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    Manual do Missionario Manual do Missionario Document Transcript

    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 1 Venha a nós o vosso Reino! MANUAL DO MISSIONÁRIO
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 2 © COPY RIGHT Todos os direitos reservados Voluntários em Ação www.demissoes.com
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 3 ÍNDICE ORAÇÃO DO MISSIONÁRIO 7 Carta do Papa João Paulo II a Juventude e Família Missionária 8 CAPÍTULO I GENERALIDADES DE UMA MISSÃO 1. O que são as missões? 9 2. Quais são os objetivos de uma missão 9 3. Fórmula para a consagração missionária (Rito para a imposição do crucifixo missionário) 10 CAPÍTULO II O MISSIONÁRIO DE JUVENTUDE E FAMÍLIA MISSIONÁRIA 1. A espiritualidade de Juventude e Família Missionária 11 2. A mística de Juventude e Família Missionária 12 3. Carta a um missionário 12 4. As qualidades dos apóstolos da Nova Evangelização 13 5. O chamado de Sua Santidade João Paulo II nas Jornadas Mundiais das Missões 14 6. Questionário introdutório 22 7. Normas de comportamento para os missionários 23 CAPÍTULO III A VIDA ESPIRITUAL DO MISSIONÁRIO 1. Orações da manhã 25 2. A meditação 26 3. Ângelus 28 4. O terço 29 - Mistérios do Rosário 30 - Ladainhas 31 5. Orações da noite 33 6. Preparação para a confissão 36 a) Antes do exame de consciência 36 b) Exame de consciência 37 c) Depois do exame de consciência 39 7. Adoração diante do Santíssimo 40 8. Passagens para as reflexões evangélicas durante as missões 40 - Guia de Passagens Evangélicas 41 9. Via Sacra 47
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 4 CAPÍTULO IV METOLOGIA DAS MISSÕES 1. Horário ordinário para as missões 60 2. Metodologia das visitas casa a casa 61 a. A chegada 61 b. A conversa 62 c. Conclusão e despedida 63 CAPÍTULO V O CATECISMO MISSIONÁRIO Apresentação 64 1. Porque sou católico 65 2. A verdadeira Igreja de Cristo 65 3. A palavra de Deus 66 4. Os meios de Salvação 67 5. A Santíssima Virgem Mãe de Deus 69 6. Os Santos 69 7. O Dia do Senhor 70 8. O fim do mundo 71 9. O Papa, o Vigário de Cristo na terra 71 10. Reflexões Práticas 71 CAPÍTULOVI ÉTICA E MORAL O pecado e sua maldade 73 1. O que é o pecado? 73 2. Quais são as conseqüências do pecado 73 3. Santo, eu? 74 4. Sem caridade, nada podemos 74 5. Os pecados de omissão 74 6. O pecado do ódio 74 7. A inveja 74 8. O pecado do escândalo 74 9. O pecado da crítica 74 10. O pecado da mentira 74 11. Porque adorar e dar culto a Deus? 75 12. A magia e a superstição... idolatria, adivinhação, espiritismo... 75 13. A falta irreligiosidade 76 14. O matrimônio: O amor entre os esposos 76 15. Como os pais devem tratar seus filhos? 77 16. Como tratar os pais? 77
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 5 17. O que é a sexualidade? 77 18. Os fins da sexualidade? 77 19. Os pensamentos impuros 78 20. Falar indignamente do sexo 78 21. A formação 78 22. O adultério 78 23. A violação sexual 78 24. O incesto 78 25. A masturbação 78 26. O onanismo ou a interrupção do coito 78 27. Os atos sexuais entre homossexuais 78 28. A bestialidade 78 29. Os métodos artificiais de controle a natalidade 78 30. A pornografia 79 31. Os bens materiais 79 32. O roubo 79 33. Não dar o justo aos demais 79 34. Quando ferimos o próximo 79 35. Os atentados contra a própria vida 79 36. O excesso de álcool 79 37. Consumo de drogas 79 38. Tudo o que põe em risco a saúde 79 39. Os atentados contra a vida dos demais 79 CAPÍTULO VII LITURGIA E SACRAMENTOS 1. A vivência litúrgica e sacramental 80 2. As posturas, os gestos, os objetos e as cores 81 3. Os Sacramentos 83 Trâmites e requisitos para a recepção de Sacramentos 85 4. A Santa Missa: O Rito 87 CAPÍTULO VIII AS SEITAS 1. Oração da fé 94 2. Súplica pelos que se afastaram da Igreja Católica 94 3. Defender a fé 94 4. Conhecer os argumentos e os preconceitos contra a Igreja 95 5. Dialogar, não discutir 96 6. O que dizem os Testemunhas de Jeová 98 7. O que dizem os Mórmons 101 8. O que dizem os Evangélicos 104 9. O que dizem os Pentecostais 107 10. O que dizem os Adventistas do Sétimo dia 110
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 6 11. O que dizem os Batistas 113 12. O que diz a ―A Luz do Mundo‖ 117 13. O que diz a New Age 121 CAPÍTULO IX ORAÇÕES 1. Invocação ao Espírito Santo 122 2. Oração de ação de graças ao terminar uma atividade 122 3. Oração pelo Papa 122 4. Oração para abençoar os alimentos 123 5. Oração pelas vocações 123 6. Consagração a Nossa Senhora 124 7. À vossa proteção 124 PROMESSA MISSIONÁRIA 125 AGENDA TELEFÔNICA 126
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 7 ORAÇÃO DO MISSIONÁRIO “Chamou-me, Pai, para continuar a obra de anunciar o Reino que inaugurou teu Filho, Jesus. Com os profetas quero gritar-te: Olha Senhor, não sou mais que uma criança que não sabe falar. Aqui estou para cumprir tua vontade e anunciar para todos que Tu és o Deus do amor. Tu, Senhor, conheces bem toda minha vida, minhas dúvidas, minhas fragilidades e meus passos vacilantes. Não posso me gabar de nada. Só quero contar aos demais tuas maravilhas que fez desde sempre, por nós, os homens. Senhor faz que em minha comunidade cristã teu nome seja proclamado e invocado; que os pais exerçam sua responsabilidade de educadores na fé; que os evangelizadores confirmem na fé nossos irmãos que Tu, Senhor, coloca em nosso caminho. Que o façamos com profundidade e com vivências evangélicas. Senhor, que teu Santo Espírito faça com que escutem minhas palavras e fecundem em seus corações com a simplicidade de Maria”.
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 8 CARTA DO PAPA JOÃO PAULO II À JUVENTUDE E FAMÍLIA MISSIONÁRIA Queridos filhos e filhas, membros da Juventude e Família Missionária do Regnum Christi: Ao reunir-mos depois de ter realizado uma ampla missão nas periferias das grandes cidades e entre as comunidades indígenas da montanha dessa querida terra mexicana, vos saúdo cordialmente com a paz «paz da parte de Deus Pai e de Cristo Jesus, nosso Senhor» (1 Tim. 1, 2). Com vossa ação os hábeis propósitos de levar o Evangelho a todos os homens, anunciando a salvação com a proclamação gozosa da Palavra, a alegria da solidariedade fraterna própria dos discípulos de Jesus e o testemunho fiel de vossa fé. Tivessem querido imitar assim o Mestre recorrendo às cidades, as aldeias, ensinando, proclamando a Boa Nova do Reino, levando consolo e esperança à debilidade humana (cf. Mt. 9, 35). Vossa terra mexicana foi abençoada com uma rica e profunda tradição cristã que especialmente aos vossos jovens correspondem continuar, consolidar, difundir e também defender com valentia ante as sombras ameaçadoras que pairam contra a fé e os valores evangélicos. Este foi o convite que os fazia na primeira visita ao México em 1979 e que os repito de novo: ―Jovens, comprometei-vos cristã e humanamente em coisas que mereçam esforço, desprendimento e generosidade! A Igreja espera de vós e confia em vós!” (discurso aos estudantes, 30/01/79). Hoje o mundo necessita de uma Nova Evangelização que espera muito de vosso legado espiritual e da vossa generosidade como jovens, para que nenhuma porta se feche a Cristo e para que todos possam reconhecê-lo como a verdadeira alegria, a fonte de toda esperança e a causa de toda salvação. De Cristo, mais que nada, tem necessidade os homens e as mulheres, as famílias, as crianças, os idosos, os enfermos, os fortes e os fracos. Como sucedeu ao Mestre, tão pouco vosso caminho é fácil. Mas de novo vos digo: “Não tenhais medo! Seguindo os passos de Cristo que se fez Caminho, vossos pés não vacilarão na vereda (Sal. 17/16, 3). Não decaia vosso ânimo! Ele nunca nos abandona e sabemos bem em Quem colocamos nossa confiança (2 Tim. 1, 12). Sede fiéis! Não vos deixeis seduzir por falazes propagandas que prometem o que não tem e o que não podem dar. Tenha os olhos postos no Senhor que não deixará de reconhecer a quem o segue com fidelidade e prudência (Mt. 25, 23)‖. Unidos a Cristo e sob a materna proteção da Virgem, nossa Senhora de Guadalupe, prossiga em vosso testemunho cristão, em vosso serviço à Igreja e em vosso compromisso missionário. Com estes sentimentos os envio com afeto a Benção Apostólica. Vaticano, 8 de abril de 1998.
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 9 Capítulo I Generalidades de uma missão 1. O que são as missões? As missões são atividades de Evangelização que se realizam em uma comunidade urbana ou rural de maneira periódica e sistemática, conforme uma metodologia específica, sob a dependência do pároco do lugar e com a aprovação do respectivo Bispo. 2. Quais são os objetivos de uma missão? a. Busca-se levar a mensagem de Cristo a cada casa, família e pessoa que vive na comunidade que receberá a missão. b. Promover, em colaboração com os párocos e os demais agentes da pastoral diocesana, a ação missionária da Igreja, promovendo a fé católica e prevenindo-a dos inimigos que atentam contra essa mesma fé. c. Tem como finalidade a Evangelização, a busca de uma vivência autêntica do cristianismo, que se concretize na vida de graça, em obras e compromisso com a paróquia. d. Criar um clima adequado onde possam nascer, desenvolver e concretizar inquietudes vocacionais e também a maior entrega ao apostolado na Igreja. e. Imprimir no mundo católico um estilo militante de viver o compromisso batismal através do trabalho missionário. f. A promoção de catequistas, evangelizadores e agentes de pastoral de tempo completo e parcial. As missões de Família Missionária têm, além disso, o seguinte objetivo: g. Promover os valores próprios da família e do matrimônio, e criar um clima em que se propicie o conhecimento e o diálogo entre os membros da família.
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 10 3. Fórmula para a consagração missionária (Rito para a imposição do crucifixo missionário) Depois de uma breve exortação (pode ser depois da homilia quando este rito seja realizado dentro da Celebração Eucarística), o celebrante ou o diretor dirige a seguinte oração: V. Senhor Jesus, que quiseste chamar para colaborar na obra da extensão do teu Reino a inumeráveis filhos e filhas de tua Igreja, para que fossem mensageiros do teu amor entre os homens e testemunho vivo de tua caridade, concede a estes missionários teus que hoje se consagram a teu Coração, a graça de ser apóstolos incansáveis ao serviço do teu Reino. Fortaleça sua fé, para que possam confirmá-la a seus irmãos. Robustece sua esperança, para que saibam contagiar com sua alegria. Inflama sua caridade, para que possam consolar aos que sofrem e ajudá-los com eficácia. Concede-lhes teu Espírito Santo e fazei-os dóceis as suas inspirações. Faz com que saibam imitar a pureza, a humildade, a alegria e a entrega de tua Mãe. Que Ela lhes sustente e anime durante esta missão e durante o resto de suas vidas. Amém. Em seguida os missionários passam a frente para recolher seu crucifixo. Voltam a seus lugares, o sustentam com a mão e todos dizem a seguinte oração: R. Jesus Cristo: Te entrego minhas mãos a Ti Senhor, para trabalhar com amor; Te entrego meus pés, para seguir teu caminho com decisão. Te entrego meus olhos, para ver Senhor, as necessidades do mundo. Te entrego minha língua para falar, tuas palavras de caridade. Minha alma é tua, habita-a, que nela cresça sempre teu amor; com confiança e fé em Ti, vive e ora sempre em mim.
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 11 CAPÍTULO II O MISSIONÁRIO DE JUVENTUDE E FAMILIA MISSIONÁRIA 1. A espiritualidade de Juventude e Família Missionária Os missionários põem o fundamento de todo seu empenho e trabalho apostólico em cinco grandes amores: Jesus Cristo, Maria, a Igreja, o Papa e Pastores e as almas. Estes grandes amores, vividos com autenticidade, constituem as linhas fundamentais da pregação e do apostolado dos missionários de Juventude e Família Missionária. Os missionários fazem de Jesus Cristo o centro e o ideal de suas vidas, o modelo em que tem que se transformar e a meta de sua realização humana e cristã. Para os missionários o amor a Cristo consiste fundamentalmente na amizade com Ele, no cumprimento de seus mandatos e na vivência fiel do Evangelho, muito especialmente em tudo o que faz referência à caridade fraterna e ao mandato missionário «Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho» (Mc. 16,15). Os missionários amam a Santíssima Virgem com um amor terno e filial, imitando-a em suas virtudes, especialmente na caridade, na humildade, na pureza e na obediência, encomendando-lhe todos os assuntos e necessidades, e muito especialmente a propagação da mensagem evangélica. Os missionários amam com devoção e respeito filial o Papa, prestando com fé, total acatamento e obediência amorosa a suas disposições e mandatos, como vindos do mesmo Jesus Cristo. Veneram com espírito de fé os Bispos que ensinam a comunhão com o Romano Pontífice, como aos sucessores dos Apóstolos. Os missionários amam apaixonadamente a Igreja, seguidora da missão de Cristo e principio de seu Reino na terra. Por isso, dedicam o melhor de si mesmos e fazem render seus talentos com eficácia, de modo que através de seu apostolado Jesus Cristo seja conhecido e amado pelo maior número possível de almas. Os missionários, valorizando o amor que Cristo tem por cada alma, não poupam nenhum esforço nem sacrifício com o propósito de ganhá-las para o Reino, estando dispostos a dar a vida pela salvação de uma só alma. Os missionários de Família Missionária cultivam, além disso, um alto apreço pela vida matrimonial e familiar. Os missionários que são esposos são autênticos testemunhos de vida cristã pelo amor e respeito mútuo, pela responsabilidade e seriedade com que vivem seu compromisso matrimonial, pela busca em comum da vontade de Deus, pelo carinho e ternura recíproca e pela ajuda que mutuamente se prestam. Os esposos
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 12 missionários se unem em oração, cultivam a vida sacramental, penetram sua vida com o espírito e as virtudes do Evangelho, e fazem da vida familiar uma escola doméstica de cristãos íntegros. Os missionários que são filhos compreendem e ajudam seus pais, os respeitam, compreendem e os amam. 2. A mística de Juventude e Família Missionária a. O missionário busca conhecer cada dia mais a Cristo e sua fé. b. O missionário é um homem apaixonado pela salvação das almas. c. O missionário é portador da mensagem de Cristo. d. O missionário é apóstolo copado e polarizado pela missão. e. O missionário é o homem líder, guia de seus irmãos na fé. f. O missionário atua com urgência na missão. g. O missionário é zeloso promotor de novos apóstolos para a Evangelização. h. O missionário é um homem de oração que busca crescer em santidade. i. O missionário se entrega sem cálculo nem medida, com audácia e intrepidez. j. O missionário trabalha com método, disciplina e desejo de superação constante. k. O missionário fundamenta sua fé na ressurreição de Cristo. l. O missionário é testemunho de alegria que convence. m. O missionário cuida da fé católica de seus irmãos e luta por incrementá-la em sua própria vida. 3. Carta a um missionário Amado missionário: Chamei-te e escutaste no silêncio este chamado que meu Coração te faz. São tão poucas as almas que desejam caminhar com meu chamado e levar aos demais minhas palavras de amor e misericórdia. São tantos os que perdem a pureza pela influência do ambiente, pela ignorância, pelos meios de comunicação...! Antes de conhecer-me e saber o que sou capaz de fazer por eles! Compreende o porquê que os missionários são tão perseguidos pelo inimigo. Em teu coração disposto a evangelizar está a solução de muitos lares e de muitas almas. Terás que te abrir para que o Espírito Santo te ilumine por meio da oração; terás que trabalhar na preparação dos temas para ser um melhor instrumento em minhas mãos. Faze tudo com amor: sofre o possível cansaço, contratempos... por amor. Trabalha por amor, quero valer-me de ti durante estes dias para ajudar e salvar muitas almas. Tem presente que Eu estou contigo sempre que desejar. Esforça-te e conta-me o que sentes: tuas alegrias, tuas tristezas, teus triunfos,... Eu te compreendo porque sofri e sigo padecendo. Vem ao Sacrário contar-me e verás como encontrar consolo em teu coração. Te amo intensamente, Jesus Cristo
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 13 4. As qualidades dos apóstolos da Nova Evangelização Para ir e pregar o Evangelho é necessário antes de tudo formar um coração apostólico. E recordar que se é apóstolo desde dentro. Se for apóstolo, como foi São Paulo, por vocação, por que Cristo nos chamou a estender seu Reino, porque a vocação cristã é essencialmente vocação ao apostolado, porque quem renasceu como homem novo em Cristo pelo batismo, se compromete a dar testemunho Dele ante os demais. Se é apóstolo na medida em que o homem está unido a Cristo pela graça, e se identifica com sua missão redentora. A urgência do apostolado vem de dentro, do amor que cada um de vocês professe a Cristo em seu coração. Ser apóstolo é, pois, um componente essencial do ser cristão. Por isso, pregar o Evangelho não é uma tarefa mais ao lado de outras muitas. É a missão em torno ao qual o cristão deve polarizar sua vida. Não se é apóstolo por horas ou por dias. Ou é apóstolo ou não é. Ou tem mensagem ou não tem. Para formar um coração de apóstolo, lhes aconselho que passem longos momentos aos pés de Cristo Eucarístico. Só o amor a Cristo dá força para ―sair de si mesmo‖. Sair de si: esta é a condição indispensável para ―pregar‖. O melhor apóstolo é aquele que consegue ser um imitador de Cristo. Então a vida é pregação e a evangelização é o testemunho de uma vida plenamente evangélica. Movido pelo amor a Cristo, o apóstolo é lutador, é militante. O apóstolo concebe sua missão como uma luta constante contra as forças do mal que existem tanto dentro como fora dele. É o Senhor quem dá a força para enfrentar este combate. E é Ele também quem dá a vitória e a recompensa. O apóstolo é magnânimo. Sabe que foi chamado por Cristo para coisas grandes e que não tem tempo para deter-se em lamentações ou pequenez, nem pode distrair- se no que seja essencial. O apóstolo deve ter antes de tudo um grande coração onde caiba todo o mundo, pois ao mundo foi enviado para pregar. Seu espírito tem de estar sempre à altura da missão encomendada. Grandes devem ser suas aspirações, grandes seus desejos de luta, grande sua capacidade de amar e de se doar. O apóstolo é tenaz, forte e perseverante. O apóstolo tem que ser tenaz para não desistir do esforço; forte para combater sem esmorecer até o final, até o ―tudo está consumado‖; perseverante para não deixar-se vencer pelo capricho ou pela inconstância. Só uma vontade firme e bem disciplinada, fundada no senhorio dos sentimentos e emoções, poderá perseverar até conseguir o objetivo.
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 14 A luta será continua. Terá sempre que combater. Por isso, necessita de apóstolos convencidos da necessidade da laboriosidade e da paciência como componentes intrínsecos de sua missão; homens habituados na tenacidade esforçada. O apóstolo é realista. O apóstolo não pode deixar de ver com clareza qual é a situação real do campo a evangelizar, nem a de sua própria vida, nem as circunstâncias concretas em que deve trabalhar. Trabalhar com realismo é trabalhar com inteligência, apoiando-se no conhecimento das dificuldades que entra na consecução dos objetivos e dos elementos positivos com que conta para consegui- los. O apóstolo é eficaz em seu trabalho. A eficácia do apóstolo vem do fato que se compromete a fazer todo o possível, humanamente falando, para cumprir com a missão que Cristo lhe confia. Não se detém nas dificuldades nem sacrifícios. Para ele não existem obstáculos infranqueáveis. Sabe que se deve colocar ao serviço do Reino seus melhores talentos e que a causa do Evangelho não lhe permite trabalhos nem rendimentos pela metade. O apóstolo é organizado. Trabalha sempre de maneira sistemática, adaptando-se a um programa que ele mesmo traçou. A organização permite ao apóstolo render ao máximo em seu trabalho, pois trabalhar é a arte da eficácia. Tudo isto requer reflexão antes de atuar, traçar objetivos, analisar dificuldades, planejar estratégias, propor soluções, colocá-las em ação e avaliar os resultados. O apóstolo está atento às oportunidades. Não perde a mínima oportunidade que prepara a providência para fazer o bem e difundir a mensagem de Cristo. O apóstolo é sobrenatural em suas aspirações. Ao apóstolo não basta a visão humana da realidade. Deve saber perceber a presença misteriosa de Deus que o convida continuamente a lançar-se além do que pareceria humanamente aconselhável. Empreende obras de envergadura baseado na convicção de que Deus lhe dará as graças para realizá-las. As aspirações e os critérios do apóstolo não são os deste mundo. São os do Evangelho. Quem vive assim assegura o triunfo e contagia aos demais com sua convicção. 5. O chamado de Sua Santidade João Paulo II nas Jornadas Mundiais das Missões a. Resumo da Carta Encíclica, Redemptoris Missio, nn. 1,2 e 3: ―A missão de Cristo Redentor, confiada na Igreja, está ainda longe de se cumprir. No final do segundo milênio depois de sua vinda, uma olhada global para a humanidade demonstra que esta missão se acha ainda no principio e que devemos comprometer-nos com todas nossas energias em seu serviço.
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 15 É o Espírito Santo quem impulsiona a anunciar as grandes obras de Deus: «Pregar o Evangelho não é para mim nenhum motivo de glória; é muito mais um dever que me incumbe: E ai de mim se não pregar o Evangelho!» (1 Cor. 9,16). Em nome de toda a igreja, sinto imperioso o dever de repetir este grito de São Paulo... A missão renova a Igreja, reforça a fé e a identidade cristã, dá novo entusiasmo e novas motivações. A fé se fortalece dando-a! Nenhum crente em Cristo, nenhuma instituição da Igreja pode iludir este dever supremo: anunciar Cristo a todos os povos... Não podemos permanecer tranqüilos se pensamos nos milhões de irmãos e irmãs nossos, redimidos também pelo sangue de Cristo, que vivem sem conhecer o amor de Deus. ―Para o crente, em singular, o mesmo que para toda a Igreja, a causa missionária deve ser a primeira, porque concerne ao destino eterno dos homens e responde ao designo misterioso e misericordioso de Deus.‖ b. Resumo da mensagem do Papa para a Jornada Mundial das Missões do ano de 1997: ―... Em certa medida, cada um é responsável em primeira pessoa ante Deus da «fé malograda» de milhões de homens.‖ Se é missionário antes de tudo pelo que se é, antes de ser pelo que se diz ou faz (Redemptoris missio, 23). O determinante não é o «onde», mas «como». Podemos ser autênticos apóstolos, e do modo mais fecundo, também entre as paredes domésticas, no posto de trabalho, em uma cama de hospital, na clausura de um convento...: o que conta é que o coração arda dessa caridade divina como a única que pode transformar em luz, fogo e nova vida para todo o Corpo Místico, até os confins da terra, não só os sofrimentos fisicos e morais, mas também cansaço das coisas de cada dia. ... ―Desejo de coração que, no umbral do Novo Milênio, a Igreja inteira experimente um novo impulso de empenho missionário...‖ c. Resumo da mensagem do Papa para a jornada Mundial das Missões do ano de 1998: ―... O Espírito Santo está presente na Igreja e a guia na missão ‗ad gentes‘. É consolador saber que não somos nós, mas que é Ele mesmo o protagonista da missão. Isto dá serenidade, alegria, esperança, intrepidez.
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 16 Não são os resultados que devem preocupar o missionário, porque estes estão nas mãos de Deus: Ele deve empenhar-se com todos os recursos, confiando que seja o Senhor quem atue na profundidade. O Espírito alarga além das perspectivas da missão eclesial aos confins do mundo inteiro. A Jornada Mundial das Missões nos recorda isto cada ano, sublinhando a necessidade de nunca circunscrever os horizontes da evangelização, mas tê-los sempre abertos às dimensões da humanidade inteira. ... Convido por tanto a reafirmar, contra todo pessimismo, a fé na ação do Espírito Santo, que chama todos os crentes a santidade e ao empenho missionário. Aproveito, pois, para renovar meu chamado a todos os que, especialmente jovens, estão empenhados na Igreja: ―A missão... está ainda longe de se cumprir‖, sublinhou na Redemptoris missio (n.1), e por isso, tem que escutar a voz de Cristo que chama também hoje; «Vem após mim e os farei pescadores de homens» (cf. Mt 4, 19). Não tenhais medo! Abre as portas do vosso coração e de vossa vida a Cristo! Deixai-os envolver na missão do anúncio do Reino de Deus; para isto o Senhor ―foi enviado‖ (cf. Lc 4, 43), e transmitiu a mesma missão a seus discípulos de todos os tempos. Deus, que não se deixa vencer em generosidade, os dará os cem por cento, e a vida eterna (cf. Mt 19, 29)...‖ d. Resumo da mensagem do Papa para a Jornada Mundial das Missões do ano de 1999: ―... A Jornada Missionária oferece a cada um a oportunidade de evidenciar melhor esta comum vocação missionária, que impulsiona os discípulos de Cristo a fazer-se apóstolos de seu Evangelho de reconciliação e de paz. A missão de salvação é universal: para cada homem e para todo o homem. É cometido de todo o povo de Deus, de todos os fiéis. A missão deve, portanto, construir a paixão de cada cristão; paixão pela salvação do mundo e o ardente empenho por instaurar o Reino do Pai. Para que isto se verifique é necessário uma oração incessante que alimente o desejo de levar Cristo a todos os homens. É necessário o oferecimento do próprio sofrimento, em união com o Salvador. Necessita também do empenho pessoal em sustentar os organismos de cooperação missionária. ―Seu testemunho generoso em cada ângulo da terra anuncia que, ―na proximidade do terceiro milênio da Redenção, Deus está preparando uma grande primavera cristã, da qual já se vislumbra seu começo‖ (Redemptoris Missio, n. 86)...‖
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 17 e. Resumo da mensagem do Papa para a Jornada Mundial das Missões do ano 2000: ―...Dirijo um especial e premente chamado a todos os batizados para que, com humilde valentia, respondendo ao chamado do Senhor e às necessidades dos homens e mulheres de nossa época, sejam heraldos do Evangelho. Todos são convidados a continuar na Igreja a missão de Jesus... Todos estão chamados a colaborar partindo de sua própria situação de vida. Neste tempo, tempo de graça e de misericórdia, advirto de modo especial que é necessário dedicar às forças eclesiais para a nova evangelização e para a missão «ad gente». Nenhum crente, nenhuma instituição da Igreja pode subtrair-se ao supremo dever de anunciar Cristo a todos os povos (cf. Redemptoris missio, 3). Ninguém pode sentir-se dispensado de prestar sua colaboração ao desenvolvimento da missão de Cristo, que continua na Igreja. Mais ainda, o convite de Cristo é mais atual que nunca: «Ide também vós para a vinha» (Mt 20, 7). Toda a missão da Igreja necessita de apóstolos dispostos a perseverar até o fim, fiéis a missão recebida, seguindo o mesmo caminho percorrido por Cristo. Quem conheceu a alegria do encontro com Cristo não pode mantê-la encerrada dentro de si; deve irradiá-la...‖ f. Resumo da mensagem do Papa para a Jornada Mundial das Missões de 2002: ―... A missão constitui nossa resposta ao supremo mandato de Jesus: «Ide, pois, e fazei discípulos a todas as gentes (...), ensinando-lhes a guardar tudo o que eu os mandei» (Mt 28, 19). ...No inicio do terceiro milênio se impõe com maior urgência o dever da missão, porque, como já recordei na encíclica Redemptoris Missio, «o número dos que ainda não conhece Cristo e nem formam parte da Igreja aumenta constantemente; mais ainda, desde o final do Concílio, quase se duplicou. Para esta humanidade imensa, tão amada pelo Pai que por ele enviou seu Filho, é patente a urgência da missão» (n. 3). ...Nesta celebração anual nos convida a orar assiduamente pelas missões e a colaborar com todos os meios nas atividades que a Igreja realiza em todo o mundo para construir o Reino de Deus, «Reino eterno e universal: Reino de verdade e de vida, Reino de santidade e de graça, Reino de justiça, de amor e de paz» (Prefácio da festa de Cristo, Rei do universo). Se nos chama antes de tudo para testemunhar com a vida nossa adesão total a Cristo e seu Evangelho.
