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4 rochas sedimentaresarquivoshistóricos

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  • 1. ROCHAS SEDIMENTARESARQUIVOS HISTÓRICOS DA TERRA MARGARIDA BARBOSA TEIXEIRA
  • 2. O TEMPO, e os fósseis2 Que informações fornecem as rochas sobre a história da Terra? E as rochas que contêm fósseis? “O presente é a chave do passado”
  • 3. O TEMPO, e os fósseis3 Fósseis são restos, marcas ou vestígios da atividade de seres vivos, que ficaram preservados nas rochas ou outros materiais naturais
  • 4. Condições de fossilização4 O isolamento rápido dos cadáveres e restos de seres vivos da erosão atmosférica Os cadáveres ou restos de seres vivos têm de ficar rapidamente isolados dos agentes erosivos, do seu poder oxidante e microbiano que rapidamente os decompõem, inclusive as partes duras mineralizadas. A presença de esqueleto interno ou externo mineralizado resistente Os organismos que possuem esqueleto interno ou externo, resistente, de natureza mineral, têm mais hipóteses de fossilizar do que os organismos de corpo mole.
  • 5. Condições de fossilização5 A natureza dos sedimentos (finos) Se os sedimentos que envolvem e cobrem os cadáveres e restos de organismos são finos, como as argilas e os siltes, a fossilização é bem sucedida. Nos sedimentos grosseiros, como as areias e os conglomerados, as águas de circulação destroem e decompõem a matéria orgânica. A geoquímica do meio (redutor) O meio oxidante não facilita a fossilização, ao contrário do meio redutor ou anaeróbio que propícia a conservação, inclusive das partes moles dos organismos
  • 6. Condições de fossilização6 As características do meio ambiente (superpovoados) Os ambientes em que há abundância de alimentos, são, em geral, superpovoados , o que aumenta a probabilidade dos organismos fossilizarem. Quando existe um grande número de predadores e necrófagos os organismos são consumidos como alimento de outros seres vivos. Clima (frio) Nos climas frios dá-se a preservação dos organismos, uma vez que a baixa temperatura inibe a acção de bactérias. Nos climas tropicais quentes e húmidos a decomposição dos organismos dá-se de forma extremamente rápida.
  • 7. Condições de fossilização7 Inerentes ao ser vivo • Presença de partes duras (esqueleto interno ou externo), Inerentes ao meio • Elevada velocidade de sedimentação, • Sedimentos finos, como as argilas e os siltes (nos sedimentos grosseiros as águas de circulação destroem e decompõem a matéria orgânica), • Meio calmo, com reduzida energia hidrodinâmica (como as águas paradas facilitadoras da sedimentação rápida), • Meio redutor ou anaeróbio (inibe a ação das bactérias), • Temperaturas baixas (inibem a ação das bactérias).
  • 8. Processos de fossilização8 CONSERVAÇÃO Mamute conservado no gelo É o aprisionamento/ envolvimento de organismos em substâncias como o âmbar, asfalto, gelo, permanecendo aí conservados. Este processo inclui a mumificação, em que o cadáver sofre sobretudo desidratação. Inseto conservado em âmbar
  • 9. Processos de fossilização9 MINERALIZAÇÃO A fossilização dá-se por transformações químicas, pelas quais a matéria orgânica é substituída por matéria mineral, como a calcite, a sílica e a pirite, entre outros. Trilobite Estruturas de Corais em calcite Amonite Cabeça de dinossauro
  • 10. Processos de fossilização10 MOLDAGEM Não se conservam quaisquer partes do organismo, mas somente um molde da sua estrutura interna – moldes internos, ou da sua estrutura externa – moldes externos, resultantes da consolidação dos sedimentos que preenchiam ou envolviam o ser vivo. Molde Interno Molde Externo O interior do organismo enche- se de sedimentos que O organismo, ao morrer, cai sobre os reproduzem os detalhes da sua sedimentos, deixando impressas as suas estrutura interna características estruturais externas
  • 11. Processos de fossilização11 IMPRESSÃO As impressões são moldes externos de estruturas finas (baixo relevo), como folhas ou penas e rastos deixados por seres vivos. A impressão é um caso particular de moldagem. Impressão de folha Impressão da asa de inseto
  • 12. Processos de fossilização12 MARCAS OU VESTÍGIOS DE ACTIVIDADES Conhecidas por icnofósseis – como pistas, pegadas, ovos, ninhos e fezes. Pegadas Ovos fossilizados Coprólito - Fezes fossilizadas
  • 13. A importância dos fósseis13 Fósseis de idade – datam as rochas onde se encontram  Fóssil de ser vivo de uma espécie que : - viveu durante um curto período de tempo geológico, - apresentou grande distribuição geográfica, - teve muitos representantes Trilobites Amonites Era Paleozóica Era Mesozóica
  • 14. A importância dos fósseis14 Fósseis de fácies ou de ambiente – caracterizam ambientes antigos  Fóssil de um ser vivo de uma espécie que viveu em condições ambientais muito restritas. Coral Atualmente vive apenas em ambientes de águas calmas, quentes e pouco profundas
  • 15. A importância dos fósseis15
  • 16. A importância dos fósseis16
  • 17. Reconstituição de paleoambientes17  Paleoambientes Ambientes antigos, retratados pela presença de fósseis de fácies e/ou pela interpretação de sequências estratigráficas.  As rochas sedimentares: • geram-se em ambientes muito próprios • conservam-se indicadores das condições desses ambientes.  A fácies estratigráfica, por comparação com os ambientes atuais, permite conhecer e interpretar os ambientes do passado, ou paleoambientes, que dão origem a uma fácies semelhante.  Esta interpretação baseia-se no Princípio do Atualismo Geológico.
