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Gramatica simples

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  • 1. GRAMÁTICA BÁSICASUJEITO: – É aquele ou aquilo sobre quem ou sobre que se declara alguma coisa – É formado por substantivo ou palavras de valor substantivo( adjetivos, pronomes, numerais, advérbios, verbos ) EX: A menina abriu os olhos pasmados ( O sujeito da frase é a menina)PREDICADO: – É a declaração feita sobre o sujeito – Aparece um verbo ou locução verbal EX: A menina abriu os olhos pasmadosADJUNTO ADNOMINAL: – É o termo que caracteriza o nome ( substantivo) sem a intermediação de um verbo. – As classes de palavras que podem desempenhar a função de adjunto adnominal são adjetivos, locuções adjetivas, pronomes, numerais e artigo. EX: A resposta do patrão não os convenceu.TIPOS DE PREDICADO:● Predicado nominal: Com predicativo do sujeito + verbo de ligação. Núcleo ( umnome) indica estado ou qualidade de um sujeito. EX.: O espetáculo é fashion predicado nominal●Predicado verbal: Predicado com verbo intransitivo ou transitivo sem predicativo.Núcleo ( palavra que corresponde a informação mais importante sobre o sujeito) EX.: Uma definição apenas define os definidores. Predicado verbal● Predicado verbo-nominal: Predicado com verbo intransitivo ou transitivo +predicativo. Obs: Tem dois núcleos. Um verbo que indica ação ( transitivo ou intransitivo) e umnome que indica qualidade do sujeito ou do objeto. EX.: (Eu) achei o espetáculo super-clean. N.verbo núleo. nome●PREDICATIVO DO SUJEITO – É qualquer característica, qualidade ou estado que se liga a um nome por intermédio de um verbo – É obrigatoriedade frases com verbo de ligação, mas pode aparecer em frases com qualquer tipo de verbo. EX.: O cãozinho parecia assustado predicativo
  • 2. ●PREDICATIVO DO OBJETO: – Só pode ocorrer em orações com verbos transitivos ( que necessita de outra palavra como complemento) EX.: Sempre considerei excelentes as escolhas da banca v.t p.do.obj obj.diretoObs: Pode ser predicativo um adjetivo, um substantivo, um substantivo procedido porpreposição, um pronome, um numeral ou mesmo uma oração.VERBOS:●VERBO DE LIGAÇÃO: Serve de ligação entre o sujeito e o seu atributo – predicativo dosujeito. EX.: Você é louco? Suj. Vl Pred do suj●VERBO TRANSITIVO: É aquele que necessita de outras palavras como complemento – Quando a ligação entre o verbo e seu complemento ( O objeto) se faz sem preposição é transitivo direto e seu complemento é um objeto direto. – Quando a ligação é feita com preposição é transitivo indireto e seu complemento é um objeto indireto. EX.: Eu amo o mundo v.t.d obj.direto Eu creio em Deus v.t.i obj.indireto Eu enviei uma carta ao presidente v.t.i obj.direto obj.indiretoObs:Quando apresentam dois complementos: um objeto direto e um objeto indireto. Étransitivo direto e indireto.●VERBO INTRANSITIVO: É um verbo que não necessita de complemento, isto é , suaação não recai sobre um complemento. EX.: Eu viverei! Suj v.iADJUNTO ADVERBIAL: – Termo que se liga ao verbo para indicar ma circunstância ( de tempo, lugar, causa, etc ). – Pode ser representado por advérbios ou locuções adverbias. – Não sofre alteração nem de gênero nem de número. Negação: Não há duvida que o Ceara é lindo. Afirmação: Sim, declare o seu amor pelo Ceara. Duvida: Talvez eu vá ao Ceara nas férias. Intensidade: Gostei muito da minha viagem ao Ceara. Lugar: Ganhe uma viagem dos seus sonhos numa ilha paradisíaca. TERMOS INTEGRANTES DA ORAÇÃO
