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Memórias de um Sargento de Milícias - 3ª A - 2013
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Memórias de um Sargento de Milícias - 3ª A - 2013

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Seminário apresentado na E. E. Profa. Irene Dias Ribeiro, em Ribeirão Preto, 2013.

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  • 1. {{ E.E Prof.ª Irene Dias RibeiroE.E Prof.ª Irene Dias Ribeiro Disciplina: Língua PortuguesaDisciplina: Língua Portuguesa Gustavo Ferreira BaleeiroGustavo Ferreira Baleeiro
  • 2. {{ Memórias de um SargentoMemórias de um Sargento De MilíciasDe Milícias Manuel AntônioManuel Antônio
  • 3.  Manuel Almeida (1831-1861) foi escritor eManuel Almeida (1831-1861) foi escritor e médico brasileiro. Autormédico brasileiro. Autor dede um único romanceum único romance "Memórias de um Sargento de Milícias". Fez"Memórias de um Sargento de Milícias". Fez parte de geração romântica. Patrono da cadeiraparte de geração romântica. Patrono da cadeira nº28 da Academia Brasileira de Letra. Manuelnº28 da Academia Brasileira de Letra. Manuel Almeida (1831-1861) nasceu no Rio de JaneiroAlmeida (1831-1861) nasceu no Rio de Janeiro no dia 17 de novembro de 1831. Filho dosno dia 17 de novembro de 1831. Filho dos portugueses Antônio de Almeida e Josefinaportugueses Antônio de Almeida e Josefina Maria de Almeida. Ficou órfão de pai com 10Maria de Almeida. Ficou órfão de pai com 10 anos de idade. Concluiu o curso de medicinaanos de idade. Concluiu o curso de medicina em 1855, mas não exerceu a profissão,em 1855, mas não exerceu a profissão, dedicando-se ao jornalismo.dedicando-se ao jornalismo. Biografia do autorBiografia do autor
  • 4.  Foi redator e revisor do jornal Correio Mercantil,Foi redator e revisor do jornal Correio Mercantil, onde em 1852 publicava semanalmente emonde em 1852 publicava semanalmente em fascículos e que depois formaria o seu únicofascículos e que depois formaria o seu único romance "Memórias de um Sargento de Milícias".romance "Memórias de um Sargento de Milícias". Começou a fazer sucesso entre os leitoresComeçou a fazer sucesso entre os leitores cariocas mas, o autor se escondia atrás docariocas mas, o autor se escondia atrás do pseudônimo "Um brasileiro". "Memórias de umpseudônimo "Um brasileiro". "Memórias de um Sargento de Milícias" conta a vida do povo, queSargento de Milícias" conta a vida do povo, que vivia nas casas simples do Rio de Janeiro. Ovivia nas casas simples do Rio de Janeiro. O romance relata as peripécias de Leonardo, seusromance relata as peripécias de Leonardo, seus casos com Luisinha, com quem acaba se casandocasos com Luisinha, com quem acaba se casando no final. Publicado em 1853, em livro, passou ano final. Publicado em 1853, em livro, passou a ocupar um lugar especial na história doocupar um lugar especial na história do romantismo brasileiro.
  • 5.  Foi nomeado diretor da TipografiaFoi nomeado diretor da Tipografia Nacional, tornou-se amigo e protetor doNacional, tornou-se amigo e protetor do funcionário Machado de Assis. Disposto afuncionário Machado de Assis. Disposto a entrar para a política, dirigiu-se de vapor aentrar para a política, dirigiu-se de vapor a Campos, estado do Rio, quando houve oCampos, estado do Rio, quando houve o naufrágio, perto de Macaé. Disse o críticonaufrágio, perto de Macaé. Disse o crítico José Veríssimo, no século XIX "NaufragouJosé Veríssimo, no século XIX "Naufragou com ele a maior esperança da literaturacom ele a maior esperança da literatura brasileira".brasileira".  Manuel Antônio de Almeida morreu no diaManuel Antônio de Almeida morreu no dia 28 de novembro de 1861.28 de novembro de 1861.
