></ul><ul><li>Quando possível, mencionar sugestões para futuras pesquisas. </li></ul>
    14. 14. <ul><li> ANEXOS </li></ul><ul><li>Tabelas com dados suplementares, citações muito longas, leis ou pareceres de suporte para o trabalho são apresentados em anexo. Instrumentos de medida (desde que não infrinja direitos autorais), cartas com informações consultadas, textos originais raros também devem ser incluídos. </li></ul>
    15. 15. Como elaborar um projeto de pesquisa? <ul><li>Planejamento- Primeira fase da pesquisa; </li></ul><ul><li>Deverá mencionar como se processará , quais etapas serão desenvolvidas e os recursos que serão alocados; </li></ul><ul><li>Etapas: Apresentação, Objetivos, Justificativa, Metodologia, Suprimentos e equipamentos, Custo, Cronograma, Anexos, Referências bibliográficas. </li></ul>
    16. 16. Estrutura de um projeto de pesquisa <ul><li> Elementos pré-textuais </li></ul><ul><li>Capa (nome da instituição, nome do curso, nome do autor, título do trabalho, cidade, mês, ano de conclusão do projeto); </li></ul><ul><li>Folha de rosto (natureza do trabalho, a instituição que se destina, orientador); </li></ul><ul><li>Sumário (capítulos, subcapítulos - sistema progressivo e alfanumérico); </li></ul><ul><li>Todas páginas são numeradas. Exceção: folha de rosto. </li></ul>
    17. 17. Capítulo I: (O problema) É semelhante ao relatório de pesquisa; Capítulo II: Metodologia Similar ao relatório de pesquisa. Cronograma de execução Consiste em planejar, no tempo, as etapas de realização da pesquisa. <ul><li>Referências bibliográficas e anexos </li></ul><ul><li>Idem ao relatório de pesquisa; </li></ul><ul><li>Projeto bem elaborado  vários itens do relatório de pesquisa já estão prontos. </li></ul>
    18. 18. Como fazer uma Revisão Bibliográfica
    19. 19. Objetivos da Revisão Bibliográfica <ul><ul><li>Aprendizado sobre uma determinada área </li></ul></ul><ul><ul><li>Levantamento dos trabalhos realizados anteriormente sobre o mesmo tema </li></ul></ul><ul><ul><li>Identificação e seleção dos métodos e técnicas a serem utilizados </li></ul></ul><ul><ul><li>Subsídios para a redação da Introdução e Revisão da Literatura do projeto ou trabalho </li></ul></ul><ul><ul><li>Subsídios para a redação da Discussão do trabalho cientifico </li></ul></ul>
    20. 20. Tipos de Fontes Bibliográficas <ul><li>Fontes primárias: Contém trabalhos originais com conhecimento original e publicado pela primeira vez pelos autores </li></ul><ul><li>Fontes secundárias: Contém trabalhos não originais e que basicamente citam, revisam e interpretam trabalhos originais </li></ul><ul><li>Fontes terciárias: Contém índices categorizados de trabalhos primários e secundários, com ou sem resumo </li></ul>
    21. 21. Exemplos de Tipos de Fontes Bibliográficas <ul><li>Fontes primárias: Teses universitárias, livros, relatórios técnicos, artigos em revistas científicas, anais de congressos </li></ul><ul><li>Fontes secundárias: Artigos de revisão bibliográfica, livros-texto, tratados, enciclopédias, artigos de divulgação </li></ul><ul><li>Fontes terciárias: Bases de dados bibliográficos, índices e listas bibliográficas </li></ul>
    22. 22. Etapas de uma Revisão Bibliográfica <ul><li>Determinação de um “ponto de partida” </li></ul><ul><li>Levantamento e fichamento das citações relevantes </li></ul><ul><li>Aprofundamento e expansão da busca </li></ul><ul><li>Seleção das fontes a serem obtidas </li></ul><ul><li>Localização das fontes e obtenção </li></ul><ul><li>Leitura, sumarização e redação </li></ul>
    23. 23. Etapas da Revisão Bibliográfica 1. O Ponto de Partida <ul><li>Listas de citações de trabalhos fundamentais para o tema ou similares ao que se pretende fazer </li></ul><ul><li>Listas de citações de revisões recentes da literatura </li></ul><ul><li>Idéias e dicas dadas pelo orientador, colegas, congressos, etc. </li></ul><ul><li>Folhear números recentes e ver sumários de algumas revistas importantes na área </li></ul><ul><li>Pesquisa na Internet (WWW) usando catálogos e mecanismos de busca </li></ul>
    24. 24. Etapas da Revisão Bibliográfica 2. Fichamento das Referências <ul><li>Selecionar as referências mais relevantes para leitura posterior, usando os nomes dos autores, instituições, título, resumo ou palavras chave </li></ul><ul><li>Uso de fichas sistemáticas, contendo a referência, resumo, comentários, grau de interesse ou localização </li></ul><ul><li>Uso de softwares especializados </li></ul>
    25. 25. Etapas da Revisão Bibliográfica 3. Aprofundamento e Refinamento <ul><li>Determinar as palavras-chave, autores e instituições mais relevantes </li></ul><ul><li>Utilização de bases de dados bibliográficos </li></ul><ul><li>Utilizar função “Artigos relacionados...” </li></ul><ul><li>Começar do mais geral e ir ao particular </li></ul><ul><li>Começar do ano mais recente e retroceder </li></ul><ul><li>Examinar listas de citações </li></ul>
    26. 26. Etapas da Revisão Bibliográfica 4. Seleção de Referências <ul><li>Eliminar duplicações, revistas difíceis de achar, trabalhos muito similares dos mesmos autores, etc. </li></ul><ul><li>Ler os títulos e resumos e eliminar as referências pouco relevantes </li></ul><ul><li>Marcar importância ou prioridade de leitura </li></ul>
