Monografia avaliação do ensino superior - universidade salgado de oliveira

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Monografia avaliação do ensino superior - universidade salgado de oliveira

  1. 1. UNIVERSIDADE SALGADO DE OLIVEIRA Curso de Pós-Graduação Lato Sensu Especialização em Orientação Educacional AVALIAÇÃO DOCENTE DO CURSO DE MATEMÁTICA DO CAMPUSUNIVERSITÁRIO DE MIRACEMA DO TOCANTINS – UNITINS: perspectiva de melhoria da qualidade do ensino e do crescimento profissional. DENISÁLIA ALMEIDA HEITZ ARAÚJO MÁRIO FERREIRA NETO MIRACEMA DO TOCANTINS – TO MARÇO - 2002
  2. 2. 2 MÁRIO FERREIRA NETO AVALIAÇÃO DOCENTE DO CURSO DE MATEMÁTICA DO CAMPUSUNIVERSITÁRIO DE MIRACEMA DO TOCANTINS – UNITINS: perspectiva de melhoria da qualidade do ensino e do crescimento profissional. Monografia apresentada ao Curso de Pós-Graduação, lato sensu, em Orientação Educacional da Universidade Salgado de Oliveira do Rio de Janeiro como parte da nota referente à obtenção do título de pós-graduado em Orientação Educacional, sob a orientação da Professora Msc. Nilza Fernandes. MIRACEMA DO TOCANTINS – TO MARÇO - 2002
  3. 3. 3Mário Ferreira NetoAVALIAÇÃO DOCENTE DO CURSO DE MATEMÁTICA DO CAMPUSUNIVERSITÁRIO DE MIRACEMA DO TOCANTINS – UNITINS: perspectiva demelhoria da qualidade do ensino e do crescimento profissional.Monografia apresentada ao Curso de Pós-Graduação, lato sensu, em Orientação Educacionalda Universidade Salgado de Oliveira do Rio de Janeiro como parte da nota referente àobtenção do título de pós-graduado em Orientação Educacional, sob a orientação daProfessora Msc. Nilza Fernandes.Miracema do Tocantins – TO, março/2002. ______________________________________ Professora Msc. Nilza Fernandes Orientadora ______________________________________ 1º Examinador (a) ______________________________________ 2º Examinador (a)
  4. 4. 4 AGRADECIMENTO Primeiramente ao meu Senhor e Salvador Jesus Cristo que é único digno de todahonra e louvor, pelo amor eterno e inspiração, por me conceder a oportunidade de estudar econcluir o presente trabalho, pois sem Ele nada somos e nada podemos. Deus, meu amigo fielpela força nas horas difíceis, sei que nada estaria concretizado sem sua infinita graça,inclusive por estar me abençoado com sua misericórdia e dando-me dias melhores comintensa força espiritual e física para lutar contra o câncer (neoplasia maligna). Deus tem meiluminado todos os dias de minha vida, dando-me oportunidades de continuar vivendo paravencer o câncer. À minha mãe, Isabel Gonçalves Lima, por toda dedicação de sempre, por não termedido esforços para que eu chegasse até esta etapa da minha vida. Mulher de exemplopalpável, dedicação, coragem e perseverança, por me fortalecer com seu carinho e suasorações, quero lhe agradecer pelo seu esforço em me educar e ensinar a enfrentar asintempéries da vida. Ao meu pai, Délio Ferreira, que sempre me incentivou nos estudos e estivera ao meulado, nunca deixando desanimar nos momentos difíceis. Também em parceria com minhamãe, pelo exemplo que me foi passado, porque desde criança me ensinaram o caminho davida, que é Jesus Cristo, por todo amor dedicado a mim, sempre pensando na minha felicidadee fazendo tudo para que eu e meus irmãos tivéssemos o melhor. Aos meus irmãos: Carlos José Ferreira (Zezé), Pedro Paulo Ferreira, MariaMarta Ferreira (Marica) - in memorian, Antônio Carlos Ferreira (Tunin), Délio FerreiraFilho (Delin), Sebastião Gonçalves Ferreira (Tião) e Maria Aparecida GonçalvesFerreira (Cida), por terem me ajudado direta ou indiretamente na elaboração deste trabalho,bem como pelo incentivo e pelas palavras amigas que não deixaram que eu desistisse desteprojeto. Aos meus filhos: Yasmim Correia Ribeiro Ferreira, Yago Correia RibeiroFerreira, Guilherme Lopes Ferreira e Gustavo Lopes Ferreira, pelos carinhos ecompreensões. Não tenho palavras para descrever suas importâncias na minha vida e nestaconquista, que são inquestionavelmente a minha alegria de viver.
  5. 5. 5 À minha esposa, Mara Braga de Souza Ferreira, que sempre me apóia, estando aomeu lado nos momentos de angústias, alegrias, tristezas, frustrações, felicidades e que nuncadeixou de acreditar em mim, que têm feito minha vida mais feliz a cada dia. A toda minha família (avós, pais, irmãos, filhos, esposa, tios, sobrinhos, sogro, sogra ecunhada e cunhado) por torcerem pela minha recuperação de saúde, dando-me coragem,esperança, fé e força para vencer a neoplasia maligna gástrica (câncer de estômago), cujadoença vem enfrentando desde 31 de março de 2008, quando me submeti à intervençãocirúrgica de gastrectomia total (extração total do estômago), posteriormente com a submissãoàs sessões de quimioterapia e radioterapia Aos professores e funcionários da UniversidadeSalgado de Oliveira, que sempre nos ajudou ao longo da vida acadêmica. Aos meus colegas de trabalho do Fórum da Comarca de Miranorte-TO: Cleusa Alvesde Jesus, Valdemi Alves Arruda, Kassandra Araújo Oliveira Kasburg, Élcio Roberto Kasburg,Mara Núbia Santos, Sônia Maria Bezerra Ferreira, Francisco Carlos Pereira Salgado,Jefferson da Cruz, que buscaram suprir horas de ausências, pela compreensão e tolerância,que juntos percorremos um longo caminho, sobretudo pela colaboração. À professora Maria de Fátima Marques, a quem tenho muita estima e consideração,por acreditar no projeto, pela sua atenção e por ser esta pessoa maravilhosa e humana quebusca sempre confortar os amigos. Aos amigos que fiz durante a vida acadêmica, especialmente à Denisália AlmeidaHeitz Araújo, que comigo compartilhou os bons e maus momentos, dentro e fora daUniversidade, desde a graduação. À Professora Orientadora, Msc. Nilza Fernandes por ter compartilhado seusprofundos conhecimentos no âmbito desta formação em Orientação Educacional, assim comoo apoio, incentivo, compreensão e solicitude, imprescindíveis para a concretização destamonografia.
  6. 6. 6 À Universidade Salgado de Oliveira que através de seus docentes e funcionáriosproporcionaram-me a oportunidade de aprimorar meus conhecimentos para desempenho deminhas atividades profissionais. Ao grande amigo, Dr. Heitor Saenger, por me incentivar e orientar, também porsempre me dizer palavras que erguem a auto-estima e faz elevar meu potencial no exercícioprofissional de Professor de Nível Superior de Matemática e de Contador Judicial. Por fim, agradeço a todos que direta ou indiretamente contribuíram para que esta pós-graduação fosse concretizada e mesmo não sabendo me ajudaram a enfrentar as dificuldadesdo dia-a-dia, especialmente aos acadêmicos do Curso de Matemática do Campus da FundaçãoUniversidade do Tocantins – UNITINS pelo apoio às minhas pesquisas que de uma forma oude outra contribuíram para que essa obra fosse elaborada.
  7. 7. 7 A educação tem raízes amargas, mas os seus frutos são doces. Aristóteles O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele. Immanuel Kant ... a dignidade da pessoa humana é valor supremo que atrai o conteúdo de todos os direitos fundamentais do homem, desde o direito à vida. José Afonso da Silva TERMO DE RESPONSABILIDADE Declaro, para todos os fins de direito que assumo total responsabilidade pelo aporteideológico conferido ao presente trabalho, isentando à Direção, Coordenação e a BancaExaminadora da Universidade Salgado de Oliveira, de toda e qualquer responsabilidadeacerca desta monografia.
  8. 8. 8 RESUMO Título: Avaliação Docente Universidade do Tocantins: Perspectiva de Melhoriada Qualidade do Ensino e do Crescimento Profissional. A Universidade tem sido uma das Instituições mais visadas da contemporaneidade.Sobre ela recaem expectativas muito intensas, exigindo deste a formação profissional dequalidade até a resolução dos problemas sociais, pela pesquisa e pela extensão. AsUniversidades estão, hoje, determinadas a melhorar a qualidade do seu ensino. A umconsenso sobre a necessidade de se oferecer aos alunos a melhora qualidade de ensinopossível, uma melhor preparação como cidadãos e profissionais. O conhecimento acadêmiconão é um conjunto isolado de informações, mas sim um conjunto comprometido com umadeterminada visão de mundo que se manifesta no próprio processo de investigação real.Quando o conhecimento é trabalhado como processo torna-se momento dinâmico, em que adimensão ideológica aparece por meio das diferentes alternativas de concepção de mundo. Oconhecimento é trabalhado como resultado de uma série de atividades transformadorasficando clara sua natureza social. A avaliação do desempenho docente para alcançar seuobjetivo último, que é a aprendizagem do aluno, deve ter como referencial e linhasnorteadoras claras e definidas. E para ser levada a cabo necessita de uma metodologia deinvestigação viável, fidedigna e adequada aos propósitos. PALAVRAS-CHAVE: Avaliação. Ensino. Qualidade.
