A Palavra de Deus na Vida do Povo - Rumo ao 13º Intereclesial
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A Palavra de Deus na Vida do Povo - Rumo ao 13º Intereclesial A Palavra de Deus na Vida do Povo - Rumo ao 13º Intereclesial Document Transcript

  • 1 Apresentação ................................................................... 02 Encontro nas Casas • 1º Encontro ................................................................. 04 • 2º Encontro ................................................................. 07 • 3º Encontro ................................................................. 10 • 4º Encontro ................................................................. 14 • 5º Encontro ................................................................. 17 • 6º Encontro ................................................................. 20 • 7º Encontro ................................................................. 23 • 8° Encontro ................................................................. 26 • 9° Encontro ................................................................. 29 • 10° Encontro................................................................. 32 • 11° Encontro................................................................. 35 • 12° Encontro................................................................. 38 • 13° Encontro................................................................. 41 • 14° Encontro................................................................. 45 • 15° Encontro................................................................. 48 • 16° Encontro................................................................. 51 • 17° Encontro................................................................. 54 • Músicas ....................................................................... 57 • Entrevista com Sérgio Ricardo Coutinho...................... 61 ÍNDICE
  • 2 Introdução Histórica do Livreto 3 – TC Olá, queridos amigos e amigas das Comunidades Eclesiais de Base! Neste livreto vamos vivenciar o 13º Intereclesial de CEBs, que acontecerá de 07 a 11 de janeiro de 2013 em Juazeiro do Norte, diocese de Crato – CE. Alguns desses encontros trazem a experiência de vida do povo nordestino, fiel devoto do “Meu Padinho, pade Cícero”. Rezemos esses encontros – é uma forma de estarmos em comunhão com aquela Igreja e com a CEBs nacional que se organiza para viver esta grande Celebração. Desde a realização do 1º Intereclesial, em 1975, reúnem-se diversas dioceses para a troca de experiências e reflexões, acerca da caminhada das CEBs. Foram realizados 12 encontros nacionais, em todas as regiões do País. O 1º Intereclesial aconteceu em Vitória – Espírito Santo, de 06 a 08 de janeiro de 1975, com a participação de 70 delegados, de várias dioceses. O tema foi: “Uma Igreja que nasce do povo pelo Espírito de Deus”. O 2º Intereclesial aconteceu também em Vitória – Espírito Santo, de 29 de julho a 01 de agosto de 1976, com a participação de 100 delegados de 24 dioceses e 17 estados brasileiros. O tema foi: “Igreja, povo que caminha”. O 3º Intereclesial aconteceu em João Pessoa – Paraíba, de 19 a 23 de julho de 1978, com a participação de 200 delegados de 47 dioceses. O tema foi: “Igreja: povo que se liberta”. O 4º Intereclesial aconteceu em Itaici – Indaiatuba – São Paulo, de 20 a 24 de abril de 1981, com a participação de 280 delegados de 71 dioceses. O tema foi: “Igreja, povo oprimido que se organiza para a libertação”. O 5º Intereclesial aconteceu em Canindé – Ceará, de 04 a 08 de junho de 1983, com a participação de 500 delegados de 134 dioceses. O tema foi: “CEBs: povo unido, semente de uma nova sociedade”. O 6º Intereclesial aconteceu em Trindade – Goiás, de 21 a 25 de julho de 1986, com a participação de 1.647 delegados. O tema foi: “CEBs: Povo de Deus em busca da Terra Prometida”. Apresentação
  • 3 O 7º Intereclesial aconteceu em Duque de Caxias – Rio de Janeiro, de 10 a 14 de 1989, com a participação de 2.550 delegados. O tema foi: “CEBs: Povo de Deus na América Latina a caminho da Libertação”. O 8º Intereclesial aconteceu em Santa Maria – Rio Grande do Sul, de 08 a 12 de setembro de 1992, com a participação de 2.238 delegados. O tema foi: “CEBs: Culturas oprimidas e a evangelização na América Latina”. O 9º Intereclesial aconteceu em São Luís – Maranhão, de 15 a 19 de julho de 1997, com a participação de 3.000 delegados. O tema foi: “CEBs: Vida e Esperança nas Massas”. O 10º Intereclesial aconteceu em Ilhéus – Bahia, de 11 a 15 de julho de 2000, com a participação de 3.036 delegados. O tema foi: “CEBs: Povo de Deus, 2000 anos de caminhada”. O 11º Intereclesial aconteceu em Ipatinga – Minas gerais, de 19 a 23 de julho de 2005, com a participação de 4.000 delegados. O tema foi: “CEBs: Espiritualidade Libertadora”. O 12º Intereclesial aconteceu em Porto Velho – Rondônia, de 21 a 25 de julho de 2009, com a participação de 3.010 delegados. O tema foi: “Ecologia e Missão”. O 13º Intereclesial acontecerá em Juazeiro do Norte, diocese de Crato no Ceará de 07 a 11 de janeiro. O tema será: “Justiça e Profecia a serviço da Vida”. Os encontros Intereclesiais da CEBs são patrimônio teológico da Igreja no Brasil. Estes encontros nasceram com a finalidade de partilhar as experiências, a vida e as reflexões que se faziam nas comunidades eclesiais de base ou sobre elas. Vivamos com fé e entusiasmo – na festa, no canto e no trabalho – esta grande Celebração do Povo de Deus. Um abraço e minha bênção a todos os Romeiros do Campo e da Cidade. Pe. Fabiano Kleber Cavalcante do Amaral Assessor Diocesano das Cebs
  • 4 PREPARANDO O AMBIENTE: preparar um ambiente simples e acolhedor. Em um lugar de destaque a Bíblia, vela, colcha de retalhos, fotos da comu- nidade e imagens que a família gosta muito. 1. CHEGADA: Todos se abraçam desejando uns aos outros boas-vindas e, em seguida, silêncio e oração pessoal. Dirigente: Seja bendito quem chega, seja bendito quem chega, trazendo a paz, trazendo a paz do Senhor! (cantado) 2. ABERTURA: - Venham, ó nações, ao Senhor cantar! (bis) Ao Deus do universo venham festejar! (bis) - Seu amor por nós, firme para sempre, (bis) Sua fidelidade dura eternamente. (bis) - Glória ao Pai e ao Filho e ao Santo Espírito! (bis) Glória à Trindade Santa, glória ao Deus bendito! (bis) - Aleluia, irmãs, aleluia, irmãos! (bis) Povo de sacerdotes, a Deus louvação! (bis) - Ao partir o pão, ele apareceu, (bis) Fica, Senhor, conosco, já escureceu! (bis) 3. OLHANDO A REALIDADE: CEBs - Comunidades para o Reino. Leitor(a) 1: Viver em comunidade é viver aquelas experiências de sociabili- dade básica: as relações fundadas na gratuidade expressas na dinâmica do oferecer-receber-retribuir. É na solidariedade entre vizinhos(as), que se asse- gura o cuidado com crianças, idosos e doentes, por exemplo. São as relações de reciprocidade que, promovendo a solidariedade, que é à força dos pobres e pequenos, permitem que se diga: “gente simples, fazendo coisas peque- nas, em lugares pouco importantes, conseguem mudanças extraordinárias”. Leitor(a) 2: Mas a principal e fundamental missão das CEBs, como de toda a Igreja, é a construção do Reino de Deus, aqui e agora. A prática das CEBs antecipa, efetivamente, esse Reino ao fazer pelos homens e mulheres, jo- vens e crianças, aqui e agora, e em novas situações, o que Jesus fez em seu tempo. É desafiar toda a sociedade para que ela se transforme de acordo com os princípios básicos do Reino, presentes agora: justiça, paz, fraterni- dade e direitos humanos. 1ºEncontro “A Vida Missionária nas CEBs em vista do Reino de Deus” 29 de Julho a 04 de Agosto
  • 5 Todos: Reunindo pessoas humildes, as CEBs ajudam a Igreja a estar mais comprometida com a vida e os sofrimentos dos pobres, como fez Jesus. Leitor(a) 3: E por sua capacidade de cuidar da formação da própria comuni- dade e de olhar, com compaixão, a realidade, as CEBs podem e devem ser cada vez mais escolas que ajudam “a formar cristãos comprometidos com sua fé; discípulos e missionários do Senhor, como o testemunha a entrega generosa, até derramar o sangue, de muitos de seus membros” (DAp 178). Leitor(a) 4: Como Jesus convocou discípulos e discípulas para estar com ele, do mesmo modo, ele convoca também hoje discípulos e discípulas para es- tar com ele e dele aprender o amor ao Pai, a fidelidade ao Espírito e o com- promisso para a transformação do mundo em mundo de irmãos e irmãs. 4. Hino: Ser missionário – rezado ou cantado. Somos chamados a um grande mutirão. É o próprio Deus que nos chama e envia em missão. Abraçar o Reino de Deus é mudar de rumo a vida. É descobrir um grande tesouro e dizer: aqui estou. Eis-me aqui, Senhor. Jesus Cristo, Mestre e Senhor, me chamou, me escolheu. Somos um povo consagrado e ungido no coração. No perdão e na solidariedade, como perfume a exalar. Vou, no serviço gratuito, a comunhão testemunhar. Eis-me aqui, Senhor! Mensageiro da Paz enviado por Deus. Um pouco poeta, um pouco profeta, é assim o missionário. Grita a justiça aos explorados e excluídos desta nação. Sempre cultiva a alegria, e traz ternura no coração. Eis-me aqui, Senhor. 5. SALMO 90(89) – Na Bíblia: cantado ou rezado. 6. EVANGELHO DE DOMINGO: Canto de aclamação ao Evangelho. Ler pausadamente na Bíblia: Lucas 12, 13 -21 7. MOMENTO DA PARTILHA: a - O que nos chama atenção neste Evangelho? b - Que relação podemos fazer do Evangelho com o Olhando a Realidade? c - Como valorizar a Vida diante da lógica de um mercado que corrói e de uma sociedade baseada em ter sempre mais? 8. COMPROMISSO COM A PALAVRA DE DEUS: Dirigente: Não podemos aceitar uma forma de estruturação e regulamen- tação de nossa vida coletiva que exclua grande parte da humanidade, que
  • 6 privatize e destrua nossas riquezas naturais, que concentre de modo tão escandaloso e perverso os bens e riquezas produzidos. Uma nova ordem mundial passa tanto pela transformação das estruturas sociais quanto pela transformação das pessoas. O que o grupo pode fazer? 9. O EVANGELHO SE FAZ ORAÇÃO: (PRECES). Dirigente: Missão é vida que deve chegar a todos e em todos os tempos para ser vivida e testemunhada em comunhão, na fraternidade, em comu- nidades, por meio de novas relações. Que o Deus da vida nos ajude em nossa missão. Todos: Ajuda -nos, Senhor, a sermos missionários do teu Reino. • Que possamos viver e testemunhar a fé na comunidade e que sejamos mais comprometidos com a mensagem de Jesus. • Que nossa ação seja de coragem, de determinação coerente, ancorada nos princípios evangélicos, apoiada pela Igreja que quer ser sinal da pre- sença de Jesus e de seu Reino. • Que os nossos gestos e atitudes sejam de respeito, de veneração, de ter- nura, de cooperação solidária, de parceria e que promovam a inclusão de todos e de tudo no mistério da vida. Preces espontâneas... Pai Nosso... Ave Maria... 10. ORAÇÃO: Nós te damos graças, ó Deus santo, pela vida que recebemos de ti! Nós te louvamos e te bendizemos pela Ressurreição de Jesus e pela esperança que fizeste nascer em nossos corações! Caminha conosco hoje e sempre. Por Cristo, Jesus, Nosso Senhor. Amém! 11. AVISOS/COMEMORAÇÕES: (Aniversário, nascimento, acolhida de gente nova...) • Leitura do próximo encontro: Lucas 12,32 -48. Trazer a Bíblia no próximo en- contro. Prepare-se marcando a Leitura e o Salmo, lendo-os até o dia em que nos reuniremos. Marcar o próximo encontro e anotar no início do subsídio. • 04/08- Dia dos sacerdotes • 09/08 – Dia das Populações Indígenas (ONU). • 12/08 – Dia Internacional da Juventude (ONU). • Agosto: mês das Formações Paroquiais das CEBs. Vamos participar! 12. BÊNÇÃO E ORAÇÃO FINAL: Dirigente: O Senhor nos abençoe e nos guarde. Amém! O Senhor faça brilhar sobre nós a sua face e nos seja favorável! Amém! O Senhor dirija para nós o seu rosto e nos dê a paz! Amém! Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo! Todos: Para sempre seja louvado! CANTO FINAL.
  • 7 PREPARANDO O AMBIENTE: Bíblia em destaque, vela, flores, foto de um casal e uma criança, gravuras de peixes, aves e animais diversos. 1. CHEGADA: Silêncio, oração pessoal. 2. ABERTURA: - Vem, ó Deus da vida, vem nos ajudar! (bis) Vem, não demores mais, vem nos libertar! (bis) - Glória ao Pai e ao Filho e ao Santo Espírito! (bis) Glória à Trindade Santa, glória ao Deus bendito! (bis) - Aleluia, irmãs, aleluia, irmãos! (bis) Do povo que trabalha a Deus louvação! (bis) - O Senhor te guarde, ele é teu vigia, (bis) Quem te garante a noite e governa o dia! (bis) 3. OLHANDO A REALIDADE: Família “Patrimônio da Humanidade” Dirigente: O principal desafio para o qual a família de hoje deve enfrentar na educação cristã dos seus filhos não está na questão da dimensão religiosa, mas na antropológica, ou seja, a maneira, a visão, a concepção e compre- ensão de quem é o ser humano: Pois existe uma ditadura do relativismo se- gundo o qual não existe uma verdade única, objetiva, geral para todos sobre quem é o ser humano e, por conseguinte, tampouco sobre o matrimônio e sobre a família. Essa visão relativista evidencia o individualismo, em que cada um faz o que quer e como quer. Cada um pra si e Deus para ninguém. Leitor(a) 1: Diante da realidade relativista, a família tem hoje a inevitável ta- refa de transmitir aos seus filhos a verdade sobre quem é a pessoa humana e como esta pode obter a satisfação de suas necessidades. Como já ocorreu nos primeiros séculos da Era Cristã, hoje é de capital importância conhecer e compreender a primeira página do Gênesis: existe um Deus pessoal e bom, que criou a sua imagem e semelhança o homem e à mulher com igual digni- dade, mas diferentes entre si, e deu-lhes a missão de gerar filhos, mediante a união indissolúvel de ambos em uma só carne (matrimônio); uma pessoa humana que é essencialmente relação e comunhão. Leitor(a) 2: A família é a melhor escola para criar relações comunitárias e fraternas, bem como um eficaz recurso frente às atuais tendências relati- 2ºEncontro Desafio Cristão “Educar os filhos na fé”. 05 a 11 de Agosto
  • 8 vistas e, por consequência, individualistas. De fato, o amor – que é a alma da família em todas as suas dimensões – só é possível se houver entrega sincera de si mesmo aos outros. Leitor(a) 3: Graças ao amor, cada membro da família é reconhecido, aceito e respeitado em sua dignidade. Do amor nascem relações espontâneas, de- sinteressadas e de solidariedade profunda. Como a experiência comprova, mesmo nas famílias em constante conflito e tensão, a família constrói dia após dia uma rede de relações interpessoais que preparam seus membros para viverem em sociedade no desejo possível de um clima de respeito, justiça e verdadeiro diálogo. Leitor(a) 4: Os pais têm autoridade para educar seus filhos com confiança e valentia nos valores humanos e cristãos, começando pelo valor mais im- portante de todos: a verdade; por conseqüência, a necessidade procurá-la e segui-la para realizarem sua missão, enquanto guardiões de seus lares. Leitor(a) 5: A família, em sintonia com a Igreja e, mais em particular, com o Papa, os bispos e os padres colaboram para que as pessoas desenvolvam valores fundamentais e imprescindíveis na formação de cidadãos livres, ho- nestos e responsáveis. Esses valores são: a verdade, a justiça, a solidarieda- de, a partilha, o amor ao próximo, a tolerância. 4. HINO: Olhando a Sagrada Família – Cantado ou rezado. Olhando a Sagrada Família / Jesus, Maria e José / saibamos fazer a parti- lha/ dos gestos de amor e de fé. 1 - Maria, Mãe santa e esposa exemplar / José; pai zeloso voltado ao seu lar/ Jesus, filho amado em missão de salvar / caminhos distintos, num só caminhar. 2 - Maria do sim e do amor doação / José, operário a serviço do pão / Jesus ocupado com sua missão / três vidas distintas num só coração. 3 - Se todas as mães, em Maria se acharem / e todos os pais em José se espelharem. 4- Se todos os filhos, em cristo se olharem / serão mais família quanto mais se amarem. 5. SALMO 32 (31) - Rezado ou cantado 6. ACOLHENDO A PALAVRA DE DEUS. Ler pausadamente: Gênesis 1, 26-28. (Breve silêncio para que a palavras nos toque o coração e a mente) 7. MOMENTO DA PARTILHA. a - O que mais chamou sua atenção nesta leitura? b - Ao homem e à mulher, Deus conferiu uma dignidade especial: comente. c - Comentar o versículo 28.
