1 ocupação antrópica - zonas costeiras

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1 ocupação antrópica - zonas costeiras

  1. 1. OCUPAÇÃO ANTRÓPICA ZONAS COSTEIRAS MARGARIDA BARBOSA TEIXEIRA
  2. 2. Ocupação Antrópica2 O crescimento da população gerou a ocupação de grandes áreas da superfície terrestre pelo Homem – Ocupação Antrópica – que acarretou alterações nas paisagens naturais. A ocupação desordenada do território, considerando os espaços urbanos e rurais, acarretou vários impactos negativos ao meio ambiente. Para evitar que a ocupação antrópica acentue cada vez mais os impactos negativos, é necessário definir regras de Ordenamento do Território.
  3. 3. Ocupação Antrópica3 O Ordenamento do Território é o conjunto de processos integrados de organização do espaço biofísico, tendo como objetivo a sua ocupação, utilização e transformação de acordo com as capacidades do referido espaço. A ocupação antrópica gera situações de risco especialmente no que se refere a:  bacias hidrográficas,  zonas costeiras,  zonas de vertente.
  4. 4. Zonas Costeiras4  A zona costeira é uma faixa complexa, dinâmica, mutável e que está sujeita a variados processos geológicos.  Os fatores modeladores das zonas costeiras são, fundamentalmente:  ação mecânica das ondas, • erosão (abrasão marinha)  subida e a descida das marés, • deposição  correntes marinhas. • arribas Modelados costeiros • praias mais comuns
  5. 5. Zonas Costeiras5 Praias  Formadas pela deposição de sedimentos não consolidados resultantes de materiais arrancados pelo mar ou de materiais transportados pelos rios.  Podem observar-se dunas litorais que impedem o avanço do mar para o interior e constituem ecossistemas únicos de grande biodiversidade.
  6. 6. Zonas Costeiras6 Arribas  Resultantes da erosão – abrasão marinha.  Costas altas e escarpadas constituídas por material rochoso consolidado, com pouca ou nenhuma vegetação.  Arriba fóssil
  7. 7. Zonas Costeiras7 Arribas Arriba fóssil
  8. 8. Zonas Costeiras8 Formas de erosão  Geradas pela abrasão marinha provocada pelo impacto dos movimentos das águas do mar (ondulação, correntes e marés) sobre a costa.
  9. 9. Zonas Costeiras9 Formas de erosão A ação combinada do impacto constante da ondulação (abrasão) e da dissolução das rochas que, ao escavar a base da escarpa, a torna instável, acabando por desabar sob a ação da gravidade Recuo da arriba ou escarpa
  10. 10. Zonas Costeiras10  Formas de erosão Plataforma de abrasão  Superfície aplanada e irregular situada na base da arriba, entre marés.  Resulta do desmoronamento da arriba  É constituída por detritos rochosos caídos da arriba.
  11. 11. Zonas Costeiras11  Formas de erosão Plataforma de abrasão Praia de Ribeira d’Ilhas - Ericeira
  12. 12. Zonas Costeiras12  Formas de erosão Plataforma de abrasão  Os materiais acumulados na superfície de abrasão irão ficar sujeitos à ação erosiva das ondas que, após a sua remoção, reiniciarão de novo a sua ação erosiva na base da escarpa, repetindo-se o processo.  A abrasão marinha torna-se mais intensa quando a água transporta partículas sólidas.
  13. 13. Zonas Costeiras13  Formas de erosão Derrocada de arriba em S. Bernardino- Peniche
  14. 14. Zonas Costeiras14  Formas de erosão Arriba do Cabo Espichel
  15. 15. Zonas Costeiras15  Formas de erosão Arcos - Algarve Cavernas - Algarve
  16. 16. Zonas Costeiras16  Formas de erosão Cavernas - Berlenga
  17. 17. Zonas Costeiras17  Formas de deposição
  18. 18. Zonas Costeiras18  Formas de deposição  Praia  Acumulação de sedimentos de variadas dimensões na faixa litoral.
  19. 19. Zonas Costeiras19  Formas de deposição  Restinga ou Cabedelo  Acumulação de areia ligada à faixa litoral por uma das suas extremidades com a outra livre.
  20. 20. Zonas Costeiras20  Formas de deposição  Restinga ou Cabedelo
  21. 21. Zonas Costeiras21  Formas de deposição  Restinga ou Cabedelo
  22. 22. Zonas Costeiras22  Formas de deposição  Restinga ou Cabedelo
  23. 23. Zonas Costeiras23  Formas de deposição  Tômbolo  Acumulação de areia que liga uma praia a uma ilha.