  • 3. OBJETO DIRETO: Complemento do verbo transitivo que dispensa de preposição. Issopode ocorrer. a) Quando o objeto é um substantivo próprio EX.: Adoremos à Deus b) Quando o objeto é representado por um pronome pessoal oblíquo tônico EX.: Ofenderam a mim, não a ele c) Quando o objeto é representado por um pronome substantivo indefinido EX.: O professor elogiou a todos d)Para evitar ambiguidade EX.: Venceu ao inimigo o nosso exércitoOBJETO INDIRETO: Complemento do verbo transitivo que vem regido por preposição. EX: Não preciso de você – Quando o objeto indireto é representado por um pronome oblíquo, a preposição não é expressa . EX.: Não lhe entreguei a correspondência. Observações importantes : 1. Pode ocorrer ainda o objeto ( direto e indireto ) pleonástico, que consiste na retomada do objeto por um pronome pessoal, geralmente com a intenção de colocá-lo em destaque. EX.: As crianças, eu as vi no jardim. A todos vocês, eu já lhes forneci as informações necessárias. 2. Os pronomes oblíquos o,a,os, as ( e as variantes lo, la, los, las, no, na, nos, nas ) são sempre objeto direto EX.: Eu o encontrei na sala Vou chamá-lo Procuram-no por toda parte 2.1. Os pronomes lhe, lhes são sempre objeto indireto. EX.: Eu lhe entreguei o envelope. 3. Os pronomes oblíquos me, te, se, vos podem ser objeto direto ou indireto. Para determinar sua função sintática, podemos substituir esses pronomes por um substantivo: se o uso da preposição for obrigatório, então se trata de um objeto indireto, caso contrário, de objeto direto. EX1.: Ele me viu no cinema ( substituindo-se me por um substantivo qualquer – amigo, por exemplo, - temos “ Ele viu o amigo no cinema”. A preposição não foi usada; logo, me é objeto direto.) EX2.: Ele me telefonou ( substituindo-se me por um substantivo qualquer – colega, por exemplo,- temos “ Ele telefonou ao colega”. A preposição foi usada; logo, me é objeto indireto.)COMPLEMENTO NOMINAL: – É o termo que especifica o sentido de um substantivo, adjetivo ou adverbio. Vem sempre acompanhado de preposição. Exs.: Ele parece ter ódio do rapaz subs comp. Nominal Ele estava consciente de tudo. Adjetivo comp. Nominal
  • 4. Nada faremos relativamente a esse caso. Adverbio comp. NominalAGENTE DA PASSIVA: – É o elemento da frase que pratica a ação expressa pelo verbo quando este se apresenta na voz passiva ( quando o sujeito e paciente, recebendo a ação expressa pelo verbo ) EX.: A lição foi feita pelo aluno sujeito v.voz agente da paciente passiva passiva Passando-se a frase da voz passiva para a voz ativa, o agente da passiva recebe o nome de sujeito. EX.: O aluno fez a lição suj v.voz Obj.direto ativaAPOSTO: – É o termo que esclarece melhor, explica um outro termo da oração, ao qual se refere. EX.: Hoje, dia 6, é aniversário dela Ele quer duas coisas: paz e sossego.VOCATIVO: – É o termo ( nome, título, apelido ) usado para chamar a atenção da pessoa com quem estamos falando. Vem sempre separado por vírgula. Exs.: Meu amigo, não se preocupe com tais coisas. Não sei, minha terra, quando voltarei aqui. Onde será que ele estará, meu Deus?ORAÇÕES COORDENADAS – Orações independentes, isto é, orações que não funcionam como termos de outra.●ASSINDÉTICAS: São as orações coordenadas que vem justapostas umas às outras,sem nenhuma conjunção entre elas. EX.: Chegou, desceu do carro, entrou rapidamente na loja.●SINDÉTICAS: São as orações que vem ligadas por uma conjunção coordenativa. Elassão classificadas de acordo com o sentido expresso pelas conjunções. Portanto, podemser: – Aditivas ( Relação de adição, de soma) e, nem, não só... mas também. EX.: Nosso amigo não veio, nem telefonou or.coord.assind or.coord.sind. aditiva – Adversativas( Indica a oposição, o contrário em relação a outra oração) mas, porém, contudo etc. EX.: Nosso time jogou bem, mas não conseguiu vencer. or.coord.assind or.coord.sind.advérsativa – Alternativas( Indica escolha, ou uma outra coisa) ou...ou,ora...ora etc. EX.: Fique em casa, ou vá para a escola logo. or.coord.assind or.coord.sindética alternativa