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 18 Sim, nunca tem que se envergonhar do Evangelho e nunca ter medo de proclamarem-se cristãos, silenciando a própria fé. Ao contrário, é necessário seguir falando, alargando os espaços do anúncio da salvação, porque Jesus prometeu permanecer sempre e em toda circunstância presente em meio de seus discípulos...‖ g. Resumo da mensagem do Papa para a Jornada Mundial das Missões de 2003: ―... Voltam com freqüência a minha mente estas palavras: contemplar o «rosto» de Cristo com Maria. Quando falamos do rosto de Cristo nos referimos aos seus traços humanos, que resplandece a glória eterna do Filho unigênito do Pai (cf. Jo 1, 14): «A glória da divindade resplandece no rosto de Cristo» (ib., 21). Contemplar o rosto de Cristo leva a um conhecimento profundo e comprometedor de seu mistério. Contemplar Jesus com os olhos da fé impulsiona a penetrar no mistério de Deus Trino. Disse Jesus: «Aquele que me vê, vê o Pai» (Jo 14, 9). Com o Rosário encaminhamos por este itinerário místico «em companhia e a exemplo de sua santíssima Mãe» (Rosarium Virginis Mariae, 3). Mais ainda que, Maria mesma se converte em nossa mestra e guia. Sob a ação do Espírito Santo, nos ajuda a adquirir a «tranqüila audácia» que capacita para transmitir aos demais a experiência de Jesus e a esperança que sustenta os crentes (cf. Redemptoris Missio, 24). Contemplemos sempre Maria, modelo insuperável! Em seu espírito todas as palavras do Evangelho encontram um eco extraordinário. Maria é a «memória» contemplativa da Igreja, que vive com o desejo de unir-se mais profundamente a seu Esposo para influir ainda mais em nossa sociedade. Como reagir aos grandes problemas, a dor inocente e as injustiças perpetradas com arrogância e insolência? Seguindo docilmente o exemplo de Maria, que é nossa Mãe, os crentes aprendem a reconhecer no aparente «silêncio de Deus» a Palavra que ressoa no silêncio por nossa salvação. Todos os crentes estão chamados, pelo batismo, a santidade. O Concílio Vaticano II, na constituição dogmática Lúmen gentium, sublinha que a vocação universal a santidade consiste na chamada de todos a perfeição da caridade. Santidade e missão são aspectos inseparáveis da vocação de todo batizado. O esforço por levar a ser mais santo está estritamente vinculado ao de difundir a mensagem da salvação. «Todo fiel – recordei da Redemptoris missio – está chamado a santidade e a missão» (n. 90). Contemplando os mistérios do Rosário, o crente se sente impulsionado a seguir Cristo e a compartilhar sua vida até poder dizer como são Paulo: «Já não vivo, mas é Cristo que vive em mim» (Gl 2, 20).
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 19 Se todos os mistérios do Rosário constituem uma significativa escola de santidade e de evangelização, os mistérios da luz põem de distintos aspectos singulares de nosso «seguimento» evangélico. O Batismo de Jesus no Jordão recorda que todo batizado é eleito para levar a ser em Cristo «filho no Filho» (Ef. 1,5;cf. Gaudium te spes,22). Nas bodas de Caná, Maria convida a escutar obediente a palavra do Senhor: «Faça o que ele vos disser» (Jo 2, 5). O anúncio do Reino e o convite à conversão são uma clara ordem para todos a empreender o caminho da santidade. Na Transfiguração de Jesus, o batizado experimenta a alegria que lhe espera. Ao meditar a instituição da Eucaristia, volta repetidamente ao cenáculo, onde o Mestre divino deixou aos seus discípulos o tesouro mais precioso: ele mesmo no Sacramento do altar. As palavras que a Virgem pronuncia em Cana constituem, em certo modo, o fundo mariano de todos os mistérios de luz. Com efeito, o anúncio do Reino que se aproxima, o chamado a conversão e a misericórdia, a Transfiguração no Tabor e a instituição da Eucaristia, encontram no coração de Maria um eco singular. Maria mantém seus olhos fixos em Cristo, conserva como um tesouro cada uma de suas palavras e nos indica como ser autênticos discípulos de seu Filho. Em nenhuma época a Igreja teve tantas possibilidades de anunciar Jesus como hoje, graças ao desenvolvimento dos meios de comunicação social. Precisamente por isso, a Igreja está chamada a refletir o Rosto de seu Esposo com uma santidade mais resplandecente. Neste esforço, nada fácil, sabe quem a sustenta é Maria. Dela «aprende» a ser «virgem», totalmente dedicada a seu Esposo, Jesus Cristo, e «mãe» de muitos filhos que se formam para a vida imortal. Sob o olhar vigilante da Mãe, a comunidade eclesial cresce como uma família renovada pela forte efusão do Espírito e, disposta a aceitar os desafios da nova evangelização, contempla o rosto misericordioso de Jesus nos irmãos, especialmente nos pobres e necessitados, nos aleijados da fé e do Evangelho. Em particular, a Igreja não teme proclamar para o mundo que Cristo é «o caminho, a verdade e a vida» (Jo 14,6); não teme anunciar com alegria que a «boa notícia tem seu centro ou, melhor dizendo, seu conteúdo mesmo, na pessoa de Cristo, o Verbo se fez carne, único Salvador do mundo» (Rosarium Virginis Mariae, 20). Urge preparar evangelizadores competentes e santos; é necessário que não decaia o fervor nos apóstolos, especialmente para a missão «ad gentes». O Rosário, sim se redescobre e valoriza plenamente, presta uma ajuda espiritual e pedagógica ordinária e fecunda para formar ao povo de Deus a trabalhar neste vasto campo da ação apostólica. A tarefa da animação missionária deve seguir sendo um compromisso sério e coerente de todo batizado e de toda comunidade eclesial. A todos quisera sugerir que intensifiquem a reza do santo Rosário, de forma individual e comunitária, para obter do Senhor as graças que a Igreja e a humanidade mais necessitam. Meu convite se dirige a todos: crianças e adultos, jovens e anciãos, famílias, paróquias e comunidades religiosas.
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 20 ...Com Maria podemos obtê-lo todo de seu Filho Jesus. Sustentados por Maria, não duvidaremos em nos dedicar com generosidade a difusão do anúncio evangélico até os confins da terra‖. h. Resumo da mensagem do Papa para a Jornada Mundial das Missões de 2004: O compromisso missionário da Igreja constitui, também neste começo do terceiro milênio, uma urgência que em várias ocasiões queria recordar. A missão, como recordou na Encíclica Redemptoris Missio, está ainda longe de se cumprir e por isso devemos comprometer-nos com todas nossas energias em seu serviço na história, está chamado a compartilhar a ―sede‖ do Redentor (cfr Jo 19,28). Os desafios sociais e religiosos que a humanidade faz frente em nossos tempos motivam os crentes a renovarem o fervor missionário. Sim! É necessário promover com valentia a missão ―ad gentes”, partindo do anúncio de Cristo, Redentor de cada criatura humana. O Congresso Eucarístico internacional, que será celebrado em Guadalajara, no México, no próximo mês de outubro, mês missionário, será uma ocasião extraordinária para esta unânime tomada de consciência missionária ao redor da Mesa do Corpo e Sangue de Cristo. Reunida ao redor do altar, a Igreja compreende melhor sua origem e seu mandato missionário. ―Eucaristia e Missão”, como bem falava o tema da Jornada Missionária Mundial desde ano, formam um binômio inseparável. A reflexão sobre os laços que existem entre o mistério eucarístico e o mistério da Igreja, se ume este ano uma eloqüente referência a Virgem Santa, graças à celebração dos 150º aniversário da definição da Imaculada Conceição (1854-2004). Contemplamos a Eucaristia com os olhos de Maria. Contando com a interseção da Virgem, a Igreja oferece a Cristo, pão da salvação, a todas as gentes, para que o conheçam e o acolham como único salvador. Voltando idealmente ao Cenáculo, o ano passado, precisamente na Quinta-feira Santa, firmou a Encíclica Ecclesia de Eucharistia, da que quisera tomar algumas passagens que nos podem ajudar, queridos Irmãos e Irmãs, a viver com espírito eucarístico a próxima Jornada Missionária Mundial. «A Eucaristia edifica a Igreja e a Igreja faz a Eucaristia» (n.26): assim escrevia observando com a missão da Igreja que se encontra em continuidade com a de Cristo (Cf.Jo 20,21), e obtém força espiritual da comunhão com seu Corpo e com seu Sangue. Fim da Eucaristia é precisamente «a comunhão dos homens com Cristo e, Nele, com o Pai e com o Espírito Santo» (Ecclesia de Eucharistia, 22). Quando se participa do Sacrifício Eucarístico se percebe mais a fundo a universidade da redenção, e consequentemente, a urgência da missão da Igreja, cujo programa «se centra, em definitivo, no mesmo Cristo, que temos que conhecer, amar e imitar, para viver Nele a vida trinitária e transformar com Ele a história até sua perfeição na Jerusalém Celeste» (Ibid., 60).
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 21 Ao redor de Cristo eucarístico, a Igreja cresce como comunidade, templo e família de Deus: una, santa católica e apostólica. Ao mesmo tempo, compreende melhor seu caráter de sacramento universal de salvação e de realidade visível hierarquicamente estruturada. Certamente «não se constrói nenhuma comunidade cristã se esta não tem como raiz e centro a celebração da sagrada Eucaristia» (Ibid., 33; cfr Presbyterorum Ordinis, 6). Ao término de cada Missa, quando o celebrante despede da assembléia com as palavras ―Ite, misa est”, todos devem se sentir enviados como ―missionários da Eucaristia‖ a difundir em todos os ambientes o grande dom recebido. De fato, quem encontra Cristo na Eucaristia não pode não proclamar com a vida o amor misericordioso do Redentor. Para viver a Eucaristia é necessário, além disso, ficar um longo tempo em oração ante ao Santíssimo Sacramento, experiência que eu mesmo faço cada dia encontrando nele força, consolo e apoio (cfr Ecclesia de Eucharistia, 25). A Eucaristia, sublinha o Concílio Vaticano II, «é fonte e cume de toda a vida cristã» (Lumem gentium, 11), «fonte e culminação de toda a pregação evangélica» (Presbyterorum Ordinis, 5). O pão e o vinho, fruto do trabalho do homem, transformados pela força do Espírito Santo no corpo e sangue de Cristo, são a prova de ―um novo céu e uma nova terra‖ (Ap 21, 1), que a Igreja anuncia em sua missão cotidiana. Poderia realizar a Igreja sua própria vocação sem cultivar uma constante relação com a Eucaristia, sem nutrir deste alimento que santifica, sem colocar-se sobre este apoio indispensável para sua ação missionária? Para evangelizar o mundo são necessários apóstolos “especialistas” na celebração, adoração e contemplação da Eucaristia. Na Eucaristia voltamos a viver o mistério da Redenção culminante no sacrifício do Senhor, como nos assinalam as palavras da consagração: ―meu corpo que é entregue por vós... meu sangue, que é derramado por vós” (Lc 22, 19-20). Cristo morreu por todos; o dom da salvação é para todos, dom que a Eucaristia faz presente sacramentalmente ao longo da história: ―fazei isto em memória de mim” (Lc 22, 19). Este mandato está confiado aos ministros ordenados mediante o sacramento da Ordem. A este banquete e sacrifício estão convidados todos os homens, para poder, assim, participar da mesma vida de Cristo: ―Aquele que come a minha carne e bebe meu sangue, permanece em mim e eu nele. O mesmo que o Pai, que vive, me enviou e eu vivo pelo Pai, também aquele que comer viverá por mim” (Jo 6, 56-57). Alimentados Dele, os crentes compreendem que o trabalho missionário consiste em ser ―uma oblação agradável, santificada pelo Espírito Santo” (Rm 15, 16), para formar cada vez mais ―um só coração e uma só alma” (At 4, 32) e ser assim testemunhos do seu amor até os extremos confins da terra. A Igreja, Povo de Deus e caminho ao longo dos séculos, renovando cada dia o sacrifício do altar, espera a volta glorioso de Cristo. É quando proclama, depois da consagração, a assembléia eucarística reunida ao redor do altar. Com fé cada vez renovada, confirma o desejo do encontro final com Aquele que virá a levar ao cumprimento seu desígnio de salvação universal.
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 22 O Espírito Santo, com sua ação invisível, mas eficaz, conduz ao povo cristão neste seu diário caminho espiritual, que conhece inevitáveis momentos de dificuldade e experimenta o mistério da Cruz. A Eucaristia é o consolo e a prova da vitória definitiva para quem luta contra o mal e o pecado; é o ―pão da vida‖ que sustenta a todos quanto, a sua vez, se faz ―pão repartido‖ para os irmãos, pagando ás vezes com seu martírio e sua fidelidade ao Evangelho. Comemora-se este ano, como recordou o 150º aniversário da proclamação do dogma da Imaculada Conceição. Maria foi ―redimida‖ ―de modo eminente em previsão dos méritos de seu Filho‖ (Lumem gentium, 53). Considerada na Carta encíclica Ecclesia de Eucharistia: «Olhando-a conhecemos a força transformadora que tem a Eucaristia. Nela vemos o mundo renovado pelo amor» (n. 62). Maria, «o primeiro tabernáculo da história» (Ibid., 55), nos mostra e nos oferece a Cristo, nosso Caminho, Verdade e Vida (cfr Jo 14, 6). «Assim como Igreja e Eucaristia são um binômio inseparável, o mesmo se pode dizer do binômio Maria e Eucaristia» (Ecclesia de Eucharistia, 57). É meu desejo que a feliz coincidência do Congresso Internacional Eucarístico com o 150º aniversário da definição da Imaculada ofereça aos fiéis, às paróquias e aos Institutos missionários a oportunidade de consolidar-se no ardor missionário, para que se mantenha viva em cada comunidade «uma verdadeira fome da Eucaristia» (Ibid., n. 33). 6. Questionário introdutório a) Quais são minhas atitudes ante esta missão? Em que plano venho? b) Alguma vez, ser católico me custou algo? Tive que defender minha fé em algumas circunstâncias? c) Até onde sou capaz de chegar por Jesus Cristo? Que seria capaz de fazer por Ele? d) Dou-me conta de que o que eu não fizer neste dia, ninguém poderá fazê-lo? Pensei alguma vez que existem almas que dependem do meu sacrifício, oração e entrega nesta missão? e) O que há no meu coração agora: covardia, comodidade, preguiça, medo, generosidade, desejo de fazer algo por Cristo, pela Igreja, por defender minha fé, por ajudar o meu próximo? f) Estou disponível em aceitar os demais como são? Tenho a disposição de compartilhar tudo com os demais? g) Algo que ajuda a organização geral é: a pontualidade, o serviço, o trabalho em equipe. Estou disposto a vivê-lo? h) Quais são minhas metas nestas missões?
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 23 7. Normas de comportamento para os missionários a) Quanto ao vestir: Todos os missionários deverão portar diariamente o uniforme de Juventude de Família Missionária: camiseta, boné, jeans e crucifixo. Podem-se utilizar blusas e jaquetas. Está proibido cortar e/ou alterar a camiseta de Juventude e Família Missionária. As mulheres não deverão utilizar jeans justos, maquiagem com exagero nem usar jóias. Fica estritamente proibido o uso de calças, bermudas, shorts, e camisetas sem mangas. Com tudo os missionários deverão vestir dignamente. Evitar o uso de óculos escuros. b) Quanto ao comportamento em geral: Os missionários deverão cuidar da distinção em posturas e vocabulário. Fica estritamente proibido fumar na frente das pessoas. Fica estritamente proibido ingerir bebidas alcoólicas durante as missões. Evitar o uso excessivo de câmeras fotográficas. Evitar o uso de celulares na frente das pessoas. Os missionários deverão respeitar o horário e as atividades estabelecidas. Os missionários devem evitar todo tipo de conversas superficiais na frente das pessoas. Os missionários não devem comentar coisas negativas de outros missionários entre si. c) Quanto ao testemunho: Os missionários devem dar autêntico testemunho cristão: de caridade, de serviço, de generosidade, de mansidão, de benedicência, de esquecer de si mesmos, de humildade, de sacrifício, de espírito sobrenatural, etc.
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 24 d) A dimensão das missões: Sendo a caridade cristã a alma de Juventude e Família Missionária e de todo o Evangelho, os Responsáveis (com prévia autorização) podem demitir das missões aquelas pessoas que fomentem a murmuração, a crítica, dêem mau exemplo para seus companheiros, que conste com certeza que agem com olhares de interesses pessoais ou alheios aos fins da organização ou que não respeitam a metodologia e os princípios próprios.
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 25 CAPÍTULO III A VIDA ESPIRITUAL DE UM MISSIONÁRIO 1. Orações da manhã O missionário, ao se despertar, santifica os primeiros momentos do dia dando graças a Deus e confiando-lhe a jornada com seus trabalhos, ocupações, preocupações, penas e alegrias. V. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. R. Amém. Oferecimento de obras Meu Senhor e meu Pai, Deus do céu e da terra, Pai Criador, Filho Redentor, Espírito Santo Santificador. Eu vos adoro e vos amo com todo o coração. Dou-vos graças porque me criastes, redimistes, chamastes à fé católica e me conservastes durante esta noite. Ofereço-vos hoje a minha oração, meu trabalho e meu cansaço, meus sofrimentos e minhas alegrias; fazei que eu tudo faça por amor a vós e segundo a vossa vontade. Dai-me firmeza na vivência da minha vocação cristã, paciência no sofrimento, audácia na confissão da minha fé, sabedoria no caminho da vida e caridade na minha relação com os homens. Livrai-me do pecado e de todo mal. Que a vossa graça esteja sempre comigo e com todos a quem amo. Amém. Pai Nosso Pai nosso, que estais nos céus, santificado seja o vosso nome, venha a nós o vosso Reino, seja feita a vossa vontade assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje, perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a que nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 26 Ave Maria Ave, Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco; bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém. Glória Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Como era no princípio, agora e sempre, por todos os séculos dos séculos. Amém. Consagração do dia Te entrego minhas mãos a Ti Senhor, para trabalhar com amor; Te entrego meus pés, para seguir teu caminho com decisão. Te entrego meus olhos, para ver Senhor, a necessidade do mundo Te entrego minha língua para falar, tuas palavras de caridade. Minha alma é tua, habita-a, e faz crescer sempre teu amor; Em confiança e fé em Ti, vive e ora sempre em mim. 2. A meditação A oração é um diálogo pessoal e íntimo com Deus, que ilumina e robustece, na alma e no coração, a decisão de nos identificarmos com a razão de ser das nossas vidas: a vontade santíssima de Deus. É uma renovação à luz de Deus, que deve abranger os critérios, os afetos, as motivações e as decisões pessoais. Passos para fazer bem a meditação a) A noite anterior lê a meditação. Ao dia seguinte será mais fácil desenvolver os pontos da meditação. Provai e verás como é certo. b) No dia seguinte, preferentemente pela manhã, no início da meditação, invoca ao Espírito Santo. Depois, coloca-se na presença de Deus, fazendo os atos preparatórios; da forma mais pessoal e espontânea possível. Toma consciência de que Ele está aí, olha você, conhece você, penetra em ti com sua luz. Orar é
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 27 unir-se com Deus sabendo que está presente entre nós. Se não estabelece esta visão com Deus não existe verdadeira oração cristã. Peça ajuda a Santíssima Virgem. c) Leia o texto do Evangelho, ou a citação que propomos, devagar, reflexivamente. d) Leia as reflexões tratando de personalizá-las e aplicá-las em tua própria vida. Ajuda muito fazer perguntas como: O que dizem os pontos de meditação? O que dizem em concreto? O que devo mudar na minha vida, atitudes, critérios, costumes, maneira de atuar? Trata-se de descobrir na oração o que o Espírito Santo pede. e) Mantenha uma conversa íntima e pessoal com Cristo, com Deus Pai, o Espírito Santo ou a Virgem Maria. f) Faça um propósito concreto de vida. Pode ser algo para este dia ou algo que poderá durar a vida toda, como mudar uma atitude que não está de acordo com o Evangelho. Invocação ao Espírito Santo V. Vinde, Espírito Santo, R. Enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor. V. Enviai o vosso Espírito e tudo será criado. R. E renovareis a face da terra. V. Senhor nosso Deus, que pela luz do Espírito Santo instruístes o coração dos vossos fiéis, fazei-nos dóceis ao mesmo Espírito, para apreciarmos o que é justo e nos alegrarmos sempre com a sua presença. Por Cristo, nosso Senhor. R. Amém. Atos Preparatórios Ato de fé: Meu Deus, porque sois a verdade infalível, creio firmemente em tudo o que revelastes e no que a Santa Igreja nos propõe para crer. Creio em vós expressamente, único Deus verdadeiro em três pessoas iguais e distintas, Pai, Filho e Espírito Santo. E creio em Jesus Cristo, Filho de Deus, que se encarnou e morreu por nós, que dará a cada um de nós o prêmio ou castigo eterno, de acordo com os nossos méritos. Quero viver sempre de acordo com esta fé. Senhor aumentai a minha fé.
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 28 Ato de esperança: Meu Deus espero em vossa bondade, pelas vossas promessas e pelos merecimentos de Jesus Cristo, nosso salvador, a vida eterna e a graça necessária para merecê-la com as boas obras que devo e quero fazer. Senhor, que eu possa gozar da vossa presença para sempre. Ato de caridade: Meu Deus, eu vos amo de todo o coração, sobre todas as coisas, porque sois infinitamente bom e sois nossa felicidade eterna: por amor a vós eu amo o meu próximo como a mim mesmo, e perdôo as ofensas que recebi. Senhor, fazei que eu vos ame cada vez mais. Ato de Agradecimento: Agradeço Senhor, por ter-me criado, por ter-me chamado a fé católica. Agradeço especialmente por me proteger e não deixar cair em pecado. Agradeço o fruto desta meditação. Ato de Humildade: Senhor sei que não sou nada. Sou o que sou diante de Ti. Não sou melhor porque os homens me elogiam, ou pior porque me repreendem. Ajudai-me a superar minha miséria física, moral e espiritual. Se produzo fruto é porque me dá a tua graça. Perdoai os meus pecados por trair Teu amor tantas vezes. 3. O Ângelus A saudação a Nossa Senhora se reza duas vezes: por volta do meio-dia e em torno das seis da tarde. O “Ângelus” é rezado durante todo o ano, com exceção do tempo pascal. O “Regina cœli”, por sua vez, do domingo de Páscoa até o meio-dia do sábado de Pentecostes, inclusive. V. O anjo do Senhor anunciou a Maria. R. E ela concebeu do Espírito Santo. V. Ave, Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco; bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. R. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém.
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 29 V. Eis aqui a escrava do Senhor. R. Faça-se em mim segundo a vossa palavra. V. Ave, Maria... V. E o verbo se fez carne. R. E habitou entre nós. V. Ave, Maria... V. Rogai por nós, santa Mãe de Deus. R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo. V. Oremos: Derramai, ó Deus, a vossa graça em nossos corações para que, conhecendo pela mensagem do Anjo a encarnação do vosso Filho, cheguemos, por sua paixão e cruz, à glória da ressurreição. Por Cristo, nosso Senhor. R. Amém. V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. R. Como era no princípio, agora e sempre. Amém. (Três vezes) Oração ao Anjo da Guarda Santo anjo do Senhor, meu zeloso guardador, se a ti me confiou a piedade divina, sempre me rege, guarda, governa e ilumina. Amém. 4. O Terço Não deve faltar na vida do cristão a recordação de Maria: é Mãe de Jesus e nossa mãe. Rezar o terço significa continuar em nós a meditação feita por Maria, como nos recorda o Evangelho, sobre os acontecimentos da vida de Jesus e da sua própria. Ao mesmo tempo, é uma saudação e invocação. Procure contemplar e refletir, com amor e serenidade, nos principais eventos salvíficos da vida de Cristo, desde a concepção virginal até os momentos culminantes da sua paixão, morte e ressurreição, vendo-os através do coração d’Aquela que esteve mais perto Dele. Procure conjugar, ao rezar o terço, a contemplação dos mistérios com a atitude filial, o louvor nas ave-marias, a adoração nos glórias, a admiração e a contemplação na ladainha, para que todo ele transborde de confiança e amor a Maria. “O rosário é minha oração predileta. Oração maravilhosa! Maravilhosa na sua humildade e profundidade. Nessa oração repetimos muitas vezes as palavras que a Virgem ouviu do Anjo e de sua prima Isabel. E no profundo das Aves Marias,
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 30 passam ante os olhos da alma os episódios principais da vida de Jesus Cristo. O rosário em seu conjunto consta dos Mistérios Gozosos, Dolorosos, Gloriosos e Luminosos, e nos coloca em comunhão vital com Jesus Cristo através do Coração de sua Mãe”. João Paulo II Oração inicial Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém. Meu Senhor, Jesus Cristo, Deus e homem verdadeiro, Criador e Redentor meu, por serdes vós quem sois, e porque vos amo sobre todas as coisas, arrependo-me de todo o coração por vos ter ofendido. Quero e proponho firmemente confessar-me no devido tempo. Ofereço minha vida, obras e sacrifícios em reparação pelos meus pecados. E confio em que, na vossa bondade e misericórdia infinita, me perdoareis e dareis a graça para não vos tornar a ofender. Amém. Enunciam-se os mistérios para a contemplação e coloca-se alguma intenção pessoal. MISTÉRIOS GOZOSOS (segundas e sábados) 1. A encarnação do Filho de Deus. 2. A visitação de Nossa Senhora a Santa Isabel. 3. O nascimento de nosso Senhor Jesus Cristo. 4. A apresentação do Senhor no templo. 5. O Menino Jesus perdido e achado no templo. MISTÉRIOS DOLOROSOS (terças e sextas) 1. A oração de Jesus no horto. 2. A flagelação de nosso Senhor Jesus Cristo. 3. A coroação de espinhos. 4. Jesus carrega a cruz. 5. Jesus é crucificado. MISTÉRIOS GLORIOSOS (quartas e domingos)
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 31 1. A gloriosa ressurreição do Senhor. 2. A admirável ascensão do Senhor aos céus. 3. A vinda do Espírito Santo sobre os apóstolos. 4. A assunção de Nossa Senhora aos céus. 5. A coroação de nossa Senhora, Mãe da Igreja. MISTÉRIOS LUMINOSOS (quintas-feiras) 1. O Batismo do Senhor no Jordão. 2. A auto-revelação de Jesus Cristo nas Bodas de Caná. 3. O anúncio do Reino de Deus e o chamado à conversão. 4. A Transfiguração do Senhor. 5. A instituição da Eucaristia. Em cada mistério reza-se um pai-nosso, dez ave-marias e um glória. Terminado o quinto mistério, reza-se um pai-nosso e três ave-marias pelas intenções do Papa. Terminada a oração, reza-se a Salve Rainha. Salve Rainha Salve Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura, esperança nossa, salve! A vós bradamos os degredados filhos de Eva. A vós suspiramos gemendo e chorando neste vale de lágrimas! Eia, pois, Advogada nossa, esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei, e depois deste desterro mostrai-nos Jesus, bendito fruto do vosso ventre! Ó clemente, ó piedosa, ó doce sempre Virgem Maria. Ladainha de Nossa Senhora Senhor, tende piedade de nós. Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Cristo, ouvi-nos. Cristo, atendei-nos. Deus Pai dos céus. Tende piedade de nós. Deus Filho redentor do mundo. Deus Espírito Santo. Santíssima Trindade, que sois um só Deus. Santa Maria. Rogai por nós. Santa Mãe de Deus. Santa Virgem das virgens. Mãe de Cristo. Mãe da Igreja. Mãe da divina graça. Mãe puríssima. Mãe castíssima.
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 32 Mãe imaculada. Mãe intacta. Mãe amável. Mãe admirável. Mãe do bom conselho. Mãe do Criador. Mãe do Salvador. Mãe da Legião e do Regnum Christi. Virgem prudentíssima. Virgem venerável. Virgem louvável. Virgem poderosa. Virgem clemente. Virgem fiel. Espelho de justiça. Sede de sabedoria. Causa de nossa alegria. Vaso espiritual. Vaso honorífico. Vaso insigne de devoção. Rosa mística. Torre de Davi. Torre de marfim. Casa de ouro. Arca da aliança. Porta do céu. Estrela da manhã. Saúde dos enfermos. Refúgio dos pecadores. Consoladora dos aflitos. Auxílio dos cristãos. Rainha dos anjos. Rainha dos patriarcas. Rainha dos profetas. Rainha dos apóstolos. Rainha dos mártires. Rainha dos confessores. Rainha das virgens. Rainha de todos os santos. Rainha concebida sem pecado original. Rainha assunta ao céu. Rainha do santíssimo rosário. Rainha da família. Rainha da paz. Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos, Senhor. Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos, Senhor.
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 33 Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós. Rogai por nós, santa Mãe de Deus, para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Oremos: Ó Deus, cujo Filho Unigênito redimiu a humanidade por sua paixão, morte e ressurreição, concedei-nos que, ao meditar os mistérios do rosário da bem- aventurada Virgem Maria, imitemos o que contêm e alcancemos o que prometem. Por Cristo, nosso Senhor. Amém. 5. Orações da noite V. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. R. Amém. Pedido de luz Meu Deus e Senhor, que sois todo bondade e misericórdia infinita, eu vos dou graças com todo o meu coração pelos inumeráveis benefícios que me concedestes, muito especialmente por ter-me criado, redimido, chamado à fé católica e escolhido para ser apóstolo entre os meus irmãos, e por ter-me livrado de tantos perigos de alma e de corpo. Dignai-vos, Senhor, iluminar o meu entendimento para que eu conheça as minhas culpas, e concedei-me a graça de uma verdadeira dor e de uma sincera emenda. Exame de consciência 1. Vivo com a consciência de ser filho de Deus, de trazer impresso na alma o selo desta realidade? Procurei fazer a vontade de Deus nos vários atos deste dia? Dei a eles esta intenção? 2. Fiz com sinceridade, esforço e fervor os meus compromissos de vida espiritual? 3. Cumpri os meus deveres de estado - como filho(a), estudante, pai, mãe, esposo(a), etc.- com honestidade e responsabilidade, com espírito de serviço? Procurei a glória de Deus e o bem do próximo acima dos meus interesses pessoais? 4. Vivi a caridade cristã em pensamentos, palavras, atitudes e obras, fazendo o bem aos outros, contribuindo para a sua felicidade, especialmente dos mais próximos, sendo paciente, não falando mal deles, não guardando rancores, perdoando, ajudando quando pude e conforme pude? 5. Como vivi a minha condição de apóstolo? Apliquei os meios e aproveitei as ocasiões que surgiram para ganhar almas para Cristo? Tenho objetivos apostólicos claros e me esforcei para alcançá-los? Fui generoso na doação do meu tempo e dos meus bens para fazer avançar os interesses de Jesus Cristo?