  9. 9. 9 JUSTIFICATIVA A Universidade tem sido uma das instituições mais visadas da contemporaneidade.Sobre ela recaem expectativas muito intensas, exigindo desde a formação profissional dequalidade até a resolução dos problemas sociais, pela pesquisa e pela extensão. O desenvolvimento da educação superior no Brasil tem sua história inteiramentearticulada ao processo de formulação e execução de políticas, pensadas e estabelecidas deforma fragmentada e desconectada de um projeto viável para o desenvolvimento do país. A avaliação associada à idéia de que a universidade brasileira necessita rever seuprojeto institucional, seu papel junto à sociedade foi amplamente debatido no início da décadade, quando, o movimento estudantil, alguns docentes e outros segmentos sociais propugnarampor uma reforma universitária, que tentava estabelecer de forma clara um compromisso, tantopolítico quanto técnico-científico, com o desenvolvimento e com a transformação dasociedade brasileira. Com o advento e a expansão do movimento docente, principalmente nas instituiçõespúblicas, uma nova forma de considerar a questão é encaminhada. A partir daí, ganhadestaque à preocupação com a qualidade das atividades acadêmicas sobejamente prejudicadaspela deterioração das condições de trabalho, o resultado palpável de uma política educacional,implementada desde meados dos anos em que a ênfase no acessório prejudicava a percepçãoessencial. Passam, então, a serem preocupações manifestadas dos educadores as propostas acercada necessidade da redefinição do projeto político institucional, bem como a importância daanálise da estrutura curricular dos cursos, das atividades de ensino, pesquisa, extensão e dodesenvolvimento docente. No atual momento histórico e político, é impossível não pensar a educação como emprocesso educativo que se desenvolve de forma global e articulada, em que as açõesconcorrem para crescimento da visão de mundo dos alunos, através da compreensão darealidade, da abertura intelectual, do desenvolvimento da capacidade de interpretar e daprodução do novo.
  10. 10. 10 Muitas universidades estão, hoje, determinadas a melhorar a qualidade do seu ensino ehá um clima extremamente favorável à introdução de mudanças e inovações. Há um consensosobre a necessidade de se oferecer aos alunos a melhor qualidade de ensino possível, umamelhor preparação como cidadãos e profissionais. FÁVERO (1995), Universidade e estágiocurricular: subsídios para discussão descrevem: Devemos lutar por uma concepção de universidade como instituição dedicada apromover o avanço do saber e do saber-fazer; ela deve ser o espaço da invenção, dadescoberta, da teoria, de novos processos deve ser o lugar da pesquisa, buscando novosconhecimentos, sem preocupação imediata; deve ser o lugar da inovação, onde se persegue oemprego de tecnologias e de soluções; finalmente, deve ser âmbito da solicitação do saber namedida em que divulgar conhecimentos. Essa concepção universidade implica uma estreitarelação entre ensino, pesquisa e extensão nos mais variados campos. Eximi-la de tal papel econtribuir para a deteorização da qualidade do ensino universitário no país. A busca incessante pela qualidade ou qualidade total tem se constituído, em todos ossegmentos da sociedade, em um objetivo a ser alcançado, muito especialmente pelasUniversidades, quer sejam elas públicas ou privadas. Neste sentido, a avaliação docente deveenfocar a qualidade do ensino, a sua contribuição e o seu significado, explorando,particu3larmente, o papel da avaliação feita pelos graduandos, como um instrumento para ocrescimento e as implicações dessa avaliação para a melhoria do ensino. O tema avaliação está intimamente relacionado ao tema ensino porque a avaliação temsido vista como um instrumento para melhorar a qualidade do ensino. Entretanto, muitas são as Universidades que estão determinadas hoje a melhorar aqualidade do seu ensino e há um clima extremamente favorável ao florescimento de inovaçõese à introdução de mudanças. Em grande parte das Universidades Brasileiras se busca hoje aqualidade. Parece que hoje, muito mais que no final da década de 70 e início de 80, há consensosobre a necessidade de se oferecer aos graduandos a melhor qualidade de ensino possível, amelhor preparação como cidadãos e como profissionais.
  11. 11. 11 I – TÍTULO DA MONOGRAFIA: Avaliação Docente do Curso de Matemática do Campus Universitário de Miracema doTocantins – UNITINS: perspectiva de melhoria da qualidade do ensino e do crescimentoprofissional. II – ÁREA: Avaliação Docente. III – JUSTIFICATIVA DA ESCOLHA DO TEMA: Desde 1995, quando iniciou o Curso de Matemática do Campus Universitário deMiracema do Tocantins da Fundação Universidade do Tocantins, o ensino passou por váriasfases de ajustamento como: mudanças de grades, mudanças de regime (anual para semestral)capacitação do seu quadro docente. A partir do segundo semestre de 1998, por exigência da Reitoria, houve umaorganização no sentido de planejar as atividades de Ensino, Pesquisa e Extensão. No CampusUniversitário de Miracema do Tocantins, este planejamento tem sido um aprendizadocompartilhado pela administração, corpo docente e uma participação ainda tímida do corpodiscente. Como resultado deste planejamento, foi elaborado o Projeto Pedagógico do CampusUniversitário de Miracema do Tocantins para o Curso de Matemática porque se sentiu anecessidade de uma avaliação do desempenho docente e verificar se o PlanejamentoPedagógico está coeso com seus objetivos, metas e estratégias, que bem explicitadas naspolíticas educacionais, determinam as condições em que o processo de ensino-aprendizagemdeve ocorrer e que são considerados como padrões mínimos para a qualidade do ensino. É necessária a avaliação do desempenho do professor, visando à melhoria daqualidade do ensino e o crescimento pessoal e profissional do docente numa concepção éticaque promova a autoconfiança do educador. Mostrando seus pontos fracos e fortes, suas
  12. 12. 12capacidades e dificuldades, o professor não irá simplesmente mudar sua maneira de ensinar,mas sim, oportunidade de melhorar e ajustar seu comportamento e seus métodos. IV – DEFINIÇÃO DOS OBJETIVOS: Objetivo Geral  Avaliar o Corpo Docente do Campus Universitário de Miracema do Tocantins, na perspectiva de melhoria da qualidade do ensino e o crescimento profissional. Objetivos Específicos  Verificar a relação entre o Projeto Pedagógico do Curso e a prática didático- pedagógica do docente;  Compreender e considerar as razões dos docentes resistirem à avaliação;  Incluir o maior número de docentes na discussão dos critérios que serão usados na avaliação;  Criar procedimentos avaliativos apropriados à realidade do Campus;  Aprimorar a sensibilidade pessoal e profissional no exercício da avaliação. V – METODOLOGIA A SER DESENVOLVIDA: A metodologia adotada para obtenção dos dados para redigir a monografia consistiude pesquisa bibliográfica e pesquisa de campo, sendo esta através de questionários eentrevistas dirigidas aos professore e aos graduandos. INTRODUÇÃO As Universidades querem sejam públicas ou privadas, a exemplo de outros segmentosda sociedade, têm buscado incessantemente a qualidade total. Dentro dessa perspectiva é importante, através da avaliação docente, garantir amelhoria da qualidade de ensino e o crescimento profissional, tendo como objetivos
  13. 13. 13primordiais: melhorar o desempenho do corpo docente (função formativa) e embasar decisõeseqüitativas e eficientes com referência ao corpo docente (função somativa). Tendo como meta o objetivo explicitado acima é que se viu a necessidade de avaliar ocorpo docente do Campus Universitário de Miracema do Tocantins, da FundaçãoUniversidade do Tocantins, numa concepção ética que promova a autoconfiança do educando,mostrando seus pontos fracos e fortes, suas capacidades e dificuldades. O professor não irásimplesmente mudar sua maneira de ensinar, mas sim terá a oportunidade de melhorar eajustar seu comportamento e suas técnicas e métodos. O Campus Universitário de Miracema do Tocantins foi criado, no ano de 1991, com oCurso de Administração de Empresas. O Curso de Licenciatura em Matemática se caracterizapela Formação de Professores e foi criado na Fundação Universidade do Tocantins, através daResolução CODIR/UNITINS/ N° 015/94, publicada no Diário Oficial n° 385, de 17 deoutubro de 1994. Em 1994, foi autorizado, pela Fundação Universidade do Tocantins, ofuncionamento do Curso de Matemática, iniciando suas atividades internas em janeiro 1995,em regime de matrícula anual, com 40 (quarenta) vagas e com o público-alvo, em março domesmo ano, no epigrafado Campus, conforme quadro de ingresso por período letivo (ANEXOI). O ensino passou por várias fases de ajustamento como: mudanças de grade curricular,mudanças de regime (anual para semestral) e capacitação do seu quadro docente. Porém, apartir de 1999, adotou-se o regime semestral, mantendo-se o mesmo número de vagas. O Curso de Matemática - Licenciatura Plena – do Campus Universitário de Miracemado Tocantins foi reconhecido através do parecer nº 088/99, aprovado em 25/06/99, emitido noProcesso nº 1999/2700/002277, publicado no Diário Oficial n.º 843, página 17254 em16/09/1999. O referido curso está em seu 7º (sétimo) ano de vigência, encontra-se vinculadapedagógica, didática e administrativamente ao Campus Universitário de Miracema doTocantins e atualmente seu corpo docente é constituído por 15 professores, sendo 05 (cinco)mestres, 01 (um) mestrando, 05 (cinco) especialistas e 04 (quatro) especializandos - entregraduados, especialistas e mestres - que participam ativamente das atividades de ensino,pesquisa e extensão.