  • 5. – Conclusivas ( Estabelece uma relação de conclusão em relação a outra oração) portanto, por isso, logo, pois ( após o verbo) EX.: O caminhão é teu,logo dever cuidar bem dele. or.coord.assind or.coord.sindética conclusiva – Explicativas ( Indica uma explicação ao que foi enunciado na outra oração) porque, que, pois ( antes do verbo ) EX.: Não façam barulho, que estou estudando. or.coord.assind or.coord.assindética explicativaORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS – Vem, normalmente iniciadas pela conjunção Que chamada conjunção integrante e, às vezes, pela conjunção Se, também integrante. Oração subordinada substantiva objetiva direta: Oração funciona como objeto diretode um verbo transitivo direto que estará na oração principal. Estrutura: Sujeito + v.t.direto+ objeto diretoPeríodo simples: O rapaz conseguiu os aplausos suj v.t.direto obj.direto Estrutura: Sujeito + v.t.direto + or.subord.subst.obj.direta Período composto: O rapaz conseguiu que os aplaudissem suj v.t.direto or.subord. Sub. Objetiva direta Oração subordinada substantiva objetiva indireta: Da mesma forma que o objetoindireto, essas orações vem precedidas de preposição. Há casos porém, em que apreposição é omitida. Estrutura: Sujeito + v.t.indireto + objeto indiretoPeríodo simples: Nós precisamos de sua ajuda suj v.t.ind obj. Indireto Estrutura:Sujeito + v.t.indireto + or.subord.subst.obj. IndiretaPeríodo composto : Nós precisamos de que você nos ajude suj v.t.ind or.subord.subst.obj.indireta Oração subordinada substantiva predicativa: Predicativo funciona como predicativoda oração principal. Estrutura: Sujeito + verbo de ligação + predicativoPeríodo simples: O importante é sua vitória suj v.l predicativo Estrutura: Sujeito + v. Ligação + or.subord.subst.predicativaPeríodo composto: O importante é que você vença suj v.l or.subord.subst.predicativa Oração subordinada substantiva subjetiva: Isso significa que na oração principal nãohaverá sujeito, já que a oração inteira que funcionará como sujeito da oração principal. Estrutura: verbo de ligação + predicativo + sujeitoPeríodo simples: É necessário o seu voto v.l predic sujeito Estrutura: verbo de ligação + predicativo + or.subord.subst.subjetivaPeríodo composto: É necessário que você vote v.l predic or.subord.subst.subjetiva
  • 6. 2° Exemplo: Estrutura: verbo unipessoal + sujeitoPeríodo simples: Não convém a sua tristeza v.unip sujeito Estrutura: verbo unipessoal + or.subord.subst.subjetivaPeríodo composto : Não convém que você fique triste v.unip or.subord.subst.subjetivaObs:Os principais verbos impessoais são: convir, constar, parecer, importar, acontecer,suceder.3° Exemplo: Estrutura: verbo na voz passiva + sujeitoPeríodo simples: Ficou combinado o meu regresso v..voz.passiva sujeito Estrutura: verbo na voz passiva + or.subord.subst.subjetivaPeríodo composto: Ficou combinado que eu regressaria v.voz.passiva or.subord.subst.subjetiva Oração subordinada substantiva completiva nominal: Isso quer dizer que a oraçãointeira funcionará como complemento nominal de um nome incompleto que estarápresente na oração principal. Estrutura: sujeito + verbo + nome incompleto + complemento nominalPeríodo simples: Ela teve necessidade de ajuda suj vb n.incomp comp. Nominal Estrutura: sujeito + verbo + nome incompleto + or.subord.subst.complet nomPeríodo composto: Ela teve necessidade de que a ajudassem suj vb n.incomp or.subord.subst.complet.nominal Oração subordinada substantiva apositiva ( aposto ): Exerce função de aposto dealgum termo da oração principal. As orações apositivas vem geralmente após os doispontos. Podem vir, também entre vírgulas, intercaladas à oração principal.Período simples: Ele quer uma coisa: sua renúncia nome apostoPeríodo composto: Ele quer uma coisa: que você renuncie nome or.subord.subst. Apositiva Oração subordinada substantiva adjetiva: Exercem a função de adjunto adnominal dealgum termo da oração principal.Período simples: As árvores frutíferas são raras lá subst adjetivo adjetivo ( quilifica o substantivo)Frutíferas é adjunto adnominal ( detalhador do nome )Período composto: As árvores que dão frutos são raras lá subs or.subord.subst. adjetiva oração subordinada, por que funciona como termo( adj.adnominal) daQue dão outra oração, que é a principal.
