Infolocal: Um Estudo de Caso dos Limites e Potencialidades de um Sistema de      Informação Georreferenciado no Suporte à ...
1.   Introdução    Atualmente, o conhecimento ocupa um papel estratégico para o desenvolvimentoeconômico e social, uma vez...
Para CHAHIN et al. (2004), o conceito engloba a tomada de decisões feitas porgestores públicos através de instrumentos dig...
problemas.2.3 – Indicadores sociais        Por definição, “indicador social é uma medida em geral quantitativa dotada desi...
pelas secretarias e autarquias.        Alem de possibilitar a democratização das informações, o projeto goza de umaparceri...
•   Abastecimento: Feiras, Sacolões e Mercados;   •   Camadas Auxiliares: Divisão Regional, Subprefeituras;   •   Cultura ...
O sistema é dividido em dois módulos, o de construção de mapas já apresentado e o deconstrução de tabelas. O módulo de tab...
A manipulação dos sistemas também é uma limitação do Infolocal, apesar daexistência de legendas, muitos termos técnicos sã...
Upcoming SlideShare
Loading in …5
×

Infolocal: Um Estudo de Caso dos Limites e Potencialidades de um Sistema de Informação Georreferenciado no Suporte à Tomada de Decisões no Governo

563 views
476 views

Published on

0 Comments
0 Likes
Statistics
Notes
  • Be the first to comment

  • Be the first to like this

No Downloads
Views
Total views
563
On SlideShare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
3
Actions
Shares
0
Downloads
3
Comments
0
Likes
0
Embeds 0
No embeds

No notes for slide

Infolocal: Um Estudo de Caso dos Limites e Potencialidades de um Sistema de Informação Georreferenciado no Suporte à Tomada de Decisões no Governo

