Apostila de Ergonomia

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Apostila de Ergonomia

  1. 1. Profa. Marina Pezzini Ergonomia
  2. 2. Profa. Marina Pezzini História e conceitos da ergonomia > Pré história Desde os tempos pré-históricos, o homem aplica a ergonomia na fabricação de suas ferramentas. Aula 01
  3. 3. Profa. Marina Pezzini História e conceitos da ergonomia > Precursores A partir do Renascentismo, estudiosos como Da Vinci se dedicaram a tornar científico o conhecimento a respeito das dinâmicas do corpo e do trabalho. Aula 01
  4. 4. Profa. Marina Pezzini História e conceitos da ergonomia > Revolução industrial (1750-1900) Transição da manufatura para a maquinofatura. Teve início no Reino Unido e em poucas décadas se espalhou pela Europa Ocidental e os Estados Unidos. Aula 01
  5. 5. Profa. Marina Pezzini História e conceitos da ergonomia > Taylorismo (1900-1910) Modelo de administração com ênfase nas tarefas, objetivando o aumento da eficiência operacional. Também chamado de administração científica. Aula 01
  6. 6. Profa. Marina Pezzini História e conceitos da ergonomia > Década de 1930 O designer Henry Dreyfuss foi o primeiro a usar o termo human factors. Sua filosofia de design seguia cinco fatores: Segurança Conveniência de uso Facilidade de manutenção Apelo Aparência Aula 01
  7. 7. Profa. Marina Pezzini História e conceitos da ergonomia > Década de 1940 O inglês Kenneth Frank Hywel Murrell foi o primeiro a definir o conceito de ergonomia: ‘estudo da relação entre o homem e o seu ambiente de trabalho’. Aula 01
  8. 8. Profa. Marina Pezzini História e conceitos da ergonomia > 2ª guerra mundial (1939-1945) A tecnologia gerada na guerra passou a ser aplicada no desenvolvimento de produtos para a indústria não bélica. Aula 01
  9. 9. Profa. Marina Pezzini História e conceitos da ergonomia > Década de 1950 A reconstrução do mundo pós guerra e a estabilização da economia, gerou mercado para o consumo da energia elétrica e das novas tecnologias. A ergonomia se estendeu ao tráfego, transporte, produtos, lazer e habitação. Aula 01
  10. 10. Profa. Marina Pezzini História e conceitos da ergonomia > Primeiras instituições (1960) Os profissionais que pensavam a ergonomia se reuniam desde a década de 40, mas na década de 60 houve uma grande formalização desta disciplina no mundo. Aula 01
  11. 11. Profa. Marina Pezzini História e conceitos da ergonomia > Década de 1960 Ruy Leme, Sérgio Penna Kehl e Paul Stephaneck introduziram tópicos de ergonomia em cursos da USP e ESDI. Kenneth Frank Hywel Murrell publicou o primeiro livro de ergonomia, ‘Ergonomics: fitting the job to the worker’. Itiro Iida e Henri WierzbickiLivro publicaram o livro ‘Ergonomia: notas de aulas’. Aula 01
  12. 12. Profa. Marina Pezzini História e conceitos da ergonomia > Década de 1970 1o Seminário Brasileiro de Ergonomia, no Rio de Janeiro, promovido pela ABPA (Associação Brasileira de Psicologia Aplicada). Itiro Iida publicou o livro ‘Aspectos ergonômicos do urbano’. Aula 01
  13. 13. Profa. Marina Pezzini História e conceitos da ergonomia > Década de 1980 Fundou-se a ABERGO – Associação Brasileira de Ergonomia. Pesquisadores brasileiros retornaram de cursos na França, orientados por Wisner e Montmollin, multiplicando conhecimentos. Aula 01
  14. 14. Profa. Marina Pezzini História e conceitos da ergonomia > Década de 1990 Itiro Iida publicou ‘Ergonomia: projeto e produção’. Carlos Alberto Diniz publicou a ‘Norma Regulamentadora 17 – Ergonomia’. Aula 01
  15. 15. Profa. Marina Pezzini História e conceitos da ergonomia > Década de 2000 Introduzido o SisCEB – Sistema de Certificação do Ergonomista Brasileiro, que concede o título de ergonomista certificado. Aula 01
  16. 16. Profa. Marina Pezzini Exercício 01 Em dupla, descrevam uma aplicação da ergonomia no design da sua linha de formação. Aula 01
  17. 17. Profa. Marina Pezzini História e conceitos da ergonomia > O termo ergonomia Foi proposto pela primeira vez em 1857, pelo naturalista polonês Woitej Yastembowsky. Origem em duas palavras gregas: ergon (έργων = trabalho, projeto) nomos (νομος = leis) Aula 02
  18. 18. Profa. Marina Pezzini História e conceitos da ergonomia > Correntes Anglo-saxônica Francófona Aula 02
  19. 19. Profa. Marina Pezzini História e conceitos da ergonomia > Conceito Ergonomia (ou fatores humanos) é a disciplina científica relacionada à compreensão das interações entre seres humanos e outros elementos de um sistema. É a profissão que aplica teoria, princípios, dados e métodos para projetar a fim de otimizar o bem estar humano e o desempenho global do sistema. Ajuda a harmonizar as coisas que interagem com as pessoas em termos das necessidades das pessoas, habilidades e limitações. Aula 02
  20. 20. Profa. Marina Pezzini História e conceitos da ergonomia > Objetivos Preservar a integridade do usuário, aumentar seu rendimento em atividade, promover seu bem estar nas interações com os produtos. > Palavras chave Saúde Segurança Conforto Eficiência Aula 02
  21. 21. Profa. Marina Pezzini História e conceitos da ergonomia > Modalidades Concepção Correção Conscientização Participativa Aula 02
  22. 22. Profa. Marina Pezzini História e conceitos da ergonomia > Áreas Física Cognitiva Organizacional (macroergonomia) Aula 02
  23. 23. Profa. Marina Pezzini História e conceitos da ergonomia > Aplicações Aeronáutica, envelhecimento, transporte, ambiente nuclear, cuidados de saúde, tecnologia da informação, projeto de produtos, ambientes virtuais, entre outros. Aula 02
  24. 24. Profa. Marina Pezzini Exercício 02 Em dupla, pensem em um produto de design na sua linha de formação e identifiquem as necessidades ergonômicas a seguir: Saúde Segurança Conforto Eficiência Aula 02
  25. 25. Profa. Marina Pezzini Fatores humanos > Adequação ao usuário Características físicas Antropometria Biomecânica Fisiologia Características mentais Percepção Cognição Emoção Características sociais Cultura Comportamento Dimensão existencial Aula 03
  26. 26. Profa. Marina Pezzini Antropometria > História Henry Dreyfuss desenvolveu projetos baseados em informações sobre medidas humanas e conforto. Seus estudos antropométricos foram pioneiros e geraram diversas publicações. Aula 03
  27. 27. Profa. Marina Pezzini Antropometria > Conceito É o estudo das medidas físicas dos segmentos do corpo humano, tomadas em condições controladas. Aula 03
