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FACULDADE DE EDUCAÇÃO FÍSICA            FERNANDO DE ALMEIDA CAMPOSRELAÇÃO ENTRE DERMATOGLIFIA E AS CAPACIDADES FÍSICAS NA ...
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AGRADECIMENTOS       Agradeço primeiramente a Deus por tudo que tem oferecido em minhavida, e sem os caminhos de Deus nada...
LISTASSomatório Total da Quantidade de Linhas: SQTLDeltas totais dos dez dedos analisados através das digitais: D10Impress...
RESUMOO trabalho aborda a dermatoglifia e as capacidades físicas em atletas defutebol de campo do sub-15 do Goiás Esporte ...
SUMÁRIOINTRODUÇÃO ...........................................................................................................
INTRODUÇÃO      Segundo Pereira (2006) O futebol é um esporte que há muito tempoperdeu seu caráter de jogo harmonioso no q...
Considerando uma técnica nova, na qual todos autores Filho(1997),Dantas(2003), Assef(2009), João(2002) Castanhede(2003), d...
OBJETIVO GERAL  • Estabelecer a relação entre o teste dermatoglífico com capacidades       físicas encontradas nos testes ...
1. REVISÃO DE LITERATURA   No presente trabalho a revisão de literatura, tem o papel de esclareceraspectos sobre as princi...
Quanto às capacidades físicas, Souza (2006) aponta que algumas sãoimportantes para o desempenho do futebolista, pois estão...
mais rapidamente após o treinamento e a competição. O mesmo autor aindarelata que “o jogador com um bom nível de resistênc...
•   Aumentar a velocidade de recuperação após uma atividade de alta       intensidade   •   Melhorar a capacidade do siste...
As ações com e sem a posse da bola são determinantes para o                     desempenho diferenciado dos jogadores de f...
Assim, o treinamento da velocidade em períodos competitivos deve serbaseados nas capacidades de aceleração.   1.2.3 Força ...
Quando um atleta desenvolve sua força, pode experimentar                     uma transferência positiva para a velocidade ...
fibras musculares através das impressões digitais e conseqüentemente osdotes motores, predisposições coordenativas e quali...
contagem da SQTL, e nos desenho de verticilos somam os dois e depois adivisão por dois.          Abaixo estão encontrados ...
Segundo Dantas, Alonso e Fernandes Filho (2005), o 4º clã parasuperior, é um indicativo de alta qualificação esportiva, as...
Com o passar do tempo, o futebol se desenvolveu drasticamente,ocorrendo mudanças táticas, técnicas, nas regras, influência...
A Copa de 1966, na Inglaterra, o futebol-força “arrebentou”, no                   sentido literal da palavra e como era de...
Imagem2. – Teste Físico de velocidade, com fotocélula em uma equipe doCampeonato Brasileiro da Série A (2010) disponível :...
sedentárias, telespectadoras míopes, sem proporcionar a elas                     contrapartidas de movimentos, vigorosas, ...
Barbanti, (2005) Define, idade cronológica: período de tempo donascimento até o momento atual de sua vida. Idade biológica...
O autor acima faz uma crítica, quanto ao modelo de seleção de jovensatletas no esporte fazendo alusão a falta de aplicação...
a diversidade e á dificuldade que lhe são inerentes. Os                      profissionais precisam tomar inúmeras decisõe...
Preparamos os materiais a serem usados após as explicações quanto a aplicabilidade   dos   testes   para:   jogadores,    ...
2. MATERIAIS E MÉTODOS       A pesquisa iniciada no mês de abril de 2011 procurou obterinformações   acerca     de   conhe...
Os métodos utilizados para medição e análises foram feitos da seguinteforma,nesta ordem: coleta das digitais e análise das...
Materiais necessários: Fichas para coleta das digitais, almofada com tinta elupa.Procedimentos: Um atleta de cada vez, com...
em escolares. Com isso a utilização da redução do tempo de 12 minutos para 9minutos.         Materiais necessários: Um cro...
Imagem 4. Desenho para o teste de resistência de 9 minutos.2.3 Teste de velocidade em sprint 30 metros.      Materiais nec...
recuperação,o sprint, excluindo-se os dois piores tempos,utilizando apenas oque o atleta foi o mais veloz.Resultado: Anali...
Imagem   5. Teste físico velocidade 30 m com atletas sub-15 Disponível em:         http://www.goiasesporteclube.com.br/sit...
Procedimento: Foi feita apenas uma pergunta, com a lista de todos os atletasque realizaram o teste dermatoglífico.Pergunta...
3. RESULTADOS E DISCUSSÃO            No gráfico abaixo, observa-se o tipo de desenho presente nasdigitais dos atletas, ond...
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velocidade e força mas não necessita de altos níveis de resistência, como porexemplo um atacante de área ou centroavante. ...
Voluntário 15                  4.23               7.09               2Voluntário 21                  4.25               7....
elevada predisposição pertencentes às classes: 2 e 3 , com moderadapredisposição pertencentes à classe 5 e baixa predispos...
VOLUNTÁRIO      METROS   TITULARIDADE   CLASSE                         0=POUCO        (TESTE                         UTILI...
Voluntário 17                   2135            0                  2 Voluntário 27                  -               1     ...
2170m) porém, com diferenças pequenas necessitando de testes estatísticospara verificar os índices de significância para a...
Relação entre a distancia percorrida no teste de 9 min e a previsão da dermatoglifia                               2400   ...
Figura 7.Diagrama de caixas. Relação entre distância percorrida e previsão da dermatoglifia         Analisando apenas as c...
Figura 8. Gráfico com relação entre distância percorrida e previsão da dermatoglifia          analisando apenas as classes...
Figura 9.Gráfico com relação o teste de velocidade e condição da titularidade.        A Figura 9 mostra que não há relação...
Figura 10. Gráfico com relação entre distância percorrida e titularidade na equipe.        A Figura 10 mostra que não há r...
Figura 11. Diagrama de dispersão. Relação entre teste de velocidade e o teste de resistência.       Na FIGURA 11, observa-...
Previsão da dermatoglifia/utilização na equipe 1900ral 1900ral 1900ral 1900ral 1900ral                                    ...
CONSIDERAÇÕES FINAIS         O papel real da dermatoglifia seria avaliar o potencial genético doindivíduo, considerando as...
relacionada principalmente à análise subjetiva da comissão que trouxe dadosinteressantes, considerando o fato de atletas q...
REFERÊNCIASASSEF, M. Dermatoglifos como preditores da coordenação em atletas daseleção brasileira de futebol feminino sub–...
CASTANHEDE, A.L.K., DANTAS, P.M.S., FERNANDES FILHO, J. Perfildermatoglífico e somatotípico, de atletas de futebol de campo ...
KISS,M, A, P, D, L. Esporte e Exercício Avaliação e Prescrição Ed ManoleRio de Janeiro, 2003LANNI. F, As transformações da...
WEINECK, J. Futebol Total – O treinamento físico no futebol. 1° ediçãobrasileira. Ed.São Paulo,2003.WEINECK, J. Treinament...
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O trabalho aborda a dermatoglifia e as capacidades físicas em atletas de futebol de campo do sub-15 do Goiás Esporte Clube (n =29), por meio de testes motores de campo e análise de entrevistas da comissão técnica . O objetivo do trabalho é de verificar qual a relação da dermatoglifia com as características físicas dos jogadores. Para análise dermatoglífica, avaliou-se o número de deltas (D10) e o somatório total da quantidade de linhas (SQTL). Para avaliar as capacidades físicas, utilizou-se os testes de resistência 9 minutos e de velocidade 30m. E análise subjetiva do treinador da equipe. A pesquisa se caracteriza como um estudo de revisão bibliográfica abordando capacidades físicas relevantes para um jogador de futebol, um breve histórico da dermatoglifia, testes e avaliações especificidades do treinamento de crianças e adolescentes e a evolução da preparação física no futebol e experimental através dos testes físicos de campo realizados. Após isso, uma análise de dados é feita a partir dos resultados obtidos em testes dermatoglíficos, teste de velocidade (30m) e teste de resistência aeróbica (9 minutos), e entrevista com o treinador da equipe. Observa-se que há uma relação da dermatoglifia com as capacidades físicas encontradas nos testes porém pouco significativo de acordo com índices estatísticos.