    27. 27. Etapas da Revisão Bibliográfica 5. Localização e Obtenção <ul><li>Formas de obtenção: </li></ul><ul><li>Artigo em texto completo on-line </li></ul><ul><li>Revista/livro disponível em biblioteca </li></ul><ul><li>Empréstimo inter-bibliotecas </li></ul><ul><li>Separata com colega ou orientador </li></ul><ul><li>Solicitar separata ao autor </li></ul><ul><li>Pedido on-line </li></ul><ul><li>Leitura do resumo vs. texto original </li></ul>
    28. 28. Etapas da Revisão Bibliográfica 6. Leitura e Redação <ul><li>Leitura sistemática, por ordem de prioridade e do mais recente para o mais antigo </li></ul><ul><li>Fazer anotações suplementares de leitura, visando a futura redação </li></ul><ul><li>Redigir a pesquisa bibliográfica com base numa lista de tópicos </li></ul><ul><li>Usar citações completas no texto (autor, ano) </li></ul>
    29. 29. Pesquisa na Internet (WWW) usando catálogos e mecanismos de busca
    30. 30. SPORT/IASI/DATABASE ( http://www.iasi.org ) <ul><li>     O Sport Database, como o próprio nome já diz, é um amplo banco de dados voltado à área desportiva. Ele faz parte da IASI (International Association in Sport Information), uma rede internacional que contém um banco de dados referentes à área de desportos. Essa rede tem sua matriz na Europa, mas abrange cerca de 60 países, e tem filiação ao Conselho Internacional de Ciência Esportiva e Educação Física (ICSSPE-UNESCO). </li></ul><ul><li>    Para utiliza-lo é necessário um conhecimento da língua inglesa, uma vez que a maioria das informações e documentos encontram -se em inglês. </li></ul>
    31. 31. SIBRADID ( http://www.sibradid.eef.ufmg.br/bases.html) <ul><li>O Sistema Brasileiro de Documentação e Informação Desportiva - SIBRADID , de tem por objetivo fornecer Produtos de Informação em Ciências do Esporte, Educação Física, Fisioterapia, Terapia Ocupacional, Lazer, Recreação e afins. A produção científica dos países de língua portuguesa é também alvo do conteúdo da base, que inclui dissertações, teses, relatórios de pesquisa, relatórios técnicos, livros, capítulos de livros e artigos de periódicos. </li></ul>
    32. 32. Medline ( http://www.ncbi.nlm.nih.gov/PubMed ) <ul><li>MEDLINE (MEDlars onLINE) é uma base de dados bibliográfica criada pela Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos (National Library of Medicine's - NLM), onde são indexadas publicações referentes a medicina, enfermagem, odontologia, medicina veterinária, saúde pública e cadeiras básicas (fisiologia, anatomia, bioquímica, etc). Através do MEDLINE se tem acesso as citações bibliográficas e resumos de autores de aproximadamente 4.000 periódicos correntes da área biomédica, publicados nos Estados Unidos e em 70 outros países, cobrindo mais de 10 milhões de registros de todo o mundo desde 1966, com predominância da língua inglesa. </li></ul>
    33. 33. Web of Science (http://www.webofscience.com) <ul><li>     Site com informações sobre artigos publicados, a partir de 1945, em mais de 8.400 periódicos especializados em todas as áreas do conhecimento (Ciências, Ciências Humanas e Sociais, Artes e Humanidades). De cada artigo, pode ser obtido o resumo, as referências e as citações. Da mesma forma, todas essas informações podem ser obtidas para aqueles artigos que citem ou sejam citados por um determinado artigo da base. O Web of Science só pode ser utilizado mediante assinatura, exceto quando feito através de Instituições de ensino público. </li></ul>
    34. 34. SCIELO (http://www.scielo.org) <ul><li>    A Scientific Electronic Library Online - SciELO é uma biblioteca virtual que abrange uma coleção selecionada de periódicos científicos brasileiros. A SciELO é a aplicação de um projeto de pesquisa da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo - FAPESP, em parceria com o Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde - BIREME. </li></ul><ul><li>    A interface SciELO proporciona acesso à sua coleção de periódicos através de uma lista alfabética de títulos, ou por meio de um índice de assuntos. A interface também propicia acesso aos textos completos. </li></ul>
    35. 35. Bireme (http://www.bireme.org) <ul><li>A BIREME têm como objetivo proporcionar acesso eqüitativo à informação científico-técnica em saúde, relevante e atualizada e de forma rápida, eficiente e com custos adequados.Os principais fundamentos que dão origem e suporte à existência da BIREME são os seguintes: </li></ul><ul><li>A necessidade de desenvolver a capacidade dos países da América Latina e do Caribe de operar as fontes de informação científico-técnica em saúde de forma cooperativa e eficiente. </li></ul><ul><li>A necessidade de promover o uso e de responder às demandas de informação científico-técnica em saúde dos governos, dos sistemas de saúde, das instituições de ensino e investigação, dos profissionais de saúde e do público em geral. </li></ul>
    36. 36. CAPES ( http://www.periódicos.capes. gov.br ) Òrgão do Ministério da Educação que disponibiliza, através de assinatura, lista de periódicos, com artigos completos, on-line.