  28. 28. Profa. Marina Pezzini Antropometria > Verificar Definição das medidas Características da amostra Tabelas antropométricas Estática ou dinâmica Variações Aula 03
  29. 29. Profa. Marina Pezzini Antropometria > Variações Formas, Gênero, Idade, Etnia, Clima, Evolução, Particularidades, como grandes privações/avanço tecnológico. Aula 03
  30. 30. Profa. Marina Pezzini Antropometria > Tabelas antropométricas Aula 03
  31. 31. Profa. Marina Pezzini Antropometria > Glossário das medidas Aula 03
  32. 32. Profa. Marina Pezzini Exercício 03 Em dupla, pensem em um produto de design na sua linha de formação e identifiquem três medidas antropométricas envolvidas em seu projeto. Aula 03
  33. 33. Profa. Marina Pezzini Articulações e movimentos > Pescoço Aula 04
  34. 34. Profa. Marina Pezzini Articulações e movimentos > Espinha dorsal Aula 04
  35. 35. Profa. Marina Pezzini Articulações e movimentos Aula 04 > Ombro
  36. 36. Profa. Marina Pezzini Articulações e movimentos > Antebraço Aula 04
  37. 37. Profa. Marina Pezzini Articulações e movimentos > Punho Aula 04
  38. 38. Profa. Marina Pezzini Articulações e movimentos > Mão Aula 04
  39. 39. Profa. Marina Pezzini Articulações e movimentos > Quadril Aula 04
  40. 40. Profa. Marina Pezzini Articulações e movimentos > Joelho Aula 04
  41. 41. Profa. Marina Pezzini Articulações e movimentos > Tornozelo Aula 04
  42. 42. Profa. Marina Pezzini Medidas e segmentos > Peso Aula 04
  43. 43. Profa. Marina Pezzini Medidas e segmentos > Estatura Aula 04
  44. 44. Profa. Marina Pezzini Medidas e segmentos > Largura máxima do corpo Aula 04
  45. 45. Profa. Marina Pezzini Medidas e segmentos > Profundidade máxima do corpo Aula 04
  46. 46. Profa. Marina Pezzini Medidas e segmentos > Alcance horizontal frontal Aula 04
  47. 47. Profa. Marina Pezzini Medidas e segmentos > Alcance horizontal sagital Aula 04
  48. 48. Profa. Marina Pezzini Medidas e segmentos > Alcance vertical frontal Aula 04
  49. 49. Profa. Marina Pezzini Exercício 04 Em dupla, analisem um posto de atividade relativo à sua linha de formação, identificando articulações, segmentos e percentis envolvidos em seu projeto. Aula 04
  50. 50. Profa. Marina Pezzini Biomecânica > Biomecânica ocupacional Estuda posturas, movimentos e forças nas interações físicas com os produtos, para evitar desconfortos, lesões, acidentes, dores e fadiga. Aula 05
  51. 51. Profa. Marina Pezzini Biomecânica > Trabalho muscular Durante um esforço, os músculos oxigenam glicogênio e liberam ácido lático e racêmico no sangue. A acidez estimula a dilatação dos vasos e aumenta o ritmo da respiração, para levar mais oxigênio aos músculos. Aula 05
  52. 52. Profa. Marina Pezzini Biomecânica > Trabalho muscular O esforço ativa o mecanismo de eliminação de calor, aumenta a espessura das fibras musculares, melhora a irrigação sanguínea, levando oxigênio e removendo resíduos e fortalece o coração, diminuindo seu ritmo. Aula 05
  53. 53. Profa. Marina Pezzini Biomecânica > Trabalho estático e dinâmico A contração estrangula a circulação, impedindo a oxigenação e acumulando resíduos, causando fadiga e dor. Assim, o trabalho estático é mais fatigante que o dinâmico. Aula 05
  54. 54. Profa. Marina Pezzini Biomecânica > Dores musculares Excesso de esforço e postura inadequada estrangulam a circulação, acumulando resíduos metabólicos no músculo, causando dor, cãibras, espasmos e fraqueza. Aula 05
  55. 55. Profa. Marina Pezzini Biomecânica > Traumas musculares Traumas são gerados pela incompatibilidade entre o esforço exigido e a capacidade física. Podem ser por ipacto ou esforço repetitivo (distútbios osteomusculares relacionados ao trabalho – DORT). Aula 05
  56. 56. Profa. Marina Pezzini Biomecânica > Posturas Posicionamentos relativos entre os segmentos corporais (cabeça, tronco, membros), envolvendo esforços musculares. Posição deitada Posição de pé Posição sentada Aula 05
  57. 57. Profa. Marina Pezzini Biomecânica > Posturas inadequadas Posturas muito paradas, inclinadas ou torcidas podem causar fadiga, dores ou lesões. Alternância de posições Inclinação da cabeça para frente Aula 05
  58. 58. Profa. Marina Pezzini Biomecânica > Características dos movimentos Cada movimento requer uma combinação de contrações musculares com diferentes características e custos energéticos. Força Precisão Ritmo Movimentos retos Terminações Aula 05
  59. 59. Profa. Marina Pezzini Exercício 05 Em dupla, analisem um posto de atividade relativo à sua linha de formação, identificando possibilidades de dores e traumas. Aula 05
  60. 60. Profa. Marina Pezzini Tipos de movimentos Flexão: diminui grau da articulação. Extensão: aumenta grau da articulação. Aula 06
  61. 61. Profa. Marina Pezzini Tipos de movimentos Abdução: afasta membro do eixo sagital. Adução: aproxima membro do eixo sagital. Cincundação: rotação total sobre eixo. Rotação medial: aproxima face anterior de um membro ao plano mediano. Rotação lateral: afasta face anterior de um membro ao plano mediano. Aula 06
  62. 62. Profa. Marina Pezzini Tipos de movimentos > Casos especiais de rotação Pronação: rotação medial do antebraço. Supinação: rotação lateral do antebraço. Aula 06
  63. 63. Profa. Marina Pezzini Tipos de movimentos > Casos especiais de rotação Eversão: levantar a borda lateral do pé. Inversão: levantar a borda medial do pé. Aula 06
  64. 64. Profa. Marina Pezzini Tipos de lesões Lesões músculo-esqueléticas são lesões nos músculos, articulações, tendões, ligamentos, nervos, ossos, causadas ou agravadas principalmente pela atividade física excessiva. Aula 06
  65. 65. Profa. Marina Pezzini Tipos de lesões > Entorse Lesão articular, quando os ligamentos são estirados e sofrem ruptura total ou parcial. > Sinais e sintomas Dor Inchaço Deformidade Incapacidade de uso Aula 06
  66. 66. Profa. Marina Pezzini Tipos de lesões > Distensão Estiramento e a ruptura de fibras musculares, quando o músculo é forçado além do alcance. > Sinais e sintomas Inchaço rápido Músculos estirados e/ou tensos Fraqueza ou perda da função Sensibilidade extrema ao toque Aula 06