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Monografia Fernando dermatoglifia capacidades físicas futebol

  1. 1. UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS FACULDADE DE EDUCAÇÃO FÍSICA FERNANDO DE ALMEIDA CAMPOSRELAÇÃO ENTRE DERMATOGLIFIA E AS CAPACIDADES FÍSICAS NA CATEGORIA DE BASE DO FUTEBOL DE CAMPO GOIÂNIA 2011 1
  2. 2. FACULDADE DE EDUCAÇÃO FÍSICA FERNANDO DE ALMEIDA CAMPOSRELAÇÃO ENTRE DERMATOGLIFIA E AS CAPACIDADES FÍSICAS NA CATEGORIA DE BASE DO FUTEBOL DE CAMPO Trabalho apresentado para a obtenção do título de licenciado em Educação Física pela Universidade Federal de Goiás, sob orientação do Professor Dr. Mário Hebling Campos. GOIÂNIA 2011 2
  3. 3. DEDICATÓRIA Dedico este trabalho as pessoas que acreditaram e buscaram juntocomigo a este objetivo. São eles: À minha família, sendo as pessoas mais importantes da minha vida, aomeu pai Moacir Batista Campos Jr por todo carinho e apoio dado ao longo detoda minha vida, à Mariana Campos, minha “maninha” obrigado por você sertão “chata” assim e ao mesmo tempo tão legal. À minha mãe Nelci Marta deAlmeida por todo amor, a pessoa que mais me ajuda, que me acolheu, emquem sempre confiarei, obrigado por essa pessoa tão batalhadora e memostrar sempre os melhores caminhos a seguir. Aos meus familiares, tios, tias, primas e primos. Em especial a Tia Nelyexemplo de vida, obrigado por ser tão especial, muito orgulho de ser o seu“sobrinho preferido”. Aos meus primos-irmãos Sérgio Coelho, André Coelho eMarco Aurélio (Léo) por toda amizade, companheirismo por me trataremsempre como o irmão caçula. Os demais, Tio Chico, Tia Neila, Tio José CoelhoTio Cezar, Jullyanne Valeriano, Monise, Hellainy, Fernanda, Vô Antônio e VóAparecida pelo apoio que sempre tive e me por ser tão bem tratado . Aos meus verdadeiros amigos Matheus Moura e Vinicius Alvescompanheiros inseparáveis do futebol, são sete anos de amizade sincera emuita gratidão que tenho por vocês. Ao meu irmão Moacir meu exemplo deestudante, caráter, sabedoria, alem de meu irmão de sangue meu eternoamigo. 3
  4. 4. AGRADECIMENTOS Agradeço primeiramente a Deus por tudo que tem oferecido em minhavida, e sem os caminhos de Deus nada é possível. Gostaria de agradecer as importantes contribuições das seguintespessoas para a realização deste trabalho. Sinceramente grato ao professor orientador Dr. Mário Hebling quesempre se mostrou, paciente disposto, acreditou e incentivou na realizaçãodeste trabalho, a todos integrantes do LAMOVH ( Laboratório do MovimentoHumano da UFG) em especial ao amigo Glaycon Coutinho pelocompanheirismo e amizade além de constantes contribuições nos momentosdifíceis quando precisei na construção de experimentos e a pesquisa em si. Meu muito obrigado ao pessoal do Goiás E.C., ao coordenador RubensFantato, pela grande ajuda cedendo um laboratório prático tão qualificado . Umagradecimento especial ao meu amigo, ex- professor e hoje companheiro detrabalho Hely Maia, grande incentivador e exemplo de profissional a serseguido pela ética, respeito, dedicação e profissionalismo. Meus agradecimentos também à Escola de Futebol do Vasco da Gamade Goiânia onde realizei meu primeiro trabalho frente ao futebol, em especialao professor Fadel Marcelo Najar pela pessoa que é, pelo caráter, honestidade,por sempre estar disposto a ajudar e por ter confiado no meu trabalho mesmosendo tão jovem na época. Aos amigos, funcionários e professores da FEF-UFG, os parceiros deestágio Leonardo Sobral e Pedro Henrique Benevides fundamentais nessesquatro anos não só pelo apoio nas aulas, como também na amizade que levopara o resto da vida. Aos meus melhores amigos companheiros inseparáveis que semprepude contar nos momentos de trabalhos, estudos, festas, futebol do fim desemana, o papo da cantina, enfim momentos de tantas alegrias que passamosjuntos. Jamais me esquecerei de vocês: Paulo Henrique Meireles (Paulim),Paulo Fernando Vilela (cabeça de mesa), Weberson Barbosa (Doca), IsabellaCarrijo, Rafael Albuquerque (Maranhão), Rômulo Machado e Lucas Carlos.Obrigado, meus amigos! 4
  5. 5. LISTASSomatório Total da Quantidade de Linhas: SQTLDeltas totais dos dez dedos analisados através das digitais: D10Impressões digitais: I.D 5
  6. 6. RESUMOO trabalho aborda a dermatoglifia e as capacidades físicas em atletas defutebol de campo do sub-15 do Goiás Esporte Clube (n =29), por meio detestes motores de campo e análise de entrevistas da comissão técnica . Oobjetivo do trabalho é de verificar qual a relação da dermatoglifia com ascaracterísticas físicas dos jogadores. Para análise dermatoglífica, avaliou-se onúmero de deltas (D10) e o somatório total da quantidade de linhas (SQTL).Para avaliar as capacidades físicas, utilizou-se os testes de resistência 9minutos e de velocidade 30m. E análise subjetiva do treinador da equipe. Apesquisa se caracteriza como um estudo de revisão bibliográfica abordandocapacidades físicas relevantes para um jogador de futebol, um breve históricoda dermatoglifia, testes e avaliações especificidades do treinamento decrianças e adolescentes e a evolução da preparação física no futebol eexperimental através dos testes físicos de campo realizados. Após isso, umaanálise de dados é feita a partir dos resultados obtidos em testesdermatoglíficos, teste de velocidade (30m) e teste de resistência aeróbica (9minutos), e entrevista com o treinador da equipe. Observa-se que há umarelação da dermatoglifia com as capacidades físicas encontradas nos testesporém pouco significativo de acordo com índices estatísticos.Palavras chaves :Dermatoglifia - capacidades físicas - futebol de campo - testede campo 6
  7. 7. SUMÁRIOINTRODUÇÃO ............................................................................................................. 8OBJETIVO GERAL .................................................................................................... 10OBJETIVOS ESPECÍFICOS ...................................................................................... 101. REVISÃO DE LITERATURA ............................................................................... 11 1.2 Capacidades físicas determinantes para o desempenho no futebol campo....... 11 1.2.1 Resistência aeróbia .................................................................................... 12 1.2.2 Velocidade .................................................................................................. 14 1.2.3 Força muscular ........................................................................................... 16 1.2 Dermatoglifia e a relação com esportes ........................................................... 17 1.3.1 A evolução da preparação física no futebol, do empirismo a ciência do treinamento.......................................................................................................... 20 1.3.2 Especificidades do treinamento para jovens e adolescentes ......................... 23 1.3.3 Testes e Avaliações ....................................................................................... 262. MATERIAIS E MÉTODOS ...................................................................................... 29 2.1. Teste Dermatoglífico ........................................................................................ 30 2.2 Teste de Resistência (9 minutos) ...................................................................... 31 2.3 Teste de velocidade em sprint 30 metros. ......................................................... 33 2.4. Entrevista com treinador da equipe .................................................................. 35 2.5. Ferramentas para análise de dados (recursos estatísticos e computacionais) . 363. RESULTADOS E DISCUSSÃO .............................................................................. 37CONSIDERAÇÕES FINAIS........................................................................................ 53REFERÊNCIAS .......................................................................................................... 54 7
  8. 8. INTRODUÇÃO Segundo Pereira (2006) O futebol é um esporte que há muito tempoperdeu seu caráter de jogo harmonioso no qual a melhor técnica prevalecia.Atualmente, a preparação física dos jogadores se constitui em partefundamental, devido a alta dinamicidade que o jogo tem apresentado. O treinamento de futebol se desenvolveu bastante ao longo dos anos.Segundo Rose (2006), o jogo se tornou mais rápido deixando de exigir umapreparação empírica para demandar um embasamento científico. Com essaevolução, surgiram várias metodologias de treinamento, testes e técnicasdesenvolvidas para o aprimoramento dos aspectos técnico, tático e físico dosfutebolistas. De acordo com Filho (1997) a dermatoglifia seria uma dessastécnicas que permite relacionar as impressões digitais com capacidadesespecificas do individuo. Segundo CASTANHEDE, DANTAS, FILHO (2006) as impressõesdigitais, desde o século XIX, utilizam-se na identificação do indivíduo, por tercaráter perene e único em cada ser humano, haja vista seu emprego comoíndice de certeza, na área de investigação criminal, em todo mundo. Referindo-se ao valor do índice das impressões digitais, (ID), na identificação do ser humano acentua quase forma terceiro mês de vida fetal, juntamente com o sistema nervoso do estrato blastogênico no ectoderma, e não se altera durante toda a vida (CASTANHEDE, FILHO e DANTAS , 2003) A palavra dermatoglifia, do latim, dermo: pele e glypha: gravar, consisteem um método no qual se verifica a tipologia das fibras musculares através dasimpressões digitais e, consequentemente, os dotes motores, predisposiçõescoordenativas e qualidades físicas existentes. Assim sugere os autoresDantas(2003), Filho (1997),Assef (2009), Castanhede(2003), que adermatoglifia tem uma parcela de avaliação quanto ao genótipo do indivíduo. 8
