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    • Prefeitura do Município de São Bernardo do Campo Secretaria de Educação Departamento de Ações Educacionais SE.11 - Divisão de Ensino Fundamental e InfantilI – IDENTIFICAÇÃO DA UNIDADE ESCOLAR 4
    • 1. Histórico da Escola 52. Biografia da Patrona da Unidade Escolar 63. Quadro de Identificação dos Funcionários 74. Quadro de Organização das Modalidades 9II – CARACTERIZAÇÃO E PLANO DE AÇÃO PARA OS SEGMENTOS DEATUAÇÃO DA ESCOLA 101. Concepção Pedagógica 102. Caracterização da Comunidade 113. Comunidade Escolar 12 3.1. Caracterização 12 3.2. Avaliação da comunidade sobre o trabalho realizado pela escola em 2011 13 3.3. Plano de Ação para Comunidade Escolar 14 3.4. Avaliação 154. Equipe Escolar 15 4.1. Caracterização 15 4.1.1. Quadro de Identificação dos Professores e Auxiliares em Educação 17 4.1.2. Plano de Formação do Professor e Auxiliar em Educação 18 4.1.3. Avaliação do Plano de Formação 2012 20 4.1.4. Avaliação do Plano de formação 2011 21 4.2. Funcionários 22 4.2.1. Caracterização 22 4.2.2. Quadro de Identificação dos Funcionários de Apoio 23 4.2.3. Plano de Formação dos Funcionários de Apoio 24 4.2.4. Avaliação do Plano de Formação 245. Conselho de Escola 24 5.1. Caracterização 24 5.2. Plano de Ação do Conselho de Escola 25 5.3. Avaliação do Plano de Formação 266. Associação de Pais e Mestres 26 6.1. Caracterização 26 6.2. Plano de Ação Associação de Pais e Mestres 26 6.3. Plano de aplicação de Recursos Financeiros 27 6.4. Avaliação do Plano de Formação 27III – ORGANIZAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DO TRABALHO PEDAGÓGICO 271. Objetivos 27 1.1.Objetivo da Educação Básica 27 1.2. Da Educação Infantil 272. Levantamento de Objetivos Gerais e Específicos 283. Levantamento dos Objetivos e Conteúdos por Área do Conhecimento 314. Avaliação das Aprendizagens dos Alunos 82 4.1. Educação Infantil 82 2
    • 5. Acompanhamento dos Instrumentos Metodológicos 835.1. Planejamento 835.2. Registro 835.3. Organização dos registros da ação formativa da equipe gestora 836. Reunião com pais e Período de adaptação 83 6.1. Reunião com pais 83 6.2. Acolhimento 857. Atendimento Educacional Especializado (A.E.E) 868. Projetos Coletivos da Unidade Escolar 878.1. Baú de histórias 878.2. O Nordeste também é aqui! 898.3. Mostra Cultural e Dia da Família 90IV. REFERÊNCIAS 91V. ANEXOS 91 1. Descrição da Estrutura Física da Escola 91 2. Materiais Pedagógicos e Equipamentos 92 3. Calendário Escolar Homologado 94I- Identificação da Unidade Escolar 3
    • Escola Municipal de Educação Básica “MARIANA BENVINDA DA COSTA”Rua Aureliano de Souza, 01Bairro.Ferrazópolis – São Bernardo do Campo - Cep: 09781-120Tel. 4127-3997 / 4339-5459E-mail: mariana.benvinda@saobernardo.sp.gov.brCIE: 077525Equipe Gestora: Diretora – Priscila de Brito Coordenadora Pedagógica – Andréa Cristiane de Oliveira PAD (Professor de Apoio à direção) – Circe Guarnieri RuoccoOrientadora Pedagógica: Mara Lúcia Finocchiaro da SilvaModalidade de Ensino: Educação InfantilPeríodos e horários de funcionamento da escola: Manhã das 7h30 às 11h30 Tarde das 13h00 às 17h00Horário de atendimento da secretaria: 7h30 as 17h00 1. Histórico da Escola 4
    • As instalações dos Centros de Convivência refletem a concepção de Política Educacionalda Secretaria de Educação e Cultura em 1989. Concebidos como um espaço integrado deeducação, lazer e cultura, foram construídos o Centro de Convivência D. Jorge, no Areião; oCentro Convivência do Battistini e a nossa escola, Mariana Benvinda da Costa, noFerrazópolis. A escola foi inaugurada em 23 de fevereiro de 1992, atendendo à demanda popular,recebendo essa denominação por escolha da comunidade. Nos anos de 1994, 1995, 1996, a quadra de esportes foi utilizada para instalar asfamílias de pessoas desse e de outros bairros, desabrigadas pelas enchentes. A situaçãoprejudicou muito o funcionamento da EMEB, se por um lado, nos dois primeiros anos nos levoua produzir projetos educativos discutindo questões do meio ambiente, tipos de moradia, formasde melhorar a vida do bairro, por outro, acomodou o poder público durante 06 meses. Ao longode todo o ano de 1996 foram abrigadas cerca de 200 pessoas e os transtornos inumeráveis. Em 2003 a quadra de esportes foi reformada pela Secretaria de Esportes e constitui umespaço importante para a comunidade que tem atividades desenvolvidas por professores quelecionam várias modalidades esportivas para os jovens, crianças e ginástica feminina. No iníciode 2005 o espaço da quadra foi ocupado novamente para o alojamento de desabrigados pelaschuvas. As famílias foram levadas para um novo alojamento provisório a partir de abril e aquadra foi reformada novamente. Na trajetória pedagógica da escola, observamos que a partir de 1999 começamos aelaborar com a denominação de Projeto Pedagógico Educacional o novo norteador para otrabalho a ser desenvolvido na escola junto a seu entorno. Até então, produzíamos o Plano deTrabalho Anual no qual constavam aspectos legalmente determinados para o funcionamento daescola e nos amparávamos pedagogicamente na Proposta Curricular da Rede produzida em1989. Ressaltamos, ainda, que desde os planos de trabalho produzidos em 1993 registramos 5
    • no grupo de educadores uma forte disposição em participar nos momentos de formação - naépoca restritos às reuniões pedagógicas – e nas discussões que norteavam nossas ações. Todo ano em nosso PPP apontamos, a partir da avaliação da comunidade e da equipeescolar, um projeto coletivo a ser desenvolvido nas diferentes turmas durante o ano e queculminará na “Mostra Cultural” da Unidade em meados do último trimestre. Nossa primeiramostra Cultural foi em 1993 “A escola e sua importância em nossa vila”, e na sequencia “Aconstrução da casinha” (94), “Os povos do mundo e as diferentes culturas” (95), “Arte na pré-escola – Os pintores” (95), “O supermercado” (96), “Música” (97), “Feira: Da produção avenda” (Semi 98), “Livro de poesia” (98), “Livro da mãe” (98), “Folhetos com as brincadeirasfavoritas da turma” (98), “Lojinha entre classes” (98), “Uma viagem pelo corpo humano” (99),“Arteiros e artistas” (2000), “A diminuição do lixo: Uma proposta de reutilização e reciclagem”(2001), “Diferentes povos das diferentes culturas do mundo” (2002), “Comunicando,comunicação” (2003), “A Melhora do Meio Ambiente” (2004) , “Aprender e Criar é sócomeçar”(2005), “Sons, Cores e Histórias que acontecem no Mariana Benvinda ” (2006),“Sensações e Emoções: quem vier sentirá” (2007), “Diversidade é que é legal!” (2008); Ciranda,cirandinha vamos todos cirandar...brincar...cantar...desenhar...pintar...cozinhar (2009); Ummergulho no mar de aventuras: brincadeiras, artes, animais, corpo humano, quadrinha e horta(2010); Explorando a vida no planeta Mariana: nossos saberes, sabores, ceres, cores, formas ebrincadeiras (2011); 2. Biografia da Patrona da Unidade Escolar Mariana Benvinda da Costa era filha de Francisco Benvindo da Costa e Maria Teresa de Jesus. Era casada com Francisco de Assis Gomes, com o qual teve sete filhos: Maria Gerciana Gomes, José Gercion Gomes, Antônia Gernecir Gomes, Francisco Genival Gomes. Expedito Geneplides Gomes, Maria das Dores Gomes e Antonia Gildenea Gomes. Veio do Ceará para São Paulo em agosto de 1972. Como todos os nordestinos, à procura de melhores condições de vida. Chegando aqui, entrou logo na comunidade da Igreja, que já era preferida como entidade de luta, desde os tempos do Ceará.Em 1981, filiou-se ao partido dos trabalhadores e a partir daí começou a participar das lutas,reivindicando melhorias para a Vila Ferrazópolis, principalmente na parteLuta por escolas, asfalto, ônibus, entre outras. /foi uma das fundadoras do Posto de leite deFerrazólis, participando da Comissão de mulheres. Foi e ainda é muito conhecida e amada portodos. Mãe exemplar, tendo nascido em 30 de janeiro de 1933 e falecido em 18 de fevereiro de1985. 6
    • 2. Quadro de Identificação dos FuncionáriosNome Matrícula Cargo Horário FériasPriscila de Brito 25.869-0 Diretora 7h15 – 17h15 JaneiroAndréa Cristiane de Oliveira 35.350-3 Coordenadora Pedagógica 8h – 17h JaneiroCirce Guarnieri Ruocco 9.571-3 PAD 8h30 – 17h30 JaneiroLaudemir Carlos Ribeiro 30.518-6 Oficial de escola I 7h30 - 16h30 JunhoAline Barbosa 31.130-5 (M) Professora 7h30 - 11h30 JaneiroAline Barbosa 32.658-6 (T) Professora 13h - 17h JaneiroCamila Morpanini 37.240-6 Professora 7h30 – 17h JaneiroCristiane Aparecida P. Gonçalves 37.196-3 Professora 7h30 – 17h JaneiroCristiane da Silva Lima 37.194-7 Professora 7h30 – 17h JaneiroElaine Neves de Andrade 26.631-6 Professora 7h30 - 11h30 JaneiroEliana Naldi de Assis Leal 31.188-4 Professora 7h30 - 11h30 JaneiroFátima Cristina Gastaldo 33.974-9 Professora 13h - 17h JaneiroJoesilvia da Silva Vigatto 31.740-8 Professora 7h30 - 11h30 JaneiroJoyce Rodrigues da Costa 61.758-5 Professora 7h30 – 17h JaneiroKaren Cristina M. S. de Lima 37.300-4 Professora 7h30 – 17h JaneiroKatia de Almeida Benites da Costa 31.095-1 Professora 7h - 15h JaneiroLeilane Fernandes 35.159-3 Professora 13h - 17h JaneiroMaria do Socorro de Figueiredo 61.784-4 Professora 13h - 17h JaneiroMaria Juciana Bezerra Moura 37.235-9 Professora 7h30 – 17h JaneiroSandra Cistina G. da Cunha 33.341-8 Professora 7h30 - 11h30 JaneiroSocorro Keille N. de Souza 33.489-6 Professora 13h - 17h JaneiroTatiana Rodrigues Celian dos Santos 18.367-1 Professora 7h30 – 11h30 JaneiroAna Lucia Ferraz da Silva 61.524-0 Professora AEE 13h – 17h JaneiroRoberta Giubilato de Paula 34.336-4 Professora AEE 7h30 – 11h30 JaneiroDaniele Cristina Viotto 34.323-3 Auxiliar em educação 7h30 – 16h30 JaneiroPriscilla Lucena Felippe Vendruscolo 34.548-9 Auxiliar em educação 7h30 – 16h30 Janeiro 7
    • Ana Cristina de Sousa 77.002-0 Estagiária em pedagogia 13h - 17h JaneiroBárbara Ane Ferreira Gomes 77.653-9 Estagiária em pedagogia 13h – 15h JaneiroCamila Aparecida Mioto Lopes 77.251-9 Estagiária em pedagogia 7h - 11h30 JaneiroElaine Cristina L. de Oliveira 77.663-6 Estagiária em pedagogia 7h - 12h JaneiroAureni Batista da Silva COAN Merendeira 6h30 – 16h18 JaneiroSilvana Rodrigues dos Santos COAN Merendeira 7h – 16h48 JaneiroSuzana Brito Felipe de Oliveira COAN Merendeira 7h – 16h48 JaneiroAndreia Quaresma dos Santos 61.262-4 Auxiliar de limpeza 6h30 – 15h30 JaneiroEdileusa Nunes da Silva 61.302-8 Auxiliar de limpeza 8h – 17h FevereiroLucielia Nascimento Barros 62.338-0 Auxiliar de limpeza 6h30 – 15h30 MaioMarlene de O. Silva Lindovino 60.914--4 Auxiliar de limpeza 6h30 – 15h42 JaneiroSilvana Aparecida da S. Perigo 61.033-9 Auxiliar de limpeza 8h30 – 17h30 JaneiroSuellen Barreto Peranovich 35.323-6 Aux Biblioteca 8h – 17h AbrilEdna Aparecida Valeriano Projeto Contadora de histórias 8h – 12h JaneiroLuíz Fernandes da Silva 10.495-8 Vigilante Noturno A definirNelson Feliciano Silva 22.177-0 Vigilante Noturno A definir 3. Quadro de Organização das Modalidades 8
    • Período Agrupamento Turma Professora Apoio Total de alunos por Total de alunos por Termo turma período Infantil – II 3A Tatiana Rodrigues Celian dos Priscilla Lucena F. Vendruscolo 23 Santos Infantil – II 3B Kátia de Almeida Benites Daniele Cristina Viotto 23Manhã Joyce Rodrigues da Costa (Subst.) Infantil – III 4A Elaine Neves de Andrade 24 1868 turmas Infantil – III 4B Cristiane Aparecida P. 21 Gonçalves Infantil – IV 5A Joesilvia da Silva Vigatto 23 Infantil – IV 5B Cristiane da Silva Lima Elaine Cristina L. de Oliveira 23 Infantil – V 6A Aline Barbosa (M) Camila Aparecida Mioto Lopes 25 Infantil – V 6B Sandra Cristina G. da Cunha 24 Infantil – II 3C Eliana Naldi de Assis Leal Daniele Cristina Viotto 23 Infantil – III 4C Maria Juciana Bezerra Moura Priscilla Lucena F. Vendruscolo 24 Infantil – III 4D Karen Cristina M. S. de Lima 25 Tarde Infantil – IV 5C Camila Morpanini Bárbara Ane Ferreira Gomes 25 Infantil – IV 5D Leilane Fernandes 28 205 Infantil – V 6C Socorro Keille N. de Sousa 288 turmas Infantil – V 6D Aline Barbosa (T) Ana Cristina de Sousa 24 Infantil – V 6E Fátima Cristina Gastaldo 28 Total de alunos Total de turmas 16 atendidos pela escola 391 9
    • II – CARACTERIZAÇÃO E PLANO DE AÇÃO PARA OS SEGMENTOS DE ATUAÇÃODA ESCOLA 1. Concepção PedagógicaCriançaA criança é sujeito de direito, ativa em seu processo deaprendizagem, interage com o meio interpretando eapreendendo o mundo a partir de suas vivências e decaracterísticas próprias peculiares do seu processo dedesenvolvimento.Todos são capazes de aprender, observando o princípio dainclusão e das necessidades individuais de cada criança.O aluno é considerado como centro do processo deaprendizagem, portanto é a partir de seus conhecimentos e dascaracterísticas de sua faixa etária, que elencamos os objetivos epropostas a serem desenvolvidos durante o ano letivo.Ensino O ensino é concebido considerando a criança como sujeito de direitos e como tal érespeitada no seu direito a aprender, no seu estágio de desenvolvimento, nosconhecimentos e cultura que traz consigo, nos seus interesses e necessidades deaprendizagem. A instituição de Educação Infantil deve oferecer às crianças condições deaprendizagens que ocorrem nas brincadeiras e aquelas advindas de situaçõespedagógicas intencionais ou aprendizagens orientadas pelos adultos. A intencionalidade educativa deve nortear as ações do professor na escola. Paraque as aprendizagens se efetivem, é necessário o respeito às necessidades epossibilidades de cada um, observando o princípio da diversidade. A construção do vínculo entre educador e aluno requer do educador que estejacomprometido com o outro, com suas necessidades e confiante na capacidade deaprendizagem dos alunos. Todas as pessoas que trabalham na escola devem serentendidas como educadoras.Aprendizagem A aprendizagem se dá na interação do sujeito com o meio a partir de sua necessidade, interesse e estímulo. A criança aprende vivenciando experiências significativas da sua cultura. Quanto mais ricas forem as experiências proporcionadas a ela melhor será a qualidade de sua aprendizagem. No ambiente escolar essa aprendizagem não ocorre de forma espontaneísta. É preciso criar situações de aprendizagem nas quais os alunos coloquem seus conhecimentos em xeque, relacione o que sabe com os novos desafios apresentados pelo professor, em um movimento de desconstrução e reconstrução de saberes. 10
    • 2. Caracterização da Comunidade As casas mais próximas da escola são de alvenaria, muitas delas sobrados;servidos por rede de água, esgoto e eletricidade. As mais afastadas, localizadas no JardimLimpão, têm infra-estrutura precária, pois o local é uma comunidade que está passandopor um processo lento de urbanização. Muitos barracos estão em áreas de risco e a redede serviço de saneamento ainda é muito reduzida. O Bairro conta com uma pequena estrutura de serviços, esporte e cultura. No terreno localizado atrás da escola, existe uma Quadra de Esportes daPrefeitura que oferece algumas atividades para crianças e adultos sob coordenação deprofessores como ginástica, escolinha de futebol e outros esportes como basquete evoleibol Há uma Sociedade Amigos do Bairro e as benfeitorias conseguidas resultam, emgrande parte, das ações organizadas da Sociedade, responsável direta pelo asfaltamento,iluminação das ruas, criação de escolas, compras comunitárias... e comércios em geral(sacolão, açougue, farmácia, mini-mercados...). A população do bairro também conta com uma Unidade Básica de Saúde (comatendimento diário de pediatras e tratamento odontológico para as crianças. A psicólogadestina um dia no mês para o agendamento das sessões para atendimento dapopulação), um Posto Policial e várias linhas de transporte coletivo realizado pelasempresas: Transbus, SBC Trans, Viação Riacho Grande e Viação ABC. Em relação aos serviços educacionais públicos prestados à comunidade temos asEMEBs Antônio José Mantuan e Manuel Torres de 0 a 3 anos; Di Cavalcanti, HyginoBatista de Lima, Mariana Benvinda da Costa e Maurício Caetano de Castro de 3 a 6 anos;André Ferreira, José Luiz Jucá e Mário Martins de Almeida, ensino fundamental, EscolaMunicipal de Iniciação Profissional Miguel Arraes de Alencar e as Escolas Estaduais LuizaCollaço e Maria Cristina S. Miranda, a partir do 5º ano. O bairro dispõe apenas dos serviços de Bibliotecas Escolares Interativas situadasnas EMEBs: Di Cavalcanti, Hygino Batista de Lima, Mariana Benvinda da Costa, AndréFerreira, José Luiz Jucá e Mário Martins de Almeida, que realizam o atendimento àcomunidade uma vez por semana. Cabe ressaltar que o atendimento à comunidade nas Bibliotecas Interativas nasEMEBs, é realizado por um auxiliar de biblioteca. Atualmente o atendimento à Comunidade nesta unidade é realizado às segundas –feiras, das 8h00 as 16h30 onde são realizados empréstimos e uso para leitura dosperiódicos e acervo. 11
    • 3. Comunidade Escolar 3.1. Caracterização Pelos dados estatísticos, temos aproximadamente sessenta por cento das famíliasprovenientes da região sudeste, com predominância de São Paulo, aproximadamentetrinta e sete por cento da região nordeste e o restante das demais regiões. A média deidade dos pais está entre 20 e 30 anos. Esse dado sobre a origem das famílias demonstrauma mudança nos últimos anos, pois estas eram oriundas em sua maioria da regiãonordeste. Outro dado relevante sobre a mudança de vida das pessoas é o grau deescolaridade. Em anos anteriores a escolaridade chegava às séries iniciais. Atualmentea maioria possui o ensino fundamental e médio completo, sendo que a segundamodalidade tem maior representatividade entre as famílias do que a primeira, diminuindoprogressivamente os que não finalizaram seus estudos nessas modalidades. A maioria dos pais e mães está no mercado de trabalho, sendo queaproximadamente setenta e quatro por cento tem carteira assinada, fato esse querepresenta uma migração da economia informal para formal. Em algumas famílias osustento advém de outros membros como avós, tios e primos. A proporção entre mães epais trabalhadores praticamente se equipara. A média de pessoas que moram junto com a criança na casa é de três a quatro. Naausência dos pais durante o período que estão trabalhando e as crianças não estão naescola quem fica com as mesmas em sua maioria é a mãe, avó, irmãos, pai, tias, vizinhose babá, nessa ordem de prioridade que estão citados. As famílias possuem como lazer as visitas às casas dos parentes, a participaçãonos cultos religiosos, passeios a parques públicos e ocasionalmente a cinemas eshoppings, sendo que esses dois últimos itens representam uma minoria dospesquisados. Quanto à escolha religiosa um quarto dos pesquisados são evangélicos e a maioriase declara católico. Em relação ao acesso aos meios de comunicação, a televisão ainda é a forma maisacessível de informação e lazer, seguida do rádio e internet, que ocupam a mesmaentrada nas casas. O jornal e revista embora apareçam, são os meios menos utilizados.Telejornais, seguidos de novelas e filmes são os mais vistos pelos adultos enquanto osprogramas dos canais abertos como Bom dia e companhia, Tv Globinho, Maisa, Xuxa,Chaves e Chapolim são os de preferência das crianças. A TV cultura mesmo quetimidamente aparece nas pesquisas. Quanto ao acesso das crianças em relação aos diferentes periódicos e materiaisgráficos, as famílias apontam que as crianças têm acesso a livros e revistas para coloriralém de materiais como lápis de cor, giz de cera e canetas. Os portadores textuais que circulam na comunidade são panfletos desupermercado, pizzaria, religiosos, planos de saúde, padaria e mercadinho, nesta ordemem que estão citados. 12
    • Quanto às manifestações artísticas a comunidade aponta o artesanato como omeio cultural mais conhecido. Menos da metade dos entrevistados dizem ter acesso aoguia cultural da cidade. Quanto a APM e Conselho de escola e associações de bairro a maioria diz nãopoder participar por motivos de trabalho e falta de tempo. Também dizem não saber quaissão os assuntos tratados nessas reuniões. Quando consultados quanto à preferência em relação ao horário da reunião de paise mestres, a maioria informa que tem preferência para o período em que a criança está naescola. A caracterização da comunidade incide diretamente na forma de como a escolapensa seu planejamento. A pesquisa sobre as manifestações culturais e a origem dasfamílias veio ao encontro às propostas pensadas pela equipe escolar nas primeirasreuniões pedagógicas do ano letivo. Embora os pais de nossos alunos sejam em grande parte de São Paulo, a influêncianordestina ainda é muito forte na comunidade, visto que os avós dessas crianças sãooriundos dessa região. Nosso eixo de trabalho para esse ano incidirá sobre a valorizaçãoda cultura local. Os saberes da comunidade, suas vivências e conhecimentos serãoconsiderados e inseridos como etapas dentro das propostas pedagógicas e no ProjetoColetivo da Unidade Escolar, que terá como foco o Centenário de Luiz Gonzaga e aCultura Nordestina. Em relação aos portadores textuais que as famílias disseram ter acesso nacomunidade, obtivemos dados que nos auxiliarão em nossa formação com osprofessores. Nossa reflexão será acerca das concepções que envolvem o letramentodentro da escola e melhores propostas para trazermos as diferentes leituras econhecimentos sobre o mundo letrado que as crianças possuem para dentro escola esubstituirmos gradativamente as atividades escolarizadas e sem contextualização quemuitas vezes aparecem em nossas rotinas. 3.2 - Avaliação da comunidade sobre o trabalho realizado pela escola em 2011 Aspectos positivos: - Brincadeiras e desenvolvimento das crianças; - A responsabilidade de todos para com as crianças; - Criatividade e diversidade das atividades; - Oficina de artes, Mostra cultural e peça de teatro; - Forma de avaliar as crianças; - Dedicação, carinho, e compreensão dos professores em relação às crianças; - Desenvolvimento, socialização, independência; - A escola está de parabéns; - Uma escola ótima, em relação a todo aprendizado, lazer, educação, a cada ano que passa vem melhorando; - A prender a compartilhar; - Tudo foi bom, principalmente o atendimento para comunidade; - Os momentos de acolhimento em que precisou da escola; 13