    37. 37. Instruções para elaboração de trabalhos científicos
    38. 38. Endereços na Internet <ul><li>Como Preparar um Trabalho Científico </li></ul><ul><li>(http://www.usp.br/eef/lob) </li></ul><ul><li>Como preparar um projeto de pesquisa (http://www.usp.br/eef/lob) </li></ul><ul><li>Normas ABNT quase completas! (pdf file, 104 Kb) </li></ul><ul><li>(http://www.usp.br/eef/lob) </li></ul><ul><li>Normas para elaboração de dissertações e monografias (http://www.uniabc.br/pos_graduacao/normas.html) </li></ul>
    39. 39. <ul><li>Como Elaborar um Projeto de Pesquisa (http://www.nib.unicamp.br/slides/preparar1/) </li></ul><ul><li>Redação do texto e dicas de Português </li></ul><ul><li>Como Redigir um Trabalho Científico (http://www.nib.unicamp.br/slides/redacao/) </li></ul><ul><li>Struck’s Elements of Style (http://www.bartleby.com/141/) </li></ul><ul><li>Instructions to Authors in the Health Sciences (http://www.mco.edu/lib/instr/libinsta.html) </li></ul>
    40. 40. <ul><li>Modalidades de pesquisa </li></ul><ul><li>Quanto aos paradigmas: </li></ul><ul><li>Empírico-analítico (positivista) </li></ul><ul><li>Fenomenológico-hermenêutico </li></ul><ul><li>Crítico-dialético </li></ul><ul><li>Quanto à abordagem: </li></ul><ul><ul><li>quantitativa </li></ul></ul><ul><ul><li>qualitativa </li></ul></ul><ul><ul><li>Quanto ao nível: </li></ul></ul><ul><ul><li>descritiva </li></ul></ul><ul><ul><li>exploratória </li></ul></ul><ul><ul><li>explicativa </li></ul></ul>
    41. 41. Paradigmas <ul><li>Empírico-analítico (positivista): </li></ul><ul><li>Ex.: Relações entre o desempenho dos alunos das escolas públicas de 1o. Grau da cidade de Taguatinga-DF e o padrão sócio-econômico das famílias dos alunos, nível de escolaridade dos pais e sexo dos alunos. </li></ul><ul><li>Ênfase nas relações entre variáveis ou fenômenos que devem ser objetivamente medidos, com destaque para o apoio da estatística. </li></ul><ul><li>Fenomenológico-hermenêutico </li></ul><ul><li>Ex.: Quais são as causas, segundo a percepção dos dos pais e professores do desempenho dos alunos das escolas de 1o. Grau da cidade de Taguatinga-DF. </li></ul><ul><li>Ênfase nas percepções dos sujeitos e, sobretudo, salienta o significado que os fenômenos têm para as pessoas. Visão interpretativa. </li></ul><ul><li>Crítico-dialético </li></ul><ul><li>Ex.: Quais os aspectos históricos da evasão escolar nas escolas públicas no Brasil e suas relações e contradições no que se refere às escolas públicas de 1o. Grau da cidade de Taguatinga-DF. </li></ul><ul><li>Ênfase na historicidade do fênomeno; colocação do problema em um contexto de relações mais amplo, dinâmico e contraditório. </li></ul>
    42. 42. Pesquisa Quantitativa e Pesquisa Qualitativa <ul><li>Ciências </li></ul><ul><ul><li>Pesquisa qualitativa: Ciências Sociais e Humanas </li></ul></ul><ul><ul><li>Pesquisa quantitativa: Ciências Naturais e também nas Sociais </li></ul></ul><ul><li>Orientação da pesquisa </li></ul><ul><ul><li>Pesquisa qualitativa: compreensão, descoberta </li></ul></ul><ul><ul><li>Pesquisa quantitativa: relação causa-efeito </li></ul></ul><ul><li>Formas de raciocínio </li></ul><ul><ul><li>Pesquisa qualitativa: indutivo </li></ul></ul><ul><ul><li>Pesquisa quantitativa: dedutivo </li></ul></ul><ul><li>O problema e as hipóteses </li></ul><ul><ul><li>Pesquisa qualitativa: o problema é revisto durante o estudo e não há hipóteses a priori </li></ul></ul><ul><ul><li>Pesquisa quantitativa: problema e hipóteses definidos a priori. As hipóteses são testadas. </li></ul></ul>
    43. 43. <ul><li>Relação pesquisador-sujeito </li></ul><ul><ul><li>Pesquisa qualitativa: envolvimento, não-neutralidade </li></ul></ul><ul><ul><li>Pesquisa quantitativa: objetividade, neutralidade </li></ul></ul><ul><li>Os dados </li></ul><ul><ul><li>Pesquisa qualitativa: fenômenos não-quantificáveis </li></ul></ul><ul><ul><li>Pesquisa quantitativa: variáveis quantificáveis passíveis de mensuração </li></ul></ul><ul><li>Instrumentos de coleta de dados </li></ul><ul><ul><li>Pesquisa qualitativa: observação participante, entrevista não-diretiva, história de vida, análise de conteúdo </li></ul></ul><ul><ul><li>Pesquisa quantitativa: testes, observação simples, questionário. </li></ul></ul><ul><li>Análise dos dados </li></ul><ul><ul><li>Pesquisa qualitativa: busca a essência dos fenômenos. Interpretação de acordo com o contexto </li></ul></ul><ul><ul><li>Pesquisa quantitativa: métodos estatísticos e comparação com ouros estudos </li></ul></ul>
    44. 44. <ul><li>Pesquisas exploratórias </li></ul><ul><li>Geralmente a primeira etapa de uma pesquisa mais ampla. Tem o objetivo de proporcionar uma visão geral acerca de determinado fato, com vistas à elaboração de problemas mais precisos e hipóteses para estudos posteriores. </li></ul>Pesquisas descritivas Consiste na descrição de caraterísticas de determinada população ou fenômeno ou o estabelecimento de relações entre variáveis. <ul><li>Pesquisas explicativas </li></ul><ul><li>êm como preocupação central identificar os fatores que determinam ou que contribuem para a ocorrência dos fenômenos. Tenta explicar a razão das coisas, o porquê. Tipo mais delicado e complexo pois aumenta consideravelmente o risco de se cometer erros. </li></ul>
