Logistica Global

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Logistica Global

  1. 1. Logística Global <ul><li>Panorama Internacional </li></ul><ul><li>Regimes Aduaneiros </li></ul><ul><li>Canais de distribuição </li></ul><ul><li>Classificação de Mercadorias </li></ul><ul><li>Formação de preços e INCOTERMS </li></ul><ul><li>Modalidades de Pagamento </li></ul><ul><li>Documentação </li></ul>
  2. 2. PANORAMA http://www.desenvolvimento.gov.br
  3. 3. Balanço de pagamentos Balanço de pagamentos é um instrumento da contabilidade social referente à descrição das relações comerciais de um país com o resto do mundo . Ele registra o total de dinheiro que entra e sai de um país , na forma de importações e exportações de produtos, serviços, capital financeiro, bem como transferências comerciais. É elaborada pelo Banco Central, uma vez que este é o órgão responsável por gerir as reservas do país, sendo apresentada anualmente.
  4. 4. ESTRUTURA DE UM BALANÇO DE PAGAMENTOS 1 - Balança Comercial ( A - B ) A - Exportações B - Importações 2 - Balança de Serviços *fretes *seguros *viagens internacionais *royalties *remessa de lucros *juros ao exterior *outros serviços ao exterior 3 - Transferências Unilaterais (remessa de residentes no exterior, doações, etc) 4 - Transações correntes ( 1 + 2 + 3 ) 5 - Movimento de Capitais *amortizações *investimentos *empréstimos *outros 6 - Erros e omissões 7 - Saldo do Balanço de Pagamentos ( 4 + 5 + 6 )
  5. 5. Regimes Aduaneiros
  6. 6. Regimes Aduaneiros <ul><li>É o conjunto de procedimentos ou regras previstas em lei para efetivar uma importação ou exportação. </li></ul><ul><li>Podem ser: Regimes Aduaneiros Comuns ou Regimes Aduaneiros Especiais. </li></ul><ul><li>REGULAMENTO ADUANEIRO (Decreto n. 4.543/2002) e legislação complementar </li></ul><ul><li>http://www.desenvolvimento.gov.br/sitio/secex/opeComExterior/regAduTributos/regAduTributos.php </li></ul>
  7. 7. Regimes Aduaneiros Especiais <ul><li>São regras ou procedimentos que visam regular situações especiais no comércio de importação e exportação em um país. </li></ul><ul><li>Importância: traz vantagens financeiras ou operacionais para as empresas. </li></ul><ul><li>Via de regra, traz vantagens fiscais ao suspender ou impedir a cobrança de tributos. </li></ul>
  8. 8. Drawback <ul><li>Permite a importação de insumos para industrialização de bens destinados à exportação, sem incidência de tributos . Pode ser: </li></ul><ul><ul><li>suspensão </li></ul></ul><ul><ul><li>restituição </li></ul></ul><ul><ul><li>isenção </li></ul></ul>
  9. 9. Admissão ou franquia temporária <ul><li>Permite a entrada de produtos estrangeiros com suspensão de tributos. </li></ul><ul><li>Prazo: 1 ano, prorrogável por mais 1. </li></ul><ul><li>Exemplos: </li></ul><ul><ul><li>Feiras, congressos e eventos internacionais </li></ul></ul><ul><ul><li>Competições ou exposições esportivas </li></ul></ul><ul><ul><li>Promoção comercial </li></ul></ul><ul><ul><li>Prestação, por técnico estrangeiro, de assistência técnica a bens importados em virtude de garantia </li></ul></ul><ul><ul><li>Outros bens definidos na IN nº 285/2003 da SRF </li></ul></ul>
