Your SlideShare is downloading. ×
  • Like
Feudalismo
Upcoming SlideShare
Loading in...5
×

Thanks for flagging this SlideShare!

Oops! An error has occurred.

×

Now you can save presentations on your phone or tablet

Available for both IPhone and Android

Text the download link to your phone

Standard text messaging rates apply

Feudalismo

  • 2,394 views
Published

Feudalismo Maicon e Silva …

Feudalismo Maicon e Silva

Escola Águia

Published in Education
  • Full Name Full Name Comment goes here.
    Are you sure you want to
    Your message goes here
    Be the first to comment
No Downloads

Views

Total Views
2,394
On SlideShare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
1

Actions

Shares
Downloads
36
Comments
0
Likes
3

Embeds 0

No embeds

Report content

Flagged as inappropriate Flag as inappropriate
Flag as inappropriate

Select your reason for flagging this presentation as inappropriate.

Cancel
    No notes for slide

Transcript

  • 1. Divisão do Império Romano Ocidente – Capital Roma Oriente – Capital Bizâncio – Constantinopla - Istambul
  • 2.  No fim do século IV D.C., com o objetivo de facilitar a administração e a defesa, o imperador Teodósio dividiu o vasto Império Romano em duas áreas distintas: o Império Romano do Ocidente, com capital em Roma, e o Império Romano do Oriente, com capital em Constantinopla. Quando Teodósio morreu, em 395, um de seus filhos, Honório, passou a governar o Ocidente, e o outro, Arcádio, o Oriente. Em 476 D.C., bárbaros germânicos rebelados, liderados pelo chefe Odoacro (que tinha feito carreira como oficial do exército romano) derrubaram o último imperador do Ocidente, Rômulo Augusto. Tradicionalmente, esse ano é considerado o fim da Antiguidade e o início da Idade Média. O Império Romano do Oriente, também conhecido como Império Bizantino, ainda continuaria a existir durante cerca de mil anos, encontrando seu fim em 1453, quando sua capital caiu nas mãos dos turcos. Esse evento, por sua vez, é considerado o marco final da Idade Média e o início da Idade Moderna.
  • 3. Em 395, com a divisão do Império Romano, formou-se o Império Romano do Oriente, que englobava a Grécia, a Ásia Menor, a Síria atual, a Palestina, o nordeste da África (incluindo o Egito) e as ilhas do Mediterrâneo oriental. Quando, em 476, Roma foi definitivamente tomada pelos germanos, a parte oriental do Império sobreviveu, mantendo intensa atividade urbana e mercantil. Com o passar do tempo, inúmeros aspectos da cultura romana foram abandonados nessa região. O próprio latim foi substituído pelo grego. Tudo isso levou ao desenvolvimento de uma sociedade com características singulares — o Império Bizantino. Um dos aspectos distintivos da sociedade bizantina foi exatamente a comunhão entre valores greco-romanos e orientais. É traço marcante desse Império, também, a completa assimilação dos preceitos do cristianismo, tendo sido em Constantinopla que se realizaram os primeiros concílios responsáveis pela definição dos dogmas da Igreja Católica
  • 4. Em 330, no mesmo local onde existia a antiga colônia grega de Bizâncio, o imperador Constantino mandou construir Constantinopla. Atualmente denominada Istambul, a cidade ocupava excelente localização, entre os mares Negro e Egeu. Para melhorar ainda mais suas condições de defesa, foram construídas enormes muralhas ao seu redor. Essas características permitiram que ela resistisse a numerosos ataques ao longo dos séculos. Por muito tempo, Constantinopla foi um centro próspero e florescente com intensas relações comerciais, que se estendiam até o Extremo Oriente.
  • 5. No governo de Justiniano, o Grande (527-565), o Império Bizantino atingiu o esplendor. A tentativa de restabelecer a unidade do antigo Império Romano está entre suas realizações de maior destaque. Justiniano empreendeu a reconquista das terras do Ocidente, que haviam sido perdidas para os povos germânicos. Com grandes esforços retomou a península Itálica, o norte da África e o sul da península Ibérica. Mas os territórios reconquistados logo sofreriam ocupação de outros povos, não permanecendo muito tempo sob domínio bizantino. Em seu governo, Justiniano ordenou que se organizasse um trabalho de compilação do Direito romano, do qual resultou o Corpo do Direito Civil, composto de quatro partes: Código Justiniano — reunião de todas as leis romanas desde Adriano até o ano de 534. As Institutas — princípios fundamentais do Direito romano. O Digesto ou Pandectas — síntese da jurisprudência romana cujo conteúdo apresenta os pareceres dos grandes juristas a respeito das Institutas. As Novelas, reunindo a nova legislação.
