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Parte 1 linguística geral apresentação

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Apresentação elaborada pela professora Mariana Correia

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Transcript

  • 1. Curso de Preparação para Tradutor/Intérprete da Língua Brasileira de Sinais 6ª Edição
    Linguística Geral
    Prof.ª Esp. Mariana Correia
    marianacorreiail@yahoo.com.br
    http://profmarianacorreia.blogspot.com
  • 2. Parte 1: Introdução aos estudos linguísticos
  • 3. O homem sentiu sempre – e os poetas frequentemente cantaram – o poder fundador da linguagem, que instaura uma sociedade imaginária, animas as coisas inertes, faz ver o que ainda não existe, traz de volta o que desapareceu.
    BENVENISTE apud BENTES e MUSSALIM
  • 4. Mitos de criação
    No princípio, Deus criou os céus e a terra. A terra estava informe e vazia; as trevas cobriam o abismo e o Espírito de Deus pairava sobre as águas. Deus disse: "Faça-se a luz!" E a luz foi feita. Deus viu que a luz era boa, e separou a luz das trevas. Deus chamou à luz DIA, e às trevas NOITE. Sobreveio a tarde e depois a manhã: foi o primeiro dia.
  • 5. O que é linguística?
    A linguística não se limita ao estudo de uma língua específica, nem ao estudo de uma família de línguas.
    A linguística é o estudo científico da língua como um fenômeno natural. É claro que quanto mais avançamos nossos conhecimentos sobre as características das mais variadas línguas naturais, mais bem formamos um entendimento do que é a língua como um todo.
  • 6. O que é linguística?
    A língua é sem dúvida parte da cognição humana. Por isso, a linguística investiga a relação entre língua e pensamento, e suas conexões com nossa capacidade motora, com nossa percepção visual e auditiva, e como essas conexões operam na construção da significação.
  • 7. O que é linguística?
    A língua é também um fenômeno eminentemente social. As línguas emergem sempre que dois seres humanos entram em contato.
    Pelo fato de a língua ser social, a linguística precisa entender as relações entre língua e cultura, entre língua e classes sociais, e entre uma língua e outras línguas que estão em contato com ela. Essas relações são importantes porque elas estão associadas a alguns fenômenos de grande interesse, como a variação e a mudança linguísticas.
  • 8. O que é linguística?
    A lingüística não tem um caráter prescritivo ou normativo.
    Seu objetivo não é proteger a língua de mudanças, de influências de outras línguas, nem privilegiar as formas mais “cultas” de uma língua, em detrimento de formas mais “populares”. A lingüística é uma ciência empírica. O lingüista observa e descreve as línguas exatamente como elas se apresentam para ele, sem qualquer juízo de valor. O lingüistatambém busca explicações para a capacidade que as pessoas têm de falar ou sinalizar e para a capacidade que elas têm de compreender uma língua, e para o conhecimento que qualquer falante tem a respeito dos sons ou gestos, das palavras, das sentenças, dos discursos e dos textos de sua língua. A lingüística é, então, uma ciência descritivo-explicativa.
  • 9. O que é linguística? (Teorias)
    Cada definição de língua precisa ser entendida no âmbito de uma teoria particular.
  • 10. Justificativa das teorias
    As teorias são lentes que nos ajudam a perceber peculiaridades da língua, que passam despercebidas quando estamos fazendo uso dela em nosso dia-a-dia.
    O objeto é definido pela teoria, pois é ela que define o objeto e não o objeto que define a teoria.
    Taças
  • 11. O que estuda?
    Não é correto pensarmos que a língua é algo que podemos observar. Aquilo que nós observamos são produções linguísticas, manifestações externas da língua, mas não a língua ela mesma.
    Nós percebemos sentenças ou discursos em português ou LIBRAS, mas não o português ou a língua de sinais brasileira em si, não o sistema de princípios, regras e valores que torna a produção linguística possível. É por isso que precisamos das teorias. São elas que nos ajudam a chegar à língua, a partir das produções linguísticas que podemos perceber e observar.
    Colete
  • 12. Como estuda? Linguística X Gramática
    Definições de gramática
    Podemos definir o entendimento do conceito de gramática de três formas:
    - Internalizada: saber linguístico que o falante de uma língua desenvolve na própria atividade linguística.
    - Prescritiva: como o conjunto de regras (Gramática Tradicional) que determina como as relações dentro das sentenças deve ser feita.
    -Descritiva: como o uso efetivo observável em produções linguísticas.
  • 13. Gramaticalidade e Agramaticalidade
    Os usuários da língua são capazes de detectar claramente as construções que gramaticais e agramaticais. Observe os exemplos abaixo e anote aqueles que julgar agramaticais:
    O pastor da minha vizinha alemão pegou.
    O pastor alemão da minha vizinha pegou o jornal.