  • 6.  Uma obra de transição para o Realismo. O livro contaUma obra de transição para o Realismo. O livro conta a história do jovem Leonardo, filho de pais separadosa história do jovem Leonardo, filho de pais separados que é criado pelo padrinho barbeiro, sendo uma pesteque é criado pelo padrinho barbeiro, sendo uma peste tanto criança quanto mais velho. No começo indicadotanto criança quanto mais velho. No começo indicado para ser clérigo, sua rejeição a Igreja lhe leva a vadiar.para ser clérigo, sua rejeição a Igreja lhe leva a vadiar. Na companhia do padrinho na casa de D. MariaNa companhia do padrinho na casa de D. Maria conhece Luisinha, por quem se apaixona. Luisinha noconhece Luisinha, por quem se apaixona. Luisinha no entanto se casa com um espertalhão de nome Joséentanto se casa com um espertalhão de nome José Manoel. Quando o padrinho morre ele volta a morarManoel. Quando o padrinho morre ele volta a morar com o pai, mas por pouco tempo porque este ocom o pai, mas por pouco tempo porque este o expulsa de casa por causa de seus desentendimentosexpulsa de casa por causa de seus desentendimentos com a madrasta.com a madrasta. resumo do enredoresumo do enredo
  • 7.  Vai morar na casa de um amigo dos tempos que era sacristão (oVai morar na casa de um amigo dos tempos que era sacristão (o tio queria lhe preparar para a vida clerical) e conhece Vidinha,tio queria lhe preparar para a vida clerical) e conhece Vidinha, por quem se apaixona. Após muitas intrigas feitas pelospor quem se apaixona. Após muitas intrigas feitas pelos pretendentes de Vidinha, sai desta casa também e é nomeadopretendentes de Vidinha, sai desta casa também e é nomeado pelo major Vidigal, figura policial constante na obra, soldado.pelo major Vidigal, figura policial constante na obra, soldado. Não param por aí suas diabruras e ofensas e sabotagens com oNão param por aí suas diabruras e ofensas e sabotagens com o major lhe garantem a cadeia. A madrinha e a tia de Luisinhamajor lhe garantem a cadeia. A madrinha e a tia de Luisinha intercedem em seu favor e este não é só liberto, masintercedem em seu favor e este não é só liberto, mas promovido a sargento. Logo após isto morre José Manoel epromovido a sargento. Logo após isto morre José Manoel e reata o namoro com Luisinha. Transferido para as Milícias,reata o namoro com Luisinha. Transferido para as Milícias, casa-se com ela. A obra toda é um verdadeiro marco para acasa-se com ela. A obra toda é um verdadeiro marco para a transição para o Realismo: os personagens não são idealizados,transição para o Realismo: os personagens não são idealizados, o amor não é supervalorizado e idealizado (e muito menos sãoo amor não é supervalorizado e idealizado (e muito menos são as volúveis mulheres), o herói está longe de perfeito existe umaas volúveis mulheres), o herói está longe de perfeito existe uma certa comicidade incomum nos romances da época.certa comicidade incomum nos romances da época.
  • 8. Em Memórias de um sargentoEm Memórias de um sargento de milícias, os personagensde milícias, os personagens são planos, ou seja, eles nãosão planos, ou seja, eles não mudam seu comportamentomudam seu comportamento no desenrolar da história.no desenrolar da história. Ex:Ex: "Um grito de espanto,"Um grito de espanto, acompanhado de umaacompanhado de uma gargalhada estrondosa dosgargalhada estrondosa dos granadeiros, interrompeu ogranadeiros, interrompeu o major. Descoberta a cara domajor. Descoberta a cara do morto, reconheceu-se ser ele omorto, reconheceu-se ser ele o PersonagensPersonagens
  • 9.  LEONARDOLEONARDO  ––   protagonista  que  garante  unidade  à protagonista  que  garante  unidade  à  narrativa. narrativa. O sargento de milíciasO sargento de milícias a que se refere o título da a que se refere o título da  obra  é  Leonardo,  embora  o  personagem  obtenha  esse obra  é  Leonardo,  embora  o  personagem  obtenha  esse  cargo somente nas últimas páginas do livro. cargo somente nas últimas páginas do livro.   LEONARDO-PATACALEONARDO-PATACA  – –  pai  de  Leonardo,  um  meirinho pai  de  Leonardo,  um  meirinho  (oficial  de  Justiça)  que  fora  vendedor  de  roupas  em (oficial  de  Justiça)  que  fora  vendedor  de  roupas  em  Lisboa e, durante sua viagem ao Brasil, conhece Maria Lisboa e, durante sua viagem ao Brasil, conhece Maria  das  Hortaliças,  o  que  resultará  no  nascimento  de das  Hortaliças,  o  que  resultará  no  nascimento  de  Leonardo.Leonardo.  MARIA DAS HORTALIÇASMARIA DAS HORTALIÇAS  –  mãe  de  Leonardo,  uma –  mãe  de  Leonardo,  uma  saloia  (camponesa)  muito  namoradeira,  que saloia  (camponesa)  muito  namoradeira,  que  abandona o filho para ficar com outro homem. abandona o filho para ficar com outro homem. 
