Ano da Fé - Arquidiocese de Florianópolis

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Ano da Fé - Arquidiocese de Florianópolis

  1. 1. Encontros para os Grupos Bíblicos em Família Tempo Comum – 2013 ANO DA FÉ Arquidiocese de Florianópolis
  2. 2. 2 SUMÁRIO Apresentação ......................................................................................................3 Orientações para os animadores e animadoras dos Grupos Bíblicos em Família.........4 Celebração inicial: Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé...............................6 1º Encontro: Creio em Deus Pai....................................................................12 2º Encontro: Creio em Deus Pai, todo-poderoso...........................................17 3º Encontro: Creio em Deus Pai, criador do céu e da terra...........................22 4º Encontro: Creio em Jesus Cristo, filho único de Deus .............................27 5º Encontro: Creio em Jesus Cristo, nosso Senhor......................................31 6º Encontro: Creio em Jesus Cristo, que foi concebido pelo poder do Espírito Santo......................................................................36 7º Encontro: Creio em Jesus Cristo, que nasceu da Virgem Maria ..............41 8º Encontro: Creio em Jesus Cristo, que padeceu sob Pôncio Pilatos ........46 9° Encontro: Creio em Jesus Cristo, que foi crucificado, morto e sepultado.....................................................................52 10º Encontro: Creio em Jesus Cristo, que desceu à mansão dos mortos e ressuscitou ao terceiro dia..................................58 11º Encontro: Creio em Jesus Cristo, que subiu aos céus, está sentado à direita de Deus Pai, todo-poderoso.............................................63 12º Encontro: Creio em Jesus Cristo, que virá julgar os vivos e os mortos...............................................................................67 13º Encontro: Creio no Espírito Santo.............................................................72 14º Encontro: Creio na Igreja Católica............................................................77 15º Encontro: Creio na comunhão dos santos................................................84 16º Encontro: Creio na remissão dos pecados...............................................89 17º Encontro: Creio na ressurreição da carne.................................................94 18º Encontro: Creio na vida eterna..................................................................99 Anexo 1: Ano da Fé...............................................................................104 Anexo 2: Mensagem de acolhida – Diocese de Crato, CE....................106 Anexo 3: Rumo ao 13º Encontro Intereclesial das CEBs......................107 Anexo 4: Oração do 13º Encontro Intereclesial das CEBs....................108 Anexo 5: Leitura Orante da Palavra de Deus........................................109 Equipe de Elaboração, Revisão e Editoração.................................................. 110 Equipes de Articulação......................................................................................111 Avaliação.......................................................................................................... 113
  3. 3. 3 APRESENTAÇÃO O Ano da Fé, proclamado pelo Papa Bento XVI para 2013, tem como objetivo celebrar os 50 anos do início do Concílio Vaticano II e os 20 anos da publicação do Catecismo da Igreja Católica. Por este motivo, o livreto dos Grupos Bíblicos em Família no Tempo Comum terá um esquema um pouco diferente dos anteriores. Cada encontro terá como tema uma verdade de fé proclamada no Credo. Haverá sempre um fato da vida, um texto bíblico e uma reflexão a partir do Catecismo. Tenho certeza de que os textos apresentados ajudarão os Grupos Bí- blicos em Família a vivenciar com maior intensidade o Ano da Fé. Com Paulo VI queremos repetir: “Renova em mim o dom da fé recebido no Batismo, confirmado na Crisma, reanimado em cada Eucaristia. Que eu viva alicerçado na tua Palavra e que por ela me sinta exortado à fidelidade. Diante de tua presença, professo que creio, mas aumenta a minha fé”. Florianópolis, maio de 2013. D. Wilson Tadeu Jönck arcebispo
  4. 4. 4 ORIENTAÇÕES PARA OS ANIMADORES E ANIMADORAS DOS GRUPOS BÍBLICOS EM FAMÍLIA Os animadores e animadoras dos Grupos Bíblicos em Família exercem um ministério bonito e importante na nossa Igreja arquidio­cesana. As orienta- ções sejam vistas como lembretes, como ajuda na sua missão de dinamizar o funcionamento dos Grupos: 1. CELEBRAÇÃO INICIAL: Prepará-la bem. Reunir os vários grupos da comunidade ou da paróquia para fazê-la em comum. 2. AMBIENTE: É muito importante usar a criatividade, preparando bem o ambiente, com alguns símbolos que ilustrem a ideia central do encontro. – Símbolo forte, que deveria estar sempre presente, é a casinha, porque identifica os Grupos Bíblicos em Família como “Igreja nas casas”, lembrando as primeiras comunidades cristãs. – A Bíblia não pode faltar, porque é a fonte inspiradora de toda oração, reflexão e proposta de ação do grupo. É importante que todos os participantes a levem sempre, e que se acostumem a ler com ante- cedência o texto proposto para cada encontro. 3. CANTOS: Quando não são conhecidos, poderão ser rezados, ou substituídos por outros que o grupo conhece. 4. TAREFAS DO ANIMADOR(A): Envolver todos os participantes, distri­buindo responsabilidades. Dar atenção especial aos jovens e crianças. Apresentar os novos membros ao grupo. Promover um clima de acolhida e bem-estar para todos. 5. GRUPOS GRANDES: Quando o grupo for muito grande, a ponto de dificultar a participação ativa de todos, propomos que alguns membros, já bem familiarizados com a vida dos grupos, se dispo­nham a iniciar novos grupos, colaborando com a propagação do anúncio da Palavra de Deus e desta prio- ridade da arquidiocese na sua paróquia ou comunidade. 6. QUESTÕES DA COMUNIDADE: Trazê-las para o grupo, conversar sobre elas. Lembrar as necessidades materiais e espirituais da comunidade (água, esgoto, lixo, calçamento, policiamento, controle do tráfico e uso de dro- gas, violência, locais para celebrações e de lazer, etc), a fim de que o grupo esteja sempre atento, valorizando a vida e colaborando com o bem-estar da comunidade.
  5. 5. 5 7. COMPROMISSOS: Insistir neles, a fim de que a vida do grupo não fique restrita àquela hora do encontro e desligada da realidade. Se o compro­ misso sugerido para um encontro for difícil de ser executado, escolha-se outro. O importante é ligar sempre oração, reflexão e ação. 8. CONTINUIDADE: Manter o grupo unido e articulado, motivando-o a dar continuidade aos encontros durante todo o ano. A equipe de redação prepara um livreto para os encontros de cada tempo litúrgico do ano, ou seja: Advento e Natal; Quaresma e Páscoa; Tempo Comum. 9. PLANEJAMENTO PAROQUIAL: Para o bom funcionamento dos GBF em nível paroquial é necessário que o nosso planejamento esteja contemplado no planejamento paroquial. – É importante que os coordenadores e animadores se reúnam e tracem um planejamento para todo o ano, com reuniões pe­riódicas na comunidade e em nível paroquial; formação para animadores e animadoras; temas de estudos; celebrações e lançamento dos livretos, conforme o tempo litúrgico. 10.AVALIAÇÃO: É importante fazer a avaliação dos encontros do livreto. Este livreto trouxe um novo roteiro. pedimos sua colaboração, enviando-nos sua opinião, que é muito importante e para a equipe de elaboração e re­visão. É avaliando que se aprende a melhorar a qualidade do nosso trabalho de evangelização. Faça a avaliação no grupo, seguindo o questionário que está no final do livreto, dê sua opinião e envie para: Coordenação Arquidiocesana dos Grupos Bíblicos em Família Rua Esteves Junior, 447 – Centro CEP: 88015-130 – Florianópolis/SC E-mail: gbf@arquifln.org.br Obrigada pela sua valiosa colaboração e bom trabalho!
  6. 6. 6 Celebração inicial CREIO, SENHOR, MAS AUMENTAI A MINHA FÉ “Jesus disse a um dos leprosos: Levanta-te e vai! Tua fé te salvou” (Lc 17,19). Símbolos: Bíblia, uma vela grande e preparar mais velas para oração final, casinha, fotos de família, cartaz do livreto. Outros símbolos possíveis: Catecismo antigo de 1ª comunhão, livro de Catequese, Catecismo da Igreja Católica, outros documentos da Igreja. Acolhida: Pelas pessoas da casa, ou pelo(a) animador(a). Motivação e oração Animador(a): Irmãos e irmãs, graça e paz da parte de Deus Pai, nosso cria­dor, de Jesus Cristo, nosso salvador, e do Espírito Santo, nosso santificador! Todos(as): Bendito seja Deus, que nos reuniu no amor de Cristo. A: Em comunhão com a Igreja, saudemos a Santíssima Trindade, dizendo juntos: Em nome do Pai... (Enquanto entoamos o Hino dos Grupos Bíblicos, entram os símbolos preparados, exceto a Bíblia e a vela) Canto: 1. Igreja nas casas! Os grupos se encontram em torno da Bíblia, Palavra de Deus. Refletem, conversam, e rezam, e cantam, na prece entrelaçam a terra e os céus. /: É fé e vida na partilha. É Grupo Bíblico em Família. :/ 2. Igreja nas casas! O centro é a Bíblia, resposta divina a humanas questões. Assim, a oração, reflexão da Palavra, motiva e orienta concretas ações. A: Com o ânimo sempre renovado, estamos celebrando oAno da Fé. Foi um convite que o Papa Bento XVI fez a todos os católicos do mundo inteiro, com início em 11 de outubro de 2012 e conclusão em novembro desse ano, na Solenidade de nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo.
  7. 7. 7 T: Ao celebrarmos o Ano da Fé, estamos comemorando 50 anos da abertura do Concílio Vaticano Segundo e 20 anos do Catecismo da Igreja Católica. Canto: /: Jesus Cristo é o Senhor, o Senhor, o Senhor. Jesus Cristo é o Senhor, glória a ti, Senhor! :/ A: O Catecismo da Igreja Católica nos diz que a fé é uma adesão pessoal e total a Deus. É um ato de confiança de nosso coração e de nossa mente em Deus. T: Para o cristão, crer em Deus é, inseparavelmente, crer naquele que ele enviou, “seu Filho amado, no qual ele pôs todo o seu agrado” (Mc 1,11) e nos mandou que o escutássemos. A: Jesus também disse aos seus discípulos: “Credes em Deus, crede também em mim” (Jo 14,1). E crer em Jesus Cristo é o mesmo que crer em Deus, pois Jesus Cristo é Deus, o Filho eterno de Deus-Pai. Canto: /:Jesus Cristo ontem, hoje e sempre, ontem, hoje e sempre, aleluia! :/ A: Deus nos fala, nos conhece, e nos chama pelo nome. Mostra-nos o seu amor e misericórdia, para segui-lo nos mais diferentes caminhos. Pelo batismo e pela fé devemos dar testemunho de seu chamado, colabo- rando na realização de seu Reino. Rezemos, cantando: Canto: /: Eis-me aqui, Senhor! Eis-me aqui, Senhor! Pra fazer tua vontade, pra viver no teu amor, pra fazer tua vontade, pra viver no teu amor. Eis-me aqui, Senhor! :/ 1. Ponho a minha confiança no Senhor, da esperança sou chama- do a ser sinal. Seu ouvido se inclinou ao meu clamor, e por isso respondi: Aqui estou! Fato real Leitor(a): Amaro e Maria Aparecida formam um casal feliz. Começaram sua vida no interior do Estado, longe da agitação de cidade grande. Vieram os filhos, três meninos e uma menina. A religiosidade e a fé em Deus sempre estiveram presentes naquela família. A reza do terço era a oração preferida do casal. Aos domingos, guardavam o próprio dia do Senhor. Todos iam à capela da Comunidade e participavam da missa dominical.