  1. 1. Infolocal: Um Estudo de Caso dos Limites e Potencialidades de um Sistema de Informação Georreferenciado no Suporte à Tomada de Decisões no Governo Autoria: Carolina Bertolucci Hilário e Silva, Luciana Mara Martins, Mário Januário Filho, Murilo César da Silva, Rodrigo FerrassaResumoA Era da Informação surgiu com a evolução tecnológica dos meios eletrônicos de informaçãoe comunicação. As novas demandas que essa sociedade levantam precisam ser supridas porpolíticas públicas aplicadas com máxima eficiência, e esse é um dos papéis das novastecnologias de informação e comunicação no setor público, o de auxiliar na tomada de decisãodos administradores da máquina estatal. Esse artigo é um estudo de caso do Infolocal, umsistema de informações georreferenciadas que produzem o mapeamento sócio-econômico deforma empírica no ambiente analisado, gerando também tabelas multivariáveis criando umdiagnóstico de informações que são utilizados para a tomada de decisões de formuladores depolíticas públicas e agentes políticos. São apontadas algumas potencialidades para odesenvolvimento contínuo desse sistema de informação, assim como suas limitações, sejamelas técnicas, sejam de vontade política.
  2. 2. 1. Introdução Atualmente, o conhecimento ocupa um papel estratégico para o desenvolvimentoeconômico e social, uma vez que os investimentos em bens intangíveis crescem de formamais rápida do que os investimentos em bens tangíveis, segundo FLEURY (2001),principalmente se pensarmos na inserção da sociedade atual em uma Era da Informação.Partindo desse princípio de Castells, temos a tecnologia da informação e da comunicação(TIC) como uma das principais ferramentas para adquirir conhecimento e alcançar odesenvolvimento, tanto no setor privado quanto no setor público. Porém, a utilização das TICdentro da administração pública segue um cronograma diferente do que no setor privado,onde as inovações acontecem de maneira mais eficiente. “Isto (...) se deve a fatoresresultantes da própria burocracia” (FERRER, 2006: 29), uma vez que o redesenho dosprocessos nas organizações públicas e a implantação de sistemas de informações necessitampreviamente de uma mudança na cultura organizacional e burocrática. A utilização dessas TIC no setor público com foco no cidadão, no fornecedor e no própriogoverno com acesso irrestrito e democrático resulta no governo eletrônico. CHAHIN et al.(2004) propõem uma divisão sobre uso das TIC para analisar sua aplicação nos e-govs. Sãoelas: governança eletrônica; prestação eletrônica de serviços ao cidadão; ampliação demecanismos para participação, transparência e controle social; e inclusão digital. Neste artigo faremos um estudo de caso do Infolocal, um Sistema de InformaçãoGeorreferenciado (SIG), da Prefeitura da Cidade de São Paulo, como ferramenta deGovernança Eletrônica. Trabalharemos os limites e as potencialidades desse sistema comosuporte digital para a tomada de decisões por parte de gestores de políticas públicas.2. Fundamentação Teórica2.1 – Governo eletrônico, governança e governança eletrônica O governo eletrônico parte da utilização de TICs e redesenho de processo (FERRER,2006), sendo um novo conceito que visa o fornecimento e a disponibilização de informações,serviços ou produtos por meios eletrônicos, de maneira democrática e acessível aosinteressados, sejam eles cidadãos, fornecedores, organizações privadas ou públicas (JOIA,2004). Jóia e Cavalcante (2004) definem algumas possibilidades de relacionamento entregoverno e os diversos atores de uma sociedade por meio do governo eletrônico. Entre elas:Business-to-government (B2G), government-to-business (G2B), citizen-to-government (C2G),government-to-citizen (G2C) e government-to-government (G2G). Esta última categoria dizrespeito à tomada de decisões de modo a diagnosticar as políticas públicas que serãoformuladas e implementadas a partir das demandas B2G e C2G, criando o fluxo G2B e G2Ccomo resposta. Já por governança utilizaremos a definição da UNESCO, onde governança é oexercício da autoridade política, econômica e administrativa do gerenciamento das transaçõesde um país, incluindo as articulações dos interesses dos cidadãos e o exercício legal de seusdireitos e obrigações. Por governança eletrônica, podemos entender o desempenho de umgoverno via meios eletrônicos para tornar a organização mais eficiente, seus processos maisrápidos e transparentes, disseminando informações ao público e a outros agentes. Agovernança eletrônica também diz respeito à maneira com que os cidadãos se relacionam como governo e vice-versa. 2
