O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá  <ul><li>Resumo da Obra: </li></ul><ul><li>*Gato apresentado como anti-herói, marginal,...
Estação da Primavera <ul><li>O  Gato  acorda espreguiça-se e  sorri  provocando  espanto  de tal modo  que </li></ul><ul><...
Novo Parênteses <ul><li>Serve para caracterizar a Andorinha </li></ul><ul><li>Como todas as heroínas é: </li></ul><ul><li>...
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Fim da estação da primavera <ul><li>Pais de Sinhá ralham pela sua imprudência e proíbem-na de ver o Gato  </li></ul><ul><l...
Estação do Verão <ul><li>Capítulo curto porque a felicidade também é curta </li></ul><ul><li>O tempo da felicidade é sempr...
Parênteses das Murmurações <ul><li>Aparece em itálico = contra-história? </li></ul><ul><li>Nr conhecedor da alma , atento ...
O Outono <ul><li>Gato tornou-se ser brando e amável , alguns acreditaram na sua reabilitação </li></ul><ul><li>Tal como a ...
Continuação da estação do Outono <ul><li>Em conversa com o Gato,  </li></ul><ul><li>a Velha Coruja  conhece bem a alma apa...
Inverno <ul><li>Nr relata capítulo curto porque não se deve falar de violência e da solidão do Gato </li></ul><ul><li>Nr r...
Análise da Obra <ul><li>Habitantes do parque  - personagem colectiva detentora de códigos culturais e morais </li></ul><ul...
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<ul><li>Trova e filosofia de Estevão da Escuna </li></ul><ul><li>Apresenta logo um objectivo crítico </li></ul><ul><li>Lei...
História da Manhã <ul><li>Tem função estética </li></ul><ul><li>Apela ao lirismo </li></ul><ul><li>Opõe o passado e ao pre...
Jorge Amado <ul><li>Jorge Leal Amado de Faria  (Itabuna, 10 de Agosto de 1912 e  Salvador, </li></ul><ul><li>6 de Agosto d...
Foi para o Rio de Janeiro, então capital da república, para estudar na Faculdade de Direito da então Universidade do Rio d...
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O gato malhado e a andorinha sinhá

  1. 1. O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá <ul><li>Resumo da Obra: </li></ul><ul><li>*Gato apresentado como anti-herói, marginal, olhos feios, maus </li></ul><ul><li>*Causa de todos os males: </li></ul><ul><li>Flores que se fecham </li></ul><ul><li>-derrubou o tímido lírio branco </li></ul><ul><li>-pássaros fugiam </li></ul><ul><li>-roubou o pequeno Sabiá e a sua mãe suicidou-se num espinho </li></ul><ul><li>-comeu a pomba-rola </li></ul><ul><li>-matou os pintos </li></ul><ul><li>-roubava os ovos para os comer </li></ul><ul><li>MALES QUE NÃO ESTÃO PROVADOS </li></ul>
  2. 2. Estação da Primavera <ul><li>O Gato acorda espreguiça-se e sorri provocando espanto de tal modo que </li></ul><ul><li>Pato Negro quase caiu </li></ul><ul><li>Pata Branca pôs a mão no coração </li></ul><ul><li>Galinha Carijó desmaiou </li></ul><ul><li>Galo D.Juan engasgou-se </li></ul><ul><li>Silêncio total no Parque </li></ul><ul><li>O Gato sorri de novo e todos os animais fogem </li></ul><ul><li>O Gato não percebe por que fogem dele mas é-lhe indiferente </li></ul><ul><li>Será que a Cobra voltou como da outra vez, que cometeu todos os crimes? </li></ul><ul><li>O Gato apresentado como vilão aparece agora como herói, que defende os outros </li></ul><ul><li>Apetecia-lhe conversar com alguém </li></ul><ul><li>A Andorinha não fugiu como os outros, lá estava ela num ramo a sorrir </li></ul><ul><li>inocente desafio </li></ul><ul><li>contra a discriminação </li></ul>