  24. 24. Zonas Costeiras24  Formas de deposição  Tômbolo  Por ação das correntes marítimas acumulam-se, entre uma pequena ilha e a orla continental grandes quantidades de sedimentos arenosos que, acabando por emergir, formam um istmo que faz a ligação ao território continental.  É a este istmo arenoso, ligando uma ilha ao continente, que se dá o nome de tômbolo.
  25. 25. Zonas Costeiras25  Formas de deposição  Tômbolo Tômbolos de Peniche e do Baleal
  26. 26. Zonas Costeiras26  Formas de deposição  Tômbolo Presumível evolução da linha da costa de Peniche desde o século XII até aos nossos dias
  27. 27. Zonas Costeiras27  Formas de deposição  Ilha-barreira  Acumulação de areia paralela à costa e dela separada por uma laguna.
  28. 28. Zonas Costeiras28  Formas de deposição  Ilha-barreira
  29. 29. Zonas Costeiras29  Formas de deposição  Ilha-barreira
  30. 30. Zonas Costeiras30  Formas de deposição  Ilha-barreira  Formação de barras submersas que evoluíram para ilhas-barreira de um sistema lagunar, como o da Ria Formosa.
  31. 31. Zonas Costeiras31
  32. 32. Zonas Costeiras32  Evolução do litoral  As áreas litorais são as mais densamente habitadas, albergando cerca de 80% da população mundial em apenas 500 000 km de comprimento.  Portugal possui cerca de 1450 km de costa e mais de metade da população portuguesa vive em concelhos do litoral.  Neste espaço de inter-relação entre as áreas terrestre e marinha, a influência humana tem hoje um importante papel.  As zonas litorais são um recurso insubstituível e não renovável do qual o Homem obtém alimentos, recursos minerais, lazer e turismo.  São sistemas dinâmicos, condicionados por fatores naturais e antrópicos.
  33. 33. Zonas Costeiras33  Evolução do litoral Causas naturais  Alternância entre regressões (descida do nível médio da água do mar) e transgressões marinhas (subida do nível médio da água do mar);  Alternância entre períodos de glaciação (formação de calotes glaciares) e interglaciação (fusão das calotes e consequente transgressão marinha);  Movimentos tectónicos originam a deformação das margens dos continentes, provocando a elevação ou afundamento das zonas litorais.
  34. 34. Zonas Costeiras34  Evolução do litoral Causas antrópicas  Agravamento do efeito de estufa provocado pelo excesso de produção de CO2 e consequente transgressão marinha;  Diminuição da quantidade de sedimentos que chegam ao litoral devido quer à sua extração quer à construção de barragens;  Ocupação da faixa litoral e consequente:  construção de estruturas de lazer,  construção desordenada,  arranque da cobertura vegetal,  pisoteio das dunas…
  35. 35. Zonas Costeiras35  Evolução do litoral Causas antrópicas Consequências  Extração de sedimentos para a • Falta de sedimentos no litoral. construção civil e retenção de sedimentos devido a barragens.  Pisoteio das dunas, quer pelos • Destruição das dunas e das plantas banhistas, quer pelas viaturas fixadoras das areias. todo-o-terreno.  Construção de estruturas fixas • Obstáculo à movimentação constante sobre dunas e praias (pressão das areias interrompendo-se um ciclo urbanística). natural de deposição e transporte de areias pelo vento e pelo mar.
  36. 36. Zonas Costeiras36  Evolução do litoral  Alteração da linha de costa  A linha tracejada representa a posição da linha de costa frente a Esposende em 1967.  A linha vermelha representa a posição do nível da maré alta em Fevereiro de 2001.  A mancha amarela representa a posição do nível de maré alta em Agosto de 2001.
  37. 37. Zonas Costeiras37  Evolução do litoral  Ação do avanço do mar
  38. 38. Zonas Costeiras38  Evolução do litoral  Ação do avanço do mar
  39. 39. Zonas Costeiras39  Evolução do litoral  Ação do avanço do mar
  40. 40. Zonas Costeiras40  Medidas de prevenção  Obras de engenharia (de proteção)  esporões,  paredões,  quebra-mares,  enrocamentos.
  41. 41. Zonas Costeiras41  Medidas de prevenção  Obras de engenharia (de proteção)  A deriva litoral é a quantidade de sedimento que passa numa secção do litoral durante determinado período (normalmente utiliza-se um ano).  A deriva litoral é induzida pela incidência da onda obliquamente à costa, em consequência da qual se geram correntes (ditas de deriva litoral) com resultante longitudinal.
