O Cotidiano Da EducaçãO Infantil

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Apresentação elaborada para o Curso: O Cotidiano na Educação Infantil". Local GERD-Joaçaba/SC

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    https://sites.google.com/site/andreluizbernardesarticles/home/50_poucas_dicas_promover_blog_site

    01.COMPARTILHANDO REFERÊNCIAS ÚTEIS —
    http://www.slideshare.net/bernardes/50-e-poucas-dicas

    02.ASSINATURA EM E-MAILS, ARTIGOS E COMENTÁRIOS —
    http://www.slideshare.net/bernardes/50-e-poucas-dicas-02assinatura-em-emails-artigos-e-comentrios

    03.COMENTE TUDO, NÃO SEJA TÍMIDO —
    http://www.slideshare.net/bernardes/50-e-poucas-dicas-03
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O Cotidiano Da EducaçãO Infantil

  1. 1. O COTIDIANO NA EDUCAÇÃO INFANTIL
  2. 2. <ul><li>A efetivação da Lei 11.274 de 06 de fevereiro de 2006, passa a incluir as crianças com 06 anos de idade no Ensino Fundamental e amplia o Ensino Fundamental para 09 anos. </li></ul>
  3. 3. <ul><li>É preciso re-dimensionar , re-estruturar e repensar o Ensino Fundamental, para ser adequado à faixa etária e para que mais um ano de ensino obrigatório, democratize o ensino, e promova a inclusão e diminua as desigualdades. </li></ul>
  4. 4. <ul><li>A efetivação desta Lei, é uma oportunidade única de se pensar a escola, espaço, tempo e currículo – não só para as crianças de 06 anos, mas para as de 07, 08, 09 e 10 anos de idade. </li></ul>
  5. 5. <ul><li>A Educação Infantil, com suas práticas pedagógicas, que visam ao desenvolvimento integral das crianças, focadas nas linguagens, na expressão, no espaço do brincar, na apropriação interdisciplinar de conhecimentos... </li></ul>
  6. 6. <ul><li>E com seu sistema de avaliação de acompanhamento e registro do desenvolvimento das crianças têm muito a contribuir em diálogo com o Ensino Fundamental. </li></ul>
  7. 7. <ul><li>A cada dia, são mais recorrentes os estudos que apontam a importância dos primeiros anos de vida para o desenvolvimento da criança. </li></ul>
  8. 8. <ul><li>Conforme documentos da UNICEF sobre a situação da infância no Brasil (2001) descobertas têm demonstrado convincentemente que a primeira infância, desde a gestação, é a fase mais crítica da pessoa no que diz respeito ao seu desenvolvimento biológico, cognitivo, emocional e social. </li></ul>
  9. 9. <ul><li>E mais: </li></ul><ul><li>As crianças que freqüentam uma Educação Infantil de boa qualidade obtém melhores resultados em testes de desenvolvimento e em seu desempenho no Ensino Fundamental. </li></ul>
  10. 10. <ul><li>Cabe ainda ressaltar que no mundo contemporâneo, diferentemente do passado, freqüentar espaços de Educação Infantil não se relaciona mais à classe social, não são apenas os filhos das mulheres trabalhadoras que precisam de uma instituição para cuidar e educá-los. </li></ul>
  11. 11. <ul><li>As mudanças sociais têm conferido à Educação Infantil um papel importante na vida das crianças, fazendo parte da socialização das crianças de qualquer classe social. </li></ul>
  12. 12. <ul><li>Sendo assim, as crianças passam a ter seu cotidiano regulado por uma instituição educativa. Lugar de socialização, de convivência, de trocas, de interações, de afetos, de ampliação e inserção sociocultural. </li></ul>
  13. 13. <ul><li>De constituição de identidades e de subjetividades, neste lugar, partilham situações, experiências, culturas, rotinas, cerimônias institucionais, regras de convivência, estão sujeitas a tempos e espaços coletivos, bem como a graus diferentes de restrições e controle dos adultos. </li></ul>
  14. 14. <ul><li>Ter acesso à Educação Infantil é um direito constitucional das crianças desde que nascem, um direito que abarca outros direitos, na medida em que inclui a proteção das crianças sem seus aspectos mais integrais. </li></ul>
  15. 15. <ul><li>Nos processos interativos as crianças não apenas recebem e se formam, mas também criam e transformam, são constituídas na cultura e também são produtoras de cultura... </li></ul>
  16. 16. <ul><li>Uma proposta se efetiva em espaços e tempos, através de atividades realizadas por crianças e adultos em interação. </li></ul>
  17. 17. <ul><li>As condições do espaço, organização dos recursos, diversidade de ambientes internos e ao ar livre, adequação, limpeza são fundamentais à uma boa escola de Educação Infantil... </li></ul>
  18. 18. <ul><li>A brincadeira é fundamental para a criança interagir e construir conhecimentos sobre si mesma e sobre a realidade que a cerca. </li></ul>
