Causas de infertilidade e reprodução assistida

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    1. 1. Causas de infertilidade Técnicas de reprodução assistida Grupo: Diana Moita, Nº 7 Jenny Pinto, Nº 9 Joana Pereira, Nº 11 Ricardo Melo, Nº 17 12º G
    2. 2. Índice <ul><li>1- Introdução ………………………………………………………………………………………………………....… 3 </li></ul><ul><li>2- Infertilidade ……………………………………………………………………………………………………...…. 4-6 </li></ul><ul><ul><li>Causas de infertilidade …………………………………………………………………………………….….…. 7 </li></ul></ul><ul><ul><li>Infertilidade masculina ……………………………………………………………………………………..….. 8-10 </li></ul></ul><ul><ul><li>Infertilidade feminina …………………………………………………………………………….................… 11-14 </li></ul></ul><ul><ul><li>Infertilidade conjugal …………………………………………………………..……………….……………….. 15 </li></ul></ul><ul><li>3- Técnicas de Reprodução Assistida (TRA) ………………………………………………………….…................. 16-17 </li></ul><ul><ul><li>IUI ……………………………………………………………………………………………………….…... 18-19 </li></ul></ul><ul><ul><li>Estimulação ovárica ………………………………………………………………………………………….… 20 </li></ul></ul><ul><ul><li>FIV ………………………………………………………………………………………………………….…... 21 </li></ul></ul><ul><ul><li>ICSI …………………………………………………………………………………………….………………. 22 </li></ul></ul><ul><ul><li>GIFT ………………………………………………………………………………………………………….… 23 </li></ul></ul><ul><ul><li>ZIFT/TET ……………………………………………………………………………………….……………… 24 </li></ul></ul><ul><ul><li>Riscos da Reprodução Medicamente Assistida ………………………………………………….……………... 25 </li></ul></ul><ul><li>4 - Técnicas acessórias da Reprodução Assistida ………………………………………………….………….……... 26 </li></ul><ul><ul><li>Diagnóstico pré-implantatório ……………………………………………………………………..…………... 27 </li></ul></ul><ul><ul><li>Crioconservação de gâmetas e embriões ……………………………………………………………….…….. 28 </li></ul></ul><ul><li>5- Conclusão ……………………………………………………………………………………….…………………. 29 </li></ul><ul><li>6-Bibliografia …………………………………………………………………………………………………….…. 30-32 </li></ul><ul><li>7- Curiosidades ………………………………………………………………………………………………….… 33-36 </li></ul><ul><li>8- Questionário …………………………………………………………………………………………….……… 37-41 </li></ul><ul><li>Anexos ……………………………………………………………………………………………………………... 42-54 </li></ul>
    3. 3. 1- Introdução <ul><li>No âmbito da disciplina de Biologia do 12º ano foi proposta à turma a elaboração de um trabalho relacionado com a Reprodução humana e manipulação da fertilidade . </li></ul><ul><li>Dos temas propostos, aquele que vamos abordar é: Causas da infertilidade e técnicas de reprodução assistida . </li></ul><ul><li>Sendo um tema muito debatido nos dias que correm é com grande entusiasmo que nos empenhamos na pesquisa e investigação deste assunto, não só para apresentarmos um trabalho bem fundamentado, mas também para alargarmos o nosso leque de conhecimentos. </li></ul>
    4. 4. 2- Infertilidade <ul><li>Incapacidade de um casal conceber um filho, após um ano de relações sexuais sem uso de métodos contraceptivos e sem intervenção médica. </li></ul><ul><li>Doença do sistema reprodutor, cujas funções não se encontram em estado normal, que é constatada após um período de 12 meses de tentativa de concepção sem sucesso, em que o casal manteve relações sexuais sem a utilização de métodos contraceptivos *. </li></ul>* De acordo com ASRM – American Society for Reproductive Medicine
    5. 5. <ul><li>A infertilidade é um grave problema que afecta tremendamente não só vida pessoal do casal em causa, mas também a sociedade que o rodeia. </li></ul><ul><li>Contudo, a infertilidade não é um motivo de vergonha ou discriminação social, como se julgou durante muito tempo. Sendo um problema que pode acontecer a todos deve ser encarado com naturalidade e esperança pois, graças às técnicas actuais de reprodução medicamente assistida, é possível aos casais afectados constituir família como outro casal comum. </li></ul><ul><li>A infertilidade é sentida de forma diferente por cada um dos casais que têm de a enfrentar. Muitos especialistas afirmam que existe uma forte ligação entre a mente e o corpo no que toca a este problema. Sentimentos de raiva, ressentimento, tristeza e depressão são comuns, mas nada saudáveis. </li></ul>