  67. 67. Profa. Marina Pezzini Tipos de lesões > Fratura Ruptura completa ou incompleta (fissura ou trinca) do osso, quando recebe mais tensão do que pode suportar. Fechada ou aberta, por força direta, indireta ou de entorse. > Sinais e sintomas Dor Sensibilidade Deformidade Perda de uso, inchaço Formação de hematoma Possível exposição de extremidade óssea Aula 06
  68. 68. Profa. Marina Pezzini Tipos de lesões > Deslocamento Desvio ou separação de um osso e sua posição normal na articulação, causado pela força intensa. Mais comuns: quadris, joelho, tornozelo, ombro, cotovelo e dedos das mãos. > Sinais e sintomas Dor Deformidade Perda de movimento Aula 06
  69. 69. Profa. Marina Pezzini Exercício 06 Em dupla, analisem um posto de atividade relativo à sua linha de formação, identificando os tipos de movimento e possibilidades de lesão. Aula 06
  70. 70. Profa. Marina Pezzini Fisiologia > Origem Duas palavras gregas: physis (φύσης = natureza) logos (λόγος = estudo) Aula 07
  71. 71. Profa. Marina Pezzini Fisiologia > Conceito Ramo da biologia que estuda funções físicas, mecânicas e bioquímicas nos seres vivos, em suma, o funcionamento do organismo. Aula 07
  72. 72. Profa. Marina Pezzini Fisiologia > História Apoiou-se nas concepções teóricas do médico grego Galeno até o séc. 16, quando o médico espanhol Miguel Servet estudou a circulação pulmonar, inaugurando a fisiologia moderna. No séc. 17, o anatomista britânico William Harvey descreveu a circulação sanguínea, inaugurando a fisiologia experimental. Aula 07
  73. 73. Profa. Marina Pezzini Fisiologia > Objetivos Respeitar capacidades e restrições Melhorar desempenho e experiência Promover usabilidade e intuitividade Prever reações e previnir erros Aula 07
  74. 74. Profa. Marina Pezzini Fisiologia > Sistemas Respiratório Cardiovascular Linfático Digestório Nervoso Reprodutor Endócriono Imunológico Aula 07
  75. 75. Profa. Marina Pezzini Fisiologia > Sistema respiratório Conjunto de órgãos responsável pelas trocas gasosas do organismo com o meio (hematose pulmonar), possibilitando a respiração celular. Aula 07
  76. 76. Profa. Marina Pezzini Fisiologia > Disfunções do sistema respiratório Aula 07
  77. 77. Profa. Marina Pezzini Fisiologia > Sistema cardiovascular Conjunto de órgãos responsável pelo transporte de nutrientes, gases, hormônios, hemácias… até as células e a partir delas, para evitar doenças, regular a temperatura, estabilizar o pH e manter a homeostase. Aula 07
  78. 78. Profa. Marina Pezzini Fisiologia > Disfunções do sistema cardiovascular Aula 07
  79. 79. Profa. Marina Pezzini Fisiologia > Sistema linfático Rede de vasos e nódulos que transporta a linfa de volta para o sistema circulatório. Linfa é um fluido transparente produzido quando o sangue atravessa os capilares, responsável pela eliminação de resíduos metabólicos e microorganismos invasores. Durante infecções, pode-se sentir um inchaço nos gânglios linfáticos, conhecido como íngua. Aula 07
  80. 80. Profa. Marina Pezzini Fisiologia > Disfunções do sistema linfático Aula 07
  81. 81. Profa. Marina Pezzini Fisiologia > Sistema digestório Conjunto de órgãos responsável por obter dos alimentos ingeridos os nutrientes necessários às diferentes funções do organismo, através da digestão. Sua extensão desde a boca até o ânus é de 6 a 9 metros em um adulto. Aula 07
  82. 82. Profa. Marina Pezzini Fisiologia > Disfunções do sistema digestório Aula 07
  83. 83. Profa. Marina Pezzini Exercício 07 Em dupla, analisem um produto da sua linha de formação. Descrevam situações em que esse produto se relaciona com os sistemas: Respiratório Cardiovascular Linfático Digestório Aula 07
  84. 84. Profa. Marina Pezzini Fisiologia > Sistema nervoso Monitora e coordena a atividade dos músculos e a movimentação dos órgãos. Constrói e finaliza estímulos dos sentidos e inicia ações motoras. Aula 08
  85. 85. Profa. Marina Pezzini Fisiologia > Disfunções do distema nervoso Aula 08
  86. 86. Profa. Marina Pezzini Fisiologia > Sistema reprodutor Órgãos responsáveis pela reprodução, principalmente pênis, vulva e gônadas produtoras de gametas (testículos e ovários). Aula 08
  87. 87. Profa. Marina Pezzini Fisiologia > Disfunções do sistema reprodutor Aula 08
  88. 88. Profa. Marina Pezzini Fisiologia > Sistema endócrino Glândulas que produzem hormônios. Interage com o sistema nervoso, em mecanismos reguladores: o nervoso fornece informações sobre o meio externo e o endócrino regula a resposta interna. Principais órgãos : hipófise, hipotálamo, tireoide, suprarrenais, pâncreas, gônadas e tecido adiposo. Aula 08
  89. 89. Profa. Marina Pezzini Fisiologia > Disfunções do sistema endócrino Aula 08
  90. 90. Profa. Marina Pezzini Fisiologia > Sistema imunológico Sistema de estruturas e processos biológicos que protege o organismo contra doenças. Deve detectar uma imensa variedade de agentes, de vírus a parasitas, e distingui-los do tecido saudável do corpo. Aula 08
  91. 91. Profa. Marina Pezzini Fisiologia > Disfunções do sistema imunológico Aula 08
  92. 92. Profa. Marina Pezzini Ritmo circadiano > Origem Duas palavras em latim: circa (cerca de) diem (dia) Aula 08
  93. 93. Profa. Marina Pezzini Ritmo circadiano > Conceito As funções fisiológicas oscilam em um período de 24 horas, sob influência da luz solar. Esse ciclo regula digestão, sono, vigília, renovação das células, controle da temperatura, da pressão arterial, produção de hormônios… Aula 08
  94. 94. Profa. Marina Pezzini Ritmo circadiano > Órgão responsável É regulado pelo núcleo supraquiasmático (NSQ), que fica no hipotálamo, na base do cérebro e acima das glândulas pituitárias. Aula 08
  95. 95. Profa. Marina Pezzini Ritmo circadiano > Diferenças individuais Matutinos Vespertinos Aula 08
  96. 96. Profa. Marina Pezzini Ritmo circadiano > Importâncias do ritmo circadiano Nível de alerta Desempenho no trabalho Ocorrência de erros e acidentes Qualidade do sono > Importâncias do sono Recuperação física e mental Fadiga e stress Aula 08
  97. 97. Profa. Marina Pezzini Ritmo circadiano > Fatores da fadiga Fisiológicos Psicológicos Ambientais Sociais Individuais Aula 08
  98. 98. Profa. Marina Pezzini Ritmo circadiano > Pirâmide de Maslow Aula 08
  99. 99. Profa. Marina Pezzini Percepção > Informação Alguma forma de energia captada pelo organismo e conduzida até o cérebro, para ser interpretada e armazenada. Aula 11