  9. 9. Considerando uma técnica nova, na qual todos autores Filho(1997),Dantas(2003), Assef(2009), João(2002) Castanhede(2003), defendem que háuma relação direta entre as I.D e as potencialidades genéticas. Realizou- se a coleta das impressões digitais, testes físicosexperimentais de campo, velocidade 30 m e resistência 9 minutos e aentrevista com treinador da equipe, com separação, atletas que são utilizadosem jogos e atletas pouco ou nunca utilizados, logo testes estatísticos paraverificar os níveis de relação existente entre a previsão dermatoglífica eresultados apresentados nos testes e entrevista. Este trabalho não tem o papel de detectar talentos através de análise dedigitais, nem de propor programas de treinamento ou mesmo indicar esporteadequado, mas sim estabelecer uma possibilidade de relação que adermatoglifia tem com as capacidades físicas. 9
  10. 10. OBJETIVO GERAL • Estabelecer a relação entre o teste dermatoglífico com capacidades físicas encontradas nos testes feitos.OBJETIVOS ESPECÍFICOS • Identificar o perfil dermatoglífico de jogadores das categorias de base do sub-15 do Goiás Esporte Clube; • Analisar a relação do teste dermatoglífico com resistência aeróbica • Analisar a relação do teste dermatoglífico com velocidade de sprint(30m) • Observar as características encontradas nas digitais relacionando a dermatoglifia e análise subjetiva da comissão técnica . 10
  11. 11. 1. REVISÃO DE LITERATURA No presente trabalho a revisão de literatura, tem o papel de esclareceraspectos sobre as principais e determinantes capacidades físicas para o atletade futebol, um breve histórico sobre a dermatoglifia e a relação com o esporte,descrever a importância de testes e avaliações no esporte de rendimento,evolução da preparação física no futebol e as especificidades do treinamentopara crianças e adolescentes.1.2 Capacidades físicas determinantes para o desempenho no futebolcampo Apresenta-se a seguir uma breve definição de capacidade física, ediálogo com autores quais são as determinantes para bons resultados dofutebolista. Capacidades físicas são definidas como todo atributo físico treinável num organismo em outras palavras todas as qualidades físicas motoras passíveis de treinamento, classificados em diversos tipos: resistência, força, velocidade, agilidade, equilíbrio, flexibilidade e coordenação motora (ROSA, 2008). As capacidades físicas então são determinadas pelo genótipo doindivíduo, podendo ocorrer mudanças com o passar do tempo através detreinamentos, atividade e aspectos do comportamento humano. De acordo com Dantas (2003), as capacidades imprescindíveis,importantes e secundárias para um jogador de futebol são: • Imprescindíveis: Força explosiva em membros inferiores e resistência aeróbica; • Importantes: Resistência muscular localizada, resistência anaeróbica, velocidade de movimentos,agilidade, coordenação; • Secundárias: Flexibilidade, velocidade de reação, equilíbrio dinâmico.. 11
  12. 12. Quanto às capacidades físicas, Souza (2006) aponta que algumas sãoimportantes para o desempenho do futebolista, pois estão diretamente ligadasàs ações específicas realizadas durante a partida. Entre estas capacidadesestão a força, a velocidade, a resistência e as subdivisões das mesmas. Força, velocidade e resistência são as capacidades importantes para o desempenho bem sucedido. A capacidade dominante é aquela mais exigida no esporte. A maioria dos esportes exige um desempenho máximo em pelo menos duas capacidades.(BOMPA, 2001, p, 5) Ao analisar a idéia dos autores acima, todos os esportes dependem deforça, velocidade e resistência, considerando as outras capacidades comocombinações das mesmas, por exemplo, agilidade, resistência de velocidade,potência, mobilidade, entre outras. Logo, no futebol, as capacidades físicasmais importantes seriam as três comuns nos esportes acíclicos (força,velocidade e resistência), e coordenação, específica daquele esporte.1.2.1 Resistência aeróbia Segundo Bompa (2002), a resistência se refere à extensão de tempo emque um indivíduo consegue desempenhar um trabalho com determinadaintensidade.O fator primordial que limita e afeta a resistência é a fadiga.Portanto, quanto mais tardia a fadiga, maior a resistência do indivíduo. Segundo Weineck (2000), como resistência, pode-se entender “acapacidade geral psicofísica de tolerância à fadiga em sobrecargas de longaduração, bem como a capacidade de uma rápida recuperação após essassobrecargas”. Sendo que na resistência aeróbica há oxigênio suficiente para aqueima oxidativa de substâncias energéticas. Weineck (2000) descreve que o organismo do jogador de futebol quepassou por um treinamento de resistência aeróbia pode eliminar maisrapidamente o ácido lático e compensar carências energéticas, o quepossibilita uma participação ativa no jogo. Além disso, o jogador se recupera 12
  13. 13. mais rapidamente após o treinamento e a competição. O mesmo autor aindarelata que “o jogador com um bom nível de resistência aeróbica possui umatolerância superior ao estresse e uma alta estabilidade psíquica. Ele está emposição de aceitar melhor as derrotas, sem apresentar problemas frequentesde motivação e variações negativas de humor (no sentido de adotarcomportamento prejudicial ao seu desempenho)”. Ainda sugere que “o jogadorcom um bom nível de resistência aeróbica mostra-se totalmente concentradoaté o final, atento e rápido em suas decisões e ações, o que mantém baixa asua cota de erros em consequência de falhas técnicas”. Em um treinamento que priorize o desenvolvimento da resistência aeróbia, é preciso contar que as fibras musculares adaptam demasiamente a sobrecarga impedindo o desenvolvimento das qualidades de velocidade e força rápida. Isso daria ao jogador pré-requisitos para ser um corredor de longa distância, mas não para ser um jogador de futebol acima da média( WEINECK, 2000, p, 26) O futebol se caracteriza como um esporte acíclico e de alta intensidade.No entanto, preparadores e professores e demais profissionais da área devemse atentar com as especificidades do jogo, ou seja, utilizar de trabalhosvoltados para o que o atleta utiliza nas partidas. Considera a resistência aeróbia uma capacidade neutra, no que diz respeito a fases sensíveis, ou seja, seu desenvolvimento deveria se iniciar por volta dos 4 anos de idade e prolongar-se até a idade adulta. Mas por volta dos treze anos, ocorre uma aceleração do crescimento no período pós-pubertário, o que resulta em uma maior produção hormonal, melhorando não só as dimensões corporais, como também os órgãos dos quais dependem a resistência, como o volume cardíaco, a capacidade vital e outros, aumentando dessa forma, a eficiência do sistema cardiorrespiratório, o qual é base para o desenvolvimento da resistência, propiciando condições ideais para uma melhor adaptação aos esportes aeróbicos (CARVALHO (1998) apud MANTOVANI, FRISSELLI P.186)Os objetivos do treinamento aeróbio no futebol são: 13
  14. 14. • Aumentar a velocidade de recuperação após uma atividade de alta intensidade • Melhorar a capacidade do sistema cardiovascular em transportar oxigênio aos músculos solicitados durante a partida de futebol; e • Aperfeiçoar a capacidade dos músculos solicitados em utilizar oxigênio fornecido e oxidar ácidos graxos (CUNHA et al., 2011) De acordo com Weineck (2004), para possibilitar a sistematização dosvários métodos e programas de treinamento para as diferentes capacidades deresistência, deve-se efetuar a classificação dos métodos de treinamento eanalisar o espectro dos seus efeitos. Assim, os principais métodos utilizados nofutebol são : contínuo, intervalado e de jogo. Os profissionais de futebol devem se atentar para conceder o treinamentomais específico possível, para que os resultados, além de eficazes, permitamque os atletas permaneçam mais dispostos, haja vista a aproximação do usodesse tipo de treino no jogo.1.2.2 Velocidade A velocidade é uma capacidade neuromotora indispensável para odesempenho desportivo, tanto nos desportos coletivos como nas modalidadesindividuais. Nos desportos coletivos manifesta-se sempre de forma complexa,ou seja, integradas com outras capacidades como: resistência-velocidade,velocidade-força, velocidade-reação. Para tanto,o autor sugere o treinamentode velocidade variando e utilizando distâncias diferentes, mudança de direçãoe outros métodos capazes de atender a exigências tão complexas para otreinamento. Gomes (2002) define velocidade como “capacidade de executar açõesmotoras em um menor tempo possível.” No futebol, é nítida a diferença no quesito velocidade quando secompara as Copas do Mundo de 1970, no México, e a de 2010, na África doSul. A própria dinâmica de jogo e os resultados das partidas evidenciam que avelocidade se tornou uma grande aliada dos atletas de sucesso. 14