  3. 3. Para CHAHIN et al. (2004), o conceito engloba a tomada de decisões feitas porgestores públicos através de instrumentos digitais que possibilitam uma maior interação entreo stakeholders do processo. O foco deste artigo está na diagnosticação do meio, gerandorespostas às demandas a partir do Infolocal, excluindo para fins de pesquisa, as outrasaplicações do sistema.2.2 – Sistemas de Informação, Sistemas de Informação Georreferenciados e Sistemas deApoio à Tomada de Decisões Para definir Sistemas de informação partimos do princípio de que os mesmos surgirampara automatizar processos de transformar dados em informações e, possivelmente, emconhecimento, portanto, é importante entender e definir as diferenças entre dado, informaçãoe conhecimento. Dados são valores “jogados” no sistema que não possuem sentido por si só e sãotransformados em informação apenas depois de processados, manipulados e agrupados deforma que tenham algum sentido concreto. Segundo (LAUDON & LAUDON, 2004), dadossão correntes de fatos brutos que representam eventos que estão ocorrendo nas organizaçõesou no ambiente físico, antes de terem sido organizados e arranjados de uma forma que aspessoas possam entendê-los e usá-los. Depois dos dados processados e organizados de formaa gerar informações úteis, as informações podem ser transformadas em conhecimento, já queinformação nem sempre significa conhecimento. Entendemos por conhecimento o modo como a informação é interpretada eaproveitada, é um fluído composto por experiências, valores, informações do contexto eapreensão sobre o próprio domínio de atuação que fornece uma aparelhagem cognitiva paraavaliar e incorporar novas experiências e informação. Tecnicamente, um sistema de informação pode ser definido como um conjunto decomponentes inter-relacionados que coletam - ou recuperam - , processam, armazenam edistribuem informações para a tomada de decisão e controle em uma organização, contendoinformações significativas sobre pessoas, lugares e coisas dentro da organização ou em seuambiente (LAUDON & LAUDON, 1996). Esses sistemas têm como objetivo auxiliar nocontrole da informação e na análise de dados, facilitar o planejamento estratégico e a tomadade decisão dentro de uma organização. Um SI é um conjunto de recursos que podem ou nãoenvolver o uso da tecnologia e é esse fator que interfere, muitas vezes, na eficiência, eficácia eefetividade de um processo. As funcionalidades proporcionadas pelo Infolocal que serãoapresentadas neste trabalho são exemplos de recursos dos SI que utilizam recursos obtidoscom o avanço tecnológico. Sistemas de Informação Geográficas (SIG) são ferramentas projetadas para coletar,manipular e apresentar grandes volumes de dados espaciais. O termo “espaciais”, nestesentido, se refere a dados que descrevem o espaço, referenciando alguma localização física.Em particular, quando são localizáveis na Terra (na superfície, acima ou abaixo dela), sãoditos “geográficos” (LAURINI, 1992 apud. CLODOVEU, 2000). Um SIG é um sistema deinformação que possui, entre suas funcionalidades básicas de SI, um diferencial, pois leva emconsideração o ponto de vista espacial da informação, portanto um SIG pode ser consideradoum Sistema de Apoio a Tomada de Decisão Espacial (SAD). Sistema de Apoio à Tomada de Decisão (SAD), segundo (HUBER, 1984), é umconjunto de software, hardware, linguagens e procedimentos que suportam o trabalho de umgrupo que tem como tarefa a tomada de decisão. Em resumo, é um SI especifico que temcomo objetivo auxiliar nas tomadas de decisão dos mais diversos tipos com o suporte da TIC.Como definiu (DESANCTIS & GALLUPE, 1987), SAD é uma combinação de tecnologias decomunicação, informáticas e de apoio à decisão, que facilitam a formulação e a resolução de 3
  4. 4. problemas.2.3 – Indicadores sociais Por definição, “indicador social é uma medida em geral quantitativa dotada designificado social substantivo, usado para substituir, quantificar ou operacionalizar umconceito social abstrato” (JANNUZZI, 2006, 15). Compreende-se que as tomadas de decisõesdos agentes políticos precisam de planejamento embasado em dados numéricos quedemonstram empiricamente a realidade do meio analisado, para isso, os indicadores sociaissão ferramentas fundamentais para a tomada de decisão desses agentes, que desde odiagnóstico de quais serão as prioridades das demandas adicionadas à agenda do governo,serão necessários também na fase de formulação de um programa, assim como em suaimplementação e avaliação do impacto na sociedade, seja benéfico ou retrógrado. Processo de agregação de valor informacional no indicador Eventos Dados brutos Informação para empíricos levantados: análise e decisões da realidade Estatísticas de política social Públicas pública: Indicador Social Figura 1: Fonte – Jannuzzi (2006:16)3. Objeto Lembrando o que foi colocado anteriormente, a tecnologia já não pode ser ignoradaem uma gestão que deseja alcançar o sucesso. A gestão pública também não é excluída dessarealidade, principalmente pelo seu compromisso junto à sociedade, por isso devem e vêmsendo desenvolvidos projetos de E-gov que possibilitem combater a instalada incapacidade demanter o nível de respostas às demandas da população. Pensando nessa dimensão, a Prefeiturado Município de São Paulo em parceria com o Google implementou um SI chamadoInfolocal. O Infolocal, projeto desenvolvido por técnicos