    6. 6. <ul><li>Infertilidade primária – Incapacidade fisiológica de uma primeira gravidez. </li></ul><ul><li>Infertilidade secundária – Quando o casal se encontra com dificuldades de conceber uma gravidez, ainda que já tenha conseguido, pelo menos, uma em conjunto. </li></ul>
    7. 7. Causas de infertilidade Masculinas ♂ Azoospermia - Produção insuficiente ou nula de espermatozóides ♂ Oligospermia – Produção de esperma em em quantidades muito pequenas ♂ Produção de espermatozóides de fraca qualidade ♂ Problemas hormonais ou deficiências nos ductos espermáticos – impedem a maturação e transporte de esperma ♂ Danos a nível dos testículos - infecções, inflamações, problemas circulatórios ♂ Cancro testicular ♂ Gametogénese anormal ♂ Stress crónico - deficiências hormonais, afecta a produção normal de esperma ♂ Anomalias congénitas dos testículos - hipogonadismo ♂ Deficiência na mobilidade dos gâmetas – motilidade debilitada ♂ Anomalias da libertação de espermatozóides ♂ Exposição a tóxicos, como tabaco, álcool, drogas   Femininas ♀ Ausência de produção de oócitos ♀ Ovulação pouco frequente ♀ Bloqueio das Trompas de Falópio ♀ Problemas ao nível do endométrio ♀ Danificação ou ausência das Trompas de Falópio ♀ Obstrução do colo do útero ♀ Ovariectomia ou ooforectomia - extracção dos ovários ♀ Histerectomia - extracção do útero ♀ Produção de um muco cervical muito espesso que bloqueia a entrada dos espermatozóides para o útero ♀ Infecções das vias genitais ♀ Exposição a tóxicos, como tabaco, álcool, drogas
    8. 8. Infertilidade masculina <ul><li>De forma quase irracional alguns homens sentem que a infertilidade constitui um desrespeito à sua virilidade. </li></ul><ul><li>A prevalência exacta da infertilidade é difícil de estabelecer, em parte porque muitos homens nunca chegam a revelar, ou mesmo a reconhecer, a sua incapacidade. </li></ul><ul><li>Muitos desses homens, sentindo-se frustrados, nunca chegam a procurar ajuda, desconhecendo que, como eles, calcula-se a existência de um grande número de casos a nível mundial. </li></ul><ul><li>Afecta, actualmente, pelo menos um homem em cada vinte, sendo responsável por cerca de um terço da inexistência de filhos. </li></ul>
    9. 9. ANÁLISE DO SÉMEN: VALORES NORMAIS <ul><li>Dados da OMS, Laboratory Manual of the Examination of Human Semen and Semen-Cervical Mucus Interaction. Cambridge: Cambridge University Press, 1999 . </li></ul>Esperma Normal Volume do ejaculado ≥ 2,0 mL [ ] espermática ≥ 20 milhões/mL Nº total de espermatozóides ≥ 40 milhões Motilidade > 60 % móveis progressivos Morfologia > 30 % formas normais Progressão rápida ≥ 25 %
    10. 10. NOMENCLATURA DAS VARIÁVEIS DO SÉMEN <ul><li>Dados da OMS, Laboratory Manual of the Examination of Human Semen and Semen-Cervical Mucus Interaction. Cambridge: Cambridge University Press, 1999 . </li></ul>Nomenclatura Características Normozoospermia Ejaculado normal Oligozoospermia [ ] de sémen < a 20 x 10 6 /mL Astenozoospermia < de 50 % dos espermatozóides com progressão anterógrada Teratozoospermia < de 50% dos espermatozóides com morfologia normal Oligoastenoteratozoospermia Alteração das três variáveis Azoospermia Ausência de espermatozóides no ejaculado Aspermia Ausência do ejaculado