  • 9 8. COMPROMISSO COM A PALAVRA DE DEUS. Dirigente: Como cristãos, acreditamos que o mundo em que habitamos é resultado da ação criadora e amorosa de Deus. Como estamos cuidando do mundo criado por Deus? Temos realizado ações em defesa da vida? Sugestão: Redobrar os cuidados com o lixo reciclável, orgânico e o combate ao mosquito da dengue. 9. A PALAVRA SE FAZ ORAÇÃO (preces). Dirigente: A pessoa humana é capaz de conhecer-se, de dar-se livremente e de entrar em comunhão com Deus e com outras pessoas. Todos: Eu sou imagem e semelhança do Deus Uno e Trino. • Peçamos ao Deus da vida que nos capacite na difícil tarefa de educar para a fé, rezemos. • Peçamos ao Deus da vida para que os pais assumam a luz da palavra de Deus, as tarefas educativas que lhes são próprias, missão a eles confiada, rezemos. • Peçamos ao Deus da vida, transmitir aos jovens, o que é válido e verda- deiro sobre as regra da vida, e a dar um significado autêntico à existência humana enquanto pessoa, enquanto comunidade; rezemos. Preces espontâneas... Pai nosso... Ave Maria... 10. ORAÇÃO: Ó Deus, que todos juntos nos encontremos unidos na mesma fé e no co- nhecimento do Filho de Deus, para chegar à perfeição que, na maturidade do seu desenvolvimento, é a plenitude de Cristo. Amém! 11. AVISOS/COMEMORAÇÕES. (aniversário, nascimento, acolhida de gente nova...) • Leitura do próximo encontro: Tobias 64, 5b -8, 13 -15. Trazer a Bíblia no próximo encontro. Prepare-se, marcando a Leitura e o Salmo, lendo-os até o dia em que nos reuniremos. Marcar o próximo encontro e anotar no iní- cio do subsídio. • Estamos no mês das Formações Paroquiais das CEBs. Vamos participar! • Compromisso para nosso próximo encontro: levar uma folha em branco e uma caneta ou lápis. • 12/08 – Martírio de Margarida Maria Alves. 12. BÊNÇÃO/ ORAÇÃO FINAL. Dirigente: Ó Deus de bondade, fonte de todos os bens, nós Vos bendize- mos e Vos damos graças, pois quisestes alegrar com o dom dos filhos a união do nosso amor. Concedei que nossos filhos encontrem seu caminho na sociedade famíliar, onde possam desenvolver as melhores aspirações e chegar um dia, com a Vossa ajuda, à meta final por Vós estabelecida. Por Cristo, nosso senhor. Amém! CANTO FINAL.
  • 10 PREPARANDO O AMBIENTE: A Bíblia em destaque, flores, vela, montar um painel com fotos ou figuras que contenham as seguintes cenas: Mãe ou Pai amparando uma criança nos seus primeiros passos. Mãe, pai, avô, avó contando história, brincando ou rezando com uma criança. 1. CHEGADA: Silêncio, oração pessoal. 2. ABERTURA: - Vem, ó Deus da vida, vem nos ajudar! (bis) Vem, não demores mais, vem nos libertar! (bis) - Glória ao Pai e ao Filho e ao Santo Espírito! (bis) Glória à Trindade Santa, glória ao Deus bendito.! (bis) - Aleluia, irmãs, aleluia, irmãos! (bis) Do povo que trabalha a Deus louvação! (bis) - Onde estiver teu tesouro, irmão, (bis) Lá estará inteiro o teu coração! (bis) 3. OLHANDO A REALIDADE: “Valores que permanecem” Dirigente: Queridos irmãos e irmãs, todos nós observamos as mudanças e diferenças na educação na família praticada em tempos e realidades onde podemos chamar de “modernos”. Leitor(a) 1: Sabemos por experiência que diante das diferentes mudanças, para a felicidade humana permanece atualíssima a prática dos valores hu- manos e cristãos do amor responsável da liberdade relacional do respeito mútuo, do valor da fé, da obediência a Deus e ainda, o senso de dever e di- reito dos pais na e ducação dos filhos. No século XX e no início do século XXI a autoridade dos adultos, em um período de quatro a cinco décadas, passou de extremamente valorizada à criticada e abandonada. O respeito para com as práticas, às normas, crenças e atitudes são vistas como desatualizadas e sem utilidade para o relacionamento entre os membros da família, de modo que há um afastamento do conhecimento herdado das gerações anteriores. Leitor(a) 2: A afetividade também se modificou, caracterizada antes por sentimentos fortes, altamente elaborados, justificados e duradouros, mas contidos por normas severas, desloca -se para a expressão livre, momen- tânea sem referência, de estados emotivos exagerados. Observamos igual- 3ºEncontro Família “Santuário da Vida”. Valores que permanecem. 12 a 18 de Agosto
  • 11 mente que a exigência e disciplina, fator número um da educação que visava levar a pessoa a uma hierarquia de obrigações morais para com a família e a sociedade, deixa aos poucos desistir dando lugar de destaque ao indivíduo e às buscas individuais. Leitor(a) 3: As regras e as normas que tinham consistências para estabelecer o certo e o errado de maneira geral e imutável, caminhou gradativamente para a ausência de constância no que é permitido e no que é proibido, tanto na família como na sociedade. Um fator condicionante foi da comunicação entre os membros da família, pouco utilizada antes, não possibilitando o questionamento do comportamento dos “adultos” abrir-se integralmente e acentuar o valor do “dizer sempre tudo”, do “expressar” o que se quer. Leitor(a) 4: A participação do pai como figura de autoridade máxima na família, aliada à de grande ausente das tarefas do cotidiano doméstico, transforma -se, também, fazendo dele o amigo, próximo dos filhos, atuante dentro da rotina da casa. O pai assume mais afetivamente e efetivamente as atividades domésticas. Os avós muitas vezes assumem a função dos pais na transmissão e educação da fé. Em muitas famílias são eles que, ensinam as primeiras orações às crianças, e é sempre maior o número de crianças que são levadas para a catequese pelas mãos dos avós. A tarefa educativa dos avós sempre é muito importante, ainda mais quando, por diferentes razões, os pais se ausentam. Leitor(a) 5: A educação da vida e da fé seguiu o caminho da “desrepressão”, da liberalização do comportamento quanto da própria subjetividade, seja para as gerações mais novas, seja para as mais velhas. Mas, por outro lado, acentuou-se a preocupação com o certo e o errado na educação, gerando uma procura freqüente por terceiros (professores, psicólogos, e outros pro- fissionais), na tentativa de obter resposta baseadas em um conhecimento técnico, científico, extremamente valorizado, de uma sociedade que preza o relativismo e o individualismo, em detrimento, inclusive, de toda uma sabedoria evangélica. 4. HINO: Oração pela Família – Cantado ou rezado. 1 - Que nenhuma família comece em qualquer de repente / Que nenhuma família termine por falta de amor / Que o casal seja um para o outro de corpo e de mente / E que nada no mundo separa um casal sonhador. 2 - Que nenhuma família se abrigue debaixo da ponte / Que ninguém inter- fira no lar e na vida dos dois / Que ninguém os obrigue a viver sem nenhum horizonte / Que eles vivam do ontem, do hoje, em função de um depois. 3 - Que a família comece e termine sabendo onde vai / E que o homem car- regue nos ombros a graça de um pai / Que a mulher seja um céu de ternu- ra, aconchego e calor / E que os filhos conheçam a força que brota do amor. Abençoa, Senhor, as famílias. AMÉM / Abençoa, Senhor, a minha também.
  • 12 5. SALMO 44 (43) - Rezado ou cantado. 6. ACOLHENDO A PALAVRA DE DEUS. Ler pausadamente Tobias 4, 5b -8, 13 -15. (Breve silêncio para que a Palavra nos toque o coração e a mente). 7. MOMENTO DA PARTILHA. a - Cada participante pegue a folha em branco e contorne a sua mão es- querda. Escreva no centro do desenho um valor que “não abre mão” na educação dos filhos a exemplo de Tobias. b - Mostrar o desenho e partilhar. 8. COMPROMISSO COM A PALAVRA DE DEUS. Dirigente: Assim como Jesus, que nos amou com um coração humano, nós, na busca de amar e sermos amados, desenvolvemos sentimentos maduros e comprometidos com a felicidade de todos. Sugestão: Fazer orações em família, sempre que possível; abençoar os fi- lhos e os netos nos encontros e despedidas. 9. O EVANGELHO SE FAZ ORAÇÃO (PRECES). Dirigente: Que todo pai e toda mãe reassumam a responsabilidade de apresentar Jesus a seus filhos. Todos: Divino Mestre, ensinai-nos que ninguém se basta a si mesmo. • Pai bondoso, como seguidores do Evangelho pedimos que o nosso “sim seja sim” e o nosso “não seja não”, renunciando ao que nos conduz à morte e abraçando tudo o que é digno do cristão. • Pai bondoso, ajudai-nos na prática da autoridade modesta e afetuosa em estabelecer limites aos nossos filhos, para que possamos ser referência e manifestação seguras do amor e da verdade cristã. • Pai bondoso, comunicador do Pai, concedei-nos que, na educação perma- nente respeitemos nossos pais como pais, filhos como filhos e irmãos como irmãos, num verdadeiro diálogo de amor e comprometimento. Preces espontâneas... Pai Nosso... Ave Maria... 10. ORAÇÃO: Pai, que nossa família seja um “Santuário de vida e de amor”. 11. AVISOS / COMEMORAÇÕES. (aniversário, nascimento, acolhida de gente nova...) • Leitura do próximo encontro: Lucas 13, 22 -30. Trazer a Bíblia no próximo encontro. Prepare-se, marcando o texto do Evangelho e o Salmo, lendo-os até o dia em que nos reuniremos. Marcar o próximo encontro e anotar no início do subsídio. • Outros...
  • 13 12. BÊNÇÃO / ORAÇÃO FINAL. Dirigente: Bendito sejais, Senhor, porque nos assististes com a Vossa Graça nos momentos felizes e nos momentos difíceis da nossa vida. Abençoai-nos e ajudai-nos a conservar fielmente o amor recíproco, para que sejamos tes- temunhas fiéis da aliança que contraístes com a humanidade. Amém! CANTO FINAL. O Cartaz do 13º Intereclesial de CEBs Uma Proposta e um olhar... O Cartaz foi inspirado no traço da xilogravura presente na literatura de cor- del e expressão típica da cultura nordestina. No centro, encontramos a cruz do crucificado ressuscitado, de onde ema- nam as fitas votivas identificando as três pessoas da Trindade Santa, encon- trando na outra extremidade a Palavra de Deus, experiência concreta de fé e vida. Da cruz emerge também os raios da “terra do sol”, Juazeiro do Norte no Ceará, plantada sob o chapéu do romeiro que busca seu abrigo no Pai do céu. No chapéu encontramos no santinho devocionário o mapa da América Latina, indicando a unidade das CEBs antenadas no desafio da evangelização do cam- po e da cidade, contextualizada pela situação sócio-política dos tempos atuais. Na aba do chapéu encontramos a memória do trem das CEBs, acolhendo o 13º vagão que chega de encontro a esta experiência de comunhão com as várias culturas presentes nos interecleiais. Sob esta proteção e mística temos o movimento dos romeiros do Reino, co- munidades de homens e mulheres, crianças e adultos, jovens e idosos, traba- lhadores e desempregados da cidade e do campo, vocações religiosas e leigas, que unidas ao padrinho Pe. Cícero expressam em romaria que “gente simples, fazendo coisas pequenas, em lugares não importantes, conseguem mudanças extraordinárias”; demonstrando a grande certeza na esperança teimosa da flor do mandacaru que acreditamos na justiça e na profecia a serviço da vida. Artista: Marcos Aurélio Guimarães Rabello
  • 14 PREPARANDO O AMBIENTE: Bíblia, vela, flores, objetos de que a família gosta muito, vários livros. 1. CHEGADA: acolher com alegria as pessoas que vêm chegando e pode-se cantar: É muito gostoso, este nosso aconchego, este nosso chamego, esta nossa alegria de ser feliz! Silêncio e oração pessoal. 2. ABERTURA: - Vem, ó Deus da vida, vem nos ajudar! (bis) Vem, não demores mais, vem nos libertar! (bis) - Glória ao Pai e ao Filho e ao Santo Espírito! (bis) Glória à Trindade Santa, glória ao Deus bendito! (bis) - Aleluia, irmãs, aleluia, irmãos! (bis) Do povo que trabalha a Deus louvação! (bis) - Toda humanidade, o Senhor chamou. (bis) À festa do seu Reino ele convocou! (bis) 3. OLHANDO A REALIDADE: Missão e Formação do(a) catequista: (contribuição de Nivaldo Aparecido Silva – da Equipe de formação das CEBs) Leitor(a) 1: Toda a comunidade é catequizadora. Porém, a pessoa do(a) catequista é essencial. Ele(a) é “porta -voz” da comunidade para os cate- quizandos, o anunciador da Palavra, o comunicador da fé. Por isso, precisa ter profunda vivência da fé em comunidade, além da formação humana e cristã. Leitor(a) 2: Em nossa realidade brasileira, de tantos contrastes e desafios, a comunidade cristã sente a necessidade – e a exigência é cada vez maior – de catequistas evangelizadores, capazes de re-fundar a fé nos crentes e de acendê-la nos não-crentes. Catequistas construtores de comunidades, capazes de educar cristãos, capazes de comunhão e de participação. Leitor(a) 3: Para desempenhar sua função de agente transformador, a(o) catequista precisa conhecer relativamente bem não somente o horizonte religioso, mas também o sociocultural. Deve estar bem consciente das ne- cessidades evangelizadoras do momento histórico, com seus valores, desa- fios, suas sombras e luzes. Sendo assim, requer-se da(o) catequista uma fé 4ºEncontro “O Catequista que sonhamos para o nosso tempo”. 19 a 25 de Agosto
  • 15 profunda, uma clara identidade cristã e eclesial, uma refinada preocupação missionária e uma profunda sensibilidade social (DGC – Diretório Geral da Catequese, 237). Leitor(a) 4: A(o) catequista é a(o) primeira(o) a favorecer o crescimento eclesial, no qual faz brotar uma forte consciência social. É a(o) grande res- ponsável pela inserção de seus catequizandos no contexto eclesial e no compromisso comunitário. É aquela(e) que deve levar o adolescente e o jo- vem a delinear, progressivamente, seu projeto de vida, que lhe dá elemen- tos para o desenvolvimento de uma consciência crítica, sempre inspirada na proposta de Jesus Cristo. Todos: A catequista(o) é a(o) responsável pela promoção de um caminho que ajude o jovem a encarnar essa mesma fé, isto é, aquela(e) que dá ele- mentos para que o catequizando una fé e vida, e assim assuma um papel ativo, tanto na realidade eclesial quanto na social. 4. HINO: Semente do amanhã – cantado ou rezado. Ontem um menino que brincava me falou Que hoje é semente do amanhã... Para não ter medo que este tempo vai passar... Não se desespere não, nem pare de sonhar Nunca se entregue, nasça sempre com as manhãs... Deixe a luz do sol brilhar no céu do seu olhar! Fé na vida, Fé no homem, Fé no que virá! Nós podemos tudo, nós podemos mais Vamos lá fazer o que será. 5. SALMO 117 (116) – Na Bíblia: cantado ou rezado. 6. EVANGELHO DE DOMINGO: Canto de Aclamação ao Evangelho. Ler pausadamente: Lucas 13, 22 -30. (Breve silêncio para que a Palavra de Deus nos toque o coração e a mente). 7. MOMENTO DE PARTILHA: a - “A condição é entrar pela porta estreita”, o que isto quer nos dizer, nos dias de hoje? b - Como comunidade catequizadora que somos, estamos assumindo nos- so papel de conscientizador(a)? Estamos ajudando nossos jovens a unir fé e vida, assumindo assim seu papel na Igreja e na sociedade? c - Com uma palavra ou uma frase que mensagem podemos levar para nos- sas casas, a partir da reflexão de hoje?
  • 16 8. COMPROMISSO COM A PALAVRA DE DEUS: Sugestão: De acordo com a realidade de cada grupo, pensar juntos, um gesto concreto. 9. O EVANGELHO SE FAZ ORAÇÃO: (PRECES): Dirigente: Apresentemos ao Senhor nossa intercessão e o clamor de todo o povo, dizendo: Todos: Inclina, Senhor, teu ouvido, escuta nosso pedido! • Senhor, fortalece os grupos e comunidades que se reúnem hoje e se ali- mentam da tua Palavra. Que sejam sinal da tua salvação; • Que saibamos acolher com alegria e ternura todos aqueles que vierem ao nosso encontro; • Como comunidade catequizadora que possamos comunicar o Evangelho com vibração, entusiasmo, vivacidade, alegria pelo Reino de Deus, na cer- teza de que Deus nos ama; Preces espontâneas... Pai nosso... Ave Maria... 10. ORAÇÃO: Ó Deus, desde o amanhecer, clareias nossos corações com a tua luz; dá-nos a força de preparar diante de Jesus, teu Filho, os caminhos da justiça e da paz. Por Cristo nosso Senhor. Amém! 11. AVISOS/COMEMORAÇÕES: (Aniversário, nascimento, acolhida de gente nova...) • Evangelho do próximo encontro: Lucas 14, 1.7-14. Trazer a Bíblia no próxi- mo encontro. Prepare-se, marcando o texto do Evangelho e o Salmo, lendo- -os até o dia em que nos reuniremos. Marcar o próximo encontro e anotar no início do subsídio. • 07/09 – Grito dos Excluídos (nas paróquias). 12. BÊNÇÃO E ORAÇÃO FINAL. Dirigente: Deus que é a nossa salvação,nos abençoe, faça brilhar sobre nós a sua paz, agora e sempre. Amém! Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo. Todos: Para sempre seja louvado! CANTO FINAL. 13º Intereclesial das CEBs De 7 a 11 de janeiro de 2014 Em Juazeiro do Norte, terra do Padim Cícero Diocese do Crato, no Estado do Ceará. Tema: “Justiça e profecia a serviço da vida”. Lema: “CEBs, Romeiras do Reino no campo e na cidade”.