  100. 100. Profa. Marina Pezzini Percepção > Sensação Células nervosas dos órgãos sensoriais captam informação (luz, calor, pressão, movimento, partículas), convertem em impulso eletroquímico e transmitem ao cérebro. Aula 11
  101. 101. Profa. Marina Pezzini Percepção > Percepção Atribuição imediata de significados a uma informação captada, mediante fatores biológicos, psicológicos e cognitivos. Estágios: Pré-atenção Atenção Reconhecimento Aula 11
  102. 102. Profa. Marina Pezzini Percepção > Percepção É individual, influencia comportamentos e se transforma com novas informações. Há capacidade adaptativa e de controle. Fatores: Atenção Internos (pessoais) Externos (ambientais) Aula 11
  103. 103. Profa. Marina Pezzini Percepção > Visão Esclerótica: tecido conjuntivo fibroso branco. Córnea: área transparente mais curvada. Coroide: película com vasos e melanina. Íris: estrutura muscular de cor variável. Pupila: orifício que regula a entrada de luz. Cristalino: lente biconvexa que orienta a luz. Retina: membrana com fóvea (onde a imagem é projetada), ponto cego (insensível à luz) e células fotossensíveis (cones e bastonetes). Aula 11
  104. 104. Profa. Marina Pezzini Percepção > Exemplos de disfunções da visão Miopia Hipermetropia Astigmatismo Presbiopia Estrabismo Glaucoma Catarata Fotofobia Alergia Epilepsia visual Perda por diversas causas Fadiga Aula 11
  105. 105. Profa. Marina Pezzini Percepção > Audição Ouvido externo: capta som; glândulas secream cera, que protege ouvido médio e interno. Médio: tímpano transfere som aos ossículos; canal flexível (tuba auditiva) ligado com garganta regula pressão. Interno: vibrações chegam dos ossículos, passam por membrana (janela oval) até órgão cheio de líquido (cóclea) onde membrana repleta de células sensoriais ciliadas geram impulso nervoso transmitido pelo nervo auditivo. Aula 11
  106. 106. Profa. Marina Pezzini Percepção > Exemplos de disfunções da audição Tinido Otite Perda por diversas causas Fonofobia Fadiga Aula 11
  107. 107. Profa. Marina Pezzini Exercício 01 Em dupla, descrevam exemplos de como o design pode prejudicar ou favorecer a percepção sensorial, nas funções visão e audição. Aula 11
  108. 108. Profa. Marina Pezzini Percepção > Tato A pele é repleta de receptores. Paccini: vibrações. Discos de Merkel: tato e pressão. Terminações nervosas livres: estímulos mecânicos, térmicos e dolorosos. Meissner: toques leves e vibrações. Krause: frio; redor dos lábios e genitais. Ruffini: calor. Aula 12
  109. 109. Profa. Marina Pezzini Percepção > Exemplos de disfunções do tato Hipoestesia Hiperestesia Agnosia Alergia Infecção LER Síndrome de Riley-Day Síndrome do Braço de Gorila Aula 12
  110. 110. Profa. Marina Pezzini Percepção > Olfato Poucas moléculas no ar estimulam mucosa olfativa, mas olfato tem grande capacidade adaptativa. Ar entra nas fossas até cavidade nasal, onde é umedecido, aquecido e purificado. No teto, mucosa olfativa amarela, com células cujos prolongamentos mergulham em muco. Na base, mucosa vermelha, com vasos sanguíneos e glândulas secretoras. Aula 12
  111. 111. Profa. Marina Pezzini Percepção > Exemplos de disfunções do olfato Hiperosmia Anosmia Parosmia Alergia Fadiga Aula 12
  112. 112. Profa. Marina Pezzini Percepção > Paladar Associado ao olfato e à visão, por quimioreceptores localizados entre a cavidade nasal e o palato, bem como os fotorreceptores que estimulam degustação. Papilas captam quimicamente características do alimento e transmitem ao cérebro, que identifica sabor. Aula 12
  113. 113. Profa. Marina Pezzini Percepção > Exemplos de disfunções do paladar Hipogeosia Ageosia Digeosia Língua pilosa Compromentimento por diversas causas Fadiga Aula 12
  114. 114. Profa. Marina Pezzini Percepção > Propriocepção Reconhecimento da localização, posição, orientação, movimentação e equilíbrio. Aula 12
  115. 115. Profa. Marina Pezzini Percepção > Exemplos de disfunções da propriocepção Labirintite Síndrome de Meniere Síndrome de Alice no P. das M. Vertigem Náusea Aula 12
  116. 116. Profa. Marina Pezzini Exercício 02 Em dupla, descrevam exemplos de como o design pode prejudicar ou favorecer a percepção sensorial, nas funções tato, olfato, paladar e propriocepção. Aula 12
  117. 117. Profa. Marina Pezzini Cognição Informações captados pelos órgãos sensoriais são transmitidos através de conexões entre células nervosas ao sistema nervoso central, onde são processadas e então retornam aos órgãos da ação. Aula 13
  118. 118. Profa. Marina Pezzini Cognição Aula 13 > Funções cognitivas Atenção Percepção Memória Decisão Juízo Aprendizagem Imaginação Pensamento Linguagem Raciocínio lógico Resposta motora
  119. 119. Profa. Marina Pezzini Cognição Aula 13 > Percepção Na percepção, a mente cria uma experiência completa; não é uma impressão passiva ou uma combinação de elementos sensoriais, mas uma organização ativa dos elementos, de modo a formar uma experiência coerente.
  120. 120. Profa. Marina Pezzini Cognição Aula 13 > Atenção Capacidade de isolar uma informação externa (sensorial) ou interna (pensamento). Pode ser: Seletiva Dividida
  121. 121. Profa. Marina Pezzini Cognição Aula 13 > Exemplos de disfunções relacionadas à atenção Transtorno de déficit de atenção Aprosexia Paraprosexia Distraibilidade
  122. 122. Profa. Marina Pezzini Cognição > Memória Capacidade de armazenar e recordar. Depende do nível de atenção e da capacidade de percepção e associação. Pode ser: Curto prazo: pouca info, alguns minutos Longo prazo: muita info, tempo indefinido Episódica: eventos significativos Semântica: conhecimento das coisas Procedural: conhec. de procedimentos Aula 13
  123. 123. Profa. Marina Pezzini Cognição > Exemplos de disfunções relacionadas à memória Agnosias Amnésias Alzheimer Memória eidética Aula 13
  124. 124. Profa. Marina Pezzini Cognição > Decisão Escolha entre diversas alternativas; centenas de vezes por dia; individual ou coletiva. É influenciada pelo juízo, pelo estado emocional e de consciência. Tem três etapas: Coleta de informação Avaliação Seleção Aula 13
  125. 125. Profa. Marina Pezzini Cognição > Exemplos de disfunções relacionadas à decisão Transtorno bipolar Transt. de personalidade dependente TOC Aula 13
  126. 126. Profa. Marina Pezzini Cognição Aula 13 > Juízo Consciência, moral, sistema de valores, julgamento de algo como mais ou menos adequado em dada situação ou condições.