  • 18. Reconstituição de paleoambientes18  Fácies da rocha Conjunto de características litológicas (texturais, mineralógicas, químicas, estruturais...) e paleontológicas da rocha permite:  compreender e interpretar o ambiente reinante na época da formação da rocha,  reconstruir ambientes do passado ( Paleoambientes)  Diferentes tipos de fácies.  Diferentes ambientes de sedimentação.  Diferentes paleoambientes.
  • 19. Reconstituição de paleoambientes19
  • 20. Reconstituição de paleoambientes20
  • 21. Datação das rochas21 Estratigrafia Ramo da geologia que se ocupa do estudo, descrição, correlação de idades e classificação das rochas sedimentares.
  • 22. Datação das rochas22  Datação relativa (Idade relativa) – corresponde ao estabelecimento da idade de uma formação geológica em relação a outra.  A datação relativa não permite obter um valor numérico, apenas um valor comparativo com outras estruturas geológicas (outras rochas ou fósseis).  Diferentes princípios estratigráficos podem ser utilizados para fazer a datação relativa de formações geológicas (princípio da horizontalidade , princípio da sobreposição dos estratos e princípio da identidade paleontológica).  Datação radiométrica (Idade absoluta) - corresponde ao estabelecimento da idade de uma formação geológica, referida em valores numéricos, geralmente em milhões de anos (M. a.).
  • 23. Datação Relativa P. da horizontalidade23 Princípio da horizontalidade  A deposição de sedimentos ocorre numa posição horizontal Numa sequência estratigráfica não deformada, um estrato mais recente sobrepõe-se a um estrato mais antigo, os estratos serão tanto mais antigos quanto mais profundos se encontrarem e tanto mais recentes quanto mais superiormente se encontrarem na sequência estratigráfica.
  • 24. Datação Relativa P. da horizontalidade24 Qualquer fenómeno que altere a horizontalidade das camadas é sempre posterior à sedimentação
  • 25. Datação Relativa P. da sobreposição25 Princípio da sobreposição dos estratos  Numa sucessão de estratos não deformados, um estrato é mais antigo do que aquele que o cobre e mais recente do que aquele que lhe serve de base.
  • 26. Datação Relativa26  As grandes descontinuidades no registo geológico devido à ausência de camadas (explicadas por falta de sedimentação ou por erosão) designam-se discordâncias estratigráficas ou lacunas.
  • 27. Datação Relativa P. da identidade paleontológica27 Princípio da identidade paleontológica  Dois estratos apresentam a mesma idade se apresentarem o mesmo fóssil de idade.  A presença de um fóssil de idade em dois estratos diferentes, mesmo que se encontrem muito distanciados, permite-nos afirmar que os dois estratos possuem a mesma idade.
  • 28. Datação Relativa P. da continuidade lateral28 Princípio da continuidade lateral  Um estrato tem sempre a mesma idade ao longo de toda a sua extensão, independentemente da ocorrência da variação horizontal (lateral) de fácies.
  • 29. Datação Relativa P. da continuidade lateral29 Princípio da continuidade lateral  Em diferentes afloramentos, rochas intercaladas em camadas que se reconhecem como idênticas possuem a mesma idade.  Se as rochas que se querem datar estão intercaladas em camadas que se reconhecem como idênticas, pode-se estabelecer uma correlação entre essas rochas intercaladas, de um afloramento para o outro.  Deste modo, uma camada limitada por um muro (base) e por um teto (topo) e definida por uma certa fácies tem a mesma idade ao longo de toda a sua extensão lateral.