  • 17 PREPARANDO O AMBIENTE: Entronizar a Bíblia e colocá-la em destaque. Preparar vela acesa, flores e cartaz com o tema e lema do mês da Bíblia. 1. CHEGADA: Silêncio, oração pessoal. 2. ABERTURA: - Vem, ó Deus da vida, vem nos ajudar! (bis) Vem, não demores mais, vem nos libertar! (bis) - Glória ao Pai e ao Filho e ao Santo Espírito! (bis) Glória à Trindade Santa, glória ao Deus bendito! (bis) - Aleluia, irmãs, aleluia, irmãos! (bis) Do povo que trabalha a Deus louvação! (bis) - Onde estiver teu tesouro, irmão, (bis) Lá estará inteiro o teu coração! (bis) 3. OLHANDO A REALIDADE. Dirigente: Setembro é colocado como o mês da Bíblia pela Igreja Católica em homenagem a São Jerônimo, cuja festa será realizada na próxima se- gunda -feira (30). Acolhendo a proposta da Comissão Bíblico-Catequética da CNBB, estudaremos o Evangelho de Lucas. Leitor(a) 1: O tema proposto do mês da Bíblia é “Discípulos missionários a partir do Evangelho de Lucas”, sob a perspectiva do discipulado missioná- rio, conforme o enfoque do Projeto de Evangelização: “O Brasil na missão continental”. Leitor(a) 2: O tema escolhido releva o Evangelho do Ano Litúrgico C, e percor- re os cinco aspectos fundamentais do processo do discipulado: o encontro com Jesus Cristo, a conversão, o seguimento, a comunhão fraterna e a missão. Leitor(a) 3: O lema indicado pela Comissão Bíblico-Catequética da Confe- rência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) é “Alegrai-vos comigo, encon- trei o que havia perdido” (cf. Lc 15). Leitor(a) 4: Lucas era evangelista cristão de formação grega nascido em Antioquia, na Síria, autor do terceiro dos evangelhos sinóticos e dos Atos dos Apóstolos, seus textos são os de maior expressão literária do Novo Tes- 5ºEncontro “Quem se eleva, será humilhado e quem se humilha, será elevado”. 25 de Agosto a 1 de Setembro
  • 18 tamento. De acordo com a tradição, exercia a profissão de médico e Paulo o chamava de colaborador e de médico amado. 4. HINO: A Bíblia é a Palavra de Deus - cantado ou rezado. A Bíblia é a Palavra de Deus/ semeada no Meio do povo, /que cresceu, cresceu e nos transformou,/ ensinando-nos viver num Mundo novo. 1 - Deus é bom, nos ensina a viver./Nos revela o caminho as seguir./ Só no amor partilhando seus dons,/ Sua presença iremos sentir. 2 - Somos povo, o povo de Deus, e formamos/O reino de irmãos./ E a Palavra que viva nos guia e alimenta/A nossa união. 5. SALMO 68 (67) - Na Bíblia – cantado ou rezado. 6. EVANGELHO DE DOMINGO: Canto de aclamação ao Evangelho. Ler pausadamente Lucas 14, 1.7-14. (Breve silêncio para que a Palavra nos toque o coração e a mente). 7. MOMENTO DA PARTILHA. a - Em que consiste ser verdadeiramente humilde? b - Por que Jesus garante a recompensa de Deus a quem reparte com os pobres? c - Sua comunidade tem algum trabalho de promoção dos pobres? Qual? 8. COMPROMISSO COM A PALAVRA DE DEUS. Dirigente: A partir da reflexão da Palavra, qual nosso compromisso? 9. O EVANGELHO SE FAZ ORAÇÃO: (PRECES) Dirigente: Jesus ensina que a humildade é a qualidade mais importante do discípulo missionário, pois leva ao espírito de serviço a Deus, em especial, na pessoa do pobre. Todos: Ouve-nos, Senhor, nossos pedidos! • Senhor dos pobres, faze-nos compreender que a vida é um banquete para o qual todos os seres humanos são convidados/as a participar com igualdade de condições e honras. • Senhor, dá-nos a graça de entender que não é pelos nossos méritos nem pelas nossas obras, senão pela graça de Deus que somos reconhecidos e até exaltados. • Senhor, abençoa as pessoas que ao longo da história têm sido servidores/ as deste banquete da vida, neste mês de setembro recordemos a Madre Teresa de Calcutá, Dom Helder Câmara, Dom Luciano Mendes de Almeida, o papa Francisco e outros. Preces espontâneas... Pai Nosso... Ave Maria...
  • 19 10. ORAÇÃO: Pai, Tu que nos convidas à mesa de teu Filho, nós Te damos graças porque nos chamas a avançar mais alto e nos elevas pela confiança que nos fazes e a estima que nos concedes, a nós que somos pecadores. Amém! 11. AVISOS / COMEMORAÇÕES. (aniversário, nascimento, acolhida de gente nova) • Evangelho do próximo encontro: Lucas 25,33. Trazer a Bíblia no próximo encontro. Prepare-se, marcando o texto do Evangelho, o Salmo, lendo-os até o dia em que nos reuniremos. Marcar o próximo encontro e anotar no início do subsidio. • 7 de setembro – Grito dos Excluídos 2013: “Juventude que ousa lutar, constrói o projeto popular”. • 15/09 – Formação Diocesana das CEBs. Fichas com a Coordenação Paro- quial das CEBs. 12. BÊNÇÃO /ORAÇÃO FINAL Dirigente: Dois a dois, frente a frente, coloque a mão direita no ombro es- querdo do seu(sua) amigo(a) e lhe diga: - O Senhor te abençoe e te guarde / te proteja de todo mal / te conceda a graça de produzir muitos frutos / te acompanhe em todos os teus trabalhos / abençoe e proteja toda tua família. Agora, traçando o sinal da cruz na testa do seu(sua) amigo(a), Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém. Dirigente: Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo! Todos: Para sempre seja louvado! CANTO FINAL.
  • 20 PREPARANDO O AMBIENTE: Entronizar a Bíblia de maneira criativa e colo- ca-la em destaque. Preparar vela acesa, flores e colcha de retalhos e man- ter o cartaz com tema e lema do mês da Bíblia. 1. CHEGADA: Silêncio, oração pessoal. 2. ABERTURA: - Vem, ó Deus da vida, vem nos ajudar! (bis) Vem, não demores mais, vem nos libertar! (bis) - Glória ao Pai e ao Filho e ao Santo Espírito! (bis) Glória à Trindade Santa, glória ao Deus bendito! (bis) - Aleluia, irmãs, aleluia, irmãos! (bis) Do povo que trabalha a Deus louvação! (bis) - Fomos perdoados pela sua cruz (bis) E pelas suas chagas nos curou Jesus. (bis) 3. OLHANDO A REALIDADE: Dirigente: A Bíblia é o livro sagrado que contém o projeto de salvação de Deus e que nos foi revelado por Jesus Cristo. Mas, enquanto este projeto permanecer em forma de escritos, não passará de Teologia, de desejo de Deus. Precisamos transformar a teologia contida na Bíblia na nossa Liturgia, na nossa ação. Precisamos moldar a nossa vida aos ensinamentos bíblicos. Assim, nossa Bíblia deixará de ser apenas um livro contendo um projeto e passará a ser o livro da nossa vida. Leitor(a) 1: O Evangelho de Lucas foi escrito entre os anos 80 a 90 nas re- giões da Grécia ou da Síria. O evangelista dá prioridade aos cristãos prove- nientes do paganismo de cultura grega e aos judeus que moravam fora da Palestina (na diáspora). Leitor(a) 2: A finalidade do Evangelho segundo Lucas seria a de fortalecer a fé das comunidades e reforçar o seu papel na história da salvação e, assim, mantê-las corajosamente no seguimento a Jesus Cristo. Leitor(a) 3: Os pontos fundamentais da Teologia Lucana são os seguintes: Teologia da História, a Salvação, os títulos de Jesus Cristo, a importância de Jerusalém. Outras colunas fundamentais são: a ênfase na oração, o papel das mulheres no seguimento, a contraposição entre pobreza e riqueza, como 6ºEncontro “Qualquer um de vós, se não renunciar a tudo o que tem, não pode ser meu discípulo!”. 2 a 8 de Setembro
  • 21 uma das características da ética lucana e a presença forte do Espírito Santo. 4. HINO: Toda Bíblia é comunicação. (cantado ou rezado). Toda Bíblia é comunicação De um Deus amor, de um deus irmão. É feliz quem crê na revelação, Quem tem deus no coração. Jesus Cristo é a Palavra, Pura imagem de Deus pai. Ele é vida e verdade, a suprema caridade. Os profetas sempre mostram a verdade do Senhor. Precisamos ser profetas para o mundo ser melhor. 5. SALMO 90 (89) – Na Bíblia: Cantado ou rezado. 6. EVANGELHO DE DOMINGO: Canto de aclamação ao Evangelho. Ler pausadamente: Lucas 14, 25-33. (Breve silêncio para que a Palavra nos toque o coração e a mente). 7. MOMENTO DA PARTILHA. a - Vocês conhecem pessoas que se desapegaram da sua família e deixaram coisas para trás por causa de Jesus e do seu evangelho e do Reino de Deus? b - Jesus exige preferir o Reino em relação aos bens. A procura da riqueza é, para mim, uma prioridade fundamental? c - O que é mais importante: a partilha, a solidariedade, a fraternidade, o amor aos outros, ou o ter mais, o juntar mais? 8. COMPROMISSO COM A PALAVRA DE DEUS. Dirigente: “Qualquer de vós que não renunciar a tudo que possui não pode ser meu discípulo”. Sugestão: Durante a semana fazer uma lista e escrever o que queremos renunciar e o que não conseguimos abrir mão... 9. O EVANGELHO SE FAZ ORAÇÃO: (PRECES). Dirigente: Deus nosso Pai, como bom empreendedor Tu construíste pa- cientemente a nova torre que nos liga a Ti e une o céu e a terra. Colocaste as fundações e pelo teu Espírito acabas em nós a obra começada. A ti ele- vemos nossas preces Todos: Ouve-nos, Senhor! • Senhor, nós Te pedimos por todos nós, teu povo, que chamas a seguir-Te. Confiamos-Te todos aqueles que levam cruzes pesadas. • Senhor, dá- nos coragem para Te seguir a exemplo de nossos “santos e santas, e aqueles que, inclusive, sem terem sido canonizados, viveram com radicalidade o Evangelho e ofereceram sua vida por Cristo, pela Igreja e por
  • 22 seu povo” (DA nº98). Preces espontâneas... Pai Nosso... Ave Maria... 10. ORAÇÃO: O amor de Cristo não é para o Cristão, um amor ao lado dos outros amores; é o coração de todos os seus amores. Por isso, todos os seus amores devem caber dentro do amor ao Senhor. Se não couberem, não é amor verdadeiro. Seguir a Cristo supõe a determinação de purificar todos os sentimentos do coração no amor a Jesus Cristo. Exigência forte, mas a única onde cabe o amor total! Amém! 11. AVISOS / COMEMORAÇÕES. (aniversário, nascimento, acolhida de gente nova) • Evangelho do próximo encontro: Lucas 15, 1 -32. Trazer a Bíblia no próxi- mo encontro. Prepare-se, marcando o texto do Evangelho e o Salmo, lendo- -os até o dia em que nos reuniremos. Marcar o próximo encontro e anotar no início do subsidio. • 5 de setembro – Ano Novo Judeu – 5774. • 7 de setembro – Grito dos Excluídos 2013: “Juventude que ousa lutar, constrói o projeto popular”. • 15/09 – Formação Diocesana das CEBs. Fichas com a Coordenação Paro- quial das CEBs. CANTO FINAL
  • 23 PREPARANDO O AMBIENTE: Bíblia, vela, flores e nome de mulheres que estão no seguimento do discipulado de Jesus em nossa comunidade... 1. CHEGADA: silêncio e oração pessoal. 2. ABERTURA: - Venham, ó nações ao Senhor cantar! (bis) Ao Deus do universo venham festejar! (bis) - Seu amor por nós, firme para sempre, (bis) Sua fidelidade dura eternamente. (bis) - Glória ao Pai e ao Filho e ao Santo Espírito! (bis) Glória à Trindade Santa, glória ao Deus bendito! (bis) - Aleluia, irmãs, aleluia, irmãos! (bis) Povo de sacerdotes, a Deus louvação! (bis) 3. OLHANDO A REALIDADE – Evangelista Lucas. - “A importância da mu- lher no seguimento de Jesus”. Leitor(a) 1: As mulheres têm uma presença e uma participação marcante no Evangelho escrito por Lucas. Desde o início, Lucas apresenta a estéril Isabel, recordando a história das matriarcas e nos aponta para a dimensão teológica, como aquela pessoa que está totalmente disponível ao dom de Deus e reforça a intervenção extraordinária do poder de Deus. Leitor(a) 2: O Evangelho de Lucas é o único que contém a Anunciação do nascimento de Jesus a Maria, sua mãe, pelo anjo Gabriel (Lc 1,26-38) O Sim de Maria lhe permite participar da história da Salvação e nela começa a se manifestar o mistério do Deus encarnado. Outras personagens relatadas ; a profetiza Ana quando da apresentação de Jesus no templo; (Lc 2,36-38) Marta e Maria de Betânia, irmãs de Lázaro –acolhimento da Palavra (Lc 10,38-42). Leitor(a) 3: Numa cultura em que a mulher não tinha nenhum prestígio, Lucas enfatiza a importância delas no ministério de Jesus. Várias mulheres apoiaram o seu Projeto de anúncio do Reino de Deus; Maria Madalena, Joana mulher de Cuza, alto funcionário de Herodes, Suzana e várias outras mulheres que ajudavam Jesus e aos discípulos com os bens que possuíam. 7ºEncontro “Alegrai-vos comigo: Encontrei o que estava perdido”. 9 a 15 de Setembro
  • 24 (Lc 8,1 -3). Lucas evidencia a atitude de Jesus de acolher, resgatar, curar, ter compaixão, não discriminar, quebrar tabus culturais, como a cura da sogra de Pedro que prontamente se coloca a serviço. (Lc 4,38-39) a compaixão com a viúva da cidade de Naim (Lc 7,11 -17) da mulher que era considerada pecadora quando lavou os pés de Jesus na casa de Simão (Lc 7,36-50). Leitor(a) 4: As mulheres continuaram perseverantes quando da crucifixa- ção até o seu sepultamento e no anuncio da ressureição ao se manterem atentas a tudo que acontecia com Jesus. (Lc 23,55) Foi assim,no primeiro dia da semana quando se dirigem ao túmulo com perfumes e bálsamos. Maria Madalena, Joana e Maria mãe de Tiago e outras mulheres estavam com elas e não o encontrando foram avisadas que Jesus tinha ressuscitado e imediatamente foram dar a notícia ao onze discípulos.(Lc 24,1 -10). 4. HINO: “Marias da Libertação” – cantado ou rezado. 1 - Neste chão tu és tantas Marias / de fé e alegria, de libertação / E te doas com força e com garra / Na fé e na marra constróis mundo irmão / Operária ou dona de casa / És vida marcada nos trilhos de Deus / Não te cansas esperas um dia / De ver com alegria um mundo pros teus. És lutadora na rua ou na escola / e fazes história sem ter teu valor /mas não cansas tens nova esperança/ de ver nova dança na festa do amor..(2x) 5. SALMO 51(50) – Na Bíblia: Rezado ou cantado. 6. EVANGELHO DE DOMINGO: Canto de aclamação ao Evangelho. Ler pausadamente: Lucas 15,1 -32. (Breve silêncio para que a palavra de Deus nos toque o coração e a mente). 7. PARTILHANDO O EVANGELHO: a - Comente sobre as três parábolas da misericórdia. b - Que atitude Deus espera de nós? c - Comente olhando a realidade sobre a importância da mulher hoje, no discipulado de Jesus? 8. COMPROMISSO COM A PALAVRA DE DEUS: Dirigente: A partir da palavra de Deus, que compromisso devemos assumir em nossas comunidades? 9. O EVANGELHO SE FAZ ORAÇÃO (PRECES). Dirigente: Jesus nos chama atenção, para que tenhamos ternura e com- paixão, uns para com os outros, pois estas atitudes expressam o amor que habita em nós. Todos: Senhor, fazei-nos acolhedores e semeadores de vosso amor. • Por todos aqueles que muitas vezes deixam tudo e vão em busca dos que se perderam, demonstrando muito amor e compreensão. Rezemos:
  • 25 • Por todos aqueles que estendem seus braços a irmãos e irmãs excluídos pela sociedade e sem espaço para reconstrução de suas vidas. Rezemos: • Por todos aqueles que usam do perdão, acolhem e alegremente se põe a festejar agradecendo a Deus a graça do reencontro. Rezemos: Preces espontâneas... Pai Nosso... Ave Maria... 10. ORAÇÃO: Pai de misericórdia fortalece-nos na alegria, de nos fazermos sempre aco- lhedores , assim como todos aqueles, que seguiram e viveram a mensagem do amor, que vosso Filho nos deixou. Amém! 11. AVISOS E COMEMORAÇÕES: (aniversário, nascimento, acolhida de gente nova...) • Evangelho do próximo encontro: Lucas 16,1 -13. Traga a Bíblia no próximo encontro. Prepare-se marcando o texto do Evangelho, o Salmo, lendo-os até o dia em que nos reuniremos. Marcar o próximo encontro e anotar no início do subsidio. • 14/09 – Exaltação da Santa Cruz. • 15/09 – Formação Diocesana das CEBs. Fichas com a Coordenação Paro- quial das CEBs; Dia de Nossa Senhora das Dores. • 21/09 – Festa de São Mateus e Dia Internacional da Paz (ONU). • 22/09 – Dia do Rio Paraíba do Sul. Buscar saber do que está articulado na região para celebrar e preservar nosso rio. 12. BÊNÇÃO/ORAÇÃO FINAL Dirigente: Que o Senhor que nos ama e deseja que permaneçamos, sem- pre unidos em torno de si nos anime, nos proteja e nos abençoe hoje e sempre. Amém! Dirigente: Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo! Todos: Para sempre seja louvado! CANTO FINAL