  14. 14. 14 Em seu projeto de criação, o Curso de Licenciatura em Matemática do CampusUniversitário de Miracema do Tocantins, previa a duração mínima de quatro anos, e máximade sete anos, perfazendo um total de 2.856 (dois mil, oitocentos e cinqüenta e seis) horas. Sua proposta estabelecia o cumprimento de 21 (vinte e uma) disciplinas, obrigatórias e03 (três) optativas, conforme Anexo II, sendo quatro das obrigatórias, destinadas à formaçãopedagógica. As disciplinas foram oferecidas para os períodos diurnos e noturnos, no sistemaseriado anuais, com um total de 20 vagas para cada período letivo. Em processo gradativo, novas turmas foram ingressando, para os dois períodos letivos,mediante vestibular, ressaltando que a partir do ano de 1997, foram abertas inscrições apenaspara o período noturno, para um total de 40 vagas, conforme visualização dos anexos I a V. Com o desenvolvimento do curso, o processo de discussão promovido pelapresidência e membros da congregação, permitiu a reflexão sobre as atividades, às disciplinase os conteúdos trabalhados. Assim, a estrutura curricular passou por duas alterações,respectivamente, Resolução nº 001/97 (Anexo III) e Resolução nº 001/98 (Anexo IV). As disciplinas alteradas e criadas, no ano de 1997 para implementação em 1998, foramcursadas, por parte dos alunos ingressos em 1995, na forma de disciplina optativa. Ressalta-se, contudo, que as alterações feitas durante o ano de 1998, se referem tanto asemestralização quanto ao núcleo básico de disciplinas e suas ementas, para implementação apartir deste ano de 1999. É importante enfatizar que a formação pedagógica dos licenciandosem Matemática, para esta nova proposta, integra 6 (seis) disciplinas 1. Este procedimento sefez necessário no sentido de contribuir para a construção da proposta pedagógica do curso emfunção dos objetivos concernentes à formação do professor de Matemática. Desta forma,neste ano de 1999, estão em vigência três estruturas curriculares: (a) para os alunos do 3º e 4ºanos, (ingressos em 1996 e 1997); (b) para os alunos do 2º ano (ingressos em 1998) e (c) paraos alunos do 1º ano (ingressos em 1999).1 Em função do processo de semestralização, das seis disciplinas, três estão subdivididas em 1 e 2, aPrática de Ensino será desenvolvida em três momentos, conforme Anexo IV.
  15. 15. 15 Em especial o Curso de Licenciatura em Matemática, na sua institucionalização,apresentou-se da seguinte forma:  Denominação: Curso de Licenciatura em Matemática;  Carga Horária Total: 2.580 horas;  Número de vagas anuais: 40;  Turno de funcionamento: período matutino e noturno;  Modalidade: modular;  Integralização da carga horária em anos: mínimo de 4 anos e máximo de 7anos;  Regime de matrícula: seriado anual; A estrutura curricular atualmente possui carga horária total de 2,520 horas, incluídasàs 300 horas do estágio supervisionado, integralizado em um período mínimo de 08 (oito)semestres letivos e máximo de 15 (quinze) semestres, conforme aprovado pela ResoluçãoCEE-TO nº 046/99. Em relação à estrutura física do curso – salas de aula, 1laboratório, Centro Acadêmicoe auditório. A biblioteca ocupa área de 105m2, em fase de expansão. Considerando que a universidade é um espaço institucionalizado para desenvolver umtrabalho com os conhecimentos produzidos pela sociedade, o Curso de Licenciatura emMatemática, consciente de seu papel no processo de formação de professores, se propõe adesempenhar o papel de auxiliar a formação do cidadão para atuar em uma sociedade em quea transição sucessiva de padrões ou regras é uma constante caracterizadora pela formação deprofessores. Portanto, os estímulos à investigação, à descoberta e à invenção, devem estarpresentes no fazer pedagógico, considerando os conteúdos trabalhados como vivos, concretose indissociáveis da realidade social. Com esses princípios norteadores e tendo em vista o Currículo Mínimo previsto emlei, o Curso de Licenciatura em Matemática tem por objetivos propiciar ao licenciado:  desenvolvimento de raciocínio matemático e de capacidade de abstração;
  16. 16. 16  situações que lhe permitam estabelecer relações entre os conhecimentos matemáticose adquirir habilidades de compreensão e de análise destes conhecimentos;  situações que lhe permitam articular o conhecimento matemático com a realidadesocial, favorecendo o desenvolvimento de uma visão crítica sobre o papel da matemática nasociedade;  desenvolvimento de habilidades didático-metodológicas que favoreçam a sua práticapedagógica com relação à disciplina de Matemática;  atividades de pesquisa e extensão necessárias à construção de conhecimentos sobreensino-aprendizagem da Matemática, compreendendo a escola enquanto realidade concreta einserida no contexto histórico-social.;  uma formação plurisdisciplinar, oferecendo-lhe condições necessárias para odesempenho de todas as suas atribuições profissionais. A partir de 1998, por exigência da Reitoria e necessidade dos Campi, houve umaorganização no sentido de planejar melhor as atividades de Ensino, Pesquisa e Extensão. Esteplanejamento tem sido um aprendizado compartilhado pela administração, corpo docente euma participação ainda tímida do corpo discente. Como resultado desse planejamento, foielaborado o Projeto Pedagógico do Campus para o Curso de Matemática. Na última reunião de planejamento semestral (julho/98) e pela experiência adquiridana qualidade de acadêmico da 1ª Turma (1995 a 1998), bem como na qualidade de professorauxiliar (agosto de 2000 até o momento) no Campus por mais de cinco anos, e, participadoativamente das decisões do aludido Campus, senti-se a necessidade de uma avaliação dodesempenho docente e verificar se o planejamento pedagógico está coeso com seus objetivos,metas e estratégias, que bem explicitados nas políticas educacionais, determinam as condiçõesem que o processo de ensino-aprendizagem deve ocorrer e que são considerados comopadrões mínimos para a qualidade de ensino. Entendeu-se que qualquer estratégia usada para a avaliação do corpo docente só teráêxito se os professores tiverem suas funções balizadas pelas disfunções contidas no ProjetoPedagógico do Campus, como uma maneira de garantir um processo de construção coletivafrente às necessidades e a realidade de nossa região.
  17. 17. 17 1. BUSCANDO UMA MELHOR QUALIDADE DE ENSINO A Universidade tem sido uma das instituições mais visadas da contemporaneidade.Sobre ela recaem expectativas muito intensas, exigindo desde a formação profissional dequalidade até a resolução dos problemas sociais, pela pesquisa e pela extensão. O desenvolvimento da educação superior no Brasil tem sua história inteiramentearticulada ao processo de formulação e execução de políticas, pensadas e estabelecidas deforma fragmentada e desconectada de um projeto viável para o desenvolvimento do país. A avaliação associada à idéia de que a universidade brasileira necessita rever seuprojeto institucional, seus papéis junto à sociedade, foram amplamente debatidos no início dadécada de 60, quando o movimento estudantil, alguns docentes e outros segmentos sociaispropugnaram por uma reforma universitária, que tentava estabelecer de forma clara umcompromisso, tanto político quanto técnico-científico, com o desenvolvimento e com atransformação da sociedade brasileira. Com o advento e a expansão do movimento docente, principalmente nas instituiçõespúblicas, uma nova forma de considerar a questão é encaminhada. A partir daí, ganhadestaque à preocupação com a qualidade das atividades acadêmicas sobejamente prejudicadaspela deterioração das condições de trabalho, o resultado palpável de uma política educacionalimplementada desde meados dos anos 70 em que a ênfase no acessório prejudicava apercepção essencial. Passam, então, a serem preocupações manifestadas dos educadores as propostas acercada necessidade da redefinição do projeto político institucional, bem como a importância daanálise da estrutura curricular dos cursos, das atividades de ensino, pesquisa, extensão e dodesenvolvimento docente. A educação superior que envolve, além do ensino, também a pesquisa e a extensão,deixa de servir a certos interesses e a determinadas aspirações. Passa a ser criticada, tornandoevidente a necessidade de redefinição de sua função social e científica, mediante um novoprojeto pedagógico.
