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ponto de vista teológicoO CONCÍLIO E A EDUCAÇÃO CRISTÃ                                                                    ...
comunicação                          COMEMORAÇÕES DE AGOSTO        NATALÍCIO                                              ...
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  1. 1. Impresso EspecialFECHAMENTO AUTORIZADO PODE SER ABERTO PELA ECT 9912259129/2005-DR/MG A SERVIÇO DAS COMUNIDADES COM NIDADES MITRA CORREIOS JORNAL DA DIOCESE DE GUAXUPÉ ANO XXVIII - 273 AGOSTO DE 2012 FORMAÇÃO CRISTÃ EM COMUNIDADE Tempo de ver, Tempo de crer e amar, há 10 anos. Páginas 04 e 07 FÉ E EDUCAÇÃO Opinião Ponto de Vista Teológico “Nossa sociedade necessita de pessoas que passem pela escola Sobre o Concílio e a Educação Cristã: “Os padres pontificam que e saiam dela fortalecidas, preparadas para fazer a diferença no as pessoas, independentemente de etnia, cor, sexo, nacionalidade mundo, tornando-se cidadãos críticos, participativos e, acima de e cultura, têm garantido, a si, o direito ao acesso universal à tudo, capazes de praticar os valores cristãos. Portanto, espera- educação. (...) Lembram o ofício peculiar dos pais, da família, em se que as escolas reflitam suas práticas pedagógicas, fortaleçam cumprir seu papel de primeiros educadores, promovendo aquele seus projetos (interdisciplinares ou não) e promovam, à luz do alicerce genuíno dos valores cristãos, num contínuo consórcio Evangelho, uma educação que seja verdadeiramente inclusiva e com as ciências e a cultura. Para tanto, as famílias deverão receber libertadora.” Leia mais, página 03. o apoio da sociedade civil e da própria Igreja.” Página 10. DIOCESE DE GUAXUPÉ 1
  2. 2. editorial “A alegria não chega apenas no encontro do achado, mas faz parte do processo da busca. E ensinar e aprender não pode dar-se fora da procura, fora da boniteza e da alegria.” Paulo Freire A cultura pode ser produto dos va- há educação sem valores. Sem valores, a de quem quer abrir o mundo e derrubar lores e da fé. Sabe-se que ela é resulta- educação não ensina. Conhecimento e os muros para a liberdade. Com planos do das transformações humanas, por crenças homicidas são um perigo para a imediatos não se educa, não se faz edu- isso, está sempre em andamento. O que humanidade. A história já assistiu a esse cação, sobretudo a cristã. A decisão e o pensa o ser humano quando modifica a filme. Educação sem valores não existe, caminho cristãos precisarão sempre do cultura? Um pouco mais no âmbito da é um fracasso. Aqui, as referências de va- tempo teológico da ressurreição - três pessoa, pergunta-se: o que leva alguém lores são cristãs. O cristão sempre saberá dias. Deus precisa de tempo para fechar a decidir por isso ou aquilo? Toda vez que a pedagogia mais perfeita é a vida as chagas e ressuscitar. O humano preci- que um passo é dado, não obstante suas bem vivida de Jesus Cristo de Nazaré. sa de tempo para viver. Talvez falte à vida consequências, um conjunto de valores Educar é um dos gestos de solida- sentir seu corpo e o valor que lhe subjaz. faz a decisão. As pessoas não lutam por riedade cristã de mais intensidade que COMUNHÃO de agosto fala de edu- ideias, conceitos e estratégias. Lutam e se um ser humano pode viver. Dar as mãos, cação, de formação cristã, de missão, de matam por crenças. As ideias moram no caminhar juntos, conduzir para a vida – vidas consagradas ao Reino. A Igreja de reino das emoções e quando viajam para para viver, mostrar o mundo, ensinar o Jesus Cristo estende-se muito além das o mundo das palavras e gestos, chegam amor, corrigir o rancor, aliviar as perdas, fronteiras institucionais. Há um grande com bagagens cheias de afetos. suscitar a busca... Assim o Cristo fez, com mutirão, embora nem sempre visível, de Pensar a educação é pensar a fé, os va- muita ternura e paciência, com palavras árduo trabalho e sonhos leves em busca lores que tocam o ser humano. Não há co- em parábolas, com ensinamentos da dos sinais e das realidades do Reino que nhecimento sem crenças, assim como não vida, também com braveza e autoridade o Senhor anunciou! Dom José Lanza Neto voz do pastorOS CONSAGRADOS E CONSAGRADAS,DISCÍPULOS MISSIONÁRIOS DE JESUS, TESTEMUNHA DO PAI Sempre foi uma marca, a presença leigas. Vamos pedir ao Senhor da Messe ríamos que, numa versão diferente, hoje, vo para sua missão. Expressa-se na vidados consagrados (as) no interior da Igre- que mande bastantes operários bons e especialmente, as comunidades se iden- monástica, contemplativa e ativa, nosja. De certa forma, em alguns momentos santos. Contamos com muitas vocações, tificam com os novos rostos como nos institutos seculares, naqueles que se in-eclesiais, aconteceram verdadeiros para- em nossa diocese, graças ao esforço do diz o Documento de Aparecida. Servir a serem nas sociedades de vida apostólicadigmas: novas mentalidades, novos va- SAV- das orações e trabalhos de nossas Cristo como consagrado, muitas vezes, é e outras novas formas.lores, novas posturas e estruturas. Dons comunidades. Somos recompensados estar na contramão na vida desenfreada É um caminho de especial segmen-e carismas são distribuídos, ao longo da pela ação de incansáveis colaboradores pelas facilidades propostas pelo mundo to de Cristo, para dedicar-se a Ele com ohistória, pelo Espírito do Senhor. Ilumi- – nossos padres. e pressupõe o espírito comunitário, a es- coração indiviso e colocar-se, como Ele, anados (as), grandes homens e mulheres Nesses últimos anos, temos a grata piritualidade e a solidariedade. O mundo serviço de Deus e da humanidade, assu-deram suas vidas em busca de melhores satisfação de celebrar momentos e datas hoje carece de testemunho e de verda- mindo a forma de vida que Cristo esco-dias, isto é, promovendo a vida de crian- significativas, marcando a fundação, a deiras conversões que traduziríamos lheu para vir a este mundo: Vida virginal,ças indefesas e, até mesmo, de povos e presença no Brasil e em nossa diocese de como acolhida e solidariedade – compai- pobre e obediente.”nações, proclamando o anúncio do Evan- Guaxupé. São os religiosos (as) pioneiros xão e misericórdia. Saúdo a todos aqueles de vida con-gelho e implantando o reino de Deus. (as) num trabalho gigantesco e desafia- Vejamos o que nos diz o Documento sagrada, pedindo a Maria Santíssima, Neste mês, mais uma vez, as comu- dor em hospitais, colégios, creches, asi- de Aparecida no nº 216 “A vida consagra- medianeira de todas as graças, bênção enidades cristãs rezam pelas vocações los, orfanatos, numa identificação com da é um dom do Pai, por meio do Espírito, proteção.sacerdotais, religiosas, missionárias e os pobres e os últimos da sociedade. Di- à sua igreja, e constitui elemento decisi- expediente Diretor geral Impressão Redação DOM JOSÉ LANZA NETO GRÁFICA SÃO SEBASTIÃO Praça Santa Rita, 02 - Centro Editor CEP. 37860-000, Nova Resende - MG PE. GILVAIR MESSIAS DA SILVA Ilustração Telefone Jornalista responsável MARCELO A. VENTURA (35) 3562.1347 ALEXANDRE ANTÔNIO DE OLIVEIRA - MTB: MG14.256JP E-mail Revisão Conselho editorial PASCOM.GUAXUPE@GMAIL.COM MYRTHES BRANDÃO PADRE JOSÉ AUGUSTO DA SILVA, PADRE FRANCISCO Os Artigos assinados não representam necessariamente a Projeto gráfico e editoração CARLOS PEREIRA, IR. MÁRCIO DINIZ, MARIA INÊS opinião do Jornal. AGÊNCIA TOM - www.agenciatom.com - (35) 3064-2380 MOREIRA E NEUZA MARIA DE OLIVEIRA FUGUEIREDO. Tiragem Uma Publicação da Diocese de Guaxupé 3.950 EXEMPLARES www.guaxupe.org.br 2 JORNAL COMUNHÃO