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 34 6. Que omissões estiveram presentes na minha conduta hoje? 7. Cuidei da formação delicada da minha consciência? 8. Conheço o meu defeito dominante ( falta de piedade, orgulho, amor-próprio, vaidade, preguiça, crítica negativa, inveja, gula, falta de caridade, frivolidade e superficialidade, sensualidade, omissão, irresponsabilidade no trabalho, individualismo, indiferença diante do bem comum...)? O que fiz hoje para me superar? 9. O que foi mais positivo neste dia? 10. O que foi mais negativo neste dia? Pai Nosso Pai nosso, que estais nos céus, santificado seja o vosso nome, venha a nós o vosso Reino, seja feita a vossa vontade assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje, perdoai-nos as nossas ofensas assim como nós perdoamos a que nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Amém. Ave Maria Ave, Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco; bendita sois vó entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém. Credo Creio em um só Deus, Pai todo-poderoso, criador do céu e da terra, de todas as coisas visíveis e invisíveis. Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho unigênito de Deus, nascido do Pai antes de todos os séculos: Deus de Deus, luz da luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro,
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 35 gerado, não criado, consubstancial ao Pai. Por ele todas as coisas foram feitas. E por nós, homens, e para a nossa salvação, desceu dos céus: Todos se inclinam às palavras seguintes, até “e se fez homem”. e se encarnou pelo Espírito Santo no seio da Virgem Maria, e se fez homem. Também por nós foi crucificado sob Pôncio Pilatos; padeceu e foi sepultado. Ressuscitou ao terceiro dia, conforme as Escrituras, e subiu aos céus, onde está sentado à direita do Pai. E de novo há de vir, em sua glória, para julgar os vivos e os mortos; e o seu reino não terá fim. Creio no Espírito Santo, Senhor que dá a vida, e procede do Pai e do Filho; e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado: ele que falou pelos profetas. Creio na Igreja, una, santa, católica e apostólica. Professo um só batismo para remissão dos pecados. E espero a ressurreição dos mortos e a vida do mundo que há de vir. Amém. Glória Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Como era no princípio, agora e sempre, por todos os séculos dos séculos. Amém.
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 36 6. Preparação para a confissão Não existe pecado que não possa ser perdoado, se nos aproximamos do trono da misericórdia com o coração contrito e humilhado. Nenhum mal é mais poderoso do que a misericórdia infinita de Deus. A confissão freqüente, recomendada pela Igreja, aumenta o justo conhecimento próprio, faz crescer a humildade cristã, ajuda a desenraizar os maus costumes, aumenta a delicadeza de consciência, evitando que se caia na tibieza ou na indolência, fortalece a vontade e conduz a alma a um constante esforço para aperfeiçoar em si mesma a graça do batismo e a uma identificação mais íntima com Cristo. De igual modo, ajuda a aprofundar a experiência da própria impotência no que se refere ao sobrenatural, e a confiar plenamente na graça de Deus, nosso Senhor. Sabendo da necessidade permanente da conversão do coração para realizar plenamente a vontade de Deus sobre a sua vida, aproxime-se pelo menos duas vezes por mês do sacramento da reconciliação, fazendo dele um encontro vital e renovador com Cristo e com a Igreja. a. Antes do exame de consciência Faz o sinal da cruz, ponha-se na presença de Deus e peça luz. Deixe o coração falar e ouvirás palavras íntimas. Oração para pedir ajuda: Meu Senhor e meu Deus, que conheceis o coração de cada homem, dai-me a graça de examinar sinceramente e conhecer verdadeiramente o meu próprio, para descobrir todos os meus pecados, a fim de que, confessando-os bem e emendando- me deles, mereça o vosso perdão e a vossa graça na terra, e a vida eterna no céu. Por Cristo, nosso Senhor. Amém. A continuação, busca lentamente teus pecados recorrendo ao questionário aqui proposto. Depois de cada interrogante, pergunta se tem sido negligente nesse ponto, porque e quantas vezes. Observações: Se tem pecados mortais deve dizer o número e as circunstâncias agravantes. É impossível declarar todos os pecados veniais e imperfeições. Basta acusar os três ou os quatro mais importantes para você e não preocupe se esquecer os outros. É recomendável que fale os cometidos em plena deliberação, os que indicam uma imprudência manifestada, os que são causa de outros pecados ou os que são mais difíceis de dizer. Não acostume repetir uma ladainha de pecados veniais, sem precisar mais. Por exemplo, não digas: fui preguiçoso, guloso, vaidoso, impaciente. É o mesmo que dizer, tenho um nariz, uma boca, dois olhos, porque todos nós
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 37 cometemos mais ou menos essas faltas. O principal é que identifique precisamente sua maneira de ser. Procura no possível encontrar a razão pela qual cometeu esses pecados. Isto exige realmente reflexão e esforço, mas indica sua preocupação em ser melhor e permita que o seu diretor espiritual ajuste suas tendências boas e más, o motivo de suas ações e desta forma poderá dar conselhos mais facilmente e ver contigo onde poderá dirigir seus esforços até a próxima confissão. b. Exame de consciência PRIMEIRO MANDAMENTO Amarás a Deus sobre todas as coisas. Tenho amor filial a Deus? Tenho confiança Nele? Abusei de sua misericórdia? Estou unido ardentemente a Deus? Senti vergonha de manifestar minha fé católica? Estudo a fundo minha religião? Evito tudo o que possa ferir minha fé (leituras, canções, filmes, espetáculos, etc.)? Falei mal da minha religião? Rezo todos os dias? Estou atento durante a oração? Tive uma postura digna? Não fiz as orações da manhã e da noite? Preparo-me bem para comungar e dou graças depois? Fiz confissões ou comunhões sacrílegas? Cumpri a penitência da última confissão? SEGUNDO MANDAMENTO Não falarás o nome de Deus em vão Pronuncio com respeito o nome de Deus? Fiz juramentos falsos ou inúteis? Prometi algo a Deus com pressa? Cumpri minhas promessas? TERCEIRO MANDAMENTO Santificarás as festas Fui à missa aos domingos? Completa? Cheguei tarde ou sai mais cedo? Participo da missa com devoção? Escolho distrações sanas durante o resto do dia? Dediquei o domingo a um trabalho manual ou fatigoso? Vivi os tempos litúrgicos (Quaresma, Semana Santa, Natal...) com o espírito e com as obras que recomenda e manda a Igreja, preparando meu coração para acompanhar Cristo em seus mistérios (Nascimento, Paixão, Ressurreição) e trabalhando com especial caridade e espírito de reparação?
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 38 QUARTO MANDAMENTO Honrarás pai e mãe Fui carinhoso com meus pais? Os obedeço? Com prontidão? Tenho ajudado com alegria? Respeitei com os sacerdotes? Respeitei com meus educadores? Obedeci? Mantive a cordialidade com meus irmãos? Respeitei meus pais ante eles e ante as demais pessoas, agradecido com o que me deram? QUINTO MANDAMENTO Não matarás Fui serviçal com todos os da casa e na rua? Dei sempre o bom exemplo? Aborreci-me? Provoquei discussões? Disse palavras que feriram? Machuquei alguém? Guardei rancor? Tive inveja, ódio? Desejei mal ao outro? Cuidei da saúde do meu corpo? E a dos demais? Coloquei em perigo, ingerindo álcool ou fumando em excesso, ingerindo drogas, dirigindo com imprudência ou depois de ingerir álcool? Incitei aos outros para fazê-lo? Feri os demais com minhas palavras ou obras? Matei fisicamente? Matei a reputação dos demais com minhas críticas? SEXTO E NONO MANDAMENTO Não cometerás atos impuros nem terás pensamentos nem desejos impuros. Fui puro em meus pensamentos e desejos? Evitei os maus pensamentos, procurando pensar em outra coisa? Fui puro em meus olhares? Em minhas leituras, diversões? Fui puro em meus diálogos? Escrevi ou divulguei algo impuro? Fui puro em minhas ações? Comigo mesmo? Com os demais? Evitei as ocasiões perigosas? Orei quando veio a tentação? Se estou casado(a), respeitei meu cônjuge, relacionando-me a ele(a) com sincero respeito? Fui fiel? SÉTIMO E DÉCIMO MANDAMENTOS Não roubarás nem cobiçarás os bens alheios Roubei? Dinheiro? Quanto? Roubei alguma coisa? Devolvi o que não me pertence? Desejei o que não me pertence: na casa ou na rua? Gastei mal o que tinha à disposição?
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 39 Gastei meu dinheiro ou bens em coisas desnecessárias, deixando minha família sem os bens necessários? OITAVO MANDAMENTO Não levantarás falsos testemunhos nem mentirás Menti? Falei mal dos outros sem necessidade? (maledicência, calúnia). Permiti que castigassem os outros por minha culpa? Fiz armadilhas? Sou honesto em meus exames na escola, na universidade, em meus exames de consciência? MANDAMENTOS DA IGREJA Comunhão na Páscoa Confessar ao menos uma vez ao ano, ou antes, se existir perigo de morte ou se for comungar. Jejuar e abster-se de comer carne nos dias que a Igreja manda. Participar da Missa aos domingo e festas de guarda. Ajudar às necessidades da Igreja PECADOS CAPITAIS Soberba, avareza, luxúria, ira, gula, inveja, preguiça. Fui orgulhoso, invejoso, guloso, irado, preguiçoso, vaidoso, avarento? DEVERES E RESPONSABILIDADES Cumpri seriamente meus deveres, minhas tarefas? Atrapalhei aos demais quando trabalhavam? Procurei formar minha vontade? Fiz algo pelos demais? Sou egoísta? Cumpri com meus deveres de estado de vida (esposo(a), pai de família, filho, religioso...)? Aproveitei o tempo em meu trabalho? c. Depois do exame de consciência Lembra que sem contrição não há perdão. Poderá ajudar a dispor seu coração, meditar o ato de contrição que é rezado ao final da confissão: Meu Senhor Jesus Cristo, Deus e homem verdadeiro, criador e redentor meu, por serdes vós quem sois e porque vos amo sobre todas as coisas, arrependo-me sinceramente de todo o mal que pratiquei e do bem que deixei de fazer; porque, pecando, ofendi a vós, que sois o sumo bem e digno de ser amado sobre todas as coisas. Ofereço minha vida, obras e sacrifícios em reparação pelos meus pecados. Proponho firmemente, com o auxílio da vossa graça, fazer penitência, não tornar a
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 40 pecar e fugir às ocasiões de pecado. Senhor, pelos méritos de vossa paixão e morte, tende piedade de mim e dai-me a vossa graça para não mais vos ofender. Amém. 7. Adoração ao Santíssimo A vocação ao sacerdócio ou a vida consagrada é um dom de Deus para a pessoa que Ele chama a segui-lo. É um chamado a estar com Ele e para pregar sua Palavra aos homens, a amar-lhe mais e a amar os irmãos. «Caminhando junto no mar da Galiléia viu dois irmãos: Simão, que se chama Pedro, e André, seu irmão, os quais jogaram a rede no mar, pois eram pescadores: e lhes disse: Vem após mim e os farei pescadores de homens. Eles deixaram no mesmo instante as redes e o seguiram». (Mateus 4, 18-20). Deus quis escolher homens dentre nós para transmitir sua Palavra aos demais; sacerdotes, religiosos e religiosas, almas consagradas que se faz presente entre os demais homens. Mas Ele nos disse que se pedíssemos enviaria obreiros para sua messe. A adoração diante o Santíssimo Sacramento é um momento especial de graça para pedir pelas vocações, para que Deus ilumine muitos homens com seu chamado, e que estes possuam a força e a generosidade para responder-lhe. A adoração é também um momento para pedir pela perseverança de nossos sacerdotes e almas consagradas, por sua santidade e a dos homens que lhes foram confiados. Procura deixar estabelecido o Programa de Adoração pelas Vocações em cada comunidade que trabalhe. Fale com o pároco ou com os catequistas disso. Que não fique nenhum lugar da terra onde não se eleve uma oração ao Senhor pelas vocações. 8. Passagens para as reflexões evangélicas durante as missões a. Oração Método Mt. 6, 5-13 Juízos Lc. 6, 37-42 Eficácia Lc. 11, 9-13 Mt. 7, 1-6 Viver para Deus Lc. 6, 19-23 Correção Mt. 18, 21 ss Pai Nosso Lc. 11, 1-4 Inimigos Lc. 6, 27-38 Providência Mt. 6, 25 ss Benevolência Lc. 6, 39-46 A videira Jo. 17, 1-26 B. Samaritano Lc. 10, 25-37 Ação de graças Mt. 11, 25 ss Oração a Cristo Jo. 17, 1-26 O. no Getsemani Mt. 26, 36-46 Mc. 14, 32-42 b. Fé Tempestade acalmada Mc. 4, 25-41 Lc. 8, 22-25
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 41 Confissão de Pedro Mt. 14, 13-20 Poder da fé Lc. 17, 5-6 Cego de Jericó Lc. 18, 35-42 c. Confiança Na Providência Lc. 12, 22-34 Multiplicação dos pães Mt. 14, 13-21 Caminha sobre água Mc. 6, 45-52 Multiplicação dos pães Mc. 8, 1-9 Jo. 6, 16-21 Mt. 14, 22-23 d. Caridade Primeiro mandamento Mt. 22, 34-40 Lei da c. Mt. 7, 12 ss Perdão das ofensas Mt. 6, 14-15 Lc. 17, 3-4 e. Eucaristia Pão da vida Jo. 6, 25-47 Instituição Jo. 22, 14-23 Jo. 6, 48-59 f. Verdades eternas Velar Mt. 25, 1-13 Juízo Mt. 25, 31-46 Talentos Mt. 25, 14-30 Vigilância Lc. 12, 35-48 g. Pureza de intenção e humildade Método Mt. 6, 2-4 Mãe de ap. Mt. 20, 20-28 O maior Lc. 19, 46-48 Zaqueu Lc. 19, 1-10 h. Sacrifício Renúncia Mt. 19, 27-30 A Cruz Lc. 14, 25-35 Renúncia Lc. 18, 18-28 GUIA DE PASSAGENS EVANGÉLICAS Vida de Nosso S. Mateus S. Marcos S. Lucas S. João Senhor Jesus Cristo 1 Prólogo 1, 1-14 Fatos preliminares 2 Visão de Zacarías 1, 5-25
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 42 3 Anunciação do Anjo 1, 26-38 4 A Encarnação do Verbo 1, 1-18 5 Visita de Maria a Isabel 1, 39-56 6 Nascimento de João Batista 1, 57-80 7 Genealogia de Cristo 1, 18-25 8 Revelação a José em sonhos 1, 18-25 Infância de Jesus Cristo 9 Nascimento de Jesus Cristo 2, 1-21 10 A Apresentação no Templo 2, 22-38 11 Adoração dos Reis Magos 2, 1-12 12 Fuga do Egito 2, 13-15 13 Matança dos Inocentes 2, 16-18 14 Regresso a Nazaré 2, 19-23 2, 39-40 15 Jesus em meio aos Doutores 2, 41-50 16 Sua vida Oculta 2, 51-52 Preparação para a Vida Pública 17 Pregação do precursor 3, 1-12 1, 1-8 3, 1-18 18 O Batismo de Jesus Cristo 3, 13-17 1, 9-11 3, 21-22 19 Jejum e tentações de Jesus 4, 1-11 1, 12-13 4, 1-13 20 João dá testemunho D'Ele 1, 19-34 21 Os primeiros discípulos 1, 35-51 22 As bodas de Caná 2, 1-11 23 Pregação em Cafarnaum 2, 12 Vida Pública Ano Primeiro 24 Expulsão dos mercadores 2, 13-25 25 Nicodemos 3, 1-21 26 Jesus prega na Judéia 3, 22 27 Último testemunho de Batista 3, 23-36 28 Prisão de Batista 14, 3-5 6, 17-20 3, 19-20 29 Jesus volta a Galiléia 4, 12 1, 14 4, 14 4, 1-3 30 A Samaritana 4, 4-42 31 De Samaria a Galiléia 1, 14b-15 1, 14b-15 32 Pregação em Galiléia 4, 15-30 4, 23-45 33 Cura do filho do funcionário do rei 4, 46-54 34 Foi para Cafarnaum 4, 13-17 4, 31 35 Chama os primeiros discípulos 4, 18-22 1, 16-20 Vida Pública Ano Primeiro 36 cura de um possesso 1, 21-28 4, 31-37 37 Cura da sogra de Pedro 8, 14-17 1, 29-34 4, 38-41 38 Pregação em Galiléia 4, 23 1, 35-39 4, 42-44 39 A pesca milagrosa 5, 1-11 40 Cura de um leproso 8, 1-4 1, 40-45 5, 12-16 41 Cura de um paralítico 9, 1-18 2, 1-12 5, 17-26 42 Vocação de São Mateus 9, 9 2, 14 5, 27-28 Vida Pública Ano Segundo 43 Segunda Páscoa 5, 1 44 Paralítico da piscina 5, 2-47
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 43 45 Recolhem espigas no sábado 12, 1-8 2, 23-28 6, 1-5 46 Cura do homem de mão seca 12, 9-14 3, 1-16 6, 6-11 47 Várias curas 4, 24-25 3, 7-12 6, 17-19 48 Eleição dos Apóstolos 10, 2-4 3, 13-19 6, 12-16 49 Sermão da Montanha 5, 1-7 6, 20-49 50 Generalidades 5, 1-7,29 6, 12-16 Os ministros de Jesus 5, 13-16 Jesus e a Lei Mosaica 5, 17-48 6, 27-36 Esmola, oração e jejum 6, 1-18 Cristãos e bens terrenos 6, 19-34 Do injusto julgar 7, 1-6 6, 37-42 Últimas lições: epílogo 7, 7-29 6, 43-49 51 Servo do Centurião 8, 5-13 7, 1-10 52 O filho da viúva de Naím 7, 11-17 53 Comitiva de João a Jesus 11, 2-19 7, 18-35 54 A Pecadora casa de Simão 7, 38-50 55 Segunda Pregação em Galiléia 8, 1-13 56 O possesso, cego e mudo 12, 22-37 3, 20-30 11, 14-16 57 A mãe e os irmãos de Jesus 12, 46-50 3, 31-35 8, 19-21 58 Parábolas do Reino 13, 1-58 4, 1-34 8, 4-18 O Semeador 13, 1-23 4, 1-23 8, 4-18 A semente que cresce 4, 26-29 Espontaneamente O joio 13, 24-30 O grão de mostarda e a 13, 31-35 4, 30-34 13, 18-21 Levedura O tesoura, a pérola e a rede 13, 44-52 59 A tempestade acalmada 8, 23-27 4, 35-40 8, 22-25 60 Os possessos de Gerasa 8, 28-34 5, 1-20 8, 26-39 61 A filha de Jairo e a Hemorroísa 9, 18-26 5, 21-43 8, 40-56 62 A cura de dois cegos 9, 27-31 63 Um possesso mudo 9, 32-34 64 Jesus outra vez rejeitado 13, 54-58 5, 1-6 em Nazaré 65 Terceira pregação na Galiléia 9, 35-58 6, 6 66 Missão dos Apóstolos 9, 39-10,1 6, 7 67 Instruções: Primeira parte 10, 5-158 6, 7-11 9, 3-5 Segunda parte 10, 16-23 Terceira parte 10, 24-42 68 Martírio de João Batista 14, 1-12 6, 17-29 9, 7-9 69 Primeira multiplicação dos 14, 13-21 6, 30-48 9, 10-17 6, 1-13 Pães 70 Jesus caminha sobre as águas 14, 24-36 6, 45-52 6, 14-24 71 Discurso do Pão da Vida 22, 72 Vida Pública Ano Terceiro 72 Os Fariseus e as tradições 15, 1-20 7, 1-23 73 A mulher Cananéia 15, 21-28 7, 24-30
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 44 74 Várias curas 15, 29-31 7, 31-37 75 Segunda multiplicação-pães 15, 32-39 8, 1-10 76 A levedura dos fariseus 16, 1-12 8, 11-21 77 O cego de Betsaida 8, 22-26 78 A confissão de Pedro 16, 13-20 8, 27-30 9, 18-21 79 Primeiro anúncio da Paixão 16, 21-28 8, 31-39 9, 22-27 80 A transfiguração 17, 1-13 9, 1-12 9, 28-36 81 A criança possessa 17, 14-20 9, 13-28 9, 37-44 82 Segundo anúncio da Paixão 17, 21-22 9, 29-31 9, 44-45 83 Jesus paga o tributo 17, 23-26 84 Diversas instruções Quem será o maior? 18, 1-15 9, 32-36 9, 46-48 Os filhos de Zebedeu 9, 37-40 9, 49-50 Evitar o escândalo 18, 6-9 9, 41-49 O preço das almas 18, 10-14 A correção fraterna 18, 15-20 o perdão da ofensas 18, 25-35 85 As cidades malditas 11, 20-24 10, 13-15 86 Ação de graças ao Pai 15, 25-30 10, 21-22 87 O Tabernáculo 7, 1-35 88 A mulher adúltera 8, 2-11 89 A missão divina de Jesus 8, 12-59 90 O cego de nascimento 9, 1-41 91 O Bom Pastor 10, 1-21 92 Má acolhida -samaritanos 9, 51-56 93 Várias vocações 8, 19-22 9, 57-62 94 Missão dos 70 discípulos 10, 1-24 95 O Bom Samaritano 10, 25-37 96 Marta e Maria 10, 38-42 97 Jesus uno com o Pai 10, 22-39 98 Fuga de Jesus para o Jordão 10, 40-42 99 Oração dominical 11, 1-4 100 Parábola do amigo inoportuno 11, 5-13 101 Origem do poder sobre os 11, 14-26 Demônios 102 Jesus louva sua Mãe 11, 27-28 103 Sinal de Jonas 12, 38-45 11, 29-36 104 A Luz de Cristo, Luz da alma 11, 33-36 105 Repressão dos fariseus 11, 38-54 106 Advertência aos discípulos 12, 1-12 107 Cuidado com a avareza 12, 13-21 108 Confiança na providência 12, 22-34 109 Vigilância 12, 35-48 110 Por Jesus ou contra Jesus 12, 49-53 111 Sinais do tempo 12, 54-59 112 Galileus mortos. Penitência 13, 1-9 113 Uma cura no sábado 13, 10-17 114 O grão de mostarda 13, 18-21
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 45 115 Segunda entrada em Jerusalém 13, 22 116 A porta estreita 13, 13-20 117 As insídias 13, 31-33 118 Ameaça contra Jerusalém 13, 34-35 119 Ressurreição de Lázaro 11, 1-53 120 Cura do hidrópico 14, 1-16 121 Convidados descorteses 14, 17-24 122 Necessidade da abnegação 14, 25-33 123 As parábolas da misericórdia A ovelha perdida 15, 1-7 A dracma perdida 15, 8-10 O filho pródigo 15, 11-32 O administrador infiel 16, 1-13 124 Repressão dos fariseus 16, 14-18 125 O rico e o pobre 16, 19-31 126 O escândalo 17, 1-4 127 Fé e humildade 17,5-10 128 Retirada para Efraim 11, 54 129 Terceira entrada a Jerusalém 19, 1-2 10, 1 17, 11 130 Os dez leprosos 17, 12-19 131 A vinda do Reino de Deus 17, 20-37 132 Parábola do juiz iníquo 18, 1-8 133 O fariseu e o publicano 18, 9-14 134 O divórcio 19, 3-12 10, 2-12 135 Jesus e as crianças 19, 13-15 10, 13-16 18, 15-17 136 O jovem rico 19, 16-30 10, 17-31 18, 18-30 137 Os obreiros enviados à vinha 20, 1-16 138 Terceiro núncio da Paixão 20, 17-19 10, 32-34 18, 31-34 139 A mãe dos filhos de Zebedeu 20, 20-28 10, 35-45 140 O cego de Jericó 20, 29-34 10, 46-52 18, 35-43 141 Zaqueu 19, 1-10 142 Parábola das minas 19, 11-28 143 A unção de Betânia 26, 6-13 14, 3-9 12, 1-11 Semana Santa 144 Entrada triunfal a Jerusalém 21, 1-11 11, 1-11 19, 29-44 12, 12-19 145 A maldição da figueira 21, 18-19 11, 12-14 146 Expulsão dos vendedores 21, 12-17 11, 15-19 19, 45-48 2, 14-25 147 Os poderes de Jesus 21, 23-27 11, 27-33 20, 1-8 148 Parábolas: Dos dois filhos 21, 28-32 Dos vinhadores infiéis 21, 33-46 12, 1-12 20, 9-19 Convite para as bodas 22, 1-14 149 O tributo a César 22, 15-22 12, 13-17 20, 20-26 150 Ressurreição dos mortos 22, 23-33 12, 18-27 20, 27-40 151 O 1º mandamento da Lei 22, 34-40 12, 28-34 152 A origem do Messias 22, 41-46 12, 35-37 20, 41-44 153 Os escribas julgados por Jesus 23, 1-36 12, 38-40 20, 45-47 154 O julgamento sobre Jerusalém 23, 37-39 13, 34-35
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 46 155 O óbulo da viúva 13, 41-44 21, 1-4 156 Fim do mundo 24, 1-41 13, 1-31 21, 34-36 157 Vigilância 24, 36-51 13, 32-37 21, 34-36 158 Parábolas sobre o final: As dez virgens 25, 1-13 Dos talentos 25, 14-30 159 O juízo final 25, 31-46 160 Grego desejo de ver Jesus 12, 20-36 161 Incredulidade judia 12, 37-50 162 Conspiração contra Jesus 26, 1-5 14, 1-2 22, 1-2 163 A traição de Judas 26, 14-16 14, 10--11 22, 3-6 164 Preparação da última ceia 26, 17-20 14, 12-16 22, 7-13 165 Lava pés 13, 1-20 166 A ceia Pascual 26, 20 14, 17 22, 14-18 167 Anúncio da traição 26, 21-25 14, 18-21 22, 21-23 13, 21-30 168 Instituição da Eucaristia 26, 26-29 14, 22-25 22, 19-20 169 Jesus Cristo será julgado 13, 31-33 170 Lei do amor 13, 34-35 171 Questão da primazia 22, 24-30 172 Anúncio à traição de Pedro 26, 30-35 14, 26-31 22, 31-34 13, 36-38 173 A grande prova que se aproxima 22, 34-38 174 Reencontro próximo do Pai 14, 1-11 175 Promessa aos discípulos 14, 12-26 176 Despedida de Jesus 14, 27-31 177 No caminho ao Horto: A alegoria da Vida 15, 1-8 Os discípulos elevados a amigos 15, 9-17 Ódio do mundo contra Jesus 15, 18-27 e os discípulos Anúncio da perseguição judia 16, 1-4 Promessa do Espírito Santo 16, 5-15 O gozo trás a tristeza 16, 16-24 Promessa de uma revelação 16, 25-33 Clara Oração sacerdotal de Cristo 17, 1-2 178 Jesus no Getsêmani 26, 36-46 14, 32-42 22, 39-46 18, 1 179 O beijo de Judas 26, 47-56 14, 43-52 22, 47-53 18, 2-11 180 A casa de Anás 18, 12-14 181 Jesus ante Caifás 26, 57-66 14, 53-64 22, 54 18, 19-24 182 Negação de Pedro 26, 69-75 14, 53-72 22, 55-62 18, 15-27 183 Jesus ante o Sinédrio 26, 57-68 14, 53-65 22, 63-65 184 Cristo ante Pilatos: Judas 27, 1-10 15, 1 22, 66-71 Desesperado 185 Acusações ante Pilatos e 27, 11-14 15, 2-5 23, 1-10 18,28-38 Herodes 186 Barrabás e Jesus 27, 15-23 15, 6-14 23, 13-23 18, 39-40 187 Flagelação . Expediente 27, 24-30 15, 15-19 23, 24-25 19, 1-16 para libertá-lo
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 47 188 Via Dolorosa e Crucificação 27, 31-38 15, 20-28 23, 26-34 19, 16-24 189 Injúrias e bom ladrão 27, 39-44 15, 29-32 23, 35-43 190 Maria e João 19, 25-27 191 Morte de Jesus 27, 45-53 15, 33-38 23, 44-45 19, 28-30 192 O Centurião 27, 54-56 15, 39-41 23, 47-49 193 Sepultura e guarda no 27, 57-61 14, 42-47 23, 50-56 19, 38-42 Sepulcro Vida Gloriosa de Cristo 194 Sepulcro vazio 28, 1-8 16, 1-8 24, 1-12 20, 1-10 195 Aparição a Maria Madalena 16, 9-11 20, 11-18 196 Aparição as mulheres, 28, 9-10 suborno aos guardas 197 Aparição Emaús e 10 16, 12-14 24, 13-43 20, 19-25 Apóstolos 198 Aparição aos 11 20, 26-29 199 Aparição na Galiléia e missão 28, 16-18 16, 15-18 24, 44-49 Universal 200 Aparição à margem do mar 21, 1-14 201 Mandatos a palavras de Pedro 21, 15-23 202 Primeira conclusão 20, 30-31 203 Segunda conclusão 21, 24-25 204 Ascensão 18, 19-20 24, 50-53 9. A Via Sacra A Via Sacra, pretende reavivar na mente e no coração a contemplação dos momentos supremos da entrega de Cristo por nossa Redenção, propiciando atitudes íntimas e cordiais de compunção de coração, confiança, gratidão, generosidade e identificação com Cristo. Guia: Oremos: O que preside: Pai Santo, dirigi-nos a um olhar benigno a nós que, junto a Jesus, nosso Redentor, nos dispomos a percorrer, passo a passo, o caminho luminoso da cruz. Por Cristo, nosso Senhor. Ou também: Ó Deus, olhai benignamente a nós que, junto a Jesus, nos dispomos a contemplar os mistérios da sua paixão; educai-nos na escola da dor redentora, para sabermos descobrir e aceitar a nossa cruz, abraçando-nos a ela por amor. Por Cristo, nosso Senhor. Todos:
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 48 Amém. I Guia: Primeira estação: Jesus é condenado à morte. O que preside: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos. Todos: Porque pela vossa santa cruz redimistes o mundo. Leitor 1: Pilatos viu que nada conseguia e que poderia haver uma revolta. Então mandou trazer água, lavou as mãos diante da multidão, e disse: ―Eu não sou responsável pelo sangue deste homem. A responsabilidade é vossa!‖. O povo todo respondeu: ―Que o sangue dele recaia sobre nós e sobre nossos filhos‖. Então Pilatos soltou Barrabás, mandou açoitar Jesus e entregou-o para ser crucificado. (Mt 27, 24-26) Leitor 2: Nada mais duro para o homem do que renunciar à própria liberdade. Cristo, porém, o Filho de Deus, renunciou à sua, submetido a seus pais em Nazaré e, depois, às autoridades judaicas e romanas na Paixão e Morte. Oferecer a liberdade voluntariamente ao serviço de Deus é o que de maior pode o homem fazer, e é unir-se ao sacrifício redentor de Cristo, por cuja obediência fomos salvos. (MM., Carta de 12 de maio de 1973) Guia: Oremos: O que preside: Nós vos pedimos, nosso Deus, que nos ensineis a agradecer e corresponder a tudo o que Jesus padeceu e sofreu por nosso amor, dando a vida por nós na cruz e derramando todo o seu sangue para que nós nos salvássemos. Por Cristo, nosso Senhor. Todos: Amém. (Durante o trajeto até a seguinte estação, todos rezam o pai-nosso.) II Guia: Segunda estação: Jesus carrega a sua cruz.