  • 7. frutas é adjetiva, por que funciona como se fosse um adjetivo, dando umacaracterística ao substantivo árvore.Obs: A oração adjetiva sempre se refere a um nome da oração principal e semprecomeça por um pronome relativo ( que, quem, o qual, cujo, onde, quanto )Oração subordinada substantiva adjetiva restritiva e explicativa: Restritivas: Quando restringem ou especificam o sentido da palavra a que se referem, àqual se ligam sem marcação de pausa. Na escrita não ficam isolados por vírgulas. Ex.: O soldado que vi na rua está naquele bar. or.subord.subst.adjet.restritiva Explicativas: Acrescentam ao nome uma qualidade acessória, esclarecem melhor suasignificação, dão uma informação adicional de um ser que já se acha suficientementedefinido. Na escrita, as adjetivas explicativas são isoladas por vírgula. Ex.: Deus, que é nosso pai, nos salvará. or.subord.subst.adjet.explicativa Concordância Verbal Quando o sujeito é simples:1- Se for constituído por um substantivo coletivo, o verbo irá para o singular. Ex.: O batalhão refugiou-se no velho castelo. Se o substantivo coletivo for seguido de palavras que especifique os elementos que ocompõem, o verbo pode ir para o singular ou plural, conforme se queira realçar a ação doconjunto ou de cada elemento. Ex.: Um grupo de estudantes invadiu ( ou invadiram ) o salão.2-Se for constituído por uma expressão que indica quantidade aproximada, o verbogeralmente vai para o plural. Ex.: Perto de mil atletas prestaram juramento ontem.3-Se for constituído por uma expressão que indica parte de um todo, o verbo poderá ir ounão para o plural. A decisão depende, antes, de uma opção estilística Ex.: A maior parte dos candidatos desistiu ( ou desistiram ) do concurso.4-Se for constituído pelo relativo que, o verbo concordará com o antecedente dopronome. Ex.: Foram eles que nos receberam no aeroporto. Se o relativo vier antecedido pelas expressões um dos ou um dos + substantivo, o verbogeralmente vai para a 3° pessoa do plural. Ex.: Ele é um dos candidatos que venceram o concurso Ela é uma das candidatas que se esforçaram para o sucesso da festa.5-Se for constituído pelo pronome relativo quem, o verbo poderá ser usado na 3° pessoado singular ou concordar com o pronome pessoal, sujeito da oração anterior. Ex.: A partir deste instante, sou eu quem passa ( ou passou ) a transmitir o jogo.6-Se for constituído pela expressão mais de um + substantivo o verbo ficará no singular,a não ser que expresse ideia de reciprocidade. Ex.: Mais de um aluno foi aprovado no teste.
  • 8. Mais de uma deputado se ofenderam na reunião.7-Se for constituído por expressões do tipo quis de, quantos de, alguns de, vários deetc, seguidas dos pronomes nós, vós ou vocês, o verbo irá para a 3° pessoa do plural,ou então concordará com o pronome que representa o todo. Ex.: Alguns de nós serão ( ou seremos ) escolhidos para a missão.Se a expressão ( ou locução pronominal indefinida ) estiver no singular, o verboevidentemente ficará no singular. Ex.: Um de nós será escolhido.8-Se for constituído por nome de lugar ou títulos de obras que possuem formas plurais, overbo ficará no singular. Caso os nomes venham acompanhados de um artigo plural, overbo geralmente vai para o plural. Ex.: Santos é uma bela cidade Os Estados Unidos são uma grande potência. “ Os Lusíadas” eternizaram o nome de Camões. Quando o sujeito é composto:1- Se vier depois do verbo, este geralmente concorda com o núcleo mais próximo. Ex.: Amedrontou-nos o silencio e a escuridão do lugar.2- Se os núcleos do sujeito constituem uma gradação, o verbo em geral fica no singular. Ex.: A indagação, a raiva, o ódio tomou conta de seu coração.3- Se os núcleos dos sujeito são sinônimos ou tem sentidos próximos, o verbo fica nosingular. Ex.: Sua calma e tranquilidade sempre nos transmitia segurança.4- Se os núcleos do sujeito estão resumidos por um pronome indefinido ( tudo, nada,ninguém.. ), o verbo fica no singular. Ex.: Aflição, dores, tristeza, nada o fazia abandonar seu objetivo.5- Se os núcleos do sujeito vem ligados por ou ou nem, o verbo vai para o plural quandoa ação puder ser atribuída a todos os sujeitos. Ex.: Bajulação ou privilégio não o corromperam. • Quando a ação só pode ser atribuída a um dos núcleos, o verbo fica no singular. Ex.: O meu sucesso ou insucesso neste trabalho depende de sua ajuda.6- Se o sujeito é composto por um ou outro ou nem um nem outro, o verbo geralmentefica no singular. Ex.: Um ou outro aluno será escolhido. Nem um nem outro será eliminado.7- Se o sujeito é composto pela locução um e outro , a concordância é facultativa. Ex.: Um e outro aluno entregou ( ou entregaram ) o trabalho. • Com o verbo Ser, a concordância geralmente é feita no singular. Ex.: Um e outro participante é contrário ao regulamento.8- Se o sujeito apresenta elementos correlacionados pelos conectivos “ assim... como”, “não só... mas também”, “ tanto ... como”, “ nem.. nem”, etc., o verbo geralmente vaipara o plural.