  • 10. O COMPADRE (OU PADRINHO)O COMPADRE (OU PADRINHO) –  é  dono  de  uma  –  é  dono  de  uma  barbearia e toma a guarda de Leonardo após os pais barbearia e toma a guarda de Leonardo após os pais  abandonarem  a  criança.  Torna-se  um  segundo  pai abandonarem  a  criança.  Torna-se  um  segundo  pai  para  ele. para  ele.  A COMADRE (OU MADRINHA)A COMADRE (OU MADRINHA) – mulher gorda e– mulher gorda e bonachona, apresentada como ingênua,bonachona, apresentada como ingênua, frequentadora assídua de missas e festas religiosas.frequentadora assídua de missas e festas religiosas. MAJOR VIDIGALMAJOR VIDIGAL –  homem  alto,  não  muito  gordo,  –  homem  alto,  não  muito  gordo,  com  ares  de  moleirão.  Apesar  do  aspecto com  ares  de  moleirão.  Apesar  do  aspecto  pachorrento,  era  quem  impunha  a  lei  de  modo pachorrento,  era  quem  impunha  a  lei  de  modo  enérgico  e  centralizado. enérgico  e  centralizado. 
  • 11.  MARIA REGALADAMARIA REGALADA - um antigo amor de Vidigal. - um antigo amor de Vidigal.  Ajuda a Comadre e a D. Maria a libertar Leonardo Ajuda a Comadre e a D. Maria a libertar Leonardo  da cadeia.da cadeia.  DONA MARIADONA MARIA – mulher idosa e muito gorda, não  – mulher idosa e muito gorda, não  era bonita, mas tinha aspecto bem-cuidado. Era era bonita, mas tinha aspecto bem-cuidado. Era  rica  e  devotada  aos  pobres.  Tinha,  contudo,  o rica  e  devotada  aos  pobres.  Tinha,  contudo,  o  vício  das  demandas  (disputas  judiciais). Tem  a vício  das  demandas  (disputas  judiciais). Tem  a  guarda da Lusinha.guarda da Lusinha.  LUISINHALUISINHA  – sobrinha de dona Maria. Seu aspecto, – sobrinha de dona Maria. Seu aspecto,  inicialmente  sem  graça,  se  transforma inicialmente  sem  graça,  se  transforma  gradualmente,  até  se  tornar  uma  rapariga gradualmente,  até  se  tornar  uma  rapariga  encantadora. encantadora. 
  • 12.  VIDINHAVIDINHA  – mulata de 18 a 20 anos, muito bonita, que – mulata de 18 a 20 anos, muito bonita, que  atrai as atenções de Leonardo.atrai as atenções de Leonardo.  MESTRE-DE-REZAMESTRE-DE-REZA –  Homem  que  ensina  escravos  a –  Homem  que  ensina  escravos  a  rezar. Ajuda José Manuel.rezar. Ajuda José Manuel.  JOSÉ MANUELJOSÉ MANUEL -  salafrário  e  calculista,  casa-se  com  -  salafrário  e  calculista,  casa-se  com  Luisinha por dinheiro e morre.Luisinha por dinheiro e morre.  CHIQUINHACHIQUINHA -  casa-se  com  Leonardo  Pataca.  Arranja  -  casa-se  com  Leonardo  Pataca.  Arranja  muitas brigas com Leonardo(filho), quando este mora muitas brigas com Leonardo(filho), quando este mora  com seu pai. É filha da Comadrecom seu pai. É filha da Comadre  Há ainda outros, que não tem muita importância,Há ainda outros, que não tem muita importância, comocomo: Toma-largura: Toma-largura, sua, sua esposaesposa. Os. Os primosprimos, a, a mãemãe,, irmãsirmãs ee tiatia de Vidinha. Osde Vidinha. Os granadeirosgranadeiros ee TomasTomas amigoamigo de Leonardo. Ede Leonardo. E TeotônioTeotônio..