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 49 O que preside: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos. Todos: Porque pela vossa santa cruz redimistes o mundo. Leitor 1: Os soldados levaram Jesus para dentro do pátio do pretório e chamaram todo o batalhão. Vestiram Jesus com um manto de púrpura e puseram nele uma coroa trançada de espinhos. E começaram a saúda-lo: ―Salve, rei dos judeus!‖. Batiam na sua cabeça com uma vara, cuspiam nele e, dobrando os joelhos, se prostravam diante dele. Depois de zombarem dele, tiraram-lhe o manto de púrpura e o vestiram com suas próprias roupas. (Mc 15 16-20) Leitor 2: Quando falta o amor a Cristo, são muitos os temores, abundam os pretextos, surgem os sofismas; mas quando existe esse amor, que se adquire com humildade e generosidade, ―a carga é suave e a cruz é leve‖, porque o amor suporta tudo. (M.M., Carta de 23 de março de 1968) Guia: Oremos: O que preside: Concedei-nos, Senhor, ser fiéis a vós não apenas no momento da prosperidade, quando a fidelidade não é difícil, mas também nas horas amargas da vida, já que é então quando vale a pena sermos fiéis, seguindo os passos de Cristo no caminho da cruz. Por Cristo, nosso Senhor. Todos: Amém. (Durante o trajeto até a seguinte estação, todos rezam o pai-nosso.) III Guia: Terceira estação: Jesus cai pela primeira vez. O que preside: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos. Todos: Porque pela vossa santa cruz redimistes o mundo. Leitor 1: O servo não é maior do que o seu senhor. Se me perseguiram, perseguirão a vós também. E se guardaram a minha palavra, guardarão também a vossa. Eles farão tudo isso por causa do meu nome. (Jo 15, 20-21)
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 50 Leitor 2: Não importa cairmos mil vezes, se amamos a luta e não a queda. Por isso, o desespero não tem sentido, menos ainda para quem luta junto a Cristo. O esforço de uma luta contínua pode agradar mais a Cristo do que a posse pacífica e cômoda de uma vitória. (M.M., Carta de 18 de julho de 1975) Guia: Oremos: O que preside: Concedei-nos, ó Deus, não pensar em vidas sem cruzes, mas em cruzes com Cristo; porque a cruz é um instrumento co-natural à vida do homem, em especial para aqueles que, como nós, aceitaram seguir Cristo pelos caminhos do Calvário. Por Cristo, nosso Senhor. Todos: Amém. (Durante o trajeto até a seguinte estação, todos rezam o pai-nosso.) IV Guia: Quarta estação: Jesus encontra a sua Mãe. O que preside: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos. Todos: Porque pela vossa santa cruz redimistes o mundo. Leitor 1: Quando o viram, seus pais ficaram comovidos, e sua mãe lhe disse: ―Filho, por que agiste assim conosco? Olha, teu pai e eu estávamos, angustiados, à tua procura!‖. Ele respondeu: ―Por que me procuráveis? Não sabíeis que eu devo estar naquilo que é de meu pai?‖. (Lc 2, 48-49) Leitor 2: Os homens, de uma forma ou de outra, têm de sofrer o seu calvário, e vão trilhando este caminho em que o pecado original nos colocou. Lágrimas, sofrimentos, aninham-se no ser humano, no homem como homem, muito escondidos, e afloram quando ele não agüenta mais. Por isso, desse amor filial e do sentir-se criança perto de Maria, pode brotar um espírito de imensa confiança, porque estamos próximos da Mãe. (M.M., Homilia de 13 de maio de 1982) Guia: Oremos:
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 51 O que preside: Ao agradecer-vos, Senhor, pelo claro exemplo de fé que Maria nos deu, nós vos pedimos que, meditando e sofrendo com Ela, cresça em nós a compreensão dos mistérios de Cristo e que a fé seja a nossa fortaleza e segurança até o fim da nossa vida. Por Cristo, nosso Senhor. (Durante o trajeto até a seguinte estação, todos rezam o pai-nosso.) V Guia: Quinta estação: Jesus é ajudado pelo cireneu a carregar a cruz. O que preside: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos. Todos: Porque pela vossa santa cruz redimistes o mundo. Leitor 1: Então o levaram para crucificá-lo. Os soldados obrigaram alguém que lá passava voltando do campo, Simão de Cirene, pai de Alexandre e de Rufo, a carregar a cruz. (Mc 15, 20-21) Leitor 2: Ninguém se iluda : Cristo é exigente ; o caminho de Cristo é estreito. O próprio Jesus não esconde esta verdade e a aspereza do seu seguimento e, por isso, convida a entrar pela porta estreita, porque larga e espaçosa é a porta que leva à perdição. Todo o seu ensinamento se resume neste convite: ―Quem quiser vir atrás de mim, tome sua cruz e me siga‖. (M.M., Carta de 1° de junho de 1980) Guia: Oremos: O que preside: Senhor Jesus, dai-nos a graça de carregar com entusiasmo e constância a cruz que vós, benignamente, nos entregastes para vos acompanharmos no caminho do Calvário, animados pelo amor às almas afastadas de vós, que viveis e reinais pelos séculos dos séculos. Todos: Amém. (Durante o trajeto até a seguinte estação, todos rezam o pai-nosso.)
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 52 VI Guia: Sexta estação: A Verônica enxuga o rosto de Jesus. O que preside: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos. Todos: Porque pela vossa santa cruz redimistes o mundo. Leitor 1: ―Vinde, benditos de meu Pai! Recebei em herança o Reino que meu Pai vos preparou desde a criação do mundo! Pois eu estava com fome, e me destes de comer; estava com sede, e me destes de beber; eu era forasteiro, e me recebestes em casa; estava nu e me vestistes; doente, e cuidastes de mim; na prisão, e fostes visitar-me.‖ (Mt 25, 34-36) Leitor 2: Jesus não defraudou nenhum dos que pronunciaram o seu nome com a vida, e foi para todos como um poço profundo de onde cada um tirava uma experiência doce e ficava saciado, com a única fome de repeti-lo, sem desejos de encher as ânforas nos poços do mundo e da carne: ―A água que eu te darei será para ti uma fonte que jorrará até a vida eterna‖. (M.M., Carta de 20 de setembro de 1975) Guia: Oremos: O que preside: Perante o exemplo da Verônica, que honra Cristo e lhe rende a homenagem sincera do seu amor e da sua gratidão, dai-nos a vossa fortaleza, ó Senhor Onipotente, para sermos homens do Reino que não se intimidam frente a uma perspectiva de cruz e de sofrimento. Por Cristo, nosso Senhor. Todos: Amém. (Durante o trajeto até a seguinte estação, todos rezam o pai-nosso.) VII Guia: Sétima estação: Jesus cai pela segunda vez. O que preside: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 53 Todos: Porque pela vossa santa cruz redimistes o mundo. Leitor 1: ―Felizes os que choram, porque serão consolados. Felizes os mansos, porque receberão a terra em herança. Felizes os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus.‖ (Mt 5, 4-5. 10) Leitor 2: Cristo crucificado é a fonte de toda graça, a força da nossa fraqueza, a alegria da nossa vida. Ele é o artífice da nossa santidade, o impulsor do nosso apostolado. Que Cristo esteja sempre presente em nossa vida e seja o sustento para a nossa fragilidade. Nele somos fortes. Nele somos poderosos. (M.M., Carta de 16 de abril de 1976) Guia: Oremos: O que preside: Jesus Cristo, conscientes de que vós mereceis tudo de nós e que a nossa doação será sempre insignificante, olhai com agrado a nossa vontade de gastar a vida por vós sem cálculos e sem medidas, e sede a garantia do nosso triunfo final. Por Cristo, nosso Senhor. Todos: Amém. (Durante o trajeto até a seguinte estação, todos rezam o pai-nosso.) VIII Guia: Oitava estação: Jesus consola as santas mulheres. O que preside: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos. Todos: Porque pela vossa santa cruz redimistes o mundo. Leitor 1: ―Quem vos recebe, é a mim que está recebendo; e quem me recebe, está recebendo aquele que me enviou. E quem der, ainda que seja apenas um copo de água fresca, a um desses pequenos, por ser meu discípulo, em verdade vos digo: não ficará sem receber sua recompensa.‖ (Mt 10, 40.42)
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 54 Leitor 2: Não temamos cair na angústia e no desgosto se levamos a sério o compromisso e a missão apostólica, já que poderemos participar da alegria de nos fatigar por Cristo, sofrendo pela causa do anúncio do Evangelho. Acreditem: este consumir- se pelo Evangelho será a nossa maior glória e satisfação. (M.M., Carta de 16 de abril de 1976) Guia: Oremos: O que preside: Pai de bondade, iluminai a nossa mente e o nosso coração, para que compreendamos tudo o que Cristo quer ser para nós; e dai-nos a graça de gozar do perdão e da paz que Ele nos obteve com a sua entrega generosa . Por Cristo, nosso Senhor. Todos: Amém. (Durante o trajeto até a seguinte estação, todos rezam o pai-nosso.) IX Guia: Nona estação: Jesus cai pela terceira vez. O que preside: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos. Todos: Porque pela vossa santa cruz redimistes o mundo. Leitor 1: ―Vigiai e orai, para não cairdes em tentação; pois o espírito está pronto, mas a carne é fraca.‖ Jesus afastou-se pela segunda vez e orou: ―Meu Pai, se este cálice não pode passar sem que eu o beba, seja feita a tua vontade!‖. (Mt 26, 41-42) Leitor 2: A vida de um homem do Reino que não se instala na comodidade é uma vida dura. A cruz tem que estar presente e tem que nos dobrar sob o seu peso. Não pensem nunca numa vida fácil, longe do sofrimento e do sacrifício. A vida terrena é para lutar, para cair no pó mil vezes e para se levantar outras mil vezes. (M.M., Carta de 16 de abril de 1976) Guia: Oremos:
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 55 O que preside: Pai Santo, fazei-nos entender que não importa cair mil vezes quando se ama a luta e não a queda; dai-nos força para lutar continuamente, certos de que isto agrada mais a Cristo do que a posse pacífica e cômoda de uma vitória fácil. Por Cristo, nosso Senhor. Todos: Amém. (Durante o trajeto até a seguinte estação, todos rezam o pai-nosso.) X Guia: Décima estação: Jesus é despojado das suas vestes. O que preside: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos. Todos: Porque pela vossa santa cruz redimistes o mundo. Leitor 1: Chegaram a um lugar chamado Gólgota, que quer dizer Calvário. Deram-lhe de beber vinho misturado com fel. Ele provou, mas não quis beber, Depois de o crucificarem, repartiram as suas vestes tirando a sorte. E ficaram sentados, montando guarda. (Mt 27, 33-36) Leitor 2: Jesus é o homem militante por excelência. Não houve nada que pudesse interromper o cumprimento exato da vontade do Pai. Nem o cansaço, nem a sede, nem a nudez, nem os golpes da guarda, nem os cuspes, nem os açoites, nem os espinhos, nem as zombarias dos soldados o afastaram um só instante da missão. (M.M., Carta de 22 de novembro de 1981) Guia: Oremos: O que preside: Senhor nosso, gravai em nossa consciência a certeza de que, à medida que a vida avança e a eternidade se aproxima, somente o amor de Cristo permanece; fazei que este amor seja o nosso tesouro, pelo qual vendamos tudo, até chegarmos a sentir o gozo e a alegria de ser sementes apodrecidas no sulco, junto a Ele. Por Cristo, nosso Senhor. Todos: Amém. (Durante o trajeto até a seguinte estação, todos rezam o pai-nosso.)
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 56 XI Guia: Décima primeira estação: Jesus é pregado na cruz. O que preside: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos. Todos: Porque pela vossa santa cruz redimistes o mundo. Leitor 1: Lá, eles o crucificaram com outros dois, um de cada lado, ficando Jesus no meio. Pilatos tinha mandado escrever e afixar na cruz um letreiro; estava escrito assim: ―Jesus de Nazaré, o Rei dos Judeus‖. Muitos judeus leram o letreiro, porque o lugar onde Jesus foi crucificado era perto da cidade; e estava escrito em hebraico, em latim e em grego. (Jo 19, 18-20) Leitor 2: Temos como caminho a vida e as obras de nosso Senhor Jesus Cristo que, sendo sempre fiel aos mínimos desejos da vontade do Pai, soube enfrentar com heroísmo e decisão os maiores e mais custosos sacrifícios que a natureza humana já conheceu. Jamais cedeu à tentação de uma vida mais cômoda, porque conhecia a missão encomendada pelo Pai. (M.M., Carta de 18 de outubro de 1967) Guia: Oremos: O que preside: Pai cheio de amor, que na cruz de Cristo nos manifestastes a realidade viva do vosso amor pessoal pelo homem, iluminai o nosso interior, para acreditarmos que não há vida mais fecunda e bela que a de quem segue Jesus até a cruz para cumprir a vossa vontade. Por Cristo, nosso Senhor. Todos: Amém. (Durante o trajeto até a seguinte estação, todos rezam o pai-nosso.) XII Guia: Décima segunda estação: Jesus morre na cruz. O que preside: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 57 Todos: Porque pela vossa santa cruz redimistes o mundo. Leitor 1: Um dos malfeitores crucificados o insultava, dizendo: ―Tu não és o Cristo? Salva-te a ti mesmo e a nós!‖. Mas o outro o repreendeu: ―Nem sequer temes a Deus, tu que sofres a mesma pena? Para nós, é justo sofrermos, pois estamos recebendo o que merecemos; mas ele não fez nada de mal‖. E acrescentou: ―Jesus, lembra-te de mim, quando começares a reinar‖. Ele lhe respondeu: ―Em verdade te digo: hoje estarás comigo no Paraíso‖. Jesus deu um forte grito: ―Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito‖. Dizendo isto, expirou. (Lc 23, 39-43.46) Leitor 2: Eu gostaria de oferecer ao Senhor, quando Ele entrega a sua alma ao Pai, um feixe esplêndido, abundante, de almas inflamadas e convencidas do amor de Cristo; um feixe de apóstolos que, com a vida e os atos, façam que esse sangue redentor e salvador que cai da cruz chegue ao interior do homem, ao seio da família e à vida da sociedade. (M.M., Carta de 16 de abril de 1976) Guia: Oremos: O que preside: Pai Santo, vendo o vosso Filho na cruz injuriado pelos inimigos, negado pelos seus, calando e sofrendo por nosso amor, infundi em nós a coragem de levar a cruz com o otimismo do cristão que, pela fé, conhece a transcendência da própria vida diante da eternidade, e de ajudar os outros a levá-la, como bons samaritanos. Por Cristo, nosso Senhor. Todos: Amém. (Durante o trajeto até a seguinte estação, todos rezam o pai-nosso.) XIII Guia: Décima terceira estação: Jesus é descido da cruz. O que preside: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos. Todos: Porque pela vossa santa cruz redimistes o mundo. Leitor 1: Um soldado golpeou-lhe o lado com uma lança, e imediatamente saiu sangue e água. Aquele que viu dá testemunho, e o seu testemunho é verdadeiro; ele sabe
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 58 que fala a verdade, para que vós também acrediteis. Isto aconteceu para que se cumprisse a Escritura que diz: ―Não quebrarão nenhum dos seus ossos‖. E um outro texto da Escritura diz: ―Olharão para aquele que traspassaram‖. Depois disso, José de Arimatéia pediu a Pilatos para retirar o corpo de Jesus; ele era discípulo de Jesus às escondidas, por medo dos judeus. Pilatos o permitiu. José veio e retirou o corpo. (Jo 19,34-38) Leitor 2: Vejam Cristo: seu caminho de afrontas, desprezos e humilhações. Vejam a sua folha de serviço em honra do Pai e dos homens, seus irmãos, e não queiram seguir, como tantos cristãos e almas consagradas a Ele, um caminho diferente, um caminho de honras, de comodidades e de atenções.‘ (M.M., carta de 5 de outubro de 1953) Guia: Oremos: O que preside: Fazei, Senhor, que os nossos sofrimentos não nos distanciem de vós, mas nos façam compreender melhor os sofrimentos da paixão do vosso Filho e mais nos aproximem dele. Por Cristo, nosso Senhor. Todos: Amém. (Durante o trajeto até a seguinte estação, todos rezam o pai-nosso.) XIV Guia: Décima quarta estação: Jesus é colocado no sepulcro. O que preside: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos. Todos: Porque pela vossa santa cruz redimistes o mundo. Leitor 1: Desceu o corpo da cruz, enrolou-o num lençol e colocou-o num túmulo escavado na rocha, onde ninguém ainda tinha sido sepultado. Era dia de preparação, e o sábado estava para começar. Maria Madalena e Maria, mãe de Joset, observavam onde ele era colocado. (Lc 23, 53-54. Mc 15, 47) Leitor 2: A cruz não é tudo; Cristo morreu nela para ressuscitar, e assim a cruz se transformou em sinal de vitória. Olhar para a cruz e não ver mais do que a dor é como viver sem esperança. (M.M., Carta de 17 de maio de 1979)
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 59 Guia: Oremos: O que preside: Ajudai-nos, ó Pai, a meditar e desentranhar o mistério da cruz, porque nela está a nossa confiança e a nossa grandeza; e que ao morrer e nos sepultarmos com Cristo, a nossa pobre e fraca existência se transfigure e ressuscite com Ele. Por Cristo, nosso Senhor. Todos: Amém. CONCLUSÃO Guia: Oremos: O que preside: Que a vossa bênção, Senhor, desça com abundância sobre esta vossa família que comemorou a morte do vosso Filho com a esperança da sua santa ressurreição; derramai sobre ela o vosso perdão, concedei-lhe o vosso consolo, aumentai a sua fé e realizai nela a redenção eterna. Por Jesus Cristo, nosso Senhor. Ou também: Pai Santo, depois de termos percorrido passo a passo o caminho da cruz, concedei-nos a graça de gravar na mente e no coração a imagem do vosso Filho crucificado neste ato supremo de amor que desfez a amargura e o sem-sentido da dor, transformando-a em doçura e meio indispensável de salvação e de santificação. Que à constância da dor em nossa vida saibamos responder com a constância do amor, e à intensidade do sofrimento, com a intensidade do oferecimento. Por Cristo, nosso Senhor. Todos: Amém.
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 60 CAPÍTULO IV METODOLOGIA DAS MISSÕES 1. Horário ordinário para as missões O Horário para as missões não pose ser algo rígido, dado que cada missão deve acomodar-se aos costumes do lugar e as sugestões do Pároco que é quem melhor pode aconselhar-nos neste sentido. O horário, portanto, deve ser flexível ainda que deva possibilitar levar a cabo determinadas atividades fixas: 1. Orações da manhã 2. Meditação dirigida 3. Celebração Eucarística 4. Junta de Programação, formação e reflexão evangélica. 5. Visitas casa a casa 6. Comidas 7. Atividades vespertinas (catequese, crianças, jovens, adultos). 8. Rosário 9. Junta de avaliação 10. Orações da noite À continuação colocamos um exemplo de horários: 7:00 Acordar. Preparação 7:45 Orações da manhã e Meditação dirigida 8:15 Café da manhã 8:45 Tempo Livre 9:00 Junta de programação para fazer a reflexão evangélica e organizar o trabalho do dia. 9:30 Visitas as casas 14:00 Ângelus. Almoço 15:00 Descanso 16:00 Atividades vespertinas: catequeses, práticas para crianças, jovens, adultos, catequistas e missionários locais, promoção da Virgem Peregrina em Família, campanhas sociais, etc. 18:00 Santo rosário / Via Sacra 19:00 Celebração Eucarística 20:00 Jantar 21:00 Reunião de Avaliação 21:30 Atividade de integração 22:30 Orações da noite 23:00 Descanso
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 61 Além disso, temos em conta as seguintes variações para o horário durante a Semana Santa: Segunda-feira Santa: pela tarde deverão fazer turnos de adoração pelas vocações com a comunidade. Procurará deixar estabelecido o Programa de Adoração em cada comunidade. Quarta-feira Santa: pela manhã terá o Retiro espiritual dos missionários. Quinta-feira Santa: * Celebração da Última Ceia do Senhor. * Lava pés * Adoração eucarística ante o Monumento toda a noite, por turnos de meia hora e/ou de uma hora. Sexta-feira Santa: * Celebração da Sexta-feira Santa, sem consagração eucarística. * Prática da 7 palavras * Via Sacra Sábado Santo: * Prática sobre o significado da dor de Maria durante o Sábado Santo. * Vigília Pascoal pela noite (pode-se celebrar ao entardecer). Domingo da Ressurreição: Regresso às sedes para a clausura da Missão. 2. Metodologia das visitas casa a casa 1. A chegada: Observar: o As pessoas. o A casa (observar rapidamente se há alguma imagem religiosa). Presença: o Uma vez que um observa é observado. A maneira de vestir, a postura, a maneira de falar, o trato aos demais... Tudo isso é importante e tem que cuidar. Deve ir vestido digna e simplesmente. o Deverá levar sempre em lugar bem visível o distintivo de nossa fé católica: uma imagem da Santíssima Virgem Maria, um crucifixo, etc. Isto evita muitas confusões das pessoas, abre muitas portas e livra de muitos perigos. o Saber apresentar-se com educação e dizer que vimos por parte do pároco (é necessário conhecer seu nome) e se necessário, mostrar uma carta de recomendação. o Introdução da conversação: Evitar o nervosismo, sobre tudo no princípio, ou a apatia que poderá dar sobre tudo ao final pelo cansaço. Todos têm direito em receber o melhor de nós mesmos. o Ter claras as metas e lançar-se com prudência, mas confiantes em Deus. o O Responsável de equipe indicará em cada caso a introdução conveniente à conversação que será a mesma em todas as casas.
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 62 2. A conversa: Deve-se entrar em matéria o mais antes possível. Pode ajudar preparar e memorizar alguma introdução. Avaliar a oportunidade e o enfoque da conversação com base nas perguntas guia: Podemos encontrar: o Famílias católicas praticantes: o Objetivo: animar-lhes em sua fé e buscar comprometer-lhes com paróquia. Não requerem muito tempo. o Famílias católicas não praticantes: o Objetivo: conseguir que coloquem os meios pra viver sua fé. Buscar comprometê-las. o Requer-se tempo nas visitas e seguimento nas atividades que se organizem. o Famílias com membros em seitas: o Podem ser pouco integrados ou muito integrados às seitas. Em cada caso tem que ver o que convém e jamais discutir (é completamente inútil). Muito cuidado se começarem a tirar revistas ou a Bíblia. É melhor despedir-se cortesmente e a tempo. Corpo da conversação: Dependendo do tipo de família e das observações que podemos fazer; deverá enfocar-se a conversa posto que os objetivos são distintos em cada caso. O objetivo último de todas nossas conversações será aproximar as almas de Jesus Cristo, buscando comprometê-las na paróquia. Nas visitas deverá: o Realizar a reflexão evangélica do dia buscando obter um compromisso concreto. o Convidar para participar das atividades das missões (devoções populares, práticas, etc.); o Levar ao local de censo estabelecido. o Comprometer as pessoas a participarem da Celebração Eucarística e a ir periodicamente ao Sacramento da Reconciliação. Uso do material de apoio: Junto com a explicação das verdades básicas da fé católica nas missões pode ser útil deixar alguns materiais, para aprofundarem na fé (por exemplo, um catecismo) para orar (rosários, imagens de Maria) ou para ter mais presente Deus em suas vidas (medalhas, cartas do Papa, etc.). Estes materiais devem ser usados com discrição e tem que explicar o sentido de cada coisa e fazer que as valorizem.
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 63 3. Conclusão e despedida: Educação e cortesia: Tenha ido bem ou mal a visita, devemos recordar sempre que a caridade é o melhor que podemos deixar nas casas. Resumo e propósito concreto: Antes de deixar a casa é conveniente fazer um resumo do trato e concretizar um propósito. Orar junto com a família e despedir-se cortesmente. Não perder o tempo. Recordar sempre que ―tempo perdido é igual a almas não atendidas‖. Anotar os dados de interesse: Devem anotar não só as petições e as necessidades encontradas, mas também os dados que permitam localizar facilmente a casa (endereço, nome de algum conhecido, etc.). Os censos devem ser revisados nas juntas de avaliação.
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 64 CAPÍTULO V O CATECISMO MISSIONÁRIO APRESENTAÇÃO Pensamos em proporcionar aos católicos neste Catecismo os elementos doutrinais indispensáveis e urgentes para que possam amadurecer na sua fé, conhecer e aproveitar os meios de salvação que a verdadeira Igreja de Cristo lhes proporciona e poder defender-se dos contínuos ataques que são objetos por parte da propaganda das seitas, que utilizam textos da Bíblia interpretados de forma tendenciosa e chegam a pregar o engano e a calúnia. Não pretendemos expor todas as verdades nem toda a riqueza da vida cristã; tampouco é possível dar resposta a todos os erros, só contradizem os que com mais freqüência tratam de espalhar entre nós. O colocamos nas mãos dos católicos e dos que querem sem pré-juízos encontrar a verdadeira Igreja de Cristo. Contém os conhecimentos que se devem ter presentes em todo diálogo construtivo e respeitoso, de forma adequada, mas sem claudicar na fé. Quando colocar este Catecismo nas mãos de pessoas humildes ou pouco ilustradas em matéria religiosa, será necessário explicá-lo, o responsável, deverá ampliar seus conhecimentos e estar a par das doutrinas das seitas que atuam dentro de suas comunidades. É importante ao utilizar o Catecismo ler todas as citações da Sagrada Escritura que são indicadas para que veja claramente a força da argumentação. Deve ficar claro que para resolver o problema da penetração das seitas, são necessários outros folhetos ou publicações que facilitem outro tipo de atividade e que esperamos prontamente poder distribuir a todos os católicos comprometidos na edificação do Reino de Deus. O presente Catecismo Missional foi aprovado por: + Manuel Catro Ruiz, arcebispo de Yucatán; + Rafael Garcia González, Bispo de Tabasco; + José T. Sepúlveda e R. V., Bispo de Tuxtla Gutiérrez; + Héctor González Martinez, Bispo de Campeche; + Jorge Bernal Vargas, Bispo Prelado de Chetumal; + Felipe Aguirre Franco, Bispo Auxiliar de Tuxtla Gutiérrez. MCMXCII.