  • 9. Ex.: Nem a fama, nem a riqueza alteram seu modo de vida. Não só o teatro como também a televisão muito o atraíram nos primeiros anos desua carreira.9- Se os núcleos do sujeito vem unidos por com, o verbo pode ser usado tanto nosingular como no plural, conforme se queira realçar um deles ou os dois. Ex.: O professor com seus alunos ornamentaram todo o salão. O pai, com o filho, veio reclamar da punição. – O mesmo ocorre quando os núcleos são ligados por conjunção comparativa ( como, assim como, etc ). Ex.: A criança, como sua mãe, chorava muito.10- Se os núcleos do sujeito estão representados por pronomes do caso reto, o verbo faza seguinte concordância: a) eu e tu: eu,tu e ele(s); eu e ele(s) = nós b) tu e ele(s) = vós Ex.: Eu, Cleia e Mariana faremos esta viagem. Tu e teus amigos ireis à fazenda. Concordância nominal1- Quando se refere a um único substantivo, o adjetivo concorda com ele em gênero enúmero. Ex.: Não deixe as portas abertas.2- Quando o adjetivo se refere a vários substantivos, a concordância pode variar. Deacordo com o emprego mais usual, podemos sistematizar a flexão do adjetivos nosseguintes casos:a) O adjetivo vem antes dos substantivos.‫ ٭‬O adjetivo concorda em gênero e numero com o substantivo mais próximo. Ex.: Encontramos abandonadas as cidades e os vilarejos. Encontramos abandonada a cidade e os vilarejos. Encontramos abandonado o vilarejo e a cidade.‫٭‬Quando os substantivos são nomes de pessoas ou de parentesco, o adjetivo vaisempre para o plural. Ex.: Encontramos os cuidadosos tio e tia. Lemos essas afirmações nos talentosos Machado de Assis e Euclides da Cunha.b) O adjetivo vem depois dos substantivos:* Se os substantivos forem do mesmo gênero e estiverem no singular, o adjetivo concordacom eles em gênero e fica, geralmente, no singular. Ex.: Roubaram a gravata e a calça preta.* Se os substantivos forem de gênero diferentes e estiverem no singular, o adjetivogeralmente concorda com o mais próximo. Ex.: Roubaram a camisa e o paletó branco.* Se os substantivos forem do mesmo gênero mas diferentes no numero, o adjetivoconcorda com eles em gênero e vai, geralmente, para o plural. Ex.: Roubaram-me os discos e o rádio importados.
  • 10. * Se os substantivos forem de gêneros diferentes e estiverem no plural, o adjetivogeralmente, concorda com o gênero do substantivo mais próximo e vai para o plural. Ex.: Pesquei o assunto em livros e revistas antigas.* Se os substantivos forem diferentes em gênero e numero, o adjetivo, geralmente, vaipara o plural. Ex.: Compre esta revista e estes livros antigos. Compre estas revistas e este livro antigos.Obs: Quando o último substantivo estiver no feminino plural, é comum o adjetivoconcordar com ele. Ex.: Compre estes livros e estas revistas antigas.3- Nas expressões formadas pelo verbo Ser + adjetivo:a) O adjetivo fica no masculino singular, se o substantivo não for acompanhado denenhum modificador. Ex.: Limonada é bom para a saúde.b) O adjetivo concorda com o substantivo,se este for modificado por um artigo ouqualquer outro determinativo Ex.: Esta limonada é boa para a saúde.4- O adjetivo concorda em gênero e número com os pronomes pessoais a que se refere: Ex.: Eu as vi ontem muito aborrecidas.5- Nas expressões formadas por um pronome indefinido neutro ( nada, algo, muito, tantoetc ) + preposição DE + Adjetivo este último geralmente é usado no masculino singular. Ex: Eles tinham algo de misterioso.6- Anexo, obrigado, mesmo, próprio, incluso, leso e quite são palavras adjetivas econcordam normalmente com os substantivos ou pronomes a que se referem. Ex.: Anexas à carta, vão as listas de preços. A garota disse : muito obrigada. Ele mesmo vai presidir a reunião.7- A palavra só, quando equivale a “ sozinho”, tem função adjetiva e concordanormalmente com o nome a que se refere. Ex.: Ela saiu só. Elas saíram sós.Obs: Quando equivale a “somente” ou “ apenas”, tem função adverbial, ficando, portanto,invariável. Ex.: Eles só querem resolver o problema.8- A palavra bastante quando empregada como advérbio ( muito, pouco,mal etc) , não seflexiona. Ex.: Eles falaram bastante durante a reunião ( sentido de muito). Recebi projetos bastante interessantes ( sentido de muito).Obs: Quando empregadas como adjetivo, flexiona-se normalmente.