  • 6. Em 532, Constantinopla foi agitada por uma revolta de grandes proporções, conhecida pelo nome de Revolta Nika, porque a população gritava a palavra vitória (nike, em grego). Iniciada no hipódromo, onde a rivalidade esportiva refletia divergências sociais, políticas e religiosas, a rebelião se propagou rapidamente por toda a capital. A população indignava-se, sobretudo, com os altos impostos cobrados. Diante da gravidade da situação, Justiniano ameaçou fugir da cidade, mas foi impedido por sua mulher, Teodora. A revolta foi ferozmente reprimida pelo general Belizário. Estima-se que cerca de trinta mil pessoas tenham sido degoladas.
  • 7. Quando o cristianismo tornou-se a religião oficial do Império Romano, foram organizados concílios para definir seus dogmas. Aos poucos, a Igreja Católica foi-se estruturando e reunindo em torno de si um conjunto de servidores: o clero. Nos primeiros tempos, chamavam-se patriarcas os integrantes do clero que eram responsáveis pela Igreja nas regiões em que se subdividiam as terras do Império Romano: Alexandria, Jerusalém, Antioquia, Constantinopla e Roma. Posteriormente o patriarca de Roma se autoproclamou papa, "pai de todos os cristãos". A supremacia do papa sobre todos os patriarcas ocidentais foi decretada pelo imperador romano em 455. Mas somente no século VI, com o papa Gregório, ela conseguiu se impor definitivamente.
  • 8. No Império Bizantino, os imperadores consideravam-se como chefes supremos da cristandade, e isto provoca conflitos como Papa. O constante desentendimento entre o imperador e o Papa acabou por provocar o ‗‘Grande Cisma do Oriente‖, em 1054. A partir desta data, a cristandade dividi-se em duas igrejas: Igreja Católica do Oriente – conhecida como igreja Ortodoxa, com sede em Bizâncio, e a Igreja Católica do Ocidente – com sede em Roma, sob a autoridade do Papa.
  • 9. O Império Bizantino começou a entrar em declínio na fase final do governo de Justiniano. Entre os séculos IX e XI,ocorreu um breve período de prosperidade conhecido como "renascença bizantina". Em seguida, porém, as disputas religiosas e as constantes ameaças de invasão fizeram com que as crises se instalassem de maneira irreversível. Acelerou-se o empobrecimento das cidades, a produção e o comércio se enfraqueceram e o Império perdeu pouco a pouco alguns de seus mercados em regiões distantes. Finalmente, em 1453, Constantinopla foi tomada pelos turcos otomanos e o Império Bizantino entrou em colapso. Esse fato é o marco que assinala o fim da Idade Média. A cultura bizantina teve grande influência sobre os povos da Europa oriental, como russos, armênios, búlgaros e sérvios. Eles assimilaram vários costumes do cristianismo por meio do contato com religiosos enviados pela Igreja Católica Ortodoxa Grega em missões de evangelização.
  • 10. O enfraquecimento de Roma, no século V, deu- se no momento em que ocorreu a divisão de seu império. O Império Romano do Ocidente reorganizou-se e manteve-se até 1453, quando Constantinopla, sua capital, foi tomada pelos turcos. Mas o Império Romano do Ocidente desabou com a invasão dos povos Bárbaros.
  • 11. O Termo ―Bárbaros era usado pelos romanos para todos os povos que não pertenciam à civilização romana e se mostravam rebeldes à sua cultura. Os principais bárbaros foram os germânicos: vândalos, visigodos ,ostrogodos, suevos, anglo saxões , francos e lombardos. O deslocamento das tribos germânicas do norte para o sul da Europa, é em grande parte explicado pelo crescimento de sua população, fato que levou aqueles povos a procurar territórios com terra fértil e melhor clima...