  18. 18. 18 No atual momento histórico e político, é impossível não pensar a educação como emprocesso educativo que se desenvolve de forma global e articulada, em que as açõesconcorrem para um crescimento da visão de mundo dos alunos, através da compreensão darealidade, da abertura intelectual, do desenvolvimento da capacidade de interpretar e daprodução do novo. Muitas universidades estão, hoje, determinadas a melhorar a qualidade do seu ensino ehá um clima extremamente favorável à introdução de mudanças e inovações. Há umconsenso sobre a necessidade de se oferecer aos alunos a melhor qualidade de ensino possível,uma melhor preparação como cidadãos e profissionais. FÁVERO (1995), Universidade eestágio curricular: subsídios para discussão, descrevem: Devemos lutar por uma concepção de universidade como instituição dedicada apromover o avanço do saber e do saber-fazer; ela deve ser o espaço da invenção, dadescoberta, da teoria, de novos processos; deve ser o lugar da pesquisa, buscando novosconhecimentos, sem preocupação imediata; deve ser o lugar da inovação, onde se persegue oemprego de tecnologias e de soluções; finalmente, deve ser âmbito da socialização do saberna medida em que divulgar conhecimentos. Essa concepção de universidade implica umaestreita relação entre ensino, pesquisa e extensão nos mais variados campos. Eximi-la de talpapel e contribuir para a deteorização da qualidade do ensino universitário no país. Na literatura sobre o assunto, dentre os problemas encontrados nos cursos delicenciaturas, destacam-se: desarticulações entre o conteúdo específico trabalhado nosdiferentes departamentos e a formação pedagógica oferecida pela Faculdade de Educação;precária formação teórica e prática para o exercício do magistério; falta de integração entre asdiferentes disciplinas do currículo, tanto na parte de formação específica como naquelavoltada para a formação pedagógica; baixo interesse pelo curso por parte de sua clientela,motivado pelo baixo salário e baixo prestígio da profissão; despreparo acadêmico da clientela,uma vez que esses cursos atraem alunos que não seriam bem sucedidos no vestibular paraoutros cursos mais concorridos das Universidades. Uma pesquisa realizada por Pereira (1996), na UFMG, envolvendo alunos eprofessores de curso de bacharelado e licenciaturas revela que o ensino é visto, pela grande
  19. 19. 19maioria dos pesquisadores, como uma atividade de transmissão do conhecimento e/ou deorientação de aprendizagem, ou como uma atividade cujo objetivo é despertar o interesse doaluno ou favorecer sua aprendizagem. Diferentemente, a pesquisa é vista como uma atividadevoltada para a descoberta e/ou produção do conhecimento e/ou problematização eaprofundamento em um assunto. Esses dados, assim como a vivência no interior da universidade, mostram que apesquisa é vista ou representada, geralmente como uma atividade mais criativa ou maisoriginal do que o ensino, sendo-lhe atribuído, portanto, maior valor ou importância. Como vimos, o ensino é muitas vezes tomado como sendo simplesmente um processode transmissão do conhecimento produzido nas diferentes áreas do saber. Talvez seja por essaforma de conceber o ensino que ele termine se tornando uma atividade penosa para aquelesque a ele se dedicam, como também para aqueles a quem se destina. Nesse contexto, tornam-se plausíveis as queixas recíprocas de docentes e discentes sobre as relações de ensino nasdiferentes disciplinas. O conhecimento acadêmico não é um conjunto isolado de informações, mas sim umconjunto comprometido com uma determinada visão de mundo que se manifesta no próprioprocesso de investigação real. A forma de trabalhar o conhecimento dominante na universidade tem sido a de tratá-locom um produto a ser distribuído entre os estudantes de forma estática, acabada eacumulativa, pois se resume a um conjunto de informações neutras, objetivas e impessoais.Nesse processo encobre-se a própria forma de produção desses conhecimentos, e com isso eleperde o seu poder criador e transformador. Quando o conhecimento é trabalhado como processo, torna-se momento dinâmico, emque a dimensão ideológica aparece por meio das diferentes alternativas de concepção demundo. O conhecimento é trabalhado como resultado de uma série de atividadestransformadoras ficando claro sua natureza social e é possível utilizá-la como forma deaumentar o controle que as pessoas têm sobre o mundo. Como afirma Phillip Wexler (1982),deve-se pensar no trabalho com o conhecimento, em sala de aula, como um processo de
  20. 20. 20reedição ou recodificação, em que é possível privilegiar determinados aspectos da realidadeou formas de pensamento, em função de concepções ou objetivos delineados ou definidos. Terry Eagleton (1976) ressalta sobre Walter Benjamin e sua contribuição no teatro enas artes modificando as formas através das quais a realidade é normalmente percebida,possibilitando uma nova percepção e compreensão da realidade. Para Benjamin, a arte comoqualquer outra forma de produção depende de certas técnicas de produção existente. Destaforma, o artista deve ser criativo, procurar sempre revolucionar a própria forma de produçãodominante em seu campo. Nesse contexto e a partir dessas idéias, torna-se possível pensar no ensino como umaatividade de produção, de criação de novos sentidos e significados. O professor pode produziruma narrativa que privilegie determinados aspectos, aumentando a compreensão e o controledas diferentes situações. Através de sua criatividade e dinâmica ele pode criar no campo doensino uma forma nova de trabalhar com a realidade. O conhecimento deve ser apresentadocomo um texto aberto que, por não estar completo, exige a participação dos alunos e dosprofessores, deixando de ser o conhecimento uma mercadoria a ser consumida pelos alunos. É de fundamental importância repensar o ensino tornando-o mais significativo einteressante para professores e alunos, trazendo para o campo do ensino novas formas detrabalho que criem novas relações entre discentes e docentes e entre os mesmosconhecimentos científico e cultural acumulados, possibilitando a produção de novos saberespráticos e teóricos. Repensar mecanismos que ajudem as universidades a garantir sua qualidade. Asatividades de pesquisa e extensão avaliada pelos seus pares, e no ensino um planejamento emque envolve discussões e exames dos pares, não para tornar o ensino atividade controlada,tirando a autonomia do professor, e sim com o propósito de valorizar o ensino, possibilitandomaior integração entre os docentes, objetivando até mesmo a interdisciplinaridade, tornandopúblico seu trabalho, compartilhando seus problemas, o sentido de grupo, tornando o ensinoum trabalho coletivo. Este repensar das universidades feitas dentro de reflexões apuradas sobre seusprocessos de ensinar e aprender, num esforço coletivo, visa à mudança. Inovações numa
  21. 21. 21perspectiva de ruptura com o paradigma dominante, fazendo avançar, em diferentes âmbitos,formas alternativas de trabalhos que quebrem a estrutura tradicional, pensando em propostasalternativas de ensino, pesquisa e extensão, passando pelas relações e demandas dacomunidade. Na universidade, usa-se a sala de aula para a formação da cidadania e da consciência,mas este não deve ser o único espaço para as inovações. O ensino superior de qualidade não se faz apenas pela pesquisa, faz-se também peloensino. Como diz Maria Isabel Cunha em A aula universitária: inovação e pesquisa: Estudar a aula universitária é fazer um recorte na trajetória de todos nós, é favorecera possibilidade de construir uma nova universidade, delinear um novo patamar teórico-metodológico e assim, contribuir para a construção de uma nova relação entre o ensino e oaprender onde a cognição, o afeto e a ética sejam companheiros de uma significativajornada. A mesma autora em Ensino e pesquisa: a prática do professor universitário.(CUNHA,M. I. [1996]), relata uma pesquisa sobre o professor universitário, destaca que mesmo bonsprofessores, segundo opiniões dos alunos, trabalham na perspectiva de reprodução doconhecimento. Estes professores desenvolvem um grande número de habilidades de ensino(fazer perguntas, variar estímulos, organizar o contexto da aula, etc.) e apresentam muitasqualidades humanas e afetivas no trato com os alunos e com o conhecimento do ensino.Entretanto, a pesquisa mostrou que ainda não existiam professores especialmente voltadospara desenvolvê-lo habilidades intelectuais nos estudantes. Por exemplo, os professores sãocapazes de apresentar o melhor esquema do conteúdo a ser desenvolvido em aula, mas nãoconhecem procedimentos sobre como fazer o aluno chegar ao mapeamento próprio daaprendizagem que está realizando. O bom professor relata e referencia resultados de suaspesquisas, mas pouco estimula o aluno a fazer suas próprias, mesmo que de forma simples,ele não torna vivo e relativo o conhecimento.
  22. 22. 22 Atuando, ainda, PAULO FREIRE (1997) os saberes necessários à prática educativacrítica fundamentada, numa ética pedagógica e numa visão de mundo, são assim detalhados: Ensinar exige:  Rigorosidade metódica;  Respeito aos saberes dos educandos;  Criticidade;  Estética e ética;  Corporificação das palavras pelo exemplo;  Risco na aceitação do novo e rejeição a qualquer forma de discriminação;  Reflexão crítica sobre a prática;  Reconhecimento e assunção da identidade cultural;  Consciência do inacabamento;  Reconhecimento do ser condicionado;  Autonomia do ser do educando;  Bom senso;  Humildade, tolerância e luta em defesa dos direitos dos educadores;  Apreensão da realidade;  Alegria e esperança;  Convicção de que a mudança é possível;  Curiosidade;  Segurança, competência profissional e generosidade;  Compreender a educação como forma de intervenção do mundo;  Liberdade e autoridade;  Tomada consciente de decisões;  Saber escutar, reconhecer que a educação é ideológica;  Disponibilidade para o diálogo, querer bem aos educandos. (Freire, P. [1997]). Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo : Paz e Terra. 2. A NECESSIDADE DA AVALIAÇÃO DOCENTE
  23. 23. 23 O tema avaliação está intimamente relacionado ao tema ensino, porque a avaliaçãotem sido vista como instrumento para a melhoria da qualidade de ensino. A avaliação docentevem sendo discutida pelas universidades brasileiras desde 1977, quando foi criado o Programade Apoio ao Desenvolvimento do Ensino Superior – PADES. A partir daí, as universidadesbrasileiras têm buscado a qualidade do ensino superior, visando a preparar seus alunos comocidadãos e melhores profissionais. Em todos os segmentos da sociedade, todas as funções econômicas buscam-se aqualidade total; qualidade de vida, qualidade de consumo etc. As universidades não poderiamdeixar de buscar também esta qualidade em todos os seus segmentos no intuito de promoveresta qualidade de ensino. O corpo docente tem que se qualificar, atualizar e preocupar-se com a qualidade doque transmite. O mundo está mudando e diante da crescente incorporação de ciências e tecnologiasde base, com inovações em todas as áreas, como materiais e equipamentos, vêm causarprofundos impactos sobre os processos pedagógicos, passando-se a exigir do homem novosconhecimentos e novas atitudes no exercício de suas múltiplas funções, enquanto ser social,político e produtivo. Portanto, quando se busca a “qualidade total” nas diferentes áreas do conhecimentohumano, a universidade, como principal responsável pela formação de profissionais de altonível deve se engajar nessa nova perspectiva, formando cidadãos capazes de atuarprodutivamente no terceiro milênio. Para que esse empreendimento seja bem sucedido émister uma avaliação global do trabalho da universidade, em especial, do desempenho doprofessor, pois esse é o recurso mais importante nesse processo e que da sustentação àinstituição. Existe em la actualidad um sentir generalizado de que la evolucion del professoradoes um instrumento necessário e imprescindible em todo processo racional de toma dedecisiones. (BENEDITO et al. 1989. p. 280).