  • 11. Ex.: Recebemos bastantes projetos esta semana.9- As palavras alerta e menos são advérbios; portanto, permanecem sempre invariáveis. Ex.: Os guardas estão sempre alerta. Desta vez, recebemos menos encomendas do que vocês.10- A palavra meio, quando empregada como adjetivo, concorda normalmente com onome a que se refere. Ex.: Ele comeu meia maçã. Tomamos meia garrafa de cerveja.Obs: Quando empregada como advérbio ( modificando um adjetivo ) permaneceinvariável. Ex.: A moça está meio abatida. CRASE Dá-se o nome de crase à fusão da preposição a com o artigo definido feminino a ou as.Quando o termo regente exige a presença dessa preposição e o termo regido vemacompanhado do artigo definido feminino, então ocorre a crase, que vem sempremarcada pelo acento grave. Ex.: Irei à cidade de Santos.( Irei a + a cidade de Santos )Obs: Quando a preposição a for seguida dos pronomes demonstrativos aquele, aquela,aqueles, aquelas, aquilo, a, as, ocorre a crase. Ex.: Irei àquele espetáculo. ( a+aquele) Não me refiro à moça da direita, mas à da esquerda.( à= àquela) Observações importantes:1) O acento indicativo da crase sempre ocorre nos seguintes casos: a) Nas expressões indicadoras de horas. Ex.: Chagarei às oito horas. b) Nas locuções prepositivas, conjuntivas e adversativas formadas de substantivosfemininos tais como: à medida que, às vezes, à noite, às pressas etc. Ex.: Esse fenômeno pode ocorrer, às vezes, nesta região. c) Nas expressões à moda de, ainda que a palavra moda esteja subentendida. Ex.: Ele tem um estilo à moda de Machado de Assis. Ela escreve à Machado de Assis.2) O acento indicativo da crase não ocorre nos seguintes casos : a) Antes de palavras masculinas. Ex.: Eles passearam a cavalo. b) Antes de verbo. Ex.: Maria começou a chorar. c) Antes de pronomes pessoais, inclusive os de tratamento. Ex.: Vinde a mim os que sofrem. Dirijo-me a V.Sa.Obs. As únicas exceções referem-se aos pronomes de tratamento senhora e senhorita aos pronomes relativos a qual e os quais. Quando entes deles houver a preposição a,ocorre a crase. Ex.: Escrevi imediatamente à senhora. Nunca poderei esquecer essa professora, á qual muito devo. Dirigiu- se à senhorita com meus modos.