    11. 11. <ul><li>Pode afirmar-se que cerca de um em dez casais tem dificuldades de concepção. </li></ul><ul><li>Praticamente uma em cinco mulheres casadas em idade reprodutiva procuram ajuda profissional, por motivos de infertilidade. </li></ul><ul><li>Nos últimos 20 anos o número de mulheres que procurou conselhos médicos relativos à infertilidade aumentou em 25%. </li></ul><ul><li>A idade da mulher tem um impacto adverso sobre a fertilidade; a taxa de infertilidade é de 7% nas mulheres com idade de 20 a 24 anos e 29 % de 40 a 44 anos. </li></ul>Infertilidade feminina
    12. 13. Endometriose <ul><li>Consiste no crescimento desordenado de fragmentos de tecido do endométrio (a camada de tecido que reveste o útero) em várias zonas cavidade pélvica. </li></ul><ul><li>Estas pequenas porções de tecido uterino, não podendo ser eliminadas pela menstruação, podem causar, por cicatrização, deformações nos ovários e nas trompas de Falópio que impedem a normal progressão do óvulo. </li></ul><ul><li>É uma das causas mais frequentes de menstruação dolorosa e de infertilidade feminina. </li></ul>
    13. 14. <ul><li>Sintomas: </li></ul><ul><ul><li>Cólicas </li></ul></ul><ul><ul><li>Náuseas </li></ul></ul><ul><ul><li>Vómitos </li></ul></ul><ul><ul><li>Ansiedade </li></ul></ul><ul><ul><li>Dor lombar </li></ul></ul><ul><ul><li>Diarreia </li></ul></ul><ul><ul><li>Dor pélvica </li></ul></ul><ul><ul><li>Alteração da pressão arterial </li></ul></ul>
    14. 15. Infertilidade conjugal
    15. 16. 3- Técnicas de Reprodução Assistida ( TRA ) <ul><li>Técnicas que permitem aos casais com problemas de infertilidade ultrapassar as dificuldades e a gerarem os filhos naturalmente. Possibilitam o tratamento de maior número de casais inférteis. </li></ul><ul><li>Estão também associadas a alguns aspectos negativos como o elevado custo operacional e a intensa carga psicológica. </li></ul><ul><li>Principal objectivo : desenvolvimento de pré-embriões de melhor qualidade e melhores taxas de gestação. </li></ul>
    16. 17. <ul><li>Inseminação intra-uterina (inseminação artificial- IUI ) </li></ul><ul><li>Estimulação ovárica ( hiperestimulação controlada dos ovários) </li></ul><ul><li>Fecundação in vitro (FIV) </li></ul><ul><li>Microinjecção citoplasmástica de um espermatozóide (ICSI) </li></ul><ul><li>Transferência intratubária de gâmetas (GIFT) </li></ul><ul><li>Transferência intratubária de zigotos (ZIFT) / embriões (TET) </li></ul>
    17. 18. Inseminação intra-uterina ( IUI ) <ul><li>Quando os espermatozóides não conseguem atingir as trompas de Falópio. </li></ul><ul><li>Permite aumentar as hipóteses de fecundação. </li></ul><ul><li>Transferir, para a cavidade uterina, os espermatozóides previamente recolhidos e processados (os morfologicamente mais normais e móveis). </li></ul><ul><li>Técnica simples, rápida (3 a 5 minutos) e praticamente indolor. É feita na sala de ecografia, não havendo necessidade de anestesia. </li></ul><ul><li>Os espermatozóides são depositados através de um cateter que trespassa o colo do útero. </li></ul><ul><li>Controle de ovulação com uso de medicamentos para determinar o dia da ovulação e aumentar as possibilidades de sucesso. </li></ul>
    18. 19. <ul><li>No dia da inseminação deve ser colhida uma amostra de sémen (com 3 a 5 dias de abstinência sexual). </li></ul><ul><li>Os espermatozóides são separados no laboratório. </li></ul><ul><li>A percentagem de gravidez é de cerca de 20% por ciclo de tratamento. Por esse motivo, pode ser necessário mais do que um ciclo para conseguir resultados positivos. </li></ul><ul><li>Indicada: </li></ul><ul><ul><li>Casos de infertilidade de causa masculina; </li></ul></ul><ul><ul><li>Quando o muco da paciente não permite que os espermatozóides alcancem o útero; </li></ul></ul><ul><ul><li>Infertilidade sem causa aparente. </li></ul></ul>