  • 26 PREPARANDO O AMBIENTE: Bíblia, vela, flores e fotos da comunidade se reunindo , visitando, gestos concretos na área social e fazendo missão. 1. CHEGADA: Silêncio, oração pessoal. 2. ABERTURA: - Venham, ó nações ao Senhor cantar! (bis) Ao Deus do universo venham festejar! (bis) - Seu amor por nós, firme para sempre, (bis) Sua fidelidade dura eternamente. (bis) - Glória ao Pai e ao Filho e ao Santo Espírito! (bis) Glória à Trindade Santa, glória ao Deus bendito! (bis) - Aleluia, irmãs, aleluia, irmãos! (bis) Povo de sacerdotes, a Deus louvação! (bis) - Ao partir o pão ele apareceu, (bis) Fica, Senhor, conosco, já escureceu! (bis) 3. OLHANDO A REALIDADE: “O Evangelista Lucas dá ênfase à dimensão uni- versal da salvação, sublinhando a ação de um Deus à procura do homem”. Leitor(a) 1: A universalidade da salvação em Cristo não significa que ela se destina apenas àqueles que, de maneira explícita, crêem em Cristo e entraram na Igreja. Se é destinada a todos, a salvação deve ser posta con- cretamente à disposição de todos. (RM)10). Deus, revelado nas três pa- rábolas é sensível às necessidades e aos sofrimentos do homem: um Pai cheio de amor e compaixão, que perdoa e dá gratuitamente os benefícios que Lhe pedem. Procurando que se sentissem amados por Ele e revelando deste modo imensa ternura pelos necessitados e pecadores ( Lc 15, 1 -32). A libertação e a salvação, oferecidas pelo Reino de Deus, atingem a pessoa humana tanto nas suas dimensões físicas e espirituais. Dois gestos caracte- rizam a missão de Jesus: curar e perdoar. Leitor(a) 2: O Reino de Deus destina -se a todos os homens, pois todos fo- ram chamados a pertencer-lhe, procurando que se sentissem amados por Deus, e revelando deste modo imensa ternura pelos necessitados e peca- dores, marginalizados e excluídos da sociedade. - Quem são estas pessoas criadas à imagem e semelhança de Deus, assim como todos nós? Esten- damos o nosso olhar sobre todas estas pessoas que estão afastadas por 8ºEncontro “O bom administrador é aquele que age com justiça”. 16 a 22 de Setembro
  • 27 diversas circunstâncias. Comentar. Leitor(a) 3: O capítulo 15 de Lucas é o coração de todo o Evangelho. Nele o evangelista através de parábolas apresenta o Deus de Jesus, o Deus da mise- ricórdia e da ternura. Os cobradores de impostos e os pecadores rodeiam Je- sus para escutá-lo enquanto os fariseus e doutores da lei o criticam. Isso nos faz lembrar as palavras de Jesus: “As pessoas que tem saúde não precisam de médico, mas só as que estão doentes. Em não vim para chamar justos, e sim pecadores para o arrependimento” (Lc 5, 31 -32). A predileção de Jesus pelos pequenos e marginalizados escandaliza a elite religiosa de época. Leitor(a) 4: Mas Jesus não desiste da sua missão de fazer presente o Amor de seu Pai com sua vida e palavras. Ele nos revela o verdadeiro rosto de Deus, acolhedor, misericordioso, cheio de ternura, e que se alegra com os que estavam perdidos e foram encontrados. Jesus é a resposta para o nosso olhar a partir da identificação dos que se encontram a margem da estrada, aos quais temos que nos fazer próximos. “A missão da Igreja, tal como a de Jesus, é obra de Deus, ou, usando uma expressão frequente em São Lucas, é obra do Espírito Santo. Depois da ressurreição e Ascensão de Jesus, os Após- tolos viveram uma intensa experiência que os transformou: O Pentecostes, O Espírito deu-lhes a capacidade de testemunhar Jesus sem medo” (RM.24) 4. HINO: Sou Filho – Cantado ou rezado. 1 - Sei que você não enxerga, reluta e renega, mas sou cidadão/Não tive chance na vida, lutei por comida catando no chão / Mas nem por isso me calo, eu grito, eu falo, olhando pros céus / Olha amigo, de fato posso até ser chato, mas filho de Deus. Eu sou filho de Deus (eu sou)/ Eu sou filho de Deus(sou sim)/ Nisso eu acredito por isso, repito eu sou filho de Deus. 2 - A minha luta é continua, sei que minha sina é perseverar / Em toda vida o combate é duro, faz parte é preciso lutar? Para mudar a corrente e seguir sempre em frente a caminho da luz / Pra ser mais firme, mais forte, sem medo da morte, com fé em Jesus. 5. SALMO 113 (112) - Na Bíblia: Cantado ou rezado. 6. EVANGELHO DE DOMINGO: Canto de Aclamação ao Evangelho. Ler pausadamente: Lucas 16,1 -13. 7. MOMENTO DA PARTILHA. a - Que mensagem este Evangelho nos deixa para a nossa vida? b - Não podeis servir a Deus e ao dinheiro! Comente. c - O Reino de Deus exige empenho, inteligência e discernimento! Comente.
  • 28 8. COMPROMISSO COM A PALAVRA DE DEUS Dirigente: Refletir com o grupo o que poderíamos estar fazendo de con- creto com relação ao mau uso do dinheiro, por quem deveria zelar por ele. 9. O EVANGELHO SE FAZ ORAÇÃO: (PRECES). Dirigente: O Reino de Deus já chegou: é preciso tomar uma atitude antes que seja tarde demais; converter-se e viver conforme a mensagem de Jesus é preciso. Todos: Senhor, não nos deixe cair no comodismo. • Que nossas orações a Deus reflitam a nossa prática diária. Rezemos: • Que saibamos discernir o que é agradável a Deus. Rezemos: Preces espontâneas... Pai Nosso (se possível cantado) .... Ave Maria... 10. ORAÇÃO: Que o Senhor que nos ama, nos dê a sabedoria para trilhar o caminho que nos conduz ao seu Reino de amor, e se faça sempre presente em nosso agir. E não nos deixeis cair na tentação de buscar outros caminhos que não seja o vosso. Amém! 11. AVISOS/COMEMORAÇÕES (aniversário, nascimento, acolhida de gente nova...) • Leitura do próximo encontro: Mateus 25, 34-38. Trazer a Bíblia no próxi- mo encontro. Prepare-se, marcando a leitura e o Salmo, lendo-os até o dia em que nos reuniremos. Marcar o próximo encontro e anotar no início do subsidio. • 16/09 - Dia Internacional para Camada de Ozônio – ONU. • 21/22.09 – Encontro de Delegados do 13º Intereclesial das CEBs. • 22/09 – Dia do nosso Rio Paraíba do Sul. • 26/09 – Dia de São Cosme e Damião – médico dos pobres, mártires. 12. BÊNÇÃO/ORAÇÃO FINAL Dirigente: Ó Deus que amas a todos sem distinção, abençoa a cada um de nós, nossas famílias, nossa comunidade e todos os outros que precisam fazer parte do vosso Reino. Amém! Dirigente: Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo! Todos: Para sempre seja louvado! CANTO FINAL
  • 29 PREPARANDO O AMBIENTE: Bíblia, vela, cruz, colcha de retalho, imagens de santos de devoção da comunidade, retratos ou faixas de romarias ex- pressando a fé do povo peregrino. 1. CHEGADA: Silêncio e oração pessoal. Ó luz do Senhor, que vem sobre a terra, inunda meu ser, permanece em nós... Dirigente: Estamos nos preparando para o 13º Intereclesial de CEBs, que irá acontecer em Juazeiro do Norte nos dias 07 a 11 de janeiro de 2014, com o tema “Justiça e profecia a serviço da vida” e o lema “CEBs romeiras do reino no campo e na cidade”. Por isso teremos 9 encontros de reflexão que nos ajudaram a conhecer o texto base proposto para este intereclesial. 2. ABERTURA: - Vem, ó Deus da vida, vem nos ajudar! (bis) Vem, não demores mais, vem nos libertar! (bis) - Glória ao Pai e ao Filho e ao Santo Espírito! (bis) Glória à Trindade Santa, glória ao Deus bendito! (bis) - Aleluia, irmãs, aleluia, irmãos! (bis) Do povo que trabalha a Deus louvação! (bis) - O Senhor te guarde, ele é teu vigia, (bis) Quem te garante a noite e governa o dia! (bis) 3. OLHANDO A REALIDADE: CEBs e a Espiritualidade Romeira. Dirigente: Sejam todos bem-vindos ao nosso encontro. Hoje vamos refletir sobre os romeiros e sua fé. Nas CEBs e por elas, a Igreja da América Latina e do Caribe vive sua vocação e responsabilidade missionária e romeira, em busca do Reinado de Deus. Essa dimensão romeiras das CEBs é uma manei- ra profética de vivência do juízo de Deus sobre as situações e realidades de- sumanas das pessoas que sofrem, mas que lutam por um mundo diferente, segundo o coração de Deus. Leitor(a) 1: A romaria é chegar até onde está a graça de Deus, onde está concentrada a ajuda do santo. É chegar ao espaço da graça, do perdão, da esperança, a fonte de vida. Chegar ao santo é visitar um velho amigo, não um desconhecido. Leitor(a) 2: A peregrinação está presente em quase todas as religiões. É 9ºEncontro CEBs e a Espiritualidade Romeira 23 a 29 de Setembro
  • 30 a história do povo de Abraão e Sara em busca da terra prometida até os romeiros de hoje, à procura de lugares sagrados. Leitor(a) 3: Nas comunidades vivemos o nosso estilo próprio de romaria to- dos os dias. Nós não ficamos esperando somente pelas grandes romarias. Leitor(a) 4: Conscientes de que toda romaria é uma saída da casa, do tra- balho, deixando o ambiente dos amigos, até mesmo à família, esperando pelas bênçãos que se vai buscar e trazer, assim também em nossa comu- nidade, fazemos a cada experiência do abandono e da procura, da busca e do encontro. Todos: A romaria é um carisma que Deus dá à comunidade para que seus membros se reconheçam como um povo peregrino que tem necessidade da penitência, de oferecer o próprio sofrimento, agora resignificado no caminhar, no cansaço da viagem, no incômodo das noites mal dormidas, na certeza do encontro com o senhor. 4. HINO: Bendita dos Romeiros da Terra - Cantado ou rezado. Bendita e louvada seja esta santa romaria, Bendito o povo que marcha, bendito o povo que marcha tendo Cristo como guia. Sou, sou teu, Senhor! Sou povo novo retirante e lutador! Deus dos peregri- nos, dos pequeninos, Jesus Cristo redentor! No Egito antigamente, no meio da escravidão, Deus libertou o seu povo, hoje Ele passa de novo gritando a libertação. 5. SALMO 65 (64) - Na Bíblia - cantado ou rezado. 6. ACOLHENDO A PALAVRA DE DEUS. Canto para aclamar a Palavra. Ler pausadamente Mateus 25,34-38. (Breve silêncio para que a Palavra nos toque o coração e a mente). 7. MOMENTO DA PARTILHA. a - Comentar o versículo 34, ou o que mais chamou atenção. b - O desafio das CEBs é grande. Estamos acolhendo nosso irmão, como disse Jesus? c - O que é romaria? O que representa para o nosso povo? 8. COMPROMISSO COM A PALAVRA DE DEUS. Sugestão: Procurar conhecer melhor a vida de Pe. Cícero e a seu exemplo doar nossa vida em prol do irmão. 9. O EVANGELHO SE FAZ ORAÇÃO: (PRECES). Dirigente: Jesus disse. Em verdade eu vos declaro: Todas as vezes que fi-
  • 31 zestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a mim que o fizestes. Todos: Que o encontro Nacional das CEBs – 13º Intereclesial represente a nossa fé, a nossa luta e a nossa busca incessante de construção do Reino de Deus aqui e agora. • Que as orações dos romeiros de Juazeiro do Norte, devotos de Pe. Cícero e da Mãe das Dores, intercedam pelo bom êxito do 13º Intereclesial.. • Que consigamos viver os preceitos de Evangelho de forma coerente a exemplo do Pe. Cícero que é o padrinho dos pobres. • Diante de nossas atitudes coerentes com o projeto de Deus, um dia pos- samos ouvir: Recebam como herança o Reino que lhes foi preparado, desde a criação do mundo. Preces espontâneas... Pai Nosso... Ave Maria... 10. ORAÇÃO: Senhor, os pés dos romeiros são como lápis. Nós pobres, somos de poucas letras, mas a gente também escreve com os pés. Só que pra ler essa escrita precisa conhecer o chão da vida e das estradas duras. E é preciso curtir o couro dos pés. Pezinhos de pele fina não deixam quase nada escritos nos caminhos da vida. Amém! 11. AVISOS/COMEMORAÇÕES (aniversário, nascimento, acolhida de gente nova...) • Leitura do próximo encontro: Apocalipse, 21,9-14. Trazer a Bíblia no pró- ximo encontro. Prepare-se, marcando a leitura e o Salmo, lendo-os até o dia em que nos reuniremos. Marcar o próximo encontro e anotar no início do subsídio. • 26/09 – Dia de São Cosme e Damião – médico dos pobres, mártires. • 29/09 – Dia Nacional da Bíblia; Dia dos Arcanjo São Miguel, Gabriel e Rafael. • 06/10 – Encontro das CEBs – Avaliação 2013/Planejamento 2014. 12. BÊNÇÃO/ORAÇÃO FINAL Dirigente: Ó Deus, proteção dos pequenos e dos pobres, dá-nos a graça de caminhar com Cristo na sua entrega de amor por toda a humanidade. Agora e sempre. Amém! CANTO FINAL.
  • 32 PREPARANDO O AMBIENTE: Bíblia, vela, colcha de retalho, cruz, terra, flo- res, jarra com água. 1. CHEGADA: Silêncio e oração pessoal – O “verdadeiro profeta”, diz o pro- feta Comblin, “é aquele que sabe mostrar onde está na sua época, a justiça e a injustiça, onde estão os pobres e como estão chamando”. 2. ABERTURA: - Vem, ó Deus da vida, vem nos ajudar ! (bis) Vem, não demores mais, vem nos libertar ! (bis) - Glória ao Pai e ao Filho e ao Santo Espírito ! (bis) Glória à Trindade Santa, glória ao Deus bendito ! (bis) - Aleluia, irmãs, aleluia, irmãos! (bis) Do povo que trabalha a Deus louvação! (bis) - Onde estiver teu tesouro, irmão, (bis) Lá estará inteiro o teu coração! (bis) 3. OLHANDO A REALIDADE: Dirigente: A paz de Deus, Pai e Mãe, que nos criou na liberdade, e os so- nhos que unem e movem a esperança, seja nosso guia. Hoje iremos refletir sobre as CEBs no campo e na cidade. Vamos juntos buscar caminhos novos que nos ajudem a construir outro mundo possível urgente e necessário. Leitor(a) 1: Um dos grandes desafios hoje é a prática religiosa. Já não se veem, com a clareza da vida rural, os antigos símbolos religiosos, Eles foram invadidos por tantos outros símbolos. Leitor(a) 2: No campo, as CEBs assumiam, em muitos casos, a iniciativa, na cidade seu trabalho tem que ser de parceria, as CEBs urbanas têm outra mentalidade que as CEBs do campo. Na cidade, as CEBs buscam parcerias do Estado, de organização civis, de ONGs. Perde-se o gostinho da liderança e da iniciativa primeira, para somar forças com outros. Leitor(a) 3: As CEBs urbanas não podem se acomodar e ficar apenas no campo religioso. Parceria crítica e profética: eis o caminho novo! Nem do- nas, nem afastadas dos espaços em que jogam as cartadas decisivas da vida do cidadão urbano. CEBs: no Campo e na Cidade 30 de Setembro a 6 de Outubro 10ºEncontro
  • 33 Leitor(a) 4: Antes de tudo, cabe às CEBs ser voz ética e profética em defesa dos pobres, marginalizados, injustiçados e excluídos. Leitor(a) 5: A cidade torna -se cada vez mais lugar dos desejos, do prazer, de um lado, e da violência, do barulho, do cansaço, da confusão física e mental, do outro. As pessoas se sentem dilaceradas. Não lhes faltam oca- siões de muito gozo com enorme gama de diversão e com infinitas sedu- ções aos sentidos. No entanto, essa provocação tem causado exaustão es- piritual, perturbação do coração, ruído interior e, sobretudo, violência, em grande parte, como fruto da presença da sedutora droga ou do incentivo a aventuras arriscadas. Todos: A evangelização na cidade exige das CEBs criar espaços para expe- riências do silêncio, da tranquilidade, da paz interior e depuração do sen- tido e do prazer. Tarefas que a vida rural não conhecia. E as CEBs urbanas encontram aí seu campo de atuação com criatividade. 4. HINO: É madrugada levanta povo - Cantado ou rezado. 1 - É madrugada, levanta povo!/ A luz do dia vai nascer de novo!/ Rompe as cadeias, abre o coração, vamos dar as mãos, já é o reino do povo!/ O povo agora é senhor da história, somos rebento desta nova era./ A liberdade, a fraternidade são as bandeiras desta nova terra 2 - Terra regada com sangue e com pranto,/ História marcada de sonhos e desencantos,/ Sementes plantadas pelas mãos do senhor do mundo,/ Brotando a justiça, rompendo as cercas do latifúndio 5. SALMO 126 (125) – Na Bíblia: Cantado ou rezado. Dirigente: somos convidados a escutar o que Deus quer nos dizer através deste Salmo. Ele que restaura, perdoa, anuncia a paz e a justiça e a boa colheita. 6. ACOLHENDO A PALAVRA DE DEUS. Canto para aclamar a Palavra. Ler pausadamente: Apocalipse 21,9-14. (Breve silêncio para que a Palavra nos toque o coração e a mente). 7. MOMENTO DA PARTILHA. a - Que lições podemos tirar deste texto do Apocalipse? b - O que ele quer dizer para as CEBs no campo e na cidade? c - A origem primeira das CEBs, aconteceu em torno de círculos bíblicos, celebrações, lutas sociais. As pessoas se reuniam para rezar, debater, cele- brar, organizar mutirões. Essa realidade continua até hoje? É importante?