  8. 8. 8 O tempo foi passando. Os meios de sobrevivência já estavam ficando escassos. Resolveram, então, se mudar para a cidade, onde teriam como viver melhor. Com esforço,Amaro conseguiu arranjar um emprego digno. Surgiram outras dificuldades. Mesmo assim, o casal não abandonou sua fé. Amaro e Cida procuraram a capela da nova comunidade, para preencher a vida participando das celebrações dominicais. Apesar da vida de fé que levavam, não conseguiram evitar que a cidade grande oferecesse aos filhos outra vida. Já crescidos, eles tomaram outros rumos, os mais diversos, até abandonaram a Igreja. Dois já formaram novas famílias, conseguiram andar por caminhos decentes. A menina também cresceu, ficou adulta, trabalha num supermercado. Um dos filhos, porém, o Mário, enveredou por caminhos tortos. Não venceu a tentação das drogas, e, em consequência, sendo dominado por outros males, caiu num “poço profundo”, deixando a casa que lhe oferecia paz e serenidade.Amaro e MariaAparecida agradecem a Deus pelas graças recebidas e rezam muito na esperança de que, um dia, Mário volte para junto de sua família, recebendo o afeto de todos. Canto: /: Abençoa, Senhor, as famílias. Amém. Abençoa, Senhor, a minha também. :/ A Palavra de Deus ilumina A: A Oração dos Grupos Bíblicos em Família diz que nossos encontros bíblicos nos preparam para o domingo, dia do Senhor, quando somos convidados a nos reunir ao redor de seu altar. T: Também diz:Ali, Jesus se oferece ao Pai por nós e nos alimenta com sua Palavra e com o Pão da vida; ali aprendemos que amar é assumir a cruz de cada dia. A: Vamos nos preparar para ouvir a Palavra de Deus, no Evangelho de Lucas. (Enquanto cantamos, vamos trazer a Bíblia e a Vela acesa) Canto: Teu povo aqui reunido procura vida nova. Tu és a esperança, o Deus que nos consola. /: Fala, Senhor, fala da vida. Só tu tens palavras eternas, queremos ouvir. :/
  9. 9. 9 Leitor(a) da Palavra: Leitura do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas 17,11-19. (Momento de silêncio para interiorizar a Palavra) A: Vamos contar com nossas palavras o que diz o texto. a) O que Deus quer dizer para nós neste texto? b) O que existe de comum entre o texto de Lucas que acabamos de ler e o texto do fato real? (Tempo para conversar) Aprofundando o tema à luz da Palavra e do Catecismo A: Na sua caminhada, Jesus acolhe doentes, mulheres, aflitos, leprosos e marginalizados. Desperta muita admiração pelas palavras que profere com sabedoria e autoridade. L 1: A fé, dom gratuito de Deus e acessível a todos os que pedem com hu- mildade, é virtude necessária à nossa salvação. L 2: A Igreja, embora formada por pessoas de diferentes línguas, culturas e ritos, professa uma só fé recebida de um só Senhor, Deus Pai, Filho e Espírito Santo. T: Cremos, portanto, com um só coração e com uma só alma, em tudo o que está contido na Palavra de Deus, transmitida oralmente ou escrita. A: Nos textos que foram refletidos, vimos o quanto os personagens, tanto do fato real, quanto bíblico, foram movidos pela fé no Senhor Deus. L 3: No texto de São Lucas, a fé foi manifestada na gratidão de um leproso ao perceber que estava curado. T: “Jogou-se no chão, aos pés de Jesus, e lhe agradeceu. Era um samaritano” (Lc 17,16). L 4: E no texto do fato real vimos que Amaro e Cida não perderam a fé, acreditaram em Deus, mesmo que a família passasse por problemas e dificuldades: T: A religiosidade e a fé em Deus estiveram sempre presentes naquela família, à noite se reuniam para rezar.
  10. 10. 10 Canto: /: Quando Jesus passar, quando Jesus passar, quando Jesus passar, eu quero estar no meu lugar. :/ 1. No meu trabalho e na minha casa, no meu estudo e no meu lazer, no compromisso e no descanso, no meu direito e no meu dever. A: Quando professamos a nossa fé, começamos dizendo: “Eu creio”, ou “Nós cremos”. Em Deus só se pode crer, porque ele é o sentido, a rocha, o refúgio, a fortaleza de nossa existência. L 1: Só ele pode satisfazer nossos anseios, responder às nossas mais pro- fundas angústias e fortalecer nossas esperanças. Canto: Eu confio em nosso Senhor, com fé esperança e amor. Eu confio em nosso Senhor, com fé, esperança e amor. Compromisso A: Na graça deste Ano da Fé, que estamos vivendo com toda a Igreja, devemos lembrar, também, com gratidão, que a fé é um dom de Deus que ilumina a nossa mente, acende o nosso coração e move nossa ação. Diante disso, vamos assumir como compromisso: a) Motivar as famílias, para que rezem mais em conjunto. b) Retomar o hábito de dar a bênção aos nossos filhos, hoje quase esquecido: “Deus te abençoe! Deus te acompanhe! Vai com Deus!” ou outras expressões que conhecemos... c) Participar, com mais ardor, das Celebrações da Comunidade, conscientizando outros membros das nossas famílias do valor das celebrações dos finais de semana, quando celebramos o domingo, o dia do Senhor. d) Viver a fé no dia a dia, com bastante disponibilidade e alegria, reu- nindo-nos nas casas das famílias, para juntos rezar, ouvir, e refletir a Palavra de Deus e agradecer as graças que recebemos. Oração A: Afé nos permite reconhecer um Deus criador presente, Jesus que salva, e o Espírito Santo que nos santifica. Portanto, acendendo nossas velas, vamos fazer nossa profissão de fé, cantando.
  11. 11. 11 Canto: /: Creio, Senhor, mas aumentai minha fé. :/ 1. Eu creio em Deus Pai onipotente, criador da terra e do céu. 2. Eu creio em Jesus, nosso irmão, verdadeiramente Homem- Deus. 3. Eu creio também no Espírito de amor, grande dom que a Igreja recebeu. Bênção (Erguendo uma das mãos em sinal de imposição) A: A nossa proteção está no nome do Senhor! T: Que fez o céu e a terra. A: Que Deus todo-poderoso, por intercessão de Maria santíssima, T: Nos abençoe, nos proteja e nos guarde! Ele que é Pai, Filho e Es- pírito Santo. Amém! Canto: 1. Prometi no meu santo Batismo a Jesus sempre, sempre adorar. Pais cristãos em meu nome falaram: hoje os votos eu vim confirmar. /: Fiel, sincero, eu mesmo quero a Jesus prometer meu amor. :/ 2. Creio, pois, na divina Trindade, Pai e Filho e inefável amor. No mistério do Verbo Encarnado, na paixão de Jesus redentor. /: Fiel, sincero, eu mesmo quero a Jesus prometer meu amor. :/ 3. A Jesus servir quero constante, sua lei em meu peito gravar. Com- batendo, lutando e vencendo, a Igreja, fiel, sempre amar. /: Fiel, sincero, eu mesmo quero a Jesus prometer meu amor. :/ Atenção: É bom que nos preparemos para o próximo encontro, lendo o tema e o texto bíblico. É necessário levar a Bíblia em todos os encontros.
  12. 12. 12 1º Encontro CREIO EM DEUS PAI “... vosso Pai que está nos céus dará coisas boas aos que lhe pedirem” (Mt 7,11). Ambiente: Bíblia, casinha, fotografias de pais com um filho no colo, cartaz dos GBF e outros símbolos que expressam nossa fé. Acolhida:Pelafamíliaqueacolheouanimador(a) do grupo. Motivação e oração Animador(a): Irmãos e irmãs, neste Ano da Fé é com alegria que, depois da celebração inicial, vamos fazer o primeiro encontro do Grupo Bíblico em Família, do Tempo Comum. Durante este ano, a Igreja nos convida a rezarmos e meditarmos sobre a nossa Profissão de Fé, ou seja, o Credo. Começamos com o primeiro artigo da nossa Fé: Creio em Deus Pai. Todos(as): Creio em Deus: é a primeira afirmação da nossa profissão de fé. “Amarás o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças” (Dt 6,4-5). Canto: /: Pai nosso, que estais no céu. Pai nosso, que estais aqui.:/ A: Façamos o nosso encontro em nome da Trindade Santa: T: Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. A: Rezemos todos juntos a oração da Igreja. T: Deus eterno e todo poderoso, a quem ousamos chamar de Pai, dai- nos cada vez mais um coração de filhos e filhas, para alcançarmos um dia a herança que prometestes. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Canto: Deus é santo, Deus é amor! Deus é Pai e criador, e nos deu Jesus por irmão: louvado seja o Senhor. Céus e terra cantarão ao que vem nos acolher no seu Reino de amor: hosana damos ao Senhor!
  13. 13. 13 Fato real Leitor(a): Um pai tinha uma filha muito amorosa. Certo dia, deu-lhe uma caixa fechada como presente.Amenina, curiosa, apressou-se em abrir a caixa para ver o que havia dentro. Com uma surpresa de arregalar os olhos, viu que a caixa estava vazia. Olhou para o pai e com ar provocativo perguntou-lhe: Pai, o senhor, que é um homem tão grande, ainda não sabe que quando se dá um pacote ou uma caixa de presente, tem que colocar alguma coisa dentro? O pai, sem se alterar, abraçou e beijou a filha e lhe disse com carinho: Olha, minha filha, a caixa não está vazia. Antes de fechá-la, soprei milhares de beijos dentro dela e são todos para você, querida. A menina sentiu um gelo na barriga. Abraçou e beijou o pai, pedindo-lhe perdão pela indelicadeza. Agradeceu muito o grande presente e guardou a caixa na cabeceira da cama. Toda vez que se sentia triste ou aborrecida, abria a caixa, tomava um beijo imaginário como se colhe uma flor e recordava o amor que seu pai havia deixado ali. Canto: /: Fica sempre um pouco de perfume nas mãos que oferecem rosas, nas mãos que sabem ser generosas. :/ 1. Dar do pouco que se tem ao que tem menos ainda enriquece o doador, faz sua alma inda mais linda. A: Essa caixa cheia de beijos pode simbolizar o grande e profundo amor que Deus Pai tem por nós. Mesmo que nós não vejamos, nosso Pai do céu sempre está presente em nossa vida com muitas graças e expres- sões de amor por nós. A Palavra de Deus ilumina A: Vamos acolher a Palavra de Deus, cantando: Canto: /: Aleluia, aleluia, aleluia, aleluia! :/ 1. Rendei graças ao Senhor: que seu amor é sem fim! Diga o povo de Israel: que seu amor é sem fim! Digam os seus sacerdotes: que seu amor é sem fim! Digam todos que o temem: que seu amor é sem fim! Leitor(a) da Palavra: Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 7,7-11. (Tempo para releitura e meditação do texto) A: O que diz o texto? (Tempo)
  14. 14. 14 A: O que o texto diz para nós hoje? Deus está presente no mundo e na vida de cada um de nós. Como estamos mostrando ao mundo o Deus em quem cremos? (Tempo para conversar) Aprofundando o tema à luz da Palavra e do Catecismo A: A leitura da Palavra de Deus e o fato real nos fazem pensar sobre a imagem de Deus como Pai. A imagem de um pai humano que ama profundamente os seus filhos. T: “Vede que grande presente de amor o Pai nos deu: sermos filhos de Deus” (1Jo 3,1). L 1: Acompreensão de Deus como Pai é a redescoberta espiritual dos últimos tempos. T: Ó Pai, somos teus filhos e filhas. Ó Pai, somos irmãos e irmãs. L 2: Jesus nos revelou um Deus Pai, ao mesmo tempo companheiro, amo- roso e exigente, que compreende as nossas fraquezas e nos sustenta com sua força na caminhada. T: “... vosso Pai que está nos céus dará coisas boas aos que lhe pe- direm” (Mt 7,11). L 3: A nova visão amorosa de Deus como Pai favorece uma prática de fé mais livre, espontânea e baseada no amor. L 1: A mais bela experiência que um seguidor de Jesus pode fazer é esta: cultivar uma relação afetuosa com Deus-Pai! Quem faz a experiência do amor de Deus é provocado a amar como ele ama. T: “Se Deus assim nos amou, devemos nós também amar-nos uns aos outros” (1Jo 4,11). L 2: Como todo bom pai, bem mais do que qualquer pai humano, o nosso divino Pai quer que vivamos como sua grande família. T: “Filhinhos, não amemos só com palavras e de boca, mas com ações e de verdade” (1Jo 3,18). A: Mais do que esperar o retorno do nosso amor por ele, o Pai quer que colaboremos com ele na construção de seu Reino, a fim de que todos os seus filhos e filhas possam viver com dignidade.
  15. 15. 15 Canto: Senhor, meu Deus, quando eu, maravilhado, fico a pensar nas obras de tuas mãos, no céu azul de estrelas pontilhado, o teu poder mostrando a criação, /: Então minh’alma canta a ti, Senhor: quão grande és tu, quão grande és tu! :/ Compromisso A: APalavra e o amor de Deus geram compro- missos: fidelidade ao mandamento do amor, perdão aos inimigos, solidariedade com os pobres. Como estamos vivendo a prática desses compromissos? a) Visitar pessoas doentes, desempregadas, solitárias ou sofredoras, levando-lhes uma palavra de apoio e o conforto da nossa presença. b) Reatar o diálogo com alguma pessoa de quem nos afastamos por algum mal-entendido ou outro motivo. c) Apoiar e participar da Semana da Família, das formações e palestras para famílias na comunidade. d) Participar de mutirões comunitários em prol de vida digna para a comunidade, como campanhas de combate à dengue; participar ativamente da associação de moradores de nossa comunidade. (Tempo para conversar e escolher alguns dos compromissos conforme a realidade da comunidade ou do grupo) Oração e bênção A: A partir do que refletimos, respondamos a Deus em forma de oração. Atendendo à amorosa proposta de Deus, apresentemos a ele as nossas preces. L 3: Senhor, nós cremos no vosso infinito amor para com todos nós! T: Cremos, Senhor, mas aumentai a nossa fé. L 1: Nós vos louvamos, Senhor, pela grandeza e pela beleza do universo que criastes. T: Cremos, Senhor, mas aumentai a nossa fé.
