Museu da Escola de Lavra

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Museu da Escola de Lavra

  1. 1. O MUSEU DA ESCOLA DE LAVRA Apresentação
  2. 2. Museu da Escola de Lavra O Museu da Escola de Lavra é um Museu etnográfico, ou seja, expõe objectos que eram usuais no séc. XIX / princípios do séc. XX e que, neste caso, caracterizam toda a vivência das populações de Lavra nessas épocas. Tratando-se de uma freguesia acentuadamente rural, caracteriza-se pelas actividades agrícola e pesqueira, podendo encontrar-se outros ofícios como o de moleiro, ferreiro ou o do fabrico do linho, actividade actualmente muito prestigiada.
  3. 3. Museu da Escola de Lavra
  4. 4. Museu da Escola de Lavra A apresentação do Museu far-se-á tendo em conta as instalações dos objectos, organizadas segundo os ciclos de produção e vivências. Começamos, assim pela Casa Rural, base de toda a estrutura social, para, de seguida, se apresentar todo o conjunto de núcleos patente no acervo do Museu.
  5. 5. A Casa rural A casa rural é uma unidade de três elementos conjugados: a parte construída, o complexo produtivo e a família. As pessoas são identificadas pela casa a que pertencem, que também define o estatuto social, que se traduz em obrigações e direitos, bem como em benefícios colhidos no usufruto do que é comum, como as águas e os baldios.
  6. 6. Casa rural
  7. 7. Casa rural: o quinteiro Por vezes isolada, esta casa está estruturada de forma a responder às necessidades da exploração. Pode apresentar-se em construções organizadas em volta de um espaço central, o pátio, constituídas pela habitação, cortes de gado, a pocilga, o galinheiro, coelheiras, as lojas onde se guardam as alfaias agrícolas e colheitas, o lagar, a adega e o alambique. O quinteiro é, assim, o espaço de lavoura, onde estão os carros de bois, o limpador de cereais, os semeadores, as alfaias agrícolas.
  8. 8. Casa rural: Tararia - limpador de cereal
  9. 9. Casa rural: semeadores
  10. 10. Casa rural: roda de carro de bois
  11. 11. A Casa rural: a cozinha Na casa rural, é no espaço da cozinha que decorre toda a vida familiar. Compartimento por vezes térreo ou no sobrado, forma um corpo destacado. É aqui que se encontra a lareira, se recebe quem chega, se preparam as refeições e se come, em família, ou com os que trabalham para a casa.  Sobre o lume, mantêm-se as caldeiras da vianda e do porco e, no forno, prepara-se semanalmente a cozedura do pão. Em volta da lareira, imanando calor e luz, faziam-se os serões, a fiar o linho ou a lã, ao mesmo tempo que se entoavam vozes e contavam histórias de encantar.
  12. 12. Casa rural: cozinha
  13. 13. Cozinha: sobre o lume, mantêm-se as caldeiras da vianda e do porco (…)
  14. 14. Casa rural: cozinha Em volta da lareira, imanando calor e luz, faziam- se os serões, a fiar o linho ou a lã, ao mesmo tempo que se entoavam vozes e contavam histórias de encantar.
  15. 15. Casa rural: cozinha (…) no forno, prepara-se semanalmente a cozedura do pão A farinha guarda-se na masseira e as pás tiram o pão do forno.
  16. 16. O linho O cultivo do linho tem uma forte implantação no Entre Douro e Minho desde a época medieval e, a partir da época Moderna, começa a sofrer a concorrência do milho maís que lhe disputa terras e regadios. Mesmo assim, continuou até ao séc. XVIII a ser a fibra têxtil por excelência, fabricado em produção caseira. É então que se dá a vulgarização do algodão, fácil de trabalhar em produção industrial.
  17. 17. O linho A velha fibra está condenada, passando a ser semeada em pequenas quantidades nas casas de lavoura, tendendo a desaparecer. O golpe final será dado a partir do séc. XIX, em que as máquinas industriais promovem a progressiva derrota do linho no quotidiano urbano, persistindo no mundo rural como meio de troca e auto-consumo. Actualmente, com o desenvolvimento da valorização da identidade regional, regressou-se, em certas zonas, ao trabalho do linho feito à “moda antiga”.
  18. 18. O Ciclo do linho O linho deve ser semeado em Março, no início da Primavera. No Verão, procede-se à arrinca – arrancar o linho, para se aproveitar bem a fibra têxtil, já que é no caule que se encontra a fibra. Em seguida, deve-se ripar o linho, que consiste em tirar a semente com o ripo (pente em ferro).
  19. 19. O ciclo do linho – o ripo
  20. 20. O ciclo do linho: empoçar e secar A próxima acção é empoçar ou demolhar – o linho fica duas semanas em água corrente não muito forte. Depois, vai a secar, num campo previamente cortado e limpo. Dispõem-se os novelos sobre esse campo. Depois de seco, o linho vai a espadelar. Esta acção é feita num espadeladouro, com uma espadela (placa em madeira) e um cortiço (cilindro em cortiça). O objectivo é a separação das fibras. Retiram-se os tomentos (fibra áspera, grossa e curta, com que se faz certo tipo de pano, como forros de colchões, rodilhas de cozinha, sacos de farinha).
