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APOSTILA DE PISCICULTURA BASICA EM VIVEIROS ESCAVADOS
 

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    APOSTILA DE PISCICULTURA BASICA EM VIVEIROS ESCAVADOS APOSTILA DE PISCICULTURA BASICA EM VIVEIROS ESCAVADOS Document Transcript

    • 5 ) 4 3 2 1 0 ) ( & % $ # §  § ¤ ¦ ¤    § ¥ " ¥ ¤    ! © ¥  ¤ ¥ ¤ ¢  ¢ §   ¥   § ¨ § ¢   §   ¢ ¤  ¥ ¤  £ © §   ¤ ¥  § ¥   ¨     § © ¨ § ¦ ¤ ¥ ¤ £ ¢ ¡  APOSTILA DE CULTIVO DE PEIXES EM VIVEIROS ESCAVADOS
    • APOSTILA DE CULTIVO DE PEIXES EM VIVEIROS ESCAVADOS 6 7 8 9 @ A1. INTRODUÇÃO 12. CLASSIFICAÇÃO DA CRIAÇÃO QUANTO A SUA FINALIDADE. 23. CLASSIFICAÇÃO DA PISCICULTURA QUANTO AO SISTEMA DE CRIAÇÃO 2 3.1 Piscicultura extensiva 2 3.2 Piscicultura semi-intensiva 3 3.3 Piscicultura intensiva 34. QUANTIDADE DE ÁGUA NECESSÁRIA DE ACORDO COM O SISTEMA DE PRODUÇÃO 45. CONSTRUÇÃO DE TANQUES E VIVEIROS 4 5.1 CONDICIONANTES LOCACIONAIS 4 5.1.1 Topografia 4 5.1.2 Solo 5 5.1.3 Água 7 5.1.3.1 Propriedades qualitativas da água 8 5.1.3.2 Propriedades quantitativas da água 8 5.1.4 Determinantes Gerais 10 5.1.4.1 Tipos de tanques e viveiros 10 5.1.4.2 Forma e dimensões dos viveiros 10 5.1.4.3 Outras características importantes na construção dos viveiros 11 5.1.4.4 Entrada de água e canal de abastecimento 12 5.1.4.5 Saída de água e canal de deságüe 13 5.1.4.6 Tanque de decantação ou estabilização 156. ESPÉCIES CULTIVADAS NO BRASIL 157. ESCOLHA DAS ESPÉCIES PARA OS CULTIVOS 178. MANEJO PRODUTIVO 18 8.1 FLUXOGRAMA DO PROCESSO PRODUTIVO 18 8.2 DESCRIÇÃO DO PROCESSO PRODUTIVO 19 8.2.1 PREPARAÇÃO DOS VIVEIROS 19 8.2.1.1 CALAGEM E ADUBAÇÃO DOS VIVEIROS 19 8.1.1.2 ESCOLHA DOS ALEVINOS E O POVOAMENTO 21 8.1.1.3 ALIMENTAÇÃO E TRATAMENTO 21 8.1.1.4 DESPESCA 24
    • APOSTILA DE CULTIVO DE PEIXES EM VIVEIROS ESCAVADOS 8.1.1.5 SELEÇÃO E PESAGEM 259. QUALIDADE DE ÁGUA 25 9.1 Características físicas da água 25 9.2 Características químicas da água 26 9.3 Características biológicas 3010. MORFOLOGIA E FISIOLOGIA BÁSICA DOS PEIXES 31 10.1 MORFOLOGIA EXTERNA 31 10.2 ANATOMIA INTERNA 3111. ENFERMIDADES 32 11.1 Prevenção 32 11.2 Principais doenças na piscicultura 33 11.2.1 Bactérias 34 11.2.2 Fungos 34 11.2.3 Protozoários 34 11.2.4 Tremátodos 34 11.2.5 Crustáceos 35 11.2.6 Vermes 35 11.3 Formas de tratamento 35 11.3.1 Produtos Químicos 36 11.4 Diagnósticos e Tratamento 3712. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 38
    • # ¥ § ¢     £ © ¢    ¤ ¥   £   c  ¥   g ! § ¥ ¤ © ¨ § ¦  ¤  ¤  § ¢ § ¥ ¤ © ¨ § ¦  ¤  ¤  ¦ § • ¥ ¤  ¥   ¤ ¥ ¤  £ ¢  § ¢ ¦ § ¢ § ¥  ¢   ¥ ¤ ¢ £ §  ¢ § ©  ¥ ¤  ¥ ¥   ¤ E ¥ X ¥ ¤ ¨ £  §   S ¥ § D £ §  §   ¦ § ¤ E   ¢ ¤   D r Cria ou produção de alevinos: 2. CLASSIFICAÇÃO DA CRIAÇÃO QUANTO A SUA FINALIDADE€ # § © ¨ § £  ¦  ¤ £ § ¦ ¤  § © ¨ §   G § § § © ¢ ¤   ¤ ¦ § F £ ¦ £ ¨ £ ¦ §   ¥   ¥ §  ¥ § § ¥   £ ¨  C © P § " ¥   ¨ § ¤  ¢ © ¨ ¤  ¥   £ © ¨ §  § ¢  ¥  £ § ¦ "  © § ¢ ¢ ¤   ¦ ¢ ¤ G § ¥ ¤  £ ¨ y g ¢ ¤  ¤ ¥ ¤  £ ¦ H   ¥ § © ¨  F £  £ © ¢ § G § ¤ E    £    " §  £      ¤  § ¤ E   ¢ § ¤ E   F £  £ ©  " ¢  © ¨ § ¦ £   ¤  § ¨  ¦ §   £ ©  ¢   ¤  "   g ! § §  £      ¤   ¦  " ¦ § g   ¤ © ¥ § § §  £ ¥ ¨ § e ¤ ¦ ¤  ¥ ¤    f §  ¥ ¤ © ¨ § ¦ £ §  ¤ ¢  ¦   §  §   © ¥ § §   P ¤  § ¨  ¦ § ¥   £ © ! ¢  ¥  ¤  § © ¤  ¢ ¤ ©  ¤ ¢  ¤ §   ¦ C  ¦  © ¤ £ ¢ ! ¥ ¥ §  § ¨ x #  © § ¢ ¢ ¤   ¦ ¢ ¤ G § ¤   £      § ¥ ¤ E   © ¨    ¦ £ § ¤ © §  ¤ ¢  ¤ §   § © ¨ § ¦ ¤ ¥  © ¥   ¤ E ¨ P ¤  © ¨ ¤ w # § © ¨ § ¦   £ ¦ ¤ ¨ ¤  §  §  ! £  P ¤ E ¨  ¤ C ¤ © ¨ § ¦ £ ¨ § § ¢  ¦ § ¤ § ¥ ¤ ¨  ¢ © ¥ ¤ ¦ P ¢ ¤ ©  ¤ ¢  ¤    ¨  £ G ¨ ¤  ! ¢  §  £  £ ©   ¤ © ¨ § ¦   § ¨    ¡ # §  £  £ ©  ¤ ¢   ¢  ¢ ¤ I  § ¦ § ¤ E   © ¨    ¦ £ § ¥ ¤ © ¥   ¥ ¤ ¢  F £ ¦ £ © ¤ §  g § ¥ ¨ ¤  § ¥ P ¤ ¤ ¦ § © ¥ § v # ¥ £ §  ! £ G ¨ ¤  ¥   £ g u  ¤ ¨  § © § ¥   £ g u  ¤  § P ¥   £ G £ © ¨ § £  ¥ § d   ¦ ¢ ¤ G f ¨ £ ¦ §   § ¥   P  ¨ ¢ § ¤ ¦  £ ¢  I ¨ § g ¨ §  ¦  ¦ ¤  ¥ ¤ © §  ¤ ¢  § ¤ E   ¢ ¤    §  ¤ £ ¢ ! ¥ ¥ §  § ¨ C P ¤ ¥ ¥ £ ¢ ¤  P ¤   §  § ¤ © £  ¦ C ¥ ¤     ¥ § ¥ ¤ ¢ £ §  £  ¦ §   £ ©  ¤ ¢  §  £ ¨   ¦  § ¤ E   © ¨    ¦ £ § ¤ © ¥   ¤ §   § ¥ f §   h #   F £ ¨  g ¢ ¤ ¥ §  ¦ ¢ ¤ G § § I ¨ £ ¦   §  £  £ ©    ¨ £  §   ¦ ¤  F  G P   ¢ ¤    § ¦ §    £   c    £ © H  ¤   ¦  §  ©   G §   £ ©  ¤ ¢   £ §    ¤ E   ¢  ©  ¢ © ¥ § ¥ § P  £ g ¤  ¤ ¨  § © § § ¥ ¥   § ¢ P ¥ ¤  £ ¨  C © §  £  ¨ i ¢    P ¦ C ¢ ¤ p # §  £  £ ©   ¤  £ © £ ¥ ¤  ¤ © ¨ § ¦ £  ¥ § ¢  ¤ C ¤ ¥ ¥ £  £  ¨ i ¢ § G § t # ¥ ¤  £ © !    ¥ ¤ ¦ ¥ £ ¨  g ¢ ¤ ¥ ¤ ¢ ©  ¤ § ¥ § D £ §  § ¤  £ ©    ¤  ¢   ¤  £ © ! ¦ £   § ¤  £ ¢ H I   £  ¨ § © ¤  § ¦ ¢ ¤ ¨ § ¦  £  ¥ ¥ ¤  ¥ ! £ ¤ s § ¤  © ¥ r ¡ # §  £  £ ©   ¤ ¨ ¤ ¨    ¤  P ¤ ¦ ¥ § ¦ C ©  § ¤   ¦ H © ¥ § ¥ § ¤  ¢   §  P  £  ¨ i q  § ¥ ¨ ¤  ¢ ¤  § P ¥ ¤ F H   § ¢  ¢  © ¨ § ¥ § ¢    ¢ £  § ¤  P ¢  ¢ §  ¥ ¤ ¢  § ¥ C  ¨ £ ¤  §  £  £ ©   P ¤ £ ¢  ¢ © ¨ ¤  ¤ ¥   " ¤ E   ¤ ¢  §  ¦ § © ¥ £ ¥ ¤    ¨  ¢  g § ¥ P ¦ £ ¥ ¥  ¤ ¨ £ © ¨  ¢  g P ¤  £     § ¤   § ¨    ¦ §  ¢ § ¥ §  § ¤ © §  ¤ ¢  ¤ P   © ¨    ¦ £ § ¥ § © ¨  §   ¤ £ ¢ ! ¥ ¥ §  § ¨ C P   ¢ ¤    §   £ ©  ¤ ¢   £ §    ¦  §   ¤  f ¨ § §   §  £  £ ©   ¢ ©  ¤ ¢ §       ¤ ¦ ¤  P ¦ C ¢ ¤ p #  § ¢ !  ¨ ¥ § ¢ ¤ £ © ¥ §  ¨ £ F §     ¤ ¨ £  ¢ ©  ¦ i  ¥ ¤  £ ©  ¤ ¢  ¥ §  £ ¨ H ¥ ¤ ©   ¥  § h # ¤ £ ¢ !   §  ¤ ¢ g  ¢ ¤ © § ¥ ¤ ¤ ¢ © ¨ § ¤ E ¥ ¨ §  ¥  ¦ § §  £  £ ©   ¦  C  ¢  ©    £  ¥ £  B # § © ¢ ¤  ¥ § § ¢ § F    ¢   ¤ E  f  F £  £ ©   P § " ¤ ¦  ¥ ¨ ¤  ¤  ¢   ¥ ¤  £ © ! ¢  ¥ £  ¦ ¥ ¤ ©  ¤ ¢  ¥ ¤  ¤ ¨ § ¤ © ¨ § ¦ £  § ¢    ¤ " ¥  ¤ ¥ ¥ §  ¥  ¢  © ¨ § ¦ £   ¤ © f £  ! I ¤   ¨   ¦  " ¥ ¤ © ¨ § ¦  ¥ § ¢  § ¢ § ¤ © ¨ § ¦  ©  ¦ ¥ § " ¤ E  £   ¤  e ¤ ¦ ¤  P ©  © £  ! I ¤ ¥   £ © ¥ ! ¢ ¥ § d    £ G £ ¤ ¦ ¥  ¤ E ¥  ¢  ©    £  ¥ £      ©  ¤ © ¨ § ¦ £   ¤  ¨ § ¥ § ¤ ¤ ¨ §  § ¢ ¤   G ¤ E © ¥ § §   ¥ § ¢ ¤ ©  G ¥ ¤ ¢ ©  ¡ " ¥ ¤ ¨  Y ¥ ¤ ¦ £ ©  c ¥ ¤ ¨ a b b Q § b R R Q  ¤ E    § ¢ ¦ § a ` P Y ¦ §  ¤ © ¨ § ¦   ¤ ¢ £ §  £ ©   ¦ § X # ¨ ¤ © V R W # W V U # T Q § ¤ E   ¤ ¢  S Q R R Q ¦ § P §   ¥ ¤ ¢ £ §   ¥ §  ¥ §   ¤ © ¥ § ¥ ¤ ¤ E   § ¢   §  § © ¨ § ¦    £  ¨ £ ¢  P ¤ ¨  ¦  I ¤ ¦  ¥ ¨ ¤  ¤  ¢    ¨ H § © ¤ ¢  § § © ¨ ¤ G ¤ ¦ ¤  § © ¨  © ¢ ¤  ¦ £ ¥ £  ¦ F §     ¤ ¨  ¨ ¢ ¤ © § ¥ ¦ §  §     ¦ £ ¨  ¤ E   ¢ ¤   D § § ¤  £ © ¦  C  ¢  ©    £  ¥ £  B 1. INTRODUÇÃO APOSTILA DE CULTIVO DE PEIXES EM VIVEIROS ESCAVADOS
    • APOSTILA DE CULTIVO DE PEIXES EM VIVEIROS ESCAVADOS x  ¤ ¨ ¥ £ § ¢    G  ¥ § ¦  £ ¥    ¢  © £   " § ¨ © ¢ § ©  ¨ © ¤ P § D £ g § § ¦  ¨  G   ¤ ¢ !  §   ¤ ¢   §  £ ¨ ¤ ¥ ¨  ¢ § g £ f • E ¤ P ¦  £ ¤ ¢ § £    E ¤  ¤ ¢   ¢ © § ¤  ¢ ¤  © ¤ ¢ P ¦  £ ¤ ¢ ¤      E ¤ § ¦ E ¤ f § f ¤  ¢  § ¥  §  £   £ F   § £ ¨ ¥ f ©     d § ¥ § §   £   ¦ § ¨ © ¤ ¥ ¦  £ ¥  ¤ ¦   § D ¤ ¥ # ‚ ƒ „ … † ‡ ‚ ˆ ‰  „ ‘ †  ’ “ „  ‘ ’ ” •  ‘ ‚ “ ‚ – ƒ † ‘  — r D   ¤ ¢  f ¥ §       £  § § g  ¨ I ¤ §  § ¥ ¤ §  ¢ § ¥  £ ¦ § ¨ © ¤ ¤ ¥  ¨ £ ¦  £ ¥ P § ¨ g  ¤   ¨ ¤  G  ¥ § §  f •  §  £ ¨  g § ¦  © C ¤    © § # § ¨ ¤ ¥    ¢  © £     §   ¨ © § ¢ £ ¤ ¢ " § ¨ © ¢ § ©  ¨ © ¤ P   ¢   © § ¢ £ F  ¦ f ¥ §  ¤ ¢ § D £ g £ ¢ ¦ § ¨ ¤ ¢ § £    E ¤ ¤  £ ¥ f • ˜  £    © ¤ ¢ P ¨ §  § ¥ ¥ £ ©  ¢ § ¦ § ¨ ¤ ¢ ¤      E ¤ § ¦ E ¤ f § f ¤  ¢  P ¦ § ¨ ¤ ¢     £ G £    E ¤ P ¨ §  § ¥ ¥ £ ©  ¢ § £ ¨ ¥ f ©     d § ¥ § §   £   ¦ § ¨ © ¤ ¥ ¦ § ¨ ¤ ¥  ¤ ¦   § D ¤ ¥ "  ¤ § ¥ § ¢ ¢ §   £ F   § ¦ ¢ §  ¢ § ¥  ¥ ¢  ¢  £ ¥ P  ¢ ¢ ¤ F  £ ¥ £ f ¨  ¨  ¤ ¥ P ¢ §  ¢ § ¥  ¥ ¤   £  § £ ¢ ¤ ¥  ¤ ¦ ¤  ¥ § ¦ £ ¨ © § g ¢   E ¤  ¤ ¦ ¤  © ¢  ¥ § D   ¤ ¢   d § ¥  g ¢ ¤  §   ! ¢ £  ¥ # r ¥ ©  G  ¥ § C §  § ¨ § ¨ © §  ¤ G § ¢ ©  §   §  £ ¨ ¤ ¥ P § ¦  ¨  §  ¢ §  ¤ §  § ¥   ¤ ¨  ¢ § g £ E ¤ #™ d “ e  „ † ” •  f … – g † ‘ ‚ ƒ „ … † ‚ „ ‚ ƒ „ … † — p ¢ ¤  F   §  £ ¨ ¤ ¥   ¢   ¥ ¤  ¢ u  ¢ £ ¤ ¤    ¢  © § ¢  § £ ¢ ¤ ¥ # • h ’ g „  – g … “  – ‘ ‚ ‚ d “ e  „ † ” •  — p  ¢  G £ ¨ ¥ §   F § ¢ S  ¤  ¤  ¦ § ¨ © ¤ § ¢ §  ¢ § ¥  P  § ¥   § f   g  § ¤     © £  ¤ §  § £ D § ¥ ¤ ¢ ¨  ¦ § ¨ ©  £ ¥ X # • (controlar a proliferação de insetos ou animais vetores de do- p  ¢  G £ ¨ ¥ ¥  ¨ £ © ! ¢ £ ¤ ¥ • enças). 3. CLASSIFICAÇÃO DA PISCICULTURA QUANTO AO SISTEMA DE CRIAÇÃO O peixe, diferentemente de alguns animais terrestres, pode ser criado de vá- rias maneiras diferentes. Adequando às condições da propriedade, tipo de alimento, espécie considerada e aceitação de merca- do. É possível dividir, didaticamente, o sistema de criação em Extensivo, Semi-extensivo e In- tensivo. 3.1 Piscicultura extensiva • Exploração em que o homem interfere o mínimo possível nos fatores de produtivida- de (apenas realiza o povoamento inicial do corpo dgua). Caracteriza-se pela impossibilidade de es- i • vaziamento total do criadouro, impossibilidade Figura 1- Modelo deausênciaextensiva. de despesca, piscicultura de contro- le da reprodução dos animais estocados, presença de peixes e aves predadoras, ausência de práticas de adubação, calagem e alimentação. A alimentação é garantida apenas da produtividade natural e pela produtividade baixa, dificil- mente ultrapassa 400 kg/ha/ano. (Figura 2).
    • APOSTILA DE CULTIVO DE PEIXES EM VIVEIROS ESCAVADOS3.2 Piscicultura semi-intensiva• Sistema de exploração em que o homem interfere em alguns fatores de produtivida- de. Caracteriza-se pela possibilidade de esvaziamento total do criadouro, possibili- dade de despesca, controle da reprodu- ção dos animais estocados, ausência ou controle da predação, presença de práti- ca de adubação, calagem e, opcional- mente, uma alimentação artificial à base de subprodutos regionais, manutenção de uma densidade populacional correta du- Figura 2- Modelo de piscicultura semi-intensiva. rante o período de cultivo, produtividade que pode chegar a 10 ton./ha/ano. Siste- ma racional e econômico de produção recomendado para criação de peixes tro- picais e por abranger ainda consorciações com suínos, aves, arroz, etc. (Figura 2).3.3 Piscicultura intensiva• Sistema de exploração em que os fatores de produção são controlados pelo ho- mem, caracteriza-se por apresentar densi- dade populacional elevada de peixes por volume dágua, alimentação artificial ex- clusivamente à base de rações balancea- das, necessidade de alto fluxo de água ou uma recirculação forçada por causa da al- ta densidade populacional, pela produtivi- dade elevada, podendo ultrapassar 90 kg/m³/ano, pelo sistema racional de custo Figura 3- Modelo de piscicultura intensiva. elevado, com mão-de-obra especializada e alto nível de mecanização e tecnologia. (Figura 3) j