  16. 16. 16 L 2: Nós vos agradecemos, Senhor, pelo dom da vida e por todos os dons que nos concedestes. T: Cremos, Senhor, mas aumentai a nossa fé. L 3: Nós vos pedimos, Senhor, a graça de sermos fiéis ao grande amor que tendes por nós. T: Cremos, Senhor, mas aumentai a nossa fé. A: No amor e na confiança em nosso Deus, que é Pai, rezemos a oração que o próprio Jesus nos ensinou: T: Pai nosso... A: O Senhor nos abençoe e nos guarde no seu amor e na sua paz. T: Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém Canto: 1. Somos gente da esperança que caminha rumo ao Pai. Somos povo da aliança que já sabe aonde vai. /: De mãos dadas a caminho, porque juntos somos mais, pra cantar o novo hino de unidade, amor e paz. :/ 2. Para que o mundo creia na justiça e no amor, formaremos um só povo, num só Deus, um só Pastor. 3. Todo irmão é convidado para a festa em comum: celebrar a nova vida onde todos sejam um. Atenção: É bom que nos preparemos para o próximo encontro, lendo o tema e o texto bíblico. É necessário levar a Bíblia em todos os encontros.
  17. 17. 17 2º Encontro CREIO EM DEUS PAI, TODO-PODEROSO “... não vivais preocupados... Vosso Pai que está nos céus sabe que precisais de tudo...” (Mt 6,31-32). Símbolos: Bíblia, vela, casinha, imagem do padro- eiro do grupo e figuras ou fotos de família. Acolhida: Dar as boas-vindas. Colocar as pes- soas à vontade. Motivação e oração Animador(a): Irmãos e irmãs, graça e paz da parte de Deus-Pai, de nosso Senhor Jesus Cristo, nosso irmão, e do Espírito Santo, que nos fortalece em nossa missão! Aqui estamos reunidos para meditar a Palavra de Deus, celebrar a vida e refletir sobre a providência de Deus Pai todo- poderoso. Saudemos a Trindade: T: Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. A: Cremos em Deus onipotente e todo-poderoso, o Senhor da história que governa os corações e os acontecimentos segundo a sua vontade. Professemos nossa fé com convicção. T: Creio em Deus Pai Todo-Poderoso... Canto: /: Enviai o vosso Espírito, Senhor! Enviai o vosso Espírito, Senhor! E da terra toda a face renovai, e da terra toda a face renovai! :/ Fato real Leitor(a): Sou católica, viúva, tenho duas filhas e participo na comunidade. Anos atrás perdi meu marido e isso mudou minha vida. Vi-me envolvida com meu emprego, com as tarefas da casa, com a educação das filhas, sendo pai e mãe. Depois de algum tempo descobri que minha filha mais nova era bipolar e fizemos um longo tratamento. Só trabalhava e me dedicava a ela. Mesmo assim, ela entrou no caminho das drogas. Passei a sentir-me cada vez mais desmotivada, cansada e desespera-
  18. 18. 18 da, pois não via saída alguma. Até que ouvi dizer na igreja que Deus cuida de cada um de nós até nos mínimos detalhes. Abri meu coração, acreditei, confiei e passei a dar mais atenção e dedicar mais tempo a minhas orações, a minhas filhas, parentes e amigos. Entreguei minha vida, meus compromissos e preocupações nas mãos de Deus. Com o tempo, esta entrega me reanimou e salvou minha filha do alcoolismo e da maconha. Estou muito feliz e agradecida pelo fato de Deus ter-me mostrado como confiar nele, pois ele quer o nosso bem. Só assim me transformei num ser humano melhor e descobri que somente Deus liberta de nosso excesso de preocupação, de querermos resolver tudo do nosso jeito. Ele transforma tudo, pensando em nós e nos coloca bem mais perto dele. A: Lembramos e conhecemos outras experiências de vida em que perce- bemos a ação de Deus? (Tempo para partilhar e em seguida cantar) Canto: /: Eu confio em nosso Senhor, com fé esperança e amor. :/ A Palavra de Deus ilumina A: Ouçamos com atenção a Palavra de Deus que nos orienta a deixarmos que ele cuide da nossa vida, que nos livra das preocupações e nos enche de confiança em sua generosidade. Vamos acolher a Palavra de Deus, cantando. Canto:/:BuscaiprimeirooReinodeDeuse a sua justiça. E tudo o mais vos será acrescentado, aleluia, aleluia. :/ Leitor(a) da Palavra: Proclamação do Evangelho de São Mateus 6,25-34. (Um breve silêncio. Após, vamos ler o texto novamente) A: O que diz o texto? Vamos lembrar, dizendo algumas palavras ou versí- culos que nos chamaram a atenção. (Tempo)
  19. 19. 19 A: O que diz o texto para nós hoje? No dia a dia, quais são as nossas preocupações? Como fica a entrega dessas preocupações e de nossos desejos a Deus? (Tempo para conversar) Aprofundando o tema à luz da Palavra e do Catecismo A: Hoje o nosso tema é: creio em Deus Pai todo-poderoso. A paternidade de Deus e o seu poder esclarecem-se mutuamente. Ele mostra a sua onipotência paterna pelo modo como cuida das nossas necessidades e sua onipotência divina pela sua infinita misericórdia, perdoando os nossos pecados. T: “Serei para vós um Pai e vós sereis meus filhos e filhas, diz o Se- nhor todo-poderoso” (2Cor 6,18). L 1: O texto bíblico nos exorta a que coloquemos todas as nossas preocu- pações e esperanças em Deus, que é todo-poderoso e que manifesta seu amor para conosco quando vivemos com ele. T: “... eu vos digo: não fiqueis preocupados com o que comer ou beber, quanto à vossa vida... Afinal, a vida não é mais que o alimento, e o corpo, mais que a roupa?...” (Mt 6,25). A: O Catecismo da Igreja diz: Só a fé pode aderir aos caminhos misteriosos da onipotência de Deus. O abandono nas mãos da Providência do Pai do céu liberta da preocupação do amanhã.Aconfiança em Deus predispõe para a bem-aventurança dos pobres: “Eles verão a Deus” (CIC, 2547). T: “Cremos firmemente que Deus é o Senhor do mundo e da história. Mas os caminhos da sua providência muitas vezes nos são desco- nhecidos” (CIC, 314). L 2: O texto bíblico e o fato real querem demonstrar a vigilância da Provi- dência de Deus para com seus filhos e filhas, que transparece naquela mãe que coloca sua confiança nele. T: “... não vivais preocupados... Vosso Pai que está nos céus sabe que precisais de tudo...” (Mt 6,32). L 3: Somente Deus pode nos levar a vencer as dificuldades. Um Deus mi- sericordioso que salva seu povo, transforma situações, nos dá coragem para viver e nos coloca em sintonia com seu agir.
  20. 20. 20 T: “Buscai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão dadas por acréscimo. Portanto, não vos preocu- peis com o dia de amanhã...” (Mt 6,33-34). A: Por vezes, pensamos que Deus parece ausente nos grandes aconteci- mentos do mundo e da história (CIC, 272). Como permanecer confiante na providência de Deus Pai todo-poderoso com tantas injustiças e maldades que vemos acontecer? T: Santo Agostinho diz: “Não te aflijas, se não recebes imediatamente de Deus o que lhe pedes: pois ele quer fazer-te um bem ainda maior pela tua perseverança em permanecer com ele na oração”. L 1: Deus é o Senhor soberano do seu plano de amor à humanidade. Mas ele concede ao ser humano participar livremente do seu plano, confiando- lhe a responsabilidade de submeter a terra e dominá-la. L 2: Assim lhes concede que sejam inteligentes e livres, para zelar e com- pletar a obra da criação, aperfeiçoar a sua harmonia, para o seu bem e o dos seus semelhantes (CIC, 307). T: Esta é uma verdade inseparável da fé: Deus age em toda a ação das suas criaturas (CIC, 308). L 3: A Divina Providência são as disposições pelas quais Deus conduz com sabedoria e amor todas as criaturas e coopera em tudo para o bem daqueles que o amam (cf. CIC, 321-324). T: Só Deus pode desdobrar sempre seu grande poder: Quem poderá resistir à força do seu braço?” (Sb 11,21). A: A vida cristã consiste em nos tornarmos filhos e filhas obedientes a Deus Pai todo-poderoso. Muitas vezes é através de pessoas e fatos que fazemos a rica experiência na qual Deus torna conhecida sua presença e seus caminhos, para continuarmos a missão de seu Filho Jesus. T: Ele é o Senhor da história; governa os corações e os acontecimen- tos segundo a sua vontade (CIC, 269). Canto: 1. Ele assumiu nossas dores, veio viver como nós, santificou nossas vidas, cansadas, vencidas de tanta ilusão. Ele falou do teu reino e te chamava de Pai, e revelou tua imagem que deu-nos coragem de sermos irmãos. Ousamos chamar-te de Pai, ousamos chamar-te Senhor. Je- sus nos mostrou que tu sentes e ficas presente onde mora o amor. /: Pai nosso, que estás no céu, Pai nosso, que estás aqui. :/
  21. 21. 21 A: Deus se revela a nós nos acontecimentos da vida, em meio às alegrias e sofrimentos, conquistas e vitórias. Rezando e refletindo a Palavra de Deus, como podemos nos comprometer? a) Assumir com alegria em nossa comunidade a caminhada do Tempo Comum, levando a esperança do Deus que providencia tudo, quando acreditamos e a ele nos entregamos. b) Apoiar e participar de iniciativas para o bem comum na comuni- dade, como: obras sociais de atendimento à saúde e aos menos favorecidos, e políticas públicas para moradia, saúde, educação, juventude... Oração e bênção A: Nossa oração se apoia na ação de Deus na história. “Não vos preocupeis com coisa alguma, mas, em toda ocasião, apresentai a Deus os vossos pedidos, em orações e súplicas, acompanhadas de ação de graças” (Fl 4, 6). Vamos dizer a Deus o que sua Palavra despertou em nós hoje e peçamos que ele aumente a nossa fé. (Tempo para preces espontâneas. No final, cantemos) Canto: /: Creio, Senhor, mas aumentai minha fé. :/ A: Irmãos e irmãs, vimos que Deus nos ama e nos quer bem, manifesta o seu poder quando abrimos o coração e nos entregamos a ele. Vamos pedir a bênção de Deus, cantando: (Olhando um para o outro, cantemos) T: Deus te abençoe (fazer sinal da cruz na testa um do outro). Deus te proteja (colocar as mãos no ombro um do outro). Deus te dê a Paz, Deus te dê a paz (dar o abraço da paz). Atenção: É bom que nos preparemos para o próximo encontro, lendo o tema e o texto bíblico. É necessário levar a Bíblia em todos os encontros.
  22. 22. 22 3º Encontro CREIO EM DEUS PAI, CRIADOR DO CÉU E DA TERRA “Deus viu tudo o que havia feito, e tudo era muito bom” (Gn 1,31). Ambiente: Bíblia, casinha, 4 elementos da nature- za, (terra, água, ar e fogo), flores e frutas. Acolhida: Pelas pessoas da casa Motivação e oração Animador(a): Irmãos e irmãs, lembrando os compromissos assumidos no encontro anterior, vamos partilhar o que fizemos de concreto. (Tempo para a partilha) A: Neste encontro continuamos nossa reflexão sobre o Credo. Já refletimos sobre o ato de crer em Deus Pai todo-poderoso. Hoje nosso assunto é: Creio em Deus Pai, criador do céu e da terra. Todos(as): Creio em Deus Pai, todo poderoso, criador do céu e da terra. A: Saudemos nosso Deus com o sinal de nossa fé: Todos(as): Em nome do Pai... A: Rezemos em dois lados o Salmo 8. T: Ó Senhor, nosso Deus, como é glorioso o teu nome em toda a terra! Sobre os céus se eleva a tua majestade! Lado A: Da boca das crianças e dos bebês tiraste um louvor contra os teus adversários, para reduzir ao silêncio o inimigo e o rebelde. Lado B: Quando olho o teu céu, obra de tuas mãos, vejo a lua e as estrelas que criaste: o que é o ser humano para dele te lembrares, o filho do homem para o visitares? Lado A: No entanto o fizeste só um pouco menor que um deus, de gloria e de honra o coroaste. Tu o colocaste à frente das obras de tuas mãos.
  23. 23. 23 Lado B: Tudo puseste a seus pés: ovelhas e bois, todos os animais do campo, as aves do céu, e os peixes do mar, todo ser que percorre os caminhos do mar. T: Ó Senhor, Senhor nosso, como é glorioso o teu nome em toda a terra! Canto: 1 Com carinho, desenhei este planeta; com cuidado, aqui plantei o meu jardim. Com alegria, eu sonhei um paraíso para a vida, dom de amor que não tem fim. /: Ponho, então, à tua frente dois caminhos diferentes: vida e morte, e escolherás. Sê sensato: escolhe a vida! Parte o pão, cura as feridas! Sê fraterno e viverás. :/ Fato real Leitor(a): Na encosta de um morro, num determinado bairro da grande Florianópolis, havia uma considerável área de preservação ambien- tal, coberta de mata nativa. Até algumas fontes de água tinham ali sua nascente. Durante décadas, os moradores do bairro usufruíam do benefício desse espaço verde. Mas, em dado momento, a mata nativa foi retirada para o plantio de pinus. Quando este foi corta- do para o aproveitamento previsto, as plantas nativas voltaram a crescer. Mais recentemente, porém, uma grande empresa imobiliária adquiriu a área e conseguiu com a prefeitura a licença para fazer um lotea- mento e construir um condomínio fechado. Várias ações tramitam na justiça contra a construção, porém uma liminar permitiu que a empresa continue a conservar o que já foi construído. Ao mesmo tempo, vê-se que muitas novas construções estão surgindo no meio das árvores. Assim, mais um espaço de preservação ambiental está sendo depredado, com grande prejuízo para as fontes, a flora e a fauna, e uma grande perda para nós. A: Conhecemos situações semelhantes a esta, em nossa comunidade? (Silêncio para refletir e falar) A Palavra de Deus ilumina A: Em muitos textos, a Bíblia nos fala de Deus criador. Hoje vamos ler e ouvir a narrativa da criação no livro do Gênesis.