    19. 20. Estimulação ovárica <ul><li>Quando ocorrem anomalias no funcionamento dos ovários (ex.: lesões hipófisárias). </li></ul><ul><li>Inicia-se com um tratamento hormonal a partir do 3º ou 5º dia do ciclo sexual. </li></ul><ul><li>Utiliza-se um derivado sintético (próximo da FSH) que vai activar a maturação de vários folículos. </li></ul><ul><li>Quando o desenvolvimento folicular é suficiente injecta-se uma hormona sintética idêntica à LH (ovulação). </li></ul>
    20. 21. Fecundação in vitro (FIV) <ul><li>Técnica utilizada desde 1978, quando se mostrou bem sucedida após o nascimento de Louise Brown, em Inglaterra. </li></ul><ul><li>Procedimento onde 1 a 4 oócitos são retirados da mulher e colocados, juntamente com os espermatozóides do seu parceiro para fecundar, numa incubadora a 37ºC, com ar humidificado. </li></ul><ul><li>Após a fecundação, os embriões assim formados são mantidos numa estufa, até que cheguem ao número ideal de células para que possam ser colocados então dentro do útero da paciente. </li></ul><ul><li>Técnica utilizada em casos de: </li></ul><ul><ul><li>Obstrução das trompas; </li></ul></ul><ul><ul><li>Endometriose moderada ou severa; </li></ul></ul><ul><ul><li>Número reduzido de espermatozóides; </li></ul></ul><ul><ul><li>Infertilidade sem causa aparente; </li></ul></ul><ul><ul><li>Mulheres que não conseguem engravidar, após o uso de técnicas mais simples de reprodução. </li></ul></ul><ul><li>A taxa de anomalias anatómicas e cromossómicas </li></ul><ul><li>após FIV é = à da população em geral. </li></ul>
    21. 22. Microinjecção citoplasmática de um espermatozóide ( ICSI ) <ul><li>Técnica mais recente. </li></ul><ul><li>Consiste na microinjecção de um único espermatozóide directamente do citoplasma de um oócito. Depois, o embrião é transferido para o útero ou para as trompas de Falópio. </li></ul><ul><li>É obrigatório o estudo genético do casal e o diagnóstico pré-natal. </li></ul><ul><li>Utilizada : </li></ul><ul><ul><li>Por casais que tenham pouca ou baixa qualidade de espermatozóides; </li></ul></ul><ul><ul><li>Em casos de infertilidade sem causa aparente; </li></ul></ul><ul><ul><li>Quando houve falha de fertilização pela técnica convencional. </li></ul></ul>
    22. 23. Transferência intratubária de gâmetas (GIFT) <ul><li>Idealizada pelo médico argentino Ricardo Ash. </li></ul><ul><li>A técnica é semelhante à utilizada na fertilização “in vitro”, com a diferença que, neste caso, o processo de fertilização acontece no interior das Trompas e não na estufa. </li></ul><ul><li>É feita inicialmente a aspiração dos folículos, via vaginal. </li></ul><ul><li>A seguir, através de laparoscopia, os óvulos são transferidos para a Trompa juntamente com os espermatozóides. </li></ul><ul><li>As indicações são: </li></ul><ul><ul><li>Infertilidade de causa imunológica; </li></ul></ul><ul><ul><li>Infertilidade masculina; </li></ul></ul><ul><ul><li>Endometriose tratada; </li></ul></ul><ul><ul><li>Infertilidade sem causa aparente. </li></ul></ul>
    23. 24. Transferência intratubária de zigotos (ZIFT) / embriões (TET) <ul><li>Consiste em colocar os gâmetas masculino e feminino em contacto in vitro , em condições apropriadas para a sua fusão para depois, por laparoscopia, se fazer a transferência dos zigotos/ embriões para o interior das Trompas. </li></ul>
    24. 25. Riscos da Reprodução Medicamente Assistida <ul><li>Erro humano : Apesar de raro, já existiram casos nos Estados Unidos, na Holanda e na Grã-Bretanha, em que clínicas de fertilização já trocaram acidentalmente esperma e embriões dos pacientes, transferindo-os para a mulher errada. </li></ul><ul><li>Gestações múltiplas : Estudos têm revelado que as gestações múltiplas, devidas ao número excessivo de embriões transferidos para o útero, aumentam os riscos de parto prematuro e de o bebé nascer com o peso abaixo do normal, com alguma deficiência crónica ou mesmo morto. </li></ul><ul><li>Malformações congénitas : Segundo um estudo do jornal The New England Journal of Medicine de 2002, os bebés gerados por FIV têm um risco maior de desenvolver malformações congénitas, tais como problemas cardíacos ou renais e testículos atrofiados. </li></ul><ul><li>Saúde da mãe : Possíveis complicações resultantes do tratamento hormonal ou de uma gestação múltipla aumentam os riscos para a saúde da mãe. </li></ul><ul><li>Desapontamento do casal: No caso de ineficácia dos tratamentos. </li></ul>