  3. 3. opiniãoDESAFIOS E LUZES PARA UMA EDUCAÇÃO CRISTÃ NA ESCOLA Por Juliana Aparecida Santana professora na Rede Pública de Ensino em Divisa Nova-MG Lousa. Giz. Carteira. Caderno. Li- olhar misericordioso, assim comovro. Caneta. Lápis. Alunos. O olhar o do próprio Cristo, particularmen-da professora, acompanhado por um te àqueles que revelam carência desorriso nos lábios e uma história para valores, oriundos das mais diversascontar... Quem não consegue extrair classes sociais. Sabe-se que é pa-um cenário como esse das entranhas pel primordial da família zelar parada alma? Recuperar memórias que que a criança cresça num ambienteforam primordiais para a formação agradável, onde a prática dos valoresda qual hoje usufrui? Fábulas narra- cristãos seja a meta principal. Porém,das que visam a transmitir valores? cabe à escola cuidar para que seuRelembrar conhecimentos e ensina- espaço também seja favorável ao de-mentos cristãos que foram adquiri- senvolvimento dessa prática.dos a partir das experiências vividas Quando o professor encara seuno âmbito escolar? É a essa esfera trabalho muito mais do que uma pro-que o texto, a seguir, nos remete. fissão, mas como vocação, ele conse- gue vencer os desafios e recuperar aUM OLHAR SOBRE A REALIDADE= autoestima de seus alunos, resgatar-DESAFIOS -lhes a capacidade de sonhar, de en- Hoje, além dos recursos tradicio- cantar-se, como sabiamente afirmanais, as escolas dispõem de novas tec- a escritora mineira, Adélia Prado: “Onologias – datashow, notbook, sala sonho encheu a noite / extravasoude recursos, laboratório, internet, pro meu dia / encheu minha vida /entre outros – que facilitam a ação e é dele que eu vou viver / porqueeducativa e promovem a aprendiza- o sonho não morre.” Isso [promovergem. Mas, tudo isso não faz sentido “Quando o educando assume a posição a autoestima] é condição principalse estiver focado apenas em conhe- para que habilidades e competên-cimentos específicos. É impossível de ‘ficar no meio’, ele já está posicionado cias cognitivas sejam desenvolvidascompreender a prática educacional e, consequentemente, crie um espa-divorciada dos valores cristãos. para a caminhada, ele se torna sujeito ço para que se pratiquem boas atitu- Cada vez mais, a mídia encontra--se imbuída de uma série de contra- de sua história – protagonista – adquire des. Como revela a etimologia da palavra,-valores à qual a sociedade se expõe autonomia para gerenciar sua vida, torna- “educar” [do latim educare] significa, li-e, nossos alunos, como membros teralmente, “conduzir para fora”, prepa-dela, são receptivos a tudo. Não ra- se apto.” rar para o mundo. Quando o educandoros são os casos divulgados pelos assume a posição de “ficar no meio”, elemeios de comunicação social de vio- nificativa para eles. Portanto, A PEDAGOGIA DO MESTRE DOS MES- já está posicionado para a caminhada,lências nas escolas, culminando mui- trata-se de construir contextos TRES E O PAPEL DO EDUCADOR= ele se torna sujeito de sua história –tas vezes em vítimas. Somado a isso, pedagógicos em que se possam LUZES protagonista – adquire autonomia paratemos a prática do bullying, desde as vivenciar experiências de res- Jesus, o educador por excelência, gerenciar sua vida, torna-se apto. Porformas mais simples até as mais com- peitar e ser respeitado, de re- deu-nos a receita inúmeras vezes – isso, diante dos questionamentos rela-plexas, ferindo o interior da crian- alizar ações justas, de dialogar quando se opunha ao velho sistema cionados aos avanços da Ciência, cabeça ou jovem. Então, compreender a efetivamente com os colegas e e propunha a prática libertadora. Ao ao educador aproveitar este momentoEducação requer um olhar minucioso professores, de ser solidários encontrar-se com os excluídos de profícuo para provocar uma reflexão.para a realidade circundante. e receber solidariedade, de ter seu tempo, promovia-lhes libertação Isso exige uma postura que não fira a Nosso mundo está marcado por acesso a conhecimentos que e vida. Aos enfermos, recuperava- ética cristã, nem gere “brigas” entre Ci-relações humanas estremecidas e alimentem sua compreensão e -lhes a saúde física e espiritual, de- ência e Fé.clama por justiça, ética, respeito mú- analisar criticamente situações volvendo-lhes a graça da inclusão. Nossa sociedade necessita de pesso-tuo, diálogo, solidariedade, amor. concretas dentro e fora da es- Entre tantos exemplos, reporto- as que passem pela escola e saiam delaEsses valores devem nortear os ca- cola.¹ -me ao texto do evangelista Lucas (cf. fortalecidas, preparadas para fazer aminhos do Projeto Político-Pedagó- Lc 6, 6-11), no momernto em que Je- diferença no mundo, tornando-se cida-gico da escola, conforme preveem Outro desafio apresentado à es- sus encontra, na sinagoga, o homem dãos críticos, participativos e, acima deos Parâmetros Curriculares Nacionais cola emana do avanço da Ciência: da mão seca e diz-lhe: “ ‘Levanta-te e tudo, capazes de praticar os valores cris-(PCNs), lançados em 1998, pelo Mi- temas polêmicos como fertilização fica de pé no meio de todos.’ Ele se tãos. Portanto, espera-se que as escolasnistério da Educação. No documento artificial, clonagem, alimentos trans- levantou e ficou de pé.” (Lc 6, 8b). reflitam suas práticas pedagógicas, for-sobre os Temas Transversais, encon- gênicos, células-tronco, engenharia Ao relembrar esse gesto, perce- taleçam seus projetos (interdisciplinarestram-se justificativas para tal prática: genética, etc emergem, por exemplo, be-se o verdadeiro papel ao qual o ou não) e promovam, à luz do Evange- nas aulas das disciplinas de Biologia, educador é chamado – promover a lho, uma educação que seja verdadeira- O conceito de dignidade do ser Química, Língua Portuguesa, entre “restauração”: colocar os alunos “em mente inclusiva e libertadora. humano é demasiadamente outras. Diante disso, o que fazer? pé”. O primeiro passo consiste no abstrato, mas com experiências Que atitude tomar? Como proceder, conhecimento crítico da realidade ¹Brasil. Secretaria de Educação Fundamental. concretas, notadamente aque- considerando que o desenvolvimen- em que desenvolve seu trabalho e Parâmetros Curriculares Nacionais: terceiro e las vivenciadas pelos alunos, to da Ciência é favorável à humani- ousadia para diagnosticar quais são quarto ciclos: apresentação dos temas transver- a ideia de dignidade poderá, dade? os valores que aí se fazem presen- sais / Secretaria de Educação Fundamental. – pouco a pouco, tornar-se sig- tes. Essa prática docente requer um Brasília: MEC/SEF, 1998. p. 95. DIOCESE DE GUAXUPÉ 3