    45. 45. Tipos de pesquisas <ul><ul><li>experimental </li></ul></ul><ul><ul><li>não-experimental </li></ul></ul><ul><ul><li>bibliográfica </li></ul></ul><ul><ul><li>histórica </li></ul></ul><ul><ul><li>levantamento </li></ul></ul><ul><ul><li>participante ou pesquisa-ação </li></ul></ul>
    46. 46. PESQUISA EXPERIMENTAL <ul><li>Estudo na qual uma ou mais variáveis independentes são manipuladas e a influência de outras variáveis relevantes são controladas. </li></ul><ul><li>Características principais: </li></ul><ul><li>distribuição aleatória nos grupos </li></ul><ul><li>grupo controle e grupo experimental </li></ul><ul><li>manipulação de variáveis independentes </li></ul><ul><li>relação causa-efeito </li></ul><ul><li>controle rigoroso das variáveis </li></ul><ul><li>Principal vantagem dos experimentos: </li></ul><ul><li>maior certeza nas inferências </li></ul><ul><li>Críticas aos experimentos: </li></ul><ul><li>teste artificial de hipóteses </li></ul><ul><li>generalização limitada </li></ul><ul><li>Ex.: Efeitos da privação em cérebros de ratos </li></ul><ul><li>Efeitos de um programa de atividades físicas lúdicas nas capacidades físicas em crianças e adultos </li></ul>
    47. 47. PESQUISA DESCRITIVA (ou EX POST FACTO ou NÃO-EXPERIMENTAL ) <ul><li>Pesquisa na qual não é possível manipular variáveis ou designar sujeitos ou condições aleatoriamente. </li></ul><ul><li>Os fatos (ou variáveis) são observados, registrados, analisados e correlacionados, sem serem manipulados. </li></ul><ul><li>As variáveis independentes chegam ao pesquisador como estavam, já feitas. Desenvolvem-se naturalmente. </li></ul><ul><li>Menor incerteza nas inferências. </li></ul><ul><li>Menor controle. </li></ul><ul><li>Utilizada principalmente nas ciências humanas e sociais </li></ul><ul><li>Ex.: Privação nos 3 primeiros anos de vida e deficiência de aprendizagem na vida adulta </li></ul><ul><li>Influência dos fatores de personalidade no nível de ansiedade nas provas escolares </li></ul>
    48. 48. PESQUISA BIBLIOGRÁFICA <ul><li>Desenvolvida a partir de material já elaborado, constituído principalmente de livros e artigos científicos. </li></ul><ul><li>O pesquisador contrapõe os dados. </li></ul><ul><li>Permite ao investigador a cobertura de uma variedade de fenômenos muito mais ampla do que se poderia pesquisar diretamente. </li></ul><ul><li>Fontes secundárias </li></ul><ul><li>NÃO CONFUNDIR COM REVISÃO DE LITERATURA!! </li></ul><ul><li>Ex: </li></ul><ul><li>Efeitos do esporte competitivo e esporte educacional na auto-estima de crianças do ensino fundamental. </li></ul><ul><li>Personalidade dos pais e fatores de personalidade de crianças esportistas. </li></ul>
    49. 49. PESQUISA HISTÓRICA <ul><li>Os fatos são sintetizados e interpretados em relação ao período em que ocorreram. </li></ul><ul><li>Pode ser utilizada para mostrar desde como idéias, costumes, crenças e práticas sociais evoluem até na narrativa da vida de pessoas significantes. </li></ul><ul><li>Fontes de dados: </li></ul><ul><li>primários </li></ul><ul><li>secundários </li></ul><ul><li>Ex.: A questão do racismo no futebol brasileiro na década de 60. </li></ul><ul><li>História de vida de atletas olímpicos após o abandono do esporte de competição. </li></ul><ul><li>A inserção da E.F. nas séries iniciais das escolas públicas. </li></ul>
    50. 50. LEVANTAMENTOS <ul><li>Questionamentos diretamente às pessoas cujo comportamento (opiniões e atitudes) se deseja conhecer. A partir de análise quantitativa, obtém-se conclusões a respeito dos dados coletados. </li></ul><ul><li>Informações de todos os integrantes do universo pesquisado, tem-se o censo . </li></ul><ul><li>Principais vantagens: </li></ul><ul><li>conhecimento direto da realidade </li></ul><ul><li>economia e rapidez (volume de dados) </li></ul><ul><li>quantificação </li></ul><ul><li>Principais desvantagens: </li></ul><ul><li>aspectos perceptivos (subjetivos) </li></ul><ul><li>superficialidade </li></ul><ul><li>visão estática do fenômeno estudado </li></ul><ul><li>Ex.: Motivos da utilização de anabolizantes por freqüentadores de academias e atletas profissionais. </li></ul><ul><li>Níveis de crescimento (peso e estatura) em diferentes regiões do Brasil </li></ul><ul><li>Fatores de abandono precoce do esporte competitivo pelos atletas. </li></ul>