    25. 26. 4- Técnicas acessórias da Reprodução Assistida <ul><li>Diagnóstico pré-implantatório ( biópsia de embriões – PGD ) </li></ul><ul><li>Crioconservação de gâmetas e embriões </li></ul>
    26. 27. Diagnóstico pré-implantatório <ul><li>Consiste na extracção de um único blastómero com seis ou oito células, sem o danificar (biópsia do embrião) e na sua caracterização cromossómica, antes de ser transferido para o útero. </li></ul>
    27. 28. Crioconservação de gâmetas e embriões <ul><li>Permite salvaguardar o potencial reprodutor de um indivíduo ou casal, apresentando, contudo, implicações éticas e biológicas. </li></ul><ul><li>Permite conservar gâmetas por longos períodos de tempo. </li></ul><ul><li>Conservação de espermatozóides e embriões por congelação a baixas temperaturas, recorrendo a azoto líquido. </li></ul><ul><li>Apesar de 60 a 80 % dos embriões congelados sobreviverem, tem vindo a ser demonstrado que a crioconservação pode afectar a qualidade embrionária e reduzir o potencial reprodutivo dos embriões remanescentes. </li></ul><ul><li>O congelamento de oócitos é ainda experimental, com pequenas taxas de sucesso na maioria das espécies estudadas, inclusive na raça humana. </li></ul>
    28. 29. 5- Conclusão <ul><li>Com a realização deste trabalho foi-nos possível aprofundar os conhecimentos na área da Reprodução Medicamente Assistida, tema de grande destaque nos dias de hoje. </li></ul><ul><li>Tendo em conta os grandes avanços tecnológicos que se têm vindo a desenvolver nas últimas décadas neste campo é de esperar que esta “tendência” permaneça e se venha a ouvir falar cada vez mais deste assunto. </li></ul><ul><li>Ao longo deste trabalho resumimos as principais Técnicas de Reprodução assistida (Inseminação intra-uterina, estimulação ovárica, FIV, ICSI, GIFT e ZIFT), assim como as duas principais Técnicas acessórias (Diagnóstico pré-implantatório e Crioconservação de gâmetas e embriões). </li></ul><ul><li>Alertámos também para as maiores causas de infertilidade quer a nível masculino, quer feminino, referindo repercussões e problemas associados no quotidiano. </li></ul>
    29. 30. 6-Bibliografia <ul><li>Internet </li></ul><ul><ul><li>http://www.notapositiva.com/trab_estudantes/trab_estudantes/biologia/biologia_trabalhos/infertilidadehumana.htm </li></ul></ul><ul><ul><li>http://www.infertilidadefeminina.com.br/ </li></ul></ul><ul><ul><li>http://www.ghente.org/temas/reproducao/index.htm </li></ul></ul><ul><ul><li>http://www.feliccita.com.br/Tecnicas.htm </li></ul></ul><ul><ul><li>http://www.manualmerck.net/?url=/artigos/%3Fid%3D266%26cn%3D1729 </li></ul></ul><ul><ul><li>http://saude.sapo.pt/artigos/?id=793592 </li></ul></ul><ul><ul><li>http:// saude.hsw.uol.com.br /infertilidade-feminina3.htm </li></ul></ul><ul><ul><li>www.watchtower.org/t/20040922/article_01.htm </li></ul></ul><ul><ul><li>http://www.bebes.com.pt/infertilidade_feminina </li></ul></ul><ul><ul><li>http:// www.sexualidades.com /sections.php?op=viewarticle&artid=106#lubrificantesvaginais </li></ul></ul><ul><ul><li>http://www.drashirleydecampos.com.br/noticias/24032 </li></ul></ul><ul><ul><li>http://www.apfertilidade.org/manualparte-id-8a.html </li></ul></ul><ul><ul><li>http:// www.biologia-ap.no.comunidades.net /index.php?pagina=1113812620 </li></ul></ul>