da Secretaria Municipal dePlanejamento (Sempla) da Prefeitura Municipal de São Paulo (PMSP), que surgiu devido aogrande volume de dados e a necessidade da democratização da informação. O Infolocal é umSI on-line que tem como objetivo disponibilizar o acesso as informações sobre as maisdiversas variáveis do município de São Paulo. Essa ferramenta utiliza-se do acesso a todas asinformações do Censo 2000 armazenadas em forma de microdados. De acordo com o InstitutoBrasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), microdados consistem no menor nível dedesagregação dos dados de uma pesquisa, retratando, na forma de códigos numéricos, oconteúdo dos questionários, preservando o sigilo das informações. Em paralelo com os dadosdo Censo, o sistema conta ainda com acesso ao banco de dados da prefeitura, alimentado 4
  5. 5. pelas secretarias e autarquias. Alem de possibilitar a democratização das informações, o projeto goza de umaparceria com o Google Earth, software que combina os sofisticados recursos de pesquisa doGoogle com imagens de satélite, mapas, terrenos e edificações em 3D para colocarinformações geográficas do mundo todo à disposição. Essas funcionalidades fazem doInfolocal um SIG. De acordo com a Sempla, “por meio do Infolocal, pode-se visualizar qualquer pontodo território paulistano, tanto no mapa gráfico quanto na imagem de satélite. A inovação estáno nível de interatividade que o sistema permite ao usuário. É possível construir mapas etabelas que atendam ao interesse de cada um, a partir das informações que compõem o bancode dados da Prefeitura. Também é possível agregar as informações segundo diferentesunidades territoriais: o município, as subprefeituras, os distritos etc.” Devido a estascaracterísticas adaptáveis ao usuário, o Infolocal pode também ser classificado como umSAD. Como exemplo, a Secretaria de Saneamento e Energia do Governo do Estado de SãoPaulo, responsável pela construção de um possível “piscinão”, poderia utilizar o Infolocalpara fazer um levantamento dos pontos de alagamento do município de São Paulo, queatravés dos indicadores demonstrados, obteriam uma visibilidade sobre os pontos maisafetados e assim o sistema auxiliaria para a tomada de decisão na escolha do local a serimplantada a obra. Figura 2: Pontos de alagamentos no Município de São Paulo. Fonte – InfolocalO Infolocal disponibiliza diversas informações representadas cartograficamente. Taisinformações são divididas pelo sistema em camadas: 5
  6. 6. • Abastecimento: Feiras, Sacolões e Mercados; • Camadas Auxiliares: Divisão Regional, Subprefeituras; • Cultura e Esporte: Equipamentos de Cultura, Equipamentos de Esporte, Imóveis, Tombados, Telecentros; • Economia: Agricultura, Pecuária, Silvicultura e Exploração Florestal, Alojamento e Alimentação, Atividades Imobiliárias, Aluguéis e Serviços Prestados às Empresas, Comércio; Reparação de Veículos Automotores, Objetos Pessoais e Domésticos, Construção, Educação, Indústrias de Transformação, Indústrias Extrativas, Intermediação Financeira, Seguros, Previdência Complementar e Serviços Relacionados, Outros Serviços, Coletivos, Sociais e Pessoais, Pesca, Produção e Distribuição de Eletricidade, Gás e Água, Saúde e Serviços Sociais, Transporte, Armazenagem e Comunicações; • Educação: Creche, Educação de jovens e adultos, Educação especial, Educação, profissional de nível técnico, Ensino fundamental 1ª a 4ª série, Ensino fundamental 5ª a 8ª série, Ensino médio, Pré-escola; • Habitação: COHAB, Cortiços, Favelas; • Meio Ambiente: Parques; • Saúde: Equipamentos de Saúde; • Segurança Urbana: Alagamentos, Delegacias, Presídios, Transbordamentos; • Serviço Funerário: Serviço Funerário; • Transportes: Corredores de Ônibus, Metrô, Trem. Nota-se então que o “sistema permite trabalhar com tabulações de dados,representações cartográficas de informações, cruzamentos de informações, construção demapas temáticos, estudos comparativos e análises espaciais, tendo como unidades territoriais,o município, subprefeituras, distritos, áreas de ponderação do Censo, setores censitários,quadras e logradouros” (Sempla).Como citado acima, o sistema permite o cruzamento de variáveis, possibilitando avisualização e comparação ao mesmo tempo: Figura 3: Favelas e Malha metroviária do município de São Paulo. Fonte – 6