    • - Apreciação das oficinas e mostra cultural; - Os passeios realizados; - Professores maravilhosos; - O filho se expressa melhor, mais companheiro; - Tranquilidade em deixar o filho na escola; - Clareza nas ações da escola; - Ótimo relacionamento entre professores e alunos; - Limpeza e organização da escola; - Conhecimento transmitido às crianças. Aspectos a serem melhorados? - Algumas professoras não verificam a lista de pessoas autorizadas na hora da saída, gerando problemas de segurança às famílias; - Mais passeios; - Priorizar os cuidados com as perdas das roupas das crianças, que mesmo com nome acabam se misturando; - Transporte escolar devido ao transito da rua, problemas com atropelamento; - Volta do período integral; - Reforma das salas de aula; - Ao invés do lanche deveria ser almoço; - Horário das reuniões, pois em todas as escolas é o mesmo horário; - Oferta da merenda deveria ser melhor; - Mais frutas na merenda; - Limpeza das salas, passar pano úmido para tirar o pó, a limpeza deixa a desejar. - Melhorar o parque, acrescentar mais brinquedos; - Atualização de métodos de ensinamento; - Melhorar a oferta de material escolar; - A integração dos pais no acompanhamento dos filhos dentro da instituição de ensino; - Ter festas: de aniversário, festa junina; - O chão deve ser trocado; - Entrega dos uniformes muito atrasada; - Muro do parque muito baixo, com perigo de outras crianças ou adultos entrarem na escola; - Tempo de chuvas de verão abrir os portões mais cedo para que as crianças não cheguem em casa molhadas; - Troca constante de professoras; - Participação dos pais nos passeios; - Melhorar a circulação dos GCM’s na escola; - Os eventos só aos sábados dificultou a participação de alguns pais. 3.3. Plano de Ação para Comunidade EscolarJustificativa: Considerando a caracterização do bairro e da comunidade escolar;juntamente a importância da escola como espaço de vivência cultural e valorização dosvínculos, a escola além dos momentos formativos em reunião de pais, Reuniões deConselho de Escola e APM, planejará dois sábados com atividades de integraçãofamília/escola, sendo ambos focados no Projeto Político Pedagógico da Unidade Escolar. 14
    • O primeiro como disparador sobre a temática e o segundo culminado em uma mostracultural para compartilhar com as famílias o trabalho desenvolvido ao longo do ano. Outraação da Unidade é a divulgação dos eventos culturais desenvolvidos na escola, no bairroe na cidade, assim como um boletim informativo bimestral sobre as ações do conselho deescola e APM.Objetivos:Socialização entre as famílias;Estreitar o vínculo com a equipe escolar;Interagir com o espaço escolar;Compartilhar o trabalho desenvolvido pela escola;Contribuir para o processo de ensino e aprendizagemAções propostas:- Compartilhar com os pais o trabalho desenvolvido com os alunos através de murais,exposições, mostra cultural, apresentações, Reuniões de pais, entre outros;- Reuniões de pais formativas;- Divulgação dos eventos culturais da Unidade Escolar, do bairro e da cidade;- Boletim informativo bimestral com as ações desenvolvidas pela APM e Conselho deEscola;Responsáveis: Equipe de gestão, professores e funcionários 3.4. AvaliaçãoA avaliação será realizada durante o desenvolvimento das atividades, onde valorizaremosa participação, interesse, observações e comentários da comunidade. Em algunsmomentos pontualmente e outros através de espaços como reuniões com pais, reuniõesda APM e Conselho e outro momento específico planejado pela equipe de gestão compesquisas e registros ao término do plano de ação. 4. Equipe Escolar 4.1. Caracterização A remoção de trouxe um novo quadro de professores para Unidade Escolar, dosdezesseis que aqui estavam em 2010, oito permaneceram e os demais ingressaramnesse ano em nossa EMEB. Em 2012, tivemos a chegada de cinco novas professoras de40h oriundas do último concurso, assim como a troca das professoras substitutas. Desses professores que estão em nossa Unidade, sete possuem magistério, sendoque dois deles como formação prioritária e os demais deram continuidade a sua formaçãoem nível superior, sendo onze em pedagogia, dois superior normal e um em direito.Temos dois professores que concluíram a especialização nas áreas de educação inclusivae educação infantil. 15
    • A forma buscada pela maioria dos professores para a atualização profissional sãocursos, livros, reportagens e troca entre parceiros. Os cursos em horário apareceram commenos freqüência, acreditamos que isso se deva em partes, devido a quantidade decursos oferecidos pela secretaria de educação. Tratando-se de atualização via periódicos, os professores apontaram comointeresse a revista nova escola. Pensando na utilização deste material como fonte deformação, estamos compartilhando em HTPC, como objeto de reflexão sobre os temasabordados, textos não só desta revista, mas também periódicos como Avisalá, Pátio, NovaEscola Gestores, entre outras, além de textos retirados de livros e materiais de divulgaçãoEducacional. Esta é uma forma de problematizarmos e estabelecermos relação entre oque o professor está lendo e sua prática, além de construirmos um olhar crítico a respeitodas reportagens lidas. São professores com experiência na educação, cinco destes possuem até cincoanos de docência de 4 a 6 anos, seis possuem de cinco a dez anos de experiência.Quanto a educação de 0 a 3 anos seis professores possuem experiência inferior a 6 anos. Um percentual significativo de nossos docentes, dez professores, possuemexperiência também no ensino fundamental, do primeiro ao quarto anos, quatroprofessores são ingressantes na educação infantil e possuem três anos ou menos namodalidade, o que nos remete a uma demanda formativa focada nas aprendizagens enecessidades para essa faixa. Quanto aos eventos culturais, todos os professores relatam que tem acesso aosmesmos, no entanto a periodicidade é maior ao cinema, sendo que teatro, exposições,shows, livrarias e bibliotecas a regularidade é escassa. Em relação às expectativas do grupo, as questões pertinentes a atualização eaprimoramento estão entre as mais citadas a curto e médio prazo. Alguns anseiam cursara pós-graduação, uma segunda especialização e até mesmo o mestrado. As condiçõessalariais e a valorização fazem parte das aspirações da maioria dos professores, assimcomo o investimento por parte da secretaria na formação continuada. Alguns professoresdesejam a longo prazo atuar na gestão escolar assumindo outras funções dentro daescola. A inclusão também é fator preocupante para os professores que almejam melhorescondições de atendimento às crianças, formação apropriada, acompanhamento específicoe redução do número de alunos. Os HTPCs são realizados às 3ª feiras, das 18he 15min às 20h e 15min contandocom a participação de todo o grupo. Estão organizados de forma a atender àsnecessidades formativas da equipe previstas no Plano de Formação e temas vinculadosàs diretrizes da SE. Nesse ano nosso plano de formação visa a discussão sobre aconcepção de criança e aprendizagem voltada para o sujeito autor e co-autor naconstrução da cultura na qual está inserido. Os demais encontros serão destinados aplanejamento, relatório e demanda da S.E. 16
    • 4.1.1. Quadro de Identificação dos Professores e Auxiliares Nome Sit. Escolaridade Tempo na Tempo na Observação Funcional Graduação Pós Graduação PMSBC EMEBAline Barbosa (M) Estatutário Letras e Pedagogia Supervisão escolar 8 anos 7 anosAline Barbosa (T) Estatutário Letras e Pedagogia Direito educacional 5 anos 5 anosAna Cristina de Sousa Estagiária Ensino médio 2 anos 1 anoAna Lúcia Ferraz da Silva CLT Pedagogia 5 anos 1 mês Apoio AEEAndréa Cristiane de Oliveira Estatutário Pedagogia Esp. Educ.Infantil 3 anos 2 anosBárbara Ane Ferreira Gomes Estagiária Ensino médio 2 meses 1 mêsCamila Aparecida Mioto Lopes Estagiária Ensino médio 1 ano 1 anoCamila Morpanini Estatutário Psicopedagogia 1 ano 4 mesesCirce Guarnieri Ruocco Estatutário Pedagogia e Artes Plásticas 25 anos 16 anosCristiane Aparecida P. Gonçalves Estatutário Ensino médio 9 meses 2 mesesCristiane da Silva Lima Estatutário Pedagogia 3 anos 4 mesesDaniele Cristina Viotto Estatutário Ensino médio 3 anos 1 anoElaine Cristina L. de Oliveira Estagiária Ensino médio 1 mês 1 mêsElaine Neves de Andrade Estatutário Ensino médio / Magistério 13 anos 4 anos EMEB Profª Ana Henriqueta C. MarimEliana N. de Assis Leal Estatutário Normal Superior (PEC) Adm. Escolar 10 anos 6 anos EMEB Profª Ermínia PaggiFátima Cristina Gastaldo Estatutário Pedagogia e Direito Esp. Ens.Fundam. 4 anos 4 anos EMEB Profº André FerreiraJoesilvia da Silva Vigatto Estatutário Pedagogia 10 anos 7 anosJoyce Rodrigues da Costa CLT Pedagogia Esp. Ens.Infantil 4 anos 3 mesesKaren Cristina M. S. de Lima Estatutário Pedagogia Gestão escolar 1 ano 4 mesesKatia de Almeida Benites da Costa Estatutário Pedagogia 8 anos 1 ano LTSLeilane Fernandes Estatutário Pedagogia Esp. Ens.Infantil 6 anos 1 anoMaria do Socorro de Figueiredo CLT Pedagogia 6 anos 1 anoMaria Juciana Bezerra Moura Estatutário Pedagogia 1 ano 4 mesesPriscila de Brito Estatutário Pedagogia Educação Especial 12 anos 1 anoPriscilla Lucena F. Vendruscolo Estatutário Pedagogia 3 anos 1 anoRoberta Giubilato de Paula Estatutário Pedagogia Psicopedagogia 3 anos 2 meses Apoio AEESandra Cristina G. da Cunha Estatutário Ensino médio / Magistério 4 anos 1 anoSocorro Keille Nogueira de Souza Estatutário Magistério e Pedagogia 11 anos 4 anosTatiana Rodrigues Celian dos Santos CLT Pedagogia 8 anos 1 mês 17
    • 4.1.2. Plano de Formação do Professor e Auxiliar em Educação “A criança como autora de sua produção e construção de saberes”JustificativaA criança que chega hoje à escola traz consigo muitos saberes, pois é ativa em seuprocesso de aprendizagem, vive num meio e interage com ele aprendendo muitas coisas.Cabe à escola ampliar esses saberes, tornando-os mais ricos e elaborados, oferecendoum espaço rico em possibilidades onde ela possa aprender mais e desenvolver-se, umespaço onde ela possa criar, descobrir, brincar, imaginar, escolher, decidir, opinar..., ondeela possa aprender sem deixar de ser criança.As primeiras reuniões com a equipe escolar suscitaram questionamentos e dúvidas arespeito de boas práticas pedagógicas que priorizem a autoria e a autonomia no processoconstrutivo de descobertas das crianças. Pensando nessa necessidade, em 2011elaboramos uma pesquisa para levantarmos as expectativas do grupo em relação ao planode formação. No resultado dessa pesquisa aparecem as seguintes questões como foco deinteresse e necessidade: Artes (oficina de percurso, desenho, meios e suportes,interferência gráfica), jogos como estratégia em matemática, Alfabetização e letramento naeducação infantil, diversificada. Tendo em vista as expectativas formativas apontadas pelogrupo e as observações realizadas pela equipe gestora, vimos a necessidade em abarcaros conteúdos formativos tendo como viés o princípio da criança autora e produtora decultura, por acreditarmos que esse princípio traduz a concepção de criança e ensinoexplicitados acima. O processo formativo do professor e do aluno é algo complexo edinâmico e que sofre, cotidianamente, influência do meio social, da cultura e das vivênciase experiências dos sujeitos envolvidos. Desta forma o plano de formação de 2011 foialterado em virtude das necessidades surgidas, avaliadas pelo grupo como mais urgentes,tendo continuidade em 2012, porém foram acrescentados novos temas, também surgidosdas demandas do grupo tendo em vista o princípio da criança autora da sua construção deconhecimento.Tal princípio nos fez pensar numa criança que observa, que questiona, que levantahipóteses , que testa, compara, confirma ou refuta suas hipóteses, que faz relações, quebusca respostas para suas perguntas e curiosidades, que tem muitos conhecimentos –científicos e/ou cotidianos. A criança é naturalmente curiosa e animada frente àsdescobertas do mundo, dessa forma o papel da escola é manter esse encantamento emaprender e descobrir o mundo que a cerca ao longo da vida, já que a aprendizagem é algocontínuo e permanente. Tanto os conteúdos de ciências quanto aos procedimentoscientíficos garantem que a criança aprenda a ter autonomia no seu processo deaprendizagem, aprendendo a aprender, tendo prazer e confiança na sua capacidade.Percebemos que as práticas voltadas para o ensino de ciências revelam uma experiênciana área deficitária, baseada na exposição e memorização de informações que nãoprivilegiavam as curiosidades normais das vivências do cotidiano. É nesse contexto queemerge a necessidade da formação em Ciências, tendo como viés os procedimentoscientíficos.. 18
    • Outro tema avaliado como necessário e urgente diz respeito à integridade e aos direitos dacriança quanto à sua segurança, seu bem estar, sua confiança em aprender e sedesenvolver de forma tranquila e prazerosa. Por isso se justifica o aprofundamento nasdiscussões sobre o Estatuto da criança e do adolescente. Observa-se no grupo umanecessidade de compreender práticas mais efetivas e respeitosas de resolver conflitosenvolvendo as crianças e ensiná-las a fazê-los também tendo em vista os princípios daautonomia e da autoria da criança. Educá-las e ensiná-las num ambiente de respeito, dediálogo, de compreensão, de igualdade e de justiça, onde elas possam compreender erespeitar regras de convívio social, que possam se expor e participar na resolução deproblemas identificando, discutindo e sugerindo formas de resolução, sentindo-se seguras,confiantes, capazes e acolhidas.Nessa Unidade os auxiliares em educação participam conjuntamente com os professoresdo momento de HTPC, portanto não temos a necessidade de desmembrarmos aformação, que será conjunta em dia e horário com os professores.Duração: fevereiro a novembroObjetivos  Utilizem o Projeto Político Pedagógico como norteador de sua prática, planejamento e propostas;  Planejem a partir dos levantamentos prévios dos conhecimentos e vivencias sociais trazidos pelos alunos, trabalhando em parceria com familiares, aproveitando e fazendo ligação entre o que alunos trazem de casa, conteúdos propostos na sala de aula e acervo cultural;  Reconheçam a criança como sujeito potencial e formador de cultura, respeitando sua forma de pensar e agir sobre o mundo;  Valorizem as produções e autoria das crianças nas diferentes linguagens e formas de expressão;  Estabeleçam relações entre os temas trabalhados em HTPC’s e sua prática pedagógica, refletindo e modificando suas propostas e intervenções frente aos novos conhecimentos adquiridos;  Tragam para dentro da sala de aula os aspectos da cultura nas quais as crianças estão inseridas;  Compreendam a leitura de mundo como fator imprescindível para aprendizagem, transpondo as atividades “escolarizadas” para atividades cuja função, intencionalidade e significação estão no dia-a-dia das crianças;Conteúdos1º semestre“Instrumentos metodológicos: subsídios para reflexão e autoria na prática pedagógica doprofessor” – Registro, Planejamento, Plano e relatório individual de desenvolvimento;“O jogo: seu papel na interação e construção de conceitos matemáticos” 19
    • “Descobrindo o mundo com olhos de cientista” - aprendizagem dos fenômenos naturaisatravés dos procedimentos científicos”ECA – Estatuto da criança e do adolescenteProjeto coletivo da Unidade Escolar: “2º semestre “Olhos pra que te quero ver: lendo o mundo ao meu redor” - Propósitos comunicativos daleitura e escrita;Continuidade do projeto coletivo da Unidade EscolarEstratégias  Leituras como aporte teórico que subsidiem a prática e suscitem reflexões acerca dos temas tratados;  Vivências e experimentações práticas realizadas pelo professor e alunos;  Análise e discussão sobre as produções dos alunos;  Apreciação das produções dos professores;  Acompanhamento individual com o professor através de conversas, análise e discussão sobre seu plano de ação, propostas, registros, relatórios entre outros instrumentos metodológicos;  Indicação de leituras individuais para cada professor, de acordo com os projetos que estão desenvolvendo com as turmas, suas dúvidas e necessidades formativas;  Nutrição semanal nos HTPC’s e Reuniões Pedagógicas, como forma de suscitar reflexões e sensibilizar sobre o conteúdo ou ampliar o universo cultural dos professores;  Leitura quinzenal do plano de ação do professor com devolutivas reflexivas acerca do trabalho desenvolvido;  Observação de sala de aula com pauta de observável compartilhada e antecipada à professora;  Devolutivas e encaminhamentos individuais após a observação de sala de aula;  Proposta de atividades desenvolvidas em sala de aula entre professor e C.P, para subsidiar a prática reflexiva do professor;  Revisitar o PPP da Unidade Escolar ao final de cada tema trabalhado, para reavaliarmos sua escrita frente aos novos aprendizados do grupo e sistematização dos conhecimentos obtidas. Encontros entre professora e C.P para devolutiva individual com vistas à discussão, formação, reflexão e orientações sobre o trabalho pedagógico, com periodicidade mensal 4.1.3. Avaliação do Plano de Formação • A avaliação será contínua, sendo realizada a cada encontro através de instrumentos avaliativos; • Elaboração de um portfólio com produções/vivências, falas dos professores, textos trabalhados, aprendizagens do grupo, avaliações e orientações didáticas acerca do tema trabalhado, que ficará na Unidade Escolar como um compilado de reflexões e 20
    • discussões para a consulta e no referido ano letivo e encaminhamentos para o próximo ano subsidiando novos professores que chegam à escola. Retomaremos esses registros em acompanhamentos individuais, como sugestão de leitura, formações em pequenos grupos, em devolutivas individuais e como suporte para reescrita do PPP. • Reescrita do PPP a partir dos temas desenvolvidos nos HTPC’s e dos novos conhecimentos adquiridos pelo grupo. • Observação, acompanhamento e intervenções nas práticas escolares e atividades propostas; • Conversas e reflexões com a equipe escolar; • Avaliação oral ou escrita individual sobre o desenvolvimento do plano no fim do primeiro semestre e ao término; 4.1.4 – Avaliação do Plano de Formação 2011 Os professores avaliam que não há dificuldades na compreensão dos princípios e concepções pedagógicas abordadas nas formações. Localizam que a dificuldade está na execução e prazos na realização dos instrumentos metodológicos. Apontam que a formação trouxe ampliação de conhecimentos, aprimoramento e reflexão sobre as práticas e acréscimo no conhecimento individual dos professores. Consideram que o tempo para trocas e socialização de boas práticas foi insuficiente.Indicam a continuidade da formação bem como momentos de tematização da prática etrocas. O grupo retoma que o dia do planejamento mensal no HTPC tem que ser garantido, para além dos planejamentos de mostra cultural, atividades coletivas, entre outras. Apenas os informes imprescindíveis serão levados para pauta, os demais serão enviados por email e colocados na pasta suspensa que se encontra no refeitório. Em relação ao levantamento das dificuldades encontradas no trabalho em sala de aula, os professores colocam que o trabalho com animais vivos (observação, contato, exploração, entre outros procedimentos do saber científico) constitui um grande desafio a ser vencido. Outra dificuldade está no trabalho em fazer estudo do meio aos arredores da Unidade Escol, a comunidade não possui locais culturais para visitação. A sugestão da equipe gestora é a elaboração de projetos integrados de pesquisa, entrevista, coleta de dados, organização de dados, publicação dos dados e para isso utilizar o mercadinho do bairro, o corpo de bombeiros, a UPA, as EMEB’s próximas, o comércio que também são fontes de estudo e projetos. O trio gestor avalia, que temos enquanto equipe, um longo trajeto a percorrer com os professores para que as discussões de HTPC cheguem efetivamente na sala de aula. Essa avaliação surge do acompanhamento dos planejamentos, cadernos, atividades e propostas observadas nas diferentes turmas. 21
    • Partilhamos com a equipe escolar a necessidade de romper com a concepção de que o aprendizado acontece do conhecimento mais simples para o mais complexo, com informações fragmentadas e descontextualizadas. Romper com a “aplicação” de atividades como escrita de numerais fora do contexto, cópia de letras, trabalhos com crepom e pontilhados para fixação do alfabeto, conjuntos, entre tantas outras atividades escolarizadas e sem sentido para nossos alunos. Faz-se necessário que repensemos projetos enraizados no ambiente escolar, como: corpo humano, nome, animais e tantos outros que perpetuam de ano a ano, de escola para escola É preciso colocar a criança em foco com suas curiosidades, dúvidas e formas de ver, estar e pensar sobre o mundo, e que essas observações se sobressaiam sobre um planejamento estático e perpetuado ano a ano. 4.2. Funcionários 4.2.1. Caracterização Os funcionários da Unidade Escolar, apoio à limpeza e cozinha, atuam em médiatrês anos nesta prefeitura no cargo que estão atualmente. Anteriormente ao ingresso em nossa rede trabalhavam nas mais diversas funçõescomo ajudante geral, marcenaria, padaria, vendas, casa lotérica, comércio e Educação. A maioria possui o ensino médio completo, sendo um com formação em nívelsuperior em nutrição e outro cursando letras. Possuem como opção de lazer a casa de parentes, parques, shopping, cinema eigreja. Alguns apontam o teatro como uma das opções possíveis de diversão e cultura. Os meios de comunicação a que fazem uso são jornais, revistas, TV e internet, queacessam de sua casa, da casa de parentes, escola e lanhouse, ficando os dois primeiroscomo os meios de mais fácil acesso. Os telejornais, novelas, filmes e documentários são os programas mais assistidosdentro da programação disponível na T.V. As expectativas apontadas referem-se à continuidade nos estudos, aprovação emconcursos públicos em outras funções, ter um emprego que consideram melhor e bemremunerado. 22
    • 4.2.2. Quadro de Identificação dos Funcionários de ApoioNome Situação Escolaridade Tempo Tempo Observação Funcional Graduação Pós na na Graduação PMSBC EMEBLaudemir Carlos Ribeiro Estatutário Ensino médio 9 anos 6 anosAureni Batista da Silva CLT Coan Ensino médio 15 anos 2 anosSilvana Rodrigues dos Santos CLT Coan Ens. Fundamental 5 anos 2 anosSuzana Brito Felipe de Oliveira CLT Coan Ensino médio 9 anos 1 anoAndreia Quaresma dos Santos CLT Ens. Fundamental 5 anos 1 anoEdileusa Nunes da Silva CLT Ensino médio 5 anos 1 anoLucielia Nascimento Barros CLT Magistério e 3 anos 2 anos LetrasMarlene de O. Silva Lindovino CLT Magistério e 6 anos 3 anos NutriçãoSilvana Aparecida da S Perigo CLT Ensino médio 5 anos 2 mesesSuellen Barreto Peranovich Estatutário Direito 2 anos 2 anos Aux BibliotecaEdna Aparecida Valeriano Temporário Ensino médio 1 ano 1 ano Contadora de história 23
    • 4.2.3. Plano de Formação dos FuncionáriosJustificativa: Tendo em vista que a equipe de funcionários participa da maioria dasreuniões pedagógicas, cujo eixo de trabalho será o resgate da cultura Nordestina e suascontribuições para o Projeto Coletivo da Unidade Escolar, além da formação continuadavoltada para formação social da criança.Objetivos:- Ampliar o universo cultural dos funcionários de apoio;- Valorizar os conhecimentos advindos da vivência profissional, pessoal e de formação;- Promover a reflexão sobre o papel que desempenham no ambiente escolar e suacolaboração para a formação social da criança. Estratégias:- Leituras acerca da temática proposta;- Nutrições relacionadas aos temas abordados: música, poemas, vídeos, entre outros;- Discussões e reflexões sobre o papel da equipe de apoio na formação da criança e seudesenvolvimento no espaço escolar;- Participação efetiva nas atividades desenvolvidas com as crianças e famílias;- Participação e conhecimento da rotina desenvolvida na Educação infantil;- Registro fotográfico dos momentos em que a equipe de apoio auxilia no trabalhopedagógico também como um elemento formador e interventor da ação pedagógica.Responsáveis: Equipe Gestora 4.2.4. Avaliação do Plano de Formação- Presença dos funcionários (quantitativa)- Avaliações individuais e pontuais sobre a formação- Observação e registro do responsável pela formação- Acompanhamento da rotina escolar 5. Conselho de Escola 5.1. CaracterizaçãoOs conselheiros manifestam desejos e expectativas de boa qualidade no ensino, departicipar na organização de festas e eventos realizados na escola, que a SE executereformas no prédio escolar troca de todo piso, reforma dos banheiros feminino emasculino, reforma dos banheiros para alunos com NEE e dos funcionários, distribuacochinhos em torno da escola, pintura predial e reforme a área de serviço).Em nossa Reunião de maio, esses pontos elencados acima serão revisitados pelosmembros do conselho, para redigirmos um documento a ser enviado a Secretaria deEducação apontando nossa necessidades de reforma predial. 24