  24. 24. 24 A avaliação do desempenho docente para alcançar seu objetivo último, que é aaprendizagem do aluno, deve ter como referenciais linhas norteadoras claras e definidas. Epara ser levada a cabo, necessita de uma metodologia de investigação viável fidedigna eadequada aos propósitos. A universidade deve discutir esta avaliação, sobretudo, mas realizá-lapermanentemente, com a adoção de ferramentas e critérios adequados e condizentes àsituação e, ao invés de cuidar só da reprodução do passado, trabalhar também na construçãodo futuro. A universidade tem a obrigação de estimular o exercício pleno pela cidadania,buscando, com muita agilidade, alternativas para melhorar a qualidade de vida do homem,adaptando-o aos novos modos de sentir, pensar e agir do terceiro milênio. Daí a importânciada avaliação como um processo que objetiva a mudança qualitativa e a necessidade dauniversidade aprender e fazê-la. O professor universitário, sujeito capaz de criticar o desenvolvimento de seu própriotrabalho, deve considerar a avaliação de desenvolvimento uma atividade natural, que faz partedo próprio processo de ensino. Deve, através da reflexão, considerar os resultados de suaavaliação para planejar, replanejar e/ou repensar a sua ação pedagógica, pois, na concepção dePENNA FIRME (1982, p. 17), na medida em que o professor vivenciar um processo deavaliação significativo para o seu próprio crescimento, ele descobrirá como melhor ensinar aseus discentes e mais adequadamente avaliá-los com a mesma preocupação de conduzi-los aoseu aperfeiçoamento como alunos, como futuros educadores e essencialmente como pessoas. A avaliação resulta em mudanças quando os professores percebem, como melhorar etem oportunidades de se engajar em atividades que dêem maior brilho ao seu ensino. Estasoportunidades podem variar desde o acesso a material diversificada de leitura sobre aspectosselecionados do ensino, até o trato com questões com a maneira de preparar o programa deuma disciplina ou estrutura integrada de um curso, ou uma aula agradável e eficiente, comaulas mais interessantes e motivadas um grupo de pessoas trabalhando por objetivos comuns,e não necessariamente o espaço geográfico de encontro dessas mesmas pessoas, aula comespaço de convivência e de relações pedagógicas. Aula com vivência, como vida, como realidade, como espaço que permita, favoreça eestimule a presença, a discussão, o estudo, a pesquisa, o debate e o enfrentamento de tudo o
  25. 25. 25que constitui o ser e a existência, as evoluções as transformações, o dinamismo e a força dohomem. Os professores universitários podem ser considerados como aprendizes cada um delescom forças, fraquezas, capacidades e limitações individuais. Trabalhar com colegas e seuspares de confiança ou com especialistas treinados em aperfeiçoamento de docentes aumentaas chances de os professores refletirem sobre o feedback, repensar algumas de suas crenças,reverem métodos de ensino e praticarem novas técnicas e habilidades pedagógicas. A avaliação não é um ato pelo qual A avalia B. é o ato por meio do qual A e Bavaliam juntos uma prática, seu desenvolvimento, os obstáculos encontrados ou os erros ouequívocos porventura cometidos. Daí seu caráter dialógico. Tomando distância da açãorealizada ou realizando-se, os avaliadores a examinam. Desta forma, muitas coisas que antes(durante o tempo da ação) não era percebida, agora aparecem de forma destacada diantedos avaliadores. “Neste sentido, um lugar de ser um instrumento de fiscalização, a avaliaçãoé a problematização da própria ação”. (Freire citado por Menga, L & Mediano, Z. Avaliaçãona escola de 1º grau, papirus, 1992.) A importância da avaliação foi também mencionada há mais de uma década por Gaff(1976). A menos que venhamos a avaliar nossos próprios programas e a demonstrar que elesproduzem resultados em termos de melhores cursos ou estudantes mais bem formados, commaior conhecimento, mais sensíveis e eficientes ou membros do corpo docente satisfeito ouorganizações mais bem administradas, estaremos fora dos negócios. Mais de uma década de cortes e reduções e oportunidades diminuídas para o corpodocente fez reduzir as fontes de estímulo e encorajamento. Com freqüência, a avaliação évista como uma ameaça. Infelizmente, os professores que necessitam melhorar são, em geral, aqueles menosenvolvidos com o desenvolvimento do corpo docente. Esses professores podem especular, oque a avaliação pode lhes oferecer, por que devem passar pelo processo de observações,seminários e consultorias.
  26. 26. 26 James Bess (1973), em artigo denominado “A Integração dos Ciclos de Vida doCorpo Docente e do Estudante” descreveu esse problema: Uma vez que o prestígio é derivado da reputação da pesquisa, o sistema socialacadêmico e, em alguns casos, propensões pessoais mal direcionadas parecerão estarlevando o corpo docente a desempenhar tarefas que possam vir a não satisfazer suasnecessidades mais básicas. Em outras palavras, muitos são levados a continuar a fazerpesquisas na crença de que as recompensas de sua carreira proporcionarão maior satisfaçãopessoal. Em certa extensão, portanto, eles são, assim, seduzidos a dar relativamente menosatenção por meio do ensino para atender às necessidades dos estudantes – uma atividade quepoderia, sob condições diferentes, conceder-lhes profundas satisfação em maior abundância. Na maioria das instituições, os estudantes, sob as atuais circunstâncias, também nãoestão capacitados a atender às suas necessidades mais importantes, principalmente aquelasque envolvem suas personalidades em desenvolvimento. Faculdades e universidades, emgeral, dão maior atenção a estruturas estabelecidas projetadas para ajudar os estudantes aadquirir conhecimento cognitivo, a serviço de ampla educação liberal e/ou, presumivelmente,a preparação para a carreira, a satisfação das necessidades dos estudantes de crescimentoemocional e interpessoal e de autoconhecimento constituem, no máximo, subprodutos daexperiência estudantil. Raramente trata-se de metas explícitas da instituição. Por essa razão,pelos menos dois dos três principais corpos em nossos campi universitários (corpo docente ediscente) podem existir sob condições antiéticas, ou pelo menos não favoráveis, para atenderàs mais profundas de suas necessidades coletivas e individuais (p. 377). A necessidade de ensinar bem e conquistar as satisfações que acompanham são não sónecessidades crônicas, mas também atuais do corpo docente mesmo se, para alguns, asmesmas pareçam não ser reconhecidas. Os professores devem ser convencidos a dar umaatenção compartilhada ao ensino, com ênfase sobre o feedback informado e útil, que terá aoportunidade de levar seu nível de satisfação, ajudando-o a melhorar suas práticas de ensino,e também mudar suas atitudes em relação à ação (ou arte) de ensinar, de forma que venhampercebê-la como uma atividade desafiadora.
  27. 27. 27 A qualidade dos esforços de um determinado professor depende muito dos tipos derecursos disponíveis para o apoio do ensino, mas depende mais ainda de sua criatividade. O processo de avaliação do trabalho acadêmico de cada docente deverá ter comoobjetivo o estímulo do aprimoramento de suas atividades de ensino, pesquisa e extensão e acompreensão de sua articulação como projeto global da unidade acadêmica e da instituição. Geralmente, o corpo docente desempenha satisfatoriamente seu papel de professor,mas por motivo relacionados com a motivação, competência, o ambiente de trabalho algunsnão tem uma atuação à altura de suas habilidades. Enquanto alguns docentes conseguemmelhorar sua maneira de ensinar sem o auxílio externo, outros precisam de apoio eencorajamento. Os avaliadores freqüentemente usam o desempenho dos alunos como fonte deinformações para a avaliação da disciplina e do corpo discente, mas nunca são os própriosalunos que estão sendo avaliados. Eles, por seus desempenhos, fornecem um índice do grauem que o tratamento do ensino foi eficaz. Como é o professor que coordena todo o processo de ensino que o aluno recebe,consideramos cada professor constituindo um tratamento de ensino único, e,conseqüentemente, avalia este tratamento de ensino como tal. O principal objetivo da avaliação do desempenho é o aperfeiçoamento do própriodesempenho. Este objetivo é atingido ajudando os claudicantes, estimulando os cansados eorientando os indecisos. As faculdades e universidades contratam e promovem professores elhes dão estabilidade na expectativa de um desempenho de primeira. Avaliar professores para melhorar seu desempenho não passa de uma extensão lógicadessa expectativa, e fornece uma prova prática de que a administração está agindo de boa fé.Assim como os alunos precisam de orientação para corrigir erros, os professores também têmo direito de ser orientados a fim de aperfeiçoar seu desempenho. Dissonância é o termo maisda moda para referir à razão mais forte que leva um professor a querer melhorar seudesempenho.
  28. 28. 28 O feedback de uma avaliação de desempenho construtiva muitas vezes provoca aoprofessor a espécie de dissonância, ou insatisfação, que atua como estímulo psicológico aoaperfeiçoamento. A avaliação do grupo é conseqüência da avaliação dos indivíduos. Deve haverobjetividade, critérios anteriormente discutidos e aceito por todos, com a finalidade deaperfeiçoamento da função, valorização de distintas contribuições ao conhecimento e àscompetências necessárias com o compromisso de alcançar a autodeterminação e a capacidadede promover o próprio crescimento. Como diz Pimentel (1993, 85), devemos ter claro que: Todos os professores têm domínio do conhecimento amplo, profundo e atualizado,não só do conteúdo programático, como da ciência que ensinam. Tem também oconhecimento das ciências correlatas. Nem todos, porém tem o conhecimento da produção doconhecimento classificado e consciente do que é ensinar. 3. OS PROCEDIMENTOS AVALIATIVOS “A avaliação representa não apenas um processo final quando se lida comcomportamentos cognitivos, mas, também, uma ligação importante com os comportamentosafetivos em que os valores, o gosto e o prazer (bem como a ausência e o contrário dessestermos) são os processos centrais envolvidos.” (Bloom, 1956). Como enfocamos anteriormente, cada instituição deve criar sua própria sistemática deavaliação, seus próprios critérios de qualidade com procedimentos pertinentes a cadarealidade. Deve-se iniciar a avaliação com um amplo processo de sensibilização, objetivandopromover a preparação dos docentes de um modo geral.
  29. 29. 29 Os docentes, como a maioria dos profissionais, acreditam que eles são os melhoresjuízes do que estão fazendo, tanto na qualidade de ensino, como nos serviços que prestam esabem que são subvalorizados. Avaliar o seu desempenho pode depreciá-los. A maioria poderá criar resistência epensam não tem valor na avaliação formativa de suas próprias metas. Considera a avaliaçãocomo uma forma de intromissão e punição e não como melhoria do ensino e crescimentoprofissional. Essas atitudes dos professores devem ser encaradas com seriedade e respeito. Aavaliação do desempenho não deve ser simplesmente dita que será iniciada. É preciso realizarreuniões em que as idéias de todos os docentes sejam ouvidas, discutidas e trabalhadas e,quando for o caso, incorporado. É importante levar em conta as questões éticas, numa concepção sadia de avaliaçãoque promova a autoconfiança do educador, valorizando-o. Uma avaliação bem conduzida, quenão fira, será auto-estima, não acarretando desprestígio entre os pares e descrédito entre osalunos. O corpo docente deve acreditar que mais coisas positivas que negativas resultarão doprocesso de avaliação e o que está sendo proposto vai beneficiá-lo. Precisa sentir, e confiarque terá maiores probabilidades de atingir suas metas profissionais, aprendendo novascompetências, adquirindo novos conhecimentos, avançando em sua profissão, garantindo orespeito dos colegas e alunos pela qualidade do trabalho que realiza, dentro de uma novaperspectiva. Em vista do exposto, a avaliação deve ocorrer em um clima de cooperação, semimposições, com o envolvimento de todo o corpo docente. A avaliação precisa ocorrer numa concepção responsiva, com procedimentosordenados, sempre que a responsividade e as preocupações dos envolvidos exigem. Deve-secaracterizar, essencialmente, pela negociação entre os interessados no processo avaliativo, emque critérios, procedimentos e recomendações são discutidos na busca de consensos.