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 65 1. Por que sou católico? a) Porquê sou católico? Sou católico porque creio em Cristo e pertenço a Igreja Católica fundada por Ele. b) Por que devemos pertencer a Igreja Católica? Devemos pertencer a Igreja Católica porque á a única Igreja fundada por Cristo e porque a Ela entregou sua doutrina e todos os meios necessários para a salvação (Mt.28, 18-20). c) Cristo fundou várias Igrejas? Cristo não fundou várias Igrejas. Fundou uma só porque quis ter um só rebanho com um só pastor (Jo. 10, 16). Devemos ―formar um só corpo em Jesus Cristo‖ (Rm 12, 5) e ter ―um só Senhor, uma só fé e um só batismo‖ (Ef 4, 5). 2. A verdadeira Igreja de Cristo a) A Igreja Católica é a verdadeira Igreja de Cristo? Sim, a Igreja Católica é a verdadeira Igreja de Cristo porque á a única que existe desde tempos de Cristo, e conservou a mesma fé, tem os Sacramentos e obedece à mesma autoridade. As Igrejas protestantes mais antigas aparecem 1500 anos depois e a maioria das seitas muito mais tarde, por isso, não podem ser a Igreja que Cristo deixou fundada. b) Poderiam dar outra razão para provar que a Igreja Católica é a verdadeira Igreja de Cristo? Outra razão que prova que a Igreja Católica é a verdadeira igreja de Cristo, é que Cristo edificou sua Igreja sobre São Pedro como autoridade suprema ao dizer-lhe: “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei minha Igreja e as portas do inferno não poderão contra Ela” (Mt 16, 17-19); a Igreja é a única que tem os sucessores de São Pedro, que são os Papas. c) Em que outra forma se pode demonstrar que a Igreja Católica é a verdadeira Igreja Fundada por Cristo? Pode-se demonstrar que a Igreja Católica é a verdadeira Igreja fundada por Cristo, porque como disse São Paulo, Cristo “edificou sua Igreja sobre o fundamento dos apóstolos” e a Igreja Católica é governada por sucessores dos apóstolos (Ef 2, 19-20). d) Quem são os sucessores dos apóstolos? Os sucessores dos apóstolos são os Bispos, enviados pelo Espírito Santo para ensinar, santificar e governar a Igreja de Deus (Cfr. Ef.2, 20; At 20, 28). e) Ganham algo os que deixam a Igreja Católica para pertencer a alguma seita Protestante?
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 66 Os que deixam a Igreja Católica para pertencer a alguma seita, não ganham nada. Ao contrário, perdem meios importantíssimos e necessários para a salvação. 3. A Palavra de Deus a) É necessário fazer-se protestante para ter a Bíblia que contém a Palavra de Deus? Não é necessário fazer-ser protestante para ter a Bíblia que contém a Palavra de Deus. É a Igreja Católica que tem a Bíblia porque recebeu de Cristo os livros do Antigo Testamento e dos Apóstolos e Evangelistas inspirados por Deus, os livros do Novo Testamento. Os protestantes tomaram a Bíblia da Igreja Católica, mas quitaram alguns livros do Antigo Testamento. b) A Igreja Católica proíbe a leitura da Bíblia? A Igreja Católica não proíbe, mas, recomenda a leitura da Bíblia. Proíbe o livre exame, ou seja, que cada um a interprete segundo seu capricho, como fazem os protestantes porque como disse São Pedro: ―Nenhuma profecia da Escritura, deve ser interpretada a gosto de cada um, porque os profetas nunca falaram por sua própria vontade; ao contrário, eram homens que falavam da parte de Deus, dirigidos pelo Espírito Santo‖ (2 Pd. 1, 20; Gl. 1, 6-11). c) Os católicos podem aproveitar melhor que os protestantes os ensinamentos da Bíblia? Sim, os católicos podem aproveitar melhor os ensinamentos da Bíblia, porque temos a ajuda do Magistério e da pregação da Igreja, posta por Cristo para ensinar sua doutrina e ajudar aos homens a cumprir tudo o que Ele mandou (Mt 28, 18-19). d) Todos os ensinamentos de Cristo estão contidos na Bíblia? Não todos os ensinamentos de Cristo estão contidos na Bíblia em forma explícita. Alguns ensinamentos foram conservados na tradição oral, e o magistério da Igreja por vontade de Cristo, nos ajuda a descobrir cada dia melhor, tudo o que Deus revelou e nos deu sua verdadeira interpretação. e) Estamos obrigados a crer nas verdades que foram transmitidas por tradição oral e que ensina o magistério da Igreja? Sim estamos obrigados a crer nas verdades que se transmitiu por tradição oral e o ensinamento do magistério da Igreja. São Paulo disse aos Tessalonicenses: “Estai firmes e conservai as tradições que foram ensinadas, em viva voz, ou por nossas cartas” (2 Ts 2, 15). f) Quando deu Cristo a sua Igreja autoridade para ensinar e interpretar toda sua Doutrina? Cristo deu a sua Igreja autoridade para ensinar e interpretar toda sua Doutrina, quando disse aos Apóstolos: “Me foi dado todo poder no céu e na terra. Ide, pois ensinar a todos os povos... Batizando-os no nome do Pai, do
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 67 Filho e do Espírito Santo, ensinando-lhes a observar tudo quanto eu os mandei. Eu estarei com vocês sempre até a consumação do mundo” (Mt 28, 19-20) g) Pode equivocar-se a Igreja Católica ao ensinar aos homens a Doutrina que Cristo lhe mandou pregar? A igreja Católica não pode equivocar-se ao ensinar aos homens a Doutrina que Cristo lhe mandou pregar, porque tem a assistência do Espírito Santo e a presença de Cristo até o fim do mundo, para que possa ensinar a guardar tudo o que Cristo mandou (Jo 14, 25; 16, 12-13; Mt 28, 19-20). h) É infalível o Romano Pontífice? O Romano Pontífice é infalível quando, como Mestre universal de toda a Igreja, ensina verdades de Fé ou princípios morais como necessários para a salvação, porque Cristo prometeu a São Pedro e a seus sucessores que, a Igreja que se apóia na autoridade suprema que a eles conferiu, jamais seria destruída (Mt 16, 18). i) Fora destas condições o Romano Pontífice pode equivocar-se? Fora destas condições o Romano Pontífice pode equivocar-se, quando propõe opiniões pessoais ou ensina ciências humanas que não estão necessariamente conectadas com doutrinas reveladas. Além disso, Cristo não lhe prometeu o dom de não pecar. j) Os que negam a Autoridade Doutrinal que Cristo deixou a sua Igreja, podem Aproveitar os ensinamentos da Bíblia? Os que negam a Autoridade Doutrinal que Cristo deixou para sua Igreja, não podem aproveitá-las porque cada um a interpreta a seu modo, por isso estão divididos em mais de três mil seitas distintas. E só admitem da Bíblia o que vai de acordo com seu modo de pensar. 4. Os meios de Salvação a) Os protestantes e as seitas conservaram todos os meios de salvação que Cristo estabeleceu e que estão recomendados na Bíblia? Os protestantes e as seitas não conservaram todos os meios de salvação que instituiu Cristo e não cumprem tudo o que está na Bíblia (Jo 6, 41-58). b) Poderia dizer que os meios instituídos por Cristo para a salvação e que está na Bíblia, não tem o protestantes nem a seitas? Os protestantes e as seitas não têm a ―Confirmação‖, que dá aos batizados a plenitude do Espírito Santo e que administram os Apóstolos (At 8, 14-17) Não têm a ―Penitência‖ ou ―Confissão‖, que é o Sacramento pelo qual a Igreja por autoridade recebida de Cristo, perdoa os pecados (Jo 20, 20- 23) Não têm o ―Santo Sacrifício da Missa‖, que continua e aplica a redenção de Cristo e não cumprem a ordem de Cristo “Fazei isto em minha memória” (Lc 22, 14-20; 1 Cor II, 23-25).
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 68 Não têm a ―Comunhão‖, que nos dá como alimento o Corpo e o Sangue de Cristo, sem o qual é impossível salvar-se. ―Em verdade, em verdade vos digo que, se não comeres da carne do Filho do Homem e não beberes do seu sangue, não terá vida em vós. Aquele que come minha carne e bebe meu sangue tem a vida eterna” (Jo 6, 53-54), e não tem em seus templos a presença real de Nosso Senhor Jesus Cristo no Santíssimo Sacramento do Altar. Não têm a ―Unção dos enfermos‖, que Cristo deixou para consolo e fortaleza dos que padecem enfermidades e preparação para uma santa morte (Sant 5, 14-15). Não têm o ―Sacerdócio Ministerial‖ que recebem pela imposição das mãos, aqueles que foram chamados por Cristo, para renovar em nome d‘Ele, o Sacrifício da redenção e para que alimentem com sua palavra e fortaleza com seus sacramentos ao povo de Deus (Hb 5, 1-4). Os ministros protestantes e das seitas, são só pregadores da Bíblia, e não têm a potestade nem a missão para fazê-lo. Por último, o matrimônio que alguns deles têm, não é Sacramento, e quando admitem, além disso, o divórcio, não é matrimônio natural (Mc 10, 1-12). c) Que outros meios de salvação não tem os protestantes e as seitas? Os protestantes e as seitas não têm a Virgem, que Cristo nos deixou como Mãe e que veio trazer-nos a verdadeira religião e oferecer seu amor e sua ajuda. Não têm os Santos, que nos dão exemplo de amor a Deus e ao próximo e podem interceder por nós porque são amigos de Deus. d) Porque os católicos se confessam com sacerdotes e não diretamente com Deus como fazem os protestantes e as seitas? Os católicos se confessam com os sacerdotes porque assim o ordenou Cristo ao dizer: “A quem vocês perdoarem os pecados, ficarão perdoados. A quem vocês não perdoarem os pecados, não ficarão perdoados” (Jo 20, 23). e) A má conduta de alguns católicos demonstra que a Igreja Católica não é a verdadeira Igreja de Cristo? A má conduta de alguns católicos, não demonstra que a Igreja católica não seja a verdadeira Igreja de Cristo, porque os que se portam mal, desobedecem a Igreja que ensina a doutrina de Cristo que é Santa e oferece todos os meios necessários para viver bem, o que o mesmo Cristo instituiu. f) Por que a Igreja Católica não expulsa os pecadores? A Igreja Católica não expulsa os pecadores, porque “Deus não quer a morte do pecador, e sim que ele se converta e viva” ( Ez 18, 23; 33, 11). g) São idólatras os católicos? Os católicos não são idólatras, porque adoramos ao único Deus verdadeiro e não colocamos no lugar de Deus nenhuma criatura (Ex 22, 19).
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 69 5. A Santíssima Virgem Mãe de Deus a) Os católicos adoram a Santíssima Virgem? Os católicos não adoram a Santíssima Virgem, porque não é Deus. Ela mesma se reconhece ―escrava do Senhor‖ e disposta a obedecer à vontade de Deus (Lc 1, 38). b) Que tipo de culto dão a Santíssima Virgem os católicos? O culto que os católicos dão a Santíssima Virgem é de veneração, distinto à adoração, que só se deve a Deus. Mas a veneração que damos a Virgem é a maior porque Ela á a verdadeira Mãe de Cristo o Filho de Deus (Lc 1, 30). c) Como se prova que a Virgem Maria é a verdadeira Mãe de Jesus Cristo? Prova-se que a Virgem Maria é a verdadeira Mãe de Jesus Cristo porque os profetas anunciaram que o Redentor nasceria de uma Mulher. São Paulo nos disse que chegada à plenitude dos tempos “Deus enviou seu Filho nascido da mulher”; e São Lucas, que a mulher eleita como Mãe de Jesus Cristo foi Maria: “Deus enviou Gabriel a Nazaré... a uma virgem que se chamava Maria e lhe disse: conceberás e dará a luz um filho ao que colocarás o nome de Jesus. Ele será chamado Filho do Altíssimo” (Jo 3, 15; Is 7, 14; Gl 4,4; Lc 1). d) Deus proíbe o culto a Virgem Santíssima? Deus não proíbe que demos culto a Virgem Santíssima. Deus foi o primeiro a dirigir-lhe louvor por meio do Arcanjo São Gabriel e por meio de Santa Isabel, ―Cheia do Espírito Santo‖ (Lc 1, 28 e 41-43). Quando louvamos a virgem seguimos o exemplo de Deus e) Desagrada a Cristo que veneremos a Santíssima Virgem? Não pode desagradar a Cristo que veneremos a Santíssima Virgem porque o Filho gosta que admirem e elogiem sua Mãe. Em troca os que não querem a Virgem, devem temer porque Cristo não pode tolerar que desapreciem sua Mãe. f) É certo que na Bíblia diz que a Virgem teve mais filhos? Não, a Bíblia não diz que a Virgem Maria teve mais filhos, quando fala de irmãos de Cristo. Em Mt 12, 46 e Mc 6, 3, segue o costume de então, chamar irmãos os parentes, como fazemos ao dizer: primo, tio, irmão, as pessoas que não têm esse parentesco. 6. Os Santos a) É mal venerar os Santos? Não é mal venerar os Santos, porque são amigos de Deus e a Ele gostamos honrar e que sejam honrados seus amigos; e porque os Santos não nos afastam de Deus, pelo contrário, nos ensinam com seu exemplo a amá-lo sobre todas as coisas (1 Sm. 2, 30).
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 70 b) É idolatria venerar as imagens como fazem os católicos? Não é idolatria venerar as imagens, porque os católicos não pensam que as imagens sejam deuses, mas representações ou retratos daqueles os quais dirigimos o culto que damos as imagens. c) A Sagrada Bíblia proíbe o culto as imagens? O culto as imagens como permite a Igreja Católica, não está proibido pela Sagrada Bíblia. Deus mesmo ordena pôr na arca da aliança os querubins (Ex 25, 17). O que está proibido, é adorar ídolos como faziam os pagãos que acreditavam que eram verdadeiros deuses (Ex 33, 7-30). d) Porque os católicos chamam “padre” o sacerdote, se a Bíblia disse que só a Deus devemos chamar Pai? Os católicos chamam ―padre‖ o Sacerdote, porque ele é um instrumento de que Deus precisa para comunicar a vida sobrenatural. Quando dizemos ―padre‖ para o Sacerdote, estamos chamando de Pai a Deus, a quem representa. 7. O Dia do Senhor a) Porque os católicos não guardam o sábado? Os católicos não guardam o sábado, porque Cristo que é ―Senhor do Sábado‖, deu poder a sua Igreja de mudar a celebração do sábado para o domingo por ser dia da Ressurreição de Cristo, da Vinda do Espírito Santo e o principio da Nova Aliança (Mt 12, 8; Mc 2, 27-28; Lc 6, 5; At 20,7; 1 Cor 16, 1-2; Mt 18, 1). b) Além do sábado, Cristo mudou outras coisas estabelecidas no Antigo Testamento? Sim, Cristo mudou outras coisas estabelecidas no Antigo Testamento, porque só eram figuras de que o Messias prometido viria estabelecer. Desta forma deixou a circuncisão e mudou pelo batismo e aboliu os sacrifícios de touros, novilhos e cordeiros, e em seu lugar, nos deixou o Sacrifício da Missa que é a renovação de seu sacrifício na cruz (Mt 28, 9-20; Hb10, 6-8). c) O que disse São Paulo aos primeiros cristãos que eram atacados pelas coisas que Cristo mudou para aperfeiçoar a Lei mosaica? São Paulo disse aos primeiros cristãos: ―Que ninguém critique vocês por questões de comida e de bebida, ou a propósito de festas, de novilhos ou sábados. Tudo isto é sombra do vindouro, mas a realidade é o Corpo de Cristo‖ (Cl 2, 16-17). d) Que podemos dizer aos protestantes e as seitas que nos atacam por não guardar o sábado como manda o Antigo Testamento? Aos protestantes e as seitas que nos atacam por não guardar o sábado, podemos perguntar: Porque não oferecem sacrifícios de touros e novilhos? Porque não observam outras muitas coisas que estão mandadas no Antigo Testamento? Se obriga guardar o sábado, também lhes obriga guardar todo o Antigo Testamento.
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 71 8. O fim do mundo a) Tem razão as seitas e os protestantes ao dizerem que logo o mundo vai acabar? As seitas e os protestantes que falam sobre o fim mundo não podem provar nada através da Bíblia, porque no Evangelho Cristo nos diz que Deus não quis revelar o tempo em que vai acabar o mundo, não sabemos nem o dia e nem a hora. Os protestantes desde o século XVI, vêm dizendo que falta pouco tempo e todas as vezes que apontaram datas, falharam. (Mc 13, 32-37; Mt 24, 42-50; Lc 12, 39-40) b) O que dizem os católicos sobre o fim do mundo? Os católicos dizem o que Cristo disse: ―Que não sabemos nem o dia nem a hora”, pode ser logo ou pode demorar muito tempo. Mas, devemos viver preparados porque no momento em que menos pensamos, chegará o Senhor (Lc 12, 40). 9. O Papa, o Vigário de Cristo na terra a) Quem é o Papa? O Papa é o Vigário de Cristo na Terra, é dizer, aquele que representa Cristo na Terra. b) Quem conferiu a autoridade ao Papa? Cristo mesmo conferiu sua autoridade ao Papa, ao dá-la a São Pedro, o primeiro Papa: «Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei minha Igreja. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. O ―que ligares na Terra será ligado no céu, e o que desligares na Terra será desligado no Céu‖. (Mt 16, 17-19). c) Todos nós devemos obediência ao Papa? Sim, todos nós devemos obedecer-lhe, porque é nossa Cabeça na Igreja, e o Espírito Santo lhe prometeu uma assistência especial. Por isso, o que diz o Papa em matéria de fé e moral é infalível (nunca se equivoca), e si o obedecemos, nunca erraremos. 10. Reflexões Práticas a) A propaganda que fazem os protestantes e as seitas, manifesta que vem de Deus? Não, a propaganda que fazem a maioria dos protestantes não manifesta que vem de Deus, porque não respeitam a fé dos demais; fazem um proselitismo agressivo que se baseiam na mentira, na calúnia e as vezes e interesses materiais; demonstram orgulho, desapreço e falta de caridade contra a Igreja Católica. Deus não pode estar com os que faltam com a verdade e não são discípulos de Cristo aqueles que não amam os seus semelhantes (Jo 17, 17; 2, 21; 13,35; 1 Jo 1, 9).
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 72 a) Como devem comportar os católicos com os irmãos separados? Os católicos devem tratar os irmãos separados com respeito e caridade, mas não devemos aceitar sua propaganda, nem as visitas que se obstinam em fazer; muito menos, entrar em discusões com eles porque é inútil e perigoso; e recordem que vai contra a fé participar no culto dos que não são católicos. b) O que devem fazer os católicos? Os católicos devem fazer muita oração pela unidade da Igreja seguindo o exemplo de Cristo, devemos conhecer cada dia melhor nossa Religião Católica; e devemos dar com nossa vida cristã um verdadeiro testemunho (Jo 17, 21-22). c) E os católicos que foram enganados podem voltar a Igreja Católica? Os católicos que foram enganados, não só podem voltar a Igreja Católica, como a própria Igreja os espera e se alegra com seu regresso, para que a unidade de todos os cristãos dê testemunho ante o mundo de que Cristo é o enviado do Pai (Jo 17, 21-22).
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 73 CAPÍTULO VI ÉTICA MORAL I. O pecado e sua maldade Constatamos a presença do mal em nós, mas nos custa reconhecê-lo. É um fato da vida do homem. Tendemos a pecar a causa de nossa natureza caída que nos inclina ao mal. Algumas pessoas têm vícios ou hábitos de pecados mais fortes e caem com maior facilidade nas tentações, mas outras o fazem por ignorância ou indiferença ante o mal que produz o pecado. Se alguém houvesse dito, se alguém houvesse orientado, teriam os ajudado a não cair em tantos pecados, pois, o mundo tem muitos atrativos que às vezes nos levam a desapreciar a Deus por simples egoísmo. Por isso é muito importante entender que enquanto fores missionário estarás ajudando as pessoas a reconhecerem seus pecados, estarás dando os meios para que se corrijam e com isso se aproximem de Deus, devolvendo a vida de graça. A vida de graça é a presença de Deus em sua alma, é o estado da alma com Ele em que sua relação com Deus é completamente próxima, permite sua ação e, portanto, lhe faz cada vez mais parecido com Ele. Esse estado de alma só se pode comparar com a visão de Deus no Céu. Com seu trabalho missionário aumenta a vida de graça e ajuda as pessoas a adquirirem ou a fortalecerem. Os meios para aumentar a graça são em primeiro lugar os sacramentos, principalmente a confissão e a Eucaristia, mas encontrarás com pessoas que não foram batizadas, confirmadas ou que vivem em união livre sem o sacramento do matrimônio e você estará aí para ajudá-los a receberem esses sacramentos. As boas obras, a oração e o sacrifício aumentam a vida de graça. Lembra que sem a ajuda de Deus não podemos evitar o mal, portanto, é muito importante que valorize o trabalho que estarás realizando nestes dias. 1. O que é o pecado? a. É uma transgressão da ordem querida por Deus. b. Pecamos quando escolhemos o mal. c. Ao pecar desobedecemos a consciência, desapreciamos a lei de Deus e os fins aos quais conduz, assim como ao mesmo Deus. d. Pecamos quando preferimos as criaturas no lugar de Deus. 2. Quais são as conseqüências do pecado? São muitas. Mas principalmente: a. Perdemos a paz ao afastar-nos de Deus: quando não sabemos se estamos atuando corretamente ou quando aceitamos o mal dentro de nossa vida nos falta a paz.
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 74 b. Sentimos uma profunda insatisfação: as coisas materiais não podem dar uma felicidade que dure para sempre. 3. Santo, eu? A santidade é a finalidade da moral cristã. Deus nos chama a sermos santos. A moral cristã não só se enfoca a evitar o pecado, mas sobre tudo, a dar-nos as condições necessárias para viver fazendo o bem e aspirando aos ideais mais elevados, vivendo a vida de graça. A vida moralmente boa é aquela que vive respondendo positivamente a Deus e tem como ideal identificar-se com a vida de Cristo. Por outra parte, sendo Deus o fim último do homem, só uma vida moralmente boa pode ajudar a consegui-lo. Ajuda-lhe, portanto, a viver melhor. 4. Sem caridade, nada podemos. É a virtude rainha do cristianismo, nela está a essência e o núcleo do cristianismo porque é o centro da pregação de Cristo, seu único mandato. Não se pode viver a moral cristã sem caridade, pois é esquecer o fundamental. 5. Os pecados de omissão. São todas as faltas que nascem de não cumprir com as obras de misericórdia e de não aproveitar as oportunidades que Deus nos dá para servir ao próximo. 6. O pecado do ódio. É o pecado pelo que desejamos o mal aos demais. A maldição é uma forma expressa de pecado e de ódio. 7. A inveja. Consiste em não gostar ou entristecer ante o bem do próximo. 8. O pecado do escândalo É toda ação, palavra ou omissão que se converte em ocasião de pecado para os demais. Trata-se de qualquer provocação ao mal ou de qualquer exemplo negativo que leva o próximo ao pecado. Quando caímos neste pecado, temos a obrigação de repará-lo e eliminar os maus exemplos que possam ter ocasionado. 9. O pecado da crítica Também é conhecido como a morte moral, porque é o assassinato da fama do outro ante os demais. Este é um pecado muito extenso que atenta gravemente contra a dignidade do próximo. A crítica em suas diversas formas: calúnia, difamação, juízos infundados, etc. Cria um muro de divisão entre as pessoas que escutaram e o criticado. Ante isto o cristão deve buscar falar bem dos demais. 10. O pecado da mentira Mentir é dizer ou fazer o contrário do que se pensa com a intenção de enganar. Mentir é uma falsidade intencionada ou querida.
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 75 11. Porque adorar e dar culto a Deus? Já que a moral é o meio com que o homem se aproxima mais de Deus em sua vida prática, é necessário ter uma relação próxima com Ele, que impulsione em nós o desejo de seguir o caminho que nos indica. Ao mesmo tempo experimentemos a necessidade de nos colocar em contato com Deus para: a. Agradecer-lhe os bens recebidos b. Pedir-lhe perdão por nossos pecados. c. Rogar-lhe por nossas necessidades. d. Adorar-lhe por ser nosso Criador e Redentor. Esta é a virtude de religião, pela qual exercitamos nossa relação pessoal com Deus. Existem também vários pecados contra esta virtude. 12. A magia e a superstição... idolatria, adivinhação, espiritismo,... O que tens que fazer quando encontrar com pessoas que são supersticiosas, é dizer, que dão maior importância em crenças e ritos, religiões, deuses ou crenças estranhas do que a fé no verdadeiro Deus. Este é o caso de quem pertence a seitas religiosas, dos bruxos e curandeiros e de todos os que recorrem a eles como remédio para suas dificuldades. É um pecado contra a virtude da religião. Dão-se quando rendemos um culto indevido a Deus e quando veneramos outros deuses. Também quando tratamos certas criaturas do mesmo modo que trataríamos. É um desvio do sentimento religioso. Geralmente caem nele as pessoas ignorantes ou irreligiosas. a. Culto indevido a Deus: quando usamos, no culto a Deus, ritos e elementos distintos ou estranhos aos que indica a Santa Igreja. Isto se dá frequentemente nos ritos que realizam as seitas religiosas. b. Culto falso: É a simulação ou invenção de um verdadeiro culto a Deus quando na realidade se trata de um engano. Este é o caso das inumeráveis seitas que supostamente por inspiração divina fundam novos tipos de culto. São pessoas que, para elas qualquer coisa basta para louvar a Deus sem respeitar os meios que Ele mesmo nos indicou. c. Culto indevido às criaturas: quando preferimos uma criatura no lugar de Deus. Apresenta-se de várias formas: Idolatria: Dar culto de adoração a uma criatura, que pode ser desde o dinheiro até a natureza, como algumas formas exageradas de ecologia que se vê em nossos dias. Adivinhação: Quando há invocações explícitas ou implícitas a seres espirituais ou ao demônio para pedir-lhes indicação sobre o futuro ou sobre a conduta das pessoas. Isto gera um grave desvio do trato com Deus, pois só Ele é o dono de nossas vidas e a Ele devemos confiar nosso futuro, preocupando-nos de seguir sua vontade. Espiritismo: Se trata da comunicação com os espíritos e especialmente com o demônio ou as almas condenadas.
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 76 Magia negra ou diabólica: Conhecida também como bruxaria, é quando o mago trata de obter por meio de seu contato com os espíritos um poder maior do que lhe daria a força natural. Vã observância ou vã credulidade: Quando damos poderes ou influxo às coisas ou animais. Por exemplo, o gato negro, abrir o guarda-chuva em casa, passar por debaixo de uma escada, uso de amuletos, etc. 13. A irreligiosidade É o pecado de não tomar em conta a Deus ou inclusive de faltar-lhe ao respeito na própria vida. Apresenta-se de diversas maneiras: a) A impiedade: Quando somos indiferentes aos atos de culto a Deus. Quando caluniamos, desapreciamos ou atacamos a religião. b) Tentar a Deus: Quando colocamos Deus à prova. c) Sacrilégio: Tratar indignamente os sacramentos, pessoas, objetos e lugares consagrados a Deus. d) Simonia: É o desejo ou o fato de querer comprar alguma realidade espiritual com dinheiro. 14. O matrimônio: O amor entre os esposos O matrimônio é o sacramento que une um homem a uma mulher em uma união íntima e indissolúvel, se apóiam e se ajudam, crescem no amor e colaboram com Deus para fazer crescer a humanidade. Os elementos do matrimônio são: Quando ver que falta algum destes elementos nos matrimônios que visitar: a) Diálogo: escutar e ser escutado, sem isto não há amor autêntico. b) Doação incondicional: É a única forma de expressar amor, o amor mútuo é um dos fins principais do matrimônio, junto com a procriação. c) A ajuda mútua: Cada um tem seus deveres, mas devem ajudar-se um ao outro. d) Procriação e educação dos filhos: A fecundidade é um dom de Deus que se recebe no matrimônio. O matrimônio é onde se recebe a vida e os esposos devem viver abertos para a vida. e) Os esposos podem realizar o ato sexual excluindo nele a fecundidade? A resposta é sim, mas sob as seguintes condições: O uso dos períodos estéreis da mulher. Com tudo, isto não deve ser permanente e constante. Só deve fazer por razões suficientemente graves, pois assim como o matrimônio não se deve fechar para a vida, é ilícito o conceber filhos irresponsavelmente. Jamais se devem usar métodos anticonceptivos ilícitos como: coito interrompido, meios anticonceptivos, preservativos e profiláticos, abortos e todos os meios abortivos, o uso de elementos esterilizadores, a esterilização permanente, pílulas e medicinas que produzem esterilização temporal. Ante qualquer destes casos procura ser bem claro e motive e se existe algum caso especial que não tenha resposta dizer ao Sacerdote para que lhes dê uma orientação mais adequada.