  15. 15. As ações com e sem a posse da bola são determinantes para o desempenho diferenciado dos jogadores de futebol. A marcação próxima e diminuição dos espaços exigem movimentos rápidos e deslocamentos constantes para manter a posse de bola e avançar a meta adversária.(ROSE, 2006. p, 133) Segundo Rose (2006) , os diferentes tipos de velocidade durante umapartida podem ser classificados pela distancia percorrida: • 0 a 10 m ---- Velocidade de reação • 10 a 20 m ---- Velocidade de aceleração • 20 a 30 m ---- Velocidade máxima • 30 a 40 m ---- Resistência de Velocidade Weineck (1999), fala de requisitos da velocidade em um jogo de futebolsão elas: • Velocidade de percepção • Velocidade de antecipação • Velocidade de decisão • Velocidade de reação • Velocidade de movimento (com a posse de bola) • Velocidade de ação (sem a bola) Comparada com a força e resistência, nas quais os atletas podem atingir melhorias espetaculares depois de um treinamento adequado sem possuir talentos extraordinários, a velocidade é determinada pela hereditariedade e requer talento natural (BOMPA, 2002 p, 384) Analisando a idéia do autor e o objetivo da pesquisa, os testes queapontariam números mais fidedignos para a pesquisa seriam os testesenvolvendo velocidade, considerando uma capacidade física natural do serhumano independente do tipo de treino que lhe é submetido. Para Friselli, Mantovani (1999), um atleta de futebol dificilmenteconseguirá desenvolver picos de velocidade máxima durante uma partida,devido às curtas distâncias que percorre e às trocas constantes de direção. 15
  16. 16. Assim, o treinamento da velocidade em períodos competitivos deve serbaseados nas capacidades de aceleração. 1.2.3 Força muscular Segundo Bompa (2002), é possível determinar a força pela direção,magnitude ou ponto de aplicação, de acordo com a 2° Lei de Newton, força éigual a massa vezes a aceleração: F= m . a Assim seguindo a idéia do trecho acima, um atleta de qualquer esportepode melhorar os resultados de força alterando a massa ou aceleração. Zatsiorsky (2002) define força muscular como habilidade de gerar amaior forma máxima externa, assim pode ser definida como habilidade desuperar ou se opor a uma resistência através de esforço muscular . A força éum vetor caracterizado pela magnitude, direção, sentido e ponto de aplicação. De acordo com Carmo (2010) o treinamento dessa capacidade pode fazerresistir melhor às demandas de força impostas à musculatura durante umaatividade física diária, de lazer ou competitiva na qual ele está envolvido, ou atémesmo prevenindo lesões. A força é dividida, segundo Weineck (2003), em três subcategorias, asquais são: força máxima, que representa a maior força disponível, a forçarápida que compreende a capacidade do sistema neuromuscular demovimentar o corpo ou parte do corpo com uma velocidade máxima, e aresistência de força que é a capacidade de resistência a fadiga em condiçõesde desempenho prolongado de força. Segundo Rose (2006), os objetivos do treinamento de força devem ir aoencontro das necessidades dos jogadores de futebol, para melhorar odesempenho nos chutes a gol, passes longos, saltos, nos deslocamentos e nosduelos um contra um. 16
  17. 17. Quando um atleta desenvolve sua força, pode experimentar uma transferência positiva para a velocidade e resistência. Por outro lado, um programa de treinamento de força que vise apenas desenvolvimento da força máxima pode ter uma transferência negativa para a força e velocidade. (BOMPA, 2001 p, 8) Assim o treinamento de força é essencial para cada esporte, mas opreparador físico, professor ou demais profissionais devem se atentar de formaque o treinamento de força, sempre esteja acompanhado com a outrascapacidades envolvidas em determinado esporte, de forma que não hajatransferências negativas para tais. Segundo Rose (2006), os objetivos do treinamento de força devem ir aoencontro das necessidades dos jogadores de futebol, para melhorar odesempenho nos chutes a gol, passes longos, saltos, nos deslocamentos e nosduelos um contra um. Friselli e Mantovani (1999) afirmam que o tipo de força mais utilizada pelofutebolista é a força rápida, já que o futebol é constituído de ações rápidas eexplosivas, sendo que a resistência também tem alto grau de significância paraque o atleta realize diversas ações musculares sem que crie um alto processode fadiga. A força é uma das capacidades mais importantes e seu papel no treinamento de um atleta é, com freqüência, fundamental. Compreender a metodologia de seu desenvolvimento é primordial porque afeta tanto a velocidade quanto a resistência.(BOMPA ,2002, p, 339) Segundo Barbanti (2002) , em indivíduos normais a força muscular podeser aumentada por quase todos os métodos, desde que as cargas de treinoexcedam aquelas usadas nas atividades diárias normais.”1.2 Dermatoglifia e a relação com esportes De acordo com Dantas (2003) a palavra dermatoglifia do latim, dermo;pele e glypha; gravar,e consiste em um método onde se verifica a tipologia das 17
  18. 18. fibras musculares através das impressões digitais e conseqüentemente osdotes motores, predisposições coordenativas e qualidades físicas existentes. As impressões digitais (ID) são definidas entre o terceiro e o sexto mês de vida fetal, junto ao sistema nervoso do estrato blastogênico do ectoderma. As ID não se alteram durante toda a vida e incluem o tipo de desenho; a quantidade de linhas nos dedos e a complexidade sumária dos desenhos.(DANTAS. 2003 p, 392) Segundo Dantas, (2003) A dermatoglifia se apóia na qualidade dasfiguras papilares: o seu valor de identificação é fornecido pelos seguintesfatores : variabilidade, imutabilidade, inalterabilidade e individualidade Fernandes Filho, (1997), alude aos últimos 20 anos em que pesquisascientíficas do VNIIFK - Moscou demonstram que as ID são usadas diretamentena seleção esportiva, em correlação com qualidades física. O modelo deimpressões digitais conduz a escolher-se mais adequadamente a seleção noesporte, com a perspectiva de otimização quanto ao talento individual.Segundo Filho, 1997: “Tal pressuposto é um excelente modo, do qual equipesse dispõem, a fim de especificar; a posição dos desportistas durante o jogo,conhecendo- se de antemão o seu desempenho.”. Dantas (2003) se refere a dermatoglifia quando cita: A utilização das marcas genéticas na seleção esportiva permite, com alto grau de probabilidade na etapa precoce da orientação e da seleção esportiva inicial, selecionar aqueles mesmos 2-3% de crianças da população dotadas de capacidades para o desenvolvimento máximo de tal ou qual manifestação funcional (DANTAS, 2003 p, 391) Existem basicamente três tipos de desenho das digitais são eles arcos,presilhas e verticilos: nos pontos marcados abaixo são os deltas (D10), quemarcam o tipo de desenho existentes : Arco , Presilha e Verticilo . Outro fator, que classifica parar determinar o genótipo da pessoa, é osomatório da quantidade totais de linhas (SQTL). Onde é contado as linhas apartir do delta até o núcleo ou centro da digital, os desenhos de arco não há 18
  19. 19. contagem da SQTL, e nos desenho de verticilos somam os dois e depois adivisão por dois. Abaixo estão encontrados os tipos mais comuns de desenhosencontrados são eles . arco, presilhas e por último verticilo e sua variação s-desenho. As modalidades de esporte de velocidade e de força inserem- se: no campo de valores baixos de D10 e do SQTL; em modalidades, com a propriocepção complexa, no campo de valores altos; em grupos de esportes de resistência, em que ocupam a posição intermediária. Os valores máximos de D10 e de SQTL referem-se à elevada predisposição a coordenação dos indivíduos. (ASSEF, 2009).CLASSES D10 SQTL MÍNIMO MÁXIMO COORDENAÇÃO I 6,0 22,0 RESISTÊNCIA E VELOCIDADE FORÇA AGILIDADE E RESISTÊNCIA COORDENAÇÃO II 9,1 86,2 RESISTÊNCIA DE VELOCIDADE E VELOCIDADE E FORÇA RESISTÊNCIA VELOCIDADE III 11,1 119,1 COORDENAÇÃO, RESISTÊNCIA FORÇA EXPLOSIVA COORDENAÇÃO RESISTÊNCIA DE IV 14,1 139,6 VELOCIDADE E FORÇA VELOCIDADE AGILIDADE COORDENAÇÃO RESISTÊNCIA DE V 16,1 150,1 FORÇA VELOCIDADE AGILIDADE E RESISTÊNCIATabela1 . Classificação do conjunto dos índices dermatoglíficos e dos índices Somato-funcionais nos esportes acíclicos em níveis de qualificação.Fonte; Dantas, Roquetti Fernandes e Fernandes Filho (2004) 19
  20. 20. Segundo Dantas, Alonso e Fernandes Filho (2005), o 4º clã parasuperior, é um indicativo de alta qualificação esportiva, assim atletas da classe4 e 5 são privilegiados em capacidades físicas , para esportes acíclicos como :handebol , futsal , futebol de areia , futebol de campo etc.1.3.1 A evolução da preparação física no futebol, do empirismo a ciênciado treinamento Segundo Barbanti (2005, p,178) a preparação física é “o processo peloqual se desenvolvem as capacidades motoras, pela aplicação sistemática deexercícios físicos”. De acordo com Hernandes (2002) a preparação física é um dosrequisitos básicos para a realização da performance em qualquer atividadedesportiva. Sendo apenas uma parte dos fatores que influenciam naperformance desse modo não pode ser negligenciada e nem superestimadaem detrimentos dos outros conteúdos. No âmbito do treinamento desportivo, a preparação física é um dos aspectos primordiais no desenvolvimento das capacidades motoras: força, velocidade,resistência, flexibilidade e coordenação. A preparação física se divide em geral e especial, ou específica. (PLATONOV,BULATOVA, 2003 p, 9) Os mesmos autores acima definem o objetivo da preparação física geral,sendo desenvolver equilibradamente as qualidades motoras (força, velocidade,resistência, flexibilidade e coordenação). E objetivo de preparação físicaespecifica com a finalidade de desenvolver qualidades de determinadamodalidade em questão, particularmente os grupos musculares que suportam acarga fundamental durante a atividade. Quanto aos deslocamentos de um jogador de futebol Hernandes(2002)fala que em 98% destes deslocamentos são sem a posse da bola, essesdeslocamentos podem ser feitos em trotes para frente e para trás, caminhadase sprints. Por isso a importância que a preparação tem no futebol considerandoo tempo que o jogador fica sem a posse da bola e em constante movimento. 20