    • 5.2. Plano de Ação do Conselho de Escola O Conselho de Escola é constituído por um grupo de pessoas participantes de umacomunidade escolar, escolhidos através de voto, para discutir, decidir e deliberar açõesenvolvidas na Unidade Escolar. Tem a função de aprimorar o processo de construção daautonomia da escola, fortalecendo a gestão democrática. O Conselho de Escola tem natureza deliberativa, cabendo-lhe adequar para o âmbitoda escola formas de organização, funcionamento e relacionamento com a comunidade,compatíveis com o Projeto Pedagógico da Escola e com as orientações e diretrizes dapolítica educacional da Secretaria de Educação e Cultura do município, participandocoletivamente na implantação de suas deliberações. As atribuições do Conselho de Escola são definidas em função das reais condições daEscola, da organização e participação da comunidade escolar e das competências dosprofissionais em exercício na Unidade Escolar. O Conselho de Escola é formado por representantes de pais, alunos, professores,funcionários e direção da escola. Os participantes são escolhidos por seus pares, atravésde voto secreto, respeitando-se as disposições legais quanto à sua composição eproporção. Temos como objetivo continuar garantindo espaços de formação aos membros doConselho de Escola visando ampliar os níveis de participação na vida da escola emconsonância com o nosso Projeto Pedagógico Educacional, elaborar o Regimento Internodo Conselho Escolar. Os Conselhos Escolares contribuem de maneira decisiva para a criação de um novocotidiano escolar, no qual a escola e a comunidade se unem para a resolução deproblemas que permeiam a vida escolar. Ações a serem desenvolvidas no período de um ano: - Administrar os recursos de repasse de verba, visando garantir todas as necessidadesda Unidade Escolar; - Acompanhar o desenvolvimento do Plano de Trabalho a ser executado com o repassede verba; -Deliberar quanto à contratação de serviços a serem realizados na Unidade Escolar - Acompanhar, supervisionar os serviços (reformas, adequações de espaços,manutenção do prédio) realizados na Unidade Escolar; - Efetuar levantamento de preços, pesquisas para aquisição de equipamentos emobiliários; - Analisar e deliberar sobre orçamentos apresentados para execução de serviços; - Participar das reuniões de formação; - Elaborar pautas e registros das reuniões; - Planejar, decidir sobre a realização de eventos junto à comunidade; - Acompanhar a construção do Projeto Pedagógico Educacional da Unidade Escolar; - Decidir e participar da elaboração do Calendário Escolar; - Construir o Regulamento do Conselho de Escola; - Decidir quanto ao número e horário de reuniões; 25
    • - Participar dos encontros de formação. 5.3. Avaliação do Plano de Formação- Presença e participação (quantitativa)- Avaliações individuais e pontuais sobre a formação- Observação e registro do responsável pela formação 6. Associação de Pais e Mestres 6.1. Caracterização Os membros da APM juntamente com os conselheiros manifestam desejos eexpectativas de boa qualidade no ensino, de participar na organização de festas e eventosrealizados na escola, que haja pontos de entrega do uniforme nos bairros para nãotumultuar o ambiente escolar, que efetuem e cumpram com eficiência o planejamento emquantidade e data organizados pela SE, que a SE execute reformas em prédios escolares(troca de todo piso, reforma dos banheiros feminino e masculino, reforma dos banheirospara alunos com NEE e dos funcionários, distribua cochinhos em torno da escola; quemure a escola e reforme a área de serviço. 6.2. Plano de Ação Associação de Pais e MestresGestão 01/04/2012 a 31/03/2013 Constituída sob a forma de associação, de prazo indeterminado de duração, comobjetivos sociais e educativos, sem fins econômicos, sem caráter político, racial oureligioso, com domicílio e foro no Município e Comarca de São Bernardo do Campo. Os principais objetivos da Associação de Pais e Mestres são: 1. Auxiliar a direção da escola na consecução de seus objetivos educacionais; 2. Representar, junto à direção do estabelecimento, as aspirações da comunidade,constituída de pais, alunos e professores; 3. Participar na elaboração e desenvolvimento do Projeto Pedagógico Educacional; 4. Programar o uso dos espaços da Unidade Escolar, pela comunidade; 5. Elaborar plano anual de atividades, integrado com o plano escolar; 6. Participar de comemorações cívicas, campanhas comunitárias, promoções denatureza cultural, esportiva e assistencial, e outras atividades em que se empenhe aescola; 7. Realizar campanhas, em conjunto com a direção da Unidade Escolar, destinadas amelhorar as condições de funcionamento da escola. A ser desenvolvido no período de 01 de abril de 2012à 31 de março de 2013. - Deliberar sobre a atividade da Associação de Pais e Mestres, tendo em vista aconsecução de seus fins; - Elaborar o plano anual de atividades, com previsão da receita e aplicação derecursos; 26
    • - Participar das reuniões agendadas; - Elaborar pautas e registros das reuniões; - Participar da construção do Projeto Pedagógico Educacional da Unidade Escolar; - Participar das Reuniões Pedagógicas; - Decidir quanto ao número e horário das reuniões Ordinárias; - Decidir, planejar e acompanhar a utilização dos recursos financeiros; - Planejar, decidir e acompanhar a realização de eventos junto à comunidade; - Acompanhar e avaliar o Projeto Pedagógico Educacional da Unidade Escolar; 6.3. Plano de Aplicação de Recursos Financeiros• Manutenção de equipamentos;• Manutenção e conservação do imóvel;• Serviços de contabilidade;• Despesas com cartório;• Locação de transporte para fins pedagógicos;• Aquisição de material de consumo e material didático;• Aquisição de materiais para desenvolvimento de projetos;• Aquisição de periódicos para a biblioteca interativa; 6.4. Avaliação do Plano de Formação- Presença e participação (quantitativa)- Avaliações individuais e pontuais sobre a formação- Observação e registro do responsável pela formaçãoIII – ORGANIZAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DO TRABALHO PEDAGÓGICO 1. Objetivos 1.1. Objetivo da Educação BásicaLDB: Título V – Dos Níveis e das Modalidades de Educação e EnsinoCapítulo IISeção IDas Disposições Gerais “Art. 22º. A educação básica tem por finalidade desenvolver o educando, assegurando-lhe a formação comum indispensável para o exercício da cidadania e fornecer-lhe meiospara progredir no trabalho e em estudos posteriores”.Seção II 1.2. Da Educação Infantil 27
    • Proposta Curricular Vol lA educação infantil deverá se organizar de forma que os alunos construam as seguintescapacidades: ∙ Brincar, ampliando suas capacidades expressivas e simbólicas, reelaborando significados sobre o mundo, sobre os contextos e as relações entre os seres humanos; ∙ Ampliar o conhecimento sobre seu próprio corpo, suas possibilidades de atuação no espaço, bem como desenvolver e valorizar hábitos de cuidado com a saúde e bem estar; ∙ Construir uma imagem positiva de si, com confiança em suas capacidades, atuando cada vez mais de forma autônoma nas situações cotidianas; ∙ Conhecer diferentes manifestações culturais como constitutivas de valores e princípios, demonstrando respeito e valorizando a diversidade; ∙ Construir e ampliar as relações sociais, aprendendo a articular seus interesses e pontos de vista com os demais, respeitando as diferenças e desenvolvendo atitudes cooperativas; ∙ Valorizar e desenvolver atitudes de preservação do meio ambiente, reconhecendo- se como integrante, dependente e agente transformador do mesmo; ∙ Construir e apropriar-se do conhecimento organizado nas diferentes linguagens (corporal, musical, plástica, oral e escrita), utilizando-as para expressar suas idéias, sentimentos, necessidades e desejos, ampliando sua rede de significações; ∙ Aprender a buscar informações de forma autônoma, exercitando sua curiosidade frente ao objeto de conhecimento. 2. Levantamento dos Objetivos Gerais e Específicos Objetivo Geral da Escola∙ Propiciar situações de cuidados, brincadeiras e aprendizagens orientadas de formaintegrada, que contribuam para o desenvolvimento das capacidades de apropriação econhecimento das potencialidades corporais, emocionais, sociais, cognitivas, éticas eestéticas das crianças, colaborando para que sejam autônomos, críticos, solidários eparticipativos.∙ Garantir situações educativas planejadas para que as crianças exercitem suascapacidades de pensar, sentir e atuar, ampliando as suas hipóteses acerca do mundo aoqual pertencem. 28
    • ∙ Estabelecer com os pais uma relação de parceria, de co-responsabilidade, construindovínculos com as famílias através da participação nas discussões da escola, construindouma relação de confiança, respeito e colaboração baseada na reciprocidade.∙ Envolver a equipe escolar na construção do Projeto Político Pedagógico, proporcionandomomentos de reflexão coletiva para que se apropriem dos assuntos tratados, incorporandoos conteúdos dentro da rotina∙ Cuidar para que o grupo se constitua enquanto equipe, valorizando o profissional nasrelações que estabelece no coletivo escolar.Objetivos da Educação Infantil – 0 a 3A definição dos objetivos visa ampliar a possibilidade de concretização das intençõeseducativas, uma vez que as capacidades se expressam por meio de diversoscomportamentos e as aprendizagens que convergem para ela podem ser de naturezasdiversas. Ao estabelecer objetivos nesses termos, o professor amplia suas possibilidadesde atendimento à diversidade apresentada pelas crianças, podendo considerar diferenteshabilidades, interesses e maneiras de aprender no desenvolvimento de cada capacidade.Embora as crianças desenvolvam suas capacidades de maneira heterogênea, a educaçãotem por função criar condições para o desenvolvimento integral de todas as crianças,considerando, também, as possibilidades de aprendizagem que apresentam nas diferentesfaixas etárias. Para que isso ocorra, faz-se necessário uma atuação que propicie odesenvolvimento de capacidades envolvendo aquelas de ordem física, afetiva, cognitiva,ética, estética, de relação interpessoal e inserção social. A descrição a seguir esclarece as dimensões de aprendizagem maisdetalhadamente, porém, todas elas que se intercambiam, se entrelaçam e se associamnas relações que os sujeitos estabelecem com o mundo. Desta forma, as capacidades deimaginar, criar, inventar, pensar, agir, sentir, expressar-se se associam às demaisdimensões didaticamente separadas. “As crianças pequenas solicitam aos educadores uma pedagogia sustentada nas relações, nas interações e em práticas educativas intencionalmente voltadas para suas experiências cotidianas e seus processos de aprendizagem no espaço coletivo, diferente de uma intencionalidade pedagógica voltada para resultados individualizados nas diferentes áreas do conhecimento. Para evitar o risco de fazer da educação infantil uma escola “elementar” simplificada, torna-se necessário reunir forças e investir na proposição de outro tipo de estabelecimento educacional. Um estabelecimento que tenha como foco a criança e como opção pedagógica ofertar uma experiência de infância potente, diversificada, qualificada, aprofundada, complexificada, sistematizada, na qual a qualidade seja discutida e socialmente partilhada, ou seja, uma instituição aberta à família e à sociedade.” Parágrafo do texto (da UFRGS) que subsidiou as diretrizes nacionais 29
    • As capacidades de ordem física estão associadas à possibilidade de apropriação econhecimento das potencialidades corporais, ao auto conhecimento, ao uso do corpo naexpressão das emoções, ao deslocamento com segurança.As capacidades de ordem cognitiva estão associadas ao desenvolvimento dos recursospara pensar, o uso e apropriação de formas de representação e comunicação envolvendoresolução de problemas.As capacidades de ordem afetiva estão associadas à construção da auto-estima, àsatitudes no convívio social, à compreensão de si mesmo e dos outros.As capacidades de ordem estética estão associadas às possibilidades de produçãoartística e apreciação desta produção oriundas de diferentes culturas. As capacidades deordem ética estão associadas à possibilidade de construção de valores que norteiam aação das crianças.As capacidades de relação interpessoal estão associadas às possibilidades deestabelecimento de condições para o convívio social. Isso implica aprender a conviver comas diferenças de temperamentos, de intenções, de hábitos e costumes, de cultura etc.As capacidades de inserção social estão associadas à possibilidade de cada criançaperceber-se como membro participante de um grupo de uma comunidade e de umasociedade. (RCNEI,1998).Objetivos da Educação Infantil – 4 a 5Os objetivos devem garantir que as crianças desenvolvam as seguintes capacidades:  Desenvolver uma imagem positiva de si, atuando de forma cada vez mais independente, com confiança em suas capacidades e percepção de suas limitações;  Descobrir e conhecer progressivamente seu próprio corpo, suas potencialidades e seus limites, desenvolvendo e valorizando hábitos de cuidado com a própria saúde e bem- estar;  Estabelecer vínculos afetivos e de troca com adultos e crianças, fortalecendo sua auto-estima e ampliando gradativamente suas possibilidades de comunicação e interação social;  Estabelecer e ampliar cada vez mais as relações sociais, aprendendo aos poucos a articular seus interesses e pontos de vista com os demais, respeitando a diversidade e desenvolvendo atitudes de ajuda e colaboração;  Observar e explorar o ambiente com atitude de curiosidade, percebendo-se cada vez mais como integrante, dependente e agente transformador do meio ambiente e valorizando atitudes que contribuam para sua conservação;  Brincar, expressando emoções, sentimentos, pensamentos, desejos e necessidades;  Utilizar as diferentes linguagens (corporal, musical, plástica, oral e escrita) ajustadas às diferentes intenções e situações de comunicação, de forma a compreender e ser compreendido, expressar suas idéias, sentimentos, necessidades e desejos e 30
    • avançar no seu processo de construção de significados, enriquecendo cada vez mais sua capacidade expressiva;  Conhecer algumas manifestações culturais, demonstrando atitudes de interesse, respeito e participação frente a elas e valorizando a diversidade. (RCN)3. Levantamento dos Objetivos e Conteúdos por Área do ConhecimentoÁreas de Conhecimento e Temas – Educação infantil  Língua Portuguesa  Matemática  Corpo e Movimento  Ciências e Educação Ambiental  Artes Visuais e Música  Brincar 31
    • LÍNGUA PORTUGUESA – ORALIDADEOBJETIVO CONTEÚDOS ESTRATÉGIAS AVALIAÇÂO- ampliar gradativamente suas - uso da linguagem oral para conversar, - organizar situações e disparadores de - amplia seu vocabulário, descrevepossibilidades de comunicação e brincar, comunicar e expressar desejos, diálogos para que as crianças características, narra situações e fatos,expressão, interessando-se por opiniões, idéias, preferências, conversem, tais como, rodas de argumenta, opina, expressa-se.conhecer vários gêneros orais e necessidades e sentimentos e relatar conversa ou brincadeiras de faz -de- - incorpora novas expressões .escritos e participando de diversas suas vivências nas diversas situações conta. - percebe quando o professor está lendosituações de intercâmbio social nas de interação presentes no cotidiano. - cantar, declamar poesias, dizer ou falando.quais possam contar suas vivências, - elaboração de perguntas e respostas parlendas, contar fatos, descrever - reconhece o tipo de leitura que oouvir as de outras pessoas, elaborar e de acordo com os diversos contextos de ações, dizer textos de brincadeiras professor está fazendo.responder perguntas. que participa. infantis etc., aproximando-a mais dos - consegue se comunicar dentro de um - participação em situações que aspectos formais da língua. contexto social. envolvem a necessidade de explicar e - jogos de contar em situações de - consegue transmitir recados. argumentar suas idéias e pontos de parceria com o adulto; jogos de - consegue esperar a sua vez e escutar vista. perguntar: o adulto inicialmente assume o “outro” dando seqüência à conversa. - relatos de experiências vividas e a condução dos relatos, estimulando a - tem interesse em fazer o reconto das narração de fatos em seqüência seguir as perguntas e respostas histórias escutadas. temporal e causal. propiciando a alternância entre os - reconto de histórias conhecidas com a sujeitos falantes e outras estratégias que aproximação às características da propiciem exposições, narrações, história original no que se refere à argumentações e descrições. descrição de personagens, cenários e - elaborar entrevistas objetos, com ou sem ajuda do - apresentações orais ao vivo, de textos professor. memorizados, nas quais as crianças - conhecimento e reprodução oral de reproduzam os mais diferentes gêneros, jogos verbais como parlendas, como histórias, poesias etc., em adivinhas, quadrinhas, poemas e situações que envolvem o público. canções. - preparar fitas de áudio ou vídeo para a gravação de poesias, músicas, histórias etc. 32
    • LINGUA PORTUGUESA - LEITURAOBJETIVO CONTEÚDOS ESTRATÉGIAS AVALIAÇÃO- familiarizar-se com a escrita por meio - Participação nas situações em que os - Situações onde o educador lê diversos observar se a criança:do manuseio de livros, revistas e outros adultos lêem textos de diferentes gêneros textuais e também situações que - pede que o professor leiaportadores de texto e da vivência de gêneros, como contos, poemas, notícias as crianças lêem. - procura livros de história ou outrosdiversas situações nas quais seu uso se de jornal, informativos, parlendas, trava- - Ler para os alunos poesias, trava- textos no acervofaça necessário. língua etc. línguas, jogos de palavras, memorizados - considera as ilustrações ou outros- interessar-se por escrever e ler palavras - Participação em situações que as e repetidos, ressaltando aspectos indícios para antecipar o conteúdo dose textos ainda que não de forma crianças leiam, ainda que não o façam sonoros da linguagem como ritmo e textos, utilizando diferentes estratégiasconvencional aproximando-se, cada vez convencionalmente. Esta “leitura” realiza- rimas. de leitura.mais, da compreensão de como funciona se de duas formas: pelo ajuste da leitura - Leitura pelo professor de um mesmo - realiza comentários sobre o que lerama escrita convencional; do texto que sabe de cor aos segmentos gênero, destacando as características ou escutaram.- Escutar textos lidos, apreciando a escritos e pela combinação de próprias deste. - compartilha com os outros o efeito queleitura feita pelos professores. estratégias de antecipação (a partir de - O professor poderá comentar a leitura produziu.- Reconhecer seu nome escrito, sabendo informações obtidas no contexto, por previamente o assunto do qual trata o - recomenda a seus companheiros aidentificá-lo nas diversas situações do meio de pistas), com índices providos texto; fazer com que as crianças leitura que os interessou.cotidiano. pelo próprio texto. levantem hipóteses a partir do título; - tem interesse em folhear e ler o seu- Escolher os livros para ler e apreciar - Observação e manuseio de materiais oferecer informações que situem a caderno de textos. impressos, como livros, revistas, histórias leitura; criar um certo suspense; lembrar - acompanha a leitura com o dedo, em quadrinhos etc., previamente de outros textos conhecidos. ajustando a fala à escrita. apresentados ao grupo. - Criar situações nas quais as próprias - tem um repertório de palavras estáveis - Valorização da leitura como fonte de crianças leiam, como, por exemplo, com e procura auxílio em textos conhecidos prazer e entretenimento. textos memorizados, nos quais elas para escrever outras palavras. tentam localizar onde estão escritas determinadas palavras ou situações nas quais precisam descobrir o significado do texto apoiando- se nos mais diversos elementos, como as figuras, a diagramação, no conhecimento sobre as características próprias do gênero etc. - reconto de história pelas crianças: elas podem contar histórias conhecidas com a ajuda do professor. 33
    • LINGUA PORTUGUESA – ESCRITAOBJETIVO CONTEUDOS ESTRATÉGIAS AVALIAÇÃO- Favorecer o contato da criança com a - participação em situações cotidianas -Produzir oralmente textos com destino - tem interesse por escrever seu nome e o deleitura e escrita a partir da nas quais se faz necessário e escrito, tendo o professor como outras pessoas.intermediação com um parceiro mais significativo o uso da escrita escriba. - recorre à escrita ou propõe que se recorraexperiente; - escrita do próprio nome em situações - testemunhar a utilização que se faz quando tem de se dirigir a um destinatário- Compreender que o que se fala pode em que isso é necessário. da escrita em diferentes ausente; revela conhecimentos sobre outrasser escrito; - produção de textos individuais e / ou circunstâncias, considerando as situações escritas usadas socialmente.- Familiarizar-se com a escrita através coletivos ditados oralmente ao condições nas quais é produzida: para - contribui para a produção de texto coletivo ede diferentes portadores; professor para diversos fins. que, para quem, onde e como. faz comentários pertinentes.- Refletir acerca da língua escrita - prática de escrita de próprio punho, - reelaborar textos produzidos - escreve do seu “jeito” com desenvoltura.voltada para o sistema alfabético de utilizando o conhecimento de que coletivamente, com o apoio do - busca utilizar expressões mais adequadasescrita, refletindo sobre a quantidade, dispõem, no momento, sobre o sistema professor tornando o texto melhor.qualidade das letras, reflexão do de escrita em língua materna. - realizar ditados entre pares: umasistema, suas regularidades; - respeito à produção própria e alheia. criança dita e a outra escreve.Reconhecer a função social da escrita - Propor atividades que evidenciem oatravés da leitura de portadores caráter social da escrita: escrever listasconhecidos pela comunidade, com alguma finalidade (de compra,divulgados dentro do espaço escolar e de brinquedos que gostam, de amigosno município; para a festa de aniversário, de coisas- Produzir textos convencionais que precisam para um passeio etc.),(professor como escriba) ou não cartazes para informar algo, bilhetesconvencionais inseridos em contexto para os pais para avisá-los quanto ade uso social (passeios, discussões, alguma coisa, cartões de felicitaçõespesquisa e os ficcionais como um etc.bilhete para cinderela, a receita da - atividades cujo desafio seja ovovó da chapeuzinho vermelho, etc... ) como escrever: lacunados, forca, caça- palavras, etc. 34