    • APOSTILA DE CULTIVO DE PEIXES EM VIVEIROS ESCAVADOS 4. QUANTIDADE DE ÁGUA NECESSÁRIA DE ACORDO COM O SISTEMA DE PRODUÇÃO A quantidade mínima de água que se deve dispor depende de vários fato- res, portanto, deve ser suficiente para repor as perdas por evaporação e por infiltra- ção e, satisfazer, em parte, as necessidades de oxigênio dos peixes.Quadro 1 - Comparação dos parâmetros nos sistemas semi-intensivo e intensivo. Semi-intensivo Intensivo - a renovação de água pode variar de 5 a - renovação de água varia entre 100 a 30% por dia; 200% por dia (Ex.: truta); - a vazão pode variar de 10 a 50 L/s/ha, - vazão de 200 a 500 L/s/ha; (estimada no período seco); - o nível de oxigenação deve ser maior ou - nível de oxigênio entre 5 e 10 mg/L (de- igual a 5 mg/L; pendendo da espécie); - a estocagem pode ser de 1 kg de peixe/ - uma densidade de 50 a 600 peixes/m³ é m². (Quantidades maiores podem causar permitida (Ex: tilápias em gaiola podem problemas na produção e saúde dos pei- produzir de 50 a 300 kg/m³/safra). xes). 5. CONSTRUÇÃO DE TANQUES 5.1 CONDICIONANTES LOCACIONAIS A viabilidade da implantação de uma unidade de piscicultura, como de qualquer outro negócio, está condicionada a uma análise mais detalhada dos as- pectos locacionais mais importantes. No caso específico da piscicultura, os fatores determinantes de uma boa escolha são aqueles que levam em consideração: a topografia do terreno, por ques- tões óbvias referentes aos custos de implantação e manutenção do empreendimen- to; o tipo de solo onde se planeja a sua execução; a análise quantitativa e qualitati- va da água disponível para abastecimento dos viveiros (principalmente nos meses de estiagem); e as funções determinantes gerais do negócio. 5.1.1 Topografia A topografia é em grande escala, a demarcadora do volume do investi- mento financeiro. É ela que determina o volume de terra a ser movimentado na construção das instalações. A movimentação de terra é um dos principais itens dos investimentos fixos do empreendimento. A topografia condiciona ainda: o tipo, a forma, a superfície; e, até o número de viveiros possíveis de serem construídos. Com o objetivo de se buscar um melhor posicionamento dos custos variá- veis, deve-se observar a distância e a cota (diferença de nível), entre o ponto de k
    • APOSTILA DE CULTIVO DE PEIXES EM VIVEIROS ESCAVADOScaptação de água, e a localização dos viveiros de modo que, a captação estejanuma cota mais elevada do que o ponto máximo do nível de água dos viveiros. Paraa drenagem, a cota do manancial (riacho), também deverá estar em cota inferior àcota do sistema de drenagem do viveiro, a fim de que todo o processo de abaste-cimento e drenagem de água seja feito por gravidade. É extremamente recomendável que na etapa de elaboração do projeto econstrução dos viveiros, haja assistência técnica de um topógrafo para a demarca-ção ideal das áreas. É recomendável que a declividade do terreno seja inferior a 3%, evitandograndes movimentações de terra nas construções dos viveiros. Exemplo de cálculo de declividade: É levado em consideração a distancia horizontal em relação ao desnível entre os pontos. “ Seu José quer saber qual a porcentagem de declividade em um terreno de onde as extremidades mede 100 metros e o desnível entre essas extremidades é de 1 metro” 100m (distância) 1m (desnível) p x r u y z x { n p x p x v { q z q p w p x = p q r s t u v q w o l m m | = = Logo, a declividade que Seu José encontrará será de 1%5.1.2 Solo O tipo de solo mais apropriado para a construção de viveiros é aquele cujacomposição tenha 40% de argila e 60% de areia, além de não possuir afloramentorochoso, ou raízes de grandes árvores que dificultem o processo de escavação. Ter-reno muito argiloso é desaconselhável, pois além de ser mais difícil de ser escavado,também favorece ao aparecimento de rachaduras quando esvaziado. Terreno mui-to arenoso não possui boa retenção de água, favorecendo as infiltrações, e conse-qüentemente, demandando um maior volume de entrada de água. Considerando-se as grandes diferenças entre os índices de acidez encon-trados, é necessário que se faça também, uma análise de solo para possíveis corre-ções desta acidez. Para tanto, é utilizado o calcário, a fim de ser mantido com umpH em torno de 7,3. }
    • APOSTILA DE CULTIVO DE PEIXES EM VIVEIROS ESCAVADOSGranulometria Os solos para piscicultura devem, de preferência, apresentarem maior por-centagem de argila e silte, pelo menos 35% de argila e, no máximo, de 60% de areia. As argilas são compostas por grãos extremamente finos. Suas principais ca-racterísticas que interessam nas construções de viveiros são: impermeabilidade; plas-ticidade; e, coesão. Quando essas características são atendidas, a água tem maiordificuldade de infiltração e, por conseqüência, menos água será perdida.Aspecto e consistência A Plasticidade é a capacidade que o solo possui de se deixar moldar em di-ferentes formas sem variação de seu volume. Uma massa de argila seca se torna du-ra e não moldável. Se receberem quantidades de águas em quantidades propor-cionais, ela se torna plástica, possibilitando sua moldagem. Uma maneira prática de verificar se o solo apresenta características aceitá- veis para a construção de viveiros é coletar uma amostra de solo e comprimi- la nas mãos, fazendo uma bola compacta. Logo, arremessa-la de uma altura de aproximadamente 50 cm do solo. Se ela se manter coesa (firme), indica que há grandes chances de possuir quantidades de argilas suficientes para a construção de viveiros. Caso se esfarelar, o solo possui muita quantidade de areia. Outro método consiste em coletar uma amostra de solo e fazer um rolinho e juntar as pontas formando uma “rosquinha”. Se nesse processo a amostra não se partir, indica que o solo pode apresentar boas características para a cons- trução de viveiros. (Figura 4) Figura 4- Método prático para verificar a qualidade do solo argiloso para implantação de pisciculturas.Permeabilidade A permeabilidade é a característica que o solo possui de permitir o escoa-mento da água ou ar através dele. A permeabilidade pode variar com a temperatu-ra ou a quantidade de material argiloso ou arenoso no solo. É medida em função davelocidade do fluxo de água durante um determinado período de tempo. ~
    • APOSTILA DE CULTIVO DE PEIXES EM VIVEIROS ESCAVADOS O movimento de água dentro do solo vai carregando as partículas de argilaaté um momento que se formam vazios em formas de tubos. Isso pode apresentarsérios problemas com a desestabilização do aterro. É normal que em viveiros novos as perdas por infiltração sejam maiores. Como tempo, ocorre sedimentação de uma película de argila que praticamente imper-meabiliza o fundo do viveiro.Compactação É importante que na construção dos viveiros, seja feita uma compactaçãobem firme, a fim de evitar o máximo de perdas por infiltração. Para isso são necessá-rios que se usem maquinários apropriados para fazer a compactação do solo. Con-tudo, para uma boa compactação é fundamental um teor de umidade apropriado.Deve-se ter o cuidado para que esse teor de umidade não seja elevado de mais, di-ficultando o transporte e a compactação. No Estado de Goiás esse detalhe deve ser considerado com muito cuidado.Os meses de chuva podem impossibilitar o trabalho eficiente das máquinas, bemcomo, a realização de uma boa compactação do solo. É comum dizer que paracada dia chuvoso são necessários, no mínimo, dois dias de tempo bom para que osolo volte a uma umidade adequada.5.1.3 Água Em muitas regiões do Estado de Goiás a água é o fator crucial no planeja-mento da atividade. Isso se explica pela sazonalidade dos períodos de chuva e deseca, onde, no período de seca, a redução da vazão nos locais de captação podeser insuficiente para atender as exigências mínimas de quantidade de água no sis-tema de produção. Quando se trata de piscicultura, a água a ser utilizada deve atender parâ-metros de qualidade e a quantidade suficiente para garantir a viabilidade do cultivoe sanidade dos peixes. Por isso, é importante conhecer a origem da água; vazão mí-nima; e, das propriedades físico-químicas e biológicas da água, observando se essascaracterísticas proporcionam condições necessárias para o cultivo de peixes. Após o enchimento dos viveiros, a entrada de água nos mesmos, deve a-tender exclusivamente a três situações: recuperar as perdas com infiltrações, recom-por o volume evaporado, e/ou melhorar o nível de oxigenação. Dada a natureza do projeto, e do produto final, é essencial a observaçãode determinadas normas básicas de higiene e fitosanitárias mínimas para implanta-ção do empreendimento, como por exemplo: a- localizar o empreendimento longe de fontes poluentes como mananciais su- jeitos a despejos de indústrias químicas, ou de resíduos agrotóxicos, utilizados em plantações ; e 