  3. 3. Novo Parênteses <ul><li>Serve para caracterizar a Andorinha </li></ul><ul><li>Como todas as heroínas é: </li></ul><ul><li>Bela, gentil, simpática, sorridente, jovem, inocente </li></ul><ul><li>Suscita paixões </li></ul><ul><li>Heroína romântica e por isso excepcional </li></ul><ul><li>Continuação da estação da Primavera </li></ul><ul><li>“ Em torno é a poesia, sonho de um poeta” O Gato é um poeta </li></ul><ul><li>É herói romântico: </li></ul><ul><li>Sensível, imaginativo, inadaptado à vida </li></ul><ul><li>Modifica-se pelo amor e regenerado vive pelo devaneio, sonho e emoção </li></ul><ul><li>Primeiro diálogo: </li></ul><ul><li>Irreverência da Andorinha </li></ul><ul><li>Desafio à autoridade familiar e social </li></ul><ul><li>Desafio ao Gato: “Tolo e feio” </li></ul><ul><li>Diálogo ridículo (como todas as cartas de amor) </li></ul><ul><li>Início do CASO </li></ul>
  4. 4. <ul><li>Andorinha é bela e um pouco louca </li></ul><ul><li>atrevimento de enfrentar o Gato </li></ul><ul><li>Indivíduo tímido e calado “bulia-lhe com os nervos, por que será que ele tinha aquela má fama? </li></ul><ul><li>Vaca Mocha , figura importante do parque, dá lição de compustura social: gatos não falam com andorinhas </li></ul><ul><li>contraria Lei estabelecida </li></ul>Capítulo inicial atrasado e fora de lugar Será só contra a lei ou …. Vaca Mocha foi insultada pelo Gato e todos os habitantes lhe apresentam a sua solidariedade Andorinha jura nunca mais atirar gravetos ao Gato mas continuou a espiá-lo e foi assim que se deu aquele diálogo idiota
  5. 5. Fim da estação da primavera <ul><li>Pais de Sinhá ralham pela sua imprudência e proíbem-na de ver o Gato </li></ul><ul><li>Proibição aumenta interesse </li></ul><ul><li>Gato impressionado com a Andorinha </li></ul><ul><li>Sonhou com ela , procura-a </li></ul>Andorinha irrita Gato” feio” mas acabam por conversar Marcam encontro na ameixeira Gato pensando no futuro encontro
  6. 6. Estação do Verão <ul><li>Capítulo curto porque a felicidade também é curta </li></ul><ul><li>O tempo da felicidade é sempre curto </li></ul><ul><li>Gato com ciúme do Rouxinol </li></ul><ul><li>Gato diz à Andorinha que se não fosse gato casava com ela </li></ul><ul><li>A Andorinha ficou com medo da proposta </li></ul><ul><li>Andorinha tocou com a asa ao de leve no Gato e ele sentiu o seu coração </li></ul>
  7. 7. Parênteses das Murmurações <ul><li>Aparece em itálico = contra-história? </li></ul><ul><li>Nr conhecedor da alma , atento às razões públicas </li></ul><ul><li>Faz o leitor participar na polémica do caso Gato/Andorinha </li></ul><ul><li>Murmurações da Vaca Mocha, Reverendo, do Pombo, do Pato =“ Boca do povo” </li></ul><ul><li>Tudo o que não segue a tradição deve ser banido </li></ul><ul><li>Capítulo com cariz social </li></ul><ul><li>Nr apresenta a sua posição – “diz-que-disse” é prejudicial </li></ul><ul><li>Leitor fica alertado para um final da história de amor de acordo com a tradição </li></ul><ul><li>Família sente-se pressionada pela sociedade </li></ul><ul><li>Casamento com Rouxinol está decidido, não importam sentimentos mas o que diz o povo </li></ul><ul><li>As vozes que murmuram são hipócritas, supervisoras da moral </li></ul><ul><li>Serão mais fortes que o amor? </li></ul>