    • Práticas de leitura e escritaJustificativa As parlendas e adivinhas são excelentes gêneros para o trabalho de Leitura eEscrita por serem textos facilmente memorizados pelas crianças, que os repetem comprazer em situações de brincadeiras. Uma vez memorizados, as crianças realizam a leiturautilizando estratégias de antecipação através de indícios (pistas que favorecem a leitura ea interpretação do portador e seu conteúdo escrito). Nas propostas de escrita trazemexcelentes resultados, já que a criança não precisa preocupar-se com a produção do texto(com o que escrever), mas, sim com sistema de escrita (como escrever).Orientações Didáticas a) Sempre que iniciar o trabalho com um gênero, fazer com as crianças um levantamento sobre o que elas sabem sobre eles. Em roda de conversa, dar exemplos incentivando-as a dizer outros que sejam do seu conhecimento. b) Produzir com as crianças uma lista de parlendas (ou adivinhas) conhecidas por elas. Deixar essa listagem afixada em local visível para ser acompanhada por todos. c) Envolver a família enviando para casa uma pesquisa na qual os pais escrevam uma parlenda ou adivinha conhecida por eles. Ao propor a pesquisa deve-se ter o cuidado de ilustrar com exemplo, informando sobre o trabalho que será 35
    • desenvolvido com os alunos. É importante esclarecer que a participação da família dá um significado maior ao trabalho.d) Ler todas as pesquisas devolvidas, lembrando e incentivando tanto a criança como a família a participar. É importante incluir na listagem as parlendas/adivinhas diferentes daquelas trazidas na roda de conversa pelos alunos.e) Memorizar é essencial para que todos possam trabalhar com o texto. Por isso devemos repetir os textos em diferentes situações: durante a entrada coletiva no salão, nos momentos de brincadeiras, no Corpo e Movimento, nas movimentações dentro da escola, no parque, na sala de aula, na roda de música...f) Uma vez memorizado, passamos para a escrita do texto, que pode ser feita em cartaz, tendo a professora como escriba, e os alunos como relatores. Nessa etapa é importante que a professora faça comentários sobre o processo de escrita e as diferenças com o falar: “Ditem mais devagar, pois eu demoro mais para escrever do que vocês para falar”; “Vou deixar um espaço, pois agora vou escrever outra palavra”; “Agora é ponto, vou para a linha de baixo”; etc. Fazer a leitura do texto no cartaz, com os ajustes de fala à escrita, Esta é uma orientação importante porque dará condições para que a criança faça a leitura.g) É importante que cada criança tenha seu texto impresso com a letra maiúscula em bastão, com tamanho e espaços apropriados, pois isso facilita a leitura e o reconhecimento das palavras e das letras. Para que continuem tendo contato com os textos, os alunos devem colá-los em seus cadernos de textos, fazendo assim uma coletânea que pode ou não conter ilustrações.h) A professora deve acompanhar as crianças durante a leitura, observando, sugerindo estratégias, questionando e encorajando-as a ler. Depois da primeira leitura, é importante variar as propostas: em duplas, em grupos de mesinha, só de meninas, etc.i) Problematizar nas leituras seguintes, perguntando, por exemplo, depois de ter trabalhado no texto algumas palavras escolhidas pelo grupo: “começa igual ao nome de Fernando”, “é legal porque adoro pastéis”; etc, relacionando o texto a algo mais próximo e significativo da criança estabelecendo relações entre o texto e os conhecimentos vividos. Numa próxima leitura, trazer questões como: “onde está escrito pastéis? Vamos ler a parlenda para encontrar?” Brincar de STOP, ler o texto com o apoio do dedo e quando a professora fala “stop” todos param com o dedo ou ditado cantado com canções escritas, tendo o mesmo procedimento investigativo com as crianças. Depois todos verificam se acertaram, primeiro através de pista (começa com a letra P de Paulo, tem 7 letras ,etc) depois comparando com a palavra apontada pela professora no cartaz socializando suas justificativas e refletindo sobre a língua escrita. 36
    • j) É importante que as atividades de escrita sejam realizadas alternadamente: em grupo, em duplas e individualmente. A diversidade de conhecimentos e do processo de desenvolvimento de cada um na escrita e leitura colabora para o desenvolvimento de todos. É muito positivo ter o cuidado de agrupá-los segundo o princípio da zona proximal de conhecimento, o que propiciará avanços em suas hipóteses. k) Durante a escrita do texto, não se deve esquecer de incentivar as crianças a escrever como pensam e a pesquisar nos materiais disponíveis. Andar pela sala desafiando-as é muito importante, pois, é função de quem ensina estar atento para que as crianças avancem. Neste momento, nunca é demais desmistificar o certo/errado e enaltecer a tentativa em si, a participação, a vontade e o esforço de cada criança em aprender. l) Outras possibilidades podem ser planejadas, como a investigação de textos sem a prévia memorização, destacando a estrutura, os aspectos gráficos, índices, elementos de gêneros que podem ser suscitados na exploração do texto. Prática de produção de textoJustificativa É muito importante que além das atividades de reflexão sobre o sistemaalfabético da língua escrita, as crianças conheçam diferentes portadores de diferentesgêneros, e possam criar textos nos gêneros estudados tendo a professora ou outra pessoacomo escriba. Sem a preocupação com o código que ainda não dominam, as criançaspodem também escrever de acordo com suas hipóteses, dentro de um determinadogênero: cartaz, bilhete, etc. Aqui o objetivo é o letramento das crianças, para que possam,além de decodificar textos, tornarem-se usuárias competentes da língua escrita.Orientações Didáticasa) As crianças podem aprender a escrever produzindo oralmente textos com destinoescrito. Nessas situações o professor é o escriba.b) A criança pode aprender a escrever fazendo-o da forma que sabe, escrevendo depróprio punho segundo suas hipóteses. Para isso é importante que o professor planejemomentos em que a criança possa escrever dessa forma.c) É necessário que o aluno tenha acesso à diversidade de textos escritos, testemunhandoa utilização que se faz da escrita em diferentes circunstâncias, considerando as condiçõesnas quais foram escritos: para quê, para quem, por quem, onde e como. 37
    • d) O trabalho com produção de textos deve se constituir em uma prática continuada, naqual se reproduzem contextos cotidianos em que escrever tem sentido.e) Deve-se buscar a maior similaridade possível com as práticas de uso social, comoescrever para não esquecer, escrever para enviar uma mensagem, escrever para que amensagem atinja um número grande de pessoas, etc.f) Ditar um texto para a professora ou outro colega é uma forma de viabilizar a produção detextos antes das crianças saberem grafá-las (é em atividades desse tipo que elas iniciam aparticipação no processo de produção de texto, construindo conhecimentos sobre essalinguagem antes mesmo de conseguirem escrever autonomamente.)g) A professora pode chamar a atenção dos alunos sobre a estrutura do texto, negociarsignificados e propor a substituição do uso excessivo de “e”. “aí”, “daí”, por conectivos maisadequados à linguagem escrita e de expressões como “de repente”, “um dia”, “muitos anosdepois”, etc.h) A reelaboração dos textos produzidos, realizada coletivamente com o apoio daprofessora, leva a criança a perceber a escrita como processo.i) As crianças e o professor podem melhorar o texto acrescentando, retirando, deslocandoou transformando alguns trechos com o objetivo de torná-lo mais legível, mais claro oumais agradável ao leitor.j)A atividade de reescrita deve ser feita em vários momentos distintos, em dia consecutivosou alternados. A produção final só estará pronta quando todos concordarem. 38
    • MATEMÁTICA – NÚMEROS E SISTEMA DE NUMERAÇÃOOBJETIVO CONTEUDOS ESTRATÉGIAS AVALIAÇÃO- Utilizar os conhecimentos Seqüência numérica oral; - Dizer diretamente o anterior e o Observar se a criança:matemáticos para resolver problemas - Quantificações numéricas ou seguinte de um número sem recitar a - realiza contagem em seqüência numéricado seu cotidiano ou nas situações de contagens; série desde o início; (regularidades de 1 em 1, 5 em 5, 10 em 10).aprendizagem relacionadas à - Relações entre quantidades; - Registrar de forma espontânea e - faz correspondência biunívoca ou deixa dequantificação e à exploração do - Ordenação e operações convencional os números; contar algum objeto, ou conta um objeto maisespaço; (a natureza das quatro operações) - Tenha êxito nas quantificações, de uma vez.- Reconhecer e valorizar a matemática -Cálculos mentais e estimativas relacionando o número à quantidade; - utiliza a contagem na resolução de situaçõescomo uma ferramenta necessária ao - Notação numérica: produção e - Continuar a série oralmente, a partir problemas, como por exemplo na distribuiçãoseu cotidiano; interpretação de escritas numéricas e de um número dado, em um sentido ou de materiais;- Desenvolver estratégias próprias para características da numeração falada e em outro; - usa e expressa posições relativas a pessoasresolver problemas do seu interesse e escrita. - Ler números que estejam ordenados e objetos (número ordinais/noção de ordem).curiosidade com a matemática; -Situações-problemas desafiadoras na série numérica e posteriormente à - reconhece o antecessor e o sucessor sem- Utilizar a linguagem oral para onde as crianças possam levantar e escrita de números isolados; recitar a série desde o início.comunicar hipóteses processos e socializar hipóteses ampliando suas - Dizer onde há um número maior ou - continua a série oralmente a partir de umresultados, desenvolvidos em estratégias de resolução; menor de objetos nas diferentes número dado em ordem crescente oucontextos matemáticos; - Ler, escrever, comparar, operar, coleções possibilitando estimativas e decrescente.- Identificar e utilizar elementos da ordenar números aprendendo as usando a contagem como estratégias - resolve situações problemas em relação àlinguagem matemática ou próximo regularidades do sistema de para a resolução de problemas; comparação de quantidades de objetos edesta, tais como: símbolos numéricos numeração. - Contar de 2 em 2, 5 em 5, 10 em 10, outras situações em que coloque em jogo osou marcas e signos alternativos para como apoio fundamental para o seus saberes, explicitando as própriasregistro de quantidades, sinais de cálculo; estratégias.operações, representação de figuras e - Conhecimento dos diferentes Registro: observar se a criançaformas; portadores numéricos escritos (como - diferencia número de letras. estão organizados, para que servem) - usa desenho ou marcas. - desenha o próprio objeto. - se utiliza de numerais. - utiliza um único numeral para representar o total de objetos ou escreve a ordem numérica até o número total. - faz uso de algum portador numérico como ponto de apoio para registrar quantidades. Portadores numéricos: observar se a criança ⇒ reconhece a função social e diferencia os vários portadores trabalhados- - Observa regularidades do sistema numérico 39
    • MATEMÁTICA – GRANDEZAS E MEDIDASOBJETIVO CONTEUDOS ESTRATÉGIAS AVALIAÇÃO- considerando a construção de noções Comparação de grandezas; - Utilizar as medidas padrões - Conhece e compreende os procedimentos dede medida e relações simples de - Noções de medidas: comprimento, convencionais, utilizando-se dos medir explorando estratégias pessoais egrandezas e medidas em situações peso, volume, tempo; instrumentos de forma correta; instrumentos convencionais; - Compara grandezas e medidas explorandocotidianas; aprender a lidar com - Experiências com dinheiro através de - Realizar experiências com medidas diferentes procedimentos convencionais e nãodinheiro; comparar grandezas; marcar brincadeiras. não convencionais (palmos, palitos, convencionais;e construir a noção de tempo. - Relação parte-todo etc.); - Estabelece relações entre grandezas e - Utilizar a balança de dois pratos para medidas utilizando de estratégias perceber a relação de peso entre convencionais e não convencionais; diferentes elementos (pedras, livros, - Compreende que o todo pode ser dividido em etc.) partes menores; - Realizar experiências com a noção de capacidade de volume observando as outras formas de medidas não padronizadas. - Realizar corretamente (de acordo com a classe) a marcação no calendário; - Conhecer e se familiarizar com instrumentos utilizados para medir o tempo (relógios, cronômetros, etc.) 40
    • MATEMÁTICA – ESPAÇO E FORMAOBJETIVO CONTEUDOS ESTRATÉGIAS AVALIAÇÃO- ter confiança em sua capacidade - Representar e construir objetos a - Explorar o espaço ao seu redor, - Verbaliza posições em relação a objetos epara lidar com situações matemáticas partir de um modelo; conseguindo assim maior coordenação pessoas.desconhecidas utilizando - Criar um objeto a partir dos de movimento, organizando - explicita e representa a posição de pessoas econhecimentos prévios. conhecimentos previamente mentalmente seus deslocamentos, objetos tendo um ponto de referência.- situar-se e deslocar-se no espaço, a adquiridos; antecipando-os; - situa-se e desloca-se no espaço a partir departir de pontos de referência; - Reconstruir objetos divididos em - Representar e construir figuras pontos de referência.- explicitar e representar a posição de partes; geométricas tridimensionais e - Descreve e representa pequenos trajetospessoas e objetos, tendo um ponto de - Localizar-se no tempo e espaço, bidimensionais; observando pontos de referência.referência; tendo a noção do espaço que seu - Utilizar argila ou massa de modelar, - Identifica propriedades geométricas de- explorar e identificar propriedades corpo necessita tendo como referência para construção de figuras objetos e figuras.geométricas de objetos e figuras; outro objeto; tridimensionais;- representar objetos; - Representação de posições com - Representar utilizando suportes e- descrever e representar pequenos vocabulário pertinente em diversas meios, formas geométricas dospercursos e trajetos, observando situações; objetos;pontos de referência; - Identificação de propriedades - Observar, comparar e nomear as geométricas de objetos e figuras; diferenças e semelhanças entre - Representações bidimensionais e objetos; tridimensionais de objetos; - Resolver problemas em variadas - Identificação de pontos de referência situações cotidianas envolvendo para situar-se e deslocar-se no percursos e trajetórias; espaço; - Elaborar, interpretar, representar e - Representação de pequenos apropriar-se de símbolos como percursos e trajetos. elemento indicador do progresso do seu pensamento geométrico. 41
    • Jogos com regras / sistema de numeraçãoJustificativa Os jogos de construção e de regras são atividades que auxiliam no trabalhocom a área de matemática. Para tanto, é preciso ter intencionalidade e planejamento porparte da professora. O desenvolvimento nos jogos depende da autonomia da criança. Éimportante que em todo o tempo didático o aluno tenha oportunidade de iniciativa etomada de decisão para que ao jogar, desenvolva a capacidade de coordenar pontos devista com outras crianças e criar estratégias para ganhar. Quando a criança aprende ajogar as intervenções se modificam após as crianças terem aprendido as regras do jogo,cabendo à professora elaborar perguntas e propostas que aumentem os desafiosoferecidos às crianças, pois, à professora cabe estimular o pensamento. Para tanto, épreciso garantir que o aluno saiba falar (ao falar a criança elabora o que fez).Algumas orientações didáticas são importantes para melhorar o trabalho com jogos.Jogos com regrasOrientações didáticasa) Introduzir o jogo de maneira clara e breve. Levantar os conhecimentos prévios dascrianças sobre o jogo.b) Observar as crianças e seus saberes de forma a fazer intervenções apropriadas às suasnecessidades.c) A professora poderá jogar com os alunos e depois observá-los a fim de intervir.d) Observar se o aluno está jogando de modo intuitivo, espacial ou lógico intervindo paraque o aluno avance construindo conhecimentos e aprendizagens significativas. 42
    • e) Incentivar e enriquecer a troca entre as crianças, favorecendo a socialização dasdescobertas, possibilitando aos alunos defender ou corrigir seu ponto de vista.f) É mais indicado priorizar jogos durante o ano para que sejam bem trabalhados.Existem muitos jogos apropriados para as diferentes faixas etárias e as crianças tambémpodem criá-los.g) Elencar jogos que possibilitem o uso de estratégias e não só aqueles que dependem desorte/azar. Conhecer os jogos e definir quais conteúdos podem ser trabalhados com eles,de forma a planejar ações com os mesmos, escalonando desafios em sequenciasdidáticas.b) Ouvir o que as crianças têm a dizer sobre como estão jogando ou porque jogam daquela maneira. Isso faz saber em que etapa elas estão e como podemos desafiá-la. Conhecer as crianças para desafiá-las com novas propostas.c) Pensar em parcerias onde alguns jogam bem e outros não, para que exista cooperação cognitiva.d) Usar estratégias de jogos anteriormente trabalhados para ensinar novos jogos.e) Estimular a jogarem cada vez melhor. É interessante que as crianças inventem seus próprios jogos depois de terem jogado bastante.f) Respeitar e socializar o conhecimento que as crianças trazem de casa sobre como jogar, como registrar, as estratégias para ganhar e etc.g) Propor o jogo em um momento tranqüilo, observando em que momento da rotina se desenvolverá.h) Organizar o espaço com as próprias crianças, tanto antes quanto depois da brincadeira. Com isso são trabalhados conteúdos procedimentais e atitudinais.i) Conduzir as atividades de jogos de modo que os alunos sintam a necessidade de registro.j) Propor situações de registro para que haja avanços para as formas mais elaboradas e convencionais. Sistema de numeração 43
    • Orientações didáticas a) Propor atividades que criem a necessidade de uso do sistema de numeração escrita. b) Criar situações que envolvam problemas numéricos nos quais as crianças sejam incentivadas a buscar estratégias próprias de resolução, socializando-as e ampliando possibilidades. c) Organizar situações significativas de aprendizagem que considerem as hipóteses das crianças sobre os números. d) Favorecer e incentivar as crianças a buscarem diferentes materiais e recursos para a solução dos desafios que lhes são lançados. e) Aproximar as propostas de trabalho na escola, das práticas sociais reais, organizando diferentes espaços na rotina nos quais as crianças se coloquem como usuárias do sistema de numeração: brincadeiras simbólicas, jogos, etc. f) Organizar diferentes agrupamentos para a realização das atividades (duplas, trios, subgrupos, coletivos), com o objetivo de favorecer a circulação de informações e de conhecimentos matemáticos entre as crianças. g) Validar sempre no grupo a construção de conhecimentos socializando e registrando as conquistas da classe. h) Considerar e valorizar as respostas das crianças solicitando que justifiquem seus conhecimentos e produções, respeitando a lógica própria do seu pensamento. i) Socializar as diferentes estratégias utilizadas pelas crianças na solução dos problemas numéricos, propiciando trocas, comparações e reformulações de hipóteses. j) Definir o objetivo que se deseja atingir em cada etapa do trabalho para que a aprendizagem possa ser avaliada e para que possam ser lançados novos desafios. k) Os problemas lançados às crianças precisam promover novos conhecimentos e não só fazê-las usar aqueles que já possuem. 44
    • CORPO E MOVIMENTOOBJETIVO CONTEUDOS ESTRATÉGIAS AVALIAÇÃO- Ampliar as possibilidades expressivas - Utilização expressiva intencional do - Jogos e brincadeiras com fantasias a Observar se a criança:do próprio movimento, utilizando movimento nas situações cotidianas e fim de que as crianças assumam - consegue adequar os gestos e movimentosgestos diversos e o ritmo corporal nas em suas brincadeiras. papéis, e se vejam em espelhos. às necessidades (força, velocidade,suas brincadeiras, danças, jogos e - Percepção de estruturas rítmicas - Jogos de interação, de imitação e o resistência, ritmo);demais situações de interação. para expressar-se corporalmente por reconhecimento do corpo - tem um bom repertório de movimentos;- Explorar diferentes qualidades meio da dança, brincadeiras e outros - Reconhecimento dos sinais vitais do - apresenta uma postura de equilíbrio emdinâmicas do movimento, como força, movimentos. corpo e de suas alterações, como a atividades de percurso ou outras que exijam ovelocidade, resistência, flexibilidade, - Valorização e ampliação das respiração, os batimentos cardíacos, as mesmo;conhecendo gradativamente os limites possibilidades estéticas do movimento sensações de prazer, - se expressa através da dança e doe as potencialidades de seu corpo. pelo conhecimento e utilização de - Exercício de imaginação e criatividade movimento conforme diferentes ritmos- Controlar gradualmente o próprio diferentes modalidades de dança. representando experiências vividas por apresentados;movimento, aperfeiçoando seus - Percepção das sensações, limites, meio do movimento, por exemplo, - realiza os movimentos: subir/descer,recursos de deslocamento e ajustando potencialidades, sinais vitais e balançar como uma folha, derreter escorregar, pendurar-se, rastejar,suas habilidades motoras para integridade do próprio corpo. como um sorvete, etc. abaixar/levantar, etc., de acordo com autilização em jogos, brincadeiras, - Participação em brincadeiras e jogos - Danças, brincadeiras de roda, habilidade exigida pela atividade;danças e demais situações. que envolvam correr, subir, descer, cirandas, oportunizando à criança a - apresenta uma postura adequada às- Utilizar os movimentos de preensão, escorregar, pendurar-se, movimentar- realização de movimentos de diferentes diferentes solicitações das brincadeiras e jogosencaixe, lançamentos etc., para se, dançar etc., para ampliar qualidades expressivas e rítmicas. (se segue os “comandos”);ampliar suas possibilidades de gradualmente o conhecimento e o Brincadeiras de lutar, correr, saltar, - possui noção de orientação espacial,manuseio dos diferentes materiais e controle sobre o corpo e movimento. dançar, subir e descer de árvores ou reconhecendo as diferentes dimensões doobjetos. - Utilização dos recursos de obstáculos, jogar bola, rodar bambolês espaço (altura, largura e profundidade) e saiba- Apropriar-se progressivamente da deslocamentos e das habilidades de etc. se localizar no mesmo (lateralidade);imagem global de seu corpo, força, velocidade, resistência e - Pesquisa sobre os diferentes modos - acata as regras dos jogos e brincadeiras econhecendo e cada vez mais uma flexibilidade nos jogos e brincadeiras de brincar, dançar, pular corda, sendo competitiva, aceita a relação de ganharatitude de interesse e cuidado com o dos quais participa. considerando diferentes qualidades de e perder;próprio corpo. - Valorização de suas conquistas movimento. - transfere suas conquistas e conhecimentos corporais. - Jogos de regras e mesmo para as atividades do dia a dia; - Manipulação de materiais, objetos e competições, cuidando para que - tem interesse pelas atividades de corpo e brinquedos diversos para ocorram de modo saudável e dentro movimento. aperfeiçoamento de suas habilidades das possibilidades do próprio corpo da manuais. criança. - Jogos e brincadeiras de roda, circuitos motores etc. 45