  • 34 8. COMPROMISSO COM A PALAVRA DE DEUS. Dirigente: O anjo faz o que Deus manda. Quando Deus mandou esse anjo anunciar uma praga, ele obedeceu. Agora ele faz uma mensagem mais agradável! A mensagem é para que sejamos missionários. Sugestão: Cada animador visitar junto com o seu grupo, membros da co- munidade e fazer o convite para ser um animador. 9. O EVANGELHO SE FAZ ORAÇÃO (PRECES) Dirigente: O anjo disse, ”Vem, mostrar-te-ei a nova esposa do Cordeiro”. Então me levou em espírito a uma montanha grande e alta. Mostrou-me a cidade Santa, Jerusalém. Todos: Inclina, senhor, teu ouvido, escuta nosso pedido! • Senhor, que possamos fazer de nossas casas, nossas comunidades, a ci- dade Santa, Jerusalém. • O desafio para as CEBs é ser espaço de liberdade, de criatividade, de participação. Só assim elas terão força de apelo às pessoas. Ajuda - nos, Senhor, a vencer esse desafio. • Cabe às CEBs ser voz ética e profética em defesa dos pobres, marginaliza- dos, injustiçados e excluídos, ajuda -nos, Senhor, a sermos profetas. Preces espontâneas... Pai Nosso... Ave Maria... 10. ORAÇÃO: Senhor, os caminhos de Juazeiros são todos, pois todo caminho leva a Jua- zeiro do Padim Cícero Romão. Nos caminhos de Juazeiro, longos e cheios de pedras e areia, nunca ninguém se perdeu por causa da “luminura” da Mãe de Deus das candeias. Amém! 11. AVISOS/COMEMORAÇÕES (aniversário, nascimento, acolhida de gente nova...) • Leitura do próximo encontro: Jeremias 1,4-10. Trazer a Bíblia no próximo encontro. Prepare-se, marcando a leitura, o Salmo, lendo-os até o dia em que nos reuniremos. Marcar o próximo encontro e anotar no início do sub- sidio. • 04/10 – Dia de São Francisco; Dia Mundial dos Animais. • 06/10 – Encontro das CEBs – Avaliação 2013/Planejamento 2014. 12. BÊNÇÃO/ORAÇÃO FINAL Dirigente: “Naquilo que é essencial, a unidade; no que for duvidoso, liber- dade; mas acima de tudo a caridade” . Amém! (Santo Agostinho) CANTO FINAL
  • 35 PREPARANDO O AMBIENTE: Bíblia, vela, colcha de retalho, folhas de bana- neira, coqueiro ou palmeira e um chapéu. 1. CHEGADA: Silêncio e oração pessoal. – Ó Luz do Senhor que vem sobre a terra, inunda meu ser, permanece em nós... 2. ABERTURA: - Vem, ó Deus da vida, vem nos ajudar! (bis) Vem, não demores mais, vem nos libertar! (bis) - Glória ao Pai e ao Filho e ao Santo Espírito! (bis) Glória à Trindade Santa, glória ao Deus bendito! (bis) - Aleluia, irmãs, aleluia, irmãos! (bis) Do povo que trabalha a Deus louvação! (bis) - Toda humanidade, o Senhor chamou. (bis) À festa do seu Reino ele convocou! (bis) 3. OLHANDO A REALIDADE: “CEBs e a juventude” Dirigente: a comunidade eclesial de base tem uma diversidade imensa. Dela participam pessoas diferentes. Convivem também diferentes gera- ções: pessoas idosas, adultas, crianças, adolescentes e jovens. Esta é a nos- sa maior riqueza. Leitor(a) 1: A juventude gosta de participar da comunidade de diferentes modos: muitos freqüentam as celebrações, fazem parte de equipes, da li- turgia, dos grupos musicais, é presença atuante nas festas, estão inseridos em pastorais, alguns fazem parte das equipes de coordenação ou do con- selho das comunidades, assumem ministérios confiados aos leigos e leigas. Leitor(a) 2: Em muitas comunidades há grupos de jovens ligados a diferen- tes iniciativas de evangelização da juventude: grupos de jovens da Pastoral da juventude, Grupos de Oração do Ministério Jovem da Renovação Caris- mática Católica, Conferências jovens da Sociedade São Vicente de Paulo. A criação desses grupos responde à necessidade de espaços específicos para a convivência da juventude na vida da comunidade. E há muitos jovens que pertencem às comunidades, sem fazer parte de nenhum grupo juvenil em particular. CEBs e o protagonismo da Juventude 7 a 13 de Outubro 11ºEncontro
  • 36 Leitor(a) 3: São muitos os caminhos para os jovens se aproximarem da co- munidade: por tradição famíliar; para ter acesso aos sacramentos; para ter contato com outros jovens; por influência de amigos; para encontrar op- ções de relacionamentos efetivos. Na maioria das vezes, o compromisso de seguir a Jesus, em geral, vai depender fundamentalmente das relações estabelecidas após a aproximação inicial. Leitor(a) 4: A presença da juventude tem repercussões para a comunidade e para a vida do jovem. Com seu dinamismo a comunidade cresce e se renova. Todos: Lutando pela justiça e vivendo a dimensão da profecia no campo e na cidade, jovens das CEBs têm testemunhado sua opção pelo sonho de Deus para humanidade, o Reino que Jesus anunciou. 4. HINO: Liberdade - cantado ou rezado. 1. Liberdade vem e canta/ E saúda este novo sol que vem./ Canta com alegria o escondido amor/ Que no peito tem. Mira o céu azul / Espaço aberto pra te acolher. (bis) 2. Liberdade vem e pousa/ Nesta dura América triste e vendida./ Canta com os seus filhos mortos e a paz ferida! Mira esse lugar,/ Desejo aberto pra te acolher. (bis) 5. SALMO 144 (143) - Na Bíblia - cantado ou rezado. 6. ACOLHENDO A PALAVRA DE DEUS. Canto para acolher a Palavra. Ler pausadamente: Jeremias1, 4-10. (Breve silêncio para que a Palavra nos toque o coração e a mente). 7. MOMENTO DA PARTILHA. Dirigente: O profeta Jeremias faz a experiência do chamado divino em ple- na juventude. Ele tenta fugir desta responsabilidade, mas quando menos se vê, já está seduzido por Deus. E ele vai e assume a missão. a - O que a palavra de Deus diz para nós hoje? E para a juventude? b - Que iniciativa a Palavra de Deus desperta em nós? c - O que faz os jovens afastar da comunidade? 8. COMPROMISSO COM A PALAVRA DE DEUS. Dirigente: A partir da reflexão, qual o nosso compromisso para a semana. Sugestão: Que deixamos ser seduzido por Deus e assumir a nossa missão a exemplo de Jeremias, participando das pastorais e movimentos sociais. 9. O EVANGELHO SE FAZ ORAÇÃO (PRECES). Dirigente: A nossa comunidade quer dirigir um olhar amoroso para a juven- tude, mais do que cobranças, criar confiança e cumplicidade, para apren-
  • 37 der sua linguagem e compreender o que ela tem a nos dizer. Queremos valorizar a maneira de expressar sua opção por Jesus, através da arte, da música, do teatro, da dança, como forma valiosa de manifestação da vida. Todos: Inclina, senhor, teu ouvido, escuta nosso pedido! • Senhor, que os nossos jovens, tenham uma fé firme, e no chão, para que possam suportar os desafios da caminhada. • Senhor, ajuda os jovens a se inserir na comunidade, fortalecendo as pas- torais e movimentos. • Senhor, que possamos deixar ser seduzido por Deus a exemplo de Jere- mias. Preces espontâneas... Pai Nosso... Ave Maria... 10. ORAÇÃO: A nossa comunidade quer dirigir um olhar amoroso para a juventude, mais do que cobranças, criar confiança e cumplicidade, para aprender sua lin- guagem e compreender o que tem a nos dizer. Queremos valorizar a ma- neira de expressar sua opção por Jesus, através da arte, da música, do tea- tro, da dança, como forma valiosa de manifestação da vida. Amém! 11. AVISOS/COMEMORAÇÕES (aniversário, nascimento, acolhida de gente nova...) • Leitura do próximo encontro: João 12, 23 -26. Trazer a Bíblia no próximo encontro. Prepare-se, marcando a leitura e o Salmo, lendo-os até o dia em que nos reuniremos. Marcar o próximo encontro e anotar no início do subsidio. • 07/10 – Dia Mundial dos Sem Tetos – 1ª segunda feira de outubro. • 11/10 – Martírio do Pe. João Bosco Burnier; todos os Mártires da América Latina. • 16/10 – Dia Mundial da Alimentação. 12. BÊNÇÃO/ORAÇÃO FINAL Dirigente: Completai vossa obra nos jovens do mundo inteiro, Senhor, in- serindo-os para sempre dentro do Vosso Santíssimo Coração e no de Vossa Santa Mãe, Maria Santíssima. Amém! CANTO FINAL.
  • 38 PREPARANDO O AMBIENTE: Bíblia, colcha de retalho, flores, vela, objetos que simbolizem a vida terra, água. 1. CHEGADA: Cantar o refrão meditativo: “ÓhLuzdoSenhorquevemsobreaterra,inundameuser,permaneceemnós”. 2. ABERTURA: - Vem, ó Deus da vida, vem nos ajudar! (bis) Vem, não demores mais, vem nos libertar! (bis) - Glória ao Pai e ao Filho e ao Santo Espírito! (bis) Glória à Trindade Santa, glória ao Deus bendito! (bis) - Aleluia, irmãs, aleluia, irmãos! (bis) Do povo que trabalha a Deus louvação! (bis) - Onde estiver teu tesouro, irmão, (bis) Lá estará inteiro o teu coração! (bis) 3. OLHANDO A REALIDADE: Dirigente: A vida cristã sempre supõe a pertença à comunidade. Deus não quis salvar-nos isolados, mas em comunidade. A vida cristã só se aprofunda e se desenvolve em comunidade. Leitor(a) 1: Porém, as condições de vida de muitos abandonados, excluídos e ignorados em sua miséria e dor, contradizem a esse projeto de Deus e desafia os Cristãos a um maior compromisso a favor da cultura da vida. Todos: O reino de vida que Cristo veio trazer é incompatível com as situ- ações desumanas. Se fecharmos os olhos diante dessas realidades, não somos defensores da vida do reino e nos situamos no caminho da morte. Leitor(a) 2: Nós sabemos que passamos da morte para a vida porque ama- mos os irmãos. Aquele que não ama, permanece na morte. É inseparável o amor a Deus e o amor ao próximo. Tudo o que fizermos para superar as graves desigualdades sociais e as enormes diferenças no acesso aos bens indispensáveis a vida é uma maneira de manifestar nosso amor a Deus por isso lutamos para criar na sociedade as estruturas de participação popular como forma de vivência dos valores do Evangelho. Todos: Os valores do Evangelho de Jesus Cristo são: amor, solidariedade, CEBs a serviço da vida 14 a 20 de Outubro 12ºEncontro
  • 39 partilha, perdão, reconciliação, justiça, paz, amizade, fé e esperança. Leitor(a) 3: O anúncio do evangelho que fazemos ilumina e difunde a luz de Cristo para todos, sobre tudo para os pobres, levando esperança e criando confiança nas relações famíliares, comunitárias e sociais e inspira soluções adequadas aos problemas de nossa existência. Leitor(a) 4: Os nossos bispos fizeram-nos um alerta durante a conferência de Aparecida: vitalidade que Cristo oferece nos convida a ampliar os nossos horizontes e a reconhecer que, abraçando a Cruz cotidiana, entramos nas dimensões mais profundas da existência. Jesus Cristo nos oferece muito, inclusive muito mais do que esperamos. À samaritana Ele da mais do que água do poço. À multidão faminta ele oferece mais do que o alívio da fome. Entrega -se a Si mesmo como a vida em abundância. A vida nova em Cristo é participação na vida de amor do Deus uno e trino. Começa no batismo e chega a sua plenitude na ressurreição final (DAP 357). Dirigente: Na vivência de comunidade aprendemos a encontrar a Jesus de modo especial nos pobres, aflitos, encarcerados e enfermos, e com eles assumir o compromisso de testemunharmos a fé. Aprendendo com eles a paciência no sofrimento e constante luta para continuar vivendo, quantas vezes os pobres e os que sofrem nos evangelizam realmente! No reconheci- mento dessa presença e proximidade e na defesa dos direitos dos excluídos encontra -se a fidelidade da igreja a Jesus Cristo. O encontro com Jesus Cristo através dos pobres é uma dimensão constitutiva de nossa fé em Jesus Cristo. 4. HINO: Eu vim para que todos tenham vida - cantado ou rezado. Eu vim para que todos tenham vida, que todos tenham vida plenamente. 1 - Reconstrói a tua vida em comunhão com teu senhor; Reconstrói a tua vida em comunhão com teu irmão: Onde está o teu irmão, eu estou presente nele. 2 - Eu passei fazendo o bem, eu curei todos os males; Hoje és minha presença junto a todo sofredor: Onde sofre teu irmão eu estou sofrendo nele. 5. SALMO 63(62) – Na Bíblia: cantado ou rezado. 6. ACOLHENDO A PALAVRA DE DEUS. Canto para aclamar a Palavra. Ler pausadamente: João12, 23 -26. (Breve silêncio para que a Palavra nos toque o coração e a mente). 7. MOMENTO DA PARTILHA. a - Que mais chamou a sua atenção na Leitura? Como vemos a vida do
  • 40 nosso povo? b - Em nossa comunidade a vida está sendo valorizada de acordo com o plano de Deus? c - Quais são os grupos, instituições ou movimentos em nossa comunidade que defendem a vida? Como temos gasto a nossa vida? 8. COMPROMISSO COM A PALAVRA DE DEUS. Dirigente: Da contemplação do rosto do sofredor de Cristo nos pobres e do encontro com ele nos aflitos e marginalizados, surge nossa opção por eles. A mesma união a Jesus Cristo é a que faz amigos dos pobres e solidários com seu destino e suas lutas. Que a nossa comunidade seja mais compro- metida na defesa da vida. 9. O EVANGELHO SE FAZ ORAÇÃO (PRECES). Dirigente: Irmãos e irmãs, confiantes na misericórdia de Deus Pai, façamos nossas preces. Todos: Senhor, fazei-nos instrumentos de teu amor. • Por todos que lutam e tombam na defesa da vida rezemos • Que o seguimento de Jesus nos motive a trabalhar com alegria nas pasto- rais sociais na ajuda aos mais necessitados. Preces espontâneas... Pai Nosso... Ave Maria... 10. ORAÇÃO: Ilumina, Senhor, com as luzes do teu Espírito, a cada um de nós, aqui reu- nidos, para que sigamos o exemplo e o ensinamento de teu Filho Jesus, e possamos servir nosso próximo com o amor que esperas de nós. Amém! 11. AVISOS/COMEMORAÇÕES: (aniversário, nascimento, acolhida de gente nova...) • Leitura do próximo encontro: Mateus 6, 31 -34. Trazer a Bíblia no próxi- mo encontro. Prepare-se, marcando o texto e o Salmo, lendo-os até o dia em que nos reuniremos. Marcar o próximo encontro e anotar no início do subsidio. • 20.10 – Padre Cícero – Padrinho do Povo Nordestino. 12. BÊNÇÃO/ORAÇÃO FINAL. Dirigente: O Deus da compaixão acenda em nós o fogo do seu amor e nos abençoe agora e sempre. Amém! Dirigente: Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo! Todos: Para sempre seja louvado! CANTO FINAL.