  • 12. d) Antes de nomes de cidade que se usam sem artigo feminino. Ex.: Ele foi a Roma.Obs. Se o nome da cidade vier modificado, ocorrerá então a crase. Ex.: Ele foi à bela Roma. e) Antes da palavra casa quando significar o próprio lar. Ex.: Voltei a casa para almoçar. ● Se a palavra casa vier modificada, admite o artigo, portanto, nesse caso havendopreposição, pode ocorrer a crase. Ex.: Voltei emocionado à casa paterna. f) Antes de nomes de mulher. ( facultativa) Ex.: Procure ser agradável a Márcia. ( à Márcia) g) Antes da palavra terra, quando significa “ terra firme” em oposição a “ mar”. Ex.: Assim que o navio aportou, todos voltaram a terra. ● Se a palavra terra vier modificada, admite o artigo; nesse caso, portanto, havendopreposição, pode ocorrer a crase. Ex.: Todos voltaram à terra amada. h) Antes de expressões formadas por palavras repetidas. Ex.: Tome o remédio gota a gota.Obs.: Antes dos pronomes possessivos femininos e antes de nomes próprios femininos, ouso do artigo é facultativo. Disso resulta, portanto, que, se ocorrer preposição antesdessas palavras, a crase ocorrerá também facultativamente, dependendo da presença ounão do artigo. Ex.: Ele desejou felicidades a ( aos) nossos amigos e a ( à) minha família. Ele referiu-se a ( à) Marina e não a mim. COLOCAÇÃO PRONOMINAL.PROCLISE ( ANTES DO VERBO).a) Quando houver, antes do verbo, palavras de sentido negativo. Ex.: Nunca ti vi mais gordo.b) Quando houver, antes do verbo, advérbios ou pronomes. Ex.: Quem me viu chegar? Ele sempre nos repete os mesmos conselhos.c) Em frase exclamativas ou que expressam desejos. Ex.: Que Deus o guarde, meu filho!d) Quando, antes do verbo, houver conjunções subordinativas. Ex.: Espero que nos vejamos brevemente.e) Com o verbo no gerúndio ( terminado em ndo) precedido da preposição em. Ex.: Em se falando de bebida, não pode faltar sua opinião.f) Quando, antes do verbo, houver pronomes relativos ( que, quem onde, a qual, o qual,os quais, as quais, cujo(a), quanto(a), quantos(as). Ex.: Este é o amigo do qual lhe falei.ÊNCLESE ( DEPOIS DO VERBO).a) Quando houver um infinitivo ( terminado em ar) ou gerúndio ( terminado em ndo). Ex.: Vou encontrá-lo amanhã cedo. Levantando-se da mesa, pôs- se a a discursar.b) Quando houver imperativo afirmativo. Ex.: Levante-se daí !
  • 13. Obs. Usa-se o pronome átono antes ou depois dos verbos ter e haver, quando estiveremformando um tempo composto, mas nunca depois do particípio. Ex.: Ele já nos tinha avisado do acidente. Ele havia nos informado sobre a data dos exames.MESÓCLISE ( NO MEIO DO VERBO). a) Com o verbo no futuro do presente. Ex.: Mais tarde, contar-lhe-ei a verdade. Contar-me-ás a verdade?b) Com o verbo no futuro do pretérito. Ex.: Se fosse necessário, calar-me-ia. Se soubesse de algo, contar-lhe-ia.Obs.: Se antes do verbo houver palavras negativas, pronomes e advérbios interrogativosa mesóclise não será empregada. Ex.: Nunca lhe contarei a verdade. Não me calaria diante de nada. Quem lhe dirá a resposta?SINAIS DE PONTUAÇÃO● VÍRGULA: Indica uma pausa pequena, deixando o voz em suspense à espera dacontinuação do período. Usa-se vírgula:1) Pra destacar elementos intercalados, como: a) Uma conjunção. Ex: Trabalhamos bastante,logo, devemos ser remunerados. b) Um adjunto adverbial. Ex.: Estes rapazes, sem dúvida, devem ser transferidos. c) Isola o aposto do termo fundamental. Ex.: Marcos , o capitão do time, foi o primeiro a entrar. d) Uma expressão explicativa. Ex.: Ninguém se responsabilizou pelo atentado; isto, aliás, já se tornou comumnaquele lugar. e) Isola os vocativos. Ex.: “ Sim, leitor benévolo, e por esta ocasião te vou explicar como nós hoje em diafazemos a nossa literatura.”2) Para destacar um adjunto adverbial que venha no inicio da frase. Ex.: No final das aulas, todos saíram apressadamente.3) Para destacar os pleonasmos antecipados ao verbo. Ex.: Os meninos, eu os vi no jardim.4) Para separar orações subordinadas adverbiais, sobretudo quando vêm antes daprincipal. Ex.: Quando saímos, a chuva já tinha começado.5) Para separar as orações adverbiais reduzidas, que vem antes da principal. Ex.: Dado o sinal, todos partiram alegres.