  10. 10. Exportação temporária <ul><li>Permite a saída e futuro regresso de produtos nacionais ou nacionalizados, não havendo a incidência de impostos . </li></ul><ul><li>Prazo: 1 ano, prorrogável por mais 1. </li></ul><ul><li>Exemplos: </li></ul><ul><ul><li>Feiras, congressos e eventos nacionais </li></ul></ul><ul><ul><li>Competições ou exposições esportivas </li></ul></ul><ul><ul><li>Promoção comercial </li></ul></ul><ul><ul><li>Prestação de assistência técnica a bens exportados em virtude de garantia </li></ul></ul><ul><ul><li>Atividades temporárias de interesse da agropecuária </li></ul></ul><ul><ul><li>Outros bens definidos na IN nº 319/2003 da SRF </li></ul></ul>
  11. 11. Trânsito Aduaneiro <ul><li>Permite o transporte de mercadorias de um ponto a outro do território aduaneiro, com suspensão de tributos . </li></ul><ul><li>Exemplo: </li></ul><ul><ul><li>Transporte rodoviário de mercadorias do Uruguai para o Paraguai, passando pelo território brasileiro. </li></ul></ul>
  12. 12. Entreposto Aduaneiro <ul><li>Permite o depósito de mercadorias em local determinado do território aduaneiro, com suspensão de tributos . </li></ul><ul><li>Pode ser direto (produtos discriminados pela SRF) ou indireto (produtos da pauta de importação autorizados pela SRF) </li></ul><ul><li>Prazo: 1 ano prorrogável por até 3. </li></ul><ul><li>Exemplo: </li></ul><ul><ul><li>Mercadoria acondicionada no Porto de Santos que aguarda embarque para a Argentina </li></ul></ul>
  13. 13. Entreposto Industrial <ul><li>Permite importar insumos para a industrialização que deverão ser destinadas ao mercado externo, com suspensão de tributos . </li></ul><ul><li>Os produtos industrializados podem ser destinados ao mercado interno desde que haja o recolhimento dos tributos devidos. </li></ul><ul><li>Exemplo: </li></ul><ul><ul><li>Importação de polipropileno para fabricação e exportação de sacolas plásticas </li></ul></ul>
  14. 14. Zonas Francas <ul><li>Áreas de livre comércio de importação e exportação. </li></ul><ul><li>Há isenção de tributos </li></ul><ul><li>Visa promover o desenvolvimento econômico e social de certas regiões </li></ul><ul><li>Situadas nas imediações de portos marítimos, fluviais ou aéreos </li></ul>
  15. 15. CANAL DE DISTRIBUIÇÃO
  16. 16. Uma rede (sistema) organizada de órgãos e instituições que executam todas as funções necessárias para ligar os produtores aos usuários finais. Peter D. Bennet, org., Dictionary of Marketing Terms, 2a. Ed., Chicago, American Marketing Association, 1995, p. 44 CANAIS DE DISTRIBUIÇÃO
  17. 17. FUNÇÕES REALIZADAS POR INTERMEDIÁRIOS Funções Transacionais Operação Compra Descrição Comprar produtos a fim de revendê-los. Logísticas Facilitação Venda Riscos Concentração Armazenamento Organização Distribuição física Financiamento Graduação Pesquisa de marketing Promover produtos para clientes potenciais e solicitar pedidos. Assumir os riscos comerciais da propriedade de bens que podem se deteriorar, ser danificados ou tornar-se obsoletos. Trazer bens de vários lugares para um único ponto de venda. Manter estoques e proteger os bens de maneira a satisfazer as necessidades dos consumidores. Comprar bens em quantidade e dividi-los de forma apropriada aos consumidores – o que envolve aspectos como: acumulação, distribuição, combinação e classificação. Mover bens fisicamente de onde são fabricados para onde são comprados ou usados – transporte, armazenagem etc. Proporcionar créditos ou fundos para facilitar uma transação. Inspecionar produtos e classificá-los em categorias com base na qualidade. Reunir e transmitir informações sobre condições do mercado, vendas esperadas, tendências e forças competitivas.