  24. 24. 24 Canto: /: Envia o teu Espírito, Senhor, e renova a face da terra.:/ Leitor(a) da Palavra: Leitura do livro do Gênesis 1,1-31. (Um breve silêncio) A: O que diz o texto? 1) Vamos contar o texto, destacando a obra da criação nos seis dias. (Tempo) A: O que o texto diz para nós hoje? 2) A natureza, o ser humano e as demais criaturas são respeitadas? Por quê? Como? 3) Como podemos relacionar o fato real com o texto bíblico? (Tempo para refletir e aprofundar) Aprofundando o tema à luz da Palavra e do Catecismo A: Deus criou esse mundo por amor e bondade. Por isso, todas as coisas são boas. O mal existe porque nós usamos de maneira egoísta as obras criadas por Deus e instauramos assim o domínio do pecado, da destruição e da morte. L 1: Através do fato real já percebemos o que acontece muitas vezes com a obra da criação. L 2: O ser humano deve cultivar e guardar a criação, mas, ao contrário, ele a vai explorando e destruindo. Com isso prejudica a si mesmo e os demais seres vivos. L 3: O ser humano é criado à imagem de Deus no sentido de que é capaz de conhecer e de amar, na liberdade, o próprio criador. T: E “Deus viu tudo quanto havia feito, e era muito bom” (Gn 1,31). L 4: AIgreja, na sua profissão de fé, proclama que “Deus é o criador de todas as coisas visíveis e invisíveis e, de modo particular, do ser humano” (Compêndio do Catecismo, 59). Canto: 1. Em coro a Deus louvemos; eterno é seu amor. Pois Deus é admi- rável; eterno é seu amor. /: Por nós fez maravilhas, louvemos o Senhor! :/ 2. Criou o céu e a terra; eterno é seu amor. Criou o sol e a lua; eterno é seu amor.
  25. 25. 25 3. Fez águas, nuvens, chuvas; eterno é seu amor. Fez pedras, terras, montes; eterno é seu amor. 4. Distribuiu a vida; eterno é seu amor, na planta, peixe e ave; eterno é seu amor. 5. E fez à sua imagem; eterno é seu amor, o homem livre e forte; eterno é seu amor. 6. Na história que fazemos; eterno é seu amor, Deus vai à nossa frente; eterno é seu amor. 7. E quando nós pecamos; eterno é seu amor, perdoa e fortalece; eterno é seu amor. Compromisso A: A atitude dos cristãos e cristãs diante do mundo criado por Deus pode ser: con- templação e trabalho. Pela contemplação, podemos reconhecer a beleza da criação. Pelo trabalho, podemos transformar a natureza em favor da vida. – Quais são as nossas atitudes e qual é o nosso compromisso que devemos ter diante do mundo criado por Deus? (Tempo para refletir e assumir compromissos) Oração e bênção A: Diante dos símbolos aqui presentes, do que refletimos e da bela narração da criação de Deus, vamos louvar e agradecer por tudo que Ele deixou para cada ser humano. (Após cada prece de louvor espontânea, rezemos) T: Nós te louvamos, Senhor! A: Peçamos ao Senhor que abençoe esta água. (Todos/as estendem as mãos sobre a água)
  26. 26. 26 T: Bendito sejas, Senhor, pela água, obra de tuas mãos. Abençoa esta tua criatura, e aos que por ela forem aspergidos dá-lhes paz, saúde, alegria e esperança. Abençoe-nos Deus Pai, Filho e Espírito Santo. Amém. (Aspersão da água) Canto: 1. Senhor, meu Deus, quando eu, maravilhado, fico a pensar nas obras de tuas mãos, o céu azul de estrelas pontilhado, o teu poder mostrando a criação, /: Então minh’alma canta a ti, Senhor: Quão grande és tu. Então minh’ alma canta a ti, Senhor: Quão grande és tu. :/ 2. Quando a vagar nas matas e florestas o passaredo alegre ouço a cantar; cruzando os montes, vales e florestas, o teu poder mos- trando a criação, 3. Quando eu medito o teu amor tão grande, teu Filho dando ao mundo pra salvar, na cruz verteu seu precioso sangue, minh’alma pôde assim purificar. 4. E quando, enfim, Jesus vier em glória e ao lar celeste então me transportar, eu adorarei, prostrado e para sempre: Quão grande és tu, meu Deus, hei de cantar. (Após o canto fazer a partilha das frutas) Atenção: É bom que nos preparemos para o próximo encontro, lendo o tema e o texto bíblico. É necessário levar a Bíblia em todos os encontros.
  27. 27. 27 4º Encontro CREIO EM JESUS CRISTO, FILHO ÚNICO DE DEUS PAI “Nós vimos a sua glória, glória que recebe do seu Pai como filho único...” (Jo 1,14). Símbolos: Bíblia, vela, casinha, Catecismo, ima- gens de Jesus... Acolhida: Pela família que acolhe o grupo e pelo animador(a) Motivação e oração Animador(a): Com alegria nos encontramos aqui novamente para mais um bom momento de fé e amizade no nosso Grupo Bíblico em Família. No Ano da Fé estamos refletindo sobre as verdades em que cremos, assim como vêm expressas no Credo e explicadas no Catecismo. Lembrando um pouco: Tivemos três encontros sobre “Creio em Deus Pai”. O que nos ficou de mais marcante dessas reflexões? (Tempo para pensar, rever e falar) A: Hoje começamos a aprofundar o que cremos a respeito de Jesus Cristo, filho único de Deus Pai. Iniciemos cantando o sinal da nossa fé e rezemos lentamente o Creio, pensando nas verdades que estamos aprofundando. Todos(as): Em nome do Pai... Creio em Deus Pai... Canto: Creio, Senhor, mas aumentai minha fé. Fato real Leitor(a): A catequista estava falando sobre o terceiro artigo do Credo “e em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor”, quando uma criança fez essa reflexão e perguntou: “Asenhora sempre diz, e lá em casa também me dizem isso, que todos nós somos filhos e filhas de Deus. Então, como é que rezamos que Jesus é “seu único Filho, nosso Senhor”? A catequista tinha preparado bem o assunto e conseguiu dar uma resposta
  28. 28. 28 satisfatória a todo o grupo. E nós, numa situação semelhante, como responderíamos? (Tempo para ouvir respostas) A Palavra de Deus ilumina A: Vejamos como o evangelista João já coloca essa questão no início do seu evangelho, do qual vamos ler e ouvir alguns versículos. Cantemos, acolhendo a Palavra: Canto: Tua Palavra é lâmpada para meus pés, Senhor. /: Lâmpada para meus pés, Se- nhor, luz para o meu caminho. :/ Leitor(a) da Palavra 1: “E a Palavra se fez carne e veio morar entre nós. Nós vimos a sua glória, glória que recebe do seu Pai como filho único, cheio de graça e de verdade” (Jo 1,14). Leitor(a) da Palavra 2: “Ninguém jamais viu a Deus; o Filho único, que é Deus e está na intimidade do Pai, foi quem o deu a conhecer” (Jo 1,18). Leitor(a) da Palavra 3: “Esta era a luz verdadeira que, vindo ao mundo, a todos ilumina” (Jo 1,9). “A quantos a acolheram, deu-lhes poder de se tornarem filhos de Deus: são os que creem no seu nome” (Jo 1,12). (Momento de silêncio para acolher a Palavra no coração) A: O que fica claro a respeito de Jesus nos dois primeiros versículos que ouvimos? E a respeito de nós, no terceiro versículo? Podemos já en- contrar uma resposta à pergunta da criança? (Tempo para conversar) Aprofundando o tema à luz da Palavra e do Catecismo A: Partindo da pergunta da criança na catequese, lemos e refletimos sobre a parte do Credo que fala do único Filho de Deus Pai, nosso tema de hoje. Mas esse único Filho tem um nome: Jesus Cristo. T: Creio em Jesus Cristo, seu único Filho.
  29. 29. 29 L 1: O nome “Jesus”, que significa “Deus salva”, é o nome que o próprio Deus Pai lhe deu já antes da encarnação, pois o anjo disse a Maria: T: “Conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus” (Lc 1,31). L 2: Assim, o próprio nome “Jesus” já diz a identidade e a missão do Filho de Deus feito homem: ele é salvador e vem para nos salvar. L 3: O evangelista Mateus também relata que o anjo apareceu em sonhos a José e disse: T: “Tu lhe porás o nome de Jesus, pois ele vai salvar seu povo de seus pecados” (Mt 1,21). A: Esse único Filho de Deus Pai tem ainda um outro nome, que na verda- de é um título: Cristo, que quer dizer “ungido”, consagrado, Messias libertador. Canto: /: Jesus Cristo, ontem, hoje e sempre. Ontem, hoje e sempre, aleluia. :/ A: Voltando à pergunta da criança, aos três textos do evangelho de João que lemos e refletimos, e a essa reflexão sobre o nome de Jesus Cristo, podemos chegar às seguintes conclusões: L 4: Jesus Cristo é o único Filho de Deus por natureza, desde toda a eter- nidade. L 1: Ele veio ao mundo como “salvador” (Jesus), como “ungido” (Cristo), para nos salvar. L 2: E a todos que o acolhem, que creem no seu nome e aceitam o seu evangelho, ele dá o poder de se “tornarem” filhos e filhas de Deus, não por natureza, mas por adoção. L 3: E porque no batismo nós também somos “ungidos” (Cristo), usamos o mesmo título de Jesus: somos cristãos e cristãs. L 4: E se usamos esse título de honra, significa também que somos irmãos e irmãs, membros da mesma grande e santa família de Deus. A: O que essa reflexão nos leva a dizer agora a Deus, nosso Pai, e a Jesus Cristo, nosso irmão? (Tempo para oração de louvor, agradecimento, súplica – por nós e nossos irmãos e irmãs)
  30. 30. 30 Canto: /: Jesus Cristo ontem, hoje e sempre. Ontem, hoje e sempre, aleluia. :/ Compromisso A: Ser filhos/filhas de Deus e irmãos/irmãs entre nós é ter direitos e deveres em relação à família. – Direitos: de chamar a Deus de Pai; de esperar que ele nos atenda; de participar da vida e das celebrações de família (Missa dominical, sacramentos, formação cristã, Grupos Bíblicos...) – Deveres: honrar o nome de nossa família, nossa Igreja; colaborar na comunidade religiosa e social (como catequistas, lideranças diversas; voluntários(as) em movimentos e iniciativas sociais...) (Tempo para refletir e ver algo a assumir) Oração e bênção A: Dando-nos as mãos, num gesto fraterno, rezemos a oração da grande família de Deus: T: Pai nosso... A: Dando-nos um abraço, desejemo-nos a paz e a bênção de Deus até o próximo encontro: T: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém. Canto: Jesus Cristo é o Senhor, o Senhor, o Senhor! Jesus Cristo é o Senhor, glória a ti, Senhor! 1. Da minha vida Ele é o Senhor!(3x) Glória a ti, Senhor! 2. Do meu passado Ele é o Senhor! (3x) Glória a Ti, Senhor! 3. Do meu futuro Ele é o Senhor! (3x) Glória a Ti, Senhor! Atenção: É bom que nos preparemos para o próximo encontro, lendo o tema e o texto bíblico. É necessário levar a Bíblia em todos os encontros.
  31. 31. 31 5º Encontro CREIO EM JESUS CRISTO, NOSSO SENHOR “Se eu, o Senhor e mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns aos outros” (Jo 13,14). Ambiente: Bíblia, casinha, cruz e velas, imagem de Jesus Cristo, Catecismo, se possível. Acolhida: Pelo casal que recebe o grupo, ou pelo(a) animador(a) Motivação e oração Animador(a): Estamos reunidos como irmãos e irmãs, para refletir sobre Jesus, nosso Senhor. Invoquemos a Santíssima Trindade, para nos assistir, iluminar e animar: Todos(as): Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. A: Rezemos com o Senhor Jesus, que ora ao Pai, lembrando sua missão na terra. T: “Pai, é chegada a hora. Glorifica teu Filho, para que teu Filho glo- rifique a ti, e para que, pelo poder que lhe conferiste sobre toda criatura, ele dê a vida eterna a todos aqueles que lhe entregaste. Eu te glorifiquei na terra. Terminei a obra que me deste para fazer. Agora, pois, Pai, glorifica-me junto de ti, concedendo-me a glória que tive junto de ti antes que o mundo fosse criado” (Jo 17,1-5). A: Rezemos com o Senhor Jesus, que reza ao Pai em favor dos discípulos: T: “Por eles é que eu rogo. Não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste. Pai santo, guarda-os em teu nome,... que me encarregaste de fazer conhecer, a fim de que sejam um como nós. Enquanto eu estava com eles, eu os guardava em teu nome, que me incumbiste de fazer conhecido. ...Mas agora vou para junto de ti. Dirijo-te esta oração enquanto estou no mundo para que eles tenham a plenitude de minha alegria” (Jo 17,9-13).