  • 41 PREPARANDO O AMBIENTE: colocar sobre uma colcha de retalhos dese- nho de um trenzinho com treze vagões, e também a Bíblia aberta, chapéu, sementes e flores. 1. CHEGADA: silêncio, e oração pessoal. 2. ABERTURA: - Vem, ó Deus da vida, vem nos ajudar! (bis) Vem, não demores mais, vem nos libertar! (bis) - Glória ao Pai e ao Filho e ao Santo Espírito! (bis) Glória à Trindade Santa, glória ao Deus bendito! (bis) - Aleluia, irmãs, aleluia, irmãos! (bis) Do povo que trabalha a Deus louvação! (bis) - Fomos perdoados pela sua cruz (bis) E pelas suas chagas nos curou Jesus. (bis) 3. OLHANDO A REALIDADE: “CEBs e a pratica da justiça” Dirigente: Hoje vamos vivenciar a busca do Reino de Deus e a sua justiça na caminhada da CEBs, através da vida de nossas comunidades que nasce ao redor de Jesus e são um ensaio do reino, os tijolos que constrói a justiça do reino, a casa da paz. Leitor(a) 1: Jesus afirma a mesma coisa quando diz: “ Buscai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça.” Buscar o Reino de Deus se faz buscando a justiça. A fome e sede de Deus e de justiça percorre a Bíblia de ponta a ponta. Ser justo significa estar no lugar onde Deus nos quer. O caminho que nos leva até esse lugar é indicado pela lei de Deus. Leitor(a) 2: Observância e Gratuidade são os dois lados da mesma meda- lha: esforço nosso e dom de Deus; previdência humana e providência di- vina, política e fé, luta e festa, planejar e sonhar. Um lado só, sem o outro tornaria incompleto nosso relacionamento com Deus. Observância sem gratuidade leva a um legalismo exagerado que destrói a vida e mata a ale- gria. Gratuidade sem observância leva a um ritualismo vazio e mágico sem compromisso. Jesus uniu os dois lados. Quando a força da gratuidade e do amor passa pelos fios da observância da lei, a lâmpada da fé se acende, a vida se ilumina e a justiça do reino aparece. CEBs e a prática da justiça 21 a 27 de Outubro 13ºEncontro
  • 42 Leitor(a) 3: Irradiando fome e sede de justiça, Jesus sentia, ele mesmo, uma enorme satisfação de ver o povo feliz, alegre, reconciliado consigo mesmo e com Deus. Ele experimentava em sua própria vida que, quando alguém se esforça para viver e irradiar esta fome e sede de justiça, ela co- meça a sentir um prazer imenso em poder colaborar com um mundo mais justo e mais fraterno. Leitor(a) 4: Jesus diz aos discípulos: “Felizes são vocês!”, porque seus no- mes estão escritos no céu, seus olhos vêem a realização da promessa, o Reino é de vocês! Uma comunidade assim é a chave para poder entender as palavras de Jesus sobre a busca do Reino e da sua justiça. Dirigente: Agora é a vez do Ceará. Nos dias 07 a 11 de janeiro de 2014 a cidade de juazeiro do norte vai acolher “as CEBs, justiça e profecia a servi- ço da vida – romeiras do reino no campo e na cidade.” Que esse seja um momento de renovação da caminhada, de celebração, de reafirmação das lutas populares em defesa da vida e também a expressão da espiritualidade e da prática pastoral de Pe. Cícero: oração e trabalho culminando na justiça que sempre animou a CEBs do Brasil e da América latina, em busca da cons- trução do reino de Jesus aqui na terra. Todos: Jesus queria que todos pudessem sentir este mesmo prazer que nasce quando se vive e se pratica esta fome de sede e de justiça. Por isso, repetia e ensinava como fruto de sua própria experiência: “Bem–aventu- rados os que tem sede e fome de justiça, porque serão saciados.” 4. HINO: Se eu não partilhar - cantado ou rezado. Refrão: Preciso compreender, Senhor,/ que neste pão repartido/ Que neste bebido toda verdade se encerra/ sobre a justiça na terra,/ Sobre o amor e a bondade/ e sobre a fraternidade que tu vieste ensinar. 1 - Se eu não partilhar em todos os momentos/ meus dons e meus talentos E os bens que tu me dás/. Jamais entenderei a tua Eucaristia, Milagre que extasia e traz tão grande paz. 2 - Se eu não der de mim podendo me doar serei/ Então culpado do vinho e do pão/. Se eu não partilhar da Santa Eucaristia/ A paz que ela irradia em mim não brilhará/. 5. SALMO 85 (84) – Na Bíblia – cantado ou rezado. 6. ACOLHENDO A PALAVRA DE DEUS. Canto para acolher a Palavra. Ler pausadamente: Mateus 6, 31 - 34.
  • 43 7. MOMENTO DA PARTILHA. Dirigente: Vamos conversar à luz das palavras que ouvimos. Devemos bus- car primeiro o reino de Deus e a sua justiça, pois tudo mais nos será acres- centado, a justiça nos leva ao reino de Deus, e a sua prática nos concede a paz. Portanto, não devemos nos preocupar com outras coisas e nem pra- ticar a justiça para receber elogios. a - O que entendemos sobre: “Buscai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça”? Como está a prática da justiça em nossa comunidade? b - A justiça está sendo vivida conforme a vontade do pai? O que podemos fazer para transformar as estruturas deste mundo e fazer reinar a justiça? c - O que esperamos deste Encontro Nacional das Cebs- 13º Intereclesial, com relação ao nosso compromisso com a justiça? 8. COMPROMISSO COM A PALAVRA DE DEUS: Dirigente: A semente não é para ficar guardada. Mas plantada, regada. É como o Encontro Nacional das CEBs-13º Intereclesial deve ser divulgado, trabalhado e bem participado, para que possa produzir os frutos de que necessitamos para a construção de um mundo de justiça. 9. O EVANGELHO SE FAZ ORAÇÃO: (PRECES). Dirigente: Irmãos e irmãs, Jesus nos ensina que a nossa relação com Deus passa pelo “amor ao próximo”. É inútil a escuta da palavra de Deus se não colocada em prática em favor da justiça, da paz e melhores condições de vida. Confiantes, rezemos. Todos: Ouve-nos, Senhor da Glória! • Senhor, que possamos produzir frutos de Justiça e Paz. Rezemos. • Senhor, que sejamos agentes transformadores das realidades aonde a justiça ainda é sonho. Rezemos. • Senhor, que o Encontro Nacional das CEBs -13º Intereclesial represente a nossa fé, a nossa luta e a nossa busca incessante de construção do Reino de Deus aqui e agora. Preces espontâneas... Pai Nosso... Ave Maria 10. ORAÇÃO: Ó Deus de bondade, escuta o clamor do teu povo. Faze que, no meio dos conflitos e das aflições deste mundo, nos consagremos mais profundamen- te ao trabalho pela paz e pela justiça. Por Cristo, nosso Senhor. Amém! 11. AVISOS/COMEMORAÇÕES. (aniversário, nascimento, acolhida de gente nova...) • Leitura do próximo encontro: Números 22, 20-35. Trazer a Bíblia no pró- ximo encontro. Prepare-se, marcando o texto e o Salmo, lendo-os até o dia em que nos reuniremos. Marcar o próximo encontro e anotar no início do subsídio.
  • 44 • 30.10 – Martírio de Santo Dias – defensor da causa operária. 12. BENÇÃO/ORAÇÃO FINAL Dirigente: O Deus da unidade nos faça viver na compreensão mútua, com um só coração e uma só alma, agora e sempre. Amém! Dirigente: Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo! Todos: Para sempre seja louvado! CANTO FINAL Preceitos ecológicos do Pe. Cícero 1 - Não derrube o mato nem mesmo um só pé de pau. 2 - Não toque fogo no roçado nem na caatinga. 3 - Não cace mais e deixe os bichos viverem. 4 - Não crie o boi nem o bode soltos; faça cercados e deixe o pasto des- cansar para se refazer. 5 - Não plante em serra acima nem faça roçado em ladeira muito em pé; deixe o mato protegendo a terra para que a água não a arraste e não se perca a sua riqueza. 6 - Faça uma cisterna no oitão de sua casa para guardar água de chuva. Represe os riachos de cem em cem metros, ainda que seja com pedra solta. 7 - Represe os riachos de cem em cem metros, ainda que seja com pedra solta. 8 - Plante cada dia pelo menos um pé de algaroba, de caju, de sabiá ou outra árvore qualquer, até que o sertão todo seja uma mata só. 9 - Aprenda a tirar proveito das plantas da caatinga, como a maniçoba, a favela e a jurema; elas podem ajudar a conviver com a seca. 10 - Se o sertanejo obedecer a estes preceitos, a seca vai aos poucos se acabando, o gado melhorando e o povo terá o que comer. Mas se não obede- cer, dentro de pouco tempo o sertão todo vai virar um deserto só.
  • 45 PREPARANDO O AMBIENTE: Estender no chão uma colcha de retalhos e colocar Bíblia, flores, fotografias de profetas e profetisas. Cantar um refrão meditativo. 1. CHEGADA: silêncio, e oração pessoal. 2. ABERTURA: - Venham, ó nações ao Senhor cantar! (bis) Ao Deus do universo venham festejar! (bis) - Seu amor por nós, firme para sempre, (bis) Sua fidelidade dura eternamente. (bis) - Glória ao Pai e ao Filho e ao Santo Espírito! (bis) Glória à Trindade Santa, glória ao Deus bendito! (bis) - Aleluia, irmãs, aleluia, irmãos! (bis) Povo de sacerdotes, a Deus louvação! (bis) 3. OLHANDO A REALIDADE: “Não deixe cair a profecia” Dirigente: Não deixe cair a profecia! Estas foram as ùltimas palavras que Dom Hélder Câmara pronunciou aos ouvidos do monge beniditino Marcelo Bar- ros. Hoje vamos refletr sobre vocação profética das Comunidades Eclesias de Base.Que esta palavra caia em nosso coração e produza seus frutos sagrados. Leitor(a ) 1: Nós que acreditamos em um Deus que se comunica conosco, então,sabemos que a sua palavra Divina nos é dada através de profetas e profetizas que, desde os tempos antigos e em todas as épocas, são enviados para nos orientar como viver e testemunhar o projeto de Deus no mundo. Leitor(a) 2: Os profetas e profetizas são pessoas comuns, que vivem a vida nas buscas e nas incertezas, como todas as pessoas humanas.O que eles têm de diferente é essa mania de buscar sempre o que Deus quer nos dizer através dos acontecimentos e também essa teimosia de transmitir aos ou- tros, pela sua forma de viver e pela sua palavra o que lhes parece que Deus está querendo dizer. Leitor(a) 3: A vida de profeta não é fácil, porque como eles não tem nem um sinal extraordinário diferente dos outros, não podem apresentar nenhuma prova de que Deus lhes mandou falar isso ou aquilo. Às vezes, nem eles mes- mos têm certeza se aquilo que estão pensando é mesmo inspirado por Deus. CEBs e a sua Vocação Profética 28 de Outubro a 3 de Novembro 14ºEncontro
  • 46 Leitor(a) 4: A garantia do profeta está na vivência comunitária. Ele procura não agir isoladamente e busca sempre a Palavra de Deus na meditação, na oração e na capacidade de escutar os outros e se inserir na realidade para compreender o que se passa e tentar descobrir o que Deus nos manda di- zer através dos acontecimentos da vida. Todos: Toda pessoa que procura viver viver a intimidade com Deus, des- cobre o que ele nos diz através da realidade da vida nossa e do mundo , torna -se um profeta e profetiza em sua comunidade. 4. HINO: Se calarem a voz dos profetas - cantado ou rezado. Se calarem a voz dos profetas, as pedras falarão/ Se fecharem uns poucos caminhos, mil trilhas nasceram.../ Muito tempo não dura a verdade, nestas margens estreitas demais/ Deus criou o infinito pra vida ser sempre mais! É Jesus este pão de igualdade/ viemos pra comungar, com a luta do povo que quer ter voz, ter vez, lugar!/ Comungar é tornar-se um perigo, viemos pra incomodar!/ Com fé e a união nossos passos, um dia , vão chegar!. 5. SALMO 74 (73) - Na Biblia: cantado ou rezado. 6. ACOLHENDO A PALAVRA DE DEUS. Canto para acolher a Palavra. Ler pausadamente: Números 22,20-35. 7. MOMENTO DA PARTILHA: Dirigente: Vamos conversar à luz das palavras que ouvimos. a - Temos na comunidade pessoas que nos ajudam a procurar e a descobrir qual a Palavra que Deus tem para nós?Quem são essas pessoas e como agem? b - Vimos que os profetas e profetizas de Deus sempre procurarem a intimi- dade de Deus na oração e na meditação de sua palavra para poder escutá- -la e transmiti-la como temos vivida a espiritualidade e vocação proféticas em nossa comunidade? c - Em nossa realidade, quais tem sido os assuntos que esta profecia está nos pedindo como uma urgência mudança de caminho? Como isso aparece em nossa comunidade? 8. COMPROMISSO COM A PALAVRA DE DEUS. Dirigente: Procurar ler e conhecer Os profetas no antigo testamento. E co- nhecer a história dos profetas dos nossos tempos como Dom Hélder e Dom Pedro Casaldáliga. 9. O EVANGELHO SE FAZ ORAÇÃO: (PRECES). Dirigente: Senhor, suscitai no meio do povo pessoas corajosas e destemi-
  • 47 das, profetas e profetizas capazes de denunciar e anunciar em dias atuais todas as formas de injustiças. Rezemos. Todos: Ouvi, Senhor, a nossa oração. • Senhor, que o medo não nos afaste da missão de evangelizar. • Senhor, fortalei-nos em meio as dificuldades do dia a dia pra que não deixemos cair a profecia. Preces espontâneas... Pai Nosso... Ave Maria... 10. ORAÇÃO: Ó Deus de bondade, escutai o clamor do vosso povo. Fazei que, no meio dos conflitos e das aflições deste mundo, nos consagremos mais profunda- mente ao trabalho pela paz e pela justiça. Por Cristo, nosso Senhor. Amém! 11. AVISOS/COMEMORAÇÕES. (aniversário, nascimento, acolhida de gente nova...) • Leitura do próximo encontro: João 3, 1 -7. Trazer a Bíblia no próximo en- contro. Prepare-se marcando o texto e o Salmo, lendo-os até o dia em que nos reuniremos. Marcar o próximo encontro e anotar no início do subsídio. • 30.10 – Martírio de Santo Dias – defensor da causa operária. 12. BENÇÃO/ORAÇÃO FINAL Dirigente: O Deus da vida nos abençoe e confirme a obra de nossas mãos agora e sempre. Amém! Dirigente: Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo! Todos: Para sempre seja louvado! CANTO FINAL.
  • 48 PREPARANDO O AMBIENTE: Colocar no centro do local do encontro a Bi- blia, Cruz , Livro de Canto, Livro do Oficio Divino, vela, um pouco de terra, sal e água. Cantar um mantra. 1.CHEGADA: Silêncio e oração pessoal. 2. ABERTURA: - Venham, ó nações ao Senhor cantar! (bis) Ao Deus do universo venham festejar! (bis) - Seu amor por nós, firme para sempre, (bis) Sua fidelidade dura eternamente. (bis) - Glória ao Pai e ao Filho e ao Santo Espírito! (bis) Glória à Trindade Santa, glória ao Deus bendito! (bis) - Aleluia, irmãs, aleluia, irmãos! (bis) Povo de sacerdotes, a Deus louvação! (bis) - Ao partir o pão ele apareceu, (bis) Fica, Senhor, conosco, já escureceu! (bis) 3. OLHANDO A REALIDADE: “CEBs e liturgia”. Dirigente: O Intereclesial é um grande acontecimento na vida da Igreja no Brasil. Longamente preparado. Ansiosamente esperado por muitos. Signi- ficativo na caminhada dos pobres e excluídos e no coração daqueles e da- quelas que sonham com uma sociedade mais fraterna e com uma Igreja mais próxima do povo, mais humana, profética e misericordiosa. Leitor(a) 1: Os encontros Intereclesiais das CEBs são patrimônio teológico e pastoral da Igreja no Brasil. Manifestação visível da eclesialidade das CEBs, congregam bispos, religiosos e religiosas, presbíteros, assessores e assesso- ras, animadores e animadoras de comunidades, bem como convidados de outras Igrejas e tradições religiosas. Neles se expressa a comunhão entre os fiéis e seus pastores. Leitor(a) 2: Nas romarias e nas CEBs a oração se faz no caminho, a luz da Palavra de Deus conforta o cultivo das tradições, liga a um passado nobre e santo, festa como expressão de louvor, a comunhão com Deus e com os irmãos, se complementa e se plenifica, a solidariedade se vive e se pratica no contexto mesmo da oração, na busca da bênção e da força de Deus. CEBs e Liturgia 4 a 10 de Novembro 15ºEncontro
  • 49 Leitor(a) 3: As romarias em muito se assemelham às celebrações das CEBs. Ambas cantam e recordam as ações de Deus. Invocam a sua proteção no caminho e nas lutas pela sobrevivência no dia a dia na vida. As celebrações são lugares santos, cheias de vida e plenas da vida Divina. O povo se alegra e proclama sua fé no Deus que faz caminho com ele. Deus é promessa e garantia de um futuro feliz. Leitor(a) 4: A liturgia se faz no caminho, nasce na vida e retorna à vida. É a liturgia das CEBs e dos romeiros. Uma liturgia cultivada e experimentada na vida e na história dos que apostam viver e seguir Jesus no jeito proposto pelas primeiras comunidades cristãs, surgidas na força pascal do Ressusci- tado e espaço de gestação de novo modo de entender e viver a partilha, o amor ao próximo e a construção da política do bem comum. Todos: Na ação litúrgica vivenciamos a comunhão com o mistério, recolhi- dos no âmago silencioso da alma e conectados com os desígnios inefáveis do nosso Deus. A liturgia é um ritual para o encontro amoroso com o amado. 4. HINO: Eu sou feliz é na comunidade Eu sou feliz é na comunidade! Na comunidade eu sou feliz. 1 - A nossa comunidade se reúne todo o dia/ E a nossa comunidade se transforma em alegria. 2 - Nós cantamos um bendito, depois um pelo sinal/ Uma lê o Evangelho e todos vamos comentar. 3 - Os pobres fizeram um plano: isto eles querem ganhar!/ Lutar pelos seus direitos para vida melhorar. 5. SALMO 67 (66). Na Bíblia: cantado ou rezado. 6. ACOLHENDO A PALAVRA Canto para acolher a Palavra. Ler pausadamente: João 3, 1 -7. (Breve silêncio para que a Palavra nos toque o coração e a mente) 7. PARTILHANDO O EVANGELHO Dirigente: Nicodemos, judeu importante foi encontrar-se de noite com Je- sus, que lhe garantiu que ninguém pode entrar no Reino de Deus se não nascer da água e do Espírito. a - O que a Palavra de Deus diz para nós hoje? b - A nossa fé nos leva ao nascimento de uma vida nova? c - Como acolhemos esta Palavra em nossa vida? Ouvimos e praticamos a liturgia? 8. COMPROMISSO COM A PALAVRA Dirigente: A partir da nossa reflexão da Palavra, qual nosso compromisso.