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 77 15. Como devem tratar os pais seus filhos? Pode ser que encontre com casos de pais que por descuido, preguiça ou trabalho descuidam de seus filhos, para isso recorda-lhes que estes são seus principais deveres para com seus filhos. Também deve recordar das famílias cujos pais maltratam ou exploram seus filhos. a. Os pais devem amar seus filhos. Devem buscar o melhor para eles, evitando golpeá-los ou maltratá-los com ofensas e maus tratos. b. Deve dar-lhes uma completa e adequada educação. Cuidar de sua formação espiritual, humana, intelectual e social. Devem preparar seus filhos para enfrentar o mundo que lhe espera. c. Assegurar seu futuro: Dar-lhes o sustento que precisam para viver dignamente. 16. Como tratar os pais? a. Os filhos devem amar seus pais. Este amor para com os pais deve-se manifestar externamente na forma de trato, em esculachar-los e evitar qualquer sentimento de ódio ou rancor contra eles. b. Os filhos devem respeitar seus pais. Os pais merecem sempre o respeito e nunca se deve sentir vergonha deles, nem fazer-lhes sentir mal pela falta de respeito. c. Os filhos devem obedecer seus pais. Os pais são os responsáveis pela educação de seus filhos, por isso, os filhos devem-se acostumar a obedecer seus pais, pois estes tem mais experiência e só buscam seu melhor. d. Os filhos devem ajudar seus pais em suas necessidades: Quando os pais já são velhos ou estão enfermos, os filhos tem a obrigação de cuidar e cobrir suas necessidades materiais e espirituais. 17. O que é a sexualidade? O sexo no ser humano só se pode considerar dentro da inseparável união entre o corpo e a alma. A alma, que guia todas nossas ações conscientes e livres através da vontade e da inteligência, tem também domínio sobre a atividade sexual (exceto nas ações que são um puro reflexo) e, portanto, o homem é responsável de seus atos sexuais. Desta forma, demonstra que a sexualidade entra no campo do ético, é dizer, da distinção entre o bom e o mal. A vontade tem poder sobre nossa afetividade, emotividade, sentimentos, ânsia de amar e ser amado que todo homem tem. A vontade pode orientar estas forças para o bem ou para o mal, para o amor ou para o egoísmo, para a simples busca de prazer ou para a formação de uma família. A sexualidade está em função da família e a ela deve orientar-se. 18. Os fins da sexualidade? a. O fim biológico ou pro criativo: que é a geração de novos seres. b. O fim unitivo: que é o crescimento no amor e na mútua fidelidade. Estes são os dois fins inseparáveis da sexualidade humana e ambos se cumprem dentro do matrimônio. Quaisquer dos seguintes casos implicam um pecado, portanto, convém quando identificar um destes problemas na comunidade que lhe toque visite-os e veja o
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 78 que está mal para que se corrijam. Se lhe apresenta um caso especial, algo muito difícil ou muito íntimo da pessoa converse com o Sacerdote e ele poderá te orientar melhor. 19. Os pensamentos impuros Pecados de pensamento: são todos os pensamentos, desejos, imaginações, lembranças, emoções e afetos consentidos com o fim da procura de sentir prazer sexual. 20. Falar indignamente do sexo É pecado manter um diálogo onde o sexo é o tema central, mas tratado de modo indigno, contrário aos planos de Deus. 21. A fornicação O pecado da fornicação consiste em realizar o ato sexual fora do matrimônio entre solteiros. 22. O adultério O pecado de adultério é a realização do ato sexual fora do matrimônio quando um ou os dois estão casados com outra pessoa. 23. A violação sexual O pecado da violação é a união sexual realizada pela força e com intimidação. 24. O incesto O pecado de incesto consiste em realizar o ato sexual entre parentes dentro dos primeiros graus em que está proibido o matrimônio. Pode-se equiparar também ao incesto, os abusos sexuais feitos por adultos em crianças ou adolescentes confiados a sua guarda ou educação. 25. A masturbação O pecado da masturbação é a excitação voluntária dos próprios órgãos genitais a fim de obter prazer sexual. 26. O onanismo ou a interrupção do coito Este pecado consiste em interromper a união sexual, afastando o sêmem fora para evitar a fecundação. 27. Os atos sexuais entre homossexuais Os atos sexuais entre pessoas do mesmo sexo é um pecado. 28. A bestialidade A bestialidade consiste em realizar atos sexuais com animais. 29. Os métodos artificiais de controle natal O uso de anticoncepcionais, preservativos contraceptivos, profiláticos e de qualquer meio antinatural para procurar prazer sexual, são pecados dentro e fora do matrimônio.
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 79 30. A pornografia É pecado a difusão da pornografia, promoção e assistência a espetáculos, publicações ou filmes contra o verdadeiro sentido da sexualidade. 31. Os bens materiais A prioridade privada é um direito natural que reflete duas coisas: a. A primazia do homem sobre as coisas. b. A capacidade do homem para administrá-las corretamente. Não é correto tirar do outro o que lhe pertence, mas tampouco ter o desejo de possuir bens materiais em cima do respeito às demais pessoas. O sétimo mandamento proíbe tomar ou reter os bens do próximo e prejudicá-los de qualquer maneira em seus bens. 32. O roubo O roubo é um pecado que atenta gravemente contra a justiça porque está privando de seus bens ao próximo. 33. Não dar o justo aos demais O pecado da retenção injusta consiste em reter ou conservar injustamente o que é do outro. 34. Quando ferimos ao próximo Consiste em machucar, ferir o próximo em sua pessoa ou em seus bens, seja por malícia ou por irresponsabilidade. 35. Os atentados contra a própria vida A vida é sagrada, porque só pertence a Deus, nosso Criador, e é Ele que nos dá. Quando não respeitamos nossa própria vida pecamos. 36. O excesso de álcool Em estado de embriaguez não distingue o bom do mau por isso é fácil cometer pecados graves, reduz o homem em sua dignidade levando-o ao mais baixo de si mesmo. 37. Consumo de drogas Põe em perigo grave a saúde porque criam vício e desgastam o organismo, criando danos cerebrais irreparáveis. 38. Tudo o que põe em risco a saúde, seja em esportes extremamente perigosos, tratamentos cirúrgicos não necessários, etc. 39. Os atentados contra a vida dos demais São pecados graves os homicídios, o aborto, a eutanásia, a pena de morte, o desejar deliberadamente os mal aos demais, a difamação, as fofocas, as críticas, etc.
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 80 CAPÍTULO VII LITURGIA E SACRAMENTOS 1. A vivência litúrgica e sacramental Devemos compreender a importância da liturgia como parte de nossa vida, dando-lhe o lugar que lhes corresponde aos sacramentais e aos sacramentos. A liturgia é o culto público que os fiéis tributam a Deus. Tem sua dimensão humana e a dimensão sobrenatural, por isso, podemos dizer: a) Sacramentais: nos acolhem a misericórdia de Deus (água benta, bênçãos, procissões, novenas, etc.) b) Sacramentos: nos dão a graça, é dizer que através dele permanecemos em amizade com Deus. Na liturgia nossa atitude de vida deve ser uma abertura ou imitação do que chamamos mistérios cristãos ou mistérios salvíficos, é dizer imitar Cristo a partir de sua Encarnação, durante toda sua vida e até sua Ressurreição. Estes mistérios são os mesmos que recordamos ao rezar o Rosário. Os cristãos são uma comunidade e nela vêem diferentes tendências: a) Os que rejeitam o culto em geral e a liturgia sacramental em particular, ou seja não recorrem aos sacramentos, alguns por orgulho e a maioria por desconhecer a riqueza que um sacramento contém. b) Outros pelo contrário exageram as posturas, gestos e expressões externas da liturgia e são os que conhecemos como ―chatos‖, ainda que não devemos julgar, em alguns momentos não compreendemos estas atitudes exageradas externas que nos podem levar a burlar-nos destas pessoas, sem pensar que nós mesmos podemos cair nele. O homem por ser um ser social é capaz e necessita comunicar-se com os demais, através de gestos: um aperto de mão, um beijo, etc., palavras, um ―desculpa‖... A razão disto é que o homem é uma unidade de corpo e alma e então por meio do corpo expressa e comunica o que leva em seu interior: propósitos, intenções, sentimentos e desejos, sua vida e experiências pessoais. Jesus expressa com gestos simbólicos o que quer para que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento e a plenitude do culto divino.
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 81 Ao longo da história da Salvação, que é a história do homem e a História de Deus; Deus comunicou com o homem primeiro através dos profetas, logo através de seu Filho, o próprio Jesus Cristo. Isto que nos quer dizer? Quer dizer que Cristo ou Deus o faz sempre de forma sensível, respeitando e servindo-se do que é o homem: corpo e espírito. O homem também tem que fazer sua parte, posto que, vá a caminho da salvação, deve unir-se a Cristo e com Ele tributar-se ao Pai o culto devido através dos que tem o homem: sinais e palavras e dentro destes sinais alguns ocupam um lugar especial que Cristo mesmo instituiu em sua passagem pela terra, que são os Sacramentos. Sabemos que a meta do católico é a salvação, nascemos e vimos para morrer em Cristo e alcançar a Salvação, para isto se encarnou Jesus Cristo e para isto fundou sua Igreja. Se Cristo ressuscitou e subiu aos céus, sua obra de Salvação é continuada pela Igreja e se realiza na liturgia. Não esqueçamos o que disse Cristo: ―ali estou eu no meio deles‖ Mt 18, 20. Isto nos assegura a presença de Cristo na liturgia não é um ato de magia, é Cristo mesmo presente no meio do seu povo. De um povo que ora e por isso sabemos que quando dizemos liturgia, estamos falando da oração oficial da Igreja, ainda que cada um em particular o faça de maneira íntima e simples. 2. As posturas, os gestos, os objetos e as cores. Todos os ritos litúrgicos ou cerimoniais têm elementos sensíveis que tem um significado, através do qual o homem se expressa na vida diária e adquirem um significado especial todos estes elementos em todos os ritos ou cerimônias litúrgicas. Se a liturgia é a adoração a Deus, o homem não deve sentir vergonha de participar com gestos, palavras e cantos nos atos litúrgicos. Os atos litúrgicos não são coisas de mulher que o homem vê de longe, é uma atitude que homens e mulheres por igual, devem chegar a viver. a. As posturas e os gestos do sacerdote e dos fiéis: De pé: Uma postura habitual do cristão, quer dizer que está disposto à ação. Sentados: é a postura do discípulo escutando ao mestre. (Ex. leituras e homilias na Missa) Ajoelhado: quando o homem ou a mulher se ajoelham, quando o sacerdote ou o fiel se ajoelham é uma atitude de adoração (Só se adora a Deus, a Virgem Maria venera, dá culto de hiperdulia, explicar por que as orações a Virgem se fazem pé, ex. o Ângelus, etc.) Elevar as mãos ao céu: é um gesto para implorar favores divinos Juntar as mãos: significa súplica, atitude em que expressa submissão, criatura que depende de Deus.
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 82 Bater no peito: demonstra nosso sentimento de culpa, é dizer reconhecer minha culpa ante meu Criador. b. Os objetos e as cores: Vestes do sacerdote 1. A Alva: o sacerdote põe a alva que é a vestimenta branca até o chão que se coloca quando começa a revestir-se e significa a pureza do ato sagrado que se celebra. 2. O Cíngulo: costuma ser branco, ainda que às vezes sejam da cor da casula é algo secundário, ou seja, não é importante, usa-se melhor como algo prático para cingir-se a alva. 3. A Estola: símbolo do sacerdote que deve ser colocado em qualquer ato em que esteja exercendo seu ministério sacerdotal (confissão, comunicação, batismo, etc.), é um distintivo de autoridade e é essa tira que se coloca no pescoço que pode por em duas posições de acordo com a dignidade: cruzado para os diáconos e reta para o sacerdote ordenado. 4. A Casula: é a última vestimenta que põe o sacerdote para presidir a missa, é vestida pela cabeça e deve respeitar a cor que marca o ano litúrgico. Os objetos sagrados: 1. O Cálice: é o copo sagrado em forma de taça onde se põe o vinho que vai consagrar. 2. A Patena: peça dourada ou prateada na qual se coloca a hóstia antes e depois da consagração. 3. O Corporal: é um lenço quadrado que se estende no altar desde o começo do Ofertório (que é um momento da Missa) até depois da comunhão sobre o qual se colocam o cálice e a hóstia, ou seja, aquilo que será consagrado. (Explicar que o sacerdote pode deixar fora do corporal algumas hóstias, e estas não recebem a ação da consagração ―transubstanciação‖). 4. O Purificador: lenço branco para limpar os objetos sagrados. 5. A Âmbula: copo em forma de taça onde se guarda as hóstias consagradas e que não foram usadas nessa missa. O que chamamos de Reserva Eucarística e se guarda no Sacrário. 6. O Altar: é a mesa, pedra ou outro onde celebra a Missa (Antigamente todo altar tinha uma relíquia de algum santo, mas cometeram tantos abusos e enganos, que a Igreja o suprimiu). São Paulo chama o altar cristão mesa do Senhor. O significado das cores: 1. O branco: como é natural o branco significa alegria, pureza, a vitória de Cristo sobre a morte e nas festas dos santos. É usada na Páscoa, Natal e festas dos santos. 2. O vermelho: significa sangue, o sacrifício de Cristo e dos mártires e em Pentecostes (vinda do Espírito Santo sobre os Apóstolos).
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 83 3. O roxo: significa penitência e humildade, usa no Advento e Quaresma, momentos de conversão e espera para o Nascimento de Cristo e a Ressurreição do Filho de Deus. 4. O verde: significa esperança e é usado em tempo ordinário. O tempo Ordinário corresponde dentro do ano litúrgico ao tempo entre a Epifania ou festa de Reis e quarta-feira de Cinzas e o tempo que segue para Pentecostes. A música: Procurará usar o tipo de canto e de instrumentos que a Igreja aconselha para as diferentes ocasiões, sem cair no ridículo ou melodias fora do tom. 3. Os Sacramentos Os sacramentos são necessários para a santificação pessoal, também são os atos litúrgicos mais importantes dentro da vida da Igreja. É necessário apreciar toda sua importância para nossa vida. Para muitas pessoas a vida litúrgica é: Uma carga inevitável Um conjunto de atos de piedade individuais, que não tem nada a ver com a liturgia que nos marca a Igreja. Toda postura, gestos, objetos e cores tem um significado especial dentro da liturgia e a pesar da ignorância, os costumes, a rotina ou a indiferença, há alguns atos dentro da liturgia que tem maior importância que outros estes são os Sacramentos. a. O significado = mistério, que expressa uma ação oculta de Deus por meio de um ato específico e um compromisso do homem frente a Deus. b. Definição de Sacramentos: Sinais sensíveis, ou seja, sinais exteriores que nos fazem conhecer uma realidade interior que não se vê com olhos humanos, mas com os olhos da fé podem compreender e aceitar o profundo de sua ação. Estes sinais sensíveis dão a conhecer e transmitem as graças santificantes e sacramentais. Foram instituídos por Cristo. E se realizam mediante o ministro e quem o recebe. c. Importância dos Sacramentos: Faz-nos presente a vida de Cristo e as graças necessárias para nós, segundo nossa disposição interior.
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 84 São continuidade, presença e eficácia da ação salvadora de Cristo entre os homens e prolongação da obra redentora e santificadora de Cristo. Também são provas do amor de Cristo para os homens, pois não os deixam sozinhos. Com os sacramentos se forma a Igreja, são atos da Igreja que foram dados por Jesus para que sejam ministrados por meio de seus ministros. Os sacramentos são momentos reais na História da Salvação, seja em particular ou geral. Nem todos os sacramentos são necessários para cada pessoa, mas como Cristo uniu a eles comunicação da graça, podemos dizer que todos os homens têm necessidade de alguns deles para se salvar. d. Instituição dos Sacramentos Cristo instituiu direta e pessoalmente todos os sacramentos, determinando o sinal externo correspondente, assim como a graça sacramental de cada um, nenhum sacramento foi instituído pela Igreja, ou seja, pelos homens, já que ela tem poder sobre a mesma essência dos sacramentos. Os sacramentos são sete, porque foram sete os que Cristo instituiu: 1. Batismo que faz nascer à vida. 2. Confirmação pelo que se cresce, fortifica e amadurece essa vida. 3. Eucaristia, o sacramento por excelência que alimenta a alma. 4. Penitência ou Reconciliação que cura as enfermidades da alma, ou seja, os pecados. 5. Unção dos Enfermos que dá força para enfrentar a enfermidade e prepara para a morte. 6. Ordem Sacerdotal e Matrimônio pelos quais regem a sociedade eclesiástica, conserva e acrescenta a vida humana. e. Os sacramentos são ações de Cristo: Dele, que quis estar presente para todos os homens depois de sua vida terrena. Dele, que está presente no ministro que atua por Ele. Dele que dá a força e a eficácia divina aos diversos sinais e gestos. Dele, que está presente ainda que seja de diferentes maneiras. Alguns sacramentos imprimem caráter, tais como: Batismo, Confirmação e Ordem Sacerdotal, peculiaridade que deixa uma impressão indelével na alma que põe Deus, que configura e assemelha os homens a Cristo, que implica uma maior exigência de crescimento e perfeição, esta marca que deixam estes sacramentos são o motivo pelo qual nunca se repetem. f. Matéria, forma, ministro e sujeito:
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 85 Matéria: são sinas externos que tomam da vida diária: água, pão, vinho, óleo, palavras, etc. (Ex: o pão na Eucaristia) Forma: palavras significativas que aparecem no rito de cada sacramento. (Ex: Eu te batizo em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo) Ministro: aquele que confere, deve ser um ministro legítimo da Igreja, pois não é um ato meramente humano e deve ter a intenção de atuar sobrenaturalmente. (Ex: O Bispo na Ordem Sacerdotal). Sujeito: é aquele a quem se dirige, deve estar capacitado para recebê- lo e com as devidas disposições. g. Efeitos dos Sacramentos: Todos os sacramentos que cumprem com a matéria, a forma, o ministro e o sujeito com as devidas disposições conferem graças. Identificam com Cristo. Todos dão ou aumentam a graça santificante, que é a união mais íntima que se pode ter com Deus, dom sobrenatural pelo qual se participa da vida divina, que penetra na alma, aperfeiçoando-a, modificando-a e somente se perde pelo pecado mortal, mas se recupera mediante ao sacramento da Penitência. A graça santificante se recebe inicialmente no Batismo, aumenta com a participação nos sacramentos, a oração e as boas obras. Todo sacramento confere a graça própria do sacramento chamada graça sacramental, específica, distinta em cada um como um ajuda para conseguir o fim particular do sacramento. Existem sacramentos de vivos, ou seja, os que requerem estar previamente em graça e os chamados de mortos, que são aqueles que dão à primeira graça ou que permitem recuperar a graça perdida pelo pecado. (Batismo e Penitencia) TRÂMITES E REQUISITOS PARA A RECEPÇÃO DE SACRAMENTOS SACRAMENTO TRÂMITES REQUISITOS Batismo 1. Apresentar ata de registro civil ante o sacerdote ou seu representante. 2. Assistir os pais e os padrinhos as práticas batismais. 3. Em caso de maiores de 12 anos, manifestar o desejo de ser batizados e assistir ao catecumenato (práticas de preparação). 1. Os pais têm a obrigação de que os filhos sejam batizados nas primeiras semanas de vida. Somente os pais têm o direito de levar para batizar seus filhos. 2. Padrinhos: devem levar uma vida cristã, estarem casados sacramentalmente, em caso de serem solteiros devem ser confirmados.
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 86 Eucaristia 1. Para a Primeira Comunhão: a. Apresentar a fé do Batismo. b. Assistir as práticas de preparação. 1. Para a Primeira Comunhão: a. Saber as orações básicas e os mandamentos. b. Confessar-se antes de receber o sacramento. c. Não é necessário ter padrinhos para receber o sacramento. 2. Para receber a Eucaristia de modo ordinário: a. Estar em graça de Deus. b. Ter uma reta intenção: não comungar por rotina, vaidade, compromisso, mas por agradar e cultivar a amizade com Deus. c. Preparação diligente e ação de graças. d. Dispor a comungar com fé viva, humildade, confiança, fome e sede de Deus. Reconciliação ou Penitência 1. Exame de consciência. 2. Dor de coração ou arrependimento. 3. Propósito de emenda. 4. Confessar os pecados ao Sacerdote. 5. Cumprir a penitência. Confirmação 1. Apresentar a fé do Batismo. 2. Ter a idade mínima que a Diocese marcou. 3. De preferência houver feito a Primeira Comunhão. 4. Assistir as práticas de preparação. 1. Ter um padrinho ou madrinha, que deve estar confirmado, se é casado, deve estar sacramentalmente. 2. O padrinho tem que assistir as práticas de preparação. Unção dos Enfermos 1. Estar gravemente enfermo ou na velhice. 2. Estar em estado de graça. Matrimônio 1. Apresentar a fé do Batismo atualizada e a da Confirmação. 2. Apresentar-se ante o Pároco para que autorize a cerimônia. 3. Assistir as práticas pré- matrimonias. 1. Ter a idade suficiente (homem, 18 anos, mulher 16). 2. Estar capacitado para dar seu consentimento livremente. 3. Conhecer os fins e propriedades do matrimônio. 4. Não ter estado casado anteriormente. 5. Não ter parentesco próximo.
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 87 4. A Santa Missa: O Rito Quando se assiste a Missa, a primeira coisa que se faz é, a REUNIÃO, que significa IGREJA- ECCLESIA – do grego = Assembléia Reunida. Antigamente, a preparação para a reunião de todos os que se congregava para uma celebração, se fazia com uma procissão solene. a. Explicação detalhada da Missa: Entrada do sacerdote: Entra o sacerdote quem faz uns gestos que passam despercebidos; tais como, uma genuflexão e um beijo ante o altar. Estes gestos têm um sentido muito importante e relevante. A Missa é celebrada em um altar = alto, presidido por um crucifixo imprescindível, já que se leva a cabo o sacrifício da Cruz, portanto, é uma recordação para o sacerdote e fiéis, do que vai se suceder. A inclinação do sacerdote é o primeiro ato de adoração e reverência. O beijo no altar significa o beijo a Igreja. Rito introdutório: A missa começa com o sinal da cruz, símbolo do cristão que indica nossa fé na trindade, a qual deve ir acompanhada internamente da deliberada e consciente confissão de nossa fé. Depois, o sacerdote abre os braços em sinal de saudação, com uma saudação a Deus e com outra ao povo. As frases que pronuncia significam a união entre o sacerdote e o povo: ―O Senhor... E com teu espírito‖. Atos penitenciais: o sacerdote junta as mãos em sinal de humildade, se faz o primeiro silêncio da Missa, silêncio de reflexão entre o convite do sacerdote a arrepender-nos. Estes atos concluem depois de ter manifestado uma atitude de humildade, um reconhecimento de nossa condição de pecadores e de ter pedido misericórdia com a absolvição do sacerdote, mas, não para pecados graves. Segue o Glória, canto de louvor todos os domingos exceto os da Quaresma, Advento. Além dos dias sublinhados como festas. 1. A primeira parte essencial da Missa: A Liturgia da Palavra: Se leva a cabo no púlpito. É uma das partes mais importantes da Missa. Na Missa diária, tem uma só leitura. Os Domingos e dias de festa têm duas leituras, sendo a primeira, geralmente, de Fatos, Cartas, Novo Testamento. Entre a primeira e a segunda, se recita o Salmo Responsorial, parte de canto e parte de meditação. A resposta ao Salmo é para favorecer a meditação. Nesta parte, os fiéis permanecem sentados com uma atitude de atenção, tem que escutar com veneração. Segue o Aleluia, canto de alegria, preparação para o Evangelho; tem movimento no altar, o sacerdote vai ao púlpito. A Missa continua com o Evangelho. Antes de sua leitura, o sacerdote junta as mãos e com grande recolhimento, diz: ―Purifica Senhor meu coração e meus lábios para que possa anunciar dignamente teu Evangelho‖. Este deve ser lido pelo ministro, em caso de que seja um diácono quem o leia, deve pedir-lhe sua benção ao sacerdote. Um
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 88 sacerdote não lhe pede a benção a outro, só ao Bispo. Escuta-se com atenção e com as devidas disposições: humildade, atenção e piedade, se depositarão no interior de cada fiel, uma nova semente, sem importar quantas vezes escutou o mesmo Evangelho, sempre haverá algo novo. Ao finalizar o sacerdote diz: ―Esta é a Palavra de Deus‖ e beija o Evangelho dizendo: ―Por ter lido se purifiquem nossos pecados‖. A Homilia, momento muito importante para a vida prática dos fiéis; não se pode omitir em domingos e dias festivos. Na leitura da Sagrada Escritura, fala Deus; na Homilia, fala a Igreja, depositária da Revelação, com a assistência do Espírito Santo para que interprete retamente a Escritura. Tem que escutar com uma atitude ativa o que a Igreja quer dizer por meio do sacerdote, não tem que julgá-lo. A Homilia é uma catequese, não deve falar de outros temas que não sejam referentes a fá e a salvação. Se não tem homilia, deve ter um silêncio meditativo depois do Evangelho. O Bispo prega sentado com báculo e mitra. O Credo, nossa profissão de fé. Professam-se doze artículos, manifestando a fé em Deus, só se reza em domingos e dias festivos. No Natal e no dia da Encarnação, se ajoelha quando se diz: ―... Se encarnou de Maria, a Virgem‖. A Oração dos fiéis: Todas estas orações são de petição. Os fiéis oferecem suas petições ao Senhor. Podem se feitas pelos fiéis. Sua finalidade é pedir a Deus pelas necessidades da Igreja: a) Uma deve ser por toda a Igreja Universal. b) Outra pela hierarquia, o Papa e os Bispos. c) Pelos governantes. d) Pelos pobres e necessitados. e) Pela Igreja particular ou local. f) Podem ter mais, mas não em demasia. A introdução e a conclusão devem ser feitas pelo sacerdote. A preparação das Oferendas: É levado ao altar, o mais conveniente é que os fiéis os levem. São o vinho e o pão. É recolhida a esmola, a qual também é uma oferenda. O sacerdote prepara o altar, estende o corporal, se tem cálice o destampa. O sacerdote recebe as oferendas do povo. Com as oferendas, a assembléia não só oferece o material, mas que simboliza a entrega do cristão, sua total disponibilidade ao que Deus lhe tem destacado. Entrega os dons que Deus deu a cada um, tudo se coloca a disposição. Oferecimento do pão e do vinho: O pão e o vinho se oferecem separados. O vinho é preparado pelo sacerdote que adiciona umas gotas de água dizendo: ―Que assim como a água se mistura com o vinho, participemos da divindade Daquele, que quis compartilhar nossa humanidade‖. Existe um simbolismo entre o pão e o trabalho, além de que, no pão tem muitos grãos de trigo. E como disse São Paulo: ―Porque o pão é um, somos muitos em um só corpo, pois todos participamos desse único pão‖ (1 Cor 10, 17). O vinho se obtém da videira, pisando e repisando, símbolo de dor, de sofrimento e se oferece para convertê-lo no Sangue de Cristo por desejo de expiação. Com o pão e o vinho se oferece o trabalho, o descanso, as alegrias, as contrariedades; mas sobre tudo, o desejo de que
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 89 Deus aceite cada um com suas misérias, e os transforme com sua Graça até assemelhar-nos com seu Filho. O lavatório das mãos: Com este gesto o sacerdote, uma vez mais, expressa seu desejo de purificação e limpeza interior. Esta ação indica que se deve estar puro de todo o pecado, lavar as mãos para purificá-las. O sacerdote diz: ―Lava de todo meu delito, Senhor, limpa meu pecado‖. Oração sobre as oferendas: O sacerdote abre os braços e diz: ―Orai irmãos...‖, recordando os fiéis que também eles oferecem junto com Ele, o sacrifício, que não devem nem podem ficar a margem. É lida a oração das oferendas que expressa a Deus, de modo oficial, os sentimentos e desejos dos fiéis, da Igreja em relação às oferendas, suplicando que as recebam e depois de santificá-las, conceda os bens espirituais que emanam do sacrifício. 2. A segunda parte essencial da Missa: Liturgia Eucarística: Costuma chamar cânon = regra. Começa com o Prefácio, que é um canto. Tem diferentes prefácios, uns provém da Igreja oriental, outros da romana, isto tem o fim de unificar a Igreja. É uma exortação ao elevar os corações deixando todo o mundano porque em alguns momentos Deus irá se fazer presente. Se agradece a Deus por sua preocupação pelos fiéis, dando graças segundo a festa. Não se dá graças por coisas materiais neste momento, mas porque fortaleceu a debilidade humana e,pois, com a morte não se perde a vida. Logo, o sacerdote nos convida a louvar (Hosana), junto com os anjos e arcanjos, e a dar as boas vindas a Cristo que está por vir. Depois vem a invocação do Espírito Santo ou Epíclesis, o sacerdote ao colocar as mãos sobre o cálice é o momento para que os fiéis se ajoelhem. Segue com a Anamnésia, para recordar a comemoração do mistério Pascual. Oferecimento da Vítima Divina. Narração da instituição da Eucaristia: O cânon pode variar, mas, as palavras não variam na narração. Ao terminar a narração, e antes de formular as palavras da Consagração, o sacerdote se inclina sobre o altar com o fim de separar o que era uma narração e o que vai suceder. O sacerdote eleva primeiro o pão dizendo as palavras da Consagração, faz uma genuflexão, eleva o vinho dizendo as palavras correspondentes e volta a fazer uma genuflexão. A Consagração é o ponto a celebrar o sacrifício da Cruz. Ao terminar o sacerdote diz: ―Este é o mistério da nossa fé‖, como convite aos fiéis que se aderiram conscientemente ao mistério da Igreja. Nesta parte se pede pelos vivos, pelos santos, comemoram aos defuntos e o sacerdote faz sua petição pessoal. O rito da consagração termina com as palavras: ―Por Cristo, com Cristo e em Cristo, toda honra e toda a glória agora e para sempre‖, é a glorificação da trindade (doxologia). Analisa-se este é o objetivo da criação: a Glória de Deus.