  8. 8. O Outono <ul><li>Gato tornou-se ser brando e amável , alguns acreditaram na sua reabilitação </li></ul><ul><li>Tal como a humanidade o Gato oscila entre o bem e o mal </li></ul><ul><li>O Soneto do Gato – as palavras que o amor lhe inspira </li></ul><ul><li>Sapo Cururu , elitista e snob, é um académico mas não percebe do amor = aos críticos literários </li></ul>
  9. 9. Continuação da estação do Outono <ul><li>Em conversa com o Gato, </li></ul><ul><li>a Velha Coruja conhece bem a alma apaixonada mas também a sociedade, não dá esperanças ao Gato </li></ul><ul><li>As mentalidades não mudam facilmente, era precisa uma revolução, às vezes até dava jeito… </li></ul><ul><li>No primeiro dia de Outono Sinhá e Malhado não escondiam a tristeza da separação, ela partiu </li></ul><ul><li>Gato transtornado volta a ser violento e a meter medo a todos </li></ul><ul><li>Carta de Sinhá = gato não pode casar com andorinha </li></ul><ul><li>No último dia de Outono eles voltam a encontrar-se. Sinhá alegre, parece a mesma do Verão </li></ul><ul><li>Este foi o último passeio - Sinhá vai casar com o Rouxinol </li></ul><ul><li>Sinhá despede-se e volta a tocar com a asa </li></ul>
  10. 10. Inverno <ul><li>Nr relata capítulo curto porque não se deve falar de violência e da solidão do Gato </li></ul><ul><li>Nr relata o que quer e deixa leitor imaginar </li></ul><ul><li>Após o casamento civil e religioso Sinhá lança pétala rosa vermelha </li></ul><ul><li>Gato põe-na sobre o coração, qual gota de sangue </li></ul><ul><li>Mito de Adónis - para os Gregos a rosa era branca mas quando Adónis protegido de Afrodite foi morto, a deusa correu para ele, picou-se num espinho e o sangue tingiu as rosas consagradas </li></ul>A noite sem estrelas <ul><li>Gato não suporta ouvir a música da festa do casamento </li></ul><ul><li>A sua presença no parque tornou-se impossível: banido por todos , rejeitado pela amada </li></ul><ul><li>Resta-lhe o inferno longínquo onde mora a cascavel, persona non grata como ele </li></ul><ul><li>a caminho do inferno, cruza-se com os noivos e Sinhá deixa rolar uma lágrima = símbolo da dor </li></ul>
  11. 11. Análise da Obra <ul><li>Habitantes do parque - personagem colectiva detentora de códigos culturais e morais </li></ul><ul><li>Representam a sociedade: os moralistas, os marginais e os jovens temporariamente transgressores </li></ul><ul><li>História de amor impossível: relação anormal, proscrita social e moralmente e pela natureza </li></ul><ul><li>Gato = anti-herói por natureza e por restrição moral e social </li></ul><ul><li>Nr = tal como o gato é marginal, repudiado, incompreendido, redimido pelo amor, proscrito pela sociedade </li></ul><ul><li>Espaço </li></ul><ul><li>Parque = unidade: espaço físico, social e moral </li></ul><ul><li>Inferno – cobra e Gato </li></ul>
  12. 12. Tempo <ul><li>Tempo da História </li></ul><ul><li>Linear - Primavera Inverno </li></ul><ul><li>Tempo de ter um projecto </li></ul><ul><li>Tempo de ser realista </li></ul><ul><li>Tempo cíclico da natureza: renascimento/morte </li></ul><ul><li>Tempo do Discurso </li></ul><ul><li>Capítulos aparentemente </li></ul><ul><li>desordenados curtos (chamar atenção </li></ul><ul><li>do ouvinte) </li></ul><ul><li>Considerações do Nr </li></ul><ul><li>Propício mais à oralidade do que à escrita </li></ul><ul><li>Narrador </li></ul><ul><li>Apresenta-se como contador de histórias </li></ul><ul><li>Dá-nos sempre a sua perspectiva, o que relata nunca é inocente </li></ul><ul><li>Pactua e critica com as personagens </li></ul><ul><li>Manipula a história para retirar a sua </li></ul><ul><li>Própria moralidade </li></ul><ul><li>Quer passar as suas ideias e a história do Gato serve de pretexto </li></ul><ul><li>Por isso a história está desordenada(parênteses, capitulo inicial atrasado…) </li></ul>