  21. 21. Com o passar do tempo, o futebol se desenvolveu drasticamente,ocorrendo mudanças táticas, técnicas, nas regras, influência da mídia,tecnologias, introdução de métodos científicos no treinamento e a evolução dapreparação física,os quais serão discutidos a seguir. A figura do preparador físico surgiu na década de 50, até então era o técnico o responsável pelo condicionamento físico do time. Na Copa do Mundo de 1954, algumas seleções contavam com a presença de preparadores físicos, que atuavam juntamente com o técnico, com a finalidade de dirigir as atividades físicas da equipe. Na seleção brasileira, em 1958, a CBD (Confederação Brasileira de Desportos), convidou um professor, ex-jogador de futebol, que atuava como treinador em um clube do Rio de Janeiro, para auxiliar o técnico da seleção (LANNI,2009) Assim, com os resultados obtidos na competição, a evidência desseprofissional foi muito grande. A partir daí, seleções e clubes de alto nívelcontavam com a figura desse membro integrado à comissão técnica. SegundoLanni (2006), nas décadas de 50 e 60, figuras de militares e ex-atletas eramcomuns ocupando o cargo, com hábitos rudes, e que deveria exigir o máximodos jogadores em atividades extenuantes, nas quais não se verificavam osaspectos científicos do treinamento físico. Segundo Rose, (2006), a Copa do mundo de 1970, no México, pode serconsiderada como linha divisória entre o empirismo e a ciência no treinamentofísico de futebol, entretanto os métodos aplicados na época já não se aplicamna realidade do futebol atual. Segundo Mantovani e Friselli (1999) a preparação física, foi o aspectoque mais evoluiu nas ultimas décadas pela evolução da Ciência doTreinamento Desportivo. Weineck (2003) na década de 60 jogadores de pontapercorriam de 3 a 5 quilômetro. Segundo Lanni (2009) “ jogadores de alto nívelnos dias de hoje percorrem em média 10 a 12 quilômetros em uma únicapartida”. De acordo com Maia (2006) “o futebol mudou, o espaço dentro decampo é cada vez mais reduzido com aumento incessante da preparaçãofísica”. 21
  22. 22. A Copa de 1966, na Inglaterra, o futebol-força “arrebentou”, no sentido literal da palavra e como era de se esperar ganhou a Copa e a correria venceu. Em 1974 a Holanda revolucionou o mundo com seu brilhante carrossel, onde o aspecto físico era primordial. Foi a fase da velocidade, da rotação, da ocupação de espaços, mas sobretudo com cabeças pensantes.{...}( FRISELLI, MANTOVANI,1999, p, 67) As imagens abaixo apresentam as disparidades na preparação física dofutebolista no ano de 1970 (Imagem 1) e 2010 (Imagem 2).A evolução énotória: a preparação se tornou científica, mais otimizada e com melhoresresultados.Imagem1. Preparação Física (1970) Seleção Brasileira.Disponivel: revistaescola.abril.com.br : acesso em 15/10/2011 22
  23. 23. Imagem2. – Teste Físico de velocidade, com fotocélula em uma equipe doCampeonato Brasileiro da Série A (2010) disponível : fluminenseetc.com.br acesso:15/10/2011. Segundo Maia (2006), a busca pelo craque não é mais o principalobjetivo, o jogador técnico esta perdendo seu espaço para o forte e bemcondicionado, que consiga brigar por cada “palmo de grama”, Somente chegama se tornar jogadores profissionais aqueles que se apresentam mais adaptadosa este novo futebol.1.3.2 Especificidades do treinamento para jovens e adolescentes De acordo Barbanti (2005) a iniciação é cada vez mais vista devido àsvalorizações econômicas, sociais, que a política do esporte sofreu. Em razãodisso, vários esportes em especial o futebol no Brasil, viraram símbolos deascensão social. Crianças e adolescentes gastam em média, por semana, 25 horas vendo televisão, brincando de vídeogame ou no computador. Se somarmos mais 20-25 horas de escola (estas pelo menos não são horas perdidas), temos então por volta de 40-45 horas por semana em atividades exclusivamente mentais. Esse quadro não é compatível com esporte algum, muito menos com “ser um país olímpico“. Aliás, esse quadro atual é preocupante do ponto de vista da saúde pública, pois estamos produzindo crianças moles, flácidas, curvadas, 23
  24. 24. sedentárias, telespectadoras míopes, sem proporcionar a elas contrapartidas de movimentos, vigorosas, que na verdade são raízes da inteligência criadora do ser humano(Barbanti, 2005, p, 2) Barbanti (2005) fala dois benefícios de crianças no esporte, podecontribuir com o desenvolvimento físico, psicológico e social delas. O mesmoautor ainda expõe “O verdadeiro valor do esporte é encontrado nos processosde participação, treinamento e competição e não nos seus produtos.” Assim deacordo com o autor o esporte não deve ser negligenciado por interessescomerciais (dos adultos) ou profissionais despreparados. Segundo Bompa, (2002), do inicio da infância a maturação, o serhumano passa por vários estágios de desenvolvimento, que incluem pré-puberdade, puberdade, pós-puberdade e maturação. De acordo com o autorpara cada fase há um tipo de treinamento veremos a seguir: • Pré-puberdade- Iniciação • Puberdade- formaçãoesportiva • Pós- puberdade- Especializaçãoesportiva • Maturação- Alto desempenho O futebol, dentre os esportes coletivos, talvez seja um dos que mais precocemente inicia seus treinamentos de forma sistemática e organizada; entretanto, curiosamente, apresentas poucas pesquisas cientificas sobre os efeitos das atividades aplicadas a milhares de crianças e jovens em suas escolinhas, sejam de clubes ou particulares. Normalmente se observa a reprodução do modelo de trabalho estabelecido na categoria profissional sem que sejam estabelecidos critérios de controle e avaliação, ou qualquer preocupação com a seqüência do desenvolvimento do treinamento (FRISELLI, MANTOVANI, 1999, p, 184) Para Weineck (1999), ao contrário da idade adulta, na infância eadolescência existem fases sensíveis em que as principais formas de exigênciamotora podem ser desenvolvidas de forma ideal, em diferentes graus ediferentes épocas. 24
  25. 25. Barbanti, (2005) Define, idade cronológica: período de tempo donascimento até o momento atual de sua vida. Idade biológica: idade de umindividuo definida pelos processos de maturação biológica e por influênciasexógenas. Para a sua determinação são considerados, o estado do sistemaesquelético, desenvolvimento das características sexuais, estatura, massacorporal e a superfície corporal. Segundo Dantas (2003), quanto a idade cronológica, é importanteconsiderar a idade biológica (fisiológica), que é caracterizada pelo nível dedesenvolvimento físico, uma que a idade cronológica nem sempre coincidecom a biológica. Treinadores que querem vencer, em geral, jogam com seus melhores atletas. Quase sempre, os melhores jogadores são aqueles que amadureceram precocemente porque são maiores, mais fortes, mais rápidos e mais resistentes. Nesses casos, crianças de maturação precoce ocupam posições de liderança em equipes esportivas, enquanto as outras ficam no banco de reservas. ( BOMPA, 2002, p, 200) De acordo com a idéia dos autores são necessários cuidadosexacerbados quanto ao tratamento dado às crianças, onde não pode a ver deforma alguma tratamento diferenciado para um determinado grupo . Aquelasque ainda não se desenvolveram no ponto de vista maturacional podem sedesenvolver e trazer melhores resultados dos que se desenvolveramprecocemente, ou seja analisar o individuo quanto a sua idade biológica e nãopela idade cronológica. A prática comprova que em todas as modalidades esportivas realizam-se seleção intensiva de indivíduos que possuem os índices específicos como os morfológicos-funcionais e psico- fisiológicos, que poderiam assegurar um resultado em nível de recordes. Mas na infância e na juventude essa seleção tem um caráter espontâneo, tornando-se prerrogativa da intuição do treinador.(DANTAS, 2003, p, 390) 25
  26. 26. O autor acima faz uma crítica, quanto ao modelo de seleção de jovensatletas no esporte fazendo alusão a falta de aplicação de aspectos científicosna seleção de talentos, colocando grande responsabilidade em apenas umapessoa que seria o treinador.1.3.3 Testes e Avaliações Segundo Weineck (2003) “um treinamento de alto desempenho somentepode ser estabelecido através de uma avaliação minuciosa do estado atual, decondicionamento e das condições de saúde do atleta.” Weineck (2003) afirma que, nas execuções dos testes, deve-se estaratento à qualidade, e às seguintes informações: • A validade de um teste indica se a extensão por ele atingida corresponde aquela esperada. • A fidedignidade de um teste indica o grau de precisão com que determinada característica é avaliada. • A objetividade de um teste indica o grau de independência que sua execução apresenta com relação ao examinador. Os testes de desempenho são importantes para o direcionamento de um treinamento, e ainda permitem a compensação de déficits, entretanto os testes possuem suas desvantagens como pouca motivação do atleta, podendo prejudicar o resultado. Ainda vale ressaltar os testes devem ser aplicados pelo menos uma vez durante um período de competição para que possa avaliar a eficácia do treinamento ( WEINECK , 2003 p,187) Segundo Barbieri (2011) as principais razões para realização deavaliações são: avaliar o nível de condição física do atleta e verificar se osmétodos, volumes, e intensidades de treinamento foram eficazes. A avaliação de atributos relacionados a prática de atividade física é preocupação natural dos profissionais da área. Esse receio se justifica, pois avaliar diferentes indicadores que apresentam relação com a realização de esforços físicos constitui tarefa cuja importância é comparável a complexidade, 26