  30. 30. 30 Garantir uma postura substancialmente democrática em que não só a negociação entreos pares e os envolvidos se faz necessário, também procurando fortalecer a competência dosparticipantes do processo avaliativo, impulsionando a autodeterminação e a busca de auto-aperfeiçoamento. O avaliado atua, principalmente, como colaborador, na medida em quepermite aos envolvidos a descoberta e o uso de seu próprio poder. Promovendo a capacitaçãodos envolvidos, ajuda-os a formularem suas soluções, tomando papel decisivo nas necessáriastransformações; mostrar experiências e explicações que esclareçam compreensão de fatos,dados e resultados e, liberação de preconceitos, mitos e limitações que embargam o processode autodeterminação. Portanto, é a própria interação pessoal e o respeito profissional entre os colegas noambiente de trabalho, que asseguram o melhor espaço para as compreensões e os bonsresultados. Existem múltiplas fontes de possíveis evidências para a avaliação do desempenho docorpo docente, que podem ser consideradas para analisar a qualidade de desempenho do corpodocente. Mas é importante a necessidade de serem coletadas apenas evidências fidedignas ede se conseguir que os docentes aceitem a importância e a credibilidade das evidênciasreunidas. Exemplificamos, a seguir, possíveis evidências para a avaliação do desempenho docorpo docente. Incluem: o indivíduo, seus colegas, administradores da instituição , alunos,especialistas em aperfeiçoamento docente, colegas de profissão e disciplina, ex-alunos eoutros. Existem muitos métodos e técnicas – escalas de classificação, observações,entrevistas, opiniões por escrito, medidas de excelência, qualidade e impacto, fitas devídeo/áudio, registros de trabalhos produzidos e porfólios, entre outros. Através de pesquisas realizadas, vários autores concluíram que a capacidade doprofessor em se expressar é um importante aspecto do comportamento que pode ser usadopara aumentar a aprendizagem do aluno. Como afirma a Professora Eda C. B. M. de Sousa, “os docentes têm recebido muitopouca preparação para o desempenho de suas funções. É preciso que esta preparação mereçaum cuidado especial e que os administradores também recebam o benefício de uma melhor
  31. 31. 31preparação para o desempenho importante, pois a nossa percepção é a de que para melhorar oensino é preciso trabalhar com professores, administradores e alunos”. Finalmente, acreditamos que, dado o necessário suporte institucional, é o professor,individualmente, que será, em última análise, o responsável pela quantidade e qualidade doprocesso ensino-aprendizagem. É extremamente importante desenvolver a consciência do professor a respeito de suaprópria filosofia, objetivos, estilos de ensino, e também aumentar a sua formalidade eflexibilidade no emprego de métodos alternativos para alcançar seus objetivos. Isso tudo temque ter por base em ambiente centrado no aluno, por quem o professor é incentivado a seinteressar e a ter prazer na interação com ele. É necessário ressaltar, contudo, que os professores não muda sua maneira de ensinar, amenos que eles assim o queiram, que tenham oportunidade e sejam ajudados a encontrarmeios para manter as novas atitudes, comportamentos e métodos. Devemos ressaltar que a avaliação deve ter uma concepção de avaliação presente emtodas as fases de atividades profissionais e, mais do que presente, sendo provocadora do seudesenvolvimento, ao denominá-la de avaliação para o desenvolvimento, Paltton 1994, 1997(developmental avaliation), na medida em que envolvem um trabalho em movimento,dinâmico, com um programa para contínuo aperfeiçoamento. Nessa concepção, o avaliador éparte de uma equipe, cujos membros colaboram para conceitualizar, planejar e trabalhar novasabordagens, num processo permanente de aperfeiçoamento, adaptação e mudança. O crescimento acadêmico se presta mais à avaliação, muito embora as evidências daqualidade não sejam tão diretas como na pesquisa. Os professores podem informar comfacilidade que tipos de atividades têm se dedicado para aprimorar sua eficácia como membrodo corpo docente, de serviço ou extensão. Eles têm condições de julgar o grau de qualidade desuas realizações. A extensão na universidade brasileira, seja qual for à área de conhecimento, abre umespaço substancial de ação concreta generalizada de intervenção pedagógica, médica, técnica,social, cultural ou outra, no ensino fundamental e no ensino médio, com prolongamento de
  32. 32. 32outros setores correlatos. É um critério significativo de avaliação da extensão, o compromissodo ensino superior com outras instâncias do sistema educacional. Existe um vasto campo de ação para o serviço ou extensão em instituições de ensinosuperior. Podem-se desenvolver práticas que inspirem um ensino mais autêntico,comprometido com o bem-estar e desenvolvimento da comunidade e mesmo para a orientaçãode novas pesquisas. Esta interação é importante para avaliar o corpo docente, a qual não é a mesmapara cada professor, dependendo da ênfase que se dê a cada papel e de acordo com aspotencialidades e o interesse de cada um. E é importante descobrir o valor de cada interação. É importante atentar ao aspecto da comunicação que deve ser tratado com muitaseriedade, pelo agravante das repercussões negativas como: depressões, desânimo, perda deauto-estima, entre outros. A utilização dos resultados da avaliação é a culminância do processo, a comunicaçãodesses resultados é crucial em termos do que informamos e como o fazemos. O sucesso da comunicação vai depender da atenção voltada para o verdadeiro contextoda avaliação, do envolvimento dos interessados em todas as etapas do processo avaliativo, daclareza de linguagem, da informação dada a tempo de ser útil e da adequada dosagem deaspectos positivos e negativos. Avaliar/comunicar não são descobrimentos e fracassos, ferindo todos ao princípio deuma avaliação verdadeira e todas as virtudes de um avaliador competente. Devem-se comunicar os resultados com a intenção de aperfeiçoamento,transformação, seja do professor, do aluno, do curso ou da instituição. Dar oportunidade aoavaliando de recolher suas potencialidades, para ter o necessário equilíbrio para entender ecorrigir suas falhas. Sua auto estima preservada e fortalecida, ajudando-o a processar a críticacom maturidade emocional para levantar-se na dificuldade e não se envaidecer no sucesso,mas sempre buscando o aperfeiçoamento. A metáfora criada por Patton (1982. P. 138) aqui sintetizada, exemplificabrilhantemente a comunicação e sua importância.
  33. 33. 33 Programas como pessoas usam máscaras. O papel do avaliador é levantar o véu do programa e tirar a máscara do programa o tempo suficiente para que as pessoas envolvidas vejam o que está por detrás. Elas podem gostar do que vêem podem ficar assustadas com o que vêem podem se recusar a ver... Mas uma escolha deveria ser colocar a máscara de volta exatamente onde estava. Isso significa que ao tirar a máscara de um programa o avaliador precisa ser extremamente cuidadoso para não rasgá-la em pedaços. 3.1. Avaliação da docência por estudantes A questão ética é extremamente importante. Os alunos devem saber, desde o início,que a avaliação que irão fazer deverá servir para ajudar o professor a melhorar seucomportamento na sala de aula. Apenas o professor deve receber o resultado da avaliação dos alunos, e ela deve servista como “feedback” para melhorar os pontos fracos do seu comportamento e reforçar ospontos fortes. A estratégia de pedir aos alunos para avaliarem seus professores pode se tornarexcelente para melhorar o trabalho do professor na sala de aula, se, associando ao trabalho deavaliação, se fizer um programa de melhoria da qualidade do ensino, em que o professor éajudado nos pontos fracos, identificados na avaliação. A avaliação da docência por estudantesé um assunto complexo, no entanto, esta avaliação é apenas um ponto a considerar na
  34. 34. 34avaliação do desempenho de um professor. Avaliar a qualidade do ensino é uma tarefa pordemais difícil e complexada para basear-se unicamente na opinião dos alunos. Por outro ladoé difícil conceber-se uma avaliação da qualidade do ensino sem levar em conta o que pensamos alunos, pois eles constituem a audiência para qual o ensino é dirigido. A avaliação da docência por estudantes é comum e outros países e vem ganhandoespaço nas universidades brasileiras. BERGAMINI (1992, p. 6) salienta a inexistência de um modelo ideal de instrumentopara a avaliação didática. Entretanto, considera a avaliação docente necessária, e que estadeve ser feita pelos alunos. Para MOREIRA, Avaliar a qualidade do ensino é uma tarefa por demais difícil e complicada parabasear-se unicamente na opinião do aluno. Por outro lado, é difícil conceber-se umaavaliação da qualidade do ensino sem levar em conta o que pensam os alunos, pois elesconstituem a audiência para o qual o ensino é dirigido. (1980, p.4) No parecer de APODAKA e outros (1990, p. 329), a opinião dos alunos sobre osprofessores é o melhor indicador de avaliação docente, mesmo que não seja perfeito. ParaTEJEDOR e MONTEIRO (1990, p. 629), a avaliação do professor pelos alunos estimula amelhora da qualidade do ensino universitário. APODAKA e outros, referindo-se ao assunto,dizem que: En definitiva, la opinión de los alumnos sobre sus professores há demonstrado ser elindicador com mayores garantias en cuanto a estabilidad, consistencia, discriminancia yvalidez. Esto no puede hacer olvidar que dicha fuente puede dar información sólo dedeterminados aspectos de la labor del profesor y en concreto de la conducta del profesor enel aula. Para uma avaluación adecuada de la docencia en general y del profesorado enparticular son precisos un mayor número de fuentes de información e indicadores que debenevaluar también los factores contextuales en que se desarrola la docencia. (1990, p. 330)
  35. 35. 35 O ensino é planejado e dirigido para o aluno. Ele, sujeito do processo, que, naconvivência direta, observa, analisa, critica e compara o desempenho do professor, não seconstitui o único, mas, certamente, o mais valioso recurso que a universidade tem para emitirum juízo de valores sobre o docente. Sem dúvida, ao aluno cabe um papel de fundamentalimportância na avaliação do desempenho do professor universitário. Os alunos do ensino superior possuem condições de avaliar uma série de desempenhosdo professor, porém, determinados aspectos, quando avaliados por eles, carecem decredibilidade. Para AHUMADA ACEVEDO (1992, p. 51), a avaliação do professor por seusalunos se constitui numa das formas mais tradicionais e utilizadas de avaliação da eficiênciadocente. Essa área tem sido bastante investigada e há uma série de contradições em suasconclusões. Por um lado, reconhece-se nesse procedimento uma alta validade e fidelidade. Poroutro, considera-se o aluno incompetente e incapaz de opinar sobre tão delicado tema. Naverdade, o aluno não é capaz de avaliar aspectos ligados à preparação das aulas, adequaçõesdos objetivos e princípios de uma disciplina. Ele está apto a opinar sobre clareza dasexplicitações, participação e interação, motivação, metodologia utilizada na sala de aula,sistema de avaliação. CASTRO é de opinião que: Os alunos captam bem a dedicação dos professores, o seu empenho em sala de aula ea excelência de sua pedagogia. Sua liderança, sua capacidade para motivá-los não passamtampouco despercebidas. Contudo, têm também suas limitações. Favorecem o professorsimpático, mas que pouco ensina. Prejudicam o professor duro, secarrão, mas que acabafazendo os alunos aprenderem. (1991, p. 13) 4. PROPOSTA METODOLÓGICA Nossa proposta para avaliação do corpo docente do Campus Universitário deMiracema do Tocantins iniciaria com um sistema objetivo de pontuação. A finalidade éfornecer um meio de auto-avaliação e comparação. Acreditamos serem importantes critériosquantitativos no processo.