  13. 13. <ul><li>Trova e filosofia de Estevão da Escuna </li></ul><ul><li>Apresenta logo um objectivo crítico </li></ul><ul><li>Leitor conclui que o mundo não presta pois Gato = Andorinha </li></ul><ul><li>Visão céptica do presente mas com esperança no final: Manhã coloca rosa azul sobre o vestido = esperança </li></ul><ul><li>Presente degenerado pelas imposições sociais ≠ Futuro a construir com igualdade e liberdade </li></ul><ul><li>Jorge Amado é neo-realista luta quotidiana </li></ul><ul><li>Aponta os defeitos e os vícios do presente para o futuro ideal </li></ul><ul><li>Manhã e a Primavera contêm esperança, recomeço </li></ul><ul><li>optimismo </li></ul>
  14. 14. História da Manhã <ul><li>Tem função estética </li></ul><ul><li>Apela ao lirismo </li></ul><ul><li>Opõe o passado e ao presente para reproduzir alegoricamente os vícios e virtudes humanas </li></ul>
  15. 15. Jorge Amado <ul><li>Jorge Leal Amado de Faria (Itabuna, 10 de Agosto de 1912 e Salvador, </li></ul><ul><li>6 de Agosto de 2001) foi um dos mais famosos e traduzidos escritores brasileiros. </li></ul><ul><li>Ele é o autor mais adaptado da televisão brasileira, verdadeiros sucessos como Tieta do Agreste , Gabriela Cravo e Canela e Teresa Batista Cansada de Guerra são criações suas, além de Dona Flor e Seus Dois Maridos . A obra literária de Jorge Amado conheceu inúmeras adaptações para cinema, teatro e televisão. Seus livros foram traduzidos em 55 países, em 49 idiomas, existindo também exemplares em braille e em fitas gravadas para cegos. </li></ul><ul><li>Em 1994 viu sua obra ser reconhecida com o Prêmio Camões, o Nobel da língua portuguesa. </li></ul><ul><li>No ano seguinte ao de seu nascimento, uma praga de varíola obriga a família a deixar a fazenda e se estabelecer em Ilhéus, onde viveu a maior parte da infância, que lhe serviu de inspiração para vários romances. </li></ul>
  16. 16. Foi para o Rio de Janeiro, então capital da república, para estudar na Faculdade de Direito da então Universidade do Rio de Janeiro. Durante a década de 1930, a faculdade era um polo de discussões políticas e de arte, tendo ali travado seus primeiros contatos com o movimento comunista organizado. Foi jornalista, e envolveu-se com a política ideológica, tornando-se comunista, como muitos de sua geração. São temas constantes em suas obras os problemas e injustiças sociais, o folclore, a política, crenças e tradições, e a sensualidade do povo brasileiro, contribuindo assim para a divulgação deste aspecto do mesmo. Em 1945, foi eleito deputado federal pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB), o que lhe rendeu fortes pressões políticas. Era casado com Zélia Gattai, também escritora, que o sucedeu na Academia Brasileira de Letras. Com ela teve três filhos: João Jorge, sociólogo, Paloma, e Eulália. Viveu exilado na Argentina e no Uruguai (1941 a 1942), em Paris (1948 a 1950) e em Praga (1951 a 1952). Escritor profissional, viveu exclusivamente dos direitos autorais dos seus livros.
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