  27. 27. a diversidade e á dificuldade que lhe são inerentes. Os profissionais precisam tomar inúmeras decisões sobre prescrição e orientação de prática de exercícios físicos; contudo decidir o que e como avaliar exige conhecimentos e habilidades específicos cada vez mais complexos.(GUEDES, GUEDES 2006, p, 19) Nota-se a partir do trecho que o avaliador deve estar ciente do teste queesta realizando, de forma que tenha conhecimento sobre os recursosutilizados, atentar-se para a integridade física do avaliado e ser imparcial frenteao resultado, para que a avaliação se torne eficiente para o fim que forempregada. Os testes motores caracterizam-se pela realização de uma tarefa motora conduzida em situação que procure solicitar predominantemente uma capacidade motora específica. Desse modo, um aspecto importante a considerar na utilização de testes motores refere-se a necessidade de tentar estabelecer a variável fisiológica que melhor relaciona-se com os resultados a serem alcançados. No entanto, essa relação não deve ser considerada como causa e efeito, pois os resultados dos testes motores envolvem uma multiplicidade de fatores que não podem ser explicados apenas pelos aspectos fisiológicos. O teste motor então serviria como um indicador do fator fisiológico presumivelmente solicitado em circunstancias previamente elaboradas. (GUEDES, GUEDES 2006, p, 97) Quanto ao processo da avaliação das capacidades físicas Rose (2006)sugere que: • Definir a real necessidade do teste; • Definir o protocolo a ser utilizado • Preparar a logística • Familiarizar os praticantes e prepará-los para o teste: • Realizar o teste • Apresentar e discutir os dados com a comissão técnica • Reformulação no programa de treinamento • Repetir o processo de aplicação após um período de treinamento Assim de acordo com autor, definimos os testes a serem realizados, 27
  28. 28. Preparamos os materiais a serem usados após as explicações quanto a aplicabilidade dos testes para: jogadores, comissão, diretores e coordenadores, para depois a execução das avaliações . De todos os fatores que devem ser observados e respeitados na elaboração e aplicação de testes para avaliação do rendimento esportivo, especificidade do teste parece ser o mais complexo e difícil de respeitar. O teste deve ser o mais especifico possível a capacidade motora e a modalidade esportiva a ser avaliada. (ROSE, 2006 p, 70) Após os estudos feitos acerca da validade dos testes e capacidadesfísicas importantes para o futebol, procurando ser o mais especifico possíveldentro das limitações existentes, de materiais e locais para as avaliações,foram escolhidos dois testes motores para averiguar a condição física dosatletas: Resistência 9 minutos (Kiss, 2003), velocidade de deslocamento 30 mque serão abordados e detalhados a seguir: 28
  29. 29. 2. MATERIAIS E MÉTODOS A pesquisa iniciada no mês de abril de 2011 procurou obterinformações acerca de conhecimentos já disponíveis sobre o temadermatoglifia. Uma revisão de literatura foi feita primeiramente para a posteriorrealização da coleta de dados e de objetivos da pesquisa. Com os objetivos já definidos, deu-se início à fase de estudos paraavaliar de que forma seria feita a coleta de dados, ou seja, que instrumentos ede que forma usá-los para conseguir êxito em coletar dados que demonstremesses parâmetros essenciais para o futebol de campo. A partir dosinstrumentos já elaborados, a pesquisa entrou em fase de coleta de dados queocorreria entre os meses de setembro de 2011 e início de outubro do mesmoano. Após a coleta de dados, deu-se início à fase de análise dos dadoscoletados e desenvolvimento do trabalho em questão. Os sujeitos selecionados foram jogadores da equipe sub-15 do GoiásE.C, nascidos entre 1996 e 1997, com certa experiência no futebol de campo,tomando-se como parâmetro atletas de categoria de base selecionados frentea vários outros garotos. O local da pesquisa foi o C.T. do clube, onde os treinosdo sub 15 são realizados diariamente. O Centro de Treinamentos conta comuma estrutura de seis campos oficiais, uma quadra de areia, um campo society,sala de fisioterapia e vestiários,totalizando a área destinada apenas acategorias básicas. Os equipamentos usados para a coleta de dados são de propriedadedos pesquisadores. Foram eles: fichas para a coleta de digitais, almofada comtinta e uma lupa para a coleta das ID. Nos testes físicos de campo foramutilizados: cones e câmera de vídeo digital para o tratamento fidedigno dosdados, analisando a cinemática da corrida e o tempo de forma mais real. A síntese do conhecimento científico gera hipóteses e estas geram novas abordagens metodológicas. Atualmente, vivemos na Biomecânica um grande período analítico até então não observado, graças a transferência dos avanços tecnológicos aplicados a análise do movimento. (BARBANTI,2002, p, 46) 29
  30. 30. Os métodos utilizados para medição e análises foram feitos da seguinteforma,nesta ordem: coleta das digitais e análise das mesmas, entrevista com otreinador da equipe e realização de testes de resistência e velocidade para acomparação dos resultados entre o teste das digitais e os teste de campo. De junho até setembro, foram coletadas as digitais dos atletas. Comisso, na medida em que chegava um atleta, as suas ID eram coletadas, paraque, no mês de outubro, todos os dados do perfil dermatoglífico estivessemtraçados para a realização dos testes físicos. Os testes então foram escolhidos de modo que os dados estivessemfidedignos e que fosse possível a realização dos mesmos frente às dificuldadesencontradas e aos materiais disponíveis. Os dois testes foram testes decampo. Os testes de campo, apesar de menos precisos, podem ser realizado em diversos locais, com baixo custo e analisando-se vários indivíduos simultaneamente. A decisão de se aplicar um teste indireto ou direto deve ser baseada na necessidade de precisão das informações obtidas, nos objetivos, no custo, na disponibilidade e na acessibilidade, esta decisão ficara a critério do profissional responsável pelo individuo ou grupo.(KISS. 2003, p,129) . Como já foi especificada na revisão de literatura, a força tem um grandepapel no desenvolvimento do futebolista. Entretanto, por questões logísticas emetodológicas do clube, o teste de força não pôde ser realizado: o teste de RM(repetição máxima) não é viável para esta idade devido aos diferentes níveismaturacionais; e o teste de salto vertical como força explosiva de membrosinferiores não foi programado a tempo. Permaneceram, então, apenas ostestes de velocidade e força. O teste dermatoglífico foi realizado de abril até outubro de acordo com achegada dos atletas ao clube. Os testes motores foram realizados de junho aoutubro de 2011. Os testes escolhidos foram resistência (Cooper) 9 minutos evelocidade (30m).2.1. Teste DermatoglíficoTestes dermatoglífico segundo protocolo de Cummins, Midlo (1961): 30
  31. 31. Materiais necessários: Fichas para coleta das digitais, almofada com tinta elupa.Procedimentos: Um atleta de cada vez, com auxílio do professor, coletava asimpressões das dez falanges distais com o cuidado de não borrar ou ficar claraa marca no papel.Imagem. 3 Teste dermatoglifico, com atleta do sub-15 do Goiás Esporte Clube acesso:22/4/11 Disponível em www.goiasesporteclube.com.br/rquivos/img1303305731585Resultado: Contagem de deltas analisando tipo de desenho e o somatório totalda quantidade de linhas do delta até o núcleo ou centro da impressão digital;Local de teste: Sala de testes e avaliações do Goiás Esporte Clube.2.2 Teste de Resistência (9 minutos) Segundo Kiss, (2003) o teste de 12 minutos utiliza uma equação para ocalculo da potência aeróbia em função da distancia percorrida, porem outrasmedidas de tempo são utilizadas, e uma delas é a adaptação para 9 minutos 31
  32. 32. em escolares. Com isso a utilização da redução do tempo de 12 minutos para 9minutos. Materiais necessários: Um cronômetro, 15 conese um apito; Procedimento: Foi realizado um aquecimento com movimentoscoordenativos de 5 minutos antes da realização do teste sem exercícios dealongamento. Ao sinal do testador, deveriam correr a maior distância possívelem nove minutos. O professor deveria apitar duas vezes. Sendo um sinalfaltando um minuto para terminar; o segundo, no término. Os alunos deveriamparar no local em que estivessem no segundo apito, e aguardar o professor nadeterminação da distância percorrida. O teste foi realizado em dois dias, comintervalos de quinze dias entre eles, no qual se descartou o pior resultado noteste; Contagem: A medida consta da marca da distância percorrida emmetros após os 9 minutos de corrida; Resultado final: Distância percorrida ao final dos 9 minutos; Local do teste: O teste foi realizado no campo do centro de treinamentosdo clube. A metragem é de 100m de comprimento por 50m de largura e foimarcado de 20m a 20m por cones para otimização dos resultados. Segueabaixo desenho esquemático: 32
  33. 33. Imagem 4. Desenho para o teste de resistência de 9 minutos.2.3 Teste de velocidade em sprint 30 metros. Materiais necessários: Marcadores a cada metro, estacas de 10 em 10metros e câmera de vídeo 60 Hz; Mohr, Krustrup e Bangsbo (2003) relatam que atletas de futebol realizamem média 110 ações de alta intensidade em espaços de 5m a 30m, sendo 39delas em sprint. Consequentemente, a escolha do teste foi feita de acordo comsprints comuns para o futebol, considerando que o jogador não atinge avelocidade máxima em trinta metros, embora dela se aproxime. Para Gomes (2002) p. 184,“para a revelação do nível dedesenvolvimento da velocidade, utiliza-se a corrida de 30 metros”. Procedimento: O teste de velocidade foi realizado no dia 04 de outubrode 2011, com breve aquecimento e movimentos coordenativos e semalongamentos. O teste consistia em trinta metros em linha reta,sobre os quaiscada atleta realizava, por três vezes,com intervalos de 5 a 7 minutos de 33