  18. 18. CANAIS DE DISTRIBUIÇÃO TÍPICOS PARA BENS DE CONSUMO Canal direto Produtor Canais indiretos Consumidores Consumidores Consumidores Consumidores Varejistas Varejistas Varejistas Atacadistas Atacadistas Agentes Produtor Produtor Produtor
  19. 19. <ul><li>- Distribuidor / Vendedor direto </li></ul><ul><li>- Filial de vendas </li></ul><ul><li>Venda por correio </li></ul><ul><li>Consórcio de Exportação </li></ul><ul><li>- Agente no exterior </li></ul><ul><li>- Rock Jobbing </li></ul><ul><li>Joint-Venture </li></ul><ul><li>Aquisições </li></ul>CANAIS DE DISTRIBUIÇÃO INTERNACIONAL Canal Direto
  20. 20. Canal Direto
  21. 21. CANAIS DE DISTRIBUIÇÃO INTERNACIONAL <ul><li>Buyer Agente </li></ul><ul><li>Broker </li></ul><ul><li>Piggy Back </li></ul><ul><li>Jobber </li></ul><ul><li>Agente de Venda </li></ul><ul><li>Trading Company </li></ul>Canal Indireto
  22. 22. Canal Indireto
  23. 23. CANAIS DE DISTRIBUIÇÃO INTERNACIONAL Joint Venture
  24. 24. CANAIS DE DISTRIBUIÇÃO INTERNACIONAL Licenciamento
  25. 25. Consumidor CANAIS DE DISTRIBUIÇÃO INTERNACIONAL
  26. 26. CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS
  27. 27. <ul><li>É a determinação, em uma tabela padronizada com códigos , do melhor enquadramento de uma mercadoria, dentro das regras estabelecidas , em um único código dentre os existentes. </li></ul>Classificação de Mercadorias
  28. 28. <ul><li>Sistema Harmonizado </li></ul><ul><li>SH é a “ linguagem universal do comércio ” </li></ul><ul><li>SH é utilizado em 179 países </li></ul><ul><li>SH cobre mais de 98% do comércio mundial </li></ul>Classificação de Mercadorias
  29. 29. Classificação de Mercadorias <ul><li>Composição de um código SH </li></ul><ul><li>0207.14 </li></ul><ul><ul><li>Capítulo 2 (Carnes e miudezas, comestíveis) </li></ul></ul><ul><ul><li>Posição 0207 (Carnes e miudezas, comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas, das aves da posição 0105) </li></ul></ul><ul><ul><li>- Subposição de 1º nível 0207.1 (De galos e de galinhas) </li></ul></ul><ul><ul><li>- - Subposição de 2º nível 0207.14 (Pedaços e miudezas, congelados) </li></ul></ul>
  30. 30. Classificação de Mercadorias <ul><li>Composição de um código SH </li></ul><ul><li>4407.24 </li></ul><ul><ul><li>Capítulo 44 (Madeira e obras de madeira) </li></ul></ul><ul><ul><li>Posição 4407 (Madeira serrada ou fendida longitudinalmente, cortada em folhas ou desenrolada, mesmo aplainada, polida ou unida por malhetes, de espessura superior a 6 mm) </li></ul></ul><ul><ul><li>- Subposição de 1º nível 4407.2 (De madeiras tropicais) </li></ul></ul><ul><ul><li>- - Subposição de 2º nível 4407.24 (Virola, Mahogany, Imbuia e Balsa) </li></ul></ul>
  31. 31. Classificação de Mercadorias <ul><li>Nomenclatura Comum do Mercosul - NCM </li></ul><ul><li>Tem como base o SH </li></ul><ul><li>Códigos de 8 dígitos </li></ul><ul><li>6 dígitos SH + 2 dígitos Mercosul </li></ul><ul><li>Dois dígitos são acrescentados para atender peculiaridades/interesses do comércio regional </li></ul>
  32. 32. <ul><li>0713 Legumes de vagem, secos, em grão, mesmo pelados ou partidos </li></ul><ul><li>0713.3 Feijões </li></ul><ul><ul><ul><li>0713.33 Feijão Comum ( Phaseolus vulgares ) </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>0713.33 .1 Preto </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>0713.33 .11 Para Semeadura </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>0713.33 .19 Outros </li></ul></ul></ul>NCM SH Estrutura do código NCM (NCM = SH + 2 dígitos Mercosul )
  33. 33. Classificação de Mercadorias <ul><li>NCM </li></ul><ul><li>8703 </li></ul><ul><li>8703.3 </li></ul><ul><li>8703.32 </li></ul><ul><li>8703.32.10 </li></ul><ul><li>DESCRIÇÃO </li></ul><ul><li>AUTOMÓVEIS DE PASSAGEIROS E OUTROS VEÍCULOS . . . </li></ul><ul><li>Outros veículos com motor de pistão, de ignição por compressão (diesel ou semidiesel) </li></ul><ul><li>- De cilindrada superior a 1.500 cm 3 mas não superior a 2.500 cm 3 </li></ul><ul><li>Com capacidade de transporte de pessoas sentadas inferior ou igual a 6, incluindo o condutor </li></ul>