  • 50 Sugestão: Ficar atento às necessidades da comunidade, alguém pode estar precisando de ajuda. 9. O EVANGELHO SE FAZ ORAÇÃO: (PRECES). Dirigente: Irmãos e irmãs, confiantes no amor e na misericórdia de Deus, façamos nossas preces. Todos: Ouvi-nos, Senhor da Glória! • Para que redescubramos a alegria de pertencer ao Reino do céu, vivendo em comunidade, sendo cristãos comprometidos no mundo. Rezemos! • Fazei-nos crescer em dons e disponibilidade em benefício da comunidade. • Pelos cristãos, para que cada um descubra a sua importância e o seu lu- gar na comunidade, assumindo sua vocação de batizados com liberdade e responsabilidade. Preces espontâneas... Pai Nosso... Ave Maria... 10. ORAÇÃO: Senhor, Deus de amor, ficai sempre conosco. Fortalecei nossas comunida- des para que continuem a missão de Jesus e sejam presença viva do Cristo misericordioso junto aos pobres e oprimidos. Amém! 11. AVISOS/COMEMORAÇÕES (aniversário, nascimento, acolhida de gente nova...) • Leitura do próximo encontro: Primeiro Livro dos Reis 8, 1 - 6. Trazer a Bí- blia no próximo encontro. Prepare-se, marcando a leitura e o Salmo, lendo- -os até o dia em que nos reuniremos. Marcar o próximo encontro e anotar no início do subsidio. • 24.11 – XXV Encontro Celebrativo das CEBs. Convites com as(os) animadoras(es) das CEBs. • 07.12 – Lançamento da Agenda Latino Americana 2014, Liberdade – em Jacareí. 12. BÊNÇÃO/ ORAÇÃO FINAL: Dirigente: O Senhor da compaixão nos abençoe e nos guarde e nos guie pelas estradas da vida hoje e sempre. Amém! Dirigente: Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo! Todos: Para sempre seja louvado! CANTO FINAL
  • 51 PREPARANDO O AMBIENTE: Bíblia, vela acesa, cruz, Livro do Catecismo, Documentos da Igreja, CNBB, CELAM, Cartaz de evangelização, pão ou al- gum alimento para partilhar. 1. CHEGADA: Silêncio, oração pessoal. 2. ABERTURA: - Vem, ó Deus da vida, vem nos ajudar! (bis) Vem, não demores mais, vem nos libertar! (bis) - Glória ao Pai e ao Filho e ao Santo Espírito! (bis) Glória à Trindade Santa, glória ao Deus bendito! (bis) - Aleluia, irmãs, aleluia, irmãos! (bis) Do povo que trabalha a Deus louvação! (bis) - O Senhor te guarde, ele é teu vigia, (bis) Quem te garante a noite e governa o dia! (bis) 3. OLHANDO A REALIDADE: “Nova evangelização” Dirigente: A Igreja nos convida a uma Nova Evangelização. As CEBs, como um pai de família que tira do seu baú coisas novas e velhas, querem buscar nos beatos do nordeste uma fonte de inspiração e um método de evangelização. Leito(a) 1: Inspirados na ordem de São Bento, baseado no trabalho e na ora- ção, o padre Ibiapina criou as Irmandades dos Beatos, consagrados aos cora- ções de Jesus e de Maria e a São José, mantendo suas casas de caridades a serviço dos pobres. As casas foram instituídas a partir de missões populares, realizadas em comum acordo e com o apoio dos vigários de cada localidade. Leitor(a) 2: Nas regras que Pe.Ibiapina deixou escritas para orientação da vida dos beatos, e beatas e seguidores, ele afirma que ser católico não é só ir à missa e comungar todos os dias, mas trabalhar de sol a sol, obedecer aos mandamentos, dividir seu produto com os necessitados, proteger os fracos, combater as injustiças, ajudar ao próximo, sempre na fé, esperança e caridade. Leitor(a) 3: A experiência dos beatos teve a função de produzir cristãos de muita fé, esperança e caridade que, por esses princípios, foram capazes de refazer o mundo material de seu tempo. Enfrentando o endurecimento do Estado, que,”pelo amor de Deus”, reconstruíram o sertão nordestino pela CEBs e a nova evangelização 11 a 17 de Novembro 16ºEncontro
  • 52 força do trabalho braçal, acalentado por novenas, cantos de trabalho e ben- ditos que os animavam e davam força para superar as maiores dificuldades. Leitor(a) 4: Quando Padre Cícero chegou a Juazeiro no ano de 1872, desen- volveu ali práticas de devoção, jejuns e atendimento aos seus paroquianos propondo mudanças de costumes, fortalecendo a devoção a Nossa Senho- ra das Dores e a dedicação ao trabalho, condenando hábitos de bebedeiras e festas profanas. Seu ensinamento reforça a vida beata e se fundamenta no mesmo principio do padre Ibiapina: oração e trabalho. Ensinou a todos a terem em suas casas um oratório e uma oficina. 4. HINO: Missão de todos nós – Cantado ou rezado. O Deus que criou me quis, me consagrou para anunciar o seu amor: 1 - Eu sou como a chuva em terra seca:/ Pra saciar, fazer brotar, eu vivo pra amar e pra servir. É missão de todos nós, Deus chama eu quero ouvir a sua voz:/ 2 - Eu sou como abelha na colmeia:/ Eu vou voar, vou trabalhar, eu vivo pra amar e pra servir. 3 - Eu sou, sou profeta da verdade:/ Canto a justiça e a liberdade, eu vivo pra amar e pra servir. 5. SALMO 9 - cantado ou rezado. 6. ACOLHENDO A PALAVRA DE DEUS. Canto para aclamar a Palavra. Ler pausadamente: Primeiro Livro dos Reis 8, 1 -6. 7. MOMENTO DA PARTILHA. Dirigente: A inauguração do templo é um momento solene para reunir o povo. No centro está a arca da aliança. O que é sagrado mesmo são os dez mandamentos contidos nas tabuas de pedra, eles são a fonte de inspiração, fundada na liberdade e nas novas relações que as pessoas deve estabelecer com Deus e com a humanidade. a - Que lições a Palavra de Deus deixa para nós? b - Como a nova evangelização pode se inspirar na experiência dos beatos? c - Como está sendo a evangelização em nossa comunidade? Na paróquia? Na diocese? 8. COMPROMISSO COM A PALAVRA DE DEUS: Dirigente:Vivemosummomentodemuitasmudanças,muitasinformações... Mais do que nunca somos chamados a anunciar Jesus Cristo, testemunhando nossa fé sendo fermento de justiça de profecia e de esperança pascal. Sugestão:Oquepodemosfazernacomunidadeparaajudarnaevangelização?
  • 53 9. MOMENTO DE ORAÇÃO Dirigente: Irmãos e irmãs, lembrados da herança que nos veio por meio dos apóstolos, evangelistas e discípulas do Senhor, façamos nossa prece. Escuta -nos, Senhor da Glória! • Faze, Senhor, que as Igrejas cristãs, presentes no mundo inteiro, cresçam na unidade, para que o mundo creia em tua Palavra. • Escuta a prece desta comunidade aqui reunida; guarda -a firme na heran- ça recebida de nossos pais e mães na fé. • Que nós cristãos e cristãs saibamos transmitir em nosso tempo o anúncio de teu Reino, respondendo aos desafios da nossa época. Preces espontâneas... Pai Nosso... Ave Maria... 10. ORAÇÃO: Ó Deus da aliança, és guia do teu povo. Dá-nos a alegria da tua presença materna, para prosseguirmos na caminhada, fiéis ao evan- gelho de Jesus Cristo. Por quem te pedimos, na unidade do Espírito Santo. Amém! 11. AVISOS/COMEMORAÇÕES (aniversário, nascimento, acolhida de gente nova...) • Leitura do próximo encontro: Mateus 28, 16-20. Trazer a Bíblia no próxi- mo encontro. Prepare-se, marcando a Leitura, o Salmo, lendo-os até o dia em que nos reuniremos. Marcar o próximo encontro e anotar no inicio do subsidio. • 24.11 – XXV Encontro Celebrativo das CEBs. Convites com as(os) animadoras(es) das CEBs. • Novena de Natal 2013 – Organizar e planejar a novena, convidar todos da Comunidade a participarem! • 07.12 – Lançamento da Agenda Latino Americana 2014, Liberdade – em Jacareí. 12. BENÇÃO/ ORAÇÃO FINAL Dirigente: O Deus da paz, força da vida, nos firme na sua alegria, agora e para sempre. Amém! Dirigente: Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo! Para sempre seja louvado! CANTO FINAL
  • 54 PREPARANDO O AMBIENTE: Toalha colorida, vela, Bíblia, cruz, flores e chi- nelos representando a caminhada missionária. 1. CHEGADA: Acolhida, oração inicial. Dirigente: Que todas as pessoas sejam bem-vindas, felizes todos nós que acreditamos, e chegamos ao final destes encontros. Que a Trindade Santa nos abençoe, nos ensine a ser comunidade missionária assim Ela é. 2. ABERTURA: - Vem, ó Deus da vida, vem nos ajudar! (bis) Vem, não demores mais, vem nos libertar! (bis) - Glória ao Pai e ao Filho e ao Santo Espírito! (bis) Glória à Trindade Santa, glória ao Deus bendito! (bis) - Aleluia, irmãs, aleluia, irmãos! (bis) Do povo que trabalha a Deus louvação! (bis) - Onde estiver teu tesouro, irmão, (bis) Lá estará inteiro o teu coração! (bis) 3. OLHANDO A REALIDADE: “Missão de todos” Dirigente: A comunidade Eclesial de base existe para a missão. Toda a Igre- ja é missionária por sua própria natureza. A missão brota do coração da Santíssima Trindade e acontece no coração da comunidade. Que estejamos abertos para acolher e doar o dom da missão. Leitor(a) 1: Jesus é o primeiro missionário. Ele é o filho enviado pelo Pai. Assim também Ele enviou os Apóstolos, dizendo: “Ide, pois, e fazei discí- pulos meus todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a observar tudo quanto vos mandei. E eis que estou convosco todos os dias até o fim do mundo”(cf. MT 28, 18-20). Leitor(a) 2: Este solene mandamento de Cristo, de anunciar o Evangelho, foi tão levado a sério pelos Apóstolos e toda comunidade eclesial que o cumpriram até os confins da terra, mesmo que para isto, precisassem der- ramar o próprio sangue. O Apóstolo Paulo chegou a afirmar: Ai de mim se eu não evangelizar (1cor 9, 16). Leitor(a) 3: Com Dom Helder Câmara aprendemos que missão: É partir, caminhar, deixar tudo, sair de si, quebrar a crosta do egoísmo que nos fe- CEBs e o compromisso missionário 18 a 24 de Novembro 17ºEncontro
  • 55 cha no nosso Eu; é parar de dar voltas ao redor de nós mesmos como se fôssemos o centro do mundo e da vida; é não se deixar bloquear nos pro- blemas do pequeno mundo a que pertencemos: a humanidade é maior; é sempre partir, mas não devorar quilômetros; é, sobre tudo, abrir-se aos outros como irmãos, descobri-los e encontrá-los; e, se para descobri-los e amá-los, é preciso atravessar os mares e voar lá nos céus, então missão é partir até os confins do mundo. Leitor(a) 4: Um dos frutos da missão deve ser a criação das comunidades eclesiais de base, onde as pessoas vivam e testemunhem a comunhão fra- terna. E para testemunhar a presença do Reino de Deus, estas comunida- des contribuirão com projetos comuns pela justiça e pela paz que alcancem a sociedade. A fé será revigorada pelo sopro do Espírito Santo que dá nova vida e novo alento à comunidade de irmãos, que ouve a palavra de Jesus dizendo: “Coragem, sou eu, não tenhais medo”(Mc 9, 50; At 23, 11) 4. HINO: Agora é tempo – cantado ou rezado. Agora é tempo de ser Igreja,/ caminhar juntos participar. 1 - Somos povo escolhido e na fronte assinalado/ Com o nome do Senhor que caminha ao nosso lado. 2 - Somos povo em missão já é tempo de partir./ É o Senhor quem nos envia em seu nome a servir. 3 - Somos povo a caminho construindo em mutirão./ Nova terra, novo Reino de fraterna comunhão. 5. SALMO 40 (39) - Rezado ou cantado. 6. ACOLHENDO A PALAVRA DE DEUS. Canto para aclamar a Palavra. Ler pausadamente: Mateus 28, 16-20. 7. MOMENTO DE PARTILHA Dirigente: Diante do mandato missionário, “Ide”, está também a promessa de Jesus, “Eis que estarei com vocês todos os dias”. a - Temos formado discípulos e missionários em nossas comunidades? b - Ao encontro de quem nós precisamos ir? c - Como a missão está presente em nossas ações e compromisso com os irmãos? 8. COMPROMISSO COM A PALAVRA DE DEUS Dirigente: Diante da reflexão de hoje qual nosso compromisso? • Convidar pessoas para a Novena de Natal. 9. O EVANGELHO SE FAZ ORAÇÃO: (PRECES). Preces espontâneas... Pai Nosso... Ave Maria...