  127. 127. Profa. Marina Pezzini Cognição Aula 13 > Exemplos de disfunções relacionadas ao juízo Delírio Paranoia Transtorno bipolar
  128. 128. Profa. Marina Pezzini Cognição Aula 13 > Aprendizagem Aquisição ou modificação de competências, habilidades, conhecimentos, comportamentos ou valores, como resultado de estudo, experiência, raciocínio e observação.
  129. 129. Profa. Marina Pezzini Cognição Aula 13 > Exemplos de disfunções relacionadas à aprendizagem Dislexia Apraxia Autismo Síndrome de Down
  130. 130. Profa. Marina Pezzini Exercício 03 Em grupos, identifiquem exemplos de distúrbios relacionados com cada uma das seguintes funções cognitivas: Atenção Memória Decisão Juízo Aprendizagem Aula 13
  131. 131. Profa. Marina Pezzini Cognição Aula 14 > Imaginação Capacidade de representar mentalmente objetos e cenários. Pode ser: Efetiva Construtiva Fantasiosa Estratégica Emocional
  132. 132. Profa. Marina Pezzini Cognição Aula 14 > Pensamento Permite modelar mentalmente o mundo e lidar com o mesmo de maneira efetiva, de acordo com metas, planos e desejos.
  133. 133. Profa. Marina Pezzini Cognição Aula 14 > Linguagem Modo organizado de combinar as palavras a fim de comunicar-se. Pode ser: Oral Escrita Não-verbal
  134. 134. Profa. Marina Pezzini Cognição Aula 14 > Raciocínio Desenvolvimento do pensamento com capacidade de atingir conclusões coerentes.
  135. 135. Profa. Marina Pezzini Cognição Aula 14 > Resposta motora Movimento corporal modulado como uma reação a um estímulo sensorial ou a uma informação ambiental.
  136. 136. Profa. Marina Pezzini Cognição > Tempo de reação Intervalo entre a recepção de um estímulo e a emissão da resposta pelo organismo. Fatores: Incerteza Complexidade Expectativa Excitação Seletividade Vigilância Semelhança Aula 14
  137. 137. Profa. Marina Pezzini Cognição > Semelhança de códigos A maneira de apresentar a informação influencia a memorização e posterior recuperação das informações. Aula 14
  138. 138. Profa. Marina Pezzini Cognição > Feedback Sinal emitido pelo sistema como resposta a uma ação humana, garantindo: Desempenho Interesse Vigilância Satisfação Aula 14
  139. 139. Profa. Marina Pezzini Exercício 04 Em grupos, identifiquem exemplos de distúrbios relacionados com cada uma das seguintes funções cognitivas: Imaginação Pensamento Linguagem Raciocínio lógico Resposta motora Aula 14
  140. 140. Profa. Marina Pezzini Emoções Funções do sistema nervoso representadas no cérebro e manifestadas no corpo, modeladas por fatores conscientes e inconscientes. Aula 15
  141. 141. Profa. Marina Pezzini Emoções > Fatores Contextos sociais, estímulos sensoriais, exposição subliminar, memórias, avaliações inconscientes, sentimentos conscientes, respostas físicas. Aula 15
  142. 142. Profa. Marina Pezzini Emoções > Primárias Inatas, universais e evolutivas; associadas a processos neurobiológicos específicos; desempenham papel crucial a sobrevivência. Medo Raiva Alegria Aula 15
  143. 143. Profa. Marina Pezzini Emoções > Secundárias Resultam de aprendizagem; são respostas a uma situação que é consequência de uma emoção primária; são muitas vezes exageradas e perniciosas; são frequentemente inúteis e prejudiciais quando surgem sem razão; traduzem-se por alterações fisiológicas. Culpa Solidão Saudade Aula 15
  144. 144. Profa. Marina Pezzini Emoções > Ergonomia afetiva Estuda os significados e o prazer, para otimizar a interação, com individualização e prazerosa, dados os níveis de processamento: Visceral/aparência Comportamental/uso Reflexivo/valor Aula 15
  145. 145. Profa. Marina Pezzini Emoções > Nível visceral O design estimula/atrai o usuário. Aula 15
  146. 146. Profa. Marina Pezzini Emoções > Nível comportamental O design é experimentado/avaliado pelo usuário. Aula 15
  147. 147. Profa. Marina Pezzini Emoções > Nível reflexivo O design é interpretado/analisado pelo usuário. Aula 15
  148. 148. Profa. Marina Pezzini Emoções > Design emocional Cinco princípios da experiência amorosa/emocional com produtos. 1. Interação fluida 2. Memória afetiva 3. Significado simbólico 4. Compartilhamento moral 5. Interação prazerosa Aula 15
  149. 149. Profa. Marina Pezzini Emoções > Interação fluida Estado de imersão na interação; o design é um prolongamento do usuário. Aula 15
  150. 150. Profa. Marina Pezzini Emoções > Memória afetiva Estado de regressão temporal; o design é um lembrete para o usuário. Aula 15
  151. 151. Profa. Marina Pezzini Emoções > Significado simbólico/social Estado de expressão pessoal; o design é um emblema do usuário. Aula 15
  152. 152. Profa. Marina Pezzini Emoções > Compartilhamento moral Estado de reflexão ética; o design é um manifesto para o usuário. Aula 15
  153. 153. Profa. Marina Pezzini Emoções > Interação física prazerosa Estado de deleite; o design é uma indulgência para o usuário. Aula 15
  154. 154. Profa. Marina Pezzini Exercício 05 Em grupos, identifiquem exemplos de reações emocionais estimuladas pela moda. Aula 15
  155. 155. Profa. Marina Pezzini Interface > Informação É o resultado do processamento de dados, de modo que gere uma modificação (quantitativa ou qualitativa) no conhecimento do sistema (pessoa/máquina) que a recebe. É imaterial, portanto não tem forma – está contida na forma que o designer lhe atribui. Aula 18
  156. 156. Profa. Marina Pezzini Interface > Interface É o meio pelo qual o usuário interage (troca informações) com qualquer sistema (material ou virtual). Visa tornar a interação mais… Fácil Satisfatória Segura Fluida Imersiva Intuitiva Aula 18
  157. 157. Profa. Marina Pezzini Interface > Elementos da interface Servem para que o usuário possa trocar informações com o sistema. São eles: Controles e manejos (input) Mostradores (output) Aula 18
  158. 158. Profa. Marina Pezzini Interface > Controles Podem ser classificados quanto ao nível de controle (discreto ou contínuo); formas (geométrico ou anatômico); tecnologia (analógica ou digital), acionamento (manual ou pedioso); e modo operacional (de ponto, roda, touch, gesto, voz, olhar). Aula 18
  159. 159. Profa. Marina Pezzini Interface > Manejos Deve ser selecionado conforme as habilidades físicas e os estereótipos populares. Pode ser: Fino (mais precisão, menos força) Grosseiro (mais força, menos precisão) Aula 18
  160. 160. Profa. Marina Pezzini Interface > Mostradores Suportes utilizados para a apresentar as informações e facilitar a interação. Podem ser: Visuais, sonoros ou luminosos Quantitativos ou qualitativos Estáticos ou dinâmicos Analógicos ou digitais Pictóricos ou textuais Aula 18
  161. 161. Profa. Marina Pezzini Interface > Mostradores Diagramação e hierarquização das infos Uso de pictogramas e letreiros Linguagem verbal acessível e adequada Advertências de segurança/manutenção Diferenciação e agrupamento dos controles Função Formato Cor Localização Aula 18
  162. 162. Aula 18 Profa. Marina Pezzini Exercício 01 Em grupos, analisem um produto/sistema/ambiente próprio da sua linha de formação, conforme instruções ao lado. Escolham algo relevante, que proporcione uma análise rica. 1. Fornecer informações gerais sobre o produto/sistema escolhido. 2. Listar as informações que a interface permite inserir no produto/sistema (funções). 3. Especificar e classificar os elementos da interface quanto ao nível de controle, formas, tecnologia, acionamento, modo operacional e tipos de manejo. 5. Analisar a composição física e visual da interface (formas, dimensões, materiais…). 6. Analisar a qualidade da interação. 7. Fornecer sugestões de melhoria.