    • APOSTILA DE CULTIVO DE PEIXES EM VIVEIROS ESCAVADOS b- no caso de utilização de esterco animal para a fertilização dos viveiros e pa- ra a alimentação dos peixes, deve-se tomar cuidados adicionais com as medi- cações dados a estes animais, aos quais podem ser transferidos aos peixes.5.1.3.1 Propriedades qualitativas da água: Dentre as propriedades qualitativas da água podemos citar: as físicas, asquímicas; e as biológicas. Dente as características físicas, temos a temperatura, aturbidez, o odor, a transparência e o sólidos em suspensão. As características quími-cas, citamos o pH, o oxigênio dissolvido, a alcalinidade, a dureza, a amônia, o nitrito,o nitrato, a demanda bioquímicas de oxigênio (DBO), o dióxido de carbono (CO2),dentre outros. Já as propriedades biológicas, temos a qualidade e densidade de mi-croorganismos, espécies e quantidades de parasitas. Será abordado mais adiante, as propriedades qualitativas da água, commais detalhe.5.1.3.2 Propriedades quantitativas da água: A quantidade de água necessária para a atividade de piscicultura depen-de de vários fatores como: espécie cultivada; sistema de cultivo; clima; altitude; e,práticas de manejo. As fontes de água mais utilizadas são nascentes ou pequenos riachos (cór-regos). Quando a captação for de pequenos córregos, é recomendável fazer umaçude-reservatório fora do curso d’água para a captação da água. É importanteque este reservatório seja construído de modo que o nível de água de operação es-teja, pelo menos, 30 cm acima do nível máximo de água dos viveiros de produção,para que a água caia por gravidade, através de um canal de derivação e abaste-cimento. O volume de água deverá ser suficiente para repor as perdas por infiltra-ção, por evaporação e renovação da qualidade de água. Em alguns sistemas de cultivo, quando bem manejados, a renovação deágua se torna praticamente irrisória no melhoramento da qualidade, precisando a-penas repô-la água por perdas por infiltração e evaporação, que até podem che-gar a valores significativos no verão. Considera-se que o tempo necessário para enchimento de um viveiro de 1hectare (100 m x 100 m x 1,2 m) é aproximadamente de 15 a 20 dias. Deste modo, avazão de água deve variar em torno de 5 a 10L/s/ha da área alagada.Vazão O conceito de vazão é a razão do volume de líquido (água) em um deter-minado tempo. Pode ser expresso pela fórmula: Q = Volume / tempo. €
    • APOSTILA DE CULTIVO DE PEIXES EM VIVEIROS ESCAVADOSMedidas de vazãoÉ fundamental conhecer a vazão das fontes de onde vai se captar a água para ocultivo, para que se possa planejar e dimensionar com segurança a atividade. Comojá comentado acima, para o Estado de Goiás, esse cuidado deve ser ainda maior,devido a sazonalidade do período de chuvas. Nos períodos de seca a vazão podeser muito baixa e em períodos de chuva a vazão pode ser alta demais. Deste modoé necessário que se conheçam as vazões em pelo menos nesses períodos distintos.Método direto para medida de vazão: Este método consiste em coletar toda a águaatravés de uma tubulação em um recipiente de volume conhecido. Determinando-se o tempo necessário para encher todo o recipiente em um determinado tempo,tem-se a vazão em litros/segundo (L/s). Recomenda-se que se repita a medição pelomenos 3 vezes e se faça uma média dessas medições. O tempo mínimo de acordocom (Chiossi, 1975) é de 5 segundo. Então de acordo com a quantidade de águaque se deseja medir, é necessário que o volume do recipiente seja proporcional, ouseja, medições de vazões de até 3 L/s, podemos utilizar um balde de 20L. Se a vazãoé de até 10 litros, teremos que utilizar uma caixa de pelo menos 80 a 100 litros. Por exemplo: João mede, com um balde, a quantidade de água que sai de uma mangueira. Ele verifica com um relógio que em 10 segundos o balde encheu 10 litro de água. Isto significa que a vazão foi de 10 L / 10 s. Acontece que João ficou curioso e quis saber quantos litros por segundo saiu da man- gueira. Se aplicarmos uma regra de três, verificamos que: Se em:  ‚ ƒ „ … † ‡ ˆ ‰ ƒ Š  ‚ ‹ Œ  Ž ‰ ƒ  ƒ „ … † ‡ ˆ ‰ Š  ‹ Œ  Ž ‰ ƒ  ‹ Œ  Ž ‰ ƒ   ‚ ‹ Œ  Ž ‰ ƒ ‘  ƒ „ … † ‡ ˆ ‰   ‹ Œ  Ž ‰ ’ ‰ Ž ƒ „ … † ‡ ˆ ‰ “  ‚ ƒ „ … † ‡ ˆ ‰ ƒ Agora João quis saber qual a vazão por hora que sairá da manqueira. Aplicando novamente a regra de três, verificamos que: Se em:  ‚ ƒ „ … † ‡ ˆ ‰ ƒ Š  ‚ ‹ Œ  Ž ‰ ƒ ” • ‚ ‚ ƒ „ … † ‡ ˆ ‰ ƒ Š  ‹ Œ  Ž ‰ ƒ  ‹ Œ  Ž ‰ ƒ   ‚ ‹ Œ  Ž ‰ ƒ ‘ ” • ‚ ‚ ƒ „ … † ‡ ˆ ‰  ” • ‚ ‚ ‹ Œ  Ž ‰ ’ ‰ Ž – ‰ Ž — “  ‚ ƒ „ … † ‡ ˆ ‰ ƒ ˜
    • APOSTILA DE CULTIVO DE PEIXES EM VIVEIROS ESCAVADOS5.1.4 Determinantes Gerais Outros fatores que devem ser levados em consideração para a escolha dolocal de instalação de uma piscicultura, são: existência de uma infra-estrutura mínimade rede de energia elétrica; estradas em bom estado de conservação; relativa pro-ximidade dos mercados consumidores; e, condições climáticas minimamente favo-ráveis. A construção de tanques e viveiros de uma maneira adequada é de fun-damental importância para o manejo dos peixes. De uma maneira geral, existem osseguintes tipos de tanques:5.1.4.1 Tipos de tanques e viveiros • Viveiros de terra (escavados): Os viveiros feitos de terra apresentam condições próximas às naturais dos peixes. São construções menos onerosas, mas necessitam de manutenção e reparos constantes. Suas paredes devem apresentar inclinação máxima de 45 graus e ter suas bordas gramadas para evitar desmoronamentos. • Viveiros de alvenaria: Os tanques de alvenaria possuem paredes revestidas de tijolos com fundo de ter- ra, exigindo menos reparos, mas são caros. • Outros: Podem ser construídos de concreto, cimento-amianto, fibra de vidro, lona plásti- ca, etc.5.1.4.2 Forma e dimensões dos viveiros A forma e dimensões dos viveirosvariam de acordo com a espécie criada,topografia e formato do terreno, disponibi-lidade de água, tipo de exploração e cria-ção. (Figura 5) Os viveiros retangulares são os queapresentam melhor forma, tanto para omanejo como para o bem-estar dos pei-xes. Viveiros muito pequenos (menor que400 m2) aumentam os custos e viveiros mui- - Vista aérea de uma piscicultura. Figura 5to grandes (acima de 6000 m2) inviabilizam ™ š
    • APOSTILA DE CULTIVO DE PEIXES EM VIVEIROS ESCAVADOSum bom manejo de criação. A profundidade pode variar de 0,80 a 1,50 metro.5.1.4.3 Outras características importantes na construção dos viveiros O local escolhido para a construção deve ser totalmente limpo, retirando-setoda a matéria orgânica (restos de raízes, folhas, galhos, etc.), pedras, enfim; tornan-do o terreno mais estável e evitando problemas de infiltração. Os viveiros devem serconstruídos, de preferência, escavados ou com levantamento de diques aprovei-tando o máximo da topografia existente. A compactação de fundo e das paredes é prática obrigatória para evitardesmoronamentos, erosão e infiltração (se necessário construir núcleos de argila nasparedes para maior segurança e durabilidade); o fundo deve ter uma inclinação(declividade) de no mínimo 1,5% em direção ao sistema de escoamento. Figura 6 - Ilustração das características gerais dos taludes de piscicultura.Taludes Os taludes de um viveiro de terra devem ser bem construídos para garantirdurabilidade e impedir infiltrações e erosões. Na construção do mesmo, o ideal éconstruir em camadas, colocando 20 cm de terra, molhando e compactando, repe-tindo estes passos até completar a altura total do talude. O perfil de um talude idealé mostrado na Figura 7, onde H representa a altura do talude (entre 0,8m e 1,5m).Estes valores são referências para o tipo de solo próprio para viveiros de terra (argilo-so). Figura 7 - Ilustração das características gerais dos taludes de piscicultura. Em qualquer caso o ponto mais alto do talude deve ficar 50 cm acima donível da água (borda livre) para evitar problemas como transbordamentos. A largura ™ ™
    • APOSTILA DE CULTIVO DE PEIXES EM VIVEIROS ESCAVADOSda crista do talude depende muito do tipo de empreendimento e do tamanho dosviveiros. Se os viveiros forem muito grandes, a crista do talude deve ter 4 m para su-portar movimento de caminhões de despesca. Se os viveiros forem pequenos, bastaum trator para a despesca, logo o talude pode ser mais estreito, na faixa dos 2 m.Figura 8 - Taludes com mesma altura e largura de crista, porém com diferentes inclinações (1:1, 1:2 e 1:3). Obser-ve que a suavização do talude aumenta o volume de terra no corpo do dique e o percentual de áreas maisrasas no viveiro. Também aumenta a área da borda livre, exigindo maior atenção quanto a proteção destaárea. Note as linhas de capilaridade (linhas tracejadas – solo com baixo teor de argila; linhas contínuas – solocom maior percentual de argila). Os taludes construídos com solos muito argilosos podem apresentar uma incli-nação mais acentuada nos taludes externos. Já nos solos com baixo teor de argila, a inclinação deve ser maissuave para não ocorrer drenagem da água infiltrada sobre o talude. A movimentação de terra e o custo deconstrução ficam maiores quanto mais suaves for a inclinação dos taludes. Viveiros com taludes muito suavestambém podem apresentar problemas com o estabelecimento de algas e plantas aquáticas nas áreas próxi-mas as suas margens.5.1.4.4 Entrada de Água e Canal de Abastecimento O abastecimento dos viveiros pode ser feito com cano PVC e registro pararegular a vazão. Importante, se possível, fazer a água cair de uma altura de aproxi-madamente 50 cm, o que ajuda na oxigenação. Lembrar de colocar pedras na re-gião onde a água atinge o fundo do viveiro, pa-ra evitar danos de erosão e ressuspensão dematerial argiloso. A água de captação dever ser de boaqualidade, apresentando as características físi-co-químicas que atenda a espécie cultivada.Seu volume deve ser suficiente para atender asrenovações diárias (5 a 10 L/s/hectare). Cada viveiro deve ter seu abasteci-mento individualizado. Nunca abastecer um vi-veiro com a água de outro viveiro em operação, Figura 9não comprometer os com calhas e para – Detalhes do abastecimento peixescom água de baixas qualidades. tubo de PVC. ™ ›