  • 14. 6) Para isolar as orações subordinadas adjetivas explicativas. Ex.: O velho capitão, que ainda tinha o passo firme, recebeu-nos a bordo.● Ponto: Indica uma pausa mais duradoura que a vírgula e é usado para marcar o fim deuma oração declarativa. A melodia da frase indica que o tom é descendente. Permite ouso de frases curtas, evitando erros como o de concordância verbal. Serve também paramarcar abreviaturas. Ex.: “Amaro deixa o piano. As frases que compôs não satisfazem. Não importa.Amanhã talvez lhe venha uma onda boa de inspiração.” ( E. Veríssimo) V.S.ª( Vossa Senhoria; a. C ( antes de Cristo)● Ponto-E-Vírgula: É um sinal que, conforme as necessidades de quem escreve, podeaproximar-se do valor da vírgula ou do ponto. É geralmente empregado para marcar umapausa maior que a vírgula e serve para separar orações que tem relação de sentido,deixando-as num mesmo período. Quanto à melodia da frase, indica um tom ligeiramentedescendente, mas capaz de assinalar que o período não terminou. Ex.: “Estou dormindo no antigo quarto de meus país; as duas janelas dão para oterreiro onde fica o imenso pé de fruta-pão, a cuja sombra cresci.”● Dois- Pontos: Tem como função introduzir uma explicação ou enumeração. Costumamser usados.1) Para introduzir uma citação. Ex: O inspetor parou à porta das sala e disse – nos: “Queiram seguir-me, por favor.”2) Para introduzir uma explicação, o desenvolvimento de ideias anteriormenteenunciadas. Ex.: Pânico em São Paulo: chuvas provocam inundações em muitos bairros.● Reticências: Indicam uma interrupção da frase e costumam ser usados:1) Para expressar hesitação, surpresa. Ex.: “ Vamos nós jantar com ela amanhã ? - Vamos... Não... Pois vamos.” ( M. de Assis)2) Para deixar o sentido da frase em aberto, permitindo uma interpretação pessoal doleitor. Ex.: “ Estou certo, disse ele, piscando o olho, que dentro de um ano a vocaçãoeclesiástica do nosso Bentinho se manifesta clara e decisiva. Há de dar um padre demão-cheia. Também se não vier em um ano …” ( M. de Assis )● Ponto-de-Interrogação: Coloca-se após uma palavra ou frase, indicando umapergunta direta. Também pode ser empregado para indicar surpresa, indignação ouatitude de expectativa diante de uma situação. Ex.: Sair ? Com esta chuva ? Nem pense nisso. “ Por que as pessoas em diferentes países, com diferentes crenças, não podemviver em paz?”●Ponto-de- Exclamação: Coloca-se após uma palavra ou frase, indicando surpresa,espanto, alegria,admiração etc. Ex.: “ Como as mulheres são lindas.” ( Manuel Bandeira)1) Para substituir a vírgula num vocativo enfático. Ex.: “ Deus! Ó Deus! Onde estás que não me ouve!” ( Castro Alves)2) Nas frases imperativas.
  • 15. Ex.: “Não me deixe só!”●Aspas1) Para indicar citação de outros autores Ex.: Como disse Machado de Assis: “ A melhor definição de amor não vale um beijo damoça namorada.”2) Para indicar palavras ou expressões estrangeiras, gírias e neologismo. Ex.: Eles tiveram um belo “ Week-ed” !3) Para destacar palavras ou expressões que desejamos realçar. Com ironia. Ex.: Quem foi o “inteligente” que fez a experiência e quase destruiu o laboratório?● Travessão1) Para indicar, nos diálogos, a fala de cada personagem. Ex.: “ - A que horas volta José Diogo? - Não volta hoje. - Não?” ( M. de Assis )2) Para destacar algum elemento no interior da frase, servindo muitas vezes para realçaro aposto. ( Nesses casos, podem ser usados também dois travessões.) Ex.: “ E por três noites padeço três anos, Na vida cheia de saudade infinda... Três anos de esperança e de martírio... Três anos de sofrer – e espero ainda!” ( Alvares de Azevedo) “ Junto do leito meus poetas dormem - O Dante, a Bíblia, Shakespeare e Byron - Na mesa confundidos.” ( Alvares de Azevedo)●Parêntese Costumam ser usados para isolar parte do texto que encerra alguma reflexão,comentário ou explicação. introduzem comentários no meio do texto ou complementamdados. Ex.: Escobar sorriu e disse-me que estava para ir ao meu escritório contar-me tudo. Acunhada ( continuava a dar este nome a Capitu) tinha- lhe falado naquilo por ocasião danossa última visita.” ( M. de Assis )1) Introduzem comentários no meio do texto ou complementam dados. Ex.: As duas reformas ( eleitoral e tributária) deveriam ser aprovadas pelo Congresso.2) Para destacar indicações bibliográficas. Ex.: “ Ainda que eu falasse a língua dos homens e dos anjos, sem amor eu nada seria.”( I Coríntios 13)3) Para separar indicações bibliográficas. Ex.: “ Ler obras juvenis ou best-sellers é apenas o começo de uma longa e produtivaconvivência com os livros. Essa é a lição que anima os jovens a se aventurarem na boaliteratura atual e nos clássicos.” ( Bruno Meier, Uma geração descobre o poder de ler,Veja, maio 2011,p.99)

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