  34. 34. recuperação,o sprint, excluindo-se os dois piores tempos,utilizando apenas oque o atleta foi o mais veloz.Resultado: Analisar tempo de acordo com a amostra das filmagensLocal do teste: Campo do centro de treinamentos do Goias E.C A síntese do conhecimento científico gera hipóteses e estas geram novas abordagens metodológicas. Atualmente, vivemos na Biomecânica um grande período analítico até então não observado, graças a transferência dos avanços tecnológicos aplicados a análise do movimento. (BARBANTI,2002, p, 46) De acordo com a idéia do autor no trecho acima, tendo-se em vista osavanços tecnológicos e o conhecimento sobre a biomecânica, foi desenvolvidoo teste com uma câmera de vídeo de 60 Hz e equipamentos produzidos nopróprio laboratório da universidade. Considerando que o programa DynamicPosture Sport, traz quadros nasfilmagens nos quais a cada 60 quadros equivalem a 1s, o teste possui grandevalia por avaliar o tempo de forma mais precisa. Um exemplo: ao atleta quetermina o percurso em 270 quadros aplica-se uma regra de três simples, daseguinte forma: 60------1s 270-----x (tempo em (s) nos 30 metros)x= 4,50 segundos Além do tempo de forma precisa, o programa mede quantidade depassadas, freqüência e comprimento das mesmas.Após os resultados, opreparador físico da equipe pode conduzir e planejar seus treinos de formaadequada, considerando a especificidade de cada atleta. 34
  35. 35. Imagem 5. Teste físico velocidade 30 m com atletas sub-15 Disponível em: http://www.goiasesporteclube.com.br/site.do?categoria=CategoriaDeBaseNoticias&t s=1&idArtigo=25842 acesso 19/10/2011.Imagem 6. Teste físico velocidade 30 m com atletas sub-15 Disponível em :http://www.goiasesporteclube.com.br/site.do?categoria=CategoriaDeBaseNotici as&ts=1&idArtigo=25842 Acesso em: 19/10/2011.2.4. Entrevista com treinador da equipeMateriais: Lista com todos os atletas do sub-15 . 35
  36. 36. Procedimento: Foi feita apenas uma pergunta, com a lista de todos os atletasque realizaram o teste dermatoglífico.Pergunta: “Considerando que todos os jogadores estejam na plenitude daforma física, psicológica, técnica e tática, quais seriam os titulares da equipe eos suplentes da equipe?”Resultados: foram classificados de acordo com as respostas no qual o grupo0= jogadores que não eram utilizados, 1= jogadores muito ultilizados e 2=jogadores utilizados , logo se dividiu para a analise de dados jogadoresutilizados pelo treinador (1,2) e jogadores não utilizados (0).2.5. Ferramentas para análise de dados (recursos estatísticos ecomputacionais) Após colhidas as amostras do teste de velocidade foram aplicadas aoprograma Dynamic Posture Sport, para tratamento dos dados. Analisando otempo de forma mais real através do número de quadros. Nesse estudo com dados qualitativos e quantitativos, o tratamento dosdados foi exposto na forma de gráficos, criados no programa Matlab. Para verificar se houve relação entre os testes de campo e a entrevistacom a análise das impressões digitais utilizou-se o teste não-paramétricoKruskal Wallis , (JACQUES,181, 2003) “não se pode confiar no resultado deuma análise de variância tradicional, pois há probabilidade de se cometer umerro”. O autor então mostra que um teste estatístico se torna mais significantepara os dados que um teste tradicional. Considerou-se o índice de significânciacomo p<0,05, isto é, se o índice for maior que esse número, os dados acabamse tornando insignificantes estatisticamente. 36
  37. 37. 3. RESULTADOS E DISCUSSÃO No gráfico abaixo, observa-se o tipo de desenho presente nasdigitais dos atletas, onde n=29 total de digitais analisadas 290, sendo 170 (l)presilhas, (W) 115 verticilos ou S-desenho e 5 (A) arco.Figura 1. Gráfico de setores especificando os tipos de desenhos existentes nas digitais dos atletas sub-15 A baixa incidência ou ausência no número de arcos (A) é uma característica marcante do alto rendimento em qualquer modalidade e, principalmente, naquelas em que são necessários altos níveis de resistência e coordenação motora.( ASSEF, 2009) Números importantes foram encontrados no teste, tendo em vista, abaixa quantidade de arcos encontrados nas digitais, totalizando apenas 1,7%confirmando a idéia do autores , que a diminuição de arcos é característica doesporte de rendimento.. 37
  38. 38. Voluntários Classe D10 SQTLVoluntário 1 2 10 81Voluntário 2 2 10 59Voluntário 3 2 11 65Voluntário 4 2 10 89Voluntário 5 2 10 91Voluntário 6 2 10 77Voluntário 7 2 10 98Voluntário 8 2 10 94Voluntário 9 2 10 89Voluntário 10 2 10 78Voluntário 11 2 10 88Voluntário 12 2 9 70Voluntário 13 2 10 95 Classe 3 Voluntário 14 3 11 128 Voluntário 15 3 11 87 Voluntário 16 3 12 98 Voluntário 17 3 12 122 Voluntário 18 3 13 132 Classe 4 38
  39. 39. Voluntário 19 4 14 142Voluntário 20 4 14 122Voluntário 21 4 13 144Voluntário 22 4 17 108Voluntário 23 4 15 130Voluntário 24 4 14 140Classe 5Voluntário 25 5 18 138Voluntário 26 5 20 155Voluntário 27 5 17 98Voluntário 28 5 15 152Voluntário 29 5 17 122Tabela 2. o número de voluntários, classe encontrada, Número de deltas e somatório total da quantidade de linhas. O baixo nível de D10, o aumento da parcela de desenhos simples, (A,L), e a diminuição da parcela de desenhos complexos (W,S) o aumento da SQTL, todos são próprios das modalidades esportivas, com alta potência, e tempo curto de duração. O alto nível de D10, a falta de arco, o aumento da parcela de W e S o aumento da SQTL caracterizam modalidades esportivas com resistência de velocidade. Nas modalidades de jogos, a mesma tendência. As modalidades de esporte de velocidade e de força inserem-se,no campo de valores baixos de D10 e SQTL. Em modalidades com propriocepção complexa, em grupos de esportes de resistência, em que ocupam a posição intermediária. (DANTAS, 2003 p, 293) De acordo com idéia de Dantas (2003) no trecho acima, as classes natabela que seriam mais adequadas para o futebol de campo seriam as denúmeros 4 e 5, e a classe de número 3, para algumas posições que exigem 39
  40. 40. velocidade e força mas não necessita de altos níveis de resistência, como porexemplo um atacante de área ou centroavante. Classes encontradas dos atletas sub-15 14 12 10 8 Classes encontradas dos atletas 6 sub-15 4 2 0 Classe 2 Classe 3 classe 4 Classe 5Figura 2. Gráfico de bastões ,indicando os tipos de classes(abscissas) encontradas segundo a tabela de Dantas, Roquetti Fernandes e Fernandes Filho (2004) e número de atletas (ordenadas) De acordo com a coleta das digitais, observou-se 18 atletas com poucapredisposição para o futebol (classes II e III) e 11 atletas com boaspredisposições para o futebol de campo (classes IV e V). Nenhum atleta foienquadrado na classe I, que seria a com menores predispoções para o futebol.VOLUNTÁRIO TEMPO(s) VELOCIDADE CLASSE (m/s)Voluntário 9 4.16 7.21 2Voluntário 2 4.16 7.21 2Voluntário 10 4.18 7.17 2Voluntário 11 4.23 7.09 2 40
  41. 41. Voluntário 15 4.23 7.09 2Voluntário 21 4.25 7.05 4Voluntário 10 4.26 7.04 2Voluntário 5 4.26 7.04 2Voluntário 7 4.26 7.04 2Voluntário 25 4.26 7.04 5Voluntário 26 4.33 6.92 5Voluntário 14 4.35 6.89 3Voluntário 8 4.36 6.88 4Voluntário 4 4.38 6.84 2Voluntário 19 4.38 6.84 4Voluntário 22 4.40 6.81 4Voluntário 16 4.41 6.80 3Voluntário 30 4.45 6.74 2Voluntário 24 4.46 6.72 4Voluntário 17 4.48 6.69 3Voluntário 27 4.50 6.66 5Voluntário 11 4.51 6.65 2Voluntário 8 4.53 6.62 2Voluntário 13 4.58 6.55 2Voluntário 20 4.60 6.52 4Tabela 3. A tabela acima demonstra os valores do teste de 30m, com tempo(s) velocidade (m/s) e classe do perfil dermatoglífico. De acordo os resultados apresentados no teste , o gráfico abaixo mostraa relação entre o perfil dermatoglífico e o tempo dividindo em: atletas com 41
  42. 42. elevada predisposição pertencentes às classes: 2 e 3 , com moderadapredisposição pertencentes à classe 5 e baixa predisposição a velocidadepertencentes à classe de número 4. 1900ral 1900ral 1900ral 1900ral 1900ral 1900ral tempos (S) 1900ral 1900ral 1900ral Elevada Moderada Baixa predisposição (2, Predisposição (5) predisposição (4) 3)Figura3. Gráfico de bastões, relacionando a previsão da dermatoglifia(abscissas)e média de tempo em (s) (ordenadas).no teste de velocidade de 30 metros. Analisando os resultados obtidos, nota-se que a previsão dadermatoglifia está correta considerando atletas das classes 2 e 3 com melhoresresultados nos teste, (elevada predisposição 4.31s, moderada predisposição4.36s e baixa predisposição 4.45s) porém, com diferenças pequenasnecessitando de testes estatísticos para verificar os índices de significânciapara a pesquisa. 42
  43. 43. VOLUNTÁRIO METROS TITULARIDADE CLASSE 0=POUCO (TESTE UTILIZADO DERMATOGLIFICO) 1=TITULARES 2-SUPLENTESVoluntário 9 2325 0 2Voluntário 2 2150 2 2Voluntário 1 2175 0 2Voluntário 12 2150 0 2Voluntário 15 2000 0 3Voluntário 21 2225 1 4Voluntário 10 2150 2 2Voluntário5 - 0 2Voluntário 7 2200 0 2Voluntário 25 2140 1 5Voluntário 26 2100 1 5Voluntário 14 - 1 3Voluntário 23 2400 1 4Voluntário 4 2190 2 2Voluntário19 2300 1 4Voluntário 22 2275 2 4Voluntário 16 2260 1 3Voluntário 2 - 0 2Voluntário 24 2260 0 4 43