    • APOSTILA DE CULTIVO DE PEIXES EM VIVEIROS ESCAVADOS Geralmente, para abastecimento geral dos viveiros, é construído um canalem concreto, ou manilhas de concreto. Para cada viveiro se constrói uma caixa dederivação, para então derivar a água por um tubo de PVC para abastecimento doviveiro. (Figura 9).5.1.4.5 Saída de Água e Canal de Deságüe Um dos fatores importantes no cultivo de peixes é poder esgotar totalmenteum açude ou viveiro, visando a despesca, manutenção, adubação e principalmentea desinfecção feita pelo sol. Para isso, existem algumas alternativas para se alterar, quando for necessá-rio, o nível da água de um viveiro ou açude. Quaisquer que sejam as estruturas de saída de água implantadas, essas de-verão estar localizadas na parte mais baixa do viveiro, para que o mesmo possa sertotalmente drenado. É importante a retirada de água do fundo dos viveiros, uma vez que essaágua apresenta menor qualidade e, níveis baixos de oxigênio. Para isso são propos-tos monges ou tubulações que utilizam sistema de sifonamento. O canal de deságüe pode ser feito similar ao canal de abastecimento, utili-zando calhas e os tubos de PVC, que levam a água até o tanque de decantaçãoou estabilização.a) Estrutura: O "Cotovelo ou Joelho” É a estrutura mais barata, sendo muito utilizada atualmente para tanques ouaçudes com menos de 2 ha. Essas estruturas são de PVC rígido (canos) e fixadas em uma base de con-creto ou alvenaria, variando de tamanho conforme as dimensões do tanque. Existemdois tipos: os fixos ou móveis:- Fixo A estrutura de PVC rígido é fixada em um muro de concreto ou cimento. Osníveis da água podem ser alterados, retirando-se os diferentes tubos segmentados(também em PVC) existentes. Na parte superior do tubo por onde é drenada a água,coloca-se uma tela de malha condizente com o tamanho dos peixes em cultivo, pa-ra se evitar a fuga dos mesmos (Figura 10). ™ œ
    • APOSTILA DE CULTIVO DE PEIXES EM VIVEIROS ESCAVADOS Nível da água Tubo de PVC de Tubo de PVC 150mm segmentado de 100mm Figura 10 – Detalhes da drenagem feita por sistema de sifonamento com canos de PVC.- Móvel Análogo à estrutura anterior quanto à sua implantação. A diferença é queessa estrutura não apresenta segmentações e o nível da água é alterado, baixando-se a estrutura (tubo de PVC) para um lado ou para o outro. Das existentes, é a maisbarata e mais adotada atualmente em todo o Brasil.c) Estrutura: Monge É a melhor estrutura desenvolvida para a saída de água de um tanque, epor ser considerada de primeira qualidade. Porém, é a mais cara e mais complexa,podendo ser utilizada para qualquer dimensão de viveiros ou açude. O monge é uma estrutura feita de concreto armado, por meio de um moldeem madeira e que tem a forma de letra "U". Essa estrutura é construída na saída deágua dos viveiros, na sua parte mais baixa (Figura 11). Na sua porção interna, pode apresentar de duas a três ranhuras, onde serãoinseridas pequenas tábuas ou tabiques, serragem e telas de proteção, que irão im-pedir a fuga dos peixes de cultivo. Caixa de Tijolo e Tábuas de controle concreto de nível Serragem Tela de proteção fina Figura 11 – Detalhes da drenagem feita por monge de concreto. ™ 
    • APOSTILA DE CULTIVO DE PEIXES EM VIVEIROS ESCAVADOS5.1.4.6 Tanque de decantação ou estabilização O tanque de decantação ou estabilização é recomendável para melhorara qualidade de água depois de utilizada na piscicultura, e assim devolve-la ao meioambiente. Tem a finalidade de reciclar os nutrientes e metabólitos em excesso, pro-vidos de restos de rações, excretas dos peixes, etc., e também decantar os materiaisem suspensão. É exigida uma área de 20% da soma da área total alagada dos viveiros decultivo. As características deste tanque são as mesmas de um viveiro de produção.6. ESPÉCIES CULTIVADAS NO BRASIL Existem no Brasil centenas de espécies de peixes de água doce que poderi-am ser tranqüilamente trabalhadas. Mas isso não ocorre, principalmente porque hápoucos estudos sobre a propagação natural ou artificial de muitas espécies, isto é,faltam ainda conhecimentos sobre biologia de inúmeras de nossas espécies. Hoje, no País, cultivam-se espécies nativas e exóticas; como:Nativas:Pacu, Tambaqui (Piaractus mesopotamicus, Colossoma ma-cropomum)Origem: Brasil, Bacia do Paraná e do Prata.Hábito alimentar: Onívoro.Limite de temperatura: 20 a 30°C.pH ideal da água: 6 a 8. PacuOxigênio dissolvido mínimo: 1,5 mg/L.Sistema de cultivo: Monocultivo e policultivo.Densidade de estocagem: 1 a 1,5 peixes/ m³(tanque convencional). TambaquiPiau, Piauçu, Piapara (Leporinus sp)Origem: Brasil.Hábito alimentar: Onívoro.Limite de temperatura: 18 a 30°C.pH ideal da água: 6 a 8.Oxigênio dissolvido mínimo: 2 mg/L.Sistema de cultivo: Monocultivo e policultivo. PiauDensidade de estocagem: 1 peixe/ m³ (tanque convencional). ž Ÿ
    • APOSTILA DE CULTIVO DE PEIXES EM VIVEIROS ESCAVADOSCurimatã ou curimba (Prochilodus scrofa)Origem: Brasil.Hábito alimentar: Iliófaga.Limite de temperatura: 20 a 30°C.pH ideal da água: 6 a 8. CurimbaOxigênio dissolvido mínimo: 1,0 mg/L.Sistema de cultivo: Policultivo.Densidade de estocagem: 1 peixe/ m³ (tanque convencional).Matrinchã, Piraputanga (Brycon sp)Origem: Brasil, Bacia Amazônica, São Franscisco e Paraíba.Hábito alimentar: Onívoro.Limite de temperatura: 18 a 30°C.pH ideal da água: 6 a 8.Oxigênio dissolvido mínimo: 2 mg/L. MatrinchãSistema de cultivo: Monocultivo e policultivo.Densidade de estocagem: 0,8 a 1 peixe/ m³ (tanque conven-cional).Pintado, Surubim (Pseudoplatystoma coruscan)Origem: Brasil.Hábito alimentar: Carnívoro.Limite de temperatura: > 22°C.pH ideal da água: 6 a 8.Oxigênio dissolvido mínimo: > 3,5 mg/L. PintadoSistema de cultivo: Monocultivo.Densidade de estocagem: 1 peixe/ m³ (tanque convencional).Exóticas:Carpa cabeça grande (Aristichthys nobilis)Origem: China.Hábito alimentar: Zooplanctófaga.Limite de temperatura: 16 a 30°C.pH ideal da água: 6 a 8. Carpa cabeça grandeOxigênio dissolvido mínimo: > 4,0 mg/L.Sistema de cultivo: Policultivo.Densidade de estocagem: 0,8 a 1 peixe/ m³ (tanque conven-cional). ž  
    • APOSTILA DE CULTIVO DE PEIXES EM VIVEIROS ESCAVADOSCarpa capim (Ctenopharyngodon idella)Origem: China e sudeste da Ásia.Hábito alimentar: Herbívora.Limite de temperatura: 16 a 30°C.pH ideal da água: 6 a 8. Carpa capimOxigênio dissolvido mínimo: > 4,0 mg/L.Sistema de cultivo: Policultivo.Densidade de estocagem: 0,8 a 1 peixe/ m³ (tanque conven-cional).Carpa prateada (Hypophthalmichthys molitrix)Origem: China.Hábito alimentar: Fitoplanctófaga.Limite de temperatura: 16 a 30°C.pH ideal da água: 6 a 8. Carpa prateadaOxigênio dissolvido mínimo: > 4,0 mg/L.Sistema de cultivo: Policultivo.Densidade de estocagem: 0,8 a 1 peixe/ m³ (tanque conven-cional).Tilápia (Oreochromis niloticus)Origem: África, Bacia do Nilo.Hábito alimentar: Onívoro.Limite de temperatura: 26 a 28°C.pH ideal da água: 6 a 8.Oxigênio dissolvido mínimo: > 1,0 mg/L.Sistema de cultivo: Monocultivo e policultivo. TilápiaDensidade de estocagem: 2 peixes/ m³ (semi-intensivo). 3 peixes/m³ (intensivo). 150 peixes/m³ (tanque-rede).7. ESCOLHA DAS ESPÉCIES PARA OS CULTIVOS As espécies de peixes para os cultivos intensivos e semi-intensivos, devemapresentar as seguintes características: a. Sejam adaptadas ao clima da região - para o Centro-oeste temos, como op- ção, tambaqui, (Colossoma macropomum) pirapitinga, (C. brachypomum); car- pa comum, (Cyprinus carpio); macho da tilápia do Nilo, (Oreochromis niloticus); híbrido de tilápias (Oreochromis hornorum × O. niloticus); e pacú (Piaractus meso- potamicus). Dependendo de maiores estudos, poderemos contar com as carpas ž ¡
    • APOSTILA DE CULTIVO DE PEIXES EM VIVEIROS ESCAVADOS chinesas: capim, (Ctenopharyngodon idella); prateada, (Hypophthalmichtys moli- trix); e cabeça grande, (Aristichthys nobilis); b. Apresentem crescimento rápido - É necessário que atinja peso comercial an- tes de 1 ano de cultivo. Isto acontece com todas as espécies citadas no item a; c. Reproduzam-se naturalmente em cativeiro, de preferência, ou sejam passíveis de se obter a propagação artificial (hipofisação). - No primeiro caso, estão as ti- lápias e a carpa comum. As demais só se propagam em cativeiro através da hi- pofisação; d. Aceitem alimentos artificiais com bom índice de conversão alimentar. As es- pécies citadas no item “a” atendem a esta necessidade; e. Suportem elevadas densidades de estocagem. - Sob este aspecto as tilápias são imbatíveis, vindo em seguida tambaqui, pirapitinga e carpa comum. f. Sejam resistentes ao manuseio e as enfermidades. - Sob este aspecto, as tilá- pias são também imbatíveis, vindo em seguida tambaqui, pirapitinga, carpa co- mum; e g. Sejam de boa aceitação comercial - Isto acontece com todas as espécies ci- tadas no item “a”.8. MANEJO PRODUTIVO8.1 FLUXOGRAMA DO PROCESSO PRODUTIVO ž ¢