  • 30. Datação Relativa P. da intersecção30 Princípio da intersecção  Toda a estrutura geológica que intersecta outra é mais recente do que ela.  A intrusão é mais recente do que os estratos A, B, C, D e E.  O filão é mais recente do que todas as outras formações, dado que as intersecta.
  • 31. Datação Relativa P. da inclusão31 Princípio da inclusão  Fragmentos de rochas incorporadas numa rocha são mais antigas do que a rocha que os engloba.  O estrato F é mais recente do que os outros pois inclui fragmentos de D, C e B.
  • 32. Escala do Tempo Geológico32  São muitos e variados os acontecimentos que marcam a História da Terra  Alguns acontecimentos assumiram proporções dramáticas Períodos de intensa e Impacto da Terra contínua atividade com corpos vindos do vulcânica espaço Períodos mais ou menos Períodos de aquecimento prolongados de subida e ou arrefecimento global descida do nível do mar
  • 33. Escala do Tempo Geológico33 3 800
  • 34. Escala do Tempo Geológico34
  • 35. Escala do Tempo Geológico35  As informações resultantes tanto de datações relativas como, mais tarde, de datações absolutas, permitiram aos geólogos a elaboração de escalas de tempo geológico.  Estas representações esquemáticas da história da Terra, representam sequências de divisões do tempo geológico, sendo as respetivas idades registadas em milhões de anos.
  • 36. Escala do Tempo Geológico36 Os 4,6 mil milhões de anos da Terra estão divididos em grandes unidade de tempo:  Pré-Câmbrico  Era Paleozóica  Era Mesozóica  Era Cenozóica
  • 37. Escala do Tempo Geológico37
  • 38. Escala do Tempo Geológico38 As divisões são tanto maiores e mais inseguras quanto mais recuados são os tempos geológicos
  • 39. Escala do Tempo Geológico39 Relação entre a escala do tempo geológico e as grandes extinções.
  • 40. Escala do Tempo Geológico40
  • 41. Escala do Tempo Geológico41
  • 42. Escala do Tempo Geológico42
  • 43. Escala do Tempo Geológico43  Nestas escalas, as divisões mais alargadas de tempo designam-se por eons.  Nesses grandes intervalos de tempo consideram-se divisões de duração inferior chamadas eras, cada uma das quais se subdivide em períodos que, por sua vez, se dividem ainda em épocas.  As transições entre as diferentes divisões correspondem sobretudo a momentos de grandes extinções ocorridas no passado e testemunhadas pelo registo fóssil. Fósseis de muitos organismos, como os dinossauros e outros grupos animais e vegetais, aparecem pela última vez em estratos rochosos cuja datação absoluta revelou a idade de 66,4M. a., Estas espécies ter-se-ão extinto nesta época Transição entre a Era Mesozoica e a Era Cenozoica
  • 44. Escala do Tempo Geológico44 Pré-Câmbrico 4600 M. a. – 542M. a.  Era mais longa.  Origem da crusta terrestre, atmosfera primordial e primeiros mares.  Seres aquáticos sem esqueleto.  Escassos registos fósseis.  As primeiras cianobactérias utilizam a fotossíntese e produzem oxigénio.
  • 45. Escala do Tempo Geológico45 Era Paleozoica 542 M. a. – 251 M. a.  Desenvolvimento das comunidades marinhas.  Desenvolvem-se os primeiros peixes.  Origem dos anfíbios, insectos e répteis.  Domínio das plantas produtoras de esporos.  Formação do super continente Pangea. Extinção em massa 90 % de todas as Famílias desaparecem. Fim da Era Paleozoica
  • 46. Escala do Tempo Geológico46 Era Mesozoica 251 M. a. – 65 Ma.  A idade dos dinossauros  Dominam as plantas terrestres  Origem das gimnospérmicas – plantas com sementes  Origem das angiospérmicas – plantas com flor  Origem dos mamíferos e das aves Impacto de um asteroide? Vulcanismo intenso? Extinção em massa de dinossauros e de muitos organismos marinhos Fim da Era Mesozoica
  • 47. Escala do Tempo Geológico47 Era Cenozoica 251 M. a. - …  Evolução continuada e adaptações das plantas com flor, insectos, aves e mamíferos  Domínio dos mamíferos  Movimentos significativos da crusta e formação de montanhas (Alpes e Himalaias)  Evolui o mais primitivo hominídeo (antepassado dos humanos) há aproximadamente 4,4 milhões de anos atrás.  Os primeiros Homo sapiens surgiram há aproximadamente 100 mil anos atrás.