  42. 42. Zonas Costeiras42  Medidas de prevenção  Obras de engenharia (de proteção) - esporões
  43. 43. Zonas Costeiras43  Medidas de prevenção  Obras de engenharia (de proteção) - esporões
  44. 44. Zonas Costeiras44  Medidas de prevenção  Obras de engenharia (de proteção) - esporões  Estruturas perpendiculares à linha de costa (a partir da praia) que se destinam a evitar o arrastamento de sedimentos e areias.
  45. 45. Zonas Costeiras45  Medidas de prevenção  Obras de engenharia (de proteção) - esporões
  46. 46. Zonas Costeiras46  Medidas de prevenção  Obras de engenharia (de proteção) - esporões
  47. 47. Zonas Costeiras47  Medidas de prevenção  Obras de engenharia (de proteção) - esporões
  48. 48. Zonas Costeiras48  Medidas de prevenção  Obras de engenharia (de proteção) - esporões
  49. 49. Zonas Costeiras49  Medidas de prevenção  Obras de engenharia (de proteção) - esporões
  50. 50. Zonas Costeiras50  Medidas de prevenção  Obras de engenharia (de proteção) - esporões  Constituem uma oposição ao transporte litoral de areias.  Permitem a acumulação de areias do lado montante (relativamente ao sentido da deriva litoral).  Originam uma erosão intensa e deficiente retenção de areias a jusante do esporão.  Como consequência, verifica-se tendência para estas estruturas se multiplicarem , formando campos de esporões.
  51. 51. Zonas Costeiras51  Medidas de prevenção  Obras de engenharia (de proteção) - Paredões  Estruturas paralelas à linha de costa (sobre a praia) que se destinam a evitar o efeito abrasivo sobre a linha de costa.
  52. 52. Zonas Costeiras52  Medidas de prevenção  Obras de engenharia (de proteção) - Paredões
  53. 53. Zonas Costeiras53  Medidas de prevenção  Obras de engenharia (de proteção) - Paredões
  54. 54. Zonas Costeiras54  Medidas de prevenção  Obras de engenharia (de proteção) - Paredões
  55. 55. Zonas Costeiras55  Medidas de prevenção  Obras de engenharia (de proteção) – Quebra-mar  Estruturas longitudinais, geralmente destacadas, paralelas à linha de costa.
  56. 56. Zonas Costeiras56  Medidas de prevenção  Obras de engenharia (de proteção) – Quebra-mar
  57. 57. Zonas Costeiras57  Medidas de prevenção  Obras de engenharia (de proteção) – Enrocamentos  Estruturas formadas por grande quantidade de enormes blocos rochosos dispostos paralelamente à costa.
  58. 58. Zonas Costeiras58  Medidas de prevenção  Obras de engenharia (de proteção)  Têm elevados custos de construção e manutenção.  Garantem apenas proteção local e reduzida no tempo.  Muitas dessas obras não têm como objetivo principal proteger a costa, mas sim proteger a propriedade privada ou pública.  Constituem obstáculos ao transporte litoral de areias, resultando num determinado local, mas agravando noutro (intensa erosão).  São soluções localmente eficazes, mas que causam distúrbios na dinâmica litoral a nível regional.
  59. 59. Zonas Costeiras59  Medidas de prevenção  Obras de engenharia (de proteção)  Para além de serem uma solução muito dispendiosa, elas próprias podem ser uma causa para o aumento da erosão litoral.  Só devem ser construídas estruturas de defesa costeira nos segmentos com valores sociais e económicos para o país (ou região) que as justifiquem;  Nos outros segmentos costeiros deixar que a mudança natural ocorra sem qualquer intervenção (segundo o Geólogo, Gaspar de Carvalho, Professor Catedrático jubilado).
  60. 60. Zonas Costeiras60  Medidas de prevenção  Recuperação de dunas  Estruturas de estabilização dunar formadas por paliçadas de madeira para reter as areias e consolidar as dunas.
  61. 61. Zonas Costeiras61  Medidas de prevenção  Recuperação de dunas  Estruturas formadas por paliçadas de madeira para circulação, reduzindo a degradação das dunas.
  62. 62. Zonas Costeiras62  Medidas de prevenção  Alimentação artificial das praias Praia de Albufeira - Antes e depois da alimentação da praia  Mais económica do que as grandes obras de engenharia;  Decisão controversa em litorais muito energéticos, como a costa ocidental portuguesa, pois requerem alimentação sistemática de sedimentos.
  63. 63. Zonas Costeiras63  Medidas de prevenção  Planos de ordenamento do território (Programa Finisterra – Programa de Intervenção na Orla Costeira Continental) Incluem medidas como:  Recuperação de dunas;  Alimentação artificial das praias;  Estabilização das arribas;  Manutenção e construção de esporões e muros de proteção;  Remoção de estruturas localizadas em áreas de risco (p.ex. habitações).

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