    30. 31. <ul><li>Livros </li></ul><ul><ul><li>NICHOLAS, C. L.; ABRAHAM, N. M.; WALLACH E. (2001). Manual de ginecologia e Obstetrícia do John Hopkins. Porto Alegre: Antumed Editora (consultado a 05/10/08) </li></ul></ul><ul><ul><li>SPEROFF, L.; GLASS, R.; KASE, G. N. (2005). Endocrinologia Ginecológica Clínica e Infertilidade. Brasil: Manole Editora, L da (consultado a 05/10/08) </li></ul></ul><ul><ul><li>ARISTODEMO, J. P.; BARROS, A. C. (2007). Ginecologia Moderna – Condutas da Clínica Ginecológica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Rio de Janeiro: Editora Revinter (consultado a 05/10/08) </li></ul></ul><ul><ul><li>BRYAN, E.; HIGGINS, R. (2004). A crianca esquiva; infertilidade. Coimbra: Quarteto Editora. (consultado a 06/10/08) </li></ul></ul><ul><ul><li>SILVA, A.; e outros. (2008). Terra, Universo de Vida . Porto: Porto Editora (consultado a 06/10/08) </li></ul></ul><ul><ul><li>SANTOS A.; e outros. (2007). Biologia, O essencial do 12.ªano . Porto: ASA Editores (consultado a 06/10/08) </li></ul></ul><ul><ul><li>DOLLEMORE, D.; e outros. (1994). Mulher sempre Jovem . Lisboa: Planeta Editora (consultado a 08/10/08) </li></ul></ul><ul><li>Revistas </li></ul><ul><ul><li>Factores que afectam o resultado de uma perfuração laparoscópica dos ovários na síndrome poliquística de mulheres com infertilidade anovulatória In: Revista de Obstetrícia e Ginecologia. – Lisboa. – ISSN 0873-0458. – Vol. XXII, nº10 (Novembro 1999), p. 375-376 (consultada a 13/10/08) </li></ul></ul>
    31. 32. 7- Curiosidades <ul><li>Uma mulher, mesmo jovem e normalmente fértil, que tenha relações sexuais regulares com um parceiro normalmente fértil, terá apenas uma hipótese em quatro de engravidar. </li></ul><ul><li>Em média, o tempo necessário para engravidar é de seis meses. </li></ul><ul><li>As DST quando não tratadas a tempo, como a sífilis e a gonorreia, podem levar à infertilidade. Na base dos diferentes problemas de infertilidade podem estar problemas genéticos, malformações congénitas, factores imunitários ou distúrbios hormonais. </li></ul><ul><li>A infertilidade atinge cerca de 15% dos casais europeus em idade reprodutiva. </li></ul>
    32. 33. <ul><li>Considerações populares para o declínio da fertilidade nos EUA: </li></ul><ul><ul><li>Mudanças nos papéis e aspirações da mulher </li></ul></ul><ul><ul><li>Adiamento do casamento </li></ul></ul><ul><ul><li>Adiamento da 1ª gravidez </li></ul></ul><ul><ul><li>Aumento do uso de contracepção </li></ul></ul><ul><ul><li>Aborto legalizado </li></ul></ul><ul><ul><li>Preocupação com o meio ambiente </li></ul></ul><ul><ul><li>Condições económicas desfavoráveis </li></ul></ul>
    33. 34. Estilos de vida vs Saúde reprodutiva <ul><li>PESO </li></ul><ul><ul><li>O peso corporal desempenha um papel vital na fertilidade. </li></ul></ul><ul><ul><li>A obesidade tem sido associada à infertilidade e irregularidade menstrual. </li></ul></ul><ul><ul><li>Também o mesmo acontece quando o peso é abaixo do normal, podendo causar uma disfunção nos ovários e, consequentemente, infertilidade. </li></ul></ul><ul><li>TABACO </li></ul><ul><ul><li>As fumadores sofrem um risco de menopausa 1 a 3 anos antes do normal, diminuição de estrógeneos associado a hemorragias e fase lútea do ciclo menstrual mais curta. </li></ul></ul><ul><ul><li>Fumar está também associado à gravidez ectópica e aborto espontâneo, o que sugere que também afecta as trompas e a mobilidade nas trompas. </li></ul></ul><ul><li>ÁLCOOL </li></ul><ul><ul><li>Chegou-se à conclusão que mulheres que abusavam do álcool faziam mais cirurgias ginecológicas. </li></ul></ul><ul><ul><li>O álcool também é conhecido por alterar os níveis de estrógeneos e progesterona e causar anovulação (menstruação sem ovulação). </li></ul></ul><ul><li>CAFEÍNA </li></ul><ul><ul><li>O consumo de três ou menos cafés por dia pode ser inofensivo, mas mais do que esta quantidade pode causar problemas de fertilidade. </li></ul></ul>