  163. 163. Profa. Marina Pezzini Interface AI é o esqueleto do sistema Interface é a pele do sistema Aula 19
  164. 164. Profa. Marina Pezzini Interface O arquiteto da info simplifica e organiza os dados, para facilitar seu processamento e otimizar sua encontrabilidade. O designer da info desenvolve o arranjo visual da interface. Aula 19
  165. 165. Profa. Marina Pezzini Interface > Objetivos DI visa, de modo geral, melhorar a experiência do usuário. AI visa reduzir custos de erros de encontrabilidade, manutenção, treinamento, retrabalho, documentação, bem como aumentar vendas, fidelidade, competitividade, negócios, usabilidade, encontrabilidade. Aula 19
  166. 166. Profa. Marina Pezzini Interface > Sistema de organização Como as informações são agrupadas. Aula 19
  167. 167. Profa. Marina Pezzini Interface > Sistema de busca Como o usuário chega à informação. Aula 19
  168. 168. Profa. Marina Pezzini Interface > Sistema de navegação Como o usuário interage com a interface. Aula 19
  169. 169. Profa. Marina Pezzini Interface > Sistema de rotulação Como os grupos informações são apresentados. Aula 19
  170. 170. Profa. Marina Pezzini Interação > Design de interação Com abordagem multidisciplinar, desenvolve produtos/sistemas interativos que amparam atividades humanas no lar, lazer ou trabalho. Aula 23
  171. 171. Profa. Marina Pezzini Interação > Objetivos da interação Ampliar, aprofundar e aprimorar as relações, vivências e experiências humanas, através do uso de produtos/serviços mais: Fluidos Intuitivos Imersivos Significativos Aula 23
  172. 172. Profa. Marina Pezzini Interação > Dimensões da interação 1. Uso (usabilidade) 2. Prazer (experiência) 3. Apreciação (estética) Aula 23
  173. 173. Profa. Marina Pezzini Interação > 1. Dimensão de uso Usabilidade é a facilidade e a qualidade da interação com um produto/sistema, dadas as características do usuário e o contexto de uso. Aula 23
  174. 174. Profa. Marina Pezzini Interação > Aspectos da usabilidade Eficiência Eficácia Satisfação Aula 23
  175. 175. Profa. Marina Pezzini Interação > Metas da usabilidade Ser eficaz no uso Ser eficiente no uso Ser seguro no uso Ser de boa utilidade Ser fácil de aprender Ser fácil de lembrar como se usa Aula 23
  176. 176. Profa. Marina Pezzini Interação > 2. Dimensão de prazer Experiência é o conjunto de sentimentos e sensações vivenciado da antecipação até o uso de um produto/sistema. Aula 23
  177. 177. Profa. Marina Pezzini Interação > Tipos de prazer Fisioprazer Socioprazer Psicoprazer Ideoprazer Aula 23
  178. 178. Profa. Marina Pezzini Interação > Metas de experiência Ser satisfatório Ser agradável Ser divertido Ser interessante Ser motivador Ser incentivador da criatividade Ser compensador Ser esteticamente apreciável Aula 23
  179. 179. Profa. Marina Pezzini Interação > 2. Dimensão de apreciação A estética faz o produto ser percebido como mais fácil de usar. Aumenta a aceitação, apego e performance e diminui o stress. Aula 23
  180. 180. Profa. Marina Pezzini Interação > Como funciona O sistema emocional altera a maneira como o sistema cognitivo funciona, assim, a estética pode afetar o estado emocional, o sistema cognitivo e como o usuário resolve problemas. Aula 23
  181. 181. Profa. Marina Pezzini Interação > Metas de estética Modelar comportamentos Facilitar decisões Reduzir frustrações Gerar sensações positivas Aula 24
  182. 182. Profa. Marina Pezzini Interação > Problemas Os problemas de interação ou usabilidade frequentemente se manifestam em aspectos da interface do produto/sistema e podem ser classificados de acordo com sua: 1. Gravidade 2. Complexidade 3. Avaliação 4. Hierarquia Aula 24
  183. 183. Profa. Marina Pezzini Interação > 1. Problemas – gravidade Ruído: aspecto da interface que não consiste uma barreira ou obstáculo ao usuário, mas reduz seu desempenho. Aula 24
  184. 184. Profa. Marina Pezzini Interação > 1. Problemas – gravidade Obstáculo: aspecto da interface que o usuário encontra e supera, mas perde desempenho. Aula 24
  185. 185. Profa. Marina Pezzini Interação > 1. Problemas – gravidade Barreira: aspecto da interface que o usuário encontra sucessivas vezes e não supera, perdendo muito desempenho e desistindo de usar uma função do sistema. Aula 24
  186. 186. Profa. Marina Pezzini Interação > 2. Problemas – complexidade Geral: aspecto da interface que atrapalha qualquer tipo de usuário. Aula 24
  187. 187. Profa. Marina Pezzini Interação > 2. Problemas – complexidade De iniciação: aspecto da interface que atrapalha somente usuários novatos ou ocasionais. Aula 24
  188. 188. Profa. Marina Pezzini Interação > 2. Problemas – complexidade Avançado: aspecto da interface que atrapalha somente usuários especialistas. Aula 24
  189. 189. Profa. Marina Pezzini Interação > 2. Problemas – complexidade Especial: aspecto da interface que atrapalha usuários portadores de deficiência, mas que os outros superam sem prejuízos. Aula 24
  190. 190. Profa. Marina Pezzini Interação > 3. Problemas – avaliação Falso: aspecto da interface classificado como problema, mas que não prejudica o usuário. É um engano do avaliador, provocado pela falta de experiência ou por uma deficiência na sua ferramenta de avaliação. Aula 24
  191. 191. Profa. Marina Pezzini Interação > 3. Problemas – avaliação Novo: aspecto da interface que representa um obstáculo, devido a uma revisão de usabilidade equivocada. Aula 24