  4. 4. notíciasDIOCESE CELEBRA DEZ ANOS DE FORMAÇÃOCRISTÃ SISTEMÁTICA PARA LEIGOS Por Diác. Gladstone Miguel da Fonseca Foto: Secretariado Pastoral No dia 30 de junho, um encontro com amadurecimento da fé cristã da comuni-aproximadamente duzentas lideranças dade paroquial;que dinamizam a formação cristã de lei- - Criar laços entre as pessoas, tendo emgos na diocese marcou a comemoração vista o fortalecimento da vida comunitáriade dez anos de formação sistemática na- e visando a uma prática pastoral compa-quela porção do Povo de Deus. Lucimara tível com os desafios do mundo de hoje.Trevisan que foi assessora de pastoral e Uma equipe, tendo à frente Lucimara,responsável pela implantação do mode- Pe. José Augusto da Silva, Pe. José Luizlo de formação, orientada pelo bispo da Gonzaga do Prado e outros tantos colabo-época, dom José Geraldo Oliveira do Vale, radores, produziu uma série com cinco vo-hoje emérito, motivou o encontro. lumes, os módulos. Estes módulos trazem A formação, como acontece nos mol- o nome “Tempo de Ver... Tempo de Crer...des de Guaxupé, trata-se de inovação, e... Amar.” Durante o encontro, Lucimaraprincipalmente no que tange à metodo- ressaltou a urgência de incentivar e ofere-logia e à didática aplicadas. Não há pro- cer formação para os leigos e leigas, bemfessores, mas sim, uma equipe formadora como a importância de granjear para esteque irá preparar os encontros e não, aulas. meio e proposta, a juventude.A duração depende do andamento do Dom José Lanza Neto, bispo diocesa-grupo, normalmente, em torno de dois a no, evidenciou sua satisfação pelo grandetrês anos, para estudar e aprofundar cada número de fiéis leigos que ali se encontra-assunto. Os temas propostos, além dos Com presença de Lucimara Trevisan, padre Francisco Carlos Pereira e dom José Lanza Neto, padres e leigos festeja- va e enalteceu a importância do trabalho ram o desempenho do trabalho de formaçãotextos, dão opções de filmes, músicas, dos mesmos neste processo de formação.trabalhos em grupos... Todos ensinam ajude a conhecer sua personalidade, sua berem-se carentes de formação; o cristão Deixou claro que a formação não é ape-e aprendem, por isso, dá-se também o afetividade, enfim, buscam “sentido” para deve dar “as razões de sua fé”; nas para ficar na cabeça, no intelecto,nome de formação de leigos em comuni- a vida e a fé. Na tentativa de resposta à - Capacitar os cristãos leigos no segui- mas, sobretudo, para a vivência cristã emdade. Tal modelo e proposta surgiram da pergunta: o que queremos com a forma- mento de Jesus Cristo, para o bom exercí- comunidade. O bispo ainda afirmou que aconstatação de que cresce o número dos ção de leigos?, elaboraram-se os seguin- cio da vivência cristã; Igreja, principalmente na sociedade atual,que buscam uma explicação de fé para tes objetivos: - Criar e fomentar grupos de formação, não pode ficar sem formação cristã.a vida. Anseiam por uma formação que - Ajudar os cristãos batizados a perce- para que cuidem, permanentemente, doENJOCCARC OCORRE EM CARMO SETOR POÇOS DESTACA CURSO DEDO RIO CLARO INICIAÇÃO TEOLÓGICA PARA LEIGOS Por Junio César de Oliveira Por Dora Sousa ScassiottiFoto: Junio César Foto: Dora Sousa Scassiotti Devido intensa procura do curso, nova turma é abertaEncontro ocorre em sintonia com a Campanha da Fraternidade 2013 e a Jornada Mundial da Juventude Desde 2011, o Setor Poços de Caldas 4 módulos e é ministrado por padres e Aconteceu, entre os dias 20, 21 e 22 desafiadora de ser semente do Reino na mantém, em clima animador, o Curso de leigos da diocese, com durabilidade dede Julho, a 18ª edição do ENJOCCARC (En- sociedade. Em sintonia com a Campa- Iniciação Teológica para Leigos, na Paró- 4 anos.contro de Jovens Cristãos de Carmo do Rio nha da Fraternidade 2013 e a Jornada quia de São Domingos, Casa das Irmãs Devido à intensa procura, este anoClaro), pautado na busca de um encontro Mundial da Juventude, foi proposto um Dominicanas. Hoje conta com 53 alunos, iniciou-se uma nova turma. Assim, refor-mais íntimo com o Ressuscitado, dando caminho de amadurecimento pessoal e em seu segundo ano consecutivo. Como ça-se a importância de manter a fé vivaum rosto jovem à Igreja, com participação comunitário. Ao final do encontro, cele- é de conhecimento, o curso (o segundo em Jesus Cristo e na Igreja, como tam-direta de aproximadamente 300 jovens. brou-se a Eucaristia na Paróquia Nossa realizado na Diocese) acontece todas as bém a perseverança destes alunos no Foi um momento de renovar as for- Senhora do Carmo, com participação de segundas feiras, à noite. Compõe-se de decorrer do curso de formação.ças e preparar a juventude para a missão toda a Comunidade. 4 JORNAL COMUNHÃO
  5. 5. notíciasCLERO TEM RETIRO PREGADO POR DOM GERALDO MAJELLA Por Pe. Gilvair Messias da Silva Foto: Pe. Gilvair Messias “Vamos entrar em clima de de- o cardeal, “tendência hoje é não re-serto. Não tenhamos medo de Deus fletir, terceirizar a reflexão. O mundoe, sobretudo, de seu silêncio.” Assim de hoje quer ler coisas práticas.” Pormotivado, aos 78 anos, sendo padre isso, salientou que urge perguntarhá 55 e 34 como bispo, dom Geral- quem é Deus para então ouvi-Lo,do Majella Agnelo, cardeal arcebispo como Moisés que assim O descobreemérito de São Salvador, na Bahia, na sarça ardente – “Eu sou Aqueleiniciou no dia 16 de julho o retiro que é” (Ex 3, 13).espiritual para o clero da diocese, o Dom Geraldo Majella destacou,qual se estendeu até o dia 19. Rea- em suas reflexões, o sentido do sacer-lizada anualmente, a atividade ocor- dócio com ênfase em textos bíblicos,reu no Seminário Santo Antônio do em cartas papais e nos documentosAlto da Serra, casa de retiros em São do Concílio Vaticano II. Referindo-sePedro (SP), da Ordem dos Capuchi- à frase de Bento XVI, “Deus é a únicanhos, na Diocese de Piracicaba (SP). riqueza que as pessoas querem en- O pregador meditou inicialmente contrar no sacerdote”, proferiu, emsobre a alegria de ser padre, quando vários momentos, sobre o significa-interrogava: “Qual o grau de minha do, sentido e peso da fé na vida dosalegria e de minha paz? Qual meu presbíteros. Meditações fizeram pensar a fé e o papel do presbítero como presença do Cristo no meio do povoverdadeiro amor? O que me alegra Além das pregações, momentosem meu trabalho pastoral?” Disse de celebração eucarística, rito peni-que a finalidade de um retiro é o re- tencial e vigília ao Santíssimo Sacra- SEMINARISTAS PARTICIPAM DEencontro com Deus, com a própria mento fizeram parte do retiro, o qualpessoa, com a vocação, sobretudo reanimou o clero para a missão apos- FORMAÇÃO MISSIONÁRIA EM BRASÍLIAvolta às fontes, reencontro dos mo- tólica diocesana e paroquial. Por Sérgio Bernardestivos para se alegrar e ser feliz. Para Foto: Sérgio BernardesCEBs PROMOVEM 29 0ENCONTRO DIOCESANO Por Pe. José Luiz Gonzaga do PradoFoto: Arquivo - CEBs “Para uma Igreja em estado permanente de missão” foi a temática do curso “Para uma Igreja em estado per- nistrado por alguns assessores da manente de missão” foi a temática Conferência Nacional dos Bispos do do Curso de Teologia e Espirituali- Brasil (CNBB), como o padre Elias dade Missionária para Seminaris- Wolff, assessor da Comissão Epis- tas e Presbíteros, promovido em copal para o Ecumenismo e Diálo- Brasília, numa parceria entre o go Interreligioso. A abordagem daCerca de 130 participantes de diversas paróquias puderam reabastecer-se com a espiritualidade e experiência devida de Dom Tomás Baldoino Centro Cultural Missionário (CCM) temática utilizou como referencial e as Pontifícias Obras Missionárias os documentos do Concílio Vatica- Aconteceu em Passos, no salão Na tarde-noite de sexta-feira, dia (POM), com a presença de três se- no II e da V Conferência Geral doparoquial de São Benedito, o 29º 13, as comunidades de Passos aco- minaristas da Diocese de Guaxupé. Episcopado Latino-Americano e doEncontro Diocesano das Comunida- lheram os companheiros dos outros Entre os dias 01 e 07 de julho, Caribe, realizada em Aparecida, emdes Eclesiais de Base da Diocese de Setores e os representantes de cada os participantes estiveram em con- 2007.Guaxupé. Cerca de 130 participan- Setor se apresentaram na celebração tato com temas relevantes para a O curso contou com a partici-tes de diversas paróquias puderam de abertura. dimensão missionária da Igreja, os pação de seminaristas e padres dereabastecer-se no grande encontro Dom Tomás partiu dos relatos contextos atuais e seus desafios à todas as regiões do país, bem comofraterno e recarregar suas baterias fundantes dos Atos dos Apóstolos ação missionária, o diálogo ecumê- de estrangeiros que desenvolvemcom a espiritualidade e experiência que completou com sua experiência nico e interreligioso e a necessida- suas atividades pastorais e missio-de vida de Dom Tomás Baldoino (89), de vida. A convivência e as reflexões de de se repensar a Igreja e sua es- nárias no Brasil, como Portugal ebispo emérito de Goiás, assessor do se estenderam até dia 15, quando se sência missionária. Haiti.Encontro. encerrou o encontro. O conteúdo do curso foi mi- DIOCESE DE GUAXUPÉ 5