    • APOSTILA DE CULTIVO DE PEIXES EM VIVEIROS ESCAVADOS8.2 DESCRIÇÃO DO PROCESSO PRODUTIVO O processo de engorda de peixes é relativamente simples consistindo basi-camente na: preparação dos viveiros; escolha alevinos e o povoamento; alimenta-ção e tratamento; acompanhamento da evolução do crescimento; e, despesca,seleção e pesagem.8.2.1 PREPARAÇÃO DOS VIVEIROS A preparação dos viveiros consiste basicamente na calagem e nas aduba-ções do terreno.8.2.1.1 CALAGEM E ADUBAÇÃO DE VIVEIROSCalagem dos viveiros : A calagem é a primeira coisa a ser feita e depende da análise de solo doviveiro. Tem como objetivo controlar a acidez do solo, aproximando o pH à 7,0 (coma análise de solos, têm-se condições de atingir esse valor). Os terrenos arenosos geralmente exigem uma calagem mais leve do queterrenos argilosos. Os terrenos turfosos (presentes em locais baixos e com coloraçãoescura) necessitam de uma calagem mais pesada (de 5 a 7 ton/ha) por serem muitoácidos (pH entre 4 e 5). Uma boa calagem deve ser realizada três meses antes de se colocar águano tanque (tempo necessário para o calcário reagir com o solo). Esse tempo podeser menor caso o calcário tenha uma textura mais fina ou se utilize cal virgem (diminuio tempo para 45 dias; entretanto, esses produtos são mais caros). O calcário tem que ser incorporado no solo (pelo menos no fundo) a umaprofundidade de 15 a 20 cm (usar enxada ou grade). O pH baixo causa: • Menor produtividade do viveiros; • Impede a reciclagem de nutrientes (reduz a atividade de decomposi- ção da matéria-orgânica); • Maior vulnerabilidade dos peixes às doenças (muco e brânquias); e • Menores taxas de fertilização e sobrevivência de larvas e alevinos. Em média, são utilizados: calcário (CaCO3); e/ou, cal virgem ou cal hidra-tada (CaO) em pó, nas quantidades: - 200g/m² de calcário dolomítico, ou; - 100g/m² de cal virgem ou cal hidratada. ž £
    • APOSTILA DE CULTIVO DE PEIXES EM VIVEIROS ESCAVADOSAdubação dos viveiros : A Adubação dos viveiros pode ser orgânica ou inorgânica (química), tendoa mesma finalidade que na agricultura. É feita para aumentar a produção primáriada água de cultivo, aumentando deste modo a produtividade final. Adubação orgânica Os adubos utilizados para a piscicultura são os estercos de aves, de bovinos, suínos e outros. As quantidades recomendadas estão na Tabela 2. Tabela 2 – Tipo de adubos orgânicos recomendado com respectivas quantidades em gramas. Adubação orgânica do solo Tipo de esterco Bovino Quantidade 200 – 300g/m2 Modo de aplicação do adubo orgânico. • Colocar uma lâmina de água de 20 cm no viveiro. Aplicar o esterco espalhando-o em sua superfície uniformemente. • Viveiro seco, a aplicação deve ser a lanço no fundo do viveiro. OBS: Evite a adubação em dias nublados e monitore a qualidade da água quando o viveiro já estiver povoado. Deve-se espalhar principalmente no fundo e, se estiver muito seco, jogar uma camada de terra entre 2 a 3 cm para que o esterco não bóie. Adubação química São utilizados adubos químicos empregados normalmente na agricultura, contendo bases de nitrogênio, fósforo e potássio (NPK), nas proporções de 4/8/2. Aconselhamos a aplicar unicamente o fósforo, sob a forma de superfosfato sim- ples ou triplo. Devem-se dissolver os adubos previamente em água. Nunca jogar diretamen- te na água principalmente os adubos a base de fósforo, pois o solo os retém com facilidade. As quantidades recomendadas estão na Tabela 3 ¤ ¥
    • APOSTILA DE CULTIVO DE PEIXES EM VIVEIROS ESCAVADOS Tabela 3 – Tipo de fertilizante qímicos recomendado com respectivas quantidades em gramas. Adubação química Tipo de fertilizante Quantidade Super Simple/S Triplo 7,0 – 2,0 g/m² Cloreto de Potássio 0,5 – 1,0 g/m² Modo de aplicação do adubo químico • Colocar uma lâmina d’água de 20 cm no viveiro; • Dissolver o fertilizante (1 parte de adubo para 10 ou 20 partes de água) • Deixar descansar por 1 a 2 horas • Aplicar o fertilizante espalhando na superfície do viveiro. OBS: É importante que a adubação, após o peixamento, seja feita em três dias consecutivos, de preferência na presença de sol, momento este em que as algas estão em alta atividade fotossintética. A quantidade aplicada deve ser proporcional ao número de dias em que a mesma será realizada.8.1.1.2 ESCOLHA DOS ALEVINOS E O POVOAMENTO O povoamento dos viveiros deverá ser feito na relação de 01 (um) alevinopor metro quadrado de lâmina de água. Considerando um viveiro de 5.000 metrosquadrados, com uma altura média de 1,5 metro, devem ser colocados 5.000 (cincomil alevinos) alevinos. Os peixes para o povoamento dos viveiros deverão ser adquiridos de esta-ções de piscicultura especializadas. Os alevinos devem ser colocados nos viveiroscom muito cuidado para que não sejam machucados. Deve-se evitar tocar os alevi-nos com as mãos, a fim de não retirar a fina camada “muco” que os protegem. Outro cuidado importante é com a temperatura da água. O saco plásticoque transporta os alevinos devem ser colocado em contato com a água que irá re-cebê-los. Quando a temperatura da água do saco plástico, se igualar à temperaturada água do viveiro, os filhotes podem então ser soltos aos poucos e devagar. A me-lhor hora para soltar os alevinos nos viveiros é pela manhã ou ao entardecer, ou ain-da, nos dias nublados a qualquer hora.8.1.1.3 ALIMENTAÇÃO E TRATAMENTO A engorda de peixes em escala comercial, determinam alimentações artifi-cial por intermédio de rações balanceadas, fareladas ou granuladas, complemen-tadas por outros nutrientes. ¤ ž
    • APOSTILA DE CULTIVO DE PEIXES EM VIVEIROS ESCAVADOS Na hipótese de cultivo semi-intensivo, com tecnologia de alimento à basede ração, para sustentar um povoamento de 1 (hum) peixe por metro quadrado, oalimento deve ser administrado duas vezes por dia, em períodos fixos. De preferênciano início da manhã e no final da tarde. É importante lembrar que a maioria dos peixes possui hábitos alimentares di-ferenciados, conseqüentemente uma exigência nutricional também diferenciada.Quanto mais carnívoros forem os peixes cultivados, maior a porcentagem de proteí-na bruta na ração. (Tabela 4)Tabela 4 - Exigências de porcentagem de proteína bruta e tamanho do pellet de rações comercias para algumas espé- cies de peixe. ¦ § ¨ © ª « ª © ¬ ­ ® ¯ ° ­ ± ² ³ ´ µ ¶ ´ µ · ¸ ­ ± ¹ º ¹ » ± ¼ ½ ­ ¶ ¾ ¿ ¸ ­ ¶ ¼ ± ´ µ À Á Â À Á Â À Á Â À Á Â À Á Â Á Ï Ð Ó Ô Ã Ä Ã Ä Ã Ä Ã Ä Ã Ä À Å Â À Å Â À Å Â À Å Â À Å Â Á Í Ì Á Ï Æ Ç È É É Æ Ç È É É Æ Ç È É É Æ Ç È É É Æ Ç È É É Ê Ë Â Ê Ë Â Ê Ë Â Ê Ë Â À Å Â Ì Á Í Á Å Ï Ì Í À É É Ì Í À É É Ì Í À É É Ì Í À É É Ì Í À É É Ê Ë Â Ì Î Â Ì Î Â Ê Ë Â À Å Â Á Å Í Æ Å Å Ï À Í Ë É É À Í Ë É É À Í Ë É É À Í Ë É É Ì Í À É É Ê Ì Â Ì Î Â Ì Î Â Ê Ë Â À Å Â Æ Å Å Í Ì Å Å Ï Ë Í Î É É À Í Ë É É À Í Ë É É À Í Ë É É À Í Ë É É Ì Î Â Ì Î Â Ì Î Â Ì Î Â À Å Â Ì Å Å Í Á Å Å Ï Ë Í Î É É Ë Í Î É É Ë Í Î É É Ë Í Î É É Ë Í Î É É Ì Î Â Ì Î Â Ì Î Â Ì Î Â À Å Â Á Å Å Í È Á Å Ï Ë Í Î É É Ë Í Î É É Ë Í Î É É Ë Í Î É É Ë Í Î É É Ì Î Â Ì Î Â Ì Î Â Ì Î Â À Å Â È Á Å Í Æ Å Å Å Ï Ë Í Î É É Ë Í Î É É Ë Í Î É É Ë Í Î É É Ë Í Î É É Ì Î Â Ì Ì Â Ì Ì Â Ì Î Â À Å Â Æ Å Å Å Í Æ Á Å Å Ï Ë Í Î É É Æ À Í Ì Å É É Æ À Í Ì Å É É Ë Í Î É É Æ À Í Ì Å É É Ì Î Â Ì Ì Â Ì Ì Â Ì Î Â À Å Â Æ Á Å Å Í Ì Å Å Å Ï Ë Í Î É É Æ À Í Ì Å É É Æ À Í Ì Å É É Ë Í Î É É Æ À Í Ì Å É É Ì Ì Â Ì Ì Â Ì Î Â À Å Â É Ì Å Å Å Ï Í Ð Ñ Ò Ð Æ À Í Ì Å É É Æ À Í Ì Å É É Ë Í Î É É Æ À Í Ì Å É É A idade dos peixes influencia diretamente na quantidade de ração consu-mida. Quanto menor a idade dos peixes, maior a quantidade de ração fornecidaem relação à biomassa corporal. Alevinos, no de 0,5 a 25 gramas, chegam a consu-mir 10% de ração em relação à biomassa corporal ao dia. Os alevinos de 25 a 100gramas, consomem aproximadamente 6 % de ração em relação à biomassa corpo-ral ao dia. Juvenis consomem de 6 a 3 %. Peixes adultos consumem de 3 a 2 % de ra-ção em relação à biomassa corporal ao dia. A metodologia mais utilizada para a determinação da quantidade de ra-ção a ser lançada nos viveiros, é a que guarda uma relação da ração com a bio-massa dos viveiros. A quantidade de ração a ser lançada por dia deve corresponderao índice de % da biomassa existente no viveiro de acordo com a idade dos peixes,isto é, quantidade total de peixes vezes seu peso médio, sempre dividido na quanti- Õ Õ
    • APOSTILA DE CULTIVO DE PEIXES EM VIVEIROS ESCAVADOSdade de vezes que os peixes serão alimentados ao dia. O cálculo dessa biomassadeve ser feito de 15 em 15 dias, e consiste em: primeiro, coletar uma amostra aleató-ria de peixes com rede ou tarrafa. Em segundo lugar os peixes são então pesadospara um acompanhamento de seu crescimento evolutivo, e então realizar o cálculode seu peso médio necessário para a estimativa da biomassa. Desta forma, a bio-massa do viveiro, é igual ao peso médio dos peixes coletados na amostra, vezes onúmero de peixes estimados no viveiro. A quantidade e horários de alimentação dependem de vários fatores, porisso é válido se basear em tabelas. Contudo, sempre usando o bom senso. Os peixesdeveram ser alimentados exclusivamente durante o dia. A alimentação no períodonoturno pode acarretar queda brusca na quantidade de oxigênio da água, prejudi-cando a respiração e o metabolismo dos peixes. A freqüência de arraçoamento é o número de vezes que os peixes devem seralimentados por dia; isso varia com: a temperatura; a espécie; o tamanho ou a ida-de dos peixes; e, a qualidade da água. E o fornecimento das rações deve ser sem-pre nos mesmos horários, para condicionar os peixes a buscarem o alimento nessashoras. Geralmente eles alimentam-se nas primeiras horas do dia ou então, ao entar-decer. É mais seguro errar por falta do que por excesso de ração. O excesso de ra-ção provoca desperdício, mortalidades e poluição ambiental. A falta de ração ape-nas retarda o crescimento, a não ser que a falta seja significativa, acarretando do-enças e até mortalidade. EXEMPLO: Para um viveiro com área de 1000 m² e profundidade media de 1,20 m, tendo uma população de 1000 peixes com peso de 200 gramas cada, adotando a proporção de 3% de ração, em relação ao peso vivo da população. Duas alimentações diá- rias. Calcular a quantidade de ração por dia e em cada alimentação Fórmula para cálculo de ração diária = número de peixes X peso X proporção utilizada 100 total = 1000 px X 0,2 kg X 3% = 6,0 Kg de ração / dia 100 Logo, utilizaremos 3 kg pela manhã e essa mesma quantidade à tarde. O armazenamento da ração deve ser de acordo com o fabricante: localseco; fresco; arejado; apoiados sobre estrado; sem contato direto com o chão e pro-tegido contra animais oportunistas (ratos e pássaros). É importante verificar alteraçãode cor e/ou cheiro da ração, que pode indicar problemas de qualidade da mesma. Semanalmente deve ser feitos testes para apurar os níveis de acidez, tempe-ratura e oxigenação da água, e caso sejam encontrados parâmetros fora dos acei- Õ Ö