  34. 34. Classificação de Mercadorias Por que classificar as mercadorias? <ul><li>Simplificação do comércio; </li></ul><ul><li>Acompanhamento estatístico; </li></ul><ul><li>Controle das importações e exportações; </li></ul><ul><li>Cobrança dos direitos aduaneiros e outros tributos; </li></ul>
  35. 35. CLASSIFICAÇÃO E MERCADORIAS <ul><li>A correta classificação na NCM define: </li></ul><ul><li>incidência de tributos; </li></ul><ul><li>acordos internacionais; </li></ul><ul><li>tratamento administrativo; </li></ul><ul><li>Secretaria da Receita Federal – SRF é a responsável pela classificação dos produtos na NCM </li></ul>
  36. 36. PORTARIA SECEX 15/2004 17.11.2004 livre contingenciada Sujeita a procedimentos especiais suspensa proibida Tratamento Administrativo
  37. 37. Formação de preços e Incoterms
  38. 38. Formação de preços Preço de Venda da Mercadoria no Mercado INTERNO P. Int. = CUSTOS TOTAIS + LUCRO + TRIBUTOS ICMS + PIS + CONFINS + Outros Custos Industrias Matéria Prima Mão de Obra Custos Ind. de Fab. Desp. Financeiras Desd. Administrativas Desp. de Comercialização
  39. 39. Formação de preços Preço de Venda da Mercadoria no Mercado EXTERNO P. Exp. = P. Int. – Tributos – Despesas I + Despesas II Observar as condições de venda – INCOTERMS http://www.aprendendoaexportar.gov.br (Simuladores) (-) Despesas I (+) Despesas II
  40. 40. I N C O T E R M S
  41. 41.  EXW (EX WORKS) - A partir do local de produção (local designado). - Menor obrigação para o vendedor.  FCA (FREE CARRIER) - Transportador livre (local designado). - Vendedor entrega os bens já desembaraçados para exportação ao transportador designado pelo comprador, no local mencionado. - Qualquer modalidade de transporte.  FAS (FREE ALONGSIDE SHIP) - Livre no costado do navio (porto de embarque designado) - Vendedor entrega os bens já desembaraçados no costado do navio, no porto de entrega designado. INCOTERMS
  42. 42.  FOB (FREE ON BOARD) - Livre a bordo do navio (porto de embarque designado). - Vendedor entrega os bens no momento em que os mesmos transpõem a amurada do navio, no porto de embarque designado. - Transporte marítimo.  CFR (COST AND FREIGHT) - Custo e frete (porto de destino designado). - Vendedor entrega os bens no momento em que os mesmos transpõem a amurada do navio no porto de embarque. - Vendedor deve pagar as despesas e o frete internacional necessários para levar a mercadoria até o porto de destino designado. - Transporte marítimo. INCOTERMS
  43. 43.  CIF (COST, INSURANCE AND FREIGHT) - Custo, seguro e frete (porto de destino designado). - Vendedor transfere os bens quando os mesmos transpõem a amurada do navio no porto de embarque. - Vendedor deve pagar os custos, frete internacional e seguro internacional necessários para levar os bens até o porto de destino designado. - Transporte marítimo.  CPT (CARRIAGE PAID TO) - Transporte pago até... (local de destino designado). - Vendedor entrega os bens ao transportador designado, e deve pagar o transporte necessário para levar os bens até o destino combinado. - Qualquer modalidade de transporte. INCOTERMS
  44. 44.  CIP (CARRIAGE AND INSURANCE PAID TO) - Transporte e seguros pagos até... (local de destino designado). - Vendedor transfere os bens ao transportador designado, porém o vendedor adicionalmente deve pagar as despesas de transporte e seguro necessárias para levar os bens até o local de destino designado. - Qualquer modalidade de transporte.  DAF (DELIVERED AT FRONTIER) - Entregue na fronteira (local designado). - Vendedor entrega os bens quando os mesmos forem disponibilizados para o comprador na chegada do meio de transporte combinado, sem descarregar , porém já desembaraçados, no ponto e local indicados na fronteira (do país de exportação) e antes da fronteira alfandegária do país limítrofe. INCOTERMS