  32. 32. 32 A: No encontro anterior, nosso tema de reflexão foi: Creio em Jesus Cristo, Filho único de Deus. Lembramos os nossos direitos e deveres, como filhos e filhas da grande família de Deus. (Tempo para lembrar e partilhar) A: Hoje, nosso tema é: Creio em Jesus Cristo, nosso Senhor, em continu- ação do estudo e meditação das verdades da nossa fé, professadas no Credo cristão. T: Creio em Jesus Cristo, nosso Senhor. A: Senhor (Kyrios) é um dos títulos mais usados pelo Novo Testamento para se referir a Jesus. Jesus aplica-o diretamente a si, quando, logo após o lava-pés, se dirige aos apóstolos, para explicar o que acabara de fazer: T: “Vós me chamais de mestre e Senhor, e dizeis bem, porque sou. Se eu, o Senhor e mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns aos outros” (Jo 13,13-14). Canto: /: Jesus Cristo é o Senhor, o Senhor, o Senhor. Jesus Cristo é o Senhor, glória a ti, Senhor! :/ Fato real: Servi ao Senhor com alegria Leitor(a): “O detento é uma ferida no corpo místico de Cristo”, afirma o Diác. Manoel Tranquilino, que atua na Pastoral Carcerária, em Brasília. Em contato de amizade com um diácono da arquidiocese, ele narrou a seguinte situação: Um dia, sem nenhum motivo, um detento passou a me ameaçar através de bilhetes, que entregava a alguns irmãos da Pastoral. Eu não tive medo e continuei indo onde ele se encontrava preso. Certo dia, na portaria do presídio, ele me dirigiu um olhar de ódio mortal. Fiz como se nada tivesse percebido. Ele mandava bilhetes dizendo que meteria uma bala na minha cabeça. Aconteceu que ele ficou doente e, estranhamente, me enviou um bilhete pedindo um remédio. Prontamente providenciei e mandei o remédio. Mas ele continuou me odiando. Quando observei um dia que ele estava na minha proximidade, dirigi-me a ele e o cumprimentei. Foi o início de um longo diálogo. Disse-lhe: Olha, eu tenho recebido todos os teus bilhetes, mas não estou preocupado, uma vez que nunca te fiz mal algum. Ele me respondeu: É, nem mesmo eu estou me suportando. Mataram meus dois irmãos. E continuou contando-me seus problemas. Por fim, disse:Achei estranho, eu o ameaçando, e mesmo assim lhe pedi
  33. 33. 33 para comprar um remédio, e o senhor mandou o remédio. Respondi: Nossa missão é servir a todos vocês. A partir daquele dia acabou o ódio dele contra minha pessoa. A Palavra de Deus ilumina A: Como Grupo Bíblico em Família, nos reunimos sempre para conhecer e apro- fundar a Palavra de Deus. Cantemos, acolhendo a Palavra que ouviremos hoje. Canto: /: Fala, Senhor! Fala, Senhor! Palavra de fraternidade! Fala, Senhor! Fala, Senhor! És luz da humanidade! :/ Leitor(a) da Palavra: Proclamação do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, segundo João 13,6-17. (Tempo para reler e meditar em silêncio) A: O que o texto diz? (Tempo para partilha) A: O que o texto diz para nós hoje? (Tempo para conversar) A: O que o texto me leva a dizer a Deus? (Tempo para responder a Deus em forma de oração, preces...) Aprofundando o tema à luz da Palavra e do Catecismo A: Jesus é Senhor e mestre, mas revela sua soberania como aquele que serve, lavando o pés dos discípulos, e lhes pede que façam a mesma coisa. É o Senhor que se faz servo. L 1: Assim, Jesus mostra sua soberania, exercida na humildade, na pobreza, no serviço e na mansidão. Mas Jesus chama atenção ao seu exemplo, que deve ser seguido. T: “Dei-vos o exemplo, para que façais assim como eu fiz para vós” (Jo 13,15).
  34. 34. 34 A: No fato real, certamente o Diácono Manoel tinha diante dos olhos o exemplo de Jesus, e se sentiu animado a servir o detento, ainda que se sentisse ameaçado. L 2: Os gestos e atitudes de Jesus, que refletimos, nos convidam a olhar com generosidade os feridos que encontramos, caídos ao longo dos nossos caminhos. L 3: Estes irmãos e irmãs feridos e marginalizados, que encontramos, têm rostos conhecidos: dependentes químicos, presos, pessoas depressivas, moradores de rua e excluídos da sociedade. L 1: Jesus continua a repetir: T: “Dei-vos o exemplo, para que façais assim como eu fiz para vós” (Jo 13,15). A: Todos nós devemos lavar os pés machucados das pessoas que caminham ao nosso lado, olhando com amor os rostos feridos pelas injustiças. A: Quem já fez a experiência de lavar os pés de alguém? O que sentiu? (Tempo para partilhar) Compromisso A: Diante da nossa reflexão, e seguindo o exemplo de Jesus “fazei assim como eu fiz para vós”, precisamos ir ao encontro dos rostos cansados, feridos e margi- nalizados que estão à espera da nossa visita, de uma palavra de conforto, do nosso carinho e amor. – Visitar os presos nos presídios e suas famílias em casa; – Comprometer-nos com ajudar os dependentes químicos a deixarem o caminho das drogas, do alcoolismo... – Fazer a experiência de lavar os pés do irmão ou da irmã que tem uma vida sofrida, ou até mesmo uns dos outros no grupo, e depois partilhar... (Tempo para pensar e assumir outros compromissos conforme a realidade da comunidade)
  35. 35. 35 Oração e bênção A: Rezemos como o Senhor Jesus nos ensinou: T: Pai nosso, que estais no céu... Glória ao Pai... A: O Senhor volte seu rosto para nós e nos dê a paz. T: Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. Canto: 1. Jesus, erguendo-se da ceia, jarro e bacia tomou. Lavou os pés dos discípulos, este exemplo nos deixou. Aos pés de Pedro inclinou-se: ó Mestre, não, por quem és /: não terás parte comigo, se eu não lavar os teus pés. :/ 2. És o Senhor, tu és o mestre, os meus pés não lavarás. O que ora faço não sabes, mas depois compreenderás. Se eu, vosso mestre e Senhor, vossos pés hoje lavei, /: lavai os pés uns dos outros, eis a lição que vos dei. :/ 3. Eis como irão reconhecer-vos, como discípulos meus. Se vos amais uns aos outros, disse Jesus para os seus. Dou-vos novo mandamento, deixo ao partir nova lei. /: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei. :/ Atenção: É bom que nos preparemos para o próximo encontro, lendo o tema e o texto bíblico. É necessário levar a Bíblia em todos os encontros.
  36. 36. 36 6º Encontro CREIO EM JESUS CRISTO, QUE FOI CONCEBIDO PELO PODER DO ESPÍRITO SANTO “O Espírito Santo descerá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra. Por isso, aquele que vai nascer será chamado santo, Filho de Deus” (Lc 1,35). Ambiente: Bíblia, casinha, vela, imagem de nos- sa Senhora, imagem de Jesus, recorte de figuras que expressem a realidade. Acolhida alegre pelas pessoas da casa. Motivação e oração Animadora(a): Que todos e todas sintam-se bem acolhidos por Deus e por todas as pessoas aqui presentes. Estamos vivenciando o Ano da Fé e o tema da Campanha da Fraternidade: Fraternidade e Juventude. Portanto, vamos partilhar o que estamos fazendo de concreto. (Tempo para partilha) A: Queremos trazer em ação de graças os acontecimentos da semana que passou e pedir por todas as pessoas e realidades preocupantes das nossas famílias, comunidades, Igreja e sociedade. (Um breve silêncio para os pedidos. Cantemos) Canto: Em nome do Pai... A: Com muita alegria e entusiasmo renovemos nossa fé, agradecendo as bênçãos que Deus nos concede todos os dias. Canto: /: O Senhor fez em mim maravilhas, santo é seu nome. :/ 1. A minha alma engrandece ao Senhor e exulta meu espírito em Deus, meu Salvador. Pôs os olhos na humildade de sua serva, doravante toda a terra cantará os meus louvores.
  37. 37. 37 2. Seu amor para sempre se estende sobre aqueles que o temem, demonstrando o poder de seu braço, dispersa os soberbos. 3. Abate os poderosos de seus tronos e eleva os humildes. Sacia de bens os famintos, despede os ricos sem nada. 4. Acolhe Israel, seu servidor, fiel ao seu amor e à promessa que fez a nossos pais em favor de Abraão e de seus filhos para sempre. 5. Glória ao Pai, ao Filho e ao Santo Espírito, desde agora e para sempre, pelos séculos. Amém! Fato real Leitor(a): Márcio e Vilma têm três filhos. O pai trabalha de vigia à noite e a mãe de cozinheira num restaurante. Os dois mal se encontram, contudo, um confia no outro; os filhos vão para a Creche e lá eles são muito amados e atendidos nas suas necessidades básicas. Os pais se amam, e amam seus filhos, dando-lhes muito carinho, e os educam na fé. Acreditam na força de Deus que está neles e nos filhos, participam da comunidade. Só é possível viver dessa forma, porque acreditam no poder de Deus e de Nossa Senhora e no apoio da comunidade. A: O fato que acabamos de ler relata a vida de um casal que assume com fé e coragem a maternidade e paternidade, mesmo diante das dificul- dades e tribulações da vida. Canto: /: Ilumina, ilumina nossos pais, nossos filhos e filhas! Ilumina, ilumina cada passo das nossas famílias! :/ A Palavra de Deus ilumina A: No texto bíblico vamos ouvir como Maria acolhe a mensagem do anjo. Cantemos, acolhendo a Palavra de Deus: Canto: Vamos ouvir uma Palavra bonita que vai sair daqui agora, é a Palavra de Jesus Cristo, filho de Nossa Senhora. Leitor(a) da Palavra: Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 1,26-38. (Um breve silêncio) A: Vamos contar o texto. Quais são os personagens? O que o texto diz? (Tempo) A: O que diz o texto para nós hoje? (Tempo)
  38. 38. 38 Aprofundando o tema à luz da Palavra e do Catecismo A: Como podemos relacionar a ação de Deus na vida de Maria com o fato real? (Tempo para refletir em silêncio) A: Maria acreditou com confiança no poder de Deus em sua vida. Os pais também confiam no poder de Deus e reconhecem a responsabilidade de amar e educar os filhos, não apenas criá-los para a vida. T: “Não tenhas medo, Maria! Encontraste graça junto de Deus” (Lc 1,30). A: O Catecismo lembra-nos que o mistério da Encarnação é professado no Credo: Jesus foi concebido pelo poder do Espírito Santo e nasceu da Virgem Maria. T: Creio em Jesus Cristo, que foi concebido pelo poder do Espírito Santo. L 1: Quando dizemos: Jesus Cristo foi concebido por obra do Espírito Santo, queremos afirmar que Jesus é Deus; e quando dizemos: que nasceu da Virgem Maria, queremos afirmar que ele é homem (humano). T: “A Palavra de Deus se fez homem e habitou entre nós” (Jo 1,14). L 2: A fé de Maria, na Anunciação, dá início à nova aliança de Deus com a humanidade. Deus se encarna, assumindo a condição humana, tendo nascido de uma mulher. T: “O Espírito Santo descerá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra... Aquele que vai nascer será chamado santo, Filho de Deus” (Lc 1,35). L 3: A concepção de Jesus no ventre de Maria só pode ser obra de Deus. Trata-se de um mistério que devemos acolher no coração, pela fé. T: Creio em Jesus Cristo, que foi concebido pelo poder do Espírito Santo. A: No momento da Anunciação, Maria acreditou que, pelo poder do Al- tíssimo, por obra do Espírito Santo, ela se tornaria a mãe do Filho de Deus. T: Creio em Jesus Cristo, que foi concebido pelo poder do Espírito Santo.