    34. 35. <ul><li>IDADE </li></ul><ul><ul><li>A civilização tem as suas consequências. É comum ver nos países industrializados as mulheres a adiarem a maternidade para poder aproveitar oportunidades de estudos e de carreira. </li></ul></ul><ul><ul><li>O que a maior parte das mulheres nesta situação não se apercebe é de que o envelhecimento traz consigo muitos efeitos no nosso corpo e o sistema reprodutor não é excepção. </li></ul></ul><ul><ul><li>Alguns dos efeitos da idade na fertilidade são: </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Envelhecimento dos folículos, afectando a regularidade menstrual e da ovulação - o endométrio tem mais tempo para se espalhar pelos ovários e trompas, reduzindo a mobilidade destes órgãos. </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Desenvolvimento de fibromas que podem causar hemorragia do endométrio e afectar a cavidade endometrial afectando a capacidade de ter uma gravidez de sucesso. </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>@ http:// www.youtube.com /watch?v=p2W8FNkIN0E&feature=related </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>As escolhas que fazemos todos os dias têm um impacto positivo, ou negativo, na nossa capacidade de conceber. Há que tomar as decisões certas e disfrutar de uma melhor saúde reprodutiva. </li></ul></ul></ul>
    35. 36. 8- Questionário <ul><li>Quais as duas principais causas de infertilidade feminina: </li></ul><ul><ul><li>A Obstrução das trompas de Falópio. </li></ul></ul><ul><ul><li>B Desregulação hormonal do ciclo sexual. </li></ul></ul><ul><ul><li>C Incompatibilidade entre o muco genital e os espermatozóides. </li></ul></ul><ul><ul><li>D Infecção das vias genitais. </li></ul></ul><ul><li>Quais as duas principais causas de infertilidade masculina: </li></ul><ul><ul><li>A Ausência total ou em pequeno número, de espermatozóides. </li></ul></ul><ul><ul><li>B Impotência sexual. </li></ul></ul><ul><ul><li>C Esperma com espermatozóides com pouca mobilidade. </li></ul></ul><ul><ul><li>D Dificuldades na ejaculação. </li></ul></ul>
    36. 37. <ul><li>Que tratamento primário se disponibiliza para um casal onde a mulher apresente dificuldades no desenvolvimento folicular: </li></ul><ul><ul><li>A Estimulação hormonal. </li></ul></ul><ul><ul><li>B Desobstrução das trompas. </li></ul></ul><ul><ul><li>C Inseminação artificial. </li></ul></ul><ul><ul><li>D Fertilização &quot;in vitro“. </li></ul></ul><ul><li>Que tratamento se disponibiliza para um casal onde o homem apresente espermatozóides mas sem mobilidade: </li></ul><ul><ul><li>A Estimulação hormonal por testosterona. </li></ul></ul><ul><ul><li>B Desobstrução dos canais deferentes. </li></ul></ul><ul><ul><li>C Inseminação artificial. </li></ul></ul><ul><ul><li>D Fertilização &quot;in vitro&quot; com microinjecção do espermatozóide no óvulo e colocação dos embriões no Útero. </li></ul></ul><ul><ul><li>E Fertilização &quot;in vitro&quot; com junção dos gâmetas natural em meio artificial e colocação dos embriões no Útero. </li></ul></ul>
    37. 38. <ul><li>Quais as causas possíveis para a infertilidade de um casal onde a mulher possui ciclos sexuais regulares com formação de oócitos e ovulação e o homem apresenta número razoável de espermatozóides viáveis no seu esperma: </li></ul><ul><ul><li>A Obstrução das trompas. </li></ul></ul><ul><ul><li>B Morte de espermatozóides pelo muco genital. </li></ul></ul><ul><ul><li>C Desregulação hormonal do ciclo sexual feminino, nomeadamente na falta de estimulação da Hipófise. </li></ul></ul><ul><ul><li>D Obstrução dos canais deferentes. </li></ul></ul><ul><ul><li>E Esperma com espermatozóides pouco móveis. </li></ul></ul><ul><ul><li>F Desenvolvimento insuficiente do endométrio. </li></ul></ul><ul><li>Selecciona as duas técnicas de reprodução assistida que seriam sugeridas numa situação de infertilidade de um casal onde a mulher possui ciclos sexuais regulares com formação de oócitos e ovulação e o homem apresenta número razoável de espermatozóides viáveis no seu esperma: </li></ul><ul><ul><li>A Desobstrução das trompas. </li></ul></ul><ul><ul><li>B Inseminação artificial. </li></ul></ul><ul><ul><li>C Estimulação hormonal. </li></ul></ul><ul><ul><li>D Desobstrução dos canais deferentes. </li></ul></ul>