  45. 45.  DES (DELIVERED EX SHIP) - Entregue a partir do navio (porto de destino designado). - Vendedor transfere os bens no porto de destino mencionado, a bordo do navio, sem estarem descarregados e sem estarem desembaraçados para importação. - Vendedor deve assumir todas as despesas e riscos relacionados com o transporte dos bens até o porto de destino antes de sua chegada neste local.  DEQ (DELIVERED EX QUAY) - Entregue a partir do cais (porto de destino designado). - O vendedor transfere os bens ao comprador quando os mesmos forem disponibilizados, sem ter acontecido o desembaraço de importação, no cais do porto de destino designado. - Transporte marítimo. INCOTERMS
  46. 46.  DDU (DELIVERED DUTY UNPAID) - Entregue direitos não pagos (local de destino designado). - Vendedor transfere os bens ao comprador, sem estarem desembaraçados para importação , no país importador, e sem serem descarregados de qualquer meio de transporte utilizado até o local de destino mencionado. - Qualquer modalidade de transporte.  DDP (DELIVERED DUTY PAID) - Entregue direitos pagos (local de destino designado). - Vendedor transfere os bens ao comprador, já desembaraçados para importação , no país importador, porém sem serem descarregados de qualquer meio de transporte no local de destino mencionado. - Máxima responsabilidade para o vendedor. INCOTERMS
  47. 47. Modalidades de Pagamentos
  48. 48. <ul><li>Pagamento Antecipado </li></ul><ul><li>Remessa sem Saque </li></ul><ul><li>Cobrança Documentaria </li></ul><ul><li>Carta de Crédito </li></ul><ul><li>Outros – Consignação, via Cartão de Crédito , pagamento em R$, etc. </li></ul>Modalidades de Pagamentos
  49. 49. O importador remete previamente o valor da transação, após o que, o exportador providencia a exportação da mercadoria e o envio da respectiva documentação. Do ponto de vista cambial, o exportador deve providenciar, obrigatoriamente, o contrato de câmbio, antes do embarque, junto a um banco, pelo qual receberá reais em troca da moeda estrangeira, cuja conversão é definida pela taxa de câmbio vigente no dia. Esta modalidade de pagamento não é muito freqüente, pois coloca o importador na dependência do exportador. 1 2 2 3 4
  50. 50. <ul><li>O importador recebe diretamente do exportador os documentos de embarque, sem o saque; promove o desembaraço da mercadoria na alfândega e, posteriormente, providencia a remessa da quantia respectiva diretamente para o exportador. </li></ul><ul><li>Esta modalidade de pagamento é de alto risco para o exportador, uma vez que, em caso de inadimplência, não há nenhum título de crédito que lhe garanta a possibilidade de protesto e início de ação judicial. No entanto, quando existir confiança entre o comprador e o vendedor, possui algumas vantagens, entre as quais: </li></ul><ul><li>a agilidade na tramitação de documentos; </li></ul><ul><li>a isenção ou redução de despesas bancárias </li></ul>1 2 3 4
  51. 51. Cobrança Documentaria Ao contrário das duas modalidades anteriores, a cobrança documentária é caracterizada pelo manuseio de documentos pelos bancos. Os bancos intervenientes nesse tipo de operação são meros cobradores internacionais de uma operação de exportação, cuja transação foi fechada diretamente entre o exportador e o importador, não lhes cabendo a responsabilidade quanto ao resultado da cobrança documentária. O exportador embarca a mercadoria e remete os documentos de embarque a um banco, que os remete para outro banco, na praça do importador, para que sejam apresentados para pagamento (cobrança à vista) ou para aceite e posterior pagamento (cobrança a prazo) . Para que o importador possa desembaraçar a mercadoria na alfândega, ele necessita ter em mãos os documentos apresentados para cobrança . Portanto, após retirar os documentos do banco, pagando à vista ou aceitando (assina, manifestando concordância) a cambial para posterior pagamento, o importador estará apto a liberar a mercadoria.