  192. 192. Profa. Marina Pezzini Interação > 4. Problemas – hierarquia Principal: aspecto da interface que compromete a realização de tarefas frequentes ou importantes. Aula 24
  193. 193. Profa. Marina Pezzini Interação > 4. Problemas – hierarquia Secundário: aspecto da interface que compromete a realização de tarefas pouco frequentes ou pouco importantes. Aula 24
  194. 194. Profa. Marina Pezzini Interação > Problemas – como solucionar? Existem muitos métodos e ferramentas para o teste de uso ou de usabilidade dos produtos/sistemas. Aula 24
  195. 195. Profa. Marina Pezzini Design universal > Conceito Design tão usável e flexível quanto possível, a um público tão amplo e diversificado quanto possível, sem adaptação, diferenciação ou estigmatização e com viabilidade comercial. Aula 28
  196. 196. Profa. Marina Pezzini Design universal > Origem Em 1985, cokm o arquiteto Ron Mace, a fim de adequar produtos/serviços/ambientes à diversidade humana (design for all). Aula 28
  197. 197. Profa. Marina Pezzini Design universal > Tipos de restrição Sensorial Cognitiva Físico-motora Múltipla Aula 28
  198. 198. Profa. Marina Pezzini Design universal > Princípios 1. uso equitativo 2. flexibilidade de uso 3. uso fácil e intuitivo 4. informação perceptível 5. tolerância ao erro 6. baixo esforço físico 7. tamanho e espaço para acesso e uso Aula 28
  199. 199. Profa. Marina Pezzini Design universal > Uso equitativo O design é útil e comercializável para pessoas com habilidades diferenciadas. 1. significados de uso iguais para todos 2. sem segregação ou estigmatização 3. privacidade, segurança e proteção igual 4. atraente para todos Aula 28
  200. 200. Profa. Marina Pezzini Design universal > Flexibilidade de uso O design atende a uma ampla diversidade de indivíduos, preferências e habilidades. 1. escolhas no modo de uso 2. acesso e uso para destros e canhotos 3. facilita precisão e acuidade 4. adaptação para velocidade de todos Aula 29
  201. 201. Profa. Marina Pezzini Design universal > Uso fácil e intuitivo O design é de fácil compreensão, a qualquer nível de experiência, formação, conhecimento do idioma ou capacidade de concentração. 1. eliminar a complexidade desnecessária 2. coerente com expectativas e intuições 3. qualquer habilidades de linguagem 4. organiza informações com hierarquia Aula 29
  202. 202. Profa. Marina Pezzini Design universal > Informação perceptível O design comunica eficazmente informações, para toda capacidade sensorial ou condição ambiental. 1. informação essencial redundante 2. informação essencial muito legível Aula 29
  203. 203. Profa. Marina Pezzini Design universal > Tolerância ao erro O design minimiza riscos e adversidades de ações involuntárias ou imprevistas. 1. organização traz segurança e precisão 2. avisos de riscos e erros 3. segurança na falha humana 4. manutenção da vigilância Aula 29
  204. 204. Profa. Marina Pezzini Design universal > Baixo esforço físico O design pode ser utilizado com mínimo esforço, de modo eficiente e confortável. 1. posição corporal neutra 2. moderadas forças de operação 3. mínimo de ações repetitivas 4. mínimo de sustentação de um esforço Aula 29
  205. 205. Profa. Marina Pezzini Design universal > Tamanho e espaço para acesso e uso O design oferece espaços e dimensões para interação, alcance, manipulação e uso, a todo de tamanho, postura ou mobilidade. 1. elementos importantes visíveis a todos 2. componentes acessíveis a todos 3. empunhadura confortável a todos 4. espaço para dispositivos assistivos Aula 29
  206. 206. Profa. Marina Pezzini Acessibilidade > Conceito Série de condições que determinam acesso e uso seguro e autônomo, sem conhecimento prévio dos equipamentos e ambientes. Aula 29
  207. 207. Profa. Marina Pezzini Acessibilidade > Componentes 1. Orientabilidade 2. Comunicação 3. Deslocamento 4. Uso Aula 29
  208. 208. Profa. Marina Pezzini Acessibilidade > Orientabilidade Características que permitem reconhecer a identidade e as funções dos ambientes e definir estratégias de deslocamento e uso. Aula 29
  209. 209. Profa. Marina Pezzini Acessibilidade > Comunicação Possibilidade de comunicação interpessoal ou com uso de tecnologia assistiva, para acessar, compreender e participar das atividades. Aula 29
  210. 210. Profa. Marina Pezzini Acessibilidade > Deslocamento Possibilidade de todos se movimentarem por qualquer percurso com segurança, autonomia e conforto, sem interrupção ou barreira. Aula 29
  211. 211. Profa. Marina Pezzini Acessibilidade > Uso Possibilidade de todos usarem os espaços e equipamentos para a realização de atividades. Aula 29
  212. 212. Profa. Marina Pezzini Acessibilidade > Barreiras Impedem percepção, compreensão e uso com conforto e segurança, excluem e segregam. Físico-espaciais Atitudinais Aula 29
  213. 213. Profa. Marina Pezzini Acessibilidade > Barreiras físico-espaciais Elementos físicos, naturais ou construídos, que dificultam ou impedem a realização de atividades de modo autônomo. Aula 29
  214. 214. Profa. Marina Pezzini Acessibilidade > Barreiras atitudinais Estabelecidas socialmente, impedindo a participação. Requer conscientização sobre as leis e práticas de inclusão social. Aula 29
  215. 215. Aula 29 Profa. Marina Pezzini Exercício 02 Em grupos, analisem um produto/sistema/ambiente próprio da sua linha de formação, conforme instruções ao lado. Escolham algo relevante, que proporcione uma análise rica. 1. Fornecer informações gerais sobre o produto/sistema/ambiente escolhido. 2. Analisar sob os princípios do design universal. 3. Sugerir melhorias.