  19. 19. <ul><li>Um trabalho de qualidade para as crianças pequenas exige ambientes aconchegantes, seguros, estimulantes, desafiadores, criativos, alegres e divertidos, onde as atividades elevem sua auto-estima e agucem sua curiosidade nata... </li></ul>
  20. 20. <ul><li>Os espaços para as atividades precisam ser compreendidos como espaços sociais, onde o educador tem papel decisivo, não só na organização mas também em sua postura, na forma de mediar as relações, ouví-las instigá-las. </li></ul>
  21. 21. <ul><li>Porém, o fato de as instituições de Educação Infantil serem entendidas como espaços-ambientes educativos não significa adotar o modelo escolar vigente. </li></ul>
  22. 22. <ul><li>Este modelo costuma ter uma prática pedagógica voltada para conteúdos segmentados e fragmentados e atividades dirigidas por professores com alunos cumprindo tarefas e passando grande parte dentro de uma sala de aula. </li></ul>
  23. 23. <ul><li>Este modelo têm sido questionado... </li></ul><ul><li>Trata-se de pensar um trabalho que vincule o lúdico ao educativo, que entenda o pedagógico como cultural, que desconstrua a idéia de aluno, de aula e conceba o sujeito criança... </li></ul>
  24. 24. FUNÇÕES E PROPOSTAS <ul><li>“ Cresci brincando no chão, entre formigas. De uma infância livre e sem comparamentos. Eu tinha mais comunhão com as coisas do que comparação. Porque se a gente fala a apartir de ser criança, a gente faz comunhão:de um orvalho e sua aranha, de uma tarde e suas garças, de um pássaro e sua árvore”. (Manuel Barros) </li></ul>
  25. 25. Atenção ao histórico dos pré-escolares... <ul><li>As políticas educacionais da década de 70, pautaram-se na educação compensatória, com vistas à compensação de carências culturais, deficiência lingüísticas e defasagens afetivas das crianças provenientes de classes populares... </li></ul>
  26. 26. <ul><li>Influenciados por programas desenvolvidos nos EUA e na Europa, documentos oficiais do MEC e Pareceres do então Conselho Federal de Educação, defendiam a idéia de que a pré-escola poderia salvar a escola dos problemas relativos ao fracasso escolar... </li></ul>
  27. 27. <ul><li>Nos anos 1980 e 1990, a Educação Infantil passa a ser considerada como a primeira etapa da Educação Básica, onde o Estado e os Municípios passam a oferecer creches e pré-escolas (assegurado a opção da família) como melhoria da qualidade de vida da população.. . </li></ul>
  28. 28. <ul><li>Mais: Ver ECA, LDB, Constituição Federal. </li></ul>
  29. 29. <ul><li>A partir de 2000, a Educação Infantil passa a ser vista como uma necessidade da sociedade, caracterizando-se por um espaço de socialização, de troca, de ampliação de experiências e conhecimentos, de acesso a diferentes produções culturais. </li></ul>
  30. 30. <ul><li>Entretanto, a Educação Infantil, segundo o próprio MEC (1996) , nasce de uma intencionalidade educativa explicitada num currículo pré-estabelecido. </li></ul>
  31. 31. <ul><li>Acreditar que uma proposta se efetiva em espaços e tempos, através de atividades realizadas por crianças e adultos em interação. </li></ul>
  32. 32. <ul><li>As condições do espaço, organização, recursos, diversidades de ambientes internos e ao ar livre, adequação, limpeza, segurança , são fundamentais, mas é nas relações que os sujeitos estabelecem que o espaço físico deixa de ser um material construído e adquire condições de ambiente. </li></ul>
  33. 33. <ul><li>Um trabalho de qualidade para as crianças pequenas exige ambientes aconchegantes, seguros, estimulantes, desafiadores, criativos, alegres e divertidos, onde as atividades valorizem e ampliem suas experiências e seu universo cultural. </li></ul>
  34. 34. <ul><li>Ambientes que se abram às brincadeiras, que é o modo como as crianças dão sentido ao mundo, produzem histórias, criam cultura, experimentam e fazem arte. </li></ul>
  35. 35. <ul><li>A brincadeira é fundamental para a criança interagir e construir conhecimentos sobre si mesma e sobre a realidade que a cerca. </li></ul>
  36. 36. <ul><li>Segundo Vygotsky (1993), na brincadeira a criança comporta-se de forma mais avançada do que nas atividade de vida real. </li></ul>
  37. 37. <ul><li>Além disso, a brincadeira fornece ampla estrutura para mudanças das necessidades e da consciência pois nela as crianças ressignificam o que vivem e sentem. </li></ul>