  • 12. Até o século III, a penetração dos bárbaros foi pacífica. Guerreiros eram aceitos no exército romano como soldados, outros grupos obtinham permissão para se fixar em zonas agrícolas do Império. Nos séculos IV e V, grupos bárbaros invadiram o Império pela força, conquistando diversos lugares da Europa e do norte da África. Esses bárbaros formaram seus próprios reinos, destruindo a unidade política do Império Romano. Era a crise do Mundo Antigo e de suas instituições, e o início de um longo período da história europeia, em que costumes germânicos combinados com os romanos dariam início à sociedade feudal.
  • 13. A queda do Império Romano no século V deu início à Idade Média, que costuma ser dividida em dois grandes períodos:  Alta Idade Média (século V a século X) – Caracterizada basicamente pela desagregação da sociedade antiga e pela formação do sistema feudal.  Baixa Idade Média (século X a século XV) – Caracterizada, basicamente, pela dissolução do sistema feudal e pela formação do sistema capitalista.
  • 14. A Invasão dos bárbaros causou a fuga da população das cidades. Voltava a calma à Europa. O campo foi o lugar onde a maioria do povo passou a viver. Surgem os castelos, moradia dos grandes proprietários de terra. Os castelos eram cercados de muralhas que serviam de proteção para seus ocupantes e os moradores das redondezas contra qualquer ataque. A agricultura tornou-se a principal atividade econômica. A maioria dos reinos bárbaros teve vida curta. Apenas os francos conseguiram se estruturar e fincar raízes na Gália. Expandiram-se depois para outros territórios, que hoje corresponde à França, Alemanha, Bélgica , Itália e mais oito países da Europa.
  • 15. O Reino dos francos surgiu da reunião de todas as tribos francas e expandiu-se sob o governo de duas dinastias:  Dinastia dos merovíngios (século V a VIII) - Os principais reis francos eram descendentes de Meroveu. O primeiro grande rei foi Clóvis, que conseguiu promover a unificação dos francos, expandiu seus domínios territoriais e converteu-se ao Cristianismo católico, obtendo assim apoio da Igreja para seu reino. Contudo, com o decorrer do tempo, as constantes guerras e as partilhas por herança levaram à divisão política do reino franco. No século VIII, os reis merovíngios perderam o poder e foram substituídos pelos carolíngios
  • 16.  Dinastia dos reis carolíngio ( século VIII e IX) – Carlos Magno deu o nome à nova dinastia e foi o seu mais importante soberano. Governou de 768 a 814. Através de diversas guerras de conquistas, Carlos Magno estendeu os domínios dos domínios dos francos. A igreja Católica aliou-se a Carlos Magno, pois desejava a proteção de um soberano poderoso e cristão que possibilitou a expansão do Cristianismo. Portanto, no dia 25 de dezembro de 800, o reino franco recebeu do papa Leão III o Título de Imperador do Sacro Império Romano. Era uma tentativa de restaurar o Império Romano no Ocidente.
  • 17. Carlos Magno procurou elevar a cultura do povo franco. Fundou escolas nos mosteiros e no próprios palácio real. Ele mesmo aprendeu a ler com 35 anos. Seu período de governo foi marcado por importante atividade cultural, que abrangeu os setores das letras, das artes e da edução. Trata-se da chamada Renascença Carolíngia, que contribui para a preservação e a transmissão de valores da cultura da Antiguidade Clássica. Após a morte de Carlos Magno, o Reino Franco entrou em decadência. As principais causas dessa decadência foram a fragmentação do poder político e as novas invasões dos séculos IX e X contra a Europa Cristã.
  • 18. A palavra feudalismo ou sistema feudal foi o modo de organização da vida em sociedade que caracterizou a Europa durante grande parte da Idade Média. Ele não foi igual em todas as regiões europeias, variando muito de acordo com a época e o local.”
  • 19.  o feudalismo começou a se estruturar por volta do século VIII, no rei franco, propagando-se depois nas outras regiões da Europa ocidental.  Uma das razões para esse começo entre Francos foi o fato de os governantes carolíngios terem colocados em prática, com modificações, um antigo costume dos povos germânicos: a vassalagem.