  6. 6. notíciasDIOCESE É REPRESENTADA EM CONGRESSO MISSIONÁRIO NACIONAL Foto: Silas Oliveira Por Jeremias Nicanor e Silas Oliveira Nos dias 12 a 15 de julho, a Igreja reali- co, comunidades fraternas, comprometidas,zou o 3º Congresso Missionário Nacional, se- criativas e ousadas.diado na cidade de Palmas (TO). Reuniram- O mutirão do laicato ressaltou a maior-se mais de 600 pessoas, delegados dos 17 inserção dos leigos no aspecto missionário,Regionais da CNBB, membros dos diversos na formação teológica disponível e umaorganismos e institutos missionários, bem maior igualdade entre a ação dos leigos ecomo de grupos de animação missionária dos ministros ordenados. Por outro lado, la-(Infância, Adolescência e Juventude Missio- mentou a falta de compreensão da missãonária), grupos das santas missões populares, do Conselho Indigenista Missionário e a au-leigos, ministros ordenados e religiosos con- sência de pastorais de fronteira. Pediu maiorsagrados. Destes, foram 25 bispos, 12 diáco- conhecimento dos documentos da Igreja.nos, 319 leigos, 152 presbíteros, 98 religiosas O mutirão dos religiosos expressou aose 31 seminaristas. A Diocese de Guaxupé foi congressistas seu jeito peculiar de fazer mis-representada por dom José Lanza (respon- Bispo e seminaristas da diocese participam de Congresso Missionário são: “Comungar é tornar-se um perigo, vie-sável pela Dimensão Missionária do Regio- mos para incomodar, com fé e união, nossosnal Leste II), Jeremias Nicanor (seminarista Missionários”. O segundo conferencista, Pe. riências missionárias, questionamentos e passos um dia vão chegar.” Com este refrão,representante do Conselho Missionário do Dr.Paulo Suess, desenvolveu o tema: “Disci- propostas. Formaram-se quatro mutirões, reafirmaram sua vocação missionária de serSeminário – COMISE – do Seminário Santo pulado missionário do Brasil para o mundo, sendo: Infância, Adolescência e Juventude presença profética e samaritana em meioAntônio de Pouso Alegre), Silas de Oliveira à luz do Vaticano II e do Magistério Latino- Missionária (IAJM); Leigos e Leigas; Ministros ao povo, chamados a estar entre os pobres(representante da Província junto à Forma- -americano”. O conferencista, Pe. Estêvão Ordenados; Vida Religiosa Consagrada. Os e marginalizados.ção Missionária para Seminaristas – FOR- Raschetti, missionário xaveriano, indicou mutirões se dividiram em sub-grupos para Os delegados presentes ao “Mutirão dosMISE – do Regional Leste II) e José Eduardo apontamentos sobre a missão ad gentes melhor participação dos integrantes, tendo Ministros Ordenados” expuseram suas con-(seminarista representante do Conselho e sua relevância para a Igreja no Brasil. Re- seus secretários apresentado conclusões clusões em torno de alguns pontos. Quan-Missionário Diocesano – COMIDI – da dio- tomando o Documento de Aparecida (DA para debate e síntese. to aos empecilhos para a missão, muitoscese). 549), ele afirma: “Para nos converter, temos O mutirão da Infância, Adolescência e presbíteros não foram preparados para ela Baseado na perícope sugestiva do en- que ser de novo evangelizados no encon- Juventude Missionária (IAJM) informou que e atualmente não conseguem despojar-secontro entre Felipe e o etíope (cf. At 8, 26- tro com os povos, com os outros, com os não é um movimento nem um grupo para- para melhor servir. Quanto às urgências, é40), o 3º Congresso foi organizado no “Dia pobres, além de toda fronteira, como dis- lelo na Igreja local, mas Obra Pontifícia. Por- necessária a conversão dos presbíteros parado Caminho” (At 8, 26-28); “Dia do Encontro” cípulos missionários comprometidos com tanto, sua missão fundamental é cooperar o verdadeiro seguimento; investir na forma-(At 8,29-31); “Dia da Partilha” (At 8,32-35); a transformação do Brasil para um mundo para que o futuro que há na Igreja se abra ção e aproximação das comunidades; des-“Dia do Compromisso” (At 8, 36-40). melhor.” essencialmente para a missão ad gentes. centralizar os poderes; ter uma vivência de No segundo dia, o “Dia do Encontro”, A partir dessas problemáticas apresen- Lembrou ainda que se deve levar em consi- pobreza e reconhecer que são discípulos e,iniciaram-se as conferências. Irmão Israel tadas, aconteceram mutirões de reflexão deração o contexto secularizado no qual os por isso, devem estar em constante apren-José Nery, fsc, desenvolveu a temática “o se- com exposições temáticas e debates em referidos missionários estão inseridos, um dizagem. Há muito para ser renovado nascular e plural no qual nos cabe ser Discípulos grupos, quando se acolheram ideias, expe- mundo que exige um testemunho proféti- estruturas da Igreja.IDENTIDADE E MISSÃO DA PASCOM É TEMA DE ENCONTRO NACIONAL Da redação com informações da CNBB Foto: CNBB Dos dias 19 a 22 de julho, mais de 600 participantes do evento, no dia 20, direta-pessoas de todo o país participaram do mente de Roma, o presidente do PontifícioEncontro Nacional da Pastoral da Comu- Conselho para as Comunicações Sociais danicação (PASCOM) no Santuário Nacional, Santa Sé, cardeal Cláudio Maria Celli. EleAparecida (SP), para aprendizado e troca iniciou sua mensagem, considerando a con-de experiência. Representaram a Diocese corrência que há entre o anúncio da Verda-de Guaxupé o padre Rodrigo Costa Papi, o de e o testemunho cristão.diácono Gladstone Miguel da Fonseca e o Uma mesa redonda foi coordenada porseminarista Sérgio Bernardes Pedroso. Frei Edgar Alves, momento de reflexão do A solenidade de abertura contou com a tema central do evento: “PASCOM: identidadepresença de dom Dimas Lara Barbosa, pre- e missão” A professora Rosana Borges, da Uni- .sidente da Comissão Episcopal Pastoral para versidade Estadual de Londrina, apresentoua Comunicação; dom José Moreira de Melo, uma exposição sobre os sentidos da comuni-bispo de Itapeva (SP) e referencial para a co- cação. Em seguida, foi a vez do padre Manoelmunicação no Regional Sul 1; os dois assesso- Filho, da Arquidiocese de Salvador, que apre-res da Comissão, Ir. Élide Fogolari e Padre Cló- sentou uma reflexão sobre os fundamentosvis Andrade; e os missionários redentoristas, teológicos e da espiritualidade da PASCOM. Encontro ocorre pela terceira vez em Aparecida (SP)padres César Moreira e Evaldo César, repre- A terceira parte dos trabalhos foi a expo-sentando o Santuário Nacional e a Rede Apa- sição “Como se organizar a Pastoral da Co- pantes dirigiram-se ao subsolo do Centro Pastoral para a Animação Bíblico Catequéti-recida de Comunicação, respectivamente. municação”, feita pela assessora da Comis- de Eventos Padre Vítor Coelho de Almeida, ca da CNBB, Maria Cecília Rover. Em seguida, “Nós devemos crescer enquanto comu- são Episcopal Pastoral para a Comunicação onde participaram de seminários teóricos iniciou-se a mesa redonda PASCOM e a pes-nicadores cristãos” – destacou dom Dimas. da CNBB, Ir. Élide Fogolari. Ela relatou que sobre diversos temas. À noite, nos estúdios soa digital: possibilidades e contradições.