  36. 36. 36 A pontuação mínima, visada como padrão, será discutida com o grupo, devendorepresentar um patamar de realizações acessível a todos e manter o grupo coeso. O critério tempo de trabalho não será critério de avaliação, será atribuído um valormínimo esperado. Este valor total mínimo será dividido entre ensino, pesquisa e/ou extensão.Exemplo: atribuindo um valor aleatório com o patamar em 800, espera-se do docente comum400 pontos para ensino e 400 pontos na pesquisa e/ou extensão como valores-base. Doadministrador espera-se 200 no ensino, uma vez que ele costuma ter sua carga horária didáticareduzida, 200 na pesquisa e/ou extensão e 200 na administração. Será discutido, em grupo, a lista de itens ou critérios de desempenho que definem aponderação em um sistema dinâmico no sentido de que a pontuação atribuída a cada tarefa éfunção do incentivo que o grupo deseja criar. Mudando as prioridades, mudarão os incentivose com eles a pontuação relativa das tarefas. Exemplificaremos uma proposta que será levada à discussão do grupo, em que osobjetivos são:  Quantificar o desempenho mínimo esperado dos indivíduos;  Incentivar atividades benéficas e prioritárias para o grupo;  Proporcionar a cada um, o meio de auto-avaliação;  Incentivar os indivíduos e o grupo na melhoria dos resultados do seu trabalho. Depois do sistema objetivo de pontuação (Proposta 01), haverá um questionário deauto-avaliação do professor (Proposta 02) e um questionário de avaliação do aluno (Proposta03).
  37. 37. 37PROPOSTA 01Formulário para Avaliação DocenteUniversidade: .............................................. Campus: ......................................Nome: ................................................................................................................Regime de trabalho: ....................................... Semestre: .................................1. ENSINO P P 1 2 3 4 5 x N1.1. Aula 21.2. Preparação de disciplina (antiga) 21.3. Preparação de disciplina (nova) 21.4. Atendimento ao aluno 31.5. Orientação de estágio 41.6. Orientação de IC 41.7. Participação em reunião da Congregação 21.8. Orientação de teses, monografias, projetos 51.9. Correção de teses, monografias, projetos 31.10. Participação em bancas de IC 3TOTAL DE ENSINO 30 MÉDIA PONDERADA2. PESQUISA P P 1 2 3 4 5 x N2.1. Documentos comprobatórios de produção 2 científica não divulgada2.2. Afastamento para cursar PG stricto sensu 52.3. Assistir a curso de especialização de 360h 42.4. Assistir a curso de aperfeiçoamento de 180h 32.5. Publicação em revistas 5
  38. 38. 382.6. Apresentação de trabalho em reunião 22.7. Apresentação de trabalho científico 3 interinstitucional2.8. Apresentação de trabalho em reunião científica 3 nacional2.9. Participação passiva em reunião científica 22.10. Participação em banca de júri (mestrado, 5 doutorado, concursos, etc.)2.11. Publicação de livros 52.12. Divulgação de apostila 22.13. Preparação e defesa de tese de mestrado 42.14. Preparação e defesa de tese de doutorado 5TOTAL DA PESQUISA 50 MÉDIA PONDERADA3. EXTENSÃO P P 1 2 3 4 5 x N3.1. Curso ministrado 53.2. Palestra proferida 23.3. Consultoria prestada 23.4. Atividade oficial em entidade de classe 1TOTAL DE EXTENSÃO 10 MÉDIA PONDERADA4. ADMINISTRAÇÃO P P 1 2 3 4 5 x N4.1. Diretor 54.2. Coordenador de Curso 4
  39. 39. 394.3. Coordenação Interna 34.4. Participação em Comissões 3TOTAL DE ADMINISTRAÇÃO 15 MÉDIA PONDERADALegenda:NOTAS: 1 Ruim, 2 Regular, 3 Bom, 4 Ótimo, 5 Excelente.P PESO, N NOTA.
  40. 40. 40PROPOSTA 02 AUTO-AVALIAÇÃO DO PROFESSORNome do Professor:...........................................................................................Congregação:.....................................................................................................Disciplina(s) ministrada(s):...............................................................................I – Responda às questões, assinalando com um X, na coluna à direita, a letra correspondente àsua opção.A – TotalmenteB – ParcialmenteC – Nunca1. As disciplinas ministradas por você são de sua preferência? ( )A ( )B ( )C2. As disciplinas por você ministradas foi escolha sua? ( )A ( )B ( )C3. Em suas disciplinas, você trabalha a parte teórica, fundamental e possibilita sua utilização em atividades práticas? ( )A ( )B ( )C4. Durante o desenvolvimento das disciplinas, são relacionados os objetivos inicialmente propostos com os conteúdos trabalhados? ( )A ( )B ( )C5. Em suas aulas, há incentivo à participação, discussão e expressão de idéias? ( )A ( )B ( )C6. Estimula os alunos a buscarem soluções alternativas para os problemas pertinentes à disciplina? ( )A ( )B ( )C
  41. 41. 417. Durante suas aulas, mantém o clima de respeito mútuo? ( )A ( )B ( )C8. Você incentiva seus alunos à utilização de conhecimento de outras áreas para melhor compreensão dos conteúdos desta disciplina? ( )A ( )B ( )C9. Você demonstra domínio do conteúdo de todas suas disciplinas? ( )A ( )B ( )C10. Você está permanentemente atualizado? ( )A ( )B ( )C11. Você se comunica de forma clara e objetiva? ( )A ( )B ( )C12. Você diversifica suas técnicas de ensino e recursos didáticos (audiovisuais, experimentos, visitas, etc.)? ( )A ( )B ( )C13. Você replaneja os objetivos e a metodologia quando há uma maior dificuldade na aprendizagem de certos conteúdos? ( )A ( )B ( )C14. Você é pontual? ( )A ( )B ( )C15. Você é assíduo? ( )A ( )B ( )C16. Você cumpre o planejamento previamente estabelecido em todas as disciplinas? ( )A ( )B ( )C17. Em sua estratégia de ensino exige do aluno a utilização de bibliografia recomendada?
  42. 42. 42 ( )A ( )B ( )C18. Em suas avaliações aborda os objetivos e conteúdos desenvolvidos na disciplina? ( )A ( )B ( )C19. As avaliações são variadas no decorrer do semestre letivo? ( )A ( )B ( )C20. Você discute o resultado das avaliações com seus alunos? ( )A ( )B ( )C21. Em suas disciplinas leva a perceber um desenvolvimento significativo nos seus conhecimentos? ( )A ( )B ( )C22. Você utiliza atividades práticas que contribuem para a aprendizagem do aluno? ( )A ( )B ( )C23. Realiza atividades práticas em ambientes especiais (laboratórios, oficinas, campos, etc.)? ( )A ( )B ( )C24. As atividades extraclasse são desenvolvidas em suas disciplinas? ( )A ( )B ( )C25. Apresenta em suas disciplinas a perspectiva de produzir e ampliar o conhecimento, além de transmiti-lo? ( )A ( )B ( )C26. Complementa o ensino de suas disciplinas com utilização de pesquisas/artigos recentes? ( )A ( )B ( )C27. Considera seu desempenho de bom nível? ( )A ( )B ( )C
  43. 43. 4328. Demonstram interesse, gosto e entusiasmo pelo ensino de suas disciplinas? ( )A ( )B ( )C29. Seus procedimentos de avaliação são de agrado da turma? ( )A ( )B ( )CII – No caso de alguma de suas disciplinas serem desenvolvida sob a forma de estágiocurricular responda às questões de 30 a 38, assinalando X correspondente à sua opção.A – TotalmenteB – ParcialmenteC – Nunca No estágio curricular (em suas disciplinas) você oferece condições para representaruma complementação na formação acadêmica:30.Na organização. ( )A ( )B ( )C31.Na adequação. ( )A ( )B ( )C32.Nas observações em sala. ( )A ( )B ( )C33. No incentivo e sugestões. ( )A ( )B ( )C34.Nas críticas construtivas. ( )A ( )B ( )C35.Nas reuniões após as aulas observadas. ( )A ( )B ( )C36.Despertando a consciência profissional.