    • APOSTILA DE CULTIVO DE PEIXES EM VIVEIROS ESCAVADOStáveis, medidas imediatas de correção devem ser tomadas para manter o bom equi-líbrio do ecossistema e assim garantir os índices de eficiência técnica do empreen-dimento, se for o caso, suspender o arraçoamento.8.1.1.4 DESPESCA A despesca é a atividade de retirada dos peixes dos viveiros após determi-nado período predeterminado, quando estes atingem o peso e conversão alimentarideal. Há dois tipos de despesca, a total e a parcial. Quando o mercado assim o de-terminar, ou quando por algum motivo os peixes não apresentarem crescimento uni-forme, poderá ser adotado a despesca parcial. O primeiro passo para a realização da despesca é a retirada de uma amos-tra de peixes para pesagem e medição. Caso se confirme uma média de peso den-tro das expectativas, deve-se iniciar o processo de esvaziamento do viveiro, que temdeverá ser feito de forma gradativa. A despesca deve ser precedida de um jejum de24 a 48 horas e de um posterior esvaziamento de 70% da água do viveiro. Após o es-vaziamento, é passado uma rede de malha que pode variar entre 25 e 40 mm entreos nós, para a coleta dos peixes que inicialmente vão para reservatórios menorescom água. Depois de retirado os peixes, deve-se esperar a decantação dos sólidos eda matéria orgânica em suspensão, liberando em seguida e gradativamente, a á-gua para o tanque de decantação. Este procedimento evitará a liberação de águade baixa qualidade ao meio ambiente. A rede de despesca deve ser feita com um fio macio, pouco agressivo àsescamas dos peixes. O formato segue a largura do viveiro com uma folga de 30%. Aaltura da rede deve ser de 2,00 m ou mais (Figura 12). Existem empresas especializa-das na construção de redes especialmente projetadas para despesca, porém, épossível construir redes artesanalmente. 2m Largura do viveiro + 30% Figura 12 – Dimensões de uma rede de despesca. Após a despesca, o pescado deve ir para o gelo o mais breve possível, paraocorrer a morte por choque térmico, e a seguir para o processamento o quanto an-tes. Õ ×
    • APOSTILA DE CULTIVO DE PEIXES EM VIVEIROS ESCAVADOS8.1.1.5 SELEÇÃO E PESAGEM Esta etapa caminha de acordo com os compromissos com o mercado, ospeixes são selecionados entre aqueles que vão para o abate destinado ao consumodireto (mercado consumidor) e aqueles que seguirão em tonéis com água e oxigêniocom destino aos Pesque-pagues.Quadro 2 – Sínteses das atividades no ciclo de cultivo TEMPO ATIVIDADE OBJETIVO Deixar secar o viveiro vazio ao sol até rachar o solo, se ficar poças de água, Eliminar pragas e doenças e aumentar a15 dias aplicar cal virgem. Depois, fazer produção primária (Plânctons). adubação orgânica ou inorgânica. Evitar problemas no talude, verificação2 - 4 dias Colocar água nos viveiros aos poucos. de vazamentos e crescimento de macrófitas (plantas aquáticas). Aclimatar os alevinos no viveiro conforme Evitar mortalidade em massa por choque1 hora protocolo próprio. de qualidade da água6 - 8 meses Ciclo propriamente dito Engorda para com comercialização24 - 48 horas Jejum pré-despesca Melhorar qualidade do pescado24 horas Esvaziamento de 70% da água do viveiro Despesca4 horas Despesca e conservação no gelo Conservação e comercialização9 QUALIDADE DE ÁGUA A água é, entre todos os fatores, aquela que mais intervém na cultura dopeixe, a qual pode ser considerada como a parte final das múltiplas transformaçõesque se processam nesse meio, e que é objeto de uma ciência denominada Limnolo-gia. No estudo de Limnologia, incluem-se características físicas, químicas e bio-lógicas.9.1 Características físicas da águaTemperatura A temperatura interfere diretamente na solubilidade de gases, na velocida-de de reações químicas, na circulação de água, no metabolismo dos peixes, etc. Afaixa ideal das espécies tropicais está entre 20 a 30ºC, sendo o nível ótimo para amaioria entre 25 e 28ºC. Temperaturas inferiores a 20ºC normalmente afetam o metabolismo dos pei-xes tropicais, acarretando diminuição de apetite e das taxas de crescimento. A tem- Õ Ø
    • APOSTILA DE CULTIVO DE PEIXES EM VIVEIROS ESCAVADOSperatura letal é muito variável entre espécies, sendo de 5ºC para as carpas, 10ºC pa-ra as tilápias e 15ºC para tambaqui e pacu. Temperaturas superiores a 34ºC, também podem interferir no desenvolvi-mento dos peixes tropicais, a cada 10ºC que a temperatura aumenta, o efeito dassubstâncias tóxicas duplicam. O controle de temperatura pode ser feito por meios artificiais com o uso deaquecedores, mas é inviável economicamente. A temperatura que convém consi-derar não é a da água de alimentação do tanque, mas sim a água dos tanques on-de os peixes vivem. Por isso, ao se construir um tanque, deve-se escolher um localbem exposto ao sol e ao vento, onde possa tirar o maior rendimento dos dois.Transparência A transparência está relacionada com o material em suspensão, tanto mine-ral como orgânico. Quanto mais plâncton (microorganismos que vivem na coluna daágua), menor a transparência. O disco de Secchi é o equipamento usado para me-dir esse parâmetro. Uma transparênciaideal da água de um tanque medidapelo disco de Secchi está em torno de 30e 40 cm, indicando uma boa produçãobiológica nos viveiros. A Figura 13 ilustra amedição da transparência através douso do disco de Secchi. As águas de cor esverdeada ouazulada são geralmente boas. As amare-ladas ou acastanhadas, provenientes depântanos, são ácidas e impróprias para Figura 13 – Medição da transparência da água com o disco de Secchi.culturas de peixes.9.2 Características químicas da água Toda água na natureza deriva da precipitação atmosférica, produto dacondensação do vapor de água no ar (chuva), e contém vários compostos nitroge-nados, sulfatos, cloretos, etc., cuja quantidade varia não somente com o local, comomas também as estações do ano. Em todo o trajeto, a água dissolve numerosas substâncias do solo, que a tor-nam uma solução mais ou menos diluída de sais minerais e compostos orgânicos. A-lém dessas substâncias dissolvidas, a água arrasta no seu caminho partículas não-solúveis, colóides e partículas maiores, tornando-se uma suspensão mineral ou orgâ-nica. A água é o solvente universal encontrado na natureza. Ela dissolve os gases,os sais minerais e substâncias orgânicas. Todos esses gases são de fundamental im- Ù Ú
    • APOSTILA DE CULTIVO DE PEIXES EM VIVEIROS ESCAVADOSportância para a piscicultura. O valor piscícola de uma água depende essencial-mente da natureza do terreno com o qual a água está em contato.pH (acidez da água) O pH reflete o grau de acidez ou de alcalinidade da água. A escala de pHvaria de 0 (zero) a 14 (quatorze), e também função de numerosos fatores químicos ebiológicos. A melhor água para a cultura do peixe é a que possui uma reação ligeira-mente alcalina, isto é, pH entre 7 e 8. Esses valores não devem ser inferiores a 4,5 - 5,nem superiores a 8, embora existam espécies ictiológicas e planctônicas que os pre-ferem. Como medir o pH da água? A medição do grau de acidez da água pode ser feita por aparelhos eletrônicos chamados pHmetros digitais, que apresentam os resulta- dos com precisão. O problema de trabalhar com este método é que necessita de uma mão-de-obra mais especializada, uma vez que, é necessário a calibração constante do aparelho; outro pro- blema é o custo elevado do mesmo. Existem diversos modelos de pHmetros no mercado. Porém, mais comumente utilizado na piscicultura para medição do pH é um kit colorimétrico. Neste método, basta coletar uma amostra de água do viveiro, adicionar algumas gotas do indicador de pH e agitar. De acordo com o grau de acidez da água, a amostra apre- sentará uma coloração característica.Oxigênio dissolvido (O.D.) Sem o oxigênio dissolvido na água, os peixes de cultivo e todos os outros or-ganismos aquáticos não podem sobreviver. A falta de O.D. também pode ser observada pela presença de peixes nasuperfície. Nesse caso, deve-se suspender o fornecimento de ra-ção, aumentar ao máximo a renovação da água e se possível,acionar o sistema de aeração até que o quadro se reverta. É importante lembrar que existem espécies que toleramcom mais facilidade a falta de O.D. na água. O monitoramento do O.D. é feito com um equipamentochamado Oxímetro digital (Figura 14). Basta calibrar o aparelho àsalinidade da água, altitude do corpo d’água em relação ao ní-vel do mar; logo, colocar a sonda na água e registrar em mg/L ovalor de O.D. Geralmente este equipamento possui um termôme- Figura 14 – Oxímetro digital. Ù Û