  216. 216. Profa. Marina Pezzini Sistemas > Ludwig Von Bertalanffy, anos 1940 A integração das ciências naturais e sociais orienta-se para uma teoria de sistemas: abordagem abrangente para estudar campos não-físicos do conhecimento científico e promover integração na educação científica. Aula 30
  217. 217. Profa. Marina Pezzini Sistemas > O que são sistemas? Conjunto de componentes dinamicamente relacionados para atingirem um objetivo. Os componentes e fluxos devem permanecer em sinergia e homeostase ao longo do tempo. Aula 30
  218. 218. Profa. Marina Pezzini Sistemas > O que são sistemas? Internamente, os componentes interagem por fluxos de dados/energias/materiais e geram informações/energias/produtos. Com o meio, os sistemas interagem por entradas e saídas. Aula 30
  219. 219. Profa. Marina Pezzini Sistemas > Componentes dos sistemas: Aula 30
  220. 220. Profa. Marina Pezzini Sistemas > Componentes dos sistemas: Sistema alvo Subsistema Suprasistema ou fronteira do sistema Elementos > Elementos dos sistemas: Homem Tarefa Máquina Ambiente Entradas Saídas Insumos Processos Restrições Requisitos Resultados despropositados Descarte Objetivo Meta ou função Aula 30
  221. 221. Profa. Marina Pezzini Sistemas > Funções dos sistemas: Anatômicas Dimensionais Acionais Informacionais Cognitivas Simbólicas Estéticas Químico-ambientais Espaciais/arquiteturais Organizacionais Estruturais De desempenho/resistência > Tipos de sistemas: Passivos Ativos Interativos Abertos Fechados Isolados Homeostáticos Em série Paralelos Físicos Conceituais Aula 30
  222. 222. Profa. Marina Pezzini Sistemas > Classificação: passivos Não executam nenhuma ação, não processam nenhum tipo de energia ou mecanismo; a interação entre os elementos atinge a meta do sistema de maneira passiva. Aula 30
  223. 223. Profa. Marina Pezzini Sistemas > Classificação: ativos Executam ações, processam energias ou mecanismos; a interação entre os elementos atinge a meta do sistema de maneira ativa. Aula 30
  224. 224. Profa. Marina Pezzini Sistemas > Classificação: interativos Ativo, interage com o homem através de estímulos e respostas; as entradas são estímulos do homem à máquina e as saídas são respostas a esses estímulos. Aula 30
  225. 225. Profa. Marina Pezzini Sistemas > Classificação: abertos Dependem/admitem interferência externa para processarem entradas em saídas. Aula 30
  226. 226. Profa. Marina Pezzini Sistemas > Classificação: fechados Não recebem interferências externas para processarem entradas em saídas; não trocam matéria mas trocam energia com o exterior; todas variáveis são conhecidas e controláveis. Aula 30
  227. 227. Profa. Marina Pezzini Sistemas > Classificação: isolados Não trocam matéria nem energia com o exterior; sistema fechado + sistema isolante. Aula 30
  228. 228. Profa. Marina Pezzini Sistemas > Classificação: homeostáticos Abertos, muito estáveis, mantem equilíbrio interno dinâmico mediante variações externas, com mecanismos de autorregulação. Aula 31
  229. 229. Profa. Marina Pezzini Sistemas > Classificação: em série Sistemas dependes que atuam em série, de modo que a entrada de um corresponde à saída do outro. Aula 31
  230. 230. Profa. Marina Pezzini Sistemas > Classificação: paralelos Sistemas independentes que atuam em paralelo. Casos que requerem segurança utilizam sistemas paralelos redundantes. Aula 31
  231. 231. Profa. Marina Pezzini Sistemas > Classificação: físicos ou concretos Compostos de matéria, energia, maquinaria, equipamentos, objetos, coisas reais. Aula 31
  232. 232. Profa. Marina Pezzini Sistemas > Classificação: conceituais Compostos de conceitos, planos, hipóteses e idéias que às vezes só existem no pensamento das pessoas. Ajudam a encontrar objetivos ou modelar sistemas físicos. Aula 31
  233. 233. Profa. Marina Pezzini Intervenção ergonomizadora Em ergonomia, as metodologias de correção e desenvolvimento de sistemas são chamadas de intervenções ergonomizadoras. Aqui, abordada-se a IE desenvolvida por Anamaria de Moraes a partir de 1981: sistematização do sistema-homem-tarefa-máquina. Aula 31
  234. 234. Profa. Marina Pezzini Intervenção ergonomizadora > Etapas Esta metodologia pode ter até cinco etapas: Apreciação Diagnose Projetação Avaliação/validação Detalhamento e otimização Aula 32
  235. 235. Profa. Marina Pezzini 1. Apreciação ergonômica > Objetivos Sistematizar o sistema alvo, para mapear, classificar e hierarquizar seus problemas. > Métodos Pesquisa em desk Observação assistemática Modelamento gráfico Problematização ergonômica > Resultados Parecer ergonômico: modelo e descrição do sistema alvo, seus componentes e problemas, e delimitação da intervenção a ser realizada. Aula 32
  236. 236. Modelo do sistema homem-tarefa-máquina-ambiente Profa. Marina Pezzini 1. Apreciação ergonômica > Modelamento gráfico Simplificação do sistema alvo e limitação das variáveis. Sistema alimen-tador Estradas Sistema Saídas alvo Sistema ulterior Restrições Metas Resultados despropo-sitados Ambiente Requisitos Aula 32
  237. 237. Profa. Marina Pezzini 1. Apreciação ergonômica > Problematização ergonômica Descrição clara e operacional das dificuldades ou restrições ergonômicas do sistema. Aula 32
  238. 238. Aula 32 Profa. Marina Pezzini 1. Apreciação ergonômica > Problematização ergonômica Visa classificar os problemas ergonômicos observados, segundo os tipos: Informacionais Acionais Comunicacionais Cognitivos Interacionais Movimentacionais De deslocamento De acessibilidade Urbanísticos Instrumentais Interfaciais Espaciais/arquiteturais/de interiores Físico-ambientais Químico-ambientais Biológicos Naturais Acidentários Operacionais Organizacionais Gerenciais Instrucionais Psicossociais
  239. 239. Profa. Marina Pezzini 2. Diagnose > Objetivos Priorizar os problemas Aprofundar os problemas > Métodos Matriz GUT Observação sistemática Entrevista estruturada Análise da tarefa > Resultados Diagnóstico ergonômico: relação de predições e requisitos ergonômicos para a intervenção a ser realizada. Aula 32
  240. 240. Profa. Marina Pezzini 3. Projetação ergonômica > Objetivos Formular soluções > Métodos Aqui, métodos projetuais de design > Resultados Ergodesign: projeto de um produto, serviço ou sistema que contemple as necessidades ergonômicas do sistema alvo da intervenção. Aula 33
  241. 241. Profa. Marina Pezzini 4. Avaliação ergonômica > Objetivos Avaliar o projeto junto aos stakeholders Identificar equívocos e inadequações > Métodos Testes de usabilidade Questionários de satisfação Grupos de foco Cardápio de ideias > Resultados Otimização ergonômica: relação de refutações e novos requisitos ergonômicos para a adequação da intervenção a ser realizada. Aula 33
  242. 242. Profa. Marina Pezzini 5. Detalhamento ergonômico > Objetivos Registrar e comunicar as soluções Assegurar a pertinência da execução > Metodologia Revisão do projeto Avaliação do público e dos parceiros Otimização da solução > Resultados esperados Memorial descritivo Implementação do projeto (intervenção) Aula 33

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