    51. 51. PESQUISA-AÇÃO E PESQUISA PARTICIPANTE <ul><li>Se opõem ao modelo clássico de pesquisa empírica. </li></ul><ul><li>Caracterizam-se pelo envolvimento dos pesquisadores e pesquisados no processo de pesquisa. </li></ul><ul><li>“ ...é um tipo de pesquisa social com base empírica que é concebida e realizada em estreita associação com uma ação ou com a resolução de um problema coletivo e no qual os pesquisadores e os participantes representativos da situação ou do problema estão envolvidos de modo cooperativo ou participativo.” </li></ul><ul><li>Ex.: </li></ul><ul><li>A utilização da dança como estratégia para a melhoria da auto-estima de crianças de rua. </li></ul>
    52. 52. PROBLEMAS DE PESQUISA <ul><li>Abrangência: </li></ul><ul><li>Mais gerais: Privação na infância produz deficiência? </li></ul><ul><li>Mais específicos: Privação (afetiva, alimentar, experiências motoras) durante a infância produz deficiência (mental, motora) de aprendizagem? </li></ul><ul><li>Fontes para a elaboração de problemas: </li></ul><ul><li>observação </li></ul><ul><li>literatura </li></ul>
    53. 53. Exemplos: <ul><li>Indivíduos destros e sinistros diferem em seu comportamento motor? </li></ul><ul><li>Crianças participantes de aulas com base no esporte educacional e esporte tradicional diferem quanto às capacidades físicas força e agilidade? </li></ul><ul><li>Crianças frustradas na infância tendem a ser agressivas quando adultos? </li></ul><ul><li>O reforço positivo por parte dos professores afeta o rendimento do aluno? </li></ul><ul><li>A tensão provocada pela competição afeta o desempenho? </li></ul>
    54. 54. <ul><li>VARIÁVEIS </li></ul><ul><li>Elementos aos quais podem ser atribuídos diferentes valores. Também chamadas de conceitos ou constructos. </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>DEFINIÇÕES OPERACIONAIS </li></ul><ul><li>Atribui significado a uma variável ou constructo especificando as operações necessárias para medi-la. </li></ul><ul><li>• VARIÁVEIS INDEPENDENTES: aquela (s) que influencia(m) outras variáveis. </li></ul><ul><li>• VARIÁVEIS DEPENDENTES: aquela(s) que é (são) influenciada(s) pela variável independente. </li></ul><ul><li>• VARIÁVEIS DE CONTROLE: controla ou mantém constante aspectos que não se deseja que influenciam no estudo. </li></ul><ul><li>• VARIÁVEIS MODERADORAS (ou categóricas): variáveis secundárias divididas em pelo menos duas categorias ou grupos. </li></ul>
    55. 55. HIPÓTESE <ul><li>É um enunciado das relações entre duas ou mais variáveis. Devem implicar a verificação empírica das relações enunciadas. </li></ul><ul><li>Semelhantes aos problemas. Os problemas são sentenças interrogativas e as hipóteses sentenças afirmativas. A diferença entre os dois é que as hipóteses tendem a ser mais específicas que os problemas para facilitar a verificação empírica. </li></ul><ul><li>Problema: Privação na infância pode levar à deficiência mental? </li></ul><ul><li>Hipótese: Se privação afetiva nos primeiros anos de vida então deficiência mental na vida adulta ( Se ..., então ...) </li></ul>
    56. 56. AMOSTRAGEM <ul><li>Universo ou população: Conjunto definido de elementos com características comuns. </li></ul><ul><li>Amostra: Subconjunto do universo ou da população, por meio do qual se estabelecem ou se estimam as características desse universo ou população. </li></ul>
    57. 57. TIPOS DE AMOSTRAGEM <ul><li>Probabilista (aleatória): Todos os elementos da população tem a mesma probabilidade (chance) de serem escolhidos para comporem a amostra. </li></ul><ul><li>Não-probabilista (não-aleatória): As probabilidades dos elementos da população serem selecionados não são as mesmas. </li></ul>
    58. 58. Amostragens probabilísticas: <ul><li>Simples </li></ul><ul><li>(ex.: sorteio, tabela de nos. aleatórios) </li></ul><ul><li>Sistemática </li></ul><ul><li>(ex.: no. Matrícula, ordem alfabética) </li></ul><ul><li>Estratificada – proporcional e não-proporcional </li></ul><ul><li>(ex.: porcentagem alunos diferentes cursos –UnB) </li></ul><ul><li>Conglomerados </li></ul><ul><li>(ex.: estudantes de diferentes Universidades) </li></ul><ul><li>Múltiplo estágio </li></ul><ul><li>(ex.: Universidades, cursos, alunos) </li></ul>
    59. 59. Amostragens não-probabilísticas: <ul><li>Intencional </li></ul><ul><li>(ex.: opinião de líderes) </li></ul><ul><li>Tipicidade </li></ul><ul><li>(ex.: programa de atividade física para crianças) </li></ul><ul><li>Por cotas </li></ul><ul><li>(ex.: levantamentos opiniões sobre determinado plano proposto) </li></ul>
    60. 60. <ul><li>QUAL DEVE SER O TAMANHO DA AMOSTRA ? </li></ul><ul><li>Regra 1. Quanto mais melhor... </li></ul><ul><li>Regra 2. Bom senso </li></ul><ul><li>Regra 3. O que for possível </li></ul><ul><li>Cálculo do tamanho da amostra: </li></ul><ul><li>amplitude do universo </li></ul><ul><li>nível de confiança estabelecido </li></ul><ul><li>erro máximo permitido </li></ul><ul><li>percentagem com que o fenômeno se verifica </li></ul><ul><li>populações finitas (até 100.000) </li></ul><ul><li>populações infinitas (> 100.000) </li></ul>