“Devemos estar a serviço da Boa Nova e existe, para muitas pessoas, uma dicotomia da TV Aparecida, assistiram a show com o No domingo, 22, os agentes participa-quebrar as barreiras, como a dificuldade de entre pastoral e comunicação. “É importan- grupo Cantores de Deus. ram de celebração eucarística no Santuáriotransmitir a fé às novas gerações, de modo te ter claro que quem está na Igreja, está fa- As atividades do sábado, 21, começaram Nacional e foram enviados às suas diocesesque a nova linguagem seja fecundante do zendo missão e, portanto, faz comunicação”, com realização de leitura orante da Bíblia na e paróquias como discípulos missionáriosamor do Evangelho.” explicou a religiosa. ótica da comunicação. Esta etapa foi condu- da comunicação. Por meio de videoconferência, falou aos Durante a tarde daquele dia, os partici- zida pela assessora da Comissão Episcopal 6 JORNAL COMUNHÃO
  7. 7. notícias Foto: Pe. Gilvair MessiasMECES DO SETOR GUAXUPÉ SE REÚNEM Por Pe.Gilvair Messias Aproximadamente 400 Ministros Ex- reu sobre “O Cristo que acolhe no MECEtraordinários da Comunhão Eucarística que serve.” Sobre “O rosto do Cristo nos(MECEs) do Setor Pastoral Guaxupé estive- crucificados de hoje”, palestrou o padreram reunidos, dia 22 de julho, no auditório Gilvair Messias da Silva. Padre Alexandredo Instituto Federal de Educação, Ciência José Gonçalves expôs o assunto “O ca-e Tecnologia de Muzambinho. Atividade minho se faz caminhando com o irmão.”anual, ela objetiva reunir os respectivos Após o almoço, padre Reginaldo da Sil-agentes para momentos de reflexão, par- va conduziu momento de adoração ao Temática teve por objetivo aproximar o papel do MECE da pessoa e missão de Jesustilha, oração e entrosamento. Santíssimo Sacramento. Padre Ronaldo Os temas abordados foram escolhidos Aparecido Passos presidiu a Eucaristia, en- Padre Gentil Lopes Júnior, coordena- é festivo e muito bem preparado, tantopela coordenação diocesana de MECEs, cerrando as atividades do dia. Jovens da dor dos MECEs do Setor Guaxupé, relatou pela equipe organizadora, reunindo-sesendo, portanto, os mesmos em todos os paróquia de Juruaia foram responsáveis a alegria do grupo ao participar anual- com frequência meses antes do evento,setores. Padre Tadeu dos Reis Ávila discor- pelas músicas e animação do encontro. mente do encontro. Segundo ele, o clima quanto pelos palestrantes. entrevistaDEZ ANOS DE FORMAÇÃO CRISTÃ EM COMUNIDADELucimara Trevisan é formada em filosofia e teologia. Por vários anos, trabalhou na Diocese de Guaxupé. Muito conhecida entre as lideranças e clero. Exercepapel relevante em todo o processo de teologia e formação para leigos. Por ocasião do encontro que aconteceu em Guaxupé, na cúria diocesana, no dia 30de junho, em que se comemorou os dez anos de formação sistemática para leigos, com a presença de aproximadamente duzentas lideranças que dinamizama formação cristã de leigos em comunidade, coube a Lucimara Trevisan, que foi assessora de pastoral responsável pela implantação do modelo de formação,orientada pelo bispo da época, Dom José Geraldo Oliveira do Vale, hoje emérito, a motivação e assessoria do mesmo. Hoje, ela é coordenadora do CentroLoyola de formação para leigos, em Belo Horizonte. Foto: Secretariado Pastoral Por Diác. Gladstone Miguel da FonsecaCOMUNHÃO: O que é ser cristão? COMUNHÃO: O que poderia ser feito paraLUCIMARA: Parece fácil responder, mas chamar o jovem para participar desta for-não é simples. Ser cristão é acreditar em mação?Jesus Cristo, mas não um acreditar só de LUCIMARA: Uma coisa muito bacana nes-palavras, mas um acreditar e entrar numa ta formação é que ela é feita por convitesdinâmica de conversão, de configuração da pessoais. Acredito muito neste tipo de con-vida da gente na vida de Jesus Cristo, passar vite . Teríamos que olhar para a juventudepor um processo de mudança interior e de de nossas comunidades e convidar, insistirengajamento na comunidade, no mundo. para que alguns desses jovens se aprofun- dassem mais na fé, porque serão líderesCOMUNHÃO: Qual a missão do cristão comunitários. Enamorar-se de algumasleigo hoje, sobretudo na sociedade pós- pessoas e investir, ainda que por um tempo-moderna? não deem conta, que deem uma parada eLUCIMARA: Ser cristão hoje é, sobretudo, depois voltem, mas não deixar de convidarajudar a construir o reino de Deus no mun- e de investir na formação dos jovens.do, não só no espaço eclesial, é viver a vo-cação cristã, é fazer aquilo que Jesus pediu COMUNHÃO: Deixe uma mensagem parapara nós - ser sinal e instrumento do reino aqueles que participam deste processo dede Deus no meio do mundo. tão ficar cada vez mais maduro, adulto, na LUCIMARA: Havia uma coordenação de formação e também para aqueles que pas- vida cristã em comunidade e no mundo. pastoral e constituiu-se uma equipe da qual sarão por ele.COMUNHÃO: A formação cristã está com- fazia parte padre José Augusto, padre Pi- LUCIMARA: Pensando no futuro, se nãopletando dez anos na diocese. O que ela é e COMUNHÃO: Por que o leigo precisa de menta, padre Luiz lemos e várias outras pes- investirmos na formação de nossa comuni-qual seu objetivo? formação? Em que a catequese se difere da soas. Essa equipe buscou um processo de dade cristã, a Igreja sofrerá sérias consequ-LUCIMARA: A formação cristã iniciou-se formação cristã? O leigo já não passa por formação. Primeiro, pensou-se em formar ências. Precisamos de leigos mais capacita-a pedido de uma assembleia diocesana várias catequeses? equipes para trabalharem nas paróquias. dos, com mais formação para os trabalhosde pastoral, acontecida há vários anos, na LUCIMARA: A catequese é educação da Para isso, houve treinamento que durou pastorais, mas também para o diálogo comdiocese. Houve toda uma preparação, vá- fé, mas é mais básica. Ela também ajuda a mais ou menos uns oito meses, até iniciar a sociedade. Primeiro, agradecer às pessoasrios padres se envolveram em equipe. A pessoa a situar-se no que ela acredita. A ca- o processo mesmo. A ideia desta formação que se dispõem a trabalhar na formação.formação visa a dar uma fundamentação tequese faz um alicerce. A formação apro- é que ela aconteça na paróquia. Não é um Isso é puro fruto da graça de Deus. Se-para esse ser cristão. Ela alimenta sua fé funda, cria o edifício do cristão e o ajuda a curso de teologia mais elaborado, mas um gundo, não nos contentarmos em ser ume ajuda a ir configurando melhor a nossa tornar-se, de fato, mais adulto e mais com- passo anterior. Constitui-se de pequenos cristão que, pelo simples fato de ir à missa,vida na vida de Jesus Cristo, no seguimento prometido com a fé e com o seguimento de núcleos de formação dentro da paróquia. acredita que está garantido e tudo pronto...Dele, na comunidade. A formação me ajuda Jesus. Trata-se de um passo adiante para o Essa ideia é brilhante. Formação não se faz Que a gente se inquiete, coloque-se na di-a descobrir melhor