  7. 7. O sistema é dividido em dois módulos, o de construção de mapas já apresentado e o deconstrução de tabelas. O módulo de tabelas permite que o usuário faça pesquisas selecionadoas variáveis de seu interesse. Esse módulo também pode ser um bom auxiliar no processo detomada de decisão, já que ele faz um filtro apresentando exatamente os dados que o usuáriodeseja saber. A criação de tabelas ainda é dividida em dois sub-itens, “por seleção devariáveis” e “por regionalização”. Como ambas funcionam da mesma forma, mudando apenasa ordem de seleção, vamos apresentar a opção de “por seleção de variáveis”.A criação de tabelas é dividida em quatro fases, Seleção de variáveis, Regionalização,Formatação e Resultado. Então respectivamente o sistema oferece ao usuário as possíveisvariáveis, oferece as localidades e a escolha do tipo de formatação a serem inseridas na tabela.Dentro de cada variável, existe a opção de muitas outras sub-variáveis, por exemplo, aoescolher a variável Educação, há a opção de selecionar dezenas de sub-variáveis, comoDependência administrativa, Tipo de estabelecimento de SME, Diretoria de ensino, Categoriaadministrativa etc. Quanto aos usuários de acordo com a Sempla o a maior procura pelo Infolocal é feitapor profissionais liberais, órgãos públicos e estudantes, e as camadas mais acessadas sãoMetrô, Corredores de ônibus, Favelas, Saúde e Subprefeitura.4. Considerações finais O principal objetivo deste estudo foi conhecer os limites e as potencialidades doInfolocal como um sistema de auxílio à tomada de decisões. Escolhemos este objeto, pois eleevidencia os motivos pelo qual o Brasil alcançou resultados altamente positivos naclassificação de governo eletrônico feito pela ONU/ASPA, classificando-se em 18º lugardentre 132 países, demonstrando que o governo eletrônico no Brasil é realmente avançado einovador ao criar ferramentas como o Infolocal. Embora o Infolocal não tenha só o caráter de suporte para a tomada de decisões, queabrange também a pesquisa acadêmica e/ou escolar, a localização georreferenciada e ademocratização do acesso à informação, decidimos focar na relação G2G para finsacadêmicos, de modo a enfatizar a utilização de novas tecnologias na governança eletrônica.No que tange esse aspecto, ficou diagnosticado que o sistema ainda possui algumas limitaçõestécnicas, sendo um sistema que necessita de uma tecnologia atual, ou seja, um computadorque possua uma configuração que atenda os requisitos básicos para suportar o denso sistema,além do intenso tráfego de dados via internet, devido ao grande volume de informaçõesbuscadas nos bancos de dados, e o acesso ao Google Earth que por si só, já necessita doacesso a rede por banda larga. Outro fator limitante para o sistema é a factibilidade das informações, devido a suadescentralização de alimentação de certas informações, que competem a instituiçõesdiferentes daquela que administra o banco de dados do Infolocal. Na transição de gestores,pode haver retenção das informações por parte dos alimentadores do banco de dados, devido ainteresses partidários. Além disso, a atualização feita por outros órgãos da administraçãopública municipal está suscetível aos prazos destes, à sua burocracia e possível morosidade. Ao que diz respeito à sua dependência com o Google, um possível rompimento destaparceria, acarretaria em um grande atraso em seu desenvolvimento ou no seu fim. Devido aessa grande dependência, os desenvolvedores do Infolocal já procuram uma provável soluçãopara precaver um possível rompimento desse trabalho em conjunto. 7
  8. 8. A manipulação dos sistemas também é uma limitação do Infolocal, apesar daexistência de legendas, muitos termos técnicos são colocados, dificultando o entendimentopara o usuário. Em paralelo à dificuldade do sistema, a página que aloca o Infolocal nãodispõem de nenhum tipo de suporte ou tutorial do funcionamento do sistema.Quanto às potencialidades, podemos pensar na ampla cobertura territorial do sistema e suapossível extensão a outros municípios ou estados, contemplando até a esfera federal,aumentando a disponibilidade de informações ao gestor de políticas públicas de todos osníveis da federação. Fica constatado por fim, que por mais que concentrem os esforços físicos e financeirosna evolução e implementação tecnológica na esfera pública para propiciar um governoeletrônico de eficiência dos sistemas de informação, pouco será alcançado em resultados casoas decisões políticas não tenham foco na eficiência dos gastos públicos.5. Levantamento bibliográficoCHAHIN, A.; CUNHA, M. A.; KNIGHT, P. T.; PINTO, S. L. e-gov.br: A PróximaRevolução Brasileira: o governo eletrônico no Brasil e no mundo. São Paulo: PrenticeHall, 2004.CLODOVEU, A. D. J. Múltiplas Representações em Sistemas de InformaçãoGeográficos, Belo Horizonte, 2000.FERRER, F. Gestão Pública Eficiente – Impactos Econômicos de Governos Inovadores.São Paulo: Campus, 2006.FLEURY, M.E.T. in DUTRA,J.S. (org. Gestão Por Competências, 6ª edição, editora Gente,São Paulo, 2001)JOIA, L.A (2004). Governo Eletrônico: Em Busca de uma Conceituação. Disponível em:<http://www.ebape.fgv.br/e_government/asp/dsp_oquee.asp>. Acesso em 13 de maio de2007.JOIA, L. A. & CAVALCANTI, A. A. Análise da resistência a empreendimentosgovernment-to-government, Organizações & Sociedade. Rio de Janeiro: FundaçãoGetulio Vargas, 2004.LAUDON, K. & LAUDON, J. Management Information Systems-Organization andTechnology. Macmillan Publishing Company, 1996.LAUDON, K. & LAUDON, J.. Sistemas de Informações Gerenciais. São Paulo: PrenticeHall, 2004.LAURINI, R., THOMPSON, D. Fundamentals of Spatial Information Systems. AcademicPress, London, 1992. 8

×