    61. 61. Instrumentos de coleta de dados
    62. 62. Entrevista <ul><li>A entrevista é um encontro entre duas pessoas que estão a fim de que uma delas obtenha informações mediante uma conversação de natureza profissional. </li></ul>Objetivos <ul><li>Determinação de opiniões sobre os “fatos”: Conhecer o que as pessoas pensam ou acreditam que os fatos sejam; </li></ul>
    63. 63. <ul><li>Determinação de sentimentos: Compreender a conduta de alguém, através de seus sentimentos e anseios; </li></ul><ul><li>Descoberta de planos de ação: Descobrir, por meio das definições individuais dadas, qual a conduta adequada em determinadas situações, a fim de prever qual seria a sua; </li></ul>Objetivos
    64. 64. <ul><li>Conduta atual ou do passado: Inferir que conduta a pessoa terá no futuro, conhecendo a maneira pela qual ela se comportou no passado ou se comporta no presente, em determinadas situações. </li></ul>Objetivos
    65. 65. <ul><li>Padronizada ou estruturada: É aquela em que o entrevistador segue um roteiro previamente estabelecido; as perguntas feitas aos indivíduos são predeterminadas; </li></ul><ul><li>Despadronizada ou não estruturada: O entrevistador tem liberdade para desenvolver cada situação, em qualquer direção, que considere adequada; </li></ul><ul><li>Entrevista focalizada: Há um roteiro de tópicos relativos ao problema que se vai estudar e o entrevistador tem a liberdade de fazer as perguntas que quiser; </li></ul>Tipos de entrevistas
    66. 66. <ul><li>Como qualquer técnica de coleta de dados, a entrevista oferece várias vantagens e limitações. </li></ul>Vantagens e limitações Vantagens <ul><li>Pode ser utilizada com todos os segmentos da população: analfabetos ou alfabetizados; </li></ul><ul><li>Fornece uma amostragem muito melhor da população geral: o entrevistado não precisa ler ou escrever; </li></ul>
    67. 67. <ul><li>Há maior flexibilidade, podendo o entrevistador repetir ou esclarecer perguntas, formular de maneira diferente; especificar algum significado, com garantia de estar sendo compreendido; </li></ul><ul><li>Oferece maior oportunidade para avaliar atitudes, condutas, podendo o entrevistado ser observado naquilo que diz e como diz: registro de reações, gestos, etc; </li></ul>Vantagens
    68. 68. <ul><li>Dá oportunidade para obtenção de dados que não se encontram em fontes documentais e que sejam relevantes e significativos; </li></ul><ul><li>Há possibilidade de conseguir informações mais precisas, podendo ser comprovada, de imediato, as discordâncias; </li></ul>Vantagens
    69. 69. <ul><li>Dificuldade de expressão e comunicação de ambas as partes; </li></ul><ul><li>Incompreensão, por parte do informante, do significado das perguntas, da pesquisa, que pode levar a uma falsa interpretação; </li></ul><ul><li>Possibilidade de o entrevistado ser influenciado, conscientemente ou inconscientemente, pelo questionador, devido a seu aspecto físico, suas atitudes, idéias, opiniões, etc; </li></ul>Limitações
    70. 70. <ul><li>Disposição do entrevistado em dar as informações necessárias; </li></ul><ul><li>Retenção de alguns dados importantes, recendo que sua identidade seja revelada; </li></ul>Limitações
    71. 71. <ul><li>Condições favoráveis: garantir ao entrevistado o segredo de suas confidencias e de sua identidade; </li></ul><ul><li>Preparação específica: Organizar roteiro ou formulário com as questões importantes. </li></ul>Preparação da entrevista
    72. 72. <ul><li>Quando o entrevistador consegue estabelecer certa relação de confiança com entrevistado, pode-se obter informações que talvez não fossem possíveis. Então, algumas medidas devem ser adotadas, como: </li></ul><ul><li>Contato inicial: Pesquisador entra em contato com entrevistado estabelecendo um relação amistosa, explicando a importância da entrevista; </li></ul><ul><li>Formulação de perguntas: As perguntas devem ser feitas de acordo com o tipo de entrevista; </li></ul>Diretrizes da entrevista
    73. 73. <ul><li>Registro de respostas: As respostas devem, se possível, anotadas no momento da entrevista; </li></ul><ul><li>Término da entrevista: A entrevista deve terminar como começou, isto é, em ambiente de cordialidade para que o entrevistador possa voltar a obter novos dados; </li></ul>Diretrizes da entrevista
    74. 74. <ul><li>É um instrumento de coleta de dados, constituído por uma série ordenadas de perguntas, que devem ser respondidas por escrito e sem a presença do entrevistador. </li></ul>Questionário
    75. 75. <ul><li>Economiza tempo, viagens e obtém grande número de dados; </li></ul><ul><li>Atinge maior número de pessoas simultaneamente; </li></ul><ul><li>Abrange uma área geográfica mais ampla; </li></ul><ul><li>Economiza pessoal, tanto em treinamento quanto em trabalho de campo; </li></ul><ul><li>Obtém respostas mais rápidas e precisas; </li></ul><ul><li>Há maior liberdade nas respostas em razão do anonimato; </li></ul><ul><li>Há mais segurança, em razão das respostas não serem identificadas; </li></ul>Vantagens