  • 20. A formação da sociedade feudal foi um longo processo, que resultou da fusão de diferentes valores e costumes, uns de origem romana e outros de origem germânica. De origem romana era o colonato , compromisso pelo qual os trabalhadores tinham a obrigação de entregar uma parte de sua própria colheita e de trabalhar gratuitamente nas plantações senhorias. O colonato deu origem à servidão, relação de trabalho predominante no feudalismo. De origem germânica era o comitatus, bando formado de jovens guerreiros comandados por um chefe a qual prestavam juramento de fidelidade. O comitatus de origem ao modo como os nobres feudais relacionavam uns com os outros. Dos germanos, a sociedade feudal assimilou ainda o hábito de aplicar leis de acordo com os costumes. Com as invasões dos bárbaros germânicos, os ataques à cidade tornaram-se frequentes. Isto gerou um clima de grande medo na Europa , o que levou milhões de pessoas a fugir para o campo em busca de segurança. Teve início, assim, um processo de ruralizarão no Ocidente,
  • 21. ao mesmo que declinava a vida urbana, por falta de segurança nas cidades atacadas pelos germanos, pela destruição de várias delas e pela levada mortalidade decorrente de epidemias, fome e de mortes pela guerra. Foi nesta época que os nobres – encarregados de defender os territórios - mandaram construir enormes castelos, em torno dos quais passou a viver boa parte da população europeia .
  • 22. Nas terras conquistadas ao Império Romano do Ocidente, os bárbaros germanos fundaram vários reinos independentes. Nesses reinos as guerras e a pilhagem eram constantes, por isso os reis pediam auxílio aos nobres com grande frequência. Estes se aproveitavam da situação e, em troca de ajuda militar, exigiam poder e riqueza para si; assim foram se fortalecendo. Ao mesmo tempo e por isso mesmo o poder do rei foi enfraquecendo. No final do século Ix, os nobres não se consideravam mais apenas os defensores das terras reais, mas seus donos, e, ao morrer, as deixavam para os seus filhos. Assim, pouco a pouco, o poder do rei fragmentou-se; cada nobre (conde, duque, marquês, barão) passou a ser um ‗‘reizinho‘‘ no seu feudo. Consolidava-se assim a sociedade feudal, cujas características eram: predomínio da vida rural, poder político descentralizado e forte religiosidade.
  • 23.  Rei  Duque  Conde  Marquês  Visconde  Barão  cavaleiro
  • 24.  Absoluta inferioridade em relação aos homens  Devia fidelidade e lealdade ao marido  O não cumprimento das obrigações era punida com a morte  O marido era escolhido pelo pai, muitas vezes como moeda de troca de alianças políticas.
  • 25.  teocêntrica, considerava Deus o centro de todas as coisas  a igreja cristã (católica) possuía o monopólio da cultura letrada  cristãos contrários a doutrina eram conhecidos como hereges  na alta idade média, a pior punição para um herege era a excomunhão (condenação ao inferno)  na baixa idade média o herege era julgado pela inquisição.
  • 26.  Atividades culturais marcadas pela fé religiosa.  A igreja determinava o modo de pensar e de viver das pessoas.  Fenômenos naturais explicados pela fé.  Era comum a celebração de ritos religiosos par fazer as plantas crescerem, para se obter boas colheitas, para provocar chuvas, etc.
  • 27.  ARADO DE FERRO  SISTEMA DE ROTAÇÃO DE CULTURAS EM TRÊS CAMPOS  MOINHO DE VENTO  ADUBAÇÃO DA TERRA COM ESTERCO DE ANIMAIS  EXTRAÇÃO MINERAL  ARMAS DE GUERRA
  • 28. Deus era o centro do Universo, Deus era a explicação para todas as coisas
  • 29. A palavra feudo é de origem germânica e significa ‗‘ direito que uma pessoa possui sobre um bem que recebeu em troca de ajuda militar ou de um serviço prestado ‗‘. Na maioria das vezes, o feudo era uma terra grande. Mas, às vezes , podia ser também um castelo, um direito de receber impostos ou de ocupar um cargo de prestígio. Aquele que doava um feudo era chamado de suserano, e o que recebia era denominado vassalo.
  • 30. Por exemplo, um conde doava o feudo a um visconde e com isso tornava-se suserano do visconde e este seu vassalo. Caso o visconde doasse parte das terras recebidas a um barão, passava a ser seu suserano e, ao mesmo tempo, continuava sendo vassalo do visconde. Repare que as relações de suserania e vassalagem ocorriam somente entre os membros da nobreza.