  52. 52. 1 1 2 3 4 5 6 7
  53. 53. Carta de Crédito A carta de crédito, também conhecida por crédito documentário , é a modalidade de pagamento mais difundida no comércio internacional, pois oferece maiores garantias, tanto para o exportador como para o importador. É um instrumento emitido por um banco (o banco emissor) , a pedido de um cliente (o tomador do crédito) . De conformidade com instruções deste, o banco compromete-se a efetuar um pagamento a um terceiro (o beneficiário) , contra entrega de documentos estipulados, desde que os termos e condições do crédito sejam cumpridos. Por termos e condições do crédito, entende-se a concretização da operação de acordo com o combinado, especialmente no que diz respeito aos seguintes itens: valor do crédito, beneficiário e endereço, prazo de validade para embarque da mercadoria, prazo de validade para negociação do crédito, porto de embarque e de destino, discriminação da mercadoria, quantidades, embalagens, permissão ou não para embarques parciais e para transbordo, conhecimento de embarque, faturas, certificados, etc . A carta de crédito é uma ordem de pagamento condicionada , ou seja, o exportador só terá direito ao recebimento se atender a todas as exigências por ela convencionadas.
  54. 54. O Pagamento por Carta de Crédito envolve: • Tomador : o importador que, após as negociações iniciais com o exportador,solicita a abertura da carta de crédito; • Banco Emissor : emite a carta de crédito conforme solicitação e instrução do importador, exigindo garantias; • Banco Avisador : aquele que apresenta ao beneficiário o texto da carta de crédito por solicitação do banco emitente; • Beneficiário : o exportador.
  55. 55. A Carta de Crédito deve explicitar as formas de pagamento, que poderão ser: • à vista : se a documentação estiver em ordem, o exportador recebe o pagamento de imediato; • por aceite de letra de câmbio: o banco sacado dará o aceite e devolverá a letra de câmbio ao exportador, que poderá negociar o seu desconto na rede bancária; • por diferimento : pagamento efetuado na data designada na carta de crédito; • Irrevogável : um crédito irrevogável constitui um compromisso firme do banco emitente, desde que os documentos estipulados sejam apresentados e os termos e condições do crédito sejam cumpridos. O seu cancelamento ou sua modificação serão permitidos apenas com a prévia anuência do exportador. • Transferível : o exportador (beneficiário) poderá transferir o valor ou parte do crédito para outros beneficiários. Para tanto, a carta de crédito deve ser declarada “transferível” de modo expresso. • Confirmada : a confirmação constitui um compromisso pessoal complementar dado ao beneficiário por um banqueiro de outro banco além do banco emitente. Isto significará um seguro adicional de que será pago o valor correspondente.
  56. 56. Carta de Crédito <ul><li>Condições para cumprimento: </li></ul><ul><li>Prazo para embarque: pode prescrever </li></ul><ul><li>Documentos: basicamente a fatura, o conhecimento de embarque (B/L) e apólice de seguro. </li></ul><ul><li>Valor e quantidade </li></ul><ul><li>Portos de origem e destino </li></ul><ul><li>Prazo para negociação </li></ul>
  57. 57. 1 2 3 4 4 5 6 7 8
  58. 58. Modalidades de Pagamentos MODALIDADE AGENTES VANTAGENS DESVANTAGENS PAGAMENTO ANTECIPADO Exportador • Isenção dos custos de cobrança, do risco de insolvência do importador; • Recursos a custo mais baixo; • Isenção de despesas com garantia para captação de ACC . • Assume o risco de variação cambial; • Variação do custo de matérias primas importadas; • Risco de gravames tributários. Importador • Transferência do risco de variação do preço do bem ao exportador; • Garantia de um fornecedor cativo. • Desencaixe de capital de giro antecipadamente ao embarque do bem; • Assume os riscos políticos/comerciais; • Atrasos por contigenciamento da exportação do produto.