quem é esse Jesus Cris- encontro de sentido na vida, neste mundo de uma hora para outra. É um processo pra- nâmica de cristão que é de ir à busca, deto em quem eu creio, porque eu creio, em tão conturbado. A formação é fundamental zeroso, mas é um processo de modificação aprofundar a fé. Seja esta formação na pa-quem creio quando digo que creio, como para os leigos cristãos que, sem formação, da vida, de encontrar significado pra vida e róquia ou através de outras ofertas que acreio em Jesus hoje na comunidade, como sofrerão mais impacto da sociedade pós isso leva tempo. Poderá durar uns dois, três diocese oferece para leigos. Isso fortalecerácelebrar essa minha fé em Jesus na comuni- moderna. anos e espalhou-se pela diocese. Iniciou-se a fé e ajudará o leigo a dialogar melhor comdade cristã e o que fazer para ser seguidor com mais de quarenta paróquias, outras se a cultura, com a sociedade. Vamos virarde Jesus no contexto atual. Eu diria que a COMUNHÃO: Como foi o processo da im- agregaram depois. Hoje, eu diria que, em guetos se não investirmos na formação deformação é fundamental para sobrevivên- plementação da formação cristã em comu- Minas Gerais, não há experiência tão signi- leigos para dialogar com a sociedade.cia da fé cristã, necessária para fazer o cris- nidade? ficativa como esta. DIOCESE DE GUAXUPÉ 7
  8. 8. atualidadeEM AGOSTO, DIOCESE GANHA NOVOS PADRES Por Pe. Gilvair MessiasOs diáconos Gladstone Miguel da Fonseca e Riva Rodrigues de Paula serão ordenados presbíteros da Igreja neste mês de agosto. O primeiro, nodia 10 de agosto, na Paróquia Senhor Bom Jesus dos Passos. Já o segundo, no dia 24 de agosto, na Paróquia São Sebastião, em Areado. A Diocesealegra-se, como mãe, ao dar à luz novos filhos para sua família, comunidades paroquiais e presbitério.GLADSTONE MIGUEL DA FONSECA Pouso Alegre, da Diocese de Guaxupé, para RIVA RODRIGUES DE PAULA Seminário Diocesano São José. No dia Nascido no dia 21 de dezembro de cursar Teologia e preparar-se melhor para o “Digo às pessoas que falei na brin- 2 de fevereiro de 1998, entrou para o1969, em Passos, é o caçula dos 4 filhos de ministério presbiteral. cadeira: ‘quero ser padre’ e Deus re- seminário para cursar o Ensino Médio.Álvaro e Conceição. Batizado em São João Interrogado sobre o momento no solveu levar-me a sério e colocou no Após, ingressou no curso de FilosofiaBatista do Glória, onde também fez sua pri- qual se sentiu chamado à consagração de meu coração o seu chamado. Assim, e também de Letras pelo UNIFEG. Emmeira eucaristia, aprendeu de seus pais a sua vida através do ministério ordenado, tomei a decisão de segui-Lo.” Riva 2004, voltou para casa de seus pais eser cristão, “gente de oração e, sobretudo, Gladstone relata que o Senhor sempre o descreve dessa maneira sua vocação, iniciou um tempo de reflexão e ama-de vida justa, fraterna e voltada para Deus, acompanhou e, por isso, sempre o cha- surpreendido pela graça de Deus que durecimento quanto à decisão toma-sem com isso deixar para trás os irmãos mou. “Coloquei para minha vida a certeza chama a quem Ele quer. Nasceu no dia da. Em 2007, retornou ao seminário,mais necessitados”, diz Gladstone. de que tudo o que vivi, seja na Igreja, na 16 de abril de 1978, na cidade de Are- para cursar teologia em Pouso Alegre. Em 1978, a família transfere-se para família, nos estudos e trabalhos foi como ado, de uma família de 11 filhos, sen- Juntamente com Gladstone, foi orde-Passos, passando a participar na Paróquia uma grande preparação para o ministério do nove homens e duas mulheres. Até nado diácono no dia 05 de fevereiroNossa Senhora das Graças. “Eu já pensava ordenado. Não se joga fora uma história o início da juventude, acompanhou deste ano, na catedral diocesana.em ser padre, mas não foi ainda naquele escrita, acrescentam-se capítulos na trama seus pais e alguns de seus irmãos na Interrogado sobre o sentimentotempo que me entreguei à proposta de que já está tecida no coração de Deus.” Congregação Cristã no Brasil. que o possui às vésperas de sua orde-vida do ministério ordenado.” Mais tarde, Nos dias que antecedem sua ordena- Conta que sua caminhada voca- nação, o diácono apresenta com sere-Gladstone muda-se para Uberlândia, a fim ção, Gladstone reconhece que a prepa- cional começou em 1995, quando, nidade e gratidão a alegria de ter, comde cursar Comunicação Social, com habi- ração não termina com o sacramento a numa conversa com seu melhor ami- perseverança, feito a caminhada até olitação em Jornalismo e licenciatura em ser conferido. “Para a vivência ministerial, go, revelou que iria estudar para ser sacerdócio. “Minhas orações têm sidoLíngua Portuguesa e Literatura. Depois, temos que continuar a nos preparar diaria- padre. “Aquela conversa entre tantas, de ação de graças por tudo que Deusespecializa-se em Linguística e Literatura. mente, na oração e na vida. Acredito que ficou no silêncio do meu coração.” realiza e há de realizar em minha vida.Porém, não se afasta da Igreja. Exerce, nes- ser cristão, ordenado ou não, é um exer- Como ainda não tinha sido batizado, Gratidão por Ele ter me conduzido atése período, os ministérios extraordinários cício constante, pois todos os dias somos fez a preparação para receber os sa- aqui e, principalmente, por me fazerda Comunhão Eucarística, da Palavra e do convidados a colocarmo-nos no segui- cramentos do batismo e da crisma. participar do sacerdócio ministerialBatismo. mento de Jesus Cristo, de sua Palavra, Vida As dificuldades vieram: “Muitas foram do seu Filho, Jesus Cristo. Gratidão Aos 36 anos, com vida profissional es- e Caminho, que é o da cruz, da fé provada, as resistências por parte da minha fa- à minha família que, mesmo não en-tabilizada, sente de modo mais forte o cha- da profecia e do amor incondicional. Só in- mília, pois não aceitavam a decisão tendendo e aceitando minha decisão,mado de Deus, a ponto de não mais deixar teiramente humanos, podemos estar mais tomada por mim, mas sempre manti- sempre rezou por mim. Gratidão a to-de responder a ele. Resolve, assim, dar seu próximos da essência de Deus. E é sentin- ve o propósito de seguir o desejo do das as pessoas que Deus colocou emsim aos sinais que o Senhor lhe concedia. do-me assim – humano, Filho de Deus, que meu coração e superar qualquer obs- meu caminho para serem sinal da suaO diácono diz que “não foi uma decisão fá- espero nesse momento e até o fim de mi- táculo que houvesse.” presença na caminhada vocacional. Acil. Era muita loucura mudar a rota naquela nha vida preparar-me, todos os dias, para Riva participou de encontros vo- expectativa é a de sempre procuraraltura da vida. Mas fui vencido, falou mais ser, em Cristo, ordenado para uma vida de cacionais para ajudar seu processo de colocar em prática meu lema: ‘Con-alto o clamor que em meu interior brada- doação ao serviço de Deus, na Igreja, pelo discernimento, tanto em sua cidade, forma tua vida ao mistério da cruz dova por uma resposta.” Em 2007, entra para Povo e, deste modo, mais do que perseve- com as Irmãs de Nossa Senhora da Senhor’. Obrigado a todos!”o Seminário Diocesano Santo Antônio, em rante, eu seja fiel ao caminho respondido.” Consolação, quanto em Guaxupé, no 8 JORNAL COMUNHÃO