    76. 76. <ul><li>Há menos risco de distorção, pela não influência do pesquisador; </li></ul><ul><li>Há mais tempo para responder e em hora favorável; </li></ul><ul><li>Obtém respostas que materialmente seriam inacessíveis. </li></ul>Vantagens
    77. 77. <ul><li>Percentagem pequena de questionários que voltam; </li></ul><ul><li>Grande número de perguntas sem respostas; </li></ul><ul><li>Não pode ser aplicado a pessoas analfabetas; </li></ul><ul><li>Impossibilidade o informante em questões mal compreendidas; </li></ul><ul><li>A dificuldade da compreensão, por parte dos informantes, leva a uma uniformidade aparente; </li></ul>Desvantagens
    78. 78. Processo de elaboração <ul><li>Os temas escolhidos devem estar de acordo com os objetivos geral e específico; </li></ul><ul><li>O questionário deve ser limitado em extensão e finalidade. Se for muito longo, causa fadiga e desinteresse; se for curto demais, não oferece informações suficientes; </li></ul>
    79. 79. Processo de elaboração <ul><li>Indicação da entidade ou organização patrocinada da pesquisa; </li></ul><ul><li>Instruções definidas e notas explicativas, para que o informante tome ciência do que se deseja dele. </li></ul>
    80. 80. Desvantagens <ul><li>Na leitura de todas as perguntas, uma questão pode influenciar a outra; </li></ul><ul><li>A devolução tardia, prejudica o calendário ou sua utilização; </li></ul><ul><li>O desconhecimento das circunstâncias em que foram preenchido torna difícil o controle e a verificação; </li></ul><ul><li>Nem sempre é o escolhido quem responde o questionário, portanto, invalida-se as questões; </li></ul><ul><li>Exige um universo mais homogêneo. </li></ul>
    81. 81. <ul><li>Depois de redigido, o questionário precisa ser testado antes de sua utilização definitiva, aplicando-se alguns exemplares em uma pequena amostra escolhida. O pré-teste serve também para verificar se o questionário apresenta três importantes elementos: </li></ul><ul><li>Fidedignidade: Qualquer pessoa que o aplique obterá sempre os mesmos resultados; </li></ul><ul><li>Validade: Os dados recolhidos são necessários á pesquisa; </li></ul><ul><li>Operatividade: Vocabulário acessível e significado claro. </li></ul>O pré-teste
    82. 82. <ul><li>Perguntas abertas: Também chamadas livres ou não limitadas, são as que permitem ao informante responder livremente, usando linguagem própria, e emitir opiniões; </li></ul><ul><li>Perguntas fechadas ou dicotômicas: São aquelas que o informante escolhe entre duas opções, sim ou não; </li></ul><ul><li>Perguntas de múltipla escolha: São perguntas fechadas, mas que apresentam uma série de possíveis respostas, abrangendo várias facetas do mesmo assunto; </li></ul>Classificação das perguntas
    83. 83. Classificação das perguntas <ul><li>Perguntas com mostruário: As repostas possíveis estão estruturadas junto a pergunta, devendo o informante assinalar uma ou várias delas. Têm a desvantagem de sugerir respostas; </li></ul><ul><li>Perguntas de estimação ou avaliação: Consistem em emitir um julgamento através de uma escala, com vários graus de intensidade para um mesmo item. As respostas sugeridas são quantitativas e indicam um grau de intensidade crescente ou decrescente. </li></ul>
    84. 84. Classificação das perguntas <ul><li>Quanto ao objetivo as perguntas podem ser: </li></ul><ul><li>Perguntas de fato: Dizem respeito a questões concretas, tangíveis, fáceis de precisar. Portanto, se referem a dados subjetivos, como: idade, sexo, profissão, etc; </li></ul><ul><li>Perguntas de ação: Referem-se a atitudes ou ações tomadas pelo indivíduo; </li></ul><ul><li>Perguntas de ou intenção: Tentam averiguar o procedimento do indivíduo em determinadas circunstâncias; </li></ul>
    85. 85. Classificação das perguntas <ul><li>Perguntas de opinião: Representam a parte básica da pesquisa; </li></ul><ul><li>Perguntas-Índice ou perguntas-Testes: São utilizados sobre questões que suscitam medo. Quando formuladas diretamente, fazem parte daquelas consideradas socialmente inaceitáveis. </li></ul>
    86. 86. <ul><li>As deformações, na percepção das perguntas, podem sofrer quatro tipos de influências. </li></ul><ul><li>Conformismo ou deformação conservadora, que apresenta dois aspectos: </li></ul><ul><li> Tendência do grupo em responder afirmativamente: Propensão em aceitar situações de fato, resistindo a mudanças; </li></ul>Deformações das perguntas