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 90 3. Rito da Comunhão ou Oração Eucarística: A consumação do sacrifício, o banquete. Começa com o Pai Nosso. A oração por excelência que Jesus nos ensinou. Suas sete petições tomam um sentido especial quando se recita, poder sentir-se filhos de Deus, contém tudo o que se dá no sacrifício da Missa. Orações pela paz: Se pede a paz na oração que enlaça com o Pai Nosso e a que em seguida se dirige a Cristo. Não se pede uma paz externa, mas interna. Uma paz que exige valor, que é uma luta contra o pecado. Pode- se resumir no encontro da Salvação. Quando se dá a paz, deve-se ter uma verdadeira disposição a isto, nenhuma palavra mencionada na Missa é formulário. A Fração do pão: o sacerdote parte a hóstia consagrada em três. A menor junta com as demais. Invoca-se ao Cordeiro de Deus, que é o que tira o pecado, o destrói e que por seu sacrifício é ele que dá a possibilidade do desprendimento dos pecados. O sacerdote reza uma oração com sentimento de humildade, pedindo que o livre de qualquer falta e que cumpra seus mandamentos. A recepção do sacramento, a Comunhão: Se não houvesse comunhão, a Missa seria incompleta, não pode esquecer que Cristo na Última Ceia, nos exorta a isso. O sacerdote comunga primeiro, logo a distribui aos fiéis, que devem estar conscientes do que vão fazer. Rito de purificação: Depois de ter distribuído a Comunhão, limpa ou purifica os objetos sagrados, com o fim de que o corpo e o sangue de Cristo não sejam mal utilizados ou sem a reverência que merecem. A ação de graças: É elementar de ficar um momento para dar graças a Deus, que está dentro dos que o receberam, e agradecer-lhe todos os benefícios recebidos. Deve de ter uma postura de recolhimento. A oração pós-comunhão: Se recita e relaciona a liturgia com a Comunhão. Logo, o sacerdote despede dos fiéis e dá sua benção, indicando-lhes, de seguir vivendo a Missa. A Missa é um mandamento da Lei de Deus: Santificar as Festas. Porque é celebrada no domingo? Porque é o dia que Cristo ressuscitou e porque é o dia de Pentecostes. As vestimentas do sacerdote A alva O cíngulo
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 91 A estola A casula. Objetos sagrados O altar O cálice A âmbula A patena O corporal O purificador Sobre o púlpito está o Livro das Leituras A Casula é branca nas festas de Natal, Páscoa e nas festas de Nossa Senhora ou em outras solenidades senhaladas pelo calendário litúrgico
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 92 A ÂMBULA é uma grande taça consagrada que contém as hóstias. A casula é vermelha na festa do ESÍRITO SANTO que chama PENTECOSTES, a Sexta-feira Santa e nas celebrações dos Mártires. Sobre a patena está o pão = A HÓSTIA O CACHO de uva nos dá o suco para fazer O VINHO. A CASULA é verde nos dias ordinários. Nas GALHETAS há vinho e água. A um lado do sacrário que tem uma LÂMPADA ACESA que indica Jesus está presente. O CORPORAL, de tela branca, está sob o cálice. A um lado do altar o PÚLPITO Sobre o altar está o MISSAL
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 93 O cálice é secado com o PURIFICADOR No centro do altar está o CRUCIFIXO A casula é roxo em advento e quaresma – vestimenta especial- Ambos os lados de Jesus estão as VELAS acesas A ESPIGA DE TRIGO nos dá a farinha para fazer a HÓSTIA. O CÁLICE, copo especial consagrado A PATENA é um prato especial consagrado O ALTAR é uma mesa especial onde se celebra a MISSA PALIA Próximo do altar está o SACRÁRIO LAVA MÃOS Manustérgio: Serve para que o sacerdote seque as mãos ao purificar-se antes da consagração.
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 94 CAPÍTULO VIII AS SEITAS 1. Oração da fé Eu creio Senhor, em Ti Que é a Verdade Suprema. Creio em tudo o que me revelou, creio em todas as verdades que crê e espera minha Santa Mãe a Igreja Católica e Apostólica. Fé na qual nasci por tua graça, fé na qual quero viver e lutar fé na qual quero morrer. 2. Súplica pelos que deixaram a Igreja Católica Oh, Jesus, Te peço humildemente por todos meus irmãos e irmãs que se afastaram da Igreja Católica. Que voltam a ver e a revisar as razões que os moveram a fazer tal coisa. Iluminai-os e motiva-os para a conversão. Que regressem sem medo ao seio da Igreja Católica, sua verdadeira Mãe! Que regressem ao seio da Igreja Católica, que os espera com os braços abertos para que reencontrem a Ti! Que regressem para reencontrar sua Mãe, a Santíssima Virgem de Guadalupe! Que regressem a Igreja Católica onde se encontra a plenitude da verdade revelada e os meios de salvação! Que regressem a Igreja Católica onde se encontra a verdadeira tradição cristã! Que voltem a estar unidos a vida verdadeira! Amém. 3. Defender a fé Na exortação apostólica ecclesia in América afirma: ―É necessário que os fiéis passem de uma fé rotineira a uma fé consciente, vivida pessoalmente. A renovação na fé será sempre o melhor caminho para conduzir todos a Verdade, que é Cristo‖ (n. 73). Por isso, é essencial desenvolver em nossas Igrejas particulares uma nova apologética para o povo, a fim de que compreendam o que ensina a Igreja e assim possam dar razão de sua esperança (cf. 1 P3. 15). Em um mundo onde as pessoas estão submetidas à contínua pressão cultural e ideológica dos meios de comunicação social e a atitude agressivamente anti-
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 95 católica de muitas seitas, é essencial que os católicos conheçam o que ensina a Igreja, compreendam esse ensinamento e experimentem sua força salvadora. Sem essa compreensão faltará a energia espiritual necessária para a vida cristã e para a obra de evangelização. Tem que ter em conta que a defesa da fé é uma exigência, não um adorno. Dada à natureza racional do homem, seu caráter reflexivo exige uma resposta reflexivo-racional, a essa fé. Quem é o defensor da fé (o apologista)? Um católico que busca a santidade: o apologista deve ser um cristão convencido da necessidade de ser santo, pois é o exemplo, o que conquista as conversões e move os corações obstinados, duvidosos ou machucados. Um católico desejoso de transmitir as razões de sua fé, consciente das necessidades e lacunas na formação de muitos católicos, por um lado, e por outro, da quantidade de ataques a Igreja e a seus membros. Um católico informado na sua fé: aqui mais que nunca vale a frase de que ―ninguém dá o que não tem‖. Por isso é consciente da necessidade de ter uma boa formação na doutrina católica, com o olhar posto na defesa da fé, primeiro da própria fé e logo na dos demais. O católico testemunho de sua fé e não só um transmissor de informações com as que não se identifica. Um católico defensor da fé, consciente de que os ataques a Igreja sempre existiram, e especialmente em nossos tempos parece que se multiplicaram as frentes contra ela. Um católico coerente com sua fé, consciente de que as palavras movem, mas, o exemplo arrasta, procura demonstrar seu comportamento e suas obras, o convencimento da excelência da doutrina e moral católicas. É um católico que empatiza para poder escutar seus argumentos, compreender a origem dos mesmos e responde a eles com suficiente prudência e informação, mas, sobre tudo, acolhe ao outro com o desejo sincero de ajudá-lo no caminho da fé. Como complemento do anterior, o apologista deve ser ante tudo um apóstolo testemunho da fé. O motivo que deve caracterizar em seu zelo apostólico deve ser o desejo de aproximar o maior número de pessoas a Deus e a Igreja. 4. Conhecer os argumentos e os pré - juízos contra a Igreja O que necessitas aprender são os argumentos que utilizam os grupos que atacam a Igreja. Existe muita literatura anti-Católica que as mesmas seitas presenteiam. Uma vez que lê-las e analisá-las deve buscar respostas e nunca ficar com a dúvida.
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 96 Não acreditar que por conhecer a Bíblia, ou ter uma boa formação pode responder de imediato aos prejuízos que te apresentam, já que não está tomado das Escrituras, mas da falta de conhecimento e manipulação da doutrina Católica, ou da mesma Bíblia. Existem muitos livros católicos muito bons que reúnem todos os argumentos anti-Católicos, e suas respectivas respostas e fundamentos, que nos orientam sobre os documentos nos que nós podemos fundamentar para ter um bom diálogo com os protestantes. O conhecer todos estes argumentos é muito útil porque com isso poderá dar conta que é o que lhe ensinam os membros de seus grupos, geralmente são erros doutrinais muito graves, e inclusive heresias que não tem nenhum fundamento, mas que são produtos da má interpretação Bíblica ou o desconhecimento da Teologia e a Doutrina Católica. Também poderá encontrar livros especializados em respostas Católicas, precisamente para poder desfazer os pré-juízos que muitos dos grupos protestantes têm da Igreja Católica. 5. Dialogar, não discutir. Como dialogar com os irmãos separados? A fé se fortalece dando-a... e não escondendo-a atrás da porta. 1º. ESTUDA Para dar razão de tua fé é necessário conhecê-la, entendê-la e vivê-la. 2º PREPARAR-TE Para a batalha da fé é necessário estarem armados. Conhecer o Catecismo, a Bíblia e tua fé. 3º CONHECER A DOUTRINA DAS SEITAS A doutrina dos evangélicos e outros protestantes é como o queijo guryere sabe bem, mas, está cheio de buracos. 4º PREPARA-TE PARA SER TOLERANTE Pensa que eles têm às vezes, razões muito poderosas que nos fazer pensar de maneira diferente. 5º COMEÇA ORANDO Peça a inspiração e a luz ao Espírito Santo. 6º TOMA A INICIATIVA Peça que não fale mal da tua Igreja nem dos sacerdotes (respeito ante tudo). Peça-lhe que pratique um pouco de suas crenças, do seu fundador, dê o motivo para entrar nesta Igreja.
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 97 Fala do que te convence e atrai na Igreja Católica, de suas certezas de fé. 7º PERGUNTA O melhor método para dialogar com os protestantes é perguntar, já que você iniciará com suas perguntas, muitas reflexões que talvez a pessoa nunca pensasse. Os evangélicos, testemunhos de Jeová, mórmons são bons para debater o tema que sabem de memória, mas se os tira daí, voltam vulneráveis, pois não conhecem a profundidade da fé, mas que somente estão condicionados a aprender de memória o que lhes ensinam seus pastores. Coloca-se no campo que interessa e que conheça. Acordem um só tema e sobre ele, dialoguem; nunca permita que brinquem com um tema ou outro, (essa é a sua tática), só lhe confundirá. Tenha preparadas perguntas, por exemplo: Quando Cristo fundou sua Igreja? Quantas Igrejas fundou Cristo? Conhece a profundidade da Igreja Católica? Quem elaborou o cânon das Sagradas Escrituras? Quando era católico conhecia e praticava sua fé? Que apostolado realizava quando era católico? Somente fala com uma pessoa, não permita que entrem no diálogo, outras pessoas que geralmente acompanham seu interlocutor. 8º DEIXA DEUS ATUAR Seu trabalho é estabelecer o ponto de confiança, Deus é o único que pode tocar seu coração. Se você não está convencido não poderá convencer ninguém. 9º AMA A VERDADE Se não sabe: diga, ―não sei...‖ e acrescente que procurará saber para explicar na próxima vez em que os ver. Não se envergonhe de não saber algo, a humildade move mais que a soberba. Se assinalarem erros da Igreja, reconheça, mas esclareça que 100% dos erros são humanos, e não deixa de ser por isso a Igreja de Cristo. Apresenta-lhes a outra cara da verdade, o heroísmo dos mártires, o zelo dos seus missionários, a caridade de tantas mulheres consagradas ao serviço dos pobres, etc. 10º CONVIDE PARA SUA IGREJA Talvez essa pessoa nunca recebeu este convite. Lembra que o Bom Samaritano levou o ferido para a pousada. Fale a Jesus na Eucaristia dele. RESPEITO, CARIDADE, TOLERÂNCIA E AMOR AO PRÓXIMO!
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 98 6. O que dizem as Testemunhas de Jeová SOBRE TESTEMUNHAS DE JEOVÁ CATÓLICOS a. A Bíblia A Bíblia, somente como traduzem os Testemunhas de Jeová, é Palavra de Deus. A Bíblia pode ser estudada em suas publicações, estas também são palavras de Deus. A Bíblia, tal como se lê na Igreja Católica junto com a tradição, é Palavra de Deus (2 Tm 3, 14-16; 1 Tm 6, 3-6; Ap 22, 18-19). b. Deus Não existe a Santíssima Trindade. Cristo não é Deus, nem ressuscitou, nem nos salva. É só um homem ou um anjo, só um profeta, é o Filho de Deus, não Deus. O Espírito Santo não é Deus, nem pessoa, mas força de Deus. Existe a Santíssima Trindade. Deus é o Pai, o Filho e o Espírito Santo (Mt 28, 19). Cristo é Deus e homem verdadeiro, morreu e ressuscitou para salvar-nos. Não é nem só homem, nem um anjo, nem só um profeta (Jo 1, 1-5, 18; 10, 30). c. A Santíssima Virgem Não é a Mãe de Deus. Não é virgem, teve muitos filhos. Não é imaculada, nem subiu ao céu. É a Mãe de Deus; pois deu a luz a Cristo que é Deus e homem (Jr 1, 43). É a sempre virgem, não teve mais filhos que Cristo (Jo 19, 25-27). É imaculada, pois Deus a fez ser concebida sem mancha do pecado original; ao final de sua vida a fez subir ao céu e corpo e alma (Gn 3, 15; Lc 1, 28, 48; Jo 1, 13).
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 99 SOBRE TESTEMUNHAS DE JEOVÁ CATÓLICOS d. A Igreja Católica Todas as Igrejas cristãs são más e a pior de todas é a Católica. O diabo fundou a Igreja Católica. Os sacerdotes são o demônio. Os cristãos de boa fé que se encontram nas Igrejas cristãs de alguma maneira se unem a Cristo; mas só a Igreja Católica incorpora a Ele plenamente. Esta Igreja é constantemente santificada pelo Espírito Santo (Mt 28, 18-20). Cristo fundou a Igreja Católica unicamente (Mt 16, 18-19). Os sacerdotes católicos são eleitos por Cristo para serem seus representantes (At 20, 28-30; Tt 1, 5-9; 1 Pd 5, 1-4). e. A justificação (a graça) É e consiste na capacitação par pregar o Reino de Jeová. Um que se ganha o paraíso pregando este Reino nos mil anos de felicidade que virão. É e consiste em que Cristo por sua morte e ressurreição nos deu o presente (a graça) de ser filhos adotivos de Deus; apaga assim os pecados e nos faz herdeiros do céu (Rm 4, 23-25; 8, 14-17; 1 Jo 3, 1-2). Um se ganha o paraíso com a graça de Deus e as boas obras. Todos nós temos a obrigação de anunciar sempre esta maravilha. Isto é evangelizar (Tg 2, 14-17; Ef 2, 10; Ap 14,13). f. A Pátria As autoridades civis são diabólicas. É proibido defender a Pátria com as armas. É proibido saudar a bandeira. Seu governo é Teocrático (só Deus os governa). As autoridades civis legítimas recebem sua autoridade de Deus através do povo; já que toda autoridade vem de Deus (Rm 13, 1-7; Tm 2, 2). É obrigação defender a Pátria, ainda com as armas se for necessário. Deve-se honrar a bandeira, como símbolo da Pátria. g. As imagens Não é bom ter imagens, nem de Deus nem de É bom ter imagens de Deus e de seus santos (Ex 25,
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 100 ninguém. Ter imagens e render-lhes culto é idolatria. 18;1 Rs 6, 30-32). Ter imagens e render-lhes culto na é idolatria; pois representam Deus a quem se adora e aos santos que veneramos (Cl 1; 15-16). h. Os sacramentos Não são de origem divina. São inúteis. O batismo é uma mera cerimônia externa de incorporação à comunidade. O matrimônio não é sacramento e se dissolve por adultério. Cristo não está presente na hóstia consagrada. São de origem divina: Cristo instituiu 7 sacramentos para nossa salvação. O Batismo é algo interno e profundo que apaga o pecado original e nos faz filhos de Deus (Rm 6, 3-4; Gl 3, 26-29; Cl 2, 12). O matrimônio entre batizados é sacramento e nunca se dissolve (Mt 19, 3-6). Cristo está presente na hóstia consagrada com seu corpo, sangue, alma e divindade. Se faz presente na Missa por mandato do mesmo Cristo para que ao comungar participemos da Redenção (Lc 22, 15-23; Mt 26, 26-29). i. A segunda vinda de Cristo Foi invisível em 1914. Veio lutar contra o demônio. Os Testemunhas de Jeová, como profetas, preparam sua próxima vinda. Terminado este mundo, começa o milênio de felicidade aqui na terra, antes. Será visível o fim do mundo quando vir julgar os vivos e mortos (Mt 25, 32ss). Todos nós devemos nos preparar para a segunda vinda ainda que não saibamos quando seja; nem Cristo revelou nem os anjos conhecem (Mt 24, 36; Mc 13, 32).
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 101 7. O que dizem os Mórmons SOBRE MÓRMONS CATÓLICOS a. A Bíblia A Bíblia não é a única revelação de Deus. Têm muitas outras e segue tendo-as. A Bíblia, tal como se lê na Tradição da Igreja Católica é a única revelação que Deus nos faz (Gl 1, 6-9; 2 Tm 3, 14-16; 1Tm 6, 3-6). b. Deus Deus era antes homem. Os homens podem chegar a ser deuses. O Pai e o Filho têm o mesmo corpo, o Espírito, não. O Pai vive em um planeta chamado Kolob. O Pai é Adão. Deus uno e Trino sempre é, foi e será Deus (Dt 6, 4; Gn 1, 1-2). Os homens receberam a capacidade de ser filhos adotivos de Deus, ficando sempre homens, sem converter-se em Deus (Gn 3, 1-19; Jo 1, 12ss). O Pai não tem corpo, nem o Espírito Santo, só tomou corpo o Filho de Deus; para salvar-nos (Jo 4, 21; Dt 4, 15-19). Deus criou o homem. Adão é o primeiro homem (Gn 1, 26-27; 2, 7-15). c. Cristo Cristo é um homem, pode-se chamar Deus, como é deus José Smith, fundador dos mórmons. Maria não é virgem. Cristo foi concebido da união do Pai, Adão, com Maria. Cristo se casou, teve várias mulheres por vez, foram Marta, Maria e Maria Madalena. Cristo é homem e Deus verdadeiro, é uma só pessoa com duas naturezas, a divina e a humana. É a segunda pessoa da Santíssima Trindade que se fez homem para nos salvar, sem deixar de ser Deus (Jo 1, 1-5, 18). Maria é a sempre virgem (Lc 1, 26-38). Cristo foi concebido sem concurso de varão pela Virgem Maria, por obra do Espírito Santo (Lc 1, 34-47). Cristo foi celibatário e nunca se casou.
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 102 SOBRE MÓRMONS CATÓLICOS d. A Igreja Cristo fundou sua Igreja definitiva nos Estados Unidos no século VI. Os apóstolos da Palestina, no século primeiro, falharam para Cristo e se colocaram a perder. A única e verdadeira Igreja é a mórmon, e nela a única autoridade reside nos sucessores dos que Cristo pôs a frente dela nos Estados Unidos. A pior Igreja é a Católica, é a Igreja de Satanás.... É obrigação absoluta pagar a Igreja mórmon o 10% de todas as entradas. A verdadeira Igreja é a do Cordeiro, é a Igreja de Jesus Cristo e dos Santos dos Últimos dias, que é a Igreja Mórmon. Cristo fundou sua Igreja definitiva na Palestina no século I (Mc 3, 13-19). Os apóstolos na Palestina, não falharam para Cristo nem colocaram a perder. Sobre eles, com São Pedro a liderança, Cristo fundou sua Igreja para sempre, e esta durará assim até o fim do mundo (Mt 28, 16-20). A única verdadeira Igreja é a Católica. Sua única autoridade são os sucessores legítimos de São Pedro e os Apóstolos que são o Papa e os Bispos. Estes com seus colaboradores, os sacerdotes, sustentam a Igreja verdadeira até o fim do mundo. A Igreja Católica é santificada continuamente pelo Espírito Santo (Mt 16,18-19;Tt 1, 5-9) Tem obrigação de participar e comunicar os bens entre todos os membros da Igreja e de sustentar seus sacerdotes e os trabalhos pastorais (Hb 2, 43-47; 1 Cor 9, 8-14; 1 Tm 5, 17-22). e. O homem Não existe o pecado original. A alma é o filho espiritual de Deus e algumas de suas deusas. A alma nos dá no momento do nascimento. Se salva dando-lhes um corpo. A mulher que tem que estar totalmente submetida ao homem. Existe o pecado original com o que todos os homens nascem e é apagado pelo Batismo (Gn 3, 1-24; Rm 6, 1-11; Cl 2, 12) As almas são criadas por Deus mesmo no instante da concepção (Gn 2, 7). Se salva a alma e o corpo pela Redenção ao aplicar os méritos de Cristo (Cl 1, 14; Mc 10, 45; Ef 1,7; Mt 20,28). A mulher e o homem têm os mesmos direitos humanos e ela nunca deverá ser escrava do homem (Gn 1, 27;2,23; Mt 19, 4-5). f. O Batismo Não tem que batizar as crianças pequenas. Tem que batizar as crianças pequenas para que
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 103 Tem que batizar-se pelos mortos que não se tenham batizado. quanto antes se apague o pecado original e comecem a ser filhos de Deus (Hb 16, 15, 31-33). Os mortos já estão julgados por Deus; o que podemos fazer por eles é encomendá-los a Deus (2 Mc 12, 44- 45; Lc 23, 39-43). g. Eucaristia Cristo não está presente na hóstia e no vinho consagrados. A Ceia do Senhor deve ser celebrada só com água e pão não com vinho. Cristo está presente na hóstia e no vinho consagrados como nosso Redentor; aquele que comunga participa da Redenção (Lc 22, 19-20; Mt 26, 26). A Ceia do Senhor, a Missa, celebramos com pão e vinho seguindo o mandato de Cristo. O pão e o vinho se convertem em seu Corpo e em seu Sangue (1 Cor 11, 23-26; Mc 14, 22-25). h. O inferno Sim tem inferno e lá são conduzidas as almas dos que não pertencem a Igreja do Cordeiro, é dizer, para a Igreja Mórman. Existe um inferno e é para sempre. Assim é eleito livremente a quem com sua conduta deseja estar sempre separado do amor de Deus (Mt 25, 31-46; Mt 13, 50; 18,8;25,41) Os pontos doutrinais dos mórmons foram tomados dos seguintes livros: Doutrina e Pactos. Birgham Young. Journal of Discourses. The King Follet Discourse. Discurso do enterro de King Follet.
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 104 8. O que dizem os Evangélicos SOBRE EVANGÉLICOS CATÓLICOS a. A Palavra de DeuS Na Bíblia, a Palavra de Deus chega a nossa própria língua, sem perder sua autoridade divina e sem necessidade de outra autoridade que a garantisse. Na Bíblia a Palavra de Deus nos chega de acordo à mentalidade, estilo e linguagem dos escritores sagrados, sem perder sua autoridade divina, mas para reconhecê-la sem equivocar-mos, necessitamos da Tradição e o Magistério da Igreja (Lc 1, 1-4; 2Pd 1,20). b. A Tradição Crêem no acreditavam os cristãos dos 6 primeiros séculos. Recusam qualquer tradição atual. Cremos naquilo que acreditavam os cristãos dos 6 primeiros séculos e que vem transmitindo e desenvolvendo até nossos dias, pela Tradição e pelo Magistério vivo da Igreja (2 Ts 15, 2; Tm 2, 2; 1 Cor 11, 23). c. O homem O homem está totalmente corrompido: todas suas obras são más; até as que procedem da fé, é totalmente incapaz de alcançar a salvação. Sua cultura é má; o Evangelho não tem que interpretar o modo de viver da gente; é outra coisa: o anúncio novo e distinto de salvação. A culpa das injustiças sociais tem os que não se converteram: só deverá convertê-los para que cessem. A conversão consiste em ter a experiência de que o Espírito Santo nos uniu intimamente com Cristo. Esta é a submissão total a Deus e a ruptura com toda a vida anterior; se não faz assim, se recusa a Deus. Convida Cristo a tomar controle total da vida, recusando a própria liberdade; por conseqüência, O homem não está totalmente corrompido: é essencialmente bom ainda que inclinado ao mal; não todas suas obras são más e ajudado pela graça de Deus é capaz de alcançar a salvação (Gn 2, 4-25; Sal 8). A cultura humana tem aspectos bons e aspectos ruins. O Evangelho, para ser anúncio de salvação, tem que ser critério para interpretar o modo de viver humano (Mt 5, 1-12). A culpa das injustiças sociais tem o homem pecador que criou estruturas de pecado para oprimir seus semelhantes; terá que promover sua conversão uma vez com o desaparecimento de tais estruturas (Jo 1, 29; Rm 7, 13-25). A conversão é uma graça de Deus na qual, por uma moção do Espírito Santo, o homem livremente
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 105 todas as ações estão controladas por Cristo. responde a Deus, afastando-se de seu pecado e entrando em comunhão com o Senhor. Submete-se totalmente a Deus rompendo com os pecados, endireitando e corrigindo assim sua vida anterior (Lc 19, 1-10; 15 11-32). d. A Igreja A Igreja é algo espiritual, formada pela Palavra e pelo Espírito e consiste na comunidade dos convertidos que experimentaram a relação íntima com Cristo e cujos corações só Deus conhece. O que importa é a experiência da relação íntima com Cristo, sem ela, pertencer a Igreja não tem importância. Os sacerdotes na Igreja são intermediários entre Deus e os homens que atrapalham a relação com Deus. Não tem que aceitá-los. Os sacramentos também atrapalham esta relação imediata com Cristo. Cristo instituiu só dois sacramentos; o Batismo e a Ceia do Senhor, os demais são ritos da Igreja e são: a Confirmação, a Ordenação, a Consagração, o Matrimônio e o sepultamento. A autoridade são os Pastores que cuidam e ajudam os fiéis, pregam no templo e podem estar casados. A Igreja é uma multidão congregada na unidade do Pai, do Filho e do Espírito Santo, que reconhece como seus pastores o Papa e os Bispos em comunhão com ele; os obedece, professa a mesma que eles ensinam e recebe deles os mesmos sacramentos. A Igreja é assim espiritual e visível ao mesmo tempo (2 Tm 1, 6-14; Hb 20,28). Ninguém se salva se não pertencer a Igreja e, além disso, se não está na graça de Deus, tendo assim esta relação íntima com Cristo (1 Cor 3, 1-14). Cristo fundou sua Igreja sobre Pedro e os apóstolos, cujos sucessores são o Papa e os Bispos; sem eles não existe Igreja verdadeira. São intermediários postos pelo mesmo Cristo, não para estorvar, mas para realizar a união com Deus. Assim fundou Cristo sua Igreja. Sem eles não existe verdadeira Igreja (Mt 16, 18-19; 28, 16-20; Tt 1,5-9; 1 Pd 5, 1-4). Os sacramentos não atrapalham, mas realizam a união com Deus, significam o que fazem e lhe dão solidez a Palavra de Deus; dão a graça (Mc 16, 14- 16) Cristo instituiu 7 sacramentos, e são: o Batismo, a Confirmação, a Eucaristia, a Penitência, o Matrimônio, a Ordem Sacerdotal e a Unção dos enfermos (Mt 19, 6; Ef 5, 31-32).