    • APOSTILA DE CULTIVO DE PEIXES EM VIVEIROS ESCAVADOStro anexo.Existem duas fontes naturais de obtenção de oxigênio:a) Difusão direta Através do contato e penetração direta do ar atmosférico na água. O O2da atmosfera entra na água principalmente por mistura mecânica, provocada pelaação dos ventos, por correntes naturais de massas híbridas e agitações causadas pe-la topografia do terreno. A concentração do oxigênio na água varia com a sua temperatura (rela-ção concentração/temperatura está intimamente ligada), bem como a solubilidadedesse gás depende ainda da pressão atmosférica. A solubilidade do oxigênio na água diminui à medida que a temperaturaaumenta. Em temperatura alta, os peixes logo utilizam o O.D. da água, podendo o-correr mortalidade por asfixia. A solubilidade de O.D. diminui com a redução da pressão atmosférica ecom o aumento da altitude.b) Processo de fotossíntese A liberação de oxigênio na água, mediante processo fotossintético pelo fi-toplâncton (algas, em especial), é a principal fonte de obtenção do O.D. em um sis-tema de cultivo de peixes. Durante o processo fotossintético pelos órgãos clorofilados dos vegetais, ogás carbônico (CO2) é absorvido sob a ação da luz solar. Enquanto o carbono (C) éutilizado para a síntese de hidratos de carbono e carbonatos, o oxigênio é expelido,contribuindo e muito para a oxigenação da água. Sem a presença de luz solar, não há produção de O.D. pelas algas e sim oconsumo, por isso, em águas turvas e com baixa transparência, a produção fotossin-tética está diminuída ou até mesmo parada. Pode-se notar, portanto, que o proces-so fotossintético dos organismos clorofilados estão limitados às camadas superficiaisde água, onde a maior parte da luz é absorvida.Dióxido de Carbono (CO2) O gás carbônico seja, no estado livre, na forma de ácido fraco ou de bicar-bonato, encontra-se na água em solução instável; e, às vezes, sobre a forma de car-bonatos que precipitam. Quando ocorre um aumento de CO2, o pH diminui; o contrário também po-de ocorrer. Os altos teores de CO2 podem ser encontrados quando usa-se água sub-terrânea. Ù Ü
    • APOSTILA DE CULTIVO DE PEIXES EM VIVEIROS ESCAVADOS Os níveis subletais estão entre 12 a 50 mg/L e letais de 50 a 60 mg/L. O CO2pode ser removido com a aeração, pelo aumento de pH, pelo controle fitoplânctone pela construção correta dos viveiros (entrada de água oposta à saída, saída daágua no fundo, etc.).Alcalinidade A alcalinidade refere-se à concentração de bases de carbonatos e bicar-bonatos (CaCO3 e Ca(HCO3)2) e na água e à capacidade do meio em resistir àsmudanças de pH para valores mais ácidos. Na maioria das águas, os carbonatos eos bicarbonatos são as bases predominantes. A tabela abaixo mostra a alcalinidade(mg CaCO3 /L) e seu significado no viveiro. Tabela 5: Significado da Alcalinidade (mg CaCO3 /L) no viveiro. Alcalinidade (mg de CaCO3/L) Significado no água de cultivo 0 Água extremamente ácida, deve-se corrigir com compostos calcários. Alcalinidade muito baixa, o pH varia muito e a 5 - 20 água não é muito produtiva. 20 - 100 O pH varia e a produtividade é pequena pH varia entre pequenos limites e a 100 - 250 produtividade é ótimaSólidos suspensos Os sólidos suspensos correspondem a partículas de alimento não consumi-dos, fezes ou matéria inorgânica (argila) em suspensão na coluna dágua. Teores de 10 g/L são suportados por espécies tropicais, sendo o nível idealde 2 g/L. O Filtro mecânico simples pode diminuir os mesmos, sendo que um filtro de0,35 m de camada filtrante (cascalho de 7 mm), 0,30m de altura, 1,20 m de compri-mento e 0,90 m de largura filtra um canal de alimentação com descarga de 36 L/s. A água suja prejudica o peixe de duas formas: Direta - pelos ferimentos ou acúmulos nas brânquias, comprometendo a respi- ração dos animais; Indireta - pela diminuição da penetração de luz na água, reduzindo a produ- tividade natural do viveiro. Ù Ý
    • APOSTILA DE CULTIVO DE PEIXES EM VIVEIROS ESCAVADOSNitrito O nitrito é um produto intermediário na Tabela 6 – Principais parâmetros de qualidade deoxidação biológica da amônia a nitrato (nitrifica- água com valores médio almejados, e fre- qüência de análise.ção). Concentrações elevadas podem ocorrerem conseqüência de poluição orgânica ou teorde O.D. baixo. Para os peixes, o nitrito é muito tóxico,pois se combina à hemoglobina no sangue, origi-nando a meta-hemoglobina (má transportadorade oxigênio), que confere coloração amarronza-da ao sangue, matando o peixe por asfixia. A presença de íons de cloro pode diminu-ir a toxidez do nitrito. O nível de nitrito no meio nãodeve exceder a 0,15 mg/L.9.3 Características biológicas Um tanque de criação de peixes, apesarde ser um ambiente total ou parcialmente contro-lado, não deixa de constituir um sistema ecológicoque deve ser estudado, pois todas as outras mo-dalidades sofrem influência das condições bioló-gicas do meio, além das condições citadas nostópicos anteriores. É de fundamental importância o monitoramento do plâncton. Plâncton – são todos os organismos aquáticos presentes na coluna de água,incapazes de vencerem correntes. Sua locomoção por conta própria é muito pe-quena, algumas espécies locomovem-se na vertical. Classificação: - Fitoplâncton: fração vegetal composta de algas microscópicas, como, porexemplo, as algas verdes, os dinoflagelados, etc. - Zooplâncton: fração animal composta por microcrustáceos, copépodos,rotíferos, etc. Þ ß
    • APOSTILA DE CULTIVO DE PEIXES EM VIVEIROS ESCAVADOS10 MORFOLOGIA E FISIOLOGIA BÁSICA DOS PEIXES10.1 MORFOLOGIA EXTERNA Figura 15 – Morfologia externa de um peixe.10.2 ANATOMIA INTERNA Abaixo, estão relacionados alguns órgãos internos e suas funções e repre-sentados na Figura 16.O coração é o órgão que bombeia o sangue de forma a que circule no corpo de todo o animal;As brânquias ou guelras (termo vernáculo) são os órgãos da respiração, ou seja, é nelas que ocorrem as trocas gasosas entre o sangue ou linfa, dos seus portado- res, e a água;A bexiga natatória é um órgão que auxilia os peixes a manterem-se a determinada profundidade através do controle da sua densidade em relação à da água;Rim é o órgão responsável pela filtração do sangue e excreção;Gônada é a glândula sexual responsável pela produção de gametas masculinos ou femininos e também pela produção de hormônios;O Estômago é a víscera responsável por parte da digestão dos alimentos;O Intestino é a víscera responsável pela absorção dos nutrientes após digeridos no estômago;O Ânus é o orifício na extremidade terminal do intestino, pelo qual se expelem os ex- crementos;O Poro genital é o orifício na extremidade terminal das gônadas, pelo qual se expe- lem os gametas; Þ à
    • APOSTILA DE CULTIVO DE PEIXES EM VIVEIROS ESCAVADOSO Fígado é responsável por armazenar e metabolizar as vitaminas, fazer a síntese das proteínas plasmáticas, desintoxicação de toxinas químicas produzidas pelo or- ganismo e desintoxicação de toxinas químicas externas ao organismo. Figura 16 – Anatomia interna de um peixe.11 ENFERMIDADES11.1 Prevenção A melhor maneira de lidar com enfermidades é evitá-las na medida do pos-sível. Para isso basta seguir todas as recomendações do sistema de manejo descritonesse material e consultar um profissional da área. O parâmetro mais importante para a saúde dos peixes é a qualidade daágua, principalmente o oxigênio dissolvido. Os principais fatores que afetam o oxigê-nio dissolvido são: * Temperatura da água: quanto maior a temperatura menor o oxigênio dissol- vido; * Biomassa: quanto maior a biomassa, maior o consumo de oxigênio; * Arraçoamento: quanto mais sobras de ração, maior o consumo de oxigênio; * Fitoplâncton: quanto mais algas microscópicas na água (água verde), maior o consumo de oxigênio durante a noite; Outro fator que geralmente pode causar problemas é a ração, que deveser de boa procedência e do tipo certo, conforme o peixe e suas necessidades.Outras fontes de enfermidades e controle: • água do abastecimento – se possível, usar filtragem de areia; Þ Ù
    • APOSTILA DE CULTIVO DE PEIXES EM VIVEIROS ESCAVADOS • alevinos/reprodutores de outro local - adquirir alevinos de fornecedores idô- neos, entrada e saída de água dos viveiros independentes entre si; • pessoas que circulam em várias pisciculturas – permitir acesso aos tanques somente com as roupas próprias da piscicultura ou impedir acesso; • peixes já enfermos – retirar do tanque e enterrar o mais breve possível longe dos viveiros; • rede de despesca – se possível, usar uma rede para cada viveiro; • predadores em geral – espantar; • ciclos anteriores – desinfetar o viveiro antes de cada ciclo;11.2 Principais doenças na piscicultura Existem algumas doenças que perturbam, sobremodo, o cultivo de peixes.Abaixo são descritas algumas enfermidades e seus respectivos tratamentos. O uso deprodutos químicos e as dosagens devem ser indicadas por um técnico responsávelapós identificação do problema. Deve ser evitado o uso indiscriminado desses produ-tos, pois existem diferenças de tolerância de doses entre as espécies. As larvas e ale-vinos são mais sensíveis a produtos químicos que peixes adultos.11.2.1 Bactérias- Aeromonas hydrophila e Pseudomonas fluorescensTanques com alta carga de material orgânico e com água de má qualidade facili-tam sua ocorrência que pode aumentar nos períodos de primavera e outono.O peixe perde o apetite, reduz a atividade, apresenta natação vagarosa e tende ase posicionar nas áreas mais rasas do tanque; apresenta erosão nas nadadeiras, le-sões circulares ou irregulares do tipo úlceras pelo corpo, hemorragia nas bordas daslesões e na base das nadadeiras, olhos saltados de aspecto opaco e hemorrágico,abdômen distendido e presença de fluído opaco ou ligeiramente sanguinolento nacavidade abdominal, fluído amarelado ou sanguinolento no intestino, hemorragianos órgãos internos como o fígado, hiperplasia (au-mento do tamanho) de órgãos como o fígado, ba-ço e rins; fígado de coloração pálida ou ligeiramen-te esverdeada e pontos hemorrágicos na paredeinterna da cavidade abdominal.- Flexibacter columnarisCausadora da Columnariose ou doença da bocade algodão ou da cauda comida, como é popu-larmente conhecida, esta bactéria coabita os sis- Figura 17 – As manchas mais claras mostram o ata-temas aquáticos, normalmente em equilíbrio, até ao que por bactérias. Þ Þ