  9. 9. atualidadePADRE HERALDO SUCEDE A PADRE ANTÔNIO CARLOS EM MISSÃO Por Pe. Gilvair Messias Fazia calor... O povo se protegia do sol Lamin. Padre Francisco continua sua missão. com a diocese irmã. Trago muita esperança O OLHAR DE QUEM VAIcom sombrinhas, exposto ao tempo, em e vontade de continuar trabalhando a servi- Com 22 anos de ministério ordenado,multidão. Centenas de pessoas e uma mis- O OLHAR DE QUEM VOLTA ço do Reino.” padre Heraldo de Freitas Lamin sonha comsa campal. O calor humano parecia ser mais “É uma vontade que eu tinha desde o Quem retorna da missão traz as marcas, a missão, sentindo-se chamado por Deus aintenso. Alegria era a marca do momento, tempo do seminário – fazer uma experi- as cores, os temperos, a fé e os sonhos do fazer a vontade Dele. “O Senhor me chamouno entusiasmo dos olhares, no movimen- ência missionária.” Com alegria nos olhos e caminho percorrido. As palavras de padre e continua me chamando para a missão”, diz.to das mãos, em sucessivo palmear. De um prazer de quem não deixou de fazer o que Antônio Carlos revelam segurança e cora- No início deste ano, durante dois meses,lado, dom Luís Ferrando, bispo de Bragan- acreditava seu coração é que padre Antônio gem. “Volto com a certeza de que Deus está padre Heraldo esteve na diocese irmã deça do Pará e vários padres de sua diocese, Carlos Melo relata seu sonho de ser missio- no meio de seu povo, em todos os tempos Bragança do Pará para conhecer a realida-em clima de acolhida e gratidão. De outro, nário. “Quando o padre Francisco Albertin e lugares, nas piores situações... Nós, padres, de de Paragominas. Interessado e cativadodom José Lanza Neto, bispo de Guaxupé convidou-me para realizar essa experiência precisamos ser mais pastores, ir atrás das pela missão, decidiu também partir pelae os padres Francisco Albertin e Antônio missionária na diocese irmã de Bragança do ovelhas que estão fora do redil.” E, próprio causa da Igreja, como ele mesmo diz: “viverCarlos Melo, acompanhados pela generosi- Pará, eu vi que era a oportunidade de reali- de quem volta, apresenta-se de coração a serviço da Igreja de Jesus Cristo.” A partirdade missionária de quem quer trabalhar. zar esse desejo.” grato: “minha gratidão ao povo da Paróquia deste mês, agosto, seu ministério será exer-Dioceses irmãs, povo irmão, gente cristã. O Padre Antônio Carlos conta como foi São José em Paragominas, ao padre Francis- cido nas terras paraenses. “Será um serviçoclima era esse no dia 1º de agosto de 2010, marcante o período de missão. O amor foi à co, aos padres da Diocese de Bragança, ao missionário àquele povo tão carente de mi-quando a diocese sul mineira assumia mis- primeira vista. Sentiu-se cativado pelo povo bispo dom Luís e a nosso bispo, dom José nistros ordenados. Vou com expectativa desão na diocese paraense, propriamente na já no primeiro encontro, quando em feverei- Lanza, o qual me deu a oportunidade para oferecer e receber algo, pela convivênciaPró-paróquia São José do Nagibão, em Pa- ro de 2010, visitou o bairro onde trabalharia. fazer essa experiência. Por tudo, Deus seja que terei, para louvor, honra e glória a Deusragominas. Depois, a alegria tornou-se ainda maior. A louvado!” Pai, Filho e Espírito Santo.” Dois anos de trabalho ardoroso, de co- comunidade, em sua simplicidade, não me-lheitas e frutos. Os padres Francisco e Antô- diu esforços para acolhê-los bem. O bispo enio Carlos promoveram, com todas as forças padres da Diocese de Bragança fizeram-lhese recursos possíveis, a animação do Reino sentir-se em casa. E os trabalhos fluíram nasde Deus nas diversas comunidades que comunidades rurais, na cidade, com organi-compõem a paróquia que lhes fora confia- zação pastoral e administrativa. “Foi uma ex-da. Evangelizaram por palavras e gestos, periência muito marcante, muito enriquece-pela formação catequético-litúrgica, pelas dora, tanto para minha vida pessoal quantovisitas às casas, pela promoção humana, às para meu ministério. Ajudou-me muito. Sin-vezes, no chão duro, em outras, na leveza to-me mais fortalecido e confiante na forçados rios. e na graça de Deus que nos chama, envia e As dioceses irmãs firmaram, entre si, um acompanha.”prazo de dois anos para cada dupla de pa- Ao voltar, padre Antônio Carlos diz estardres atuar na paróquia de Paragominas. No alegre no meio de sua família e presbitério.mês de julho último, padre Antônio Carlos “Sinto-me feliz, como os discípulos que vol-retornou do trabalho. Será sucedido, neste tavam alegres, depois do envio em missão. Pe. Antônio Carlos Pe. Heraldomês de agosto, por padre Heraldo de Freitas Feliz por haver colaborado um pouquinho bíbliaO ENSINAMENTO EM PARÁBOLAS: RESPOSTA OU PERGUNTA? Por Pe. José Luiz Gonzaga do Prado - Professor de Teologia Bíblica no Centro de Estudos Superiores da Arquidiocese de Ribeirão Preto - Reside em Nova ResendeO FATO entendessem (Mc 4,11-12). a divulgação da Palavra de Deus, sem pre- ce, estabiliza, mata. O cimento organiza, faz As parábolas de Jesus que os Evange- ocupação de alcançar proveito total? Sem instituições estáveis, prédios e construções,lhos registram sempre foram vistas como QUAL A PEDAGOGIA DE JESUS? garantia de aproveitamento total, não se tudo sob controle. O fermento é desorga-um método pedagógico simples e natural A pedagogia de Jesus, seu jeito de ensi- deve lançar a semente? Como agir? nizado, indisciplinado, incontrolável. Agepara incutir algum ensinamento. Isso não nar, não era simplesmente o de usar com- movido pelo Espírito, que sopra para ondeé exclusivo de Jesus nem dos Evangelhos. parações. As parábolas ou comparações OUTRO: FERMENTO X CIMENTO quer.A sabedoria oriental também se serve das de Jesus não querem explicar tudo, deixar Noutra reunião geral (ou plenário) dosmais interessantes comparações ou pa- o ouvinte sem dúvidas, sem perguntas; ao Grupos de Reflexão, Antônio Etelvino dis- OUTRA SEMENTErábolas, visando exatamente a incutir seu contrário, querem deixá-lo cheio de per- se: “Lá no meu bairro, nem vinte por cento O Evangelho de Marcos (4,26-29) temensinamento. guntas, com “a pulga atrás da orelha”, desa- do povo participa das nossas reuniões!”. outra parábola da semente, uma parábo- fiado a encontrar respostas e levantar mais Perguntei às mulheres: “Quando vão fazer la curta, com ares de ter saído assim dosPOR QUE PARÁBOLAS? perguntas. Jesus confia na inteligência dos um bolo ou um pão, em um quilo de fari- lábios de Jesus. É a semente que brota, O Evangelho de Marcos, sendo o pri- ouvintes, mesmo quando explica aos discí- nha vocês colocam duzentos gramas de nasce, cresce e produz sozinha, sem que omeiro, o mais primitivo, está mais próxi- pulos o sentido das parábolas. fermento?” lavrador faça qualquer esforço. A parábolamo do Jesus histórico que os outros. Ele Fermento é uma pitadinha só. Mas tem não traz qualquer explicação, deixa apenasdiz que Jesus falava em parábolas para a UM EXEMPLO força para mexer com toda a massa. Fer- um mundo de perguntas. Basta plantar?multidão, à beira do mar, enquanto em Em um plenário dos Grupos de Refle- mento é coisa viva, massa é coisa morta. Esperar apenas que, espontaneamente, acasa, na comunidade ou em particular, ex- xão, comentando a parábola do semeador, Massa é coisa grande, fermento é peque- planta produza seus frutos? A intervençãoplicava tudo para os discípulos. Falava em Pedro Rodrigues levantou esta questão: na. Massa aparece, fermento não aparece, do lavrador será apenas a colheita, quandoparábolas para os de fora, para que os que “Mas esse povo desperdiçava muita se- mas, sem ele, a massa vira nada. os frutos estão maduros, na hora de “meterenxergassem, enxergassem cada vez me- mente! Na parábola, de quatro partes, só Fermento torna tudo macio, coloca a a foice”? Que força é essa que a Palavra delhor e os que nada vissem, cada vez menos se aproveitou uma.” É assim que deve ser massa em crescimento. O cimento endure- Deus tem por si mesma? DIOCESE DE GUAXUPÉ 9