  44. 44. 44 ( )A ( )B ( )C37.Orientando os alunos nos relatórios do estágio. ( )A ( )B ( )C38.Nos horários reservados ao estágio, sempre disponível e receptivo. ( )A ( )B ( )C Espaço aberto para uma auto-avaliação, considerando seu desempenho.________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
  45. 45. 45PROPOSTA 03Avaliação do Desempenho Docente sob a Ótica do DiscenteQuestionário do aluno Prezado aluno, Este é um instrumento de coleta de dados para o levantamento do perfil dos docentesdo Campus Universitário de Guaraí, da Fundação Universidade do Tocantins. Tem porobjetivo avaliar o corpo docente, objetivando a melhoria da qualidade do ensino e ocrescimento profissional.O questionário está estruturado da seguinte forma:BLOCO I – refere-se aos seus dados pessoais e da disciplina.BLOCO II – refere-se à disciplina, ao professor, às estratégias de ensino, à aprendizagem eao sistema de avaliação.BLOCO III – refere-se à avaliação de disciplinas de estágio. Só deverá ser respondida se foro seu caso.Por último, reservamos um espaço aberto a informações adicionais sobre o desenvolvimentoda disciplina e desempenho do professor.LEMBRAMOS AINDA! A cada questão você deverá assinalar apenas uma opção. O sigilo de suas informações será preservado dentro dos padrões éticos da Pesquisa.BLOCO I – Responda e/ou assinale com X a sua opção.1. Curso:...........................................................................2. Nome da disciplina:.....................................................3. Ano ou Semestre:........................................................4. Atividade Profissional: Exerce atividade profissional relacionada ao curso em realização........ A( )
  46. 46. 46 Exerce atividade profissional não relacionada ao curso em realização.. B( ) Não exerce nenhuma atividade profissional .......................................... C( )BLOCO II – Responda às questões de número 5 a 35 assinalando com um X, na coluna àdireita, a letra correspondente à sua opção, de acordo com a seguinte escala:A – Concordo totalmenteB – Concordo parcialmenteC – IndecisoD – Discordo parcialmenteE – Discordo totalmente5. Você considera esta disciplina importante para sua formação profissional. ( )A ( )B ( )C ( )D ( )E6. O enfoque teórico trabalhado na disciplina fundamenta e possibilita a sua utilização em atividades práticas. ( )A ( )B ( )C ( )D ( )E7. A seqüência dos conteúdos apresenta-se de forma adequada. ( )A ( )B ( )C ( )D ( )E8. A carga horária da disciplina é suficiente. ( )A ( )B ( )C ( )D ( )E9. Durante o desenvolvimento da disciplina, são relacionados os objetivos inicialmente propostos com os conteúdos trabalhados. ( )A ( )B ( )C ( )D ( )E10. Nas aulas desta disciplina há incentivo à participação, discussão e expressão de idéias. ( )A ( )B ( )C ( )D ( )E11. O professor estimula os alunos a buscarem soluções alternativas para os problemas pertinentes à disciplina. ( )A ( )B ( )C ( )D ( )E
  47. 47. 4712. Durante as aulas, o professor mantém um clima de respeito mútuo. ( )A ( )B ( )C ( )D ( )E13. Durante as aulas, há incentivo à utilização de conhecimento de outras áreas para melhor compreensão dos conteúdos desta disciplina. ( )A ( )B ( )C ( )D ( )E14. O professor demonstra ter domínio do conteúdo da disciplina. ( )A ( )B ( )C ( )D ( )E15. O professor demonstra estar permanentemente atualizado. ( )A ( )B ( )C ( )D ( )E16. O professor procura comunicar-se de forma clara e objetiva. ( )A ( )B ( )C ( )D ( )E17. Há diversificação de técnicas de ensino e recursos didáticos (audiovisuais, experimentos, visitas, etc.) nas aulas desta disciplina ( )A ( )B ( )C ( )D ( )E18. O professor replaneja os objetivos e a metodologia quando há uma maior dificuldade na aprendizagem de certos conteúdos. ( )A ( )B ( )C ( )D ( )E19. O professor é pontual. ( )A ( )B ( )C ( )D ( )E20. O professor é assíduo. ( )A ( )B ( )C ( )D ( )E21. O professor cumpre o planejamento previamente estabelecido para a disciplina. ( )A ( )B ( )C ( )D ( )E
  48. 48. 4822. As estratégias de ensino exigem do aluno a utilização de bibliografia recomendada. ( )A ( )B ( )C ( )D ( )E23. As avaliações realizadas abordam os objetivos e conteúdos desenvolvidos na disciplina. ( )A ( )B ( )C ( )D ( )E24. As avaliações são variadas no decorrer do semestre letivo. ( )A ( )B ( )C ( )D ( )E25. O professor discute o resultado das avaliações com os alunos. ( )A ( )B ( )C ( )D ( )E26. Através desta disciplina, o professor procura levar o aluno a perceber um desenvolvimento significativo nos seus conhecimentos. ( )A ( )B ( )C ( )D ( )E27. [Nesta disciplina são adotadas atividades práticas que contribuem significativamente para sua aprendizagem.] ( )A ( )B ( )C ( )D ( )E28. As atividades práticas realizadas em ambientes especiais (laboratórios, oficinas, etc.) são fundamentais para aprendizagem dos conteúdos desta disciplina. ( )A ( )B ( )C ( )D ( )E29. Nesta disciplina são desenvolvidas atividades extraclasse. ( )A ( )B ( )C ( )D ( )E30. As atividades extraclasse, desenvolvidas nesta disciplina, são importantes para complementar a sua aprendizagem. ( )A ( )B ( )C ( )D ( )E31. A disciplina apresenta a perspectiva de produzir e ampliar o conhecimento, além de transmiti-lo. ( )A ( )B ( )C ( )D ( )E
  49. 49. 4932. O professor, no desenvolvimento da disciplina, utiliza-se de pesquisas/artigos recentes para complementar o ensino. ( )A ( )B ( )C ( )D ( )E33. O professor demonstra interesse, gosto e entusiasmo pelo ensino de sua disciplina. ( )A ( )B ( )C ( )D ( )E34. Os procedimentos de avaliação do professor são de agrado da turma. ( )A ( )B ( )C ( )D ( )E35. O desempenho do professor nesta disciplina é considerado de bom nível. ( )A ( )B ( )C ( )D ( )ELOCO III – No caso da disciplina ser desenvolvida sob a forma de estágio curricular,responda às questões de número 36 a 44, assinalando um X, na coluna à direita, a letracorrespondente à sua opção.A – Concordo totalmenteB – concordo parcialmenteC – indecisoD – discordo parcialmenteE – discordo totalmente O professor, em seu estágio curricular, oferece condições que representam umacomplementação na formação acadêmica:36.Na organização. ( )A ( )B ( )C ( )D ( )E37.Na adequação do estágio. ( )A ( )B ( )C ( )D ( )E38.Nas observações em sala. ( )A ( )B ( )C ( )D ( )E
  50. 50. 5039.No incentivo e sugestões. ( )A ( )B ( )C ( )D ( )E40.Nas críticas construtivas. ( )A ( )B ( )C ( )D ( )E41.Nas reuniões após as aulas observadas. ( )A ( )B ( )C ( )D ( )E42.Despertando a consciência profissional. ( )A ( )B ( )C ( )D ( )E43.Orientando os alunos nos relatórios do estágio. ( )A ( )B ( )C ( )D ( )E44.Nos horários reservados ao estágio sempre disponível e receptivo. ( )A ( )B ( )C ( )D ( )EEspaço aberto para uma auto avaliação do aluno, considerando seu desempenho(responsabilidade, participação, assiduidade, esforço intelectual, criatividade, criticidade,iniciativa, relacionamento com professores e demais alunos, entre outros.). Desenvolvimentodas disciplinas e desempenho do professor, ou esclarecimento de alguma questão._____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
  51. 51. 51 CONCLUSÃO Diante das pesquisas, observações e reflexões teóricas, é inquestionável a necessidadeda avaliação docente para melhorar a qualidade de ensino e proporcionar o crescimentoprofissional do professor. Acreditamos que os instrumentos propostos, além de avaliar os docentes, incentivarãoà diversificação de suas atitudes, levando-os a um trabalho com maior responsabilidade ecriatividade. O uso do instrumento (Proposta 01), dará oportunidade ao professor demonstrar suacapacidade produtiva, valorizando todo trabalho por ele executado. Além disso, a avaliação será uma forma de conscientizá-lo de que o mundo está setransformando em mudando numa velocidade vertiginosa com novas e avançadas tecnologias,onde quem não conseguir acompanhar ficará “obsoleto”. Por isso, há necessidade deinovações, novos comportamentos e métodos pedagógicos, pois o professor sendo receptivoàs mudanças, tem oportunidade de crescer profissionalmente e como cidadão. Ficou claro, também, durante a realização deste trabalho, a necessidade de umsegundo momento de avaliação em todos os segmentos do Campus Universitário deMiracema do Tocantins para a conscientização coletiva sobre a melhoria do desempenho eeficiência profissional. É extremamente importante aumentar a consciência do professor a respeito de suaprópria filosofia, objetivos, estilos de ensino e também aumentar sua familiaridade eflexibilidade no emprego de métodos alternativos para alcançar seus objetivos. Isso tudo temque ter por base um ambiente centrado no acadêmico, onde o professor é incentivado a seinteressar pelos seus alunos e a ter prazer na interação com eles. Finalmente, acreditamos que dado o necessário suporte institucional é o professorindividualmente que será em última análise, o responsável pela quantidade e qualidade damelhoria do processo ensino/aprendizagem.

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