  44. 44. Voluntário 17 2135 0 2 Voluntário 27 - 1 5Voluntário 6 - 0 2 Voluntário 8 2150 0 2 Voluntário 13 - 1 4Voluntário 20 2400 0 4Tabela 4. A tabela acima demonstra os valores do teste de 9 minutos , com distância (m), titularidade (entrevista com treinador) e classe do perfil dermatoglífico. De acordo os resultados apresentados no teste acima, o gráfico abaixomostra a relação entre o perfil dermatoglífico e o tempo dividindo em: atletascom elevada predisposição pertencentes a classe: 4 e 5 e baixa predisposiçãoa resistência presentes nas classes 2 e 3. Resistência 9 minutos distância (m) 1906ral 1906ral 1906ral 1906ral 1905ral Resistência 9 minutos 1905ral 1905ral 1905ral Baixa Elevada predisposição predisposiçãoFigura4. Gráfico de bastões, relacionando a previsão da dermatoglifia e média de distância(m) percorrida no teste de resistência (9 minutos). Analisando os resultados obtidos (FIGURA 4), nota-se que a previsão dadermatoglifia está correta, (elevada predisposição 2250m e baixa predisposição 44
  45. 45. 2170m) porém, com diferenças pequenas necessitando de testes estatísticospara verificar os índices de significância para a pesquisa . Relação entre a velocidade de Sprint e a previsão da dermatoglifia 7.2 7.1 7 velocidade (m/s) 6.9 6.8 6.7 6.6 6.5 23 45 grupos de análiseFigura5. Diagrama de caixas entre a velocidade de sprint e previsão dermatoglifica. Analisando os resultados obtidos (FIGURA 5), nota-se que a previsão dadermatoglifia está correta tendo em vista que atletas das classes 2 e 3 com amediana maior (6,965 m/s) do que os atletas das classes 4 e 5 (6,840 m/s),porém com pequena significância estatística com p= 0,3346. 45
  46. 46. Relação entre a distancia percorrida no teste de 9 min e a previsão da dermatoglifia 2400 2350 2300 distancia percorrida (m) 2250 2200 2150 2100 2050 2000 23 45 grupos de análiseFigura 6. Diagrama de caixas com relação entre distância percorrida e previsão da dermatoglifia. Os resultados obtidos (FIGURA 6) foram de acordo com o esperadopelos autores defensores da dermatoglifia, no qual atletas das classes 2 e 3percorreram menores distâncias que os de classe 4 e 5, porém com p=0.105,o índice acaba se tornando insignificante para resultados maiores.(medianaclasses 2 e 3, 2150m classes 4 e 5 , 2267m). 46
  47. 47. Figura 7.Diagrama de caixas. Relação entre distância percorrida e previsão da dermatoglifia Analisando apenas as classes 4 e 2.(antagônicas na classe de Dantas) Analisando a figura 7 os números foram de acordo com o esperadopelos autores defensores da dermatoglifia, no qual atletas da classe 2obtiveram melhores índices de velocidade do que os atletas da classe denúmero 4. Mediana da classe 2, (7,040 m/s) e da classe 4, (6,825m/s), mas oíndice estatístico permaneceu com valores não significativos (p= 0,20). 47
  48. 48. Figura 8. Gráfico com relação entre distância percorrida e previsão da dermatoglifia analisando apenas as classes de números 2 e 4. Com os resultados, obtidos na Figura 8, verifica-se que atletas daclasse de número 2 possuem menor resistência que atletas da classe denúmero 4. Indivíduos da classe 2 com mediana = 2150m e investigados daclasse 4 com mediana = 2287m. O índice de significância estatístico nesseteste apresentou uma tendência com p= 0.062. 48
  49. 49. Figura 9.Gráfico com relação o teste de velocidade e condição da titularidade. A Figura 9 mostra que não há relação nenhuma com a condição detitularidade e resultados obtidos no teste de velocidade, com medianaspraticamente idênticas ( jogam = 6,88 m/s, os que não jogam = 6,89 m/s),consequentemente o índice estatístico baixo. (p= 0,93) 49
  50. 50. Figura 10. Gráfico com relação entre distância percorrida e titularidade na equipe. A Figura 10 mostra que não há relação nenhuma com a condição detitularidade e resultados obtidos no teste de resistência com medianaspraticamente próximas (jogam = 2207m, os que não jogam = 2175m) entre osque jogam e os que não jogam, consequentemente o índice estatístico baixo.(p= 0,74) 50
  51. 51. Figura 11. Diagrama de dispersão. Relação entre teste de velocidade e o teste de resistência. Na FIGURA 11, observa-se que não há nenhum tipo de relação entre osresultados no teste de velocidade com o teste de resistência , ou sejaresultados nos testes de velocidade com de resistência não se aproximam evice e versa. 51
  52. 52. Previsão da dermatoglifia/utilização na equipe 1900ral 1900ral 1900ral 1900ral 1900ral previsão da dermatoglifia/utilização na 1900ral equipe 1900ral 1900ral 1900ral Acerto da Erro da dermatoglifia dermatoglifiaFigura.12 Gráfico de bastões , relacionando a porcentagem de erro e acerto da dermatoglifia. De acordo com a entrevista do treinador, dividindo jogadores que sãoutilizados e jogadores pouco / nunca utilizados nos jogos relacionando com oteste dermatoglifico, com jogadores de classes 2 e 3 possuindo poucaspredisposições para o futebol e atletas das classes 4 e 5 com boaspredisposições , a Figura 12 mostra , que a maioria dos jogadores das classes4 e 5 são titulares e utilizados, e jogadores da classe 2 e 3 são poucoutilizados pelo treinador. De acordo com idéia de Dantas (2003), as classes natabela que seriam mais adequadas para o futebol de campo seriam as denúmeros 4 e 5. Portanto a dermatoglifia acertou a previsão em 72,4% e erra em27,6% dos analisados. 52
  53. 53. CONSIDERAÇÕES FINAIS O papel real da dermatoglifia seria avaliar o potencial genético doindivíduo, considerando as capacidades físicas como meio dessa avaliação.Assim, no presente estudo, com realização de testes motores e avaliaçãosubjetiva de professores da área, observa–se que há uma pequena relação dadermatoglifia com resultados das avaliações, tendo-se em vista que, em todosos testes, as médias estiveram de acordo com as classes dos atletas (teste deresistência com maiores medianas e médias para atletas de classes 4 e 5; e noteste de velocidade 30m, atletas da classe 2 e 3 com as medianas e médiasmais elevadas), porém com índice de significância estatística abaixo doesperado, podendo ser ocasionado por: diferenças maturacionais, um númeropequeno de investigados, ou até mesmo pelo fato de a técnica não serrelevante. Analisando os resultados, em específico as classes de números 2 e 4,consideradas antagônicas na tabela proposta por Dantas, Roquetti Fernandese Fernandes Filho (2004), os números se aproximaram bastante de umarelação significativa. No tratamento dos dados, utilizou-se Kruskal Wallis, um teste relevantedo ponto de vista estatístico, ou seja, com uma grande possibilidade derejeição, o que pode também colaborar a não significância estatísticas dosdados. A pesquisa teve um caráter significativo, pois, mesmo com um númeropequeno de investigados (apenas cinco atletas nas classes de número 3 e 5) ecom diferenças maturacionais entre os jogadores, dados interessantes como abaixa incidência de arcos e ausência de atletas classificados ao clã de número1 - classe a qual apresenta menos aptidão para o futebol – foramcomprovados. Tais resultados podem tornar a dermatoglifia em um parâmetropara identificação das características genéticas do indivíduo (genótipo), não seesquecendo de outros fatores fundamentais, que formam o resultado final detodo o processo de formação de um atleta. Portanto, os dados desse estudo sugerem que a dermatoglifia pode sermais uma ferramenta para a detecção de aptidões para o futebol de campo, 53
  54. 54. relacionada principalmente à análise subjetiva da comissão que trouxe dadosinteressantes, considerando o fato de atletas que apresentaram maior númerode verticilos, D10 e SQTL serem os mais utilizados na equipe. A dermatoglifia deve ser usada com cautela, tendo-se em vista asexceções existentes no esporte, isto é, atletas podem ter uma característicadeterminante que o faz prevalecer no esporte, como exemplo, o atleta velozque se sobressai aos demais justamente devido a essa sua característicamarcante. O presente trabalho então indica implicações para o uso correto datécnica da dermatoglifia. Enfatiza a necessidade de um cuidado com o uso datécnica, não podendo julgar, selecionar ou excluir um indivíduo apenas porcaracterísticas de impressões digitais, tendo-se em vista outros fatores a seremobservados mais preponderantes e de maior valia para identificação detalentos no esportista.] 54
  55. 55. REFERÊNCIASASSEF, M. Dermatoglifos como preditores da coordenação em atletas daseleção brasileira de futebol feminino sub–17. Revista Digital - Buenos Aires- Año 14 - Nº 132 - Mayo de 2009Disponívelacesso: 22. julho de 2011.BARBANTI, J, V; Formação de esportistas Barueri-SP, Ed. Manole, 2005.BARBANTI, J, V; AMADIO, A, C; BENTO, J, D; MARQUES, A, T; Esporte einteração entre rendimento e saúde, Atividade FísicaBarueri-SP, Ed.Manole, 2002BARBIERI, F, B; CUNHA, S, A; MOURA, F, A; SANTIAGO, P, R; CASTELANI,R, M.Futebol aspectos multidisciplinares para o ensino e treinamento Ed.Guanabara Koogan, São Paulo2011BOMPA, T.O Teoria e Metodologia do Treinamento.Ed. Phorte , São Paulo,2002.BOMPA, T.O A Periodização no Treinamento Esportivo. Ed. Manole SãoPaulo-SP , 2001.BOMPA, T.O Treinamento total para jovens campeões. Ed. Manole ,Barueri-SP , 2002.CARMO, A. A.L. Adaptações ao treinamento de resistência aeróbica, forçae flexibilidade e suas implicações no árbitro de futebol decampo.Monografia. Curso de Graduação em Educação Física. Escola deEducação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional da Universidade Federalde Minas Gerais, Belo Horizonte, 2010.Disponivel em:http://www.eef.ufmg.br/biblioteca/1831.pdf acesso em; 30 de outubro de 2011 55
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