    87. 87. <ul><li>Efeitos de certas palavras e estereótipos: O medo de determinadas palavras, em virtude de sua carga emocional, pode levar a distorções nas respostas; </li></ul><ul><li>Influência de personalidades; </li></ul><ul><li> O prestígio positivo: Aceitação de opiniões ou atitudes somente por serem atribuídas a alguma personalidade conhecida e respeitada pelo público; </li></ul><ul><li> O prestígio negativo: O informante rejeita as opiniões e atitudes precedentes de uma personalidade que se tenha desprestigiado. </li></ul><ul><li>Influência da simpatia ou da antipatia: A mesma pergunta obtém resultados diferentes, de acordo com o aspecto afetivo. </li></ul>Deformações das perguntas
    88. 88. <ul><li>Deve-se iniciar o questionário com perguntas gerais, chegando pouco às específicas (técnica do funil). Colocar no final, as questões de fato, para não causar insegurança; </li></ul><ul><li>As primeiras perguntas, de descontração do entrevistado, são chamadas de quebra-gelo, porque tem a função de estabelecer contato, colocando-o à vontade. </li></ul>Ordem das perguntas
    89. 89. Interpretação dos dados <ul><li>Na interpretação deve-se fazer uma análise das respostas para cada pergunta e depois relacionar as respostas entre as perguntas!! </li></ul>
    90. 90. Observação <ul><li>Meios: sistemática ou não-sistemática </li></ul><ul><li>Grau de participação do observador: </li></ul><ul><li>participante ou não-participante </li></ul><ul><li>Ambiente: campo ou laboratório </li></ul><ul><li>Principal vantagem: os fatos são observados diretamente, sem intermediação, reduzindo a subjetividade nas informações. </li></ul><ul><li>Desvantagem: pelo fato de estarem sendo observadas as pessoas podem modificar seu comportamento </li></ul>
    91. 91. Documentos <ul><li>Principais: </li></ul><ul><li>Registros estatísticos </li></ul><ul><li>Documentos pessoais </li></ul><ul><li>Comunicação de massa </li></ul><ul><li>primários (estatísticas, cartas, contratos, diários, gravura, fotografias, mapas) </li></ul><ul><li>secundários (radio, cinema, televisão, relatórios de pesquisas, livros) </li></ul><ul><li>Escritos ou outros (fotografias, imagens, objetos, canções folclóricas) </li></ul>
    92. 92. Testes <ul><li>Aplicar um teste significa medir, isto é, comparar com um critério determinado. </li></ul><ul><li>Consiste de uma medida objetiva e padronizada. </li></ul><ul><li>requisitos (validade, fidedignidade e padronização) </li></ul><ul><li>tipos: visuais, verbais, gráficos, motores </li></ul>
    93. 93. Análise e Interpretação dos Dados <ul><li>Análise: organizar e sumarizar os dados para fornecimento de respostas ao problema. </li></ul><ul><li>Interpretação: sentido mais amplo das respostas, ligação com conhecimentos anteriores. </li></ul><ul><li>Etapas do processo de análise e interpretação: </li></ul><ul><li>a- estabelecimento de categorias </li></ul><ul><li>b- codificação </li></ul><ul><li>c- tabulação </li></ul><ul><li>d- análise estatística </li></ul><ul><li>e- avaliação das generalizações </li></ul><ul><li>f- inferência de relações causais </li></ul>
    94. 94. <ul><li>Estabelecimento de categorias </li></ul><ul><li>um único princípio de classificação </li></ul><ul><li>conjunto de categorias exaustivo </li></ul><ul><li>categorias mutuamente exclusivas </li></ul><ul><li>(categoria residual) </li></ul><ul><li>( número de categorias não muito grande) </li></ul><ul><li>(suficientes p/ incluir todas as respostas) </li></ul><ul><li>Codificação </li></ul><ul><li>Processo pelo qual dados brutos são transformados em símbolos que possam ser tabulados. </li></ul><ul><li>Tabulação </li></ul><ul><li>Processo de agrupar e contar os casos que estão nas várias categorias de análise. </li></ul>
    95. 95. Estatística (Descritiva e Inferencial) <ul><li>1. Descritiva </li></ul><ul><li>Medidas de tendência central: Média, mediana, moda </li></ul><ul><li>Medidas de dispersão (variabilidade): Desvio-padrão, erro padrão, coeficiente de variação, variância </li></ul>
    96. 96. 2. Inferencial <ul><li>Diferenças entre dois grupos </li></ul><ul><li>Teste-t para amostras independentes </li></ul><ul><li>Teste-t para amostras dependentes </li></ul><ul><li>Serve para verificar se “as diferenças observadas se devem à variável testada ou devido a variáveis estranhas ao estudo” </li></ul><ul><li>H 0 :  a =  b ou H a :  a   b </li></ul>
    97. 97. <ul><li>Exemplos: </li></ul><ul><li>amostras dependentes: </li></ul><ul><li>Crianças desnutridas que recebem uma dieta adequada e estimulação motora melhoram sua capacidade cognitiva? </li></ul><ul><li>amostras independentes: </li></ul><ul><li>A cadência durante o andar é diferente entre meninos e meninas de 6 a 10 anos de idade? </li></ul>
    98. 98. Diferenças entre dois grupos ou mais Análise de variância (ANOVA) Exemplo: Há diferença na velocidade de crescimento entre a 1a. Infância, 2a. Infância e adolescência?
    99. 99. Correlação entre variáveis: <ul><li>Regressão linear: verificar se uma variável se altera em relação á uma outra </li></ul><ul><li>Exemplo: Como a estatura se modifica em relação à idade dos 3 aos 16 anos? </li></ul>

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