  • 13.  O tempo é cronológico, e a importância disso é O tempo é cronológico, e a importância disso é  marcar a evolução dos fatos na vida "picaresca" marcar a evolução dos fatos na vida "picaresca"  de Leonardinho. A palavra evolução, neste caso, de Leonardinho. A palavra evolução, neste caso,  deve  ser  lida  exclusivamente  em  relação  aos deve  ser  lida  exclusivamente  em  relação  aos  eventos,  já  que  psicologicamente  não  há  um eventos,  já  que  psicologicamente  não  há  um  notável  amadurecimento  do  personagem  no notável  amadurecimento  do  personagem  no  decorrer  da  estória.decorrer  da  estória. ExEx:: “Passemos“Passemos por alto sobre os anos quepor alto sobre os anos que decorreram desde o nascimento e batizado dodecorreram desde o nascimento e batizado do nosso memorando, e vamosnosso memorando, e vamos encontencontrá-lo já nará-lo já na idade de sete anos.”idade de sete anos.” TempoTempo
  • 14.  O  espaço  físico  apresentado  na  obra  é  o  meio O  espaço  físico  apresentado  na  obra  é  o  meio  urbano brasileiro do século XIX. A história se passa urbano brasileiro do século XIX. A história se passa  no Rio de Janeiro, e descreve seus principais pontos, no Rio de Janeiro, e descreve seus principais pontos,  como igrejas, principais ruas, mas descreve também como igrejas, principais ruas, mas descreve também  pontos  bem  à  margem  da  sociedade,  como pontos  bem  à  margem  da  sociedade,  como  acampamentos de ciganos e bares.acampamentos de ciganos e bares.  ExEx: :  Era  o  Tempo  do  rei  ..  Uma  das  quatro  esquinas  que Era  o  Tempo  do  rei  ..  Uma  das  quatro  esquinas  que  formam as ruas do Ouvidor e da quitanda .formam as ruas do Ouvidor e da quitanda .  Ex: Ex:  Formavam    um  dos  extremos  da  formidável  cadeia Formavam    um  dos  extremos  da  formidável  cadeia  judiciaria que envolvida todo o Rio de Janeiro no tempo em judiciaria que envolvida todo o Rio de Janeiro no tempo em  que a demanda era entre nós um elemento de vida.que a demanda era entre nós um elemento de vida.  Ex:Ex:  Igreja da Sé aonde Maria faz o batizado de seu filho ..Igreja da Sé aonde Maria faz o batizado de seu filho .. eSpAÇoeSpAÇo
  • 15.  O foco narrativo é em terceira pessoa, com um narradorO foco narrativo é em terceira pessoa, com um narrador onisciente, que interfere no texto, faz obser-vações eonisciente, que interfere no texto, faz obser-vações e busca contato com o leitor (tentativa de diálogo).busca contato com o leitor (tentativa de diálogo).  Existe dinamismo e ação em todo o decorrer daExiste dinamismo e ação em todo o decorrer da história.história.  Ao final da obra, o que impera é a ordem sobre aAo final da obra, o que impera é a ordem sobre a desordem, fechando-se o processo de carna-valização.desordem, fechando-se o processo de carna-valização.  Forma-se, no todo, um grande painel do Rio de Ja-nei-roForma-se, no todo, um grande painel do Rio de Ja-nei-ro na época enfocada. A crítica social pode ser sentida nona época enfocada. A crítica social pode ser sentida no desen-volvimento da trama.desen-volvimento da trama.  Leonardo foi o precursor de Macunaíma, o qual sóLeonardo foi o precursor de Macunaíma, o qual só Foco NArrATivoFoco NArrATivo
  • 16.  O leitor, que sem dúvida sabe muito bem de quantoO leitor, que sem dúvida sabe muito bem de quanto eram nossos pais centres, devotos e temente a Deuseram nossos pais centres, devotos e temente a Deus se admirara talvez de ler que houve razões policiaisse admirara talvez de ler que houve razões policiais para a extinção de um oratório.para a extinção de um oratório.  ““Pois enganava-se redondamente quem tal julgasse:Pois enganava-se redondamente quem tal julgasse: pensava em coisa muito mais agradável; pensava empensava em coisa muito mais agradável; pensava em Luizinha. Pensando nela não podia, é verdade, abster-Luizinha. Pensando nela não podia, é verdade, abster- se de ver surgir diante dos olhos o terrível Josése de ver surgir diante dos olhos o terrível José Manuel.”Manuel.”  Começou ele pela origem do pequeno; remontou àComeçou ele pela origem do pequeno; remontou à pisadela ao beliscão com que a Maria e o Leonardopisadela ao beliscão com que a Maria e o Leonardo Tinham começado o seu namoro na viagem a LisboaTinham começado o seu namoro na viagem a Lisboa ao Rio de Janeiro.ao Rio de Janeiro.