  39. 39. 39 L 4: Maria foi uma mulher de oração, meditação e prática da Palavra de Deus. Em Maria, o Espírito Santo podia operar maravilhas, e a maior maravilha foi torná-la grávida do Filho de Deus. T: Creio em Jesus Cristo, que foi concebido pelo poder do Espírito Santo. A: A gratuidade do amor do Pai se revela ao enviar seu Filho Jesus. Jesus é verdadeiramente Deus (divino) e homem (humano), é o Filho de Deus, que entrou em nossa história humana para nos salvar. T: “Para realizar a nossa salvação, o Filho de Deus fez-se carne, tornando-se verdadeiramente homem” (Jo 1,14). A: Só os cristãos creem num Deus único que se fez homem, que se apro- ximou da humanidade pecadora para salvar. Isso só pode ser obra de Deus, do Espírito Santo de Deus. Canto: /: Creio, Senhor, mas aumentai minha fé. :/ Compromisso A: Anossa fé na concepção de Jesus Cristo no seio de Maria nos leva a ver a realidade das nossas famílias hoje com o olhar de Deus. Uma realidade dura e muito exigente frente aos desafios que o mundo nos apresenta. Diante da reflexão de hoje, que tal: – Manter sempre viva a chama da espe- rança e da fé nas dificuldades e sofri- mentos. – Envolver mais pessoas nos GBF, visitando as casas das famílias. – Apoiar e incentivar os jovens nas suas iniciativas no caminho do bem. – Ser presença solidária, junto ao povo, nos momentos de alegria e dor. – Partilhar o pouco que temos: dons, tempo, bens, a serviço dos mais necessitados. Oração e bênção A: Diante do que refletimos, agradeçamos a Maria por ter dado o seu sim a Deus, rezando a Oração doAnjo do Senhor. OAnjo do Senhor anunciou a Maria. T: E ela concebeu do Espírito Santo.
  40. 40. 40 A: Eis aqui a serva do Senhor. T: Faça-se em mim segundo a vossa Palavra. A: E o Verbo divino se fez homem. T: E habitou entre nós. Ave Maria... A: Rogai por nós, Santa Mãe de Deus. T: Para que sejamos dignos das pro- messas de Cristo. A: Oremos: Infundi, Senhor, em nossos corações a vossa graça, a fim de que, conhecendo pela anunciação do anjo a encarnação de Jesus Cristo, vosso Filho, cheguemos pela sua paixão e morte à glória da ressurreição. T: Pelo mesmo Cristo, nosso Senhor. Amém. A: Vamos pedir a bênção de Deus, cantando: (De dois em dois para fazer o sinal da cruz na testa um do outro, enquanto se canta) Canto: A bênção do Pai, a bênção do Filho e a bênção do Espírito Santo. Amém, aleluia. Aleluia, amém. Canto: 1. Minh’alma dá glórias ao Senhor. Meu coração bate alegre e feliz. Olhou para mim com tanto amor que me escolheu, me elegeu e me quis. E de hoje em diante eu já posso prever, todos os povos vão me bendizer, o Poderoso lembrou-se de mim, santo é seu nome sem fim. 2. O povo dá glórias ao Senhor, seu coração bate alegre e feliz. Maria carrega o Salvador, porque Deus faz, sempre cumpre o que diz. E quando os povos aceitam a lei passa de pai para filho seu dom. Das gerações ele é mais do que rei, ele é Deus Pai, ele é bom. 3. Minh’alma dá glórias ao Senhor, meu coração bate alegre e feliz. Olhou para mim com tanto amor que me escolheu, me elegeu e me quis. O orgulhoso ele sabe dobrar, o poderoso ele sabe enfrentar, o pobrezinho ele defenderá, não nos abandonará. Atenção: É bom que nos preparemos para o próximo encontro, lendo o tema e o texto bíblico. É necessário levar a Bíblia em todos os encontros.
  41. 41. 41 7º Encontro CREIO EM JESUS CRISTO, QUE NASCEU DA VIRGEM MARIA “Ela deu à luz o seu filho primogênito...” (Lc 2,7) Ambiente: Bíblia, casinha, cruz, imagens ou figu- ras de Maria com Jesus, e fotos ou figuras de mães (famílias, pais) com seus filhos. Acolhida: Pela família que acolhe o grupo ou animador(a) do grupo. Motivação e oração Animador(a): Irmãos e irmãs, mais uma vez nos reunimos como grupo bíblico para refletir sobre o nosso Credo, nossa profissão de fé. No encontro de hoje vamos nos dedicar de modo especial à reflexão sobre a humanida- de de Jesus, através de seu nascimento da Virgem Maria. Saudemos a Santíssima Trindade, que está no meio de nós. Todos(as): Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. A: Vamos lembrar o nosso encontro passado e partilhar o que fizemos. (Tempo para partilhar) A: Continuando em clima de oração, rezemos: O anjo do Senhor anunciou a Maria. T: E ela concebeu do Espírito Santo. A: Eis aqui a serva do Senhor. T: Faça-se em mim segundo a vossa Palavra. A: E o Verbo se fez carne. T: E habitou entre nós. Ave Maria... A: Rogai por nós, Santa Mãe de Deus. T: Para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Glória ao Pai...
  42. 42. 42 Canto: Ave, cheia de graça. Ave, cheia de amor. /: Salve, ó mãe de Jesus! A ti, nosso canto e nosso louvor. :/ A: Todos nós conhecemos a história da anunciação do Anjo do Senhor à Virgem Maria, de como ela aceitou ser a mãe do Filho de Deus. Mas também conhecemos histórias do nosso cotidiano, que falam de gravidez e de nascimento de crianças. Qual é a história que mais nos chama a atenção e que gostaríamos de lembrar? (Tempo para contar uma ou duas dessas histórias) A: Acabamos de ouvir fatos bem reais e concretos da nossa vida. Também Maria, quando engravidou, e ao dar à luz Jesus, passou por muitas dificuldades, como também hoje muitas mães passam. Leitor(a) 1: O menino Jesus, ao nascer, necessitou dos mesmos cuidados que todas as crianças recém-nascidas precisam. Hoje queremos aprofundar um pouco mais a reflexão sobre a condição humana de Jesus, aliada à sua fidelidade e obediência a Deus Pai. T: E o Verbo se fez carne e veio morar entre nós (Jo 1,14). A Palavra de Deus ilumina A: Vamos acolher com alegria a Palavra de Deus, cantando: Canto: /: Toda a Bíblia é comunicação de um Deus amor, de um Deus irmão. É feliz quem crê na revelação, quem tem Deus no coração. :/ 1. Jesus Cristo é a Palavra, pura imagem de Deus Pai. Ele é vida e verdade, a suprema caridade. Leitor(a) da Palavra: Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 2,1-7. (Tempo para leitura do texto) A: Vamos contar o texto, lembrando o que ele diz. a) O que no texto mais me chama atenção? (Tempo para refletir) A: O que o texto diz para nós hoje? (Tempo para conversar)
  43. 43. 43 Aprofundando o tema à luz da Palavra e do Catecismo A: No texto que ouvimos percebemos as dificuldades que Maria e José tiveram antes e por ocasião do nascimento de seu filho Jesus. L 2: Hoje também muitas famílias passam por inúmeras dificuldades, para que seus filhos possam nascer com segurança e viver com paz. T: “Também José, que era da descendência de Davi, subiu de Nazaré, na Galileia, à cidade de Davi, chamada Belém, na Judeia” (Lc 2,4). L 3: Com o nascimento de uma criança, a vida se renova, é um dom de Deus que se manifesta. Mas uma criança recém-nascida continua a depender de cuidados, para continuar a viver e se desenvolver. T: “Maria deu à luz o seu filho primogênito, envolveu-o em faixas e deitou-o numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria” (Lc 2,7). L 1: A encarnação de Jesus no seio da Virgem Maria e o seu nascimento são sinais do amor de Deus para toda a humanidade. T: O filho único de Deus assumiu um verdadeiro corpo humano, por meio do qual Deus invisível se tornou visível aos nossos olhos (cf. CIC 476-477). L 2: A humanidade de Jesus não o afastou do seu amor ao Pai e da sua missão. T: “Por que me procuráveis? Não sabíeis que eu devo estar naquilo que é de meu Pai?” (Lc 2,49). L 3: Jesus crescia diante de Deus e das pessoas em idade, sabedoria e graça. Apesar de tudo isso, ele não ficou livre das tentações e adversidades deste mundo. T: “... Pois ele mesmo foi provado em tudo, à nossa semelhança, mas sem pecar” (cf. Hb 4,15). L 1: Jesus nos ensinou a lutar, para que possamos permanecer livres do que pode nos afastar de amar a Deus e aos nossos irmãos e irmãs. T: Em toda a sua vida, Jesus mostra-se como nosso modelo: Ele é “o homem perfeito” (CIC 520).
  44. 44. 44 Canto: Jesus, Jesus de Nazaré, o teu semblante eu quero ter. Tal qual és tu eu quero ser, Jesus, Jesus de Nazaré. A: Lembrando o texto e a reflexão que fizemos, o que podemos dizer a Deus em forma de oração (pedidos, louvor, perdão, agradecimento...): (Tempo para orações) Canto: Creio, Senhor, mas aumentai minha fé. Compromisso A: Todos nós somos chamados a viver como Jesus nos ensinou. O que podemos assumir como compromissos de vida? Algumas sugestões: – Sempre que possível, orientar as famílias (pais), para que saibam com muito amor acolher e educar bem seus filhos; – Lembrar aos pais de não se esquecerem de manter em dia as vacinas das crianças e de procurarem acompanhar o estudo dos filhos; – Participar de momentos de oração em prol da nossa conversão e de pessoas que se encontram afastadas de Deus. (Tempo para conversar e assumir outras sugestões de compromisso...) A: Além desses compromissos, procurar saber como a paróquia ou a comu­ nidade está se organizando para participar da grande festa de Cristo Rei, momento celebrativo em que encerramos o Ano da Fé. Organizar-nos desde já para participar e ler o anexo 1 de motivação para o encerra­ mento do Ano da Fé. Oração e bênção A: Rezemos a oração que Jesus nos ensinou e saudemos sua mãe Maria. T: Pai nosso... Salve, Rainha, mãe de misericórdia, vida, doçura, espe- rança nossa, salve. A vós bradamos os degredados filhos de Eva. A vós suspiramos, gemendo e chorando neste vale de lágrimas. Eia, pois, advogada nossa, esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei, e depois deste desterro mostrai-nos Jesus, bendito fruto do vosso ventre, ó clemente, ó piedosa, ó doce sempre Virgem Maria. A: Rogai por nós santa Mãe de Deus
  45. 45. 45 T: Para que sejamos dignos das promessas de Cristo. A: Pedimos a bênção de Deus. T: Que o Senhor nos abençoe, o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Amém. Canto: Jesus Cristo me deixou inquieto nas palavras que ele proferiu. /: Nunca mais eu pude olhar o mundo sem sentir aquilo que Jesus sentiu. :/ 1. Eu vivia tão tranquilo e descansado e pensava ter chegado ao que busquei. Muitas vezes proclamei extasiado que, ao seguir a lei de Cristo, eu me salvei. Mas depois que meu Senhor passou, nunca mais meu coração se acomodou. 2. Minha vida, que eu pensei realizada, esbanjei como semente em qualquer chão. Pouco a pouco, ao caminhar na longa estrada, percebi que havia tido uma ilusão. Mas depois que meu Senhor passou, ilusão e comodismo se acabou. Atenção: É bom que nos preparemos para o próximo encontro, lendo o tema e o texto bíblico. É necessário levar a Bíblia em todos os encontros.