  • 31. A doação do feudo se dava por meio de um juramento de fidelidade . O feudo era doado juntamente com os camponeses que nele trabalhavam. Eram eles que, com o seu trabalho, garantiam o meio de vida ao novo senhor. Eis o trecho de um juramento de fidelidade feito durante a Cerimônia: Prometo, por minha fé, ser, a partir deste instante, fiel ao conde Guilherme e guardar-lhe contra todos os inteiramente a minha homenagem, de boa fé e sem engano. (Freitas, Gustavo de . 900 textos e documentos de História. V.1, p 139 – 40.)
  • 32. A partir desse juramento, um passava a ter obrigações com o outro. O vassalo devia:  Apresentar-se sempre que fosse chamado por seu suserano;  Dar ajuda financeira para o casamento da filha de seu suserano, para armar o filho cavaleiro e para pagar o resgate, caso o filho, fosse raptado ou aprisionado;  Comparecer ao tribunal para depor a favor se o senhor o convocasse.
  • 33. O suserano, por sua vez, também devia ajudar seu vassalo em caso de conflito ou comparecer a um tribunal para depor a seu favor. Tanto o suserano quanto o vassalo sentiam-se na obrigação de cumprir o juramento de fidelidade. Cada senhor feudal era a autoridade máxima dentro do seu feudo. Era ele quem julgava os infratores, aplicava as penas, cobrava impostos e cunhava sua própria moeda. Por isso se diz que no Feudalismo o poder era descentralizado (estava nas mãos de várias pessoas, e não apenas do rei).
  • 34. Certas instituições germânicas, como o comitatus e o benefício, incorporaram-se ao sistema feudal. O comitatus era o grupo de guerreiros ligados a seus chefe por juramento de fidelidade. A lealdade ao chefe era retribuída com a divisão de saques de guerra (benefício), principalmente de terras. O comitatus e o benefício estão associados à vassalagem do feudalismo.
  • 35. Na sociedade feudal, a posição social de uma pessoa dependia do nascimento. Assim, o filho de nobre era nobre por toda a vida. E o filho de camponeses, mesmo trabalhand duro, não conseguia alterar sua posição social . No auge do feudalis mo europeu, a sociedade era dividi Em três grupos.
  • 36.  Clero os que oravam,  Nobreza os que guerreavam e  Camponeses os que trabalhavam. Era o trabalho dos camponeses que sustentava a nobreza e o clero. O clero era formado pelo papa, cardeais, bispos, abades, monges e padres. A maioria desses religiosos tinha origem nobre e possuía feudos, muitos deles enormes. Cerca de dois terços da terra da Europa Ocidental pertenciam a Igreja, num tempo em que a terra era a principal medida de riqueza. A Igreja católica era, portanto, a instituição mais rica da sociedade feudal . Um texto da época justifica isso: Deus quis que, entre os homens, uns fossem senhores e outros servos, de tal maneira que os senhores estejam obrigados a venerar e amar Deus, e que os servos estejam obrigados a amar e venerar o seu senhor. (Freitas, Gustavo de . 900 textos e documentos de História. V.1, p 139 – 40.)
  • 37. A nobreza compunha-se de reis, duques, marqueses, condes, viscondes, barões, e sua principal atividade era a guerra. Apesar de o clero ser o grupo mais rico, a nobreza era a classe dirigente da sociedade feudal. A nobreza valia-se do monopólio das armas para impor seu domínio. Os nobres ofereciam proteção e exigiam ser sustentados e alimentados pelo povo desarmado. Viviam na ociosidade e consideravam o trabalho uma atividade digna. Desde a infância, o nobre era preparado para a vidar militar.
  • 38. Aos 7 anos , já começava a aprender a montar a cavalo e manejar armas. Aos 14 anos, tornava-se escudeiro de um senhor numa cerimônia em que recebia a espada e as esporas. Aos 21, depois de participar de alguns combates como auxiliar, estava habilitado e então era armado cavaleiro numa cerimônia religiosa. Conta-nos um historiador que: Vestido de branco, passava uma noite toda na igreja, a rezar, em vigília das armas colocadas no altar. De manha, após comungar, ocorria a bênção das armas e depois, seguindo um rito muito antigo, seu padrinho batia-lhe com a espada na nuca, (...) tornando-o seu igual. ( Franco Júnior, Hilário. Feudalismo: uma sociedade religiosa, guerreira e camponesa.p .40)