  59. 59. Modalidades de Pagamentos MODALIDADE AGENTES VANTAGENS DESVANTAGENS REMESSA SEM SAQUE Exportador • Isenção/redução de despesas bancárias; • Maior agilidade na tramitação de documentos. • Assume o risco de inadimplência do importador. Importador • Isenção de despesas bancárias; • Recebimento de mercadoria sem aceite/pagamento da cambial; • Maior agilidade na tramitação de documentos. • Risco de extravio de documentação.
  60. 60. Modalidades de Pagamentos MODALIDADE AGENTES VANTAGENS DESVANTAGENS COBRANÇA DOCUMENTÁRIA Exportador • Garantia de que a mercadoria só será entregue ao importador, após este aceitar ou pagar o saque. • Assume o custo bancário da operação; • Assume o risco de inadimplência do importador. Importador • Intermediação da operação/tramitação de documentos, via banco, reduzindo-se o risco de extravio. • Liberação da mercadoria somente após o pagamento/aceite do saque .
  61. 61. Modalidades de Pagamentos MODALIDADE AGENTES VANTAGENS DESVANTAGENS CARTA DE CRÉDITO Exportador • Garantia do recebimento do valor da exportação, ao cumprir os termos e condições da carta de crédito. • Qualquer discrepância da carta de crédito, mesmo que irrelevante, inviabiliza o recebimento das divisas da exportação. Importador • Pagamento da operação somente quando cumpridos os termos e condições da carta de crédito. • Assume o custo real da carta de crédito; • Pagamento da importação, apenas contra os documentos em boa ordem da operação comercial.
  62. 62. Documentação
  63. 63. - Documentos referentes ao exportador - Inscrição no Registro de Exportadores e Importadores (REI) da SECEX/ MDIC - Documentos referentes ao Contrato de Exportação - Fatura Pro Forma; - Carta de Crédito; - Letra de Câmbio; e - Contrato de Câmbio. - Documentos referentes a mercadoria acompanham todo o processo de traslado da mercadoria: - Registro de Exportação no SISCOMEX; - Registro de Operação de Crédito (RC); - Registro de Venda (RV); - Solicitação de Despacho (SD);-Nota Fiscal; - Conhecimento de Embarque (Bill of Lading); - Fatura Comercial (commercial invoice);-Romaneio (packing list); - Outros documentos: Certificado de Origem, Legalização Consular, Certificado ou Apólice de Seguro, Borderô ou Carta de Entrega. Classificação dos Documentos
  64. 64. Para negociação com o potencial importador Fatura Proforma ou Pro Forma Invoice Controle governamental Registro de Exportação - RE Para fins fiscais e contabeis -Contrato de Câmbio -Comprovante de Exportação (CE) -Nota Fiscal -Certificado ou Apólice de Seguro -Fatura Proforma ou Pro Forma Invoice – Para embarque para o exterior Nota Fiscal Registro de Exportação - RE Fatura Comercial (Commercial Invoice) Romaneio de Embarque (Packing List) – -Conhecimento de Embarque Marítimo (Bill of Lading - B/L) -Conhecimento de Embarque Aéreo (Airway Bill - AWB) -Conhecimento de Transporte Rodoviário (CRT) Para negociação com o banco - Registro de operação de Crédito - RC -Fatura Comercial (Commercial Invoice) -Conhecimento de Embarque (Bill Of Lading - B/L) -Conhecimento de Embarque Marítimo (Bill of Lading - B/L) -Conhecimento de Embarque Aéreo (Airway Bill - AWB) -Conhecimento de Transporte Rodoviário (CRT) -Conhecimento de Transporte Ferroviário (TIF/DTA) -Carta de Crédito -Borderô -Certificado ou Apólice de Seguro -Romaneio de Embarque (Packing List) -Contrato de Câmbio -Certificado de Origem Utilização dos Documentos

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