    O cão de guarda estava machucado.
    O cão estava machucado de guarda.
    O pastor alemão é um ótimo cão de guarda.
    O machucado morreu homem.
    As flores de plástico não morrem.
    Têm pessoas de barata medo.
  • 14. Gramaticalidade e Agramaticalidade
    As orações: 1, 4, 6, 8
    Não estão de acordo com a organização estrutural da língua portuguesa, por isso, são agramaticais de acordo com o conhecimento da língua que, nós, usuários, temos.
  • 15. Linguística X Gramática Tradicional
    Linguística:
    Não prescritiva,
    Empírica (baseada na observação)
    Descritiva,
    Acompanha as mudanças.
    Gramática Tradicional:
    Prescritiva.
    Normativa,
    Não acompanha as mudanças,
    Baseada nas tradição gramatical.
  • 16. Qual o campo de conhecimento? (intersecções e combinações)
    Cada uma das interfaces da linguística com outras ciências vai dar uma definição de língua que privilegia um de seus múltiplos aspectos:
    A interface entre a lingüística e a biologia vai preferir definir a língua como parte da dotação genética da espécie humana;
    A interface da lingüística com a sociologia, vai dar mais ênfase aos aspectos sócio-culturais da língua;
    A interface da lingüística com a psicologia vai definir a língua como parte da cognição humana.
  • 17.
  • 18. Parte 1
    comunicação
  • 19.
  • 20. Comunicação humana
    Quem não se comunica se trumbica!
  • 21. Comunicação Verbal
    É aquela feita através de palavras, seja em discursos orais como em comunicações por escrito. Ou seja, são aquelas que utilizam o código escrito para a mensagem.
  • 22. Comunicação Não-verbal
    Há uma complementação das verbais, pois, ao ser emitido uma comunicação verbal, também se está emitindo mensagem não-verbal;
    Como as comunicações por mímicas (nas quais se empregam as mãos, os gestos, a face, o corpo), as comunicações pelo olhar (as pessoas entendem-se através do olhar).
    Também há as comunicações posturais (a postura do corpo ou atitudes indicam uma mensagem da qual se é pouco consciente).
    Por fim, as comunicações conscientes e inconscientes (ao comunicar por meio da fala, os gestos podem estar demonstrando ao contrário do que se está expressando).
  • 23. Elementos da comunicação
    Emissor: aquele que envia a mensagem.
    Receptor: aquele que recebe a mensagem.
    Mensagem: conteúdo das informações transmitidas.
  • 24. Elementos da comunicação
    Código é o sistema de símbolos, signos ou sinais que, por convenção prévia, se destina a representar e a transmitir a informação entre a fonte dos sinais (emissor) e o ponto de destino (receptor).
    Canal: meio pelo qual a mensagem é transmitida.
    Referente: é o objeto ou contexto sobre o qual a mensagem se refere.
  • 25. Esquema de comunicação
  • 26. Comunicação Verbal e Não-Verbal
  • 27. Comunicação, Linguagem, Língua e Linguística
    A comunicação humana o se dá através da linguagem e da língua (que é uma parte dela) e a linguística estuda as manifestações da língua de acordo com o objeto definido pela teoria utilizada.
  • 28.
  • 29. Referências
    BAGNO, Marcos. Preconceito Linguístico: O que é e como se faz. 52ª Edição. Edições Loyola, 2009. 207 p.
     DUBOIS, Jean et al. Dicionário de Linguística. São Paulo: Cultrix, 2004. 653 p.
     FIORIN, José Luiz (org.). Introdução à Linguística – I Objetos teóricos. 6 ed. São Paulo: Contexto, 2010. 227 p.
     FIORIN, José Luiz (org.). Introdução à Linguística – II Princípios de análise. 4 ed. São Paulo: Contexto, 2010. 227 p.
    MEDEIROS, Janaína. O poder da palavra no Egito. Disponível em: http://www.slideshare.net/marianacorreiail/o-poder-da-palavra-no-egito
     MUSSALIM, Fernanda e BENTES, Anna Christina (org.). Introdução à Linguística: Domínios e fronteiras. Volume 1, 2 e 3. 9 ed. São Paulo: Cortez, 2011. 294 p.
    REITER, Aírton Júlio. Caderno de Estudos: Fundamentos da Linguística. Indaial: Editora ASSELVI, 2007. 136 p.
    SPARANO, Maria Cristina de Távora. Linguagem e significado: O projeto filosófico de Davidson. Coleção filosofia 164. Edipucrs, 2003. 208 p.
    VIOTTI, Ivani. Temática 1: O que é linguística. Os conceitos de Língua e Linguagem. Curso de Licenciatura em Letras-LIBRAS – UFSC. Disponível em: http://www.libras.ufsc.br/hiperlab/avalibras/moodle/prelogin/index.htm. Acessado em: 10/09/2011.
    VIOTTI, Ivani. Temática 2: A língua para Fernidand de Saussure. Curso de Licenciatura em Letras-LIBRAS – UFSC. Disponível em: http://www.libras.ufsc.br/hiperlab/avalibras/moodle/prelogin/index.htm. Acessado em: 10/09/2011.
    VIOTTI, Ivani. Temática 3: A língua para Noan Chomsky. Curso de Licenciatura em Letras-LIBRAS – UFSC. Disponível em: http://www.libras.ufsc.br/hiperlab/avalibras/moodle/prelogin/index.htm. Acessado em: 10/09/2011.
    VIOTTI, Ivani. Temática 4: Linguística Geral. Curso de Licenciatura em Letras-LIBRAS – UFSC. Disponível em: http://www.libras.ufsc.br/hiperlab/avalibras/moodle/prelogin/index.htm. Acessado em: 10/09/2011.