  • 39. . Nesta cerimônia, o padrinho entregava também um capacete ou elmo, um escudo e, por fim, as esporas, a espada e a lança. As principais ocupações da nobreza eram a guerra, os torneios e as caçadas.
  • 40. Os camponeses eram em sua maioria servos da gleba (Terra). O servo era assim chamado por encontrar-se preso à terra, isto é, não tinha liberdade para deixar o feudo em que vivia e trabalhava. Porém, servo não é mesmo que escravo. O servo não podia ser vendido, trocado ou punido, como se fazia com o escravo. Também não podia ser expulso do feudo. Além disso, era dono de seus instrumentos de trabalho. Em troca do direito de usar a terra para o seu próprio sustento e para protegê-la, os servos tinham uma série de obrigações para com o senhor. As principais obrigações servis eram:
  • 41.  A corveia – trabalho gratuito, durante alguns dias por semana, nas terras do senhor.  A talha - obrigações de entregar uma parte da produção de seu próprio lote ao senhor.  As prestações – obrigação de hospedar o senhor e sua comitiva durante suas viagens pelo feudo  As banalidades estabelecia o pagamento pela utilização de fornos, moinhos e outros bens que pertenciam ao senhor feudal.  O dízimo – imposto paga à Igreja.
  • 42. Além dos servos, havia ainda os vilões, camponeses que também deviam obrigações ao senhor, porém sem estar presos à terra: podiam escolher o feudo onde desejassem trabalhar. Os servos não eram alfabetizados. Acreditavam-se em bruxas, fadas protetoras e que a Igreja salvaria suas almas. A Igreja não admitia atos que fossem contrários à sua doutrina. Por isso, o clero punia através do Tribunal da Inquisição. Muitas vezes, os hereges( pessoas contrárias aos dogmas da Igreja), eram mortos nas fogueiras.
  • 43.  Agricultura de subsistência  Troca de produtos  Inexistência de comércio  Inexistência de Moedas  Baixa produtividade agrícola Falta de técnicas agrícolas
  • 44. Contrastando com a fase anterior, de relativa prosperidade, os séculos finais da Idade Média foram marcados por sérias crises  Declínio da Produção Agrícola: A ocupação de solos menos férteis e a escassez de terras de boa qualidade provocaram a diminuição da produção de alimentos. A perda das colheitas também provocou diminuição de quantidade de alimentos, acarretando a fome de milhares de pessoas que morriam ou sobreviviam com forte desnutrição.
  • 45.  Peste Negra A população enfraquecida pela fome adoeceu contaminada pela peste negra, doença transmitida por ratos que vieram nos porões de navios genoveses. Causou a morte de um terço da população europeia. Para muitos, essa doença implacável era sinal da ira divina, anunciando o fim dos tempos.
  • 46. Vítimas da peste negra na região de Toumai (1349) Os índices de mortalidade aumentaram sensivelmente e, no século XIV, uma população debilitada pela fome teve que enfrentar uma epidemia de extrema gravidade: a Peste Negra, que chegou a dizimar cerca de 1/3 dos habitantes da Europa.
  • 47. Guerra dos cem Anos ( 1337- 1453) A disputa pela rica região de Flandres, onde havia manufatura de lã e sucessões dinásticas, provocaram conflito entre a França e a Inglaterra. Essa guerra ( Guerra dos Cem Anos) empobreceu grande parte dos nobres feudais e prejudicou a vida econômica dos dois países. Após seu término, a autoridade do rei estava fortalecida.
  • 48.  O Cisma do Ocidente Com o objetivo de manter boas relações com o rei Felipe IV, da frança, o Papa Clemente V transferiu a sede do papado de Roma para Avignon, no sul da França. Essa atitude gerou insatisfação dentro da Igreja, culminando com a escolha de um outro Papa estabelecido em Roma. A igreja ficou dividida entre dois papas. Mais tarde, a Igreja recupera sua unidade, estabelecendo sua sede em Roma. No período que durou o Cisma Ocidental, aumentaram as heresias contrárias à doutrina da Igreja, abalando a instituição. Os reis fortaleceram-se com a ajuda da burguesia desenvolveram a navegação, e a partido século XV os comerciantes lançaram-se ao mar à procura de novos mercados e mercadorias para o comércio. Esses fatos continuaram na Idade Moderna. O capitalismo comercial vai tomando o lugar do feudalismo.