  38. 38. <ul><li>Carlos Drummond de Andrade assim retrata esse momento lúdico: </li></ul><ul><li>“ Brincar não é perder tempo, é ganhá-lo. É triste ter meninos sem escola, mas, mais triste é vê-los enfileirados em salas, com exercícios estéreis, sem valor para a formação humana .” </li></ul>
  39. 39. <ul><li>Howard Gardner assim se posiciona: </li></ul><ul><li>Brincar é um componente crucial do desenvolvimento, pois, através do brincar a criança é capaz de tornar manejáveis e compreensíveis os aspectos esmagadores e desorientadores do mundo. </li></ul>
  40. 40. <ul><li>Na verdade o brincar, é um parceiro insubstituível do seu desenvolvimento, seu principal motor. Em seu brincar, a criança pode experimentar comportamentos, ações percepções sem medo de represálias ou fracassos, tornando-se assim, mais bem preparada para quando o seu comportamento ‘contar’... </li></ul>
  41. 41. <ul><li>Para Bruno Bettelheim, através da brincadeira de uma criança podemos compreender como ela vê, constrói o mundo – o que ela gostaria que ele fosse, suas preocupações e que problemas a estão assediando. </li></ul>
  42. 42. <ul><li>Pela brincadeira ela expressa o que teria dificuldade de colocar em palavras. </li></ul><ul><li>Nenhuma criança brinca só para passar o tempo... Sua escolha é motivada por processos íntimos, desejos, problemas, ansiedades... </li></ul>
  43. 43. <ul><li>O que está acontecendo com a mente da criança, determina suas atividades lúdicas; brincar é sua linguagem secreta, que devemos respeitar mesmo se não a entendemos... </li></ul>
  44. 44. <ul><li>O movimento, o jogo, a ação corporal e a vivência das sensações constituem um elo entre o eu, o mundo e os outros, sendo este o primeiro plano de um fazer mental e expressivo. </li></ul>
  45. 45. <ul><li>Durante toda infância, atividades corporais, movimentos específicos, brincadeiras, constituem meios insubstituíveis para o desenvolvimento pessoal nas esferas motora, afetiva e cognitiva. </li></ul>
  46. 46. <ul><li>Com isso pode-se afirmar que são os educadores que dão o tom ao trabalho, que reforçam ou não a capacidade crítica e a curiosidade das crianças, que as aproximam dos objetos e das situações, que acreditam ou não nas suas possibilidades. </li></ul>
  47. 47. <ul><li>São os educadores que fazem a ponte com as famílias e a comunidade, que promovem a troca sobre o desenvolvimento, as conquistas e as necessidades das crianças, que esclarecem os pais sobre assuntos que dizem respeito à infância. </li></ul>
  48. 48. <ul><li>Por sua vez o fato de as instituições de Educação Infantil serem entendidas como espaços-ambientes educativos, não significa adotar o modelo escolar vigente, que costuma ter uma prática pedagógica voltada para conteúdos segmentados e fragmentados. </li></ul>
  49. 49. <ul><li>Pensar o trabalho que vincule o lúdico ao educativo, que entenda o pedagógico como cultural, que desconstrua a idéia de aluno, de aula e conceba o sujeito criança, num espaço de convívio coletivo e onde as mais diversas relações possam se estabelecer é a idéia fundamental nesta nova Prática Pedagógica. </li></ul>
  50. 50. <ul><li>Então cabe-nos indagar: </li></ul><ul><li>Como tem sido organizado o cotidiano das crianças na Educação Infantil? </li></ul><ul><li>Em que medida as crianças pequenas participam das rotinas, alteram e transformam as regras, os tempos e espaços instituídos? </li></ul><ul><li>Que espaços e tempos a escola abre aos pequenos? </li></ul>
  51. 51. <ul><li>O que as crianças produzem nas ações e interações que ali ocorrem? </li></ul><ul><li>Qual é o lugar da brincadeira e das diferentes linguagens e expressões artístico-culturais das crianças? </li></ul>
  52. 52. <ul><li>Por fim devemos pensar que na Educação Infantil é um lugar privilegiado de trocas, de expressão, de ampliação de experiências, de produção de conhecimento, de vivência de afetos e sentimentos, de conquistas e desenvolvimento pleno de suas potencialidades. </li></ul>
  53. 53. CAROS PROFESSORES (AS) <ul><li>Neste espaço lúdico, preparamos o aluno, o cidadão, aquele que vai desencadear toda mudança cognitiva em suas aquisições de experiências significativas. </li></ul>
  54. 54. <ul><li>ENTÃO, MÃOS-À-OBRA! </li></ul>
  55. 55. BIBLIOGRAFIA <ul><li>O Cotidiano na Educação Infantil. </li></ul><ul><li>Boletim 23. Novembro 2006. Salto para o Futuro. </li></ul>
  56. 56. Palestrante <ul><li>RITA MARIA COSTENARO PETRY </li></ul><ul><li>MESTRA EM EDUCAÇÃO </li></ul><ul><li>Supervisora de Educação Básica e Profissional </li></ul><ul><li>GERED - Joaçaba </li></ul>
  57. 57. ABRAÇO A TODAS (OS) OBRIGADO!

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