Arquitectura clássica de G. de Chirico - Presentation Transcript
A recompensa do adivinho , 1913
As arcadas romanas tornaram-se a característica determinante dos cenários das composições metafísicas de Chirico.
Prazeres do poeta , 1912
Esta foi a primeira obra a exibir as características típicas das “Praças italianas” com o seu ar enigmático: uma piazza ampla e vazia orlada por arcadas cheias de sombras que reconduzem às profundidades; sombras longas e oblíquas; utilização de perspectivas múltiplas ;na praça, uma figura solitária afundada em pensamentos.
Enigma de um dia, 1914
As arcadas revelam a ideia de uma estética metafísica que se baseia na experiência da arquitectura. O que é importante não é a aparência exterior da arquitectura, mas o modo como é sentida – uma convicção que encontra eco nas praças vazias e nas profundidades recuadas, arcadas cheias de sombra e torres altaneiras, nas obras de Chirico de 1911 em diante.
Praça italiana , 1913 (?)
As “Praças italianas” de Chirico estão infiltradas por um ambiente inquietante e melancólico. E só à primeira vista a composição parece obedecer às regras da perspectiva linear. Os espaços de Chirico, tal como os retrata, não podem existir: muitos pontos de fuga combinam-se com sombras que têm vida própria.
Ariadne , 1913
Por vezes as praças contém estátuas femininas, esculturas de Ariadne adormecida, adoptadas da Antiguidade clássica.
Ariadne , 1913
A figura de Ariadne representa o princípio feminino da arte e do conhecimento intuitivo.
Solidão (Melancolia) , 1912
A exagerada diferença de tamanho entre duas figuras diminutas e os edifícios muito altos acentuam o carácter irreal da arquitectura, que parece estranha e inexplicável.
Mistério e melancolia de uma rua , 1914
O encontro de duas sombras numa piazza : o quadro está dividido entre um mundo de escuridão e outro de luz que não conseguem unir-se porque são construídos com dois pontos de fuga diferentes.
Praça de Itália com torre vermelha , 1943
As piazze d’Italia são como labirintos dentro dos quais os sistemas de perspectiva se multiplicam e as leis da natureza se contradizem. São espaços que possivelmente não podem existir na forma que aparentam e onde espaços e tempos diferentes coexistem em aparente harmonia.
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