  • 56 10. ORAÇÃO: Oração do 13º Intereclesial das CEBs. Dirigente: Deus da vida e do amor, Pai de Jesus e Pai nosso, Santíssima Trindade, a melhor comunidade: abençoai as nossas CEBs rumo ao 13º In- tereclesial, que iremos celebrar no coração alegre e forte do nordeste, nas terras do Pe. Cícero e do Pe. Ibiapina, do beato Zé Lourenço e da beata Maria de Araujo, e de tantos sofredores e lutadores, profetas e mártires da caminhada, no Brasil, em Nossa América, no mundo solidário. Leitor(a) 1: Ajudai-nos a reacender sempre mais a nossa paixão pelo Reino, no segmento de Jesus à luz da Bíblia e na mesa da Eucaristia, na opção pelos pobres, em diálogo ecumênico e ecológico, na defesa dos direitos humanos, sobretudo dos povos Indígenas e quilombolas. Leitor(a) 2: No cuidado da terra, nossa mãe. Em família e na comunidade eclesial, no trabalho, na política, no movimento popular, crianças, jovens e adultos, mulheres e homens. Denunciando à economia neoliberal dos grandes projetos depredadores, da seca, da cerca, do consumismo e da exclusão. Leitor(a) 3: Mãe das Dores e das alegrias ensinai-nos, a sermos CEBs romei- ras do campo e da cidade, fermento de justiça, de profecia e de esperança pascal. Proclamando a Boa nova do Evangelho sobre tudo com a própria vida, que é “o melhor presente que Deus nos deu”. Amém, axé, euerê, ale- luia! 10. AVISOS/COMEMORAÇÕES (aniversário, nascimento, acolhida de gente nova...) • 20.11 - Martírio de Zumbi dos Palmares. • 24.11 – XXV Encontro Celebrativo das CEBs. Convites com as(os) animadoras(es) das CEBs. • Marcar data para preparar a Novena de Natal, na paróquia, comunidade, setor, rua... – Organizar e planejar a novena, convidar todos da Comunidade a partici- parem! • 07.12 – Lançamento da Agenda Latino Americana 2014, com o tema Li- berdade – em Jacareí. 11. BENÇÃO/ ORAÇÃO FINAL Dirigente: O Deus que está ao nosso lado, nos motivando, conduzindo nos- sos passos a caminho do Reino, nos abençoe hoje e sempre. Amém! Dirigente: Louvado seja nosso senhor Jesus Cristo! Todos: Para sempre seja louvado! CANTO FINAL
  • 57 Musicas
  • 58 1) OUVIR COM ATENÇÃO . ALELUIA, ALELUIA / VAMOS TO- DOS ESCUTAR / ALELUIA, ALELUIA/ SUA PALAVRA PROCLAMAR Vamos ouvir com atenção / A Pala- vra de Deus Pai / Que ensina amar o irmão / E nos quer todos iguais. 2) VAMOS OUVIR. 1. Vamos ouvir a Palavra de Deus / Que vem chegando, chegando / É ela a Palavra de Jesus / Em toda Igreja vai se espalhando 2. Com as palavras do Evangelho / Os oprimidos vão se libertando Ouvindo o que diz Jesus Cristo / Toda gente vai caminhando. 3) EU VIM PARA ESCUTAR. EU VIM PARA ESCUTAR/ TUA PA- LAVRA, TUA PALAVRA / TUA PALA- VRA DE AMOR 1. Eu vim para escutar / 2. Eu gosto de escutar. 3. Eu quero entender./ 4. O mundo inda vai viver. 4) A PALAVRA CHEGANDO. A PALAVRA DE DEUS VAI CHEGAN- DO, VAI. 1. É Jesus que hoje vem nos falar./ 2. É a palavra de deus aos peque- nos. 3. É a palavra de libertação./ 4. Como o sol a brilhar no horizon- te. 5. É semente fecunda na terra. 5) BAIÃO DAS COMUNIDADES. SOMOS GENTE NOVA VIVENDO A UNIÃO, SOMOS POVO-SEMENTE DE UMA NOVA NAÇÃO, Ê , Ê ... SOMOS GENTE NOVA VIVENDO O AMOR, SOMOS COMUNIDADE, POVO DO SENHOR, Ê, Ê : / 1. Vou convidar os meus irmãos tra- balhadores: operários, lavradores, biscateiros e outros mais / E juntos vamos celebrar a confiança, nossa luta na esperança de ter terra, pão e paz, ê ê ê. 2. Vou convidar os índios que ainda existem,/ As tribos que ainda insis- tem no direito de viver./ E juntos vamos reunidos na memória,/Ce- lebrar uma vitória que vai ter que acontecer, ê, ê.ê. 6) PRESENÇA DE DEUS. EU SINTO A PRESENÇA DE DEUS, É NA LUTA, NA LUTA, NA LUTA: 1. Jesus Cristo, irmão, companheiro, seu exemplo deixou para nós. Va- mos todos olhar para a frente e aju- dar muita gente sem vez e sem voz. 2. Quando o povo encara de frente as pessoas que estão no poder, é o Espírito Santo que age e vai dando coragem pra luta vencer. 3. Quando o povo está reunido, exigindo os direitos que tem, vai formando a comunidade na grande irmandade na busca do bem. 4. Quando o povo está refletindo os problemas da sociedade, o Espírito Santo ilumina e a todos ensina a vencer a maldade. 7) MÃOS NA MASSA. VAMOS LÁ, MEU POVO, JÁ CHE- GOU A HORA / PÕE TAMBÉM TUA MÃO NA MASSA REFAZENDO A NOSSA HISTÓRIA / DEFENDER A VIDA E UMA MISSÃO/ VEM PRAS CEBs, OPERÁRIO É O REINO EM MUTIRÃO. 1. Quem quiser saber justiça venha
  • 59 às CEBs procurar / Quem quiser viver amor as CEBs tem pra dar / Tem sonho de sociedade também tem transformação / Tem de tudo um pouquinho neste mundo de ir- mãos. 2. Mulher que gera no ventre vida nova na irmandade / Traz no san- gue esta semente da nova socieda- de / Venha trazer sua medida nesta massa remexer / Venha dar gosto a esta comida não tem vida sem você. 3. Nossa América Latina marcada de escravidão / Precisamos de você, gente ne¬gra, meu irmão / Venha trazer sua medida nesta massa dar sabor / Traga suas mãos calejadas, costa que alguém surrou. 4. Vejo rostos deformados queren- do libertação / índio perde sua flo- resta, sai pra luta, meu irmão/ Vem trazer sua medida nesta massa dar prazer / índio de tanga e de pena as CEBs lutam com você. 5. Mãos unidas, Deus da força com Jesus ressuscitado / Pôs também sua mão na massa defendendo os massacrados / Viva a América Latina trabalhando em mutirão / Amassando o Pão da vida até crian- ça põe a mão. 8) BENDITO DOS ROMEIROS DA TERRA. SOU, SOU TEU, SENHOR, / SOU POVO NOVO, RETIRANTE, LUTA- DOR! DEUS DOS PEREGRINOS, DOS PEQUENINOS,/ JESUS CRISTO, REDENTOR. 1. Bendita e louvada seja esta santa romaria:/ Bendito o povo que mar- cha,/ Bendito o povo que marcha, tendo Cristo como guia / 2. No Egito, antigamente, no meu da escravidão:/ Deus libertou o seu povo. / Hoje ele passa de novo gri- tando a libertação. / 3. Para a terra prometida o povo de Deus marchou:/ Moisés andava na frente./ Hoje Moisés é a gente quando enfrenta o opressor./ 4. Quem é fraco Deus dá força, quemtemmedosofremais/:Quem se une ao companheiro vence todo cativeiro, é feliz e tem a paz. 9) É O NOSSO ENCONTRÃO. É o nosso encontrão, minha irmã / É o nosso encontrão, meu irmão / Vamos lutar, vamos juntos dar as mãos / Buscando descobrir a liber- tação. 1. É na comunidade que encon- tramos a esperança Para lutarmos contra a ganância de todos os po- derosos que só geram morte e rou- bam a consciência / unamos nossas forças para a massa crescer / E as- sim veremos a vida renascer. 2. As CEBs são caminho para o povo sofrido, injustiçado e oprimido / Que quer viver unido, que luta jun- to e não no individualismo / Alguns que denunciam e outros que são denunciados/ é assim que vive o povo organizado./ 3. É na Bíblia Sagrada que encon- tramos o caminho da liberdade e de carinho / Confrontando com a realidade do povo pobre das comu- nidades/ Unindo nossa força junto com a força do povo / Conseguire- mos um mundo novo. 10) SE EU NÃO PARTILHAR. Preciso compreender, Senhor,/ que neste pão repartido / que neste vi-
  • 60 nho bebido toda verdade se encer- ra / sobre a justiça da Terra,/ sobre o amor e a bondade / e sobre a fraternidade que tu vieste ensinar 1. Se eu não partilhar em todos os momentos / meus dons e meus ta- lentos./ E o bens que tu me dás /. Jamais entenderei a tua Eucaristia, milagre que extasia e traz tão gran- de paz. 2. Se eu não der de mim podendo me doar serei / então culpado do vinho e do pão /. Se eu não parti- lhar da Santa Eucaristia / a Paz que ela irradia em mim não brilhará /. 3. No dia em que eu me for a fim de te encontrar / Eu quero estar tran- qüilo do pão que eu dividi / E tu que és Salvador irás multiplicar / meus dons e tudo aquilo que em vida eu repartir /. 11) SE CALAREM A VOZ DOS PRO- FETAS. 1. Se calarem a voz dos profetas, as pedras falarão / Se fecharem uns poucos caminhos, mil trilhas nas- cerão... / Muito tempo não dura a verdade, nestas margens estreitas demais / Deus criou o infinito pra vida ser sempre mais! / É Jesus, este pão da igualdade / viemos pra comungar, com a luta do povo que quer ter voz, ter vez, lugar! / Comungar é tornar-se um perigo, viemos pra incomodar! / Com a fé e a união nossos passos, um dia, vão chegar! / 2. O Espírito é vento incessante,/ que nada há de prender / Ele sopra até no absurdo,/ que a gente não quer ver.../ No banquete da festa de uns poucos, só rico se sentou,/ nosso Deus fica ao lado dos pobres, colhendo o que sobrou.../ 3. O poder tem raízes na areia, o tempo faz cair./ União é a rocha que o povo usou pra construir.../ Toda luta verá o seu dia/nascer da escuridão /. Ensaiamos a festa e a alegria, fazendo comunhão... 12) PELAS ESTRADAS DA VIDA. Ó VEM CONOSCO,/ VEM CAMI- NHAR,/ SANTA MARIA, VEM! 1. Pelas estradas da vida,/ Nunca sozinho estas/ Contigo pelo cami- nho / Santa Maria vai. 2. Se pelo mundo, os homens, / Sem conhecer-se vão,/ Não negues nun- ca a tua mão / A quem te encontrar. 3.Mesmoquedigamoshomens:/“tu nada podes mudar”,/ Luta por um mundo novo / De unidade e paz. 4. Se parecer tua vida / inútil cami- nhar / Lembra que abres caminho / Outros te seguirão. 13) SANTA MÃE MARIA. AVE MARIA, AVE MARIA (2x) 1. Santa Mãe Maria, nesta traves- sia/ Cubra-nos seu manto cor de anil/Guarda nossa vida, mãe Apa- recida / Santa padroeira do Brasil. 2. Mulher peregrina, força femini- na, / A mais importante que exis- tiu./ Com justiça queres que nossas mulheres / Sejam construtoras do Brasil./ 3. Com amor divino guarda os pe- regrinos / Nesta caminhada para o alem. / Dá-lhes companhia, pois também / Um dia foste peregrina de Belém.
  • 61 CEBs, romeiras do Reino no campo e na cidade “É fundamental que as CEBs falem de justiça e profecia em defesa da vida” Entrevista com Sérgio Ricardo Coutinho, Assessor Nacional das CEBs. de Jaime Carlos Patias * A cidade de Juazeiro do Norte, a 548 km de Fortaleza (CE), receberá nos dias 7 a 11 de janeiro de 2014, o 13º Intereclesial de Comunidades Eclesiais de Base (CEBs). Com o tema Justiça e Profecia a serviço da vida, e lema CEBs, romeiras do Reino no campo e na cidade, o encontro reunirá cerca de 3.500 pessoas representando mais de 80 mil comunidades espalhadas por todo o Brasil e convidados do exterior. A programação prevê visitas às comunidades, celebrações, testemunhos, ofi- cinas e plenárias que contarão com a participação de diversos assessores. No processo de preparação, uma equipe local apoiada pela Ampliada Nacional vem cuidando dos detalhes. Para saber mais sobre a preparação desse encontro e fa- zer uma avaliação sobre a caminhada das comunidades, entrevistamos o assessor nacional das CEBs, Sérgio Ricardo Coutinho dos Santos, professor de Ciências da Religião na Universidade Católica de Brasília, presidente do Centro de Estudos de História da Igreja na América Latina (Cehila) e assessor da Comissão Episcopal para o Laicato da CNBB. Prof. Coutinho, como as CEBs estão se preparando para o seu 13º Intereclesial? A preparação começou já em 2010 com reuniões da Ampliada Nacional em Juazeiro do Norte. A diocese de Crato acolheu a proposta e se organizou em etapas de formação tendo como motivação forte o Centenário da criação daquela dioce- se. Então uniram os dois acontecimentos, o Intereclesial e o Centenário. Ao longo das reuniões a Coordenação da Ampliada foi amadurecendo a temática e a dinâ- mica do evento como também a sua organização em sintonia com os Regionais. A preparação está sendo uma experiência muito rica. Mais do que a diocese do Crato, todo o Regional Nordeste 1 da CNNB assumiu o Intereclesial e suas dioceses estão mobilizadas com equipes para acolher os delegados. Os Regionais no Brasil já escolheram seus delegados nas dioceses. Nas comemorações dos 50 anos do Concílio vaticano II esse evento será um marco importante de uma Igreja que vê o leigo como sujeito eclesial, que tem opção pelos pobres e como ponto de partida a vida comunitária. A Região do Cariri, com as figuras dos padres Ibiapina e Cícero é rico em reli- giosidade. Esse ambiente ajuda na realização do Intereclesial? Ajuda porque resgata a ideia de Romaria, de pensar uma Igreja que caminha em busca da Terra Prometida. As figuras de Ibiapina e padre Cícero, sem esquecer os beatos, recordam uma Igreja simples, pobre, humilde, servidora, a caminho. Essa espiritualidade traz força para pensar uma Igreja dos pobres para os pobres,
  • 62 como o papa Francisco colocou. Há uma sintonia entre o que o papa Francisco re- corda e o Intereclesial acontecendo nesse sertão nordestino de muita história, luta e presença de um catolicismo laical e, principalmente, lugar de devoção popular e espaço ideal para que as CEBs se encontrem. Parece-me interessante também destacar, no momento da vinda do papa Fran- cisco, um latino-americano da periferia do mundo, que tem muito a ver com a história das CEBs. Valeria a pena rever o vídeo de 2007, quando em Aparecida (SP), o então cardeal Bergoglio celebra ao lado de dom José Luiz Bertanha e mostra afinidade com as CEBs. Justiça e profecia são duas palavras chaves no tema do 13º Intereclesial. Qual o motivo para essa escolha? O último intereclesial (2009, Porto Velho – RO) teve como foco o meio am- biente, missão e ecologia. Ainda falta muita justiça no nosso país e as CEBs devem continuar sendo essa voz profética, que denuncia as injustiças que matam e explo- ram a vida. Nesse contexto entram as questões da justiça ecológica, as ligadas às minorias, a questão fundiária, essas grandes temáticas. É fundamental que as CEBs falem de justiça e profecia em defesa da vida. A justiça e a profecia estão voltadas para a vida, para que todos tenham vida e vida em abundância. As CEBs não que- rem perder esse foco de serem comunidades missionárias, mas também proféticas e que lutam pela justiça. Na sua 51ª Assembleia Geral a CNBB retomou o tema de Aparecida sobre a conversão pastoral e renovação missionária. Agora, todos devem contribuir na reflexão sobre Comunidade de comunidades: uma nova paróquia. Em que as CEBs podem ajudar? Pensar uma paróquia que seja Rede de comunidades é também o desafio das CEBs. Nós temos muitas experiências de paróquias Rede de Comunidades de Base. Isso mostra que é possível. O documento vem em boa hora, em momento de con- versão pastoral e isso supõe também a conversão das estruturas e uma delas é a paróquia. A ideia é que a paróquia não fique num modelo centrado na matriz ex- clusivamente voltada para os sacramentos, mas que se renove a partir de dentro. Nisso as CEBs podem contribuir por que mostram como organizar a Igreja a partir de comunidade de base. Para isso é preciso compreender as CEBs como um nível, não uma comunidade qualquer ou diferente. Ela é um nível de organização como um ponto de partida para se organizar a diocese. A paróquia, no seu nível, faria a mediação com a diocese. Esse documento coloca que as CEBs são uma forma de vida em comunidade. A nossa expectativa é que a CEBs se apropriem desse docu- mento de estudo e façam suas contribuições. Comunidade Eclesial é um conceito mais conhecido, mas o que significa de fato a expressão “de Base”? O termo tem origem na Conferência de Medellín que entende “Base” como ponto mínimo de organização. No contexto político das décadas de 1970 e 80, o
  • 63 termo passou a ser entendido como a base da sociedade, das camadas populares, numa linguagem teológica e pastoral, os pobres que nas comunidades deixam de ser apenas objetos de assistência pastoral e caritativa para serem sujeito eclesial, leigo pobre que pode construir essa Igreja. Daí o nome “eclesiogênese”, a origem da Igreja que nasce da base. Base ganha também o sentido de oposição à cúpula. Essa interpretação gerou muitas incompreensões e as CEBs, nesse contexto polí- tico, ficaram estigmatizadas e muitos preferem abandonar o termo e o modelo. Mas o Documento sobre a Paróquia chama a atenção para a necessidade das CEBs como um ponto de partida das comunidades. A própria CNBB, em 2010 escreveu uma carta onde chama a atenção para o seu valor o que validou o seu jeito de ser Igreja. Alguns preferem substituir “Base” por Pequena Comunidade Eclesial, enten- dendo que base remete a esse conflito. O momento atual é o de refazer esse mal entendido. É preciso abandonar os preconceitos e apostar nas CEBs como base de estruturação, uma forma de organizar a Igreja. Temos no Brasil grandes questões como a fundiária, ecológica, indígena, dos quilombolas, violências, direitos humanos, entre outras. Como Igreja, as CEBs estão envolvidas no enfrentamento dessas causas? Quando se coloca como tema central “Justiça e Profecia a serviço da vida” e lema “CEBs, romeiras do Reino no campo e na cidade” é justamente para mostrar que elas estão atentas a esses grandes temas. As CEBs não perdem de vista essa inserção na sociedade e querem enfrentar com discussões proféticas essas gran- des questões que não saíram da pauta. Existem também outros interlocutores com os quais é preciso dialogar. Um dos temas, por exemplo, que as CEBs contribuíram muito foi com o Movimento Ficha Limpa, na coleta de assinaturas. Isso mostra que elas estão muito atentas a esses temas. Nos regionais muitas lideranças continuam dando testemunho com o martírio, isso mostra que as CEBs seguem firmes. * Jaime Carlos Patias, da Equipe de Comunicação do 13º Intereclesial das CEBs. - Brasília (DF), junho de 2013. Jaime Carlos PatiasSergio Coutinho
  • 64 LIVRETO Nº 3 – Ano XXIII - 2013 Revisão Teológica Pe. Fabiano Kleber Cavalcante do Amaral Revisão Redacional Diác. José Aparecido de Oliveira (Cido) Impressão Katú Editora Gráfica Diagramação Fabrício Gustavo Flausino Tiragem 26.000 exemplares. Subsídio Palavra de Deus no Meio do Povo Encontro de delegados e delegadas do 13º Intereclesial das CEBs, da sub região de Aparecida.