  • 17.  Memórias de um sargento de milíciasMemórias de um sargento de milícias foi  escrito  em  foi  escrito  em  forma  de folhetim (os  capítulos  eram  publicados  em forma  de folhetim (os  capítulos  eram  publicados  em  sequência nos jornais da época, o que prendia o leitor, sequência nos jornais da época, o que prendia o leitor,  pois  deixava  um  suspense  em  relação  ao  capítulo pois  deixava  um  suspense  em  relação  ao  capítulo  posterior). Essa característica é utilizada atualmente em posterior). Essa característica é utilizada atualmente em  novelas, como um resquício do folhetim, com a finalidade novelas, como um resquício do folhetim, com a finalidade  de colocar o telespectador em suspense.de colocar o telespectador em suspense.  ““Um grito de espanto, acompanhado de umaUm grito de espanto, acompanhado de uma gargalhada estrondosa dos granadeiros,gargalhada estrondosa dos granadeiros, interrompeu o major. Descoberta a cara do morto,interrompeu o major. Descoberta a cara do morto, reconheceu-se ser ele o nosso amigo Leonardo!...”reconheceu-se ser ele o nosso amigo Leonardo!...” EstiloEstilo
  • 18.  Trata-se  de  um  romance  de  costumes  que Trata-se  de  um  romance  de  costumes  que  retrata  as  camadas  populares  do  Rio  de retrata  as  camadas  populares  do  Rio  de  Janeiro  na  época  de  D.João  VI,  com  suas Janeiro  na  época  de  D.João  VI,  com  suas  festas  religiosas  os  ajustes  matrimoniais, festas  religiosas  os  ajustes  matrimoniais,  além de expor os hábitos pouco inocentes do além de expor os hábitos pouco inocentes do  clero.clero.  Ex:Ex: Isso Exasperou o Leonardo; aIsso Exasperou o Leonardo; a lembrança do amor aumentou-lhe alembrança do amor aumentou-lhe a dor da traição, e o ciúmes e a raiva dedor da traição, e o ciúmes e a raiva de que se achava possuídoque se achava possuído transbordaram em socos sobre atransbordaram em socos sobre a Maria, que depois de uma tentativaMaria, que depois de uma tentativa inútil de resistência desatou a correr,inútil de resistência desatou a correr, VErossimilhançaVErossimilhança
  • 19. racionalizações ideológicasracionalizações ideológicas presentes na literatura brasileira:presentes na literatura brasileira: indianismo, nacionalismo, grandezaindianismo, nacionalismo, grandeza de sofrimento, redenção pela dorde sofrimento, redenção pela dor etc.etc. Memórias de um Sargento deMemórias de um Sargento de Milícias: Obra RomânticaMilícias: Obra Romântica “Era no tempo do rei” em que se“Era no tempo do rei” em que se passa a história das Memórias depassa a história das Memórias de um Sargento de Milícias. No livro oum Sargento de Milícias. No livro o leitor vê a fuga de um sargento paraleitor vê a fuga de um sargento para as suas memórias pelos olhos doas suas memórias pelos olhos do narrador. O próprio título denota anarrador. O próprio título denota a moVimEnto litEráriomoVimEnto litErário
  • 20.  A história contem muitos elementos realistas – mas seu A história contem muitos elementos realistas – mas seu  autor, Manuel Antônio de Almeida a escreveu durante autor, Manuel Antônio de Almeida a escreveu durante  a  época  romântica.  Será  que  o  livro  é  um  romance a  época  romântica.  Será  que  o  livro  é  um  romance  disfarçado  como  obra  realista?  Sim.  Mesmo  que  as disfarçado  como  obra  realista?  Sim.  Mesmo  que  as  memórias  do  sargento  sejam  realistas,  deve  se memórias  do  sargento  sejam  realistas,  deve  se  considerar  a  obra  também  romântico  por  vários considerar  a  obra  também  romântico  por  vários  motivos, tais como a fuga do exagero do romantismo, a motivos, tais como a fuga do exagero do romantismo, a  valorização da malandragem e o verdadeiro amor.valorização da malandragem e o verdadeiro amor.  Ex: Ex:  Os três filhos da primeira eram trêsOs três filhos da primeira eram três formidáveis rapagões de 20 anos para cima,formidáveis rapagões de 20 anos para cima, empregados todos no Trem; as três filhas daempregados todos no Trem; as três filhas da segunda eram Três raparigas desempregadas,segunda eram Três raparigas desempregadas, orçando pela mesma idade dos primos, e bonitaorçando pela mesma idade dos primos, e bonita cada uma no seu gênero.cada uma no seu gênero.