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 106 e. A segunda vinda Quanto mais se propicie o mal, mais se acelera a segunda vinda de Cristo. Assim, não tem que reformar nada no campo social, nem propiciar mudanças que corrijam situações de injustiça. É iminente o retorno de Cristo, que está por vir. O mundo pertence a Satanás. Quanto mais se propicie o bem, mais se separa o mundo da segunda vinda de Cristo, pois seu Reino deve começar aqui (Cl 1, 13-20; 2 Ts 2, 1-2). Assim, tem que reformar tudo o que seja necessário no campo social e propiciar todos as mudanças que e correções das situações de injustiça: estruturas de ações e organizações injustas (Mt 5, 1-11). f. União com demais cristãos Qualquer intento de união com os católicos (ecumenismo), é uma traição a Deus; só Cristo, ao final dos tempos, separará o trigo do joio. Qualquer intento sincero de união com os demais cristãos (ecumenismo) é conforme a vontade de Deus, pois, ainda neste mundo, Cristo pediu a seu Pai que fossemos um, como Ele e o Pai são Um (Jo 17, 11-21; 1Cor 1, 10-13). 9. O que dizem os Pentecostais SOBRE PENTECOSTAIS CATÓLICOS a. A conversão A justificação, converter-se a Deus, consiste no sentimento de confiança que dá o Espírito Santo, de que os pecados são perdoados. A justificação, converter-se a Deus, é um presente que Deus dá a quem livremente o queira receber e consiste no perdão dos pecados e o ser filho de Deus (Rm 4, 23-25; 8,14-17;Jo 3, 1-2). b. O Batismo no Espírito Santo O Batismo no Espírito Santo é uma experiência muito especial do contato do Espírito Santo com o coração do homem; vai sempre unido com o dom de línguas que se descreve como os rios de água viva que brotam do interior do homem. Este Batismo se dá geralmente pela imposição das No sacramento do Batismo e mais na Confirmação se dá o Espírito Santo a quem o recebe; este dom do Espírito deve ir crescendo em cada um e pode experimentar-se quando Deus assim o concede. O dom de línguas não vai ligado a estes sacramentos; mais ainda, é inútil sem o dom de sua autêntica
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 107 mãos, depois de uma longa preparação; pode aperfeiçoar-se ou perder-se. Com este Batismo se dá além dos dons do Espírito Santo que são: Sabedoria, Fé, Santidade, Milagres, Profecia, Discernimento, Interpretação, Revelação e Poder. Este Batismo dá ao homem a santidade, que vem depois da conversão e que consiste na união íntima com Deus como fruto da ação direta do Espírito Santo. O Batismo no Espírito Santo se distingue do Batismo por água, todos os crentes tem o Espírito Santo, mas nem todos tem o Batismo no Espírito Santo. Quem recebe o Batismo no Espírito, se entrega totalmente a Cristo Jesus: se reforma moralmente, se abstém de fumar e de beber. Tem que ser por imersão e somente os adultos. interpretação (Mt 28, 19; Hb 8, 17; 1Cor 14,1-40). A experiência mística do Espírito Santo a imposição das mãos na Igreja fica reservada aos sinas dos sacramentos (1 Tm 4, 14; 5, 22; 6, 20; 2 Tm 1, 6- 14). A Igreja tradicionalmente conhece os 7 dons do Espírito Santo, são: Sabedoria, Entendimento, Ciência, Conselho, Piedade, Temor e Fortaleza (Is 11, 1-3). A santidade consiste na união do homem, filho de Deus, com Deus Pai, através de Cristo o único Mediador, com a força do amor do Espírito Santo (1 Cor 1,1-2; Fl 1, 1; 1 Cor 3, 10-15). Não tem um Batismo no Espírito Santo distinto do Batismo e a Confirmação sacramental (Jo 3, 5). Quem de verdade se converte a Deus se afasta de todo pecado, imitando Cristo com a força do amor do Espírito Santo (Hc 2, 37-47). c. Cristo Cristo é quem salva e dá a saúde; com a entrega e a cura de todas suas enfermidades. Esta cura é um grande carisma do Espírito que prova a força do Senhor. Cristo é o Redentor, através de sua Paixão e de sua Cruz nos dá sua Ressurreição; o homem que não aceita em si mesmo a Cruz de Cristo e sua dor, não se salva. Colocar o verdadeiro de Cristo no dom das curas é negar o básico de sua Redenção, pois nos salva pela Cruz (2 Cor 4, 17-18; Cl 1, 24-25; Mt 16,24-27). d. A Igreja A Igreja é o exército dos redimidos pelo sangue de Cristo, é a comunidade de renascidos dirigidos pelo Espírito Santo. O Espírito se acopla a diversos tipos de organizações eclesiásticas, guia os pastores e pastoras que recebeu A Igreja é o exército, dos redimidos pelo sangue de Cristo, é a comunidade de renascidos pelo sacramento do Batismo, dirigidos por seus Pastores: o Papa e os Bispos, que o Espírito Santo pôs para reger a Igreja de Deus (Mt28,18-20; 2Tm1,6-14).
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 108 do Espírito o dom de sabedoria e poder; ainda que também se pode admitir as estruturas episcopais nas comunidades que assim o desejam. A ação do Espírito se manifesta pela abundância dos carismas; além do dom de línguas sobressai o da cura. Na Igreja teve um primeiro tempo de ação intensa do Espírito, chamado de ―os primeiros chuviscos‖: séculos I-IV; logo cessou sua ação, ―plena estiagem‖: século XVI; começou a repuntar: ―chuviscos tardios‖: séculos XVII-XIX; para intensificar-se do século XX adiante: ―o novo pentecostes‖, ―a fonte chovia tardia‖. Na América existem mais de 25.000 grupos distintos de pentecostais independentes. Cristo quis só uma forma de organização eclesiástica, a que lidera o Papa e os Bispos; o Espírito Santo é quem a garante e através dela se comunica (Tt 1, 5-9; 1Pd 5, 1-4). A ação do Espírito se manifesta pelo amor que constrói a unidade na Igreja; todos seus carismas Deus os dirigem. Os carismas extraordinários não tem que pedi-los temerariamente, nem esperar ―milagres‖ o fruto do trabalho pastoral (1 Cor 12, 1- 31; 13, 1-13; 14,1-33). O Espírito assiste constantemente sua Igreja com toda a classe de dons e graças, acomodados a todos os tempos; não existem épocas em que se tenha ausentado ou diminuído seu influxo (Mt 28, 20; Jo 14, 15-21). e. Os Sacramentos Se reconhece como sacramentos o Batismo por água e a Santa Ceia: esta é um simples memorial da Ceia do Senhor. Os ritos de imposição das mãos e as unções se usam para curar ou transmitir poderes, mas sem ser sacramentos. Há sete sacramentos: Batismo, Confirmação, Eucaristia, Penitência, Unção dos Enfermos, Ordem Sacerdotal e Matrimônio. Na Eucaristia se encontra Cristo real e verdadeiro presente, com seu Corpo, se Sangue, sua Alma e sua Divindade (Lc 22, 19-20; 1 Cor 11, 23-26). Os ritos de imposição das mãos e as unções são sinais sacramentais; a imposição das mãos se usa na Confirmação e na Ordem Sacerdotal; as unções, no Batismo, Confirmação, Unção dos enfermos e Ordem Sacerdotal (1 Tm 4, 14; Tg 5, 13-15; Hb 8, 17; Hb 19, 6; Mc 6, 12-13). f. A outra vida Cristo está por vir, e inaugurará para os justos um Reino de 1000 anos; ao terminar este Reino virá o regresso definitivo de Cristo e o juízo: a parusia. Não sabemos quando regressará Cristo. Ele não o disse. Não haverá nenhum Reino milenar intermediário. Ao morrer cada um terá seu juízo
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 109 particular; o universal será ao final dos tempos (Mc 13, 3-37; Mt 24, 36; 2 Ts 2, 1-2). 10. O que dizem os Adventistas do Sétimo Dia SOBRE ADVENTISTAS DO SETIMO DÍA CATÓLICOS a. O domingo Observar o domingo como dia de guarda é um costume pagão, Deus estabeleceu como dia de festa o sábado. Observar o domingo como dia de guarda é um costume que observavam os primeiros cristãos; observar o sábado é costume judeu que deixou de ser válido porque Cristo ressuscitou no domingo (Mt 28, 1-9; Jo 20, 19-30; Ap 1, 10; Hb 20). b. A Bíblia Além da Bíblia, os livros de Ellen G. White, são inspirados e infalíveis. Só a Bíblia é inspirada por Deus; o Magistério da Igreja não é inspirado, ainda que em seu grau máximo é infalível e não se equivoca (2 Tm 3, 14- 16; Gl 1, 6-9; 1Tm 6, 3-6) c. O homem O homem é uma unidade indivisível de corpo, mente e alma; quando se morre, morre completamente; a alma é mortal. O homem é um composto de alma e corpo; quando morre não se morre completamente porque sua alma é imortal (Sb 3, 1-8; 2Mc 7,9-23). d. A Igreja O Papa é o Vigário do Demônio. A Igreja é presidida pelos anciãos e pastores, pelos diáconos e diaconisas e uma junta. Todos estes são eleitos pela comunidade. Cristo fundou sua Igreja sobre São Pedro e os apóstolos, cujos sucessores são o Papa e os Bispos. Os sacerdotes e diáconos ajudam aos Bispos. Os demais fiéis, junto com o Papa e os Bispos formam a Igreja de Deus, na qual existem também outros ministros religiosos e religiosas (Mt 16, 18-19; 28; 16—20; Tt 1, 5-9; 1Pd 5, 1-4).
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 110 SOBRE ADVENTISTAS DO SETIMO DÍA CATÓLICOS e. Os Sacramentos Existem dois sacramentos ou ordenanças: o Batismo por imersão e a Santa Ceia. Não se devem batizar as crianças pequenas; por elas só se deve orar, porque o Batismo pressupõe o arrependimento e o perdão. Na Eucaristia não está Cristo; é só o símbolo de seu corpo desfalecido e de seu sangue derramado. Pelo rito do Lava pés se perdoam os pecados. Aos enfermos graves deve-lhes ungir com óleo para que Deus os ajude em sua enfermidade. Existem 7 sacramentos e são: o Batismo, a Confirmação, a Eucaristia, a Penitência, o Matrimônio, a Unção dos enfermos e a Ordem Sacerdotal (Hb19,6; 1Cor 11,23-26) Cristo mandou batizar todos os que ainda não se batizaram, pequenos ou grandes, do contrário não se salvam (Hb10, 47; 16, 33). Na Eucaristia está Cristo real e verdadeiramente presente: com seu Corpo, seu Sangue, sua Alma e sua Divindade (Lc 22, 19-20; Mt 26, 26). Os pecados são perdoados no sacramento da Penitência (Mt 18, 18; Jo 20, 23). Aos enfermos graves devem dar-lhes o sacramento da Unção dos enfermos para o perdão de seus pecados, a graça da perseverança final e a ajuda em sua enfermidade (Mc 6, 12-13; Tg 5, 13-15). f. A outra vida Não existe inferno. Os mortos jazem inconscientes no sepulcro até o dia da ressurreição final. Cristo está por vir, quando chegar terá um primeiro juízo, os que se julgam justo ressuscitarão e reinarão com Cristo durante 1000 anos de felicidade. Os maus ficarão no sepulcro até a segunda ressurreição que virá depois do reinado de 1000 anos dos justos; então, todos eles inclusive o Demônio, depois de seu segundo juízo, serão aniquilados pelo fogo do último dia. Sim existe inferno (Mt 10, 28; 13, 41-42). Os corpos dos mortos não têm mais consciência, mas sua alma não morre: ao morrer o corpo, a alma fica sob o domínio direto de Deus (Sb 3, 1-8; 1Ts 4, 13-18). Não sabemos quando virá Cristo pela segunda vez, Ele não disse. Ao morrer, para cada um será o juízo particular em que decidirá eternamente sua salvação ou condenação. Não terá nenhum reino de 1000 anos (Mt 24, 36; 2Ts 2, 1-2; Mc 13, 3-37). Ao final dos tempos todos nós vamos ressuscitar com nosso próprio corpo, então será o juízo universal; os que agiram bem receberão como
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 111 prêmio eterno o céu, e os que agiram mal, obterão como castigo eterno o inferno. Os condenados junto com o Demônio terão este castigo por toda a eternidade (1 Ts 4, 13-18; Mt 25, 31-46). 11. Os Batistas SOBRE BATISTAS CATÓLICOS a. O Batismo O Batismo não é um sacramento, mas uma ordem; não apaga a mancha do pecado original. Não tem a ver com a salvação nem a produz; é só um símbolo das verdades das que depende a salvação. O Batismo válido deve administrar-se depois da confissão pessoal de fé; a regeneração vem só do Espírito Santo e deve preceder ao Batismo. Não devem ser batizadas as crianças; seu Batismo é superstição e é contrário a Bíblia; se foram batizaram deverão ser batizados novamente quando adultos. O Batismo válido é só aquele feito por imersão, e por um batista. O Batismo é o primeiro dos sete sacramentos; é o sacramento de entrada para a Igreja, que apaga a mancha do pecado original (1 Cor 12, 12; Cl 2, 9- 15). Sem o Batismo não há salvação; é o símbolo eficaz e prático que dá ao homem a graça de ser filho de Deus. Como é necessário para a salvação tem que administrá-lo inclusive aos bebês, que como é evidente, não podem fazer uma profissão pessoal de fé; esta profissão que é necessária, farão no sacramento da Confirmação, que complementa o Batismo (1Cor 1, 16; Hb 16,1). Cristo na Bíblia disse que quem não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no Reino de Deus (Jo 3,5); assim é que todos devem ser batizados para que se salvem inclusive os bebês. Portanto, batizá- los nem é superstição, nem contrário a Bíblia; nem devem de rebatizar as crianças (Hb 16, 33). O Batismo válido exige que a água toque
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 112 ordinariamente a cabeça do que se batiza e diz a frase: ―Eu te batizo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo‖. A água pode por imersão, infusão ou aspersão. O ministro que administra o Batismo é o sacerdote ou o diácono; mas em caso de necessidade, qualquer um pode administrá-lo. (Hb 16, 30-34). b. A Salvação Quando se aceita Jesus Cristo pela fé, está salvando com tudo o que a salvação significa. Todos os homens são pecadores, justamente são condenados a ruína eterna. A salvação não se concede pelas boas obras, mas exclusivamente pela fé do sangue do Redentor. Os verdadeiramente regenerados jamais se desviarão nem cairão, mas perseverarão até o fim e se salvarão. Para salvar-se necessita além do Batismo, a fé em Jesus Cristo e as boas obras (Mt 7, 21) Todos os homens nascem com o pecado original que é apagado pelo Batismo: ficam inclinados ao mal, mas não estão corrompidos, e com a graça de Deus podem resistir as más inclinações e com suas boas obras alcançarão o céu ao qual estão destinados (Sl 51, 7; Rm 6,3-7). A salvação se concede pela redenção que Cristo nos dá, e pelas boas obras que fazemos ajudados pela graça (Hb 5, 9; Sant 2, 14; Rm 5, 6-10) Ao sermos verdadeiramente regenerados no Batismo, ficamos livres do pecado, e se queremos, auxiliados pela graça de Deus, nos salvamos. O céu é uma coroa a nossos méritos, mas a perseverança final é um grande dom de Deus (1 Cor 9, 24; Mt 25, 31-46; Mc 13, 13; 2Tm 2, 6).
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 113 c. A Igreja A Igreja visível é uma congregação de crentes batizados associados entre si pela aliança de fé e observância do Evangelho. Que observam os mandatos de Cristo e são governados por suas leis. Que desfrutam dos dons, direitos e privilégios invertidos neles pela Palavra de Deus. Os Bispos e Diáconos não são eleitos pela lei divina, mas pela eleição da comunidade. Não há nenhuma distinção entre Bispos e presbíteros, o cargo é exatamente igual. O culto é só pregação, oração e cantos. Existem duas divisões:  Batistas do Norte: são mais liberais e inclinados a obras sociais.  Batistas do Sul: sãos mais rígidos em seus costumes e crenças. A Igreja visível de Cristo é a comunidade de crentes em Cristo que Ele une consigo pelo Batismo, através do Papa e os Bispos (MC 3, 13-19; Mt16, 18-19). Que observam mandatos evangélicos que Cristo faz chegar a eles através da hierarquia Católica e assim são governados por seus autênticos pastores, segundo a verdadeira lei de Cristo (Hb 1, 8). E assim, do Magistério da Igreja, recebem a verdadeira Palavra de Deus, desfrutam de seus dons, direitos e privilégios (Tm 2, 1-3) Os Bispos, Presbíteros e Diáconos, são constituídos por Deus mesmo: eleitos e consagrados pela lei divina, e não pela eleição da comunidade (Gl 1, 1; 1Tm 4, 14; Hb 1, 23-25) Há distinção de graus diversos entre os Bispos, os Presbíteros e os Diáconos. Os sacerdotes de primeira ordem, por instituição divina, são os colaboradores dos Bispos, são os Presbíteros, também de acordo ao mandato de Cristo (1Cor 12, 28; Rm 12, 6-8; Ef 4, 11).
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 114 d. A Eucaristia Cristo não está real e verdadeiramente presente na hóstia consagrada. Na Missa não se atualiza o sacrifício de Cristo, sua morte e ressurreição por nós. A Eucaristia é a Ceia, que consiste na provisão de pão e de vinho como símbolos somente do Corpo e o Sangue de Cristo, participados pelos membros da Igreja em memória da Paixão e Morte do Senhor. Cristo está real e verdadeiramente presente na Hóstia consagrada (Lc 22, 19-20). Na Missa se atualiza o sacrifício de Cristo: sua Morte e Ressurreição por nós (1Cor 11, 26). A Eucaristia é a atualização da Última Ceia, a nova Aliança, a Páscoa definitiva; que consiste na conversão do pão e do vinho no Corpo e Sangue de Cristo; participados como ―memorial‖ e presença viva da Morte e Ressurreição do Senhor, que na Eucaristia é a fonte de nossa salvação (1Cor 11, 24-26) .
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 115 12. O que diz “A Luz do Mundo” SOBRE A LUZ DO MUNDO CATÓLICOS a. Deus Não existe o Pai, o Filho e o Espírito Santo como três pessoas distintas e um só Deus verdadeiro. Deus é um, que às vezes se manifesta como Pai, às vezes como Filho e às vezes como Espírito Santo. Deus existe, é a Santíssima Trindade, Deus é o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Três pessoas distintas e um só Deus verdadeiro (Mt 28, 18-20). b. Cristo Em Jesus Cristo há duas pessoas, a divina que é Cristo e a humana que é Jesus. O filho de Deus deve ser adorado como Jesus Cristo, mas não como Jesus. A Igreja Católica inventou a adoração à cruz. A segunda pessoa da Santíssima Trindade, o Filho de Deus se encarnou, é Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Em Cristo não há duas pessoas, mas, uma só pessoa com duas naturezas, a divina e a humana. Adora-se a pessoa íntegra do Salvador (Jo 1, 29; Mt 16, 16; Rm 4, 25; 1Cor 15,3ss; Hb 10,12; 1Pd 3, 18; 1Jo 2, 2; 4,9-10) Adoramos a Cruz porque é o símbolo que representa Cristo, Deus que nos redime. O culto a cruz é o culto de adoração ao mesmo Cristo (Zc 14,15; 1Ts 3, 13; Ap 20, 6; Ef 2, 16; Cl 1, 20; 2, 14-15). c. A Virgem Maria A Igreja Católica inventou tudo isto: a adoração a Maria, que seja Mãe de Deus, que seja Virgem, que seja Imaculada, que tenha subido ao céu, que seja a Mãe da Igreja. Maria é a Mãe de Jesus, não é a Mãe de Deus. O Rosário foi inventado por Pedro o A Igreja Católica não inventou nada sobre Maria, só formulou o que encontrou na Revelação. Maria é a Mãe de Deus porque deu a luz a Jesus Cristo quanto a sua natureza humana, que não pode separar-se da divina, e assim, como homem concebe Jesus Cristo que é Deus, pois se forma a pessoa que é única. E desta dignidade, daí
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 116 ermitão, como uma repetição maçante que não serve. O escapulário é um trapo inútil. A adoração às imagens de Maria e dos santos foi inventada pela Igreja Católica no Concílio II de Nicéia. vem o que seja Virgem, Imaculada, assunta ao céu, Mãe da Igreja (Lc 1, 27; Mc 6, 3; Lc 4, 22; Jo 6, 24: Hb 1, 14). O Rosário é a meditação sobre os mistérios da nossa salvação, medida pelo louvor repetido à Santíssima Virgem com a ―Ave Maria‖ e o ―Pai Nosso‖, que começou a divulgar Santo Domingo de Guzmán no ano 1230.e o escapulário é um sinal de carinho e veneração a Maria. Só a Deus adoramos. A Santíssima Virgem e aos santos, os veneramos unicamente. As imagens são suas representações, nosso culto vai a quem representam e não aos quadros ou estátuas. d. A Bíblia A Igreja Católica proíbe a leitura da Bíblia. A Igreja nunca proibiu ler a Bíblia. Só diz que é necessário preparar-se para lê-la e dada a não preparação de alguns, disse que para eles não era necessário lê-la (Cfr. Decretos de Clemente XI e Pio VII aa. 1713; 1816). e. O Creio O Creio foi inventado pela Igreja no Concílio de Nicéia. A Igreja consigna as verdades reveladas por Deus e que devem crer-se no Credo, não as inventa. A fórmula do Credo que rezamos não é a de Nicéia, mas a de Constantinopla e foi consignada no ano de 381.
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 117 f. A Igreja A Igreja Católica é satânica. O Papa foi inventado pelo Imperador Focas no ano de 606 e sua inefabilidade, no Concílio de Roma no ano de 1870. Os Bispos e os sacerdotes da Igreja Católica não são autênticos ministros de Deus, porque não estão casados. O matrimônio dos ministros é de distinção divina. Os dogmas, palavra grega que a Igreja Católica inventou no século IV para implantar o erro. A única Igreja verdadeira é ―A Luz do Mundo‖, já que seu fundador atuou por inspiração divina e o nome desta Igreja está na Bíblia. O irmão Aaron que é o fundador se proclamou o Ungido do Senhor e é venerado desde sua morte pela Igreja ―A Luz do Mundo‖. Atualmente, é o Irmão Samuel Joaquim Flores (filho de Aaron) o dirigente. É o homem que representa Jesus Cristo na terra, só se pode salvar um através do Servo Samuel. A única verdadeira Igreja fundada por Cristo é a Católica, como já temos demonstrado. O Papa é o único sucessor de São Pedro, fundamento da verdadeira Igreja, como também já demonstramos. Sua inefabilidade deu Cristo ao fazê-lo fundamento da solidez e firmeza da fé da Igreja. Na Sagrada Escritura, Cristo e os Apóstolos recomendam o celibato pelo Reino dos céus como algo sublime. Por isso, a Igreja Católica adaptou para seus sacerdotes o rito latino (Mt 19, 12; 1Cor 7, 1.8.25-40) O Dogma é uma verdade revelada por Deus para nossa salvação e que a Igreja propões como tal. No Evangelho Cristo disse que enquanto está no mundo é a luz do mundo (Jo 9, 5), mas, não disse que esta seita seja a luz do mundo, nem muito menos que seja legítima.
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 118 g. Os sacramentos O Batismo deve de celebrar-se em nome de Jesus Cristo, por imersão e dos 14 anos adiante, e o Batismo do Espírito Santo, para o perdão dos pecados. A Eucaristia não é o sacrifício de Cristo, nem nela está presente. A confissão auricular foi inventada pela Igreja. O Batismo deve celebrar-se como mandou Cristo: em nome da Santíssima Trindade (MT 28, 18-20). É válido em qualquer idade e deve administrar-se com água. É o mesmo que se faça por imersão, infusão ou aspersão. A Eucaristia é o sacrifício que Jesus Cristo oferece a Deus Pai, pela força do Espírito Santo, para a Redenção de todos os homens. Cristo está presente na Eucaristia com seu Corpo, Sangue, Alma e Divindade (Mt 26, 26-29; Mc 14, 22-25; 1Cor 11, 23- 24). A confissão foi instituída por Cristo, e a regulamentação da mesma lhe corresponde a Hierarquia eclesiástica, a quem confiou o mesmo Cristo (Jo 20, 23). h. O além A alma é mortal, não existe o Purgatório. A alma é imortal, não morre ao morrer o corpo. No final dos tempos, a alma voltará a juntar-se com o corpo e ressuscitaremos (Mc 12, 16; Rm 2, 7; 1Cor 15; Fl 3, 21; Sb 2, 22-23; 3, 2-5).
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 119 13. O que diz a New Age SOBRE NEW AGE CATÓLICOS a. Deus Existe Deus, mas não é um Deus pessoal, mas uma força cósmica que controla a energia e está presente em tudo. Deus é pessoal. Três pessoas em um só Deus: o Pai que nos dá a vida, o filho que nos trouxe a salvação, ao dar a vida por nós, e o Espírito Santo que nos santifica (Mt 3, 13-17). b. Destino do homem Dissolve nos cosmos, perdendo sua individualidade, para formar parte do todo. Participar na vida eterna de Deus, viver eternamente com Ele (Jo 14, 1-3). c. Jesus Cristo É um Messias mais da história, é um Maestro Iluminado, um avatar. É o filho de Deus, a palavra de Deus feita homem, que nos traz a plenitude da Revelação (Mc 16, 61-62; Jo 1, 14; Jo 8, 12). d. Vida depois da morte Crêem na reencarnação, pela qual uma pessoa viverá várias existências de forma cíclica, mudando só o corpo, pagando o ―karma‖ da vida passada, até conquistar sua iluminação definitiva. Cada pessoa tem uma só vida, pessoal e intransferível por ser única. Depois da morte seremos julgados segundo nossas obras e o amor que devemos ter e baseado neste exame iremos ao Céu com Deus, ou ao Inferno para sempre (Mt 25, 31-46; Lc 16, 19-31).
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 120 CAPÍTULO IX ORAÇÕES 1. Invocação ao Espírito Santo V. Vinde, Espírito Santo, R. Enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor. V. Enviai o vosso Espírito e tudo será criado. R. E renovareis a face da terra. V. Senhor nosso Deus, que pela luz do Espírito Santo instruístes o coração dos vossos fiéis, fazei-nos dóceis ao mesmo Espírito, para apreciarmos o que é justo e nos alegrarmos sempre com a sua presença. Por Cristo, nosso Senhor. R. Amém. 2. Oração de ação de graças ao terminar uma atividade V. Nós vos damos graças, Senhor, por todos os vossos benefícios. Vós que viveis e reinais pelos séculos dos séculos. R. Amém. 3. Oração pelo Papa Ó Jesus, Rei e Senhor da Igreja: renovo, na vossa presença, a minha adesão incondicional ao vosso Vigário na terra, o Papa. Nele, quisestes mostrar o caminho seguro e certo que devemos seguir, em meio à desorientação, à inquietude e ao desassossego. Creio firmemente que, por meio dele, vós nos governais, ensinais e santificais, e que, sob o seu cajado, formamos a verdadeira Igreja: una, santa, católica e apostólica. Concedei-me a graça de amar, viver e propagar, como filho fiel, os seus ensinamentos. Cuidai de sua vida, iluminai a sua inteligência, fortalecei o seu espírito, defendei-o das calúnias e da maldade. Aplacai os ventos erosivos da infidelidade e da desobediência, e concedei que, em torno a ele, a vossa Igreja se conserve unida, firme na fé e nas obras, e seja assim o instrumento da vossa redenção. Assim seja.
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 121 4. Antes e depois das refeições Ao iniciar V. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. R. Amém. V. Pai nosso, R. que estais nos céus, santificado seja o vosso nome, venha a nós o vosso Reino, seja feita a vossa vontade assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje, perdoai-nos as nossas ofensas assim como nós perdoamos a que nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. V. Abençoai-nos, Senhor, a nós e a estes alimentos que vamos receber da vossa bondade. Por Cristo, nosso Senhor. R. Amém. Ao terminar V. Nós vos damos graças, Senhor, por todos os vossos benefícios. Vós que viveis e reinais pelos séculos dos séculos. R. Amém. 5. Oração pelas vocações Oh! Sagrada Família de Nazaré!Comunidade de amor de Jesus, Maria e José, modelo e ideal de toda família cristã, a ti confiamos nossas famílias. Abre o coração de cada lar para a fé, a acolhida da palavra de Deus, ao testemunho cristão, para que chegue a ser fonte de novas e santas vocações. Dispõe o coração dos pais para que, com caridade solícita, atenção prudente e piedade amorosa, sejam para seus filhos guias seguros para os bens espirituais e eternos. Suscita na alma dos jovens uma consciência reta e uma vontade livre, para que, crescendo em sabedoria, idade e graça, acolham generosamente o dom da vocação divina. Sagrada Família de Nazaré, faz que todos nós, contemplando e imitando a oração assídua, a obediência generosa, a pobreza digna e a pureza virginal vividas em ti, nos disponhamos a cumprir a vontade de Deus, e a acompanhar com prudente delicadeza a quantos dentre nós sejam chamados a seguir mais de perto ao Senhor Jesus, que por nós “entregou-se a si mesmo”. Amém. João Paulo II
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 122 6. Consagração a Santíssima Virgem Ó minha Senhora e minha mãe, neste día eu me ofereço todo a vós, e em prova da minha devoção, vos consagr meus olhos, meus ouvidos, minha boca, meu coração, e inteiramente todo o meu ser. E porque assim sou vosso, ó incomparável Mãe, guardai-me e defendei-me como coisa e propriedade vossa. Amém. 7. À Vossa Proteção À vossa proteção recorremos, Santa Mãe de Deus; não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, ó Virgem gloriosa e bendita. V. Rogai por nós, santa Mãe de Deus. R.Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 123 PROMESSA MISSIONÁRIA Jesus Cristo, Tu que disseste aos seus discípulos: “Ide ao mundo inteiro e proclamai o Evangelho”, acolhe o oferecimento que neste dia quero fazer-te como prova do grande amor que tenho em Ti, e como resposta ao clamor de tantas almas que esperam tua mensagem de salvação. Prometo participar das missões de evangelização da Semana Santa do próximo ano. Prometo levar comigo um familiar ou um amigo para aumentar assim o número de apóstolos da Nova Evangelização na qual o Papa nos chamou. Peço a Santíssima Virgem de Guadalupe e a São Paulo Apóstolo que me obtenham de Deus as graças necessárias para cumprir fielmente este compromisso que livremente acabo de assumir ante Jesus Cristo nosso Chefe. Domingo da Ressurreição
    • Manual do missionário Juventude e Família Missionária 124 AGENDA NOME: _________________________________________________________________________ ENDEREÇO: _______________________________________________________________________ TEL: / E-mail: ____________________________________________________________ NOME: _________________________________________________________________________ ENDEREÇO: _______________________________________________________________________ TEL: / E-mail: ____________________________________________________________ NOME: _________________________________________________________________________ ENDEREÇO: _______________________________________________________________________ TEL: / E-mail: ____________________________________________________________ NOME: _________________________________________________________________________ ENDEREÇO: _______________________________________________________________________ TEL: / E-mail: ____________________________________________________________ NOME: _________________________________________________________________________ ENDEREÇO: _______________________________________________________________________ TEL: / E-mail: ____________________________________________________________ NOME: _________________________________________________________________________ NOME: _________________________________________________________________________ ENDEREÇO: _______________________________________________________________________ TEL: / E-mail: ____________________________________________________________ NOME: _________________________________________________________________________ ENDEREÇO: _______________________________________________________________________ TEL: / E-mail: ____________________________________________________________ NOME: _________________________________________________________________________ ENDEREÇO: _______________________________________________________________________ TEL: / E-mail: ____________________________________________________________