  46. 46. 46 8º Encontro CREIO EM JESUS CRISTO, QUE PADECEU SOB PÔNCIO PILATOS “Eles amarraram Jesus e o levaram, e o entregaram a Pilatos” (Mc 15,1b). Ambiente: Bíblia, vela, crucifixo e casinha. Acolhida: Pela família da casa. Motivação e oração Animador(a): Irmãos e irmãs, graça e paz de nosso Senhor Jesus Cristo. Vamos partilhar como foi a experiência do compromisso assumido em nosso último encontro. (Tempo) A: Reunidos em nome da Santíssima Trindade, que nos convida a viver em seu amor, façamos o sinal de nossa fé: Todos(as): Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. A: O tema do nosso encontro de hoje é: Creio em Jesus Cristo, que padeceu sob Pôncio Pilatos. Rezemos nossa profissão de fé. T: Creio em Deus Pai... Canto: 1. Um certo dia, ao tribunal alguém levou o jovem Galileu. Ninguém sabia qual foi o mal e o crime que ele fez; quais foram seus pecados. Seu jeito honesto de denunciar mexeu na posição de alguns privilegiados. E mataram a Jesus de Nazaré. E no meio de ladrões puseram sua cruz, mas o mundo ainda tem medo de Jesus, que tinha tanto amor. Fato real A: Acondenação e morte de Jesus tem muitos motivos. Não podemos fechar nossos olhos aos fatos que antecederam a crucificação. Assim como, hoje, também não podemos nos omitir diante das condenações ao nosso redor. Vamos relembrar um fato recente que aconteceu no Brasil:
  47. 47. 47 L 1: Dorothy Mae Stang, conhecida como Irmã Dorothy, foi uma religiosa norte-americana naturalizada brasileira. Em 1966 iniciou seu ministério no Brasil, no Estado do Maranhão. Estava presente na Amazônia des- de a década de setenta, junto aos trabalhadores rurais da Região do Xingu. L 2: Sua atividade pastoral buscava a geração de emprego e renda junto aos trabalhadores rurais da Rodovia Transamazônica. Seu trabalho buscava também a eliminação dos conflitos de terra na região. Participava da Comissão Pastoral da Terra (CPT) desde a sua fundação e acompanhou com determinação a vida e a luta dos trabalhadores do campo. L 3: Defendia uma reforma agrária justa. Mantinha intenso contato com lide- ranças camponesas e religiosas, buscando soluções para os conflitos de posse e exploração da terra na região Amazônica. L 1: Irmã Dorothy recebeu diversas ameaças de morte, mas não se intimidou. Antes de ser assassinada, declarou: “Não vou fugir e nem abandonar a luta desses agricultores que estão desprotegidos no meio da floresta. Eles têm o sagrado direito a uma vida melhor numa terra onde possam viver e produzir com dignidade, sem devastar”. L 2: Irmã Dorothy foi assassinada, com seis tiros, aos 73 anos, no dia 12 de fevereiro de 2005, no município de Anapu – Pará. Segundo uma teste- munha, antes de receber os tiros, perguntaram se estava armada. Ela respondeu: “Eis a minha arma!” e mostrou a Bíblia. Leu ainda alguns trechos para aquele que logo em seguida lhe tiraria a vida. A: Aexemplo de Jesus, que foi condenado pelos poderosos de seu tempo, Irmã Dorothy foi condenada pelos fazendeiros e latifundiários da região amazônica que queriam continuar explorando o pobre. Sentiram-se ameaçados pelo trabalho profético que a irmã realizava no meio do povo e a condenaram à morte. Que outros fatos nós sabemos sobre a vida e trabalho da irmã Dorothy? (Tempo para rápidos comentários) Canto: 1. Se calarem a voz dos profetas, as pedras falarão. Se fecharem os poucos caminhos, mil trilhas nascerão. Muito tempo não dura a verda- de nestas margens estreitas demais. Deus criou o infinito pra vida ser sempre mais. É Jesus este Pão de igualdade, viemos pra comungar com a luta sofrida de um povo que quer ter voz, ter vez, lugar. Co- mungar é tornar-se um perigo, viemos pra incomodar. Com a fé e a união, nossos passos um dia vão chegar.
  48. 48. 48 A Palavra de Deus ilumina A: Ouçamos o Evangelho de Jesus Cristo narrado por Marcos, e prestemos atenção ao processo de condenação de Jesus. Canto: /: É como a chuva que lava, é como o fogo que abrasa, tua Palavra é assim, não passa por mim sem deixar um sinal. :/ Leitor/a da Palavra: Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, escrito por São Marcos 15,1-15. (Momento de silêncio para interiorização da Palavra) A: Jesus é condenado de duas formas: Há uma condenação religiosa, sustentada pelos chefes dos sacerdotes e todo o sinédrio em Jerusalém. E há uma condenação política, realizada por Pilatos, que representava todo o poder Romano. Vamos aprofundar um pouco mais a leitura que escutamos. 1) Vamos fazer novamente a leitura, em nossas Bíblias. (Em silêncio) 2) Agora, vamos juntos contar o que lemos. Não vamos interpretar, somente contar, lembrando locais, personagens, falas. (Tempo para contar) 3) O que este fato e as atitudes de Jesus nos dizem? – Vamos atualizar a leitura para nossos dias, lembrando as diver- sas condenações que acontecem em nossa sociedade (jovens drogados, idosos abandonados, crianças exploradas, doentes desprezados, etc.). – Vemos alguma semelhança entre a morte da Irmã Dorothy e a de Jesus? (Tempo para conversar) 4) O que podemos dizer a Deus a partir da leitura e da reflexão que fizemos até aqui? Podemos responder em forma de oração, pedido, agradecimento ou com um Salmo. (Tempo) Canto: /: Eu creio num mundo novo, pois Cristo ressuscitou. Eu vejo sua luz no povo, por isso alegre sou. :/
  49. 49. 49 Aprofundando o tema à luz da Palavra e do Catecismo (CIC) A: Jesus foi injustamente julgado e condenado à morte pelos chefes dos sacerdotes. Assim se cumpriu a primeira parte do julgamento, que foi a condenação religiosa. L 1: Pilatos, por sua vez, mesmo percebendo a inocência de Jesus, deixa-se levar por seus medos e interesses. Não querendo perder o poder rece- bido do Imperador Romano, condena o justo à morte, lavando as mãos. É a segunda parte do julgamento, que foi a condenação política. L 2: Mas o que verdadeiramente levou Jesus à morte foi sua obediência ao Pai e seu amor por nós. Se ele tivesse pregado uma doutrina do gosto das autoridades, não teria sido condenado. L 3: Por sua fidelidade à missão recebida do Pai, ele aceitou livremente as consequências do seu mandamento de amor, que ia contra muitos privilégios dos poderosos. T: “Ninguém me tira a vida, mas eu a dou por própria vontade” (Jo 10,18). Canto: /: Prova de amor maior não há que doar a vida pelo irmão. :/ Compromisso A: Nossa fé só é verdadeira, quan- do se traduz em obras, como nos dizia São Paulo. Vamos assumir, em conjunto, algum compromisso? Podemos, por exemplo; – Durante toda a semana, rezar a profissão de fé, pen- sando em cada palavra que proferimos; – Procurar conhecer situações de “condenação à morte” próximo de nós e propor algo para evitar; – Visitar doentes e idosos abandonados em hospitais, asilos, levando uma mensagem de amor e vida; – Orientar alguma família que tem alguém dependente químico sobre locais de tratamento.
  50. 50. 50 Oração e bênção A: Em dois lados, façamos a oração abaixo, expressando nossa fé no Deus da esperança: Lado A: Creio em Deus. No Deus dos credos, com todas as suas verdades. Mas, sobretudo, em um Deus que ressuscita da letra morta para tornar- se parte da vida. Lado B: Creio em um Deus que acompanha de perto cada passo do meu ca- minhar por esta terra: muitas vezes, por detrás, observando e sofrendo com meus erros; outras vezes, a meu lado, falando e me ensinando; e, outras vezes, à frente, guiando e marcando o ritmo da caminhada. Lado A: Creio em um Deus de carne e sangue, Jesus Cristo, um Deus que viveu em minha pele e calçou meus sapatos, um Deus que andou em meus caminhos e conhece luzes e sombras. Um Deus que comeu e que passou fome, que conheceu um lar e sofreu a solidão, que foi aclamado e condenado, beijado e cuspido, amado e odiado. Um Deus que foi a festas e a enterros. Um Deus que riu e que chorou. Lado B: Creio em um Deus que mantém – hoje – seu olhar atento sobre o mundo, que vê os ódios que segregam, que dividem, que marginalizam, que ferem e que matam; que vê as balas perfurando a carne, e o san- gue inocente que rega a terra; que vê a mão que entra no cofre e no bolso alheio, roubando aquilo que o outro necessita para comer; que vê o juiz que sentencia em favor da melhor parte, vestindo a verdade e a justiça de hipocrisia; que vê os rios sujos e os peixes mortos, os tóxicos destruindo a terra e perfurando o céu; que vê o futuro hipotecado e a dívida do homem que cresce. Lado A: Creio em um Deus que vê isto... e continua chorando... Mas creio também em um Deus que vê uma mãe dando à luz: vida que nasce da dor; que vê duas crianças brincando: semente solidária que cresce; que vê a flor brotar das ruínas: um novo começo clamando por justiça; que vê o sol levantar-se a cada manhã: tempo de oportunidades. T: Creio em um Deus que vê isto... e ri, porque, apesar de tudo, há esperança... (Oração elaborada pelo pastor Gerardo Carlos Oberman, da Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil) A: Agradeçamos a Deus, que nos concede a graça da fé que se transforma em vida.
  51. 51. 51 T: Deus, que é Pai e Mãe, nos abençoe e nos guarde de todos os perigos e acomodações. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. Canto: 1. Pai de amor, aqui estamos, celebrando a unidade. Somos teus filhos amados nesta mesa da igualdade. Somos uma só família, somos um só coração. Eis que a graça da partilha entre nós faz-se oração! /: No raiar de um novo tempo vida nova então se faz. A espe- rança do teu povo é justiça, amor e paz! :/ 1. Ó Jesus, Senhor da vida, vem trazer libertação! Desta gente tão sofrida vem mostrar-te Deus-Irmão. Tua cruz é rumo certo, junto a ti vamos seguir, pois teu Reino está bem perto: as sementes vão florir! 2. Santo Espírito de amor, faz em nós tua morada. E na luta contra a dor guia nossa caminhada! És a fonte da verdade, vem mostrar a direção: vida plena, dignidade, povo livre, mundo irmão! Atenção: É bom que nos preparemos para o próximo encontro, lendo o tema e o texto bíblico. É necessário levar a Bíblia em todos os encontros.
  52. 52. 52 9º Encontro CREIO EM JESUS CRISTO, QUE FOI CRUCIFICADO, MORTO E SEPULTADO. “Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito” (Lc 23,46). Símbolos: Bíblia e cruz ladeada por quatro velas acesas, casinha. Acolhida: A família acolhe a todos com palavras de boas-vindas. (No inicio do encontro alguém da família leia uma frase da “Carta Apostólica do Papa”) Leitor(a) da família: “A fé é companheira de vida, que permite perceber, com um olhar sempre novo, as maravilhas que Deus realiza por nós” (Papa Bento XVI – “Porta da Fé”). Canto: Creio, Senhor, mas aumentai nossa fé. Motivação e oração Animador(a): Irmãos e irmãs muito queridos! Cada encontro que fazemos fortalece os laços de amor que nos unem. Somos a família de Deus, discípulos missionários do Senhor Jesus. Ele se entregou por inteiro pela causa da vida plena para toda a humanidade. Os quatro braços da cruz indicam os pontos cardeais: Jesus deu a vida pela salvação do mundo inteiro. Em silêncio, vamos contemplar os símbolos que estão em nosso meio: a Bíblia, a Cruz e as quatro velas: o que estes símbolos nos transmitem? (Depois de um tempo de silêncio, cada pessoa pode dizer o que os símbolos transmitem para nós) A: Vamos rezar a oração do Credo. Todos(as): Creio em Deus Pai... Canto: /: Jesus Cristo, ontem, hoje e sempre. Ontem, hoje e sempre, aleluia. :/
  53. 53. 53 Fato real A: Vamos ouvir o testemunho de um dos primeiros cristãos, discípulo mis- sionário de Jesus Cristo. Leitor(a) 1: Meu nome de nascimento é Saulo, que, na língua hebraica, signifi- ca “aquele que é desejado”. Vocês ouvem falar de mim frequentemente. Meu nome aparece pela primeira vez no livro de Atos dos Apóstolos, na ocasião em que foi morto o primeiro mártir cristão: Estêvão. Ele foi morto a pedradas. No meu íntimo, eu estava de acordo com aquela execução. Ao mesmo tempo, porém, foi crescendo dentro de mim uma estranha perturbação. Eu não conseguia entender como uma pessoa podia se comportar daquela maneira, com toda a coragem e com firmes convicções de fé. A sua última atitude e as suas palavras de perdão foram penetrando em meu ser como uma espada afiada: “Caindo de joelhos, ele gritou em voz alta: ‘Senhor, não leves em conta este pecado’. E dizendo isto, adormeceu” (At 7,60). A: Que força foi aquela que tomou conta de Estevão? De onde lhe veio tamanha coragem, quem lhe dava tanta inspiração e tanta fé? Por que nele não havia nenhum sinal de ódio, nem de vingança? Estas e muitas outras perguntas ficaram me perseguindo e me questionando... E, ainda por cima, jogaram as vestes de Estevão aos meus pés... Eu tinha 26 anos de idade. L 2: Fui um fariseu muito aplicado. Seguia direitinho todas as leis dos judeus. Eu não podia admitir que os cristãos seguissem a Jesus, um sujeito que tinha sido crucificado. Diziam que era Filho de Deus. Coisa absurda! Por isso, pedi uma autorização aos meus chefes para perseguir e prender os cristãos. Mas aconteceu algo que mudou totalmente a minha vida. Foi no caminho de Damasco que uma forte luz me derrubou por terra. Era a luz de Jesus. Ele me disse: “Saulo, Saulo, por que me persegues?” (At 9,4). Todo o meu orgulho caiu junto. Fiquei cego por três dias. Mais tarde entendi que esses três dias eram para me lembrar da morte de Jesus: ele foi crucificado, morto e sepultado. E no terceiro dia ressuscitou. En- tendi que eu também devia morrer pelo bem dos outros. Devia entregar minha vida pelo Evangelho, com a mesma coragem e a mesma fé de Estêvão. Foi o que eu fiz. L 3: Para seguir a Jesus e sua proposta, decidi abandonar tudo o que antes considerava importante. Lancei-me de corpo e alma pelo mundo afora, anunciando a Boa Notícia do amor de Deus por toda a humanidade. Passei a ser conhecido como Paulo, que, na língua latina, significa “aquele que é pequeno”. Sim, Deus nos ama a ponto de enviar o seu