  • 21. Estilo indiVidual  A) Emprego de linguagem bem coloquial, marcada  por incorreções e linguajar lusitano, interiorano ou  das periferias de Lisboa, lembrando que boa parte  das  personagens  são  imigrantes  portugueses  ou  gente simples do povo.  Ex: A comadre tinha conseguido o seu fim, pelo que diz respeito à sobrinha; tanto fizera, que o Leonardo, pilhando a cigana em nova infidelidade, resolveu-se ... E arranjou-se .
  • 22. BB) )  Ausência  de  personagens  idealizadas  e  de Ausência  de  personagens  idealizadas  e  de  análise  psicológica:análise  psicológica:   o romance prefere focalizar os costumes, hábitos o romance prefere focalizar os costumes, hábitos  e  cacoetes  das  pessoas  de  camadas  sociais e  cacoetes  das  pessoas  de  camadas  sociais  inferiores,  numa  construção  mais  realista  da inferiores,  numa  construção  mais  realista  da  sociedade  suburbana  do  início  do  século  XIX.sociedade  suburbana  do  início  do  século  XIX. Ex:Ex:Uma das quatro esquinas que formam as ruasUma das quatro esquinas que formam as ruas do Ouvidor e da Quitanda, cortando-sedo Ouvidor e da Quitanda, cortando-se mutuamente, chama-se nesse tempo - O cantomutuamente, chama-se nesse tempo - O canto dos meirinhos.dos meirinhos.
  • 23.  C) Presença do humorismo, do ridículo e do burlesco: o  tom  geral  da  obra  segue  a  tendência  da  gozação,  marcado  que  está  pela  construção  de  personagens  que  tendem para o caricatural, para o mais absoluto ridículo.  A essa tendência chamamos carnavalização.  Ex: Umas vezes sentado na loja divertia-se em fazer caretas aos fregueses quando estes se estavam barbeando.  D) Presença da ironia.  Ex: Entre, Homem ... Basta de criançadas ... o passado .. passado.
  • 24. E) Presença da metalinguagem: A obra volta- se para si mesma, comentando os  procedimentos que estão sendo empregados:  palavras utilizadas, explicações sobre capítulos  ou personagens que desaparecem de cena. Ex:: Enquanto o compadre, aflito, procura porEnquanto o compadre, aflito, procura por toda a parte o menino, sem que ninguém possatoda a parte o menino, sem que ninguém possa dar-lhe novas dele, vamos ver o que é feito dodar-lhe novas dele, vamos ver o que é feito do Leonardo, e em que novas alhadas está agoraLeonardo, e em que novas alhadas está agora metidometido..
  • 25. F) Presença  de  digressões: a narrativa não segue a ordem linear dos fatos, é episódica e, não raro, foge da história para comentar fatos paralelos ou para dar explicações sobre o próprio livro. Ex: Entretanto, para a admiração do leitor, fique-se  sabendo  que  este  homem  tinha  por  oficia  a  das  fortuna. Naquele tempo acreditava-se muito nessas  coisas,  e  uma  sorte  de  respeito  supersficioso  era  atributado aos que exerciam semelhante profissão.