    • Ciências e Educação AmbientalOBJETIVO CONTEUDOS ESTRATÉGIAS AVALIAÇÃO- Possibilitar às crianças formular - Participação em atividade que Observar e avaliar:questões, buscar respostas, imaginar envolvam histórias, brincadeiras, jogos - as atitudes da criança frente ao conteúdosoluções, formular explicações, e canções que digam respeito às trabalhado.expressar opiniões, interpretações e tradições culturais de sua comunidade - o nível de interesse e curiosidade que aconcepções de mundo, confrontando e de outras; criança demonstra pelo assunto.seu modo de pensar com as demais - Conhecimento de modos de ser, viver - se as questões levantadas pela criança sãocrianças e adultos, relacionando os e trabalhar de alguns grupos sociais do pertinentes ao tema abordado.seus conhecimentos e idéias a presente e do passado; - se a criança ao confrontar suas hipótesescontextos mais amplos, construindo, - Identificação de alguns papéis sociais com o conhecimento culturalmente produzido,portanto, conceitos cada vez mais existentes em seus grupos de convívio, elabora novas conclusões.elaborados. dentro e fora da instituição; - se a criança expressa seus conhecimentos - Valorização do patrimônio cultural do com coerência através de relatos orais, seu grupo social e interesse por desenhos, gráficos, registro escrito, etc. conhecer diferentes formas de - se generaliza os procedimentos expressão cultural desenvolvidos durante os estudos como pesquisas (livros, revistas, jornais, mapas, Organização dos grupos e seu vídeo, etc), experimentos, observação direta e modo de ser, viver e trabalhar registro, utilizando-os na busca de conhecimentos sobre qualquer outro tema - curiosidade pelo mundo social e - Pesquisas e entrevistas com pais, dessa área. natural, formulando perguntas, parentes e pessoas relacionadas à - se percebe os processos de transformação imaginando soluções para história do bairro, ou cidade, para dos seres e dos objetos através de compreendê-lo, manifestando opiniões contextualizar a aprendizagem, experiências e observação. próprias sobre os acontecimentos, partindo do que é próximo à criança; buscando informações e confrontando - Tematizar hábitos e costumes que as idéias; crianças vivenciam no seu dia a dia, - relações entre o modo de vida como alimentação, vestimenta, música, característico de seu grupo social e de jogos e brincadeiras, para que as outros grupos; crianças estabeleçam relações entre - relações entre o meio e as formas de suas vivências e de outros grupos ou vida que ali se estabelecem, gerações 46
    • valorizando sua importância para a - Jogos e brincadeiras do repertóriopreservação das espécies e para a cultural e folclórico: brincadeiras dequalidade da vida humana. pegar, esconder, de roda, etc.Os lugares e suas paisagens: Roda de conversa com utilização de- Observação da paisagem local (rios, fotos, cartões postais de paisagensvegetação, construções, florestas, locais ou distantes;campos, dunas, açudes, mar, - Observação de locais próximos emontanha, etc.); seus elementos, utilizando binóculos,- Utilização com a ajuda dos adultos, máquinas fotográficas, ou registrandode fotos, relatos e outros registros para com desenhos, etc.;a observação de mudanças ocorridas - Trabalhar com textos informativos,nas paisagens ao longo do tempo; literários, músicas, documentários e- Valorização de atitudes e filmes que façam referências a outraspreservação dos espaços coletivos e paisagens;do meio ambiente. - Entrevistas com pessoas da comunidade sobre as mudanças dos locais próximos; - Atividades com representações como plantas de rua, mapas, globos, croquis, etc para reconhecimento da função social desses portadores; - Brincadeiras de pistas como caça ao tesouro, e seus registros para que a criança represente graficamente o espaço.Objetos e processos detransformação:- Participação em atividades que - Atividades de confecção deenvolvam processos de confecção de brinquedos e jogos com diferentesobjetos; materiais (sucata, madeira, tecido,- Reconhecimento de algumas papel, etc.)características de objetos produzidos - Oferecer diferentes materiais e proporem diferentes épocas e por diferentes a resolução de problemas com agrupos sociais; construção de uma ponte, cabana, e- Conhecimento de algumas experimentos diversos; 47
    • propriedades dos objetos: refletir, - Pesquisas em livros, enciclopédias eampliar ou inverter imagens, produzir, documentários sobre diferentes objetostransmitir ou ampliar sons, construídos pela humanidade e suapropriedades ferromagnéticas etc.: transformação ao longo das épocas;- Cuidados no uso dos objetos do - Investigação através decotidiano, relacionados à segurança e experimentos, montagem eprevenção de acidentes, e à sua desmontagem de objetos do interesseconservação. das crianças (ex: brinquedos à pilha,-exploração das transformações físicas engrenagem do relógio, etc.)ou químicas de alimentos e materiais -transformações de materiais,diversos ingredientes, alimentos, etc. e observação e registro pelas crianças.Seres vivos- Estabelecimento de algumas relações - Criação e cultivo de pequenosentre diferentes espécies de seres animais e plantas, para observação,vivos, suas características e suas comparação e estabelecimento denecessidades vitais; relações;- Conhecimento dos cuidados básicos - Roda de conversa sobre animais quede pequenos animais e vegetais por as crianças têm em casa e os cuidadosmeio da sua criação e cultivo; que se deve ter com eles;- Conhecimento de algumas espécies - Atividades para reconhecimento doda fauna e da flora brasileira e próprio corpo, suas limitações emundial; cuidados;- Percepção dos cuidados necessários - Pesquisa em livros e enciclopédiasà preservação da vida e do ambiente; sobre as características dos seres- Valorização da vida nas situações vivos e suas relações com o meioque impliquem cuidados prestados a ambiente (habitat, alimentação, cadeiaanimais e plantas; alimentar, etc);- Percepção dos cuidados com o - Nas atividades de rotina trabalharcorpo, à prevenção de acidentes e à com os cuidados do corpo, saúde esaúde em geral; bem estar- Valorização de atitudes relacionadas - mapear interesses e possibilidadesà saúde e ao bem estar individual e de trabalho considerando as crianças,coletivo. suas histórias, experiências e 48
    • - Realizar procedimentos de pesquisa, potencialidades.como formulação de questões a partirdo que os alunos revelem interesse emaprender, levantando suas hipóteses,busca, localização e seleção deinformações e socialização dapesquisa.Fenômenos da Natureza - Observação de fenômenos da- Estabelecimento de relações entre os natureza que ocorrem no dia a dia: sol,fenômenos da natureza de diferentes chuva, arco-íris, etc;regiões (relevo, rios, chuvas, secas, - Pesquisa em livros, revistas, jornais eetc.) e as formas de vida dos grupos enciclopédias alguns fenômenossociais que ali vivem; ocorridos em outras regiões como, por- Participação em diferentes atividades exemplo, neve, furacão, vulcões, etc,envolvendo a observação e a pesquisa assim como de fenômenossobre a ação de luz, calor, som, força relacionados à astronomia;e movimento. - Atividades culinárias envolvendo experimentos com o calor (fogo); - Jogos e experimentos com luz e sombra, fontes sonoras, força e movimento, onde haja observação e registro das conclusões. 49
    • Artes Visuais e Música MÚSICAOBJETIVO CONTEUDOS ESTRATÉGIAS AVALIAÇÃO- Explorar e identificar elementos da - Reconhecimento e utilização Jogos de diferenciação entre o barulho Observar se a criança semúsica para se expressar, interagir expressiva, em contextos musicais das e música, que levem a criança a - tem prazer em participar de fato das atividadescom os outros e ampliar seu diferentes características geradas pelo entender a música como interferência propostasconhecimento do mundo. silêncio e pelos sons: altura (graves e intencional que organiza som e silêncio - reconhece em diferentes contextos musicais as- Perceber e expressar sensações, agudos), duração (curtos e longos), e que comunica. (Jogo de estátua) características dos sons.sentimentos e pensamentos, por meio intensidade (fortes e fracos) e timbre - Valer-se das vozes dos animais, sons - participa de jogos e brincadeiras que envolvamde improvisações, composições e (característica que distingue e dos objetos e máquinas, dos dança ou improvisação musical.interpretações musicais. personaliza cada som). instrumentos musicais, do próprio - tem um bom repertório de músicas (memória - Reconhecimento e utilização das corpo em contextos de situações musical) variações de velocidade e densidade musicais. - tem interesse em produzir sons com objetos, na organização e realização de - Utilizar-se de instrumentos musicais se cria nas oficinas de instrumentos. algumas produções musicais tocados de maneiras diferentes, como, - Participação em jogos e brincadeiras por exemplo, um tambor. Apreciação musical: observar se a criança que envolvam a dança e/ou a - Jogos de imitação com ritmo, sempre - tem interesse em escutar música de gêneros, improvisação musical. tomando o cuidado de observar como estilos ou épocas diferentes. - Repertório de canções para as crianças percebem a proposta e - tece comentários sobre a música proposta ou desenvolver a memória musica. não insistindo se elas não conseguem estabelece relações com outras já apreciadas. - Escuta de obras musicais de diversos fazer com precisão. - percebe qual é o tema da música ou a frase gêneros, estilos, épocas e culturas, da - Fazer gestos e movimentos corporais musical que se repete. produção musical brasileira e de outros pois o corpo traduz em movimentos os - reconhece algum instrumento nos momentos povos e países. diferentes sons que percebe. de escuta das músicas, - Reconhecimento de elementos Movimentos de flexão, balanceio, - diferencia nas melodias cantadas os tipos de musicais básicos: frases, partes, torção, e de locomoção como saltitar, vozes ( feminina, masculina, coral). elementos que repetem etc. (a forma). correr, etc.,estabelecem relações - Informações sobre as obras ouvidas diretas com os diferentes gestos e sobre seus compositores para iniciar sonoros. seus conhecimentos sobre a produção - Jogos de improvisação a partir de musical. roteiro extra musical, como por - produção e reflexão sobre os exemplo, nas histórias que as crianças contextos sonoros criados pelas tocam com suavidade para não crianças. acordar ninguém que dorme, produzem impulsos sonoros imitando a 50
    • chuva, realizam ritmos de galoperepresentando o tratar dos cavalos etc.- Jogos de improvisação queestimulam a memória auditiva emusical assim como a percepção dadireção do som no espaço.- Criação de pequenas canções tendocomo base a experiência musical dascrianças, como por exemplo, numtrabalho com rimas, as criançaspoderão fazer pequenas cançõestendo como base os seus própriosnomes, dos amigos, de frutas, coresetc.- Oficina de instrumentos musicaiscriados pelas crianças , podendo fazermúsica a seguir.Escutar músicas sem texto,apresentando composições ou peçasbreves, danças e aquelas criadas paraa apreciação musical infantil.- Escutar músicas de outros países,regiões bem como da músicatradicional popular.- Completar a escuta da obra musicalapresentando informações relativas aocontexto histórico de sua criação,época, seu compositor, intérpretes, etc.- Fazer o registro musical utilizandooutras formas de notação musical quenão a escrita convencional, comopor exemplo, desenhos ou códigos quepossam ser lidos edecodificados pelo grupo (sons curtosou longos, fortes ou fracos, etc.) 51
    • Artes Visuais MÚSICAOBJETIVO CONTEUDOS ESTRATÉGIAS AVALIAÇÃOAmpliar os conhecimentos de mundo que Quanto ao Fazer artístico Desenho livre, sem intervenções diretas, Observar se avaliação:possuem, manipulando diferentes objetos e - Criação de desenhos, pinturas, colagens, explorando diversos materiais e utilizando demateriais, explorando suas características, modelagens a partir de seu próprio repertório e suportes de diferentes tamanhos e texturas, - Falar em avaliação para Artes pode parecer utópico oupropriedades e possibilidades de manuseio e da utilização de elementos da linguagem das como papéis, cartolina, lixa, areia etc. pouco provável dada a dificuldade de mensuração. O que éentrando em contato com formas diversas de Artes Visuais: ponto, forma, cor, volume, espaço, - A partir dos desenhos das crianças, que elas certo ou errado no fazer artístico? Como seria então possívelexpressão. textura etc. façam o mesmo desenho em escala maior ou estabelecer critérios em se tratando de algo tão subjetivo?- Utilizar diversos materiais gráficos e plásticos - Exploração e utilização de alguns menor, possibilitando que ela reflita sobre o seusobre diferentes superfícies para ampliar suas procedimentos necessários para desenhar, desenho e organize de maneira diferente os O processo avaliativo passa por três etapas e o professorpossibilidades de expressão e comunicação. pintar, modelar etc. pontos, traçados e espaços do papel. poderá:- Interessar-se pelas próprias produções, pelas - Exploração e aprofundamento das - Desenhos utilizando papéis com algum tipo dede outras crianças e pelas diversas obras possibilidades oferecidas pelos diversos intervenção, como por exemplo, um risco, um No âmbito individual:artísticas (regionais, nacionais ou internacionais) materiais, instrumentos e suportes necessários recorte, uma colagem de parte de uma figura percurso criador da criança;com as quais entram em contato, ampliando os para o fazer artístico. etc. forma que a criança utiliza os materiais,seu conhecimento do mundo e da cultura. - Exploração dos espaços bidimensionais e - Desenho a partir da observação de diversas procedimentos, atitudes e avanços apresentados. - Produzir trabalhos de arte, utilizando a tridimensionais na realização de seus projetos situações, cenas, pessoas e objetos. Umlinguagem do desenho, da pintura, da artísticos. exemplo seria o desenho de alguma parte do Em grupomodelagem, da colagem, da construção, - Organização e cuidados com os materiais no corpo vista pela criança, observando as => observar se socializam as boas idéias;desenvolvendo o gosto, o cuidado e o respeito espaço físico da sala e em outros espaços. características comuns a todas as pessoas e o forma das produções e as soluções encontradas, sempre se apelo processo de produção e criação. - Respeito e cuidado com os objetos produzidos que particulariza o seu; observar movimentos que foi combinado antes.- Participar de situações coletivas de individualmente e em grupo. corporais tentando representá-lo.organização do espaço, em sala de aula, no - Valorização das produções de diferentes - Que desenhem livremente colocando diversos Na auto avaliação:ateliê, em espaços expositivos dentro e fora da grupos sociais – arte infantil, arte indígena, arte materiais e auxiliar as crianças para que => observar como comparam suas próprias soluções com asescola. popular, artes de diferentes épocas e imagens desenvolvam as suas próprias propostas, dos outros colegas.- Praticar ações de cuidados com os materiais do cotidiano, de suas próprias produções, das de indicando materiais mais adequados para cada ⇒ a roda da conversa pode ser um espaço adequadográficos e plásticos sobre diferentes superfícies outras crianças e da produção de arte em geral. uma delas. para avaliação quando contempla a apreciação dospara ampliar suas possibilidades de expressão e - Produções tridimensionais em várias etapas, trabalhos de todos (socialização). pois elas exigem diversascomunicação. ⇒ outro observável é o envolvimento da criança naquilo- Sentir prazer na realização de trabalhos Quanto à apreciação ações como colagens, pintura etc. que está fazendo, seu empenho e interesse.artísticos. - Conhecimento da diversidade de produções - Organizar exposições dos trabalhos das - cabe também ao professor observar como o aluno- Participar de rodas de apreciação das mais artísticas, como desenhos, pinturas, esculturas, crianças em conjunto com a turma, facilitando a sintetizou as experiências vividas durante o processo,variadas imagens, das suas próprias e dos construções, fotografias, colagens, ilustrações, cada aluno a percepção do seu processo envolvendo a percepção, a emoção e o pensamento.colegas. cinema etc. evolutivo e do desenrolar das etapas de - é fundamental também reconhecer os valores estéticos dos- Explorar os mais variados movimentos gestuais - Apreciação das suas produções, das dos trabalho. alunos. A produção final é o término de um caminho, mas é,para produzir desenhos e pinturas. outros e de diferentes grupos sociais por meio - Leitura de imagens elaborando perguntas que também, o provável início de um outro, uma vez que pode- Utilizar, conhecer e diferenciar diversos meios, da observação e leitura de alguns elementos da instiguem a observação, interesse e descoberta tornar o estímulo gerador de um novo processo.suportes e instrumentos. linguagem plástica. das crianças como “ Como o artista consegui- Descobrir diferentes possibilidades e - Observação dos elementos constituintes da essas cores?”, “O que você acha que foi maisexperimentar combinações na utilização dos linguagem visual: ponto, linha, cor, forma, difícil ele pintar?”, “Como você acha que elemateriais plásticos nos planos bi e volume, contrastes, luz, texturas. conseguiu esse efeito na tela?”,tridimensionais. - Leitura de obras de arte a partir da observação, - Rodas de apreciação de obras, a descrição 52
    • - Exercitar escolhas de materiais e modalidades narração, descrição e interpretação de imagens daquilo que está sendo observado, auxiliando-asartísticas. e objetos. nas verbalizações e permitindo que sejam- Conhecer e comparar diferentes modalidades - Apreciação das Artes Visuais e autoras das próprias interpretações.artísticas – desenho, pintura, escultura, colagem estabelecimento de correlação com experiências - Observação de imagens figurativas fixas ou em,entre outras. pessoais. movimento e de produções abstratas.- Entrar em contato com elementos da - Que falem sobre as suas próprias criações elinguagem visual – linha, cor, forma, textura, luz escutem as observações dos colegas sobre seuse sombra, volume. trabalhos. BrincarOBJETIVO CONTEUDOS ESTRATÉGIAS AVALIAÇÃO 53
    • - Agrupar-se em pequenas equipes Brincar com papéis ou faz de conta Criação de brincadeiras compostas de - representar papéis como se fora um adulto,criando um enredo ou tema, brincando, vários papéis, assumidos durante o outra criança, um boneco, um animal, etc. ecomunicando-se e atribuindo processo, que se organizam e que brincar com os companheiros de formasignificados diversos a ações e interagem em torno de um enredo complementar.objetos. comum, tais como circo, a casinha, o - manipular e dirigir objetos ou bonecos tais- Interagir através da utilização de uma casamento, uma viagem como fantoches ou figuras representativas delinguagem simbólica explicitada pelo interplanetária, o posto de saúde, a histórias ou enredos televisivos para os quaisuso verbal diferenciado ou de sinais e livraria, a pescaria, etc. são atribuídas características singulares.gestos corporais próprios ao brincar. - Inclusão de objetos reais cujo - utilizar-se de objetos substitutos ou- Interagir com base na ajuda mútua, significado é modificado em função dos brinquedos atribuindo-lhes significadosatento às ações dos colegas e enredos com os quais se brinca como diferentes em função do enredo da brincadeira.respeitando as diferentes idéias por exemplo , na utilização de uma - participar de jogos coletivos corporais ou decriadas durante a brincadeira. mesa virada de pernas para cima jogos de tabuleiro que impliquem no respeito- Imitar e representar as interações fazendo de conta que é um barco; de algumas regras.presentes na sociedade na qual vivem, - Inclusão de trajes e acessórios para =>conhecer e participar de alguns jogos eescolhendo papéis que lhe sejam mais caracterização dos papéis, tais como brincadeirasinteressantes. fantasias, chapéus, luvas, panos,- Brincar de forma alternada com carteiras, vestidos, calças, colares, etc.papéis que representem o bem e o - Organização dos espaços em funçãomal, a força e a fraqueza, a coragem e dos espaços nos quais se brinca,a covardia, o homem e a mulher, a criando cenários particulares tais comocriança e o adulto, a bela e a fera, etc. circo, palco para cavalo, salão de- Aceitar a liderança e ser líder quando cabeleireiros, guichê de correio, etc.necessário. - Manipulação de pequenos bonecos e- Explicitar sentimentos, alternando a ou fantoches e marionetes pararepresentação de papéis e criação de brincadeiras imaginadas;manipulando os pares de - Construção de objetos, brinquedos,ausente/presente, bom/mau, marionetes para brincadeira;feio/bonito, grande/pequeno,etc. - Imitação de situações complexas e- Questionar e refletir sobre os mais próximas das situações reais, taisassuntos trabalhados em outras áreas, como o brincar de fazer uma peça deacionando a memória voluntária para teatro, organizar uma venda, brincar deestabilizar seus conhecimentos casar, etc.prévios. - Discussão sobre brincadeira,- Respeitar regras, mudando-as e efetuando autocrítica paranegociando-as de comum acordo com aperfeiçoamento dos papéis e dos 54
    • seus colegas. enredos criados;- Resolver os conflitos surgidos através - Agrupamentos baseados na ajudado diálogo com os colegas ou pedir mútua e na complexidade de açõesajuda para o educador de forma a simbólicas reais.manter a continuidade da brincadeira. - Conhecimento e denominação das Brincar com materiais de diferentes formas de peças de matéria construção plástica, madeira, etc, tais como placas, pequenas vigas, ladrilhos, cilindros, cubos, prismas e arcos, utilizados em atividades de construção no plano tridimensional. - Familiarização com placas diferentes segundo a forma e dimensões: compridas e curtas, largas e estreitas, quadradas e retangulares, grandes e pequenas, etc, de maneira a que as crianças possam estabelecer relações de equivalência entre elas e utiliza-se destas para construir formas que desejam, como por exemplo, construir um cubo com dois primas triangulares ou aumentar uma superfície desejada mediante a união de várias peças planas de igual espessura. - Conhecimento e utilização dos materiais mais adequados para construir partes desejadas de suas 55