    • APOSTILA DE CULTIVO DE PEIXES EM VIVEIROS ESCAVADOSmomento em que, ou por má nutrição, ou por má qualidade da água ou mau ma-nuseio, ela se manifesta instalando-se em lesões causadas por ferimentos ou por pa-rasitas. A transmissão ocorre de peixe para peixe facilitada com o aumento da den-sidade de estocagem, da temperatura e das injurias físicas.11.2.2 FungosSaprolegnia parasítica é um dos fungos branco ou cinzaclaro com aspecto de algodão causadores da infecção.Nutrição inadequada e injúrias físicas propiciam a infesta-ção. Transporte e manejo de espécies tropicais como astilápias, pacus, tambaquis e tucunarés, entre outras, sobcondições de baixa temperatura de inverno e de início deprimavera podem favorecer as infestações. A doença semanifesta inicialmente com despigmentação de áreas napele dos peixes seguida da multiplicação e elongação dashifas (filamentos) formando os típicos “tufos de algodão”.Peixes mortos devem ser retirados dos tanques. Figura 17 – Peixe colonizado com fungos, que dão aspectos contonosos.11.2.3 Protozoários- Ichthyophthirius mutifilisDoença conhecida como “Doença dos Pontos Brancos” ou Ictio, se caracteriza pelapresença de pontos brancos visíveis a olho nu, espalhados pelo corpo, principalmen-te sobre as nadadeiras. O peixe apresenta excessiva produção de muco e fica seraspando no substrato, em plantas e outros objetos presentes nos tanques. O parasitanormalmente se instala nas brânquias dificultando a respiração, a excreção nitroge-nada e a osmorregulação dos peixes.Outros protozoários parasitas como, o Epistylis, a Ambiphtya, a Trichodinas e o Tricho-phrya, também se fixam ao peixe na pele, nadadeiras e brânquias e se alimentamfiltrando o material orgânico na água. Quanto maior o acúmulo de resíduos orgâni-cos nos tanques de produção, maior a população destes parasitos.11.2.4 TremátodosOs trematodos monogênicos fixam-se ao hospedeiro através de aparelhos de fixa-ção (haptores) com ganchos ou ventosas. Normalmente encontrado no corpo, na-dadeiras, nas brânquias dos peixes.Os Trematodos Digêneos possuem aspectos similares a pequenos vermes, normal-mente encontrados na forma de cistos na pele, órgãos internos, como o fígado, enos olhos dos peixes. á â
    • APOSTILA DE CULTIVO DE PEIXES EM VIVEIROS ESCAVADOS11.2.5 CrustáceosO Argulus (Figura 17) é comumente conhecido como“Piolho de Peixe”. Importantes vetores de doenças viraise bacterianas. Apresentam corpo achatado e oval, sefixam na pele e nas nadadeiras através de ventosas ese alimentam dos fluidos dos peixes.O Ergasilus sp. é outro microcrustáceo freqüentemen- Figura 17 – Argulus fixado na cabeça do peixe.te encontrado nas brânquias dos peixes. Ocasional-mente podem aparecer na parte interna da boca dos peixes. Os peixes podem a-presentar sintomas de asfixia mesmo sob condições de oxigênio dissolvido adequa-das.As Lernaea, se fixa ao peixe com auxílio de ganchos especiais com formato de ânco-ra localizados na cabeça do parasita que penetra namusculatura do peixe e deixando a região caudal parafora com o formato de um verme. Causam severa a-nemia e mortandade aos alevinos e não raro a peixesadultos. O peixe desenvolve uma forte reação à pene-tração do parasita o que lhe confere mau aspecto,bastante inflamado, apresentando uma lesão averme-lhada e escurecida, onde infecções secundárias porfungos, bactérias e vírus se desenvolvem provocando Figura 18 – Lernaea fixada na base da nadadeiraa morte massiva de peixes. dorsal cabeça do peixe.11.2.6 VermesVermes parasitos incluem inúmeros representantes das classes Cestoda (lombrigas),Nematoda (vermes arredondados) e Acantocephala (vermes de cabeça espinho-sa), bem como da classe Hirundinea (sanguessugas). Normalmente estes vermes u-sam os peixes como hospedeiros intermediários. Se ingeridos crus, podem representarrisco à saúde humana.11.3 Formas de TratamentoAs formas de tratamento mais empregadas são:Tópico: aplicação do terapêutico diretamente nos locais de infecção; evite contatodireto dos produtos com as brânquias.Injeção: principalmente de antibióticos em peixes de grande valor, como reproduto-res, peixes ornamentais, etc. á ã
    • APOSTILA DE CULTIVO DE PEIXES EM VIVEIROS ESCAVADOSRação Medicada: geralmente com antibióticosBanhos Rápidos: consiste na exposição dos peixes a uma elevada concentração doterapêutico porém de curta duração (segundos a minutos)Banhos prolongados ou fluxo contínuo: os peixes são submetidos a uma baixa con-centração do terapêutico por períodos mais longos (minutos a horas)Tratamento por tempo indefinido: os peixes ficam expostos a uma baixa concentra-ção terapêutica por tempo indeterminado. Esta forma de tratamento é bastanteempregada em tanques e viveiros de maiores dimensões.11.3.1 Produtos Químicos:1. Sal Comum: o sal é um produto barato e bastante seguro no tratamento de algunsparasitos e bactérias externas. O sal pode ser usado sem maior cuidado ou restriçãono tratamento de peixes destinados ao consumo humano.2. Permanganato de Potássio (KMnO4): este produto é bastante eficaz no controle debactérias externas como a F. columnares, alguns protozoários e crustáceos parasitose fungos, neste caso com soluções tópicas.3. Azul de Metileno: é um corante com ação bactericida e parasiticida. Pode ser u-sado no controle de protozoários e fungos.4. Formalina (40% Formaldeido): é um terapêutico bastante usado no controle defungos e protozoários. A aplicação pode causar a redução dos níveis de oxigêniodissolvido na água de tanques e viveiros.5. Sulfato de Cobre (CuSO4.5H2O): pode ser usado no controle de protozoários, trema-todos monogêneos, fungos e bactérias externas. No entanto o sulfato de cobre ébastante tóxico aos peixes, principalmente em águas com baixa alcalinidade total.Não é recomendada a aplicação em águas com alcalinidade abaixo de 30 mg deCaCO3/L. A dose de sulfato de cobre a ser aplicada é calculada dividindo a alcali-nidade total por 100.6. Triclorfon: este inseticida é bastante utilizado no controle de crustáceos parasitos(Lernaea, Angulus e Ergasilus), Trematodos monogênicos e sanguessugas, bem como,na erradicação de ninfas e insetos aquáticos. Pode ser tóxico em água com baixaalcalinidade total, menor de 30 mg de CaCO3/L, principalmente em dosagens acimade 0,25g/m³. O produto não deve ser aplicado em águas com pH acima de 8,5.7. Verde Malaquita: este produto é bastante eficaz no controle de muitos patógenose parasitos, no entanto seu uso é importante no controle do Ictio e no controle defungos como a Saprolegnia. Peixes que receberam o tratamento podem apresentar á ä
    • APOSTILA DE CULTIVO DE PEIXES EM VIVEIROS ESCAVADOSfilé com coloração esverdeada após armazenamento sob refrigeração ou congela-mento.Tabela 7 - Produtos e Tratamentos usados na Prevenção e Controle de Parasitos, Fungos e Bactérias.Produtos Tratamento Concentração Organismo Alvo Banhos 5 min 30 g/LSal Comum (NaCl) Parasitos/Bact. Externas Banhos 30-60 min 2-10g/L Banhos 20-30 min 10g/m³ (ppm) Parasitos/Bact. ExternasPermanganato de Potás-sio Indefinido 2g/m³ (ppm) Parasitos/Bact. Externas Tópico Solução 1% FungosAzul de Metileno Indefinido 2-3 g/m³ (ppm) Fungos/Paras. Externos Banhos de 30-60 min 150-250mL/m³ Banhos de 24 hr 25-30 mL/m³ Fungos e Parasitos Exter-Formalina Banho ovos 20 min 600mL/m³ nos Indefinido 15-25 mL/m³Sulfato de Cobre Indefinido TA/100=g /m³ Parasitos Externos Indefinido 0,13 a 0,25 g IA/m³ Lernaea, Angulus e Erga-Triclorfom Banhos Prolongados 1 – 2,5 g IA/m³ silus Banhos de 1 a 3 min 10 g IA/LOxitetraciclina ou Cloro- Na Ração 10 a 14 dias 250 a 1800 g/ton Bactérias Sistêmicas ehidrato de Tetraciclina Banhos Prolongados 20 g/m³ Externas Indefinido 0,10 mg/L (ppm) Fungos/Paras/BactériasVerde Malaquita Banho de 30-60 min 1-2 mg/L (ppm) Fungos/Paras/Bactérias Tópico Solução 1% Fungos11.4 Diagnósticos e Tratamento No caso de uma doença contagiosa se instalar no tanque não há oque fazer a não ser despescar imediatamente. Geralmente, as doenças de peixesnão afetam a saúde dos consumidores, porém podem prejudicar a comercializaçãodo produto pela má aparência que pode causar. Em alguns casos muito raros os pei-xes podem se recuperar, mas depende do tipo da doença e da saúde prévia dosmesmos antes da instalação da enfermidade.12 REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA á å
    • APOSTILA DE CULTIVO DE PEIXES EM VIVEIROS ESCAVADOSCOELHO, S.R.C. Produção de peixes em alta densidade em tanques-rede de pequeno volume. Tradução deEduardo Ono. Campinas: Mogiana Alimentos S.A., 77p.FURTADO, J. F.R. Piscicultura: uma alternativa rentável. Guaíba: Agropecuária, 1995. 180 p.MOREIRA,H.L.M.; VARGAS,L.; RIBEIRO,R.P.; ZIMMERMANN,S. Fundamentos da Aqüicultura. Canoas: Ed.ULBRA, 2001. 200p.OSTRENSKY, A.; BOEGER, W.. Piscicultura: fundamentos e técnicas de manejo. Guaíba: Agropecuária,1998. 211 p.__, PISCICULTURA, Série Perfil de projetos. SEBRAE. Vitória, 1999. 32 p. á æ