  • 26. GG)) Presença  do  narrador  intruso, Presença  do  narrador  intruso,  que oque o tempo todo se intromete para dartempo todo se intromete para dar explicações, analisar fatos ou personagens eexplicações, analisar fatos ou personagens e conversar com o leitor.conversar com o leitor. ExEx:: -Não tem sentimentos, digo-lho, e-Não tem sentimentos, digo-lho, e ninguém me dá de desdizer.ninguém me dá de desdizer. -Vamos ver que diabo de historia e esta,-Vamos ver que diabo de historia e esta, bradou uma voz de estender.bradou uma voz de estender. Era o Toma-largura que, achando-se em casaEra o Toma-largura que, achando-se em casa na quela ocasião, e tendo ouvido as duasna quela ocasião, e tendo ouvido as duas primeiras apóstrofes de Vidinha, chegavaprimeiras apóstrofes de Vidinha, chegava para dar fé que se passava.para dar fé que se passava.
  • 27. H) Presença  do  leitor  incluso,  com quem o narrador procura estabelecer conversação: 'Pôr estas palavras vê-se que ele suspeitaria alguma coisa; e saiba o leitor que suspeitara a verdade'. Ex:Ex: Agora devemos dar ao leitorAgora devemos dar ao leitor conhecimento da nova gente, no meio daconhecimento da nova gente, no meio da qual se acha o nosso Leonardoqual se acha o nosso Leonardo.  A obra deixa transparecer a presença de diversas figuras de linguagem, bem como, hipérboles, comparações, metáforas, perífrases, trocadilhos, metonímias, linguagens forenses, sarcasmos, barbarismos, etc...
  • 28.  Nota-se que, apesar de romântico, ao longo da trama Nota-se que, apesar de romântico, ao longo da trama  vários  aspectos  do  movimento  são  criticados,  e vários  aspectos  do  movimento  são  criticados,  e  diversas  vezes  satirizados.  O  livro  foge  à  diversas diversas  vezes  satirizados.  O  livro  foge  à  diversas  características do estilo romântico, o relacionamento características do estilo romântico, o relacionamento  amoroso  não  é  idealizado,  Leonardo  não  se  mostra amoroso  não  é  idealizado,  Leonardo  não  se  mostra  corajoso  e  íntegro,  como  nos  padrões  do  herói corajoso  e  íntegro,  como  nos  padrões  do  herói  romântico.  Mostra-se  vagabundo,  irresponsável,  um romântico.  Mostra-se  vagabundo,  irresponsável,  um  anti-herói. Ele não é um vilão, mas não representa um anti-herói. Ele não é um vilão, mas não representa um  modelo de comportamento; é uma pessoa comum. O modelo de comportamento; é uma pessoa comum. O  final  da  história,  fugindo  do  estilo  romântico  já final  da  história,  fugindo  do  estilo  romântico  já  conhecido  com  tragédias,  Leonardo  e  Luizinha  se conhecido  com  tragédias,  Leonardo  e  Luizinha  se  casam e vivem felizes para sempre.casam e vivem felizes para sempre. ConClusãoConClusão
  • 29.  http://pt.wikipedia.org/wiki/Memhttp://pt.wikipedia.org/wiki/Mem %C3%B3rias_de_um_Sargento_de_Mil%C3%B3rias_de_um_Sargento_de_Mil %C3%ADcias%C3%ADcias  http://guiadoestudante.abril.com.br/estude/lithttp://guiadoestudante.abril.com.br/estude/lit eratura/materia_413967.shtmleratura/materia_413967.shtml  http://resumoamoreninha.blogspot.com.br/20http://resumoamoreninha.blogspot.com.br/20 09/10/tempo-espaco-foco-narrativo-estilo.html09/10/tempo-espaco-foco-narrativo-estilo.html  http://www.sosestudante.com/resumos-http://www.sosestudante.com/resumos- m/memorias-de-um-sargento-de-milicias-m/memorias-de-um-sargento-de-milicias- completo.htmlcompleto.html  http://www.algosobre.com.br/resumos-http://www.algosobre.com.br/resumos- literarios/memorias-de-um-sargento-de-literarios/memorias-de-um-sargento-de- milicias.htmlmilicias.html RefeRênCias BiBliogRáfiCasRefeRênCias BiBliogRáfiCas

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