    • construções, tal como utilizar peças para fazer paredes ou janelas e portas de um castelo ou peças determinadas a para a construção de uma cerca de um pequeno galinheiro; - Utilização do material para construção de cenários temáticos de brincadeiras, tais, como um pequeno curral, a casinha de bonecas, uma nave espacial, uma cama de ursinhos, uma gaiola para passarinhos, um avião, etc. - Utilização de regras em brincadeirasBrincar com regras de perseguir, procurar e pegar tais como Dona Polenta, Ajuda-Ajuda, Gato e Rato, Elefante Colorido, Morto-Vivo; jogos de atirar como Amarelinha, Pião, jogos de correr como Corrida de Bastão, Chicote Queimado, etc. - Utilização de regras em jogos de adivinhas, de pegas e parlendas; - Conhecimento e participação em jogos tradicionais de transmissão oral: brincadeiras de roda, jogos com bolas, etc; - Inclusão de acessórios adequados para jogar: brinquedos tradicionais ou materiais esportivos tais como cordas, bolas, pião, pipa, etc. - Participação em momentos de discussão e definição do espaço e número de participantes em função do tipo de jogo utilizado. - Determinação do tempo e do espaço a ser utilizado. 56
    • - Conhecimento e utilização de jogos de tabuleiro baseados em regras de estratégia como Batalha Naval, Fecha- Caixa, jogos de percurso, etc.- Participação na definição de critérios para ganhadores e perdedores. 57
    • Orientações Didáticas O brincar é uma das atividades fundamentais para o desenvolvimento e aeducação das crianças pequenas. Nas brincadeiras são dadas condições para que ascrianças desenvolvam capacidades importantes tais como a atenção, a imitação, amemória e a imaginação. Amadurecem também algumas competências para a vidacoletiva, através da interação e utilização de experiência de regras e papéis sociais. a) Observar o brincar oferecendo materiais adequados, espaços estruturados permitindo o enriquecimento das competências imaginativas e organizacionais dos alunos. b) Permitir que as crianças escolham entre as diferentes opções oferecidas, a fim de que elas possam elaborar de forma independente e pessoal os seus conhecimentos e seu próprio estilo de trabalho futuro. c) Estimular a imaginação das crianças, induzindo-as a raciocinar, e a buscar procedimentos para dar solução aos seus problemas através da comparação, da contraposição, tirando suas próprias conclusões. d) Levar em conta que determinados temas que as crianças trazem revelam suas impressões, preocupações, dúvidas, angústias e fantasias sobre a vida que levam e que precisam entender; garantindo o espaço da vivência e da troca simbólica de experiências difíceis para as crianças. A oferta de materiais tais como fantasias, brinquedos organizados em cantos na sala, a leitura de contos assim como a intervenção verbal e gestual, no auxílio da criação de personagens e enredos e na discussão de regras pelas crianças são fundamentais. e) Os educadores podem compartilhar da brincadeira das crianças, fornecendo- lhes espaço, tempo e material à medida em que são solicitados ou sugeridos. f) A participação do educador nas situações de brincar, deve orientar-se pela escuta, observação e solicitação de ajuda das crianças, cabendo também 58
    • intervenções para ensinar a brincar, a convidar e inserir colegas, materiais e até participar diretamente em alguns momentos.g) O educador pode participar diretamente da brincadeira cumprindo um papel determinado pelas crianças ou indiretamente fazendo algumas perguntas dirigidas a uma ou duas crianças, colocando-lhes novos problemas e hipóteses a serem solucionados.h) O brincar exige do educador a elaboração de um programa claro e organizado da rotina diária, do espaço, do tempo, das atividades e dos materiais que são propostos, pois isso evidencia o seu papel educativo.i) Para que a brincadeira torne-se uma prática cotidiana, o educador pode organizar em sua sala um canto separado por uma cortina ou biombo, no qual algumas crianças poderão se esconder, fantasiar-se, brincar sozinhas ou em grupo, brincar de casinha, etc.j) Organizar os materiais dentro de uma lógica, por exemplo, as maquiagens próximas ao espelho, as panelinhas próximas ao fogão e à pia, etc.k) É importante que as crianças possam participar da organização do material depois de brincar.l) Organizar situações nas quais as crianças poderão conversar sobre suas brincadeiras, lembrar-se dos papéis assumidos por si e pelos colegas, dos materiais e dos brinquedos usados assim como do enredo e da seqüência de ações. Nesses momentos, lembrar-se sobre o que, com quem e com o quê brincaram poderá ajudar as crianças a organizarem seu pensamento e emoções, criando condições para o enriquecimento do brincar, garantindo também momentos de planejamento da próxima brincadeira com as crianças, organizando espaço e materiais.m) É importante que o educador mantenha a atividade de construção na rotina permanente, desenvolvendo-a várias vezes na semana.n) Nos jogos de construção o educador poderá sugerir a criação de novas formas, e ampliar para todas as crianças a descoberta ou produção de uma ou outra criança, refazendo os passos necessários para sua elaboração.o) Não usar os jogos de construção apenas sobre as mesas. Fazer combinados para que as crianças espalhem os materiais pelo chão da sala possibilitando a construção de cidades, pontes, parques, rios etc.p) O educador poderá planejar projetos utilizando os materiais de construção, como por exemplo, na elaboração de um cenário para determinada brincadeira, ou a construção de maquete sobre algum assunto pesquisado em outras áreas do conhecimento.q) Os jogos com regras implicam em repetições de gestos e ações cujas regularidades são inicialmente compartilhados e gradativamente disputados com adultos e outras crianças. Deve ser organizado pelo educador de maneira a que todos se sintam capazes de brincar, estimulados para dar o máximo de si.r) Ensinar brincadeiras compostas de movimentos corporais regulares como no caso do Serra-Serrador, ou Bamba-la lão, por exemplo, de forma a que as crianças possam compreender, fazer antecipações e coordenar ações para mais tarde ter condutas estratégicas em jogos mais elaborados. Exercitar regras e regularidades 59
    • ajuda as crianças a desenvolverem sua auto-estima, descobrindo seus limites e possibilidades. s) Os jogos que envolvem disputa demandam um clima de respeito e ajuda mútua entre as crianças e entre elas e os educadores, de maneira a que compreendam que saber ganhar e perder está associado a competências, habilidades, capacidades de atenção e compreensão das próprias regras que podem ser aprendidas e que não são inatas. Nessa perspectiva, a competição deve ser trabalhada como uma característica da vida coletiva e não como um estímulo ao individualismo. t) Manter vários jogos de regras e materiais para brincadeiras tradicionais à disposição das crianças, para que elas utilizem os recursos em momentos livres ou organizados em atividades permanentes e fixas durante determinados dias da semana. u) Pode-se desenvolver projetos com brincadeiras tradicionais, envolvendo a coleta do acervo da comunidade, pesquisando junto aos pais e familiares, em livros e junto a especialistas, brincadeiras antigas, de outras civilizações ou países. v) Desenvolver projetos de comparação das regras de jogos diferentes, constatando-se regularidades e pequenas mudanças que definem classes de jogos.4. Rotina “A rotina representa, também, a estrutura sobre a qual será organizado o tempo didático, ou seja, o trabalho educativo realizado com as crianças. A rotina deve envolver os cuidados, as brincadeiras e as situações de aprendizagem orientadas” (RCN Vol. 1 p.54). Ao longo dos anos construímos uma rotina que leva em conta momentos coletivos - dasala e da escola - e individuais – da sala e dos alunos. A rede municipal de ensino de São Bernardo do Campo propõe que o trabalhopedagógico de uma unidade escolar seja organizado em diferentes modalidades, quecitaremos a seguir.PROJETOS “Conjunto de atividades que trabalham com conhecimentos específicos construídosa partir de um dos eixos de trabalho ao redor de um produto final que se quer obter.” (RCNVol. 1 p. 57). Sendo de interesse da turma, num contexto de uso social, aprofundando conteúdosde uma área de conhecimento, desenvolvendo procedimentos de pesquisa, comparação,etc. 60
    • ATIVIDADES SEQUENCIADAS “São planejadas e orientadas com objetivo de promover uma atividade específica edefinida. São seqüenciadas com intenção de oferecer desafios com graus diferentes decomplexidade para que as crianças possam ir paulatinamente resolvendo problemas apartir de diferentes proposições.” (RCN Vol. 1 p. 56) Contemplando as áreas de conhecimento não trabalhadas em projetos específicosou em atividades mais dirigidas pelo professor.ATIVIDADES PERMANENTES “São aquelas que respondem às necessidades básicas de cuidados, aprendizagense de prazer para as crianças, cujos conteúdos necessitam de constância. A escolha dosconteúdos que definem o tipo de atividades permanentes a serem realizados comfreqüência regular diária, semanal, quinzenal ou mensal em cada grupo de crianças,depende das prioridades elencadas a partir da proposta curricular”. (RCNs Vol. 1 p. 55). Cada professora elaborou uma proposta de grade que norteará seus trabalhos,apontando qual a rotina e periodicidade das atividades permanentes. O trabalho pedagógico com intencionalidade educativa requer o planejamentocuidadoso do educador, a fim de que tenha significado para criança, não ocorrendo deforma estanque ou ainda espontânea.a) Entrada e Saída O portão é aberto no início dos períodos (7h30 às 7h40 e 13h às 13h10) pela equipede apoio e as crianças se encaminham sozinhas para as salas de aula. As professorasrecebem seus alunos nas salas, muitas vezes com o espaço organizado com atividadesdiversificadas. O portão é aberto às 11h20 e às 16h50 e os responsáveis buscam ascrianças nas portas externas das salas de aula. Esse é um momento em que os paisconversam com as professoras.b) Parque Dada a importância desse momento para as crianças tivemos o cuidado de garantirque seja uma atividade diária para todos. Como o espaço do parque só comporta umaturma de alunos por vez o tempo é reduzido em algumas turmas de 6 anos e para ointegral no período da tarde. 61
    • c) RefeiçõesLanche servido na escola para todos os alunos. Almoço e Colação – (leite com bolacha ou sucrilhos ou pão com margarina)somente para o semi. No espaço de refeitório existem mesas (acompanhadas pelas cadeirasnecessárias) e 02 turmas lancham ao mesmo tempo. O recheio dos lanches é preparado pelas merendeiras e em cada mesa é colocadonum pote. Dependendo do recheio são utilizadas pazinhas ou colheres. As crianças seencaminham para a mesa de escolha com a caneca plástica e um guardanapo de papel,itens que são disponibilizados em uma mesa de apoio, que fica no centro do refeitório.Servem-se nas quantidades que desejam e ao término do lanche, depositam as canecasvazias na mesa de apoio. As crianças são acompanhadas pelas merendeiras eprofessoras, cabendo prioritariamente à professora a realização das intervençõesnecessárias à formação pessoal e social da criança nesse momento. O cardápio da escola e seus respectivos ingredientes vêm determinados pela Seçãode Merenda Escolar da prefeitura; o que inviabiliza a alteração do mesmo. A AvaliaçãoMensal sobre a merenda e sua aceitação pelas crianças da escola é encaminhada para aSEC 3. A partir das discussões sobre a necessidade de oferecer opções de escolha paraas crianças neste momento, a SEC 3 nos autorizou a servir pão com margarina paraaquelas que não gostam do recheio do dia, e bolacha nos dias que o cardápio prevêcanjica e arroz doce. Faz parte das estratégias o professor propiciar momentos de experimentação paraalém da hora do lanche, nos quais as crianças possam experimentar diferentes sabores,texturas, novos alimentos e redescobrir gosto de alimentos já conhecidos, mas nuncaexperimentados, socializar troca de impressões sobre o alimento, entre outras ações queincentivem as crianças se aventurarem pelo mundo da degustação. Também é importante que a professora como junto com as crianças, atentando-separa a importância de ser um bom modelo e referencial para os alunos. Temos por 62
    • principio o incentivo e nunca a imposição. Caso a criança não queira aquele lanche outraopção poderá lhe ser oferecida, como sugerido no parágrafo acima. A turma do integral recebe a refeição preparada pelas merendeiras e tem a mesmaorganização dos restaurantes de “self-service”. Na avaliação de todo o grupo, esse modelotem sido excelente para as crianças que utilizam os talheres apropriados – facas, garfos ecolheres – servindo-se nas quantidades que julgam satisfazê-las e sendo incentivadas aexperimentar verduras e legumes do cardápio. A rotina e a organização do tempo didático são objetos de reflexão contínua nogrupo da escola e nos planos de aula as professoras consideram as características desuas turmas e os diferentes tempos das crianças. Nos acompanhamentos dosinstrumentos metodológicos das educadoras, no caso, do planejamento, sempre trazemoscomo questionamento a importância da Rotina para a construção da autonomia da criança.d) CuidadosJustificativa Este é um dos conteúdos que integra os RCNs no eixo da Formação Pessoal eSocial da Criança. Já tivemos época na Educação Infantil onde os cuidados eram o fococentral do trabalho na escola, entendida como local de cuidados e espaço compensatóriodas deficiências quanto às orientações das famílias. Vivemos mais recentemente a idéiade que os cuidados caberiam exclusivamente à família não sendo vistos como conteúdode excelência pedagógica. Acreditamos que a criança nesta faixa etária precisa serorientada 63
    • e cuidada pelos professores, uma vez que não têm autonomia suficiente para realizar asvárias atividades que envolvem os cuidados consigo mesmas. Esses cuidados nãoprecisam ser executados pelo professor, mas são imprescindíveis a orientação constante eo seu acompanhamento próximo. Certamente, se cuidadas e orientadas de formarespeitosa as crianças desenvolverão mais rapidamente as habilidades e atitudesreferentes a esse conteúdo, tornando-se mais autônomas.Orientações didáticas  Alguns procedimentos (que se traduzem em orientação didática) tomados por parte do professor, se fazem necessários para que os alunos, tanto do regular como do integral, possam ter na rotina escolar, momentos agradáveis em relação aos cuidados com a higiene do corpo como um todo. Afinal, passar horas em outro local, que não seja a nossa casa, prevê que os adultos que a rodeiam tomem certas atitudes em prol do seu bem estar.  Orientar os alunos quanto às condições do tempo (frio/ calor). A criança necessita ser avisada para pôr ou tirar o agasalho em muitos momentos do dia.  Acompanhar a hora da escovação dos dentes. Procedimentos básicos como: encher o copo e fechar a torneira; pouco creme dental na escova; repor escovas que ficam gastas; não engolir o creme dental; não usar a escova do amigo pois a mesma é de uso pessoal.  O uso dos sanitários também necessita de muita orientação: lavar as mãos após o uso dos mesmos; apertar a descarga; cuidar para não molhar o chão e a roupa; uso do papel higiênico; etc.  As crianças do integral precisam de cuidados em relação ao corpo mais específicos por estarem um maior número de horas na escola. O repouso logo após o almoço, é indispensável para quebrar a rotina de um período para outro. Mesmo que a criança não durma, o fato de deitar e ouvir música provoca uma sensação de relaxamento. Com o passar do tempo as crianças vão se apropriando dos hábitos, atribuindo significado as suas ações tornam-se, portanto, mais autônomas. Antes de deitar as meninas se preocupam em tirar da cabeça tiaras, prendedores, etc. para melhor repousar. Quando uma determinada roupa não é adequada para o repouso, sugere- se que seja tirada. Quando retornam para as outras atividades estão com mais disposição e concentração. A ausência do repouso os deixa irritados, sem paciência e acabam por adormecer no final do período em meio às atividades.  Outros aspectos são relevantes em relação ao integral: a troca dos tênis por chinelos e de roupas após o regular oferece aquela sensação que se tem quando se 64
    • chega em casa. A atenção deve ser redobrada em se tratando dos períodos de mal estar físico como: febres, tosses, vômitos e outras indisposições passageiras. Às vezes, é preciso ministrar remédios prescritos pelo médico também em função do período que permanecem na escola. Nas situações de pequenos acidentes, como tombos com joelhos esfolados, galos na cabeça, etc., cabe ao professor providenciar o conforto para criança, além de lavar o machucado lavando o local com água e sabão. Tomar cuidado com crianças alérgicas a medicamentos convencionais e conversar com elas sobre essa questão (conscientizá-las). Acidentes mais graves necessitam dos pais bem como de providências mais rápidas, nesses casos a forma de comunicação com as famílias é feita por telefone. O corpo manifesta através dos gestos, da temperatura, dos movimentos suas necessidades e precisa ser atendido. A criança em idade pré-escolar precisa ser respeitada em relação às suas necessidades de movimentar-se através das várias atividades que proporcionamos. É importante prever no planejamento momentos de contenção e expansão, sempre alternados, pois um compensa o outro. A preparação para saída deve receber uma atenção especial, pois é um momento de fechamento do dia, onde a criança precisa estar com seus pertences para esperar a pessoa que vêm buscá-las e deve ser um momento tranqüilo. Já as crianças que ficarão também devem ser preparadas para continuar na escola de maneira produtiva e prazerosa. Devemos nos lembrar sempre que os cuidados referem-se tanto aos aspectos relacionais que envolvem a dimensão afetiva quanto aos aspectos biológicos do corpo a qualidade da alimentação e saúde. 65
    • e) BrinquedotecaJustificativa No jogo simbólico as crianças constroem uma ponte entre a fantasia e a realidadebuscando imitar, imaginar, representar e comunicar o que está ao seu redor. Brincar de“faz –de- conta” promove o desenvolvimento físico-cognitivo-afetivo-social e lingüístico dacriança além de estimular a criatividade e revelar ao professor a interpretação que ela fazda realidade. Sendo assim as crianças através do jogo simbólico têm a oportunidade deexpressar seus sentimentos. Através do lúdico a criança re-significa situações do seucotidiano lidando melhor com as mesmas e tornam-se autoras de seus papéis, escolhendoelaborando e colocando em prática suas fantasias e conhecimentos. 66
    • Orientações didáticas  Brincar nesse espaço tem finalidade em si mesmo. Não pode ser estratégia para outra coisa. A criança decide como vai brincar.  O modo de organização dos materiais no espaço tem relação direta com o tempo de duração e a qualidade da brincadeira proposta pelo professor. Pense nisto considerando o seu planejamento e horários.  Reconhecer as brincadeiras e jogos como um espaço de investigação e construção de conhecimentos sobre diferentes aspectos do meio social e cultural em que as crianças vivem.  Levar em conta a capacidade de compreensão das crianças em relação às regras.  O trabalho com cantos simbólicos é mais apropriado do que o famoso baú de brinquedos onde está tudo misturado.  Tornar a brincadeira mais elaborada é incrementá-la com novos objetos e/ou fazer intervenções.  O espaço tem que convidar para brincar. Deve também proporcionar a interação entre as crianças e delas com o conhecimento. Por isso precisa ser planejado pelo professor. 67
    •  É importante considerar os “cantos” e a quantidade de crianças que brincarão nos espaços, mediando situações de conflito nas quais um número maior de crianças disputam um mesmo objeto.  É importante conhecer as preferências das crianças para montar os “cantos” e brinquedos para enriquecer a brincadeira. É fundamental como informar a crianças quais os objetos que existem em cada canto.  O melhor espaço para brincadeira é aquele na qual as crianças podem transformar o arranjo dos objetos pois, do contrário, o material oferecido vira um entrave e empobrece a brincadeira, por exemplo: a casa não pode estar “pronta” conforme o sonho de casa ideal do adulto outra sugestão é elencar os itens para mobília para depois construírem juntos  A melhor intervenção na brincadeira é aquela na qual o professor entra no jogo como parte integrante dele compreendendo a sua lógica segundo o pensamento infantil.  Quando os brinquedos são mais próximos do real permitem às crianças que vivenciem personagens e situações a partir das suas experiências pessoais.  Na brincadeira a criança se apropria de outras formas de situações do seu cotidiano e amplia o seu conhecimento pessoal.  Inicialmente procure informar o que existe em cada canto e seus vários objetos, pois os objetos são semelhantes e podem confundir muito as crianças no momento de guardá-los.  É importante avisar os alunos alguns minutos antes que a brincadeira está no fim e que logo os brinquedos serão guardados. Deste modo, considere no seu horário o tempo necessário para mostrar o espaço para as crianças antes de iniciar a brincadeira para que elas possam organizá-lo ao término do horário.  É essencial que as crianças aprendam a cuidar dos brinquedos. Esse é um conteúdo atitudinal e procedimental que deve ser ensinado e estimulado pela professora.f) Atividades diversificadas 68
    • Justificativa Segundo os RCNs, o exercício da cidadania é um processo que se inicia desde a infância, quando se oferecem oportunidades de escolha e auto-governo. Quanto mais pudermos propiciar às crianças situações em que possam escolher entre vários materiais e atividades a serem realizadas, maior será a capacidade de tomada de decisão, que ocorrerá com tranqüilidade e segurança. A atividade diversificada vem ao encontro desse objetivo, uma vez que visa, na rotina, um momento de escolha e prazer, visto que a criança se envolve em uma atividade com a qual tem afinidade. É também um espaço para que o professor, através da observação, conheça melhor seus alunos, suas preferências, o que consegue realizar sem esforços, e o que necessita de ajuda para fazer.Orientações Didáticas  Primeiramente, a criança tem que conhecer a proposta da atividade como também os combinados para escolha e permanência nos grupos. A roda de conversa é uma boa estratégia para tanto.  O professor também tem que ter o cuidado de selecionar os materiais para que todos sejam do interesse das crianças.  Possibilitar às crianças que participem da seleção e organização dos materiais e propostas.  Observar a necessidade de substituir os materiais (ou a proposta) quando esgotar o interesse das crianças.  Ao propor um jogo, acompanhar um grupo de crianças para construir regras, estimular a formação de estratégias e proporcionar confronto entre pontos de vista diferentes.  Garantir que as crianças tenham momentos de livre escolha. 69