    38. 39. <ul><li>A técnica ICSI é aplicada em certos casos de infertilidade masculina. Fundamenta esta afirmação apresentando duas causas possíveis dessa infertilidade. </li></ul><ul><li>Enumera a sequência dos procedimentos técnicos a efectuar após o representado na figura, até que possa ocorrer a implantação do embrião no endométrio uterino. </li></ul>Fig. 1 – ICSI http://www.feliccita.com.br/ICSI.htm
    39. 40. CENÁRIOS DE RESPOSTA <ul><li>1- Diminuição do número de espermatozóides, aumento do número de espermatozóides morfologicamente anormais, problemas hormonais, danos nos testículos, etc. </li></ul><ul><li>2- Os oócitos II que resistem à microinjecção são colocados em incubadoras a 37ºC; os embriões resultantes são observados e seleccionados; um ou mais são transferidos, através de um cateter, para a cavidade uterina. </li></ul>
    40. 41. Fig. 2 - Áreas afectadas pela endometriose http:// saude.hsw.uol.com.br /infertilidade-feminina3.htm
    41. 42. Fig. 3 - Inseminação intra-uterina (IUI) http:// dn.sapo.pt /2006/06/18/298750.jpg
    42. 43. Fig. 4 - Injecção de espermatozóides vivos dentro do útero http:// www.gineco.com.br / images / inseminacao.jpg Fig. 5 - Introdução dos espermatozóides dentro da cavidade uterina http:// www.ibrra.com.br / images / inseminacao.jpg
    43. 44. Fig. 6 - Estimulação ovárica http:// www.ivfbedi.com / art / images / big-ivf.gif Fig. 7- Colheita dos óvulos http:// www.fertilis.com.br / images / coleta.gif
    44. 45. Fig. 8 - Fecundação in vitro (FIV) http:// www.ciencianews.com.br / unicel / img /pg5-ft4.jpg @ http://www.youtube.com/watch?v=LZ5GSui1e98
    45. 46. Fig. 9 - Fecundação dos óvulos e dos espermatozóides em laboratório http:// www.feliccita.com.br / FIV.htm Fig. 10 - Embriões em estufa http:// www.feliccita.com.br / FIV.htm
    46. 47. Fig. 11 - Injecção intracitoplasmática de espermatozóides (ICSI) http:// www.marcinfertility.org.in / images /icsi7.jpg
    47. 48. Fig. 12 – Sequência de uma ICSI: A. Identificação do espermatozóide B. Ruptura do flagelo C. Aspiração com a pipeta D. Captura do oócito E. Inserção da pipeta e rompimento da membrana do oócito F. Inserção do espermatozóide http:// cpma.ch / images / sequence_icsi.jpg @ http:// www.youtube.com / watch?v=xHFhoMekgxQ&feature=related
    48. 49. Fig. 13 - Processo da injecção Intracitoplasmática http:// www.ibrra.com.br / images / icsi.jpg
    49. 50. Fig. 14 - Transferência intratubária de gâmetas (GIFT) http:// www.notapositiva.com / trab_estudantes / trab_estudantes /biologia/ biologia_trabalhos /infertilidadehumana3.jpg
    50. 51. Fig. 15 - Transferência intratubária de zigotos (ZIFT) http:// www.notapositiva.com / trab_estudantes / trab_estudantes /biologia/ biologia_trabalhos /infertilidadehumana4.jpg
    51. 52. Fig. 16 - Biópsia de embriões http:// www.notapositiva.com / trab_estudantes / trab_estudantes /biologia/ biologia_trabalhos /infertilidadehumanab21.jpg
    52. 53. Fig. 17 - Crioconservação de esperma http://bp3.blogger.com/_K779C8n-NoQ/R1XF6KtsHFI/AAAAAAAAABU/MU0MKXPBK0k/s1600-h/Imagem1.jpg
    53. 54. Fig. 18 - Embrião crioconservado http://bp2.blogger.com/_K779C8n-NoQ/R1XJ76tsHHI/ AAAAAAAAABk /g41vuwJUC1A/s1600-h/ tgf.bmp Fig. 19 - Crioconservação de oócitos II http://missjohn260.blogspot.com/2007/12/ crioconservao-de-gametas-e-de-embries.html
    54. 55. FIM

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