  54. 54. 54 Filho Jesus no meio de nós. Ele se fez pequeno e servo de todos. Foi morto numa cruz. Meditei muito a este respeito. Descobri que Jesus Cristo crucificado nos deu a lição da humildade e do amor sem limites. Se Deus nos ama dessa maneira, também nós devemos dar a vida uns pelos outros. (Tempo para reflexão) Canto: Quem nos separará? Quem vai nos separar do amor de Cristo? Quem nos separará? Se ele é por nós, quem será, quem será contra nós? Quem vai nos separar do amor de Cristo, quem será? A Palavra de Deus ilumina A: Vamos ouvir o texto do Evangelho de Lucas que fala sobre o tema do nosso encontro e faz parte do credo cristão: Jesus foi crucificado, morto e sepulta- do. Preparemo-nos para ouvir com os ouvidos atentos e o coração aberto o que Deus nos fala. Canto: Vai falar no Evangelho Jesus Cristo, aleluia! Sua Palavra é alimento que dá vida, aleluia! /: Glória a Ti, Senhor. Toda graça e louvor. Glória a Ti, Senhor. Toda graça e louvor. :/ Leitor(a) da Palavra: Proclamação do Evangelho segundo Lucas 23, de 33 a 56. A: Vamos fazer silêncio e deixar esta Palavra de Deus entrar em nosso coração... (Depois de um tempo de silêncio) A: Ler novamente o texto. Vamos relembrar passo a passo o que foi lido. Quais os personagens que aparecem no texto? a) Como Jesus se comportou? b) Por que Jesus foi morto? c) Que outros pontos chamaram a atenção nesta Palavra de Deus? (Tempo para ler e responder) A: Qual o sentido da cruz para a nossa vida? (Tempo para conversar)
  55. 55. 55 Aprofundando o tema à luz da Palavra e do Catecismo A: Cremos que Jesus Cristo foi morto. Por que Jesus morreu por nós na cruz? L 4: Muitos profetas, antes de Jesus, foram mortos porque se mantiveram fiéis a Deus e se colocaram contra as injustiças sociais. Jesus é mais do que um profeta. Ele é o Messias, o Salvador que foi anunciado pelos profetas.Alguns textos do Primeiro Testamento predizem que o Messias seria rejeitado, perseguido e morto. A: Jesus é o Filho de Deus. Por que ele tinha que morrer numa cruz? L 1: Somente entendemos o verdadeiro sentido da morte de Jesus, se con- siderarmos o amor infinito de Deus. É certo que Deus não quer o sofri- mento e a morte de ninguém. Porém, ele demonstra todo o seu amor, abaixando-se até o fim. Isto é, Deus vem até nós, assume os nossos pecados e a nossa miséria para nos erguer e nos salvar. L 2: No tempo de Jesus, a cruz era o meio pelo qual eram mortas as pes- soas consideradas inimigas da ordem pública. Entre os judeus, quem morresse numa cruz era considerado “maldito de Deus” (Dt 21,23). Jesus, o Filho bendito de Deus, foi considerado “maldito” pela elite religiosa e política de sua época. Os grandes e poderosos querem ser “senhores” deste mundo; dominam, exploram e matam. Jesus se fez pequeno, fraco e “servo” de todos. Assim ele mostrou o caminho da vida. A: O que isso significa para nós hoje? L 3: Nós lembramos com muito respeito a paixão e morte de Jesus. Celebra- mos a via-sacra, participamos de procissões, temos a cruz em nossas casas... Queremos seguir a Jesus, com fé e gratidão. Reconhecemos que Deus é bom e misericordioso. “Deus é amor” (1Jo 4,8). É amor que suporta tudo pela pessoa amada. Ele se fez uma pessoa humana, para que todas as pessoas possam se tornar divinas. Isso acontece quando nos tornamos servidores uns dos outros. Deus nos amou até o fim. Assim também nós podemos amar os nossos irmãos e irmãs. A: Nós cremos em Jesus Cristo, que foi sepultado. O que isto significa? L 4: Também neste aspecto nós percebemos a identificação de Jesus com o ser humano. Ele foi sepultado, como acontece com o corpo de toda pessoa após sua morte. Jesus se identificou com todas as pessoas empobrecidas. José de Arimateia emprestou o túmulo onde o corpo de Jesus foi colocado. No entanto, o corpo de Jesus não sofreu a decom- posição como os outros. Ele não ficou sob o domínio da morte.
  56. 56. 56 A: O que tudo isso significa para nós hoje? L 1: Jesus foi morto em consequência de sua vida de fidelidade à vontade de Deus. Nós também morremos um pouco a cada dia, fazendo a vontade de Deus, amando os outros a começar em nossa casa. Dar a vida por amor é morrer para o egoísmo, para a ganância, para a mentira, para a corrupção, para a desonestidade e para tudo o que prejudica a vida. “Sabemos que passamos da morte para a vida, porque amamos os nossos irmãos” (1Jo 3,14). Canto: A tua ternura, Senhor, vem me abraçar, e a tua bondade infinita me perdoar. Vou ser o teu seguidor e te dar o meu coração. Eu quero sentir o calor de tuas mãos. Compromisso A: A Palavra de Deus é viva, eficaz e transformadora. A fé em Jesus Cris- to crucificado nos sustenta e nos fortalece. A doutrina da nossa Igreja nos ensina a viver a nossa fé com intensidade, dando testemunho da misericórdia e do amor de Deus. Jamais desanimar de fazer o bem, servindo e amando o próximo a partir da nossa casa. Jesus crucificado se identifica com todos os sofredores: – Nesta semana podemos fazer um gesto de amor por alguém que está sofrendo. (Tempo para as pessoas conversarem sobre qual a necessidade da comunidade e ver o que podem fazer de concreto) Oração e bênção A: Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus e nosso irmão! Nós te agradecemos, porque nos amaste até o fim. T: Faze que deixemos transformar o nosso coração. E que ao verda- deiro amor digamos sempre “sim”. A: Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus e servo da humanidade! Dá-nos a graça de servir uns aos outros todo dia. T: Tira de dentro de nós o egoísmo e todo tipo de maldade. Concede- nos a força, o entusiasmo e a perfeita alegria. A: Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus e nosso amigo! De ti não queremos nos separar nenhum segundo.
  57. 57. 57 T: Em teu coração bondoso está o nosso abrigo. Acolhe as dores de todos os que sofrem no mundo. A: Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus e nosso Salvador! Abençoa os nossos Grupos Bíblicos em Família. T: Nós nos reunimos e rezamos em teu louvor. Cuida de cada um de nós: mãe, pai, filho e filha. Amém! A: Irmãos e irmãs, temos a certeza do amor infinito de Deus por cada um de nós. Vamos pedir a sua bênção: T: O Senhor nos abençoe e nos guarde. O Senhor faça brilhar o seu rosto sobre nós e se compadeça de nós. O Senhor volte para nós o seu rosto e nos dê a paz! Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Amém. Canto: Seu nome é Jesus Cristo e passa fome e grita pela boca dos famintos. E a gente, quando o vê, passa adiante, às vezes pra chegar depressa à igreja. Seu nome é Jesus Cristo e está sem casa, e dorme pelas beiras das calçadas. E a gente, quando o vê, aperta o passo e diz que ele dormiu embriagado. /: Entre nós está, e não o conhecemos. Entre nós está, e nós O desprezamos. :/ Atenção: É bom que nos preparemos para o próximo encontro, lendo o tema e o texto bíblico. É necessário levar a Bíblia em todos os encontros.
  58. 58. 58 10º Encontro CREIO EM JESUS CRISTO, QUE DESCEU À MANSÃO DOS MORTOS E RESSUSCITOU AO TERCEIRO DIA “Por que procurais entre os mortos aquele que está vivo? (Lc 24,5b). Ambiente: Bíblia, vela, cruz, casinha, Catecismo da Igreja Católica, cartaz da CF 2013 e Cartaz do Ano da Fé (se possível). Motivação e oração Animador(a): Sejam todos e todas bem-vindos em nosso encontro dos Grupos Bíblicos em Família. Com alegria, acolhemos a todos nesse lar abençoa- do, para juntos cantar, rezar e refletir a nossa caminhada de fé cristã. Canto:1.Nossasfamíliasserãoabençoadas,poisoSenhorvaiderramaroseuamor. Derrama, ó Senhor. Derrama, ó Senhor. Derrama sobre elas teu amor. 2. O nosso encontro será abençoado, pois o Senhor vai derramar o seu amor. Derrama, ó Senhor. Derrama, ó Senhor. Derrama sobre nós o teu amor. A: Os nossos encontros do Tempo Comum estão cada vez melhores, pois, à medida que conhecemos e compreendemos melhor a nossa profissão de fé, mais fiéis à Igreja nos tornamos. Em comunhão com toda a Igreja, fa- çamos o sinal da cruz e rezemos em dois lados a Oração do Ano da Fé. Todos(as): Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. Lado A: Trindade Santa, nós cremos em vós. Dai-nos celebrar o Ano da Fé com gratidão, esperança, alegria e compromisso. Lado B: Fazei-nos fortes e firmes na fé, a exemplo de Maria santíssima, dos Apóstolos, dos mártires e de todos os Santos e Santas da Igreja. Lado A: Nossa fé seja manifestada na conversão, no amor aos irmãos e irmãs, na oração, e nas boas obras, pois tudo é possível àquele que crê.
  59. 59. 59 Lado B: Que o Catecismo e a doutrina do Concílio Vaticano II orientem nossas famílias e comunidades, na obediência e vivência da fé. Lado A: Maria, tu que és feliz porque acreditaste, intercede por nós, para que sejamos discípulos da Palavra, testemunhas e transmissores da fé, para a glória de Deus e a salvação da humanidade. T: Amém. Canto: /: Agora é tempo de ser Igreja, caminhar juntos, participar. :/ 1. Somos povo escolhido e na fronte assinalado com o nome do Senhor, que caminha ao nosso lado. Motivação A: Os encontros do Tempo Comum querem ajudar a nos tornarmos cris- tãos autênticos, para que, a cada frase do Credo professada durante as missas, sejamos mais convictos e maduros de nossa fé católica, apostólica, romana. Nesse 10º encontro vamos refletir melhor uma frase do Credo: T: Creio em Jesus Cristo, que desceu à mansão dos mortos e ressus- citou ao terceiro dia. Fato real A: O fato real nos ajudará a refletir sobre o tema de hoje: Leitor(a): Marcos era um homem bem sucedido na vida com emprego ga- rantido e uma família que o amava muito. De repente ele começa a ter muitos gastos, seus negócios vão mal, mas o emprego ainda continua garantido. Infelizmente ele começa a beber, e tudo se encaminha para uma vida desregrada. Bate com o carro e fica anos dependendo dos cuidados da família que o ama muito. Melhora, volta ao trabalho e à vida normal. Mas, por força do vício, volta a beber, torna-se um alcoólatra, perde tudo, os negócios, a família, o emprego, até a casa onde mora. Fica na rua, dorme na beira das calçadas, sem forças para se erguer, vivendo das migalhas que recebe. Um desconhecido o vê caído. Pede ajuda às pessoas para levantá-lo, mas quem o conhece, diz: – Não adianta, é um caso perdido. O homem o acorda e fala: – Vem comigo, quero te ajudar. Marcos não reage, só resmunga: Me deixe, sou um fracassado, perdi tudo, até a vida. Mas o homem insiste e leva Marcos para uma clínica de tratamento, onde vai vê-lo quando possível. Sempre
  60. 60. 60 o vê desanimado. O tempo passa. O samaritano volta a visitar Marcos e se surpreende: É outra pessoa! Marcos diz: – Tira-me daqui, quero recomeçar a vida, reconquistar minha família, meu emprego... Um dia, o homem encontra Marcos numa Igreja: O que fazes aqui? Marcos responde: – Vim agradecer a Deus, pois ele cuidou de mim e me de- volveu a vida. Colocou você na minha vida para eu levantar e viver com dignidade. Serei grato a Deus e a você eternamente. A: Vemos muitas vezes pessoas caídas à beira das estradas. O que faze- mos? O desconhecido que ajuntou Marcos lhe deu a oportunidade de erguer-se novamente, de acreditar que é possível mudar, e de reconhe- cer a ação de Deus em sua vida. Canto: Creio, Senhor, mas aumentai nossa fé. A Palavra de Deus ilumina A: Vivenciar a nossa fé é, sobretudo, ser obediente à Palavra e aos ensi- namentos de Cristo. Acolhamos em nosso meio a Palavra de Deus. Canto: /: A Palavra de Deus vai chegando, vai! :/ 1. É Jesus quem hoje vem nos falar. (Bis) 2. É a Palavra de libertação. (Bis) Leitor(a) da Palavra: Proclamação do Evan- gelho de Jesus Cristo segundo Lucas 24,1-12. (Um breve silêncio, para interiorizar a Palavra de Deus) A: Vamos reler o texto, mais devagar, para compreender melhor o que lemos. a) Que palavra ou frase mais nos chamou a atenção? (Tempo para reler e responder) A: As mulheres foram as primeiras a receberem a noticia, logo após Pedro foi verificar. b) O que isso representa para nós? c) Que sinais de ressurreição vemos todos os dias em nossa vida, na família e na comunidade?

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