    •  Observar o tempo de duração das atividades.  O professor pode organizar as atividades de modo a contemplar alguns conteúdos das áreas de conhecimento que entenda importante para o grupo, como por exemplo: Canto da Leitura, da escrita, da Matemática, dos Kits de Arte, etc.  Esse momento permitirá a observação mais apurada das professoras nos grupos menores de alunos que estiverem desenvolvendo uma atividade que necessite da sua intervenção mais cuidadosa.  Organizar o espaço de modo a atender a atividade que o grupo está realizando, podendo agrupar mesinhas, delimitar o espaço no chão e movimentar o mobiliário.  Respeitar a escolha do aluno sempre que possível, pois a sua intervenção está na seleção dos materiais e propostas, ao ensinar um jogo e a usar um material novo, por exemplo de artes, a ensinar e ampliar as possibilidades de brincar e usar os matérias e no cumprimento dos combinados. a) Combinar com os alunos como será as escolhas, movimentação do grupo, participação, por exemplo: ”a gente pode mudar de atividade escolhida no mesmo dia?”, “como nós vamos fazer se todos quiserem fazer a mesma atividade no mesmo dia?, “se eu não quiser participar de nenhuma atividade o que poderei fazer?”, etc.g) Roda de músicaJustificativaSegundo os RCNs o trabalho com música na educação infantil envolve o fazer musical e aapreciação musical. O fazer musical se dá através da exploração de materiais sonorosconvencionais ou confeccionados pela própria criança, a fim de reconhecer e utilizar ascaracterísticas do som (altura, duração, intensidade e timbre), e ampliar o repertório decanções desenvolvendo a memória musical.A apreciação musical possibilita ampliar o repertório de músicas nacionais, instrumentais,de outras épocas e de diferentes culturas, conhecendo compositores e suas obras,reconhecendo instrumentos e melodias. 70
    • É importante que o professor reconheça a música como linguagem expressiva e sedisponibilize em trabalhar de forma intencional para que a criança construa conhecimentosa respeito desta arte.Na Roda de Música, que ocorre semanalmente, é necessário que o professor priorize umdos aspectos a ser trabalhado em música, sabendo, entretanto, que também é necessáriogarantir na rotina outros momentos intencionais do trabalho com música.Orientações Didáticasa) Conheça bem a música antes de ensiná-la. Tanto a letra quanto a melodia precisam ser dominadas pelo professor, pois só conseguimos ensinar aquilo que conhecemos bem.b) Explore várias formas de apresentar o texto e a melodia da música. Para tornar o aprendizado melhor fale o texto com ritmo, cante uma frase e peça às crianças que a repitam em eco, etc.c) Cante usando como recursos materiais bonecos ou fantoches.d) Use uma tonalidade adequada para a voz da criança.e) Cuide da voz da criança. Não lhe peça que cante “mais alto”, forçando a voz aos berros.f) Acrescente um instrumento para dar colorido à música. Comece com o corpo, que é um excelente instrumento sonoro. Utilize palmas, batidas dos pés, estalos nos dedos, as palmas nas coxas, etc.. Outros instrumentos como o tambor, o triângulo, os guizos e o pandeiro, podem enriquecer a música.g) Escolha sempre um repertório de boa qualidade, propiciando a escuta de gêneros, estilos e ritmos variados, tendo o cuidado de não oferecer somente músicas do repertório “infantil”.h) Sempre que possível, identifique os instrumentos utilizados na obra ouvida, para enriquecer e ampliar os conhecimentos referentes à produção musical.i) Nas rodas de apreciação você pode observar as vozes como instrumentos. “Elas são masculinas ou femininas?”, “Só uma pessoa está cantando ou há mais de uma pessoa?”, “A música é só cantada (à capela)?”, “Há frases cantadas por uma só voz? É um coral?” “ Há vozes de crianças? “,etc.j) Proponha a escuta de músicas sem texto (só instrumental) para que as crianças sejam guiadas pela sensibilidade, imaginação e sensações que as músicas possam lhes sugerir. 71
    • k) Traga para a escuta a produção musical de várias regiões do país, a fim de resgatar e aproximar as crianças dos valores musicais de sua cultura maneiras de interpretar o mundo.l) Garanta a presença da música na rotina diária, escuta e canto, de forma permanente.m) Informe as crianças sobre o contexto da obra: época, compositor, intérpretes, enfim, aquilo que julgar importante para a ampliação do conhecimento dela.n) Alie à música outras formas de expressão (por exemplo, a dança, desenho, artes visuais, etc.).o) Promova oficinas de construção de instrumentos.p) Atente para os conhecimentos da criança - veja o que ela é capaz de fazer.q) Propicie a participação ativa das crianças nas decisões de sonorização dos improvisos.r) Todo o conteúdo deve ser trabalhado em situações expressivas e significativas para as crianças - forma lúdica.s) Escolha e prepare o ambiente no qual a atividade musical se desenvolverá, pois ela exige concentração e silêncio para a escuta.t) Use jogos de atenção, memória auditiva e musical, discriminando e classificando os sons.u) Dê exemplo cantando e falando com as crianças.v) As atividades musicais devem ser permanentes, duas a três vezes por semana, ou na realização de projetos.w) É interessante utilizar os jogos musicais da cultura infantil: acalantos, parlendas, rodas cantadas e brincadeiras que utilizem a música ( por ex. a dança das cadeiras).x) Repita a brincadeira várias vezes, pois isso colabora para que progressivamente a criança se aproprie da estrutura/gestual e textual da brincadeira. Isso favorece a criação de padrões que contribuirão para que ela desenvolva sua própria musicalidade.y) A repetição contribui também que ela se aproprie da brincadeira aumentando sua auto- estima. 72
    • h) AteliêJustificativaArtes Visuais são uma das formas mais importantes se expressão e comunicação humana,e que, por si só, justifica sua presença no contexto da educação infantil em particular.Sendo assim todos os seus conteúdos se tornam mais elaborados e significativos quandoutilizamos um espaço adequado à altura e à disposição das crianças. O espaço do Ateliêdeixou de existir com essa estrutura desde 2002. Entretanto, mantivemos as mesas earmários com os materiais de Artes no galpão para o desenvolvimento do fazer artísticocom as crianças de acordo com os R.C.Ns para educação infantil. Entregamos tambémpara as professoras toalhas de plástico para revestir as mesas nas atividades planejadascom meios úmidos. Cada professora recebe um Kit de materiais de artes para a utilizaçãotanto nas mesas que servem de bancadas no espaço do galpão, quanto nas próprias salasde aula (meios secos). Adquirimos carrinhos de meios úmidos (01 para cada agrupamentode 3 salas), 03 carrinhos de secagem e um armário para meios secos. Como os carrinhostêm rodas podem ser deslocados até as salas de aula, que têm seus espaçosreorganizados mediante a necessidade de movimento e criação dos alunos.As Artes Visuais são uma das formas mais importantes de expressão e comunicaçãohumana, e que, por si só, justifica sua presença no contexto da educação infantil emparticular. Sendo assim todos os seus conteúdos se tornam mais elaborados esignificativos quando utilizamos um ambiente adequado com pias, bancadas, cavaletes,armários e estantes com materiais adequados ‘a altura e ‘a disposição das crianças. Éinteressante um local para exposição e secagem e mesmo apreciação das produções dascrianças. O espaço do Ateliê deixou de existir com essa estrutura desde o ano passado.Entretanto, mantivemos as mesas e o armário com os materiais de artes no galpão para odesenvolvimento do fazer artístico com as crianças conforme os RCN’s. 73
    • Orientações Didáticasa) Ter clareza dos objetivos ao propor uma atividade de artes visuais.b) Proporcionar o envolvimento da turma através de atividades significativas.c) Partir do levantamento de hipóteses que a criança tenha a respeito da atividade, do material, procurando criar situações desafiadoras de pesquisa e descoberta.d) Apresentar boas imagens para as crianças, usando da linguagem técnica específica do estilo em estudo para que as crianças se apropriem de seu uso adequadamente. A interferência planejada do educador é essencial para que a criança conheça conteúdos de história da arte, apreciação estética e criação (produção individual ou coletiva).e) O professor deve estar atento quanto à adequação dos materiais (meios e suportes) nas propostas de produções das crianças procurando selecioná-los a partir da linguagem com a qual se pretende trabalhar.f) Produzir e realizar releituras de obras com as crianças, intervindo a partir de observáveis próprios de artes como as linhas, posições das figuras, cor, massa, cor quente, fria, figura central, fundo, luz, sombra, etc.g) Socializar o uso de diferentes materiais criando espaço para que a socialização das informações ocorra no grupo tanto no momento da produção quanto depois dela. Rodas de conversa para a socialização constituem uma excelente proposta para tanto.h) Propor a realização de trabalhos tanto individuais quanto em grupo atentando para a socialização das observações e comentários feitos pelos alunos.i) Planejar a organização do espaço e dos materiais de modo a favorecer o movimento e a autonomia dos alunos, utilizando diferentes espaços da escola (internos e externos). 74
    • j) Ensinar procedimentos e desenvolver atitudes tais como: cuidar dos materiais, usá-los de modo adequado, como e onde guardá-los depois de usados e como deixar o espaço ao término da atividade.k) O espaço deve garantir a exposição das produções das crianças, para que possam ser re-significadas em outros momentos em que forem apreciados.l) É importante que a criança respeite a sua produção e a de seus colegas da mesma forma que a sua produção deve ser respeitada pelo professor.m)Na organização do tempo didático a professora deverá considerar a capacidade de concentração e domínio corporal da criança no planejamento.n) No tempo da atividade devem ser considerados os momentos de arrumação (cuidados) do espaço pelas crianças sob a orientação direta do professor (conteúdos procedimentais e atitudinais).o) A avaliação da professora não pode se ater à categorização dos alunos em “criativos”, “pouco criativos”, ou “dotados e não dotados”. A avaliação é processual, sistemática e cumpre a finalidade de subsidiar as observações dos professores para que sejam feitas as intervenções mais adequadas ao desenvolvimento de cada aluno.p) A professora deve criar oportunidade para que o aluno reflita a partir da proposta de trabalho sobre o seu próprio processo, sobre o resultado final e das demais produções.i) Caderno de desenho 75
    • JustificativaEmbora todas as modalidades artísticas devam ser contempladas pela professora a fim dediversificar a ação das crianças na experimentação de materiais, o desenho destaca-se nofazer artístico e na construção das demais linguagens visuais. O desenvolvimentoprogressivo no desenho implica mudanças significativas que no início dizem respeito àpassagem dos rabiscos iniciais da garatuja para construções cada vez mais elaboradas.Essa passagem é possível graças às interações da criança com o ato de desenhar, comos desenhos de outras crianças e também da apreciação de obras de arte. O Caderno deDesenho é um portador de excelência para registrar essa trajetória. É importante que acriança fale com seus colegas e com a professora sobre suas produções, explicando o quêfez e como o fez. Nesse momento o professor pode intervir incentivando a criança a falar epensar sobre novas formas do fazer artístico.Orientações Didáticas a) A professora deve ter uma boa proposta de trabalho para o uso desse portador em especial. 76
    • b) O uso do caderno de desenho requer o ensino de conteúdos atitudinais e procedimentais próprios, tais como: o manuseio ao folheá-lo, cuidados com a organização (uma folha em seguida da outra, folha de guarda), limpeza, lateralidade, etc.c) Devem ser propostos tipos diferentes de desenho: desenho de observação, iniciado, livre, com meios diferentes (principalmente secos), com carbono, etc.d) É importante que a criança tenha a oportunidade de fazer seu trabalho em mais de um dia.e) A criação da criança é livre, mas com isso não queremos dizer que a professora não possa propor temas.f) Ao observar a criança durante a atividade a professora pode intervir sugerindo meios ou suportes mais adequados à idéia que ela pretende desenvolver.g) Observe o uso adequado dos materiais oferecidos de modo a não gerar desperdício. Este é um conteúdo procedimental importante.h) As Rodas de Apreciação das produções das crianças são espaços didáticos importantes, pois nelas conversam sobre o que fizeram e observam as soluções dadas pelos amigos. A professora pode problematizar soluções que julgar mais interessantes para as aprendizagens.i) As produções das crianças devem ser expostas para apreciação. A professora deve prever essa etapa no seu planejamento.j) É mais fácil iniciar no caderno com meios secos (giz, lápis, etc.) e depois propor meios aquosos (cola, guache, etc.), colagens e outras linguagens, pois o portador não favorece a mobilidade que esses meios podem requerer.k) A organização do espaço, inclusive visualmente, é fundamental. Os materiais devem estar bem localizados e distribuídos esteticamente pelo espaço de modo que as crianças tenham acesso e localizem facilmente o que querem utilizar.l) A intervenção didática promove o avanço no processo de criação do aluno. Para tanto, é preciso que a professora observe as crianças durante a atividade e não apenas se detenha ao produto final.m) É importante oferecer à criança momentos de apreciação e reflexão sobre seus próprios trabalhos e os de seus amigos, deixe que ela folheie seu caderno, converse com o amigo ao lado sobre o que fez, participe das rodas de apreciação etc. 77
    • j) Roda de históriaJustificativaComo propõe o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil, nós educadores,devemos organizar nossa prática de forma a promover, em Linguagem oral e Escrita,algumas capacidades nas crianças. Dentre elas estão: “Ampliar gradativamente suas possibilidades de comunicação e expressão, interessando-se por conhecer vários gêneros orais e escritos e participando de diversas situações deintercâmbio social, nas quais possa contar suas vivências, ouvir as de outra pessoa,elaborar e responder perguntas”.“Familiarizar-se com a escrita por meio do manuseio de livros, revistas, e outros portadoresde textos e da vivência de diversas situações nas quais seu uso se faça necessário.”“Escutar textos lidos, apreciando a leitura feita pelo professor” (ou outro leitor);“Escolher os livros para ler e apreciar”.Nos R.C.N. os conteúdos de Língua Portuguesa estão separados em três blocos: Falar eescutar, Práticas de leitura e Práticas de escrita. Desses blocos, dois tem conteúdos quecontemplam os objetivos supra- citados. São eles “Falar e Escutar” e “Práticas de leitura”.Em falar e escutar encontramos: “Reconto de Histórias conhecidas, com aproximação àscaracterísticas da história original no que se refere à descrição de personagens, cenários eobjetos, com ou sem ajuda do professor”. Em Práticas de Leitura, os conteúdos são:“Participar de situações em que os adultos lêem textos de diferentes gêneros, comocontos, poemas, notícias de jornais, informativos, etc.”, “Observação e manuseio demateriais impressos, como livros, revistas, histórias em quadrinhos, etc., previamenteapresentados ao grupo”, “ Valorização da leitura como fonte de prazer e entretenimento.”. 78
    • Acreditando na importância que o alcance desses objetivos tem para o acesso ao mundoletrado pelas crianças, e para garantir os conteúdos citados, o grupo de educadores destaescola estabeleceu em sua rotina dois momentos específicos: “A Roda de História”, comfreqüência diária, e a “Biblioteca Circulante”, realizada quinzenalmente alternando com osempréstimos da BEI. Esta alternância deve-se ao fato de mantermos um acervoconsiderável para as diferentes atividades desenvolvidas na BEI ou através dela, sem quehaja prejuízo nas contações e projetos desenvolvidos na U.E.Nas Rodas de História, o professor prepara uma seqüência, que pode ser: por gênero,autor, temas, personagem, etc. Aqui o aluno tem acesso à boa literatura, pois dispomos deum excelente acervo de livros da BEI adquiridos pela APM da escola..Orientações Didáticas a) Oferecer textos de boa qualidade literária. b) Criar um ambiente agradável que convide à escuta e mobilize as expectativas das crianças. c) Ler a história selecionada com antecedência, pois conhecer o enredo não é o bastante para garantir a realização da leitura pelo professor com ritmo e entonação - condições essenciais para que a história “ouvida” seja interessante. d) Garantir que as crianças possam ouvir a história tal qual está escrita, sem simplificações que infantilizem o texto, imprimindo ritmo à narrativa e dando uma idéia correta do que significa ler, atribuindo assim significado e compreensão ao texto. e) Ler o texto sem interrupções, ainda que as crianças não decifrem todas as palavras, pois muitas vezes o contexto dará conta do significado das palavras desconhecidas. f) Permitir que as crianças olhem para o texto e para as ilustrações enquanto a história é lida. g) Repetir a história mais vezes para as crianças, se elas pedirem, pois além de favorecer as atividades de leitura e escrita, ouvi-la novamente constitui um prazer legítimo para a criança. h) Antes de iniciar a leitura da história, fazer combinados de respeito à professora e aos colegas, de silêncio e participação nesse momento, para não interrompê-la a todo instante. 79
    • k) Biblioteca CirculanteOrientações Didáticasa) Dispor de um acervo na sala com livros de literatura infantil de boa qualidade para as turmas do infantil II.b) Proporcionar às crianças a escolha dos livros para levar para casa.c) Favorecer a troca de sugestões na escolha dos livros entre as crianças.d) Garantir espaço no retorno dos livros para que a criança possa expressar seus sentimentos em relação à história (se gostou ou não, se quer recontar, enfim, sua opinião deve ser respeitada e ouvida na medida em que expressar essa necessidade).e) No desenvolvimento da atividade, buscar aproximá-la ao máximo possível da prática social.f) Manter a regularidade semanal no empréstimo dos livros.g) Cuidar dos livros, mostrando com se faz ao ler, o modo de folhear, de não sujar as páginas etc.h) Buscar o envolvimento dos pais na atividade, pedindo que leiam as histórias para os seus filhos.Obs : Segue o texto afixado na parte interna da pasta de biblioteca de cada criança. EMEB MARIANA BENVINDA DA COSTA – 2012 ORIENTAÇÕES SOBRE O EMPRÉSTIMO DOS LIVROS DA BIBLIOTECA ESCOLAR INTERATIVA “LUIZ GONZAGA”AO PAI / MÃE OU RESPONSÁVEL  ÀS 6ªs feiras os alunos levarão um livro da nossa biblioteca. É muito importante que a história seja lida ou contada para a criança. 80
    •  O livro deverá ser devolvido sempre às 2ª feiras. Caso haja algum imprevisto e não possa devolver na 2ª feira, faça o mais rápido possível. Caso contrário o empréstimo será suspenso.  Você também poderá ser nosso parceiro ajudando no trabalho com a biblioteca, orientando a criança sobre os cuidados que devemos ter com os livros: não rasgar, não cortar, nem rabiscar. Manusear com as mãos limpas e secas. Guardar em local apropriado.  Caso o livro seja danificado de alguma forma, devolver mesmo assim e comunicar à professora. Se extraviado comunique também.  A pasta que servirá para transportar o livro também deve ser cuidada, pois será utilizada o ano todo, semanalmente.  Contamos com a sua colaboração e parceria como parceiros nesta atividade tão importante.ALUNO_______________________________________PROFª.___________________ Infantil____________l) BIBLIOTECA INTERATIVAO espaço já está integrado na rotina escolar desde abril de 2005. A partir de 2007, quandotivemos pessoal do programa REBI na escola, iniciamos o empréstimo sistemático doacervo para os alunos. A Auxiliar da BEI, Suelen trabalha dois dias da semana em nossaescola: às 2ª feiras atende a comunidade durante todo o dia, às 6ª feiras atende aosalunos/equipe escolar para a realização do empréstimo semanal . 81
    • 4. Avaliação das Aprendizagens dos Alunos 4.1. Educação Infantil A avaliação do desenvolvimento e aprendizagens dos alunos é processual econtínua. Aos professores, cabe tornar a proposta cada vez mais desafiadora,possibilitando aos alunos a construção de novos conhecimentos, contribuindo para o seudesenvolvimento emocional e social. 0s professores observam, registram e planejam o trabalho desenvolvido com osalunos. São dois relatórios de avaliação individual das aprendizagens produzidos pelasprofessoras onde constam além das aprendizagens, intervenções e encaminhamentos. Osrelatórios são lidos nas reuniões de pais e, em sendo documento, permanecem na escola 82
    • Os relatórios de avaliação das turmas de 6 anos são enviados com portfólios atividades/avaliações (de língua portuguesa, matemática, artes...) no final do ano letivo para asescolas em que nossos alunos cursarão 1º ano. As famílias tem acesso à todas asatividades que as crianças desenvolvem e ao final do ano, algumas dessas sãoselecionadas para compor o portifólio. 5. Acompanhamento dos Instrumentos Metodológicos5.1- PlanejamentoDestinamos mensalmente um HTPC para planejamento ou relatórios, as professoras sereúnem por faixa etária e organizam a rotina através do planejamento semanal ouquinzenal baseados nos projetos, atividades seqüenciadas e permanentes, tendo o PPPcomo referência.5.2- RegistroCom o planejamento as professoras entregam um registro contando sobre os conteúdostrabalhados, a organização estrutural da aula, a intencionalidade, o foco de trabalho, arelação dos alunos, atividades realizadas, aprendizagens dos alunos, intervenções,dificuldades dos alunos e da professora, sua reflexão sobre o assunto abordadosubsidiando o replanejamento.Esses registros são acompanhados pela coordenadora pedagógica através de leitura edevolutiva, encaminhamento ou intervenção quinzenalmente.As professoras fazem um registro individual dos alunos com observáveis dasaprendizagens para terem subsídios para a produção dos relatórios no final de cadasemestre.5.3- Organização dos registros da ação formativa da equipe gestora:As sínteses dos encontros dos HTPCs e Reuniões Pedagógicas são registrados em livrosata específico por uma professora que é lido e assinado por todos os presentes. 6. Reunião com Pais e Adaptação6.1 – Reunião com pais A parceria família / escola é fundamental para o acompanhamento e odesenvolvimento da criança. Assim, entendemos as reuniões de pais como sendooportunidades muito favoráveis para firmarmos esse vínculo que é construído diariamente. Durante o ano letivo são realizadas quatro reuniões de pais. Na primeira reunião ospais são recebidos no refeitório onde toda a equipe escolar é apresentada. Posteriormentecada família dirige-se a sala de aula de seu filho (a) para a reunião com aprofessora/auxiliares de educação quando for ao caso. 83