  21. 21. O ciclo do linho: espadela e cortiço
  22. 22. O ciclo do linho – o maço A fibra que fica, depois de se separar os tomentos, vai a maçar – num engenho de maçar o linho no rio (sendo o engenheiro que maça o linho), ou feito com um mangual ou maço. Serve para espremer o linho. Maço
  23. 23. Ciclo do linho: o sedeiro É altura de passar à sedagem, que consiste em passar a fibra que ficou, num sedeiro, separando o linho da estopa (que fica presa aos dentes do sedeiro, deixando passar o linho, mais fino).
  24. 24. Ciclo do linho: a roca e o fuso O linho está agora pronto para ser fiado. Para a fiação, utiliza-se a roca e o fuso ou roda de fiar, que transforma a fibra em fio.
  25. 25. Ciclo do linho: a fiandeira É a fiandeira que fica na soleira da porta, ao sol, com a roca e fuso, a fiar.
  26. 26. Ciclo do linho: a roda de fiar Este é um instrumento mais evoluído que a roca e o fuso.
  27. 27. Ciclo do linho: o sarilho Está na hora de fazer as meadas: passar o fio do fuso para meadas, através do sarilho.
  28. 28. Ciclo do linho: lavagem, dobagem e urdidura Para o linho ficar branco, faz-se uma barrela de lavagem da meada. Em seguida, o linho vai para a dobadoira ou dobadoura, para se fazerem novelos. O linho está quase pronto para ser tecido; como acção prévia, faz-se uma urdidura, ou seja, faz-se a teia, que é depois levada ao tear.
  29. 29. Ciclo do linho: a tecelagem O tear pode ser horizontal ou tear de grade; para tecer, deve-se encher a canela (tubo de linhas) e, com a lançadeira, fazer a trama na urdidura.
  30. 30. Ciclo do linho: fiandeiras e bordadeiras e tecedeiras do linho
  31. 31. Ciclo do linho: produto do trabalho do linho - as camisas, as toalhas e os panos
  32. 32. Ciclo do linho: mostra de roca de fiar e mecha de linho para ser fiado
  33. 33. Ciclo do linho: conjunto do linho
  34. 34. Os ofícios: o ferreiro Um dos ofícios que ocupava algumas pessoas em Lavra, era o ofício de ferreiro. Actualmente já são raros os ferreiros que ainda trabalham com a forja tradicional e são pessoas de muita idade. Este ofício, como grande parte dos ofícios nos tempos passados, passava de pais para filhos, era uma actividade que se perpetuava na família com óbvias vantagens: existiam a oficina e os instrumentos, não sendo necessário nenhum investimento. Apenas a arte de saber fazer… Agora, já ninguém quer seguir essa arte, pois a industrialização roubou o lugar ao pequeno artesanato.
  35. 35. Os ofícios: o ferreiro na bigorna
  36. 36. Os ofícios: o ferreiro na forja
  37. 37. Os ofícios: o moleiro O moinho do cereal, outra estrutura outrora indispensável e muito difundida em Lavra, era geralmente de utilização colectiva e encontrava-se perto de um curso de água, como, por exemplo, no rio Onda.
  38. 38. Os ofícios: o moinho
  39. 39. Os ofícios: o moinho
  40. 40. Os ofícios: o moinho
  41. 41. Os ofícios: a pesca A pesca é outra das actividades tradicionais fortemente implantada em Lavra. Servindo como complemento à actividade agrícola, dela participavam, quer directa, quer indirectamente as pessoas do agregado familiar: os pescadores na faina propriamente dita, as sargaceiras, os carreteiros, nas pessoas das mulheres e outros familiares. Actividade de fortíssima devoção religiosa, revela múltiplas facetas de que o Museu dá uma pálida imagem.
  42. 42. Os ofícios: a pesca A carrela para transportar o sargaço, junto a uma bóia de salvação, indispensável a qualquer embarcação.
  43. 43. Os ofícios: a pesca – a cabaça, o baú, o côvo, as bóias, o búzio, os camaroeiros, …
  44. 44. Os ofícios: a pesca – fazendo nós e construindo a rede…
  45. 45. Os ofícios: a pesca – a rede concluída
  46. 46. O novo Museu Em Maio de 2008, no Dia Internacional dos Museus, o Museu sofreu uma profunda alteração que requalificou os espaços expositivos e criou uma Reserva para a conservação das peças não expostas. Deste trabalho resultou um novo Museu, dividido em várias secções: o Quinteiro, que relata a vida agrícola em Lavra; a Cozinha Rural, que recria o ambiente das cozinhas antigas; a Escola tradicional e as Curiosidades, com objectos de prestígio das casas mais abastadas; o Ciclo do Linho; a Pesca; a Taberna, local de venda e acolhimento dos trabalhadores em fim de jornada; o Vestuário, com roupas domingueiras, bragal do bebé e roupas de trabalho.
  47. 47. O QuinteiroO Quinteiro
  48. 48. A Escola e as Curiosidades
  49. 49. A Cozinha Rural
  50. 50. O Ciclo do Linho
  51. 51. A Taberna
  52. 52. A Pesca

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