  10. 10. ponto de vista teológicoO CONCÍLIO E A EDUCAÇÃO CRISTÃ Por Pe. José Augusto da Silva - Pároco da Matriz São José (Machado) e Professor na FACAPA (Pouso Alegre) Se é verdade incontestável que o sórcio civil dos homens e no Povo deConcílio refletiu, em exaustão, a re- Deus”(GE 3).alidade interna da Igreja, não é me- No que diz respeito à contribui-nos verdade que também voltou seu ção da Igreja no processo da educa-olhar sobre as realidades humanas, ção cristã, os padres, profeticamente,sociais e históricas. Neste sentido, afirmaram: “a Igreja é obrigada a dar,é importante ressaltar o posiciona- como mãe, a estes seus filhos aquelamento dos padres conciliares a res- educação, mercê da qual toda a suapeito da Educação Cristã, esboçado vida seja imbuída do espírito de Cris-na Declaração Gravissimus educatio- to; ao mesmo tempo, porém, colabo-nis. O documento procura eviden- ra com todos os povos na promoçãociar a responsabilidade da Igreja na da perfeição integral da pessoa hu-importante tarefa de educar e pro- mana, no bem da sociedade terrestreporcionar uma educação integral e e na edificação dum mundo configu-abrangente para todos. rado mais humanamente” (GE 3). “A família é, portanto, a primeira escola das virtudes sociais de que as sociedades têm necessidade. Mas é, sobretudo na família cristã, ornada da graça e do dever do sacramento do Matrimônio, que devem ser ensinados os filhos desde os primeiros anos, segundo a fé recebida no Batismo a conhecer e a adorar a Deus e amar o próximo” Os padres pontificam que as pes- A Declaração continua vociferar so-soas, independentemente de etnia, bre as responsabilidades das escolas ca-cor, sexo, nacionalidade e cultura, tólicas e do seu afetuoso acolhimentotêm garantido, a si, o direito ao aces- aos alunos e professores não católicos,so universal à educação. Entendem propondo que também eles recebam, ae exortam que seja estimulada uma seu tempo e a seu modo, o efetivo anún-educação capaz de formar a pes- cio da Boa Nova de Jesus Cristo, num cli-soa humana na sua totalidade, em ma de diálogo e escuta.todas suas dimensões existenciais. Esse documento conciliar, nãoLembram o ofício peculiar dos pais, obstante sua singeleza e, até certoda família, em cumprir seu papel de ponto, sua obviedade para nossosprimeiros educadores, promovendo dias, foi um marco da tomada deaquele alicerce genuíno dos valo- posição da Igreja Universal em faceres cristãos, num contínuo consór- da Educação como um todo. O docu-cio com as ciências e a cultura. Para mento chancela, indiretamente, astanto, as famílias deverão receber o linhas mestras da Declaração Univer-apoio da sociedade civil e da própria sal dos Direitos Humanos, promulga-Igreja. da pela ONU em dezembro de 1948. “A família é, portanto, a primeira Oxalá, mirados na sensibilidadeescola das virtudes sociais de que as dos padres conciliares, sejamos ca-sociedades têm necessidade. Mas é, pazes, no tempo presente, de envi-sobretudo na família cristã, ornada dar relevantes esforços para que ada graça e do dever do sacramento Educação receba a atenção que lhe édo Matrimônio, que devem ser ensi- necessária. Só com um processo edu-nados os filhos desde os primeiros cacional qualificado, amplo e acul-anos, segundo a fé recebida no Ba- turado, teremos cristãos mais cons-tismo a conhecer e a adorar a Deus e cientes e promotores da boa nova deamar o próximo; é aí que eles encon- Jesus Cristo, num profícuo diálogotram a primeira experiência quer da com as ciências e a cultura. Educaçãosã sociedade humana quer da Igreja; e Boa Nova se fundem na busca daé pela família, enfim, que eles são liberdade que, segundo o IV Evange-pouco a pouco introduzidos no con- lho, nos libertará (cf. Jo 8,32). 10 JORNAL COMUNHÃO
  11. 11. comunicação COMEMORAÇÕES DE AGOSTO NATALÍCIO ORDENAÇÃO5 Pe. André Aparecido da Silva 1 Pe. Ireneu Viana7 Pe. Edson Alves de Oliveira 11 Dom Messias dos Reis Silveira (presbiteral)15 Pe. João Pedro de Faria 13 Pe. Adirson Costa Morais Pe. Júlio César Martins 20 Pe. José Ronaldo Neto18 Mons. Benedito José da Silva Pe. Antônio Donizeti de Oliveira19 Pe. Marcos Luiz Silva Rezende Pe. Sebastião Marcos Ferreira20 Pe. Carlos Virgílio Saggio28 Pe. João Benedito Vellani29 Pe. João Batista da Silva30 Pe. Alfredo Máximo da Silva AGENDA PASTORAL DE AGOSTO4 Diocese: Reunião do Conselho Diocesano de Pastoral em Guaxupé 25 Reunião da Coord. Diocesana da PJ em Guaxupé5 21º Um dia com Maria no Santuário, em Poços Encontro com os agentes paroquiais da PASCOM nos Setores9 Diocese: Reunião da Pastoral Presbiteral Dia do Catequista - Concentração Setorial de Catequistas11 Diocese: Reunião da Coord. Diocesana dos Grupos de Reflexão em Diocese: Encontro Diocesano de Coord. de Grupos de Jovens em Gua- Guaxupé 26 xupé Reunião da Coord. Diocesana da Catequese em Guaxupé Diocese: Encontro com os Presbíteros até 05 anos de Ministério em Reunião da Equipe de Comunicação em Guaxupé Guaxupé11-18 Semana Nacional da Família 2917-19 Encontro Vocacional no Seminário São José, em Guaxupé18 Setores: Reunião dos Conselhos de Pastoral dos Setores (CPSs) Diocese: Reunião do Conselho Diocesano do ECC em Guaxupé Reunião Diocesana do Serviço de Animação Litúrgica em Guaxupé VOZ DO LEITOR Olá, pessoal da Pascom, Sou nascido na diocese, na cidade de bre as novidades e os passos dados por construção do Reino de Deus. Escrevo este e-mail para agradecer e Passos, e hoje moro em São João Del Rei, esta diocese tão querida! Muito obrigado;parabenizá-los pela qualidade do Jornal para estudar Psicologia. Parabéns pelo trabalho! Textos bemComunhão que tem sido veiculado em É com grande alegria que posso aces- escritos, boa cobertura jornalística e, aci- Rodolfo Leitetoda a Diocese de Guaxupé e pelo site. sar o site, ler as notícias e atualizar-me so- ma de tudo, um trabalho voltado para a Curso de extensãO Pa l av r a e L i t u r g i a : f o n t e s d a m i s s ã o A importância da Palavra e da Liturgia na vida da Igreja, especialmente diante da dimensão missionária, orientando para uma prática pastoral fundamentada no ensino da Igreja, a partir das realidades vividas. Para quem? Conteúdo? Inscrições e informações? Destina-se a lideranças paroquiais, leigas e leigos 1. Realidade paroquial e o Documento de Aparecida. www.facapa.edu.br cristãos, religiosos e demais interessados Telefone: (35) 3421-1820 2. A Liturgia: Constituição Sacrossanctum Concilium E-mail: extensao@facapa.edu.br Quando? e Pastoral Litúrgica. Data de início e previsão de término: 27/08/12 a Quanto? 12/11/2012 3. A Palavra: Constituição Dei Verbum, Exortação Apostólica Verbum Domini e projeto de Animação Investimento: R$ 200,00 Bíblica da Pastoral em quatro parcelas de R$ 50,00 Às segundas-feiras, das 19h às 22h. Local: Colégio Sagrado Coração de Jesus. Praça Fausto Monteiro, 160 - Centro - Alfenas (próximo à 4. Discípulos Missionários: ouvir, celebrar e viver a Prefeitura). Palavra. Promoção: Faculdade Católica de Pouso Alegre e Setor Pastoral Alfenas, Diocese de Guaxupé DIOCESE DE GUAXUPÉ 11

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