    • A primeira reunião de pais prioriza o acolhimento de todos, os pais devem se sentirbem-vindos na escola, reconhecendo nesse espaço um momento de troca, confiança eparceria. O planejamento deste primeiro momento visa contemplar um espaço paraapresentação dos pais entre si e da professora para esse novo grupo. O espaço escolardeve ser apresentado a todos para que se familiarizem com os ambientes e com asopções educacionais existentes na Unidade Escolar. É importante conversar sobre asexpectativas dos pais quanto o trabalho da escola bem como um convite inicial àparticipação do conselho de escola As reuniões coletivas devem assumir um caráter formativo para os pais. Cada turmaescolherá um tema de acordo com o projeto didático ou necessidade pedagógica da sala.Para tanto é feito um planejamento, pensando em introdução/acolhimento,desenvolvimento da reunião e objetivos, avaliação e recursos utilizados. O registro dareunião poderá ser feito pelo professor da classe ou por algum pai presente e tem porobjetivo elencar as principais discussões, encaminhamentos e temas para a próximareunião. As reuniões individuais ocorrem no final de cada semestre e os pais têm aoportunidade de ouvir sobre o desenvolvimento de seu filho em um encontro individual. Cada educador (professor e auxiliar em educação) fica em um espaço disponívelatendendo aos pais em horário agendado. O atendimento dura em média 15 minutos paracada pai e é usado como apoio o relatório individual feito pelos educadores no final decada semestre. Nesse relatório aparece o desenvolvimento global de cada criança, bemcomo as interferências feitas e sugestões pedagógicas para o avanço do aluno. Acreditamos que os pais consigam a partir dessas reuniões acompanharem odesenvolvimento de seu filho (a), fazendo ligações entre o que a criança está aprendendona escola e dar sua contribuição no processo ensino-aprendizagem. No final de 2011 realizamos uma reunião com as famílias dos alunos novos paraapresentarmos as dependências da escola e o PPP da Unidade Escolar. Ficamos felizescom o número de participantes, que foi em torno de 120 entre pais/responsáveis. Expusemos através de Power point parte das atividades desenvolvidas na escola,tendo como foco as rotinas realizadas pelas turmas em 2011. Explicamos os primeiros diasda adaptação, a primeira reunião de pais e abrimos para dúvidas trazidas pelas famílias. Entre as dúvidas apresentadas estava a questão de uso de fralda, chupeta emamadeiras, se os pais poderiam acompanhar os primeiros dias das crianças na escola noperíodo de adaptação, quando seria a vinda do uniforme, cardápio servido para as turmas,quem seria a professora da classe e a gratuidade do transporte escolar. 84
    • 6.2 - Acolhimento O acolhimento do inicio do ano é um momento especial para escola, criança e família. Porque é inicio de um vinculo de relações. O acolhimento da criança e de sua família precisa ser muito planejado, sobretudo no ingresso da criança pequena no Infantil II e III que muitas vezes está deixando o convívio familiar pela primeira vez e vindo para a vida escolar. Na primeira reunião de pais, fazemos apresentação dos educadores, dos funcionários, dos espaços e fazemos combinados para que adultos e crianças se sintam menos angustiados com essa nova realidade. O choro faz parte desse processo, já que são muitos os sentimentos envolvidos e muitas das crianças não conseguem ainda dizer o que sentem. Portanto, nossa sugestão é o número de crianças e permanência delas no espaço escolar vá aumentando gradativamente para que o educador e as crianças tenham esse contato inicial de forma mais fácil e tranqüila. Assim a criança não irá se assustar com tanto movimento e os educadores podem dar colo ou lhe dar outro tipo de apoio. Contamos também com a parceria dos pais que nos dão “dicas” nos tratos ou nos enviam objetos de apego para acalmar as crianças. O conhecimento do espaço físico, introdução da rotina irá ocorrer aos poucos, quando a criança utilizar as áreas externas, o banheiro, o refeitório e principalmente a sala de aula e objetos contidos nela. Para as crianças do infantil IV e V esse período também vem acompanhado do choro e insegurança. Este deve ser um momento que priorize a recepção de todos os alunos, pois independente da idade as crianças muitas vezes estão frente a um novo grupo e nova professora. Pensar em atividades de exploração dos espaços da escola, ludicidade, prazer, reconhecimento do grupo e da equipe escolar pode garantir o bem estar da criança nesse novo espaço bem como um vinculo de confiança e afetividade. É através da organização das atividades acima relatadas que o professor observa às relações que são desenvolvidas no grupo, as afinidades, os saberes, os interesses e outros aspectos imprescindíveis para o planejamento do início do ano letivo. Esses momentos são fundamentais para conhecermos melhor as famílias e mostrarmoso trabalho que realizamos com seus filhos. A característica de nossa comunidade é gostar de participações interativas, portantonosso planejamento está voltado para atividades significativas e que representem parte douniverso da rotina que temos com nossos pequenos. 85
    • Avaliamos que as propostas realizadas em sala de aula, nem sempre dão conta danecessidade de espaço para serem desenvolvidas, portanto teremos que ter esse cuidadoao planejarmos essas atividades, visto que a possibilidade de ampliação física não é algopossível. É preciso replanejarmos atividades pensando no espaço que temos, propormos maissalas com as mesmas atividades e explorarmos mais o refeitório e brinquedoteca. Em 2012 a organização desse período aconteceu da seguinte forma: Para as turmas de Infantil II e III: - No período de 06/02/2012 a 10/02/2012 as turmas foram divididas em dois agrupamentos, sendo o primeiro das 7h30min às 9h30min e o segundo das 9h30min às 11h30min e à tarde das 13h às 15h e das 15h às 17h; - Na semana de 13/02/2012 a 17/02/2012 e nos dias 23/02/2012 e 24/02/2012 todas as crianças fizeram o horário das 7h30min às 9h30min e das 13h às 15h, ficando o horário das 9h30min às 11h30min e das 15h às 17h para entrevistas individuais e escalonadas com as famílias; - Nos casos em que se fez necessário uma pessoa da família pode acompanhar os primeiros momentos da rotina com a criança para que a mesma pudesse sentir-se segura no espaço escolar. Para as turmas de IV e V: - Fizemos o acolhimento de todas as crianças no período de 6/02/2012 a 10/02/2012, com horário das 7h30min às 9h30min e das 13h às 15h, ficando o horário das 9h30min às 11h30min e das 15h às 17h para entrevistas individuais e escalonadas com as famílias; - A semana de 14/02/2012 a 18/02/2012 foi destinada para continuidade do período de adaptação apenas para os alunos cujas famílias e escola sentirem necessidade; Na Reunião pedagógica de março/2012 com enfoque no PPP, tiramos encaminhamentos para a adaptação 2013, cujos apontamentos foram: - A Entrada/saída tanto dos perueiros como dos pais e responsáveis acontecerá pela porta do lado externo das salas de aula; - Antes do início das aulas a equipe gestora realizará uma reunião com os transportadores para orientações e combinados gerais; - Faremos uma conversa com as famílias para evitarmos que as crianças, principalmente do transporte, iniciem as aulas sem o crachá de identificação; - No caso da adaptação das turmas de infantil II e III, faz-se necessário haver intervalo de 10 minutos entre um agrupamento; - Diferenciar os horários de entrada do transporte e dos pais; - Self servisse acontecerá desde o primeiro dia para as turmas de infantil IV e V, para as turmas de infantil II e III o lanche será servido pronto até o final da adaptação; - As fichas de saída que não forem preenchidas na primeira semana deverão ser entregues para equipe gestora, para que providenciemos contato telefônico com as famílias. 7. Atendimento Educacional Especializado (A.E.E) “O princípio de equiparação de oportunidades entre pessoas com ou sem deficiência significa que as necessidades de todo o indivíduo devem ser levadas em conta com o 86
    • mesmo grau de importância. Todos os recursos devem ser empregados de maneira quegarantam iguais oportunidades de participação de todas as pessoas.” (Poéticas da diferença – p. 14) O trabalho realizado pelo A.E.E, conduzido por professor especializado, possui serviçode natureza pedagógica, para atender alunos com deficiências, transtornos globais dedesenvolvimento e altas habilidades / superdotação. Este atendimento, visa favorecer a aprendizagem do aluno, considerando a propostacurricular de sua faixa etária, buscando e investigando o interesse e necessidades dosmesmos. É organizado de forma a oportunizar intervenções mais individualizadas econstantes do professor. O professor de A.E.E fará um trabalho compartilhado com o professor em sala de aula,planejando e desenvolvendo propostas junto a turma. Também poderá construir materiaisadaptados de acordo com as necessidades e fará intervenções pontuais junto ao professorpara auxiliá-lo no trabalho com o aluno. Juntamente com o coordenador pedagógico fará atendimento às famílias, paraconhecermos o histórico do aluno, seus atendimentos, a melhor forma de trabalharmos emparceria com a família x Escola. Todos os atendimentos, encaminhamentos, e discussões devem estar registradas naficha R.A.E. “Se uma criança não pode aprender da maneira ensinada, é melhor ensiná-la da maneira que pode aprender.” (Marion Welchmann) 8. Projetos coletivos da Unidade Escolar 8.1 - Baú de histórias: Temas: Contos de fadas e circo O Baú de histórias chegou à nossa escola com o intuito de revitalizar a contação de histórias através do imaginário infantil. Longo o caminho que ainda temos para trilhar e atingirmos os objetivos a que nos propusermos. Para o próximo ano temos como desafio a escolha de novas temáticas, o uso social do caderno de registros que conta a história desse grupo com esse projeto, a manutenção e cuidados com o acervo construído, a passagem do uso apenas como brinquedopara o uso nas diferentes linguagens artísticas, oral e escrita. Os profes 87
    • sores sugerem que o uso seja quinzenal e o tema modificado a cadatrimestre. BAÚ LITERÁRIO OBJETIVOS PARA O PROFESSOR: • Possibilitar a escuta de diferentes tipos de textos, acerca da mesma temática, autor, coleção, editora, etc.; • Utilizar a diversidade de objetos como meio enriquecedor do contar e ouvir, possibilitando ao aluno ampliar seu universo imaginário; • Propiciar a exploração, dramatização, recontos, a partir dos objetos contidos na caixa, desenvolvendo com o aluno um elo entre a história e os mesmos; • Compartilhar histórias, livros, opiniões e sentimentos, tornando a leitura uma experiência significativa. TEMA: O Baú literário terá um tema diferenciado trimestralmente. A proposta é conciliar a leitura em torno de um assunto e proporcionar o encontro da criança com diferentes elementos ligados a este universo temático. DURAÇÃO / FREQUÊNCIA: Cada turma ficará duas horas com o baú em um dia da semana, tempo suficiente para contar / ler histórias e deixar as crianças se aproximarem dos elementos que contém no baú, garantindo assim a magia de interagir em um tempo determinado com os objetos da caixa, não perdendo o encantamento e interesse por esses elementos. Cada educador irá definir a melhor hora do seu período de uso do baú para levar para sala. CONFERÊNCIA: Dentro da caixa existe uma lista com todos os pertences. É necessário, a conferência junto ao grupo antes de devolver o baú para a BEI a fim de preservarmos em equipe a quantidade de itens. PRESERVAÇÃO: Faz-se necessário dividir com as crianças procedimentos de cuidado com os enfeites do baú e seus pertences. RETIRADA / DEVOLUÇÃO: Cada turma é responsável pela busca e devolução do baú temático na BEI, que será sua guardiã. REGISTRO O Baú possui um caderno, cuja finalidade é documentar as experiências vividas com o mesmo. Nele poderão ser registradas indicações de leituras para outras turmas, impressão dosalunos em relação as histórias ouvidas e uso dos objetos, convite entre turmas para umacontação compartilhada, desenhos das crianças sobre o que mais gostaram nessaexperiência, fotos das atividades desenvolvidas, entre outras propostas. O professor será o escriba da turma, registrando as falas das crianças e suasintencionalidades e importância na comunicação. ALGUMAS ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS / POSSIBILIDADES DE TRABALHO: 1. Apresentação do Projeto, objetivos e explicação do que contém a caixa; 88
    • 2. Roda de conversa para levantar com os alunos as hipóteses sobre tipos de histórias dentro do baú; 3. Apresentação dos livros: escolher com os alunos e registrar em uma lista quais e quantos livros serão lidos a cada encontro; 4. Tipos de Leitura / Reconto (Tanto para o professor como o aluno): A partir do livro, Livro e objetos, Contação com objetos, Fantasiar-se para contar, etc. 5. O professor precisa se familiarizar com os livros do baú, sobretudo os que serão lidos / contados; 6. Planejar momento para leitura e exploração dos livros contidos na caixa; 7. Socialização das histórias lidas pelas crianças; 8 Propor uma mesa na diversificada para exploração dos livros e objetos; 9. Propor as crianças que para o próximo encontro tragam livros / objetos relacionados ao tema; 10. Deixar bilhetinhos no baú para próxima turma (indicação de livro, comentários, impressões, etc.); 11. Dramatizar a história preferida da turma utilizando os objetos como recursos da arte cênica; 12. Escolher um livro entre vários e perguntar aos alunos através de uma charadinha qual é o livro; 13. Pela capa do livro a professora pergunta aos alunos quais objetos poderia usar ou fantasiar-se; 14. Convidar pais / responsáveis para uma apresentação / leitura / dramatização da(s) história(s) escolhida(s); 15. Convidar outra turma para leitura compartilhada (leitura em dupla ou uma turma apresenta o livro para outra)8.2 – O Nordeste também é aqui!Justificativa No ano de 2011 realizamos uma pesquisa com as famílias sobre o local de origem,grau de escolaridade, hábitos culturais, expectativas para o ano letivo, entre outrasimportante informações, que estão organizadas nesse documento no item caracterizaçãoda comunidade Escolar. Essas pesquisas nos trouxeram a informação que a maioria dos pais de nossosalunos, são oriundos do próprio ABC, mas que seus avós em grande parte são da região 89
    • nordestina e como a própria equipe escolar vivencia, nos meses de julho de dezembro,recesso e férias escolares, muitos alunos vão visitar seus parentes em Pernambuco,Bahia, Recife entre tantos outros. Assim foram pensadas ações valorizando a cultura local,dando lugar a saberes culturais da comunidade. Outra informação importante a compor nosso olhar foi a questão da acessibilidadeao lazer, muitas famílias tem como opção a visita a casa de parentes, igreja, assistirtelevisão e frequentar parques públicos, reduzindo muito o acesso a cultura. Juntamente ao acesso a essas informações fomos contagiados com a com ocentenário de Nascimento de Luiz Gonzaga, patrono de nossa Biblioteca Interativa. Com tantos bons motivos a equipe gestora propôs ao grupo de professores umestudo/projeto sobre a cultura nordestina com vários vieses, que atendessem asObjetivos- Conhecer a cultura nordestina, costumes, música, pintura, artesanato;- Socializar entre as turmas e com a comunidade os estudos pelas crianças;Conteúdos- Cultura nordestina;- Manifestações em múltiplas linguagens;- Saberes da comunidade a serem socializados durante o projeto;Etapas- Apresentação do projeto à equipe escolar em reunião pedagógica, para apreciação edeliberação sobre a temática;- Nutrição com a apresentação dos vídeos: O Coronel e o Lobisomem e Pavão Misterioso;- Apresentação do acervo inicial sobre a temática, coletado pela equipe gestora e Suellenda Biblioteca;- Pesquisa realizada pelos professores sobre a temática para socialização em Reuniãopedagógica;- Escrita dos projetos em parceria entre as turmas- Foco de trabalho de cada turma:Infantil II –Infantil III – Conhecendo o Nordeste através de Luiz GonzagaInfantil IV – Cantigas de roda da cultura NordestinaInfantil V – O retrato do Nordeste através da poesia e da arte- Dia da família: 23/06/2012 – 08/12/2012- Mostra Cultural sobre a temática8.3. Mostra Cultural e dia da família Esses momentos são fundamentais para conhecermos melhor as famílias e mostrarmos o trabalho que realizamos com seus filhos. A característica de nossa comunidade é gostar de participações interativas, portanto nosso planejamento está voltado para atividades significativas e que representem parte do universo da rotina que temos com nossos pequenos. Avaliamos que as propostas realizadas em sala de aula, nem sempre dão conta da necessidade de espaço para serem desenvolvidas, portanto teremos que ter esse 90
    • cuidado ao planejarmos essas atividades, visto que a possibilidade de ampliação física não é algo possível. É preciso replanejarmos atividades pensando no espaço que temos, propormos mais salas com as mesmas atividades e explorarmos mais o refeitório e brinquedoteca. A equipe avalia como positiva a realização da Mostra Cultural em outubro, tempo suficiente para o desenvolvimento dos projetos e evita o desgaste dos últimos meses do ano em que todos estão mais cansados. Apontam a dificuldade que temos para armazenarmos as produções das crianças e também a necessidade de um tempo maior para organizarmos a exposição (arrumação das salas/espaços) Fica aqui uma reflexão para o próximo ano: Será que os projetos prioritariamente necessitam de grandes produções bi e tridimensionais para atingirmos os objetivos propostos no PPP? Exposições são a única forma de apresentação de nossos projetos à comunidade? Que outras linguagens podem ser envolvidas no desenvolvimento de projetos e organização da Mostra Cultural? Em 2012 será comemorado o centenário de nascimento de Luis Gonzaga. A gestão lançou como proposta, pensarmos nesse tema, visto que em homenagem ao cantor nossa BEI leva seu nome e também seria uma excelente oportunidade para pensarmos em linguagens pouco exploradas por nós! Outro ponto a nos debruçarmos em 2012 é a questão da autoria das crianças nas produções. Temos por objetivo nos desligarmos dos desenhos estereotipados, desenhos para modelo, pintar e reproduzir. Para o próximo ano os projetos prioritariamente deverão apontar para as perguntas que as crianças fazem sobre o mundo em que vivem, a forma como representam esse olhar e o respeito a seu jeito de se expressar e estar no mundo. Os professores apontam que é preciso pensar nas atividades relacionando-as com os espaços que temos na disponíveis Unidade Escolar, para que não nos frustremos com o resultado de nossos projetos. Que é preciso diminuir o uso de papéis e outros materiais e pensar em atividades interativas com famílias e alunos.IV. REFERÊNCIAS- Proposta Curricular PMSBC - Vol. I- Proposta Curricular PMSBC - Vol. II (Ed. Infantil)- Referencial Curricular Nacional (Ed. Infantil)V. ANEXOS 91
    • 1. Descrição da Estrutura Física da Escola No prédio dispomos dos seguintes espaços: o 08 salas de aula (comportam 28 alunos de acordo com a legislação) o 01 sala de diretoria o 01 sala de secretaria o 02 banheiros grandes infantis para meninos e meninas o 02 banheiros sociais (masculino e feminino) o 01 sala de professores o 01 almoxarifado o 01 brinquedoteca (espaço adaptado e transformado quando necessário em palco) o 01 refeitório que comporta 02 turmas por refeição o 01 galpão anexo ao refeitório o 01 biblioteca interativa o 02 banheiros infantis próximos à biblioteca (masculino e feminino) o 01 banheiro adaptado próximo à biblioteca o 01 almoxarifado para a biblioteca interativa o 01 área de serviço o 01 cozinha e 01 despensa o 02 banheiros com chuveiro (masculino e feminino) o 01 parque com areia e brinquedos cercado por um alambrado, comportando oespaço 01 turma por vez o 02 espaços externos livres - 01 na frente e outro na lateral direita do prédio o 01 pequena área coberta anexa ao parque. o 01 casa com morador (antiga zeladoria). Embora a área construída seja aparentemente grande, temos uma enorme dificuldadequanto às áreas externas disponíveis. Isso exige de nossa parte grande flexibilidade paratransformar os espaços internos comuns galpão/ palco de acordo com as necessidadesprevistas na rotina e outras atividades propostas no calendário escolar. 2. Materiais Pedagógicos e Equipamentos Temos adquirido equipamentos e demais bens ao longo dos anos com recursospróprios da APM e com os recursos provenientes do repasse de verba dos Convênios (de2000 a 2008). Nos últimos dois anos, adquirimos bens permanentes que julgamosnecessários com recursos próprios da APM. 92
    • Para uso diário da escola, contamos com: - Mesas de trabalho na diretoria, secretaria e sala dos professores; - Armários de aço e revestidos de fórmica para uso na secretaria, sala dos professores,banheiros, salas de aula, almoxarifado, galpão, etc; - Computadores, impressoras e mesas para atendimento na Secretaria, na BEI e salados professores; - Rádio gravador CD para uso na BEI, em sala de aula e na brinquedoteca; - Televisão de 29’ com tela plana; - Microsystem para uso na BEI; - Amplificador e caixas acústicas; - Microfones; - Retroprojetor e tela; - Projetor de Slides; - Filmadora; - Câmera fotográfica digital; - Gravador de voz, - MP-3 - Filmadora; - Copiadoras para uso em atividades internas(Minolta e Kyocera); - Mimeógrafo; - Refiladoras de papel e guilhotina; - Mesas e cadeiras infantis revestidas de fórmica em todas as salas de aula; - Mesas de professora e cadeira para adulto nas salas de aula; - Mesas com 4 lugares e cadeiras infantis para as crianças nas refeições feitas nogalpão; - Mesas de 3mx 0,70cm para uso no refeitório (apoio para o self-service); - Armários para meios secos e úmidos - material de artes. - Carrinhos de secagem; - Quadros murais; - Mobiliário e um excelente acervo de livros (3964 títulos), DVDs (135 unidades),CDs(137 títulos) e CD-ROM(41) na BEI; - Mobiliário da Brinquedoteca de acordo com a proposta do Programa; - Tanquinho; - Centrífuga de roupas; - Fogão industrial, geladeiras, liquidificador industrial e doméstico, processador dealimentos, batedeira doméstica, balança de cozinha, forno elétrico, forno microondas, - Parque infantil com escorregadores, teia de aranha, casa do tarzan gangorras ebalanças; - Ventiladores de teto no galpão e portáteis para uso eventual em outros espaços; - Materiais para atividades de corpo e movimento: banco sueco, plinto, colchões; - Cavaletes infantis para pintura; - Aparelho de Telefone/ Fax e aparelhos telefônicos para utilização na Secretaria,Diretoria e na BEI; 93
    • - Pen-drive para uso na BEI; - Máquina de lavar tipo WAP; - Enceradeiras industriais; - Escadas de alumínio; - Filtro central de água e filtros de purificação de água no coxinho dos alunos e nacozinha; - dois ventiladores de parede na brinquedoteca - uma refresqueira 94
    • 3.Calendário Escolar 95